quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Depois da estrela, o eleitor escolhe novo símbolo

Repercutiram bem as novas inserções publicitárias do PPS na TV, que foram ao ar ontem e serão repetidas amanhã (dia 20), na terça-feira (dia 25) e no próximo dia 2 de outubro.

Retrata a situação de boa parte do eleitorado, que um dia acreditou naquele partido que tem uma estrela como símbolo e hoje, após sucessivos escândalos que comprovam a corrupção e a ineficiência do governo, entende que só resta um objeto para simbolizar a sua descrença e indignação: o nariz de palhaço.

As inserções do PPS trazem ainda o presidente Roberto Freire, o secretário-geral Rubens Bueno, o deputado Raul Jungmann e a juíza Denise Frossard, que foi candidada a governadora do Rio nas últimas eleições, sob o tema “Oposição diferente, partido decente”.

A necessária regulamentação dos bingos

Enquanto o deputado federal Claudio Magrão (PPS-SP) defendia, em Brasília, a regulamentação dos bingos como forma de combater a corrupção e manter os mais de 300 mil empregos diretos e indiretos gerados pelas casas de jogos em todo o país, aqui em São Paulo o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, recebia Bilu Vilella, suplente de vereadora e presidente do Sindicato das Empresas de Bingo do Estado.

Já está mais do que na hora de resolver este impasse e acabar com a hipocrisia. É a política do avestruz: o governo coloca a cabeça dentro do buraco (se já não estiver de corpo inteiro lá) e finge que não é com ele o problema. Tudo em função dos escândalos do PT com os bicheiros no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso, e depois com o episódio de Waldomiro Diniz.

Aí vale o falacioso argumento de que os jogos de azar são proibidos no Brasil, o que justificaria o fechamento dos bingos. Claro, claro, de fato o jogo é proibido desde o governo Dutra (1946).

Uma senhorinha da terceira idade não pode passar a tarde no bingo, mas pode acreditar que ficará milionária na Mega-Sena (com propaganda estatal).

Obviamente, é necessário rigor na fiscalização, principalmente para que o crime organizado não se apodere das casas de bingo. Mas será que a proibição pura e simples dos bingos cumpre esse papel? Ora, o jogo do bicho também é ilegal, mas está aí em cada esquina.

"Mas o bingo vicia", dizem os mais puritanos. Ah! Claro! A "indústria" do jogo é prejudicial. Não representa nada para o país em termos de turismo, geração de emprego e renda. Benéficas mesmo são as indústrias do tabaco, do álcool... Ora, ora.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Clóvis Rossi: Lula e seus princípios prêt-à-porter

O colunista da Folha de S. Paulo, Clóvis Rossi, acompanhou mais uma viagem presidencial à Europa. De Madrid, faz um diagnóstico preciso do presidente Lula. Veja o artigo de hoje:

Bye, bye, princípios

MADRI - Luiz Inácio Lula da Silva, eterno candidato, era eternamente contra a CPMF, como ele admite. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, é a favor da CPMF.

Por que mudou, mudou por quê? "Você não governa com principismo. Principismo você faz no partido quando pensa que não vai ganhar nunca as eleições. Quando vira governo, governa em função da realidade que tem", respondeu Lula no sábado, afundado no sofá do bar do suntuoso hotel Palace de Madri, onde se hospedou até ontem, quando viajou de volta.

O conceito é de um pragmatismo cru. Por isso mesmo é também perigoso, muito perigoso. Equivale a criar a figura dos princípios prêt-à-porter. Você vai ao supermercado político, olha os princípios disponíveis e escolhe aqueles que lhe convêm num dado momento.

Quem muda de princípios conforme a posição que ocupa na prática não tem princípios.

É essa, digamos, elasticidade de princípios que acaba criando o pântano que vem sendo a política nacional. Bem feitas as contas, é o mesmo princípio, digamos, que explica o mensalão, segundo Lula. Lembra-se da frase "o PT só fez o que todo mundo faz no Brasil"? Pois é. Enquanto era oposição, o PT era contra, "por princípio", qualquer esquema parecido com o do mensalão.

Depois que se tornou governo, "governa em função da realidade que tem". Qual é a "realidade que tem"? Segundo Lula, é que todo mundo faz (no caso, faz caixa-dois, o que é crime, convém sempre deixar claro). Então, vão para o saco, como se diz hoje, os princípios do tempo em que o partido "pensava que nunca ia ganhar as eleições".

Locupletemo-nos todos.

No tempo em que não ganhava eleições, o PT teria crucificado qualquer Renan Calheiros por muito menos do que se sabe hoje sobre o Calheiros de verdade. Hoje, bye, bye, principismo.

JPS/SP realiza Congresso Estadual e elege direção

A JPS (Juventude Popular Socialista) de São Paulo realizou neste domingo o seu Congresso Estadual e passará a ser presidida por Eduardo Mennucci, neto do presidente do CPP (Centro do Professorado Paulista) e 1º suplente de deputado estadual do PPS, professor Palmiro Mennucci.

Entre as metas estabelecidas para este segundo semestre estão a criação do jornal e do site da JPS. “Acredito que estes pequenos passos a serem dados ainda neste ano trarão para a JPS um grande resultado”, diz Eduardo Mennucci. "Já tivemos um grande avanço para a formação de um grupo unificado, que tem pela frente um desafio extremamente árduo."

No Congresso foram lançadas três pré-candidaturas da JPS ao pleito de 2008: Ricardo Maritan por São Paulo, Armando Bueno por Arujá e Felipe Ayub pela cidade de Piraju.

Segundo o novo coordenador eleitoral de São Paulo da JPS Nacional, Peterson Ruan, a meta é ter o máximo de candidatos da Juventude para as eleições de 2008, já prevendo também as eleições de 2010, iniciando com o encontro regional promovido pela JPS juntamente com o coordenador da macro-região de Campinas, Marcio Zulian, que será realizado em outubro.

