segunda-feira, 27 de maio de 2019

Brasil: O que virá depois da onda bolsonarista?

Nosso sincero respeito aos brasileiros bem intencionados que saíram às ruas nas manifestações deste domingo, acreditando piamente que estavam ali para defender as reformas que o Brasil precisa (e que o presidente Jair Bolsonaro se comprometeu a fazer), uma política com mais ética e o pacote de segurança do ministro Sérgio Moro. Parece uma pauta justa.

Por outro lado, o nosso mais completo desprezo por aqueles que pregam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, defendem um golpe militar ou algo do tipo. Repudiamos inclusive os imbecis que perseguiram uma mulher pelo "crime" de vestir uma camiseta com o nome de Marielle Franco. "Marielle morreu, acabou, babaca!", foi uma das sentenças dos manifestantes bolsonaristas.

Não é possível que a maioria do eleitorado de Bolsonaro seja lunática, intolerante e antidemocrática. É provável que algumas pessoas não tenham percebido ainda que é incoerente defender uma "nova política" estando na linha de frente do bolsonarismo. Mas esse aprendizado virá com o tempo. A política é cíclica.

Já passamos recentemente por diversas ondas de iludidos (que se frustraram e voltaram à realidade): dos fiscais do Sarney nos anos 80 a essa nova direita que viu em Bolsonaro uma esperança, passando pela eleição de Collor, o caçador de marajás, em 1989, pelos efeitos do Plano Real na eleição e reeleição de FHC e depois pelas quatro vitórias consecutivas do petismo, com Lula e Dilma.

Todos surfaram em índices altíssimos de popularidade até, invariavelmente, morrerem na praia. Não será diferente com o bolsonarismo. O que precisamos, do lado de cá, aqui de fora dessa polarização entre os extremos mais radicais, é construir uma saída viável, sensata e equilibrada, que mantenha a normalidade democrática e institucional do País.

E que venham junto os que acordarem para a realidade, sejam ex-petistas ou ex-bolsonaristas. O Brasil agradece!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Homofobia é crime como racismo, define STF

Vitória da Cidadania. Vitória do #Cidadania23. O STF (Supremo Tribunal Federal) garantiu maioria com seis votos favoráveis à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26), proposta pelo PPS, hoje Cidadania, e do Mandado de Injunção (MI 4.733), impetrado pela ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros), que equipara a homofobia ao crime de racismo.

O julgamento, que havia sido interrompido em fevereiro, foi retomado nesta quinta-feira, 23 de maio. Antes da análise das duas matérias, os ministros votaram pedido de adiamento do julgamento por solicitação do Senado Federal, negado pela maioria dos magistrados.

Apesar de já ter conseguido maioria (com os votos de Rosa Weber e Luiz Fux, que se somam a Celso de Mello, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso), o julgamento da matéria será retomado no dia 5 de junho. Também na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado avançou nesta semana projeto que criminaliza esse tipo de discriminação.

O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, saudou a decisão e afirmou que a compreensão do Supremo representa uma “grande conquista civilizatória”.

“Nós do PPS, hoje Cidadania, estamos muito felizes por termos participado desse avanço e termos sido instrumento dessa grande conquista civilizatória e humana. Saudamos o STF pela compreensão e por ter decidido favoravelmente à definição de que a homofobia é um crime”, disse.

O Coordenador do Cidadania Diversidade e idealizador da ação, Eliseu Neto, afirmou que a decisão dos ministros representa a maior vitória da história do movimento LGBT do Brasil, e agradeceu o envolvimento partidário a favor da causa.

“Uma vitória emocionante. O PPS foi o único partido que teve coragem [de assumir a causa]. Completamos uma história porque Roberto Freire, na Constituinte, tentou transformar a homofobia em crime. Graças a esse partido que me acolheu com tanto carinho, a homofobia e transfobia foram consideradas racismo e, portanto, agora é crime no Brasil. Uma vitória tremenda. Acredito inclusive que seja a maior vitória da história do movimento LGBT no Brasil”.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

É só uma mentirinha inofensiva no currículo ;-)

A nova moda é contar uma mentirinha na hora de fazer o seu currículo profissional.

(Nota do Blog: Não façam isso, estudantes. Não sejam imbecis, idiotas úteis nem massa de manobra de espertalhões.)

Ministros do presidente Bolsonaro e agora o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foram flagrados dando essa floreada na formação acadêmica para impressionar o chefe e o público em tempos de fake news e de influenciadores digitais.

Mestrados e doutorados imaginários, omissões convenientes e até autoplágio estão entre as modalidades adotadas por essas otoridades do alto escalão (favor não confundir com baixo calão, embora a vontade seja soltar um palavrão diante de tamanho descaramento).

Dar um upgrade à Pinoquio na experiência pregressa é prática recorrente entre bolsonaristas. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, entre outras insanidades de praxe, afirmava ser "mestre em educação" e "em direito constitucional e direito da família" (sic).

Foi desmascarada e afirmou, no melhor estilo doiDamares, que seus títulos não eram do mundo pagão, mas divinos. "Diferentemente do mestre secular, que precisa ir a uma universidade para fazer mestrado, nas igrejas cristãs é chamado mestre todo aquele que é dedicado ao ensino bíblico”. Aham!

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também não é mestre em direito público pela Universidade Yale, título atribuído a ele há anos em seus artigos. A desculpa esfarrapada: "A informação foi veiculada erroneamente por um equívoco da assessoria". Claro! Desde 2012. (rs)

O ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, também errou 22 vezes (!!!) em seu currículo Lattes, como "esquecer" de acrescentar coautores de seus textos, por exemplo ao ter citado como de sua autoria única o livro “Formação e Perspectivas da Social-Democracia”, que teve outro autor. Distraído ele, coitado.

O atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, é outro que traz inconsistências em seu currículo. Ele incorre no chamado autoplágio, prática conhecida no meio acadêmico quando o mesmo artigo é republicado em periódicos diferentes, desobedecendo a norma que exige ineditismo do material.

