quinta-feira, 18 de abril de 2019

Vereadores aprovam 28 projetos, entre eles a proibição dos canudinhos plásticos e a chamada "Lei Lula"

Na sessão desta quarta-feira, 17 de abril, depois de meses de pauta travada na Câmara Municipal de São Paulo, foram aprovados em segunda e definitiva votação 28 projetos de autoria dos vereadores, entre eles a proibição do uso de canudinhos plásticos e a chamada "Lei Lula", que seguem agora para sanção ou veto do prefeito Bruno Covas (PSDB).

"Lei Lula"

O PL 695/2017 proíbe a denominação de logradouros públicos quando os homenageados cometerem "graves crimes contra a sociedade". Segundo os autores, Rinaldi Digilio (PRB) e Fernando Holiday (DEM), o foco principal foram "políticos corruptos".

Como demonstra a foto divulgada por Digilio (repetindo cena já famosa no Rio de Janeiro, quando rasgaram uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco), não foi por acaso o apelido de "Lei Lula".

Canudinhos proibidos 

O PL 99/2018, do vereador Xexéu Tripoli (PV), teve coautoria de 48 parlamentares, entre eles Soninha Francine (#Cidadania23), e proíbe o fornecimento de canudos plásticos por bares e restaurantes na capital paulista. 

Uma curiosidade: a lei recebeu 32 votos favoráveis e dois contrários, dos vereadores Fernando Holiday (DEM) e Janaína Lima (NOVO). Ou seja, teve menos votos do que coautores, já que nem todos estavam presentes em plenário durante a votação (que foi nominal, ao contrário do que ocorre normalmente, com votação simbólica).

Assim que for sancionada pelo prefeito, ainda será necessária a regulamentação da lei. A partir daí, os estabelecimentos terão 180 dias para se adaptar às novas regras. O descumprimento acarretará multas.

É importante destacar que às vezes se passam anos sem que uma lei seja regulamentada, o que na prática significa que ela não está sendo cumprida. Não deve ser o caso da proibição dos canudinhos, que tem forte apelo junto à opinião pública.

Quem já não viu imagens chocantes de animais marinhos mortos por culpa desses canudinhos?

Porém, que a população tenha clareza do valor simbólico do veto aos canudos. Mais importante é a conscientização sobre os males causados pelo uso excessivo do plástico e pelo descarte irregular desse material (que está muito longe de se limitar aos canudos). 

Profissionais da Educação

Outro projeto aprovado, o PL 51/2009, de autoria do vereador Cláudio Fonseca (#Cidadania23), trata da sugestão ao Executivo para criar um Programa de Formação para Profissionais da Educação que prestam atendimento a crianças e jovens em situação de risco, em liberdade assistida ou vigiada.

IPTU segue em pauta

Retorna à pauta da próxima semana, para segunda e definitiva votação (que vem sendo adiada por falta de entendimento político e para ajustes finais no substitutivo), o projeto do Executivo que cancela o aumento do IPTU de 2019 considerado abusivo, estabelece um teto de 10% para reajuste e autoriza a revisão da chamada planta genérica, que aumentará o valor venal dos imóveis para 2020.

Na prática, significa que o IPTU do próximo ano vai pesar no bolso de todo mundo: para alguns, com um aumento limitado ao teto de 10%; para outros, porém, a mudança do valor venal vai interferir na faixa de isenções. Quem não pagava nada pode começar a pagar e quem tinha desconto pode perdê-lo. Vamos ficar de olho!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Vergonha Alheia neste Brasil sem rumo: Escolinha do Presidente Bolsonaro... e a Previdência, ó!



Seu Eugênio, Dona Cacilda, Armando Volta, Pedro Pedreira, Zé Bonitinho, Aldemar Vigário, Seu Boneco, Ptolomeu, Patropi, Seu Peru, Paulo Cintura, Nerso da Capitinga, Rolando Lero, Dona Cândida, João Canabrava, Catifunda...

É a Escolinha do Professor Raimundo na Reforma da Previdência. Assista.

Ninguém merece essa Câmara dos Deputados, nem esse presidente Jair Bolsonaro. Oposição e governo se igualam no humor involuntário e causam vergonha alheia no cidadão brasileiro. Um show de horrores!

Câmara de São Paulo divulga WhatsApp para cidadãos, enquanto projetos como a proibição de canudos plásticos, o aumento do IPTU, a "Lei Lula" e o veto ao cigarro nos parques seguem para votação

A Câmara Municipal de São Paulo inova ao divulgar um WhatsApp disponível ao cidadão paulistano para trocar informações, receber críticas e sugestões. É o mesmo número da central de telefone fixo dos vereadores: (11) 3396-4000.

Também retorna à pauta para segunda e definitiva votação, que não ocorreu na semana passada por falta de entendimento político e para ajustes finais no substitutivo, o projeto do Executivo que cancela o aumento do IPTU de 2019 considerado abusivo, estabelece um teto de 10% para reajuste e autoriza a revisão da chamada planta genérica, que aumenta o valor venal dos imóveis para 2020.

Na prática, significa que o IPTU do próximo ano vai pesar no bolso de todo mundo: para alguns, o aumento limitado ao teto de 10%; para outros, porém, a mudança do valor venal interfere na faixa de isenções: quem não pagava nada pode começar a pagar e quem tinha desconto pode perdê-lo. Vamos ficar de olho!

Há ainda uma pauta de projetos de autoria dos vereadores, com 49 projetos em 2ª votação e três em 1ª, alguns polêmicos, como a lei que proíbe o uso de canudinhos plásticos em bares e restaurantes da cidade. Outro que veda ou exige a mudança da denominação de logradouros públicos quando os homenageados cometerem "graves crimes contra a sociedade". Está sendo popularmente chamada de "Lei Lula" na Câmara.

Entre outros se destacam também a proibição de cigarro e narguilé em parques públicos; a criação de bolsões de estacionamento para motoboys; a proibição de cursos à distância na área da saúde e a aprovação de um plano de carreira para profissionais de creches e centros de educação infantil.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Aspirante a jornalista nas redes sociais comenta censura dos ministros do STF à imprensa no #Olhar23



Hoje você conhece mais um dos inusitados personagens do #Olhar23, esse universo paralelo e surreal do Brasil atual. O jornalista "foca", ou aspirante do jornalismo nas redes sociais, comenta o estranho episódio da censura aos veículos de comunicação determinada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Vivemos tempos estranhíssimos. Assista.

Direção do #Cidadania23 de São Paulo prepara calendário de atividades para 2019 e 2020

A Direção Executiva do #Cidadania23 de São Paulo se reuniu nesta segunda-feira, 15 de abril, na sua sede municipal.

Foi a primeira reunião desde que o PPS anunciou a mudança de nome, em 23 de março, e que também divulgou a sua carta de princípios.

O objetivo é estabelecer um amplo calendário de atividades para o partido e seus filiados.

A partir de maio, serão promovidos debates e encontros preparatórios para o congresso extraordinário convocado para outubro, quando devem ser definidos os novos estatutos e o programa do #Cidadania23. Também serão agendadas reuniões temáticas com pautas específicas (por exemplo: Educação, Sustentabilidade, Eleição dos Conselhos Tutelares etc.).

Esses eventos são importantes ainda para compartilhar as experiências positivas de mandatários do partido em todo o Brasil. Está previsto para 11 de maio (data sujeita a confirmação), em São Paulo, um encontro com a participação do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e do ex-senador Cristovam Buarque, entre outras personalidades de dentro e de fora do partido.

Para 2020, ano das eleições para vereadores e prefeito, também haverá atividades importantes: além da preparação dos pré-candidatos e da formação da chapa do #Cidadania23 para a Câmara Municipal, no primeiro semestre serão realizados os congressos zonais e o municipal. Para o segundo semestre, passadas as eleições, devem ocorrer os congressos estadual e nacional.

