terça-feira, 13 de julho de 2010

Soninha coordena campanha de Serra na internet

A notícia está no "Painel" da Folha e na primeira página do UOL:

Depois de abdicar de disputar cargo neste ano, a ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa Soninha Francine (PPS) vai coordenar a campanha presidencial de José Serra (PSDB) na internet, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete .

"Adoro produzir conteúdo. Também navegar, ver aquilo que está faltando, o que está disperso por aí, recolher coisas que o Serra já falou, enfim, juntar tudo em algo mais coeso", afirma ela.

Soninha diz que pretende trabalhar em especial com texto. "Eu escrevo bem, gosto, adoro".

Sobre a estrutura da principal adversária do tucano, ela opina: "Ah, a campanha do Serra não tem o cara da internet, o guru do Obama".


O "Painel" destaca ainda que Soninha participa também da elaboração do plano de governo de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a governador que tem o apoio do PPS.


Leia aqui também a matéria no jornal O Estado de S. Paulo.

Os verdadeiros pais do Bolsa Família

Com o título acima, o jornalista Gilberto Dimenstein faz uma abordagem interessante sobre o principal cartão-postal do governo Lula, apoderado de tal forma pela candidata governista Dilma Roussef, a ponto de forçar o adversário José Serra não só a desmentir que vai acabar com o programa, como garantir que vai duplicá-lo.

Os verdadeiros pais do Bolsa Família

Em épocas eleitorais, os políticos disputam a paternidade ou, pelo menos, a sociedade em projetos de sucesso. Entra-se num vale tudo. É o caso do Bolsa Família, disputado pelo PT, de Dilma Rousseff, e pelo PSDB, de José Serra. Ambos os partidos foram vitais na implantação e disseminação do programa - assim como o DEM, ex-PFL.

Como nesse tempo eu morava em Brasília e sempre tive interesse em temas sociais, testemunhei toda essa articulação em câmara lenta. Estive presente, aliás, em muitas das reuniões e debates para tirar a ideia do papel.

Não há dúvida de que um dos principais pioneiros do Bolsa Família é Cristovam Buarque. Ele criou o bolsa-escola quando foi governador de Brasília e saiu divulgando pelo Brasil e por muitos países essa solução. Teve como aliados a Unesco e Unicef - o que ajudou disseminar nacionalmente a eficácia do projeto.

Ao mesmo tempo, desenvolvia-se em Campinas um programa de renda mínima pelo então prefeito José Roberto Teixeira (PSDB). Mas não tinha uma condicionalidade tão fincada na escola - mas dá para dizer que ele foi um dos pioneiros de medidas que, no futuro, acabariam no Bolsa Família.

Lembremos que o bolsa-escola foi transformado em política nacional no governo FHC, onde, no Ministério da Educação, havia vários intelectuais da Unicamp (Maria Helena Guimarães e Paulo Renato Souza, por exemplo) que estavam em Campinas. Nessa época, aliás, o PT chamava a bolsa-escola de bolsa-esmola.

Coube a Lula, claro, dar uma extraordinária dimensão ao programa.

Essa é a história - o resto é invenção. Mas o fato é que, como toda boa ideia, ela tem muitos sócios.

sábado, 10 de julho de 2010

Sra. D na "mansão global" regada a Dom Perignon

Que cachaça, que nada! Foi-se o tempo em que fazer piada sobre o gosto do presidente Lula sobre um choppinho e uma pinga no fim-de-semana era o máximo que se conseguia para irritar os petistas.

O PT evoluiu (ou regrediu?). Passou da cachaça ao champanhe Dom Perignon. Do slogan gritado nas ruas ("O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo") a um regabofe patrocinado pela viúva de Roberto Marinho, a Dona Lily.

A jornalista Monica Bergamo conta na Folha de hoje que Dilma Rousseff (PT) chegou antes de boa parte das convidadas ao almoço oferecido para ela ontem, no Rio, por Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, das Organizações Globo.

Eram 13h quando a petista foi recebida pela anfitriã na porta da célebre mansão cor-de-rosa do Cosme Velho, aos pés do Cristo Redentor, onde o casal recebeu por décadas governantes do mundo todo para jantares memoráveis.

"Se o Roberto recebeu Fidel Castro aqui, por que eu não posso receber o PT?", disse Lily à Folha, num cenário emoldurado por flamingos rosas que nadam nos lagos da mansão - as aves foram presente do cubano, que esteve no Rio em 1992.

Um músico dedilhava ao piano e garçons de luvas brancas serviam champanhe Dom Perignon. "Ô, Jandira, toma um golinho pra mim porque senão vou ficar gorda igual a um boi", disse Dilma à ex-deputada Jandira Feghali (PC do B), passando discretamente a ela a "flûte".

Dilma se sentou perto de Lily, em cadeira de rodas por causa de uma queda. "Que tipo de música você gosta?", perguntou a anfitriã. "Clássica. Gosto de Bach", respondeu a candidata. "Ela toca piano e fala francês", revelou uma amiga de ambas a Lily. "Eu tinha curiosidade de conhecê-la", explicava Lily.

Não, repetia, ela não vai oferecer almoço a José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), adversários de Dilma na campanha presidencial. "Eu não sou política. Se ficarem com ciúmes, o que posso fazer? Nada."

Aos poucos, o quorum aumentou. "A Lily estava um pouco ansiosa porque muitas têm até medo de chegar perto do PT e da Dilma. Mas todo mundo está chegando, graças a Deus", dizia uma amiga da anfitriã.

Na hora do almoço, Dilma e Lily dividiram a mesa com a economista Maria da Conceição Tavares, a escritora Nélida Piñon, a produtora Lucy Barreto e a colunista Hildegard Angel, entre outras.

A conversa girou em torno de amenidades. "Todos os candidatos homens já fizeram plástica. To-dos", dizia Dilma. E as pesquisas eleitorais? "Deixa eu ficar no empate [com Serra] que tá bom", respondeu a petista.

No cardápio, tartare de salmão com maçã e funcho e filé de cherne com banana caramelada, passas e urucum do chef Claude Troisgros.

A Senhora D

Antes da sobremesa, Lily leu um rápido discurso. Disse que ofereceu o almoço para homenagear "a senhora D, a senhora democracia".

E que seria um privilégio ouvir "a outra senhora D, Dilma Rousseff, que se propõe a ser a primeira mulher presidente do Brasil".

Dilma fez um discurso sob medida. Falou de educação, família e cultura -e das "lutas de milhares de brasileiras anônimas". "Eu acho que chegou a nossa hora!" Cantarolou com Alcione ao microfone -e se despediu de Lily: "Te espero na minha posse".

A candidata se foi e as amigas formaram roda para comentar. "Ela está segura, senhora de si", dizia Andrea Agnelli, mulher do presidente da Vale, Roger Agnelli.

"Achei importante ela falar de educação", disse Beth Floris, dona da editora Ediouro. Dona Lily gostou. "Vou fazer 90 anos. Sou velha para votar. Mas acho que, se votasse, seria na Dilma."

Ao reproduzir esta página social da Folha, o Blog do PPS/SP não precisa comentar mais nada. Bom fim-de-semana com Engov a todos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Campanha de Alckmin e Serra visita bairros de SP

A partir da próxima segunda-feira, 12 de julho, a campanha de Geraldo Alckmin governador e José Serra presidente começa a ganhar corpo nos bairros da cidade de São Paulo.

O roteiro terá início pelas regiões de Vila Prudente e Sapopemba, com a visita de Alckmin, do vice Guilherme Afif, dos candidatos ao Senado Orestes Quercia e Aloysio Nunes, e dos demais candidatos a deputado dos partidos coligados (PSDB, DEM, PMDB, PPS, PTB, PSC, PMN e PHS).

O encontro inaugural de segunda-feira ocorrerá no tradicional Círculo de Trabalhadores Cristãos da Vila Prudente (Rua José Zappi, 100), apartir das 19h, e é aberto a toda população.

Na próxima semana também acontecem, sempre às 19h, os encontros de Santo Amaro, na terça-feira, no Esporte Clube Banespa (Av. Santo Amaro, 5355), e na Lapa, na quinta-feira, na Sociedade Beneficente União Fraterna (Rua Guaicurus, 59).

O encontro de quinta-feira, 15 de julho, é organizado pelo presidente municipal do PPS e subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes. Todos os subprefeitos paulistanos estão integrados à campanha de Alckmin e Serra, mas as atividades de campanha serão realizadas exclusivamente fora do horário de expediente.

A campanha na capital paulista é cooodenada por Guilherme Afif e tem o apoio das principais lideranças do PPS, como a ex-vereadora Soninha Francine, o presidente nacional do partido, Roberto Freire, o presidente estadual Davi Zaia e os atuais vereadores do PPS paulistano, Claudio Fonseca e Milton Ferreira.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Falecimento da mãe do vereador Claudio Fonseca

A Direção do PPS/SP comunica com pesar o falecimento, aos 82 anos de idade, da mãe do vereador paulistano Claudio Fonseca. Constância Lopes Fonseca estava internada no Hospital da Beneficência Portugusa e faleceu nesta quinta-feira, 8 de julho.

