segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PT, a farsa: dos presos políticos aos políticos presos

Parafraseando Karl Marx, a história original daquele PT oposicionista e ideológico dos anos 80 revelou-se uma tragédia no governo e se repete agora como farsa na hora da execução das prisões do mensalão.

Figuras emblemáticas da luta contra a ditadura terminam a vida tristemente: de presos políticos, quase heróis, se transformam em políticos presos comuns.

Nem os gestos calculados, midiáticos, planejados pelo marketing e saudados pela dúzia de amigos, militantes e milicianos virtuais que restaram para compor a claque, são capazes de distorcer a realidade: eles não são mártires da esquerda e da democracia. São, isto sim, delinquentes e criminosos. Julgados e punidos como merecem, seguindo princípios republicanos.

Verdade seja dita: braço direito (e cérebro) de Lula, o ex-ministro José Dirceu, o deputado e ex-presidente do PT José Genoíno, e o ex-tesoureiro Delúbio Soares não devem ser os maiores bandidos da política. Mas são, certamente, os que mais frustraram e traíram os ideais e a esperança de quem os seguia confiante neste PT que se provou uma farsa.

A nota oficial do partido contra as condenações é um "descalabro" (para usar a palavra da moda na Prefeitura corruPTa de Haddad), um atentado (mais um) contra a independência e a autonomia dos Três Poderes.

Mas nada que surpreenda vindo do reeleito presidente do PT, deputado Rui Falcão, símbolo deste "novo" PT, que parece satisfeito por ter trocado a política de quadros pela política das grades, o partido de massas pelo partido da mão na massa.

Não é por acaso o baixíssimo quórum registrado nas eleições internas do PT, nem a queda nas pesquisas de avaliação do governo ou a progressão geométrica do descrédito da população na política e nos políticos em geral. O PT trocou antigos formuladores ideológicos por operadores pragmáticos.

Saíram Hélio Bicudo, Plinio de Arruda Sampaio, Luiza Erundina, Marina Silva, Fernando Gabeira, Heloísa Helena, Chico Alencar, Ivan Valente, Cristóvam Buarque, entre outros, enquanto ex-inimigos se tornaram cúmplices e aliados. E a lista aí também é infindável: Collor, Sarney, Maluf, Renan, Jáder, Delfim, Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto e toda a corja fisiológica da coalizão "lulopetista".

Aí, para enfrentar a cegueira política dos que insistem em acusar a justa punição aos mensaleiros como um "golpe da direita", das "elites" ou da "imprensa golpista", se eles não enxergam - por ignorância ou má fé - que essa corja faz parte do seu próprio governo, resta apenas a complacência ou o escracho.

Vamos reproduzir alguns tweets do @23pps:

A TV mostrou tanta gente de bem PRESA injustamente neste feriadão... NO TRÂNSITO! Quanto aos políticos corruPTos, cadeia neles!!! Justiça!!!

"Viva o PT" e "Chupa, Imprensa". Faz sentido alguém gritar isso enquanto José Dirceu e Genoíno posam como mártires? Petistas nunca aprendem!

O punho cerrado dos petistas contrasta com a mão aberta no mensalão. E a capa do Genoíno? Pelo menos é mais prática que a cueca com dólares!

: Sou inocente e fui condenado sem provas, diz José Dirceu ” Já está adaptado: é discurso de cadeieiro!

Lula telefona a condenados e diz estamos juntos ” Juntos, pero no mucho. Deveriam dividir a mesma cela!

Uma imagem vale mais que 1000 palavras link” Ou: Como ignorar a realidade sendo tosco!

: Como faço pra me filiar ao PT?” Passe no presídio mais próximo. Um "preso político" endossará sua ficha.

: Carros deixam casa de José Dirceu em Vinhedo após ordem de prisão ” Próxima caravana do PT é de camburão

: Mensaleiros irão para Brasília no mesmo avião ” Quem pensou besteira por um momento levanta a mão!

: Genoino: "Considero-me preso político" - ” Mas ele é um político preso! Tomara, o 1º de muitos!

E, pra variar, Lula sumiu!” Ele, que nunca sabe de nada, nem deve saber que resta ao PT somente disputar com o PCC o poder na cadeia

"Genoino é o primeiro preso da ditadura do PiG"” Como um "jornalista" como gagAmorim pode ser patrocinado com R$ do Estado?

Barbosa se vinga de Lula e manda prender no feriado link ” Vendido ou só idiota?

O risível e revelador ato falho da vereadora : momento "colorido" das prisões. Verdade! Viva a República!

Não adianta corrigir o ato falho, vereadora . É de verdade um momento COLORIDO por um Brasil mais justo!

: PT: 'execução imediata das penas é casuísmo' ” Casuísmo é se considerar acima da Lei e da Justiça!

: Não confundir Judiciário com Justiça.” Bandido de qualquer espécie tem que ir para a cadeia, queiram ou não os petistas!

Mensaleiros sendo presos e a falando em combate à corrupção no twitter” Vai esperar o que? Vale "fazer o diabo" :-(

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Os 124 anos da República e as ameaças à Democracia

Vamos tratar de princípios democráticos e republicanos neste 15 de Novembro

Enquanto assistimos a deterioração da política, o total descrédito dos partidos e o abalo das utopias de esquerda com o fiasco do PT nos governos de Lula e Dilma, que vem cometendo atentados sucessivos aos princípios democráticos e aos valores republicanos, tem seus principais líderes envolvidos em esquemas de corrupção e atua cotidianamente para o aparelhamento do Estado e a perpetuação no poder a qualquer custo, é chegada a hora de o PPS reafirmar-se e reposicionar-se na sociedade.

Às vésperas do 18º Congresso Nacional do PPS, que será realizado em São Paulo nos dias 6, 7 e 8 de dezembro com o tema "Uma Nova Agenda para o Brasil: Nova Política, Nova Economia, Novo Governo", além da boa análise do contexto político, social e econômico já traçado no documento-base, devemos assumir sem receio o compromisso de ter como bandeiras a equidade, a justiça social e a sustentabilidade e ser verdadeiramente o partido das liberdades, da diversidade, do estado democrático de direito e da participação direta dos cidadãos na política.

O nosso papel oposicionista já é bastante conhecido, mas agora precisamos ir além: as ruas, as redes e as urnas demandam um novo perfil para uma política diferenciada, mais plural, moderna, transparente, ética, democrática e republicana. Que, com esse espírito, o PPS também se renove e se reinvente na consolidação desta “nova agenda para o Brasil”.

O PPS busca a sua afirmação como alternativa viável de poder nos municípios, nos estados e no país, estimulando e mobilizando a sua militância, reposicionando as suas lideranças no cenário político local e nacional, e possibilitando a construção de chapas competitivas e representativas.

A nossa atuação recente, tanto no Executivo quanto no Legislativo, seja  na situação ou na oposição, já vem propiciando a reintrodução do PPS como protagonista no debate político, resgatando princípios e ideais que anteciparam a chamada "nova política", posteriormente reivindicada pelos movimentos nas redes e nas ruas, para construir um programa alternativo ao dos outros partidos e verdadeiramente identificada com os cidadãos paulistas e brasileiros, reaproximando o PPS das demandas populares e sociais.