Nova composição da JPS/SP:

Presidente: Eduardo Mennucci, Vice-Presidente: Igor Húngaro, 1° Vice-Presidente: Felipe Ayub, 2° Vice-Presidente: Juliana Bertoglia, Secretário-Geral: Daniel do Amaral, Tesoureiro: Ivor Carvalho, Secretária de Organização: Andréia Camilo, Secretário de Meio Ambiente: José Valverde, Secretário de Formação Política: Ricardo Maritan, Secretário de Comunicação: Douglas Oliveira, Secretário de Direitos Humanos: Peterson Ruan e Suplentes: Luis Fernando Sant’anna, Leandro Costa Matias, Marcio Zulian, Armando Bueno, João Jorge, Valdomiro Borges, Cecília Zanquini Cabral, Willie Machado, Weberton Andrade, Henrique Santos Guimarães, Wellington Matias de Oliveira, Leonardo Rodrigues e Maíra Teixeira. Presidente do Conselho de Ética: Fernando Rubineli e Presidente do Conselho Fiscal: Luciano Rios.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O cenário eleitoral paulistano a um ano do pleito

O jornal Agora traz hoje um bom quadro da sucessão eleitoral paulistana, que começa a se desenhar para 2008. Clique na ilustração reproduzida abaixo para vê-la ampliada. Veja aqui uma avaliação do Blog do PPS/SP sobre a sucessão.

Quem define a sucessão paulistana é Serra. Será?

Todo mundo já desconfiava, mas ouvir a confirmação do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de que quem define o futuro da sucessão paulistana é o governador José Serra (PSDB) chega a causar estranhamento, dando um incômodo ar de submissão da administração da maior capital brasileira aos interesses meramente eleitoreiros e pessoais do presidenciável tucano.

Assim, além de indefinido, o cenário eleitoral paulistano parece sujeito à vontade e ao humor de Serra, sem que tenhamos claros os critérios dessa escolha: Kassab pode concorrer à reeleição ou abandonar a empreitada em favor do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), em prol da manutenção da aliança entre DEM e PSDB. Ou, quem sabe, ambos se lancem candidatos no 1º turno.

"Essa aliança tem um líder, que é o governador José Serra. No momento oportuno, ele saberá dar um rumo a essa aliança, definindo seu candidato. Os Democratas seguirão a decisão do governador aqui em São Paulo", afirmou Kassab.

Mas, afinal, o que é melhor para a cidade de São Paulo? Alguém está preocupado com este "detalhe"? E os partidos que fazem parte da aliança em torno das administrações paulistana e paulista, o que pensam disso tudo? Quais as preferências dos aliados? Qual o projeto destas legendas para São Paulo?

Sobre essas combinações eleitorais

Essa história de definir nos bastidores o candidato à sucessão, como se bastasse a vontade pessoal de um líder para fazer o novo prefeito, lembra um episódio de Garrincha (com a licença de Lula por fazermos uma metáfora com o futebol).

Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o treinador da seleção brasileira Vicente Feola fazia a preleção antes de um jogo e dizia: "Olha, a bola é passada pro Garrincha na direita, ele vai até o fundo do campo, cruza, e o Pelé entra na área e manda pro gol". E pergunta aos jogadores, que ouviam atentos: "Tudo bem, moçada?". Lá no fundo do vestiário o ponta-direita Garrincha se levanta e também indaga: "Tudo bem, mas já combinaram isso com o adversário?"

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

E o Bloco da Vergonha vem aí outra vez...

Os aliados do Senador Renan Calheiros agora articulam votar em bloco os outros dois processos - e um provável terceiro, que está parado na Mesa - que pedem a cassação do presidente do Senado.

Além do caso da pensão à jornalista Mônica Veloso, no qual Renan foi absolvido, outros dois processos por quebra de decoro já estão abertos no Conselho de Ética: o caso Schincariol e o uso de laranjas para a compra de rádios em Alagoas.

O próximo da fila é o que trata das denúncias de que Renan foi um dos beneficiários de um suposto esquema de desvio de recursos do caixa de ministérios chefiados pelo PMDB.

O objetivo do blocão: diminuir o desgaste do Senado!

Tarefa ingrata. Mais fácil tentar acabar com a fome no mundo. Ou fazer o Corinthians campeão neste ano.

Detalhe: quem comanda mais esta articulação? Ganha um picolé de limão quem pensou em Aloizio Mercadante (PT-SP). Se o PT e o Senado, como um todo, despencam ladeira abaixo, o que dizer especificamente do senador petista?

Descanse em paz.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Pai do ex-nadador Gustavo Borges visita o PPS/SP

O PPS/SP recebeu nesta quinta-feira a visita do empresário José Jovino Borges, pai do maior ídolo da natação brasileira e medalhista olímpico Gustavo Borges.

Ambos realizam um trabalho impecável de inclusão social através do esporte.

A 9ª edição do Troféu Gustavo Borges de Natação, por exemplo, que busca revelar atletas para a natação brasileira, reuniu neste ano 1.101 jovens nadadores de vários estados do país.

Outro projeto social de Gustavo, tocado em parceria com seus pais Jovino e Diva, é o “Nadando com Gustavo Borges”, que concede bolsas de estudo e oferece todo o acompanhamento a jovens e adolescentes iniciantes na modalidade. Leia mais.

Gustavo é o maior medalhista brasileiro em Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos. Ganhou uma medalha de prata nas Olimpíadas de Barcelona em 1992; bateu três recordes mundiais em 1993; nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995, ganhou cinco medalhas e bateu dois recordes. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, ele ganhou uma medalha de prata e uma de bronze. E na Olimpíada de Sydney, em 2000, ainda abocanhou a medalha de bronze com seus companheiros do revezamento 4 por 100 metros.

