
Com um auditório lotado, a presença de Alckmin, do prefeito Gilberto Kassab (DEM), parlamentares do PPS e de partidos aliados, prefeitos, vereadores e pré-candidatos, o presidente estadual Davi Zaia fez uma apresentação equilibrada, correta e detalhada da situação do partido.
O PPS integra a aliança nacional que tem José Serra (PSDB) como candidato à Presidência da República, reproduzida em São Paulo em torno da candidatura de Geraldo Alckmin a governador. Ocorre que DEM (com Guilherme Afif de vice-governador), PMDB (com Orestes Quercia) e PSDB (com Aloysio Nunes) pré-candidatos ao Senado, preencheram as vagas disponíveis dentro da coligação, deixando de fora da chapa majoritária o PPS (com as pré-candidaturas de Soninha e Woo) e o PTB (com o senador Romeu Tuma pleiteando a reeleição).
Resta ao PPS, portanto, três possibilidades: 1) abdicar das candidaturas de Soninha e William Woo ao Senado, apoiando os candidatos Quercia e Aloysio Nunes, já lançados pela coligação; 2) lançar as candidaturas de Soninha e Woo por fora da coligação, mas esta possibilidade depende ainda da interpretação da lei pelo TSE e pelo STF; ou 3)reivindicar dentro da coligação um espaço para a candidatura de Soninha Francine ao Senado, já que ela desponta em todas as pesquisas com cerca de 20% dos votos.