Todas as atividades serão divulgadas com antecedência e, como de praxe, são abertas a filiados e simpatizantes do partido. Participe!

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Diretamente das catacumbas da direita retrógrada, múmia bolsonarista manda recado para o presidente Jair Bolsonaro no #Olhar23



Em defesa do homeschooling, o ensino domiciliar, e do resgate dos valores da família tradicional brasileira. Tendo como guru Olavo de Carvalho e ídolo máximo o presidente Jair Bolsonaro. Contra a ideologia de gênero, o marxismo cultural, o mimimi da igualdade feminina e a vitimização de negros e gays. Pelo orgulho hetero! Pela escola sem partido! Pelo combate aos comunistas! São os recados de hoje no #Olhar23 da Múmia Bolsonarista. Assista.

Conheça também o Bolsominion que comemora o aumento da pontuação da Carteira de Habilitação, ideia genial de Bolsonaro para proteger motorista infrator da "indústria de multas"; ou o Olavista que comenta a entrevista de Olavo de Carvalho no programa Conversa com Bial, recebendo ainda a crítica da Intelectual Petista. Quando a realidade é mais ridícula que a paródia, estamos f******.

sábado, 13 de abril de 2019

Sem dias de governo do presidente Bolsonaro

Eles conseguiram subverter até a velha máxima "Si hay gobierno, soy contra".

Desde 1º de janeiro de 2019 "no hay gobierno, por eso estoy contra".

Passamos mais de cem dias sem comando, sem planejamento, sem inteligência, sem estratégia, sem organização. Simplesmente não há governo.

Estamos nas mãos de um aparvalhado, despreparado, desqualificado que não sabe o que fazer nem o que dizer quando precisa demonstrar equilíbrio, sensatez e autoridade, até porque está numa posição equivocada. O meme que virou presidente não nasceu pra isso! O Brasil merece um destino melhor!

Feito a reencarnação da Magda do humorístico "Sai de Baixo", o tuiteiro da 5ª série afirma, após uma semana de silêncio sobre o pobre coitado assassinado com 80 tiros, que "o Exército não matou ninguém". Que falta faz o Caco Antibes numa hora dessas - até ele, que odeia pobre - pra mandar a anta calar a boca! Ignorar ou ser ignorante, eis a questão. Elegeram uma piada!

Ao se meter em Educação - fossa ideologizada deste (des)governo influenciado pelo astrólogo da Virgínia - cometeu a sandice de afirmar que o objetivo é formar "uma garotada que comece não a se interessar por política, como é atualmente dentro das escolas, mas comece a aprender coisas que possam levá-las ao espaço no futuro". Coerente. Desse jeito nossos jovens e o futuro já estão mesmo indo pro espaço! Ou pra cucuia!

E a trapalhada irresponsável na hora de mandar a Petrobras recuar no reajuste do diesel? O tal mito do liberalismo virou um intervencionista sem vergonha, repetindo os piores momentos de Dilma Roussef e do tão odiado PT. A repercussão, obviamente, provoca uma catástrofe nos índices da economia. 
Vão quebrar o Brasil e a Petrobras? Será que os bolsominions investem na Bolsa?

Curioso que um dia desses o trio de fraquejadas políticas - Carluxo, Flavinho e Dudu - comemorou a alta recorde da Bovespa atribuída ao otimismo da sociedade com o papi Pateta. Agora ficaram caladinhos. A culpa é da imprensa, claro! E o "Posto Ipiranga", o que tem a dizer? Nada! 

Mas não basta ser alienado, aloprado, biruta, desatinado, destrambelhado, insano, mentecapto. Além de tudo isso também precisa ser assassino. Em cem dias, o sem governo libera 152 agrotóxicos. Boa parte dessa lista, diga-se, é proibida nos países minimamente civilizados, preocupados com a saúde de suas populações. Aqui, f***-se o brasileiro!

O retrocesso na área da sustentabilidade vem de todas as direções. Nosso exterminador do futuro tupiniquim, que já havia dizimado a Funai e o Serviço Florestal, resolveu também extinguir as multas ambientais. Faz sentido para quem estava há anos com uma multa do Ibama entalada na garganta - pior que espinha de peixe - depois de ser flagrado por pesca ilegal em área de preservação. Anula a própria punição e, ao contrário, pune o fiscal. Gênio da vingança, Bolsonaro!

Por decreto, nos cem dias o sem governo extingue ou esvazia conselhos, comitês e comissões de participação popular, incluindo o Conselho Nacional do Meio Ambiente e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, essa invencionice esquerdista (que Donald Trump também despreza, graças a Deus e a Olavo de Carvalho), conspiração comunista de quem adora fake news!

Ah, vá, mas tem notícia boa: o Bolsa Família ficará com o maior poder aquisitivo da sua história, festeja o ministro Osmar Terra, retuitado pelo presidente. Diz ele que isso equivale a um aumento de 8,3% neste ano, que será pago integralmente em dezembro. Quase três vezes mais que a inflação. Viva*!

(* Uai, mas o governo Bolsonaro não era contra o Bolsa Família, prezado ministro Osmar Terra? Não se tratava de um programa assistencialista, caçador de votos, sem porta de saída e perpetuador da miséria? Não votaram nesse presidente justamente pra acabar com isso? Roubou a bandeira da esquerda, capitão?)

Pula para outro assunto: "O nazismo é de esquerda". Hmmm. Outro. "É possível perdoar o Holocausto, mas não esquecer". Outro, por favor. "No Brasil nunca teve ditadura". Passa. "O nosso voto na ONU será baseado na Bíblia". Algo mais ameno. "O que é golden shower?"Meu Deus, os neurônios Tico e Teco não se entendem na cabeça do presidente! Socorro!

Depois de passar pelo Amapá, Bolsonaro se manifestou: Era o único estado que não tinha visitado durante a campanha, segundo ele (reproduzido textualmente) "devido a facada quase fatal que sofri de um ex-integrante do PSOL, braço esquerdo do PT e PCdoB".

Convenhamos que é uma canalhice associar a "facada quase fatal" a esses partidos. Somos críticos dos métodos da velha esquerda tanto quanto da direita ressurgida das catacumbas. Certas atitudes e golpes abaixo da linha da cintura são inaceitáveis. Baixo nível, petismo e bolsonarismo, tudo a ver! Isso a
tenta contra o bom senso e a verdade. Sem limites.

Sem governança, sem transparência, sem participação popular, sem controle social, sem cidadania, sem democracia. Cem anos de atraso em cem dias sem governo. E sem oposição, porque o Brasil segue dividido entre as duas bolhas ideologizadas e idiotizadas: uma falsa esquerda, corrupta, desnorteada e incompetente contra uma direita pseudo liberal, mas tristemente preconceituosa, truculenta e retrógrada. Assim não dá mais, talquei?

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Obrigado, presidente Bolsonaro. Finalmente teremos um Brasil livre das fake news e dos comunistas!

Viva o homeschooling! Com o ensino domiciliar enfim poderemos exercer controle absoluto sobre as nossas crianças, impedindo que elas sejam desvirtuadas nas mãos de comunistas travestidos de educadores, interessados em fazer lavagem cerebral na cabeça dos alunos que frequentam certas escolas públicas e privadas que na verdade são antros da ideologização esquerdista. 

Graças a mentes iluminadas como Jair Bolsonaro, Damares Alves, Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo e o novo ministro da Educação Abraham Weintraub podemos desmascarar o sistema educacional brasileiro, que hoje se presta a formar jovens e adolescentes que acabam por se envolver até em política e subvertem completamente a moral e os bons costumes.

Não é à toa que as últimas gerações vieram com essa conversinha fiada de direitos humanos, igualdade entre homens e mulheres (com casos deploráveis de feminismo explícito), identidade de gênero (que, para mim, não passa de sem-vergonhice) e toda essa libertinagem que coloca nas ruas pedófilos e pederastas como se fossem pessoas normais, livres para ameaçar a integridade heterossexual dos nossos filhos e desonrar as nossas famílias.

