
A discussão girou em torno de quem teria "batido na porta" de quem: o presidente ACR (não confundir com o finado ACM) teria procurado os tucanos para oferecer um cargo na Mesa Diretora, ou os tucanos é que procuraram o Centrão para reclamar uma vaga?
Um comentário do vereador do PSDB no elevador privativo da Câmara chegou aos ouvidos do presidente, que não gostou e foi tirar satisfação. Ao ouvir que a expressão "bater na porta" teria sido força de expressão, ACR rebateu que, para ele, "força de expressão é lembrar que Zuzinha torrava fortunas nos cassinos de luxo".
Traduzindo a mensagem cifrada: Zuzinha é filho do ex-governador Mário Covas, de quem Tião Farias era articulador e homem de confiança. O tucano não gostou do comentário e afirmou que se ACR sabia disso era porque o acompanhava nos cassinos. Aí o presidente da Câmara fez outra insinuação: "Nunca gastei nenhuma fortuna, mas o dinheiro que eu gastei era meu, tinha origem declarada."

Outro tema que causou polêmica no plenário foi a revelação do "acordo" que a bancada do PT teria feito para aprovar o Orçamento enviado pelo prefeito Gilberto Kassab e encerrar o ano legislativo sem maiores transtornos ao governo: a aprovação de três projetos de lei por vereador do PT em segunda e definitiva votação, a derrubada de quatro vetos do Executivo a leis apresentadas por petistas e a liberação de emendas orçamentárias no valor de R$ 2 milhões por vereador. Ninguém desmentiu o teor do acordo.