quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Se a moda pega... Mais uma paródia política?


Está provado que o humor é o melhor jeito de falar sério e de se fazer entender, principalmente quando o tema é árido e complexo, como o mundo da política e dos políticos. Então, vamos lá!

Após a paródia "Eduardo e Marina" ter mais de 90 mil citações na internet em 24 horas e 20 mil visualizações no Blog do PPS, é a vez do sucesso "Me dê motivo", de Tim Maia, virar a versão "Não me dê motivo", do Team Marina (ou, traduzindo, da "equipe Marina"), com direito à narração sussurrada do início da canção e tudo mais...

Não me dê motivo
Team Marina
"É, engraçado, às vezes a gente da Rede sai criticando /Que está tudo apressado, eu estar te apoiando / E que ´bagunçou tudo o que a Marina vivia a nos dizer´ / E em cima disso a gente destrói os nossos sonhos / O que dizia Castells, de um mundo enredado onde tudo é belo / Até que a mulher que a gente vota, vacila e vai pro PSB /E põe os marineiros pra apoiar você..."
Não me dê motivo, para ir embora
Igual ao Caiado agora, é de doer
Não me dê motivo, a qualquer hora
E a nossa desforra, do PT?


Se eu for embora, pro meu partido
Você tá perdido, vai ser o teu fim
É nessa hora, que o Lula "agoura"
Ô homem de sorte, esse nosso "padim"

"Já que a vice é pra mim, tudo bem / Mas tolerar o Caiado, comigo, não mesmo / Você vai coligar e sei que vai agregar / Aliança melhor que o DEM, espero não seja o Roriz / No DF é o meu Reguffe, no lugar do seu amigo / Rollemberg está sentido, mas vai ser assim"...
Não me dê motivo, apoio sujo
Se tiver eu fujo, do seu PSB
A Rede está comigo, este é meu mundo
E num segundo, apoiei você


Nunca é tarde, com esse meu jeito
Te fazer eleito, não é fácil, não
Eu vou à luta, mas ou você me escuta
Ou paga prenda, vou te deixar na mão


Pode crer que ponho tudo a perder
Ruralista comigo nunca tem vez
20 milhões de votos se você quer herdar, não me dê motivo
Nem bem cheguei e já estou "por aqui"
Posso mostrar que apoio se diz e desdiz
E esperar 2018 para me candidatar
Em vez de estar contigo
Não me dê motivo


Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A sustentabilidade é a releitura do socialismo?

A sentença afirmativa é do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos, do PSB (Partido Socialista Brasileiro): "A sustentabilidade é a releitura do socialismo". A interrogação é nossa, do PPS (Partido Popular Socialista): Será?

"O Brasil merece ter uma opção que resgate a esperança, a leveza na política, o compromisso com o povo, a excelência da gestão, da participação popular, dos valores da ética, da sustentabilidade que é, sem sombra de dúvida, uma releitura do socialismo, e é o que vamos fazer com muita tranquilidade", afirmou o governador.

O que é sustentabilidade, afinal? O que são as "cidades sustentáveis" que tanto desejamos? Em linhas gerais, a ação política pela sustentabilidade hoje é sinônimo de planejamento, boa gestão, consciência da "boa" política ("nova" ou "velha" são conceitos secundários e subjetivos), participação popular, economia responsável, compromisso com os direitos humanos, cuidado com a natureza e com as pessoas, ação local e visão global.

E o que pregava o bom e velho socialismo? Da histórica proposta de organização econômica, que tratava da administração, da propriedade pública ou coletiva dos meios de produção e da distribuição de bens, e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades e meios para todos os indivíduos, resume-se hoje basicamente ao papel regulador do Estado para garantir o bem-estar do povo, os ideais democráticos e princípios republicanos, a cidadania plena e a justiça social.

Nesse sentido, tanto a sustentabilidade quanto o socialismo buscam novos modelos de desenvolvimento econômico, político e social, e soluções para a urgente demanda pela melhoria da qualidade de vida das pessoas, com a garantia de atendimento às suas necessidades básicas e, nos tempos atuais, em equilíbrio com a natureza.

Ambos defendem uma atuação política com ética e transparência; a "democratização  da democracia"; a manutenção da estabilidade econômica, porém com mais ênfase no crescimento sustentável; uma opção mais clara em prol do fortalecimento do setor produtivo nacional e uma relação com os mercados globais que reafirme a nossa soberania, a defesa de nossos interesses e o fim das desigualdades da nossa população.

É por aí. Mas o que provoca essa discussão teórica é o acontecimento prático mais surpreendente até agora para a sucessão presidencial de 2014: o anúncio da união de Marina Silva e de Eduardo Campos.

A chamada "filiação democrática" dos seguidores da Rede Sustentabilidade, que se apresentava como um anti-partido, no tradicionalíssimo PSB, após uma decisão pessoal - e por isso mesmo polêmica e contestada - de Marina, que pregava uma nova forma de fazer política, em #rede e através do "consenso progressivo".

Políticos e seguidores mais próximos de Marina (e ela própria, em vídeo) correm para tentar explicar o cavalo-de-pau que derrubou alguns colaboradores pelo caminho e pegou todo mundo de surpresa, sendo necessário agora um rearranjo interno, como tentam fazer Ricardo Young, Pedro Ivo Batista e Alfredo Sirkis.

Do outro lado, há críticas pesadas, como faz Augusto de Franco. Uma intervenção nas redes sociais, de um admirador de Marina, talvez resuma bem o clima: "quando são necessárias muitas justificativas e tentativas de explicação complexas e intermináveis, é porque algo está errado".

O patinho feio que os jovens idealistas das redes e das ruas estão vendo agora, resignados, vai se transformar em um cisne esplendoroso, como na fábula infantil?

Trata-se de um tiro no pé ou um golpe de mestre? E de quem, afinal, Eduardo ou Marina? O sentimento de frustração e decepção dos seguidores mais fiéis da #rede é temporário ou definitivo? Quem sai ganhando com isso: oposição ou situação? Votos serão transferidos em que proporção? E o que esse apoio pode significar de perdas?

