terça-feira, 5 de outubro de 2010

Veja quem são os deputados federais do PPS/SP

O PPS de São Paulo elegeu três deputados federais: Arnaldo Jardim foi reeleito com 140.641 votos (0,66%) e Dimas Ramalho com 139.636 votos (0,66%). Já Roberto Freire obteve 121.471 votos (0,57%) em sua primeira disputa eleitoral pelo Estado de São Paulo.

Quem é Arnaldo Jardim

Arnaldo Jardim é natural de Altinópolis/SP, nascido em 08 de maio de 1955. Iniciou a vida política como líder estudantil, na Escola Politécnica da USP, onde se formou em engenharia civil e lutou pela redemocratização do País.

Sua vida pública começou em 1982 na campanha de Franco Montoro para Governador de São Paulo. Foi eleito deputado estadual em 1986 e no segundo mandato, em 1991, foi Líder do Governo e do PMDB na Assembléia Legislativa. Em 1992, assume a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo.

Em 1994, foi candidato a Vice-Governador pelo PMDB. De volta à Assembléia paulista em 1999, foi relator geral do Fórum São Paulo Século XXI e da CPI dos Combustíveis que investigou a máfia dos combustíveis adulterados.

Na Câmara, Arnaldo Jardim coordenou as Frentes Parlamentares da Habitação, pela Energia Limpa e Renovável e do Cooperativismo Paulista; foi membro da Câmara Especial de Bicombustíveis, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; foi presidente do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração de uma nova legislação de destinação dos resíduos sólidos no Estado.

Foi Presidente Estadual do PPS de 2001 a 2002. Hoje é o 1º vice-líder da bancada do PPS na Câmara Federal, titular na Comissão de Minas e Energia e compõem as comissões de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Urbano, Viação e Transportes, Turismo e a Comissão Mista de Orçamento.

Reconhecido como uma das "100 Cabeças do Congresso Nacional" pelo Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, foi também escolhido pelo Portal Congresso em Foco como um dos melhores parlamentares da Câmara.

Quem é Dimas Ramalho

Deputado Federal reeleito para o seu terceiro mandato, Dimas Ramalho foi líder da bancada do PPS na Câmara dos Deputados e cumpriu um mandato limpo e correto. Assinou e apoiou a instalação das CPIs dos Correios, Mensalão, Sanguessugas e Bingos. Votou, com o Conselho de Ética, pela punição de todos os parlamentares envolvidos nos escândalos políticos.

Defende o voto aberto no plenário da Câmara e votou pela diminuição do recesso parlamentar. Devolveu para a Mesa Diretora da Câmara os dois salários ‘extras’ pagos pela autoconvocação extraordinária do Congresso Nacional. Está entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional (Pesquisa DIAP).

Dimas Ramalho é um dos deputados mais assíduos em plenário, conforme dados da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. É membro titular da Comissão de Defesa do Consumidor e da Reforma do Poder Judiciário e suplente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Participou da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Defesa Nacional e Relações Exteriores.

Quem é Roberto Freire

Sinônimo de ética e seriedade na vida pública, Roberto Freire é presidente nacional do PPS e um dos mais respeitados políticos do país.

Conhecedor profundo dos problemas nacionais e observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, é reconhecido por toda a mídia como um político sério e competente. Escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 “cabeças” do Congresso Nacional por 14 anos.

Seu nome sempre esteve no rol dos políticos efetivamente comprometidos com o avanço da democracia e dos ideais republicanos. Sobre ele não pesa uma só denúncia a respeito de sua atuação pública – e este é o seu maior patrimônio após 32 anos ininterruptos na política (um mandato como senador, cinco como deputado federal e um como estadual).

No Senado (de 1995 a 2002), como líder do PPS, tornou-se referência na luta pela afirmação dos princípios republicanos, pela celebração de um novo pacto federativo e na defesa de políticas sólidas, garantidoras do desenvolvimento, sobretudo das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Defensor de um desenvolvimento regional equilibrado, nunca caiu na preconceituosa esparrela de acusar São Paulo e o Sul pelos dramas do Brasil. Sempre afirmou que longe de ser problema, São Paulo é parte decisiva da solução.

Veja quem são os 4 deputados estaduais reeleitos

O PPS de São Paulo reelegeu quatro deputados estaduais para o mandato de 15 de março de 2011 a 15 de março de 2015: Alex Manente com 114.714 votos; Roberto Morais com 107.145; Dr. Gondim com 104.663; e Davi Zaia com 68.658 votos.

Quem é Alex Manente

Alex Manente nasceu em São Bernardo, é formado em Direito e desde muito jovem atua junto às comunidades na conquista de diversas melhorias, seguindo o exemplo do pai, Otavio Manente, que já foi vereador e secretário de Obras daquele município.

Alex Manente concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 2004, sendo eleito vereador aos 25 anos, com 12.507 votos. O feito entrou para a história da política regional, pois Alex alcançou a marca de vereador mais bem votado de São Bernardo e também do Grande ABC.

Aos 27 anos, foi eleito para o primeiro mandato de deputado estadual com 60.571 votos (sendo 5.686 na Capital).

Na Assembléia, criou a Frente Parlamentar da Billings e acelerou as discussões sobre a Lei Específica da Billings, garantindo a aprovação em 2009. Também é autor do projeto de lei que propõe a disciplina Introdução ao Direito nas escolas da rede estadual.