Dr. Belfort: 51 anos de militância partidária

Dando sequência à convocação de representantes dos mais variados segmentos, que são pré-candidatos do PPS às eleições de 2008, o médico oftalmologista José Belfort Mattos também esteve na sede municipal do partido nesta quinta-feira.

O Dr. Belfort é militante do PCB/PPS desde 1956, e deve concorrer pela primeira vez a um cargo eletivo no próximo ano.

Com mais de 100 mil atendimentos médicos realizados, a sua experiência e as suas propostas para a área da Saúde Pública serão muito importantes para a formulação de um programa de governo para a cidade de São Paulo.

PPS lamenta que Senado fique de cócoras para PT

Assim como grande parte da sociedade brasileira, o PPS manifesta a sua indignação com a absolvição do presidente do Senado. Grupo de deputados independentes, entre eles Raul Jungmann (foto), do PPS de Pernambuco, foi barrado violentamente por seguranças no julgamento de Renan Calheiros.

O vice-líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (SP), disse que a absolvição aumenta a “sensação de impunidade no país”. Ele lamentou que a decisão tenha ocorrido depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) acatar a denúncia contra os 40 envolvidos com o mensalão.

“A absolvição compromete o aspecto institucional do Senado e aumenta a sensação de impunidade no país que havia sido revertida momentaneamente pelo STF ao colocar os mensaleiros no banco dos réus”, afirmou Jardim.

O PPS emitiu nota classificando a rejeição do processo de falta de decoro como o "acocoramento" do Senado aos interesses do PT, do presidente Lula e do governo. O texto diz que sob o sigilo e longe dos olhos da sociedade, prevaleceram acordos mesquinhos. Leia íntegra abaixo:

Vergonha e frustração sob o manto do sigilo

A nação queda-se frustrada com a absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) das acusações de quebra de decoro parlamentar. Foi uma tarde de expectativa para o resultado de uma sessão que terminou com uma decisão reveladora da clara submissão do Senado Federal aos interesses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Presidente da República, o PT e outros partidos da base de sustentação, desde o inicio dessa triste e anunciada degradação moral, vinham defendendo o mandato do indigitado senador. Não resta dúvida de que, sob o manto do sigilo e protegido dos olhos da sociedade, o Senado acocorou-se, fazendo esvair-se a esperança de que a impunidade não fincasse bandeira mais uma vez na camada sob a qual repousa a nobre responsabilidade de gerir a coisa pública.

É uma vergonha que a fumaça que saiu da secreta votação não tenha sido a do bom direito, mas a da fornalha de pizza a ser servida a um povo que, apesar de tantos outros casos similares, ocorridos na Casa vizinha, a Câmara dos Deputados (como foram as absolvições dos celebres mensaleiros), acalentava o desejo de que a justiça viesse a prevalecer. Infelizmente, foram vitoriosos os acordos mesquinhos, as cooptações, as distribuições de cargos e liberações de verbas oficiais.

A promiscuidade entre o Executivo e o Legislativo, mais uma vez reinou sobre as consciências dos representantes dos estados da República. A nos entristecer e indignar chega mais um apagão moral de um governo, ele mesmo, seu comandante e partidos aliados pródigos em fomentar apagões das mais variadas naturezas. O da tarde desta quarta-feira um dos piores. É um dia de luto para o Brasil.

Convicto de sua responsabilidade, o PPS reafirma sua disposição de lutar, junto com a sociedade brasileira, pelo fim da impunidade e acredita firmemente que os valores da República e as instituições democráticas resistirão sólidas ao temporal sob o qual nos encontramos. O Supremo Tribunal Federal deu-nos, recentemente, uma mostra de que é possível acreditar na prevalência da Justiça.


Roberto Freire
Presidente do PPS

Políticos brasileiros, levem-nos ao vosso líder!

Congresso em festa: seu presidente foi absolvido!

Renan: "Daqui não saio, daqui ninguém me tira!"

PPS/SP já traça perfil de pré-candidatos para 2008

Dando continuidade ao processo de montagem da chapa de pré-candidatos para as eleições de 5 de outubro de 2008, a direção do PPS/SP está recebendo todos os postulantes ao cargo de vereador para traçar um perfil destas pessoas e, desde já, estabelecer as prioridades do partido para a cidade e unificar as nossas propostas.

Um destes pré-candidatos é Rogério Casagrande (foto), jornalista que trabalhou por 12 anos no SBT ao lado de Boris Casoy, Gugu Liberato e Hebe Camargo. Atualmente é o editor-chefe da Revista Aqui Vip e dirige a Agência Brasil de Comunicação.

A estratégia do PPS é apresentar candidaturas dos mais variados segmentos, qualificando o debate político e apresentando alternativas viáveis para a cidade de São Paulo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

E o Senado salvou Renan Calheiros...

Com uma atuação destacada da base governista (nossa menção especial aos senadores petistas Aloizio Mercadante e Ideli Salvati), o Senado Federal jogou na lata do lixo o decoro e a credibilidade do Legislativo. Era a pizza que faltava.

Foram 40 votos pela absolvição, 35 pela condenação e 6 abstenções.

Rio de Janeiro: parece piada, mas não é!

Em três dias, parece que este Blog do PPS/SP colocou o Rio na berlinda, mas como não comentar trem baleado por traficante com dois ministros dentro e concurso público que torna inapto quem não tiver ao menos 20 dentes naturais?

Hoje o prefeito Cesar Maia (DEM) dá mais um motivo para esse estranhamento involuntário entre paulistas e cariocas. Anuncia em seu "ex-blog": "Conheça em detalhes as razões que levam a aliança entre DEM e PMDB no Rio!".