Não consigo conter a satisfação e o orgulho pelo meu voto neste governo. É música para os meus ouvidos. Finalmente estamos sob o comando de cidadãos de bem, com honradez, hombridade e coragem para dizer verdades que o marxismo cultural e o domínio do pensamento gramsciano sobre a mídia e as universidades nos impediam de difundir sob o argumento de estarmos vivendo em uma democracia.

Finalmente podemos esclarecer nossos jovens sobre a nossa verdadeira História. Tirar de circulação obras subversivas, todas escritas, editadas e distribuídas por comunistas, em conluio com professores formados em Cuba, na Albânia, na China e na Venezuela, que inventaram por exemplo um fantasioso golpe em 1964, quando nossos militares tomaram o poder para nos salvar da completa esquerdização do País.

Enfim estamos livres para publicar nas redes sociais - sem o controle dessa imprensa mentirosa e das fake news criadas pelos partidos de bandeira vermelha - que nunca existiu ditadura no Brasil, que o nazismo é de esquerda e que heróis nacionais como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra precisam ter o seu valor reconhecido pela nossa população.

E sobre a Redentora de 31 de março de 1964 - que deve ser tão comemorado como o 7 de setembro - se alguém apanhou é porque mereceu, boa coisa não devia ser. Cidadão honesto, que trabalhava e estudava sem se envolver com partidos, nunca foi perseguido. Um viva ao Ustra e aos 21 anos de crescimento econômico e política livre de corruptos que o Brasil viveu de 1964 a 1985, antes do retorno dos comunistas ao poder.

Chega de educação sexual nos livros de escola. Chega de Ciência que não reconhece a origem em Adão e Eva, que tenta fazer da mulher, tirada da costela do homem para estar sempre ao lado do companheiro, um ser completamente independente. Daí vem pensamentos como trabalhar fora e abandonar o cuidado dos filhos a esses professores insurgentes. Vamos voltar às origens, com o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Salve o fundamentalismo religioso!

Meninos vestem azul, meninas vestem rosa. Que lindo! Quero que minha filha seja tratada como uma princesa. Que encontre seu príncipe encantado, bem formado, cidadão de bem, para constituir uma família tradicional, respeitadora, temente ao Senhor. Com cavalheiros que abram a porta do carro e puxem a cadeira do restaurante para a sua dama. Que dêem condições para a mulher ser dona de casa e não tenha ideias de sair por aí pensando em trabalhar fora ou, quando trabalha, que absurdo, reivindicar salários iguais.

Que o próximo passo, presidente Bolsonaro, seja fechar esses jornais e essas emissoras de TV que funcionam como difusoras dos ideais da antiga União Soviética. As lives e postagens nas redes sociais são um bálsamo para todos nós, mas você precisa ter um programa de televisão para divulgar em todo o Brasil as realizações do seu governo. Também precisamos incentivar os jornalistas independentes da internet que nos ajudam a reconhecer as fake news dessa mídia esquerdista, como Globo, Folha, Veja e Estadão.

Seremos ainda mais felizes quando tivermos definitivamente liberados a posse e o porte de arma. Que seja garantida na lei essa segurança a nós, famílias de bem, que possamos nos proteger de pessoas desprezíveis - desculpe falar, mas geralmente de cor ou vindas do nordeste e de classes sociais mais baixas - que ameaçam a nossa integridade física e moral ou colocam em risco a nossa propriedade. Vão aprender o que é meritocracia na marra! Chega de vitimismo e assistencialismo para vagabundos! Viva o novo Brasil!

* O autor do texto pede para não ter o seu nome divulgado porque a ideia não é fulanizar nem fazer promoção pessoal. Queremos apenas agradecer o nosso presidente por restabelecer o País para os cidadãos de bem e para a tradicional família brasileira. Graças a Deus! Obrigado, Jair Bolsonaro, nosso mito!

(Observação: Não acredite em tudo que lê!)

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Quando a paródia do #Olhar23 não supera o realismo fantástico das bolhas ideologizadas e idiotizadas



Se você achava que surrealismo ou realismo fantástico fossem apenas movimentos artísticos ou gêneros literários, estava bastante enganado. É porque não tínhamos vivido ainda essa inigualável experiência da eleição de Jair Bolsonaro, o meme que virou presidente.

É disso que trata a realidade paralela do #Olhar23. Um olhar crítico, bem humorado, irônico e irreverente sobre as sandices do bolsonarismo, esse fundo de poço atingido pela nossa política. Uma parceria do #BlogCidadania23 e do #ProgramaDiferente que traz alguns personagens lunáticos e típicos dessa nova era das bolhas ideologizadas, idiotizadas e retrógradas.

Afinal, quem são Salvador Dalí, Luis Buñuel ou André Breton para quem tem Damares Alves, Ernesto Araújo Vélez Rodriguez ou Abraham Weintraub, a dupla "seis por meia dúzia" da Educação? Pra que perder tempo com a obra de Gabriel García Márquez se temos as lives de Olavo de Carvalho?

Quem ainda se espanta com as aberrações de novelas como O Sétimo Guardião, Roque Santeiro e Saramandaia, ou de cidades fictícias como Tubiacanga, Serro Azul, Greenville, Resplendor e Asa Branca, depois de conhecer a Brasília dos Bolsonaros ou o Rio de Janeiro de CrivellaWitzel e da gangue de governadores presos, além de outras tragicomédias diárias tipicamente brasileiras?

Pois então venha conhecer o Bolsominion que comemora o aumento da pontuação da Carteira de Habilitação, ideia genial de Bolsonaro para proteger motorista infrator da "indústria de multas"; ou o Olavista que comenta a entrevista do guru Olavo de Carvalho no programa Conversa com Bial, recebendo ainda a crítica da Intelectual Petista. Quando a realidade é mais ridícula que a paródia, estamos f******.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Bolsominion e a suspensão da CNH no #OLHAR23


O que um Bolsominion acha da ideia do Governo Bolsonaro dobrar o limite de pontos, de 20 para 40, que leva à suspensão da Carteira Nacional de Habilitação do motorista infrator? Assista.

#CNH #PontosNaCarteira #Multas #Motoristas #Bolsonaro #Mito

Vereadores votam teto de 10% para reajuste do IPTU e cancelam aumento abusivo de 2019, porém revisão do valor venal tira moradores da isenção em 2020

A Câmara Municipal de São Paulo deve aprovar nesta quarta-feira, 10 de abril, em segunda e definitiva votação, projeto de lei do Executivo que cancela o aumento abusivo do IPTU anunciado no início deste ano e que estava suspenso.

Cerca de 2,5% dos imóveis da cidade receberam carnês com reajustes em valores muito acima da inflação, que chegavam a mais de 50%.

Na época, a Prefeitura explicou que não havia lançado anteriormente, por falha da Secretaria de Finanças, o aumento autorizado para os anos de 2015 a 2018, daí o aumento acima do índice previsto para uma parcela de contribuintes paulistanos.

Como não poderia deixar de ser, a repercussão do aumento foi péssima. Choveram críticas à falha do poder público, então tanto o prefeito Bruno Covas (PSDB) quanto os vereadores paulistanos correram atrás de alguma medida legal para estancar o prejuízo (financeiro e de imagem). Chegaram à conclusão que deveriam suspender por lei a cobrança retroativa de cerca de R$ 128 milhões.

Porém, a compensação desse dinheiro que não foi arrecadado em 2019 virá no próximo ano, com o reajuste do valor do metro quadrado na cobrança do IPTU de 2020, aumentando o valor venal dos imóveis, mas dentro dos limites aprovados para tais cobranças (um teto de 10% ao ano). Também serão compensados créditos tributários da Prefeitura com empresas estatais municipais.