Como presidente da Comissão de Defesa e Direito do Consumidor, reforçou as cobranças à Sabesp, negociou a ampliação das centrais da Eletropaulo e desenvolveu a Cartilha da Telefonia, para orientar os usuários sobre os novos planos da Telefônica.

Assumiu a Comissão de Relações do Trabalho, em 2009, com o desafio de estreitar a relação entre empregado e empregador. Atualmente, atua na Comissão de Serviços e Obras Públicas, permanece como membro efetivo da Comissão de Defesa do Consumidor e suplente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Com forte atuação no interior, ajudou a estruturar programas sociais, impulsionou o desenvolvimento de obras de infraestrutura e possibilitou maior investimento das prefeituras na área da saúde.

Quem é Roberto Morais

Roberto Turchi Morais nasceu em 29 de julho de 1959 na cidade de Charqueada, interior do Estado de São Paulo São Paulo.

Começou a trabalhar muito cedo, ajudando seu pai nos afazeres do pequeno armazém da família até seus 17 anos, quando iniciou seus primeiros trabalhos na Rádio Difusora de Piracicaba em programas esportivos e de serviços, sempre acompanhando os jogos do XV de Novembro de Piracicaba, uma de suas paixões.

Abraçando definitivamente o jornalismo como profissão, Roberto Morais mantém hoje programa diário “Manhã da Onda” na Rádio Onda Livre de Piracicaba, o programa “Esporte Livre” na TV Beira Rio e a coluna “Jornada Esportiva” no Jornal de Piracicaba.

Buscando uma participação mais ativa na busca de soluções para os problemas sociais, iniciou sua vida política elegendo-se pelo PPS vereador de Piracicaba pela primeira vez em 1992.

No ano de 1996 concorre à reeleição e vence como o vereador mais votado em toda a história política de Piracicaba.

Foi eleito pela primeira vez para a Assembléia Legislativa em 1998 pelo PPS, sendo reeleito em 2002 e 2006 – sempre como o mais votado de sua bancada.

Sua forte atuação política o levou a ocupar várias e importantes funções no Parlamento Paulista como: 3º Secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, relator da CPI dos pedágios, vice-presidente da CPI que investigou deficiências e abusos no sistema prisional do Estado de São Paulo, membro do Conselho Deliberativo do Instituto do Legislativo, Presidente da Comissão de Assuntos Municipais (por duas vezes), membro das Comissões Permanentes de Constituição e Justiça, Relações do Trabalho, Fiscalização e Controle, Transportes e Presidente da CPI que investiga a “Guerra fiscal”. Atualmente Roberto Morais é líder da bancada do PPS na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

Roberto Morais foi o segundo parlamentar mais bem avaliado do Estado de São Paulo pelo Movimento Voto Consciente, cujo objetivo é conscientizar os eleitores sobre o seu papel de fortalecer e aperfeiçoar a democracia através do “voto consciente”.

A pesquisa leva a pratica um conjunto de ações desenvolvidas pelo parlamentar nos quatro anos de mandato nos critérios de presença nas Comissões de Estudo , atuação como Legislador, comunicação e resposta a pedido de informação, avaliação do site, Plenário (presença nas votações nominais), fiscalizador do Executivo e fidelidade partidária e fidelidade ao mandato.

Roberto Morais recebeu o índice final de 7,43 pontos, tendo pontuação máxima (10 pontos) nos critérios de Leis, Comunicação e Fidelidade.

Quem é Dr. Gondim

Luiz Carlos Gondim Teixeira nasceu em 29 de novembro de 1947 em Fortaleza, Estado do Ceará.

Mudou-se para Mogi das Cruzes em 1969 para realizar um grande sonho: ser médico. Formou-se pela Universidade de Mogi das Cruzes em 1974. Fez pós-graduação na Universidade de Buenos Aires, na Argentina, tendo sido, ainda, professor voluntário do Hospital das Clínicas em São Paulo, no ano de 1982.

Exerce a Medicina até hoje, atuando nas áreas de Ginecologia e Andrologia. É especialista em Esterilidade Conjugal.

Como médico, realiza há 30 anos campanhas educativas de planejamento familiar, prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e às drogas, através de palestras em escolas estaduais, municipais, particulares, indústrias e associações de bairro.

Foi o criador da Semana do Adolescente, um ciclo de palestras voltado à orientação do público jovem mobilizando profissionais das mais diversas áreas de saúde abordando temas variados, que fazem parte do cotidiano dos jovens.

Optou pelo ingresso na vida política para ampliar seu atendimento à população, notadamente as mais carentes, elegendo-se vereador de Mogi das Cruzes, em 1988, tendo sido reeleito para o cargo em 1992 e 1996.

Elegeu-se deputado estadual em 1998 pelo Partido Verde, com 13.327 votos. Em 2002, foi reeleito pelo mesmo partido, com mais de 57 mil votos. Na eleição de 2006, recebeu cerca de 71 mil votos.

Como legislador atuante no Parlamento Paulista, é membro titular nas Comissões Permanentes de Saúde e Higiene e de Assuntos Internacionais.

É o autor e coordenador de diversas Frentes Parlamentares, entre às quais destacam-se as que atuam na busca de auxílio e recursos para as Santas Casas, bem como em defesa das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes).

Também atua na Frente Parlamentar pela ampliação dos serviços do IAMSPE (Instituto de Assistência ao Servidor Público Estadual) e na Frente Parlamentar em Defesa da Citricultura. É de sua autoria o requerimento para constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o cartel da indústria da laranja. Participou ativamente da CPI dos Pedágios e da CPI dos Crimes Ambientais.