Ou seja, é uma "pedalada" no currículo, como já fez a ex-presidente Dilma Rousseff, a própria "rainha da pedalada", que incluía na formação os títulos de mestre e doutora em economia pela Unicamp sem nunca ter sido diplomada ou defendido alguma tese para ostentar tais títulos.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, inaugurou uma nova modalidade de curriculum vitae: agora pode incluir desejos, planos e intenções.

Daí ter inventado um doutorado inexistente em Harvard.

Disse que incluiu no currículo essa informação porque isso fazia parte dos seus planos, abandonados à força depois de ter sido eleito em 2018. Original.

O estagiário do #BlogCidadania23 gostou tanto da nova moda que já incluiu no próprio currículo duas Copas do Mundo, um Oscar, um Grammy e o Nobel da Paz. Fará de tudo para realizar os planos, mas vai saber, né... Ao menos a intenção é boa!

PS. A moda de mentir no currículo nem é tão nova, né? Mas no governo é uma aberração deplorável! Porém, fique tranquilo, só vai repercutir mal, mas muito mal mesmo, se você for uma mulher negra. Aí você vai direto para a fogueira das reputações, como a professora brasileira Joana D´Arc.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Os 10 anos da febre do Pré-Sal no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana fala do petróleo e da febre do pré-sal. Há 10 anos, a Petrobras realizava a primeira extração de petróleo da camada de pré-sal no campo de Tupi. Mas o que foi aquela febre do pré-sal no Governo Lula, você lembra?

O que é o pré-sal, afinal? Mitos e verdades. A crise do Petróleo. A corrupção na Petrobras. A importância do tema para a eleição e o impeachment de Dilma. Como substituir os chamados combustíveis fósseis por outros sustentáveis? Assista.

Votação inaugural conecta 46 dos 55 vereadores no "plenário virtual" da Câmara de São Paulo

Com o voto digital de 46 dos 55 vereadores, foi bem sucedida a primeira sessão extraordinária virtual da Câmara Municipal de São Paulo, com uma pauta que ficou disponível na internet de 13 a 21 de maio para consulta, discussão e voto aos oito primeiros Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) desta iniciativa pioneira.

Nessa votação inaugural, foram aprovados títulos de cidadãos paulistanos às mais diversas personalidades: da cantora Edith Veiga, conhecida como "a rainha do bolero", ao cônsul da Síria, Sami Salameh; do presidente da Câmara dos Lojistas de São Mateus, Marcelo Dória, ao ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho; do fundador da Cia. de Teatro Os Satyros, Ivam Cabral, ao pregador religioso Dunga, que se propõe a tirar os jovens da "vida sexual desregrada".

Este "plenário virtual" é uma das novidades anunciadas pela atual Mesa Diretora da Câmara, entre outras inovações como o fim do fornecimento de copos plásticos nos bebedouros acessíveis a visitantes e funcionários, a diminuição do uso de papel na rotina burocrática das sessões, a limpeza na pauta de vetos do Executivo e a abolição da obrigatoriedade do uso da gravata pelos parlamentares no plenário.

Veja aqui todos os detalhes da votação.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

#ProgramaDiferente e #OLHAR23 mostram o Brasil com Bolsonaro: juntos e shallow now até quando?



Em meio à convocação nas redes sociais de manifestações pró e contra o presidente Jair Bolsonaro, o #ProgramaDiferente e os personagens surreais do #OLHAR23 aproveitam o clima para perguntar com bom humor e irreverência: Brasil com Bolsonaro, juntos e shallow now até quando?

Depois das reações do presidente chamando de "imbecis", "idiotas úteis" e "massa de manobra" os manifestantes que foram às ruas em prol da Educação na semana passada, a expectativa é que ainda mais gente se mobilize contra o governo no próximo dia 30 de maio.

Por outro lado, os bolsonaristas estão convocando protestos para o dia 26 de maio que extrapolam o apoio ao presidente e chegam a pregar a invasão do Congresso Nacional e o fechamento do Supremo Tribunal Federal. Pauta estranha com gente esquisita.

O fato é que a confiança no governo está em queda. Muita gente que votou em Bolsonaro já começa a duvidar da sua capacidade de melhorar alguma coisa no país. Com isso, a oposição cresce e aparece. O Brasil segue dividido. A crise está no ar. Assista.

sábado, 18 de maio de 2019

O governo faz água e o Brasil, tomado de assalto por piratas, anda na prancha cercado de tubarões

Não me venham agora os isentões reclamar que, ao cogitar desde já o impeachment ou a renúncia de Jair Bolsonaro, estaremos torcendo ou tramando contra o Brasil.

Ora, foi este também o principal argumento de defesa daqueles que se opunham à queda de Dilma Rousseff e/ou de Michel Temer.

"Preservar a governabilidade", mas isso não parece ter sensibilizado minimamente os atuais inquilinos do poder para frear seus instintos mais primitivos.

Aliás, essa é a essência do bolsonarismo: um vale-tudo bárbaro pelo poder, com desprezo absoluto pela política institucional, pelos princípios republicanos e pelo estado democrático de direito.

Vitorioso em sua abordagem eleitoral pirata, pilhando corações e mentes da massa mais rude dos navegantes das redes sociais. E assim zarpou o novo governo em meio à tormenta, com uma tripulação celerada e rebelada à bordo, capitaneada por um excêntrico descerebrado e seu exótico papagaio da Virgínia.

Sob o mar revolto e jogando homens da prancha, a embarcação segue à deriva sinalizando o risco iminente do naufrágio. Porém, não queiram atribuir qualquer culpa injustamente a quem sempre avisou que era mais prudente manter-se em terra firme, ao invés de se aventurar entre corsários e bucaneiros ou se deixar seduzir pelo canto das sereias. Mantivemos os pés no chão. Cobrem, portanto, de quem se atirou do píer.

A água onde um navio navega é a mesma água que o afunda, diz um provérbio náutico.

Quem abriu brecha no dique e fez esvaziar a confiança no governo foram seus próprios ocupantes. O comportamento errático de Bolsonaro, as suspeitas sobre seus filhos problemáticos, o embate interno entre militares e olavistas, tudo isso mostra que o Brasil navega sem rumo. Para piorar, quem içou para o alto do mastro o texto que sugere um autogolpe, foi o próprio presidente.