Ocorre que muitos moradores que hoje estão dentro da faixa de isenção integral ou de desconto proporcional do IPTU serão atingidos em 2020: muita gente que atualmente não paga nada, começará a receber o carnê; e outros perderão o desconto que tinham até este ano.

Como regra geral, imóveis de até R$ 160 mil são isentos do IPTU. Já as propriedades entre R$ 160 mil e R$ 320 mil têm descontos que chegam a até 50% do valor devido. É a essa faixa de imóveis que pertenciam os 90 mil imóveis com o aumento que está cancelado neste ano, e também aqueles que mais vão sentir no bolso a cobrança do próximo ano.

Vamos aguardar como será esse reajuste da chamada Planta Genérica de Valores para 2020, como ficarão os contribuintes isentos e com desconto, e quantos moradores serão atingidos efetivamente pelas mudanças da lei aprovada na Câmara. Olho neles!

terça-feira, 9 de abril de 2019

‘Merecia um cargo de ministro, ele me colocou aqui’, diz Jair Bolsonaro sobre o filho Carlos, autor de baixarias deploráveis nas redes sociais

O Brasil está definitivamente entregue a um bando de malucos, despreparados e desqualificados.

Mais eficiente no papel de pai coruja do que na função de Presidente da República, Jair Bolsonaro cometeu essa frase insana sobre o filho Carlos em entrevista à Jovem Pan: “Falam que ele me atrapalha. Atrapalha em quê? No meu entender eu acho até que ele deveria ter um cargo de ministro, foi ele que me botou aqui.”

É um pensamento revelador deste raciocínio raso, de três neurônios, da família Bolsonaro (somados pai e filhos). Eles simplesmente se acham os reis da cocada, donos do poder e, pior, tudo isso graças às sandices que postam nas redes sociais, fundamentalmente nos 140 ou 280 toques do twitter - o que é até compreensível, porque este deve ser o limite intelectual de 01, 02, 03 e do papai 00.

Deboche à parte, e sem entrar em outras particularidades deste governo de abilolados, vamos rever algumas das últimas postagens de Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSL no Rio de Janeiro e o filho que, segundo o presidente, poderia ser ministro pelo simples fato de gerenciar suas contas nas redes sociais desde a campanha eleitoral, e que, afinal, foi quem "botou o homem lá!"

“As redes sociais não me tomam mais do que 30 minutos do meu dia. Quem me ajuda nessa coordenação é o Carlos Bolsonaro. Até por isso as pessoas querem afastá-lo de mim”, explicou o papai-presidente. “Ele não está pleiteando um cargo, eu até poderia colocá-lo, mas ele não está pleiteando isso daí.”

Ufa! Que alívio!

Questionado pelo jornalista Augusto Nunes sobre algum eventual arrependimento em relação a diversas postagens que provocam polêmicas frequentes e desnecessárias nas redes sociais, Bolsonaro minimizou: “[Erro] Acontece. Mas está feito, está feito”.

É uma justificativa condizente com o nível escatológico dos tuítes presidenciais, como o já tristemente famoso "golden shower" deste Carnaval.

Antes fosse apenas isso. Vamos ver mais alguns exemplos:


Para contextualizar: O tal "chupão na barriga" é obviamente uma insinuação maldosa e de claro teor sexual, típica do padrão Bolsonaro. Baixaria pura contra um senador da República, Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, que cobrava providências contra o desemprego nos 100 dias do governo.

Não deixa de ser curiosa e contraditória essa agressão "ad hominem" feita por Carluxo, o apelido de Carlos Bolsonaro que, ironicamente, também é vítima diária de insinuações homofóbicas nas redes sociais. Talvez Freud explique. 

Mas não foi só isso. Além da indireta sobre o suposto "chupão na barriga" ainda há uma maliciosa referência a "engolir a varinha mágica" do Harry Potter, como Carluxo e um robô bolsominion se referiram a Ranfolfe Rodrigues. Absolutamente deplorável.


Quer acompanhar as bobagens postadas diariamente por Carlos Bolsonaro? Tem estômago para isso? Siga aqui. É simplesmente repugnante.


Leia também:

O ócio carnavalesco não fez bem aos Bolsonaros!

Presidente Pateta e seus três Patetinhas no #ProgramaDiferente

Bolsonaro é uma ameaça diária à nossa democracia!

Quem está contente com esse presidente? Bolsominion só pode ser idiota, ingênuo ou mal intencionado!

Cota de malucos de Bolsonaro já está preenchida?

Se você faz parte da bolha bolsonarista ou da bolha petista, não leia esse texto. Você vai odiá-lo!

O centenário do arquiteto Sérgio Bernardes



O #ProgramaDiferente registra o centenário de nascimento do carioca Sérgio Bernardes, sua paixão pela arquitetura e o seu trabalho genial e revolucionário, realizado entre os anos 50 e os anos 90, e sempre tão atual. É interessante ainda notar o contraponto político e ideológico entre Sérgio Bernardes e seu sócio, parceiro e amigo mais famoso, Oscar Niemeyer. Será que tem polarização entre esquerda e direita até na arquitetura? Assista.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

#JuntosSomosMais: A cobertura da #BrazilConference no #ProgramaDiferente e no #BlogCidadania23

O #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente acompanharam mais uma edição anual da #BrazilConference, um dos mais tradicionais encontros de líderes, personalidades e representantes da diversidade social, política e econômica do Brasil, que foi realizada neste fim-de-semana, de 5 a 7 de abril, em Boston, nos Estados Unidos, com o tema #JuntosSomosMais.

Um dos destaques, pela terceira vez na Brazil Conference, foi o apresentador de TV e ativista dos movimentos pela renovação da política, Luciano Huck, cuja participação você assiste aqui na íntegra.

Mas teve um pouco de tudo. Entre os palestrantes deste ano estavam os ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, do STF; a Procuradora-Geral da República Raquel Dodge; o vice-presidente da República General Hamilton Mourão; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; os ex-candidatos Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB); entre outras personalidades.

Veja mais informações e alguns painéis na íntegra:

Luciano Huck é atração da Brazil Conference e parece candidatíssimo à sucessão de Jair Bolsonaro

Renovação: Construindo o Futuro da Política

Os Desafios da Mídia em Tempos de Polarização

O que Ciro, Alckmin e Meirelles pensam do Brasil de Bolsonaro

domingo, 7 de abril de 2019

A prisão não faz bem à lucidez de Lula e o Brasil segue paralisado entre fanáticos de esquerda e de direita

O choro é livre, assim como o chamado "jus sperniandi", ou o "direito de espernear" do réu, como uma criança birrenta.

A criação de narrativas políticas, ainda que inverossímeis, embora convenientes para seus próprios interesses, também.

Se até a Constituição garante o direito de ninguém produzir provas contra si mesmo, é legítimo que o acusado, preso e condenado alegue sua inocência até a morte.

Portanto, o que incomoda nesse movimento virtual #LulaLivre não é o direito do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva alegar a sua inocência, sob o argumento que bem entender (como faz nesse artigo reproduzido abaixo, no aniversário da sua detenção).

O problema é que as esquerdas (no Brasil e no mundo) e toda a oposição ao atual governo retrógrado de direita fiquem atreladas a esse discurso tolo, de vitimismo, perseguição política e conspiração internacional contra a democracia brasileira.

Ora, já não basta Lula e Dilma terem comprometido a reputação e a história de toda uma geração de democratas oriundos da esquerda ao traírem a confiança popular e a promessa de mudança, ressuscitando os sentimentos mais repugnantes de parte da sociedade que é naturalmente conservadora e reacionária, chegando ao ponto de alguns festejarem o golpe de 1964 e até clamarem a volta da ditadura?

