Primeiro os tucanos tentaram esconder os 8 anos de FHC na presidência, agora arrepiam as penas com a repercussão do artigo "O Papel da Oposição". Cá entre nós, esse distanciamento do poder tem feito bem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele vem falando verdades. Inconvenientes, talvez, mas verdades.
Muitas verdades não parecem muito oportunas na política. Quando alguém insiste em dizê-las, isso é bastante favorável. Quanto mais críticas são disparadas ao artigo de FHC, pelo simples fato dele não ter sido hipócrita e demagogo ao confessar a ineficácia da oposição para dialogar com o "povão", mais acertado é o diagnóstico.
O próprio Fernando Henrique Cardoso considerou "precipitadas" as reações ao seu artigo, a ser publicado na revista Interesse Nacional, mas que já foi divulgado pela internet.
"Primeiro, me espantei com o tamanho da repercussão. Afinal, o artigo nem saiu ainda na revista. Mas achei também precipitadas algumas reações. Sobretudo da oposição, que, pelo que percebi na imprensa, disse coisas que acabam fazendo o jogo do PT", afirmou FHC ao jornal O Estado de S. Paulo.
No artigo, o ex-presidente aprofunda uma análise sobre o que chama de "lulopetismo", defende seus oito anos na Presidência (entre 1995 e 2002) e faz fortes críticas ao PSDB. No trecho que acabou se tornando o foco central das reações, ele escreveu que, se os tucanos continuarem tentando dialogar com o "povão", acabarão "falando sozinhos".
Por isso, aconselha o partido a priorizar "as novas classes médias", gente mais jovem e ainda não ligada a partido nenhum e suscetível de ouvir a mensagem da social-democracia.
Na entrevista, o ex-presidente deteve-se um pouco mais no uso do termo "povão": "O que estou dizendo é que o PT e o governo dispõem de poderosos meios em amplos setores de camadas pobres mas cooptadas pelos sindicatos e pelas centrais sindicais." E adverte: "Também existe, é claro, um ‘povão’ nessa nova classe média".
Em seu entendimento, o ex-presidente não estava excluindo ninguém. O que ele pretendia era convencer as oposições a definir um foco de atuação. "Ora, eu venci duas eleições com o voto desse povão! Agora, temos de ter uma estratégia para esses setores mais sensíveis. Temos de fincar o pé na internet e nas redes sociais."
Leia aqui o artigo de Fernando Henrique Cardoso, "O Papel da Oposição".
Leia também:
FHC também repete discurso da "classe média"
Um partido para a juventude e para a classe média
Por que, afinal, um cidadão de bem faz política?
A falência do atual modelo partidário brasileiro
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
PPS debate o crack e os seus efeitos destrutivos

Coordenado pela ex-vereadora Soninha Francine, o PPS realiza no próximo dia 18 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, um importante debate sobre o crack e os seus efeitos devastadores na sociedade e na juventude das grandes cidades.
A idéia é abordar o assunto sob três aspectos principais: Saúde; Lei e Direito; e Política. Da prevenção ao tratamento médico e psiquiátrico, passando por estratégias de repressão ao tráfico, os efeitos do consumo, assistência aos dependentes e familiares, ações oficiais e não-governamentais.
O crack, em razão do baixo custo e do fácil acesso, vem se tornando a principal e mais devastadora droga utilizada no Brasil. Resultante do aproveitamento do "lixo" da produção da cocaína, alcança o público de menor poder aquisitivo e causa, além da dependência física e psicológica, danos respiratórios e cerebrais irreversíveis.
Questão prioritária de saúde pública, com desdobramentos sociais, econômicos e culturais, o crack deve ser tratado com a profundidade e a seriedade que o tema exige. É isso que propõe o PPS: um debate aprofundado sobre a legislação atual e as políticas urbanas necessárias para o enfrentamento deste problema crônico.
O que funciona contra o CRACK?
Crack é uma das substâncias mais destrutivas que a sociedade humana já produziu para o seu consumo.
Os efeitos do uso são devastadores; a dependência é violenta e quase imediata. As conseqüências para a coletividade são desoladoras – desagregação familiar, degradação urbana.
Como lidar com isso?
Nos últimos anos, as ações contra o crack tem se intensificado. O poder público em São Paulo vem tentando minar a força da droga desde 2005. Mas o comércio e o uso aumentaram em todo país, seja nas metrópoles ou na zona rural, entre crianças e jovens ou adultos, de classe sócio-econômica alta ou baixa.
O PPS pretende discutir de maneira bem prática quais políticas tem se revelado bem-sucedidas e quais as dificuldades enfrentadas, de modo que possamos ser mais efetivos nessa luta contra o sofrimento.
O CRACK E O ENFRENTAMENTO SOCIAL, LEGAL E POLÍTICO
Local: Plenarinho da Câmara Municipal de São Paulo
Data: Segunda-feira, 18 de abril
Horário: 19h às 22h
terça-feira, 12 de abril de 2011
FHC também repete discurso da "classe média"
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defende mudança de estratégia para rearticular as forças de oposição. É manchete dos principais jornais do dia.
Segundo o tucano, em vez de buscar o "povão", envolvido pelo PT, é hora de dirigir as ações para as "novas classes médias".
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os 'movimentos sociais' ou o 'povão', isto é, as massas carentes ou pouco informadas, falarão sozinhos".
Não por acaso, uma semana após o Blog do PPS ter postado o artigo "Um partido para a juventude e para a classe média", o jornal Valor publicava uma entrevista com o ex-governador paulista Claudio Lembo, pregando que a nova sigla fundada por ele, Guilherme Afif e Gilberto Kassab deve ser "o partido da classe média".
Com a nova classificação da classe média, que hoje reune 100 milhões de brasileiros, quem não quer isso? Mas será que qualquer partido está habilitado para atuar politicamente como representante deste eleitorado? Para determinadas siglas, dada a origem e o histórico, parece um tanto quanto inverossímil.
Leia também:
Um partido para a juventude e para a classe média
Por que, afinal, um cidadão de bem faz política?
A falência do atual modelo partidário brasileiro
Segundo o tucano, em vez de buscar o "povão", envolvido pelo PT, é hora de dirigir as ações para as "novas classes médias".
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os 'movimentos sociais' ou o 'povão', isto é, as massas carentes ou pouco informadas, falarão sozinhos".
Não por acaso, uma semana após o Blog do PPS ter postado o artigo "Um partido para a juventude e para a classe média", o jornal Valor publicava uma entrevista com o ex-governador paulista Claudio Lembo, pregando que a nova sigla fundada por ele, Guilherme Afif e Gilberto Kassab deve ser "o partido da classe média".
Com a nova classificação da classe média, que hoje reune 100 milhões de brasileiros, quem não quer isso? Mas será que qualquer partido está habilitado para atuar politicamente como representante deste eleitorado? Para determinadas siglas, dada a origem e o histórico, parece um tanto quanto inverossímil.
Leia também:
Um partido para a juventude e para a classe média
Por que, afinal, um cidadão de bem faz política?
A falência do atual modelo partidário brasileiro
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Dia do Jornalista, 7 de abril: um dia que vem a calhar
"Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá." Voltaire, filósofo francêsGraças à libedade de imprensa, não precisamos substituir nossas postagens por poemas de Camões, mensagens cifradas ou receitas da Palmirinha "para nossas amiguinha" (sic), como muitos jornalistas foram obrigados a fazer, em diferentes épocas.
Se bem que ainda hoje tem gente que iria preferir essas amenidades aos assuntos mais contundentes tratados por aqui. Que pena! (e a "pena" sempre foi a arma do jornalista)
"Todos nós devemos saudar o dia do jornalista", afirma o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire. "Sem liberdade de imprensa - e para isso os jornalistas são atores essencias - não há democracia."
Esta é uma singela homenagem do Blog do PPS aos profissionais da imprensa e aos defensores intransigentes da liberdade de expressão. Uma lembrança especial aos que se iludem pensando que podem calar um jornalista a serviço da verdade.
A estes, um minuto de silêncio ;-)
Otávio Manente morre aos 55 anos
O ex-presidente da Câmara de São Bernardo, Otávio Manente (PPS), morreu na noite desta quarta-feira (06/04) aos 55 anos. Ex-secretário de obras do município, o ex-parlamentar estava hospitalizado desde o último domingo, no hospital Incor (Instituto do Coração). O velório será realizado na Câmara Municipal de São Bernardo, entre 3h e 15h30 desta quinta-feira. A família programou um ato ecumênico no legislativo municipal, às 15h30. De lá, o cortejo partirá ao cemitério da Vila Alpina, onde o corpo será cremado.
Pai de dois filhos – o deputado estadual Alex Manente e o empresário André Manente – e avô de três netos, Otávio Manente era casado com Cecília Elisabeth Spinelli Manente.
Nascido na mesma cidade onde iniciou a vida pública, Otávio Manente dirigia o diretório municipal do PPS e era vice-presidente estadual do partido. Arquiteto e administrador de empresas, ingressou na prefeitura de São Bernardo em 1972. Em 1996, foi eleito vereador pela primeira vez, reeleito em 2000. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Obras da cidade.
Em 2008, foi novamente reeleito vereador, com 4.721 votos e assumiu a presidência da maior casa legislativa do Grande ABC. Nas últimas eleições, atuou como coordenador da campanha de reeleição de Alex Manente.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Efeito Bolsonaro e o marketing eleitoral da direita
Nas imagens acima, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, e o cientista político Marco Aurélio Nogueira comentam as polêmicas declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre negros e homossexuais.
Em entrevista ao programa "CQC" (Band) na semana passada, Bolsonaro disse que não corre o "risco" de ter um filho envolvido amorosamente com uma mulher negra (o que seria uma "promiscuidade") porque seus filhos foram "muito bem-educados".
O assunto rende uma polêmica infindável, que pode custar até a cassação do deputado. Porém, quem o conhece de longa data já sabe: ele vive disso. É puro marketing para atingir uma parcela do eleitorado que se sente representada por esse tipinho de político - parcela pequena (esperamos!), porém suficiente para elegê-lo.
Em entrevista ao programa "CQC" (Band) na semana passada, Bolsonaro disse que não corre o "risco" de ter um filho envolvido amorosamente com uma mulher negra (o que seria uma "promiscuidade") porque seus filhos foram "muito bem-educados".
O assunto rende uma polêmica infindável, que pode custar até a cassação do deputado. Porém, quem o conhece de longa data já sabe: ele vive disso. É puro marketing para atingir uma parcela do eleitorado que se sente representada por esse tipinho de político - parcela pequena (esperamos!), porém suficiente para elegê-lo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Por que, afinal, um cidadão de bem faz política?
Desconfiança é a palavra-chave da política. Aquele que ousa se filiar a um partido, então, é praticamente execrado. Não é difícil entender os motivos de tanta aversão da sociedade pelos políticos. Basta uma passada de olhos pelo noticiário do dia. Porém, toda generalização é injusta - como toda unanimidade é burra.
No conceito geral, fazer política é praticamente uma confissão de culpa: o sujeito deve estar metido em algum trambique. Mas será mesmo que todo mundo que entra para a política é mal intencionado ou quer tirar alguma vantagem ilícita? O que leva, afinal, um cidadão de bem a se aventurar nesse mundo da política-partidária?
O Blog do PPS é quase uma trincheira da boa política. Travamos uma luta diária por mais democracia, justiça, solidariedade, cidadania, ética, igualdade de direitos e de oportunidades entre as pessoas, liberdade de ação, expressão e pensamento, respeito ao ser humano e ao meio ambiente, valorização da família e da comunidade, e uma defesa intransigente do direito à vida.
Dentro do possível, procuramos manter a isenção e o distanciamento crítico no acompanhamento do dia-a-dia da política. Porém, a ação de qualquer um na luta para que as pessoas tenham casa, comida, emprego, saúde, educação, segurança e sejam tratadas com respeito, dignidade e humanismo, fica bastante limitada se não houver um envolvimento direto no palco central dos acontecimentos: o meio político-partidário.
Isso não significa que fazer política seja concordar com as práticas usuais dos políticos, o fisiologismo, a burocracia, a improbidade administrativa, os esquemas de corrupção, a hipocrisia, a demagogia e o populismo, os desmandos e a preocupação com a defesa de interesses escusos e mesquinhos de grupos ou partidos em detrimento da maioria da população.
Temos por aqui vários exemplos de gente que, mesmo dentro da política, não perdeu a sua integridade, seriedade, honestidade, competência, coragem e arrojo na fiscalização das irregularidades cometidas pelos políticos e pelo poder público. Gente que permanece inabalável na defesa de seus princípios e ideais.
Ao contrário de pessoas que entram na política por interesse ou por vaidade, para ganhar fama e poder ou para garantir privilégios, há uns poucos que pretendem retribuir o que a vida e o trabalho honesto têm lhe proporcionado.
É possível desempenhar um papel político para garantir à maioria dos cidadãos um pouco das oportunidades, da felicidade e da qualidade de vida que hoje uma minoria possui. Se cada um fizer a sua parte com bom senso e boa vontade, podemos juntos atingir mais rapidamente os objetivos e ideais de uma sociedade mais justa, renovada, solidária, íntegra, pacífica e feliz.
Agora, se todos esses argumentos não bastarem, é sempre oportuno recorrer ao dramaturgo alemão Bertolt Brecht, em seu "O Analfabeto Político":
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Leia também:
Um partido para a juventude e para a classe média
A falência do atual modelo partidário brasileiro
No conceito geral, fazer política é praticamente uma confissão de culpa: o sujeito deve estar metido em algum trambique. Mas será mesmo que todo mundo que entra para a política é mal intencionado ou quer tirar alguma vantagem ilícita? O que leva, afinal, um cidadão de bem a se aventurar nesse mundo da política-partidária?
O Blog do PPS é quase uma trincheira da boa política. Travamos uma luta diária por mais democracia, justiça, solidariedade, cidadania, ética, igualdade de direitos e de oportunidades entre as pessoas, liberdade de ação, expressão e pensamento, respeito ao ser humano e ao meio ambiente, valorização da família e da comunidade, e uma defesa intransigente do direito à vida.
Dentro do possível, procuramos manter a isenção e o distanciamento crítico no acompanhamento do dia-a-dia da política. Porém, a ação de qualquer um na luta para que as pessoas tenham casa, comida, emprego, saúde, educação, segurança e sejam tratadas com respeito, dignidade e humanismo, fica bastante limitada se não houver um envolvimento direto no palco central dos acontecimentos: o meio político-partidário.
Isso não significa que fazer política seja concordar com as práticas usuais dos políticos, o fisiologismo, a burocracia, a improbidade administrativa, os esquemas de corrupção, a hipocrisia, a demagogia e o populismo, os desmandos e a preocupação com a defesa de interesses escusos e mesquinhos de grupos ou partidos em detrimento da maioria da população.
Temos por aqui vários exemplos de gente que, mesmo dentro da política, não perdeu a sua integridade, seriedade, honestidade, competência, coragem e arrojo na fiscalização das irregularidades cometidas pelos políticos e pelo poder público. Gente que permanece inabalável na defesa de seus princípios e ideais.
Ao contrário de pessoas que entram na política por interesse ou por vaidade, para ganhar fama e poder ou para garantir privilégios, há uns poucos que pretendem retribuir o que a vida e o trabalho honesto têm lhe proporcionado.
É possível desempenhar um papel político para garantir à maioria dos cidadãos um pouco das oportunidades, da felicidade e da qualidade de vida que hoje uma minoria possui. Se cada um fizer a sua parte com bom senso e boa vontade, podemos juntos atingir mais rapidamente os objetivos e ideais de uma sociedade mais justa, renovada, solidária, íntegra, pacífica e feliz.