Tubarões e lulas já circundam a praia, sentindo cheiro de sangue. O resto é suposição de quem observa de longe, por imagem telescópica e informação telegráfica. Mas que há amotinados no navio, não há a menor dúvida. Então é evidente o despreparo dos tripulantes e a falta que faz um mapa de navegação.

Não há bom vento para o marinheiro que não sabe onde é o porto, diz outro provérbio.

Ou alguém duvida que o impeachment entrou no radar, como avisou o fuzileiro Reinaldo Azevedo? Ou que o governo vai ruir, como afirma o velho marinheiro Lobão? Ou que a renúncia do capitão seria um gesto nobre, como defende o comissário Gilberto Dimenstein?

O governo faz água, é inegável.

Ao menos nisso Bolsonaro parece coerente, quando cobrou dos jovens "idiotas" que saíram às ruas por mais Educação a fórmula da água. O presidente demostra na prática a sua mais nova expertise. Essa substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio é tão abundante nesses cinco meses de governo que já está quase afundando o presidente.

Para concluir, uma sequência aleatória de cinco provérbios marítimos, que falam por si:

O navio que não obedecer ao leme terá de obedecer às rochas. 

Para um navio quebrado todos os ventos são contrários.

Não construa um navio novo com madeira velha.

Quem embarca com o diabo tem de navegar com ele.

Depois de o navio afundar, toda a gente sabe como ele poderia ser salvo.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Bolsonaro sendo Bolsonaro: vergonha globalizada



Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho

(Caetano Veloso, "Sampa")


O meme que virou presidente é uma vergonha internacional.

Quando chama tudo o que enfrenta de idiota e de imbecil, Bolsonaro não percebe que está diante de um grande espelho.

Não tem a mínima postura para o cargo que ocupa por acidente.

Despreparado, desequilibrado, desqualificado.

Vai cair, porque é óbvio, mas até lá seguirá causando um estrago gigantesco para o País.

É um lunático cercado de lunáticos. Piora dia a dia.

Mas está em uma fase didática: Bolsonaro para idiotas.

A metapiada.

E o tamanho do seu cérebro, ó! Assista.


Leia mais:

O #ProgramaDiferente traz uma seleção asquerosa de declarações homofóbicas de Jair Bolsonaro neste que é o Dia Internacional Contra a Homofobia



Neste 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, vale fazer o registro de quem é o boçal que temos presidindo o Brasil. Não podemos nos calar! Não devemos esquecer! Se Jair Bolsonaro tem orgulho de se dizer homofóbico, ou se isso faz parte da sua ideologia, como afirmou nesta semana o deputado Marco Feliciano, precisamos denunciar e lembrar sempre que homofobia é crime! Assista.

Alô, prefeito Bruno Covas e vereadores paulistanos: A Mooca quer o seu parque! #ParqueNaMoocaJá

Reivindicação justa e já histórica dos moradores da Mooca, um dos bairros com menor índice de áreas verdes por metro quadrado e por habitante em São Paulo, o Parque Municipal na área da antiga distribuidora de combustíveis Esso é uma necessidade urgente para a preservação da qualidade de vida e a manutenção da saúde na cidade.

Moradores e comerciantes da região, entidades sociais, associações comunitárias e a imprensa local estão organizando a mobilização #ParqueNaMoocaJá para um grande ato no próximo dia 19 de maio, às 10h da manhã, na confluência das ruas Barão de Monte Santo, Dianópolis e Vitoantonio Del Vechio.

É ali que fica o terreno de 100 mil m² que passou por longo processo de descontaminação e que há 20 anos a população pede que seja transformado em parque público. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda 12m² de área verde por habitante, na Mooca o índice está abaixo de 1m².

Na Câmara Municipal tramita projeto do vereador Gilberto Natalini (PV) - em coautoria com o vereador Claudio Fonseca (líder do #Cidadania23) e amplo apoio do #BlogCidadania23 - para instituir oficialmente o Parque Municipal da Mooca.

O PL 32/2018 já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e só depende da vontade política dos vereadores para ser votado em plenário e seguir para sanção do prefeito Bruno Covas.

De 1945 a 2001, o terreno foi ocupado pela Esso Brasileira de Petróleo, subsidiária da multinacional Exxon Mobil.

Quando a empresa decidiu encerrar as atividades na Mooca, como parte dos procedimentos para desativação foi realizada uma avaliação ambiental que constatou a contaminação do solo e das águas subterrâneas por combustíveis líquidos e metais pesados, entre outros contaminantes.

A remediação do solo se estendeu por quase 18 anos, supervisionada pela Cetesb. Com o laudo da descontaminação, a Construtora São José, atual proprietária do terreno, pretende construir um megaemprendimento imobiliário no local, destinando apenas 10% do espaço para áreas verdes e livre acesso do público.

A população, ao contrário, reivindica a destinação total da área para o parque, nos mesmos moldes de compensação à empresa proprietária que já ocorreu recentemente com o Parque Augusta.

Terrenos para moradia não faltam na região - inclusive nas ruas vizinhas tomadas por galpões abandonados, favelas e cortiços. O que não existe mais na cidade são espaços verdes como este: um verdadeiro tesouro ambiental que não pode ser simplesmente perdido por ganância ou pela falta de compromisso com a sustentabilidade. Simples assim. 

Certo, prefeito? Concorda, governador? Vamos aprovar esse parque, senhores e senhoras parlamentares? Queremos uma resposta! A eleição de 2020 está chegando!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Será que os idiotas e imbecis que Bolsonaro enxerga e os que nós enxergamos são os mesmos?

Só um despreparado, desqualificado e nada inteligente Jair Bolsonaro pode reagir como um asno, dando coices no seu próprio povo que vai às ruas se manifestar em prol da Educação.

Mas está provado que os jovens sabem as fórmulas tão solicitadas pelo presidente.

Por exemplo, conhecemos a fórmula da água, a fórmula da ignorância e a regra de três (filhos tapados e limítrofes).

"Quanto é 7 x 8 ?"