Reportagem do "Estadão" sentiu um cheiro de fumaça no ar, mas não enxergou o foco da ebulição. Cravou que os financiadores de Marina (e nominou Itaú e Natura) estavam pressionando pela sua candidatura, sem perceber um sentimento crescente e comum entre ideólogos da #Rede, empresários e políticos mais "pragmáticos" que a acompanham: Eduardo Campos fala uma língua universal, inteligível na realpolitik, enquanto o marinês é um dialeto restrito aos "sonháticos". Do you understand?

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"Eduardo e Marina", uma canção de amor

Marina fora da eleição de 2014 não me representa!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Eduardo e Marina", uma canção de amor

Retiramos do Blog do PPS a paródia "Eduardo e Marina", reproduzida aqui em 7 de outubro, a pedido de Giuliano Manfredini, em respeito à obra de seu pai, Renato Russo, ídolo de todos nós. 

Marina fora da eleição de 2014 não me representa!

Ou, como dizem os jovens nas redes sociais, com ironia: Marina Silva apoiando outro candidato em 2014 me representa #sqn (só que não).

Frustração. Este é o sentimento. Fica difícil explicar a sua complexidade, pois não é simplesmente pelo fato de Marina Silva apoiar Eduardo Campos, até porque consideramos ambos como alternativas consistentes para liderar o período "pós-PT" que pretendemos ver inaugurado no Brasil. Basta ler o que sempre publicamos aqui. Não mudamos de opinião. Nós, não.

Mas é inegável o sentimento de frustração para quem até ontem sonhava com uma nova forma de fazer política, com mais ética, mais transparência, ações sustentáveis e decisões em rede. Dormimos "sonháticos" e acordamos num pesadelo pragmático.

Se a #Rede se dividia entre os que não queriam Marina vinculada a nenhum partido tradicional (lembremos dos cartazes: "Nenhum partido me representa" ou "Partido dos Sem Partido") e os que até admitiam uma filiação provisória, apenas para garantir a sua candidatura presidencial em 2014 como resposta à negação do registro no TSE, a escolha de um Plano C (como disse a própria Marina: "C de Campos") é surpreendente e frustrante para parcela significativa de seus admiradores.

Veja: foi para ter Marina vice de Eduardo que lutamos até aqui? Que denunciamos o golpe rancoroso e antidemocrático patrocinado pelo PT contra a legalização da Rede Sustentabilidade? Que colhemos 600 mil assinaturas para um partido diferente de todos que estão aí? Que transformamos em 48 horas o luto em luta?

Ao mesmo tempo que, em tese, a composição de Marina com Eduardo consolida uma salutar terceira via, que tanto defendemos para enfrentar a tradicional, desgastada e simbiótica polarização PT x PSDB, também sepulta para 2014 ao menos uma de duas excelentes candidaturas que se apresentavam como opções viáveis para o eleitor.

Por vias tortas, deu resultado o plano maquiavélico de inviabilizar a participação da #Rede nas eleições. O reconhecimento da Rede Sustentabilidade e a "filiação democrática" de seus candidatos no PSB, assim como na clandestinidade o PMDB abrigou lideranças do PCB, faria mais sentido se houvesse a triangulação com outro partido (qualquer um dos oito que teriam se oferecido) e fossem mantidas as duas candidaturas, tanto de Eduardo quanto de Marina.

Ambos no PSB, neste momento, ainda que eventualmente possam inverter a cabeça-de-chapa, é a exclusão precipitada, extemporânea, de uma de duas alternativas do campo oposicionista, que poderiam dificultar mais a campanha de Dilma Roussef e facilitar a ocorrência de um necessário 2º turno.

Defendemos que, para enfrentar o favoritismo da coalizão governista, com ampla maioria nas pesquisas e o uso de todos os recursos ("Vale fazer o diabo para ganhar a eleição", já decretou Dilma), quanto maior o número de candidatos competitivos e com perfis diversificados no 1º turno, melhor.

E aqui sempre fizemos uma auto-crítica: ao oferecer legenda para a candidatura presidencial de Marina Silva, o PPS não quis convencer ninguém da #Rede a se subordinar ao partido. Ao contrário. Era uma parceria eleitoral e uma coligação programática (como foi anunciada com o PSB e como já realizamos em 2012 com a chamada "candidatura avulsa" de Ricardo Young), mas que garantiria Marina Silva na disputa de 2014, que considerávamos essencial.

O PPS reconhece a falência do atual sistema partidário, prega uma ampla reforma política e defende a "refundação" da sigla. Não é à toa a sintonia da #REDE23 com Marina. Daí o nosso sentimento de frustração. Como diz a própria, ainda precisamos "metabolizar" a sua decisão. Até 2014, talvez.

sábado, 5 de outubro de 2013

Um pitaco na seara alheia, se política fizer sentido

Um fato: a união de Eduardo Campos e Marina Silva mexe profundamente com o cenário eleitoral de 2014, anabolizando uma alternativa concreta à polarização desgastada e simbiótica PT x PSDB.

Mas a lógica de uma “coligação democrática”, ou o nome fantasia que se queira dar a essa propalada terceira via, não seria Marina no PPS (ou em outra legenda) fazer um pacto com o PSB de Eduardo Campos, para ampliar ao invés de restringir (e aí, sim, deixar a decisão da cabeça de chapa para ser discutida no próximo ano)?

De resto, parece ser uma jogada de mestre exclusivamente do Eduardo, que fica com o controle de todos os Campos na eleição. Ou não?

Se a tese que nos une é a candidatura de Marina ser essencial em 2014 - e quanto mais opções para a oposição, tanto melhor - fica estranho entregar de bandeja esse protagonismo.

Vice? Como assim? Lutamos até aqui pra isso?

Como ironizam os jovens nas redes sociais: Marina fora da eleição me representa

Que fique claro: lamentamos essa decisão extemporânea porque entendemos que tanto Marina Silva quanto Eduardo Campos deveriam ser candidatos no 1º turno em 2014, para forçar um difícil 2º turno contra a candidata da máquina governista. Limitar a apenas duas as candidaturas oposicionistas (Eduardo e Aécio) contra Dilma Roussef e a ampla coalizão da base pode facilitar a vida do PT.