O velório terá início no começo da noite de hoje no Cemitério Primavera I, em Guarulhos (Avenida Otavio Braga de Mesquita, 3601).

O enterro está marcado para a manhã de sexta-feira (9/7), às 11h, no mesmo local. É possível chegar ao local pela Rodovia Presidente Dutra, próximo do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Mais informações no gabinete do vereador pelo telefone (11) 3396-4648.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Serra combate "terrorismo eleitoral" de petistas

O PT é adepto do método nazista de propaganda: repita uma mentira mil vezes até que ela pareça verdade. Faz anos que o PT repete que o presidenciável tucano José Serra vai acabar com o bolsa-família, jogando baixo com essa informação mentirosa que sensibiliza o eleitorado de baixa renda, sobretudo nos redutos onde o mito Lula supera o senso de realidade.

Pois agora Serra contra-ataca e, no primeiro dia oficial de campanha, promete que vai duplicar o Bolsa Família.

Os recursos atenderiam, de acordo com o tucano, outras 15 milhões de famílias que deveriam ser assistidas pelo programa. Sua oponente petista, Dilma Rousseff, acusou a oposição anteontem, mais uma vez, de ter tentado acabar com o principal programa social da gestão Lula.

"Qual é a nossa meta? É partir para a erradicação da pobreza de todas as famílias abaixo da linha da pobreza", discursou Serra, em encontro organizado pelo PSDB para discutir a expansão da rede de assistência social.

O Bolsa Família atende hoje cerca de 12,6 milhões de famílias e, com a promessa de Serra, chegaria a 27,6. "Temos no Brasil, abaixo da linha da pobreza, 15 milhões de famílias com renda per capita familiar de até meio salário mínimo. O Bolsa Família não cobre isso."

Segundo o candidato tucano, "com crescimento sustentável e política macroeconômica adequada, dá para chegar a isso [ao número de 27,6 milhões de famílias]".

Viabilidade

Serra fez uma comparação com o pagamento anual de juros para estabelecer a nova meta de atendimento. "Sabem quanto custa um programa como o Bolsa Família? R$ 12 bilhões. É 5% do que se paga em juros. Dá para duplicar [o investimento no Bolsa Família] e vai para 10%", disse.

A promessa de Serra é "possível e desejável", na opinião do economista Marcelo Neri, do CPS-FGV (Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas). Para Neri, o programa poderia tirar da pobreza metade dos 29,5 milhões que ainda vivem no Brasil com renda mensal inferior a R$ 140.

O impacto nas finanças do país seria "relativamente pequeno", na opinião do economista da FGV e dependeria apenas da vontade política do candidato. O economista do Instituto de Ciências Políticas da UnB (Universidade de Brasília) Ricardo Caldas disse que a ampliação do programa dependerá de prioridades. Para ele, teria que se analisar quais pessoas seriam incluídas: se donas de casa que deixaram de trabalhar para cuidar dos filhos, desempregados, ou jovens. (Com informações da Folha de S.Paulo)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Dinheiro no colchão de Dilma e os "mimos" de Marta

Os candidatos à Presidência e ao Governo do Estado fizeram feio na apresentação obrigatória das suas propostas, requisito para o registro das candidaturas no TRE. A maioria cumpriu a exigência burocrática apresentando qualquer coisa escrita no papel, menos um verdadeiro plano de governo.

Já a outra obrigação, de apresentar a declaração de bens, revela curiosidades como os R$ 113 mil em dinheiro guardados debaixo do colchão da presidenciável Dilma Roussef e os "mimos" da candidata ao Senado Marta Suplicy: cinco quadros, dois tapetes, cinco faqueiros, três esculturas, quatro aparelhos de jantar, dois anéis e um brinco de brilhantes no valor de R$ 60 mil.

PT, quem te viu e quem te vê...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Depois da frustração da Copa, começa a campanha

Passada a torcida (frustrada) pelo hexa do Brasil na Copa, todas as atenções se voltam finalmente para a campanha eleitoral. A prioridade, sem dúvida, é a disputa presidencial, onde José Serra e Dilma Roussef largam empatados, e Marina Silva parece ser o único sopro de algo novo, embora insuficiente para quebrar a polarização entre tucanos e petistas (e os aliados de ambos, os mesmos de sempre).

As disputas estaduais têm atenção menor do público e da mídia, mas as eleições para governador e, em amplitude menor, para senador, merecem um espaço muitíssimo superior ao pleito para deputado federal e estadual, que passa quase despercebido pela grande quantidade de candidatos e o interesse (e espaço) reduzido da imprensa.

Disputa paulista

Para o Governo de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin parece mesmo imbatível. A dúvida é se candidaturas como a de Celso Russomano (PP) e de Paulo Skaf (PSB) terão votos suficientes para levar Aloizio Mercadante (PT) a um eventual segundo turno.

Para o Senado, ao contrário, o favoritismo absoluto é de Marta Suplicy (PT). A segunda vaga deve ser disputada voto a voto por Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB), que parte do traço na pesquisa com a esperança de crescer no vácuo dos tucanos Serra e Alckmin.

Por fora, como zebra surge o pagodeiro e vereador paulistano Netinho de Paula (PCdoB). A ex-vereadora e jornalista Soninha Francine (PPS), que chegou a ser anunciada pré-candidata ao Governo e posteriormente ao Senado, ficará mesmo fora da disputa em 2010. Ainda que sua candidatura pudesse ser lançada, por recente interpretação do TSE sobre a legislação eleitoral, o PPS optou por respeitar o acordo firmado dentro da coligação com PSDB, DEM e PMDB.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para o TSE, Soninha poderia disputar o Senado

O Tribunal Superior Eleitoral acaba de confirmar a contestada posição do Blog do PPS/SP: mesmo dentro de uma coligação para o Governo do Estado, cada partido mantém a autonomia para lançar seus próprios candidatos ao Senado Federal.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, na sessão administrativa desta terça-feira (29), a jurisprudência da Corte de que partidos coligados para eleição majoritária estadual devem respeitar essa coligação no lançamento de candidaturas ao Senado Federal.

Segundo o TSE, apenas para as eleições proporcionais é possível formar mais de uma coligação entre os partidos que compõem a coligação do pleito majoritário.

Porém, cada partido da coligação pode ter isoladamente os seus candidatos.

Por maioria de votos, a Corte respondeu de forma negativa à segunda questão e de maneira afirmativa à primeira, à terceira e à quarta das perguntas da consulta proposta pelo deputado federal Eduardo Cosentino da Cunha (PMDB-RJ) sobre a abrangência das coligações para as eleições de 2010.

Na íntegra, o deputado Eduardo Cunha fez as seguintes perguntas ao TSE:

" 1 - Partidos A, B, C, D e E, coligados para governador, podem ter candidatos isolados ao Senado Federal? Resposta: Sim.

2 - Mesmo caso do item 1, os partidos A e B podem fazer uma coligação para senador, C e D outra e E lançar candidato individual ao Senado Federal? Resposta: Não.

3 - Mesmo caso dos itens anteriores, em caso de resposta positiva, ou seja, partidos coligados para governador, não coligados ao Senado Federal, podem participar de coligação para Deputado Federal e Estadual? Resposta: Sim.

4 - A definição de coligação majoritária na eleição estadual, implica necessariamente governador e senador, ou governador ou senador? Resposta: Sim.


Em resumo, para o TSE, Soninha Francine (PPS) pode ser candidata ao Senado Federal, desde que os demais partidos da aliança em torno do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do vice Guilherme Afif (DEM) lancem isoladamente os seus candidatos. Ou seja, o PSDB lançar Aloisio Nunes e o PMDB lançar Orestes Quercia, e não a coligação lançar ambos, em conjunto.

Há mais uma possibilidade, não respondida ainda pelo TSE, mas que parece ser possível dentro do princípio de autonomia partidária entendida pelos ministros. Mesmo que a coligação lance Aloysio e Quercia, o PPS pode lançar isoladamete Soninha, pois não forma coligação dentro da coligação.

Trata-se, pois, de uma decisão política.

Reveja aqui o que já foi publicado:

Jurisprudência do TSE garante Soninha ao Senado

Soninha Francine candidata ao Senado? Por quê?

A novela da pré-candidatura de Soninha Francine

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Câmara paulistana vai ter mudanças com eleições

Embora as eleições de vereador só ocorram em 2012, a Câmara Municipal de São Paulo certamente vai sofrer mudanças a partir de outubro deste ano. Se não bastassem os vários candidatos a deputado estadual ou federal que podem trocar o legislativo paulistano pela Assembléia ou pela Câmara dos Deputados, há dois vereadores que serão suplentes de dois dos principais candidatos ao Senado Federal.

