segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A semana promete, hein! Siga o twitter @23pps

Quem achava que a correria acabou junto com o fim do prazo de filiação dos possíveis candidatos na sexta-feira passada, é bom ficar esperto, porque essa semana também promete, hein!

Nem o feriado de quarta-feira, 12 de outubro, será dia de descanso. Veja as últimas notícias do twitter @23pps:

* Quarta, 12 de outubro: jovens protestam contra a corrupção! O @23pps participa! Veja aqui os pontos de partida no país inteiro!

* E quando o "seu" ECA vem falar com a gente? Boa matéria sobre Conselhos Tutelares na @folha_cotidiano. Leia.

* O que parecia sonho distante da #novapolitica vai se concretizando: candidatura @silva_marina em 2014 pode representar desejo da sociedade!

* Entrevista @freire_roberto: “PPS está aberto à candidatura de @silva_marina em 2014 e até à filiação de @joseserra_”. Leia.

* "O Dr. Milton precisa ir pra um partido que tem bala", aconselham os assessores com enorme visão política. Leia.

* Mas o que seria, afinal, um partido com "bala"? Leia.

* Vereador paulistano Milton Ferreira troca PPS pelo PSD kassabista. Partido vai à justiça para reaver mandato. Leia.

* Siga o site do PPS/SP, o Blog do PPS e o Blog da Liderança na Câmara Municipal de São Paulo.

E quando o "seu" ECA vem falar com a gente?

A eleição para os Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente acontece neste domingo, 16 de outubro. O nível dos candidatos, no geral, é esse da pergunta feita acima ("E quando o seu ECA vem falar com a gente?"): tem candidato - e até conselheiro eleito - que nem desconfia que ECA significa Estatuto da Criança e do Adolescente, e espera que o tal Sr. ECA - que diz e desdiz sobre os menores - se apresente para os devidos esclarecimentos.

A Folha de S. Paulo faz enfim uma boa reportagem sobre o assunto. Valeu a sugestão, modéstia à parte, do Blog do PPS (reveja aqui).



Igrejas e ONGs definem eleição em Conselho Tutelar

Disputa acontece no próximo domingo em São Paulo; 1.012 candidatos tentam uma das 220 vagas disponíveis

Conselheiros são responsáveis por cuidar dos direitos das crianças; só 2% dos eleitores vão às urnas

AFONSO BENITES
FOLHA DE S. PAULO


Uma eleição praticamente invisível, onde há quase cinco concorrentes por vaga e a influência de igrejas, partidos políticos e ONGs. Esse pleito está previsto para ocorrer no próximo domingo em toda a cidade de São Paulo.

Na ocasião, serão eleitos os 220 conselheiros tutelares. Cada um dos 44 conselhos tem cinco membros. Para efeito de comparação, na última eleição para escolha dos 55 vereadores paulistanos, em 2008, a relação de candidato por vaga foi de 19,6. Foram 1.077 concorrentes.

A expectativa dos organizadores é que apenas 2% dos 8,4 milhões de eleitores participem do pleito. Isso representa cerca de 200 mil votantes, 50 mil a mais do que na última eleição de conselheiros, ocorrida há três anos.

Pesquisadores e promotores de Justiça que atuam na área da proteção da criança e do adolescente consultados pela Folha atribuem a baixa participação da população na disputa a três fatores: o voto é facultativo, há pouca divulgação e os cidadãos não sabem quais são as atribuições dos conselheiros tutelares.

Criado em 1990 pelo ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), o Conselho Tutelar tem como função defender os direitos de quem tem menos de 18 anos de idade.

São eles que atendem as crianças e os adolescentes que tiveram seus direitos ameaçados ou violados. O conselho também é responsável por quem comete algum ato infracional. O eleito pode disputar apenas uma reeleição. O salário é de R$ 1.416

Dos 1.012 concorrentes a uma vaga, ao menos 22 tem relação com igrejas, partidos e ONGs. São diretores de associações, militantes partidários, pastores, pais de santo e padres. Os concorrentes admitem a relação.

"Com o apoio da associação posso conseguir ajudar as crianças", disse o músico, pintor e candidato a conselheiro no Campo Limpo (zona sul), Josenildo Barros.

Ele é vice-presidente de uma associação de moradores. Se eleito, ele quer ter influência política. "Tenho ideias muito loucas para implantar na prefeitura."

A coordenadora do Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância, Lígia Caravieri, diz ser notória a participação de instituições. "É normal a pessoa ter ambição política. Mas não pode usar o conselho para isso."

A promotora que investiga fraudes no pleito, Luciana Bergamo, diz que a lei não impede apoios. "O que não pode é usar essas estruturas para cometer irregularidades."

Candidatos nem sempre estão preparados

"E quando o seu ECA vem falar com a gente?"

A pergunta foi feita por um conselheiro tutelar, recém-eleito para a função que participava de um treinamento ministrado por uma ONG em Santo André, na região do ABC.

O questionamento ocorreu depois de ouvir várias vezes da instrutora do curso que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) dizia isso, tratava daquilo.

"Ele achou que o ECA era mesmo uma pessoa, e não a legislação que trata da proteção das crianças e adolescentes", afirmou a coordenadora do Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância, Lígia Caravieri.

A dúvida do conselheiro demonstra que parte dos que assumem o cargo não tem conhecimento pleno de suas funções, dizem pesquisadores ouvidos pela Folha. Por isso, algumas cidades brasileiras como Niterói, no Rio, e São Bernardo do Campo (ABC), instituíram provas como uma das etapas da seleção para novos conselheiros. Só pode concorrer quem tiver conhecimentos básicos do ECA.

Outras cidades, como Santo André, capacitam os conselheiros logo após a eleição. Em São Paulo, para concorrer ao cargo o candidato não precisa conhecer o ECA.

Basta ter mais de 21 anos de idade, não ter nenhuma condenação judicial contra si, morar no município e ser referendado por uma entidade registrada no CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), entidade responsável por organizar as eleições.

"Sou a favor da prova para selecionar os candidatos. Estamos trabalhando para mudar esse ponto da legislação ", diz o presidente do CMDCA, João Santo Carcan.

ANÁLISE

Conselho é prática em construção, com mais acertos que erros

PAULO AFONSO GARRIDO DE PAULA
ESPECIAL PARA A FOLHA


O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é uma decorrência da Constituição de 1988 e a previsão nele de que cada município deve ter, no mínimo, um Conselho Tutelar tem sua raiz na democracia participativa, promessa constitucional de que o povo deve também participar da gestão de assuntos públicos do cotidiano.

O conselho materializa parte deste objetivo através da sua instituição como órgão local encarregado de zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Composto por cinco membros, escolhidos pela comunidade local para mandato de três anos, nasceu com uma natureza comunitária que o torna próximo da população atendida, principal razão da sua força e motivo básico de sua existência.

A ideia fundamental foi da imediatidade, resposta célere derivada da proximidade física e da vivência análoga, capaz de produzir empatia pela situação alheia e disposição em buscar a melhor solução.

Como em toda prática democrática, os membros eleitos, além de eventualmente representarem segmentos legítimos da população, não raras vezes são motivados por interesses diversos daqueles que determinaram a sua criação.

Antecâmara da vereança, obtenção de prestígio pessoal, visualização de ganhos ilícitos, desfrute de eventuais benesses de poder, defesa de interesses partidários, de igrejas ou mesmos seitas frequentemente aparecem nas críticas à sua composição. Todavia, são mazelas tópicas a merecer repressão individualizada.

É ele o órgão que mais contribui para as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes, que mais faz encaminhamentos de famílias para programas sociais e que mais escuta as falas das crianças das classes populares. Representa a alma do ECA na exata medida de que os excluídos da cidadania precisam de uma primeira atenção e de uma primeira voz.

É uma prática em construção, de muitos mais acertos do que erros, a merecer mais investimentos, capacitação e, acima de tudo, respeito.