Os bons conceitos da #Rede, da Sustentabilidade e da Nova Política parecem também dar espaço para o monopólio de velhos arranjos, restritos a uma única legenda, ao menos à primeira vista. Ficou dúbio. Vamos aguardar.

Sustentabilidade em festa, velha política em luto

No emblemático aniversário de 25 anos da Constituição de 1988, renasce a esperança por um Brasil melhor, mais justo e sustentável com a possibilidade do anúncio da candidatura presidencial de Marina Silva pela #Rede em parceria com o PPS e o PSB.

Transformamos o luto em luta, 48 horas após o último post ("Velha política em festa, democracia em luto"), reagindo àqueles que já festejavam o provável afastamento do nome de Marina da sucessão de 2014 - e preparam outros ataques à oposição, como de praxe.

Mas devem prevalecer os princípios democráticos e republicanos de quem sonha e vive por uma Nova Política.

Não é novidade a proximidade do PPS com Marina Silva e com a #Rede. Se não bastasse a admiração recíproca, estivemos presentes em todos os momentos desta trajetória recente, da saída do PT à eleição de 2010, quando quase 20 milhões de brasileiros optaram por uma via alternativa à desgastada e simbiótica polarização PT x PSDB. Participamos do lançamento do Movimento por Uma Nova Política e, em completa sintonia, chegamos a antecipar a ideia que daria origem à Rede Sustentabilidade, com o conceito da #REDE23.

Em 2011, quando Marina discutia a saída do PV, publicamos uma "carta aberta aos marineiros", que culminou com a filiação de lideranças da sustentabilidade e da Nova Política, como o empresário Ricardo Young, que havia disputado o Senado pelo PV em 2010, ao lado de Marina, e foi eleito vereador de São Paulo pelo PPS em 2012. Trata-se de um exemplo concreto e bem sucedido da relação entre a #Rede e o PPS.

Como relatou o próprio Ricardo Young, na noite desta sexta-feira, 4 de outubro:
Estou embarcando agora para Brasília, onde devo colaborar com o grupo que está discutindo sobre o futuro político de Marina Silva, após o Tribunal Superior Eleitoral ter rejeitado ontem o registro da Rede. Vale esclarecer: o que perdemos no TSE foi apenas a possibilidade de lançar candidatos em 2014. A Rede é um fato inexorável e vai prosseguir.

Já Marina terá que tomar uma importante decisão até amanhã. Ela carrega a responsabilidade de representar o anseio de milhões de brasileiros pela sustentabilidade e por uma nova forma de se fazer política. Sem ela, cai a qualidade do debate, cai a quantidade de opções, cai as chances de termos dois turnos e, assim, a possibilidade de uma eleição “democraticamente democrática”.

Se o que pedimos na criação da Rede foi a “democratização da democracia”, é esse princípio que deve nos guiar agora. Por isso, torço para que Marina coloque seu nome à disposição para a Presidência da República. Na eleição de 2010, com mais de 20 milhões de votos, ela foi responsável pela viabilização do segundo turno, que deu mais tempo e condições para a escolha do próximo presidente do país.

Agora é o momento de colocar em prática uma tese que já está sendo testada aqui no meu mandato de vereador: a candidatura avulsa. Depois de ter uma votação expressiva como candidato ao Senado, desejava atuar na vida pública em São Paulo, mas a formação de um novo partido ainda estava prematura em 2011. O convite do PPS, que busca a sua renovação, veio em completa sintonia com os valores que já explorávamos no Movimento pela Nova Política: uma atuação independente.

Vocês que acompanham meu mandato sabem que atuo de forma independente e suprapartidária, votando projetos conforme sua relevância (e não conforme a autoria) e conversando com a base do governo e com a oposição, especialmente através da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade.

Participo do PPS também pelo diretório nacional e procuro atuar como propulsor da sustentabilidade. Desde a minha filiação, estabeleci que, como um dos fundadores da Rede, migraria para o novo partido assim que ele fosse registrado - um acordo que nunca gerou constrangimentos. Graças a essa experiência, tenho segurança para apoiar a filiação de Marina neste partido como candidata avulsa.

O termo “avulso” gerou polêmica na imprensa quando foi incorporada ao estatuto da Rede - mesmo documento que prevê a extinção do “partido”. É porque, na verdade, o movimento carrega o DNA de um “anti-partido”. E entrará no sistema eleitoral como o vírus programático que propõe o novo e o ético - assim, não é de se estranhar que se apresentaram tantas dificuldades para nosso registro!

Até lá, Marina terá a oportunidade de mostrar que está a serviço de um desafio muito maior que os partidos: a sustentabilidade. Em tempo de mudanças climáticas e tragédias assinadas pelo próprio governo federal - como o Código Florestal e Belo Monte, estamos todos carentes de uma visão estratégica que contemple nossas necessidades econômicas, sociais e ambientais. 
 
O prazo pode ser eleitoral, mas é a sustentabilidade que não pode esperar.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Velha política em festa, democracia em luto

Não há muito a dizer, além de tudo o que já foi dito. Por seis votos a um, os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiram rejeitar o pedido de registro da #Rede, o partido da ex-senadora Marina Silva.

Votaram contra a criação da legenda a ministra Laurita Vaz, relatora do caso, que foi seguida pelos ministros João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia. O ministro Gilmar Mendes foi o único a divergir e votou a favor.

Mas não se trata de uma questão aritmética (o número mínimo de assinaturas), jurídica ou burocrática, como tentam fazer parecer. Contra a #Rede sempre houve uma teia de interesses dos mais diversos, envolvendo a perpetuação no poder desse grupo com indisfarçável DNA golpista.

O objetivo não-declarado é afastar Marina Silva da sucessão presidencial de 2014. Por isso mesmo, a reação de quem se preocupa com o futuro da Nação deve ser em sentido inverso: garantir a candidatura de Marina Silva, nossos princípios democráticos e republicanos, e as vozes das redes e das ruas nas urnas.


