terça-feira, 13 de setembro de 2011

Acompanhe o calendário de atividades do PPS/SP

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo" e em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", o PPS paulistano promove quatro encontros regionais, desde o dia 3 de setembro (região norte) e prosseguindo em 17 de setembro (oeste e centro expandido), 24 de setembro (sul) e 1º de outubro (leste).

O próximo encontro, portanto, será no sábado, dia 17 de setembro, a partir das 10h da manhã, reunindo os diretórios zonais da região Oeste e Centro Expandido. Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

São discutidos em cada encontro os assuntos pertinentes àquela região, sempre sob o olhar do desenvolvimento sustentável, com a participação da população local, de representantes da sociedade civil e de entidades organizadas.

Nestes encontros também são eleitos os diretórios zonais do PPS e debatidos os grandes temas preparatórios para o Congresso Municipal (22 de outubro), para o Congresso Estadual (6 de novembro) e para o Congresso Nacional do PPS (9, 10 e 11 de dezembro, em São Bernardo do Campo).

CALENDÁRIO DE CONGRESSOS ZONAIS

03 de setembro - às 10h - Zonais da Região Norte - Local: Auditório do Shopping Santana, Av. Voluntários da Pátria, 2.182 - Próximo do Metrô Santana.

17 de setembro - às 10h - Zonais das Regiões Oeste e Centro Expandido - Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

24 de setembro - às 10h - Zonais da Região Sul - Local: Auditório Paulo Kobaiashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

1º de outubro - às 10h - Zonais da Região Leste - Local: a definir.

22 de outubro - CONGRESSO MUNICIPAL DO PPS. Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 10h.


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São Paulo precisa de um "Sinal Verde"

Nossa São Paulo e marineiros nos eventos do PPS


Carta aberta do PPS aos "marineiros"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Corrida por sucessão de Kassab agita os bastidores

Divulgada há uma semana, a primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida à Prefeitura de São Paulo acirrou a disputa interna nos partidos e bagunçou as negociações em curso.

Ao mostrar a petista Marta Suplicy favoritíssima em todos os cenários (inclusive no confronto direto com o tucano José Serra), dá fôlego à pretensão da ex-prefeita de disputar o cargo mais uma vez (venceu em 2000, mas perdeu em 2004 e 2008).

Como a rejeição à Marta e Serra é maior que a intenção de votos em ambos, parece correta a avaliação de quem aposta no sucesso dos candidatos novatos para a eleição de 2012.

No PT, tudo caminha para o lançamento do bem articulado ministro da Educação, Fernando Haddad, que terá as nada desprezíveis mãozinhas de Lula e Dilma na sua campanha.

Como contraponto ao petista, o PSDB (sempre à espera de Serra candidato, única chance de reunir novamente o DEM e o novo PSD kassabista) ainda patina na definição entre o senador Aloysio Nunes (talvez o plano B que uniria Serra, Alckmin e Kassab), o deputado José Aníbal (favorito na máquina partidária e pedra no sapato dos serristas) e os secretários estaduais Andrea Matarazzo e Bruno Covas (com o peso do nome do avô).

O terceiro nome que aparece nas pesquisas é o de Celso Russomano (PP), que sempre desponta na preferência do eleitorado no período pré-eleitoral, por ser conhecido da TV, mas despenca no decorrer da campanha pela inconsistência de propostas.

Dos novatos na disputa, aparecem com mais destaque Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), também figuras carimbadas da mídia, bem à frente de Gabriel Chalita (PMDB), que prometia ser a grande novidade da pesquisa mas não decolou, reforçando a tese dos que defendem o apoio imediato do PMDB ao candidato petista.

Um nome ausente da pesquisa, sem nenhuma justificativa, é o do vice-governador Guilherme Afif, do PSD de Kassab, que pode ainda carregar PSB, PV e PR, além da máquina municipal. Não é pouca coisa.

O Datafolha também aponta que o apoio de Lula a um candidato teria hoje uma influência bem maior que o de Serra, Alckmin ou Kassab.

Essa eleição paulistana terá um peso nacional. A cidade de São Paulo e a região metropolitana são estratégicas para a marcação de território já visando as eleições de 2014, para governador e presidente da República. Petistas, tucanos e marineiros sabem disso.

O PPS segue dialogando com os apoiadores de Marina Silva, por entender que um pacto a partir de São Paulo seria uma vitrine privilegiada para a busca de uma terceira via para o Brasil nas próximas eleições, quebrando a polarização entre PT e PSDB.

A idéia é unir em "dobradinha" à Prefeitura Soninha Francine e Ricardo Young, o que tornaria viável o sonho de chegar ao segundo turno com uma proposta alternativa e com uma plataforma de cidade sustentável, apoiada maciçamente por movimentos organizados e pela força espontânea das redes sociais.

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Alô, alô, Aloysio: campanha pega carona de metrô?


Com todo o respeito ao senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), mas parece ser muita coincidência - Papai Noel existe? - que a nova campanha do metrô tenha criado - ou plagiado involuntariamente? - um refrão tão parecido com o jingle utilizado há um ano na vitoriosa campanha eleitoral do tucano.

Logo o Aloysio que, veja só, pode até ser candidato a prefeito de São Paulo em 2012 (ele nega, registre-se), assim como em 2010 foi candidato único na chapa com Serra presidente e Alckmin governador, após a renúncia de Quércia por doença e o impedimento, pelo interesse majoritário da coligação estadual, de o PPS lançar Soninha Francine ao Senado.