PAULO AFONSO GARRIDO DE PAULA , 55 , é procurador de Justiça em SP e coautor do anteprojeto que originou o ECA

"O Dr. Milton precisa ir pra um partido que tem bala"


O conselho dos assessores é auto-explicativo. Depois de ceder a esse tipo de argumento ("ir para um partido que tem bala") - seja lá o que isso signifique - o vereador Dr. Milton Ferreira trocou o PPS pelo PSD, seis dias após a gravação do vídeo acima, onde ressaltava o vínculo com o partido e manifestava apoio incondicional à potencial candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, inclusive com algumas críticas ao prefeito Kassab, o "dono" do PSD.

O que mudou desde os encontros de diretórios zonais do PPS, como este último realizado na Associação Comercial de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade, em 1º de outubro, até o anúncio de desfiliação no dia 7?

Sabe-se que o vereador ouviu "propostas" do PSD, PMDB, DEM e PR. Em 24 horas, após reiterar que era um "homem de partido" e que não seria "traíra" (por mudar de legenda), os argumentos do PSD foram mais fortes que o compromisso e a história dentro do PPS.

O Dr. Milton Ferreira fez um discurso de "incentivo" aos pré-candidatos do PPS, comparando a sua própria trajetória eleitoral: foi candidato por cinco vezes consecutivas até ser eleito pela primeira vez, em 2008, com 14.873 votos. Além disso, foi o menos votado entre os 55 vereadores eleitos, mas foi vitorioso em razão da soma dos votos da legenda 23 e dos demais candidatos do PPS. Daí a importância do partido e de todos os candidatos e candidatas.

Nos 13 minutos do discurso - o mais longo do Dr. Milton em mais de doze anos no PPS, com sua oratória peculiar - ele faz um balanço do primeiro mandato e coloca seu gabinete à disposição dos pré-candidatos e do presidente do partido. "Mas qual partido?", brinca o twitter @23pps.

"Esse opostunismo político não desviará o PPS da vitória em 2012", afirma o presidente municipal paulistano, Carlos Fenandes. "Chegamos no prazo final de filiações com candidatura competitiva para a Prefeitura e um time forte para a Câmara."

"Parabéns à nossa pré-candidata Soninha Francine e que Deus nos dê muita força, coragem e sabedoria", dizia o Dr. Milton no encontro do PPS da zona leste, em 1º de outubro.

Não deixa de ser irônico rever o vereador criticar, por exemplo, hospitais fechados e a falta de recursos e de "ideologia" do Executivo na área da Saúde, aos 3:10 do vídeo acima: "Soninha Francine terá esse grande desafio de melhorar a Saúde pública", disse.

"Nós queremos um partido com SUSTABILIDADE", tropeçou o vereador aos 10:13 do vídeo. Talvez ele quisesse dizer sustentabilidade, ou talvez fosse um ato falho antevendo o "SUSTO" que daria no PPS com a mudança repentina de partido.

"(O PPS é) Um partido que continua com um histórico de isenção, um partido que sempre luta pelo direito das pessoas. Soninha Francine é nossa pré-candidata, uma pessoa que realmente está preparada."

Ok, né? Se o Dr. Milton diz...

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Mas o que seria, afinal, um partido com "bala"?

Mas o que seria, afinal, um partido com "bala"?

Existem certos mistérios, tabus e enigmas na política que são indecifráveis. Porém, se o poder de convencimento de um partido para atrair um candidato for a promessa de estrutura financeira para a campanha eleitoral, por exemplo, o PPS realmente entra em desvantagem. Ou, na verdade, nem entra no "leilão".

Há argumentos e argumento$. O PPS se limita à política. Foi assim que - no último dia do prazo de filiação dos potenciais candidatos para 2012 - fechamos um balanço extremamente positivo e satisfatório, com a já anunciada candidatura da ex-vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e uma chapa de candidatos a vereador com nomes como o empresário Ricardo Young, o advogado Ari Friedenbach e o professor Claudio Fonseca, para citarmos apenas três de uma chapa completa de 83 canditatos que o PPS vai lançar em 2012.

Mas o que seria, afinal, um partido com "bala"? Vamos reproduzir o e-mail de uma pré-candidata a vereadora que acaba de se filiar a outro partido. Não revelaremos o nome, mas a prática é didática da relação usual entre determinados partidos e alguns candidatos.

Veja o teor do e-mail:

Como conversamos no telefone vou te passar a estrutura que eu preciso para poder me empenhar 100% na minha campanha desde já.

Vou parar com todos os meus compromissos fora de São Paulo e começarei a campanha em boates, bares, teatros e eventos relacionado ao meu público. Preciso ganhar cada vez mais a credibilidade deles. Enfim aí vai o que preciso:

Ajuda mensal do partido:

Aluguel - 2.000,00
Condominio - 502,00
Gasolina - 1.500,00
Despesas pessoais - 1.000,00
Parcela do meu carro - 1.183,00

Total despesas mensal: 6.185,00

1 Assessor - 1.500,00
4 pessoas p/ ajudar na campanha - 800,00 cada - 3.200,00 Total

Total: 10.885,00

Agradeço desde já a atenção e aguardo seu retorno.

"Fulana de Tal"


É este o e-mail. Mais direto, impossível. Detalhe final: a moça, filha de uma cantora em baixa na carreira, filiou-se a um partido que aparece com frequência nos jornais envolvido em escândalos. Por que será, hein?

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Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três... Vendido!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vereador Dr. Milton Ferreira troca PPS pelo PSD

O vereador Dr. Milton Ferreira, eleito em 2008 pelo PPS com 14.873 votos, comunicou a sua desfiliação e a consequente entrada no PSD no último dia do prazo permitido pela legislação eleitoral para quem pretende se candidatar em 2012.

Lamentamos a mudança repentina de posicionamento do vereador, que até então vinha participando de todos os encontros regionais do PPS, da eleição dos diretórios zonais e manifestava apoio incondicional à potencial candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de SP.

Inclusive no último encontro regional do PPS, realizado no sábado, 1º de outubro, o vereador ressaltou a sua ligação com o partido em que disputou cinco eleições até se eleger e fez um balanço positivo do mandato, sempre destacando a importância de estar no PPS e pelo qual iria concorrer à reeleição.

Porém, nas últimas horas, após informar que recebeu convites de vários outros partidos, que teriam oferecido todo tipo de argumentos para a troca de legenda, decidiu anunciar a sua transferência para o recém-criado PSD.

Estranhamos essa opção de última hora, pelos motivos já expostos, e também porque o vereador jamais demonstrou qualquer insatisfação ou divergência política com o PPS. Ao contrário, sempre fez questão de se definir como um "homem de partido".

Além disso, é preciso lembrar que o Dr. Milton Ferreira foi, entre os 55 vereadores eleitos por São Paulo, aquele que recebeu menor votação nominal - e só chegou à Câmara Municipal graças à votação obtida pela legenda 23 e pela chapa de candidatos do PPS naquela eleição de 2008. Em nenhum outro partido ele estaria eleito.

Se existe algum vereador que não pode alegar que se elegeu por mérito próprio, portanto, é ele. A sua eleição só foi possível graças aos votos do coletivo partidário. Por isso, o PPS comunica também que vai recorrer à Justiça para reaver o mandato que é do partido, de acordo com o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral.

São Paulo, 7 de outubro de 2011.

Diretório Municipal do PPS de São Paulo

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três... Vendido!

Tá na hora do leilão, meu bem
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!
(Tá na hora do leilão
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!)

Iaiá não teve "cautela", caiu no laço outra vez
(Iaiá não teve "cautela", caiu no laço outra vez)


A música de Carmem Miranda vem a calhar neste momento singular da política brasileira e, mais especificamente, paulistana. Afinal, no último dia do prazo de mudanças partidárias - a um ano da eleição municipal de 7 de outubro de 2012 - vários partidos estão dando lances para "comprar" vereadores disponíveis no mercado.