A velha política em festa! Por isso Marina é ainda mais essencial em 2014! 

 Planalto e PT torciam por cenário sem Marina (leia)” É o que precisamos combater com  presidente!

Vamos ser claros e objetivos: base cooPTada do governo agiu o tempo todo contra  de . Aí outro motivo para tê-la candidata

Lei, ora a lei. Democracia brasileira fica subordinada à cooPTação governista e à conferência ineficaz da assinatura de apoiadores da 

Quem deseja um país verdadeiramente democrático, com princípios republicanos, sabe que a  e Marina  são essenciais em 2014

Não podemos entregar de bandeja essa eleição para . A  e Marina  são essenciais em 2014!

Desejamos serenidade à  e aos fundadores da , essenciais à democratização da democracia! 

Legenda de aluguel passa no Brasil, a  de , sopro de renovação na política, é rejeitada. Democracia de luto. Perde o país!

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"Dia D": o Brasil precisa de Marina e da #REDE

No momento em que a sucessão presidencial de 2014 vive o seu dia decisivo, o PPS reafirma a sua torcida para a homologação da #REDE, a Rede Sustentabilidade, que não é apenas de Marina Silva, mas de milhões de brasileiros anônimos que vão às ruas, às redes e às urnas.

O PPS se posiciona publicamente: Candidatura de Marina é essencial em 2014

Os obstáculos colocados para dificultar a criação desta nova formatação política, que se propõe a "democratizar a democracia", e o desespero que toma conta dos simpatizantes governistas pela simples possibilidade de Marina chegar a um eventual 2º turno daqui um ano, se não bastasse toda a sua trajetória pessoal e política, já teriam justificado o nosso apoio, que não é de hoje.

Portanto, esclarecemos mais uma vez: estamos solidários a Marina e aos fundadores da Rede Sustentabilidade, na expectativa do seu reconhecimento formal pelo TSE. Torcemos (e batalhamos, inclusive na coleta de assinaturas) para a sua oficialização, justamente por considerar essencial a sua presença nas eleições de 2014.

É nesse contexto que o PPS se coloca de "portas abertas" para, em qualquer eventualidade que possa significar a exclusão do nome de Marina Silva das eleições de 2014, oferecer legenda para sua candidatura presidencial - muito maior que um desejo pessoal ou partidário, mas que representa o sonho de todos nós, investidos do espírito democrático e republicano, e preocupados com o futuro da Nação.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Candidatura de Marina é essencial em 2014

Nós, que desejamos inaugurar um período pós-PT no Brasil, torcemos e lutamos para a legalização da #Rede de Marina Silva. A sua candidatura em 2014 é fundamental para o salto qualitativo que o país necessita dar, é salutar para a democracia e essencial para garantir um novo olhar para a política e para a sustentabilidade, com mais ética, transparência e eficácia.

Nem vamos entrar no mérito do pedido formal de registro no TSE, com seus aspectos jurídicos e burocráticos. Mas falamos aqui da liderança emblemática de Marina e do significado prático exemplar que tem a sua conduta pessoal e política para a juventude deste Brasil que mostra a cara nas ruas e nas redes.

Trata-se de uma oportunidade ímpar poder votar nesta mulher que nos dá uma lição diária de vida, com equilíbrio, força, sensibilidade e inteligência, nesse país que precisa dia a dia derrotar a violência, a desigualdade, o preconceito, a injustiça e a pobreza.

Clamamos por um serviço público de qualidade, com mais educação e bom atendimento de saúde para todos. Queremos respeito à diversidade da nossa gente e da nossa natureza. Precisamos garantir e ampliar as conquistas democráticas, econômicas e sociais. Assim como podemos contribuir decisivamente, neste momento, com o impulso grandioso de mudanças culturais, éticas e humanas que está em ebulição no Brasil e no mundo.

O que o povo demanda é justamente aumentar a participação direta nas decisões públicas e mudar o caráter e o alcance da ação política (individual e coletiva), cobrando respostas honestas e inovadoras para os problemas e desafios mais urgentes e complexos.

Tudo isso está simbolizado no Movimento por uma Nova Política, que Marina Silva vem construindo com a sociedade desde a sua candidatura presidencial em 2010, pelo PV, e que começou a tomar forma de um partido político, a Rede Sustentabilidade, por exigência da legislação.

Porém, na sua essência, a #Rede sempre foi um "anti-partido", tanto na forma de agregação e organização, que procura convergências na transversalidade, quanto como instrumento contra o poder das hierarquias que capturam as instituições democráticas e, ironicamente, fazem delas seu instrumento de dominação.

Ou seja, não surpreende que a #Rede tenha encontrado dificuldades de superar os obstáculos burocráticos da velha ordem estabelecida, justamente ao propor uma nova formatação política alicerçada em um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo, difuso e igualitário.

A candidatura presidencial de Marina Silva em 2014 é essencial para o Brasil. Não podemos nos dar ao luxo nem mesmo de cogitar o adiamento deste projeto para 2018, satisfazendo os interesses mais mesquinhos desse grupo com DNA golpista que se apoderou do governo federal na última década e que pretende se eternizar no poder a qualquer custo.

Sempre defendemos: quanto mais candidatos, melhor! Queremos Marina Silva candidata em 2014, assim como defendemos e valorizamos o papel a ser desempenhado por Aécio Neves e por Eduardo Campos. Quanto mais opções à continuidade do PT e deste governo de coalizão inaugurado por Lula em 2003 e mantido (ou piorado) por Dilma em 2011, tanto melhor para os princípios democráticos e republicanos.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Vamos falar da eleição sem meias palavras?

Sejamos claros: quanto mais candidatos à Presidência da República em 2014, melhor! Além de mostrar que existe vida inteligente na política nacional fora da cooPTação governista, oferece uma gama diversificada de opções para inaugurar um novo período "pós-PT".

O nome de Aécio Neves está consolidado no PSDB, assim como também parece irreversível a candidatura de Eduardo Campos pelo PSB - que o PT insiste (e erra!) em menosprezar. Tratamos desse tema da sucessão presidencial no texto Feliz 2014: o Ano Novo começa nesta semana!