O presidente da Câmara de São Paulo e líder do chamado Centrão, vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), será suplente da candidata petista ao Senado, a ex-prefeita Marta Suplicy. Já o peemedebista Antonio Goulart também ocupa a suplência do ex-governador Orestes Quércia na disputa como senador.

A preocupação de ambos é garantir que, ainda que Marta e Quercia sejam eleitos ao Senado, e mesmo que, suplentes, assumam provisoriamente a vaga de senador (na eventualidade de uma licença dos titulares), eles não percam o mandato de vereador.

Manobra neste sentido já está em operação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, mas é improvável que seja aprovada em plenário; até porque depende de legislação específica em âmbito federal.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A novela da pré-candidatura de Soninha Francine

Será que o improvável pode acontecer e Soninha Francine acabar concorrendo ao Senado Federal?

Pois a Lei da "Ficha Limpa" pode tirar Orestes Quercia (PMDB) da disputa, abrindo uma vaga para o PPS na coligação que apóia Serra para presidente e Alckmin para governador.

Ocorre que Superior Tribunal de Justiça manteve uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que condenou o ex-governador Quércia (1986-1990) em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. Por unanimidade, o STJ não reconheceu o recurso especial ajuizado por Quércia e manteve a condenação. Ou seja... futuro indefinido!

Enquanto isso, Soninha segue a vida discutindo política e aprofundando as propostas para São Paulo.

Nesta quinta-feira, 24, Soninha Francine participou do Social Media Brasil 2010, principal evento do ano como fonte de discussão, conhecimento, provocação e reflexão do mercado sul-americano de mídias sociais e marketing digital. São dois dias seguidos com mais de 36 palestras e debates, sendo seis internacionais, em três espaços simultâneos.

Debate entre candidatos

Ainda que seja remota a possibilidade de reversão da candidatura de Soninha, ela participa de debate entre pré-candidatos ao Senado Federal por São Paulo sobre reforma política no Brasil, napróxima terça, 29 de junho, às 19h, no Teatro Anchieta – Sesc Consolação – rua Dr. Vila Nova, 245.

A iniciativa é da Escola de Governo de São Paulo, em parceria com o Movimento Nossa São Paulo, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Sesc São Paulo, Revista Fórum e All TV.

O objetivo é tornar conhecida a opinião dos pré-candidatos ao Senado sobre como deve ser a reforma política no país, já que os senadores representam os estados da federação no parlamento e devem pautar temas importantes para democracia brasileira no Legislativo.

Os organizadores do debate consideram o tema reforma política de forma mais ampla do que vem sendo pensada dentro do Congresso Nacional - onde as discussões se restringem às mudanças no sistema eleitoral brasileiro, como a organização da eleição e dos partidos.

As propostas baseiam o debate sobre a democratização do Estado brasileiro em cinco eixos essenciais:
- Fortalecimento da democracia direta;
- Fortalecimento da democracia participativa;
- Aprimoramento da democracia representativa;
- Democratização da informação e comunicação;
- Democratização e transparência do Poder Judiciário.

Em agosto, Soninha participa da Bienal do Livro. Leia também o artigo de Soninha sobre futebol no Le Monde Diplomatique.

terça-feira, 22 de junho de 2010

E viva o Piritubão! Aqui começa a Copa de 2014?

Com o veto ao estádio do Morumbi, por desentendimentos entre a Fifa, a CBF, o comitê organizador da Copa de 2014 no Brasil e a diretoria do São Paulo F.C., surge a nababesca proposta de se construir um novo estádio em uma gigantesca área verde em Pirituba, de 4,5 milhões de metros quadrados, na zona norte da cidade.

O assunto supera a paixão pelo futebol e faz pensar nos entraves econômicos, ambientais e sociais dessa obra projetada em uma das maiores (e raras) áreas verdes remanescentes na cidade.

Existem duas alternativas para o suposto novo estádio paulistano: o "Piritubão 1", estádio com 45 mil lugares (portanto não poderia receber a partida inicial), e o "Piritubão 2", para 65 mil torcedores, podendo assim abrir a Copa 2014, porém a um custo superior a R$ 1 bilhão, e ainda sem parceiros interessados em apoiar.

A Prefeitura e o Governo do Estado já distribuíram nota dizendo que não colocarão recursos públicos diretos nessa obra, apenas investindo na infra-estrutura externa. A proposta do estádio na região se junta a uma proposta de dois anos atrás, a de construir ali o maior centro de exposições do Brasil, com área de exposição três vezes maior do que o Anhembi.

A crônica da tragédia anunciada: a obra começa com recursos da iniciativa privada. Atrasa. Para. E lá vem o governo federal com seu poder salvador, para atender aos prazos da Fifa, com o nobre argumento de não deixar São Paulo de fora da abertura da Copa de 2014, gastar o meu, o seu, o nosso dinheiro. Veremos.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soninha: "Tem como explicar o apoio ao Serra?"

Um internauta questionou Soninha Francine sobre o seu apoio a José Serra. Ela enviou a seguinte resposta, que acabou se espalhando pela internet por ser bastante esclarecedora:

Posso explicar, sim. Talvez não em poucas palavras, mas em muitas informações sobre o que vi, vivi e aprendi nos últimos anos. Pra não deixar sem nenhuma resposta agora, posso resumir assim:

- Descobri que o meio em que eu vivia - de petistas - inventava muitas barbaridades sobre o Serra. Por que o Serra? Não sei, talvez porque ele tenha sido o candidato do governo à sucessão do Fernando Henrique, portanto rival direto do Lula na disputa presidencial...

Porque os petistas já pintavam os tucanos como o fel da terra (e eu, mesmo quando era do PT, achava isso um pouco absurdo), e o Serra como o próprio Satanás.

Só que os fatos, mesmo vistos de longe, já desmentiam algumas coisas que diziam sobre ele: como ele podia ser "queridinho" da grande mídia quando comprava briga contra a publicidade de cigarro, por exemplo - que era uma baita fonte de receita para os meios de comunicação? E como ele era parte da elite imperialista internacional, quando foi à OMC e lutou contra os lobbys e cartéis da indústria farmacêutica, conseguindo as quebras de patente em nome da saúde pública dos países mais pobres?

Mesmo com esses fatos, eu acreditava nas versões do PT... Afinal, o PT era o meu partido, eu tendia a concordar com tudo... Pensava: "Ok, eles fez uma ou duas coisas importantes, corajosas, mas nem por isso é uma pessoa decente".

O PT dizia que ele era covarde, porque tinha "fugido" da ditadura... Que era um manipulador ardiloso, porque "armou" um flagrante pra Roseana Sarney (se bem que eu já pensava naquela época: o marido da Roseana Sarney tem um milhão e meio de reais de origem desconhecida e a culpa é do Serra?).

Enfim, eu o detestava. Até ser vereadora e ele, prefeito. E descobrir que o demônio que pintavam não era nada daquilo. Mal humorado, impaciente, carrancudo, ríspido demais às vezes? Sim. Mau caráter? Não.

Em 2005, começo do meu mandato, o Serra me recebeu (a meu pedido), ouviu atentamente tudo o que eu disse e reconheceu que estava equivocado em algumas medidas que havia tomado como prefeito. Na manhã seguinte, desfez o que tinha feito.

Depois, me procurou inúmeras vezes para perguntar de assuntos que acreditava que eu conhecesse melhor do que ele - políticas de juventude, meio ambiente, cultura. Cansei de vê-lo pedindo idéias, sugestões, opiniões. O contrário do que diziam dele...

Enquanto isso, o PT - que era o meu partido - continuava inventando, mentindo. Uma barbaridade. Analisava um projeto de lei enviado á Câmara pelo prefeito, concluía que o projeto era muito bom e... No plenário da Câmara, fazia DE TUDO para barrar o projeto. Saía do plenário para não dar quórum, subia na tribuna e passava meia hora falando horrores de um projeto que TINHA CONSIDERADO BOM - apenas para prejudicar "os tucanos" na eleição seguinte.

Mesmo assim, mesmo no meio da guerra mais suja - petistas espalhavam mentiras para assustar a população, uma coisa realmente horrorosa - se chegasse um Projeto de Lei de um vereador do PT e ele considerasse o projeto bom para a cidade, ele sancionava (isto é, aprovava). E se chegasse um Projeto de Lei de um vereador do PSDB e ele considerasse o projeto ruim para a cidade, ele vetava.

Aliás, nós ficamos amigos, e ele... vetou vários projetos meus. Ou seja, um comportamento REPUBLICANO, de respeito à Casa Legislativa e ao interesse coletivo. Mas o PT continuava espalhando que ele era autoritário, mentiroso, privatista, neoliberal... E que era repressor, "inimigo dos pobres", "amigo das elites", tudo de pior no mundo.