Um partido para a juventude e para a classe média

(Ou um partido para os inconformados, os indignados, os idealistas, os excluídos... e até para quem não quer ouvir falar de partido nenhum!)

Enquanto se observa a criação mercantil e descompromissada de novos partidos no Brasil e as atuais legendas se sobrepõem numa sopa de letrinhas rala, insossa e indigesta, sem nenhuma "sustança" ideológica, é chegada a hora de "refundar" o PPS como um partido para a juventude e para a classe média, erroneamente identificada como vilã pelos "intelectuais" rancorosos, desorientados, esquizofrênicos e com DNA golpista da máquina governista do PT.

Sabe-se que o Partido Popular Socialista (PPS), herdeiro legítimo do velho Partidão, tem um lastro histórico  de lutas pela democracia, pela cidadania plena e por justiça social. O xis da questão é transportar esse passado glorioso para a atualidade, mantendo a coerência, a ética e a unidade, expandindo nossos horizontes e desbravando novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.

O que a sociedade espera, hoje, de um partido político? E o que o PPS tem a oferecer aos cidadãos brasileiros para atender a essa expectativa?

Primeiro, é preciso entender que o atual modelo político-partidário brasileiro está esgotado. Não é à toa a crônica falta de credibilidade dos políticos, dos partidos e das instituições vinculadas aos três poderes.

O povo brasileiro carece de um partido verdadeiramente moderno, com políticos sensíveis às demandas sociais e comprometidos com o bem comum. Mas exige, além de um programa viável para o país, que todo esse arcabouço teórico seja traduzido em ações práticas e de fácil assimilação.

Não basta pensar o país e o mundo, é preciso transformá-los. Da solução para um buraco de rua, a implantação de um corredor de ônibus ou a necessária poda de uma árvore à globalização econômica e à paz mundial, cada cidadão tem um amplo arco de interesses e procura um partido que lhe represente e se identifique com estas causas.

O PPS, portanto, tem que ser mais visível, sensível e inteligível à população. Tem que levantar bandeiras que sejam claramente identificadas pelos setores da sociedade que pretendemos atingir. E quais são esses setores? A quem o PPS quer servir?

O PPS é um partido moderno, antenado com o mundo e as novas tecnologias, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos sobretudo com o que se convencionou chamar de "classe média" no Brasil.

E o que é um partido de "classe média"? Traduzindo: o PPS não é um partido das classes dominantes, das oligarquias, dos banqueiros e dos grandes empresários. Por outro lado, não é um partido assistencialista, que faz da exploração da miséria a sua razão de ser. É o partido do cidadão comum, como eu e você, que batalha no dia-a-dia e tem um senso crítico desenvolvido, espírito contestador e que não se satisfaz com os atuais modelos de governo e de oposição.

O PPS é o partido da juventude, dos aposentados, das famílias que se preocupam com o futuro, com uma educação de qualidade, com a preservação do meio ambiente, com a redução de impostos, com a melhoria dos transportes, com um sistema único de saúde amplo e funcional, com empregos dignos, estabilidade financeira, cultura e lazer.

É o partido do trabalhador que não se vê atendido pelo atual governo federal, por partidos e centrais sindicais subservientes, que se contentam com favores irrisórios para manter as benesses do poder.

É o partido do jovem que está nas redes sociais e não se vê representado no movimento estudantil oficial, nas instituições que viraram fábricas de carteirinha escolar e que só funcionam como máquinas arrecadadoras de verbas governamentais.

É o partido do aposentado que manifesta a sua indignação com o desrespeito a que é submetido no dia-a-dia, na falta de valorização de toda uma vida de trabalho e dedicação ao país, que acaba se traduzindo na desatenção à saúde e na falta de uma assistência compatível às suas necessidades especiais.

O PPS é o partido contra todas as imposições absurdas à sociedade: contra o voto obrigatório, contra o alistamento militar obrigatório, contra a corrupção, contra impostos e taxas que se multiplicam indefinidamente sobre o bolso do contribuinte.

O PPS é o partido do imposto único, do incentivo ao primeiro emprego, do voto facultativo, do voto distrital misto, da internet grátis. Do acesso universal à cultura e à educação. Do mundo sem fronteiras. É o partido do salário mínimo digno. Da faculdade gratuita e de qualidade à população mais carente. Da prioridade ao transporte público. Da redução do trânsito. Do combate ao tráfico de drogas. Da luta por saúde e segurança. Da mulher feminista, feminina. Da igualdade. Das liberdades. Da qualidade de vida.

