terça-feira, 23 de outubro de 2018

Democracia e Sustentabilidade por um Brasil melhor

Que a derrota de um "centro democrático" fragilizado e fragmentado traga algum ensinamento neste difícil 2018. Ver PPS, PV e Rede Sustentabilidade, além de outras lideranças deste campo da boa política, dialogando para formar um bloco de oposição responsável ou até mesmo a formatação de um novo partido-movimento é um misto de alívio e esperança nesses dias de ressaca eleitoral. Que avancem, pelo bem do Brasil que saiu das urnas nesse 7 de outubro e vai se configurar ainda mais polarizado, revanchista e radicalizado no desfecho deste 2º turno no próximo domingo, 28.

Dos dois lados, tanto na candidatura de Jair Bolsonaro quanto de Fernando Haddad, temos o desapreço pela democracia, pela ética, pelo bom senso, pela agenda sustentável e até mesmo pelo repeito às leis e à verdade dos fatos. Não é à toa que as chamadas "fake news" dominam essa campanha, com milícias virtuais à direita e à esquerda treinadas e remuneradas para destruir sem piedade o inimigo político. Mas, infelizmente, dias piores virão. Nas redes e nas ruas.

Como antídoto ao retrocesso que se anuncia e à idiotização do eleitor é que fazemos esse apelo à defesa intransigente dos princípios republicanos. Sem dúvida, a aproximação entre lideranças, partidos e movimentos deste campo democrático e sustentável aponta para um caminho racional e necessário para enfrentarmos os próximos quatro anos de riscos e ameaças às nossas instituições.

O Brasil de 2019 dará um salto no escuro. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas é evidente que o futuro governo, com uma base congressual fisiológica e reacionária, pode trazer consequências catastróficas para a cidadania, o meio ambiente, a qualidade de vida, os direitos humanos e a economia do país. Daí a oportunidade para um passo adiante, esse encontro histórico entre democratas e sustentabilistas, união que a cartilha da velha política talvez ainda definisse como "esquerda democrática".

Democracia e Sustentabilidade não podem ser apenas rótulos subjetivos teorizados e debatidos em rodas de intelectuais, mas premissas básicas e essenciais para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna, conectada e radicalmente democrática. Que, na prática, possamos ajudar a descontaminar o brasileiro desse radicalismo intransigente e intolerante de petistas e anti-petistas, bolsonaristas e anti-bolsonaristas. Precisamos urgentemente atualizar o sistema. O primeiro passo está dado, com a aproximação entre Rede, PPS, PV e os movimentos pela renovação da política. Que venha uma longa, firme e saudável caminhada.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Discurso "bolsonazi" no #ProgramaDiferente



Na falta de ideia para coisa mais produtiva, o estagiário do #ProgramaDiferente resolveu sentar na mesa de edição e fazer uma livre associação entre o discurso do presidenciável Jair Bolsonaro, transmitido online para a multidão que se manifestava neste domingo, 21 de outubro, na Avenida Paulista, e um arquivo de pronunciamentos de outro conhecido líder político, tratado como um mito por seus fiéis seguidores e morto em 1945, na Alemanha.

Por sorte vivemos ainda numa sociedade democrática, dentro de um estado de direito, em que a liberdade de expressão e de pensamento são garantias constitucionais. Em plena era das "fake news", apenas foram juntadas imagens e falas reais, separadas por décadas no tempo e no espaço, para a nossa livre interpretação.

Virou um discurso #bolsonazi. Algo que nos faz refletir e desejar que não se repita nada parecido. Talvez, para não deixar dúvidas, seja prudente alertar: "Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência". Ou não. O resultado você assiste aqui.

domingo, 21 de outubro de 2018

Avança aproximação entre Rede Sustentabilidade e PPS, a partir da parceria entre as fundações ligadas aos dois partidos; fusão é possibilidade concreta

Ao reeleger o jornalista Luiz Carlos Azedo como diretor-geral e o senador Cristovam Buarque presidente do seu Conselho Curador, neste sábado, 20 de outubro, a FAP (Fundação Astrojildo Pereira) deu também um passo concreto na aproximação entre a Rede Sustentabilidade e o PPS, que junto com o PV conversam sobre a formação de um bloco parlamentar no Congresso Nacional e ensaiam até mesmo uma fusão entre esses partidos.

