terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bolsonarismo é o petismo na mão inversa

O cidadão com mais de dois neurônios já entendeu que não é possível ser antipetista e defender a Lava Jato e ao mesmo tempo continuar se declarando um eleitor bolsonarista consciente e satisfeito com as ações e realizações deste governo.

Pois se é verdade que o PT se meteu em escândalos e roubalheiras, justificando a rejeição popular e a surra nas urnas, também tem ficado evidente o empenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro e dos seus rebentos 01, 02 e 03 para melar qualquer tipo de investigação mais aprofundada contra a banda podre da política.

Comentamos aqui outro dia que estavam cada vez mais evidentes as manobras governistas para tentar impedir investigações incômodas aos três poderes da República. Dissemos que, se não bastasse interferir na Lava Jato ao trocar o comando da Polícia Federal, esvaziar o Coaf e nomear um Procurador Geral visto como manipulável, a família Bolsonaro deixava as suas digitais também na pressão e nos conchavos para barrar a chamada CPI da Lava Toga.

Afirmamos ainda que o bolsonarismo está se restringindo cada vez mais rápido aos fanáticos, lunáticos, inaptos e ineptos. Quem votou em Jair Bolsonaro com alguma esperança sincera de mudança ou por falta de opção já identificou a armadilha.

"Ética, liberalismo, postura republicana, a defesa do estado democrático de direito e mesmo o cumprimento das próprias promessas de campanha passam longe deste governo!", foi a conclusão que chegamos no artigo "O divórcio entre bolsonaristas e lavajatistas", de 9 de setembro.

"Percebendo que o eleitor minimamente consciente começa a manifestar o seu descontentamento com o estelionato eleitoral, o bolsonarismo radicaliza ainda mais. Os ataques desmedidos a antigos apoiadores já é sinal do desespero crescente. O divórcio entre bolsonaristas e lavajatistas também é questão de tempo. A relação de confiança e o apoiamento mútuo já se esgarçaram."


Pois é idêntico o diagnóstico de Celso Rocha de Barros no artigo "Movimento bolsonarista reflui e radicaliza" , publicado na Folha de S. Paulo em 16 de setembro, portanto posterior ao nosso. Isso porque esse movimento que está acontecendo é óbvio. O bolsonarismo (ou boçalnarismo) está ruindo, graças a Deus! Não há cristão que aguente! (Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!)

"Os bolsonaristas inteligentes sabem que a eleição de 2018 foi uma mistura de contingências que não devem se repetir: a facada, a desistência de outsiders como Joaquim Barbosa e Luciano Huck, a prisão de Lula, o casamento entre bolsonarismo e lavajatismo, o naufrágio das candidaturas ligadas a Temer", relata Rocha de Barros"Essa onda atraiu as elites econômica e política para Bolsonaro nas últimas semanas do primeiro turno. Agora a onda refluiu e o sistema busca alternativas."

E conclui: "O voto puramente antipetista parece ter abandonado Jair. Sua taxa de aprovação é semelhante à proporção do eleitorado que o apoiava antes da disparada no primeiro turno. A propósito, os dois principais governadores eleitos na onda bolsonarista —​Doria e Witzel— já tentam se afastar de Bolsonaro."

A cereja do bolo é o guru dos fanáticos descerebrados, Olavo de Carvalho, conclamando os idiotas a formarem uma militância organizada em defesa de Bolsonaro e partir para a "ação" (seja lá qual significado se queira dar a isso, mas certamente coisa boa não deve ser).

O bolsonarismo é o petismo na direção inversa, na mão trocada. E sabe quem chegou a essa conclusão? Não foi nenhum "isentão", como é carimbado o sujeito que enxerga defeitos à direita e à esquerda, nos fanáticos por Lula ou por Bolsonaro. Foi simplesmente a deputada mais votada da história do Brasil, com seus mais de 2 milhões de votos, eleita pelo partido do presidente, o PSL: Janaína Paschoal. Se ela diz, que somos nós para duvidar?

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do
#BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.


Leia também:

O que explica esse conchavo do filho e do partido de Bolsonaro com políticos suspeitos do PT e do Centrão para tentar impedir a criação da CPI da Lava Toga?

Arma de choque para GCM, restrição da venda de bebida e de cigarro, e a troca do ensino oficial nas escolas pela educação domiciliar. Você concorda?

Agora vai! A Câmara Municipal de São Paulo tem convocadas seis sessões extraordinárias em sequência nesta terça-feira, 17 de setembro, para garantir que sejam apreciados 48 projetos de lei e dois projetos de resolução que vem se arrastando há semanas na pauta por falta de entendimento político, obstruções regimentais ou mesmo pela prioridade dada a projetos do Executivo.