Os caras não sabem conjugar um verbo, mas se julgam muito cultos.

De quanto será o Q.I. de Jair, Flávio, Carlos e Eduardo? Se somar todos será que atinge a média do estudante brasileiro?

É como no boxe e no MMA. Cada um luta dentro da sua categoria.

O oponente Bolsonaro é coerente: chama para o confronto quem pertence à sua faixa.

Idiotas e imbecis.

É essa a aposta que faz para ganhar nos pontos. Mas vai acabar nocauteado.

"O que é octógono?"

E manifestação de rua é baderna, então, Joice Hasselmann?

Quer dizer que você é baderneira, oportunista e também tem memória fraca. 

Porque foi assim que você se elegeu, né?

Saída das manifestações de rua xingando o governo. E nem precisou ser muito inteligente. Só esperta. Malandra.

E o ministro (ou os ministros) atacando o comunismo e o marxismo cultural?

Mais um lunático guerreando contra inimigos imaginários, moinhos de vento.

Enfim, Bolsonaro, quer mesmo enxergar a verdadeira massa de manobra e a infestação de idiotas e imbecis?

Olhe em volta.

Estão todos no seu governo.

Mas um bom espelho também seria útil e revelador.

Maio ainda é o mês das noivas? Descubra no #ProgramaDiferente (além de saber como é ser pai de menina em tempos de empoderamento feminino)




Super alto astral, em meia hora que te coloca pra cima, faz sorrir e melhora a auto-estima de qualquer um, o #ProgramaDiferente de hoje é sobre casamento, família, pais e filhos, amor, união. Assista.

Vamos descobrir se maio ainda é o mês das noivas e se os brasileiros ainda valorizam um casamento tradicional. Continua sendo o sonho de toda menina encontrar seu príncipe encantado, sua alma gêmea? Criar uma filha mulher é diferente de ter filhos homens? E tem receita para uma vida feliz?

terça-feira, 14 de maio de 2019

Câmara Municipal de São Paulo abre 1ª sessão virtual com homenagens variadas; Autódromo de Interlagos também volta ao debate com polêmica

Está aberta oficialmente a primeira sessão extraordinária virtual da Câmara Municipal de São Paulo, com uma pauta disponível na internet até o dia 21 de maio para consulta, discussão e voto digital dos 55 vereadores aos oito primeiros Projetos de Decreto Legislativo (PDLs), que são basicamente honrarias e denominações.

Nesta leva inaugural, estão reunidas concessões de títulos de cidadãos paulistanos às mais diversas personalidades: da cantora Edith Veiga, conhecida como "a rainha do bolero", ao cônsul da Síria, Sami Salameh; do presidente da Câmara dos Lojistas de São Mateus, Marcelo Dória, ao ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho; do fundador da Cia. de Teatro Os Satyros, Ivam Cabral, ao pregador religioso Dunga, que se propõe a tirar os jovens da "vida sexual desregrada".

Apesar da necessidade de quorum de dois terços para aprovação desses PDLs, em votação única (ao contrário dos Projetos de Lei, que precisam passar por votações em dois turnos e ainda seguem para sanção ou veto do Executivo), é praxe que todos sejam aprovados simbolicamente nas sessões, sem que a maioria dos vereadores busque alguma informação sobre os nomes homenageados.

Este "plenário virtual" é uma das novidades anunciadas pela atual Mesa Diretora da Câmara, entre outras inovações como o fim do fornecimento de copos plásticos nos bebedouros acessíveis a visitantes e funcionários, a diminuição do uso de papel na rotina burocrática das sessões, a limpeza na pauta de vetos do Executivo e a abolição da obrigatoriedade do uso da gravata pelos parlamentares no plenário.

Interlagos: Privatização? Concessão? E o GP Brasil?

Para a sessão extraordinária "tradicional" desta semana (que por acordo ocorre às quartas-feiras), com a presença física dos vereadores, são esperados projetos como a anistia aos imóveis irregulares na cidade e pelo menos uma alteração substancial no pacote de desestatização iniciado pelo então prefeito João Doria (PSDB), antes de se eleger governador, e continuado pelo seu sucessor, o atual prefeito Bruno Covas (PSDB): a anunciada privatização do Autódromo de Interlagos será substituída por uma concessão pública, como já foi feito no Estádio do Pacaembu.

Ou seja, em vez de vender o autódromo à iniciativa privada, em caráter definitivo, como constava no projeto original do Executivo que tramita na Câmara, a transferência agora será temporária e a empresa poderá explorá-lo comercialmente apenas por um prazo determinado, período que pode ou não ser renovado, além de seguir outras regras estabelecidas pela Prefeitura.

Num momento em que o presidente Jair Bolsonaro anunciou com estardalhaço a reconstrução do Autódromo do Rio de Janeiro e a transferência da Fórmula 1 de São Paulo para o Rio, o assunto do Autódromo de Interlagos certamente voltará com velocidade à pauta do dia, misturando política, automobilismo e a corrida por um rio de recursos públicos e privados.

A expectativa no meio político é que em 2020 a categoria permaneça ainda nas pistas paulistanas, mas o futuro é incerto (faria parte do acordo das obras cariocas a transferência do GP do Brasil, o que parece mesmo bastante provável). No material de divulgação dos investidores dessa ambiciosa empreitada a promessa é clara: GP Brasil de Fórmula 1 no Rio de Janeiro já a partir do próximo ano. Será que São Paulo vai mesmo levar essa ultrapassagem?

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Até para o "padrão Bolsonaro" de ignorância, imbecilidade e obscurantismo, a ministra Damares e o guru Olavo de Carvalho passaram dos limites

Um governo de lunáticos conduzidos pelo maior de todos, o mito da mediocridade, o meme que virou presidente, Jair Bolsonaro. Não é de se espantar, portanto, o grau de sandice coletiva, embora a produtividade diária seja extraordinária.

Mas a ministra Damares Alves e o guru Olavo de Carvalho com seu time de olavistas, especialmente, junto com as três fraquejadas presidenciais que são incontroláveis, já passaram de todos os limites aceitáveis.

