terça-feira, 8 de novembro de 2016

Será que mudou algo do candidato "João trabalhador" para o prefeito eleito João Doria, o gestor?

O que será que vai mudar do que o candidato João Doria dizia para aquilo que o prefeito João Doria vai efetivamente implantar? Das promessas de campanha para as primeiras realizações? Da imagem do "trabalhador" martelada pelo marketing eleitoral, do político que negava a política tradicional para o gestor em plena atividade à frente da Prefeitura de São Paulo? Nesta segunda-feira (7), o Roda Viva, da TV Cultura, deu as primeiras pistas.

O prefeito eleito reiterou alguns compromissos de campanha: a partir de janeiro vai alterar a velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê, que, como vias expressas, voltarão a ter limites de 60km/h, 70km/h e 90km/h nas suas diferentes pistas, e 50km/h na via de acesso.

Ele também se posicionou contra o aumento de salários do próprio prefeito e dos vereadores e garantiu mais uma vez que não vai aumentar a tarifa de ônibus em 2017. 

Também afirmou que vai reduzir de 27 para 22 o número de secretarias, falou sobre as duas novas pastas que deverá criar e disse que na próxima quinta-feira vai anunciar a secretária responsável pelos programas sociais destinados aos moradores de rua, a vereadora Soninha Francine, e o futuro secretário responsável pelas finanças do município.

Veja algumas das declarações do prefeito eleito João Doria:

Velocidade
"As velocidades serão alteradas, sim. Tanto na Marginal Pinheiros, quanto na Marginal Tietê. São 23 km em cada uma, 46 km. Já no mês de janeiro, as velocidades serão alteradas para as velocidades que tinham anteriormente: 90, 70 e 60 e na via de acesso, que é aquela primeira via onde você vai para as transversais e acessa as marginais, ali nós vamos manter em 50 km. O compromisso que foi adotado será cumprido."

Secretarias
"Sempre disse que faria uma redução de secretarias de 27 para em torno de 20. Nós vamos para 22 secretarias porque vamos eliminar e criar duas secretarias: a de inovação e tecnologia, que não existe e que vai cuidar de todo o processo digital e de inovação na cidade de São Paulo, e a secretaria de participação e de privatização, que também não existe. "

Tarifa de ônibus
"É inaceitável você imaginar que possa aumentar a tarifa de ônibus de R$ 3,80 para R$ 4,40. Eu tenho que ter sensibilidade social", disse Doria, que espera ser atendido pelo presidente Michel Temer quanto ao pedido de que o governo federal restitua ao município o que foi investido em obras federais, que poderiam ser destinados a cobrir a tarifa. "Esse dinheiro virá. O presidente Temer confirmou. Esse é um direito da cidade de São Paulo", disse.

Salários
Doria disse que "não há nenhum espaço para reajuste" do funcionalismo em sua gestão. "Eu já disse que vou vetar qualquer projeto de aumento de salário, do prefeito, do vice-prefeito, de vereadores, de secretários e o efeito cascata. Você imaginar que o salário de prefeito possa ir de R$ 24 mil possa ir para R$ 32 mil e que de vereadores sejam aumentados. Não faz sentido. Neste ano não teremos condição de fazer isso."

Orçamento
Doria disse que não vai mudar o Orçamento previsto para 2017, de R$ 54 bilhões. "É possível fazer o exercício de uma boa gestão com esse orçamento", disse. "E iniciar, de maneira pragmática, todos os programas de terceirização através de PPPs, parcerias e privatizações."

IPTU
O prefeito eleito rejeitou a hipótese de promover a revisão da planta genérica de valores, que serve de base para o IPTU. " Cada ano com sua agonia. Não dá para prever 2018. Em 2017, não vamos fazer modificações, exceto aquelas que já mencionamos, que é a correção inflacionária."

Corredores para motos
Doria disse que estuda a possibilidade da volta de faixas exclusivas para motos nos corredores Norte-Sul e Leste-Oeste.

Concessão do Ibirapuera
Doria disse que vai realizar a concessão do Parque do Ibirapuera à iniciativa privada ao longo de 2017, sem cobrança de ingresso, mas com a permissão de que explorem serviços, como alimentação e estacionamento. "Vamos usar o Ibirapuera como modelo, como referência."