O clima de leilão foi acirrado pela criação do novo PSD kassabista, que iniciou um troca-troca generalizado de legendas, ao ponto de esvaziar o DEM e o PSDB, e de simplesmente extinguir a representação do PMDB e do PSC - ambos ficaram sem nenhum vereador na Câmara. Todos tentam "reagir" nas últimas horas.

Com isso, os caciques partidários aderem ao modus operandi dos leilões, sem nenhuma cerimônia. Quem dá mais?

Um vereador recebeu ontem propostas de nada menos que quatro partidos: 1) PSD, por meio do presidente da Câmara, Police Neto, e de Antonio Carlos Malufe, secretário de Relações Governamentais de Kassab; 2) PMDB, do pré-canditado Chalita e do deputado Jorge Caruso, filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Município, Antonio Carlos Caruso; 3) DEM, do vereador Milton Leite, pai do deputado federal Alexandre Leite e do estadual Milton Leite Filho; 4) PR, do ex-presidente da Câmara Antonio Carlos Rodrigues e do vereador Aurélio Miguel.

Prometeram o paraíso. Vamos ver como isso vai acabar. Até meia-noite dá tempo. Outros lances certamente virão.

A contribuição de São Paulo ao Congresso do PPS

A definição da linha política do PPS será dada durante o 17º Congresso Nacional do partido, intitulado “Por uma Esquerda Democrática para Mudar o Brasil”, a ser realizado em São Paulo nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, e já está sintetizada no Documento para Debate elaborado pela Comissão Executiva do Diretório Nacional, a partir de contribuições recebidas no Fórum criado exclusivamente para este fim.

Assim, neste receituário genérico da “Esquerda Democrática para mudar o Brasil”, como propõe utopicamente o Congresso, estamos parcialmente atendidos pelo documento inicial.

Porém, o PPS de São Paulo entende que pode contribuir mais concretamente com este processo, detalhando alguns pontos práticos de mudanças propostas e reafirmando outros princípios, conceitos e valores que devem nortear a nossa atuação cotidiana.

Com este objetivo, os diretórios do PPS paulista, presidido por Davi Zaia, e paulistano, sob a presidência de Carlos Fernandes, nomearam uma Comissão de Sistematização de Propostas (composta por Alberto Aggio, Dina Lida Kinoshita, Maurício Huertas, Moacir Longo e Soninha Francine) para elaborar esta contribuição de São Paulo para o conjunto partidário - aprovada por unanimidade nos dois congressos (municipal e estadual).

A partir da produção dos membros desta Comissão, enriquecida pela participação essencial de militantes do PPS que merecem ser mencionados, como os dirigentes nacionais Caetano Araujo e Raulino Oliveira, e os coordenadores da Juventude, Tiago Franco Toledo e Peterson Ruan, bem como o vereador Claudio Fonseca e seu chefe de gabinete, Paulo Cesar de Oliveira, entre outros, apresentamos a sistematização das propostas recebidas.

Como afirma o presidente de honra do PPS/SP, Moacir Longo, precisamos de um projeto concreto para os municípios do Estado de São Paulo e para o País, acompanhado de uma proposta de mudança na nossa atual formação partidária.

Nós, e as demais forças de esquerda, democráticas e progressistas de oposição ao atual sistema de Poder implantado pelo "lulopetismo", estamos carentes de um programa objetivo e construtivo para sair da perplexidade e da passividade.

Precisamos criar uma via alternativa para governar o Brasil, fortalecer a democracia, desenvolver o poder local e distribuir melhor a renda nacional, entre outros avanços de caráter social, econômico e cultural que contemplem a cidadania.

O PPS defende mudanças estruturais profundas: reforma do Estado, reforma tributária, reforma política, reforma do Judiciário, que serão detalhadas em documentos específicos.

A intenção do PPS de São Paulo é oferecer esta contribuição ao debate nas ruas e nas redes com cidadãos interessados, movimentos, instituições, outras siglas partidárias, entidades e associações para chegar à formulação de um projeto transformador, capaz de colocar o Brasil na rota de um desenvolvimento sustentável e gerador de riquezas para melhor distribuir, com justiça, a renda nacional.

Esse novo movimento, juntamente com o passo firme na direção de uma nova formação partidária, precisa não apenas demonstrar para a sociedade brasileira que é de oposição consciente ao atual governo federal e ao sistema de poder por ele montado, mas também – e principalmente – que é portador de um projeto de mudanças e de desenvolvimento do País que sirva de base para construção da nova sociedade que todos almejamos.

Sem essa iniciativa na construção de uma formação partidária mais ampla e na formulação de um programa objetivo de mudanças, não conseguiremos interromper o declínio que o nosso partido - e os demais partidos ideológicos - vem experimentando, claramente demonstrado nas seguidas quedas de votação e redução da nossa influência no processo político.

Identidade oposicionista, identidade partidária

O PPS conseguiu sucesso em afirmar a sua identidade nacional oposicionista junto ao eleitorado. Nesse ponto, o eleitor sabe, com clareza, onde estamos e a quem criticamos. Não tem a mesma clareza sobre o que propomos. Ou seja, não tivemos o mesmo sucesso na afirmação de nossa identidade programática, política e partidária.

Qual a nossa diferença em relação aos demais partidos oposicionistas? Os eleitores ignoram. Hoje o eleitor descontente vota no PPS muito mais em razão do mérito pessoal dos candidatos que da afirmação clara de uma proposta partidária diferenciada.

Esta é a grande questão do Congresso, que precisaremos enfrentar. Para isso teremos que debater temas como a atualidade e o significado da oposição entre esquerda e direita, a velha e a nova política, o fracasso histórico dos modelos formados na esquerda, o fim do revolucionarismo e a insuficiência do estado de bem-estar social num mundo globalizado, que assiste à retração do trabalho assalariado tradicional.

A procura da equidade e da justiça social por meio da política continua a ser a questão central da esquerda, que dela se desviou na ilusão dos atalhos autoritários. Os objetivos da esquerda continuam radicais e, nesse sentido, revolucionários. Mas o caminho da mudança passa necessariamente pela construção de acordos progressivos, no espaço da institucionalidade democrática. Mudança sem democracia, sem deixar aberta a porta da correção de rumo, não é sustentável.

Nova política, novo partido

Há uma crise da representação política em todos os países democráticos, provocada pela revolução havida na informação. O cidadão não precisa hoje de intermediários para levar suas demandas aos representantes eleitos.

Com isso, a política deixa de ser monopólio dos partidos, embora as eleições no Brasil ainda o sejam. O resultado é a queda no número de filiados de todos os grandes partidos do Ocidente e em suas contribuições financeiras, com o conseqüente aumento dos recursos públicos no financiamento da política.

Há uma crise de representação adicional no Brasil, devido à nossa legislação eleitoral, que se traduz em partidos frágeis, mandatos personalizados, fraqueza do Legislativo (ou, como explicita Soninha Francine: "o Legislativo que chantageia o Executivo até que a maioria se integre à ´base governista´, sob condições que conhecemos bem - sendo a ocupação de cargos por pessoas sem a mínima condição para tal a mais visível delas-, formando então um rolo compressor que massacra a oposição"), eleições caras e descrédito popular. Esse modelo funciona à base de práticas de financiamento já inaceitáveis para a opinião pública e tornou-se uma fábrica de crises.

Os partidos brasileiros, inclusive o PPS, sofrem as conseqüências combinadas dessas duas crises. Para enfrentar a segunda, o PPS apresentou uma série de propostas de reforma, entendidas como primeiro passo para reformas mais amplas, na política e no Estado.

Para enfrentar a primeira crise, é preciso discutir seu caráter. Não subestimemos o potencial de mudança, revolucionário, que as novas tecnologias da informação, em especial a internet, atualizam todos os dias. A questão está no seu significado.