Duas dúvidas vão persistir por mais alguns dias: Marina Silva tem até 5 de outubro para oficializar a Rede Sustentabilidade ou decidir pela filiação a outra legenda para poder disputar a eleição do próximo ano. A mesma data é o limite para José Serra escolher entre permanecer no PSDB e se conformar em disputar uma vaga na Câmara ou no Senado, ou se filiar ao PPS e tornar-se outra vez presidenciável.

Muita gente tem questionado o posicionamento do PPS exatamente por incentivar, ao mesmo tempo, todas essas candidaturas: o partido pode apoiar Aécio, Eduardo, Serra ou Marina - e qualquer deliberação para 2014 será absolutamente legítima e coerente (leia aqui uma boa resposta sobre esse questionamento).

Hoje é humanamente impossível antecipar a decisão do TSE: vai vetar o partido de Marina Silva por problemas meramente burocráticos ou dará razão ao argumento de que os cartórios não cumpriram o prazo de conferência e rejeitaram assinaturas sem justificativa?

Ninguém na #REDE quer falar em "plano B" - e estão certíssimos! A própria Marina foi clara na explicação: "Vocês já viram alguém indo para o altar com um noivo ou uma noiva e alguém pergunta: e se ele enfartar? E se acontecer alguma coisa, o que ele vai fazer? Ah, estou de olho ali na vizinha, tenho um plano B".

Todos estamos torcendo - e colaboramos inclusive na coleta de assinaturas - para a oficialização da Rede Sustentabilidade. É bom para o Brasil, é saudável para a democracia. Mas todos sabemos que se o novo partido da Marina não sair, ela tem no PPS uma opção para disputar a Presidência da República em 2014. Se ela vai querer ou não, é uma outra história. Mas a própria Marina já falou sobre a possibilidade (leia).

Também o tucano José Serra parece de certa forma esperar pela decisão de Marina para definir o seu próprio futuro: se a #REDE não sair e Marina não se filiar a nenhum partido, abre-se um vácuo na sucessão presidencial com a sua ausência. Quem vai ocupar esse espaço?

sábado, 28 de setembro de 2013

Dilma: quando a comédia e a tragédia se encontram


Na cartilha do marketing eleitoral, vale tudo: a lição mais recente, daquelas que causam a chamada "vergonha alheia", foi colocar a presidente Dilma Roussef por mais de uma hora interagindo com a sua paródia no twitter, a Dilma Bolada. Tudo devidamente registrado e oficialmente divulgado.

A receita: pegue uma presidente com fama de gerentona, sem nenhuma pitada de carisma e empatia, em baixa nas pesquisas, misture na panela um simpatizante engraçadinho, Jeferson Monteiro, que imita nas redes sociais os trejeitos estereotipados da "presidenta", adicione 1 kg de recursos públicos, mais uma dúzia de milicianos virtuais patrocinados com dinheiro do Estado, coloque em fogo brando e pronto! Sai um factóide prontinho para ser consumido pela imprensa chapa-branca.

A conta pessoal de Dilma Roussef no twitter estava inativa desde 2010, com quase 2 milhões de seguidores. "Eu voltei, voltei para ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar", anunciou a presidente em sua reestréia virtual, citando trecho da música "O Portão", de Roberto Carlos, de quem Dilma se diz fã. Por sorte os internautas foram poupados do verso "Meu cachorro me sorriu latindo!".

Mas o rebanho de jornalistas domesticados, militantes e seguidores cooPTados estava a postos, destilando o ódio de praxe em 140 toques. O twitter @23pps foi dos mais críticos sobre a armação marqueteira, provocando reações diversas e extremas: do ataque nonsense de apoiadores como o ator José de Abreu, o Nilo do lixão de novela Avenida Brasil, à marcação de tweet favorito do escritor Paulo Coelho, para seus mais de 8 milhões de seguidores.

Entre outras amenidades e tentativas de fazer graça, Dilma Roussef comentou reportagem da revista "The Economist", que atacou a política econômica do governo, retuitou sua alter-ego digital, que chamou a publicação britânica de "The Recalconomist", e fez comentários auto-elogiosos sobre o Programa Mais Médicos e o episódio de espionagem americana.

O tweet final foi sobre o suposto passeio de moto que Dilma teria feito em Brasília, na mais inverossímil vibe de "rebelde sem causa", que teria "vazado" na imprensa (e tem gente que acredita...). Dilma Roussef respondeu à Dilma Bolada: "Sim & me diverti pra valer. Será que vc tem carteira pra dirigir moto? Se tiver, da próxima vez, podemos atuar no 8º Velozes e Furiosas".

Uau, que presidente mais humana, gente! Que fofa essa Dilminha (#sqn)! Mais fake, impossível!

Eis o nível do governo do PT no Brasil: a comédia @diImabr encontra com a tragédia @dilmabr e as duas brincam de BFFs no twitter. #SOCORRO

Mas já não bastava o Tiririca original? RT @folha_poder Dilma volta ao Twitter, faz piada e rebate "The Economist". (leia

Dilma é a nova Tiririca da política brasileira! Brasil: pior do que está, fica! Presidente vira paródia de si mesma! (leia)

De volta ao Twitter, presidente conversa com Dilma Bolada (leia@estadao Quando o ridículo supera todas as expectativas...

Será que o Obama invadiu o twitter oficial da @dilmabr? Ou o marqueteiro do PT João Santana lançou de vez a presidenta Easy Rider? #mistério

Desaprovação à saúde no governo Dilma sobe para 77% (leia). Enquanto isso, @dilmabr brinca no twitter @padilhando pra gente!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Novos partidos: caiu na rede, é peixe!