“Alô São Paulo, alô, alô, alô! Quem não tem tempo a perder, só anda de metrô!”

Compare e tire a prova de tamanha coincidência. Acima está a nova propaganda do metrô. Abaixo, o jingle do senador tucano. Ambos muito criativos. Será um sinal do que vem por aí?

Caso de Zé Elias expõe fragilidade de ex-atletas

O Esporte Espetacular, da Rede Globo, apresentou na manhã deste domingo uma reportagem emocionante, que levou às lágrimas alguns telespectadores e o próprio personagem da matéria.

Aos 35 anos, o ídolo corinthiano Zé Elias viveu uma situação inimaginável: ficou um mês atrás das grades. Bandido? Mau caráter? Nada disso! O cidadão José Elias Moedim Júnior foi preso por não ter pago na totalidade a quantia da elevada pensão alimentícia devida à ex-mulher e aos dois filhos menores.

O valor da dívida que o levou à cadeia: quase R$ 1 milhão, resultado dos R$ 25 mil mensais que foram estabelecidos pelo juiz havia cinco anos, quando o jogador ainda estava em plena atividade, atuando na época pelo Santos F.C. Depois de ter ficado um mês detido, agora em agosto, a Justiça recalculou a pensão para um valor mais adequado ao atual padrão de vida do ex-atleta.

A situação constrangedora expõe um problema gravíssimo, que merece ser reavaliado pela Justiça e pela sociedade, e já envolveu outros ídolos do futebol, como Romário e Renato Gaúcho.

A prisão de Zé Elias foi abusiva, explicam os advogados especialistas no assunto, pois ele não era um devedor voluntário da pensão. Nem foi um mau pai, que abandonou os filhos e deixou de sustentá-los. Ele simplesmente não tinha dinheiro para pagar o altíssimo valor devido, calculado quando ainda possuía uma melhor condição financeira.

Assuntos como esse que envolvem ações injustas cometidas pelo Estado, como a privação da liberdade por uma interpretação distorcida ou equivocada do Judiciário, e a condição social de ex-atletas e ex-artistas, muitos dos quais vivem na miséria após a rápida trajetória esportiva e artística, despertam o interesse do PPS.

Não por acaso, iniciativas pioneiras como o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, por exemplo, são a paixão de um dos ícones do PPS, o ator e deputado federal Stephan Nercessian, que administra há anos a instituição. Poderíamos citar vários outros casos semelhantes.

Zé da Fiel

O volante Zé Elias foi um dos mais jovens jogadores a vestir a camisa do Corinthians. Estreou no time principal em 1993, com apenas 16 anos. Mesmo tendo deixado o clube ainda muito jovem, em 1996, suas principais qualidades como jogador conquistaram definitivamente a torcida.

A característica que o transformou no "Zé da Fiel", na opinião dos corinthianos, foi a "raça" e a incansável disposição para lutar pelo time. Viveu seu melhor momento no Corinthians em 1995, quando aos 18 anos de idade ganhou a Copa do Brasil, o Campeonato Paulista e foi convocado para a Seleção Brasileira.

Depois do Corinthians, Zé Elias jogou no Bayer Leverkusen (Alemanha), Internazionale de Milão, Bologna, Olympiakos (Grécia), Genoa, Santos, Metallurg Donetsk (Ucrânia), Guarani, AC Omonia (Chipre), Londrina e Rheindorf Altach (Áustria).

O PPS já havia convidado Zé Elias para se filiar ao partido. A matéria exibida neste domingo na TV apenas reforça a nossa impressão de que se trata de um homem digno, íntegro, sensível e bom caráter. É uma causa que pretendemos abraçar.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Quem matou o Toninho do PT? E o Celso Daniel?

Quem matou Toninho do PT? Quem matou Celso Daniel? Artigo de Fernando de Barros e Silva na Folha de S. Paulo de hoje é bastante contundente: "Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país."

Toninho do PT, 10 anos

Na manhã de 11 de setembro de 2001, o principal assunto da reunião de pauta na Redação da Folha era o assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT, ocorrido horas antes, na noite do dia 10.

Em 17 minutos, entre 8h46 e 9h03, quando as Torres Gêmeas foram atingidas, a morte de Toninho passou de destaque do dia a uma nota de rodapé esquecida. Não foi, porém, apenas o 11 de Setembro que ofuscou esse crime. Dez anos depois, o assassinato do prefeito da maior cidade do interior do Estado ainda não foi esclarecido. Quem o matou -e a mando de quem?

O caso Toninho é tão intrigante e mal explicado quanto o assassinato de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André, ocorrido pouco meses depois, em janeiro de 2002. Nos dois episódios, a versão oficial -de que foi crime comum, sem motivação política ou envolvimento de gente graúda com interesses ameaçados- é no mínimo insatisfatória.

As investigações da morte de Toninho foram reabertas em novembro do ano passado. Antes disso, a Justiça havia rejeitado a denúncia contra o sequestrador e traficante Andinho por considerar as provas do Ministério Público "frágeis, inseguras, contraditórias".