A última asneira da ministra Damares Alves foi mais uma vez investir contra o universo infantil das princesas: ela afirmou agora que a princesa da animação infantil Frozen mora sozinha no castelo de gelo porque é lésbica. Pior, previu o lançamento de uma boneca que fará aborto e anunciou que as princesas Aurora e Bela Adormecida protagonizarão um beijo gay. "O cão está muito bem articulado e nós estamos alienados". ASSISTA.

Que eles estão e são alienados, de fato, ninguém duvida. Mas isso é doentio. Chamem um médico urgente, por favor! Tarja preta é refresco! Eles estão descontrolados!

Antes do novo episódio das princesas, Damares já tinha postado no twitter o meme "Alô! Moro", em que faz um apelo na única linguagem que os bolsonaristas conseguem se comunicar, para manter o controle político sobre a Funai no ministério da "Mamãe Damares", em vez de repassá-lo à Justiça do "papai Sergio Moro".

Absolutamente patético.

Junte-se a isso outro momento igualmente folclórico, do ministro da Educação tentando explicar o corte de 30% do custo das universidades ao separar "três chocolates e meio em 100 para comer depois" (sendo que o boçal Bolsonaro comeu o pedaço dele na hora, piorando o exemplo que já estava errado e fracassado).

A fábrica de estrume governamental é incansável. Difícil de acompanhar toda a produção. São 24 horas ininterruptas. Tentamos aqui no #BlogCidadania23, na sátira do #Olhar23 e nas postagens especiais, como estas abaixo, entre outras:

O Brasil nas mãos do meme que virou presidente

Os Vingadores brasileiros e o capitão Boçalnaro

Issoaê não tem condição de ser presidente, talquei?

Presidente Bolsonaro, o Exterminador da Cultura

E esse decreto do armamento, Bolsonaro?

Tirem as crianças da sala, Bolsonaro chegou!

Presidente Pateta e seus três Patetinhas no #ProgramaDiferente

Conheça e assista a série "É verdade esse bilete. Assinado: Damares" no #ProgramaDiferente

‘Merecia um cargo de ministro, ele me colocou aqui’, diz Jair Bolsonaro sobre o filho Carlos, autor de baixarias deploráveis nas redes sociais

Bolsonaro é uma ameaça diária à nossa democracia!

Cota de malucos de Bolsonaro já está preenchida?

Se você faz parte da bolha bolsonarista ou da bolha petista, não leia esse texto. Você vai odiá-lo!

A grande imprensa também se esforça para mostrar as insanidades do governo. Mas, para a bolha bolsonarista ideologizada e idiotizada, tudo não passa de "fake news".

São fanáticos imunes ao bom senso e inatingíveis pela verdade dos fatos. Como está provado, eles só se retroalimentam por notícias da própria bolha. Desprezam e ignoram qualquer opinião alheia ao próprio bolsonarismo, e partem para o ataque orquestrado das milícias virtuais contra qualquer ameaça de divergência externa. Ou seja, é o caos!

domingo, 12 de maio de 2019

Especial do Dia das Mães e a importância do aleitamento materno no #ProgramaDiferente



Neste especial do Dia das Mães, o #ProgramaDiferente fala da importância da amamentação, dos benefícios do leite materno para a saúde do bebê e faz até campanha de doação para os bancos de leite, que muita gente nem sabe que existe, entre outros assuntos fofos e cheios de emoção, não deixando de lado a boa informação. Feliz Dia das Mães! Assista.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Cidadania de São Paulo recebe os prefeitos Bruno Covas e Luciano Rezende para falar de Sustentabilidade e do Ecossistema Urbano

O #Cidadania23 de São Paulo promove neste sábado, 11 de maio, o Seminário "Sustentabilicidade - Cuidando do Ecossistema Urbano", que tem como palestrantes os prefeitos de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e de Vitória, capital do Espírito Santo, Luciano Rezende (Cidadania).

O evento faz parte do calendário pré-congressual do Cidadania, que neste ano vai definir os novos estatutos e o programa do partido. 

Estão sendo promovidos encontros temáticos por todo o Estado desde que o PPS anunciou a mudança de nome, em 23 de março, e também divulgou a sua carta de princípios. Este é o primeiro grande evento realizado pelo diretório paulistano, aberto a todos os filiados e simpatizantes.

Para 2020, ano das eleições para vereadores e prefeito, também haverá atividades importantes: além da preparação dos pré-candidatos e da formação da chapa do #Cidadania23 para a Câmara Municipal, no primeiro semestre serão realizados os congressos zonais e o municipal. Para o segundo semestre, passadas as eleições, devem ocorrer os congressos estadual e nacional. Participe!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

O que significa dizer que o Cidadania é "reformista"?

Você já deve ter ouvido falar que o #Cidadania23 é um partido de tradição "reformista", que apóia a Reforma da Previdência (entre outras reformas estruturais do Estado), mas que as suas bancadas na Câmara e no Senado defendem emendas ao projeto do Executivo que garantam mais justiça social nas aposentadorias dos brasileiros, sobretudo dos mais pobres.

Mas o que significa isso, afinal? O que é ser "reformista"? 

E o que leva um partido que se diz diferente a apoiar a Reforma da Previdência, um tema tão polêmico e de repercussão popular tão negativa, logo vocês que se declaram independentes no Congresso e inclusive vem atuando de maneira bastante crítica ao governo do presidente Jair Bolsonaro? Não é contraditório?

A Reforma é necessária para buscar o equilíbrio fiscal mas também para fazer justiça social. Não se trata de apoiar este ou aquele governo, nem de jogar para a plateia, como fazem alguns partidos de oposição, mas de ajudar a preservar a igualdade de todos os cidadãos no momento da aposentadoria. Garantir aos mais vulneráveis um benefício essencial para quando eles não puderem mais trabalhar.

O que não devemos é cair na armadilha desse discurso simplista do governo. Eles argumentam: a Reforma da Previdência vai gerar uma economia de R$ 1 trilhão. Bingo! Por isso é necessária sua aprovação a qualquer custo para acabar com a crise brasileira. Mas, atenção, não é bem assim! Além de ser uma conta questionável e, ainda que fosse verdadeira, não ter um resultado imediato, a Reforma da Previdência não é simplesmente uma questão matemática. É social. É humanitária.

