segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Como nunca antes na história deste país... Agora cabe a frase ufanista de Lula, para a corrupção no Brasil!

Parece emblemático que, no aniversário de 125 anos da República, a manchete de todos os jornais deste 15 de novembro tenha sido a notícia da prisão de mais de 20 executivos das grandes empreiteiras do país, envolvidos no maior escândalo de corrupção da História do Brasil.

A operação da Polícia Federal atinge em cheio o coração financeiro do nosso falido sistema político-partidário, com seu complexo sistema circulatório alimentado pelo desvio de dinheiro público.

Parte ínfima desses recursos é registrada oficialmente como contribuição eleitoral, enquanto o maior volume abastece contas no exterior e o "caixa dois" de partidos governistas e de candidatos corruptos, em todas as instâncias.

Pela primeira vez, faz-se um elo entre corruptos e corruptores. Não é por acaso que os primeiros presos sejam de empreiteiras e construtoras. Há uma corrupção sistêmica no setor de obras públicas. Em troca do financiamento de partidos e políticos do governo (na esfera federal, estadual e municipal), as empresas tem garantida a participação nos contratos firmados com o setor público. A comissão faz parte do negócio.

Segundo as investigações sobre a corrupção na Petrobras, as maiores construtoras do país estão envolvidas no esquema: Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Iesa, UCT, Andrade Gutierrez, OAS, Engevix, Galvão Engenharia. Todos os executivos presos até agora na Operação Lava-Jato são destas empresas.

Também é bastante ilustrativo que, no dia 10 de novembro, o maior e mais influente jornal do país, a Folha de S. Paulo, tenha publicado um caderno especial intitulado "O Brasil que dá certo", com patrocínio da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa, exaltando as maravilhas dos governos do PT.

Os gigantes da construção civil e do ramo imobiliário alimentam não apenas o sistema de financiamento político-partidário, mas estão também entre os maiores anunciantes dos principais veículos de comunicação do país, ao lado do próprio governo e das empresas estatais, dos bancos, da indústria de automóveis, bebidas e alimentos, dos laboratórios farmacêuticos e setores de telefonia, varejo, mineração e energia.

Ou seja, fecha-se uma triangulação (governo / iniciativa privada / mídia), bilionária e conveniente, que explica em grande parte a perpetuação, sem investigações a fundo, da existência desses esquemas de corrupção. Todos se beneficiam direta ou indiretamente deste "Brasil que dá certo" (para eles, acima de tudo!).

Não há aqui nenhuma nova acusação, mas uma constatação óbvia: as nove empresas implicadas nessa etapa da Operação Lava-Jato desembolsaram mais de 610 milhões de reais nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014, segundo os registros oficiais no TSE.

Quem são os maiores beneficiados? Alguma dúvida de que o PT e os partidos da base são os líderes de arrecadação? Leia: Sete dos dez maiores doadores de campanha são suspeitos de corrupção.

Veja abaixo, apenas para exemplificar, os links com as doações de algumas destas empresas a partidos políticos e candidatos nas eleições municipais de 2012 e nacionais de 2010:

Eleições municipais de 2012 (prefeitos e vereadores) - Construtora Norberto Odebrecht S AConstrutora Norberto Odebrecht Brasil S/AOdebrecht Oleo e Gas S/AOdebrecht Realizacoes Imobiliarias e Participacoes S.A..




Construtora Queiroz Galvao S A., Queiroz Galvao Bom Retiro Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Bosques do Japi Desenvolvimento Imobiliario LTDA. Queiroz Galvao Caio Pereira Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Empreendimentos LTDAQueiroz Galvao Isla Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Nature Etapa 2 Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Oleo e Gas S/AQueiroz Galvao Platinum Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Reserva do Japi Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Tower Desenvolvimento Imobiliario LTDAQueiroz Galvao Vilas Boas Desenvolvimento Imobiliario LTDA.

Eleições nacionais de 2010 (presidente, governadores, deputados, senadores) -  Construtora Norberto Odebrecht Brasil S/AConstrutora Norberto Odebrecht S AOdebrecht Realizações Imobiliarias S/A.
Além de serem as campeãs disparadas no financiamento político e eleitoral, vejamos como as construtoras e também as empresas do setor imobiliário dominam a circulação de dinheiro nos jornais, principalmente.

Tomemos como referência a edição histórica deste sábado, 15 de novembro, da Folha de S. Paulo. No seu primeiro caderno ("Brasil"), o mesmo que publicou as prisões efetuadas pela Polícia Federal, há 17 das 28 páginas (ou 60% do total) estampando a publicidade de construtoras e o lançamento de empreendimentos imobiliários.

São diversos anúncios de página inteira, meia ou dupla, de empresas que também são doadoras de campanhas, principalmente Abyara / Brasil Brokers (veja as doações em 2012 e 2010) e Gafisa (2012 e 2010).

Mas nos cadernos internos isso não difere muito: Mercado (9 páginas de 12, ou 75%), Esporte (2 de 4, ou 50%), Mundo (15 de 24, ou 62,5%), além do próprio caderno de Imóveis, todos são dominados por anúncios de empresas como Yuni, Fernandez Mera, Lopes, Even, Esser, EdalcoEztec, Queiroz Galvão, Onni, AAM, Five, Helbor, Toledo Ferrari, Coelho da Fonseca, Sinco, Exto, Atua, Fibra Experts, MAC, Bueno Netto, PDG, Dialogo, Elite Brasil, Marques Construtora, entre outras.