"Os políticos viram os protestos lançarem o bordão ´sem partidos´ e devem ter entendido que o povo defende 100 partidos no país." 
Frase do Deputado Júlio Delgado, presidente do PSB de Minas, sobre a criação do Pros e do Solidariedade e a consequente movimentação para trocas partidárias (publicada na Folha de S. Paulo desta sexta, 27 de setembro). 
Por ironia, o novo partido com algum grau verdadeiramente renovador na política brasileira - a #REDE de Marina Silva - é exatamente o único que corre o risco de não ser legalizado, após o TSE aprovar numa só tacada a 31ª e a 32ª legendas partidárias, o Solidariedade e o Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

A provocação do deputado Júlio Delgado é pertinente. O mineiro, que já foi do PPS e se transferiu ao PSB para acompanhar o então ministro Ciro Gomes no apoio ao Governo Lula, quando o PPS decidiu romper com o PT nos idos de 2004, antes ainda do escândalo do mensalão, conhece bem as idas e vindas partidárias.

Hoje o movimento é inverso: Ciro Gomes e seu irmão Cid, governador do Ceará, estão deixando o PSB porque defendem o apoio à reeleição de Dilma Roussef (PT) e são contra a candidatura presidencial de Eduardo Campos, governador pernambucano, presidente nacional e neto de Miguel Arraes, fundador do PSB, enquanto Júlio Delgado permanece no partido.

Outra contradição: o último "novo" partido a se aproveitar da chamada "janela da infidelidade" (a lei determina que detentores de mandato podem se transferir para partidos recém-fundados sem o risco de serem questionados pela antiga legenda, e ainda carregam a proporção do tempo de TV e do fundo partidário) foi o PSD de Gilberto Kassab, em 2011, que serviu ao governo Dilma para desidratar a oposição e teve o apoio do até então governista Eduardo Campos. Chegou até a ser cogitada uma posterior fusão entre PSD e PSB.

Porém, em 2013, a base cooPTada do governo tentou fechar na cara de Marina e da MD (Mobilização Democrática), legenda que surgiria da fusão do PPS com o PMN, a mesma janela que foi usada por Kassab. Ou seja, um peso e duas medidas. O que é bom, o governo fatura. O que é ruim, joga no colo da oposição. Golpismo? Oportunismo? O fato é que, a partir daí, o PSB de Eduardo Campos ficou mais distante do PT e do PSD kassabista.

Diga-se, PSB que quase perdeu o deputado Romário, o "peixe". E aí, perdoe o trocadilho infame, mas caiu na rede... Leia: Após se dizer 99,9% no Pros, Romário retorna para o PSB.

Proliferam as chamadas "legendas de aluguel", enquanto partidos ideológicos - como a #Rede de Marina, o PPS, o PSOL e outros enfrentam toda sorte de entraves políticos e burocráticos (vide a proposta da cláusula de barreira, por exemplo).

O tema está em pauta. Vejamos o que dizem por aí:

A política do ‘jeitinho’

Novos partidos prometem verba para atrair deputados

Janio de Freitas: O problema de Marina

Demétrio Magnoli: Marina e as regras do jogo

Eliane Cantanhêde: Prós e contras

Marina Silva: Oficina vazia

Reforma política: o que precisa ser mudado no sistema eleitoral

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mooca: parque ecológico ou condomínios de luxo?

Alô, prefeito Fernando Haddad! Alô, secretário do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Teixeira! Alô, senhores vereadores!

No dia em que Haddad entrega pessoalmente o projeto do novo Plano Diretor da Cidade na Câmara Municipal de São Paulo, parece oportuno discutir a justa reivindicação dos paulistanos para implantação de um parque público no tradicional bairro da Mooca.

É um caso emblemático: a comunidade está mobilizada pela preservação integral da área verde, enquanto a atual proprietária do terreno pretende construir condomínios de alto padrão no local - e oferece como "compensação ambiental" preservar apenas 30% do terreno para um "parque" a ser administrado pela própria empresa por 20 anos.  

Há movimentação de políticos pró e contra: de um lado, o amplo apoio à desapropriação da área por decreto de utilidade pública ou interesse social; do outro, a defesa do direito da construtora São José explorar economicamente o espaço que foi ocupado por mais de 60 anos pela Esso, deixando o solo contaminado por seus tanques de combustíveis.


Trata-se de um terreno em processo de descontaminação há mais de 10 anos, supervisionado pela Cetesb. Segundo o laudo mais recente, é possível a implantação de um parque aberto, mas o terreno segue impróprio para habitação.

Este é o último grande espaço no bairro que pode abrigar um parque público e ajudar a Mooca a reverter o baixíssimo índice de área verde (0,35 m² de área verde por habitante, enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda 12 m²).

Também em função da pouca quantidade de áreas verdes, a Mooca é um dos dez bairros com mais baixo nível de umidade relativa do ar, segundo balanço recente do Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura de São Paulo.

Neste sábado, dia 28, aconteceria mais uma manifestação da comunidade em favor do parque: uma caminhada (veja cartaz abaixo), que acabou adiada a pedido dos organizadores. Os 55 vereadores paulistanos também estão sendo convocados para aderir à causa. O PPS apóia a reivindicação!

Leia também: 

Bancada do PPS defende Parque Ecológico na Mooca

Quem me representa? (Só que não)



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Feliz 2014: o Ano Novo começa nesta semana!

Os próximos dez dias serão decisivos para as eleições de 2014: enfim, saberemos se Marina Silva conseguirá a oficialização no TSE da sua Rede Sustentabilidade, se José Serra permanecerá no PSDB ou arriscará uma troca de legenda para disputar pela terceira vez a Presidência da República e como será o final da "dança dos famosos" - não aquela do Domingão do Faustão, mas a outra que se encerra com o prazo de troca partidária para os candidatos em 5 de outubro.

A novidade da semana foi a entrega dos cargos do PSB no governo, abrindo caminho definitivo para a candidatura presidencial de Eduardo Campos - o que já afirmávamos que se confirmaria (leia: O "pós-PT" em ritmo de frevo).

O programa dos tucanos na TV consolidou a disposição de Aécio Neves para reforçar o diálogo oposicionista, com seu novo bordão "Vamos Conversar". O PPS também foi à TV pedir a prisão dos mensaleiros, no meio do fogo cruzado do Supremo Tribunal Federal, que concedeu um polêmico segundo julgamento a parte dos condenados (incluindo o núcleo político do PT).