Essa pauta de projetos em 1ª votação faz parte da "cota" dos vereadores, que firmam um acordo inusitado que já virou praxe na Casa: ao final da cada legislatura, a intenção é que todos os 55 parlamentares tenham aprovado a mesma quantidade de projetos em 1ª e 2ª votação. Isso para que nenhum se destaque (positiva ou negativamente) pela produtividade na tentativa de reeleição.

As polêmicas do dia começam com o 1º item da pauta: um projeto do vereador Jonas Camisa Nova (DEM), que resgata proposta de 2005 do ex-vereador Farhat, eleito então como "o advogado do Ratinho", e que determina o uso do "taser", ou arma de choque paralisante, pela Guarda Civil Metropolitana.

Como as ações da GCM ocorrem, por exemplo, na contenção de manifestações populares ou em operações contra vendedores ambulantes e moradores sem-teto, é de se vislumbrar a repercussão e o efeito que terá tal medida na prática.

Entre outros projetos polêmicos que já citamos por aqui e vem se repetindo na pauta há semanas, estão a proibição da venda de bebida e de cigarro em determinados pontos comerciais da cidade e a permissão para que os pais troquem o ensino oficial nas escolas pela educação domiciliar das crianças. Relembre aqui.

Leia também:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

FORA, MADURO!

Maduro anuncia controle da agência de cinema do país para vetar conteúdo contrário ao seu governo;

Maduro troca comando da Polícia Federal da região em que seu filho está sendo investigado;

Maduro muda estrutura e direção de orgão de controle de atividade financeira por investigar seus familiares;

Maduro muda direção aduaneira que barrava entrada de containers irregulares de porto que abastece de armas e drogas organização criminosa ligada ao governo;

Maduro anistia multas ambientais sofridas por ele mesmo e persegue fiscal que o multou;

Maduro contraria dados científicos produzidos por instituto de pesquisas espaciais que divulgou dados negativos de seu governo e muda direção do órgão;

Maduro nomeia seus familiares, sem qualificação, para os cargos mais importantes da república;

Maduro manda tirar do ar propaganda de banco público, já faturada, porque desgostou do conteúdo;

Maduro corta publicidade pública de órgãos de imprensa que falam mal do governo e edita medidas para prejudicá-los.

Juca Kfouri
13/09/2019

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Literatura de Cordel no #ProgramaDiferente



O sotaque nordestino é ouvido de cabo a rabo neste #ProgramaDiferente sobre a Literatura de Cordel, que une do analfabeto ao intelectual nesse dialeto sem igual. Diga-se, aliás, que há exatamente um ano virou patrimônio imaterial, reconhecido em setembro de 2018 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Tipo de poema popular, oral e impresso em folhetos, geralmente expostos para venda presos em cordas ou cordéis, o nome surgiu em Portugal, país que tinha esse hábito de pendurar os livretos em barbantes. Acabou se tornando um símbolo da cultura do povo brasileiro.

Os autores, ou cordelistas, recitam seus versos de forma melodiosa e cadenciada, às vezes acompanhados do som da viola, bem como fazem suas leituras, cantorias ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores, desde a origem da tradição nas feiras do Nordeste.

E assim, na sua métrica poética, são transmitidos os costumes locais, fortalecendo as identidades regionais. Eita, cabra da peste! O cordel é uma conquista. Existe até - e o programa mostra - cordel com tema político, de ideologia socialista e comunista.

Tem "Dia do Poeta de Cordel" em agosto e em novembro tem "Dia do Cordelista". Isso tudo porque uma data apenas é pouco para celebrar todos esses artistas.A cultura popular, para nós, deve ser festejada o ano inteiro. Existe até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro. Assista.

Manual de sobrevivência dos vereadores paulistanos

Costuma se dizer que a política não é para principiantes. A Câmara Municipal de São Paulo não fugiria à regra, né? Há uma espécie de código de etiqueta (ou seria um manual de sobrevivência?) em que todos os vereadores se enquadram, inclusive os mais novos que chegam com expectativa alta de mudança - como Janaína Lima (Novo), Fernando Holiday (DEM e MBL), Caio Miranda (PSB) e Sâmia Bomfim (PSOL), enquanto esteve por lá.

Isso para citar alguns exemplos. Mas a regra de ouro é mostrar que todos são iguais e ponto. Sobrevive apenas quem consegue se adequar ao sistema. É expressamente proibido algum vereador ou vereadora se destacar pela quantidade de boas ideias ou pelo número de projetos aprovados.

