
A campanha da Pan é um sopro de esperança às famílias que convivem diariamente com este fantasma do mundo contemporâneo, que atormenta a nossa juventude e deixa mães e pais com o coração na boca e de mãos atadas cada vez que os nossos filhos saem para a rua, para a escola, para o trabalho ou para o lazer.
As drogas não deterioram apenas os órgãos e tecidos do corpo humano, mas esgarçam e destroem principalmente o tecido social, a rede de amigos e a fina teia das relações familiares de quem se deixa seduzir por essa armadilha traiçoeira.

A banalização das drogas, hoje em dia, em todos os ambientes sociais, potencializa extraordinariamente o problema. Já não bastam os conselhos que nós, quando jovens, recebíamos dos nossos pais: não aceite nada de estranhos, cuidado com as más companhias, chegue cedo em casa.
Não existem mais esses limites claramente traçados para a ameaça da experimentação das drogas. Hoje elas estão na escola, na festa, no clube, no cursinho, na faculdade, na praça, na balada, no parque, na casa do amigo, na lanchonete da esquina.

Se a droga já foi sinal típico da contestação e da rebeldia do jovem, de irreverência e insubordinação, hoje, ao contrário, só comprova a submissão covarde ao que há de mais doente e podre do mundo adulto, uma repetição suicida de tudo aquilo que o jovem pensa se opor, mas reproduz às vezes sem nem ao menos se dar conta que está servindo como mera engrenagem do sistema que ele julgava combater.