Agora, se todos esses argumentos não bastarem, é sempre oportuno recorrer ao dramaturgo alemão Bertolt Brecht, em seu "O Analfabeto Político":
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Leia também:
Um partido para a juventude e para a classe média
A falência do atual modelo partidário brasileiro
domingo, 3 de abril de 2011
O que é o que é? Não é centro, esquerda nem direita
Quando o prefeito paulistano Gilberto Kassab anuncia a criação de um novo partido político - mais uma entre 27 siglas nessa sopa de letrinhas - e diz que não se trata de uma legenda de esquerda, direita ou de centro, abre caminho para uma enxurrada de críticas. O que é, afinal, a agremiação kassabista? Estaria o PSD condenado a fazer água como um partido insípido, inodoro e incolor?
Em meio a discussões sobre a necessária reforma política, diante de uma crise que coloca os partidos e as instituições vinculadas aos três poderes como as que merecem maior descrédito da população, qualquer ideário de (re)fundação de um partido parece soar falso. Ou será que alguém discorda do receituário genérico e de frases feitas que quase todos os partidos propõem?
Não por acaso, uma semana após o Blog do PPS ter postado o artigo "Um partido para a juventude e para a classe média", o jornal Valor publicava uma entrevista com o ex-governador paulista Claudio Lembo, pregando que a nova sigla fundada por ele, Guilherme Afif e Gilberto Kassab dever ser "o partido da classe média".
Com a nova classificação da classe média, que hoje reune 100 milhões de brasileiros, quem não quer isso? Mas será que qualquer partido está habilitado para atuar politicamente como representante deste eleitorado? Para determinadas siglas, dada a origem e o histórico, parece um tanto quanto inverossímil.
Vale a pena ler o artigo autoexplicativo de Kassab, publicado na Folha de S. Paulo deste domingo.
O PSD, críticas e crenças
GILBERTO KASSAB
Criar um novo partido, reunir companheiros em torno de princípios: esse é um desafio que eu tinha o direito e que tenho o dever de enfrentar
O mundo caiu na minha cabeça. Dizem que eu tenho cabeça dura, mas tenho, acima de tudo, convicção da minha decisão e do caminho a seguir. Criar um novo partido, reunir companheiros em torno de princípios e da crença em outra maneira de fazer política -esse é um desafio que eu tinha o direito e que tenho o dever de enfrentar.
Tenho 17 anos de vida pública. Fui de vereador a prefeito. Como os que já viveram os embates da linha de frente da política e da administração pública, enfrentei dificuldades, tive bons e maus momentos.
Aprendi muito. Os que agora nos unimos no PSD (a exclusividade da denominação depende do registro da sigla na Justiça Eleitoral) teremos humildade para continuar aprendendo e seremos fortes e perseverantes nessa empreitada.
Acreditamos que chegará o momento da tão esperada concentração partidária. Mas o PSD crê que a experiência pluripartidária brasileira ainda não se esgotou. Tem características próprias, é ainda um processo em andamento.
Com as grandes transformações políticas das últimas duas décadas (tão recentes!) vividas pelo Brasil e pelo mundo, o PSD tem consciência do espaço a ocupar e das bandeiras a defender. Nossa Constituição é de 88, há muitas reformas a fazer. Entre elas, a reforma política. O PSD acredita que a discussão dessa concentração partidária, por exemplo, está no cerne da reforma.
Nas últimas décadas, tivemos governantes que se esforçaram para o avanço democrático e social e para o desenvolvimento econômico. Não foram de direita nem de esquerda. Não se submeteram a rótulos, tampouco se renderam a recaídas autoritárias.
Deixando o DEM, estranham que eu torça pelo sucesso da presidente Dilma. Que reconheça as virtudes de José Serra. Que faça parcerias administrativas com Geraldo Alckmin. A luta partidária não é conflitante com a convivência administrativa. Esse espírito federativo é uma das nossas bandeiras.
O PSD será uma trincheira de onde vamos defender nossos sonhos. Acreditamos na democracia, na liberdade, no exercício legítimo das forças do mercado, na atuação de um Estado ativo e cumpridor de suas ações sociais. Na atuação dos movimentos populares que defendam interesses legítimos, que contribuam para o fortalecimento da cidadania. O PSD acredita num governo guardião da lei, distante dos radicalismos, cada vez mais próximo dos que mais precisam.
Temos instituições fortes, mas nem por isso imunes às transformações: a democracia carrega os genes da autoavaliação e do aperfeiçoamento. Temos atores vigilantes, como a mídia, cada vez mais conscientes do seu papel. Temos um Judiciário cada vez mais independente e defensor das normas constitucionais e republicanas.
O Legislativo, como em todo o mundo democrático, enfrenta ainda hoje um forte fogo cruzado. Já foi humilhado, constrangido, perseguido, cassado. Com seus defeitos e qualidades, assumiu compromissos e se expôs. A classe política sabe que tem um dever com os eleitores que representa.
O PSD crê no amadurecimento da política, na participação ativa e crítica da sociedade, na transparência da administração, no desenvolvimento sustentável e na convivência altiva com parceiros internacionais que respeitem os direitos e a dignidade de seus cidadãos.
Estou trabalhando muito como prefeito de São Paulo -e nunca será o bastante, dada a dimensão dos problemas da nossa capital. Farei mais, lutarei até o fim do mandato.
Contudo, neste momento em que lançamos o PSD, não é hora de falar dos feitos nem de ficar olhando para trás, mas, sim, de pensar no futuro. Com desprendimento, espírito público e amor pelo país que queremos construir.
GILBERTO KASSAB engenheiro e economista, é prefeito da cidade de São Paulo. Foi secretário municipal de Planejamento (gestão Pitta).
Em meio a discussões sobre a necessária reforma política, diante de uma crise que coloca os partidos e as instituições vinculadas aos três poderes como as que merecem maior descrédito da população, qualquer ideário de (re)fundação de um partido parece soar falso. Ou será que alguém discorda do receituário genérico e de frases feitas que quase todos os partidos propõem?
Não por acaso, uma semana após o Blog do PPS ter postado o artigo "Um partido para a juventude e para a classe média", o jornal Valor publicava uma entrevista com o ex-governador paulista Claudio Lembo, pregando que a nova sigla fundada por ele, Guilherme Afif e Gilberto Kassab dever ser "o partido da classe média".
Com a nova classificação da classe média, que hoje reune 100 milhões de brasileiros, quem não quer isso? Mas será que qualquer partido está habilitado para atuar politicamente como representante deste eleitorado? Para determinadas siglas, dada a origem e o histórico, parece um tanto quanto inverossímil.
Vale a pena ler o artigo autoexplicativo de Kassab, publicado na Folha de S. Paulo deste domingo.
O PSD, críticas e crenças
GILBERTO KASSAB
Criar um novo partido, reunir companheiros em torno de princípios: esse é um desafio que eu tinha o direito e que tenho o dever de enfrentar
O mundo caiu na minha cabeça. Dizem que eu tenho cabeça dura, mas tenho, acima de tudo, convicção da minha decisão e do caminho a seguir. Criar um novo partido, reunir companheiros em torno de princípios e da crença em outra maneira de fazer política -esse é um desafio que eu tinha o direito e que tenho o dever de enfrentar.
Tenho 17 anos de vida pública. Fui de vereador a prefeito. Como os que já viveram os embates da linha de frente da política e da administração pública, enfrentei dificuldades, tive bons e maus momentos.
Aprendi muito. Os que agora nos unimos no PSD (a exclusividade da denominação depende do registro da sigla na Justiça Eleitoral) teremos humildade para continuar aprendendo e seremos fortes e perseverantes nessa empreitada.
Acreditamos que chegará o momento da tão esperada concentração partidária. Mas o PSD crê que a experiência pluripartidária brasileira ainda não se esgotou. Tem características próprias, é ainda um processo em andamento.
Com as grandes transformações políticas das últimas duas décadas (tão recentes!) vividas pelo Brasil e pelo mundo, o PSD tem consciência do espaço a ocupar e das bandeiras a defender. Nossa Constituição é de 88, há muitas reformas a fazer. Entre elas, a reforma política. O PSD acredita que a discussão dessa concentração partidária, por exemplo, está no cerne da reforma.
Nas últimas décadas, tivemos governantes que se esforçaram para o avanço democrático e social e para o desenvolvimento econômico. Não foram de direita nem de esquerda. Não se submeteram a rótulos, tampouco se renderam a recaídas autoritárias.
Deixando o DEM, estranham que eu torça pelo sucesso da presidente Dilma. Que reconheça as virtudes de José Serra. Que faça parcerias administrativas com Geraldo Alckmin. A luta partidária não é conflitante com a convivência administrativa. Esse espírito federativo é uma das nossas bandeiras.
O PSD será uma trincheira de onde vamos defender nossos sonhos. Acreditamos na democracia, na liberdade, no exercício legítimo das forças do mercado, na atuação de um Estado ativo e cumpridor de suas ações sociais. Na atuação dos movimentos populares que defendam interesses legítimos, que contribuam para o fortalecimento da cidadania. O PSD acredita num governo guardião da lei, distante dos radicalismos, cada vez mais próximo dos que mais precisam.
Temos instituições fortes, mas nem por isso imunes às transformações: a democracia carrega os genes da autoavaliação e do aperfeiçoamento. Temos atores vigilantes, como a mídia, cada vez mais conscientes do seu papel. Temos um Judiciário cada vez mais independente e defensor das normas constitucionais e republicanas.
O Legislativo, como em todo o mundo democrático, enfrenta ainda hoje um forte fogo cruzado. Já foi humilhado, constrangido, perseguido, cassado. Com seus defeitos e qualidades, assumiu compromissos e se expôs. A classe política sabe que tem um dever com os eleitores que representa.
O PSD crê no amadurecimento da política, na participação ativa e crítica da sociedade, na transparência da administração, no desenvolvimento sustentável e na convivência altiva com parceiros internacionais que respeitem os direitos e a dignidade de seus cidadãos.
Estou trabalhando muito como prefeito de São Paulo -e nunca será o bastante, dada a dimensão dos problemas da nossa capital. Farei mais, lutarei até o fim do mandato.
Contudo, neste momento em que lançamos o PSD, não é hora de falar dos feitos nem de ficar olhando para trás, mas, sim, de pensar no futuro. Com desprendimento, espírito público e amor pelo país que queremos construir.
GILBERTO KASSAB engenheiro e economista, é prefeito da cidade de São Paulo. Foi secretário municipal de Planejamento (gestão Pitta).
sábado, 2 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Como aumentar a credibilidade dos três poderes?
Agora é o tal Jair Bolsonaro (PP/RJ), deputado federal que vive do marketing de causador de polêmica e representante do que restou da direita fascista tupiniquim, que vira notícia ao responder que seria uma "promiscuidade" ter um filho namorando uma mulher negra.
A pergunta foi feita pela cantora Preta Gil no programa CQC exibido nesta segunda-feira. Veja aqui. Até o momento Tiririca continua sendo o único palhaço assumido no Congresso.
Junte-se a isso a tal comissão da reforma política que reune até presidente defenestrado como Fernando Collor de Mello, escândalos de todos os calibres no Executivo, Legislativo e Judiciário, caixa 2, desvios, corrupção, truques e mutretagens... e assim caminham os três poderes no Brasil.
A pergunta foi feita pela cantora Preta Gil no programa CQC exibido nesta segunda-feira. Veja aqui. Até o momento Tiririca continua sendo o único palhaço assumido no Congresso.
Junte-se a isso a tal comissão da reforma política que reune até presidente defenestrado como Fernando Collor de Mello, escândalos de todos os calibres no Executivo, Legislativo e Judiciário, caixa 2, desvios, corrupção, truques e mutretagens... e assim caminham os três poderes no Brasil.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Confira calendário de atividades do PPS/SP em abril
CONSELHO TUTELAR - O PPS/SP convida para reunião sobre as eleições do Conselho Tutelar, na Sala Oscar Pedroso Horta, no primeiro subsolo da Câmara Municipal, em 4 de abril às 19h.
O CRACK E O ENFRENTAMENTO SOCIAL, LEGAL E POLÍTICO - Coordenado pela ex-vereadora Soninha Francine, o PPS prepara para 18 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, um importante debate sobre o crack e os seus efeitos devastadores na sociedade e na juventude das grandes cidades.
A idéia é abordar o assunto sob três aspectos principais: Saúde; Lei e Direito; e Política. Da prevenção ao tratamento médico e psiquiátrico, passando por estratégias de repressão ao tráfico, os efeitos do consumo, assistência aos dependentes e familiares, ações oficiais e não-governamentais.
O crack, em razão do baixo custo e do fácil acesso, vem se tornando a principal e mais devastadora droga utilizada no Brasil. Resultante do aproveitamento do "lixo" da produção da cocaína, alcança o público de menor poder aquisitivo e causa, além da dependência física e psicológica, danos respiratórios e cerebrais irreversíveis.
Questão prioritária de saúde pública, com desdobramentos sociais, econômicos e culturais, o crack deve ser tratado com a profundidade e a seriedade que o tema exige. É isso que propõe o PPS: um debate aprofundado sobre a legislação atual e as políticas urbanas necessárias para o enfrentamento deste problema crônico.
PODER LOCAL - Seminário sobre a participação do PPS na formulação, discussão e acompanhamento de políticas públicas no sábado, 30 de abril, a partir das 9h da manhã.
Das 9h às 12h - PODER LOCAL (com apresentação de Soninha Francine)
a)“Poder Legislativo: Modo de Usar” que explica o que é, para que serve o poder legislativo, tramitações de projetos, etc.
b)“Como Funciona uma Subprefeitura”
13h30 - DEMOCRACIA PARTICIPATIVA e O PARTIDO
Convidados e membros do PPS farão uma apresentação de quais são as maneiras de participação da sociedade civil e também da militância partidária nos vários tipos de conselhos, audiências públicas, etc.
PPS NO RÁDIO E NA TV
No início de maio, o PPS terá direito a cinco inserções diárias de 30 segundos, no horário reservado à propaganda partidária gratuita, nas seguintes datas: 2, 4, 6, 9, 11, 13, 16 e 18 de maio. Para o segundo semestre, estão reservados os dias 1, 3, 5, 8, 10, 12, 15 e 17 de agosto.
O CRACK E O ENFRENTAMENTO SOCIAL, LEGAL E POLÍTICO - Coordenado pela ex-vereadora Soninha Francine, o PPS prepara para 18 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, um importante debate sobre o crack e os seus efeitos devastadores na sociedade e na juventude das grandes cidades.
A idéia é abordar o assunto sob três aspectos principais: Saúde; Lei e Direito; e Política. Da prevenção ao tratamento médico e psiquiátrico, passando por estratégias de repressão ao tráfico, os efeitos do consumo, assistência aos dependentes e familiares, ações oficiais e não-governamentais.
O crack, em razão do baixo custo e do fácil acesso, vem se tornando a principal e mais devastadora droga utilizada no Brasil. Resultante do aproveitamento do "lixo" da produção da cocaína, alcança o público de menor poder aquisitivo e causa, além da dependência física e psicológica, danos respiratórios e cerebrais irreversíveis.
Questão prioritária de saúde pública, com desdobramentos sociais, econômicos e culturais, o crack deve ser tratado com a profundidade e a seriedade que o tema exige. É isso que propõe o PPS: um debate aprofundado sobre a legislação atual e as políticas urbanas necessárias para o enfrentamento deste problema crônico.
PODER LOCAL - Seminário sobre a participação do PPS na formulação, discussão e acompanhamento de políticas públicas no sábado, 30 de abril, a partir das 9h da manhã.
Das 9h às 12h - PODER LOCAL (com apresentação de Soninha Francine)
a)“Poder Legislativo: Modo de Usar” que explica o que é, para que serve o poder legislativo, tramitações de projetos, etc.
b)“Como Funciona uma Subprefeitura”
13h30 - DEMOCRACIA PARTICIPATIVA e O PARTIDO
Convidados e membros do PPS farão uma apresentação de quais são as maneiras de participação da sociedade civil e também da militância partidária nos vários tipos de conselhos, audiências públicas, etc.