Meus caros, que Lula perca o bom senso, a lucidez e tenha na alegação da inocência e consequentemente na expectativa da liberdade a sua ideia fixa, após 365 dias encarcerado, parece natural e compreensível. Mas achar normal que todo o PT e seus satélites embarquem junto nesse discurso suicida e dissociado da realidade, é de uma sandice inominável.

Os argumentos de Lula não se sustentam, mas seus seguidores fiéis e fanáticos caminham a passos firmes e largos para o abismo, junto com o seu decrépito guru. É incrível como tanto a direita quanto a esquerda parecem sofrer de uma espécie de "Síndrome de Estocolmo", aquele estado psicológico em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter empatia ou até mesmo amor pelo seu agressor.

À esquerda, os lulistas suicidas. À direita, liberais, conservadores e neobolsonaristas que se transformaram, talvez sem se dar conta, na própria caricatura. Materializaram a piada e fizeram de Jair Bolsonaro o meme que virou presidente, à moda de Trump, tendência cafona importada dos Estados Unidos.

O problema agora é encontrar uma saída viável para situações tão paralisantes e constrangedoras. Como sair dessa encruzilhada ideológica pelo caminho mais sensato e equilibrado, dentro dos princípios republicanos e democráticos?


Artigo: Por que têm tanto medo de Lula livre?

(Publicado na Folha deste domingo, 7 de abril)

Já alcançaram o objetivo, que era impedir a minha eleição

Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.

O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.

Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.

O golpe do impeachment sem crime de responsabilidade foi contra o modelo de desenvolvimento com inclusão social que o país vinha construindo desde 2003. Em 12 anos, criamos 20 milhões de empregos, tiramos 32 milhões de pessoas da miséria, multiplicamos o PIB por cinco. Abrimos a universidade para milhões de excluídos. Vencemos a fome.

Aquele modelo era e é intolerável para uma camada privilegiada e preconceituosa da sociedade. Feriu poderosos interesses econômicos fora do país. Enquanto o pré-sal despertou a cobiça das petrolíferas estrangeiras, empresas brasileiras passaram a disputar mercados com exportadores tradicionais de outros países.

O impeachment veio para trazer de volta o neoliberalismo, em versão ainda mais radical. Para tanto, sabotaram os esforços do governo Dilma para enfrentar a crise econômica e corrigir seus próprios erros. Afundaram o país num colapso fiscal e numa recessão que ainda perdura. Prometeram que bastava tirar o PT do governo que os problemas do país acabariam.

O povo logo percebeu que havia sido enganado. O desemprego aumentou, os programas sociais foram esvaziados, escolas e hospitais perderam verbas. Uma política suicida implantada pela Petrobras tornou o preço do gás de cozinha proibitivo para os pobres e levou à paralisação dos caminhoneiros. Querem acabar com a aposentadoria dos idosos e dos trabalhadores rurais.

Nas caravanas pelo país, vi nos olhos de nossa gente a esperança e o desejo de retomar aquele modelo que começou a corrigir as desigualdades e deu oportunidades a quem nunca as teve. Já no início de 2018 as pesquisas apontavam que eu venceria as eleições em primeiro turno.

Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo. A Lava Jato, que foi pano de fundo no golpe do impeachment, atropelou prazos e prerrogativas da defesa para me condenar antes das eleições. Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos.

Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição.

Minha candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir os meus direitos políticos. E, mesmo assim, nosso candidato Fernando Haddad teve expressivas votações e só foi derrotado pela indústria de mentiras de Bolsonaro nas redes sociais, financiada por caixa 2 até com dinheiro estrangeiro, segundo a imprensa.

Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim.

Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.

Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático.

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente da República (2003-2010)

O que Ciro, Alckmin e Meirelles, ex-presidenciáveis de 2018, pensam do Brasil do presidente Bolsonaro



#BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente trazem a cobertura de um dos mais tradicionais encontros anuais de líderes, personalidades e representantes da diversidade social, política e econômica: a #BrazilConference19, que está acontecendo de sexta-feira a domingo, 5 a 7 de abril, em Boston, nos Estados Unidos, com o tema #JuntosSomosMais.

Aqui você acompanha a íntegra do Debate "Visões do Brasil Pós-Eleições" com a participação dos ex-presidenciáveis de 2018 Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), e a mediação da jornalista Andréia Sadi, da Rede Globo e da Globo News. Assista.

Os Desafios da Mídia em Tempos de Polarização



No Dia do Jornalista, o #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente trazem a cobertura de um dos mais tradicionais encontros anuais de líderes, personalidades e representantes da diversidade social, política e econômica: a #BrazilConference19, que está acontecendo de sexta-feira a domingo, 5 a 7 de abril, em Boston, nos Estados Unidos, com o tema #JuntosSomosMais.

Aqui você acompanha a íntegra do Painel "Jornalismo: Os Desafios da Mídia em Tempos de Polarização", com a participação das jornalistas Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, e Vera Magalhães, do Estadão e da Rádio Jovem Pan; de Yasodara Cordova, da Digital Kennedy School (Harvard); e moderação de Fabio Pannunzio, da Band. Assista.

Renovação: Construindo o Futuro da Política



#BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente trazem a cobertura de um dos mais tradicionais encontros anuais de líderes, personalidades e representantes da diversidade social, política e econômica: a #BrazilConference19, que está acontecendo de sexta-feira a domingo, 5 a 7 de abril, em Boston, nos Estados Unidos, com o tema #JuntosSomosMais.

Aqui você acompanha a íntegra do Painel "Mais Renovação: Construindo o Futuro da Política", com a participação de Tábata Amaral, deputada federal (PDT/SP); Hélio Bolsonaro, deputado federal (PSL/RJ); Mônica Seixas, deputada estadual (PSOL/SP); e Paulo Ganime, deputado federal (NOVO/RJ); com a moderação de Marcos Nobre, professor da Unicamp e pesquisador do CEBRAP. Assista.

sábado, 6 de abril de 2019

Luciano Huck é atração da Brazil Conference e parece candidatíssimo à sucessão de Jair Bolsonaro



O #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente acompanham mais um dos tradicionais encontros anuais de líderes, personalidades e representantes da diversidade social, política e econômica na #BrazilConference19, que está acontecendo de sexta-feira a domingo, 5 a 7 de abril, em Boston, nos Estados Unidos, com o tema #JuntosSomosMais.

Um dos destaques, pela terceira vez na Brazil Conference, é o apresentador de TV e ativista dos movimentos pela renovação da política, Luciano Huck, cuja participação você assiste aqui na íntegra. Ele fala sobre a importância do evento para a discussão de ideias e debates aprofundados sobre a situação brasileira, elege a Educação como prioridade para o futuro e também não esconde suas opiniões sinceras e polêmicas sobre o momento do País.

Entre os palestrantes deste ano estão os ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, do STF; a procuradora-Geral da República Raquel Dodge;  o vice-presidente da República General Hamilton Mourão; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; os ex-candidatos Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB); entre outras personalidades.

Cotado antes das eleições de 2018 para uma possível candidatura à Presidência da República, o apresentador Luciano Huck não nega nem confirma seus planos eleitorais. Mas dá pistas. "Quando a gente abre a caixinha para pensar políticas públicas, é difícil voltar atrás", disse.

Ele comentou a sua participação nos chamados movimentos cívicos, como o Renova e o Agora, que elegeram vários dos candidatos que apoiaram."Para mim, seria muito mais confortável ficar protegido nos muros do Projac (complexo de produções da Rede Globo) ou da minha casa", afirmou. "Mas não é isso que vou fazer e estou fazendo. Quero ser um cidadão cada vez mais ativo." 

O apresentador e presidenciável em potencial criticou a elite brasileira: "Adora reclamar, mas na hora de botar a mão na massa, todo mundo sai correndo". Huck convocou todos a "colocarem a mão na massa" e não "torcerem o nariz" em discussões sobre o abismo social que divide brasileiros ricos e pobres.