Fiquei interessado. Afinal, quero entender os motivos dessa união aparentemente esdrúxula entre opositores tão ferrenhos como Cesar Maia, Anthony Garotinho (e sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Matheus) e o atual governador Sérgio Cabral.

Clico no link para conhecer "em detalhes" as razões da união entre garotinhos e maluquinhos, e encontro lá:

SUN TZU!

"A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante."

"Existem cinco fatores que permitem que se preveja qual dos oponentes sairá vencedor:

aquele que sabe quando deve ou não lutar;

aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo;

aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas;

aquele que está bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido;

aquele que é um general sábio e capaz, em cujas decisões o soberano não interfere."

"A água não tem forma constante. Na guerra também não existem condições constantes. Por isso pode-se dizer que é divino aquele que obtém uma vitória alterando as suas táticas em conformidade com a situação do inimigo."

"Dos cinco elementos, nenhum é predominante; das quatro estações nenhuma dura para sempre; os dias, uns são longos, outros curtos; a Lua enche e míngua."

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota;para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas"


Trata-se, como pode se depreender após a surpresa (mas alguém ainda se surpreende com Cesar Maia?) de uma livre adaptação do pensamento atribuído ao chinês Sun Tzu, considerado um dos maiores estrategistas militares de todos os tempos, no livro "A Arte da Guerra", escrito durante o século IV a.C., e que já foi usado por malucos do naipe de Napoleão, Hitler e Mao Tse Tung.

Agora é a hora e a vez de Cesar Maia, o rei dos factóides, e Anthony Garotinho, o quase-suicida da greve de fome. Compreensível.

Jesus não tem dentes no país dos banguelas

Essa é de doer. A Prefeitura do Rio de Janeiro soltou um edital regulamentando o concurso público para a contratação de 1.500 guardas civis municipais com a seguinte pérola discriminatória: "será eliminado o candidato que tiver menos de 20 dentes (10 na arcada superior e 10 na inferior), sendo considerado inapto para a função".

A situação é tão absurda que dispensa comentários. Veja aqui a reportagem. Para entrar no clima, vale até relembrar do disco dos Titãs, "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", o quarto da banda, lançado há exatos 20 anos.

Além da faixa-título, contém outros sucessos dos Titãs: "Comida", "Diversão", "Mentiras", "Desordem", "Lugar Nenhum" e "Nome aos Bois". Faz todo o sentido.

Menção à Tattolândia paralisa Câmara paulistana

São Paulo, obviamente, não pode ficar atrás do Rio. Pois então a Câmara, em mais uma clara chantagem dos vereadores, decidiu suspender as votações até que o secretário de Subprefeituras Andrea Matarazzo (na foto com Kassab) se retrate com o ex-presidente da Casa, vereador Arselino Tatto (PT).

O "travamento" da pauta da Câmara impede a votação de projetos de interesse do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Anteontem, em visita à Capela do Socorro, na Zona Sul da Capital, Matarazzo teria criticado a família Tatto - dez irmãos, cinco dos quais têm ou tiveram cargos importantes no PT. Três tem mandatos: Arselino é vereador, Ênio é deputado estadual e Jilmar é deputado federal (fotos).

Mas, afinal, qual a crítica tão absurda de Matarazzo, que teria ferido os brios dos digníssimos vereadores de São Paulo?

Em evento público na Capela do Socorro (bairro onde reside e atua a família Tatto), Matarazzo mostrava propaganda política remanescente da última campanha eleitoral com o nome de Tatto e usou a expressão "Tattolândia", como é popularmente conhecida a região dominada politicamente pelos irmãos petistas.

A notícia chegou aos ouvidos do vereador Arselino Tatto ontem, e o PT (sempre com auxílio do "Centrão", do presidente Antonio Carlos Rodrigues) obstruiu os trabalhos do Legislativo para cobrar uma retratação de Matarazzo. Como a resposta não chegou a tempo, a discussão foi adiada para hoje.

Tatto criticou o secretário: "Em vez de se preocupar com a cidade, ele vem atacar minha família. Não é papel de secretário, ainda mais de um que já trabalhou no Primeiro Mundo", disse, citando que Matarazzo já foi embaixador em Roma.

Nos bastidores, comenta-se que Matarazzo (PSDB) seria postulante à indicação de vice-prefeito na eventual campanha à reeleição de Kassab, enquanto Jilmar Tatto é cotado para ser o candidato do PT, por indicação de Marta Suplicy.

Falta mais de um ano para as eleições, e a campanha já faz barulho e paralisa a Câmara. Triste sinal.

Será que a vaca do Renan vai para o brejo?

É hoje que saberemos o que pensam os digníssimos senadores da República de seu presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), investigado por quebra de decoro, pelo envolvimento com um lobista de empreiteira e com uma vaca. Ou melhor, com muitas vacas.

Afinal, o boiadeiro Renan alegou vender gado em Alagoas por um preço muito acima do conseguido pelos pecuaristas do resto do Brasil e, além disso, protagonizou o milagre da multiplicação de bezerros (e de notas frias).

Não dá pra arriscar palpite em uma sessão fechada, com inúmeros interesses em jogo. Mas, terminada a votação, teremos um termômetro da seriedade (ou da cara-de-pau) da situação e da oposição.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Jacarezinho... avião... cuidado com o disco voador!

Há 17 anos, eram assim os versos da música "W/Brasil", de Jorge Ben Jor, uma salada de citações ao Rio de Janeiro, à política do presidente Collor e ao "síndico" Tim Maia como fundo da homenagem à agência do publicitário paulistano Washington Olivetto.

Hoje ele mudaria para algo do tipo: "Jacarezinho... trem com ministros... cuidado com o ataque dos traficantes!"