Autor de 60 leis em vigor no Estado, o mandato do deputado Gondim tem como prioridades as áreas da saúde, promoção social, educação, esportes, turismo, habitação, segurança e transporte.

Quem é Davi Zaia

Davi Zaia nasceu em Cordeirópolis, interior de São Paulo, e é formado em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas.

Começou cedo na política, ainda estudante, na luta contra a ditadura e pela democracia, por eleições diretas, pela anistia, pelo direito de greve, pela liberdade de organização e expressão, por uma Assembléia Constituinte, pelo Estado Democrático de Direito.

Funcionário de carreira do Banco Nossa Caixa, milita há mais de 30 anos no movimento sindical dos trabalhadores, bancários em particular, nas batalhas por melhores condições de vida e de trabalho.

Em 15 de março de 2007, aos 51 anos de idade, David Zaia assumiu, na Assembléia Legislativa de São Paulo, o mandato de deputado estadual pelo PPS. No Legislativo paulista, Zaia é o 2º vice-presidente da mesa diretora da Casa, preside a Comissão de Assuntos Metropolitanos, é membro efetivo das Comissões de Promoção Social e de Ética e Decoro Parlamentar, e suplente das comissões de Assuntos Internacionais e de Finanças e Orçamento.

Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até sua transformação no Partido Popular Socialista, PPS, hoje é membro de sua Executiva Nacional e presidente da sigla no estado de São Paulo.

Foi por três vezes presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas. Em 1985 comandou o Encontro Nacional dos Bancários que deflagrou a histórica greve nacional da categoria.

No banco Nossa Caixa foi eleito e reeleito para representar seus colegas no Conselho de Administração da instituição. Fundador e presidente do Clube de Investimentos dos Funcionários da Nossa Caixa ele também integra o Comando Nacional dos Bancários que coordena as lutas de quase 400 mil empregados do sistema financeiro no país.

Na área intersindical, David Zaia foi presidente, vice-presidente e diretor do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos - DIEESE. Pioneiro nas lutas pela criação de uma central sindical dos trabalhadores foi membro da Executiva Nacional da Central Única dos Trabalhadores – CUT. Hoje é presidente da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul – que reúne 25 sindicatos e cerca de 70 mil bancários dos dois Estados – e vice-presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PPS/SP elege 3 deputados federais e 4 estaduais

O PPS cumpre o seu papel. Em meio à tiriricalização da política, maré vermelha, onda verde e outros fenômenos eleitorais, ajudou a fazer de Geraldo Alckmin governador de São Paulo, a levar José Serra para o segundo turno da eleição presidencial, elegeu três deputados federais e quatro estaduais.

Estão eleitos para representar São Paulo na Câmara dos Deputados, em Brasília, Arnaldo Jardim, Dimas Ramalho (ambos reeleitos) e Roberto Freire, presidente nacional do PPS em sua primeira eleição paulista.

Para a Assembléia Legistaliva, o PPS reelegeu com expressiva votação os deputados estaduais Alex Manente, Roberto Morais, Dr. Gondim e Davi Zaia.

Leia mais sobre as eleições no twitter do PPS e nos sites estadual e nacional do partido.

A importância da eleição de Roberto Freire em SP

A idéia era quase utópica, apaixonante: lançar a candidatura do presidente nacional do PPS, o pernambucano Roberto Freire, à Câmara dos Deputados por São Paulo.

Roberto Freire é um dos mais respeitados e influentes políticos brasileiros. Chegou a este patamar de reconhecimento por suas idéias, convicções e atitudes. O seu nome sempre esteve no rol dos homens públicos sérios, sem uma só denúncia ou suspeita sobre a sua atuação – e este é o seu maior patrimônio após 32 anos ininterruptos na política (um mandato como senador da República, cinco mandatos como deputado federal e um como estadual).

Conhecedor profundo dos problemas brasileiros e observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, Roberto Freire é reputado por toda a mídia como um político sério, honesto e competente. Não foi à toa que o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) o escolheu por 14 anos, sucessivamente, como um dos 100 "cabeças" do Congresso Nacional.

São Paulo reivindica este novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a nossa representação política. Por isso, a candidatura de Roberto Freire a deputado federal por São Paulo deixou de ser apenas uma idéia intrapartidária, utópica e apaixonante, para se transformar em um clamor de todos aqueles que amam o nosso Estado e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa e humana.

É este patrimônio ético e moral, somado ao vultoso conteúdo ideológico, a uma história coerente e à comprovada eficiência no parlamento brasileiro, que moveu o PPS a lançar o nome de Roberto Freire à Câmara dos Deputados em 2010, para liderar a construção de um novo Estado e de um país melhor e mais decente.

Afinal, que outro centro urbano do país reúne tantas condições para consolidar a ponte para o futuro, se não o Estado que é a capital financeira nacional, que detém as maiores e melhores universidades, a excelência na medicina e no setor de pesquisa científica?

Apesar desse potencial, São Paulo segue marcado por problemas que praticamente sufocaram qualquer esperança de dias melhores. Seria ilusório acreditar que este cenário catastrófico tenha sido causado simplesmente por recentes crises econômicas, ou mesmo pela herança nefasta de gestões mafiosas (principalmente após administrações petistas e malufistas na capital).

A verdade é que São Paulo não encontrou ainda a sua identidade, porque não tem um projeto metropolitano sustentável. Diante da inoperância governamental e da apatia da sociedade, nossos defeitos chamam mais a atenção do que nossas qualidades.