Entre os mandamentos tácitos dos vereadores está essa cota informal de projetos que nivela por baixo a produtividade da Casa. Eu explico: todos os vereadores devem necessariamente aprovar a mesma quantidade de projetos durante o ano (ou durante os quatro anos da legislatura). Ou seja, tanto faz o mérito ou a adequação das propostas. O trabalho parlamentar independe das boas ideias. Todos devem aprovar a mesma quantidade de projetos. E isso não se discute.

A próxima terça-feira, 17 de setembro, foi escolhida para atender parte dessa cota. Serão aprovados projetos de vereadores em 1ª votação (lembrando que são necessárias duas votações para o projeto seguir à sanção ou veto do Executivo). Nessa fase, os projetos normalmente são aprovados em votações simbólicas. Pouco ou nada se discute. A maioria nem se dá conta do que está votando. No máximo se registram votos contrários no microfone para constar dos registros oficiais.

Geralmente os vereadores escolhem um único dia da semana para as sessões extraordinárias. Vem sendo a quarta-feira, quando se discutem e são votados os projetos de lei, tanto de iniciativa dos próprios vereadores quanto do Executivo. Na próxima semana, excepcionalmente, para colocar em dia a "cota dos vereadores", está prevista também essa sessão de terça-feira para votação dos seus projetos, além da tradicional da quarta-feira para tentar terminar a discussão de projetos do Executivo (a prioridade é a anistia aos imóveis irregulares).

Se for cumprida essa cota, a pauta da semana seguinte (para quarta-feira, 25 de março) já está anunciada: reunirá projetos de vereadores em segunda e definitiva votação. O final do ano está se aproximando. Com ele, a preocupação com o Orçamento de 2020 e a apresentação das emendas parlamentares - uma das meninas dos olhos do Legislativo. Sem esquecer, claro, que 2020 é ano eleitoral. Grande parte da Casa precisa mostrar trabalho para buscar a reeleição. E assim segue a vida.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Câmara de São Paulo vota anistia a obras e imóveis irregulares e em desacordo com a lei de zoneamento

Volta à pauta da Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira, 11 de setembro, já em segunda e definitiva votação, o projeto do Executivo que anistia as obras e edificações irregulares na cidade.

Por uma dessas coincidências infelizes e que acabam provocando humor involuntário, o número do projeto é 171 - número popularmente identificado com o artigo do Código Penal relativo ao crime de estelionato. 

A primeira votação do PL 171/2019 ocorreu no dia 8 de maio deste ano. Foram 46 votos favoráveis, nenhum contrário e duas abstenções. Ou seja, até a oposição votou favorável. Para esta segunda votação devem ser apresentadas emendas e substitutivos. Muita coisa pode mudar, dependendo do que for incluído ou alterado no projeto original. Por isso é bom ficar de olho.

O projeto pretende regularizar os imóveis que não atendem às normas de segurança, acessibilidade ou que estejam em desacordo com a lei de zoneamento. O que causa incômodo a quem respeita as leis é que, de tempos em tempos, essas anistias acabam premiando a ilegalidade. Tem gente que já descumpre as normas com a expectativa de que no futuro será beneficiada por uma anistia. Aí fica complicado, né?

De acordo com a atual proposta, apenas as propriedades construídas de forma irregular em áreas públicas, em locais de preservação ambiental permanente e também aquelas envolvidas em disputas judiciais não se enquadram nos critérios de regularização. O resto está liberado!

Os imóveis se dividem em três categorias. Com base no IPTU, as edificações residenciais de até 150 metros quadrados serão legalizadas automaticamente, sem necessidade de pagar taxas nem apresentar documentação.

Já os imóveis residenciais de 150 metros quadrados a 500 metros quadrados poderão ser regularizados mediante a apresentação de declaração do contribuinte, exceto nos casos que requerem pagamento de outorga por conta de excesso de área construída.

Na terceira categoria, estão edificações residenciais ou comerciais que exigem pagamento da taxa de outorga. Nesses casos, será necessário analisar o projeto construtivo e a propriedade, para verificar as normas de acessibilidade, segurança e zoneamento.

Mais polêmicas entre os vereadores

Entre outros projetos, na extensa pauta de 52 itens de propostas do Executivo e dos vereadores, está a autorização para vender à iniciativa privada alguns imóveis da Prefeitura, como por exemplo a antiga sede da Subprefeitura de Pinheiros, na Rua Henrique Schaumann, pelo valor estimado de R$ 2,5 milhões. Há outros seis imóveis na mesma situação, sendo que o de maior valor está estimado em R$ 44 milhões e fica na rua Baluarte, na Vila Olímpia.