O Brasil, e o Rio como legítimo cartão-postal (para o bem e para o mal), consegue se superar dia após dia. O desafio do crime organizado, a inoperância e a incompetência governamental não têm mais limites. Esta cena foi inédita: trem com ministros é atacado por traficantes da Favela do Jacarezinho, com cobertura de toda a imprensa. E com direito a replay! Assista aqui.

O trem em que viajavam ontem os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria Nacional dos Portos, Pedro Brito, foi atacado duas vezes a tiros por traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio.

O incidente obrigou os ministros a se jogarem no chão em busca de proteção. Os dois vistoriavam obras de remoção de favelas das margens da ferrovia que dá acesso ao Porto do Rio, no Caju.

A mesma reação dos ministros tiveram o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, convidados e jornalistas que acompanhavam a viagem em outro vagão, enquanto policiais militares que davam segurança à comitiva no trem atiravam de volta pelas janelas. O governador Sérgio Cabral, que participara da cerimônia, não estava no trem.

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, classificou o incidente de “absurdo” e anunciou “providências”. “Não podemos deixar que essas áreas se tornem inexpugnáveis. Não vamos permitir que isso passe em branco.”

Absurdo? Providências? O Rio não tem mais jeito. A única ação concreta que se viu até agora foi um anúncio eleitoreiro, ontem: o DEM do prefeito César Maia e o PMDB do governador Sérgio Cabral e dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus fecharam acordo para as eleições de 2008 e 2010. Estão certos. É tudo a mesma coisa. Que se juntem logo! Nossos pêsames a cariocas e fluminenses.

O doce dilema da vereadora Soninha

O Jornal da Tarde desta terça-feira trata de uma possibilidade que pode agitar ainda mais a já movimentada eleição paulistana de 2008: o convite do PPS para a filiação da vereadora Soninha Francine (PT).

Leia trechos da reportagem: Apesar de dizer que não definiu se deve sair do PT, Soninha já foi sondada por três partidos nos últimos tempos. O PPS fez convite formal, deixando em aberto a possibilidade de ela pleitear candidatura ao Executivo. "A hipótese é tão maluca que cairia do banquinho. Mas seria um doce dilema, com resposta dificílima", afirma ela.

Dois partidos sondaram a vereadora, mas a maior aproximação veio do PPS. Integrantes da legenda alegam que a entrada dela serviria para "requalificar o debate sobre a Cidade". E que estão abertos a discutir uma candidatura da vereadora à Prefeitura. Petistas próximos a Soninha, porém, avaliam que o partido pode abrir mão de candidatura própria para apoiar o PSDB. Os tucanos, por sua vez, consideram que a entrada da vereadora no páreo pode enfraquecer eventual candidatura da ministra do Turismo Marta Suplicy. Leia.

A realidade é que a vereadora, jornalista e apresentadora de TV é de fato uma das gratas surpresas desta Câmara Municipal paulistana. Eleita pelo PT em 2004 com 50.989 votos (0,86% dos votos válidos), tem uma atuação destacada, crítica e independente - o que parece ser um problemão dentro do PT.

Para completar a heresia, Soninha ainda se declara amiga e admiradora do tucano José Serra. Era o que bastava para entrar definitivamente no index da inquisição petista.

Se vier para o PPS, Soninha terá ao menos uma garantia: ela será respeitada e não sofrerá qualquer censura por agir de acordo com a sua consciência.

O que é problema para o PT, pode ser solução para o PPS.

Soninha parece indefinida entre se filiar em outra legenda (as opções colocadas são PV, PCdoB e PPS) para disputar a reeleição, ficar sem partido e não concorrer em 2008 ou ainda apresentar-se como pré-candidata à Prefeitura de São Paulo (principalmente se Marta Suplicy for candidata, para se contrapor à petista e aprofundar o debate sobre a cidade).

Há ainda quem veja Soninha como a "pimenta" que falta para o "chuchu", numa clara referência gastronômica ao tempero que faltaria à candidatura de Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo.

Uma coisa é certa: a postura na Câmara e a atitude à frente do seu primeiro mandato creditam Soninha a qualquer função pública. Basta conferir a sua aceitação diante dos setores formadores de opinião como juventude, esportes, cultura, movimentos sociais, GLS e na própria imprensa.

Eis o "doce dilema" de Soninha. No que depender do nosso empenho e da nossa torcida, seja bem-vinda. Ou, como já dissemos, venha ser independente com a gente.

Veja também:

Uma voz dissonante dentro do neopetismo

Soninha sem censura: uma rebelde com causa

Um partido decente, uma opção consciente

O PPS/SP já reforça a sua chapa de candidatos a vereador para 2008 e se consolida como alternativa viável para o eleitorado paulistano. Veja.

Não por acaso, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, está fixando domicílio em São Paulo. Leia aqui "Entre tantos partidos, por que o PPS?".

Todas as ações estratégicas da direção do partido têm um único sentido: a importância de reposicionar o PPS na sociedade, fortalecer a legenda, requalificar o debate político e construir um projeto alternativo para São Paulo e para o Brasil.

Seguindo esta linha de raciocínio, a intenção é ter também Roberto Freire como candidato à Câmara paulistana. Reveja aqui o que o Blog do PPS/SP já publicou sobre esta idéia e um manifesto pela candidatura do presidente nacional do PPS em São Paulo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sopão de Kassab no cardápio eleitoral

O jornal Agora São Paulo deste domingo traz Editorial sobre a nova medida administrativa (ou eleitoral?) do prefeito Gilberto Kassab (DEM): uma sopa!

Mas qual é, afinal, o limite entre o legal e o ilegal, o moral e o imoral às vésperas de uma campanha à reeleição?

Se o mandatário-candidato faz alguma coisa, é acusado de oportunista e demagogo. Se não faz nada, de omisso e incompetente. Vai entender...