PPS NO RÁDIO E NA TV
No início de maio, o PPS terá direito a cinco inserções diárias de 30 segundos, no horário reservado à propaganda partidária gratuita, nas seguintes datas: 2, 4, 6, 9, 11, 13, 16 e 18 de maio. Para o segundo semestre, estão reservados os dias 1, 3, 5, 8, 10, 12, 15 e 17 de agosto.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Líder do PPS assume Educação na Câmara de SP
O líder do PPS, Professor Claudio Fonseca, é o novo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo. Por 4 votos a 3, o vereador pepessista derrotou o petista Alfredinho, que teve apoio do chamado Centrão, grupo que vem controlando o Legislativo desde a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura.Apesar de ter sido derrotado na disputa pela presidência da Câmara, o Centrão (unido ao PT) elegeu a maioria dos presidentes das comissões internas da Câmara. Na única comissão onde houve disputa, foi eleito o líder do PPS.
Compõem a Comissão de Educação, além do presidente Claudio Fonseca (PPS), os seguintes vereadores: Alfredinho (PT), Agnaldo Timóteo (PR), Attila Russomanno (PP), Carlos Apolinário (DEM), Netinho de Paula (PCdoB) e Claudinho de Souza (PSDB).
O Centrão não aceitava a indicação de Claudio Fonseca, que sempre votou contrário ao grupo. Desse modo, substituiu o vereador Quito Formiga (PR), que compunha originalmente a Comissão, pelo vereador Agnaldo Timóteo com a intenção de lançá-lo presidente. Se houvesse empate, venceria o candidato mais velho. Os demais integrantes do Centrão eram mais novos que Claudio Fonseca.
Porém, o líder do PPS recebeu os votos de Claudinho de Souza, Netinho de Paula e de Carlos Apolinário, além do próprio voto, inviabilizando a manobra do Centrão, que acabou derrotado ao apoiar o petista Alfredinho.
Veja aqui como ficaram todas as comissões da Câmara Municipal de São Paulo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Entre a reforma política ideal e a possível
A direção executiva nacional do PPS se reúne nesta terça-feira com a sua bancada de deputados federais e o senador Itamar Franco para tentar chegar a um consenso sobre as propostas que o partido defenderá na reforma política.
Entre os pontos em discussão estão a adoção do voto distrital misto, o financiamento público de campanha, o fim das coligações nas eleições proporcionais e a proibição de reeleição para presidente, governador e prefeito.
A reforma está em pauta no Congresso. Resta saber como vão caminhar estas mudanças necessárias na legislação eleitoral: entre o ideal e o possível. Vamos acompanhar.
Entre os pontos em discussão estão a adoção do voto distrital misto, o financiamento público de campanha, o fim das coligações nas eleições proporcionais e a proibição de reeleição para presidente, governador e prefeito.
A reforma está em pauta no Congresso. Resta saber como vão caminhar estas mudanças necessárias na legislação eleitoral: entre o ideal e o possível. Vamos acompanhar.
quarta-feira, 16 de março de 2011
A falência do atual modelo partidário brasileiro
Com frequência tratamos aqui da crise crônica da política, da falta de credibilidade das instituições vinculadas aos três poderes e da falência do atual modelo partidário brasileiro.
Dois artigos da Folha de S.Paulo desta quarta-feira chamam a atenção para a crise dos partidos políticos. Um, de Fernando de Barros e Silva, intitula de "Armação Ilimitada" as articulações do PT. Veja abaixo trechos do artigo:
O PT há muito deixou de ser um partido diferente dos outros. Mas o PT de São Paulo merece nota à parte. Na eleição à presidência da Câmara Municipal, no ano passado, se aliou ao "centrão" para apoiar Milton Leite, do DEM, contra o candidato tucano -José Police Neto.
O suplente de Marta Suplicy no Senado é o vereador Antonio Carlos Rodrigues, do PR, uma espécie de Marlon Brando do "centrão" -advinhe em qual personagem?
Os interesses que levaram o PT a abraçar o "centrão" são os mesmos que agora movem o partido a aclamar Munhoz (Barros Munhoz, do PSDB, presidente reeleito da Assembléia Legislativa de São Paulo)? Qual seria o limite para o descalabro moral do PT?
Outro artigo, de Fernando Rodrigues, trata do desmoronamento do DEM. Leia abaixo trechos de "Pequeno, porém desunido":
A derrocada do DEM é só mais um sintoma de uma certa falência múltipla de partidos no Brasil. É comum os dirigentes dessas siglas atribuírem seus fracassos ao modelo político-eleitoral do país ou ao estado de abulia atávica dos cidadãos. Desculpas esfarrapadas.
O DEM (ex-PFL, ex-PDS e ex-Arena) era uma potência há dez anos. Agora, parece um paciente terminal. A convenção foi menos para eleger um novo presidente e mais para explicitar o racha entre seus caciques. Nascido na direita, o partido mimetiza a anedota sobre os antigos grupelhos de esquerda: pequenos, porém desunidos.
Seria um exagero dizer que o DEM está morto e a convenção de ontem foi uma missa de corpo presente, como filiados ao próprio partido sussurravam. José Agripino é um político experiente. Mas precisa definir a jato qual é o público preferencial da legenda e tentar formas de conexão real com esse eleitorado. Escrever no Twitter o dia inteiro, como parece ser o caso de alguns demistas hoje, é muito pouco.
Sintonia fina
O Blog do PPS postou na segunda-feira um artigo no qual defende exatamente buscar "qual é o público preferencial da legenda e tentar formas de conexão real com esse eleitorado", como mencionou Fernando Rodrigues em seu texto de hoje.
O PPS deve mostrar à sociedade que existe vida inteligente, sensata e coerente fazendo uma política equidistante da fisiológica base petista e da oposição ineficaz de tucanos e demos.
A realideade é esta: quem tenta falar para todo mundo, acaba não falando para ninguém. O PPS já é um partido identificado com a juventude e com a classe média. Não é pouca coisa. Precisamos aprofundar esses laços.
Dois artigos da Folha de S.Paulo desta quarta-feira chamam a atenção para a crise dos partidos políticos. Um, de Fernando de Barros e Silva, intitula de "Armação Ilimitada" as articulações do PT. Veja abaixo trechos do artigo:
O PT há muito deixou de ser um partido diferente dos outros. Mas o PT de São Paulo merece nota à parte. Na eleição à presidência da Câmara Municipal, no ano passado, se aliou ao "centrão" para apoiar Milton Leite, do DEM, contra o candidato tucano -José Police Neto.
O suplente de Marta Suplicy no Senado é o vereador Antonio Carlos Rodrigues, do PR, uma espécie de Marlon Brando do "centrão" -advinhe em qual personagem?
Os interesses que levaram o PT a abraçar o "centrão" são os mesmos que agora movem o partido a aclamar Munhoz (Barros Munhoz, do PSDB, presidente reeleito da Assembléia Legislativa de São Paulo)? Qual seria o limite para o descalabro moral do PT?
Outro artigo, de Fernando Rodrigues, trata do desmoronamento do DEM. Leia abaixo trechos de "Pequeno, porém desunido":
A derrocada do DEM é só mais um sintoma de uma certa falência múltipla de partidos no Brasil. É comum os dirigentes dessas siglas atribuírem seus fracassos ao modelo político-eleitoral do país ou ao estado de abulia atávica dos cidadãos. Desculpas esfarrapadas.
O DEM (ex-PFL, ex-PDS e ex-Arena) era uma potência há dez anos. Agora, parece um paciente terminal. A convenção foi menos para eleger um novo presidente e mais para explicitar o racha entre seus caciques. Nascido na direita, o partido mimetiza a anedota sobre os antigos grupelhos de esquerda: pequenos, porém desunidos.
Seria um exagero dizer que o DEM está morto e a convenção de ontem foi uma missa de corpo presente, como filiados ao próprio partido sussurravam. José Agripino é um político experiente. Mas precisa definir a jato qual é o público preferencial da legenda e tentar formas de conexão real com esse eleitorado. Escrever no Twitter o dia inteiro, como parece ser o caso de alguns demistas hoje, é muito pouco.
Sintonia fina
O Blog do PPS postou na segunda-feira um artigo no qual defende exatamente buscar "qual é o público preferencial da legenda e tentar formas de conexão real com esse eleitorado", como mencionou Fernando Rodrigues em seu texto de hoje.
O PPS deve mostrar à sociedade que existe vida inteligente, sensata e coerente fazendo uma política equidistante da fisiológica base petista e da oposição ineficaz de tucanos e demos.
A realideade é esta: quem tenta falar para todo mundo, acaba não falando para ninguém. O PPS já é um partido identificado com a juventude e com a classe média. Não é pouca coisa. Precisamos aprofundar esses laços.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Um partido para a juventude e para a classe média
Enquanto se especula a criação de novos partidos no Brasil e as atuais legendas se sobrepõem numa sopa de letrinhas rala, insossa e indigesta, sem nenhuma "sustança" ideológica, é chegada a hora de fazer o balanço do PPS, às vésperas de seus 20 anos (ou 90 anos de PCB/PPS, que também serão completados em 2012).
Sabe-se que o Partido Popular Socialista (PPS), herdeiro legítimo do velho Partidão, tem um lastro histórico de lutas pela democracia, pela cidadania plena e por justiça social. O xis da questão é transportar esse passado glorioso para a atualidade, mantendo a coerência, a ética e a unidade, expandindo nossos horizontes e desbravando novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.
O que a sociedade espera, hoje, de um partido político? E o que o PPS tem a oferecer aos cidadãos brasileiros para atender a essa expectativa?
Primeiro, é preciso entender que o atual modelo político-partidário brasileiro está esgotado. Não é à toa a crônica falta de credibilidade dos políticos, dos partidos e das instituições vinculadas aos três poderes.
O povo brasileiro carece de um partido verdadeiramente moderno, com políticos sensíveis às demandas sociais e comprometidos com o bem comum. Mas exige, além de um programa viável para o país, que todo esse arcabouço teórico seja traduzido em ações práticas e de fácil assimilação.
Não basta pensar o país e o mundo, é preciso transformá-los. Da solução para um buraco de rua ou a necessária poda de uma árvore à globalização econômica e à paz mundial, cada cidadão tem um amplo arco de interesses e procura um partido que se identifique com estas causas.
O PPS, portanto, tem que ser mais visível, sensível e inteligível à população. Tem que levantar bandeiras que sejam claramente identificadas pelos setores da sociedade que pretendemos atingir. E quais são esses setores? A quem o PPS quer servir?
O PPS é um partido moderno, antenado com o mundo e as novas tecnologias, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos sobretudo com o que se convencionou chamar de "classe média" no Brasil.
E o que é um partido de "classe média"? Traduzindo: o PPS não é um partido das classes dominantes, das oligarquias, dos banqueiros e dos grandes empresários. Por outro lado, não é um partido assistencialista, que faz da exploração da miséria a sua razão de ser. É o partido do cidadão comum, como eu e você, que batalha no dia-a-dia e tem um senso crítico desenvolvido, espírito contestador e que não se satisfaz com os atuais modelos de governo e de oposição.
O PPS é o partido da juventude, dos aposentados, das famílias que se preocupam com o futuro, com uma educação de qualidade, com a preservação do meio ambiente, com a redução de impostos, com a mobilidade urbana e a melhoria dos transportes, com um sistema único de saúde amplo e funcional, com empregos dignos, estabilidade financeira, cultura e lazer.
É o partido do trabalhador que não se vê atendido pelo atual governo federal, por partidos e centrais sindicais subservientes, que se contentam com um aumento irrisório de salário para manter as benesses do poder.
É o partido do jovem que está nas redes sociais e não se vê representado no movimento estudantil oficial, nas instituições que viraram fábricas de carteirinha escolar e que só funcionam como máquinas arrecadadoras de verbas governamentais.
É o partido do aposentado que manifesta a sua indignação com o desrespeito a que é submetido no dia-a-dia, na falta de valorização de toda uma vida de trabalho e dedicação ao país, que acaba se traduzindo na desatenção à saúde e na falta de uma assistência compatível às suas necessidades especiais.
O PPS é o partido contra todas as imposições absurdas à sociedade: contra o voto obrigatório, contra o alistamento militar obrigatório, contra a corrupção, contra impostos e taxas que se multiplicam indefinidamente sobre o bolso do contribuinte.
O PPS é o partido do imposto único, do incentivo ao primeiro emprego, do voto facultativo, do voto distrital misto, da banda larga grátis para estudantes, trabalhadores e aposentados. É o partido do salário mínimo digno. Da faculdade gratuita e de qualidade à população mais carente. Da prioridade ao transporte público. Da redução do trânsito. Do combate ao tráfico de drogas. Da criminalização da homofobia. Da luta por saúde e segurança. Da mulher, do índio, do negro, do portador de deficiência. Da mesma oportunidade para todos. Da igualdade. Da liberdade. Da qualidade de vida.
Leia também: Por que o PPS?
Sabe-se que o Partido Popular Socialista (PPS), herdeiro legítimo do velho Partidão, tem um lastro histórico de lutas pela democracia, pela cidadania plena e por justiça social. O xis da questão é transportar esse passado glorioso para a atualidade, mantendo a coerência, a ética e a unidade, expandindo nossos horizontes e desbravando novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.
O que a sociedade espera, hoje, de um partido político? E o que o PPS tem a oferecer aos cidadãos brasileiros para atender a essa expectativa?
Primeiro, é preciso entender que o atual modelo político-partidário brasileiro está esgotado. Não é à toa a crônica falta de credibilidade dos políticos, dos partidos e das instituições vinculadas aos três poderes.
O povo brasileiro carece de um partido verdadeiramente moderno, com políticos sensíveis às demandas sociais e comprometidos com o bem comum. Mas exige, além de um programa viável para o país, que todo esse arcabouço teórico seja traduzido em ações práticas e de fácil assimilação.
Não basta pensar o país e o mundo, é preciso transformá-los. Da solução para um buraco de rua ou a necessária poda de uma árvore à globalização econômica e à paz mundial, cada cidadão tem um amplo arco de interesses e procura um partido que se identifique com estas causas.
O PPS, portanto, tem que ser mais visível, sensível e inteligível à população. Tem que levantar bandeiras que sejam claramente identificadas pelos setores da sociedade que pretendemos atingir. E quais são esses setores? A quem o PPS quer servir?
O PPS é um partido moderno, antenado com o mundo e as novas tecnologias, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos sobretudo com o que se convencionou chamar de "classe média" no Brasil.
E o que é um partido de "classe média"? Traduzindo: o PPS não é um partido das classes dominantes, das oligarquias, dos banqueiros e dos grandes empresários. Por outro lado, não é um partido assistencialista, que faz da exploração da miséria a sua razão de ser. É o partido do cidadão comum, como eu e você, que batalha no dia-a-dia e tem um senso crítico desenvolvido, espírito contestador e que não se satisfaz com os atuais modelos de governo e de oposição.
O PPS é o partido da juventude, dos aposentados, das famílias que se preocupam com o futuro, com uma educação de qualidade, com a preservação do meio ambiente, com a redução de impostos, com a mobilidade urbana e a melhoria dos transportes, com um sistema único de saúde amplo e funcional, com empregos dignos, estabilidade financeira, cultura e lazer.
É o partido do trabalhador que não se vê atendido pelo atual governo federal, por partidos e centrais sindicais subservientes, que se contentam com um aumento irrisório de salário para manter as benesses do poder.
É o partido do jovem que está nas redes sociais e não se vê representado no movimento estudantil oficial, nas instituições que viraram fábricas de carteirinha escolar e que só funcionam como máquinas arrecadadoras de verbas governamentais.
É o partido do aposentado que manifesta a sua indignação com o desrespeito a que é submetido no dia-a-dia, na falta de valorização de toda uma vida de trabalho e dedicação ao país, que acaba se traduzindo na desatenção à saúde e na falta de uma assistência compatível às suas necessidades especiais.
O PPS é o partido contra todas as imposições absurdas à sociedade: contra o voto obrigatório, contra o alistamento militar obrigatório, contra a corrupção, contra impostos e taxas que se multiplicam indefinidamente sobre o bolso do contribuinte.