Por sucessivas gestões, ficamos reféns de um bando de políticos corruptos, despreparados e incompetentes. Assistimos impassíveis a ascensão ao poder do crime (des)organizado, que loteou a administração pública e enlameou a política de São Paulo.

Agora, o eleitorado despertou para a necessidade vital de uma verdadeira transformação. O que desejamos, com o lançamento da candidatura de Roberto Freire para deputado federal, foi ajudar a conscientizar e mobilizar os paulistas e paulistanos para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição de privilégios.

Entendemos que o nosso papel, a partir desta eleição, deva ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas para o debate programático e para a construção de uma cidade, um estado e um país mais humano, justo e solidário. Um país com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

Sobretudo com ética, moral, sensatez e com o desafio de construirmos um Brasil que respeite a sua história e a sua vocação, fortaleça democraticamente as suas estruturas e apresente um programa viável para conquistarmos mais dignidade, igualdade e justiça social. Enfim, que nos dê motivos reais e legítimos para nos sentirmos em casa e construirmos um futuro melhor.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vote nos candidatos a deputado do PPS

O PPS de São Paulo integra a coligação que apóia José Serra para presidente da República e Geraldo Alckmin para governador do Estado. Para deputado federal, apresenta 24 candidatos na chapa conjunta com PSDB e DEM. Para deputado estadual, são 108 candidatos em chapa própria.

Chegou-se a cogitar a candidatura da jornalista Soninha Francine, pelo PPS, ao Senado ou ao Governo. Mas, em congresso partidário, decidiu-se manter a coesão da aliança em torno de Serra e Alckmin, que já havia lançado Orestes Quercia e Aloysio Nunes como candidatos ao Senado.

Assim, o eventual lançamento ao Senado, como se pretendia, da ex-vereadora, subprefeita da Lapa e candidata à prefeita de São Paulo em 2008, embora fosse bastante positivo para o PPS e desejado pela sua militância, foi visto como obstáculo pelos demais partidos coligados.

Portanto, Soninha Francine, que é hoje uma das principais lideranças do PPS e símbolo da uma nova política que buscamos para o país, participa da coordenação da campanha de Serra e desde já é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Deputados federais

O PPS tem hoje três deputados federais que buscam a reeleição por São Paulo: Arnaldo Jardim, Dimas Ramalho e William Woo. Além disso, tem entre os seus 24 candidatos opções como o presidente nacional do PPS, Roberto Freire; o advogado Ari Friedenbach; o ex-prefeito de Indaiatuba José Onério; e a professora e vereadora de Taubaté, Pollyana Gama; entre outros.

Deputados estaduais

São cinco deputados estaduais do PPS paulista que buscam a reeleição: Alex Manente, Davi Zaia, Dr. Gondim, Roberto Morais e Vitor Sapienza. Além deles, destacam-se entre os 108 candidatos o vereador paulistano Dr. Milton Ferreira, o eterno ídolo palmeirense Ademir da Guia, e a vice-prefeita de Pindamonhangaba Myriam Alckmin, entre outros.

Confira aqui a relação completa de candidatos do PPS a deputado estadual e federal.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vila Prudente ganha livro histórico aos 120 anos

Um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, a Vila Prudente, completa 120 anos e ganha um livro sobre a sua história. Escrito por Newton Zadra, auto-declarado o mais apaixonado dos vilaprudentinos, presidente do Círculo de Trabalhadores Cristãos e do jornal Folha de Vila Prudente, é o sonho realizado de uma vida.

Essa reportagem da TV Gazeta retrata um pouco deste sonho que semanalmente também é apresentado nas páginas do jornal do bairro (Veja aqui a edição atual).

Representando o PPS e o líder da bancada do partido na Câmara Municipal, vereador Claudio Fonseca, morador da região, prestigiamos nesta terça-feira a noite de autógrafos de Newton Zadra, que contou, entre outros, com a presença do prefeito Gilberto Kassab, de amigos e famílias históricas da Vila Prudente.

Leia também:

Soninha é recebida no Círculo de Trabalhadores

Resgatar a crença na política é o ideal de Soninha

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Claudio de Oliveira: "Quem está por trás do Tiririca?"

Segundo o Datafolha, o palhaço Tiririca será o deputado federal mais votado por São Paulo, com cerca de 3% dos votos. Pela projeção do instituto, chegará perto de 900 mil votos.

Isto significa que o palhaço ajudará a eleger muitos políticos do seu partido, o Partido Republicano, e de sua coligação chamada “Juntos por São Paulo”.

A coligação é formada pelo seu partido, o PR, e seus aliados, os companheiros do PT, do PCdoB, do PTdoB e do PRB.

O PRB é o partido do senador Marcelo Crivella, do Rio de Janeiro, candidato à reeleição e apoiado pelo presidente Lula.

Crivella é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de Edir Macedo, proprietário da TV Record, da qual Tiririca é funcionário.

Na coligação para a qual Tiririca é puxador de votos, estão candidatos envolvidos no escândalo do mensalão. Entre eles o deputado Valdemar Costa Neto, que renunciou ao mandato para não ser cassado em 2005, sendo eleito em 2006.

E também petistas acusados no processo do mensalão, como João Paulo Cunha e José Genoino Neto.

Como o voto é proporcional, isto significa que cada coligação ganha o número de vagas de deputados conforme a sua votação total.

O deputado Enéas Carneiro, eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, ajudou a eleger mais 3 ou 4 colegas de partidos, todos com menos de 4 mil votos cada.

