
Maria Abadia, autora de uma tese acadêmica sobre os entraves e alternativas para a gestão das metrópoles brasileiras, afirma que as carências metropolitanas podem ser tratadas sob diversos arranjos institucionais, que são exemplificados pelas experiências internacionais de gestão metropolitana em cinco países e outros arranjos não propriamente metropolitanos, como os comitês de bacia, os pactos territoriais, os consórcios municipais e a contratualização inspirada no caso francês.
Das experiências nacionais, a professora particulariza o caso da Região Metropolitana de Campinas, a partir de duas dimensões distintas: uma política e institucional de ordem mais geral, que faz parte principalmente da estrutura federativa brasileira; e outra mais específica, ligada à realidade regional, decorrente da características de sua institucionalidade recente.
Também tomando o caso específico de Campinas, a professora seleciona alguns problemas metropolitanos (Saneamento Ambiental, Transportes, Habitação e Segurança Pública), a partir dos quais discute qual a interação existente em cada uma dessas áreas de atuação, além de um breve diagnóstico de cada um destes problemas e as principais ações tentadas e implementadas recentemente.
O Brasil possui hoje 26 Regiões Metropolitanas institucionalizadas, somando 390 municípios, o que representa 7% das cidades brasileiras e onde se concentra 39% da população.