Além de renovar o mandato de seus dirigentes (eleitos por dois anos com direito a uma reeleição), a FAP, que é a fundação vinculada ao PPS mas que tem entre seus conselheiros a maioria de integrantes não filiados ao partido, oriundos principalmente do meio acadêmico, fez um gesto decisivo neste diálogo suprapartidário: incorporou no Conselho Curador recém-eleito dois novos membros indicados pela direção da Rede Sustentabilidade, que são também dirigentes da sua Fundação Rede Brasil Sustentável.

Presente à reunião da FAP deste sábado em Brasília, o porta-voz nacional da Rede, Pedro Ivo Batista, indicou em nome da direção do partido de Marina Silva e de Heloisa Helena, presidente da Fundação Rede Brasil Sustentável, seus dois representantes para o Conselho Curador da FAP: o economista Bazileu Margarido, eleito vice-presidente de Cristovam Buarque, e a antropóloga Jane Villas Boas.

Este pode ser o primeiro e histórico passo para o nascimento de uma nova formatação partidária, ao menos no seu conteúdo teórico e programático, que tenha a defesa da democracia e da sustentabilidade como princípios, faça oposição responsável ao próximo governo e que poderá surgir com a participação ainda do PV, dos movimentos pela renovação da política (que já selaram parceria com a Rede e o PPS nas eleições deste ano) e de parlamentares egressos de outras legendas.

Além de Azedo e Cristovam Buarque, patrocinadores dessa aproximação entre as fundações dos dois partidos, também o presidente do PPS, Roberto Freire, dirigentes nacionais, estaduais e parlamentares estão empenhados no diálogo para possibilitar uma fusão. Pelo PV,  Eduardo Jorge e Alfredo Sirkis também já manifestaram publicamente seu entusiasmo com a ideia.

Um bloco ou uma fusão entre PPS, PV e Rede resultaria de imediato em uma bancada de 8 senadores (cinco eleitos pela Rede, dois pelo PPS, mais o senador Reguffe, atualmente sem partido) e 13 deputados federais (oito eleitos pelo PPS, quatro pelo PV e uma pela Rede).

O Blog do PPS e o #ProgramaDiferente acompanham a Rede Sustentabilidade desde a sua criação, e sempre defenderam e promoveram essa aproximação entre PPS, PV e Rede. Veja abaixo uma série de postagens, entrevistas exclusivas e opiniões sobre o partido de Marina Silva e este caminho da democracia e da sustentabilidade que enfim parece estar sendo trilhado por todos.

Sustentabilidade em festa, velha política em luto











quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Pausa na Câmara de São Paulo para eleição

À espera da definição entre Bolsonaro ou Haddad na Presidência da República e João Doria ou Marcio França no Governo do Estado, que certamente terá efeitos na política local, os vereadores paulistanos voltarão ao trabalho no plenário da Câmara Municipal de São Paulo só depois do 2º turno das eleições.

A próxima sessão ordinária está convocada apenas para o dia 30 de outubro, após um único projeto do Executivo ter sido apreciado (e ficado pendente de votação) na última sessão extraordinária de outubro, nesta quarta-feira, 17, que aumentaria as gratificações concedidas aos guardas civis municipais e policiais militares a serviço da Prefeitura.

Agora este projeto pendente só retorna à pauta depois de passada a ressaca eleitoral, quando também está prevista a votação do tradicional pacotão de projetos de vereadores, cumprindo uma espécie de cota anual de aprovações, idêntica para todos os parlamentares.

Em novembro começam ainda as discussões sobre o Orçamento da Cidade para 2019 e os acordos para a composição da Mesa Diretora da Câmara, para eleição que ocorre em dezembro.