Repetimos, não existe aí nenhuma ilegalidade intrínseca, mas um enorme incômodo de quem enxerga nessa relação paradoxal os interesses econômicos envolvidos entre o financiamento de campanhas políticas e a relação posterior entre essas empresas e o governo, além dos veículos de comunicação que se dizem independentes, mas que sobrevivem da publicidade paga por ambos.

Quer mais exemplos concretos do que estamos dizendo sobre os interesses econômicos entre governo, iniciativa privada e a suposta (in)dependência dos veículos de comunicação?

Leia aqui:

Haddad, o prefeito amigo do mercado imobiliário




Aliás, vale dizer que, se o setor da construção foi quem mais doou recursos para os candidatos e partidos, o maior doador individual das campanhas em 2014 é o grupo J&F.

A holding que controla o frigorífico JBS (carnes Friboi) contribuiu sozinha para a eleição de pelo menos 160 deputados federais (ou mais de 30% da Câmara, composta por 513 parlamentares).

Aí você pensa: Qual será o interesse de um frigorífico na política? Quando surgem rumores de que os mesmos investidores do grupo J&F são os "favoritos" para vencer a concorrência da iluminação pública da cidade de São Paulo e futuramente até do setor de transporte municipal, terminada a auditoria particular da Prefeitura e o contrato emergencial que foi prorrogado nesses dois anos da gestão Haddad, você começa a entender que deve fazer algum sentido.

No momento em que a Câmara de São Paulo também está envolvida em denúncias de corrupção, se não bastasse a polêmica do financiamento eleitoral, vale lembrar que doações de uma associação do setor imobiliário, consideradas ilegais pela Justiça, na legislatura anterior, levaram à condenação em primeira instância de vereadores de São Paulo.


O assunto do financiamento das campanhas (público? privado?) e da necessária reforma política está na ordem do dia, dividindo espaço com a apuração dos escândalos de corrupção. Os debates sobre o tema prometem dominar o ano de 2015. Estamos de olho!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Câmara de São Paulo não vota nada há um mês, mas eleição da nova Mesa pode possibilitar o resgate da credibilidade e da independência dos vereadores

Última sessão com votação em plenário ocorreu no dia 14 de outubro
Há incríveis 30 dias, as sessões extraordinárias da Câmara Municipal de São Paulo não tem quórum para votação de projetos, por falta de entendimento político na própria base governista.

A última aprovação, ainda em primeira votação, no dia 14 de outubro, foi do PL 384/2014, de autoria do Executivo, que institui o PPI (Programa de Parcelamento Incentivado).

O PPI, quando aprovado, possibilitará que contribuintes inadimplentes com o município regularizem seus débitos, inclusive aqueles já inscritos em Dívida Ativa. De acordo com o projeto original (sujeito a emendas e substitutivos), impostos devidos como IPTU e ISS, por exemplo, poderão ser parcelados em até 120 parcelas com desconto de 50% sobre juros e multas. Já os munícipes que preferirem efetuar o pagamento em parcela única devem ganhar abatimento de 75%.

Vereador Ricardo Nunes (PMDB)
Segundo o relator do Orçamento de 2015, vereador Ricardo Nunes (PMDB), estima-se que a aprovação do PPI represente um adicional de R$ 450 milhões no caixa da Prefeitura de São Paulo. Nada mal, embora a expectativa de parcelamentos e anistias recorrentes acabem servindo de incentivo aos devedores.

Constam ainda da pauta paralisada na Câmara outras propostas polêmicas do Executivo, como a criação de cargos no município (mais?), a alteração da remuneração e do plano de carreira dos servidores, além da concessão de áreas públicas para exploração de estacionamentos particulares e de empreendimentos imobiliários sem necessidade de apreciação pelos vereadores.

A ausência de votações não significa necessariamente a inatividade do Legislativo. Prossegue o trabalho de comissões internas e da CPI da Sabesp, entre outras ações cotidianas, e os escândalos de praxe que garantem a presença diária (extremamente depreciativa) de alguns parlamentares na mídia.

Também os bastidores da Câmara paulistana vivem dias de efervescência. Se não bastasse a repercussão do noticiário e o acirramento da disputa eleitoral recém-encerrada, altamente polarizada, estamos às vésperas da votação do Orçamento (com os vereadores negociando a aprovação das suas emendas) e da escolha da futura Mesa Diretora.

O clima, que já era quente, ferveu de vez com a saída espalhafatosa de Marta Suplicy do governo Dilma, expondo as divisões internas do PT e mexendo diretamente com a rotina do Legislativo. A ex-ministra reassume a vaga do Senado no lugar do suplente, o vereador Antonio Carlos Rodrigues, que é também secretário-geral do Partido da República e principal dirigente nacional do PR desde a prisão do presidente Valdemar Costa Neto, condenado no julgamento do Mensalão.