Mas o Serra ia fazendo coisas muito legais na cidade - criou a Coordenadoria da Diversidade Sexual, a Secretaria da Pessoa com Deficiência... O Centro de Juventude da Cachoeirinha, que é do cacete... Pegou um esqueleto que estava lá abandonado desde o Janio Quadros e fez um troço muito legal. Terminou o primeiro trecho do maldito Fura-Fila do Pitta, que também estava abandonado. Voltou atrás na história dos CEUS - porque essa foi uma das coisas que eu consegui convencê-lo de que ele estava errado - e mandou fazer vários outros, mantendo o nome "CEU" (bandeira da Marta...). Idem com os Telecentros - que os petistas diziam que ele "destruir", transformar em Acessa São Paulo, que era bem diferente... Criou a Virada Cultural. Fez os benditos hospitais de Cidade Tiradentes e do M'Boi Mirim - que o PT anunciava que a Marta tinha feito, quando na verdade ela não tinha começado nem a cavar o alicerce...

Sem falar que a Marta, que passou os 2 primeiros anos de seu governo sanando as contas da prefeitura detonadas pelo Pitta, passou os dois últimos anos destroçando as contas da prefeitura - e deixou dívidas absurdas, contratos temerários de 20 anos assinados "no apagar das luzes"...

O Serra deu muita força para a Secretaria do Meio Ambiente, que sempre era das mais pobrezinhas. E chamou para trabalhar com ele pessoas que tinham trabalhado com a Marta, sem a menor hesitação, sem rancor e ressentimento, porque considerava que elas eram competentes.

Enfim, eu VI, eu testemunhei, condutas absurdas do meu partido - e condutas admiráveis do Serra, que o meu partido pintava como o enviado do capeta.

Resultado: (lembre-se, este é um resumo, a história completa é uma enciclopédia) saí do PT, que foi se distanciando barbaramente dos ideais que pregava, adotando o "vale tudo" (pra governar, pra ser oposição), e fui para um partido de oposição. Que hoje apóia o Serra para presidente, assim como eu.

E eu nem falei do governo do estado... De mais uma seqüência enorme de mentiras e terrorismos, como de costume ("ele vai privatizar o metrô!"; "ele publicou decretos para acabar com a autonomia universitária!"), e, da parte dele, realizações admiráveis, mais ainda para quem ficou 3 anos e pouco no governo (e 1 ano e meio na prefeitura). Uma lista de pontos em que a atuação dele me agrada muito: trens metropolitanos, metrô, meio ambiente, cultura, pessoa com deficiência... E outros mais.

Se você odeia o Serra como eu odiava, eu sei que não vai mudar de idéia assim tão fácil. Não tenho essa pretensão. Mas gostaria que você acreditasse em mim: é com muita convicção que eu voto nele, baseada nos meus 6 anos de vida mergulhada integralmente na política.

Abração,
Soninha

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dr. Milton Ferreira presta contas em Guaianases

O vereador Dr. Milton Ferreira realizou na semana passada, em Guaianases, zona leste de São Paulo, a prestação de contas do primeiro ano do seu mandato na Câmara. Veja mais aqui.

O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, e o deputado federal Arnaldo Jardim compuseram a mesa ao lado de Milton Ferreira, da diretora do CAPS Guaianases, Maria Selma, e do médico João Martani, amigo do vereador.

Maria Selma exaltou a importância do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) na prevenção e recuperação de adolescentes em relação ao uso de drogas. O médico Martani relembrou com carinho o longo convívio com o vereador “desde a formação acadêmica”. Em seguida, Carlos Fernandes e Arnaldo Jardim enalteceram o trabalho e a atuação de Milton Ferreira na bancada do PPS.

Durante o evento, um vídeo apresentou a trajetória do vereador, desde a sua formação escolar até os projetos e obras realizadas em sua gestão parlamentar e como expressiva liderança comunitária.

No final, Milton Ferreira discorreu sobre a sua atuação na Câmara Municipal: seus projetos apresentados e aprovados pela Casa, além das emendas orçamentárias destinadas à periferia da cidade.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PPS/SP oficializa apoio a Alckmin e Serra

A convenção eleitoral do PPS de São Paulo, realizada na manhã deste domingo na Assembléia Legislativa, no mesmo horário e local dos demais partidos coligados, decidiu referendar na eleição majoritária a chapa oficial com Geraldo Alckmin (PSDB) governador, Guilherme Afif (DEM) vice, Orestes Quercia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB) senadores.

Nas eleições proporcionais, os candidatos a deputado federal do PPS vão compor um "chapão" com PSDB e DEM, enquanto para deputado estadual o partido apresenta chapa própria, sem coligação.

Com essa decisão, o PPS aposta na reeleição de seus três deputados federais (Arnaldo Jardim, Dimas Ramalho e William Woo) e cinco estaduais (Davi Zaia, Vitor Sapienza, Roberto Morais, Alex Manente e Dr. Gondim), além de aumentar a bancada com reforços como o presidente nacional do partido, o ex-senador e ex-deputado Roberto Freire, que trocou seu domicílio eleitoral de Pernambuco para São Paulo e concorre a deputado federal; ou candidatos a deputado estadual como o ídolo palmeirense Ademir da Guia e o vereador paulistano Dr. Milton Ferreira.

Por outro lado, a adesão à chapa apresentada pelos partidos da coligação deixa de fora das eleições de 2010 a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine, que era pré-candidata ao Senado pelo PPS, a não ser que o TSE ainda se manifeste favorável ao entendimento de que podem ser lançados mais de dois candidatos a senador dentro da coligação.

Veja aqui mais detalhes sobre a convenção eleitoral do PPS/SP e aqui informações sobre a convenção nacional, que será realizada no dia 26 de junho, no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Convenção eleitoral do PPS/SP será dia 13 de junho

O PPS realizará sua CONVENÇÃO ELEITORAL ESTADUAL para escolher nossos candidatos para Governador, Vice-governador, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais nas eleições de outubro de 2010, no dia 13 de junho de 2010 (domingo), das 9h às 14h, na Assembléia Legislativa de São Paulo, localizada à Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera – São Paulo - SP.

Para isso CONVOCA todos os DELEGADOS TITULARES E SUPLENTES que foram eleitos nos municípios para participarem do CONGRESSO ESTADUAL realizado em Jaguariúna/SP em 2009.

Atenciosamente

Dep. Est. David Zaia
Presidente do Diretório Estadual

terça-feira, 8 de junho de 2010

PPS participa da Parada Gay na avenida Paulista

A pré-candidata do PPS, Soninha Francine, e o líder da bancada do Partido na Câmara Municipal, Professor Claudio Fonseca, prestigiaram na tarde deste domingo (6/6) a 14ª Edição da Parada LGBT, que foi realizada entre as avenidas Paulista e Consolação. A festa reuniu cerca de três milhões de pessoas.

Durante o evento, que teve como tema “Vote Contra a Homofobia”, Claudio Fonseca e Soninha – dois intransigentes defensores da diversidade religiosa e sexual - conversaram e posaram para fotos com diversos populares e admiradores.

sábado, 5 de junho de 2010

Ironia: Sarney Filho faz pergunta que PPS precisava

Quiseram o destino e os (des)caminhos da política, que a consulta que este Blog do PPS/SP implorava aos caciques da coligação que fizessem, fosse formulada à nossa revelia, por outros interesses, pelo deputado federal Sarney Filho (PV-MA).

O filho do presidente do Senado - justamente o símbolo dos políticos que desejamos ver fora daquela Casa e, por isso, lançamos a pré-candidatura de Soninha Francine (PPS) - apresentou consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com questionamentos sobre as regras das coligações partidárias para as eleições deste ano.

O parlamentar quer saber se os partidos que se coligarem para lançar candidato a governador podem registrar candidatos ao Senado Federal individualmente. O relator da consulta é o ministro Hamilton Carvalhido.

Na íntegra, o deputado questiona se:

"A existência de uma coligação para o governo do estado torna obrigatório aos partidos que a integram coligarem-se também nas eleições para o Senado Federal?

Conservam os partidos a liberdade de não se coligarem e, assim, cada um deles lançar seu(s) candidato(s)?

Poderia, neste caso, um ou mais desses partidos declinarem de lançar candidatos?"


Base legal

De acordo com o artigo 23, inciso XII, do Código Eleitoral, cabe ao TSE responder às consultas sobre matéria eleitoral, feitas em tese por autoridade com jurisdição federal ou órgão nacional de partido político. A consulta não tem caráter vinculante, mas pode servir de suporte para as razões do julgador.

Entendimento político

Estas perguntas eram tudo o que precisávamos saber para o lançamento ou não da candidatura de Soninha Francine ao Senado por São Paulo. O PPS questiona se mantém a sua autonomia e legitimidade para, ainda que integre a aliança em torno dos candidatos José Serra a presidente e Geraldo Alckmin a governador, possa lançar candidatura própria ao Senado, diferente dos nomes tirados no acordo entre PSDB, DEM e PMDB: Orestes Quércia e Aloysio Nunes.

Vamos aguardar o pronunciamento do ministro do TSE e entender qual a verdadeira vontade política dos partidos coligados com o PPS.

Leia também:

Jurisprudência do TSE garante Soninha ao Senado

Soninha Francine candidata ao Senado? Por quê?