A família do ex-prefeito aponta uma sucessão de lambanças durante o inquérito (participação de policiais envolvidos na CPI do Narcotráfico, desaparecimento de provas, ausência de perícia em objetos, a chacina de quatro suspeitos por membros da própria polícia de Campinas, ocorrida no litoral).

Apesar disso tudo, e da sua insistência, a viúva de Toninho nunca conseguiu que a PF entrasse na investigação -pedido que dorme há três anos na gaveta da Procuradoria-Geral da República.

A mágoa dela com a omissão do PT e o corpo mole do governo petista é imensa. Basta ver o que diz no site quemmatoutoninho.org. Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Marcha da Corrupção

A aproximação entre o PPS e os "marineiros"

Deu no Painel da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 9 de setembro:

Onde pega O principal entrave para o embarque dos "marineiros" no PPS paulista é a percepção, difundida entre aliados da ex-senadora, de que os dirigentes estaduais e nacionais do partido possam atropelar a tese da candidatura própria à Prefeitura de São Paulo em favor de aliança com o PSDB.

Flashback Em defesa da aliança, o PPS evoca a memória de 2008, quando, a despeito das pressões demotucanas, o partido manteve Soninha no páreo até o fim.

Plano B Companheiros de Marina Silva consideram vital garantir um palanque vistoso no maior colégio eleitoral do país para turbinar o debate sobre as "cidades sustentáveis". Uma opção é o PHS, onde dizem ter assegurada a legenda.


As notas são auto-explicativas. Se existia esse "temor" de não haver espaço ou empenho político para uma candidatura própria do PPS em São Paulo, a situação está resolvida.

Ontem mesmo, os presidentes dos diretórios do PPS municipal Carlos Fernandes, estadual Davi Zaia, e federal Roberto Freire reiteraram o compromisso de lançar uma chapa com Ricardo Young e Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo.

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Artigo da Folha: Quem grita "pega ladrão"?

"Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão." No carro de som, em Brasília, o refrão do samba "Reunião de Bacana" deu o tom das passeatas contra a corrupção, que pipocaram em várias capitais no Sete de Setembro.

É um erro achar que estamos diante de um repeteco do movimento "Cansei", aquele de 2007, quando a ala coxinha da elite branca decidiu se indignar contra o estado de coisas no país, capitaneada pela figura de João Dória Jr., dublê de empresário e socialite conhecido pelos concursos de bebês e cães de madame que promove durante os invernos em Campos do Jordão.

Convocados pelas redes sociais, os protestos de agora são mais espontâneos e menos identificados com a direita udenista. Mas não são de todo estranhos a esse ideário.

Em São Paulo, onde algumas centenas de pessoas se reuniram na Paulista, havia gente defendendo o fechamento do Legislativo, a favor da redução de impostos ou vociferando contra a pessoa de Lula.

Em Brasília, onde o ato pegou, um senador do PSDB foi hostilizado e militantes do PSOL foram obrigados a recolher suas bandeiras. O movimento contra a corrupção era, também, um protesto contra a política partidária, ou, simplesmente, contra os políticos e a política.

Numa sociedade em geral apática diante da desfaçatez de seus representantes, é ótimo que as pessoas se insurjam contra a absolvição de Jaqueline Roriz, a impunidade de Sarney ou a farra dos mensaleiros. É ótimo que uma figura como Ricardo Teixeira seja identificada publicamente como o que é.

Ainda não está claro, porém, se esse movimento terá consequências menos episódicas. Além de seu caráter difuso a favor da decência e da sua aversão à política, para onde, exatamente, ele aponta? De que lugar falam esses jovens que usam nariz de palhaço e vestem preto, como os caras-pintadas, e portam vassouras, mas não querem ser nem parecem ser apenas herdeiros tardios da pantomima do janismo?

(Artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 9 de setembro de 2011)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Carta aberta do PPS aos "marineiros"

“Caminhante, não há caminho; faz-se caminho ao andar.” (António Machado, poeta espanhol)

“A utopia está no horizonte. Eu sei perfeitamente que nunca a alcançarei. Se eu caminho dois passos, ela se afasta dois passos. Se eu dou dez passos, ela fica dez passos mais distante. Para que ela serve então? Serve para isso: para caminhar.” (Do escritor uruguaio Eduardo Galeano, citando o cineasta argentino Fernando Birri)

No mês derradeiro para a filiação partidária daqueles que pretendem disputar as eleições municipais de 2012, o PPS vem reiterar publicamente o convite aos chamados "marineiros" - os apoiadores de Marina Silva nas eleições presidenciais de 2010 e que acompanharam a ex-senadora na saída do PV - para estabelecermos um pacto, a partir de São Paulo, para a consolidação deste Movimento por uma "nova política" e da construção de uma via alternativa para o Brasil.

Dois fatos novos, além do prazo limite determinado pela legislação eleitoral, reforçam a importância e a urgência de pactuarmos este compromisso:

1) Sob o tema “Um sinal verde para São Paulo”, em parceria com a Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis, o PPS iniciou uma série de encontros regionais para elaborar um plano de governo para a Prefeitura de São Paulo - que serve de modelo para outros municípios -, marcado pelo comportamento ético de seus candidatos e comprometido com o desenvolvimento justo e sustentável, além de estabelecer princípios para uma gestão transparente e participativa.