O PPS é o partido do imposto único, do incentivo ao primeiro emprego, do voto facultativo, do voto distrital misto, da banda larga grátis para estudantes, trabalhadores e aposentados. É o partido do salário mínimo digno. Da faculdade gratuita e de qualidade à população mais carente. Da prioridade ao transporte público. Da redução do trânsito. Do combate ao tráfico de drogas. Da criminalização da homofobia. Da luta por saúde e segurança. Da mulher, do índio, do negro, do portador de deficiência. Da mesma oportunidade para todos. Da igualdade. Da liberdade. Da qualidade de vida.
Leia também: Por que o PPS?
quinta-feira, 10 de março de 2011
Feliz ano novo, Brasil!!!! (se for possível)
Não, o Blog do PPS/SP não ficou louco, nem a internet "deu pau" e repetiu uma postagem antiga. Como é tradição dizer que o ano no Brasil só começa depois do Carnaval, esperamos que 2011 seja bastante proveitoso a partir deste 10 de março.
Reformas são necessárias, mas o Congresso parece mais interessado em outros assuntos. As notícias de "ano novo", até agora, não são lá muito boas para a população.
Se não bastassem as tragédias de dois meses inteiros de chuvas diárias, aumento da passagem de ônibus e metrô, salário mínimo com acréscimo de ridículos R$ 15,00... agora são os remédios que vão aumentar.
A partir do dia 31 de março, 20 mil medicamentos terão alta de pelo menos 6%. Os brasileiros vão pagar mais caro por remédios importantes como antibióticos e antiinflamatórios.
O governo anunciará nos próximos dias um reajuste de pelo menos 6% nesses produtos, que ainda têm os preços controlados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) - ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como muitos destes medicamentos são de uso contínuo, ou utilizados no tratamento de doenças graves, o governo define o quanto podem subir a cada ano.
Parodiando o Professor Raimundo, personagem imortal de Chico Anysio: E o salário, ó! :-(
Reformas são necessárias, mas o Congresso parece mais interessado em outros assuntos. As notícias de "ano novo", até agora, não são lá muito boas para a população.
Se não bastassem as tragédias de dois meses inteiros de chuvas diárias, aumento da passagem de ônibus e metrô, salário mínimo com acréscimo de ridículos R$ 15,00... agora são os remédios que vão aumentar.
A partir do dia 31 de março, 20 mil medicamentos terão alta de pelo menos 6%. Os brasileiros vão pagar mais caro por remédios importantes como antibióticos e antiinflamatórios.
O governo anunciará nos próximos dias um reajuste de pelo menos 6% nesses produtos, que ainda têm os preços controlados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) - ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como muitos destes medicamentos são de uso contínuo, ou utilizados no tratamento de doenças graves, o governo define o quanto podem subir a cada ano.
Parodiando o Professor Raimundo, personagem imortal de Chico Anysio: E o salário, ó! :-(
segunda-feira, 7 de março de 2011
PPS é contra mais imposto: CPMF não, obrigado!
O governo já prepara terreno para voltar com a CPMF, aquela malfadada contribuição obrigatória sobre qualquer movimentação financeira, que até seria sensata se houvesse imposto único no Brasil. Mas, como não é o caso, sai pra lá com mais essa cascata!
“É um abuso, em um país que já tem uma carga tributária elevadíssima”, disse o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, ao rechaçar a volta de um imposto para financiar a saúde, nos moldes da CPMF, conforme vem ensaiando a base do governo, aproveitando o mote da regulamentação da emenda 29 – que trata do financiamento do setor –, que tramita na Câmara.
A proposta de emenda à Constituição estabelece percentuais mínimos da receita corrente líquida a serem aplicados na saúde por cada ente federativo. Substitutivo do petista Pepe Vargas propõe a criação da CSS (Contribuição Social da Saúde).
Arrecadação recorde
“É desnecessário, porque o governo vem mantendo recordes de arrecadação; então não há justificativa”, diz Roberto Freire, lembrando que no mês de janeiro esse pico foi de 15%.
“Para que novo imposto? A não ser que, por trás disso, haja a necessidade de dinheiro para enfrentar a crise do gasto absurdo para a manutenção de 38 ministérios, para um maior aparelhamento do Estado, de todo um processo de sem-vergonhice no uso da máquina pública para fins partidários”.
Freire acrescenta ainda que o imposto “tem algumas perversidades” para a atividade econômica. “Não é um bom imposto, da forma como ele é cobrado, sem nenhuma compensação, pura e simplesmente arrecadado em qualquer movimentação financeira”. Entretanto, o deputado adverte que só será possível derrotar a nova investida do governo com ampla mobilização da sociedade.
“É um abuso, em um país que já tem uma carga tributária elevadíssima”, disse o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, ao rechaçar a volta de um imposto para financiar a saúde, nos moldes da CPMF, conforme vem ensaiando a base do governo, aproveitando o mote da regulamentação da emenda 29 – que trata do financiamento do setor –, que tramita na Câmara.
A proposta de emenda à Constituição estabelece percentuais mínimos da receita corrente líquida a serem aplicados na saúde por cada ente federativo. Substitutivo do petista Pepe Vargas propõe a criação da CSS (Contribuição Social da Saúde).
Arrecadação recorde
“É desnecessário, porque o governo vem mantendo recordes de arrecadação; então não há justificativa”, diz Roberto Freire, lembrando que no mês de janeiro esse pico foi de 15%.
“Para que novo imposto? A não ser que, por trás disso, haja a necessidade de dinheiro para enfrentar a crise do gasto absurdo para a manutenção de 38 ministérios, para um maior aparelhamento do Estado, de todo um processo de sem-vergonhice no uso da máquina pública para fins partidários”.
Freire acrescenta ainda que o imposto “tem algumas perversidades” para a atividade econômica. “Não é um bom imposto, da forma como ele é cobrado, sem nenhuma compensação, pura e simplesmente arrecadado em qualquer movimentação financeira”. Entretanto, o deputado adverte que só será possível derrotar a nova investida do governo com ampla mobilização da sociedade.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Estão rastreando todos os passos de Kassab
A movimentação do prefeito Gilberto Kassab, que ensaia a saída do DEM para uma nova legenda, vem recebendo intenso bombardeio de seus colegas de partido. Nada surpreendente. Afinal, tirando Kassab, qual outra liderança de projeção nacional dos Democratas, nome-fantasia do velho PFL e cria da costela da Arena, o partido sustentáculo da ditadura militar?O prefeito de São Paulo é hábil articulador político. Transitou pelo liberalismo, pelo malufismo, assumiu como supersecretário com aura de salvador em pleno mar de lama da gestão paulistana de Celso Pitta e acabou se colocando por mérito na hora certa, no lugar certo: vice de José Serra na coligação que uniu PSDB, DEM e PPS em 2004.
Superou as desconfianças e provou ser, além de aliado combativo e leal, um administrador competente. Também mostrou ser bom de voto, derrotando petistas e tucanos na sucessão de Serra. E é como terceira via - fora da polarização entre PT e PSDB - que tenta se colocar para 2012 e 2014, alternando momentos de ira e de cumplicidade com antigos aliados e futuros adversários, não necessariamente nesta ordem.
Kassab tem o poder de revolucionar o ninho tucano, expondo as intermináveis divergências entre serristas e alckmistas. Foi o primeiro, em São Paulo, a derrotar o Centrão - grupo de vereadores que desde a gestão de Marta Suplicy controlava a Câmara e barganhava com o Executivo - para, em seguida, entregar a liderança de governo habilmente a um de seus líderes. Flerta com a base de Dilma, ao dialogar com PMDB e PSB, mas continua sendo um dos nomes fortes da oposição.
Ou seja, não se discute mais a política de São Paulo e do país sem considerar esta movimentação de Kassab. Mais uma vez, o prefeito fez valer sua visão estratégica e se colocou no centro dos acontecimentos. Para o lado que pender, certamente arrastará uma legião de seguidores - entre vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores.
Resta saber qual o saldo de toda essa movimentação. Como o eleitorado vai reagir às decisões do prefeito de São Paulo e às suas ambições futuras, e como ele próprio vai articular com os partidos aliados toda esta mudança. Vamos aguardar e avaliar.
"Palhaçada", artigo de Eliane Cantanhêde na Folha
"Vocês confundem o palhaço no trabalho lá com aqui. Aqui é outra coisa."
A frase é do deputado Tiririca, lépido, fagueiro, recém-alfabetizado e sentado na primeira fila na instalação da Comissão de Educação. Ele tem meia razão. Estamos mesmo confundindo os palhaços de lá, de cá e do Congresso. É outra coisa?
Se fosse só o Tiririca, tudo bem, porque ele tem a legitimidade de deputado mais votado do país. O problema é que a palhaçada é geral, com Paulo Maluf, Newton Cardoso, mensaleiros e fichas-sujas suprapartidariamente acomodados na comissão especial que vai... analisar a reforma política!
O Tiririca é um fenômeno novo, mas Maluf é um velho fenômeno da política brasileira, que consegue ser incluído ao mesmo tempo na lista de procurados da Interpol e na de membros da comissão que vai definir, por exemplo, financiamento público de campanha e moralização da atividade política.
Por falar nisso, o deputado João Paulo Cunha assumiu a presidência da estratégica Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, chamada de "mãe de todas as comissões". Ninguém é considerado culpado até prova em contrário, mas igualmente ninguém deve presidir a CCJ da Câmara enquanto réu num processo no Supremo Tribunal Federal. Não é pedir muito, vai!
Sem falar que o presidente da Comissão de Meio Ambiente é o deputado gaúcho Giovani Cherini, que é... ruralista. Lobos, galinheiros, palhaços, fichas-sujas e réus. Virou ou não uma palhaçada?
E, depois, os caras ainda reclamam quando a gente fala mal!
A frase é do deputado Tiririca, lépido, fagueiro, recém-alfabetizado e sentado na primeira fila na instalação da Comissão de Educação. Ele tem meia razão. Estamos mesmo confundindo os palhaços de lá, de cá e do Congresso. É outra coisa?
Se fosse só o Tiririca, tudo bem, porque ele tem a legitimidade de deputado mais votado do país. O problema é que a palhaçada é geral, com Paulo Maluf, Newton Cardoso, mensaleiros e fichas-sujas suprapartidariamente acomodados na comissão especial que vai... analisar a reforma política!
O Tiririca é um fenômeno novo, mas Maluf é um velho fenômeno da política brasileira, que consegue ser incluído ao mesmo tempo na lista de procurados da Interpol e na de membros da comissão que vai definir, por exemplo, financiamento público de campanha e moralização da atividade política.
Por falar nisso, o deputado João Paulo Cunha assumiu a presidência da estratégica Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, chamada de "mãe de todas as comissões". Ninguém é considerado culpado até prova em contrário, mas igualmente ninguém deve presidir a CCJ da Câmara enquanto réu num processo no Supremo Tribunal Federal. Não é pedir muito, vai!
Sem falar que o presidente da Comissão de Meio Ambiente é o deputado gaúcho Giovani Cherini, que é... ruralista. Lobos, galinheiros, palhaços, fichas-sujas e réus. Virou ou não uma palhaçada?
E, depois, os caras ainda reclamam quando a gente fala mal!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Acompanhe tudo sobre o PPS na internet
Informação e transparência: nunca antes neste país, parodiando o ex-presidente, foi tão fácil acompanhar os partidos e os políticos. Twitter, Facebook, Orkut, blogs, sites oficiais, portais de notícias etc.
No caso do PPS não poderia ser diferente. Aqui no menu ao lado, à direita, há o link para os veículos oficiais do partido. Em cada um deles há também os caminhos para se chegar a cada representante do PPS no Brasil inteiro.
Além das fontes oficiais de informação, há uma infinidade de outros caminhos para se chegar a notícias do PPS, inclusive de críticos e opositores. Isso é democracia e transparência. Ou não?
No caso do PPS não poderia ser diferente. Aqui no menu ao lado, à direita, há o link para os veículos oficiais do partido. Em cada um deles há também os caminhos para se chegar a cada representante do PPS no Brasil inteiro.
Além das fontes oficiais de informação, há uma infinidade de outros caminhos para se chegar a notícias do PPS, inclusive de críticos e opositores. Isso é democracia e transparência. Ou não?
terça-feira, 1 de março de 2011
"Um dia de chuva", por Fernando de Barros e Silva
O rio Pinheiros transbordou e causou 3 km de congestionamentos; o túnel do Anhangabaú inundou; semáforos da avenida Paulista entraram em pane; o muro do cemitério da Lapa caiu; a enchente destruiu fantasias e esculturas no barracão da Pérola Negra.Todas as frases acima estavam na capa do caderno Cotidiano de ontem, sob o título "Tempestade trava SP em pleno domingo". E o que seria se aquela água toda tivesse caído ontem, no mesmo horário?
Não presenciei nenhuma dessas cenas. Meus transtornos foram quase um luxo para os padrões da cidade. Fugindo da Rebouças, intransitável, desci a Arthur de Azevedo e virei à esquerda na Henrique Schaumann. Dei de frente com carros que subiam assustados na contramão, alguns em marcha a ré, outros com faróis acesos. Ninguém passava entre a Rebouças e a Brasil.
Fugimos todos pela Arthur e poucas quadras adiante... tudo alagado. Virar à direita? Carros cobertos diziam que não. Pegamos, eu e outros fugitivos, a contramão na Joaquim Antunes. Atravessamos a Rebouças com o semáforo quebrado e logo... tudo alagado de novo. Pensei que a entropia de carros tivesse definitivamente me enredado, mas achei outra contramão.
Ainda pude ver, no Morumbi, um povo sempre disposto a se divertir nadando nas águas sujas da piscina que se formou na arquibancada.
No auge do caos, senti, por instantes, que havia me transformado em personagem do "Ensaio sobre a Cegueira". Mas logo percebi que a minha, e a de milhares de pessoas em apuros, era uma espécie de não-história. Nada deu suficientemente errado para virar notícia. Não na Veneza do prefeito Kassab. Nenhuma árvore na cabeça, o carro não saiu boiando, estou vivo e ainda por cima seco -reclamar do quê?
O que dizer quando a visão do colapso começa a se tornar monótona e as pessoas, nas fotos, parecem até resignadas? O que pensar e esperar quando a tragédia urbana parece já incorporada à rotina da cidade?
(Artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de terça, 1º de março de 2011)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Bobagem que o mundo acaba em 2012... Já é o fim!
Para quem acreditava piamente que o mundo acabaria em 2012, aconselhamos a rever os prognósticos e antecipar a previsão catastrófica. O que está acontecendo? Parem a Terra que eu quero descer!Perdoe a falta de graça no meio de tanta desgraça, mas algo de positivo há de se buscar neste acelerado início de 2011. Torcedores nadando em plena arquibancada do estádio do Morumbi é cena inédita. Um toque de humor no drama das chuvas que diariamente inundam e paralisam a cidade, causando transtornos e mortes.
Comédia e tragédia se complementam no teatro tupiniquim. A presidente Dilma Roussef, no papel de mãe do povo, vai aparecer nos programas da Ana Maria Braga (terça, 1º de março) e da Hebe Camargo (15 de março), enquanto manipula e enfraquece as centrais sindicais que se contentam com aumentos irrisórios e por decreto. Triste destino do PT, coveiro do movimento trabalhista.
Outros acontecimentos lembram fábulas infantis, como a da raposa que toma conta do galinheiro. O deputado campeão de votos Tiririca, quase cassado por ser supostamente analfabeto, vai integrar a Comissão de Educação e Cultura. O atual senador Fernando Collor, defenestrado da Presidência da República, integra comissão que trata da reforma política. Que beleza!
Um protesto de ciclistas contra a violência no trânsito é interrompido por um motorista maluco e revoltado que atropela dezenas de pessoas. Dois estudantes no bar são fuzilados com mais de 20 tiros. Pessoas são arrastadas por enxurradas em pleno centro da cidade. Arrastões em prédios e até em restaurantes aterrorizam os cidadãos. Isso para ficar nos exemplos mais gritantes do fim-de-semana. É possível piorar o mundo?