Antonio Carlos Rodrigues (PR)
Com isso, surgem as especulações que (i)mobilizam o parlamento paulistano: presidente por quatro anos consecutivos e líder do chamado "Centrão", Rodrigues retorna a São Paulo como possível candidato a presidente da Câmara (e pode comandá-la por um novo período de quatro anos, pois apesar de o mandato do presidente ser anual e só se permitir uma reeleição, ou seja, dois anos consecutivos, a "virada" da legislatura permitiu que ACR fosse eleito novamente em 2009, após dois mandatos em 2007/2008; e o mesmo pode se repetir em 2017 para o presidente que for eleito para 2015).

Porém, outros dois cenários parecem mais plausíveis para o futuro de ACR: assumir um ministério na cota do PR no governo Dilma ou até mesmo uma secretaria de peso na gestão do prefeito Fernando Haddad. O fato é que, sob qualquer aspecto, ele volta como protagonista na definição do próximo presidente da Câmara (substituindo o vereador José Américo, do PT, presidente por dois anos e recém-eleito deputado estadual).

No PT, há pelo menos duas candidaturas colocadas informalmente: do líder do governo Arselino Tatto e do presidente do diretório paulistano do partido, Paulo Fiorilo. Correm por fora o líder da bancada Alfredinho e o ex-secretário municipal Antonio Donato.

Além do racha no PT, do possível retorno de Antonio Carlos Rodrigues e da pretensa candidatura de Milton Leite (DEM), outro expoente do Centrão, os vereadores de São Paulo tem nas mãos uma oportunidade única para resgatar a independência do Legislativo - que vive tutelado pelo Executivo. Se repetirem por aqui a movimentação que teve início na Câmara dos Deputados, os partidos da base governista (com apoio da oposição) podem ganhar do PT a presidência da Casa.

Vereador Paulo Frange (PTB)
Assim como em Brasília, o PMDB terá papel fundamental na eleição da Mesa. O já citado vereador Ricardo Nunes é um nome com bom trânsito, tanto na situação quanto na oposição, que surpreenderia como candidato a presidente. Outro parlamentar respeitado por seus pares e que pode surgir como opção aos nomes do PT é Paulo Frange (PTB).

Com um eventual presidente do PMDB ou do PTB e a manutenção do PSDB na secretaria-geral da Casa, além da composição com vereadores dos outros partidos com representação na Câmara (PSD, PV, DEM, PR, PROS, PRB, PHS, PCdoB, PP, PSB, PSOL e PPS), é possível eleger uma Mesa Diretora que restaure a credibilidade e a necessária independência entre o Legislativo e o Executivo.

Com a palavra, pelo respeito às instituições democráticas e aos princípios republicanos, os vereadores de São Paulo...

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sucessão de Haddad já começou: quem deu a largada para a corrida eleitoral de 2016 foi Marta Suplicy

A saída espetaculosa de Marta Suplicy do Ministério da Cultura, a crítica calculada ao governo da presidente Dilma Roussef - quinze dias após a reeleição - e o anúncio de que a senadora pretende disputar novamente a Prefeitura de São Paulo marcam a largada antecipada da corrida eleitoral de 2016.

O fato é que a gestão do prefeito Fernando Haddad é tão ruim que a primeira candidatura de oposição surge no próprio PT!

Goste-se ou não de Marta, uma coisa é certa: conhecedora da cidade e dos bastidores petistas, ela deve ter as suas razões para abrir essa dissidência contra o prefeito, até então o candidato natural à reeleição.

Nesse contexto, o PPS de São Paulo faz dois movimentos: primeiro, lança um manifesto convocando toda a oposição ao PT para um diálogo permanente sobre a cidade e o país.

Paralelamente, continuará fiscalizando a péssima gestão deste prefeito, marcada pelo despreparo, pelo improviso e pelos métodos petistas deploráveis, típicos dos governos desse partido que não respeita minimamente os princípios democráticos e republicanos.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Haddad, o prefeito amigo do mercado imobiliário

Em busca da popularidade perdida, Haddad promete mais habitação social 
O que você imagina quando ouve falar em Habitação de Interesse Social (HIS), Habitação de Mercado Popular (HMP) ou Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS)?

Pensa logo em famílias de baixa renda realizando o sonho da casa própria por um preço acessível, certo?

Se tiver a chancela governamental do Programa Minha Casa Minha Vida, então... Hmmm! Sabe de nada, inocente!

Apesar do PT tentar nos fazer acreditar neste país das maravilhas da propaganda surreal que ajudou na reeleição da presidente Dilma Roussef, levando em conta também o empenho do prefeito Fernando Haddad - num processo desesperado de recuperação da popularidade perdida - ao anunciar moradia de interesse social em São Paulo como água em tempo de estiagem, não é bem isso que acontece.

Vejamos um desses lançamentos atrelados ao Minha Casa Minha Vida: na região central, esquina das ruas Andrade Reis, nº 30, com Oscar Horta, próximo ao Metrô Parque D. Pedro, à Avenida do Estado e à Radial Leste.