Esquerda ou direita
Doria disse que a população não está preocupada com a posição ideológica dele, se é de direita ou de esquerda, mas sim com a solução de problemas para os bairros. "E isso é o gestor que vai apresentar, organizando bem a cidade", disse o tucano, afirmando ser um "social democrata", por ser filiado desde 2001 ao PSDB. Ele quis esclarecer também que, por ressaltar que não é político, não está dizendo que é "antipolítico". "Exerço cargo político e respeito os políticos, não se faz democracia sem política", disse.

Eleição de 2018
Doria reiterou que não será candidato à reeleição. "Disse e reafirmo: não serei candidato à reeleição", mas questionado se poderia ser candidato a governador de São Paulo respondeu: "Isso eu nunca disse que não poderia", afirmou. O tucano disse que "é cedo para colocar a disputa presidencial em pauta", defendeu prévias e admitiu que a discussão sobre a presidência do PSDB pode ser iniciada agora para o ano que vem. "Pode ser iniciada agora, mas de maneira sensata e com muito diálogo."

Doação de campanha
Doria admitiu que recebeu mais doações de pessoas físicas após a sua vitória do que no primeiro turno. "Foi absolutamente legal. O maior doador da campanha fui eu. Os valores necessários para campanha, se não fossem atingidos, eu complementaria. Eu posso fazer isso dentro da lei. Nem considero isso um processo justo. Porque estabelece um critério: quem tem pode financiar a campanha. E quem não tem? No meu caso, me beneficiou flagrantemente."

Haddad e PT
"Ele é uma pessoa de bem, é honesto e correto. Acho ele melhor do que o PT, partido ao qual ele pertence. É um bom quadro. Espero até que ele prossiga na vida pública, quem sabe até possa ser um bom presidente do PT e ajudar o PT a sobreviver numa nova plataforma, esquecendo o passado ruim, preservando as coisas boas do PT. Todo partido tem qualidades. O PT não é um partido apenas de defeitos e circunstâncias ruins."

Coxinha
Doria definiu o que para ele significa o conceito de 'candidato coxinha', atribuído a ele durante a campanha. "Pra mim, ser coxinha é ser correto. Eu gosto de ser correto. Eu não sou uma pessoa desarrumada, desarranjada, não é o meu jeito, nunca fui. Jamais serei. Assim como eu quero a cidade de São Paulo: arrumada, limpa, organizada."

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Alguém gritou #ForaTemer lá na Prefeitura?

A jornalista Sonia Racy traz no Estadão de hoje uma longa entrevista com Luciana Temer (foto), secretária de Assistência e Desenvolvimento Social que vai deixar o cargo ao fim da gestão do prefeito Haddad. Com todo o respeito à figura, mas a sua atuação é tão inexpressiva que nem mesmo o fato de ser filha do presidente Michel Temer causou maiores discussões, nem mesmo nos momentos de maior polarização dos debates pró e contra o impeachment da presidente Dilma.

Se não fosse pelo noticiário sobre o descumprimento das promessas de Haddad com relação às vagas em creches, a quantidade crescente e inaceitável de moradores de rua em situação de total e mais completo abandono, a ineficiência dos programas de prevenção e tratamento aos usuários de drogas (vide o caso da Cracolândia com o Programa Braços Abertos) e um sem-número de fatos negativos da gestão, nem lembraríamos da sua existência.

Segue a íntegra da entrevista:

Pronta para assumir o Instituto Liberta, que vai combater a exploração sexual de crianças,
a secretária de Haddad compara os programas para população de rua do prefeito e de Doria e fala da relação com seu pai.

Ela é formada em Direito pela PUC de São Paulo e tem doutorado em Direito Constitucional na mesma faculdade, onde é professora. Mas para muitos à sua volta ela é “a filha do Temer” – rótulo que a incomoda. Luciana de Toledo Temer Lulia, 47 anos, é a mais velha dos cinco filhos do presidente. Divorciada, mãe de dois filhos, dedicou-se à vida acadêmica e à gestão pública, onde chegou pelas mãos do amigo Gabriel Chalita – mas prefere definir essas passagens pela política como “inserções”.

Agora, ao deixar a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura, na virada do ano, ela tem pela frente um desafio bem diferente, na iniciativa privada. Vai coordenar o Instituto Liberta, a ser lançado ainda este ano pelo empresário Elie Horn, para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. Horn, um sírio nascido em Aleppo, é dono da incorporadora Cyrella e o primeiro brasileiro a entrar no programa The Giving Pledge, criado em 2010 pela dupla de bilionários Bill Gates e Warren Buffet. Dono de uma fortuna em torno de US$ 1,5 bilhão, decidiu doar 60% dela para causas sociais.