Identidade oposicionista, identidade partidária

Desde o documento de São Paulo para o 17º Congresso Nacional do partido em 2011, afirmamos que o PPS e as demais forças de esquerda, democráticas e progressistas, de oposição ao atual sistema de poder implantado pelo chamado "lulopetismo", estamos carentes de um programa objetivo e construtivo para sair da perplexidade e da passividade.
Precisamos criar uma via alternativa para governar o Brasil, fortalecer a democracia, desenvolver o poder local e distribuir melhor a riqueza nacional, entre outros avanços de caráter social, econômico e cultural que contemplem a cidadania.
O PPS defende mudanças estruturais profundas: reforma do Estado, reforma tributária, reforma política, reforma do Judiciário. A intenção do partido é oferecer essa contribuição ao debate nas ruas e nas redes com cidadãos interessados, movimentos, instituições, outras siglas partidárias, entidades e associações para chegar à formulação de um projeto transformador, capaz de colocar o Brasil na rota de um desenvolvimento sustentável e gerador de riquezas para melhor distribuir, com justiça, a renda nacional.
Esse novo movimento, juntamente com o passo firme na direção de uma nova formatação partidária, precisa não apenas demonstrar para a sociedade brasileira que é de oposição consciente ao atual governo federal e ao sistema de poder por ele montado, mas também – e principalmente – que é portador de um projeto de mudanças e de desenvolvimento do país que sirva de base para construção da nova sociedade que todos almejamos.
Sem essa iniciativa na construção de uma formação partidária mais ampla e na formulação de um programa objetivo de mudanças, não conseguiremos interromper o declínio que o nosso partido - e os demais partidos ideológicos - vem experimentando, claramente demonstrado nas seguidas quedas de votação e redução da nossa influência no processo político.
O PPS conseguiu sucesso em afirmar a sua identidade nacional oposicionista junto ao eleitorado. Nesse ponto, o eleitor sabe, com clareza, onde estamos e a quem criticamos. Não tem a mesma clareza sobre o que propomos. Ou seja, não tivemos o mesmo sucesso na afirmação de nossa identidade programática, política e partidária.
Qual a nossa diferença em relação aos demais partidos oposicionistas? Os eleitores ignoram. Hoje o eleitor descontente vota no PPS muito mais em razão do mérito pessoal dos candidatos que da afirmação clara de uma proposta partidária diferenciada.
Esta é a grande questão do Congresso do PPS, que precisaremos enfrentar. Para isso teremos que debater temas como a atualidade e o significado da oposição entre esquerda e direita, a velha e a nova política, o fracasso histórico dos modelos formados na esquerda, o fim do revolucionarismo e a insuficiência do estado de bem-estar social num mundo globalizado, que assiste à retração do trabalho assalariado tradicional.
A procura da equidade e da justiça social por meio da política continua a ser a questão central da esquerda, que dela se desviou na ilusão dos atalhos autoritários. Os objetivos da esquerda continuam radicais e, nesse sentido, revolucionários. Mas o caminho da mudança passa necessariamente pela construção de acordos progressivos, no espaço da institucionalidade democrática. Mudança sem democracia, sem deixar aberta a porta da correção de rumo, não é sustentável.
Nova política, novo partido
Há uma crise da representação política em todos os países democráticos, provocada pela revolução havida na informação. O cidadão não precisa hoje de intermediários para levar suas demandas aos representantes eleitos.
Com isso, a política deixa de ser monopólio dos partidos, embora as eleições no Brasil ainda o sejam. O resultado é a queda no número de filiados de todos os grandes partidos do Ocidente. Há uma crise de representação adicional no Brasil, devido à nossa legislação eleitoral, que se traduz em partidos frágeis, mandatos personalizados, submissão do Legislativo, eleições caras e descrédito popular. Esse modelo funciona à base de práticas de financiamento já inaceitáveis para a opinião pública e tornou-se uma fábrica de crises.
Os partidos brasileiros, inclusive o PPS, sofrem as conseqüências combinadas dessas duas crises. Para enfrentar a primeira crise, é preciso discutir seu caráter. Não subestimemos o potencial de mudança, revolucionário, que as novas tecnologias da informação, em especial a internet, atualizam todos os dias. A questão está no seu significado.
Em termos de participação política, a comunicação em rede torna possível a mobilização instantânea, sempre que a agenda formulada na rede encontre eco na motivação dos manifestantes.
As já históricas manifestações de junho de 2013, no Brasil, são o exemplo mais recente, de maior repercussão. A comunicação na rede não substituiu, nesse e em outros casos, a participação física do cidadão, sua presença na rua, o compromisso com a mudança. 
Entendemos que o mesmo se dá com a representação política. O significado da crise de representação não é a demanda por seu fim, pela participação pura, em condições tecnológicas que garantiriam sua viabilidade, e sim a demanda de outra representação, de qualidade maior.
Se o argumento está correto, o papel dos partidos e sua organização interna mudam por completo. Partidos não são mais os delegados de classes e segmentos sociais, para os quais formulam, decidem e implementam políticas. Partidos são definidos por diretrizes gerais e formulam políticas específicas na interlocução com movimentos interessados em cada assunto. Partidos formulam em conjunto e transportam para o mundo da representação, da produção das leis, a política assim elaborada. Nesse processo, a rede é fundamental.
Nessa lógica, que defendemos, o PPS precisa atuar em duas frentes. A primeira é renovar o partido “para dentro”, a organização partidária tradicional, definida em lei e por ela mantida, o partido composto, em sua grande maioria, por militantes interessados de uma ou outra forma na disputa eleitoral. Isso significa aumentar a transparência, aperfeiçoar o processo de prestação de contas das direções, generalizar a prática da direção coletiva.
A segunda é construir o partido “para fora”, o espaço de interlocução com políticos, outros partidos, movimentos, instituições, comunidades na rede, indivíduos. Sem esse partido para fora não há formulação de propostas de políticas publicas, não há capacidade de mobilização, sequer há sucesso eleitoral, pois está mais do que claro que militância hoje não é suficiente para vencer eleições. Eleições são decididas pela confiança do cidadão, ou pelo recurso a meios escusos.
A idéia de partido “para fora” estava no cerne da proposta, nunca realizada, de nova formatação política desde a origem do PPS, em 1992. Talvez hoje a #REDE23 seja o caminho.

Em resumo, o conceito da #REDE23 é o seguinte:

Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham.

O partido não pode manter mais a posição de vanguarda da época da circulação restrita de informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações, à luz de suas diretrizes mais gerais, e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas.

Para tanto, surge a #REDE23, um movimento de discussão e mobilização em torno de objetivos comuns, que abrange outras siglas partidárias, entidades, organizações, sindicatos, associações, cidadãos interessados e grupos mais ou menos organizados na internet.

#REDE e a #NovaPolítica não são exclusividade de uma só legenda, uma única liderança ou um grupo restrito. É uma iniciativa que reúne gente de bem, de dentro e de fora dos partidos!

Devemos sair da "zona de conforto" e avançar, dialogar, agregar esforços, idéias e pessoas neste movimento transformador. Que venha a política em #REDE. Que venha um novo Brasil!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PT faz inveja ao PCC como "partido do crime"

Eis que o Partido dos Trabalhadores terá, enfim, os seus principais líderes na cadeia. E agora? Qual será o maior "partido do crime"? É, no mínimo, concorrência desleal com a "facção criminosa que atua nos presídios", como a imprensa costuma denominar o PCC.

Seis anos depois de aceitar a denúncia do mensalão, e quase um ano após definir sua sentença, o Supremo Tribunal Federal determinou ontem a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, braço direito de Lula, do ex-presidente do PT José Genoino e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, além do operador Marcos Valério e outros envolvidos no vergonhoso esquema de corrupção que carimbou os governos do PT.

Os ministros do STF determinaram, nesta quarta-feira 13, a execução imediata da pena para 16 condenados no maior julgamento de corrupção do Brasil (como nunca antes na história deste país...). Com transmissão ao vivo na TV e nas redes, a decisão foi intitulada cifradamente como "ED do ED da AP 470". Você entendeu? Não, nem eu! Nem ninguém! Leia aqui. Mas, em resumo, os mensaleiros começam a ir para a cadeia!

A maior preocupação agora é fazer cumprir a "súmula vinculante 11". Outro apelido ininteligível. No popular, os petistas morrem de medo das imagens bombásticas de seus figurões sendo presos pela Polícia Federal, e estão apelando para a regra jurídica que veda o uso de algemas, a não ser em caso de resistência à prisão ou risco de fuga. Não é o que se vê com ladrões de galinha, mas pode valer para os pavões governistas.

E os principais nomes do PT vão afundando no mensalão, na máfia dos fiscais, na máfia do asfalto... A única "boa notícia" (#SóQueNão) do PT na Justiça é uma chamada"vitória de Pirro": por uma decisão contestada do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (cujo filho será candidato nas eleições de 2014 por um partido da base governista) vão empurrar goela abaixo do paulistano o aumento abusivo do IPTU, no meio deste tsunami de corrupção da Prefeitura de São Paulo.

Enquanto isso, outra notícia curiosa, típica dos países de "Primeiro Mundo", vem a calhar: Suécia fecha presídios por falta de condenados.

Sugestão do Blog do PPS: o todo-poderoso Lula, pai dos miseráveis e dos corruPTos, corintiano roxo, poderia propor uma espécie de intercâmbio com os suecos. Eles mandam para o Corinthians o atacante Zlatan Ibrahimovic, craque da seleção de futebol daquele país, e nós despachamos em troca a companheirada petista para lotar os presídios da Suécia. Que tal?