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Fundação Astrojildo Pereira debate oposição atual
A proposta é uma discussão urgente sobre a democracia e o futuro do Brasil. O governo está implantando projetos que não foram examinados de forma satisfatória pela sociedade. Por isso muitas personalidades e analistas reclamam uma tomada de posição das correntes que discordam dessa política.
Diante dessa exigência, a diretoria de São Paulo da Fundação Astrojildo Pereira decidiu convocar para esta reunião que será realizada na próxima segunda-feira, 28 de fevereiro, às 19h30, no Hotel Pergamon (rua Frei Caneca, 80)
Já estão confirmadas as participações do professor de História Alberto Aggio, do ex-governador Alberto Goldman, do deputado federal Roberto Freire e da jornalista Soninha Francine.
Diante dessa exigência, a diretoria de São Paulo da Fundação Astrojildo Pereira decidiu convocar para esta reunião que será realizada na próxima segunda-feira, 28 de fevereiro, às 19h30, no Hotel Pergamon (rua Frei Caneca, 80)
Já estão confirmadas as participações do professor de História Alberto Aggio, do ex-governador Alberto Goldman, do deputado federal Roberto Freire e da jornalista Soninha Francine.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Primeiro seminário do PPS tratará do Poder Local
Na primeira reunião do secretarido do PPS paulistano, para definir a participação do partido na formulação, discussão e acompanhamento de políticas públicas, realizada nesta terça-feira, 22 de fevereiro, ficou decidido que serão organizados ao menos cinco grandes seminários didáticos durante o ano de 2011.
O primeiro está pré-agendado para o dia 30 de abril, um sábado, provavelmente na Câmara Municipal, e será dividido em duas partes:
Das 9h às 12h - PODER LOCAL (com apresentação de Soninha Francine)
a)“Poder Legislativo: Modo de Usar” que explica o que é, para que serve o poder legislativo, tramitações de projetos, etc.
b)“Como Funciona uma Subprefeitura”
13h30 - DEMOCRACIA PARTICIPATIVA e O PARTIDO
Convidados e membros do PPS farão uma apresentação de quais são as maneiras de participação da sociedade civil e também da militância partidária nos vários tipos de conselhos, audiências públicas, etc.
O primeiro está pré-agendado para o dia 30 de abril, um sábado, provavelmente na Câmara Municipal, e será dividido em duas partes:
Das 9h às 12h - PODER LOCAL (com apresentação de Soninha Francine)
a)“Poder Legislativo: Modo de Usar” que explica o que é, para que serve o poder legislativo, tramitações de projetos, etc.
b)“Como Funciona uma Subprefeitura”
13h30 - DEMOCRACIA PARTICIPATIVA e O PARTIDO
Convidados e membros do PPS farão uma apresentação de quais são as maneiras de participação da sociedade civil e também da militância partidária nos vários tipos de conselhos, audiências públicas, etc.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O crack e o enfrentamento social, legal e político
Coordenado pela ex-vereadora Soninha Francine, o PPS prepara para 18 de abril, na Câmara Municipal de São Paulo, um importante debate sobre o crack e os seus efeitos devastadores na sociedade e na juventude das grandes cidades.
A idéia é abordar o assunto sob três aspectos principais: Saúde; Lei e Direito; e Política. Da prevenção ao tratamento médico e psiquiátrico, passando por estratégias de repressão ao tráfico, os efeitos do consumo, assistência aos dependentes e familiares, ações oficiais e não-governamentais.
O crack, em razão do baixo custo e do fácil acesso, vem se tornando a principal e mais devastadora droga utilizada no Brasil. Resultante do aproveitamento do "lixo" da produção da cocaína, alcança o público de menor poder aquisitivo e causa, além da dependência física e psicológica, danos respiratórios e cerebrais irreversíveis.
Questão prioritária de saúde pública, com desdobramentos sociais, econômicos e culturais, o crack deve ser tratado com a profundidade e a seriedade que o tema exige. É isso que propõe o PPS: um debate aprofundado sobre a legislação atual e as políticas urbanas necessárias para o enfrentamento deste problema crônico.
A idéia é abordar o assunto sob três aspectos principais: Saúde; Lei e Direito; e Política. Da prevenção ao tratamento médico e psiquiátrico, passando por estratégias de repressão ao tráfico, os efeitos do consumo, assistência aos dependentes e familiares, ações oficiais e não-governamentais.
O crack, em razão do baixo custo e do fácil acesso, vem se tornando a principal e mais devastadora droga utilizada no Brasil. Resultante do aproveitamento do "lixo" da produção da cocaína, alcança o público de menor poder aquisitivo e causa, além da dependência física e psicológica, danos respiratórios e cerebrais irreversíveis.
Questão prioritária de saúde pública, com desdobramentos sociais, econômicos e culturais, o crack deve ser tratado com a profundidade e a seriedade que o tema exige. É isso que propõe o PPS: um debate aprofundado sobre a legislação atual e as políticas urbanas necessárias para o enfrentamento deste problema crônico.
PPS/SP prepara seminários de formação política
Por iniciativa da Secretaria de Formação Política do PPS paulistano, coordenada por Paulo César Ferreira de Oliveira, que é também chefe de gabinete do líder do partido na Câmara Municipal, vereador Claudio Fonseca, as várias secretarias paulistanas vão se reunir para construir seminários abordando o Poder Local, a Democracia Participativa, o PPS e as Eleições de 2012.
A primeira reunião está marcada para terça-feira, 22 de fevereiro, na sede do PPS (Rua Dona Germaine Burchard, 352 - Água Branca), a partir das 12h.
Participam as seguintes secretarias e seus respectivos coordenadores: Comunicação (Mauricio Huertas), Mobilização e Organização (Lucio Costa), Relações Institucionais (Renato Dorgan Filho), Juventude, Criança e Adolescente (Peterson Ramos), Políticas Públicas (Vitor Adami), Assuntos Comunitários (Ricardo Maritan), Educação e Cultura (Gerisvaldo Souza), Movimentos Sociais e Populares (Adélcio Meira), Esporte e Lazer (Jorge Setin), Gênero (Maria Raimunda Reis), Meio Ambiente e Política Urbana (Eliseu Santoni), Promoção e Eventos (Lylian Concellos), Emprego Renda (Tiago Toledo).
A primeira reunião está marcada para terça-feira, 22 de fevereiro, na sede do PPS (Rua Dona Germaine Burchard, 352 - Água Branca), a partir das 12h.
Participam as seguintes secretarias e seus respectivos coordenadores: Comunicação (Mauricio Huertas), Mobilização e Organização (Lucio Costa), Relações Institucionais (Renato Dorgan Filho), Juventude, Criança e Adolescente (Peterson Ramos), Políticas Públicas (Vitor Adami), Assuntos Comunitários (Ricardo Maritan), Educação e Cultura (Gerisvaldo Souza), Movimentos Sociais e Populares (Adélcio Meira), Esporte e Lazer (Jorge Setin), Gênero (Maria Raimunda Reis), Meio Ambiente e Política Urbana (Eliseu Santoni), Promoção e Eventos (Lylian Concellos), Emprego Renda (Tiago Toledo).
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Missa de 7º Dia: Vivian Siman Casa Grande
Será nesta terça-feira (22), às 19h30, a missa de 7º dia de Vivian Siman Casa Grande, ex-presidente do Zonal do Tatuapé e ex-integrante da Executiva Municipal do PPS paulistano.
Vivian morreu no fim da tarde de quarta-feira (16/2), vítima de infarto. Era uma das mais prestativas companheiras, solidária, trabalhadora, combativa, alegre e leal. Deixou três filhos adolescentes.
Missa de 7º Dia
Data: terça-feira, 22 de fevereiro, às 19h30
Local: Igreja Nossa Senhora do Bom Parto - Rua Serra de Japi, 1172 -Tatuapé
Vivian morreu no fim da tarde de quarta-feira (16/2), vítima de infarto. Era uma das mais prestativas companheiras, solidária, trabalhadora, combativa, alegre e leal. Deixou três filhos adolescentes.
Missa de 7º Dia
Data: terça-feira, 22 de fevereiro, às 19h30
Local: Igreja Nossa Senhora do Bom Parto - Rua Serra de Japi, 1172 -Tatuapé
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
PPS quer mínimo de R$ 600; governo acha muito!
Além de insistir na fixação do salário mínimo em R$ 600, como defendeu na última campanha presidencial, o PPS luta no Congresso para impedir que o reajuste do piso dos trabalhadores seja feito por decreto até o ano de 2015, como prevê o projeto encaminhado pelo governo.
A regra, incluida no artigo 3° do PL 382/11, poupa a presidente Dilma Rousseff de negociar com o Legislativo e com as centrais sindicais a correção do piso até o final de seu mandato. O PPS vai apresentar emenda para retirar do projeto do Planalto esse instrumento de reajuste, considerado inconstitucional pelo partido.
"Isso é inconstitucional. Não se pode definir salário mínimo por decreto. De acordo com a Constituição, tem de ser por projeto de lei", afirma o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), autor da emenda do partido que estabelece que o aumento será concedido via projeto de lei a ser debatido anualmente pelo Congresso.
Emenda fixa mínimo em R$ 600
O salário mínimo de R$ 600 também é alvo de emenda do PPS. “O percentual de reajuste previsto no projeto, que eleva o mínino para R$ 545, está muito aquém do que o governo pode dar. O valor continua muito baixo”, afirma o vice-líder do partido, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Para ele, há viabilidade econômica para que o piso seja fixado em R$ 600.
"Além de movimentar a economia, fortalecendo a indústria e comércio, o mínimo de R$ 600 garante melhores condições de vida para boa parte dos trabalhadores brasileiros. O reajuste do salário mínimo não pode ser avaliado pelo governo somente do ponto de vista das finanças públicas, mas como indutor da distribuição de renda e da progressão social”, defende Jardim.
Aposentados e pensionistas
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), apresentou emenda ao projeto do salário mínimo para garantir que aposentantos e pensionistas da Previdência Social que recebem acima do piso sejam beneficiados pela mesma política de recuperação salarial. Por meio de portaria, o governo fixou o reajuste destes aposentados em apenas 6,41%.
Já a proposta do PPS prevê a concessão de aumentos até 2015 com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preço) acumulada nos 12 meses anteriores a data do reajuste, somada à taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) registrada dois anos antes da concessão do reajuste.
Veja mais detalhes em www.pps-sp.org.br.
A regra, incluida no artigo 3° do PL 382/11, poupa a presidente Dilma Rousseff de negociar com o Legislativo e com as centrais sindicais a correção do piso até o final de seu mandato. O PPS vai apresentar emenda para retirar do projeto do Planalto esse instrumento de reajuste, considerado inconstitucional pelo partido.
"Isso é inconstitucional. Não se pode definir salário mínimo por decreto. De acordo com a Constituição, tem de ser por projeto de lei", afirma o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), autor da emenda do partido que estabelece que o aumento será concedido via projeto de lei a ser debatido anualmente pelo Congresso.
Emenda fixa mínimo em R$ 600
O salário mínimo de R$ 600 também é alvo de emenda do PPS. “O percentual de reajuste previsto no projeto, que eleva o mínino para R$ 545, está muito aquém do que o governo pode dar. O valor continua muito baixo”, afirma o vice-líder do partido, deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Para ele, há viabilidade econômica para que o piso seja fixado em R$ 600.
"Além de movimentar a economia, fortalecendo a indústria e comércio, o mínimo de R$ 600 garante melhores condições de vida para boa parte dos trabalhadores brasileiros. O reajuste do salário mínimo não pode ser avaliado pelo governo somente do ponto de vista das finanças públicas, mas como indutor da distribuição de renda e da progressão social”, defende Jardim.
Aposentados e pensionistas
O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), apresentou emenda ao projeto do salário mínimo para garantir que aposentantos e pensionistas da Previdência Social que recebem acima do piso sejam beneficiados pela mesma política de recuperação salarial. Por meio de portaria, o governo fixou o reajuste destes aposentados em apenas 6,41%.
Já a proposta do PPS prevê a concessão de aumentos até 2015 com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preço) acumulada nos 12 meses anteriores a data do reajuste, somada à taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) registrada dois anos antes da concessão do reajuste.
Veja mais detalhes em www.pps-sp.org.br.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Jardim promove seminário sobre infraestrutura
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) irá promover, na próxima segunda-feira (21), o seminário “Os gargalos da Infraestrutura", na Assembleia Legislativa de São Paulo (Av. Pedro Alvarez Cabral, 201 – Ibirapuera – 1º andar – Penário José Bonifácio), a partir das 19 horas.
O evento contará com palestras do presidente do Sindicato Nacional de Empresas em Arquitetura, José Roberto Bernasconi; do secretário estatual de Energia de São Paulo, José Aníbal; e do jornalista especialista em economia Carlos Alberto Sardenberg.
O evento contará com palestras do presidente do Sindicato Nacional de Empresas em Arquitetura, José Roberto Bernasconi; do secretário estatual de Energia de São Paulo, José Aníbal; e do jornalista especialista em economia Carlos Alberto Sardenberg.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Novidades no cenário político de São Paulo
A movimentação política do prefeito Gilberto Kassab deve provocar mudanças substanciais no quadro político-partidário brasileiro e consequências ainda mais profundas no cenário paulista e paulistano.
A saída do DEM é dada como certa. Resta confirmar o destino: PMDB, PSB ou a fundação de um novo partido, com a possibilidade de fusão com outras legendas no futuro próximo.
Com a mudança de peças no tabuleiro, tem início desde já o jogo eleitoral de 2012 (a sucessão do prefeito Kassab) e 2014 (eleição para governador e presidente).
Deixemos as especulações com a imprensa, mas há ao menos uma certeza: vereadores de vários partidos devem acompanhar a mudança do prefeito. Outros, descontentes em suas siglas, também podem procurar outros rumos. Não surpreenderá se, nesta migração de partidos, algum tucano se filiar no PPS. A conferir.
A saída do DEM é dada como certa. Resta confirmar o destino: PMDB, PSB ou a fundação de um novo partido, com a possibilidade de fusão com outras legendas no futuro próximo.
Com a mudança de peças no tabuleiro, tem início desde já o jogo eleitoral de 2012 (a sucessão do prefeito Kassab) e 2014 (eleição para governador e presidente).
Deixemos as especulações com a imprensa, mas há ao menos uma certeza: vereadores de vários partidos devem acompanhar a mudança do prefeito. Outros, descontentes em suas siglas, também podem procurar outros rumos. Não surpreenderá se, nesta migração de partidos, algum tucano se filiar no PPS. A conferir.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Arnaldo Jardim: cidades sustentáveis em São Paulo
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) promove, nesta segunda-feira, dia 7, o seminário Cidades e Metrópoles Sustentáveis, na Assembléia Legislativa de São Paulo, a partir das 19 horas.Com mediação do vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, o evento terá a participação de especialistas em problemas e soluções para as cidades, como Arlindo Phillippi Jr, Fábio Feldmann e Andrea Vialli.
“A ideia é buscar alternativas para as dificuldades enfrentadas pelas cidades nos mais diversos aspectos”, disse Jardim.
Veja abaixo a programação do seminário:
Cidades e Metrópoles Sustentáveis
Abertura e mediação: Arnaldo Jardim
Palestrantes
Cidades e Metrópoles que queremos
Arlindo Philippi Jr – Livre Docente em Política e Gestão Ambiental da USP
A questão climática e as cidades
Fábio Feldmann – Advogado Ambientalista
Cidadania Ambiental
Andrea Vialli – Jornalista Especialista em Sustentabilidade
Local: Assembléia Legislativa de São Paulo (Av Pedro Álvares Cabral, 201- Ibirapuera)
Plenário: José Bonifácio
Dia: segunda-feira, 7 de fevereiro
Horário: 19 horas
Soninha fala sobre o projeto para os próximos anos
Thaís Arbex
Poder Online
A ex-vereadora Soninha Francine (PPS-SP) assumiu na última quarta-feira a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), um cargo da Secretaria Estadual do Emprego e Relações de Trabalho do governo paulista. Ela comandará as ações do Estado de São Paulo em prol dos mais de 70 mil artesões. Mas a chefia da Sutaco tem dia e hora para acabar. Soninha quer ser candidata à prefeita de São Paulo em 2012.