Além disso, projetos polêmicos do Executivo também serão colocados em pauta, como a revisão do Plano Diretor, da lei de uso e ocupação do solo e do código de obras; além de uma anistia a ilegalidades neste setor.

Assunto não vai faltar. Que a imprensa e os cidadãos paulistanos fiquem de olhos abertos.

Especial sobre música caipira no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana vai fundo na raiz sertaneja do Brasil para buscar as origens da música caipira, guiado por dois mestres no assunto: o cantor e apresentador Rolando Boldrin e o jornalista José Hamilton Ribeiro - que, aliás, formam uma bela dupla caipira. Não de cantadores, mas de grandes contadores de causos e histórias. Assista.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Boa política é a maior derrotada neste 2º turno



Na reta final deste 2º turno das eleições para presidente e governador, o que chama atenção é o acirramento dos discursos de ódio, a polarização acentuada do "nós" x "eles" no tom agressivo das campanhas eleitorais e o resgate de um rançoso e rancoroso enfrentamento entre esquerda e direita, muito mais no campo retórico do que propriamente no conteúdo pragmático das candidaturas, que se assemelham pelo vazio programático, pelo empobrecimento do debate e pela generalidade das propostas.

Há intensa troca de acusações entre os candidatos que disputam o 2º turno. Dos dois lados, parece interessar mais a desconstrução do adversário do que conseguir mostrar as suas próprias qualidades. O marketing de direita apela ao anti-petismo insurgente na sociedade. Do lado contrário, a cartilha da velha esquerda tenta nos convencer da necessidade de uma frente de resistência à suposta escalada fascistoide saída das urnas neste 2018 e que poderia colocar em risco os avanços democráticos brasileiros. Pura guerra publicitária.

Com a postura beligerante dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial, ou mesmo a reprodução dessa polarização insana na disputa pelo governo paulista entre João Doria (PSDB) e Marcio França (PSB), o #ProgramaDiferente registra por meio da propaganda oficial dos concorrentes neste 2º turno o absoluto fracasso do diálogo, do equilíbrio e do bom senso como instrumentos da prática da boa política. Um retrocesso imensurável. Assista.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Haddad, os fiéis de Edir Macedo, os babacas de Cid Gomes e a aula de latim que explica essas alianças: "auri sacra fames", a maldita fome do dinheiro



O #ProgramaDiferente mostra dois acontecimentos que estão sacudindo a campanha presidencial nessa reta final e parecem ser a pá de cal definitiva sobre a candidatura de Fernando Haddad: primeiro, uma polêmica com o bispo Edir Macedo, definido como "charlatão" pelo presidenciável do PT.

O duro ataque se deve ao apoio do líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), adversário de Haddad no 2º turno e líder nas pesquisas. O petista só esquece que, antes, Edir Macedo apoiou os governos de Lula e Dilma Rousseff. Talvez a explicação para essas alianças esteja na frase em latim que o próprio Haddad desenterrou para atacar o evangélico, sem se dar conta que estava dando um tiro no pé: "Auri sacra fames", ou a ambição desmedida, uma maldita fome pelo dinheiro e pelo poder.

Para completar o inferno astral de Haddad, o ataque mais agudo e certeiro vem de um potencial aliado: o senador eleito Cid Gomes, ex-governador do Ceará e irmão do presidenciável Ciro Gomes (PDT), que afirmou que o PT vai perder a eleição para Bolsonaro, merecidamente, graças aos "babacas" do partido. Assista.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Os 110 anos de Cartola no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre os 110 anos do nascimento do músico e compositor carioca Angenor de Oliveira, o saudoso Cartola, completados neste 11 de outubro. Autor de canções como “Alvorada”, “As Rosas Não Falam” e “O Mundo É um Moinho”, além de fundador da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Cartola é dono de um repertório que ultrapassa os limites do samba – como letrista e poeta, ascendeu à galeria dos artistas brasileiros mais geniais de todos os tempos. Assista.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

50 anos da Cidade da Criança no #ProgramaDiferente



Antecipando o nosso festejado 12 de outubro, o #ProgramaDiferente conta a história dos 50 anos da Cidade da Criança, o primeiro parque infantil temático do Brasil, construído em São Bernardo do Campo e inaugurado em 10 de outubro de 1968.