Em 2006, Enéas foi eleito com 386 mil votos, enquanto a sua primeira suplente, Luciana de Almeida Costa recebeu 3.980 votos e assumiu o mandato em 2007, quando da morte de Enéas por leucemia.

Como dizia o deputado Ulysses Guimarães, jabuti não sobe em árvore. Se ele está na árvore, alguém o colocou lá.

Cláudio de Oliveira
http://chargistaclaudio.zip.net

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Emoção de José Hamilton marca homenagem

Veja aqui como foi a sessão solene da Câmara Municipal de São Paulo que homenageou com o Título de Cidadão Paulistano o jornalista José Hamilton Ribeiro, o “Repórter do Século”, por iniciativa do vereador Claudio Fonseca, líder da bancada do PPS.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vote nos candidatos a deputado do PPS

O PPS de Sâo Paulo integra a coligação que apóia José Serra para presidente da República e Geraldo Alckmin para governador do Estado. Para deputado federal, apresenta 24 candidatos na chapa conjunta com PSDB e DEM. Para deputado estadual, são 108 candidatos em chapa própria.

Chegou-se a cogitar a candidatura da jornalista Soninha Francine, pelo PPS, ao Senado ou ao Governo. Mas, em congresso partidário, decidiu-se manter a coesão da aliança em torno de Serra e Alckmin, que já havia lançado Orestes Quercia e Aloysio Nunes como candidatos ao Senado.

Assim, o eventual lançamento ao Senado, como se pretendia, da ex-vereadora, subprefeita da Lapa e candidata à prefeita de São Paulo em 2008, embora fosse bastante positivo para o PPS e desejado pela sua militância, foi visto como obstáculo pelos demais partidos coligados.

Portanto, Soninha Francine, que é hoje uma das principais lideranças do PPS e símbolo da uma nova política que buscamos para o país, participa da coordenação da campanha de Serra e desde já é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Deputados federais

O PPS tem hoje três deputados federais que buscam a reeleição por São Paulo: Arnaldo Jardim, Dimas Ramalho e William Woo. Além disso, tem entre os seus 24 candidatos opções como o presidente nacional do PPS, Roberto Freire; o advogado Ari Friedenbach; o ex-prefeito de Indaiatuba José Onério; e a professora e vereadora de Taubaté, Pollyana Gama; entre outros.

Deputados estaduais

São cinco deputados estaduais do PPS paulista que buscam a reeleição: Alex Manente, Davi Zaia, Dr. Gondim, Roberto Morais e Vitor Sapienza. Além deles, destacam-se entre os 108 candidatos o vereador paulistano Dr. Milton Ferreira, o eterno ídolo palmeirense Ademir da Guia, e a vice-prefeita de Pindamonhangaba Myriam Alckmin, entre outros.

Confira aqui a relação completa de candidatos do PPS a deputado estadual e federal.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quinta, 16: Homenagem a José Hamilton Ribeiro

O jornalista José Hamilton Ribeiro, um dos mais respeitados profissionais da área, repórter da Rede Globo e filiado ao PPS, receberá na quinta-feira, 16 de setembro, às 19h, o título de Cidadão Paulistano no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo.

A homenagem é uma iniciativa do vereador Claudio Fonseca, líder da bancada do PPS na Câmara, atendendo a uma sugestão do presidente de honra do PPS, Moacir Longo, também jornalista e ex-vereador paulistano.

Veja mais informações aqui e compareça à homenagem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A "tiriricalização" da política: contra titicas e tiriricas

Toda pessoa tem garantida a liberdade de pensamento e expressão, bem como o direito de se candidatar a qualquer cargo público. Tiririca, o voto-titica da vez, é um bom palhaço. Nada contra o profissional do humor, mas tudo contra o estrago que ele vem fazendo à credibilidade da politica e dos políticos.

Não que a classe política mereça ser defendida. Longe disso. Tem muito bandido no meio. Gente despreparada, mal-intencionada, desonesta. Mas não podemos generalizar. Custou caro para o país chegar a esse estágio da democracia. Respeitar as instituições e garantir o seu funcionamento é obrigação de todos.

É válido criticar a política e os políticos. O humor é uma ferramenta extraordinária para apontar erros, denunciar abusos, ridicularizar desvios. A política e os políticos são matéria-prima farta para os humoristas. E que assim seja. Porém, não podemos transformar em piada a democracia e as conquistas do nosso povo.

O voto de protesto é democrático. O Brasil já viu surgirem símbolos como o rinoceronte Cacareco e o Macaco Tião. Chegou mesmo a eleger, em campanhas que pegaram carona na onda do protesto, candidatos como Enéas, Clodovil e até presidentes como Jânio Quadros ("varre, varre, vassourinha") e Collor de Mello (o caçador de marajás).

Mas a situação se tornou insustentável. Assistimos não a uma disputa entre os candidatos mais preparados, com as melhores propostas para o país, mas aos marketeiros mais hábeis para ludibriar o consumidor-eleitor com as suas receitas prontas para vender tanto candidatos quanto sabão-em-pó, e armadilhas que caçam votos pela emoção - em vez da razão.

Chegamos a tal ponto que o melhor para a democracia seria ressuscitar um entulho da época pré-abertura, a "Lei Falcão", que apresentava na TV apenas uma foto dos candidatos com seu nome e número. Isso nos pouparia de ver a "tiriricalização" da política, com suas mulheres-pêra ou ladrões de vasos de cemitério debochando da inteligência do eleitor e das conquistas de gerações que deram a vida pela democracia brasileira.