Nesta entrevista, por email, ao Poder Online, ela diz que não teme as críticas de que só assume cargos pensando na campanha eleitoral e que não se arrepende de ter aceitado ser coordenadora da campanha na internet de José Serra à Presidência.
Como surgiu o convite para assumir a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco)?
O Davi Zaia, secretário Estadual do Emprego e Relações de Trabalho, imaginou que eu gostaria de trabalhar na Superintendência e, naturalmente, que eu sou capaz de fazer um bom trabalho aqui.
Quando as conversas começaram? O ex-governador José Serra interferiu?
Começaram há pouco tempo, na metade de janeiro, à medida que ele foi tomando pé da Secretaria. O Serra teve zero participação nisso.
Você foi coordenadora de internet da campanha de José Serra à Presidência, área que teve problemas e foi criticada durante as eleições. Você não teme as críticas de que aceita cargos para viabilizar sua candidatura como prefeita? Como encara essas críticas?
Qualquer coisa que se faça na vida pública será alvo de palpites e críticas, razoáveis ou absurdas. E na política, como no futebol ou nos sites de fofoca, há um prazer especial em falar mal, ou botar um veneninho – normal. É humano. Se eu temesse críticas (ou venenos), não faria porcaria nenhuma nessa vida. Não seria política, não trabalharia na administração pública, muito menos tentaria ser prefeita. E em cada trabalho ligado à política ou à administração pública, eu aprendo muito. Pode ser “ruim” do ponto de vista eleitoral porque vira alvo fácil, mas é uma baita experiência. E não tem só pau, não. Muita gente gosta bastante do meu trabalho (risos).
Em algum momento, sentiu que ter aceitado a coordenação da internet da campanha de Serra foi ruim?
Não. Eu sempre soube que a campanha de 2010 ia ser quase insuportável – com o governo federal abusando absurdamente de seus recursos, mentindo e atropelando e se apresentando como um pobre coitado lutando contra os malvados poderosos – mas, por mais que fosse desagradável passar o dia todo mergulhada em desgosto, sempre prefiro fazer parte do que ficar em casa assistindo. Ser vereadora foi o melhor treino do mundo para isso.
Você é candidata a prefeita de São Paulo em 2012?
Quero ser. E em 2016, se precisar, tentar de novo.
Como o PPS pretende viabilizar a coligação?
Vixe, ainda não tratamos disso. Temos nossos desejos e aspirações, claro, mas se não houver interessados em coligar conosco, saímos sozinhos outra vez…
Qual é a função da Sutaco? E qual será o seu papel?
O objetivo da Sutaco é “promoção, o desenvolvimento, a divulgação e a comercialização do artesanato produzido no estado, bem como a valorização do artesão”. Artesanato é expressão cultural e forma de registro da história e identidade de um lugar; é fonte de renda, receita e divisas; é terapia ocupacional ou simplesmente lazer. Há muito que fazer, portanto. Meu papel é estabelecer as diretrizes da Superintendência – por exemplo, se vamos investir mais em capacitação, divulgação ou comercialização – chefiar a equipe (que é bem enxuta), buscar parcerias no setor público e privado, aperfeiçoar os procedimentos, melhorar as condições de trabalho. O “básico” de uma chefia.
Qual a sua ligação com o artesanato?
ADORO. Faço um pouco, compro muito e já passei pela fase em que eu vendia. Quando viajo, tenho tanto interesse pelo artesanato local quanto pela culinária, paisagens naturais e construções históricas. Mas isso só significa que meu trabalho será especialmente prazeroso, ao viver mergulhada em artesanato e em permanente contato com artesãos. Não é exigência do cargo – há uma equipe qualificada para avaliar, cadastrar e estabelecer relações comerciais com os artesãos. Minha função é outra. E artesanato tem muito a ver com várias coisas que também me interessam muito: cultura, memória, identidade, geração de renda, lazer, turismo.
Do ponto de vista de política e administração pública, lidamos muitas vezes com questões ligadas ao artesanato na Câmara Municipal – alguns projetos tramitam há anos, tentando disciplinar o uso de espaço público para venda de produtos desse tipo. Comissões de artesãos sempre procuram os vereadores, e eu me interessei.
Já na Subprefeitura, lidei diretamente com a certificação da atividade e a organização de feiras e eventos, e sonhei com a possibilidade de revitalizar áreas públicas degradadas com oficinas e bancas de artesanato. Mas não deu tempo.
Você continua atuando como jornalista?
No fim do ano passado, eu saí da ESPN-Brasil. Já não tenho mais o mesmo tesão e interesse por futebol que é preciso ter para trabalhar como comentarista em um canal de esporte. Fui me afastando cada vez mais, me envolvendo cada vez menos. E hoje em dia sou bem capaz de trocar um jogo ao vivo por um debate sobre política urbana. Só mantenho a minha coluna na Vida Simples, ao menos por enquanto. E blog, twitter, mas isso é tudo amador.
Poder Online
A ex-vereadora Soninha Francine (PPS-SP) assumiu na última quarta-feira a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), um cargo da Secretaria Estadual do Emprego e Relações de Trabalho do governo paulista. Ela comandará as ações do Estado de São Paulo em prol dos mais de 70 mil artesões. Mas a chefia da Sutaco tem dia e hora para acabar. Soninha quer ser candidata à prefeita de São Paulo em 2012. Nesta entrevista, por email, ao Poder Online, ela diz que não teme as críticas de que só assume cargos pensando na campanha eleitoral e que não se arrepende de ter aceitado ser coordenadora da campanha na internet de José Serra à Presidência.
Como surgiu o convite para assumir a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco)?
O Davi Zaia, secretário Estadual do Emprego e Relações de Trabalho, imaginou que eu gostaria de trabalhar na Superintendência e, naturalmente, que eu sou capaz de fazer um bom trabalho aqui.
Quando as conversas começaram? O ex-governador José Serra interferiu?
Começaram há pouco tempo, na metade de janeiro, à medida que ele foi tomando pé da Secretaria. O Serra teve zero participação nisso.
Você foi coordenadora de internet da campanha de José Serra à Presidência, área que teve problemas e foi criticada durante as eleições. Você não teme as críticas de que aceita cargos para viabilizar sua candidatura como prefeita? Como encara essas críticas?
Qualquer coisa que se faça na vida pública será alvo de palpites e críticas, razoáveis ou absurdas. E na política, como no futebol ou nos sites de fofoca, há um prazer especial em falar mal, ou botar um veneninho – normal. É humano. Se eu temesse críticas (ou venenos), não faria porcaria nenhuma nessa vida. Não seria política, não trabalharia na administração pública, muito menos tentaria ser prefeita. E em cada trabalho ligado à política ou à administração pública, eu aprendo muito. Pode ser “ruim” do ponto de vista eleitoral porque vira alvo fácil, mas é uma baita experiência. E não tem só pau, não. Muita gente gosta bastante do meu trabalho (risos).
Em algum momento, sentiu que ter aceitado a coordenação da internet da campanha de Serra foi ruim?
Não. Eu sempre soube que a campanha de 2010 ia ser quase insuportável – com o governo federal abusando absurdamente de seus recursos, mentindo e atropelando e se apresentando como um pobre coitado lutando contra os malvados poderosos – mas, por mais que fosse desagradável passar o dia todo mergulhada em desgosto, sempre prefiro fazer parte do que ficar em casa assistindo. Ser vereadora foi o melhor treino do mundo para isso.
Você é candidata a prefeita de São Paulo em 2012?
Quero ser. E em 2016, se precisar, tentar de novo.
Como o PPS pretende viabilizar a coligação?
Vixe, ainda não tratamos disso. Temos nossos desejos e aspirações, claro, mas se não houver interessados em coligar conosco, saímos sozinhos outra vez…
Qual é a função da Sutaco? E qual será o seu papel?
O objetivo da Sutaco é “promoção, o desenvolvimento, a divulgação e a comercialização do artesanato produzido no estado, bem como a valorização do artesão”. Artesanato é expressão cultural e forma de registro da história e identidade de um lugar; é fonte de renda, receita e divisas; é terapia ocupacional ou simplesmente lazer. Há muito que fazer, portanto. Meu papel é estabelecer as diretrizes da Superintendência – por exemplo, se vamos investir mais em capacitação, divulgação ou comercialização – chefiar a equipe (que é bem enxuta), buscar parcerias no setor público e privado, aperfeiçoar os procedimentos, melhorar as condições de trabalho. O “básico” de uma chefia.
Qual a sua ligação com o artesanato?
ADORO. Faço um pouco, compro muito e já passei pela fase em que eu vendia. Quando viajo, tenho tanto interesse pelo artesanato local quanto pela culinária, paisagens naturais e construções históricas. Mas isso só significa que meu trabalho será especialmente prazeroso, ao viver mergulhada em artesanato e em permanente contato com artesãos. Não é exigência do cargo – há uma equipe qualificada para avaliar, cadastrar e estabelecer relações comerciais com os artesãos. Minha função é outra. E artesanato tem muito a ver com várias coisas que também me interessam muito: cultura, memória, identidade, geração de renda, lazer, turismo.
Do ponto de vista de política e administração pública, lidamos muitas vezes com questões ligadas ao artesanato na Câmara Municipal – alguns projetos tramitam há anos, tentando disciplinar o uso de espaço público para venda de produtos desse tipo. Comissões de artesãos sempre procuram os vereadores, e eu me interessei.
Já na Subprefeitura, lidei diretamente com a certificação da atividade e a organização de feiras e eventos, e sonhei com a possibilidade de revitalizar áreas públicas degradadas com oficinas e bancas de artesanato. Mas não deu tempo.
Você continua atuando como jornalista?
No fim do ano passado, eu saí da ESPN-Brasil. Já não tenho mais o mesmo tesão e interesse por futebol que é preciso ter para trabalhar como comentarista em um canal de esporte. Fui me afastando cada vez mais, me envolvendo cada vez menos. E hoje em dia sou bem capaz de trocar um jogo ao vivo por um debate sobre política urbana. Só mantenho a minha coluna na Vida Simples, ao menos por enquanto. E blog, twitter, mas isso é tudo amador.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Bancada do PPS assume com 3 deputados de SP
O PPS contará com 12 deputados federais e um senador. Nesta terça-feira, o PPS ainda formaliza bloco com o PV e participa da eleição dos integrantes da Mesa da Câmara.
Com o objetivo de exercer uma oposição qualificada e agora unido ao PV num bloco parlamentar, os 12 deputados federais do PPS tomaram posse na manhã desta terça-feira em solenidade na Câmara dos Deputados. No Senado, também tomou posse o senador Itamar Franco (MG).
Segundo o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno, o trabalho será árduo, mas a qualidade dos representantes do partido, com longa experiência política, promete fazer a diferença. "Já começamos fazendo a difederença nos unindo ao PV. Isso demonstra que buscamos uma opção democrática que, de forma criativa, vai trabalhar para construir uma nova maneira de fazer política no Brasil", disse Bueno.
O PPS de São Paulo elegeu três deputados federais: Arnaldo Jardim foi reeleito com 140.641 votos (0,66%) e Dimas Ramalho com 139.636 votos (0,66%). Já Roberto Freire obteve 121.471 votos (0,57%) em sua primeira disputa eleitoral pelo Estado de São Paulo.
Veja aqui todos os detalhes.
Com o objetivo de exercer uma oposição qualificada e agora unido ao PV num bloco parlamentar, os 12 deputados federais do PPS tomaram posse na manhã desta terça-feira em solenidade na Câmara dos Deputados. No Senado, também tomou posse o senador Itamar Franco (MG).
Segundo o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno, o trabalho será árduo, mas a qualidade dos representantes do partido, com longa experiência política, promete fazer a diferença. "Já começamos fazendo a difederença nos unindo ao PV. Isso demonstra que buscamos uma opção democrática que, de forma criativa, vai trabalhar para construir uma nova maneira de fazer política no Brasil", disse Bueno.
O PPS de São Paulo elegeu três deputados federais: Arnaldo Jardim foi reeleito com 140.641 votos (0,66%) e Dimas Ramalho com 139.636 votos (0,66%). Já Roberto Freire obteve 121.471 votos (0,57%) em sua primeira disputa eleitoral pelo Estado de São Paulo.
Veja aqui todos os detalhes.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
E o ano começa, enfim...
Fim de janeiro, posse dos deputados, retorno ao trabalho após o recesso da Câmara Municipal, volta às aulas... e parece que o ano de 2011 vai enfim começar, ao menos na rotina político-administrativa.
Com isso aumenta o trânsito (que já anda caótico o mês todo por conta das chuvas) e sobe o nível de stress da população (quase na mesma proporção dos aumentos de supermercado, IPTU, IPVA, material escolar, ônibus etc.).
Enfim, 2011 não é ano eleitoral. Estamos naquele intervalo anual entre as eleições municipais, estaduais e nacionais. Porém, o ano começa em ebulição já com vistas às eleições de 2012 e até 2014.
Mudanças vêm por aí... O prefeito Gilberto Kassab decide em breve se deixa o falido DEM para recriar a partir do PMDB um bloco suprapartidário que eleja seu sucessor e o impulsione também para a sucessão de Geraldo Alckmin no governo do Estado daqui a quatro anos. Resta saber se a sua movimentação política vai gerar marola ou tsunami.
Para o PPS, é ano de congressos partidários, reposicionamento político e reafirmação dos nossos princípios e propostas. Com bancadas pequenas mas de muita qualidade no parlamento, podemos interferir positivamente na busca de mais igualdade e justiça social. Ao trabalho!
Com isso aumenta o trânsito (que já anda caótico o mês todo por conta das chuvas) e sobe o nível de stress da população (quase na mesma proporção dos aumentos de supermercado, IPTU, IPVA, material escolar, ônibus etc.).
Enfim, 2011 não é ano eleitoral. Estamos naquele intervalo anual entre as eleições municipais, estaduais e nacionais. Porém, o ano começa em ebulição já com vistas às eleições de 2012 e até 2014.
Mudanças vêm por aí... O prefeito Gilberto Kassab decide em breve se deixa o falido DEM para recriar a partir do PMDB um bloco suprapartidário que eleja seu sucessor e o impulsione também para a sucessão de Geraldo Alckmin no governo do Estado daqui a quatro anos. Resta saber se a sua movimentação política vai gerar marola ou tsunami.
Para o PPS, é ano de congressos partidários, reposicionamento político e reafirmação dos nossos princípios e propostas. Com bancadas pequenas mas de muita qualidade no parlamento, podemos interferir positivamente na busca de mais igualdade e justiça social. Ao trabalho!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Soninha assume órgão que defende artesãos em SP
A jornalista, ex-vereadora e ex-subprefeita Soninha Francine vai assumir a Superintendência de Comunidade do Trabalho (Sutaco), autarquia vinculada à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, do Governo do Estado de São Paulo, que tem como finalidade "integrar a mão-de-obra marginalizada no mercado produtivo". O objetivo da Sutaco é "desenvolver e preservar o rico e precioso artesanato paulista - que traduz a diversidade do Estado mais miscigenado do país", segundo o site oficial do órgão.
Cabe ainda à autarquia a "responsabilidade social de oferecer oportunidades de geração de emprego e renda aos artesãos. Deste modo, também resgata as formas tradicionais de expressão do povo paulista promovendo o desenvolvimento regional no contexto do mundo globalizado."