Home Multy Mooca: na esquina das ruas Andrade Reis com Oscar Horta
É o Home Multy Mooca, com apartamentos de 33 até 55 m², de 1 e 2 dormitórios, num único bloco de 17 andares a ser construído no terreno de 1.876 m² pela Atua Construtora (que surgiu em 2007 da união da Econ Construtora com a Yuny Incorporadora) e anunciado pelos consultores imobiliários da Abyara Brokers.

Trata-se, segundo eles, do "mais novo projeto imobiliário residencial, com lançamento previsto para 15/11, no bairro da Mooca, ao lado do Centro". Ainda segundo os corretores: "Um lançamento residencial pelo Programa Minha Casa Minha Vida - HIS e HMP - com melhor e menor preço jamais visto na região."

Outros ganchos do marketing imobiliário que instigam o desejo consumista de qualquer um: "Antecipe-se em conhecer pois este empreendimento vai vender tudo em poucos dias", ou "Lazer completo, com terraço gourmet e muito mais!".

Se não bastasse. para completar: "Agende uma visita e conheça o apartamento modelo decorado". E ainda o argumento derradeiro: "ÓTIMO PARA MORAR OU PARA INVESTIMENTO". (Ops!!!)

Benefícios do Minha Casa Minha Vida com valor de mercado
Então quer dizer que não se trata exatamente de "habitação popular" em "zona de interesse social", mas de um lançamento padrão das construtoras no mercado, desses que o PT e seus satélites esquerdistas gostam tanto de rotular como "especulação imobiliária", que simplesmente pega carona nos benefícios do Programa Minha Casa Minha Vida. É isso?

O preço bem salgado, em se tratando de "moradia popular", não nega: de R$190.000,00 a menor unidade, com 33 m², um dormitório, sem direito a vaga na garagem, até R$340.000,00 com 55 m², uma vaga e dois dormitórios.

Algo em torno de R$ 6.200,00 o preço do metro quadrado, ou seja, dentro da média do mercado para esse tipo de empreendimento.

Parceria administrativa e eleitoral
Dilma e Haddad recebem o ex-rebelde e atual aliado Boulos
É interessante observar a relação bastante próxima do prefeito Fernando Haddad com o setor imobiliário. Após um início de governo tumultuado, hoje a sua gestão já consegue agradar do presidente do Secovi, o sindicato das empresas do setor da habitação, ao líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, verdadeiro parceiro da administração petista.

Segundo Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, são "interessantes" as medidas de estímulo ao mercado de construção adotadas pelo governo federal do PT. Para ele, Haddad também tem "aparentemente, muito boa intenção" porque "entendeu como a cidade funciona e como deve se desenvolver".

Área da Atua Construtora com seus outros dois empreendimentos ao fundo 
Especialmente com a Abyara Brokers, esta empresa que comercializa o já citado Home Multy Mooca, atrelado ao Programa Minha Casa Minha Vida, a relação de amizade e confiança em Haddad e no PT se traduz em contribuição eleitoral.

Registre-se que a prestação de contas da campanha do prefeito Haddad chegou a ser reprovada pela Justiça Eleitoral (Processo nº 769-41.2012.6.26.0006), entre outras pendências, pela omissão de ao menos uma contribuição da Abyara Brokers Intermediação Imobiliária Ltda., no valor de R$ 15 mil.

A empresa doou, nas eleições de 2012, R$ 80 mil para a Direção Nacional do PT e outros R$ 20 mil para o vereador Arselino Tatto, que se tornaria o líder do governo Haddad. Na eleição anterior, em 2010, a Abyara já havia contribuído com R$ 15 mil para a eleição de Marta Suplicy ao Senado.

A Atua Construtora - que tem uma dezena de novos empreendimentos na Grande São Paulo e pelo menos mais dois no mesmo quarteirão do Home Multy Mooca (ruas Dom Bosco e Odorico Mendes) - também fez doações em 2010.

Contribuiu para as campanhas da deputada federal Janete Pietá e do deputado estadual Alencar Santana Braga, ambos eleitos pelo PT de São Paulo. Isso tudo declarado oficialmente ao TRE.

Mas a relação das construtoras com a Prefeitura de São Paulo não se limita ao financiamento eleitoral. Se não bastasse serem tradicionalmente as maiores doadoras de campanhas políticas, outra polêmica - sempre motivo de críticas da população e dos movimentos organizados - é o suposto favorecimento a essas empresas (entre elas a Abyara) em detrimento, por exemplo, da implantação de parques na cidade.

Interesses econômicos x interesses ambientais

Movimentos populares reivindicam novos parques na cidade
Há vários embates na cidade travados entre as construtoras que pretendem erguer empreendimentos imobiliários em áreas verdes com as comunidades locais que as desejam ver preservadas, como Parque Augusta, Mooca e Vila Ema, para citar três casos recentes.

Até o momento, os interesses comerciais tem prevalecido sobre os ambientais e a nossa preocupação com a sustentabilidade e a qualidade de vida fica em segundo plano.

A Prefeitura alega, sistematicamente, não dispor de recursos financeiros necessários à desapropriação dessas áreas, além de defender a necessidade de uso dos grandes terrenos disponíveis para a construção de habitações de interesse popular.