Normalmente avessa a entrevistas, a filha do presidente recebeu na semana passada a repórter Julianna Granjeia – e além da relação especial com o pai, da atuação em uma gestão petista e da importante experiência com populações de rua no programa De Braços Abertos, falou também da nova fase que tem pela frente. Sua primeira ideia no Liberta será “trabalhar de forma articulada com organizações dedicadas à mesma causa”, o que inclui o Ministério da Justiça e a Unicef. Primeira tarefa? “Vamos montar uma grande campanha de conscientização, que deve ter início em breve”. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Você está trocando a gestão pública pela iniciativa privada. Como vai ser seu novo trabalho?
Recebi um convite interessante do doutor Elie Horn (proprietário da incorporadora Cyrela) para dirigir um instituto, o Liberta, que vai fazer o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes no País. Nossa ideia é trabalhar de forma articulada com organizações que já fazem isso, como a Childhood, a Abrinq, o próprio Ministério da Justiça, a Unicef. É também uma possibilidade de investimento grande, buscando melhores resultados. E vamos começar esse processo com uma grande campanha de conscientização, que deve ter início em breve.

Como foi sua entrada na gestão pública?
Eu assumi a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer do governo Alckmin em 2002. Cheguei lá, como secretária adjunta, a convite do Gabriel Chalita. Logo em seguida ele foi para a Educação e eu o sucedi, a convite do governador. Depois, fiquei três anos coordenando pareceres jurídicos no Cepam. Na verdade, sempre trabalhei ligada à área acadêmica, eu tive inserções na gestão pública.

Você tem uma formação em Direito Constitucional. Foi influência do seu pai?

Não dá pra dizer que não teve, mas a maior influência foi de uma professora maravilhosa da PUC, a Leda Pereira da Mota. Ela formou uma geração de constitucionalistas. Depois, passei em um concurso e fui delegada por cinco anos em Osasco, na Delegacia de Defesa da Mulher. Uma experiência rica, com questões sociais sérias a serem enfrentadas. Acabei fazendo o mestrado sobre a questão da violência doméstica e a proteção constitucional da mulher.

Você foi parar na Assistência Social e sempre evitou entrevistas. Havia algum tipo de constrangimento?

Eu adoro holofotes, mas para o meu trabalho. Tudo o que desenvolvemos na Assistência Social – e não foi pouco, avançamos muito e de forma muito inovadora –, eu adoro que tenha todo o holofote do mundo. A questão é que, hoje, sendo doutora em Direito Constitucional e fazendo a trajetória profissional que faço, às vezes eu me canso um pouco de ser referenciada à figura do meu pai. Tenho orgulho de ser filha dele, assim como da minha mãe, que é uma pessoa maravilhosa. Agora, com 50 anos você viver referenciada… Eu quero luz sobre o meu trabalho, não sobre mim.

Qual o balanço que faz da sua gestão na Assistência Social?
A assistência social surgiu como política pública na Constituição de 88 – antes era mera caridade. Então, o primeiro desafio é consolidá-la como política pública. Acho que caminhamos nesta gestão buscando soluções novas para problemas tradicionais. Por exemplo: em relação à população em situação de rua, nós construímos 2.000 vagas a mais de acolhimento, mas o foco era a diversidade. Assim, construímos acolhimentos para as famílias, para a população travesti/transexual, para imigrantes e para adultos com deficiências mentais. Da mesma forma, não tinha nenhuma vaga no Centro Dia e nós vamos entregar 16 locais onde as famílias podem deixar seus idosos dependentes durante o dia. É pouco, ter 380 vagas? É pouco. Mas antes não tinha nenhuma.

O De Braços Abertos é uma das vitrines da gestão Haddad, bem avaliado internacionalmente, mas enfrenta resistências. Como lida com isso?
O De Braços Abertos é um programa revolucionário, do ponto de vista do poder público. ONGs do mundo inteiro vêm trabalhando, há muito, com o processo de redução de danos no enfrentamento ao uso abusivo de drogas. E com uma lógica não repressiva, mas acolhedora. A ideia foi convidar as pessoas a uma nova vida – foi a oferta que fizemos nas primeiras conversas com eles.

De que forma reagiam?