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A cidade não merece a ruindade de Haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está naquela situação política que pode ser comparada ao "olho do furacão". Tenta agora manter a imagem de bom moço da campanha eleitoral ao adotar um personagem inverossímil de caçador de corruptos, quando só ele não enxerga os corruPTos que o cercam.

Nesta terça-feira, pela quinta vez, o nome do secretário de Governo e seu ex-coordenador de campanha, Antonio Donato, aparece vinculado aos fiscais presos, causando o seu afastamento. Para deixar claro: até prova em contrário, Donato é inocente. Mas não é o primeiro nome citado do PT, nem será o último, certamente.

O curioso é que os indícios de corrupção deste esquema recém-desvendado de fraudes no ISS e possivelmente no IPTU (para não citar outros e desviar o foco) remontam ao ano de 2002.

Ou seja, este esquema específico da Secretaria de Finanças viria desde a administração da prefeita Marta Suplicy, com um agravante: quem era o chefe de gabinete ou adjunto daquela Secretaria, naquele governo? Bingo! O próprio Haddad!

O que a cidade de São Paulo espera e merece de uma gestão verdadeiramente séria é que a apuração das atuais denúncias seja rigorosa e não sofra interrupção por interesses eleitorais e intervenções políticas.

No momento em que Haddad denuncia o "descalabro" da gestão anterior, e recebe uma resposta do antecessor (e até então aliado) Gilberto Kassab nos mesmos termos, a probabilidade de que ambos tenham razão é bastante significativa.

Vamos acompanhar se o prefeito vai recuar: ele já afirmou que a corrupção é "sistêmica" e que há inúmeros outros focos instalados e empoderados na Prefeitura. Citou nominalmente, por exemplo, as Secretarias do Verde, do Trabalho, da Habitação e das Subprefeituras.

As atuais denúncias - nem contamos ainda o que está por vir - já atingem áreas de atuação de seu próprio partido, além de aliados do PMDB, PV, PP, PR, PDT... Onde isso vai parar? Vão prevalecer os interesses da população que reivindica uma administração com mais ética, eficácia e transparência? Ou será que tudo vai retroceder pelo instinto de sobrevivência política dos atuais inquilinos do poder?

Eis o teste de fogo do "filho do Khalil e da Norma", como o próprio Fernando Haddad se expressou para dizer que sua consciência e seus princípios estão acima dos interesses políticos e partidários. É a chance de superar a ruindade desses 10 meses iniciais de governo. Veremos...

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

PPS contra Haddad por Conselho Participativo

Os diretórios municipais do PPS e do PSDB entram hoje na Justiça com mandado de segurança contra o prefeito Fernando Haddad, pedindo a suspensão do decreto que altera as regras para eleger o Conselho Participativo das Subprefeituras.

Com as mudanças do PT, cada eleitor poderá votar em até cinco candidatos de qualquer lugar da capital paulista e não apenas do seu distrito, como previsto.

As regras foram modificadas no mês passado, cinco dias após o fim das inscrições dos candidatos. A crítica de Carlos Fernandes, presidente do PPS paulistano, e de Milton Flávio, presidente do PSDB, é que a mudança extemporânea abre brechas para o aparelhamento político, favorecendo o uso da máquina governista, e distorce o objetivo original dos Conselhos, ao desvincular o conselheiro eleito da sua respectiva Subprefeitura. 

Criados para ampliar a participação do cidadão nas decisões da Prefeitura, os 32 conselhos terão número de vagas proporcional aos habitantes de cada distrito. O paulistano que for às urnas no dia 8 de dezembro poderá escolher até cinco candidatos de toda a cidade. 

O argumento oficial é que a mudança, que surpreendeu os candidatos já em campanha, aconteceu por limitações técnicas das urnas eletrônicas que serão fornecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Porém, foram realizadas outras eleições anteriormente, como a dos Conselhos Tutelares, por exemplo, com essa mesma vinculação distrital.

O autor do projeto do Conselho Participativo, vereador Police Neto (PSD), discorda da mudança, que, em sua visão, "corrompe" o processo. "A ideia de territorialização da eleição era fundamental para a legitimação da representatividade. Agora, o candidato de São Miguel pode ser eleito apenas com os votos de Santo Amaro." 

O líder do PPS na Câmara, vereador Ricardo Young, é outro crítico da mudança e disse que ela é a "antítese do espírito democrático". "Isso dá toda a condição para o aparelhamento dos Conselhos, o que já está acontecendo", afirma.

Segundo a Secretaria de Relações Governamentais, o TRE-SP apresentou um levantamento no qual mostra que a metodologia proposta inicialmente pela Prefeitura – de cada eleitor votar nos candidatos do seu distrito – não é possível porque os territórios dos distritos não correspondem aos territórios das seções eleitorais, o que resultaria na exclusão de cerca de 40% dos eleitores, que não conseguiriam encontrar os candidatos dos seus bairros no sistema.

O TRE-SP confirma a "limitação técnica" das urnas eletrônicas que serão emprestadas, mas ressalta que apenas cederá os equipamentos, e que não participará nem da definição das regras nem na fiscalização do processo.

Com base nessas contradições para explicar a mudança das regras após já iniciado o processo eleitoral, PPS e PSDB entendem que deve prevalecer o princípio original da vinculação de cada candidato exclusivamente à região da sua Subprefeitura. Parece óbvio, justo e sensato.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Risco de Haddad é virar coadjuvante na Prefeitura

Mais uma vez, é inevitável a comparação entre o prefeito Fernando Haddad, símbolo do "novo" PT corroído em 10 meses, apadrinhado despreparado de Lula, e o ex-prefeito Celso Pitta, criatura incômoda de Maluf: há mais de 15 anos, em março de 1998, matéria da Folha de S. Paulo mostrava que o então prefeito Pitta virava coadjuvante na Prefeitura de São Paulo. A história começa a se repetir.

Não por acaso, o jornal detalhava a crise da Prefeitura em uma arte intitulada "Todos os homens do Prefeito", que fazia referência irônica ao filme "Todos os Homens do Presidente", sobre o famoso escândalo do Watergate. Afinal, guardadas as devidas proporções, repetia-se o roteiro da complexa rede de corrupção que se tornou paradigma mundial.

Há 15 anos, com as primeiras revelações da "máfia dos fiscais" e decisões impopulares, o então prefeito caía em descrédito e começava a prejudicar, às vésperas das eleições, tanto o seu próprio partido (presidido pelo padrinho Paulo Maluf, que pagaria pela língua) quanto o dos aliados, tendo à frente o então PFL.

E, coincidências à parte (se bem que o acaso não existe em política), além da perpetuação daquela "máfia dos fiscais", também a cúpula do PFL, protagonista de uma intervenção salvacionista da administração municipal, estava representada por personagens que se repetem hoje no PSD: Gilberto Kassab, Guilherme Afif Domingos e Claudio Lembo. Todos juntos e satisfeitos (com Maluf, Sarney, Collor & cia.) na base de sustentação do PT.