A presidente Dilma Roussef parece já ter colocado o governo em segundo plano, fazendo da sua reeleição a prioridade absoluta. Vide o acobertamento das denúncias do ministro do PDT, que ameaçou ligar o ventilador e espalhar sujeira para todo lado com "revelações impublicáveis" se for demitido. Ficou por isso mesmo.

Ou seja, 2014 está começando bem mais cedo. Dias piores virão.

Leia também:

André Singer:  O xadrez de Campos

Movem-se as peças no tabuleiro eleitoral...

Como ficam os nomes da oposição para 2014?

Querida presidente "tontinha" e o Brasil "lascado"...

Mais médicos, menos políticos

Um artigo sobre o Plano Diretor de São Paulo

(Artigo de Luiz Carlos Costa, publicado na Folha de S. Paulo)


São Paulo diante de um plano problemático

Fica difícil reconhecer no projeto de Plano Diretor o amadurecimento necessário para se conduzir São Paulo ao futuro desejado

Dá o que pensar a atitude da Prefeitura de São Paulo de evitar um debate franco e objetivo do projeto de Plano Diretor cuja minuta divulgou recentemente.

Essa atitude evasiva se concretizou ao ser apresentado no final de agosto um projeto de lei excepcionalmente complexo e volumoso (são 256 artigos, alguns longos) sem que se oferecesse à sociedade condições para se inteirar do mesmo e elaborar suas críticas e contrapropostas.

A administração municipal parece ter esquecido que o plano, estratégico e de longo prazo, não é seu, mas da sociedade. E que as determinações constitucionais expressas no Estatuto da Cidade exigem plena participação popular em todas as partes e etapas de sua elaboração.

Na verdade, ficou impossível ao cidadão perceber, por exemplo, o quanto o projeto oficial reforça a excessiva liberdade concedida ao setor imobiliário para multiplicar empreendimentos que invadem os bairros constituídos, sem atenção aos efeitos danosos que provocam.

São problemas conhecidos, como os congestionamentos paralisantes, a deterioração ambiental associada à saturação de áreas construídas, a expulsão de moradores de renda baixa ou a desestruturação de bairros passíveis de recuperação.

Ao contrário, o plano autoriza que, em áreas extensas, empreendimentos elitizantes se multipliquem, desde que paguem pelo direito de construir mais. Recursos que nunca são suficientes para permitir ao poder público atender às demandas decorrentes do uso excessivo do solo.

Por outro lado, o plano não prevê que, além das zonas especiais instituídas, seja garantida às comunidades a oportunidade de formular normas públicas válidas para zonas comuns, conforme diretrizes do próprio Plano Diretor, pelas quais se preserve a qualidade urbanística e ambiental e se conciliem interesses locais divergentes.

Sejam os interesses do setor imobiliário de atender o mercado, sejam os do setor público de produzir infraestrutura e serviços, sejam os de associações de moradores que lutam por qualidade habitacional.

Outro problema é que a proposta para a reestruturação geral do território urbano demonstra-se débil e incompleta. Ela é centrada na constituição de faixas adensadas e com padrões construtivos próprios que ladeariam os corredores de ônibus (em boa hora propostos), mas que, ao se sobreporem automaticamente a quadras e bairros existentes, criariam problemas imprevisíveis.

O fato é que o plano não chega a propor um projeto de reestruturação territorial capaz de reorientar a produção da cidade do futuro. Projeto que teria de definir um sistema de transportes de grande capacidade, capaz de atender as demandas atuais e futuras e criar a base de cálculo dos potenciais construtivos dos diferentes segmentos do território. Esse sistema só poderá ser viabilizado com um esforço inédito dos poderes públicos atuantes na setor, notadamente os responsáveis pelo transporte de massa como trens e metrô.

Além disso, a estrutura territorial a propor teria de dar suporte ao desenvolvimento de todas as partes da cidade, integrando os vários polos de atividade econômica e social, desenvolvendo o novo centro metropolitano expandido e promovendo a formação de macrorregiões que ganhem autonomia para melhorar a governança dessa imensa cidade.

Quanto ao centro metropolitano, o plano não apresentou uma síntese dos estudos em desenvolvimento sobre o Arco do Futuro, o Arco do Tietê e a Operação Água Branca.

Fica difícil reconhecer no Plano Diretor o amadurecimento necessário para se conduzir com segurança São Paulo ao futuro desejado.

Resta a esperança de que se institua um novo período de discussão, no qual o Executivo se digne a examinar críticas. É a única forma de se evitar a adoção intempestiva de processos que comprometam irreversivelmente o futuro da metrópole.

www.luizcarloscosta1935.wordpress.com


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Como fazer política diante do descrédito do povo?

Se não bastassem todos os aspectos favoráveis e didáticos das recentes e históricas manifestações nas redes e nas ruas, esta óbvia constatação do absoluto descrédito da população com todos os partidos e políticos tradicionais, e a consequente pressão por uma ampla reforma política, por si só já merece ser comemorada.

Há bastante tempo batemos nessa tecla da falência do atual sistema político-partidário, da falta de credibilidade dos políticos, da insatisfação e indignação crescentes (e justas!).

Mas é exatamente por aí que o PPS deve trilhar o seu caminho por uma nova forma de fazer política. Renovar-se de dentro para fora, captando das vozes das ruas as principais demandas da “democratização da democracia”, da reforma estrutural (e de caráter) que o país necessita e passou a cobrar, assumir sem vergonha um novo papel de interlocutor da sociedade no mundo da política institucional – e dessa classe média desprezada pelo PT e avessa aos partidos conservadores e de direita.

 Foi o que defendemos com o conceito da #REDE23:

Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham. 

O partido não pode manter mais a posição de vanguarda da época da circulação restrita de informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações, à luz de suas diretrizes mais gerais, e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas. 


Se não abrirmos os olhos e nos despirmos de antigos dogmas (tão ou mais complexos que a difícil mudança de PCB para PPS, em 1992), repetiremos como farsa a tragédia do operário da obra-prima de Chico Buarque ("Construção"): morreremos na contramão atrapalhando o tráfego.

Srs. políticos, vamos voltar a enxergar a realidade?