Chegando a este ponto da leitura da postagem do Blog do PPS, com a quantidade de informações disponíveis, você ainda acredita nessa versão oficial da gestão Haddad?

Eis a realidade exposta sem o filtro da imprensa cooPTada, com os argumentos de um lado e do outro aí explicitados para cada cidadão paulistano poder opinar. Será que a Prefeitura defende realmente o interesse "social", ou sempre falará mais alto o interesse econômico do setor campeão em doações eleitorais e em anúncios publicitários nos maiores veículos de comunicação?

Antes de formar o seu juízo de valor, recomendamos outras leituras:













terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prefeito Haddad, vamos falar sério sobre as ciclovias?

Nesta ciclovia ao lado, recém-implantada em São Miguel Paulista, bairro da zona leste, por exemplo: Você abre o portão da sua casa e derruba um ciclista, é isso mesmo? (Será que vale bônus?)

Também esqueça o velho hábito paulistano de colocar a cadeira na calçada e ficar de prosa com a vizinhança do bairro...

Porque Fernando Haddad decidiu declarar guerra contra motoristas e pedestres, impondo as ciclovias (que são necessárias, quando implantadas com critério, planejamento e qualidade) sem qualquer diálogo com a população.

Quando o povo diz com ironia que Haddad está obrando em São Paulo como nenhum outro prefeito jamais obrou, alguém pode questionar o duplo sentido escatológico da frase. Mas, com qualquer significado que se queira dar às obras do prefeito, a ruindade é explícita.

Sem nenhuma dúvida, Haddad já entrou para a história com as suas faixas para ônibus e bicicletas. Que o povo avalie no momento oportuno (a hora do voto) se isso é bom ou ruim para a cidade.

Modestamente, temos a nossa opinião: Haddad consegue a proeza de ser o pior prefeito que a memória do paulistano registra (incluindo aí Kassab, Serra, Marta, Pitta, Maluf, Erundina, Jânio, Covas...).

O resultado são estas cenas absurdas. Uma calamidade. Uma excrescência.

Ao lado, na mesma região de São Miguel, há um poste "perdido" no meio da ciclovia da Avenida Marechal Tito.

Talvez seja uma propaganda subliminar pró-Haddad, já pensando na reeleição do "poste" paulistano do PT de Lula. Vai saber...

Aí surgem algumas perguntas óbvias, que gostaríamos de ver o prefeito-gênio responder...

Como comenta a jornalista Kátia Leite, editora do jornal Folha de Vila Prudente: "Em algum lugar do mundo, existe ciclovia na calçada? E aquela história da calçada ser responsabilidade do proprietário? Se aparecer um buraco, o proprietário terá que consertar e pintar de vermelho de novo?"

Para o também jornalista Leandro Nunes, são todas obras do "Prefeito Lukscolor", uma referência à marca de tintas que faz várias ações de merchandising na mídia.

Ele compara esta ciclovia-modelo de Sevilha, na Espanha, com as obras improvisadas de Haddad, como essa verdadeira gambiarra da Avenida Petrônio Portela, na Freguesia do Ó (foto ao lado).

Um corredor vermelho pintado no meio da pista, no meio do tráfego pesado de automóveis, ônibus e caminhões, sem nenhuma segurança para ciclistas e motoristas.

De fato, esse apelido "Prefeito Lukscolor" é muito bem sacado, é a cara dessa gestão: pura propaganda de ações cosméticas para a cidade.

Será que a ex-prefeita Marta Suplicy já previa a eleição de Haddad quando lançou aquela ideia do "Projeto Belezura" na gestão dela? E nós que pensávamos que as palmeiras imperiais da Martaxa eram o máximo em termos de bizarrice na Prefeitura de São Paulo...

Ou, como afirma Cláudio Almir Vieira, do Movimento Adote um Vereador: "Faltou colocar a placa ´Desculpe-nos o transtorno, estamos arregaçando com a cidade´."

Abaixo, mais algumas imagens que não deixam dúvidas sobre a incompetência administrativa e a irresponsabilidade da gestão do prefeito Haddad e do secretário de Transportes, Jilmar Tatto.

No bairro do Jaraguá, na zona oeste, não há calçada nem acostamento na pista, mas a ânsia de bater a meta de quilometragem estabelecida pelo prefeito, sem nenhum critério, supera qualquer bom senso:

Na Avenida Escola Politécnica, na zona sul, além das árvores e postes no meio da ciclovia, há entrada e saída de veículos em praticamente toda a extensão da via, como estacionamentos e postos de gasolina:

Na Rua Xavier de Toledo, no centro de São Paulo, bem próximo da Prefeitura, a péssima conservação da calçada e do meio-fio não parecem obstáculos para a tinta vermelha (desbotada) de Haddad:

Outra no Jaraguá, na avenida Amador Aguiar: sem calçada para pedestres, num espaço coberto de mato, sem iluminação e nenhuma segurança, a ciclovia vira pista de cooper:

Leia mais sobre o assunto:

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Abracadabra, simsalabim: ciclovias (des)apareçam!

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Tinha um poste (além do Haddad) no meio do caminho

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Folha tá de "embromation" com o leitor, né? Só pode!