"A gente não pode fugir dessa discussão da redução da desigualdade. Muitas vezes você fala e as pessoas fazem cara feia. 'Ah, mas não é assim, não pode usar esse termo'. Claro que pode." Repetiu que já viajou o Brasil inteiro nos últimos 20 anos,"dois ou três Estados por semana". Nas viagens, ele diz, aprendeu a se "preocupar com a geladeira das pessoas".

O apresentador não fugiu da polêmica direita x esquerda, ou capitalismo x comunismo, que voltou à pauta do dia. Comentou em tom crítico: "Eu desconheço qualquer sistema que tenha sido mais eficiente que o capitalismo para resgatar gente da pobreza. Comunismo não deu certo. O capitalismo é incrível, mas é que nem uma fera, um leão. Se você não domar ele direito, ele vai nos devorar."

"Eu super apoio teses liberais para a economia. Mas acho que as teses liberais por si só não vão puxar para a sociedade a dona Marlene, de 46 anos, semi-analfabeta, morando com 6 filhos no sertão do Cariri", afirmou. "Ela vai precisar de rede de proteção social."

Em referência direta ao governo de Jair Bolsonaro, criticou o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, enquanto comentava as próprias visitas que faz a escolas públicas pelo país. "Quando você conversa com pessoas e institutos e fundações, tem tanta gente legal. É só colocar em prática", disse. E completou: "Não é o que a gente está vendo do nosso ministro da Educação. Não vou entrar em política, mas não dá."

Em outra breve referência ao governo, ele criticou a defesa à posse ou porte de armas. "Isso não vai resolver problema nenhum de violência, só vai matar mais gente". É isso aí, Luciano Huck! Sensato, equilibrado, candidatíssimo e muito bem preparado. A anos-luz desses lunáticos, atuais inquilinos do poder. Seja bem-vindo.

Veja também:

Vai, Luciano Huck! Representa esta nossa geração!

Cinco minutos com Luciano Huck sobre política

#ProgramaDiferente: Luciano Huck presidente do Brasil?

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Os cinco anos da Lava Jato no #ProgramaDiferente



O #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente acompanharam nesta semana um evento organizado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e pelo Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP) para celebrar os cinco anos da Operação Lava Jato. Como já fizemos aqui mesmo em outras oportunidades, a comparação entre a Lava Jato e sua antecessora italiana Mãos Limpas é inevitável.

Acompanhe nos links a seguir as falas na íntegra do ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro, do procurador Deltan Dallagnol, do ministro do STF Luís Roberto Barroso e da economista Maria Cristina Pinotti, do CDPP, organizadora do livro "Corrupção: Lava Jato e Mãos Limpas", que traz uma coletânea de artigos assinados por autoridades brasileiras e italianas.

Nestes cinco anos de atividade, a Operação Lava Jato - iniciada da investigação de um caso de lavagem de dinheiro - se transformou na maior ação de combate à corrupção de que se teve notícia no Brasil. Daí a comparação com a Operação Mãos Limpas (ou Mani Pulite), deflagrada na Itália no início da década de 1990.

Para o ministro Luís Roberto Barroso, a Lava Jato foi bem-sucedida ao quebrar o que chamou de “pacto oligárquico” firmado por uma casta de agentes públicos e privados que, segundo ele, se julgavam “sócios do Brasil” para saquear o Estado. Hoje, ele diz que enxerga a Lava Jato mais como uma “atitude” do que como uma operação.

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que a redução dos casos de corrupção passa, necessariamente, por um processo de renovação política. Ainda que não veja na renovação algo benéfico por si só, o procurador defende que a mudança virá sobretudo da mentalidade de uma nova geração de parlamentares e membros do Poder Executivo. “Sem renovação das práticas políticas, todo o trabalho da Lava Jato pode ter sido em vão”, disse Dallagnol.

O ministro Sergio Moro vê relação entre o combate à corrupção e a política econômica. Para ele, “o avanço no combate ao crime gera ganhos para a economia e para a qualidade da nossa democracia. O sistema de corrupção impede a eficiência econômica”. Moro afirmou ainda que não será em seu turno à frente do ministério que o Brasil permitirá que os esforços contra corrupção serem perdidos.

Porém, o fracasso da Mãos Limpas é atribuído em grande medida à reação do sistema político - que é também o grande desafio para o futuro da Lava Jato. Resta saber como será o movimento das peças nesse tabuleiro da política nos próximos anos, bem como o resultado do governo do presidente Jair Bolsonaro. É aí que mora o perigo.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Só as cachorras do PT dançando até o chão com o tigrão e as tchutchucas do bonde do Bolsonaro

Que vergonha, hein, galera! O PT não se contentou apenas em destroçar a imagem das esquerdas e ressuscitar os zumbis da direita ao trocar as páginas de política pelas de polícia nos jornais em 13 anos de (des)governo e fazer dos três poderes da República sinônimos do crime organizado, dos esquemas de corrupção, da formação de quadrilhas partidárias e da mais completa e absurda desmoralização.

Até para fazer oposição os petistas perderam a mão e chafurdam com o linguajar chulo e a podridão de caráter de alguns dos seus representantes.

O que se viu na presença do ministro Paulo Guedes em mais de sete horas de sessão na Câmara dos Deputados é de dar ânsia e envergonhar qualquer cidadão, por mais desprezo que tenhamos pelo bolsonarismo. Mas desenterrar o funk do Bonde do Tigrão para chamar ministro de "tchutchuca", só as cachorras do PT, mesmo!

Que moral tem Zeca Dirceu, da pior linhagem do proibidão do PT, daquelas facções que dominam os presídios, para tentar ofender alguém? Ouviu do ministro que tchutchuca "é a mãe", "é a avó". Foi pouco. Só o papai Zé Dirceu, justamente a inspiração de Zequinha, foi poupado na resposta exaltada do ofendido Paulo Guedes.

Pô, ministro, que decepção! Tem tanto funk para responder o PT à altura! E nem precisava voltar tanto no tempo, pode ser música do momento.

Vamos lá: Me Solta (Nego do Borel), Vai Malandra (MC Zaac), Din Din Din (Ludmila), Lei do Retorno (MC Hariel), Jogando Sujo (Ludmila), Os Opostos se Atraem (MC Don Juan), A Distância Tá Maltratando (MC G15), Eu Vacilei Mas Eu Te Amo (Nego do Borel).

Pra finalizar: Que tiro foi esse?, da Jojo Toddynho, podia ser tocada em homenagem a Celso Daniel e Toninho do PT, pro papi do Zeca rebolar até o chão.

Deixando esse episódio ridículo de lado, é preciso lamentar como o Brasil está mal servido tanto na base governista quanto na oposição. Eles se merecem! Mas quem paga o pato é o Brasil.

Imperam o despreparo, a ignorância e a incapacidade para o diálogo. Será que ninguém é capaz de elevar o nível da política para discutir com responsabilidade e isenção um assunto tão sério como a reforma da Previdência?

Tremendo Vacilão, PT. Um Tapinha não Dói, Guedes. Sai do Chão, Bolsonaro. E o povo? Créu! (velocidade 13 ou 17?)

Vereadores paulistanos aposentam a gravata e criam plenário virtual para votar denominações e honrarias

Novidades na rotina dos vereadores paulistanos passam a valer a partir desta semana, com a aprovação do substitutivo de um Projeto de Resolução (PR 24/2007), de autoria da Mesa Diretora, que mexe em alguns pontos do regimento interno da Câmara Municipal de São Paulo: o uso da gravata deixa de ser obrigatório e está criado o "plenário virtual".

A inovação no traje obrigatório é a aposentadoria da gravata. Permanece a exigência do paletó. Alguns vereadores já usavam até calça jeans e tênis, colocando gravata e paletó apenas para atender a determinação regimental em plenário. Agora o "dress code" dos parlamentares ganha em informalidade.