2) A divulgação da primeira pesquisa do Datafolha para a Prefeitura de São Paulo que, ao apontar a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine (PPS) com 6% a 11% das intenções de voto, confirma a viabilidade de estabelecermos uma terceira força - eqüidistante da eterna polarização entre PT e PSDB - para disputar e vencer as eleições de 2012 e 2014.

Entendemos, portanto, que para concretizarmos a proposta deste "sinal verde para São Paulo" será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país. Isto significa, objetivamente, reunir em uma chapa majoritária para a Prefeitura de São Paulo os nomes de Ricardo Young e Soninha Francine, e amplificar o simbolismo que tal união terá para a sociedade.

Esse pacto é proposto exatamente no momento em que, assim como os chamados "marineiros", o PPS também busca a formatação de uma nova organização política, mais aberta, transparente, democrática, renovada, sensível aos anseios da sociedade e que supere o atual modelo ultrapassado de política-partidária.

O que pretendemos é dar voz à parcela significativa da população que tem mandado nas urnas, nas redes sociais e nas ruas o seu recado de descontentamento contra a mesmice da política e tem o desejo sincero de transformar o mundo e a comunidade onde vive.

Nesse sentido, através da militância e da direção representada pelo presidente municipal Carlos Fernandes, pelo presidente estadual Davi Zaia e pelo presidente nacional Roberto Freire, o PPS reafirma publicamente a sua disposição para este pacto com os "marineiros" em prol de uma nova formatação política.

Tanto os dirigentes já mencionados como os vereadores paulistanos Claudio Fonseca e Milton Ferreira - emblematicamente um professor e um médico-, a bancada de deputados estaduais (Alex Manente, Luiz Carlos Gondim, Roberto Morais e Vitor Sapienza) e federais (Arnaldo Jardim e Dimas Ramalho, além de Roberto Freire) por São Paulo, e os pré-candidatos do PPS a vereador em 2012 manifestam a aprovação unânime a esta salutar aproximação.

Por outro lado, ressaltamos a concordância com vários dos pontos apresentados nos recorrentes diálogos estabelecidos com o ex-presidente do PV paulista, Maurício Brusadin, e com o candidato ao Senado na chapa de Marina Silva em 2010, o empresário Ricardo Young, que obteve expressivos 4 milhões de votos.

Queremos avançar na construção deste pacto e reafirmamos o interesse de dialogar com outras lideranças identificadas com este Movimento por uma "nova política", como os ambientalistas Fabio Feldmann e João Paulo Capobianco, lideranças de expressão nacional como Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, e empresários com histórico de responsabilidade social, como Guilherme Leal, Roberto Klabin e Maria Alice Setúbal, entre outros.

Teremos até o início de outubro para atender aos prazos burocráticos de filiação partidária dos pré-candidatos nas eleições de 2012, e pelo menos mais nove meses para gestar, daqui até o período das convenções partidárias, e posteriormente na campanha, esta cidade mais inclusiva, próspera, criativa, educadora, saudável e democrática, que proporcione uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permita a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Que nasça, enfim, esta nova política!

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Soninha Prefeita tem entre 6% e 11% no Datafolha

A jornalista e ex-vereadora Soninha Francine (PPS) tem entre 6% e 11% das intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo, como aponta a primeira pesquisa Datafolha para a eleição municipal de 2012, divulgada hoje.

A ex-prefeita Marta Suplicy lidera em todos os cenários em que aparece como candidata do PT (entre 29% e 31%), inclusive quando enfrenta o tucano José Serra. Neste confronto direto PT x PSDB, Marta teria 29% e José Serra 18%. Este é o cenário (improvável, hoje) em que Soninha teria a sua menor votação (6%).

Sem Marta na disputa e com Serra, o tucano aparece surpreendentemente empatado com Celso Russomano (PP), com 19%. Soninha teria 9% neste cenário.

Em todas as situações apresentadas sem Serra e sem Marta, a candidata do PPS aparece como terceira força em São Paulo, com 11% das intenções de voto. É um resultado bastante significativo, visto que Soninha está fora da mídia e, por imposição da coligação estadual, também ficou de fora das eleições de 2010 (quando o PPS tentou apresentá-la como candidata ao Senado).

Sem Serra e Marta, Soninha só fica atrás de Celso Russomano (PP) e de Netinho de Paula (PCdoB), mas supera todos os demais concorrentes, como Paulinho da Força (PDT), Aloysio Nunes, José Aníbal ou Bruno Covas (PSDB), Gabriel Chalita (PMDB), Eduardo Jorge (PV) e até mesmo o preferido de Lula, o ministro da Educação Fernando Haddad (PT).

O melhor resultado dos tucanos, sem Serra na disputa, é obtido por Aloysio Nunes (com 10%), atrás de Celso Russomano (20%), Netinho de Paula (15%) e Soninha (11%).

Dos outros pré-candidatos tucanos, Bruno Covas não passa de 6% e José Anibal de 5%, sempre atrás dos 11% de Soninha.

Outras surpresas negativas na pesquisa, muito abaixo do resultado esperado, são Gabriel Chalita (PMDB), que não passa de 5%, e Fernando Haddad (PT), estacionado em inexpressivos 2%.

Veja aqui todos os números da pesquisa que coloca Soninha com 6% a 11% das intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo em 8 cenários diferentes.