Das iniciativas de vereadores em 1ª votação, a novidade é um projeto do vereador Jonas Camisa Nova (DEM), que resgata proposta de 2005 do ex-vereador Farhat, eleito então como "o advogado do Ratinho", e que determina o uso do "taser", ou arma de choque paralisante, pela Guarda Civil Metropolitana. Como as ações da GCM ocorrem, por exemplo, na contenção de manifestações populares ou em operações contra vendedores ambulantes e moradores sem-teto, é de se vislumbrar a repercussão e o efeito que terá tal medida na prática.

Outras polêmicas que vem há semanas na pauta, como a proibição da venda de bebida e cigarro ou a substituição do ensino oficial nas escolas pela educação domiciliar, você revê aqui.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O que explica esse conchavo do filho e do partido de Bolsonaro com políticos suspeitos do PT e do Centrão para tentar impedir a criação da CPI da Lava Toga?

Estão cada vez mais evidentes as manobras governistas para tentar impedir investigações incômodas aos três poderes da República.

Se não bastasse interferir na Lava Jato ao trocar o comando da Polícia Federal, esvaziar o Coaf e nomear um Procurador Geral visto como manipulável, o presidente Jair Bolsonaro deixa as suas digitais também na pressão e nos conchavos para barrar a chamada CPI da Lava Toga.

O senador Flavio Bolsonaro (PSL/RJ), amigo do suspeito Queiroz, assumiu pessoalmente as articulações para tentar evitar que os ministros do Supremo Tribunal Federal sejam investigados no Senado, como propõe o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE) e os 27 signatários do pedido de CPI.

O deputado federal Luciano Bivar (PSL/PE), presidente nacional do partido, confirmou que o filho de Bolsonaro está atuando diretamente para que senadores retirem suas assinaturas do requerimento e assim seja derrubada a terceira tentativa de instauração da investigação sobre o Judiciário no Legislativo, sem o mínimo necessário de apoiadores.

"Quando ele pede, está respaldado em cima do partido, com certeza", afirmou Bivar sobre a interferência do senador Flávio Bolsonaro. "O que a gente quer é a governabilidade. Não adianta você ir contra os outros Poderes. O PSL não tem esse sentimento."

A pressão sobre os parlamentares é reforçada ainda pela atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP) e pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A confirmação desse conchavo vem de outro deputado federal do PSL, o paulista Coronel Tadeu, que postou (e depois apagou) nas redes sociais uma denúncia da pressão sofrida por senadores e sanadoras para impedirem a investigação.

E aí, meus caros eleitores brasileiros e simpatizantes do presidente? O que dizer desse acordão em Brasília reunindo de bolsonaristas a petistas, passando por políticos suspeitos de corrupção do Centrão, além dos tão criticados ministros do STF que seriam justamente os maiores inimigos da Lava Jato? O que explica essa manobra vergonhosa com cheiro de pizza?

Será uma troca de favores para limpar a barra de todo mundo que poderia ser pego com a boca na botija? Será que o Executivo e o Legislativo estão passando o pano agora para o Judiciário em troca das investigações que foram interrompidas por ordem do Supremo e tinham flagrado ilegalidades da família Bolsonaro, inclusive supostas ligações com milicianos e movimentações financeiras suspeitas nas contas do filho e da esposa do presidente?

São perguntas que ficam no ar. A dúvida é legítima, já que o próprio PSL, o partido do presidente, que se dizia tão diferente dos demais, é quem está patrocinando essa articulação da chamada "velha política". Estranho, não?

O que as meninas superpoderosas do bolsonarismo e dos movimentos pela ética na política (as deputadas do PSL Joice Hasselmann, Carla Zambelli e Bia Kicis) tem a dizer sobre essa manobra vexatória do governo? Estão caladas???

Por outro lado, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL/SP), recordista de votos na história do Brasil, contraria mais uma vez o comando do seu partido e declara total apoio à CPI da Lava Toga. Ela faz ainda um alerta sobre o machismo inerente da política e do governo, já que a maior pressão está sendo exercida exatamente sobre as mulheres no Senado.

"Muito significativo que justamente as senadoras estejam sendo pressionadas. Mantenham as assinaturas, senadoras! Contamos com Vossas Excelências!", afirmou Janaína. "A CPI da Lava Toga não é contra o Poder Judiciário! É a favor! O Judiciário é muito importante, por isso a CPI é necessária! Eu apoio os senadores que pedem a CPI! Muda Senado, muda Brasil!".

Luciano Huck é a aposta de um novo Brasil

Bons ventos da boa política sopram com Luciano Huck e os chamados movimentos cívicos como Agora, Acredito, Renova, RAPS e Livres, entre outros. Estamos de olho, acompanhando e torcendo para isso dar certo, por uma nova forma de representação da sociedade. Por uma política diferenciada. Por um novo Brasil.