Para começar, foram eles que pediram moradia na própria região, porque não sairiam dali. Agora, já temos outros hotéis longe da região da Luz, eles já aceitam. Acabei de voltar do Encontro Latino-Americano de Políticas sobre Drogas, ao qual fui a convite da Open Society Foundation. Essa entidade financiou uma pesquisa que mostra o avanço dessas pessoas na vida pessoal. Então, todo mundo parou de usar droga? Não é verdade. Tem gente que parou, que ainda não parou, mas todos administram melhor a sua vida.

Melhor, como?
Todos estão conseguindo trabalhar, fazer outras atividades – gente que passava o dia inteiro jogado na rua completamente dopado. E por que isso é melhor que a internação? Veja, o prefeito Haddad também não se opõe à questão da internação. Aliás, sempre defendemos que era preciso ofertar várias opções para a pessoa escolher. Quem quer ser internado deve ser internado, deve ter essa opção também. Não adianta eu tirar a pessoa daqui, levá-la seis meses para a desintoxicação, e quando ela volta, volta pra onde? Para o lugar que ela conhece. Eu diria que 70% das pessoas que estão na Luz já passaram por processos longos de desintoxicação e voltaram.

E como lidar com as diferenças de cada um nessa situação?
Você não pode querer tratar da mesma forma um menino ou menina de classe média que se envolve com a questão da droga e uma pessoa socialmente muito vulnerável. Uma pesquisa da Fiocruz indica que a maioria dos usuários de crack, hoje, já vêm de uma posição socialmente muito vulnerável. O menino de família classe média, média alta, mas bem estruturada, você vai lá, desintoxica e quando ele volta há todo um processo de acolhimento pra ele superar a questão. Mas estamos falando de gente que não tem esse respaldo. E essas pessoas fazem isso paulatinamente, vão construindo o tempo do tratamento dela.

O prefeito eleito, João Doria, quer adotar o Programa Recomeço, do governo estadual. Qual é a sua avaliação desse programa?
Como já disse antes, a gente defende que haja muitas opções. Não tenho nenhuma restrição ao Recomeço, que é mais focado na questão da internação e da abstinência. Acho que são programas complementares. Se você me perguntar em qual acredito mais, não tenho dúvida: é no De Braços Abertos, pelas razões que já expus. Mas não sou contra o Recomeço. Não sei exatamente como o novo prefeito vai trabalhar a questão, mas me parece que ele pretende manter alguns princípios do programa atual, ainda que inserindo no Recomeço. Que dizer, continuaria mantendo trabalho, alimentação e a moradia. Eu acho que o importante não é a marca, são os princípios do programa. Se ele mantiver os princípios, pode dar o nome que quiser.

A sua condição de filha do presidente teve algum peso, lá atrás, no convite feito por Chalita pra que você fosse para a secretaria do governo Alckmin?
Meu pai ficou sabendo depois que assumi. Aceitei sem conversar com ele.

E como foi o convite pra entrar na gestão Haddad?
Partiu do Chalita, de novo. Eu participei muito da campanha dele à Prefeitura pelo PMDB, em 2012. Ele não passou ao segundo turno e decidiu apoiar o Haddad. Os dois se aproximaram muito. E uma das pastas que o Haddad queria dar ao PMDB era a Assistência Social. E aí o Chalita me indicou.

Como seu pai reagiu?

Ele preferia que eu não aceitasse.

Por quê?
Ele dizia: “Vão dizer que você assumiu só porque é minha filha”. Eu argumentei que ser filha dele é uma condição que eu vou ter por muito tempo, se Deus quiser. Então, terei de trabalhar com isso. No começo, as pessoas realmente poderão achar que estou assumindo porque sou sua filha, e vou ter que demonstrar minha competência. Nesses quatro anos, houve essa mudança. De “ela está lá porque ela é filha dele” para “está lá apesar de ser filha dele”.

E por que você se afastou da secretaria durante a campanha eleitoral?

Eu estava desconfortável com os ataques. Contrariamente ao que as pessoas pensam, eu tenho uma ótima relação com meu pai. Ele é uma pessoa democrática, nunca se importou de eu estar nessa gestão, que se opôs ao processo de impeachment de Dilma. É uma relação de respeito mútuo. Ele sabe que eu sou uma adulta e que sou gestora pública. Nossa conversa foi muito transparente no sentido de que eu estava realmente desconfortável na situação.