Cidades Sustentáveis: o compromisso do PPS/SP

Sob o tema “Um sinal verde para São Paulo”, o PPS paulistano realizou neste sábado, 3 de setembro, o primeiro encontro dos diretórios zonais da região norte, no auditório do Shopping Santana. Foram apresentados alguns pré-candidatos à Câmara Municipal em 2012 e discutidos os problemas locais e o futuro da cidade.

Em parceria com a Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis, o PPS começa a elaborar o seu plano de governo para a Prefeitura de São Paulo - que serve de modelo para outros municípios -, marcado pelo comportamento ético de seus candidatos e comprometido com o desenvolvimento justo e sustentável, além de estabelecer princípios para uma gestão transparente e participativa.

Trata-se do aprofundamento do programa apresentado em 2008, na primeira campanha de Soninha Francine à Prefeitura, centrado na questão da mobilidade, da qualidade de vida e da reconfiguração do território, que na época também teve início com uma apresentação do coordenador da Nossa São Paulo, Oded Grajew.

O ideal desta iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é construir cidades mais inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permitam a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Participaram deste primeiro encontro do PPS, entre outros dirigentes e militantes, a potencial candidata à Prefeitura Soninha Francine; os vereadores Claudio Fonseca e Milton Ferreira; o presidente municipal Carlos Fernandes; o secretário-geral Nelson Teixeira, o secretário de Comunicação Maurício Huertas; e o líder sindical da UGT e presidente do Sindicato dos Padeiros, Chiquinho Pereira.

A apresentação do Programa Cidades Sustentáveis coube ao especialista George Winnik, representando a Rede Nossa São Paulo. Veja a íntegra do Programa e da Plataforma Cidades Sustentáveis, que têm o apoio do PPS, em www.cidadessustentaveis.org.br.

História reconhecida

O encontro da zona norte fez uma homenagem especial aos militantes históricos do PCB/PPS Candido Antonio dos Santos (Candinho) e Antonio Resk, representados pelas viúvas Inês dos Santos e Elza Resk, e também à Adoração Vilar Sanches.

Congressos partidários

Nestes quatro encontros do PPS também estão sendo eleitos os diretórios zonais das respectivas regiões, além de serem apresentados os temas preparatórios para os congressos municipal, estadual e nacional do partido. As reuniões são abertas à participação da população, entidades e representantes da sociedade civil.

“Os encontros regionais com a população são fundamentais, porque os principais problemas podem variar de região para região. Uma visão macro da cidade implica nessa visão regional", explica o presidente municipal do PPS/SP, Carlos Fernandes.

"Conhecer a realidade dos moradores de cada região nos dá subsídios realistas para a nossa atuação partidária e para a formulação de um plano de metas realizáveis, visando a administração municipal e todas as subprefeituras”.

Confira abaixo a programação dos encontros:

03 de setembro - às 10h - Zonais da Região Norte - Local: Auditório do Shopping Santana, Av. Voluntários da Pátria, 2.182 - Próximo do Metrô Santana.

17 de setembro - às 10h - Zonais das Regiões Oeste e Centro Expandido - Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

24 de setembro - às 10h - Zonais da Região Sul - Local: Auditório Paulo Kobaiashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

1º de outubro - às 10h - Zonais da Região Leste - Local: a definir.

22 de outubro - CONGRESSO MUNICIPAL DO PPS. Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 10h.

Zonais destacam importância de candidatura própria

Defender candidatura própria do PPS para a Prefeitura de São Paulo e construir um programa alternativo para a cidade. Esse foi o tom da fala das principais lideranças do partido durante o encontro dos diretórios zonais da região norte, realizado na manhã de sábado (3/9).

“O PPS e a Soninha têm o que dizer à cidade. Vamos fazer uma aliança com a sociedade civil e caminhar com uma candidatura própria à Prefeitura de São Paulo”, afirmou o presidente municipal do partido e subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes.

Otimista quanto ao próximo pleito, Fernandes relembrou o bom desempenho da legenda nas eleições municipais de 2008. “Elegemos dois bons vereadores. Agora, com a mesma batida de quatro anos atrás, é possível construir uma chapa para elegermos até quatro parlamentares”.

O líder da bancada do PPS na Câmara Municipal, vereador Claudio Fonseca, manifestou seu orgulho de ter ingressado no PPS em 2007. Para ele, o partido tem reais condições de disputar a Prefeitura no próximo ano. “O PPS propõe um sinal verde para a cidade abrir portas e romper barreiras para um desenvolvimento sustentável”, afirmou. “Temos um caminho seguro pela frente, respeitando a nossa história, e consolidando-nos com um partido decente.”

Chiquinho Pereira, presidente do Sindicato dos Padeiros do Estado de São Paulo e dirigente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT) mostrou entusiasmo com a potencial candidatura de Soninha em 2012: “A companheira Soninha está preparada para enfrentar os desafios que teremos pela frente. E é por esse motivo que estou me colocando ao seu lado porque São Paulo pode ter um outro caminho”, garantiu. “Estou à disposição para fazer a nossa história e mostramos os rumos que a nossa cidade deve tomar.”

Soninha Francine, que apresentou dados paulistanos em um trabalho chamado “Cidades Sustentáveis”, afirmou que é necessário ouvir as pessoas e compartilhar idéias para construir um programa de governo para melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos.