Não é à toa que Huck vem percorrendo o país, conhecendo seus problemas e estudando soluções. Aos 48 anos, o empresário e apresentador é a aposta concreta de uma nova geração de cidadãos que não se vê hoje representada na política e nos atuais partidos, muito menos nessa polarização burra que se manifesta nas redes, nas ruas e nas urnas.

Nesta segunda-feira, 9 de setembro, Huck foi uma das principais atrações do Fórum Exame, em São Paulo, que reuniu outros possíveis presidenciáveis, como os governadores João Doria (PSDB/SP) e Wilson Witzel (PSC/RJ). Único convidado aplaudido de pé, ele defendeu que se debata "o abismo social no Brasil".   

Diante de uma plateia, assim como ele, majoritariamente branca, vestindo jeans e com uma postura naturalmente mais informal do que os demais palestrantes, Huck também criticou a falta de diversidade no debate público brasileiro. "Não vamos resolver desigualdade com um monte de gente branca e rica sentada na Faria Lima", afirmou. 

Apesar de dizer que seu papel político se restringe a incentivar e participar de movimentos cívicos, o discurso em prol de um país melhor já coloca Luciano Huck como alternativa viável à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que não por acaso partiu para o ataque ao identificá-lo como possível adversário.

"A desigualdade é gritante. Favela virou paisagem e não pode. Se não fizermos nada, o país vai implodir. Quero ser um cidadão cada vez mais ativo para que o país se torne mais eficiente, mais afetivo e menos desigual", afirmou Huck

Há 20 anos viajando de norte a sul, em contato com gente simples para "estar com o dedo no pulso do Brasil", Huck percebeu que tinha dois caminhos: "Podia fingir que não era comigo e ficar no aquário do Projac como um peixinho bem alimentado ou poderia me jogar no oceano". Ele escolheu a segunda opção.

"Quem tem o poder de mexer no ponteiro da desigualdade é o Estado, mas não quis me aproximar mais, não estou em partido. Preferi me juntar ao Eduardo Mofarrej para prepararmos novas lideranças. Hoje, temos 17 lideranças que foram formadas pelo Renova e foram eleitos. Agora, no ciclo municipal, temos 31 mil inscritos. Isso é ouro puro", disse.

Outro projeto que Huck apoia é o Agora, um hub de novas práticas políticas. “Dali vai nascer um projeto de país. Existem coisas que não precisamos reinventar a roda. Posso elencar vários programas de educação da sociedade civil e de iniciativas do governo no Ceará e no Espírito Santo nessa área. O que precisamos é organizar aquilo que deu certo.”

Mas em outros pontos mudanças são necessárias. Huck diz que a elite brasileira pode contribuir com as soluções, mas é passiva e acha que "as respostas vêm com geração espontânea". "A agenda econômica desse governo é correta, as pessoas não estão torcendo contra, querem que avance. Se melhorar, ótimo. Mas a questão é que a enormidade do país que não depende só disso, de crescimento do Produto Interno Bruto. Depende de serviços e de proteção social."

Mesmo a população ribeirinha, que não passa fome, se sente pobre, pois pela TV e pelo rádio descobriram que existem coisas que nunca vão conseguir comprar e sonhos que não vão conquistar. "Visitei uma família subindo o rio Jurá, no Norte do país. Quando perguntei a uma criança chamada Eliana o que ela quer ser quando crescer, ela disse ‘juíza’. Hoje, ela não tem qualquer condição de conseguir, e é nosso papel construir um projeto de país para que o sonho dela se torne viável."

A menina Eliana e a família moram no coração da Amazônia, que nas últimas semanas entrou para o noticiário por causa da extensão das queimadas. Para Huck, a solução não é complexa – é possível transformar a floresta em um pólo de inovação, com um projeto sustentável, algo que ele chamou de "Amazônia 4.0". "O mundo inteiro tem interesse em consumir a floresta, e nós continuamos produzindo motocicleta e geladeira que são compradas por Santa Catarina. Não que eu tenha algo contra a Zona Franca de Manaus, mas podemos ir além disso."

A questão essencial é: Como mudar tudo isso num momento em que o país está tão polarizado e dividido? Esse é o grande desafio, segundo Huck. Para ele, as pessoas precisam deixar o discurso belicista de lado, já que não vai levar a lugar algum.

"A solução também não é sair daqui. O jeito é conversar e construir". Huck diz que isso é necessário para que os netos do pipoqueiro Pelé, de 76 anos, que mora em Lagoa da Prata, interior de Minas Gerais, tenham mais oportunidades que ele. Neto de escravos, trabalhou por 70 anos e nunca teve dinheiro para colocar porta na casa. "Não, Pelé não é miserável. Existem pessoas em situação ainda pior", conta Huck.