Outra alteração, talvez a mais impactante, é a criação do chamado "plenário virtual". A aprovação de projetos como denominações e datas comemorativas, além das concessões de títulos e honrarias, que são inclusive os mais numerosos e frequentes (e também os mais criticados pela imprensa e pela opinião publica), deixam de exigir a presença física do vereador em plenário.

Na verdade, quase sempre esses projetos já são aprovados de forma simbólica. Ou seja, havendo quorum legal para abertura da sessão, esses projetos são lidos, agrupados e aprovados coletivamente, sem nenhum questionamento nem a necessidade do voto individual, ou mesmo sem que a maioria dos vereadores tome conhecimento daquilo que está votando (como títulos de cidadão paulistano, por exemplo, concedidos quase sempre a pessoas desconhecidas fora do círculo do próprio vereador que presta a homenagem).

A mudança regimental aprovada nesta semana, então, oficializa essa votação simbólica ou virtual. Tudo em nome da simplificação e da otimização do funcionamento da Casa. Resta saber como funcionará esse processo de votação à distância, ou não presencial.

Também o número mínimo de vereadores em comissões permanentes que não funcionavam regularmente por falta de quórum, como as do Idoso, de Relações Internacionais ou da Criança e do Adolescente, para citar algumas, caiu da exigência antiga de sete ou nove participantes, dependendo da comissão, para apenas cinco membros.

Outra adequação do regimento à realidade é a que libera os vereadores de faltas nas reuniões dessas comissões sem justificativa e sem desconto na folha de pagamento do ausente, o que na prática já acontecia há pelo menos duas décadas, apesar de o regimento determinar punição aos "gazeteiros" (mas parece que essa prática caiu em desuso tanto quanto o termo que era usado para identificar o aluno que faltava deliberadamente à aula).

Enfim, são inovações defendidas e aprovadas pela maioria das bancadas, mas que a população praticamente desconhece. Os vereadores já vem também se comunicando e tomando decisões internas sobre a pauta da semana e sobre outros temas internos por meio de grupos no whatsapp. São sinais dos novos tempos: se são bons ou ruins, decida você mesmo.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

#ProgramaDiferente: O nazismo volta à pauta com declaração ridícula do presidente Bolsonaro, em pleno centenário desta aberração da humanidade



Enquanto o presidente Jair Bolsonaro segue com a sua tática diversionista ao reafirmar que "o nazismo é de esquerda", talvez para desviar o foco da sua incapacidade de governar ou esconder a pecha dele próprio por suas características fascistas e de extrema direita, o #ProgramaDiferente lembra que abril de 2019 é o mês do exato centenário do nazismo, oportunidade para dizer "Xô, Hitler!" e desejar um "até nunca mais" para qualquer ameaça à democracia.

Existe uma coincidência de datas redondas em 2019, por isso a lembrança dessa que é uma das maiores aberrações da humanidade. O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, que daria origem ao nazismo de Adolf Hitler, foi fundado em 1919, há exatos 100 anos. O próprio Hitler nascia há 130 anos. A 2ª Guerra Mundial teve início há 80, em 1939. Depois de todas as atrocidades como o Holocausto e o ressurgimento dessa ideologia entre os jovens, o governo da então Alemanha Ocidental proibia o partido neonazista no país há 30 anos, em fevereiro de 1989.

Durante a campanha eleitoral do ano passado, no Brasil, marcada por intensa polarização, levantou-se muito a questão da ameaça de um levante fascista. Foram noticiados casos de ataques, inclusive de uma jovem que teria sido marcada na pele com uma suástica. Depois ficou provado que houve automutilação. Uma fraude.

Mas será que no Brasil de hoje há espaço para atuação desses movimentos de ódio e de extrema violência? A democracia, a civilidade e os direitos humanos correm algum risco concreto e objetivo? O populista, xenófobo e racista enrustido pode ser o nazista de amanhã? É um debate atual e necessário, que merece atenção permanente. Assista.

Vereadores cancelam aumento do IPTU acima da inflação e empurram reajuste de até 10% para 2020

Os vereadores paulistanos começam a debater e vão aprovar em 1ª votação projeto de lei que cancela os aumentos do IPTU que foram anunciados no início de 2019 e estavam suspensos, com valores muito acima da inflação, alguns chegando a mais de 50%, e que assustaram inúmeros cidadãos paulistanos no recebimento dos carnês em janeiro e fevereiro.

Na época, a Prefeitura explicou que não havia sido lançado, por falha da Secretaria de Finanças, o aumento autorizado para os anos de 2015 a 2018 e que deveria ser aplicado a 2,5% dos contribuintes paulistanos. Daí a cobrança retroativa de cerca de R$ 128 milhões.

Como não poderia deixar de ser, a repercussão do aumento foi péssima. Choveram críticas à falha do poder público, então tanto o Executivo quanto o Legislativo correram atrás de uma medida legal para estancar o prejuízo (financeiro e de imagem).

A compensação virá do reajuste do valor do metro quadrado na cobrança do IPTU de 2020, aumentando o valor venal dos imóveis, mas dentro dos limites aprovados para tais cobranças (um teto de 10% ao ano). Também serão compensados créditos tributários da Prefeitura com empresas estatais municipais.

Como regra geral, imóveis de até R$ 160 mil são isentos do IPTU. Já as propriedades entre R$ 160 mil e R$ 320 mil têm descontos que chegam a até 50% do valor devido. É a essa faixa de imóveis que pertenciam os 90 mil imóveis com o aumento que será cancelado neste ano.

Vamos aguardar como será esse reajuste da chamada Planta Genérica de Valores para 2020 e quanto isso vai pesar no bolso do paulistano daqui um ano. Olho neles! (Câmara Man)

Soninha homenageia Vladimir Herzog e convida todo paulistano a repetir #DitaduraNuncaMais

Por iniciativa da vereadora Soninha Francine (Cidadania/SP), será inaugurada na Praça Vladimir Herzog, ao lado da Câmara Municipal de São Paulo, a escultura “Troféu Prêmio Vladimir Herzog”, uma reprodução da estatueta criada pelo artista plástico Elifas Andreato e entregue anualmente pelo Instituto Vladimir Herzog a jornalistas que contribuem para a promoção dos direitos humanos e da democracia.

"Há sete anos um grupo de vereadores pretendia transformar uma praça que existe ao lado da Câmara, até então sem nome, na Praça Vladimir Herzog", explica Soninha. "O espaço seria símbolo da luta contra a ditadura e se transformaria em um memorial na defesa da democracia. Em paralelo a Câmara instauraria a Comissão Municipal da Verdade. Assim foi feito."

O convite da vereadora é explícito: Venha com a gente dizer #DitaduraNuncaMais. A data foi escolhida tendo como referência o Dia do Jornalista, comemorado em 7 de abril. Lembrando que Vlado, o jornalista Vladimir Herzog, foi morto em 25 de outubro de 1975, após uma sessão de tortura em plena ditadura militar. A homenagem acontece neste sábado, 6 de abril, a partir das 10h da manhã. Participe!

Veja também:

Mais uma justa homenagem a Vladimir Herzog

#ProgramaDiferente celebra o Dia da Democracia

#ProgramaDiferente entrevista Elifas Andreato e debate o drama dos refugiados

terça-feira, 2 de abril de 2019

Querem reescrever a história ao gosto do freguês

Quando eu me refiro ao meme que virou presidente, além da ironia, da crítica e da irreverência que parecem óbvias, ou acima de qualquer deboche ou desrespeito que não existem senão como decepção e desalento, está a constatação de um fato indiscutível - e que agora começa a ter efeitos devastadores e constrangedores: o Brasil elegeu para a Presidência da República alguém que até outro dia não passava de piada de mau gosto. Ele próprio símbolo da escória e da indigência política.