Sopão eleitoral

Tem sabor de demagogia eleitoreira o programa anunciado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) para distribuir sopa nas escolas municipais de São Paulo.

As famílias dos 1,1 milhão de alunos da rede pública receberão dez pacotes de sopa instantânea desidratada, o equivalente a 60 pratos de comida. Em princípio, serão 12 finais de semana de distribuição, de preferência aos sábados. É um artifício da prefeitura para atrair a população ao projeto Sábado na Escola, que oferecerá serviços e fará o recadastramento dos pais.

O contrato para definir a empresa que distribuirá o alimento em pó terá validade de 12 meses. Isso permitirá à prefeitura manter seu Leve-Sopa até setembro do ano que vem. Ou seja, até a véspera da eleição em que Kassab deve concorrer.

O governo do Democratas tem mostrado neste ano uma preferência por investir em redutos petistas. Coincidência ou não, o programa começará por São Miguel Paulista. Essa é uma das áreas da cidade onde a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) tem mais intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha sobre a corrida municipal.

Além disso, o Leve-Sopa beneficiará diretamente a população mais pobre, faixa do eleitorado em que Marta possui mais apoio.

Kassab faz bem em se preocupar com a alimentação dos paulistanos, mas não deveria tentar ganhar votos à base de velhas receitas da política clientelista.

Cheirinho de muzzarella no ar

JPS de São Paulo anuncia Congresso Estadual

A JPS - Juventude Popular Socialista de São Paulo, órgão de cooperação do PPS mas com funcionamento autônomo, anuncia o seu Congresso Estadual para o próximo dia 16 de setembro, a partir das 8h, no teatro do Centro do Professorado Paulista (Av. Liberdade, 928 - ao lado do Metrô São Joaquim).

Além de escolher os novos membros do Diretório e da Executiva da entidade, o Congresso vai debater a conjuntura nacional e internacional; políticas públicas para Juventude, Educação, Meio Ambiente; e reforma do Regimento Interno.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Luiz Inácio, um rebelde sem causa

O presidente Lula faz pose em moto do reality show "American Chopper", feita em homenagem a Brasília, mas está mais para o drama dos Anos 50 "Rebelde sem Causa", estrelado por James Dean, ou para a aventura do final dos Anos 60 "Easy Rider" (traduzido no Brasil para "Sem Destino"), com Dennis Hopper, Peter Fonda e Jack Nicholson.

Está provado: o rebelde Lula perdeu a causa mas não perde a pose.

Aliás, Lula já havia mostrado essa "rebeldia" em abril deste ano, ao posar ao lado dos ídolos teens do grupo mexicano RBD e da novelinha "Rebeldes" (foto abaixo).

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Dia triste

Reveja aqui Luciano Pavarotti, tenor italiano que morreu nesta madrugada aos 71 anos, interpretando "Ave Maria" de Schubert.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Mãe do promotor-assassino dá entrevista reveladora

Assim como na entrevista dos pais daqueles rapazes tão inocentes que justificaram o espancamento de uma empregada doméstica porque pensavam se tratar de uma prostituta, como se isso fosse de alguma forma atenuante para a barbárie, a Folha de S. Paulo de hoje dá mais uma amostra de como uma mãe é vulnerável às atitudes do seu filho e busca qualquer argumento absurdo para tentar encontrar alguma explicação.

"Meu filho teve medo, diz mãe de promotor", é o título-justificativa da entrevista de Eurydice Schoedl, em que ela pede que família do jovem assassinado pelo seu filho o perdoe e diz que ele agiu em legítima defesa.

E de quem é a culpa? Da imprensa, das vítimas, do procurador-geral de São Paulo... o único inocente na história é seu filho, Thales Schoedl (foto), coitadinho, que teria agido em legítima defesa ao disparar 12 (doze!) tiros e matar o atleta Diego Modanez com 7 (sete!) tiros na Riviera de São Lourenço (litoral de SP), em 2004, e ferir Felipe Siqueira Cunha de Souza.

A entrevista é toda ela reveladora. "Faça essa matéria com carinho. Já disseram muitas coisas erradas a respeito do Thales", pede Eurydice, olhos marejados, segurando firme a mão do repórter.

Eurydice, que é mãe (além do promotor-assassino) também de um médico e de uma psicóloga, diz que Felipe, a vítima que sobreviveu, "deve ter uma culpa muito grande dentro dele, de saber que foi ele que começou a briga e que o amigo poderia estar vivo".

Era preciso estar armado na praia, em um luau? "Meu filho tem porte de arma. Ele foi ameaçado depois de um júri em Diadema e, por isso, fez o curso, andava com arma. O porte de arma não restringe o lugar, se é na praia... Ele avisou aos homens que era promotor, deu tiro de advertência."

Era preciso dar 12 tiros? "Na hora, a pessoa não sabe como reagir. O Thales estava com medo."

Então vamos combinar assim: a pessoa que não sabe como agir e que tem medo não pode andar armada, porque ela não sabe o que faz. Assim como a mãe de um assassino, dispara aleatoriamente.

No rol de absurdos e preconceitos, há coisas do tipo:

"A sociedade, a mídia, o doutor Pinho [procurador-geral, Rodrigo Pinho], todos pré-condenaram o Thales, desde o começo."

"Ele [seu filho, Thales] sabe que é inocente, que guardou a arma duas vezes, que se defendeu. Ele fica triste. Na televisão, o pai do Diego [o jovem assassinado], na emoção, falou muitas coisas usando as palavras erradas."

"Peço a Deus que ilumine o Diego onde ele estiver, para que tire essa revolta do coração do pai dele, que isso não faz bem a ninguém. Quem começou tudo não foi o Thales, foi o Felipe, que está com uma bala alojada no fígado, deve ser muito difícil. Mas as acusações... Tem palavras erradas. Existe alguma coisa muito forte dentro do Wilson [pai de Felipe] para ele querer incriminar tanto o Thales. Ele [Felipe] deve ter uma culpa muito grande dentro dele, de saber que foi ele que começou a briga e que o amigo poderia estar vivo."