Em termos de participação política, a comunicação em rede torna possível a mobilização instantânea, sempre que a agenda formulada na rede encontre eco na motivação dos manifestantes.

A primavera árabe é o exemplo mais recente, de maior repercussão. Mas a comunicação na rede não substituiu, nesse e em outros casos, a participação física do cidadão, sua presença na rua, o compromisso com a mudança, assumido com o risco de violência, prisão ou morte.

Entendemos que o mesmo se dá com a representação. O significado da crise de representação não é a demanda por seu fim, pela participação pura, em condições tecnológicas que garantiriam sua viabilidade, e sim a demanda de outra representação, de qualidade maior.

Se o argumento está correto, o papel dos partidos e sua organização interna mudam por completo. Partidos não mais são os delegados de classes e segmentos sociais, para os quais formulam, decidem e implementam políticas. Partidos são definidos por diretrizes políticas gerais e formulam políticas específicas na interlocução com movimentos interessados em cada assunto. Partidos formulam em conjunto e transportam para o mundo da representação, da produção das leis, a política assim elaborada. Nesse processo, a rede é fundamental.

Nessa lógica, que defendemos, o PPS precisa atuar em duas frentes. A primeira é renovar o “partido para dentro”, a organização partidária tradicional, definida em lei e por ela mantida, o partido composto, em sua grande maioria, por militantes interessados de uma ou outra forma na disputa eleitoral. Isso significa aumentar a transparência, aperfeiçoar o processo de prestação de contas das direções, generalizar a prática da direção coletiva.

A segunda é construir o partido para fora, o espaço de interlocução com políticos, partidos, movimentos, instituições, comunidades na rede, indivíduos. Sem esse partido para fora não há formulação de propostas de políticas publicas, não há capacidade de mobilização, sequer há sucesso eleitoral, pois está mais do que claro que militância hoje não é suficiente para vencer eleições. Eleições são decididas pela confiança do cidadão, ou pelo recurso a meios escusos.

A idéia de partido para fora estava no fundo da proposta, nunca realizada, de nova formação política do PPS desde 1992. Talvez hoje a #REDE23 seja o caminho.

#REDE23 - A REDE DA ESQUERDA DEMOCRÁTICA

A transição do PPS para #REDE23

Sair da "zona de conforto" para ser protagonista


"(...) PPS, antigo Partido Comunista Brasileiro: serve uma excelente retórica de esquerda somada a uma prática frágil. O PPS subsistirá, mas, como vários partidos, sua vocação é ser coadjuvante - o que não é desonra alguma: também coadjuvantes recebem o Oscar."

A análise acima é do renomado Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia da USP, no artigo "O PSDB hoje é uma nau sem rumo", publicado no jornal Valor Econômico de 11 de julho de 2011.

Juntemos esta visão de sermos meros coadjuvantes, que não é apenas o modo como a maioria nos vê de fora, mas também como muitos nos enxergamos aqui dentro, com as diversas manifestações que temos feito sobre a crise do atual modelo político-partidário, a falta de credibilidade dos políticos, a necessidade de "refundação" do PPS e da esquerda democrática, e teremos a centelha desta "nova política" que buscamos.

Ou seja, devemos sair da "zona de conforto" e avançar, dialogar, agregar esforços, idéias e pessoas neste movimento transformador, enfrentar a crise de credibilidade dos políticos e de representatividade dos partidos, mudar a forma de atuação e nos abrirmos verdadeiramente para a sociedade. A oportunidade de mudança está lançada. Seremos coadjuvantes ou protagonistas?

Em linhas gerais:

1) É essencial entender a falência da atual política-partidária brasileira. A fórmula atual está esgotada. Política, hoje, se faz nas redes sociais, nas ONGs, OSCIPs, no mundo do trabalho (à parte de sindicatos), nas escolas (fora da fábrica de carteirinhas da UNE). Os partidos são vistos (e quase sempre são assim mesmo) como um mero agrupamento de interesses corporativos, insensíveis à grande maioria da sociedade.

2) Dito isto, entendemos que o PPS precisa igualmente ser refundado. Podemos repensar nome, forma e conteúdo. Se estamos propondo um novo Movimento - em vez de só mais uma legenda - uma REDE que reúna de maneira mais moderna e eficaz a sociedade, os jovens, a classe média, gente que hoje detesta a política e os partidos, que seja realmente novo e antenado a estas redes sociais, sugerimos um novo conceito, "diferente" e emblemático: #REDE23.

3) Como primeira ação desta Rede da Esquerda Democrática, devemos fazer um grande Congresso (aberto a todas as correntes de pensamento político), e como gesto simbólico ter candidatos a prefeito em todas as capitais do país e em todas as regiões metropolitanas, na construção do Programa Cidades Sustentáveis.

4) É prioritário que busquemos na sociedade e nos demais partidos (todos em crise) os "órfãos" de uma representação política verdadeiramente digna, ética e coerente. Em linhas gerais, se querem rotular (e para nos diferenciar do novo PSD que prega não ser de direita, de esquerda ou de centro), que nos rotulem como uma nova Rede da Esquerda Democrática.

Um partido para a juventude e para a classe média

(Ou um partido para os inconformados, os indignados, os idealistas, os excluídos... e até para quem não quer ouvir falar de partido nenhum!)

Enquanto se especula a criação de novos partidos no Brasil e as atuais legendas se sobrepõem numa sopa de letrinhas rala, insossa e indigesta, sem nenhuma "sustança" ideológica, é chegada a hora de fazer o balanço do PPS, às vésperas de seus 20 anos (ou 90 anos de PCB/PPS, que também serão completados em 2012).

Sabe-se que o Partido Popular Socialista (PPS), herdeiro legítimo do velho Partidão, tem um lastro histórico de lutas pela democracia, pela cidadania plena e por justiça social. O xis da questão é transportar esse passado glorioso para a atualidade, mantendo a coerência, a ética e a unidade, expandindo nossos horizontes e desbravando novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social - com justiça e sustentabilidade - do Brasil.

O que a sociedade espera, hoje, de um partido político? E o que o PPS tem a oferecer aos cidadãos brasileiros para atender a essa expectativa?

Primeiro, é preciso entender que o atual modelo político-partidário brasileiro está esgotado. Somando-se isso à demagogia, corrupção e outras formas de desonestidade, não é de se estranhar a crônica falta de credibilidade dos políticos, dos partidos e das instituições vinculadas aos três poderes.

O povo brasileiro carece não de um partido, mas de um Movimento verdadeiramente moderno, com políticos sensíveis às demandas sociais e comprometidos com o bem comum. Mas exige, além de um programa viável para o país, que todo esse arcabouço teórico seja traduzido em ações práticas e de fácil assimilação.

Não basta pensar o país e o mundo, é preciso transformá-los. Da solução para um buraco de rua ou a necessária poda de uma árvore à globalização econômica, à sustentabilidade e à paz mundial, cada cidadão tem um amplo arco de interesses e procura um partido que se identifique com estas causas.

O PPS, portanto, tem que ser mais visível, sensível e inteligível à população. Tem que levantar bandeiras que sejam claramente identificadas pelos setores da sociedade que pretendemos atingir. E quais são esses setores? A quem o PPS quer servir?

O PPS é um partido moderno, antenado com o mundo e as novas tecnologias, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos sobretudo com o que se convencionou chamar de "classe média" no Brasil.

E o que é um partido de "classe média"? Traduzindo: o PPS não é um partido das classes dominantes, das oligarquias, dos banqueiros e dos grandes empresários. Por outro lado, não é um partido assistencialista, que faz da exploração da miséria a sua razão de ser. É o partido do cidadão comum, como eu e você, que batalha no dia-a-dia e tem um senso crítico desenvolvido, espírito contestador e que não se satisfaz com os atuais modelos de governo e de oposição.