A ex-vereadora também destacou a importância dos candidatos à Câmara Municipal “para levar as bandeiras do partido aos quatro cantos da cidade”. “Cada voto conta. Cada candidato é importante para o conjunto de votos da legenda”. E finalizou: “Somos um partido de esquerda, que preserva a democracia. Um partido do qual me orgulho muito pelo seu passado e pelo seu presente.”

Aos futuros candidatos presentes ao encontro, o vereador Dr. Milton Ferreira relembrou sua trajetória de militante disputando inúmeros pleitos, até vencer a primeira eleição, para contribuir com a legenda. "Sempre colaborei para eleger o maior número de vereadores e deputados", disse. Para ele, a candidatura de Soninha vai ajudar a aumentar a bancada do PPS na Câmara Municipal.

No final, os militantes dos diretórios zonais da região norte também se manifestaram. Eliseu Santoni afirmou que o PPS “tem um projeto de poder para a cidade”. Chefe de gabinete do vereador Claudio Fonseca e secretário de Formação Política do PPS, Paulo Cesar Oliveira destacou diversos problemas da zona noroeste que devem ser abordados no futuro programa de governo para a cidade. O secretário-geral Nelson Teixeira pediu para que o partido acompanhe de perto a construção do trecho norte do Rodoanel, “que está causando impacto ambiental na região”.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PPS realiza 1º encontro regional sábado em Santana


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Nossa São Paulo e marineiros nos eventos do PPS

São Paulo precisa de um "Sinal Verde"


REDE 23 - Renovação Democrática (de Esquerda)

"Morrer em São Paulo", Fernando de Barros e Silva

Velórios sem a presença do defunto; cadáveres à espera de remoção, em casa, em hospitais ou no IML; enterros realizados em condições precárias, até três dias depois da morte. Parece o fim do mundo, mas é São Paulo.

Habituada a transtornos vários, a cidade agora incorporou mais esse, de aspecto surreal, ao seu repertório: o caos funerário.

Em condições normais, quando supostamente funciona, esse serviço já costuma expor as pessoas a situações humilhantes. No seu momento de maior vulnerabilidade, famílias são submetidas a exigências e taxas absurdas, quando não a achaques e maus-tratos explícitos. Sob a burocracia kafkiana, há uma máfia que explora o monopólio desse "negócio da morte".

A situação que se instalou na cidade nos últimos dias é de descalabro. Os funcionários do serviço funerário entraram em greve desde terça e decidiram, ontem, estendê-la pelo menos até segunda-feira.

Salvo algum recuo, até lá homens da guarda municipal, em número insuficiente, terão de transportar os mortos, que devem ser enterrados pelo pessoal da limpeza dos cemitérios (que é terceirizado), já que os motoristas e os coveiros estão de braços cruzados.

É a segunda greve desses servidores em pouco mais de dois meses, algo inédito. Em junho, a primeira paralisação, de dois dias, afetou todos os 22 cemitérios públicos da cidade e deixou pelo menos 120 corpos na fila, à espera de enterro.

É possível que algo pior esteja acontecendo agora. Não dá para engolir uma greve como essa, com implicações tão cruéis, mas o que fez o prefeito para evitar a sua repetição em período tão breve, além de dizer, diante do caos, que agora será "implacável"? O serviço, como se diz, é "essencial", mas aqueles que o realizam são descartáveis.

A incompetência da prefeitura transformou a cidade numa Sucupira pelo avesso. Odorico não tinha mortos para enterrar. São Paulo não consegue enterrar os seus.

(Artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 2 de setembro de 2011)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Resposta na Folha e apoio de ombudsman

A Folha de S. Paulo publica hoje a resposta sobre a candidatura própria do PPS à Prefeitura de São Paulo. Reveja a "aposta furada" do jornal e a posição do partido em Banca de apostas ou jornalismo?

Outra postagem do Blog do PPS sobre reportagem da Folha também teve boa repercussão. A ombudsman Suzana Singer concordou no twitter com a nossa opinião em Crianças infratoras: um problema "menor"?

folha_ombudsman Folha Ombudsman
@23pps @folha_cotidiano Concordo, a matéria pretendia fazer perfil psicológico das meninas sem falar com elas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Banca de apostas ou jornalismo?

Outra vez a Folha de S. Paulo publica que o “PPS fala em lançar Soninha, mas deve apoiar o PSDB”. Pior: faz essa afirmação sem conhecer a realidade do partido, sem consultar sua direção e sob o impróprio título “O Mercado das Alianças”.

Engraçado que em nota do Painel, intitulada “Dote”, o jornal se contradiz e afirma no mesmo dia que também está sendo sondado pelo PPS para ser candidato Ricardo Young (ex-PV), que “diz aos pretendentes que terá Marina Silva em seu palanque e, de quebra, herdará o suporte financeiro dos marineiros para a campanha municipal.”

Nem mercado, nem dote, nem banca de apostas. Vamos aos fatos.

Esclarecemos que o PPS, assim como em 2008, quando contrariou aposta idêntica desta mesma Folha, lançando a então vereadora Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo, vai repetir a dose em 2012. Teremos candidatura própria e sim, trabalhamos por uma chapa unindo Soninha e Ricardo Young.

Toda a ação do PPS é pública e transparente e está diariamente em nosso blog, site (www.pps-sp.org.br) e twitter @23pps.

Memória: Como foi a aposta furada de 2008?