"No júri popular, a emoção das pessoas está em jogo. Essa família [de Diego] pode emocionar, ir vestida com camisetas. Mas acho que, no caso de júri popular em Bertioga, as pessoas de lá estão cansadas dessas pessoas que vêm do interior e vão lá fazer confusão."


Como? Essas pessoas que vêm do interior e vão lá fazer confusão? Quem? Seu filho? Não, as vítimas e seus familiares, esses que "têm alguma coisa muito forte dentro deles para querer incriminar tanto o Thales". O que será, né? Meu Deus!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Relaxada, Marta Suplicy goza da cara da gente

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, faz hoje na Folha de S. Paulo um texto-exaltação do seu próprio trabalho. Quase uma obra-prima, com raciocínios do tipo: "Pouco a pouco, tenho certeza, vamos conseguir mostrar ao consumidor que gastar com viagens é tão ou mais importante que trocar o eletrodoméstico ou o celular."

Profundo. Bombástico. Revolucionário.

Ela também afirma, sem esconder o cálculo eleitoral que faz do carro-chefe do Ministério, alimentado com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador): "Somente no Estado de São Paulo, o público potencial do Viaja Mais - Melhor Idade é de 2,4 milhões de turistas".

Para concluir: "O Ministério do Turismo garante: viajar faz bem à saúde, faz bem à alma, faz bem à economia e faz bem à geração de empregos."

O título poderia ser "Relaxa, Viaja e Goza". Preferiram "Fazer a roda girar".

Como não perder seu homem

Na própria Folha de S. Paulo, um pouco mais adiante, descobrimos que "cerca de 300 mulheres assistiram, no domingo, à palestra ´Como Não Perder o Seu Homem´, a mais concorrida do ´Encontro da Mulher Moderna´, patrocinado pelo Ministério do Turismo, de Marta Suplicy, com apoio da Prefeitura."

Nessa inusitada parceria Marta-Kassab, promovida no Palácio das Convenções do Anhembi, aprendemos que "homens têm coração terno atrás de muita testosterona. Eles gostam de sexo como nós de flores. Devemos saber lidar com isso".

Os ensinamentos foram da psicóloga Mara Suassuna, quatro casamentos, atualmente solteira. Falta de sexo e afeto, diz, contribui para a relação naufragar.

Com patrocínio estatal (obrigado, Marta!), foram apresentados os "tipos de homem disponíveis no mercado". Em telões rodeados por flores, surgiram siglas como: CBF (Caráter Bem Fraquinho), BCN (Bota Chato Nisso), PQP (Parece Quase Perfeito), EUA (É Uma Anta), PHD (Pobre Homem Dominado), MEC (Mas É Casado), DDD (Devagar, Devagar, Devagarinho...) e UTI (Um Tanto Indefinido).

Verdadeiramente impagável, como a Sra. Suplicy (que perdeu o homem, mas não o sobrenome).

Renan no divã

Nunca antes neste país fomos tão patriotas...

Esta é a primeira leitura que se faz da manchete "Gasto com desfile de Sete de Setembro aumenta 41%".

Na verdade, o aumento dos gastos com a infra-estrutura do evento ("Planalto vai gastar R$ 2,2 mi contra R$ 1,4 mi do ano passado") deve-se, entre outros fatores, ao maior número de grades de proteção, usadas para "isolar" o presidente Lula, que foi vaiado recentemente em solenidades públicas.

São quase R$ 300 mil reais só com a locação das grades de proteção. O Planalto espera reunir 40 mil pessoas na Esplanada, na próxima sexta-feira.

Procurada para explicar os gastos, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) disse que a diferença deste ano para o ano passado se deve ao aumento da estrutura do desfile.

A Esplanada dos Ministérios ganhará 30 banheiros químicos a mais do que em 2006, quando havia 90. Além disso, as grades terão, neste ano, 9,5 km de extensão contra 7,5 km do ano anterior. Mais grades e mais banheiros. Ou seja, aumenta a segurança e a m... (digamos, medida de precaução para a hora do aperto)

O motivo, de acordo com a Secom, é dar "melhor organização" às áreas do desfile e maior segurança à população.

A "blindagem" ao presidente nos desfiles de Sete de Setembro já é tradicional. No ano passado, nas arquibancadas próximas à de Lula, só havia convidados. Em 2005, no auge do escândalo do mensalão, Lula passou por constrangimentos na solenidade: manifestantes pediram o seu impeachment e se posicionaram com faixas numa área em frente ao seu palanque.

Nesta sexta, haverá arquibancadas cobertas com capacidade para 20 mil pessoas, além de cinco tribunas para autoridades e convidados - o edital pede cadeiras estofadas.

A sucessão de Lula: 2010 já começou!

Seis partidos que integram a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializaram nesta segunda-feira, em São Paulo, um bloco nacional de centro-esquerda de olho nas eleições de 2008 e 2010. PDT, PC do B, PSB, PRB, PHS e PMN se uniram para mostrar força e apresentaram o nome de Ciro Gomes (PSB-CE) como provável candidato à Presidência da República em 2010.

Ciro preferiu exaltar o governo Lula, apesar de a platéia formada por quase 1.000 militantes (a maioria do PSB) gritar palavras de ordem como se já estivesse em campanha eleitoral.

"Acho que discutir 2010 não é prudente para nenhum de nós, que temos a obrigação central de reforçar a possibilidade de êxito do governo Lula", afirmou.

Depois, durante discurso para a militância, Ciro destacou a importância da unidade do bloco para realizar mudanças no país, o que só será possível por meio de eleição com candidato próprio. "Só faremos a política que o Brasil precisa se tiver a unidade de todas as forças diferentes dos valores de esquerda", disse.