"Precisamos discutir mobilidade social no Brasil. O país já teve mobilidade social, não tem mais. Hoje, se você nascer pobre numa favela, a chance de morrer pobre numa favela do Brasil é enorme", afirmou o apresentador.

Apesar de garantir que não tem "projeto de poder" ou político propriamente dito, Huck será certamente protagonista do novo país e da sociedade renovada que surgirá desses debates, movimentos e organizações suprapartidárias. "Se a gente não fizer nada, o Brasil vai implodir", afirmou. "Quero contribuir como for possível para que o Brasil seja um país cada vez mais eficiente e mais afetivo, com menos desigualdade."

"O que posso trazer como contribuição neste momento são as minhas andanças pelo Brasil e tentar contribuir de alguma forma para que o Brasil seja um país melhor no futuro", disse Huck, ao comentar sobre o "tsunami político" que atingiu sua vida nos últimos dois anos e o fez cogitar inclusive ser candidato à Presidência da República no ano passado.

"A régua é a ética: não importa como você pensa, contanto que o sarrafo ético esteja na altura correta. É ali que a gente pretende que nasça um projeto de país. Não é um projeto político nem eleitoral. Não é do Luciano. Não é de ninguém, é de quem quiser olhar, é open source", explica Huck, em referência aos programas de computador em que os desenvolvedores contribuem para a construção do software.

Leia outras postagens do #BlogCidadania23 sobre Luciano Huck:

Vai, Luciano Huck! Representa esta nossa geração!

Acredito. Renova Brasil, Agora!

Cinco minutos com Luciano Huck sobre política

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Luciano Huck recomenda fala de Lady Gaga a Dalai Lama e prefeitos de cidades dos Estados Unidos

FHC: Candidatura de Huck seria boa para o Brasil, para arejar e botar em perigo a política tradicional

É chegada a hora de uma nova geração?

Possibilidade da candidatura de Luciano Huck coloca em debate o tema da renovação da política

Huck apóia candidatos pela renovação política

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O divórcio entre bolsonaristas e lavajatistas

O bolsonarismo está se restringindo cada vez mais rápido aos fanáticos, lunáticos, inaptos e ineptos. Quem votou em Jair Bolsonaro com alguma esperança sincera de mudança ou por falta de opção já identificou a armadilha.

Ética, liberalismo, postura republicana, a defesa do estado democrático de direito e mesmo o cumprimento das próprias promessas de campanha passam longe deste governo!

Percebendo que o eleitor minimamente consciente começa a manifestar o seu descontentamento com o estelionato eleitoral, o bolsonarismo radicaliza ainda mais. Os ataques desmedidos a antigos apoiadores já é sinal do desespero crescente. O divórcio entre bolsonaristas e lavajatistas também é questão de tempo. A relação de confiança e o apoiamento mútuo já se esgarçaram.

Os últimos golpes desferidos por Bolsonaro no funcionamento da Lava Jato, na autonomia da Polícia Federal e na isenção da Procuradoria Geral da República foram fatais para atingir a credibilidade do cidadão de bem que lhe deu um voto de confiança mas que não pertence aos grupos mais sugestionáveis por fake news e palavras de ordem ou que sofreram lavagem cerebral.

Quem já desconfiava das verdadeiras intenções de Bolsonaro com o enfraquecimento de Sérgio Moro e do Ministério Público, o esvaziamento do Coaf, o sumiço do Queiroz e as manobras suspeitas para impedir a investigação de crimes ou ilegalidades flagradas em movimentações financeiras injustificáveis, como os depósitos nas contas do filho e da mulher do presidente, agora tem uma certeza: Bolsonaro é mais do mesmo!

E quem diz isso não são esquerdistas invejosos, comunistas, petistas, eleitores de Fernando Haddad, inimigos reais ou imaginários do bolsonarismo. São os próprios eleitores do presidente Bolsonaro que agora sentem na pele o ódio e a perseguição dos milicianos virtuais e dos assassinos de reputação que agem de forma orquestrada nas redes sociais. Bolsonaristas simplesmente não admitem a crítica construtiva. Partem para o ataque e a eliminação sem dó.

Não à toa, os filhos de Bolsonaro começaram juntos uma campanha na tentativa de desestimular e até mesmo desqualificar qualquer crítica ao governo, como se todas fossem vinculadas à oposição ou a pessoas mal intencionadas.

O próprio presidente afirmou que criticar o governo agora é apressar a sua queda e o retorno do PT. “Se não acreditarem em mim e continuarem a me criticar, mais cedo eu caio e mais cedo o PT volta", afirmou Bolsonaro.