Um exemplo clássico dessas "apostas furadas" do jornalismo à Mãe Dinah se deu em uma troca de e-mails com a jornalista Renata Lo Prete, editora do Painel, coluna política da Folha de S. Paulo.

A possível filiação de Zulaiê Cobra ao PPS foi assim noticiada pelo Painel, em 6 de julho de 2007:

"Vai sonhando. A ex-deputada tucana Zulaiê Cobra procura legenda para se candidatar à Prefeitura de São Paulo. Já ouviu do PPS que, se a condição para entrar no partido for essa, nada feito."

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, desmentiu a nota: "Não é sonho, é realidade. Se é esse o desejo de Zulaiê tudo caminha bem, pois é de grande interesse do PPS ter candidatura própria à Prefeitura de São Paulo."

A tréplica de Renata Lo Prete, por e-mail: "Sinto, mas não me parece ser o caso de ´desmentido´. Entendo os motivos que levam Roberto Freire a garantir a Zulaiê Cobra que ´tudo caminha bem´ para que ela seja a candidata do PPS à prefeitura, mas o Painel faria papel de bobo se comprasse essa versão, pois o mundo inteiro sabe que o partido estará com o Alckmin em São Paulo no ano que vem."

"O mundo inteiro sabe...". E assim Soninha Francine foi candidata à Prefeitura de São Paulo em 2008, porque o PPS estava - e está - decidido a se firmar na cidade com uma proposta alternativa e viável para o eleitorado cansado da polarização imposta pelos grandes partidos. Acredite a Folha ou não.

Crianças infratoras: um problema "menor"?

A onda de assaltos e arrastões praticados por um grupo de meninas (entre 9 a 15 anos) no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo, atraiu a atenção da mídia. Porém, como já era de se esperar, não para discutir e encontrar uma solução, mas para garantir a espetacularização da miséria e da violência.

A Folha de S. Paulo deste domingo segue involuntariamente o roteiro do show: Infratoras buscam sonho de consumo 'cor-de-rosa', é o título da matéria de duas páginas, seguindo o padrão dominical.

A reportagem é auto-explicatica: "O perfil psicológico e socioeconômico do grupo foi desenhado ao longo de uma série de contatos com conselheiros tutelares e monitores do programa Presença Social nas Ruas, da prefeitura."

Ou seja, fez-se um "perfil psicológico" das meninas sem que a repórter se desse ao trabalho de tentar conhecê-las. Baseou-se na "série de contatos com conselheiros tutelares" e blablablá.

Não seria mais útil se a reportagem fizesse um "perfil psicológico e socioeconômico" dos próprios conselheiros tutelares? Se mapeasse quem são essas figuras que se engalfinham em disputas eleitorais, reproduzindo os vícios de seus padrinhos (todos políticos tradicionais), quase sempre sem o preparo necessário, em busca de um carguinho e um salário fixo?

Não podemos afirmar, mas há indícios - para quem conhece os conselhos tutelares - que boa parte do tal "perfil" desenhado na reportagem retrata mais os preconceitos e impressões dos conselheiros do que revela de fato quem são as meninas com seu "sonho de consumo cor-de-rosa".

Por exemplo, um trecho revelador:

"Pego o celular das lourinhas que já olham pra mim com medo", diz a garota negra, gorro rosa. Ela tem 11 anos, não se acha bela. "Bonita, eu? Olha a cor da minha pele", corta, diante do elogio.

Desconfie de um "jornalismo" (entre aspas) que também apresenta aspas (ou a fala direta do "personagem da matéria") de alguém que nem sequer foi ouvido. Desconfie igualmente de uma reportagem que vem com uma espécie de "bula". Como qualquer droga, terá contra-indicações.

Deve haver algum embasamento científico - talvez o mesmo usado pelas ciganas do Viaduto do Chá - para uma afirmação de que parece ser "hereditária" essa vocação para o crime e o abandono.

Depois reclamam que um Salim Curiati da vida, o político do PP malufista, venha defender o controle de natalidade como "solução" para exterminar o crime pela raiz, como fez nesta semana após ser assaltado e agredido dentro de sua casa no Morumbi. Terror gera terror. E ignorância pega!

Reproduzimos abaixo a reportagem, para que cada um tire a sua própria conclusão. Qualquer opinião mais crítica seria tendenciosa.

Infratoras buscam sonho de consumo 'cor-de-rosa'

Meninas de rua vagam na Vila Mariana em busca de celulares e lentes coloridas

Perfil psicológico das infratoras mostra a mesma situação de rua experimentada por suas mães e até avós

ELIANE TRINDADE
DE SÃO PAULO

Alisante de cabelo e lentes de contato coloridas são itens visados nos arrastões protagonizados por meninas de rua, com idade entre 9 e 15 anos, nas lojas da Vila Mariana, na zona sul São Paulo.

"Quero ser bonita, tia", disse uma delas para a conselheira tutelar Ana Paula Borges, 29, em uma das mais de 20 vezes em que foi encaminhada para atendimento pela polícia no último ano.

Negras e mulatas de cabelos crespos, elas dizem querer alisar as madeixas para ficarem bonitas conforme padrão de beleza estabelecido. Usam os produtos na rua.