Leia também:

Líder? Que líder? Será o fim da velha política?

A esquizofrenia e o DNA golpista do PT 

Roberto Romano: Pela democratização dos partidos 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nova revista apresenta visões sobre Plano Diretor

A revista "Arte & Política", que será lançada nesta quarta-feira, 18 de setembro, na Câmara Municipal de São Paulo, traz artigos das lideranças partidárias sobre o Plano Diretor Estratégico. 

Confira o artigo da Liderança do PPS com os vereadores Ari Friedenbach e Ricardo Young: Por  uma cidade mais viva, justa e acolhedora.

Produzida pela Diretoria de Comunicação Externa, em parceria com a TV Câmara São Paulo, o Centro de Comunicação Institucional e apoio dos demais setores de comunicação do Legislativo paulistano, a revista será apresentada às 11h30, durante a reunião da Mesa Diretora da Câmara. 

A publicação, com tiragem de 10 mil exemplares, terá distribuição gratuita, especialmente nas audiências públicas que serão realizadas sobre o Plano Diretor, que começará a ser debatido pelos vereadores e pela sociedade nos próximos dias.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vladimir Safatle: "Tudo parece calmo"

(Texto publicado na Folha de S. Paulo desta terça-feira, 17 de setembro)

Depois das grandes manifestações de junho, com sua revolta explosiva capaz de colocar em chamas o Palácio Itamaraty e levar mais de um milhão e meio de pessoas às ruas, tudo pode parecer calmo.

A dimensão reduzida das manifestações do Sete de Setembro parece corroborar tal visão, o que leva a classe política a passar ao ataque e procurar aprovar leis que restrinjam manifestantes que escondam o rosto, que puna com até oito anos de prisão degradação de patrimônio em contextos de revoltas políticas, entre outras pérolas.

Mesmo os debates políticos parecem, cada vez mais, restringirem-se à descrição da ciranda de acordos partidários a fim de viabilizar candidaturas.

No entanto a primeira lição a tirar de junho é a seguinte: a política brasileira transformou-se em algo profundamente instável. Nada nos garante que não estamos vendo apenas um momento de calmaria antes de uma nova tempestade. Note-se como, desde junho, este país viveu, de maneira praticamente ininterrupta, em um estado contínuo de manifestações de toda ordem.

A maioria delas é ligada a pautas como desmilitarização da polícia, melhores condições para professores, indignação contra a corrupção no Metrô de São Paulo, entre tantas outras. Isso é um sintoma importante de uma inquietude na política brasileira, que talvez não passará até que novos atores políticos se constituam.

Por um momento, parecia que certas instituições brasileiras tinham sentido o golpe. O Congresso Nacional votou leis que estavam engavetadas há anos, a Polícia Militar sentiu-se acuada em sua barbárie, os partidos prometeram ouvir mais os setores que exigiam mudanças estruturais. Tudo isso durou um instante. Logo em seguida, tais instituições demonstraram seu caráter radicalmente irredutível em relação a reformas e voltaram a operar como sempre operaram.

Esse é um modelo de lógica de avestruz que apenas acelera o desabamento. Nada mais equivocado do que confiar em uma calmaria aparente.

Quando uma sociedade acorda, ela não volta a dormir completamente. Na verdade, sua elaboração passa a um estado de latência.

Em latência, ela vai aos poucos se desacostumando de suas antigas formas, até que chega o momento em que provocar mudanças equivale a chutar uma porta podre.

Muitas das transformações fundamentais ocorrem assim, ou seja, o trabalho mais importante foi feito em silêncio aparente.

Como dizia T. S. Eliot, essa é a forma com que o mundo termina: não com um estrondo, mas com um lamento silencioso.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Qual será a marca da gestão Haddad?

Faixas pintadas no asfalto são suficientes para imprimir a marca de uma gestão que há um ano foi apresentada como representante do "novo" que a cidade de São Paulo precisava para mudar para melhor?

Se já não bastasse o prefeito Fernando Haddad (PT) não cumprir as suas principais promessas de campanha, como o Arco do Futuro e o bilhete único mensal, comete deslizes na fiscalização de obras irregulares (como a que causou 10 mortes em São Mateus), trapalhadas na questão do aumento da tarifa de ônibus (que originou os protestos pelos 20 centavos) e agora afrouxa a fiscalização da Lei Cidade Limpa, principal marca de seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD).

A imprensa relata que houve queda de 90% nas multas por irregularidades na lei que passou a vigorar em 2007. De janeiro a agosto deste ano, a Prefeitura aplicou 226 multas. A média por subprefeitura é de menos de uma autuação por mês. No ano passado, no mesmo período, foram 2.265 multas.

A Prefeitura alega que as autuações caíram porque as pessoas respeitam mais a lei e que a fiscalização continua sendo feita. No entanto, os jornais mostram que é fácil encontrar violações pelas ruas. As principais irregularidades são cometidas por pequenos comércios. Peças móveis, como banners, cavaletes e faixas, passaram a tomar as ruas comerciais do centro e também da periferia. Além disso, sobram lambe-lambes nos postes de todas as regiões percorridas.

O setor de publicidade e alguns vereadores de São Paulo cobram a expansão da permissão de anúncio no mobiliário urbano da cidade. Atualmente, apenas pontos de ônibus e relógios de rua podem ter anúncios.

A ampliação dos equipamentos, alega o setor publicitário, poderia ajudar na arrecadação de fundos para o próprio município ou para melhorias na cidade. Pelo acordo dos pontos de ônibus e relógios, as empresas vencedoras da licitação tem de colocar os novos equipamentos e a fazer a manutenção. 

Embora o que se veja atualmente são pontos de ônibus desconfortáveis e que não oferecem nenhuma proteção de sol ou chuva aos usuários, além de calçadas esburacadas por conta da instalação dos novos relógios.

Em troca, essas empresas podem explorar os anúncios no mobiliário da cidade por 25 anos. Pelo acordo assinado, serão instalados pelo menos 6.500 abrigos e 14 mil totens. Quanto aos relógios, serão 100 na região central e aproximadamente 150 nas outras quatro áreas da cidade.

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