Para completar o quadro, que Marx diria ser "a história que se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa", o noticiário dá conta da intervenção iminente de Lula e Dilma na Prefeitura, para preservar a campanha do ministro Alexandre Padilha ao Governo do Estado em 2014, enquanto o prefeito Fernando Haddad concede uma entrevista surreal à mesma Folha de S. Paulo, neste domingo.

Um trecho de 1998, transcrito ipsis litteris, revela o desespero e desconexão da realidade: "Eu insisto: não adianta qualquer tentativa de intrigar mim e Paulo Maluf. É absoluta perda de tempo. As tentativas se repetem monotonamente. É eu e Paulo Maluf em conflito. É eu e o governador Covas em conflito. É eu e a Câmara Municipal em conflito", disse Pitta em tom alterado, atropelando a língua portuguesa. 

Agora, o petista Haddad parece entrar pelo mesmo caminho sem volta: a submissão ao padrinho político, que já manifesta sua contrariedade (lembra Maluf?), a inabilidade política e a tentativa desesperada de ser um "xerife" contra a corrupção (esse script não dá certo desde o varre-varre vassourinha de Jânio, passando pelo "caçador de marajás" Fernando Collor, até a "faxina ética" anunciada por Dilma).

"A situação era a pior possível do ponto de vista ético. Havia uma degradação. Nichos instalados e empoderados. Havia uma percepção de degradação. Uma situação de descalabro", declara o caça-corruptos Haddad, com um inexplicável filtro ético que deixa escapar desta sua indignação fake os próprios companheiros denunciados.

Depois Haddad tenta nos convencer que a Controladoria é "um divisor de águas". Ele ressalta: "A Controladoria tem duas ou três características importantes. A primeira é a autonomia. Ela não presta contas ao prefeito. O Spinelli (controlador-geral) não presta contas a mim. Não pede permissão para investigar este ou aquele procedimento. Não tem o dever de sequer me comunicar."

Tudo certo até o ponto em que o prefeito anunciou em tom heroico que havia pago do próprio bolso um "QG de investigação", alugando uma sala em parceria com Mário Vinicius Spinelli, que foi seu fiador, para realizar uma "escuta ambiental" ao lado do escritório conhecido como "ninho da corrupção". E a versão da autonomia da Controladoria, em vez de ser um "divisor de águas", vai por água abaixo.

As contradições são gritantes: de tão "autônoma", o prefeito fez crer num primeiro momento à jornalista Monica Bergamo que ele próprio estava sabendo das investigações da Controladoria "pelos jornais". Agora, faz questão de se mostrar "envolvido na divulgação de cada passo dessa investigação", como lhe questiona a Folha sobre os "riscos políticos" de tal postura.

Para a seguinte resposta de Haddad: "Se conseguir convencer a sociedade de que a Controladoria é um marco que pode ser disseminado pelo país, terei feito o melhor para a cidade. Penso mais nisso que no cálculo político, de curto prazo. Quando criamos este órgão, sabíamos que ele envolvia riscos de natureza política na exata medida em que envolve uma solidez do ponto de vista ético e moral. Os benefícios no campo da ética são tão superiores e mais consistentes que os riscos políticos que nem coloco as duas coisas na balança. É uma covardia medir os ganhos éticos com os eventuais prejuízos políticos."

A resposta que se espera de um homem digno, sério, ético, equilibrado, mas que infelizmente não resiste nem mesmo às três perguntas seguintes:

Seu principal secretário, Antonio Donato, é citado em quatro episódios desta investigação. Por que não foi aberta investigação em torno dele?
Olha... O Donato acompanhou, até como secretário de Governo, os procedimentos adotados nas investigações. O fato narrado em 2008...

Há fatos recentes do Ronilson Rodrigues, tido como chefe da máfia do ISS, o procurando.
Isso não é negado. Ronilson entregou dois estudos à minha campanha: sobre ISS e sobre IPVA. Participou da transição, indicado pela administração anterior.


E o sr. não pretende abrir uma investigação do Donato?
Os fatos sobre a campanha de 2008 têm de ser investigados pelo Tribunal Regional Eleitoral, se o órgão julgar que deve... [Donato teria recebido dinheiro dos acusados em sua campanha; ele nega].


Ou seja, Haddad se traveste de herói implacável apenas contra os corruptos "dos outros". Qualquer suspeita sobre os seus próprios corruPTos é contemporizada...

Voltando à comparação inicial com o Watergate, que envolvia "todos os homens do presidente", além do próprio (e as atuais denúncias que envolvem a alta cúpula da Prefeitura de São Paulo são cada vez mais explícitas de detalhadas), talvez seja pertinente seguir um sábio ensinamento: "Siga o dinheiro", foi a expressão dos denunciantes daquele caso para desvendar a complexa rede de envolvidos.

Os tempos são outros, mas quem serão os novos Deap Throat (o informante "Garganta Profunda") e os jornalistas investigativos Bob Woodward e Carl Bernstein? Qualquer coisa é melhor que essa paródia de Agente 86 com Inspetor Clouseau de Haddad...

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sábado, 9 de novembro de 2013

PPS de São Paulo sinaliza apoio a Eduardo Campos

O Congresso Municipal do PPS paulistano, realizado neste sábado, 9 de novembro, sinalizou em primeira mão o apoio do partido na Capital e no Estado de São Paulo à candidatura de Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. 

Com a presença do deputado federal Marcio França, presidente estadual do PSB em São Paulo, o PPS acenou positivamente ao convite para integrar a coligação nacional com o partido do governador de Pernambuco e a #Rede de Marina Silva.

A posição oficial do PPS foi transmitida nas falas do presidente municipal Carlos Fernandes; do presidente estadual, deputado Davi Zaia; e do deputado federal Arnaldo Jardim. Também declararam apoio à "dobradinha" do PSB entre Eduardo Campos e Marina Silva, o vereador Ricardo Young e o ex-líder do PPS (2009 a 2012) na Câmara Municipal, Claudio Fonseca.

Participaram ainda do ato político do PPS, entre outros militantes, dirigentes e pré-candidatos, o deputado estadual Alex Manente, a ex-vereadora Soninha Francine, o presidente de honra do PPS de São Paulo, Moacir Longo, e o dirigente do PSB paulistano, Edson Domingues.

Cogitada como potencial candidata do PPS à Presidência por diretórios como Paraná, Pernambuco, Ceará e Paraíba, Soninha Francine destacou as vantagens de uma candidatura própria - papel que ela própria já desempenhou ao concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2008 e 2012 - e afirmou que está disposta e animada a ser candidata em 2014, seja a presidente ou deputada federal.

Além de renovar a direção na cidade de São Paulo, foi apresentado o balanço das ações partidárias destes últimos anos, projetadas estratégias para 2014 (com prioridade para a eleição de deputados federais) e reafirmado o posicionamento político do PPS: oposição firme aos governos do PT, tanto no plano municipal quanto federal; resistência à investida do PT no Governo do Estado; e a construção de um bloco democrático para uma candidatura presidencial alternativa à tradicional polarização entre petistas e tucanos.

