
De acordo com o Selur (Sindidato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo), nenhum dos 400 caminhões de coleta de lixo (domiciliar e empresarial) saiu para as ruas. Somente os serviços de saúde têm o lixo recolhido.
Segundo o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana), a categoria pede 12% de reajuste e o Selur oferece 3,1%. Diante do impasse nas negociações, os trabalhadores resolveram deflagrar a greve.
"Pedimos 12%, além de lanche e protetor solar gratuitos, mas o Selur disse que não é possível atender", afirmou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco.
Em março, os trabalhadores da limpeza ameaçaram uma paralisação, que foi suspensa após a retomada das negociações.
Uma medida cautelar, concedida pela Justiça, garante a realização da coleta de lixo de hospitais, postos de saúde, laboratórios e outros estabelecimentos da área de saúde.
O presidente do Selur, Ariovaldo Caodaglio, afirmou que nenhum motorista dos caminhões de coleta normal trabalhou nesta sexta e 50% dos garis estão paralisados.
"Fizemos uma contraproposta de aplicar o índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é melhor que a proposta anterior, além da redução da contribuição para plano de saúde, que representa 25% a menos do que eles pagam hoje. Eles não aceitaram", afirmou Caodaglio.
Na tarde da próxima segunda-feira acontece uma audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), onde as partes definirão as condições para a volta ao serviço.