Veja as novas inserções do PPS na TV

Assista aqui: a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine e o presidente nacional do PPS Roberto Freire.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sindicalismo que vive às custas da enganação

Que peleguismo é esse, patrocinado pelos oito anos de lulismo no poder e simbolizado no evento de centrais sindicais realizado anteontem no estádio do Pacaembu?

Reportagem da Folha de S. Paulo mostrou que a aposentada Terezinha Melo, de 72 anos, deslocou-se nesta do subúrbio carioca de Guadalupe até a capital paulista. Tinha sido convidada para um "passeio grátis"; hospedagem e alimentação estavam incluídas no pacote.

Relata o editorial de hoje do jornal: "A condição era participar de um "evento surpresa". E teve sua surpresa a aposentada -nada estimulante do ponto de vista cultural ou turístico, mas certamente instrutiva em sua maciça aspereza.

Na inédita condição de "sindicalista acidental", Terezinha Melo viu-se desembarcada em frente ao estádio do Pacaembu, ao lado de outras 10 mil pessoas. Evento de fato foi, e dos grandes.

Tratava-se do convescote pré-eleitoral organizado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), pela Força Sindical e outras três entidades congêneres, a pretexto de apresentar uma agenda de propostas trabalhistas para o próximo presidente.

A pauta, que aliás continha pontos substantivos, como a descriminalização do aborto, o imposto sobre grandes fortunas e a jornada de 40 horas, importou menos do que o explícito e implícito interesse partidário dos mentores da manifestação.

Um deles, o deputado pedetista Paulinho Pereira da Silva, já dera dias antes o tom de suas prioridades. Acusara o tucano José Serra ("esse sujeito", em suas palavras) de conspirar contra a licença maternidade, as férias remuneradas e outros direitos do trabalhador.

Enquanto Serra vai sendo demonizado, a oligarquia sindical propôs no evento o direito irrestrito de greve no funcionalismo -ignorando o fato de que, não faz muito tempo, veio do presidente Lula a iniciativa de barrá-lo.

O jogo duplo tem explicação elementar. As centrais sindicais se tornaram, sob a administração petista, sucursais dos interesses do Planalto; recebem diretamente do governo sua parcela do imposto sindical -arrecadado de todo trabalhador brasileiro, seja ele sindicalizado ou não.

Só no mês passado, embolsaram R$ 70 milhões. O "evento surpresa" de anteontem custou R$ 800 mil, incluindo-se na quantia, é óbvio, a passagem da aposentada Terezinha Melo. Que, assim, fez número na plateia do show peleguista, da mesma maneira com que todo trabalhador contribui para as finanças das centrais sindicais: involuntariamente."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O PT de hoje e de ontem; e as reviravoltas do poder

Parece implicância gratuita cada vez que mencionamos aqui as transformações do bom e velho PT nesta massa disforme que cresceu, apodreceu e se grudou ao poder. Mas não tem como ignorarmos a notícia de que o PDT está indicando o deputado Major Olímpio para a vaga de vice-governador de São Paulo na chapa do petista Aloizio Mercadante.

O "dono" do PDT de São Paulo, Paulinho da Força Sindical, já avisou que não aceita a recusa do nome de Olímpio. Que bela chapa! O defensor-mor do poderoso chefão do Senado, José Sarney, aliado com um PM linha-dura são os representantes do PT na inglória tarefa de derrubar o favoritismo de Geraldo Alckmin. Os tucanos agradecem.

Surpresas em São Paulo

Há quem acredite em uma reviravolta patrocinada pelo PT para derrotar os setores do PMDB aliados a Serra (como Orestes Quércia em São Paulo e Jarbas Vasconcelos em Pernambuco). Dizem por aí que a condição para Michel Temer ser o vice de Dilma Roussef seria tirar o PMDB do palanque oposicionista. Faz sentido. Como Temer pode ser o nome da "unidade" do PMDB (como se isso fosse possível), se nem o partido em seu próprio Estado ele controla?

Outra movimentação nesta semana que antecede o início das convenções eleitorais é a tentativa de o PSB convencer o ex-ministro Ciro Gomes, que transferiu seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, a concorrer a uma vaga de senador.

A aposta é que Marta Suplicy (PT) e Ciro Gomes (PSB) teriam uma eleição razoavelmente fácil diante dos adversários lançados pelo campo oposicionista, Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB).

É neste vácuo que pode surgir Soninha Francine (PPS) para o Senado, se houver visão e inteligência política da coligação em torno dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Será que a Lei é igual para todos?

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, petista de carteirinha e recém-contratado como advogado da presidenciável lulista Dilma Rousseff, admite o óbvio: a candidata do PT, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) já estão em plena campanha, nas barbas do TSE.

Bastos defende alterações na lei que proíbe a propaganda eleitoral antes de julho, informa a Folha de S. Paulo de hoje. "O que eles estão fazendo é campanha eleitoral, tanto Dilma como Serra e Marina. Eles discutem as coisas, fazem promessas, fazem censuras, fazem críticas, 'aqui está errado, aqui está certo', 'nós vamos fazer mais, nós temos que fazer diferente'. Acho que a campanha, depois do lançamento das candidaturas devia ser permitida. A lei deixou de abarcar a realidade. É preciso fazer com que ela se torne capaz de conter a realidade, e não de proibir o que não precisa ser proibido. Os atores dessa peça eleitoral vão testando os limites, até onde podem ir, dão um recuo tático, dão dois passos para a frente, um para trás. É isso o que acontece e continuará acontecendo."

O ex-ministro também falou sobre as punições quanto à participação de Lula e Dilma em eventos nos quais o presidente apontou direta ou indiretamente a ligação dele com a pré-candidata.

"Mas essa ligação é extremamente conhecida. Essa ligação existe desde que a Dilma era ministra dele. Então, realmente, eu acho que, com esse direito que ele tem, pode ter havido um desvio, um deslize, alguma coisa assim, isso pode ter havido. É uma questão de interpretação. A interpretação dos nossos advogados é que não houve, mas a interpretação do TSE é que tem que prevalecer, tanto que o presidente pagará as multas. Mas, não acredito que haja, digamos assim, uma intenção deliberada de uso da máquina. Não há. Lula é um homem absolutamente consciente do papel dele como chefe de Estado e como presidente."

Para ele, não houve uso da máquina pública no 1º de Maio da Força Sindical. "Não acredito que tenha havido o uso da máquina. Acho até que a lei exige que seja do conhecimento geral e ali não era do conhecimento geral. Era uma festa de 1º de Maio e houve referências."

A verdade é a seguinte: o PT está, sim, usando todo o peso da máquina do governo federal na campanha. Isso é óbvio. O presidente deu uma banana para o TSE e para a legislação eleitoral. O que são "multinhas" de R$ 5 mil em uma campanha que custará centenas de milhões?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PPS mostra unidade em torno da candidatura Serra

A reunião do Diretório Nacional do PPS, realizada neste fim-de-semana em São Paulo, reafirmou a unidade do partido em torno da candidatura presidencial de José Serra e a diversidade de opções regionais, seja com candidaturas próprias ou com a participação do partido nas coligações em cada estado do país, construindo suas chapas majoritárias e proporcionais.

Também foi destacada a importância da eleição de figuras emblemáticas do PPS, como Soninha Francine para o Senado em São Paulo; Roberto Freire (SP), Raul Jungman (PE) e Rubens Bueno (PR) para a Câmara Federal.

Compareceram ao encontro do PPS os candidatos a presidente José Serra (PSDB), a governador Geraldo Alckmin (PSDB), a senador Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes (PSDB), e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), entre outros.

Veja mais notícias sobre a reunião no portal nacional do PPS.

domingo, 23 de maio de 2010

O milagre da multiplicação dos votos

A charge é do talentoso cartunista João Montanaro, que tem apenas 14 anos de idade e começou a desenhar aos seis, copiando o Bob Esponja que via na TV. Aos dez, quis criar um estilo próprio e procurou se aconselhar com profissionais da área. Veja mais aqui.

A partir de hoje, o garoto João Montanaro terá o desafio de produzir charges políticas na Folha de S. Paulo. Não precisou de muitos anos de vida para descobrir a empulhação de Lula e Dilma, fazendo graça com a notícia revolucionária da semana: as células sintéticas.

Enfim, tem coisa mais artificial que o país das maravilhas governado pelos petistas? Dilma é o poste que Lula quer eleger.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Diretório Nacional do PPS se reúne sexta e sábado

O PPS reúne seu Diretório Nacional hoje e amanhã, 21 e 22 de maio, em São Paulo, para debater as articulações para as eleições de 2010 e aprovar as propostas que o partido vai apresentar ao pré-candadito a presidente José Serra.

O documento, que será entregue a Serra hoje à noite, é fruto das discussões que o PPS vem realizando desde o ano passado dentro das atividades da Conferência Política Gildo Marçal Brandão.

A reunião do diretório será concluída amanhã, dia 22, com um debate sobre a conjuntura nacional, no Pergamon Hotel (Rua Frei Caneca, 80).