Atento à necessidade de preservação do artesanato nacional, e por considerar o artesanato uma atividade econômica lucrativa para o Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior criou o PAB - Programa do Artesanato Brasileiro, do qual a Sutaco é coordenadora no território paulista, tendo como principal objetivo valorizar o artesanato e implementar ações de desenvolvimento sustentável para o setor.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Os 457 anos da cidade de São Paulo
São Paulo chega ao seu 457º aniversário com uma qualidade de vida melhor. Não que a situação esteja perto do ideal. Não está. Mas ao menos a impressão do paulistano, registrada pela pesquisa Ibope contratada pela Nossa São Paulo, é de melhoria da cidade se comparada aos anos anteriores.
Os moradores da região da Subprefeitura da Lapa, que há dois anos é administrada pelo PPS - primeiro pela ex-vereadora Soninha Francine e posteriormente pelo presidente municipal do partido, Carlos Fernandes - estão entre os que apresentam maior índice de satisfação com a qualidade de vida na cidade.
De modo geral, entre os aspectos com avaliação bastante positiva estão as campanhas de vacinação, o respeito aos direitos humanos e o acesso ao uso da internet. Outras questões subjetivas ou pessoais da vida dos paulistanos, como a relação com a família e amigos, a espiritualidade e a carreira profissional também se destacam positivamente.
Comparativamente à pesquisa de 2009, os itens que apresentam mais significativa melhoria são relacionados às áreas da juventude, meio ambiente, segurança e habitação.
O que precisa melhorar
Por outro lado, itens relacionados à saúde e ao lazer/modo de vida registram piora no último ano. Tal como no ano anterior, aspectos relativos à transparência e a honestidade dos governantes e das instituições e aos espaços e oportunidades de participação política, apresentam os menores níveis de satisfação.
De todo modo, a avaliação do Poder Público municipal registra melhoria entre 2009 e 2010 e os resultados confirmam que o nível de satisfação com a qualidade de vida de São Paulo possui relação com a avaliação destas instituições.
De acordo com a pesquisa, a Câmara Municipal é a instituição menos confiável para os paulistanos: 36% dos pesquisados disseram confiar no Legislativo paulistano. Embora ainda baixo, o índice também registrou uma sensível melhora, pois na pesquisa de dezembro de 2009 a porcentagem dos que confiavam na instituição era de apenas 24%.
Números totalizados, resta uma expectativa otimista para a administração do prefeito Gilberto Kassab e para a gestão do vereador José Police Neto na presidência da Câmara Municipal. Certamente o PPS tem contribuído para essa melhora, com a atuação destacada de seus vereadores Claudio Fonseca e Milton Ferreira (veja também o Blog da Liderança).
Que em 2011 a cidade esteja ainda melhor, com mais qualidade de vida, justiça social e igualdade de oportunidades. O PPS segue firme em seu papel fiscalizador, atuante e propositivo na sociedade.
Os moradores da região da Subprefeitura da Lapa, que há dois anos é administrada pelo PPS - primeiro pela ex-vereadora Soninha Francine e posteriormente pelo presidente municipal do partido, Carlos Fernandes - estão entre os que apresentam maior índice de satisfação com a qualidade de vida na cidade. De modo geral, entre os aspectos com avaliação bastante positiva estão as campanhas de vacinação, o respeito aos direitos humanos e o acesso ao uso da internet. Outras questões subjetivas ou pessoais da vida dos paulistanos, como a relação com a família e amigos, a espiritualidade e a carreira profissional também se destacam positivamente.
Comparativamente à pesquisa de 2009, os itens que apresentam mais significativa melhoria são relacionados às áreas da juventude, meio ambiente, segurança e habitação.
O que precisa melhorar
Por outro lado, itens relacionados à saúde e ao lazer/modo de vida registram piora no último ano. Tal como no ano anterior, aspectos relativos à transparência e a honestidade dos governantes e das instituições e aos espaços e oportunidades de participação política, apresentam os menores níveis de satisfação.
De todo modo, a avaliação do Poder Público municipal registra melhoria entre 2009 e 2010 e os resultados confirmam que o nível de satisfação com a qualidade de vida de São Paulo possui relação com a avaliação destas instituições.
De acordo com a pesquisa, a Câmara Municipal é a instituição menos confiável para os paulistanos: 36% dos pesquisados disseram confiar no Legislativo paulistano. Embora ainda baixo, o índice também registrou uma sensível melhora, pois na pesquisa de dezembro de 2009 a porcentagem dos que confiavam na instituição era de apenas 24%.
Números totalizados, resta uma expectativa otimista para a administração do prefeito Gilberto Kassab e para a gestão do vereador José Police Neto na presidência da Câmara Municipal. Certamente o PPS tem contribuído para essa melhora, com a atuação destacada de seus vereadores Claudio Fonseca e Milton Ferreira (veja também o Blog da Liderança).
Que em 2011 a cidade esteja ainda melhor, com mais qualidade de vida, justiça social e igualdade de oportunidades. O PPS segue firme em seu papel fiscalizador, atuante e propositivo na sociedade.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ex-prefeito César Maia inova com auto-entrevista
O caricato César Maia (DEM), ex-prefeito do Rio que marcou mais por andar com a indefectível jaqueta azul sob o sol carioca do que por qualquer obra de sua gestão, já havia inventado um "ex-blog" e agora revoluciona o mundo virtual com uma "auto-entrevista".Piadinhas à parte, Maia publicou em seu "ex-blog" (informativo que envia por e-mail aos leitores cadastrados) a sua opinião sobre "as disputas no DEM" (sic), partido que não por acaso é presidido nacionalmente por seu filho, o deputado Rodrigo Maia, e vem enfrentando sérios problemas de percurso (para ficarmos num comentário politicamente correto sobre a legenda).
Enfim, vamos tentar pinçar algumas frases da "entrevista" para entender o raciocínio do ex-prefeito, no instinto de sobrevivência de segurar o prefeito Gilberto Kassab no partido e tentar impedir o esvaziamento do DEM e uma migração desenfreada para o PMDB.
"A executiva do DEM, por unanimidade, em dezembro, decidiu que não haverá nenhuma fusão."
"Os que estão contra qualquer fusão se somariam e passariam a ser quase a totalidade do DEM. Por isso, não acredito em fusão."
"Nesse sentido acho que ele (Kassab) tem toda a razão, pois a política em SP tem sido binária entre PSDB e PT. O PMDB elegeu apenas um deputado federal; seu presidente faleceu e se abriu um vácuo. Com estes elementos, é natural que um prefeito bem sucedido como Kassab desenvolva suas estratégias com vistas a 2012 e 2014. Mas isso não produz nenhuma divergência no DEM. Fortalecer o prefeito é interesse de todos."
A força suprapartidária do prefeito Kassab
Queira ou não César Maia, a verdade é que o prefeito Gilberto Kassab, no partido que estiver, será o principal "eleitor" em 2012 - com o candidato que receber o seu apoio disparando desde já com favoritismo - e fortíssimo concorrente, ele próprio, para o Governo do Estado ou o Senado em 2014.E de onde vem tamanha força política de Gilberto Kassab? É inegável que ele sempre foi um hábil articulador político. De jovem liderança do extinto Partido Liberal que chegou à administração caótica do então prefeito paulistano Celso Pitta como "salvador" à quase imposição, por mérito pessoal, de seu nome como vice do candidato José Serra à Prefeitura em 2004, Kassab vive e respira política 24 horas.
Kassab não apenas venceu a desconfiança de tucanos e serristas, como provou-se talvez o mais leal dos aliados ainda como vice e posteriormente à frente da administração municipal.
Ao articular pessoalmente a eleição do vereador José Police Neto (PSDB) para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, deu xeque-mate no Centrão e apontou para a construção de uma terceira via (fora da polarização entre PSDB e PT), atraindo partidos como PPS, PSB, PDT, PV, PCdoB e o PMDB (provavelmente o seu destino político).
Kassab dá as cartas em São Paulo. Tem uma avaliação positiva - o que é um reconhecimento valiosíssimo diante de problemas inerentes da metrópole - e conduz de forma equilibrada e competente a Prefeitura. Não é pouca coisa.
Artigo: Qualidade de vida em São Paulo
A finalidade última das ações individuais ou coletivas e das políticas públicas deveria ser a busca pelo bem-estar dos habitantes da nossa cidade
ODED GRAJEW
Ao longo de muitos anos, a variação do PIB (Produto Interno Bruto) tem sido usada para medir o progresso nos países e nas comunidades. Sabemos atualmente que esse indicador é totalmente insatisfatório para avaliar a qualidade de vida e que o crescimento econômico, da forma como tem sido produzido, ao esgotar os recursos naturais e aquecer o planeta, pode inviabilizar a sobrevivência da espécie humana.
Outros indicadores surgiram (como o IDH) e, mais recentemente, vários países têm procurado estabelecer índices para medir felicidade, bem-estar, bem viver ou qualidade de vida da população. O estabelecimento desses índices se tornou fundamental para qualquer comunidade e governo que procura melhorar a vida das pessoas.
Foi nesse sentido que a Rede Nossa São Paulo criou o Irbem - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. Preferimos o bem-estar à felicidade por acharmos a felicidade uma responsabilidade mais pessoal do que do governo ou da comunidade.
Nossos grupos de trabalho, após pesquisarem os vários indicadores criados no mundo para medir qualidade de vida e consultarem vários especialistas, elegeram 25 áreas a serem avaliadas, entre as quais: valores pessoais, acessibilidade para pessoas com deficiência, estética, assistência social, cultura, educação, esporte, habitação, infância, juventude, lazer e modo de vida, meio ambiente, mobilidade, relações humanas, religião e espiritualidade, saúde, segurança, sexualidade, terceira idade e trabalho.
Na sequência, foram relacionados diversos itens que comporiam cada área. Em lazer e modo de vida, por exemplo, foram considerados: tempo dedicado ao lazer; frequência de viagens; contato com a natureza; atividades físicas; leitura de jornais, livros e revistas; saída com amigos; visita a familiares; e ida a clubes ou espaços de lazer.
Posteriormente, mais de 36 mil pessoas selecionaram por meio de um questionário os itens que consideram, em cada área, os mais importantes para sua qualidade de vida, determinando, num processo participativo inédito em relação a outros indicadores internacionais, a composição final do Irbem.
A cada ano, na véspera do aniversário da cidade de São Paulo, a Rede Nossa São Paulo promove uma pesquisa -aplicada pelo Ibope- com a população paulistana, perguntando: "Qual é o grau de satisfação, numa escala de 1 a 10, com os itens considerados mais importantes para o bem-estar?".
A pesquisa de 2011 está sendo apresentada no dia de hoje em um evento público. A íntegra desse levantamento, com todas as áreas e com todos os itens pesquisados, está disponível no site www.nossasaopaulo.org.br.
Em relação ao ano passado, a satisfação das pessoas melhorou ligeiramente, mas ainda está abaixo da média em 73% dos itens.
A qualidade de vida para a população de São Paulo ainda está longe de ser satisfatória. A finalidade última das ações individuais ou coletivas e das políticas públicas deveria ser a busca pelo bem-estar das pessoas.
O Irbem promove o conhecimento sobre os fatores mais importantes para o bem-estar das pessoas e dá oportunidade para que os gestores públicos orientem suas ações para melhorar a qualidade de vida da população. Afinal de contas, é para isso que foram eleitos.
ODED GRAJEW, 66, empresário, é coordenador-geral da secretaria-executiva da Rede Nossa São Paulo, fundador e presidente emérito do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, idealizador do Fórum Social Mundial, idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq (1990-1998). Foi assessor especial do presidente da República (2003).
(Artigo publicado na Folha de S. Paulo de quinta-feira, 20 de janeiro de 2011)
ODED GRAJEW
Ao longo de muitos anos, a variação do PIB (Produto Interno Bruto) tem sido usada para medir o progresso nos países e nas comunidades. Sabemos atualmente que esse indicador é totalmente insatisfatório para avaliar a qualidade de vida e que o crescimento econômico, da forma como tem sido produzido, ao esgotar os recursos naturais e aquecer o planeta, pode inviabilizar a sobrevivência da espécie humana.
Outros indicadores surgiram (como o IDH) e, mais recentemente, vários países têm procurado estabelecer índices para medir felicidade, bem-estar, bem viver ou qualidade de vida da população. O estabelecimento desses índices se tornou fundamental para qualquer comunidade e governo que procura melhorar a vida das pessoas.
Foi nesse sentido que a Rede Nossa São Paulo criou o Irbem - Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. Preferimos o bem-estar à felicidade por acharmos a felicidade uma responsabilidade mais pessoal do que do governo ou da comunidade.
Nossos grupos de trabalho, após pesquisarem os vários indicadores criados no mundo para medir qualidade de vida e consultarem vários especialistas, elegeram 25 áreas a serem avaliadas, entre as quais: valores pessoais, acessibilidade para pessoas com deficiência, estética, assistência social, cultura, educação, esporte, habitação, infância, juventude, lazer e modo de vida, meio ambiente, mobilidade, relações humanas, religião e espiritualidade, saúde, segurança, sexualidade, terceira idade e trabalho.
Na sequência, foram relacionados diversos itens que comporiam cada área. Em lazer e modo de vida, por exemplo, foram considerados: tempo dedicado ao lazer; frequência de viagens; contato com a natureza; atividades físicas; leitura de jornais, livros e revistas; saída com amigos; visita a familiares; e ida a clubes ou espaços de lazer.
Posteriormente, mais de 36 mil pessoas selecionaram por meio de um questionário os itens que consideram, em cada área, os mais importantes para sua qualidade de vida, determinando, num processo participativo inédito em relação a outros indicadores internacionais, a composição final do Irbem.
A cada ano, na véspera do aniversário da cidade de São Paulo, a Rede Nossa São Paulo promove uma pesquisa -aplicada pelo Ibope- com a população paulistana, perguntando: "Qual é o grau de satisfação, numa escala de 1 a 10, com os itens considerados mais importantes para o bem-estar?".
A pesquisa de 2011 está sendo apresentada no dia de hoje em um evento público. A íntegra desse levantamento, com todas as áreas e com todos os itens pesquisados, está disponível no site www.nossasaopaulo.org.br.
Em relação ao ano passado, a satisfação das pessoas melhorou ligeiramente, mas ainda está abaixo da média em 73% dos itens.
A qualidade de vida para a população de São Paulo ainda está longe de ser satisfatória. A finalidade última das ações individuais ou coletivas e das políticas públicas deveria ser a busca pelo bem-estar das pessoas.
O Irbem promove o conhecimento sobre os fatores mais importantes para o bem-estar das pessoas e dá oportunidade para que os gestores públicos orientem suas ações para melhorar a qualidade de vida da população. Afinal de contas, é para isso que foram eleitos.
ODED GRAJEW, 66, empresário, é coordenador-geral da secretaria-executiva da Rede Nossa São Paulo, fundador e presidente emérito do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, idealizador do Fórum Social Mundial, idealizador e ex-presidente da Fundação Abrinq (1990-1998). Foi assessor especial do presidente da República (2003).
(Artigo publicado na Folha de S. Paulo de quinta-feira, 20 de janeiro de 2011)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Bolsa-companheiro é maior herança do governo Lula
A Revista Veja e o jornal O Globo mostraram no fim-de-semana duas heranças curiosas deixadas por Lula a Dilma Roussef: o número crescente dos cargos de confiança (o chamado "bolsa-companheiro" para socorrer petistas e aliados) e a nomeação de ministros para conselhos federais com o objetivo de reforçar os salários dessa turma.
Com relação aos Conselhos, o interessante é que o PT ataca ferozmente essa mesma prática nos governos municipais e estaduais, como fez várias vezes na Câmara Municipal paulistana ao atacar, por exemplo, os conselheiros de empresas públicas nas gestões de Serra e Kassab, esquecendo não apenas que o governo federal usa a mesma tática, mas que a própria Dilma Roussef, então ministra de Lula, fora nomeada para o Conselho da Petrobrás com o intuito de engordar o salário mensal (relembre como era e quem ocupava os conselhos).