A mudança do visual chega à cor do olhos. Elas furtaram um kit de lente de contato verde de R$ 100. Como não dava para todas ficarem com duas lentes cada, dividiram o pacote. Algumas usavam só uma lente ao serem levadas recentemente à delegacia.

Nas fotos do grupo que ilustram o dossiê das sete garotas no Conselho Tutelar da Vila Mariana, as meninas fazem pose de modelo. Usam casacos rosa e acessórios.

"Como toda criança e adolescente, querem consumir, comer e passear no shopping. Elas pedem. Se não ganham, furtam", afirma Ana Paula.

Elas circulam nos metrôs Paraíso e Ana Rosa em busca dos ícones do consumo infantojuvenil: celulares, especialmente os cor-de-rosa.

"Pego o celular das lourinhas que já olham pra mim com medo", diz a garota negra, gorro rosa. Ela tem 11 anos, não se acha bela. "Bonita, eu? Olha a cor da minha pele", corta, diante do elogio.

O perfil psicológico e socioeconômico do grupo foi desenhado ao longo de uma série de contatos com conselheiros tutelares e monitores do programa Presença Social nas Ruas, da prefeitura.

Todas elas têm um histórico de abandono há gerações. "As mães delas viveram a mesma realidade de rua", diz Kátia de Souza, conselheira.

"É uma segunda e até terceira geração na rua. É como se fosse hereditário", confirma Ana Paula.

FAMOSAS
Desde o início de julho, os furtos das meninas na região começaram a chamar a atenção. Atraídas pela repercussão, outras crianças resolveram fazer o mesmo.

Segunda-feira, cinco meninas e dois meninos fizeram um arrastão num hotel, do Paraíso. Levados ao Conselho Tutelar da Vila Mariana, promoveram também um quebra-quebra no local.

Um terceiro grupo também agiu no Itaim Bibi (zona oeste) na última terça.


NOVA SAFRA

Eleição para conselheiros é em outubro

Os conselhos tutelares terão novos conselheiros. As eleições serão em 16 de outubro. Cerca de mil pessoas concorrem a 224 vagas. Hoje, há 37 conselhos na cidade de SP. Em 18 de novembro, data da posse, serão 44. A expectativa é que 130 mil votem. Qualquer munícipe acima de 18 anos pode votar -os locais serão definidos.
(Folha de S. Paulo)


Enquanto isso...

Apenas para ilustrar o tamanho do problema e a desfaçatez dos políticos na busca de soluções eficazes, reproduzimos aqui no Blog do PPS três textos escritos entre 1993 e 1995 sobre o mesmíssimo assunto.

É isso: há 18 anos já chamávamos a atenção para o aumento da criminalidade dos menores nas ruas, o abandono, a violência. Um problema, portanto, que chegou à sua maioridade mas ainda é tratado como um problema "menor".

Há 18 anos, nenhuma destas meninas que hoje praticam assaltos e arrastões nas ruas havia nascido. Poderíamos ter combatido com seriedade as causas do problema, em vez de tentar encontrar agora uma resposta tardia para a nossa própria incapacidade de resolver este problema socioeconômico e político.

Leia:

De um lar miserável para a geladeira do IML

São Paulo S/A: fábrica de marginais

Receita para se fazer um criminoso

domingo, 28 de agosto de 2011

"Panis et circenses", Fernando de Barros e Silva

O ministro Mário Negromonte (PP), das Cidades, foi acusado de oferecer R$ 30 mil de mesada a parlamentares de seu partido a fim de tentar reverter uma correlação de forças que lhe é desfavorável na bancada da Câmara.

Em sua defesa, não se limitou a negar a acusação. Saiu cuspindo balas, literalmente: "Para acabar com esse fogo amigo, um revólver só não resolveria. Teria que ser uma metralhadora para sair atirando".

Em entrevista ao jornal "O Globo", o ministro de Dilma fez acusações e ameaças explícitas aos colegas do PP: "Imagine se começar a vazar o currículo de alguns deputados. Ou melhor, a folha corrida". E completou: "Então aqui vai o meu alerta: em briga de família, irmão mata irmão, e morre todo mundo".

Estaria tudo certo se o autor das frases fosse Tony Soprano, dando conselhos para unir a "famiglia". Na boca de um ministro de Estado, não passa de desfaçatez vulgar. Negromonte parece confundir família e governo, máfia e coisa pública.

Não é o caso de brincar de Roma Antiga e atirar as pessoas aos leões, como sugeriu Dilma, criticando a espetacularização da faxina (que a rigor não existe), mas, sim, de lembrar essa tigrada que isso ainda é uma República, apesar deles.

Depois de Alfredo Nascimento (PR) e de Wagner Rossi (PMDB), além de Antonio Palocci (PT), chegou a vez de o PP oferecer a sua contribuição à degradação da política.

Mas não se trata de um rebaixamento apenas moral, o que já seria bastante. A fala de sarjeta do ministro Negromonte vale também como sintoma e metáfora de um governo pedestre, sem nenhum brilho ou capacidade de formulação, que se consome no varejo de escândalos em série, diante dos quais tem atitude no mínimo dúbia.

Por ora, a política do pão e circo (programas de transferência de renda para os mais pobres e ilusão de faxina ética para as classes médias) tem funcionado. Veremos até quando Dilma pode se segurar inspirada na Roma Antiga.

(Artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de domingo, 28 de agosto de 2011)