Na semana em que demitiu - sem nenhuma justificativa - dois dos seus mais brilhantes jornalistas, os colunistas Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhêde, entre outros profissionais da redação, a Folha de S. Paulo estampa como manchete de capa de domingo que "Jornalismo profissional alimenta redes sociais".
(Uau, hein!?!?)

Isso é notícia ou informe publicitário? Parece só mais uma dessas peças de marketing, do tipo "Folha, não dá para não ler".

Assim como no funk nacional, está se praticando uma espécie de "jornalismo ostentação". Ou "shownarlismo", que toma conta do Brasil tanto na chamada "grande imprensa" quanto na "mídia alternativa", quase toda ela lamentavelmente cooPTada.

Antes disso, a Folha já havia estampado outras manchetes auto-elogiosas como 1) "Folha bate recorde de audiência digital"2) "Folha foi a primeira publicação a anunciar a vitória de Dilma"; ou 3) "Cobertura eleitoral da Folha é aprovada por 77% dos leitores".

O jornal também tinha se antecipado em justificar que "Resultado das eleições coincidem com pesquisas", isso depois do festival de lambança dos institutos de pesquisa antes do resultado oficial do 1º e do 2º turno (Ibope e Datafolha como carros-chefe), e de ter sido muito criticada por manipular gráficos de intenção de votos e publicar textos panfletários, entre outras análises bastante depreciativas.

As demissões de agora parecem apenas confirmar a crise, apesar dos empenho "shownarlístico" de demonstrar que está tudo bem com a audiência e a credibilidade da Folha e do seu instituto de pesquisa. Porém, o que se vê é uma saraivada de protestos dos leitores contra a postura do jornal (fora a milícia PTbull de praxe, mas isso nem merece consideração).

Em resposta aos leitores que se manifestaram contra a demissão de Fernando Rodrigues e Eliane Cantanhêde, a Folha anunciou que havia reportagem interna do jornal sobre o "encerramento da colaboração dos colunistas". Porém, havia ali apenas uma nota burocrática informando quem são os nomes que passam a ocupar esse espaço nobre. Nada além.

A coluna da ombudsman, tradição de 25 anos (!!!) da Folha, estranhamente "sumiu" neste 9 de novembro. Encontrou-se apenas uma explicação lacônica de que Vera Guimarães Martins "não escreve neste domingo, excepcionalmente".

E, quando o nível de submissão da imprensa ao poder só pode ser comparado à época da ditadura militar, num contexto em que o governo defende o "controle social da mídia" e faz pressão política e econômica ameaçando com o corte de patrocínio estatal aos veículos não-alinhados à sua cartilha, é este o produto final que chega às bancas e à casa do leitor.

Será um sinal do início da "venezuelização" ou da "kirchnerização" no Brasil??? Socorro!!!!!

Leia também:









sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Projeto desbotado, prefeito embotado, povo resignado: é a cidade de São Paulo nas mãos do despreparado Haddad, o ex-queridinho do PT

Em época de falta d´água, não surpreende que a maior capital do país esteja entregue a um sujeito absolutamente insípido, inodoro e incolor.

Numa gestão pálida, apagada, sem brilho, sem vida, o único colorido que ainda reluzia era o vermelho das ciclovias do "Prefeito Lukscolor", o garoto-propaganda das tintas (a branca das faixas de ônibus e a vermelha das bicicletas).

Mas até nisso o prefeito Fernando Haddad é incompetente. Nem as ações cosméticas sobrevivem diante do despreparo e da falta de planejamento do ex-queridinho do PT, culpado em grande parte pelo fracasso do partido dele em São Paulo.

A capa do jornal estampa as ciclovias de Haddad desbotando, poucos meses depois de terem sido implantadas na cidade, a reboque do calendário eleitoral, sem nenhum planejamento ou critério técnico.

Lá dentro, a Folha traz outras notícias e artigos correlatos: uma diz que "Haddad pode reforçar caixa até a reeleição", com a renegociação das dívidas aprovada no Senado, outra mostra que "Criticado na campanha pelo PT, ajuste começou", desnudando as mentiras usadas para a reeleição da presidente Dilma.

Há também um excelente artigo do oposicionista Floriano Pesaro sobre as peripécias administrativas do prefeito, que fecham esse retrato instantâneo da tragédia diária paulistana. Merece a leitura.

Enquanto isso, a cidade sofre com o descaso e o aparelhamento. Tomaram de assalto o Estado (a cidade, o país). O PT terá dois anos pela frente para tentar recuperar a popularidade de Haddad e buscar a reeleição. Por outro lado, nós temos o mesmo tempo para mobilizar as forças da sociedade que desejam resgatar São Paulo das mãos do PT. Vamos ao trabalho!

Leia também:

PT tem dois anos para mostrar que Haddad é o cara!

Paulistano paga o Pato do Prefeito Pateta do PT? Pô!

O passarinho do Chávez pia para o Lula e o Rui Falcão


Ética de conveniência? Repúdio seletivo? Coisa do PT!

Aumento da gasolina, da luz, dos juros, do aluguel...

Começam a aparecer as primeiras mentiras e incoerências de Dilma

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aumento da gasolina, da luz, dos juros, do aluguel...