DIA 21 DE MAIO, SEXTA-FEIRA

18h00

CREDENCIAMENTO

19h00

DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DO DOCUMENTO DA CONFERÊNCIA POLÍTICA GILDO MARÇAL BRANDÃO

20 horas

ENTREGA DO DOCUMENTO A JOSÉ SERRA

DIA 22 DE MAIO, SÁBADO

9h00

1. ANÁLISE DA CONJUNTURA POLÍTICA
2. INFORME DA COORDENAÇÃO NACIONAL ELEITORAL SOBRE AS ALIANÇAS ESTADUAIS

Veja aqui mais informações e a íntegra do documento.

Jurisprudência do TSE garante Soninha ao Senado

Nem bem anunciou a intenção de se candidatar ao Senado Federal e já começam a surgir obstáculos no caminho de Soninha Francine. Há quem entenda que o PPS, ao integrar a coligação que apóia Geraldo Alckmin (PSDB) para o Governo de São Paulo, está impedido de lançar candidatura própria ao Senado.

Segundo esse entendimento, só haveria espaço para dois candidatos ao Senado, e estes devem necessariamente ser lançados em comum acordo pelos partidos que estão coligados na disputa majoritária de governador. No caso paulista, estariam atendidos o PMDB com Orestes Quercia e o PSDB com Aloysio Nunes. Ficariam de fora o PPS de Soninha e o PTB de Romeu Tuma. Ao DEM cabe a indicação do vice Guilherme Afif.

Porém, até prova em contrário, a chapa para o Senado não está vinculada à chapa para Governador. A lei é clara: "Os partidos têm autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações". Ou seja, podemos integrar a coligação para o Governo, sem necessariamente integrar a coligação para o Senado.

A chapa para o Senado pode ser registrada separadamente pelos partidos ou em conjunto pela coligação e é composta por até dois candidatos ao Senado e dois respectivos suplentes para cada um.

O TSE vai se manifestar sobre o assunto. O PV já formalizou consulta neste sentido, interessado em lançar candidata própria (a vereadora Aspásia Camargo) ao Senado no Rio, dentro da chapa que tem Fernando Gabeira (PV) como candidato a governador, Márcio Fortes (PSDB) vice, César Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS) candidatos a senador.

Jurisprudência do TSE

Há quem pondere que não se pode, num mesmo Estado, celebrar coligação para Governador, mantendo-se os partidos então coligados com candidatos distintos a Senador, que também é eleito majoritariamente, ou vice-versa, porque se estaria cindindo, numa mesma circunscrição eleitoral, as eleições majoritárias.

Mas o Tribunal Superior Eleitoral já se manifestou sobre o assunto em 1998. No entendimento do TSE, a lei permite que haja coligação somente para Governador e candidatos distintos para Senador.

A questão é tratada na Resolução nº 20.126 do TSE, de 12/2/1998, pelo então Ministro Néri da Silveira: "Um mesmo partido político não poderá integrar coligações diversas para a eleição de governador e a de senador; porém, a coligação poderá se limitar à eleição de um dos cargos, podendo os partidos políticos que a compõem indicar, isoladamente, candidato ao outro cargo."

Então, aviso aos navegantes: Soninha vem aí!

Soninha Francine candidata ao Senado? Por quê?

A idéia de ter Soninha Francine concorrendo ao Senado já está colocada no PPS desde a eleição de 2008, quando a ex-vereadora inovou e fez bonito na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Mesmo após ter sido anunciada pré-candidata ao Governo de São Paulo, a opção para o Senado permaneceu presente. Pesquisas do DataFolha para o Senado indicam que Soninha Francine pode ser a grande novidade das próximas eleições.

No quadro nacional, o PPS reitera apoio ao tucano José Serra para a Presidência. Para o Governo de São Paulo, a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem forte perspectiva de vitória no primeiro turno e papel estratégico decisivo na campanha presidencial.

É aí que se revela o promissor cenário de Soninha Francine candidata ao Senado.

Soninha desponta na Capital

Nos primeiros levantamentos do Datafolha, Soninha aparecia como a mais votada na Capital com 35% dos votos, seguida pelo senador petista Aloizio Mercadante, candidato ao Governo pelo PT que será substituído na disputa ao Senado pela ex-prefeita Marta Suplicy.

No interior, Soninha aparecia com 13% dos votos - e é aqui que ela deve melhorar seu desempenho para obter uma das duas vagas disputadas em 2010.

Entre os eleitores mais jovens, Soninha é também a que recebe mais apoio. No Datafolha, ela obteve 34% na faixa entre 16 e 24 anos, seguida por Netinho de Paula (29%), Mercadante (25%), Quércia (23%) e Tuma (13%).

Soninha atrás apenas de Marta

No mais recente levantamento do Datafolha para o Senado, divulgado em abril e já incluindo Marta Suplicy, a ex-vereadora Soninha atinge entre 25% e 27% na Capital e na Região Metropolitana, e bate todos os demais adversários pela segunda vaga em disputa, ficando atrás apenas da ex-prefeita petista.

Em todo o Estado, Soninha aparece com 18% das intenções de voto para senadora, competindo com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que tem 43%; o senador Romeu Tuma (PTB), com 25%; o ex-governador Orestes Quercia (PMDB), com 22%; e o vereador e cantor Netinho de Paula (PC do B), com 19%.

Os pré-candidatos Soninha, Tuma, Quercia e Netinho estão empatados tecnicamente na disputa pela segunda vaga. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

É importante lembrar que os eleitores escolherão dois senadores em outubro; de acordo com Datafolha, 24% dos entrevistados disseram não saber ainda em quem votar. O levantamento mostrou ainda que 33% dos pesquisados pretendem votar em branco ou nulo.

Bastante atrás de Soninha estão o vereador Gabriel Chalita (PSB), que tem 8% das intenções de voto; o chefe da Casa Civil do governo José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), com 6%; e Ricardo Young (PV), presidente do Instituto Ethos, com 3%.

Primeira entre formadores de opinião

A eleição de outubro renovará duas das três vagas ao Senado, que passou por sucessivos escândalos e clama por mudanças.

Outra projeção bastante interessante, divulgada em maio, mostra que Soninha lidera a preferência para o Senado entre o chamado público "formador de opinião". É o que revela o Datafolha, após realizar pesquisa entre os leitores da Folha de S. Paulo.

Os leitores da Folha escolheram Soninha (PPS) com 28%, seguida por Marta Suplicy (PT) com 24% das citações. Romeu Tuma (PTB), aparece com 17%; Gabriel Chalita (PSB), com 14%; Aloysio Nunes (PSDB), com 9%; Orestes Quércia (PMDB), com 8%; Netinho de Paula (PCdoB), com 5%; e Ricardo Young (PV), com 2%. São 21% os leitores que afirmam votar em branco ou nulo, e 14% declaram-se indecisos.

Renovar o Senado

Os recentes escândalos do Senado - e da política em geral - levam o eleitorado à renovação. Nomes como Tuma e Quércia significam para o eleitorado a velha política, que precisa ser combatida. O próprio Mercadante, envolvido com escândalos petistas e na defesa insana de Sarney, perdeu essa característica de político diferenciado.

O importante é que o PPS consegue se estabelecer em São Paulo com esta postura ética e inovadora, uma nova prática política, idéias diferenciadas e identificadas com o que busca a população paulista.

Leia também:

"Senadora Soninha, que tal?", por Christina Lemos

Veja como foi a atuação de Soninha na Sub Lapa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dimas: divulgação de gastos reforça transparência

O deputado federal Dimas Ramalho (PPS-SP) disse, nesta quinta-feira, que a entrada em vigor da Lei Complentar 131, que obriga inicialmente as cidades com mais de 100 mil habitantes informar gastos pela internet, vai reformar a transparência dos gastos públicos.

"A boa prática da gestão dos recursos públicos impõe a divulgação da arrecadação e de como é gasto o dinheiro do contribuinte", afirma Dimas. Para ele, a transparência tem de ser uma prática rotineira de prefeitos e governadores.

"A transparência é a melhor forma de combater corrupção", diz o deputado, que em março do ano passado apresentou na Câmara o PL 5103/09, que obriga os governos federal, estaduais e municipais, inclusive ONGs e partidos políticos que recebem recursos públicos, a prestar contas online em seus sites na internet.

Dimas disse que a proposta permitirá que os cidadãos não só participem da formulação das política públicas, mas também fiscalizem a atuação dos agentes e a aplicação do dinheiro público.

Lei Complementar

A Lei Complementar 131 entra em vigor no próximo dia 28 e prevê que os portais eletrônicos com informações sobre arrecadação e gastos contenham, pelo menos, o orçamento previsto, o que foi comprado, o nome dos fornecedores, as licitações, os serviços prestados e, ainda, os contratos e os programas implementados.