O que mudou, então, para transformar o bobo da vez, o ridículo de plantão, o nome do baixo clero que era escolhido para sofrer o bullying lacrador no programa de humor de alguns anos atrás, justamente na esperança de ser ele o protagonista da mudança desse estado de coisas que cobrávamos entre risos nervosos e que agora um bando majoritário de descerebrados o elevaram ao patamar de mito, herói e salvador da pátria?

São tempos insanos. Um verdadeiro pesadelo! Resultado em grande parcela do engodo que foram os governos petistas. Da esperança de mudança que gerou frustração ao se mostrar idêntica no modus operandi à bandidagem da velha política, da corrupção, do fisiologismo, do continuísmo. Todo o avanço conquistado desde a redemocratização, colocado em risco pela desonestidade de um partido e pela imoralidade do presidencialismo de cooptação que se empoderou em Brasília.

O estrago está feito. Conseguiram enxovalhar toda a história das esquerdas no Brasil. Jogaram no mesmo balaio comunistas, socialistas, sociais-democratas, ambientalistas, sustentabilistas e até liberais, enquanto reavivavam os zumbis da direita mais retrógrada, populista, reacionária e hostil à democracia. Como fizeram isso? Com suas milícias virtuais, com seus assassinatos de reputações, com a guerrilha de robôs e fake news.

O mundo virtual resolveu fazer uma espécie de remake da Guerra Fria, adaptada para a guerrilha digital entre progressistas e conservadores, reproduzindo as disputas e os conflitos estratégicos entre esquerda e direita que pareciam em desuso desde o fim dos anos 80, com a queda do muro, redimensionados agora para a era das redes sociais e das narrativas fictícias à moda de Goebbels, repetindo uma mentira mil vezes até que ela se torne aparente verdade.

É inacreditável o processo em curso: a tentativa de reescrever a História ao gosto do freguês. Cada bolha ideologizada e idiotizada, cada qual em seu extremo, produz e divulga a sua própria versão dos fatos. Do golpe que não é golpe, do nazismo que é de esquerda, do crime que é relativizado, do fundamentalismo religioso, do idiota que vira guru, do político preso que se torna preso político na versão patrocinada pelo inquilino do poder na ocasião. Tente, invente, crie uma narrativa paralela diferente.

A revolução tecnológica que vivemos atualmente terá, naturalmente, como todo processo revolucionário e transformador, consequências históricas dentro da nossa sociedade, alterando profundamente características comportamentais e até mesmo o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com as outras pessoas. Resta saber aonde isso vai parar.

Essa mudança radical já começou e seus efeitos são facilmente percebidos em nosso dia a dia, pelas mãos de uma geração que tornou o smartphone complemento do seu próprio corpo e nosso cérebro virtualmente dependente dos mecanismos de busca na internet, além de todo o contexto político, econômico, cultural e social que vem se transformando ao toque dos dedos em uma tela. 

Nem os gênios do passado imaginariam ter reunidas na palma da mão todas as invenções revolucionárias que vieram espaçadas no tempo, como a imprensa de Gutemberg, que mudou a história da leitura e da circulação de ideias em escala mundial; o rádio de Marconi, que uniu outras três tecnologias, do telégrafo, do telefone e das ondas de transmissão, para revolucionar a comunicação; depois tudo isso aprimorado e amplificado com o surgimento da televisão, e do computador, e da internet, e das redes sociais, e dos aplicativos.

Pois os inventos estão aí, todos juntos e misturados. É tudo ao mesmo tempo agora, e até por isso você pode ler esse texto neste exato minuto. Hoje cada um de nós é ao mesmo tempo receptor e emissor de infomação. Somos produtores incansáveis de notícias, palpites, opiniões. Certezas e verdades se tornam mais fluidas e subjetivas. Fatos são mais facilmente descartáveis e descartados, diante da profusão incontrolável e inabsorvível de dados, de referências, de conhecimento.

Somos escravos da tecnologia. Viciados em bits e bytes. Presos a conexões e algoritmos. Pior: vivemos de tal modo abduzidos por esse universo digital que mal nos damos conta de criar mecanismos de defesa contra a viralização do pensamento dominante que tentam nos impor.

Mas uma coisa é certa: ou ativamos nosso olhar crítico, nosso filtro ético mental, nosso antivírus ideológico, ou seremos massa de manobra fácil desses usurpadores da política e da realidade. Está na hora de assumirmos também o ativismo autoral da nossa própria História.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do #Cidadania23 em São Paulo, líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do #BlogCidadania23 e apresentador do #ProgramaDiferente.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

#ProgramaDiferente: Como ajudar Moçambique



Pessoas do mundo inteiro estão interessadas em ajudar as vítimas do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbábue e no Malaui. Organismos de ajuda humanitária internacional recolhem doações para mais de um milhão de pessoas atingidas no sudeste da África.

O #ProgramaDiferente mostra como colaborar, apresentando a situação diretamente do local da tragédia. Reproduzimos imagens que circulam o mundo por meio de veículos da grande imprensa, mas também o relato pessoal de um youtuber de Moçambique, Marcelino Francisco

Na região de Beira, em Moçambique, onde o estrago foi maior, há milhares de pessoas ilhadas, sem água e sem comida, e há o risco de um surto de cólera. Doações podem ser feitas para entidades reconhecidas mundialmente como a ONU, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, a Unicef  ou o Médicos sem Fronteiras.

Você acompanha ainda uma conversa do apresentador de TV Luciano Huck com o escritor moçambicano Mia Couto, que também apresenta os dados da sua própria entidade, a Fundação Fernando Leite Couto, para receber ajuda para as famílias desabrigadas. Assista.

O Parlamentarismo está na raiz do #Cidadania23

O debate sobre o tema circula ainda timidamente nas nossas redes internas, mas faz parte da gênese do #Cidadania23 e também já integrava o programa de seu antecessor, o PPS.

O Estadão deste 1º de abril - que não se perca pela data - informa em nota: "Cidadania, antigo PPS, quer adoção do Parlamentarismo". É verdade.

Diante de tantas crises políticas recentes, acontecimentos que paralisam o País e colocam em risco as conquistas democráticas a cada nova turbulência no regime Presidencialista, é necessário manter no radar essa possibilidade (talvez até uma necessidade) de adoção do Parlamentarismo.

Afinal, dos últimos cinco presidentes eleitos diretamente pelo povo desde a redemocratização, dois sofreram impeachment (Collor e Dilma) e outro está preso (Lula). Restam FHC e Jair Bolsonaro, este ainda uma incógnita.

“O Cidadania defende o Parlamentarismo, um regime de governo mais democrático", explica o presidente nacional do partido, Roberto Freire, julgando oportuna a iniciativa do senador José Serra (PSDB/SP) de retomar a discussão sobre a implantação do Parlamentarismo. Nessa proposta, a mudança passaria a valer a partir de 2023, na sucessão do atual presidente.

O #BlogCidadania23 e o #ProgramaDiferente debatem o assunto com bastante frequência. Reveja aqui alguns exemplos:

Assista a íntegra do debate sobre Parlamentarismo com José Serra, Eduardo Jorge e Davi Zaia

#ProgramaDiferente Especial: Franco Montoro e o Parlamentarismo

Debate: Presidencialismo, Semipresidencialismo ou Parlamentarismo

A transição pós-PT, o presidencialismo de cooptação e as penas que voam no ninho tucano

#ProgramaDiferente antenado às pautas do dia: reforma política, parlamentarismo, combate à corrupção etc.

O #ProgramaDiferente analisa a crise do petismo e debate o parlamentarismo como alternativa

Alberto Dines afirma ser contra o impeachment e defende parlamentarismo para o Brasil sair da crise

2013-2018: Nos cinco anos dos movimentos pela renovação da política, o Brasil fará o teste nas urnas

Debate sobre a Reforma Política no #ProgramaDiferente

#ProgramaDiferente debate a República, a Democracia e a Reforma Política