Acabou de chegar a fatura das mentiras da reeleição: o povo vai pagar o pato (outra vez!) com apagão e racionamento de energia "padrão Dilma".

Isso depois do anúncio de mais aumentos: do aluguel, da conta de luz, dos juros, dos combustíveis...

Aliás, como disse no pior estilo "dilmês" a presidente da Petrobras, Graça Foster: "Aumento da gasolina não se anuncia. Pratica-se!".

É impressionante o espírito público e o perfil de fineza, civilidade e transparência dessas mulheres maravilhosas (só que ao contrário) deste (des)governo... Que nível lamentável!

O PT martelou a campanha inteirinha que as "maldades" viriam pelas mãos de Aécio Neves. Curioso, porque consta que o tucano foi derrotado. Ou não? Mas se Aécio e o "candidato" a ministro Armínio Fraga, ambos tão atacados pelos petistas, não passaram nem perto do Palácio do Planalto... ops!

Como explicar esses aumentos??? E o descontrole da inflação??? A culpa não ia ser do Aécio e do Armínio??? Caramba!!! Imagina se eles tivessem vencido, hein?

Então, espera lá!!! Se quem ganhou foi a Dilma Rousseff, o culpado (ou culpada) pelas ações (e omissões) na condução desastrosa da Economia já faz parte deste governinho chinfrim, né?


Assim fica provado que Dilma mentiu e faz agora - apenas uma semana depois do 2º turno - tudo aquilo de "errado" que garantiu que o PSDB faria. Chama o Procon!!! Foi propaganda enganosa!!!

Que vergonha, hein, "presidenta"? Sua palavra não vale aquela lojinha de R$ 1,99 que foi à falência sob o seu comando...

Pois é, a imagem de gerentona e mãe do PAC já tinha ruído, tanto que apelaram para a invenção da vovó amável que foi agredida covardemente pelo adversário cruel na campanha.

Até colou!

O suficiente para Dilma vencer (por pouco).

Mas, cuidado! Tudo que cola no improviso, descola um dia... ;-)

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"Fila nas creches e a bomba-relógio de Haddad"

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Se existe um problema que atinge em cheio as famílias de mais baixa renda - aquelas que o marketing eleitoral do PT garante que são prioridade absoluta dos seus governos - é a falta de vagas em creches e escolas infantis.

Temos à frente da Prefeitura de São Paulo um ex-ministro da Educação que, ao lado da "presidenta" que agora posa de vovó zelosa (depois do fracasso da fase de gerentona e mãe do PAC), jura de pés juntos que está se mexendo como pode para atender a demanda represada e crescente.

Não é o que percebe a população paulistana. Enquanto o prefeito e o secretário da Educação, Cesar Callegari, fazem malabarismo para justificar o injustificável, mais de 160 mil mães seguem na fila para matricular seus filhos. O argumento repetido, além do mantra da falta de verbas, é também a dificuldade de encontrar áreas públicas que possam receber esses equipamentos.

Mas, se não bastasse a incompetência da Prefeitura, estão armadas bombas-relógio para estourar no próximo ano. Não é à toa que o Simpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Município), presidido pelo sempre atuante Claudio Fonseca, vem protestando contra o prefeito e o secretário.

Professores e gestores de CEIs e EMEIs querem a revogação da Portaria nº 6.123, que permite, por exemplo, a Secretaria da Educação encaminhar crianças do "Berçário 1", com idade de um mês até um ano e um mês, da rede direta para os CEIs conveniados, queimando a etapa do "Berçário 2", imprescindível para o seu desenvolvimento.

De acordo com Claudio Fonseca, essa portaria prejudica as crianças e os profissionais de Educação, precarizando o processo de ensino/aprendizagem, além de não resolver os problemas já existentes e contrariar o que tinha sido negociado durante a greve deste ano, inclusive por superlotar as salas.

Nas primeiras audiências públicas para discutir o Orçamento de 2015, a falta de vagas em creches permanece como uma das maiores reclamações dos cidadãos paulistanos. Estão reservados para a pasta da Educação R$ 10 bilhões no próximo ano, ou 7% a mais que em 2014. Será suficiente para atender a necessidade das mães paulistanas?

Segundo dados oficiais da Secretaria da Educação, foram criadas 25 mil novas vagas em creches neste ano. Mantida essa média de atendimento - sem contar o aumento da procura por creches todos os anos - a gestão Haddad levaria cerca de 7 anos apenas para atender as mães que já estão nas filas. É um absurdo surreal!

Ainda pelos dados do município, crianças que nasceram em 2012 são as que passam mais tempo na fila das creches. Na faixa etária de um ano e dez meses a dois anos e nove meses, as mães enfrentam uma espera de pelo menos quatro meses e meio.

A Prefeitura promete a construção de 243 novas creches até o fim de 2016. Destas, 172 devem ser construídas por meio de convênio com o MEC (Ministério da Educação). Você acredita?

Enquanto isso, Haddad vive de factóides. O último - entre grafitagens bizarras do Pato Donald e passeios de bicicleta nas ciclovias que rasgam a cidade sem nenhum planejamento - foi anunciar que a maior parte do dinheiro desviado por Paulo Maluf em obras superfaturadas, e que deve ser devolvido pelo Deutsche Bank, será usado na construção de creches.