Vereador evangélico critica ação pró-gay de Kassab

Líder do DEM, partido do prefeito Gilberto Kassab, e famoso por entre outras iniciativas propor em São Paulo o "Dia do Orgulho Hetero", o vereador evangélico Carlos Apolinário (foto) resolveu disparar seus ataques contra a própria administração municipal.

O parlamentar que se auto-intitula representante de Deus na Câmara Municipal reagiu contra a criação da primeira central de informações turísticas para o público GLS do País. O órgão será aberto pela Prefeitura de São Paulo na Rua Frei Caneca, reduto gay na capital.

Apolinário disse em plenário, com transmissão ao vivo pela TV Câmara, que o governo municipal transformou os gays em "uma categoria especial de pessoas". Uau!

"Respeito os seres humanos que são gays. Agora, a Prefeitura destinar meia página do Diário Oficial se glorificando por estar montando um espaço para dar endereço onde os gays podem se divertir, e não para os outros, é o que eu questiono."

No seu ataque contra as iniciativas favoráveis aos gays tomadas pelo atual governo, Apolinário cita uma portaria do prefeito, de 14 de janeiro, que autorizou os órgãos da Prefeitura a incluir nos crachás, prontuários, fichas escolares e formulários dos servidores e funcionários terceirizados seus nomes usados como homossexuais, travestis ou transexuais. Dessa forma, quem é travesti pode usar o nome adotado, e não o original.

"Do jeito que as coisas estão indo, logo alguém vai apresentar um projeto transformando São Paulo na capital gay do País", completou Apolinário.

Presidente da organização da Parada Gay, Alexandre Santos vê homofobia na reação do vereador do DEM. "Nós não queremos direitos diferentes de ninguém. Independentemente de partido, o governo municipal tem reconhecido nossas demandas e isso é um aspecto positivo que alguém homofóbico não consegue enxergar", afirmou. (fonte: Jornal O Estado de S. Paulo)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Soninha representa o PPS em ato contra a tortura

A pré-candidata do PPS ao Senado, Soninha Francine, participou nesta terça-feira, 18 de maio, de ato público organizado pelo Comitê Contra a Anistia aos Torturadores no Pateo do Colégio, no centro histórico de São Paulo.

Ao lado do presidenciável Plinio de Arruda Sampaio (PSOL) e de familiares de desaparecidos políticos, Soninha falou pelo PPS e ressaltou a importância do Brasil respeitar os tratados internacionais de direitos humanos.

sábado, 15 de maio de 2010

PPS confirma apoio a Alckmin e Soninha ao Senado

O Diretório Estadual do PPS confirmou neste sábado o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) para o Governo de São Paulo, além de encaminhar para a convenção eleitoral a ser realizada em junho a aprovação de chapa própria para deputados estaduais, "chapão" de deputados federais coligado ao PSDB e ao DEM, e a defesa de candidaturas próprias ao Senado, com Soninha Francine e William Woo lançados pré-candidatos.

Com um auditório lotado, a presença de Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab (DEM), parlamentares do PPS e de partidos aliados, prefeitos, vereadores e pré-candidatos, o presidente estadual Davi Zaia fez uma apresentação equilibrada, correta e detalhada da situação do partido.

O PPS integra a aliança nacional que tem José Serra (PSDB) como candidato à Presidência da República, reproduzida em São Paulo em torno da candidatura de Geraldo Alckmin a governador. Ocorre que DEM (com Guilherme Afif de vice-governador), PMDB (com Orestes Quercia) e PSDB (com Aloysio Nunes) pré-candidatos ao Senado, preencheram as vagas disponíveis dentro da coligação, deixando de fora da chapa majoritária o PPS (com as pré-candidaturas de Soninha e Woo) e o PTB (com o senador Romeu Tuma pleiteando a reeleição).

Resta ao PPS, portanto, três possibilidades: 1) abdicar das candidaturas de Soninha e William Woo ao Senado, apoiando os candidatos Quercia e Aloysio Nunes, já lançados pela coligação; 2) lançar as candidaturas de Soninha e Woo por fora da coligação, mas esta possibilidade depende ainda da interpretação da lei pelo TSE e pelo STF; ou 3)reivindicar dentro da coligação um espaço para a candidatura de Soninha Francine ao Senado, já que ela desponta em todas as pesquisas com cerca de 20% dos votos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Diretório estadual do PPS/SP se reúne no sábado

O PPS paulista discute o posicionamento para as eleições de 2010 neste sábado, em reunião ampliada do diretório estadual, com a participação dos membros titulares e suplentes, além da comissão de ética e do conselho fiscal.

Deve ser debatido o apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para o Governo do Estado e de Soninha Francine (PPS) para o Senado, com a presença da militância do partido, dos parlamentares e convidados da direção nacional, como o presidente Roberto Freire, e de partidos coligados.

Reunião do Diretório Estadual
Sábado, 15 de maio de 2010, às 9h30
Sociedade Beneficente União Fraterna
Rua Guaicurus, 01/59 – Lapa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Blog do PPS/SP faz aposta de risco: imprensa erra!

Vamos bancar aqui uma afirmação de alto risco e grande poder de implosão de credibilidade: a imprensa e os partidos políticos estão todos interpretando de maneira equivocada a consulta formulada ao TSE sobre as candidaturas ao Senado.

Atenção: Não estão proibidas as chamadas candidaturas "avulsas" ao Senado. Ou seja, ainda que os partidos integrem uma coligação para eleger um governador, cada legenda mantém a sua autonomia para lançar candidato próprio ao Senado.

Todo mundo partiu para o entendimento contrário, o da tal proibição que na realidade não existe. Vejam as manchetes:

TSE veta candidatos avulsos ao Senado

TSE veta que aliança tenha nome extra para o Senado

Decisões do TSE dificultam alianças nos Estados

TSE frustra pré-candidaturas de Aspásia e Crivella no Rio

TSE responde negativamente a consultas de Dornelles e Eduardo Cunha


Veja abaixo outras notas do Blog do PPS/SP sobre esse tema e vamos aguardar os desdobramentos da polêmica.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Consulta ao TSE mais confunde do que explica

A polêmica sobre as candidaturas ao Senado Federal por partidos que integram uma coligação para governador de Estado só aumentou após o TSE ter se manifestado nesta terça-feira, 11 de maio. Ao responder a uma consulta formulada sobre o assunto, permanece sem resposta se cada partido integrante de uma aliança estadual ao Governo pode lançar candidato próprio a senador.

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral responderam negativamente, por unanimidade, às seguintes questões:

1) Considerando que os partidos A, B, C e D coligaram-se para governador, indaga-se:

a) Poderão os referidos partidos formar duas coligações A-B e C-D para senador e cada uma dessas coligações apresentar 2 candidatos a esse cargo?

b) Poderão os referidos partidos formar uma coligação A-B-C para senador e apresentar 2 candidatos a esse cargo, ficando o partido D isolado?


Segundo os ministros do TSE, acompanhando entendimento da relatora da resposta às consultas, a ministra Cármen Lúcia, a resposta é simplesmente "NÃO"!

Mas vamos aos fatos:

a) A resposta negativa se dá, em tese, sobre a formação de duas "(sub)coligações" para a eleição majoritária, com os partidos que estão juntos na eleição para governador se subdividindo em outras duas alianças diversas; ou seja, o TSE entende que não pode haver coligação debaixo de coligação, mas não se pronuncia sobre a autonomia de cada partido ter o seu próprio candidato.

b) Do mesmo modo, o TSE se mostra contrário a um dos partidos da aliança majoritária ficar isolado, enquanto os outros permanecem coligados, mas, outra vez, não se manifesta sobre cada partido decidir em sua convenção lançar candidato próprio ao Senado, mantendo a aliança apenas para a candidatura ao Governo do Estado.

Sobre as coligações

As respostas às consultas formuladas parecem ignorar que existe jurisprudência no próprio TSE. Vejamos:

"Um mesmo partido político não poderá integrar coligações diversas para a eleição de governador e a de senador; porém, a coligação poderá se limitar à eleição de um dos cargos, podendo os partidos políticos que a compõem indicar, isoladamente, candidato ao outro cargo." (Res/TSE n° 20.121, de 12.3.98)

Ou seja, está aí a resposta de forma clara: os partidos não podem integrar, para o Senado, coligação diferente da estabelecida para Governador. Porém - e esse é o xis da questão, podem indicar isoladamente seus próprios candidatos.

A autonomia dos partidos

Vejamos ainda o que diz a atual legislação eleitoral sobre o tema.

RESOLUÇÃO TSE nº 23.221/2010
Dispõe sobre a escolha e o registro de candidatos nas eleições de 2010.

Art. 3º - É assegurada aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual ou distrital (Constituição Federal, art. 17, § 1º).

Art. 17. Cada partido político ou coligação poderá requerer registro de (Constituição Federal, art. 46, § 1º a 3º e Código Eleitoral, art. 91, caput e § 1º):
a) um candidato a Presidente da República com seu respectivo vice;
b) um candidato a Governador em cada Estado e no Distrito Federal, com seus respectivos vices;
c) dois candidatos para o Senado Federal em cada unidade da Federação, com dois suplentes cada um.