Em plena época de repressão na ditadura militar, a Cidade da Criança inovou ao eleger diretamente seus "prefeitos mirins", incutindo na cabeça das crianças os fundamentos da cidadania, da liberdade e da democracia. Esperamos que os adultos de hoje tenham aprendido alguma coisa. Assista.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Uma oposição responsável contra Haddad e Bolsonaro

Não é à toa que o PT de Lula e Haddad e o PSL de Jair Bolsonaro são os campeões de votos nesse polarizado 2018, tanto ao levar seus candidatos majoritários ao 2º turno das eleições presidenciais quanto ao fazer de suas bancadas as maiores da Câmara dos Deputados e, por exemplo, da Assembleia Legislativa de São Paulo, para citar pelo simbolismo.

Venceu com larga vantagem o discurso do "nós" x "eles", o radicalismo, o ódio, o preconceito e o revanchismo. Perdemos todos os outros - e, que fique claro se ainda não caiu a ficha nessa ressaca eleitoral, somos minoritários.

Mais de 80 milhões de brasileiros, ou 75% dos votos válidos, optaram nas urnas por Bolsonaro ou por Haddad neste emblemático 7 de outubro. Ao acentuar, aparentemente, as diferenças entre esses dois campos opostos da política, fica subjacente no resultado dessas eleições uma contradição essencial: a irmandade siamesa do lulismo e do bolsonarismo, variantes à esquerda e à direita de um populismo rançoso e do descrédito da maioria do eleitorado na política tradicional.

Em cenário de terra arrasada, vencem os mais adorados e consequentemente os mais rejeitados por um lado e pelo outro. O chamado "centro democrático", ou como queiram denominar as lideranças e os partidos que tentaram se afastar destes dois polos extremados, foram aniquilados neste 1º turno. O eleitor simplesmente não desejava razão, moderação, equilíbrio. Ao contrário, o espírito é de guerra!

A polarização vai se acentuar perigosamente neste 2º turno e no futuro governo, ganhe quem ganhar. A divisão partidária, ideológica e até geográfica, marcadamente do Nordeste como resistência do petismo contra o resto do Brasil "endireitado", vai fazer proliferar atos de preconceito, racismo e intolerância. Imagine-se então o comportamento do futuro Congresso Nacional, amplamente dominado por uma base conservadora (vide o crescimento das bancadas evangélica, da bala e ruralista) e notadamente fisiológica, com raras e honrosas exceções, diante de um governo Haddad ou Bolsonaro.

Certamente o resultado das urnas será questionado pelo lado derrotado. Se não houver autoridade, responsabilidade e competência para acalmar os ânimos e convencer a sociedade da tranquilidade republicana e da normalidade democrática, seja quem for o eleito, o clima de ódio e insatisfação pode crescer nos meses seguintes até a posse do futuro presidente e gerar alguma turbulência institucional.

Os primeiros atos do novo governo também serão importantes para sinalizar que Brasil podemos esperar pelos próximos anos. Diante do nosso histórico recente, é difícil acreditar num quadro pacificado e civilizado na relação entre os poderes. Daí a nossa importância, os derrotados neste 1º turno das eleições, para ajudar a garantir o pleno funcionamento do Estado democrático de direito, fundamentalmente o respeito das liberdades civis e das garantias fundamentais da cidadania.

Não é que exista alguma ameaça concreta e objetiva à nossa ainda jovem estabilidade democrática e constitucional, mas para que nenhum lunático ou mal intencionado ouse pensar algo do tipo, e para afastarmos definitivamente qualquer fantasma autoritário, é que precisa ser formado um bloco oposicionista responsável, suprapartidário e qualificado com lideranças da sociedade reunidas em torno de conceitos e princípios inabaláveis, que tenha força e resistência suficientes para ser um ponto de equilíbrio sustentável e que não vergue com o vento que sopra à direita ou à esquerda.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

#ProgramaDiferente: Bolsonaro, que mito foi esse?