Ele chegou a lhe dar algum tipo de conselho?
Não, a decisão (de deixar a secretaria) partiu de mim. A gente conversa, mas não tem uma dinâmica preestabelecida. Levei a ele essa questão e ele disse que também ficaria mais confortável se eu ficasse afastada da Prefeitura nesse período. Tive também uma conversa com o prefeito, que estava sendo muito cobrado por eu fazer parte de sua equipe. Então, da mesma forma que nós avaliamos conjuntamente que mesmo depois do impeachment, eu poderia permanecer sem nenhum constrangimento na gestão, nem pro meu pai, nem pra mim, nem pro prefeito Fernando Haddad, nós avaliamos que naquele momento seria mais confortável pra nós que eu me afastasse por um período. Findo o período eleitoral, voltei para ajudar a fazer a transição.


Quando você se filiou ao PMDB? Foi seu primeiro partido?

Sim. Na verdade, eu me filiei ao PMDB no momento de assumir a gestão do prefeito Fernando Haddad, porque eu nunca fui filiada a partido político, eu nunca tive uma atividade político-partidária. Mas, avaliou-se à época, que seria interessante eu estar ligada ao PMDB para assumir a Assistência em São Paulo, e, por isso, eu me filiei. E, no momento em que a Marta saiu candidata a prefeita, havia uma incompatibilidade entre eu permanecer filiada ao PMDB e apoiar o prefeito para a reeleição. Então, me desfiliei.

Qual sua avaliação sobre o processo de impeachment? Você acha que foi golpe?

Eu sempre coloquei, de forma bem transparente, até em debates na PUC, que não acredito em nenhum momento que tenha havido golpe. Acho que o impeachment pode ser avaliado como bom ou ruim do ponto de vista político e aí, logicamente, há ideologias diversas. Agora, golpe não se pode dizer que foi, na medida em que há uma previsão constitucional. Aí é meu lado acadêmico que sustenta a tese de que temos uma Constituição – e ela diz que o vice assume em caso de impedimento. O Congresso Nacional, que é o órgão legítimo pra tomar essa decisão, tomou essa decisão. Eu acho que a avaliação que se pode fazer é se era bom ou se era ruim, se era bom para o Brasil ou ruim para o Brasil politicamente.

E qual a sua avaliação pessoal sobre isso?
Eu prefiro não falar sobre a minha avaliação pessoal sobre isso, até porque eu acho que o Brasil estava e está ainda num momento difícil, que tem que ser superado. Os caminhos para superação precisavam ser encontrados.

E sobre o governo Temer?
O meu pai é uma pessoa extremamente séria, competente, mas a grande qualidade dele é ser um grande articulador, coisa de que o Brasil precisa muito neste momento para retomar a normalidade institucional. E o meu pai é um republicano, lida muito bem com as instituições, tem um enorme respeito por elas. Acho que o Brasil passa por um momento difícil, mas ele está nas mãos de uma pessoa séria e um grande articulador.

Debate sobre o Ensino Médio no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, debate a reforma do ensino médio e a importância de uma educação de qualidade para o futuro do Brasil. No meio da polêmica, com a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 em risco por conta das escolas ocupadas por estudantes contrários às mudanças propostas pelo governo de transição do presidente Michel Temer (PMDB), é importante entender a situação atual e o que está em jogo neste embate político, com interesses que vão muito além das salas de aula e da formação curricular dos nossos jovens. Assista.

Por causa das ocupações de escolas, principalmente nos estados do Paraná, de Minas Gerais e da Bahia, o Ministério da Educação teve de remarcar as provas de pelo menos 250 mil estudantes – num total de 8,6 milhões de inscritos. Isso acarretará um custo adicional de R$ 12 milhões para os cofres públicos.

A União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), que é apoiada pelo PT e por grupos organizados que ainda insistem na mal sucedida "narrativa do golpe", acusa o governo de aproveitar a realização do Enem para pressionar os alunos das escolas públicas a suspenderem esse movimento de protesto contra a MP do ensino médio e contra a PEC dos gastos públicos.

Para alguns líderes estudantis, bem como para partidos e facções que os representam (ou manipulam), as ocupações são uma forma legítima de protesto, até porque os estudantes teriam o "direito" de invadir as escolas públicas que "pertencem aos alunos". É o que pensa, por exemplo, a adolescente Ana Julia Ribeiro, de 16 anos, espécie de porta-voz dos secundaristas que repetiu este argumento em seus emblemáticos pronunciamentos na Assembleia Legislativa do Paraná e na Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Além de estudantes, ouvimos sobre as mudanças propostas para o ensino médio e a adoção de medidas de apoio ao ensino integral, diminuição no conteúdo de disciplinas obrigatórias e incentivo à formação técnica e profissional, o ministro da Educação, José Mendonça Filho; a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro; e até o próprio presidente Michel Temer.