Parece uma sentença premonitória. Ou puro terrorismo infantilóide, como a ameaça do homem-do-saco que se usava para amedrontar crianças. De qualquer modo, está decretado o princípio do fim. Começou a contagem regressiva para o fracasso do bolsonarismo.

O que todos precisam entender é que a rejeição aos desmandos do PT e a ojeriza à política tradicional, ou mesmo o voto pontual da maioria do eleitorado em Jair Bolsonaro, não foram uma carta branca ou um salvo-conduto para que a direita repetisse os erros da esquerda. Confiança e maioria são circunstanciais, momentâneas e perecíveis.

A frustração e a desesperança voltam a dominar o ambiente. O brasileiro não é bobo. Pode até ser enganado por algum tempo, sempre de boa fé. Mas logo acorda, sacode a poeira e corrige o erro. A maioria do povo já esteve com Sarney, com Collor, com FHC, com Lula, com Dilma... Se está - cada vez menos - com Bolsonaro, é por ter acreditado que algo mudaria para melhor. A política é cíclica. E o fim, inevitável.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.

sábado, 7 de setembro de 2019

AVISO AOS NAVEGANTES: CENSURA AQUI NÃO!

Um anuncia a censura ao cinema e ataca filmes nacionais como Bruna Surfistinha. Outro censura história em quadrinhos na Bienal com cena de dois personagens masculinos se beijando. Um terceiro manda recolher livros didáticos com orientação sexual para adolescentes. E seus seguidores se unem para cancelar exposições, para boicotar empresas, para difamar os críticos, para calar a imprensa, para demitir jornalistas.

A censura está de volta, ao arrepio da lei, com a criação de um index imaginário desta nova Inquisição. A perseguição aos supostos hereges é incentivada pelos representantes dessa onda retrógrada que sacode as redes, as ruas e as urnas. Assim como nos tempos medievais, as condenações populares tem um claro objetivo de dominação ideológica, econômica e social. Por enquanto, as fogueiras são virtuais. Por enquanto.

Os novos tribunais do Santo Ofício, que hoje funcionam pelo twitter, facebook e whatsapp, inventaram seu próprio "Index Librorum Prohibitorum" para investigar, julgar e punir quem ousar difundir conceitos que ameaçam a "nova direita", a família tradicional brasileira e o fundamentalismo religioso, mas que na verdade são de difícil comprovação no mundo real, identificados apenas por fanáticos e lunáticos, como "ideologia de gênero", "marxismo cultural" etc.

O curioso é que eles próprios não fazem autocensura. Esses inquisidores mequetrefes podem explorar a fé alheia, atropelar o bom senso e falar asneiras livremente. Eles usurpam do poder constituído para impor as suas verdades (muitas vezes, vejam a contradição, por meio de fake news), manipulam as instituições, burlam a Constituição.

O que incomoda mais, um beijo gay ou um presidente e ministros que chamam de feia a mulher de outro chefe de Estado? Um filme com nudez ou o presidente falando na TV quantas vezes você deve ir ao banheiro defecar? Um livro com orientação sexual ou o vídeo compartilhado nas redes perguntando o que é "golden shower"?

Aqui a nós cabe a resistência democrática, a defesa do estado de direito, a pregação dos princípios republicanos, a luta pelo respeito às minorias. Não calaremos diante de ameaças, nem de xingamentos ou agressões. A censura, o ódio, o preconceito, a violência e a intolerância não podem prosperar. Neofascistas, não passarão!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O outro lado do 7 de setembro no #ProgramaDiferente



Um paralelo entre a convocação de Jair Bolsonaro aos brasileiros para saírem às ruas de verde-e-amarelo neste 7 de setembro e o mesmo pedido de Fernando Collor nos anos 90, que resultaria num estrondoso fracasso, com a população indignada vestindo preto e culminando com a renúncia e o impeachment do então presidente. E agora, com que roupa nós vamos?

Outra confrontação deste #ProgramaDiferente especial é entre o Grito da Independência e os 50 anos do sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick. Ele foi sequestrado por militantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e da Ação Libertadora Nacional (ALN). Hoje Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira e Eduardo Jorge falam sobre a democracia e as ditaduras de direita e de esquerda. O jornalista Eduardo Bueno também conta com muito humor o outro lado da nossa História. Assista.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Nós devemos desculpas ao mundo pelo Bolsonaro

Vamos atender a convocação à moda Collor do desgoverno Jair Bolsonaro para o dia 7 de setembro?

Antes, nossas desculpas ao mundo por essa fraquejada da democracia brasileira ao eleger este inepto e incapaz.

Ninguém merece o meme que virou presidente. Basta!