O PPS é o partido da juventude, dos aposentados, das famílias que se preocupam com o futuro, com uma educação de qualidade, com a preservação do meio ambiente, com a redução de impostos, com a melhoria dos transportes, com um sistema único de saúde amplo e funcional, com empregos dignos, estabilidade financeira, cultura e lazer.

É o partido do trabalhador que não se vê atendido pelo atual governo federal, por partidos e centrais sindicais subservientes, que abandonam antigas bandeiras e silenciam diante de barbaridades para manter as benesses do poder.

É o partido do jovem que está nas redes sociais e não se vê representado no movimento estudantil oficial, nas instituições que viraram fábricas de carteirinha escolar e que só funcionam como máquinas arrecadadoras de verbas governamentais.

É o partido do aposentado que manifesta a sua indignação com o desrespeito a que é submetido no dia-a-dia, na falta de valorização de toda uma vida de trabalho e dedicação ao país, que acaba se traduzindo na desatenção à saúde e na falta de uma assistência compatível às suas necessidades especiais.

O PPS é o partido contra todas as imposições absurdas à sociedade: contra o voto obrigatório, contra o voto secreto no parlamento, contra o alistamento militar obrigatório, contra a demagogia, contra a falta de transparência e de clareza, contra a burocracia que enlouquece o cidadão honesto e é terreno fértil para a corrupção, contra um governo de medidas provisórias, contra impostos e taxas que se multiplicam indefinidamente sobre o bolso do contribuinte.

O PPS é o partido do imposto único, do incentivo ao primeiro emprego, do voto facultativo, do voto distrital misto, da banda larga de qualidade e a preço justo e do acesso grátis à internet nos espaços públicos.

O PPS é o partido do salário mínimo que permita o sustento da família. Das condições de trabalho decentes para o servidor público. Da faculdade gratuita e de qualidade à população mais carente. Da prioridade ao transporte coletivo. Da promoção da mobilidade urbana democrática e sustentável. Do combate ao tráfico de drogas. Da luta por saúde e segurança. Da valorização da mulher, através do compromisso com a saúde reprodutiva, a segurança e o empenho para o aumento da participação feminina na política. Da igualdade. Da liberdade. Da qualidade de vida.

A democracia e a modernidade

O PPS entende que a política é uma vocação que pede sempre o concurso do pensamento, é uma atividade que deve ser exercida tendo como base a formação permanente e que busca uma identidade que se fundamenta e se faz a partir de uma cultura e uma sensibilidade compartilhada entre seus dirigentes e militantes. Para o PPS a política é concebida e praticada em todas as suas dimensões como uma política democrática que busca a renovação progressista do Estado bem como a melhoria da vida social no seu conjunto.

O PPS busca ser também um partido que não fale apenas de política no sentido convencional do termo. Ele deve se abrir à reflexão e mesmo à expressão de temas que manifestem os dilemas e ao mesmo tempo dinamizam a sociedade contemporânea tais como a real emancipação das mulheres, as questões transversais que marcam as novas subjetividades nas questões de gênero, as perspectivas de sustentabilidade de uma nova economia, etc. Desta forma, o PPS deve ser entendido, visto e compreendido como um organismo inovador e pluralista que abre espaço e amplia o diálogo e a expressão cultural junto aos novos e emergentes sujeitos sociais.

Para o PPS não há antagonismo entre democracia representativa e democracia participativa. A nossa visão da democracia é a da sua reforma permanente. Democracia é a institucionalização do conflito no âmbito das instituições do Estado e também as legítimas manifestações que emergem da sociedade, o pulsar que vem de fora das instituições e que lhe dá vida, renovando o sistema e as formas da política bem como a sociedade em seu conjunto.

O desafio presente do PPS reside na construção de uma alternativa aos dilemas do atual ciclo de “modernização sem modernidade” que ganhou corações e mentes entre os brasileiros nos últimos anos. A modernidade sempre foi um fascínio para a sociedade brasileira. O PPS busca fundir modernidade com política democrática para que ambas se tornem efetivamente uma conquista irreversível de todos nós.

Algumas ações concretas para a "nova política"

Muito se fala da "nova política", da falência do atual modelo partidário e da crise de credibilidade das instituições políticas. O processo congressual do PPS, que tende a concluir pela "refundação" do partido e a reafirmação do sonho de reunir a sociedade em um novo movimento, somado à tese bastante semelhante que é apresentada por Marina Silva na sua desfiliação do PV e na busca de um Movimento por uma Nova Política, são fatores convergentes que permitem uma visão otimista sobre a oportunidade de mudança gerada pelo momento de crise.

Há uma proposta ousada defendida dentro e fora do PPS, quase utópica, que é avançar para a política em "REDE", livrar o partido das armadilhas burocráticas, das amarras hierárquicas e abrir verdadeiramente as suas decisões para a sociedade. Trata-se do princípio da "radicalidade democrática", definição genérica que pode enfim ter um significado concreto com a transição do PPS para #REDE 23, sigla e símbolo emblemático desta “nova política”.

Está lançada a oportunidade de consolidar a nova formatação política que vinha sendo proposta desde 1992, com o surgimento do PPS, e que agora se torna factível diante da crise do atual modelo partidário (aqui e no mundo) e da atuação eficaz e revolucionária daqueles que já fazem (ou que pretendem fazer) política por fora dos partidos.

Podemos ser protagonistas desta “nova política”, tanto na forma quanto no conteúdo.

Como colocar em prática a #REDE 23 – Rede da Esquerda Democrática

Estamos propondo cinco medidas bastante simples, práticas e concretas para iniciar a implementação “radicalmente democrática” desta #REDE23, promovendo a interação nas redes sociais, descentralização, transparência e democratização das decisões de uma ação política coletiva com direção compartilhada:

1) Implantação da consulta online sobre os temas em pauta, tanto em reuniões presenciais do Diretório como em conferências virtuais, permitindo o voto “sim”, “não” ou “abstenção”, e sua justificativa, desde que devidamente identificado (membros titulares e suplentes de cada instância têm direito ao voto como se estivessem presentes fisicamente; demais militantes e simpatizantes também se manifestam e o resultado obtido por maioria simples será contabilizado como um voto válido para deliberação naquela instância, contando inclusive como primeiro critério de desempate, ou voto de minerva).

2) Conferências virtuais e consultas online para tratar de temas de interesse do partido e da sociedade podem ser propostas a qualquer tempo, por convocação do Presidente, da Comissão Executiva, do líder da bancada parlamentar ou por requerimento da maioria simples dos membros do Diretório.

3) Criação da Coordenação ou Secretaria de Redes Sociais, para garantir a interação permanente por todos os meios virtuais disponíveis com todos os dirigentes, detentores de mandato, militantes e simpatizantes, incluindo a realização de conferências virtuais e consultas online (que podem ser requeridas e efetuadas num prazo mínimo de 48 horas, de acordo com a urgência do tema).

4) Divulgação e transmissão de todas as reuniões do Diretório e/ou de sua Comissão Executiva, com interação de militantes e simpatizantes, assim como a disponibilização permanente, em todos os meios de comunicação do partido, de um espaço livre e democrático para o debate e a formulação de propostas.

5) Escolha, por meio das redes sociais, do “vereador virtual” em 2012, representante do partido que se comprometa a realizar uma campanha diferenciada - terá custo zero, apenas com apoiadores voluntários e nenhuma utilização de material que suja a cidade (panfletos, faixas, pintura de muros, carros de som) – e, se eleito, um mandato coletivo (a atuação do vereador ou da vereadora virtual será toda pautada por consulta direta à população, em tempo real, através da internet ou de outros recursos tecnológicos). Veja detalhes da idéia lançada na última eleição pelo PPS/SP: www.vereadorvirtual.blogspot.com

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Artigo de Marina Silva: "Tempo da travessia"

Marina Silva, na Folha de S. Paulo (7/10/2011)

Faz um ano que fomos às urnas escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Ainda hoje repercute o patamar de votação -quase 20 milhões de votos, levando as eleições para o segundo turno- que eu e o empresário ambientalista Guilherme Leal conseguimos, representando um projeto de desenvolvimento sustentável para o país.