O tema dos Congressos do PPS deste ano é "Uma Nova Agenda para o Brasil: Nova Política, Nova Economia, Novo Governo". O Congresso Estadual de São Paulo está marcado para domingo, 24 de novembro, na Assembleia Legislativa. O Congresso Nacional também será realizado em São Paulo, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Balanço e posicionamento político do PPS paulistano

Durante o Congresso Municipal do PPS, neste sábado, 9 de novembro, será renovada a direção do partido na cidade de São Paulo, apresentado o balanço das ações partidárias destes últimos anos, projetadas as nossas estratégias para as eleições de 2014 e reafirmado o nosso posicionamento político.

O tema dos Congressos deste ano é "Uma Nova Agenda para o Brasil: Nova Política, Nova Economia, Novo Governo". O Congresso Estadual do PPS de São Paulo está marcado para domingo, 24 de novembro, na Assembleia Legislativa. O Congresso Nacional também será realizado em São Paulo, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro.

O Congresso Municipal do PPS paulistano conclui mais um ciclo desta direção coletiva implantada de forma acertada, sensata e equilibrada, que vem constantemente se renovando, incorporando novas forças e consolidando o crescimento quantitativo e qualitativo do partido na cidade de São Paulo.

Com esta ação efetiva da direção municipal, deu-se um novo perfil para o PPS paulistano, que vem repetindo há 12 anos, ou há quatro legislaturas (desde 2000) a eleição de dois vereadores, mesmo diante da crise político-partidária que atinge não apenas o PPS, mas sobretudo o nosso partido por se manter firme na oposição ao PT (primeiro na administração municipal, com a gestão desastrosa de Marta Suplicy; depois, no governo federal, desde 2004, no rompimento com o governo Lula; oposição que se mantém às gestões do prefeito Fernando Haddad e da presidente Dilma Roussef).

Foi para garantir este novo perfil do PPS, como alternativa viável de poder na cidade e no país, que em 2007 filiamos a então vereadora Soninha Francine (ex-PT), lançando a sua candidatura à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2008 e 2012. Esta iniciativa estimulou a militância partidária e foi decisiva para reposicionar o PPS no cenário político municipal, além de possibilitar a construção de chapas competitivas de candidatos a vereador.

Propiciamos assim a reintrodução do PPS como protagonista no debate sobre a cidade de São Paulo, resgatando princípios e ideais que anteciparam a chamada "nova política", posteriormente reivindicada pelos movimentos nas redes e nas ruas, para construir um programa de governo alternativo ao dos outros partidos e verdadeiramente identificado com os cidadãos paulistanos, reaproximando o PPS das demandas populares e sociais.

Resultados eleitorais

Nas eleições de 2012, o empresário Ricardo Young (42.098 votos) e o advogado Ari Friedenbach (22.597 votos) foram eleitos vereadores pelo PPS. Ambos ocupam pela primeira vez um cargo eletivo e fazem parte dos 40% de novatos na Câmara Municipal de São Paulo (22 dos 55 vereadores da última legislatura não foram reeleitos). 

Por uma diferença de apenas 436 votos, o até então líder do PPS, professor Claudio Fonseca (22.161 votos), que teve um mandato exemplar, ficou como 1º suplente da bancada.

A Coligação "Um Sinal Verde para São Paulo" obteve 223.422 votos (ou 3,91% do total), sendo 213.356 votos do PPS e 10.066 votos do PMN.

Em 2008, a chapa de vereadores do PPS recebeu 216.873 votos no total, sendo 155.201 votos nominais e 61.672 votos de legenda. Em 2012, o voto de legenda caiu para 27.085 - efeito da "desidratação" da candidatura majoritária de Soninha Francine, causada em grande parte pelo "voto útil" dos eleitores (não fiéis, mas simpatizantes) dos dois pólos (petistas e tucanos), que desejavam votar em Soninha mas acabaram optando pelo "mal menor", para evitar a chegada de Celso Russomanno (PRB) ao segundo turno.

Na sua primeira eleição majoritária, em 2008, a candidata do PPS obteve 266.978 votos para a Prefeitura de São Paulo, ou 4,19% dos votos válidos. Em 2012 foram 162.384 (ou 2.65%), efeito do "voto útil". Todas as pesquisas de intenção de voto mostravam Soninha com pelo menos 5% dos votos válidos. Porém, com o empate apontado entre as candidaturas de Serra (PSDB), Haddad (PT) e Russomanno (PRB), parcela considerável do voto em Soninha acabou migrando no dia da eleição para o petista ou para o tucano.

Na eleição de 2004, quando o PPS não lançou candidatura própria e integrou a coligação que elegeu José Serra prefeito e Gilberto Kassab vice, obteve 250.792 votos na sua chapa própria para vereador (somados os 244.373 votos nominais com os 6.419 votos de legenda), ou 4,2% dos votos válidos.

Em 2000, o PPS paulistano obteve 173.778 votos (somando os 7.825 votos de legenda com os 165.953 votos nominais), ou 3,2% dos votos válidos. Havia lançado o então deputado Emerson Kapaz (PPS) como vice de Luiza Erundina (PSB), candidata à Prefeitura.

A votação de 2000 foi 10 vezes maior que a obtida na eleição anterior, em 1996. Na ocasião, os quatros candidatos a vereador lançados pelo PPS (na coligação com o PT) conquistaram cerca de 17 mil votos, somados aos votos que a legenda recebeu.

Ou seja, nas quatro últimas eleições (2000, 2004, 2008 e 2012) o PPS vem elegendo uma bancada com dois vereadores e praticamente "fidelizando" uma parcela significativa de votos do eleitorado paulistano. Porém, um problema que também vem se repetindo, infelizmente, é a desfiliação de vereadores que precisaram dos votos do PPS para se eleger e pulam para partidos da base governista, incentivados pelo prefeito da ocasião.

Essa infidelidade de vereadores do PPS se deu em 2003, quando os dois vereadores eleitos em 2000, Raul Cortez e Roger Lin se transferiram para partidos da base de Marta Suplicy, respectivamente o PDT e o PR; em 2011, quando o Dr. Milton Ferreira (eleito pelo PPS em 2008) migrou para o PSD de Gilberto Kassab; e agora, em outubro de 2013, quando Ari Friedenbach se filiou ao PROS, em manobra condenável do prefeito Fernando Haddad para cooptar nomes da oposição.

Participação do PPS no Governo e nas eleições

O PPS atua declaradamente na oposição à gestão do prefeito Fernando Haddad, denunciando uma administração caótica e sem planejamento, com ações desastradas como o aumento abusivo do IPTU, a conturbada suspensão da inspeção veicular e escândalos de corrupção, entre outros desmandos e confusões (vide os 20 centavos no aumento da tarifa de ônibus, que gerou as já históricas manifestações de junho).

De 2005 a 2012, o PPS participou do governo municipal desde a eleição do prefeito José Serra (PSDB) e posteriormente com a continuidade da gestão, na eleição do até então vice-prefeito Gilberto Kassab (ainda no DEM). Houve um desligamento do PPS da administração em 2011, quando Kassab priorizou, em vez da administração da cidade, a criação do seu novo partido, o PSD, para aderir ao governo Dilma.