#Cidadania23 #BlogCidadania23

terça-feira, 3 de setembro de 2019

#DireitosJá, Democracia sempre, Cidadania urgente!



Um fórum permanente pela democracia: isso é o #DireitosJá, movimento lançado na noite desta segunda-feira, 2 de setembro, no Tuca, o histórico teatro da PUC de São Paulo. Uma frente suprapartidária que nasce reunindo lideranças da sociedade civil e representantes de 16 partidos, claramente inspirada na campanha das Diretas Já e nas lutas pela redemocratização. Assista aqui algumas das manifestações.

Hoje os tempos são outros. O povo brasileiro elege livremente os seus representantes - e talvez aí esteja a principal contradição: é o presidente Jair Bolsonaro, seus apoiadores e o seu governo marcado pelo ódio, pelo despreparo e pela incivilidade que voltam a ameaçar a democracia, o estado de direito e as nossas instituições republicanas. Daí a necessidade deste movimento.

Estão unidos PT, PSDB, PSD, PV, PSB, PCdoB, PSOL, PTB, MDB, Solidariedade, Podemos, Rede Sustentabilidade, Novo, Democratas, Cidadania... Enfim, o mais amplo espectro de legendas de centro, esquerda e direita, com diferentes posicionamentos e visões de mundo, mas todas elas reunidas em torno de princípios democráticos e do respeito aos direitos fundamentais.

É isso que torna possível o diálogo e a união num mesmo movimento de diferentes lideranças como Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Flavio Dino (PCdoB), Marina Silva (Rede), Roberto Freire (Cidadania), Guilherme Boulos (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Marta Suplicy (sem partido), Soninha Francine (Cidadania), Geraldo Alckmin (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB), Eduardo Jorge (PV), Rodrigo Maia (DEM), Márcio França (PSB), entre tantas outras personalidades.

Um ato que reúne jornalistas, políticos, artistas, intelectuais, estudantes, professores, sindicalistas, religiosos, advogados, movimentos sociais de negros, mulheres, LGBTs e índios. Que junta do cardeal e arcebispo de São Paulo Dom Cláudio Hummes ao filósofo e sociólogo norte-americano Noam Chomsky, com seus 90 anos de idade e um dos nomes mais respeitados da atualidade.

O #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente, como todos sabem, são declaradamente anti-bolsonaristas. Fazemos oposição e críticas substanciais a este desgoverno de lunáticos, ineptos, desqualificados e inimigos da democracia.

Em resumo: a nossa divergência com os petistas, com a velha esquerda ou com a política tradicional se dá no campo partidário, político, ideológico, ético, até moral. Mas com esses bolsonaristas, além das discordâncias políticas e ideológicas, temos aversão no aspecto humano, existencial.

Não é possível que essas figuras execráveis, asquerosas, repugnantes, saudosas da ditadura e idólatras de torturadores, representem a cara e a alma do novo Brasil que desejamos construir. Precisamos mostrar que somos melhores que tudo isso aí, talquei?

Por isso desejamos que esse movimento #DireitosJá prospere e se fortaleça. Todo o sucesso do mundo na luta pelos direitos e garantias fundamentais. E que a oposição unida cresça e apareça.

Direitos já, Democracia sempre, Cidadania urgente!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Alberto Goldman: Menos um democrata :´-(



Nossa homenagem a Alberto Goldman, ex-governador de São Paulo que morreu aos 81 anos neste domingo, 1º de setembro. Em 2015, ao completar 60 anos de vida pública, Goldman foi um dos entrevistados do #ProgramaDiferente.

Ele contou desde a sua origem no movimento estudantil, passando pela primeira eleição como deputado, em 1970, pelo MDB (mas como integrante do Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade), e toda a longa e vitoriosa trajetória política até o seu auge, quando assumiu o Governo do Estado, entre abril de 2010 e janeiro de 2011.

Engenheiro da Escola Politécnica da USP, pianista, jogador de basquete (esporte que ainda praticava), Goldman era um dos políticos mais experientes do país. Duas vezes deputado estadual, seis vezes deputado federal, três vezes secretário de Estado e ministro dos Transportes do presidente Itamar Franco, ele analisou a crise do país e opinou sobre o futuro do PT e do governo Dilma Roussef, que enfrentaria um impeachment.

Ex-integrante do chamado "MDB autêntico", nome forte na luta pela redemocratização brasileira e um dos que se mantiveram fiéis ao PMDB quando várias outras lideranças de São Paulo e do Brasil fundaram o PSDB, em 1988, ele não poupou críticas aos antigos companheiros. Assista.

Relembre também:

Bloco democrático e reformista é lançado para tentar impedir a "castástrofe" de um 2º turno polarizado entre candidatos extremistas à direita e à esquerda