Venho, assim, com justa razão, suscitando análises, criticas e avaliações quanto a possíveis desdobramentos de meu papel no intrincado cenário de nossa realidade política.

Em recente palestra no Rio de Janeiro, encontrei o deputado do PV francês Daniel Cohn-Bendit. Ele referiu-se à baixa expectativa, no passado, de que ocorressem fatos históricos que levaram ao fim estruturas e sistemas que pareciam inamovíveis, como a queda do Muro de Berlim, o fim da Guerra Fria ou a existência da Comunidade Europeia. E, no presente, quem imaginaria a queda de algumas ditaduras no mundo árabe, onde o Egito é o exemplo mais eloquente?

Dialogando com Daniel, permiti-me ser mais uma analista de meu próprio caso e lembrei que, até meados de 2008, ninguém, nem eu mesma, seria capaz de preconizar o que aconteceria nas eleições de 2010, ou seja, uma candidatura a presidente, com plataforma de sustentabilidade socioambiental, surpreender num cenário político em que o script eleitoral havia sido minuciosamente ensaiado para ser apenas uma espécie de plebiscito entre as principais forças políticas, PT e PSDB, que passaram a ocupar a cena de nossa crônica e empobrecedora polarização partidária.

Sem pretensão de sair de meu incômodo lugar de objeto de análise para o talvez menos incômodo lugar de analista, ouso dizer aos que supõem prever os fados da política só com base em correlações de dados pretéritos ou em tendências que sejam bem-vindos à era do imponderável, do imprevisível. Quem poderia afirmar, há 10 ou 15 anos, que os países ricos perderiam sua aura de inexpugnáveis e teriam que lidar abertamente com seus erros, tendo que enquadrar-se nas fórmulas e receitas de "sucesso" que nos ensinaram e prescreveram?

Diante de tantas incertezas dos outros e minhas, foi em Condeúba (BA) que encontrei na poesia de Fernando Pessoa uma excelente metáfora para minhas buscas de respostas.
Estava lá para o encerramento da Campanha da Fraternidade e, graças ao refinamento do padre Juliano, conheci estes versos de Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos".

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Globo: "PPS tenta atrair Marina para o partido"

Sérgio Roxo, repórter do jornal O GLOBO

SÃO PAULO. O PPS iniciou um movimento para tentar aproximação com a ex-senadora Marina Silva, sem partido, e os dissidentes do PV. O primeiro passo concreto foi dado na semana passada com as filiações dos "marineiros" Ricardo Young, candidato verde ao Senado em São Paulo no ano passado, e José Fernando, que disputou o governo de Minas pelo PV.

O resultado imediato do movimento pode ser o apoio de Marina, que teve quase 20 milhões de votos na eleição presidencial do ano passado, a dois candidatos a prefeito da legenda em capitais na eleição do ano que vem: o próprio Fernando em Belo Horizonte e Soninha em São Paulo.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, diz que o partido está estreitando os vínculos com os aliados de Marina e vê a "possibilidade de uma caminhada comum agora e no futuro":

- Há um campo comum de atuação. No que isso vai dar, não adianta a gente antecipar.

Para os seguidores de Marina, o assédio do PPS está claro. A legenda tenta buscar espaço no cenário político nacional depois de apoiar José Serra na eleição do ano passado. Com o afastamento de Serra da cúpula do PSDB, o PPS, que segue na oposição ao governo, ficou isolado.

Mas, para os aliados da ex-presidenciável, a chance de uma união com o PPS, para além dos apoios pontuais da eleição de 2012, é pequena. Hoje, a ideia do grupo é mesmo tratar da fundação de um novo partido a partir de 2013.

- Essa aproximação (com o PPS) visa a eleição de 2012 e para aí. O que acontecerá depois depende do futuro - afirma Maurício Brusadin, ex-presidente do PV de São Paulo.

O deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), apoiador de Marina que segue no PV, é mais direto ao descartar a possibilidade de entrada do grupo no partido:

- Esse movimento (de aproximação) do PPS é ingênuo. É inconcebível (a filiação ao PPS).

Sirkis lembra que parte da bancada do PPS na Câmara foi favorável à reforma do Código Florestal, ponto de honra dos "marineiros". Apesar de refutar o casamento, Sirkis aceita os apoios pontuais. Ele mesmo pretende subir no palanque de Soninha na capital paulista.

A pré-candidata do PPS tem tentado se aproximar dos "marineiros". Na noite de segunda, ela esteve no lançamento do livro "O Efeito Marina", de Sirkis, sobre a campanha presidencial do ano passado, em São Paulo. Marina compareceu. A ex-senadora não deve declarar apoio a Soninha, no momento. Ricardo Young vai disputar uma vaga na Câmara Municipal paulistana.

Já em BH, o apoio da ex-presidenciável a José Fernando deve ser mais fácil. O problema é que ele não decidiu se vai concorrer na capital mineira ou em Conceição do Mato Dentro, cidade em que já foi prefeito.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Gui Pádua: paraquedista na política e cabeça verde

Se você é daqueles que acha que qualquer celebridade ou personalidade envolvida com política "caiu de paraquedas", pode tirar seu cavalinho da chuva. Ops! Quer dizer, no caso do Gui Pádua... Doce ironia: Ele é paraquedista mesmo!!!

Aliás, por falar em tirar o cavalo da chuva, é bom ressaltar que o paraquedista e recordista mundial Gui Pádua, além de literalmente cair de paraquedas na pré-campanha da Soninha Francine à Prefeitura, já faz política (no melhor significado do termo) há anos, inclusive adotando cavalos que são abandonados nas ruas de São Paulo, em uma parceria com o Centro de Controle de Zoonoses.

Pois é isso: quem conhece Gui Pádua apenas da TV ou como esportista, nem imagina a sua enorme atuação social e política. Além desta iniciativa de adoção dos cavalos abandonados, ele também realiza programas-modelo de reflorestamento, de reciclagem, de proteção a animais silvestres e o "esporte na roça", para crianças.

Com cerca de 14.800 saltos de paraquedas, Gui Pádua é um homem de personalidade forte e visual marcante. Não raro de cabelo verde, acaba sendo emblemática essa declaração de apoio ao trabalho do PPS e de Soninha Francine quando o nosso lema é justamente "Um Sinal Verde Para São Paulo".

Conheça mais aqui sobre Gui Pádua, que se define como "paraquedista, agricultor, administrador de empresas, cineasta, metido a arquiteto e ecologista". E, quem sabe, futuro vereador de São Paulo.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Por respeito à diversidade, Pai Guimarães é do PPS

Figura destacada no universo das religiões de matriz africana, Pai Guimarães D´Ogum, sacerdote líder do Templo Umbanda Estrela Guia, filiou-se ao PPS na noite desta terça-feira (4/10).

O ato, realizado no Hotel Inn, no centro de São Paulo, contou com a presença de centenas de pessoas, entre diversos líderes do candomblé e da umbanda no Estado de São Paulo.

Também prestigiaram a filiação o presidente do PPS estadual e secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia; o presidente municipal, Carlos Fernandes; a ex-vereadora Soninha Francine e o secretário-adjunto de Emprego e vice-prefeito de São Vicente, Sargento Barreto.

O presidente municipal Carlos Fernandes saudou a filiação de Pai Guimarães recordando uma passagem histórica do escritor Jorge Amado que, eleito deputado federal em 1945 pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), que daria origem ao PPS em 1992, foi o autor da Lei da Liberdade de Culto Religioso na Constituinte de 1947. “PCB e PPS sempre defenderam a liberdade de religião”, lembrou.

A potencial candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, também comemorou a filiação de Pai Guimarães ao dizer que o partido defende a diversidade e o direito de todas as pessoas, independente de credo ou classe social. Já Davi Zaia ressaltou que o PPS prega o Estado laico, porém garante espaço para todas as crenças e religiões.

