
A professora D.N.S., de 44 anos, foi atingida por um golpe quando dava aula para uma turma da 8ª série na Escola Estadual Pedro Augusto Rangel, em Votorantim. Com o impacto, caiu e quebrou quatro dentes ao bater com o maxilar no chão. Ela afirma ter ficado “atordoada” e não sabe dizer em que circunstâncias o choque ocorreu. “A informação que tenho é de que havia dois alunos brincando ou brigando e que o golpe teria me atingido sem querer”.


“Ele me segurou pelo avental, pegou minha cabeça e começou a dar socos por cima”, relatou. O primeiro pensamento foi se defender das pancadas. “Eu tentei reagir, mas não consegui porque o garoto é mais alto do que eu. Nem sei como desci as escadas (para ir à direção)”. O resultado foi um olho roxo, hematomas e mãos machucadas.

Mais violência
Nas escolas de São José do Rio Preto, a 440 km da capital paulista, mais violência assusta os professores. Em uma das escolas, estudantes colocaram fogo numa cortina. Em outra, os vidros dos banheiros e os vasos sanitários foram quebrados.
A ocorrência mais grave quase terminou em tragédia: foi o caso do aluno de 14 anos que queimou com um isqueiro o cabelo de uma professora.
Mas não são somente os jovens que se envolvem em ocorrências deste tipo. No começo do ano, em Salto de Pirapora, na região de Sorocaba, uma professora foi agredida por uma aluna que freqüentava o curso de alfabetização para adultos. A estudante de 32 anos parou de estudar, mas alega que foi a professora que começou a briga.
Em Macatuba, a 315 km de São Paulo, um ato contra uma professora de biologia também virou caso de polícia. Trinta e cinco alunos do terceiro ano do ensino médio são suspeitos de despejar cola de secagem rápida na cadeira que ela ocupava. Ao sentar, a professora percebeu a umidade, mas, mesmo assim, acabou tendo a roupa rasgada e um pequeno ferimento na pele.
Onde estamos? Para onde vamos?