O governo quer economizar R$ 1 trilhão? OK! Mas esse dinheiro vai sair do bolso de quem? Da população brasileira que já vive com dificuldade? Do sacrifício do trabalhador e do aposentado, enquanto algumas categorias (como os próprios políticos e a elite do funcionalismo público) mantém seus privilégios injustificáveis? Não é essa conta que o #Cidadania23 vai fazer.

Economizar R$ 1 trilhão para o governo estancar a crise, mas para isso sacrificar ainda mais o cidadão que ganha um salário mínimo? Assim não dá, senhores tecnocratas! Não basta olhar para os números e projeções da economia, precisamos pensar em melhorar efetivamente a qualidade de vida dos brasileiros.

Alguns temas da Reforma são importantes: fixar a idade mínima, definir o tempo mínimo de contribuição, ampliar a faixa de contribuintes. Mas é essencial separar o que é Previdência e o que é Assistência Social, garantir o benefício continuado, a aposentadoria rural e retirar privilégios de categorias como a dos próprios políticos, que mexem no bolso alheio mas não querem perder suas vantagens e mordomias.

O que o #Cidadania23 propõe na Reforma?

Da mesma maneira que o governo encaminhou alíquotas diferentes de acordo com a renda, a proposta de emenda do #Cidadania23 é termos também o tempo de contribuição diferenciado.

Num país com tantas desigualdades, não é possível esperar que alguém que ganhe ou se aposente com um salário mínimo tenha a mesma sobrevida de quem receberá dez salários mínimos na sua aposentadoria. São expectativas de vida diferentes e consequentemente também o tempo de recebimento do benefício será diferente.

Daí a proposta de contribuição diferenciada por faixas salarias; quem ganha menos contribui proporcionalmente com menos e pode se aposentar mais rápido, enquanto aqueles que ganham mais, trabalharão relativamente um pouco mais, pois tem mais condições para continuar exercendo uma profissão.

O que a emenda propõe objetivamente? A proposta atual do governo é que o trabalhador, a partir de 20 anos de contribuição, tenha direito a 60% da aposentadoria - e a cada ano vá subindo 2% até alcançar a idade mínima ou o tempo de contribuição.

O que o #Cidadania23 defende: que a partir dos 20 anos, esse índice suba anualmente 5% para as menores faixas salariais, diminuindo substancialmente o tempo mínimo de contribuição para quem ganha menos. Ou que esse percentual comece a contar a partir de 15 anos de contribuição, como já é a exigência atual.

Hoje, na Previdência em vigor, como lembra o secretário-geral do partido, Davi Zaia, "53% dos brasileiros já se aposentam por idade, ou seja, são pessoas de baixa renda que não conseguem comprovar mais de 15 anos de contribuição. Mais de 70% se aposentam com um salário mínimo". É uma realidade que precisa ser levada em consideração.

Trabalhadores com menor renda tem inclusive mais dificuldade de comprovar o tempo de contribuição ou o período trabalhado. Portanto, essa progressividade da alíquota e do tempo de contribuição são também medidas para buscar de forma concreta alguma justiça social.

Transição igual parta todos

Outra proposta objetiva é igualar o período de transição para todos: unificar um "pedágio" de 30% sem distinção, quebrando o privilégio de categorias (hoje essa vantagem caberia aos políticos, por exemplo, o que é um escândalo!) e padronizando as regras para todos os brasileiros.

Responsabilidade dos estados e municípios

Por fim, mais uma questão primordial é repassar aos estados e municípios a obrigação de reformar as suas próprias previdências, para que sejam respeitadas as peculiaridades locais no trato com o funcionalismo público e para que todos os entes da federação tenham idêntica responsabilidade fiscal (seja melhorando a arrecadação, seja enxugando gastos, sem repassar  ao governo federal suas contas deficitárias como resultado de uma gestão irresponsável).

Ajuste fiscal com justiça social

É justificável, portanto, defender a Reforma num país que é tão desigual. Podemos fazer justiça social também através da Previdência, compreendendo particularidades como a das mulheres e até destacando algumas classes como a dos professores ou dos policiais militares (que serão resolvidas pontualmente nos Estados), mas sem comprometer tanto as finanças do País.

Em resumo, o #Cidadania23 é reformista porque entende a necessidade de termos um Brasil moderno, viável, fortalecido, responsável, equilibrado financeiramente. Sem cair na questão puramente matemática e pragmática do governo, de que vale qualquer sacrifício da população para tirar as contas do vermelho, nem no discurso fácil e demagógico da oposição, do "quanto pior, melhor", para ter algum proveito eleitoral imediato. 

Como você já percebeu, está longe de ser uma tarefa simples. Mas é assim que se constrói a verdadeira Cidadania.

E esse decreto do armamento, Bolsonaro? (Escolha a sua arma no duelo da informação contra a barbárie!)

Político armado no plenário e na rua.

Jornalista armado.

Advogado armado.

Caminhoneiro armado.

Agente de trânsito armado.

Conselheiro tutelar armado.

Qualquer um armado que mostre uma simples carteirinha de um “clube de tiro”.

Voltamos à barbárie, com um boçal selvagem presidente.

Umas perguntinhas:

Será que ao liberar o porte de arma para caminhoneiros, num ato populista e demagógico, Jair Bolsonaro leva em consideração o nível de stress da categoria e a gravidade do problema enfrentado com drogas, por exemplo, para citar apenas um caso objetivo desse decreto irresponsável?

E um conselheiro tutelar, armado para entrar em uma comunidade dominada pelo tráfico ou pela milícia, faz sentido?

E um jornalista? Com revólver, fuzil ou escopeta? (sinal dos tempos para quem fazia história empunhando um bloquinho e uma caneta)

Um fato:

A arma do jornalista é a informação, Jair Bolsonaro.