Por isso tudo, o formato da propaganda na TV deve ser revisto. O circo de horrores que invade diariamente as nossas casas não tem mais razão de ser. Hoje há outros meios mais eficazes e racionais de acesso da população às propostas dos candidatos. A internet é um exemplo.

Mas outras mudanças precisam ser pensadas: o fim do voto obrigatório; adoção do voto distrital misto; o financiamento público das campanhas; as listas partidárias. A discussão deve começar agora.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os gurus da internet e o seu fracasso retumbante

Muito se apostava no uso da internet nas eleições de 2010. Oportunistas de plantão surgiram com planos mirabolantes e a pretensão de surfar na onda de Obama, que na eleição presidencial dos Estados Unidos cresceu graças à rede mundial. Mas, definitivamente, mostraram-se todos um fiasco.

A internet é sobretudo um veículo sem regras e avesso à manipulação. Faz sucesso na rede o que cai nas graças do internauta espontaneamente, sem muita lógica ou critério. Têm milhões de acessos no youtube os vídeos mais engraçados, ou inusitados, ou debochados, ou ridículos. E milhares de seguidores no twitter astros globais, "colírios" teen e criaturas aptas a fazer graça em 140 caracteres.

Ou seja, a internet é o veículo de propagação dos tiriricas da política, não de quem tem o conteúdo mais sério e polido.

Não adiantou Dilma Roussef trazer um marketeiro da campanha do Obama nem clonar o homem de neandertal para desferir golpes baixos com seu tacape virtual. Do lado oficial, o papel de vovó boa praça garantido pelo profissional norte-americano. No câmbio paralelo, os grunhidos do troglodita dos teclados contra inimigos imaginários.

Nem teve sucesso José Serra entregar a coordenação da campanha na internet para Soninha Francine e suas meninas superpoderosas para depois importar um guru indoamericano e "desconstruir" (para usar um termo do politiquês) todo o trabalho anterior, chegando ao absurdo de derrubar o site para tentar criar um fato político e deletando toda e qualquer fonte oficial de informação.

Para esclarecer o que foi falado acima: na campanha de Dilma, botaram um tal de Marcelo Branco, com a sutileza e a genialidade de um mamute, para cuidar das redes sociais. Nas hostes de Serra, inventaram um tal guru indiano, Ravi Singh, com turbante e tudo o que tem direito, uma mistura mal-ajambrada de Uri Geller com Inri Cristo. Não sabe de quem se trata? Dê um google.

O assunto continua no post abaixo.

César Maia comenta uso da internet na campanha

Candidato ao Senado pelo DEM na chapa de Fernando Gabeira (PV) e ex-prefeito do Rio, César Maia foi um dos precursores da utilização da internet na política com um blog e posteriormente um inusitado "ex-blog". Manias e maluquices à parte, ele tem uma boa visão sobre o tema.

Vale a pena reproduzir a coluna de hoje de César Maia, publicada na Folha de S. Paulo:

Internet eleitoral

A maior frustração dessas eleições é a relação entre o uso da internet e as decisões de voto. Pelo menos até aqui. Até a pré-campanha, a expectativa era muito grande. A referência sempre reiterada era a eleição de Obama.

As principais candidaturas presidenciais se apetrecharam para isso. Dilma e Marina passaram a "tuitar". Foram contratadas equipes para montar sites, blogs, entrar em redes sociais... A primeira baixa foi na coordenação da equipe de internet de Dilma.

O que a campanha esperava da equipe era um bom comportamento, sem criar espuma nem novidade. Mas isso contraria a lógica da internet.

Desfez-se a equipe e sacrificou-se a lógica. A campanha de Marina na internet é imperceptível. Serra contratou uma equipe que vem procurando abrir espaços com redes, videoentrevistas etc... Porém, talvez pela sensação de riscos em contrariar a linha da campanha presidencial, ainda não despertou curiosidade da imprensa e dos internautas.

Por que isso vem ocorrendo? Os analistas se debruçarão no tema após as eleições.
Mas se podem adiantar algumas hipóteses. A primeira é quanto ao próprio entendimento da internet em campanhas eleitorais.

Cada internauta é produtor de conteúdo, independentemente do impacto que produza. É assim que entra e participa. Tem a expectativa de que seus contatos sejam interativos, seja por iniciativa do emissor, seja por iniciativa do receptor.

À medida que os políticos -ou as equipes montadas só para a campanha- deixam de entender a lógica da interação, passam a pensar e a usar a internet como um meio de comunicação tradicional. Ou seja: pensa-se como emissor permanente e imaginam-se os receptores como passivos, que apenas recebem e digerem essas informações. À medida que o internauta-eleitor se sente como objeto, deixa de usar esse canal.

Uma segunda hipótese, que se agrega à primeira, é o centralismo das campanhas eleitorais em torno do candidato, de seu publicitário-chefe e de seu assessor de imprensa direto. Não entendem e -por isso mesmo- não dão atenção à internet -e ainda reprimem suas equipes, com temor de saírem da linha e produzirem desgaste à campanha.

Finalmente, a visão distorcida de que a internet se presta mesmo a propaganda negativa. E aí vêm as redes de críticas, informações exageradas e baixarias. Quando um vídeo no Youtube consegue sucesso, é como se esse fosse o resultado. E disso pouco resulta além do entusiasmo.