Código Eleitoral

Art. 91. O registro de candidatos a presidente e vice-presidente, governador e vice-governador, ou prefeito e vice-prefeito, far-se-á sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte a indicação de aliança de partidos.
§ 1º O registro de candidatos a senador far-se-á com o do suplente partidário.
§ 2º Nos Territórios far-se-á o registro do candidato a deputado com o do suplente.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PPS vai apoiar Serra, Alckmin e Soninha senadora

Após uma reunião extraordinária da sua comissão executiva nesta sexta-feira, 7 de maio, o PPS de São Paulo decidiu encaminhar para apreciação do diretório estadual, a ser referendado na convenção eleitoral prevista para junho, o apoio à candidatura do tucano Geraldo Alckmin para o governo paulista.

Essa decisão é coerente com o apoio ao presidenciável José Serra no principal colégio eleitoral do país, fortalecendo e repetindo em São Paulo uma aliança com o PSDB que pode levar à vitória de Alckmin no primeiro turno e impulsionar a campanha serrista.

Com isso, está colocada também a candidatura de Soninha Francine (PPS) para o Senado Federal. Pesquisas do Ibope e Datafolha mostram que a ex-vereadora tem chances reais de obter uma das duas vagas em disputa para o Senado.

Na Capital e na Grande São Paulo, Soninha aparece atrás apenas da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), superando concorrentes como Romeu Tuma (PTB), Orestes Quércia (PMDB), Netinho de Paula (PCdoB), Aloysio Nunes (PSDB) e Gabriel Chalita (PSB).

Além de Soninha, há três nomes já lançados de pré-candidatos a senador para compor a chapa com Alckmin governador: Aloysio, Quércia e Tuma. Certamente dois nomes serão excluídos da chapa oficial e podem concorrer de forma "avulsa", se assim for o entendimento do TSE, permitindo que cada partido, ainda que apoiando o candidato a governador de outra legenda, possa lançar seus próprios postulantes ao Senado.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Craque Ademir da Guia festeja 50 anos no futebol

O maior ídolo de todos os tempos do Palmeiras, Ademir da Guia, completa 50 anos de futebol com uma grande festa neste sábado, 8 de maio, às 14h, no Pacaembu.

O jogo do cinquentenário do "Divino" reunirá grandes nomes do futebol atual e do passado, além de contar com a participação de uma equipe de celebridades. Os ingressos podem ser trocados por 1 kg de alimento não perecível. Também há convites disponíveis na sede do partido (Rua Dona Germaine Burchard, 352 - ao lado do Parque da Água Branca).

Ademir da Guia nasceu no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1942. Começou a carreira em 1960 no Bangu e foi titular absoluto do Palmeiras por mais de dezesseis anos. É o recordista de partidas pelo Verdão, com 901 aparições.

Considerado pela crítica como um dos melhores jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos, pela classe com que jogava, herdou o apelido de seu pai, o zagueiro Domingos da Guia, e passou a ser chamado de "Divino".

Também é tido como um dos craques mais injustiçados da história do futebol brasileiro, pois durante toda a sua longa carreira foi convocado apenas 14 vezes para a Seleção, e disputou apenas uma partida em Copas do Mundo, a de 1974, quando o Brasil já estava desclassificado, na disputa pelo 3º lugar contra a Polônia.

Ademir da Guia já foi vereador da cidade São Paulo, eleito pelo PC do B. Está filiado no PPS desde o ano passado e é pré-candidato a deputado estadual.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Frente do Cooperativismo é instalada na Câmara

Veja aqui como foi a cerimônia de lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulistano, a “Frencoop Paulistana”, proposta pelo líder do PPS na Câmara de São Paulo, Professor Claudio Fonseca, na manhã desta quarta-feira, 5 de maio.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Soninha lidera em SP entre formadores de opinião

A ex-vereadora e pré-candidata do PPS, Soninha Francine, lidera a disputa para o Senado Federal por São Paulo entre o chamado público "formador de opinião". É o que revela o Datafolha, após realizar pesquisa entre os leitores da Folha de S. Paulo.

Este ano serão disputadas duas vagas ao Senado. Os leitores da Folha escolheram Soninha (PPS) com 28%, seguida por Marta Suplicy (PT) com 24% das citações. Romeu Tuma (PTB), aparece com 17%; Gabriel Chalita (PSB), com 14%; Aloysio Nunes (PSDB), com 9%; Orestes Quércia (PMDB), com 8%; Netinho de Paula (PCdoB), com 5%; e Ricardo Young (PV), com 2%. São 21% os leitores que afirmam votar em branco ou nulo, e 14% declaram-se indecisos.

Governador e presidente

Apesar de ter sido lançada pelo PPS pré-candidata ao Governo de São Paulo, é para o Senado Federal que Soninha tem despontado nas pesquisas. Pelo menos essa é a regra estabelecida pelo Datafolha, que decidiu descartar Soninha para governadora.

Pesquisa realizada junto a leitores do jornal Folha de S. Paulo revela que quando apresentados candidatos ao governo paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), aparece na liderança com 49% das intenções de voto; Aloizio Mercadante (PT), com 16%; Paulo Skaf (PSB) com 5%; Celso Russomano (PP) com 3%; Fábio Feldman (PV) com 2%; e Ivan Valente (PSOL) também com 2%. Os que votam em branco ou nulo, são 13% dos leitores, e indecisos 11%.

Para presidente, José Serra (PSDB) teria 54% dos votos se as eleições fossem hoje, contra 18% de Marina Silva(PV) e 15% de Dilma Rousseff (PT), empatadas tecnicamente. Dos leitores, 8% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 5% não souberam responder.

No twitter, PPS questiona: Governo ou Senado?

O @23pps, endereço oficial do PPS paulista no twitter, questiona se Soninha Francine deve ser candidata ao Governo de São Paulo ou ao Senado Federal.

Lançada pré-candidata do partido ao governo paulista, vem ganhando força a corrente que prefere ver Soninha disputando uma das duas vagas disponíveis no Senado, para arejar aquela Casa que nos últimos anos ganhou as manchetes dos jornais por sucessivos escândalos.

O PPS apóia a candidatura de José Serra à Presidência da República. Disputar o Governo ou o Senado com Soninha são opções possíveis e viáveis, mas qualquer decisão será tomada com a participação dos militantes e candidatos do partido às eleições de outubro, na convenção eleitoral que será realizada entre 10 e 30 de junho. Até lá, está valendo a sua opinião. Participe!

Frente Parlamentar de Cooperativismo Paulistano

O líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, Professor Claudio Fonseca, dá um importante passo para o fortalecimento do cooperativismo na cidade ao lançar nesta quarta-feira, dia 5 de maio, às 9h, a “Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulistano – Frencoop”, evento que será realizado no Salão Nobre da Câmara.

A criação da Frente ocorreu após a votação unânime pelo Plenário da Câmara ao Projeto de Resolução 35/09, de autoria do vereador, em 2 de dezembro de 2009.

“A Frente objetiva incentivar o cooperativismo no município, resgatando os valores da solidariedade, confiança e ajuda mútua, promovendo ainda o desenvolvimento sustentável pela cooperação e seguindo os princípios gerais do cooperativismo internacional”, disse Claudio Fonseca.

Segundo o parlamentar, as ações da Frencoop serão desenvolvidas em paralelo com a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e com a Frencoop Paulista e a Frencoop Nacional.

Números

O setor cooperativista nacional fechou o ano de 2008 com 7,6 mil cooperativas legalizadas, 7,8 milhões de cooperados e 254 mil empregados (colaboradores). O faturamento anual do sistema cooperativista brasileiro foi de R$ 84,9 bilhões, um aumento de 18% em relação ao faturamento de 2007, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB.

Estimativas de organizações do setor apontam existirem cerca de 3 milhões de cooperados no Estado de São Paulo e mais ou menos 1,5 milhão na cidade de São Paulol sobretudo nos ramos cooperativistas do trabalho, crédito, transporte, habitação, saúde, educação e turismo.

sábado, 1 de maio de 2010

1º de Maio: Os trabalhadores e o Brasil podem mais!

O Partido Popular Socialista – PPS, saúda os trabalhadores da cidade e do campo, em sua data histórica, o 1º de Maio, fruto da luta de várias gerações de trabalhadores de todo mundo em prol de uma sociedade cada vez mais justa e solidária.

Reafirmando seu compromisso histórico com as demandas do trabalhador, o PPS mais uma vez coloca-se como instrumento de mobilização, organização e representação dos brasileiros na certeza de que quanto mais organizados, e mais conscientes sobre seu papel na luta pela divisão da riqueza socialmente construída, mais forte será nossa democracia e mais justa nossa sociedade, comprometida com as futuras gerações e com a sustentabilidade do planeta.

Neste 1° de Maio, o PPS tem a convicção de que os trabalhadores e o Brasil podem mais!