Oh! Que prefeito prendado este Haddad! Ele só esqueceu de dizer que Maluf é aliado preferencial do PT e não sofreu uma só punição durante os 12 anos dos governos Lula e Dilma. Pior: os métodos malufistas prosseguem na Prefeitura do PT, do loteamento político das subprefeituras até a gangsterização do transporte público. Mas isso é assunto para outro artigo.

Carlos Fernandes foi subprefeito da Lapa e preside o PPS paulistano.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O passarinho do Chávez pia para o Lula e o Rui Falcão

Dá pra levar a sério os dirigentes do PT, a sua militância PTbull amestrada e a imprensa cooPTada nos seus devaneios bolivarianos?

Meu Deus! Eles não tem senso do ridículo! Agora conclamam seus seguidores a irem às armas, literal ou simbolicamente (Nada que a milícia virtual já não o faça naturalmente, como demonstrou durante toda a campanha eleitoral de 2014).

De um lado, há um bando de idiotas que vão para as ruas pedir a volta do regime militar e o impeachment de Dilma Roussef sem um motivo concreto pertinente - o que não representa de modo algum a postura que se espera da oposição responsável, que deve se ater estritamente às instituições democráticas e aos princípios republicanos.

Porém, do outro lado há a junção de lunáticos, recalcados, fisiológicos, oportunistas, bandidos e viúvas do comunismo que planejam um grande golpe totalitário, censura, partido único e, se possível, paredão para os inimigos do governo. Leia o documento tirado pelo PT. É piada pronta.

Na verdade, seria cômico se não fosse trágico. Porque, apesar do ridículo e do nonsense, eles se levam mesmo a sério! Isso, por si só, já é um perigo. O autismo social e político é terreno fértil para o fomento de golpistas. Será que não existe nenhum filtro para a vergonha alheia?

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Paulistano paga o Pato do Prefeito Pateta do PT? Pô!

Depois de grafitar o Pato Donald na cidade com um traço tão bom quanto o seu desempenho na Prefeitura, o que mais podemos esperar do Prefeito Pateta... ops!... do prefeito Fernando Haddad?

(São Paulo merece este prefeito-piada? Assim não dá, né?)

O PT tem dois anos para resgatar a imagem do prefeito e torná-lo competitivo para a reeleição. 

(Vale tudo para virar notícia?)

Estamos assistindo uma espécie de municipalização do marketing eleitoral da presidente Dilma e do mote vencedor do "vale fazer o diabo".

(Vão conseguir fazer esse upgrade até 2016?)

A Revista Veja São Paulo traz uma reportagem que mostra as várias faces do prefeito Haddad. Interessante!

O Blog do PPS aproveita a oportunidade e faz uma humilde observação: Haddad já se fantasiou de tudo, mas o disfarce mais inverossímil e impróprio é mesmo o de Prefeito de São Paulo... O cara não leva jeito pra coisa!

Quer lembrar de outras postagens que mostram o despreparo e a incompetência de Haddad?

Leia só uma pequena amostra (tem muito mais!):














segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ética de conveniência? Repúdio seletivo? Coisa do PT!

A Liderança do PT na Câmara de São Paulo quer a punição do vereador Coronel Telhada (PSDB) pelas infelizes declarações separatistas e preconceituosas ditas após a reeleição de Dilma Rousseff, que como o mundo inteiro já sabe teve destacada votação entre o eleitorado nordestino.

Até aí, OK. Não questionamos esse direito de contestação. Também consideramos inaceitável e estúpida toda manifestação de xenofobia ou racismo. Mas a ética do PT parece muito seletiva ou restritiva. As regras não devem ser iguais para todos?

Ocorre que petistas e agregados cometeram atitudes idênticas ou piores de ódio, intolerância, discriminação e até incitação criminosa. Mas aí não tem nenhum repúdio?

Os petistas comunicaram pelo twitter, nesta quinta-feira, 30 de outubro: "A Liderança do PT protocolou representação na Corregedoria da Câmara Municipal para instalação de processo disciplinar contra o Coronel Telhada."

"Os vereadores do PT entendem que declarações que incitem o ódio e a discriminação, não podem encontrar eco entre os representantes do povo."

Mas espera lá! Quando o preconceito e as agressões são contra Marina Silva e Aécio Neves, por exemplo, ninguém se incomoda?

O que o PT acha, afinal, das atitudes do vereador e deputado eleito Orlando Silva, da vereadora Juliana Cardoso e da Secretária de Igualdade Racial do PT? Não foram igualmente condenáveis? Leia e julgue você mesmo: Secretária da Igualdade Racial do PT é racista?

Ou sobre essa outra manifestação deplorável (reproduzida ao lado) publicada pelo petista Carlos Zarattini: O que este sujeito, reeleito deputado federal por São Paulo, ganha com esse tipo de preconceito, provocação e acirramento do ódio?

Vão se manifestar sobre isso também? Ou vão se omitir?

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2014: R.I.P velho Jornalismo! Viva novo Shownarlismo!

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Dilmacunaíma no país das mentiras e dos corruPTos