Faltam três semanas. Não dá mais tempo para corrigir. Perdeu-se essa campanha para desenvolver o uso da internet em política no Brasil.

sábado, 11 de setembro de 2010

Artigo: "Legislativo não é apêndice do governo"

Em resposta à questão "Caso Dilma Rousseff vença e faça maioria no Congresso, há risco de concentração de poder?", o deputado-federal Arnaldo Jardim (PPS), candidato à reeleição, escreve hoje na Folha de S. Paulo o valioso artigo "Legislativo não é apêndice do governo". Veja:

Legislativo não é apêndice do governo

Ainda há muita água para rolar, mas, por hipótese -e não mais que por hipótese-, admitamos que a atual aliança governista eleja maioria expressiva nas duas Casas do Congresso. A primeira pergunta a fazer é: qual a consistência político-ideológica dessa maioria?

Sabemos que o partido lulista tentará usar tal maioria para avançar em mudanças constitucionais e legais ditas "de esquerda". Sabemos, também, que a outra metade (possivelmente majoritária no bloco), representada pelo PMDB de face mais liberal, quererá não mais que usufruir sua parcela de poder.

A segunda pergunta é: a que se prestaria essa aliança? Ela serviria para uma sustentação convencional do governo, não para grandes arroubos políticos. Não teria, por exemplo, homogeneidade para aprovar as inadiáveis reformas tributária e previdenciária, que o governo Lula postergou.

Tramada sobre circunstâncias, e não sobre programas, essa aliança teria uma consistência debilitada e uma convivência sempre atritada.

Portanto, uma eventual maioria da atual base governamental na Câmara e no Senado significaria, sim, uma excessiva concentração de poder, mas relativizada pelos objetivos políticos transversos de cada facção situacionista.

Duvido que ela se prestaria a validar o sonho autoritário do partido lulista, impondo modificações exóticas à legislação. Já no governo Lula existiu enorme distanciamento entre o que os ideólogos do partido pregavam e a prática política.

Os sonhos do partido sempre foram contornados no discurso que Lula faz à sociedade, operando o convencimento popular por prática populista frequentemente demagógica. Lula sempre esteve longe, muito longe, de aderir ao ideal de uma revolução transformadora.

Já o cerne da "intelligentsia" do partido lulista sonha usar o processo democrático -um tanto pateticamente, reconheçamos- para fazer a revolução que ainda não aconteceu. Mantém a visão da "tomada do palácio" para, a partir do governo, "moldar a sociedade".

Na Presidência, Lula ignorou essa visão com sua implacável hegemonia política sobre o partido; mas, quando ele não estiver mais lá -admitamos, por hipótese-, o PMDB teria muito mais cuidados com o destino do governo e das leis, estou certo? Não é novidade para o PMDB que o núcleo ideologizado do partido lulista sonha afastá-lo das decisões reais do poder.

A contínua pregação da hegemonia esquerdista -algo que não se concretizará tão cedo- deixa claro que o acolhimento do PMDB nas hostes lulistas é meramente oportunista e que o nível de confiabilidade da aliança é precário. Ao PMDB, definitivamente, não interessa contribuir para um modelo autoritário.

Mas há outra hipótese a considerar: no caso de vitória do candidato de oposição José Serra, como espero e aposto, a questão da maioria parlamentar se inverteria, posto que a adesão do PMDB a um eventual governo Serra seria lógica.

Isso não só pelo vínculo natural que o candidato tem com as frações históricas do partido como também pelo peristaltismo usual da sua parcela mais, digamos, pragmática. Na sua passagem pelo Ministério da Saúde, a aprovação da emenda nº 29 já demonstrou isso.

E não é só. É evidente que uma eventual bancada diminuta e os efeitos da cooptação do governo -o governo lulista nunca se inibiu com isso- podem criar dificuldades eventuais à resistência oposicionista. Mas isso já aconteceu num Brasil relativamente recente e o país se redemocratizou.

O que engrandece a resistência não é o número de parlamentares, mas a capacidade de luta democrática e articulação política da bancada oposicionista, inclusive aproveitando as contradições do bloco adversário.

ARNALDO JARDIM, engenheiro, é deputado federal pelo PPS-SP e candidato a novo mandato.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

São Paulo merece mais que "mano" e "madame"

O eleitor de Sâo Paulo terá a chance de abrir com o seu voto, em 3 de outubro, a maior caixa preta da República: o Senado Federal. Dominado por figuras sombrias da política brasileira como os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, temos a chance de renovar esse mausoléu brasiliense.

No início deste ano, o PPS já havia apresentado a pré-candidatura de Soninha Francine com a proposta de arejar o Senado e fazer daquela casa um ambiente verdadeiramente renovado e transparente. Mas o compromisso da coligação que apóia José Serra presidente e Geraldo Alckmin governador era com as candidaturas de Orestes Quercia e Aloysio Nunes.

Quis o destino, porém, com a desistência de Orestes Quercia por motivos de doença, que se abrisse mais uma chance para o lançamento de Soninha Francine para o Senado por Sâo Paulo.

Há manifestações entusiasmadas na internet e nas ruas com a possibilidade de votar em Soninha e Aloysio Nunes para o Senado, reunindo juventude e experiência, modernidade e competência à chapa de Serra e Alckmin, em oposição aos dois candidatos ao Senado que hoje lideram as pesquisas: um "mano" e uma "madame" que nada de novo trazem para a política e para São Paulo, a não ser a futilidade e o vazio ideológico de ambos.