E é por ela que você vai cair. Pode aguardar. Você e essa gangue de lunáticos.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Câmara de São Paulo quer aprovar "IPTU verde" e anistia para imóveis e construções irregulares



Nesta terça-feira (7 de maio) marcada por um bate-boca histérico entre a vereadora Janaína Lima (NOVO), que faz parte da base de sustentação do prefeito Bruno Covas (PSDB), e o líder do governo, vereador Fabio Riva (PSDB), os parlamentares sinalizaram os assuntos que pretendem votar (ou ao menos começar a discutir) nesta semana na Câmara Municipal de São Paulo.

Entre as novidades, entram em pauta a polêmica anistia de imóveis e construções irregulares e o "IPTU verde", proposto desde a gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), e que garante desconto tributário a quem investe em construções sustentáveis. Será válido tanto para a reforma de imóveis quanto para novos empreendimentos residenciais, comerciais e mistos.

Os vereadores também estão propondo uma CPI para investigar o descumprimento das obrigações de empresas concessionárias de serviços públicos no município, como Sabesp, Comgás e Enel, como por exemplo na abertura e fechamento de buracos em vias públicas, que deveriam seguir um protocolo estabelecido para os remendos no asfalto e em calçadas, e também na poda de árvores ou no aterramento da fiação elétrica.

Foi exatamente esta CPI sugerida pelos vereadores Rodrigo Goulart (PSD) e Xexéu Tripoli (PV) que motivou a reação destemperada da vereadora Janaína Lima. Proponente de uma CPI para apurar ilegalidades na administração do Teatro Municipal de São Paulo, ela acusou o líder do governo de "burlar acordos". Veja aqui como foi o entrevero.

Leia também:

Os Vingadores brasileiros e o capitão Boçalnaro

“O ressentimento é corrosivo e eu odeio isso.”
(Tony Stark, o Homem de Ferro)


Se Jair Bolsonaro fez todo aquele escarcéu por conta da campanha pró-diversidade do Banco do Brasil e, na sequência, do Burger King, imagine o que ele não faria se assistisse "Vingadores: Ultimato" no cinema!?

Censura na certa! Bolsonaro partiria para uma missão mais devastadora que a de Thanos no Universo! Muito mais destruidora do que ele próprio já vem fazendo com a Cultura, a Educação e o Meio Ambiente! Com muito mais ódio e ressentimento que as trocas de farpas entre a ala dos militares e a claque de olavistas!

Pelo amor de Deus, afastem Bolsonaro dos shoppings! Avisem 01, 02 e 03, Eduardo, Flávio e Carlos, para manterem o papi 00 distante dos cinemas! Inventem uma desculpa qualquer, digam que o Jean Wyllys aparece no filme, botem aquelas fitas de isolamento no quarteirão, esvaziem as filas de aficionados... Vai dar um trabalhão, mas é uma missão heróica impedir Bolsonaro de assistir esse blockbuster comunista!

(Atenção: a partir daqui, contém spoilers) Ele não resistiria à tanta lacração politicamente correta, com o empoderamento de negros e mulheres. Afinal, enquanto os heróis - principalmente os homens - mostram todas as suas fraquezas "humanas", são as mulheres que demonstram de forma inédita toda a força feminista em cenas capazes de despertar um "uhuuuu" na plateia e de fazer verter lágrimas dos mais sensíveis (claro que não é o caso de quem faz arminha com os dedos e votou em Bolsonaro, o mito!).

Mas a ideologia de gênero e o marxismo cultural dominaram o mundo! O Universo! Hollywood é a nova Cuba!

Você achava mesmo que o símbolo da Marvel era vermelho por acaso? E essa história de martelo do Thor... é ideologização subliminar! Só faltou a foice! Vocês não nos enganam, esquerdistas!

#ForaComunistas #AbaixoHollywood #FechemOsCinemas

O negócio é começar uma campanha pelo #CinemaSemPartido! Não dá para permitir que nossos filhos sejam submetidos a uma lavagem cerebral de três horas e saiam do escurinho das salas de projeção com os olhos marejados, empolgados com Capitã Marvel, Viúva Negra, Feiticeira Escarlate, Gamora, Nebulosa, Pepper Potts, Shuri e as mulheres negras de Wakanda, ou a desmoralização total do mundo machista que é uma mulher, Valquíria, se tornar rainha da nova Asgard, graças a um Thor chorão, cachaceiro e barrigudo.

Isso para não mencionar a vergonha masculina que um bolsonarista legítimo passou ao escutar a insinuação LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Queers) de um integrante do grupo de Steve Rogers, ao afirmar que ele chorou a morte do seu companheiro com o estalar de dedos de Thanos. E que teria feiro isso ao lado de outro boiola! O que é isso, tradicional família brasileira? Vingadores purpurinados?

Para piorar, já fomos avisados que o novo Capitão América será negro, Hulk e Thor tem as suas versões femininas nos quadrinhos, e a Marvel prepara um filme com um herói ou uma heroína declaradamente gay! Os cidadãos de bem precisam se unir contra esse absurdo! Os Vingadores brasileiros, que salvaram o Brasil em 1964 e em 2018 das mãos dos vilões comunistas, precisam resistir mais uma vez! Capitão Boçalnaro, faça alguma coisa, por favor!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Antonio Prata: Bolsonaro vai unir o Brasil

Acabou o flá-flu: agora é todo mundo contra o Olaria

Devo admitir que pelo menos uma coisa boa o Bolsonaro conseguiu neste início de governo: pacificou meus grupos de WhatsApp. Havia dez anos que o flá-flu vinha corroendo os grupos da família, do trabalho, da faculdade; o grupo Réveillon 2012, cujo momento de maior tensão tinha sido um impasse sobre leite integral ou desnatado transformou-se, a partir de 2013, em mais um campo de batalha entre coxinhas e petralhas.

Na terra de ninguém do meu celular, a guerra chegou ao ápice logo depois das eleições, quando o tio Eurípedes perguntou o que podia levar pro Natal da tia Eugênia, o tio Agenor falou “Leva mortadela, não é disso que VOCÊS gostam?!” e o peru subiu no telhado. (Nomes e situações foram ligeiramente alterados para o bem do meu convívio familiar).