O PPS também integra o governo estadual (participou em 2010 da coligação que elegeu Geraldo Alckmin, como já havia participado em 2006 da eleição de Serra; antes disso, pertencia à base de sustentação da primeira administração de Alckmin, assim como de seu antecessor, o governador Mário Covas), reforçando o único pólo de resistência à ânsia petista pelo poder.

É importante para o PPS reafirmar-se programática e ideologicamente como um partido democrático de esquerda, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos com a busca de novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social do Brasil.

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Liminar da Justiça derruba IPTU de Haddad

A Justiça de São Paulo concedeu ontem liminar que impede o aumento abusivo do IPTU aprovado na semana passada, por 29 votos a 26, na "calada da noite", por pressão do prefeito Fernando Haddad (PT). A Câmara Municipal afirmou que vai recorrer da decisão.

O juiz Emílio Migliano Neto considerou que a aprovação pelos vereadores feriu os princípios da legalidade e da publicidade e afrontou as regras previstas no próprio regimento da Câmara.

O reajuste do IPTU estava previsto para ser votado na quarta-feira, dia 30 de outubro, após mais uma audiência pública convocada para debater o tema. Porém, por ordem do prefeito Haddad, o projeto foi antecipado e incluído no chamado "pé de pauta". Ou seja, sem nem sequer constar da "ordem do dia", publicada no Diário Oficial da Cidade por exigência da lei, a base governista decidiu incluir o aumento na pauta da sessão de terça-feira, 29 de outubro.

O projeto foi aprovado em segunda e definitiva votação pouco antes da meia-noite, após oito horas de tentativas de obstrução da sessão pela oposição, pegando de surpresa diversas entidades que haviam convocado manifestações na Câmara para o dia seguinte.

O direito do munícipe em acompanhar a votação foi extirpado porque "não havia público conhecimento" de que seria votado naquele dia, o que "torna o ato viciado e passível de nulidade insanável", segundo o juiz que concedeu a liminar.

Para a Câmara Municipal, a liminar da Justiça é "uma decisão imprópria" para a qual a Casa "sequer foi ouvida", rebateu ontem, em nota. "Isso gera uma incerteza jurídica sobre as decisões soberanas da Câmara, que irá recorrer imediatamente."

"A Câmara vai se defender", também afirmou João Antônio, secretário de Relações Governamentais de Haddad.

Cá entre nós, é tudo muito simples: se a votação do IPTU foi justa e correta, como consideram a Prefeitura e a Câmara, basta que os vereadores confirmem seus votos em nova sessão, com ampla divulgação.

Qual é o problema? Ou temem reconhecer que o povo que reclama contra o aumento abusivo tem razão?

Uau! Prefeito Haddad banca do próprio bolso QG anticorrupção! Quem acredita no marketing petista?

Se não tiver sucesso à frente da Prefeitura, como tudo indica, o petista Fernando Haddad pode investir no pastelão ou em séries de realismo fantástico. Quem sabe, suceder Maxwell Smart, o famoso "Agente 86", ou o impagável Inspetor Clouseau.

Mas, antes, Haddad precisa definir melhor o seu personagem: é o "xerife" no combate pessoal e incansável à corrupção na Prefeitura de São Paulo, colocando até dinheiro do próprio bolso para investigar e caçar os malfeitores, ou é aquele que ficou sabendo de tudo "pelos jornais"?

Há, aqui, uma contradição gritante. Aliás, isso já virou rotina para Haddad, aquele que paga IPTU "com toda alegria" e aponta agora até uma suposta "encenação" dos suspeitos em escutas, para justificar o que não lhe convém.

Veja o que a jornalista Monica Bergamo - que foi quem revelou as investigações da Prefeitura - publicou na sexta-feira, dia 1º de novembro, repercutindo o caso:
ALÔ, BRASÍLIA
Uma das primeiras providências do prefeito Fernando Haddad (PT-SP) depois de deflagrada a operação que prendeu a chefia de arrecadação da gestão de Gilberto Kassab (PSD-SP) foi telefonar para o Palácio do Planalto.

LEITOR 
Ciente do potencial explosivo dos fatos, já que Kassab apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o prefeito queria explicar que a investigação foi "técnica". Em conversa com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, afirmou que soube dos detalhes "pelos jornais". 
Pois, agora, a mídia chapa-branca e a milícia virtual nas redes sociais se apressa em divulgar, naquele tom heróico que só o lulismo é capaz, que Haddad bancou pessoalmente o QG de investigação para prender os funcionários corruptos, reforçando o tradicional marketing petista (naquela lição ensinada pela presidente Dilma Roussef, de que vale "fazer o diabo" para ganhar uma eleição). 

Tudo soa muito estranho, ainda mais quando parte da imprensa se esforça para associar a corrupção apenas ao antecessor de Haddad, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), sendo que surgem vínculos cada mais mais concretos de lideranças do PT com os funcionários de confiança corruPTos, que foram mantidos em seus cargos e até promovidos na atual gestão.

Para piorar, segundo o próprio prefeito e a Promotoria, os políticos citados devem ficar de fora das investigações. Como se fosse possível supor que apenas funcionários do segundo escalão mantivessem um esquema tão complexo de corrupção na Prefeitura, atravessando diversas gestões e desviando pelo menos R$ 500 milhões dos cofres públicos. Aham!

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Após 40 anos de vida pública, enquanto um novo esquema de corrupção vem à tona na Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf é enfim condenado pela Justiça. Sinal dos tempos?

No país da piada pronta, o deputado Maluf, presidente do PP paulista e aliado do PT nos governos federal e municipal, vai virar "ficha-suja" só agora, mesmo depois de inúmeros escândalos e denúncias: que vão da entrega de Fuscas aos campeões da Copa de 70, passando pelo "frangogate" e pelo propinoduto de obras superfaturadas, entre outras denúncias que já lhe custaram desde a prisão a uma página de "procurado" no site da Interpol.

PTanic x Pittanic

Incrível a semelhança entre os postes de Maluf e de Lula: Há exatos 15 anos estourava outro escândalo famoso na Prefeitura de São Paulo, a "Máfia dos Fiscais", que culminou com o afastamento temporário do então prefeito Celso Pitta (que também seria preso dez anos depois), a cassação e prisão de vereadores da base malufista.

Alguns desses personagens tentaram voltar à cena política na eleição de 2012, como divulgado em primeira mão pelo Blog do PPS e repercutido pela imprensa e pela própria propaganda do PT - como se eles não tivessem "herdado" essa mesma base na gestão da prefeita Marta Suplicy, de 2001 a 2004.

Ironia do destino, o tema da corrupção retorna agora com tudo à pauta. De uma tentativa desastrada de Fernando Haddad (negada por ele) desviar o foco do aumento do IPTU e retaliar o partido do antecessor, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), o petista acabou dando um tiro no próprio pé: primeiro afirmou que estava sabendo das prisões de funcionários apenas pelos jornais; depois tentou faturar com o marketing de "xerife" contra os corruptos; e agora começam a surgir nomes e fatos que ligam a sua gestão e líderes do PT aos funcionários de confiança da Prefeitura presos por corrupção.

