
As eleições paulistanas parecem ter importado o modus operandi de Agostinho Carrara. Noticia-se que o prefeiturável favorito, o tucano Geraldo Alckmin, já convidou para "padrinhos" (ou, no caso, apadrinhou como possíveis candidatos a vice) uma série infindável de políticos, sem nenhum critério muito objetivo.
Alguém do PMDB de Quércia (Alda Marco Antonio, talvez); um dos três pré-candidatos do "bloquinho" PSB, PDT e PCdoB (Erundina, Paulinho da Força ou Aldo Rebelo, tanto faz); o "dono" do PTB paulista (Campos Machado); um nome tucano para apresentar chapa pura do PSDB (Walter Feldman e Andrea Matarazzo são sempre citados); um nome do DEM para manter a aliança (Guilherme Afif Domingos ou o próprio Gilberto Kassab são as opções); ou até do PPS (com a filiação de Lars Grael, é uma hipótese plausível).
Mas assim como na série da TV, é certo que nessa "grande família" eleitoral tudo acabe em uma grande confusão. Tem gente demais sonhando com o convite, mas na hora de definir a quem caberá a honra de tão nobre papel, voará pena de tucano para todo lado.
Por falar em Nobre, com a licença de Dudu, vai ter gente cantarolando: "Esta família é muito unida, e também muito ouriçada,/ Brigam por qualquer razão, mas acabam pedindo perdão./ Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha / Eu também sou da família, também quero pirraçar,/ Catuca pai, catuca mãe, catuca filha,/ Eu também sou da família, também quero catucar."