Em seu discurso, Pai Guimarães fez um breve relato de sua trajetória na política e afirmou que é no PPS que encontrará espaço e respeito. “Filio-me hoje ao PPS com a certeza que serei bem acolhido e que o meu povo terá voz, respeito”.

PPS no lançamento do livro de Sirkis sobre Marina

Deputado Sirkis autografa livros de Ricardo Young e Soninha

A direção do PPS e a potencial candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, prestigiaram na noite desta segunda-feira o lançamento paulistano de “O Efeito Marina”, ao lado do autor, o deputado federal Alfredo Sirkis (PV/RJ) e da estrela do livro, a ex-senadora Marina Silva.

Também marcaram presença os ex-companheiros de chapa de Marina em 2010: o empresário e ex-candidato a vice, Guilherme Leal; o ex-candidato a governador de São Paulo, Fabio Feldmann; e o ex-candidato ao Senado Ricardo Young, recém-filiado ao PPS.

O "marineiro" Alfredo Sirkis relata a campanha de Marina Silva nas eleições presidenciais de 2010. O lançamento foi marcado por uma palestra de Sirkis e Marina, seguida de noite de autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, na zona sul da capital.

A própria Marina Silva assina o prefácio: “Ao ler O efeito Marina, um relato pessoal de Alfredo Sirkis sobre o processo eleitoral de 2010, pude reviver cada momento desse magnífico período que partilhamos com milhares de militantes verdes, colaboradores, simpatizantes e ‘marineiros’ de todo o país. Foi uma experiência fantástica, enriquecedora, mas nem por isso fácil. Enfrentamos máquinas político-partidárias poderosas, que há tempos estavam anunciadas como as únicas na disputa, ao mesmo tempo em que nos deparávamos com as anomalias da legislação eleitoral brasileira. Foi um desafio complexo”, recorda.

Soninha e Fabio Feldmann: parceria na elaboração da Plataforma Cidades Sustentáveis

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Congresso do PPS no dia 22 lança Soninha Prefeita


A candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo será lançada no Congresso Municipal do PPS, a ser realizado no próximo dia 22 de outubro, sábado, a partir das 10h da manhã, no Plenário da Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 1º andar - Bela Vista).

O Congresso do PPS paulistano encerra a série de encontros regionais (veja o vídeo acima) que foram realizados sob o tema "Um Sinal Verde para São Paulo", em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", debatendo os problemas de todos os distritos e bairros da cidade, iniciando a elaboração de um plano de governo e elegendo os diretórios zonais do partido.

É a seguinte a pauta mínima do Congresso Municipal:

1. Análise da Conjuntura e Discussão dos Documentos Congressuais
2. Análise e Discussão da Plataforma da Cidade Sustentável
3. Eleição do Diretório Municipal do PPS/SP
4. Eleição dos Delegados ao Congresso Estadual
5. Assuntos Gerais

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domingo, 2 de outubro de 2011

PPS encerra na Zona Leste o 1º Ciclo de Encontros

O PPS paulistano encerrou neste sábado (1º de outubro) o seu primeiro ciclo de encontros regionais, debatendo os problemas de todos os distritos e bairros da cidade, iniciando a elaboração de um programa de governo a ser apresentado pela potencial candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012, Soninha Francine, e elegendo os diretórios zonais do partido.

O encerramento na zona leste - região emblemática da grandiosidade da metrópole, com tantos problemas, carências e expectativas - reiterou o compromisso do PPS e de seus representantes com o desenvolvimento justo e sustentável.

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", os quatro encontros regionais do PPS (Norte, Oeste/Centro Expandido, Sul, Leste) foram abertos à comunidade, que teve o primeiro contato com a “Plataforma Cidades Sustentáveis”, apresentada pelo especialista George Winnik, representante da Rede Nossa São Paulo.

O PPS foi o primeiro partido (e único, até o momento) a se comprometer formalmente com essa plataforma, tanto com a sua potencial candidata a prefeita de São Paulo quanto com a chapa de pré-candidatos a vereador em 2012.

O ideal desta iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é construir cidades mais inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permitam a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Veja aqui os detalhes dos quatro encontros regionais do PPS.

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Tucanocídio, a missão

Já iríamos falar neste espaço da situação crítica enfrentada pelos tucanos, sobretudo em São Paulo, onde os caciques do PSDB não percebem (ou não admitem) que a cidade lhes reservou um papel coajduvante nos últimos anos.

Em avaliação informal, o presidente municipal do PPS paulistano, Carlos Fernandes, comentava ontem o óbvio: se os tucanos não deixarem de lado a soberba, não reconhecerem suas fraquezas e limitações, estão fadados ao insucesso mais uma vez.

Foi assim em 2008, quando a candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura não chegou nem sequer ao segundo turno (repetindo o fracasso de 2000), e só não repetiu o insucesso em 2004 porque o paulistano não elegeu o PSDB, mas o anti-PT, representado naquele momento pela candidatura de José Serra, antagônico à então prefeita Marta Suplicy, que casualmente era oriundo do tucanato na coligação PSDB/DEM/PPS. Mas podia ser qualquer um.

Pois o Painel da Folha de S. Paulo deste domingo traz algumas notas que falam por si só. Não precisamos nos esforçar em grandes análises políticas. Os fatos são mais gritantes.

Cabem talvez mais duas observações interessantes sobre o complexo assunto do alto tucanato:

1) Incrível que a rejeição a José Serra seja maior quando o eleitorado é questionado sobre a sua possível candidatura a prefeito do que a presidente da República. Reflexo do abandono prematuro e sucessivo dos cargos de prefeito e governador para disputar as eleições de 2006 e 2010.

2) A insensibilidade e a crônica falta de visão do PSDB, que teria no veteraníssimo FHC o nome para ganhar a eleição paulistana, fazer o resgate histórico da derrota de 1985 para Jânio Quadros e o desagravo do julgamento equivocado dos seus dois governos (que em parte foi corrigido por quem menos se esperava: a presidente Dilma). Mas os tucanos preferem se perder em discussões estéreis sobre prévias para escolher o candidato que não vai chegar ao segundo turno.

É um paradoxo. Perceberam que a renovação é necessária e inevitável, mas farão isso pelo modo mais difícil e desgastante: a derrota.

Tucanocídio, a missão (Painel, 2/10)

Adormecida desde a transição, a disputa entre os grupos de Geraldo Alckmin e José Serra ressurgiu com a proximidade das prévias para escolher o candidato à prefeitura paulistana. Antes circunscrito a divergências quanto à continuidade de programas de governo, o clima de confronto contaminou a base do PSDB. Alckmistas duvidam do empenho de Serra na campanha, a depender do nome escolhido. Serristas se queixam de isolamento progressivo. O recrudescimento das hostilidades preocupa o partido. Teme-se que o protagonismo da eleição na capital acabe dividido exclusivamente entre o PT e Gilberto Kassab.

Sobe-desce Ajuda a alimentar o quadro de tensão no PSDB o diagnóstico de que a semana dos pré-candidatos terminou com viés de alta para Guilherme Afif, agora seguro da legenda do PSD, e de baixa para o tucano Bruno Covas, que se atrapalhou no Assembleiagate.

Não entendi 1 Em resposta à queixa pública de Aloysio Nunes por ter sido excluído do programa de televisão tucano, o presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, diz: "É estranho que ele reclame do espaço dado a candidatos a prefeito que levaram a campanha dele ao Senado nas costas em 2010".

Não entendi 2 Tobias considera ainda que criaria constrangimentos caso permitisse a aparição de Aloysio, não-candidato declarado, no palanque eletrônico da capital. "E o que eu faria com os outros quatro que assumiram a candidatura?", indaga, referindo-se a Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli.