Avistaram a ponta do iceberg... E agora?

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

IPTU e corrupção nas alturas com Haddad

Por mais que se esforce para passar a imagem de que a administração está sob controle, o prefeito Fernando Haddad (PT) não convence mais ninguém: encurralado por sua própria base de apoio na Câmara Municipal e por boa parte do eleitorado que o elegeu há um ano, o petista começa a semana com dois tiros no pé: o aumento abusivo do IPTU e o escândalo de corrupção na Prefeitura.

O prefeito errou feio o alvo e acabou atingindo a si próprio. Sobre o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano, conseguiu desagradar 9 entre 10 eleitores paulistanos, segundo pesquisa Datafolha, além da quase totalidade de organizações da sociedade civil (associações de moradores, sindicatos, entidades de classe, associação comercial, imprensa, partidos políticos etc.).

Tudo porque o IPTU de 2014 foi votado no atropelo, com índices muito acima da inflação e que certamente vão pesar no bolso dos cidadãos (sejam eles proprietários de imóveis, inquilinos ou consumidores, que terão o aumento repassado no preço dos produtos e serviços). Manifestações estão marcadas para esta terça-feira, dia 5. O Ministério Público também se movimenta.

Sobre o escândalo de corrupção que já resultou na prisão de funcionários de confiança da Prefeitura de São Paulo, Haddad tentou primeiro vender a imagem de "xerife", jogando toda a culpa para o antecessor, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Mas a ação de marketing durou pouco: está provado que a sua gestão, além de manter no cargo ou até promover os suspeitos de corrupção, também teve relação direta com o esquema. O que ainda não significa nenhuma "culpa", mas começam a surgir os primeiros nomes de políticos envolvidos.

Resta saber como se darão os desdobramentos das investigações: vão ficar na superficialidade do problema, punindo apenas funcionários de segundo escalão, ou vão aprofundar a apuração do esquema que, calcula-se, desviou pelo menos R$ 500 milhões dos cofres públicos?

sábado, 2 de novembro de 2013

Haddad: o pior prefeito que São Paulo já teve!

Outro dia comparamos o poste de Lula, o prefeito Fernando Haddad, ao poste de Maluf, o ex-prefeito Celso Pitta: mas vamos reparar a injustiça! Nem a criatura malufista foi tão ruim nos primeiros 10 meses de governo quanto a réplica petista. Além disso, ao contrário do atual prefeito, Pitta cumpria decisões judiciais, até mesmo uma bastante polêmica na época (maio de 2000), que o afastou temporariamente do cargo.

Mas Haddad é uma nulidade. Chamado de Malddad pela oposição, morto-vivo no Dia de Finados, além da referência aqui: Ha dá dó este prefeito... Mas os apelidos e trocadilhos não abrangem a totalidade da incapacidade, do despreparo e da ineficiência. Podem até pegar, como o "Martaxa" da ex-prefeita Marta Suplicy, que além dos CEUs adorava criar tributos. Mas Haddad, mais que a fixação pelo aumento abusivo do IPTU, faz lambanças diárias na condução da cidade.

As duas últimas "obras" de Haddad: alegar desconhecimento da liminar que proibia a sanção do aumento do IPTU, o que levou a uma segunda decisão da justiça, determinando a suspensão da lei; e exonerar do cargo a auditora que levantou suspeita sobre o seu secretário de Governo, Antonio Donato.

Ora, prefeito, como assim? As suas denúncias e investigações são válidas só quando atingem os outros? Quando citam seus próprios auxiliares e operadores políticos do PT, perdem a credibilidade? Por que?

Veja que três dos principais articuladores políticos de Haddad estão sob a mira do Ministério Público: além de Antonio Donato, o secretário de Relações Governamentais, João Antonio, é citado na chamada máfia do asfalto, e o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, por suas relações pessoais com um dos funcionários investigados por corrupção.

Significa que alguém é culpado até prova em contrário? Obviamente, não! Mas o que Haddad fez ao afastar a auditora que denunciou seu secretário? Promoveu um julgamento sumário, colocando a funcionária sob suspeição para sair em defesa do seu auxiliar direto, que foi também seu coordenador de campanha. Explica-se.

Mas, já que é para levantar suspeita: faz sentido acreditar piamente na história que Haddad alugou pessoalmente e pagou do próprio bolso um escritório vizinho à sala onde era repartido o dinheiro desviado dos cofres públicos, sob alegação de promover uma "escuta ambiental"?

E passa a ser verdade absoluta a existência de um QG de investigação do atual prefeito contra o "ninho de corrupção" das gestões anteriores. Simplismo pouco é bobagem.

Veja a diferença de entendimento da imprensa chapa-branca, que correu para divulgar que o escritório era vinculado ao ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por pertencer ao irmão do ex-aliado Rodrigo Garcia (DEM). Mas ninguém nem sequer chegou a cogitar que o aluguel do escritório por Haddad fosse por outro motivo que não o divulgado pelo "xerife" no enfrentamento heróico à corrupção? Estranho, muito estranho.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Haddadó de ver esta cidade assim desgovernada!



Depois do poste de Maluf, o falecido Celso Pitta, pensávamos que não viria prefeito pior! Eis que surge o poste de Lula, o morto-vivo Haddad.

Haddadó de ver São Paulo assim desgovernada, com um prefeito incompetente, insensível e inoperante, que desrespeita o povo e as nossas instituições!

Despreparado e perdido desde a campanha, amparado exclusivamente por um marketing competente que construiu a imagem do "novo", suficiente para elegê-lo prefeito há um ano, bastaram poucos meses no cargo para a sua desconstrução. 


Para aprovar o aumento abusivo do IPTU, a base governista não pensou duas vezes: atropelou o regimento e fez todo tipo de acordos e manobras para obter os votos necessários. "Viraram as costas para a Associação Comercial de São Paulo e tentaram desqualificar o Sebrae", exemplifica o vereador Ricardo Young, líder do PPS na Câmara Municipal.

O dia seguinte foi mesmo de dar dó! Boa parte dos vereadores que votaram a favor do aumento nem sequer compareceram para a sessão desta quarta-feira, que aprovaria projetos de autoria deles próprios, o que geralmente incentiva a presença em plenário. Mas, que nada! Nem isso funcionou: prevaleceu a ressaca moral diante da saraivada de críticas e protestos na mídia e nas redes sociais.

Para completar a má fase, surgiram denúncias que atingem alguns dos principais operadores políticos do PT na Prefeitura, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Até a prisão de funcionários da Prefeitura de São Paulo - que num primeiro momento a imprensa tratou como possível retaliação ao ex-prefeito Gilberto Kassab, pelo voto contrário dos vereadores do PSD ao aumento do IPTU - acabou sendo um tiro no pé de Fernando Haddad. Um dos presos foi nomeado diretor da SPTrans - empresa que cuida do transporte na cidade - já na gestão do PT.

Agora Haddad ressurge da reclusão pós-férias na Itália com esta: São Paulo está há 15 anos 'de joelhos'. Ops! Como assim? Então é tudo culpa do seu aliado Paulo Maluf???

E fecha-se um ciclo... Faz sentido.