Estamos empenhados nessa possibilidade, que só será concretizada com o emprenho dos partidos que compõem a coligação (PSDB, DEM, PPS, PMDB e outros) e dos cidadãos de bem deste país, que desejam uma cara nova na política, com seriedade, honradez e verdadeiro espírito público. Vamos lá!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Freire defende candidatura de Soninha ao Senado

Com a desistência da candidatura de Orestes Quercia ao Senado por São Paulo, dentro da coligação que apóia José Serra presidente e Geraldo Alckmin governador, está reaberta a possibilidade de Soninha Francine disputar a vaga de senadora, como pretendia o PPS desde o início do ano.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, candidato a deputado federal por São Paulo e um dos mais atuantes e entusiasmados apoiadores de Serra e Alckmin, defendeu no twitter, nesta segunda-feira (6/9), o lançamento de Soninha Francine ao Senado.

Havia uma espécie de interdição política da candidatura de Soninha ao Senado, dentro da coligação, por existir um acordo anterior entre os partidos (PSDB, DEM, PMDB e PPS) que priorizava os nomes de Quercia e Aloysio Nunes.

Porém, com a renúncia de Quercia por motivo de doença, está criado o fato político e jurídico que possibilita o lançamento de Soninha. Seria uma campanha curta (25 dias) e arriscada, mas necessária em uma eleição que vai preencher duas vagas no Senado.

Leia também:

Soninha Francine candidata ao Senado? Por quê?

PPS vai apoiar Serra, Alckmin e Soninha senadora

"Senadora Soninha, que tal?", por Christina Lemos

sábado, 4 de setembro de 2010

PT antes e depois: fábrica falida de dossiês

Os métodos do PT todo mundo conhece. Forjado historicamente na oposição, ganhou fama e força apontando escândalos, criticando, denunciando, perseguindo os "inimigos" da ética e da democracia. Chegou ao governo e aprimorou o modus operandi da corrupção: mensalão, valerioduto e agora, com a máquina na mão, a facilidade para a quebra de sigilo e o uso de informações oficiais para atingir seus interesses.

Do "singelo" uso eleitoral do cadastro do bolsa família ou do ProUni à criminosa falsificação da procuração no nome da filha de José Serra para terrorismo político, o PT é uma gangue que tem como única missão se perpetuar no poder.

O PT perseguir quem ousa discordar da sua cartilha mafiosa é praxe. O PPS está vacinado: ao trazer a então vereadora Soninha Francine para o partido provocou a ira da Cosa Nostra tupiniquim.

Vale a pena relembrar este e alguns outros episódios que traduzem o que é o PT:

As pessoas saem do PT ou o PT sai das pessoas?

Quem tem medo de Soninha Francine?

JT repercute ofensiva do PT e destaca Blog do PPS

Lulalice no País das Maravilhas

Sra. D na "mansão global" regada a Dom Perignon

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dr. Milton Ferreira é aprovado pelo Voto Consciente

O vereador Dr. Milton Ferreira (PPS), candidato a deputado estadual, teve o seu mandato avaliado em recente levantamento da ONG “Voto Consciente” com todos os vereadores paulistanos que concorrem a algum cargo eletivo em 2010.

Segundo o estudo, Dr. Milton recebeu média de 6,70 pontos por sua atuação na bancada do PPS e ficou entre os quatro melhores vereadores na avaliação. São 16 os parlamentares paulistanos que concorrem a outro cargo nas eleições de outubro.

Conheça aqui os candidatos a deputado estadual e deputado federal do PPS.

Painel da Folha tem seu dia de Sonia Abrão

Estaleiro É delicado o estado de saúde de Orestes Quércia (PMDB-SP), que ontem divulgou nota suspendendo as atividades da campanha diante da necessidade de submeter, segundo o texto, a "exames médicos aprofundados". Outro candidato ao Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), também enfrenta problemas nessa área.

De inocente não tem nada a nota acima, publicada no Painel da Folha de S. Paulo de hoje. A editora da coluna política da Folha, Renata Lo Prete, jornalista escolada, não devia se prestar a esse papel agourento à moda de Sonia Abrão na TV, que tem um prazer mórbido por doenças e tragédias.

O que se especula, e a nota disfarça mal, é que talvez Orestes Quercia e Romeu Tuma, supostamente enfrentando problemas graves de saúde, não cumpram seus oito anos de mandato se eleitos senadores. Realmente, é uma possibilidade. Assim como muitos apostavam que o vice-presidente da República, José Alencar, também não resistisse tanto tempo. Erraram.

O que incomoda nessas "apostas" é a certeza arrogante dos jornalistas. A mesma Renata Lo Prete apostava, em 2008, que o PPS não teria candidatura própria à Prefeitura de São Paulo. Errou. O partido lançou Soninha Francine e fez uma campanha diferenciada e bem sucedida.

Com essa nota sobre Tuma e Quercia, o que se pretende? Seria uma campanha subliminar para votar em candidatos mais "jovens" e "saudáveis"? Talvez Marta Suplicy e Netinho de Paula?

Suplentes de senador

O que deve ser discutido, e aí sim cabe o questionamento jornalístico, é a abominável escolha dos suplentes de senadores. São nomes escolhidos sem nenhuma transparência ou critério democrático, eleitos no "pacotão" do senador.

Quer dizer, supondo que Marta confirme o favoritismo (e Dilma, idem), seja eleita senadora e vire ministra, quem vai assumir a vaga de senador por São Paulo será o seu suplente, vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), presidente da Câmara Municipal de São Paulo e líder do "Centrão", agrupamento de vereadores que barganham "espaço político" com o Executivo da ocasião.

É isso. Sem obter um único voto, o sujeito pode receber um mandato popular por oito anos. Será que na reforma política que se discute há anos no Congresso não podem pensar em mudar a suplência de senadores?