Agora Dilma repete a estratégia com seus ministros, que somam os salários aos bônus e jetons recebidos como conselheiros de estatais para totalizar o que a revista Veja chama de "super-salários" - o que não deixa de ser uma afronta ao salário mínimo que, após alardeado aumento, passará a R$ 545.
Só para lembrar, o salário dos ministros passará de R$ 10,4 mil para R$ 26,7 mil em fevereiro - somados os bônus recebidos em conselhos esses valores podem até dobrar.
Cargos de confiança
É uma espécie de PAC: "Pacote de Aspones Contratados" pelo governo Lula. Em oito anos de governo, foram criados 3.473 cargos de confiança, totalizando em 21.847 aspones o cabidão do "bolsa-companheiro", segundo o próprio Ministério do Planejamento.
O maior salário desses cargos de confiança está em R$ 11,1 mil, mas a remuneração média é de R$ 21,28 mil quando a vaga é ocupada por um servidor de carreira do Executivo, segundo o Boletim de Pessoal do Ministério do Planejamento.
Com relação aos Conselhos, o interessante é que o PT ataca ferozmente essa mesma prática nos governos municipais e estaduais, como fez várias vezes na Câmara Municipal paulistana ao atacar, por exemplo, os conselheiros de empresas públicas nas gestões de Serra e Kassab, esquecendo não apenas que o governo federal usa a mesma tática, mas que a própria Dilma Roussef, então ministra de Lula, fora nomeada para o Conselho da Petrobrás com o intuito de engordar o salário mensal (relembre como era e quem ocupava os conselhos).
Agora Dilma repete a estratégia com seus ministros, que somam os salários aos bônus e jetons recebidos como conselheiros de estatais para totalizar o que a revista Veja chama de "super-salários" - o que não deixa de ser uma afronta ao salário mínimo que, após alardeado aumento, passará a R$ 545.
Só para lembrar, o salário dos ministros passará de R$ 10,4 mil para R$ 26,7 mil em fevereiro - somados os bônus recebidos em conselhos esses valores podem até dobrar.
Cargos de confiança
É uma espécie de PAC: "Pacote de Aspones Contratados" pelo governo Lula. Em oito anos de governo, foram criados 3.473 cargos de confiança, totalizando em 21.847 aspones o cabidão do "bolsa-companheiro", segundo o próprio Ministério do Planejamento.
O maior salário desses cargos de confiança está em R$ 11,1 mil, mas a remuneração média é de R$ 21,28 mil quando a vaga é ocupada por um servidor de carreira do Executivo, segundo o Boletim de Pessoal do Ministério do Planejamento.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A tragédia das chuvas no Rio, em SP, no Brasil
Nesta semana lamentávamos a morte de 14 pessoas por causa das chuvas em São Paulo. Assistimos agora absolutamente chocados mais de 500 mortos no Rio de Janeiro. Uma verdadeira tragédia, que confirma o nosso raciocínio anterior.
Há uma conjunção de fatores que levam a esta situação lastimável. Algo precisa ser feito para poupar vidas.
É papel do governo planejar, intervir, buscar soluções para a ocupação desordenada do solo e para as reações da natureza às ações do homem.
Ou seremos todos mera estatística de mais uma tragédia?
Há uma conjunção de fatores que levam a esta situação lastimável. Algo precisa ser feito para poupar vidas.
É papel do governo planejar, intervir, buscar soluções para a ocupação desordenada do solo e para as reações da natureza às ações do homem.
Ou seremos todos mera estatística de mais uma tragédia?
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
São Paulo debaixo d´água: 14 mortos. Até quando?
A chuva alaga diariamente São Paulo, pára o trânsito, destrói casas, traz prejuízos. Já causou 14 mortes em todo o Estado, mas não é privilégio paulista. Atinge igualmente governos tucanos, democratas e petistas. Não poupa coloração partidária, nem mesmo classe social. Morre-se no barraco em área de risco ou no carro luxuoso arrastado na enxurrada.A culpa é a falta de limpeza de bueiros e bocas-de-lobo? É a falta de desassoreamento do rio? É a ausência da canalização de córregos? É a impermeabilização do solo? Efeito das mudanças climáticas? Ou simplesmente um conjunto disso tudo, mais a chuva em excesso, como sempre ocorre nesta época, e que causa cada vez mais transtornos pela ocupação desenfreada e sem planejamento de áreas que deveriam permanecer desabitadas?
Que tal um PAC, dona Dilma, que se ocupe e preocupe com a preservação de vidas e danos materiais que ocorrem todos os anos com as enchentes, os alagamentos e deslizamentos? Não são simples obras de manutenção e conservação que vão impedir o caos atual. São necessárias intervenções urbanísticas complexas, soluções drásticas para um problema crônico.
A chuva e as mortes não são obras exclusivas de Kassab, Alckmin ou Dilma, assim como não foram de Lula, FHC, Serra, Goldman, Covas, Marta, Pitta, Maluf, Erundina, Jânio... Mas cada um de nós temos nosso tijolinho nesse muro da vergonha e da hipocrisia. Obra antienchente é cara, demorada e talvez não traga tanto voto imediato, suficiente para (re)eleger o gestor da ocasião. Mas vai poupar vidas se tivermos nossa metrópole replanejada. Que tal começarmos já?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Zaia assume Secretaria de Emprego de Alckmin
O deputado estadual Davi Zaia, presidente do PPS paulista, assumiu nesta terça-feira, 4 de dezembro, a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho (SERT) do Estado de São Paulo. Confira aqui as fotos da posse.Em cerimônia concorrida, com a presença de secretários de Estado, parlamentares, prefeitos do interior, políticos e trabalhadores de diversos setores, Zaia falou da emoção de assumir o cargo após 30 anos de atuação como bancário e sindicalista.
Zaia é também presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul e vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Um dos principais compromissos anunciados do novo secretário, inclusive, é "reposicionar a SERT com o movimento sindical", a pedido do governador Geraldo Alckmin.
A SERT responde por diversos programas de empregabilidade como o "Emprega São Paulo", PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), Jovem Cidadão, Frentes de Trabalho, entre outros, sendo também responsável pelo programa do Banco do Povo Paulista, que concede empréstimo a pequenos empreendedores com baixas taxas de juros (0,7% ao mês).
Formado em Filosofia pela PUC de Campinas e especialista em Economia do Trabalho pelo Instituto de Economia da Unicamp, Davi Zaia foi reeleito em 2010 para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo com 68.658 votos.
Veja mais informações sobre a SERT em http://www.emprego.sp.gov.br/ e sobre o secretário Davi Zaia em http://www.deputadodavizaia.com.br
Leia também:
Quem é Davi Zaia
PPS reitera participação no governo Alckmin
domingo, 2 de janeiro de 2011
Zaia convida para posse na Secretaria de Emprego
Caros Amigos,
É com grande satisfação que convido para a cerimônia de transmissão de cargo da Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho, a realizar-se no dia 4 de janeiro próximo, às 14h, na Rua Boa Vista, 170, Centro, São Paulo.
Trata-se de uma nova etapa de meu trabalho político, agora como secretário, na missão que me foi confiada pelo Exmo. Sr. Geraldo Alckmin, governador do Estado.
Quero compartilhar desse momento com pessoas que, como você, acompanham minha trajetória política, nesse momento especial da vida de nosso País e Estado, que nos coloca novos desafios.
Sua parceria é importante desde o primeiro momento desta nossa gestão na Secretaria.
Conto com a sua presença,
Davi Zaia
É com grande satisfação que convido para a cerimônia de transmissão de cargo da Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho, a realizar-se no dia 4 de janeiro próximo, às 14h, na Rua Boa Vista, 170, Centro, São Paulo.
Trata-se de uma nova etapa de meu trabalho político, agora como secretário, na missão que me foi confiada pelo Exmo. Sr. Geraldo Alckmin, governador do Estado.
Quero compartilhar desse momento com pessoas que, como você, acompanham minha trajetória política, nesse momento especial da vida de nosso País e Estado, que nos coloca novos desafios.
Sua parceria é importante desde o primeiro momento desta nossa gestão na Secretaria.
Conto com a sua presença,
Davi Zaia
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Kassab regulamente "lei da água" de Soninha
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) regulamentou, enfim, lei de autoria da então vereadora Soninha Francine (PPS) que obriga casas noturnas e danceterias a fornecer gratuitamente água potável aos frequentadores. Essa legislação foi aprovada em 2008 e começa a valer em três meses.
Os bebedouros devem ser instalados em local visível e a danceteria também terá de fornecer copos plásticos descartáveis. O decreto diz ainda que não podem ser colocados bebedouros de garrafão, como os usados em residências, por exemplo.
É necessário um bebedouro para cada 200 frequentadores. Em locais que recebem mais de mil pessoas, são necessários seis bebedouros, mais um a cada 300 frequentadores adicionais.
Trata-se, antes de mais nada, de uma medida de saúde pública. Muita gente deixa de beber água na balada para não pagar por isso, ou, já que vai pagar caro, troca a água por mais álcool. Boa, Soninha! Parabéns, prefeito.
Os bebedouros devem ser instalados em local visível e a danceteria também terá de fornecer copos plásticos descartáveis. O decreto diz ainda que não podem ser colocados bebedouros de garrafão, como os usados em residências, por exemplo.
É necessário um bebedouro para cada 200 frequentadores. Em locais que recebem mais de mil pessoas, são necessários seis bebedouros, mais um a cada 300 frequentadores adicionais.
Trata-se, antes de mais nada, de uma medida de saúde pública. Muita gente deixa de beber água na balada para não pagar por isso, ou, já que vai pagar caro, troca a água por mais álcool. Boa, Soninha! Parabéns, prefeito.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Davi Zaia é o Secretário de Trabalho de Alckmin
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirma nesta quarta-feira, 22 de dezembro, a indicação do deputado estadual Davi Zaia (foto), presidente estadual do PPS, presidente da Federação dos Bancários e vice-presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), para ocupar a Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho do Estado.Com isso, o primeiro suplente do PPS Vitor Sapienza assumirá seu sétimo mandato como deputado estadual.
Quem é Davi Zaia
Davi Zaia nasceu em Cordeirópolis, interior de São Paulo, e é formado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Começou cedo na política, ainda estudante, na luta contra a ditadura e pela democracia, por eleições diretas, pela anistia, pelo direito de greve, pela liberdade de organização e expressão, por uma Assembléia Constituinte e pelo Estado Democrático de Direito.
Funcionário de carreira do Banco Nossa Caixa, milita há mais de 30 anos no movimento sindical dos trabalhadores, bancários em particular, nas batalhas por melhores condições de vida e de trabalho.
Em 15 de março de 2007, aos 51 anos de idade, David Zaia assumiu, na Assembléia Legislativa de São Paulo, seu primeiro mandato de deputado estadual pelo PPS. No Legislativo paulista, Zaia é o 2º vice-presidente da mesa diretora da Casa, preside a Comissão de Assuntos Metropolitanos, é membro efetivo das Comissões de Promoção Social e de Ética e Decoro Parlamentar, e suplente das comissões de Assuntos Internacionais e de Finanças e Orçamento.
Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até sua transformação no Partido Popular Socialista, PPS, hoje é membro de sua Executiva Nacional e presidente da sigla no estado de São Paulo.
Foi por três vezes presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas. Em 1985 comandou o Encontro Nacional dos Bancários que deflagrou a histórica greve nacional da categoria.
No banco Nossa Caixa foi eleito e reeleito para representar seus colegas no Conselho de Administração da instituição. Fundador e presidente do Clube de Investimentos dos Funcionários da Nossa Caixa ele também integra o Comando Nacional dos Bancários que coordena as lutas de quase 400 mil empregados do sistema financeiro no país.
Na área intersindical, David Zaia foi presidente, vice-presidente e diretor do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos - DIEESE. Pioneiro nas lutas pela criação de uma central sindical dos trabalhadores foi membro da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores – CUT. Hoje é presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul – que reúne 25 sindicatos e cerca de 70 mil bancários dos dois Estados – e vice-presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Dizem por aí sobre a Câmara Municipal paulistana...
A Câmara Municipal de São Paulo é verdadeiramente um mundo à parte. Enquanto vereadores do Centrão e do PT pedem sindicância contra o funcionário que, no Blog do PPS, publicou nota crítica do partido ironizando os métodos pouco ortodoxos de conquista de votos para a Mesa Diretora da Câmara, outros acontecimentos absurdos são encarados com normalidade.
Em plena temporada de discussão global do caso WikiLeaks, vereadores paulistanos tentam exercer a mais tacanha e extemporânea forma de censura ao pedirem a cabeça (espera-se que não literalmente) de quem os critica por meio de um blog partidário.
"Cortem-lhe a cabeça", aliás, é a ordem predileta da Rainha de Copas de "Alice no País das Maravilhas". Qualquer semelhança com a realidade do parlamento paulistano deve ser mera coincidência.
O cotidiano da Câmara de São Paulo, tal e qual o país de Alice, ganha contornos de ficção com esses acontecimentos: da sindicância contra um inimigo imaginário ao vereador que, dentro do plenário, à moda Silvio Santos no seu "topa tudo", joga para o alto notas de dinheiro para sugerir que seus pares teriam sido "comprados" em determinada votação.
Outro, esportista respeitado de fama internacional, entra no plenário armado com uma espada usada para o harakiri, símbolo encontrado para denunciar a suposta traição de antigos aliados ao agora derrotado Centrão (agrupamento suprapartidário que controlou a Câmara nos últimos seis anos), e a atitude não causa maior estranhamento.
Mas a crítica à Câmara, embora mal vista pelos vereadores, não é prerrogativa do Blog do PPS. Se levassem ao pé da letra o "cortem-lhe as cabeças" contra todos os críticos, faltariam no mercado guilhotinas e espadas de samurai.
De todo modo, vamos torcer para que, por uma triste e infeliz "coincidência", algo de ruim não acabe acontecendo exatamente com o funcionário do PPS, como já foi alertado por solícitos e dedicados companheiros de Câmara.
Veja nas postagens abaixo outras críticas (inclusive muito mais duras e explícitas que as do Blog do PPS), mas que aparentemente não foram recebidas com tanta indignação pelos nobres vereadores paulistanos. Vai entender...
Em plena temporada de discussão global do caso WikiLeaks, vereadores paulistanos tentam exercer a mais tacanha e extemporânea forma de censura ao pedirem a cabeça (espera-se que não literalmente) de quem os critica por meio de um blog partidário.
"Cortem-lhe a cabeça", aliás, é a ordem predileta da Rainha de Copas de "Alice no País das Maravilhas". Qualquer semelhança com a realidade do parlamento paulistano deve ser mera coincidência.
O cotidiano da Câmara de São Paulo, tal e qual o país de Alice, ganha contornos de ficção com esses acontecimentos: da sindicância contra um inimigo imaginário ao vereador que, dentro do plenário, à moda Silvio Santos no seu "topa tudo", joga para o alto notas de dinheiro para sugerir que seus pares teriam sido "comprados" em determinada votação.
Outro, esportista respeitado de fama internacional, entra no plenário armado com uma espada usada para o harakiri, símbolo encontrado para denunciar a suposta traição de antigos aliados ao agora derrotado Centrão (agrupamento suprapartidário que controlou a Câmara nos últimos seis anos), e a atitude não causa maior estranhamento.
Mas a crítica à Câmara, embora mal vista pelos vereadores, não é prerrogativa do Blog do PPS. Se levassem ao pé da letra o "cortem-lhe as cabeças" contra todos os críticos, faltariam no mercado guilhotinas e espadas de samurai.
De todo modo, vamos torcer para que, por uma triste e infeliz "coincidência", algo de ruim não acabe acontecendo exatamente com o funcionário do PPS, como já foi alertado por solícitos e dedicados companheiros de Câmara.
Veja nas postagens abaixo outras críticas (inclusive muito mais duras e explícitas que as do Blog do PPS), mas que aparentemente não foram recebidas com tanta indignação pelos nobres vereadores paulistanos. Vai entender...
Assinar:
Postagens (Atom)