Com mais de 46% dos votos válidos, ou a confiança declarada de 49.275.358 brasileiros, o presidenciável Jair Messias Bolsonaro chega ao 2º turno das eleições de 2018, que será disputado no próximo dia 28 de outubro contra o petista Fernando Haddad, com amplo favoritismo para governar o Brasil pelos próximos quatro anos.

Neste 1º turno, mesmo afastado da campanha desde 6 de setembro para se recuperar do atentado a faca sofrido nas ruas de Juiz de Fora, fez do minúsculo PSL o 2º maior partido do Brasil, com 52 deputados federais e 4 senadores eleitos, além de já desenhar uma enorme base de sustentação no Congresso Nacional e ter garantido apoio da maioria dos futuros governadores.

A onda dessa "nova direita" liderada por Bolsonaro é avassaladora. Ele chegou perto de definir a eleição presidencial neste 7 de outubro, ao aniquilar todas as candidaturas do chamado "centro democrático" em nome do "voto útil" contra o petismo. Cresceu ao apostar no discurso conservador, no descrédito da população com a política tradicional e nessa polarização ao identificar em Lula o inimigo a ser combatido.

Tornou o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), o deputado federal mais votado da história do Brasil, com 1.843.735 votos, superando o folclórico Enéas (PRONA). O mesmo recorde, como a deputada estadual mais votada de todos os tempos, acaba de ser obtido pela advogada Janaína Paschoal (PSL/SP), autora do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo com 2.060.786 votos.

O que explica esse fenômeno Bolsonaro? O que faz dele o mais novo líder político do Brasil, com aura de mito para uma legião de seguidores fiéis? Quem é e o que pensa, afinal, este paulista da cidade de Glicério, na região de Araçatuba, capitão da reserva do Exército com trajetória política de 30 anos no Rio de Janeiro, onde se elegeu vereador pela primeira vez em 1988 e depois, a partir de 1990, sete vezes consecutivas para a Câmara dos Deputados? Assista.

PPS terá bancada de 8 federais e 2 senadores

O PPS elegeu oito deputados federais e dois senadores nestas eleições de 2018. Atualmente o partido conta com este mesmo número de deputados federais. Em 2014, tinham sido eleitos dez parlamentares. Além disso, também foram eleitos 21 deputados estaduais do PPS em todo o país.

O estado de São Paulo contribuiu com a reeleição de dois deputados federais (Arnaldo Jardim e Alex Manente) e de dois deputados estaduais (Fernando Cury e Roberto Morais).

Para a Câmara Federal, além dos paulistas Arnaldo Jardim e Alex Manente, foram eleitos Carmen Zanotto (SC), Da Vitória (ES), Daniel Coelho (PE), Marcelo Calero (RJ), Paula Belmonte (DF) e Rubens Bueno (PR).

No Senado, o PPS vai contar com Eliziane Gama (MA) e Marcos do Val (ES).

Nacionalmente, o PPS teve mais de 1,5 milhão de votos nos seus candidatos a deputado federal. Em 12 estados (Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo), o partido ultrapassou o índice de 1,5% dos votos válidos exigidos pela cláusula de desempenho. Em outros três (Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro), ficou acima de 1%.


