
Não, não será votada nenhuma CPI. Muito menos as reformas necessárias. Na pauta de hoje, a única coisa que sensibiliza grande parte dos deputados: eles vão discutir o próprio aumento de salário.
Chinaglia repetiu, no entanto, que o reajuste será levado a plenário somente depois que for concluída a votação das sete medidas provisórias e um projeto com urgência constitucional que trancam a pauta de votações. Ou seja, a mais pura chantagem. O lema é: "Votem o que o governo quer, e garantam o aumento de salário".

Chinaglia disse ainda que não discutirá com os líderes dos partidos o aumento da verba de gabinete dos deputados na reunião de hoje. "Isso não está em discussão. O que está em discussão é o reajuste dos parlamentares em consonância com os líderes dos partidos", afirmou.
Chinaglia vem sendo pressionado por integrantes da mesa diretora a debater o aumento dessa verba de gabinete, hoje em R$ 50,8 mil. A verba é usada para, entre outras coisas, pagar despesas com escritório político, consultorias, jantares, almoços e hospedagens em viagens.
O terceiro-secretário da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), chegou a apresentar uma proposta para elevar essa verba para R$ 65 mil, o que, segundo ele, corrigiria a inflação dos últimos quatro anos. A mesa diretora, porém, tem adiado a discussão sobre o assunto.