
O "travamento" da pauta da Câmara impede a votação de projetos de interesse do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Mas, afinal, qual a crítica tão absurda de Matarazzo, que teria ferido os brios dos digníssimos vereadores de São Paulo?
Em evento público na Capela do Socorro (bairro onde reside e atua a família Tatto), Matarazzo mostrava propaganda política remanescente da última campanha eleitoral com o nome de Tatto e usou a expressão "Tattolândia", como é popularmente conhecida a região dominada politicamente pelos irmãos petistas.

Tatto criticou o secretário: "Em vez de se preocupar com a cidade, ele vem atacar minha família. Não é papel de secretário, ainda mais de um que já trabalhou no Primeiro Mundo", disse, citando que Matarazzo já foi embaixador em Roma.
Nos bastidores, comenta-se que Matarazzo (PSDB) seria postulante à indicação de vice-prefeito na eventual campanha à reeleição de Kassab, enquanto Jilmar Tatto é cotado para ser o candidato do PT, por indicação de Marta Suplicy.
Falta mais de um ano para as eleições, e a campanha já faz barulho e paralisa a Câmara. Triste sinal.