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Direção do PPS prestigia filiação de Ricardo Young

O ato de filiação do "marineiro" Ricardo Young e o anúncio da sua pré-candidatura a vereador de São Paulo, na chapa com Soninha Francine potencial candidata à Prefeitura em 2012, reuniu toda a direção do PPS na tarde desta sexta-feira (30/9), na Sala Tiradentes da Câmara Municipal paulistana, e foi transmitido ao vivo pela internet (reveja aqui).

Compareceram, entre outros, os presidentes do PPS nacional, deputado federal Roberto Freire; estadual, o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia; e municipal, o subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes; os vereadores Professor Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira; o líder do PPS na Assembléia Legislativa, deputado Alex Manente; o secretário-geral do PPS paulistano, Nelson Teixeira; o secretário de Comunicação, Maurício Huertas; e a ex-vereadora Soninha Francine.

“Sinto-me muito feliz que tenhamos chegado até aqui e acredito que a nossa candidatura só tem sentido se ela puder significar algumas coisas: fazer da Câmara Municipal o espaço vital para o exercício da política; fazer da vereança o exercício da verdadeira política, da nova política; e fazer que essa Casa seja orgulho dos paulistanos”, afirma Ricardo Young.

Também estiveram presentes ao ato o vice-prefeito de Ribeirão Pires, Dedé Menezes (PPS), o secretário do Meio Ambiente de São Caetano, Osvaldo Ceoldo (PV); o ex-presidente do PV de São Paulo, Mauricio Brusadin; e o ex-deputado federal Marcos Vinícius de Campos, ambos do Movimento pela Nova Política.

Representando o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, que estava em evento no Rio de Janeiro discutindo o marco regulatório da mineração, compareceu o advogado José Valverde.

Da Secretaria de Emprego também prestigiaram o ato o secretário-adjunto, Sargento Barreto; o coordenador do Selo da Diversidade, Ari Friedenbach; e o chefe de gabinete Ulrich Hoffmann, ex-presidente da SPTrans e ex-adjunto estadual da Habitação.

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O PPS em São Paulo há muito vem trabalhando no sentido de superar a mesmice de um cada vez mais falso antagonismo entre o PT e o PSDB.

Nesse sentido, vem se articulando junto a lideranças políticas oriundas do PV e ligadas à ex-senadora Marina Silva, visando garantir-lhes legenda e estreitar vínculos na possibilidade de uma caminhada comum, agora e no futuro.

Tal empreendimento, executado de forma aberta e transparente, levado a cabo por nossas mais expressivas lideranças políticas na cidade de São Paulo, a começar por nossa potencial candidata à prefeitura da capital, nas próximas eleições, tem um sentido muito claro: estabelecer um diálogo com uma força política que poderá sustentar um projeto nacional de longo prazo.

Assim, por iniciativa de Sônia Francine, conjuntamente com o diretório municipal de São Paulo, foi idealizado um movimento chamado “Um sinal verde para São Paulo”, contando, ainda, com a imprescindível parceria com a Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis. O partido iniciou uma série de encontros regionais para elaborar um plano de governo para a Prefeitura de São Paulo — que pode servir de modelo para outras cidades e estados —, tendo como pressuposto o comportamento ético de seus candidatos e o compromisso com o desenvolvimento ambientalmente sustentado e socialmente justo, além de estabelecer princípios para uma gestão transparente e participativa.

As pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, já divulgadas, apontam a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine com 6% a 11% das intenções de voto, o que indica a viabilidade de construção de uma terceira força política, na cidade, agregando o máximo de pessoas dispostas a transformar para melhor a cidade e o país, em um projeto para disputar e vencer as eleições de 2012 e 2014.

O desafio colocado pela atual conjuntura é o de encontrarmos vias e formas para aproximar a política da vida concreta das pessoas, em um momento em que grassa o desencanto e mesmo um sentimento refratário, mormente entre os jovens, da capacidade de a política ser um instrumento efetivo de transformação e mudança da sociedade, quando assistimos todos os dias exemplos nada edificantes de representantes da sociedade, seja nos parlamentos, seja nos executivos, envolvidos com graves denúncias de corrupção.

Esse pacto é proposto exatamente no momento em que, assim como os chamados “marineiros”, o PPS também busca a formatação de uma nova organização política, mais aberta, transparente, democrática, renovada, sensível aos anseios da população e que supere o atual modelo ultrapassado de política partidária brasileira.

Acreditamos que o sistema democrático de governo para ser legítimo, tem que ser marcado com o selo da participação cidadã e eficaz na resolução dos problemas vividos pela sociedade moderna.

Nesse sentido, nossa aproximação com os “marineiros” tem também o viés pedagógico de mostrar que forças políticas com formações diferenciadas podem construir novas formas de fazer política e avançar o processo democrático.

Roberto Freire, deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

Pacto com marineiros terá Ricardo Young vereador

Atendendo ao convite do PPS, com o objetivo de disputar as eleições de 2012 e começar a traçar um projeto nacional comum para 2014, alguns "marineiros" se filiaram ao partido: Ricardo Young em São Paulo (na foto, assinando a ficha de filiação), José Fernando Aparecido de Oliveira em Minas Gerais, Paulo Sombra no Ceará.

Nesta sexta-feira, o PPS reafirma o lançamento de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e anuncia a candidatura de Ricardo Young à Câmara Municipal como expoente do Movimento pela Nova Política, da Plataforma Cidades Sustentáveis e potencial puxador de votos da sua chapa de vereadores.

O PPS reitera publicamente, assim, os compromissos assumidos na carta aberta aos "marineiros" - os apoiadores da presidenciável Marina Silva.

O empresário Ricardo Young teve mais de 4 milhões de votos como candidato ao Senado pelo PV em 2010, na chapa de Marina Silva presidente e Fabio Feldmann governador.

Com as eventuais candidaturas de Soninha Francine à Prefeitura e Ricardo Young à Câmara Municipal, em uma chapa que terá os vereadores Professor Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira buscando a reeleição, e novatos na política como Ari Friedenbach e Jorge Kajuru, entre outros, o PPS pretende implantar de fato uma "nova política" a partir de São Paulo.

Os paulistanos reivindicam este novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a nossa representação no Executivo e no Legislativo, liderando a construção de uma nova São Paulo e de um país melhor e mais decente. Esse é o clamor de todos aqueles que amam esta cidade e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa e humana.

Um passo firme a partir de São Paulo para a construção de cidades mais modernas e sustentáveis. Uma iniciativa que nos faça despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação. O que desejamos é ajudar a conscientizar e mobilizar os paulistanos para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição das desigualdades.

Entendemos que o nosso papel, a partir de agora, deva ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas, além da população dispersa nas redes e nas ruas, para o debate programático e para a construção de uma cidade mais humana, justa e solidária. Uma cidade com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

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Carta aberta do PPS aos "marineiros"

Ciclo de encontros termina sábado em São Miguel

Encerrando o primeiro ciclo de encontros regionais do PPS paulistano, será realizada neste sábado (1º de outubro), a partir das 10h da manhã, a reunião dos Diretórios Zonais do PPS da Zona Leste, no auditório da Associação Comercial de São Paulo - Distrital São Miguel - Av. Marechal Tito, 1.042.

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", teve início a construção de um programa de governo para a cidade, aberto à participação dos moradores de todos os bairros de São Paulo, que será encampado pela já anunciada candidatura de Soninha Francine à Prefeitura em 2012.

Também está sendo apresentada aos militantes do PPS, pré-candidatos a vereador e à comunidade a “Plataforma Cidades Sustentáveis”, pelo especialista George Winnik, representante da Rede Nossa São Paulo.

O ideal desta iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é construir cidades mais inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permitam a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Além deste encontro do PPS da Zona Leste (1º de outubro), já foram realizados eventos idênticos e eleitos os diretórios zonais do PPS nas regiões Sul (24 de setembro), Norte (3 de setembro), Oeste e Centro Expandido (17 de setembro). Veja aqui os detalhes.