Então Bolsonaro assumiu e, diante do seu show de horrores, começou a pacificação. Até fevereiro ainda se lia nos meus grupos um ou outro “Mas e o PT, hein?!”, “E o Lula, hein?!”. Em algum momento, porém, entre o vídeo do “golden shower” e a fala sobre gays, turistas & sexo, até o tio Agenor deu o braço a torcer: “Gente, esse homem é louco ou burro?”.

O burro, percebo agora, se parece com o gênio. Ele é imprevisível, surpreendente, criativo: o burro vê o que ninguém mais vê. Bolsonaro é como um Picasso que realmente enxergasse o mundo retorcido. Ou plano? É como uma criança de dois anos que não pode ficar só, sob risco de botar a Presidência na tomada, engasgar com uma reforma, emporcalhar com guache todas as instituições, botar fogo na casa.

Fosse um burro feliz, feito um Forrest Gump, menos mal. Acontece que, como escreveu aqui na Folha Sérgio Rodrigues, o ethos deste governo é o ressentimento. Do ressentimento brota o ódio ao conhecimento, à arte, à diversidade, a qualquer forma de dissenso. Resultado: no grupo da família, tio Agenor e tio Eurípedes sentem-se tão diferentes da atual gestão que esqueceram as próprias diferenças.

Não é só nos grupos de WhatsApp que sinto os antigos flás e flus se unirem diante da ameaça do tenebroso Olaria que tomou a política nacional. Vejo Renato Janine Ribeiro, por exemplo, buscando pontos de concordância numa entrevista do Luciano Huck. Amigos de esquerda dando share nas colunas do Reinaldo Azevedo. Eu mesmo concordo com tudo o que o Demétrio Magnoli escreve e dou like atrás de like nos tuítes do meu ex-antípoda Carlos Andreazza. Mudou a esquerda? Mudaram estes colunistas? Eu? Talvez um pouco de cada, mas mudou sobretudo o cenário. O buraco, agora é bem mais embaixo.

Quem sabe o tiro da arminha de mão não esteja saindo pela culatra e Bolsonaro consiga o que o PSDB e o PT não conseguiram: juntar no mesmo barco todos os que, mesmo que com diferentes visões de mundo, tenham apreço pela democracia, pelas leis, pelos direitos humanos, enfim, por todo esse mimimi efeminado chamado civilização.

Precisamos de um movimento como o das Diretas Já. Do sociólogo ao metalúrgico. Da feminista negra ao pastor. Do banqueiro ao tio Agenor. (Não podemos deixar de fora o tio Agenor, todos os tios Agenores: acorda, esquerda! Vocês precisam conquistar o eleitor não bolsonarista-raiz do Bolsonaro e não espezinhá-lo com posts lacradores tipo “Bem feito!”, “Eu avisei!”).

Podem me chamar de ingênuo, mas acho que tal união é possível: contrastados com a barbárie do Bolsonaro, começo a enxergar pontos de convergência entre pessoas tão distantes quanto Boulos e Arminio Fraga. Espero que eles também enxerguem —antes que a burrice, o ressentimento e o ódio passem por cima de todos nós.

Antonio Prata é escritor e roteirista, autor de “Nu, de Botas”, e colunista do jornal Folha de S. Paulo.

domingo, 5 de maio de 2019

#Olhar23: Quando você critica Lula e Bolsonaro ao mesmo tempo dá um nó na cabeça dos haters e milicianos virtuais da direita e da esquerda



Não existe nada mais divertido do que provocar os haters nas redes sociais e ver o desespero das milícias virtuais à esquerda e à direita, os exércitos de bocós fanáticos das bolhas ideologizadas do lulismo e do bolsonarismo, que são idênticos no ódio, na truculência, na intolerância e na insensatez.

O #Olhar23 usa a sátira política e a irreverência para explicar que não precisa ser esquerdista para criticar Bolsonaro, nem de direita para criticar Lula e o PT. Isso dá um nó na cabeça das torcidas organizadas. Mas o mundo vai muito além dessa polarização idiotizada, galera! Acorde para a vida! Abra os olhos e use o cérebro. É de graça. Assista.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Desemprego recorde, creche contra universidade, democracia na Venezuela, liberação da caça no Brasil. É a realidade do bolsonarismo no #Olhar23



O mundo surreal do #Olhar23 segue acompanhando a estranha realidade do governo Bolsonaro, que supera de longe qualquer sátira política. Tudo envolve a polarização esquerda x direita e a perseguição a inimigos imaginários (os comunistas estão por toda a parte!). Assista.

Nesta semana nossos personagens comentam o incrível pronunciamento do presidente no 1º de maio, que conseguiu a proeza de omitir a palavra "trabalhador" em pleno discurso do Dia do Trabalho. Detalhe que o número de desempregados segue crescendo e chega a desesperadores 13 milhões de brasileiros.

Também comentamos outros fatos inusitados da semana, como a proposta do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de cortar 30% dos investimentos nas universidades - segundo ele, antro de comunistas - para investir em creches.

Ou a possibilidade de o Brasil declarar guerra à Venezuela e invadir o país vizinho para garantir a democracia nas terras de Nicolás Maduro, visto que obviamente Jair Bolsonaro é contra ditaduras (no país dos outros, principalmente).

Mas tem mais: Bolsonaro anunciou que vai assinar um decreto para "facilitar a vida" de colecionadores de armas, atiradores e caçadores. É isso aí! Fecha de vez as universidades e libera geral a caça e o uso de armas, presidente! Livro é coisa de esquerdista! A direita quer tiro, porrada e bomba!

É Proibido Fumar no #ProgramaDiferente



Vale a brincadeira com um assunto sério, de saúde pública, misturando os 55 anos do lançamento da musica "É Proibido Fumar", de Roberto Carlos, em 1964, e relançada pelo Skank 30 anos depois, em 1994, com os 10 anos da lei antifumo do então governador de São Paulo, José Serra.

A proibição do cigarro em ambientes públicos, promulgada em 2009, serviu de modelo para toda uma nova legislação e até mesmo uma nova cultura. O comportamento da sociedade vem mudando ao longo do tempo: de símbolo de status a sinônimo de chatice, sem noção e inconveniência. O cigarro mata. Assista.