Ciro classificou como "absolutamente normal" o fato de o PT indicar o nome do candidato a presidente, pois é o partido "mais importante" do país. "Não tem nada demais que o partido mais importante brasileiro, que é o PT, pretenda lançar um candidato de seus próprios quadros. Isso é absolutamente normal", afirmou.

Porém, o deputado cearense não descartou a possibilidade de um dos partidos do bloco apresentar um nome para a sucessão presidencial. "O bloco, pelo mesmo argumento [do PT], também tem a sua legítima pretensão individualmente", comentou.

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) admitiu que a união dos partidos de esquerda é uma forma de se fortalecer para a disputa presidencial, inclusive entre os partidos da própria coalizão.

"Na política, não conheço a história de se dar a vez a ninguém se você quer ter vez. Só consegue as coisas na disputa, e é isso o que a gente está fazendo aqui [no bloco de esquerda]. Na política você tem que disputar e ter força, e é o que nós estamos procurando fazer", afirmou o líder comunista, sobre a criação do bloco.

O líder do bloco na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, explicou que o grupo se uniu primeiramente no Congresso e agora se prepara para as eleições.

Além disso, o pedetista não descartou a possibilidade de o bloco "ajudar" ou até "pressionar" o governo Lula a realizar compromissos assumidos durante a eleição.

Começaram a rifar Zulaiê Cobra

Nem bem entrou para o PHS (Partido Humanista da Solidariedade), a ex-deputada tucana Zulaiê Cobra Ribeiro, recém-empossada presidente municipal daquela legenda, começou a ser rifada dentro da tal frente de centro-esquerda.

Primeira pré-candidata declarada à Prefeitura de São Paulo, Zulaiê (que já não tinha o seu nome incluído nas sondagens de intenção de voto pelos institutos de pesquisa) passou a ser boicotada também pelos próprios aliados.

O bloco de partidos de centro-esquerda oficializado nesta segunda-feira, em São Paulo, anunciou que tem três nomes para disputar a Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2008: os deputados federais Aldo Rebelo (PCdoB), Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força Sindical, e Luiza Erundina (PSB). Nenhum admite publicamente a candidatura, mas todos defendem que o grupo deva apresentar um candidato que possa enfrentar o PSDB e o próprio PT.

Estranho é que justamente Zulaiê, que foi para o PHS com a única condição de ser candidata, não seja nem levada em consideração pelo tal bloco. Com amigos como esses, quem precisa de inimigos?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Confira entrevista de Arnaldo Jardim ao jornal DCI

O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-líder do PPS na Câmara, avalia que o presidente do Senado, Renan Calheiros, será cassado, fala das prioridades de seu mandato e opina que o PPS não deve lançar candidato próprio para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2008. Clique na reprodução da entrevista para vê-la ampliada.

Lula tapa o nariz para a sujeira e tem fala ambígua

Quer dizer então que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar para cerca de 3.000 pessoas no 3º Congresso do PT neste fim-de-semana, pediu aos militantes que defendam os companheiros acusados de crimes na ação penal do mensalão, instaurada pelo STF, e disse que "ninguém tem mais autoridade moral e ética" que o PT?

"É verdade que podemos ter cometido erros, e os erros estão sendo apurados como precisam ser. Ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que nosso partido. Admitimos que tem gente igual a nós, mas não admitimos que tenha melhor. Na hora em que algum de nós cometer um erro, por mais amigo que seja, ele estará subordinado às mesmas leis e regras do que os 190 milhões de habitantes [do Brasil] estão submetidos."

Todos os petistas acusados na ação do mensalão alegam inocência e fazem críticas ao STF e à imprensa, dizendo-se alvos de uma conspiração das elites e da oposição. Lula, como sempre, garante que não sabia de nada.

"O que é importante é que nada que nos aconteça, processados ou não, pode nos esmorecer. Nós não temos o direito de nos sentir derrotados. Mais importante: nenhum petista tem que ter vergonha de defender um companheiro, nenhum petista. Na política, nós não precisamos ser mais duros do que nós somos. Não podemos perder a sensibilidade e o companheirismo", afirmou, minutos antes de encerrar o discurso de quase uma hora.

O plenário do Centro de Convenção Imigrantes, em São Paulo, explodiu em aplausos e gritos saudando o partido. Na platéia, estavam o ex-ministro José Dirceu, os deputados federais João Paulo Cunha (SP) e Paulo Rocha (PA) e o ex-deputado Professor Luizinho (SP), todos réus da ação.

"Eu não costumo falar das decisões da Suprema Corte, mas eu queria que os petistas tivessem em mente uma coisa: até agora, nenhum deles foi inocentado, mas também nenhum deles foi culpado. Tem um processo, e somente esses companheiros, nem eu nem vocês, sabemos o que aconteceu. Esses companheiros terão tempo para se defender."

A fala do presidente acabou sendo bem-recebida por dois grupos opostos do PT. Os anti-mensaleiros, personificados pelo ministro Tarso Genro (Justiça), festejavam o "duro golpe" nos acusados, sobretudo porque Lula disse com todas as letras que eles erraram.

Já os mais alinhados ao grupo de Dirceu consideraram "afetuosas" as palavras de Lula.

"Não entendi que o presidente tivesse dado qualquer determinação em relação a isso [defesa de acusados]", disse Tarso.

A fala do presidente se dividiu em três partes: nos primeiros dez minutos, falou de improviso, cobrando o PT e mencionando os escândalos. Depois, por meia hora, leu, em dois teleprompters de última geração e de fabricação nacional, um balanço de sua gestão. Ao final, voltando ao improviso, foi mais explícito ao falar do julgamento do Supremo Tribunal Federal.