Confira abaixo a votação de todos os candidatos do PPS de São Paulo:

DEPUTADO FEDERAL

VOTOS NA LEGENDA (0,06%) - 13.275 votos

ARNALDO JARDIM (0,63%) 132.363
ALEX MANENTE (0,60%) 127.366
POLLYANA GAMA (0,13%) 27.956
ROBERTO FREIRE (0,12%) 24.914
ARLINDO ARAÚJO (0,09%) 18.187
HUMBERTO LAUDARES (0,06%) 11.713
WALLACE (0,03%) 5.531
YVES CARBINATTI (0,02%) 4.624
DORA MARIANO (0,01%) 1.982
CARLOS JAPONÊS (0,01%) 1.951
HILDA GUERREIRA (0,00%) 620


DEPUTADO ESTADUAL

VOTOS NA LEGENDA PPS (0,10%) 20.710 votos

FERNANDO CURY (0,48%) 99.815
ROBERTO MORAIS (0,30%) 63.447
DAVI ZAIA (0,20%) 41.629
JULINHO FUZARI (0,15%) 30.325
CLAUDIO PITERI (0,12%) 24.961
DRA. MAYRA COSTA (0,11%) 22.072
EDNA FLOR (0,09%) 18.460
PAULO ANDRE FANECO (0,04%) 8.223
GUI MENDES (0,01%) 2.964
ORESTES PIMENTEL (0,01%)  1.458
ALESSANDRA BERRIEL (0,01%)  1.291
ANA CHANG (0,01%) 1.123
JULIO COSTA (0,00%) 902

Mudança na Câmara de SP fica abaixo da expectativa

Dos 18 vereadores paulistanos que foram candidatos a outros cargos nestas eleições de 2018, apenas três foram eleitos: David Soares (DEM) e Sâmia Bomfim (PSOL) para deputados federais, e Conte Lopes (PP) para deputado estadual.

Tiveram ainda uma votação destacada os vereadores Alfredinho e Juliana Cardoso, 1º e 4ª suplentes de deputados federais do PT; Patricia Bezerra (PSDB), estadual, e Ricardo Nunes (MDB), federal, também os primeiros suplentes de suas coligações.

Além disso, a então 1ª suplente do PSOL na Câmara Municipal, Isa Penna, que assumiu por um período o mandato de vereadora, também foi eleita deputada estadual. O 1º suplente do PV, Abou Anni, foi eleito deputado federal pelo PSL de Jair Bolsonaro. O 1º suplente petista, Paulo Fiorilo, também se elegeu para a Assembleia Legislativa.

A maior frustração entre todos os vereadores que foram candidatos talvez tenha sido Eduardo Suplicy, na sua segunda derrota consecutiva para tentar voltar ao Senado - o que todas as pesquisas indicavam como favas contadas.

A vaga de vereador aberta no PSOL deverá ser ocupada a partir de janeiro de 2019 pelo suplente Celso Giannazi, irmão do deputado estadual Carlos Giannazi. No lugar de Conte Lopes (PP) e Davi Soares (DEM), devem assumir os tucanos Beto do Social Adolfo Quintas, atuais 1º  e 2º suplentes na coligação formada em 2016 por PSDB/PSB/PP/DEM.


Veja abaixo a votação dos 18 vereadores que disputaram a eleição:

Candidatos ao Senado

Eduardo Suplicy (PT) - 4.667.565 votos

Mario Covas Neto (eleito pelo PSDB, hoje no Podemos) 2.127.983

João Jorge (PSDB) - suplente do candidato Ricardo Tripoli (PSDB) - 3.154.058

George Hato (MDB) - suplente do candidato Marcelo Barbieri (MDB) - 386.880


Candidatos a Deputado Federal

Alfredinho (PT) 62.146 - 1º suplente

Caio Miranda (PSB) - 18.302

David Soares (DEM) - 99.865 - ELEITO

Eliseu Gabriel (PSB) - 36.074

Juliana Cardoso (PT) 54.746 - 4ª suplente

Natalini (PV) - 27.316

Ricardo Nunes (MDB) - 47.258 - 1º suplente

Ricardo Teixeira (PROS) - 30.910

Sâmia Bonfim (PSOL) - 249.887 - ELEITA


Candidatos a Deputado Estadual

Aurélio Nomura (PSDB) - 39.464

Conte Lopes (PP) 116.806 - ELEITO

Patricia Bezerra (PSDB) 57.609 - 1ª suplente

Toninho Vespoli (PSOL) - 21.597

Zé Turin (PHS) - 19.276