Com chave de ouro para toda essa discussão, registramos um significativo pronunciamento do senador Cristovam Buarque (PPS/DF) sobre a sua especialidade, que é a educação de qualidade como prioridade para o país. "Ainda não é o passo que o Brasil precisa para ser o que esperamos na educação equivalente de pobres e de ricos; ainda não quebra a desigualdade na qualidade da educação dos pobres e dos ricos; mas é um avanço no triste quadro que o IDEB mostrou". Assista.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

#ProgramaDiferente lança novos olhares sobre a política, a partir da eleição paulistana, e sobre a tragédia de Mariana, que completa um ano



Com uma colagem impactante de cenas dos olhares de atores e atrizes de Hollywood na abertura que registra a passagem do Dia Mundial do Cinema, celebrado em 5 de novembro, o #ProgramaDiferente apresenta também novos olhares sobre a política nacional, a partir da eleição paulistana marcada pela escolha de candidatos novatos para a Prefeitura e para a Câmara Municipal, e sobre a tragédia do Rio Doce, em Mariana, que completa um ano.

Foram ouvidos o prefeito eleito João Doria (PSDB), o anfitrião e atual presidente da Câmara de São Paulo, vereador Antônio Donato (PT), o veterano Gilberto Natalini (PV) e alguns dos mais representativos novos eleitos para a legislatura que terá início em 1º de janeiro de 2017: Soninha Francine (PPS), Eduardo Suplicy (PT), Reginaldo Tripoli (PV), Adriana Ramalho (PSDB), Aline Cardoso (PSDB), Daniel Annenberg (PSDB), Fernando Holiday (DEM), Janaina Lima (NOVO) e Sâmia Bomfim (PSOL).

Em seguida, para marcar o triste aniversário de um ano do rompimento da barragem do Fundão, no Rio Doce, em Mariana (MG), você acompanha o depoimento do artista multimídia Tadeu Jungle e conhece o making off do seu filme em realidade virtual que retrata essa tragédia ambiental. Assista.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Soninha vai assumir Secretaria do prefeito João Doria

A imprensa dá como certo o que até então se conversava apenas nos bastidores da futura administração municipal de São Paulo: Soninha Francine, eleita vereadora pelo PPS, deve assumir a Secretaria de Assistência, Desenvolvimento Social e Cidadania do prefeito eleito João Doria (PSDB), a partir de 1º de janeiro de 2017.

Além da estrutura atual da Secretaria, que envolve toda a área de assistência social e as políticas públicas do setor, programas de transferência de renda, atendimento de emergência à população em vulnerabilidade, população em situação de rua, crianças e adolescentes, família, pessoas com deficiência, mulheres vítimas da violência, entidades sociais etc., podem ser integradas também outras funções, como direitos humanos, políticas para as mulheres, promoção da igualdade racial e LGBT, reduzindo o número de secretarias existentes, como prometido pelo prefeito.

Questionada sobre por que vai assumir um cargo no Executivo em vez de exercer desde o início seu mandato de vereadora, Soninha afirmou o seguinte, nas redes sociais: "Nunca sequer imaginei que eu não seria vereadora desde o primeiro dia. Estava ansiosa para começar logo o mandato; estive na Câmara na apresentação para os "novos" e fiquei feliz de voltar à velha Casa, empolgada com o que eu teria para fazer agora que já tinha passado pelos primeiros anos de chumbo (rs). Mas sucumbi à tentação... Tentação de poder fazer muito mais... E o poder é o que me move (a impotência é o que me mata!)."

Ela prosseguiu na explicação: "Assistência e Desenvolvimento Social é, basicamente, TUDO. Não é possível que a cidade não tenha nada melhor a oferecer e garantir a 16 mil pessoas que vivem nas ruas... Crianças, idosos, os mais vulneráveis entre as pessoas que vivem em situação miserável... Não é por mim, é por elas, por essas pessoas e as centenas de milhares de outras que não tem o mínimo para viver decentemente (e não estou falando só de um prato de comida ou um auxílio em $ no fim do mês... Estou falando da possibilidade de se sentir bem e ser feliz. A possibilidade!). Seria mil vezes mais confortável ser vereadora... A responsabilidade é cem mil vezes menor. Mas desde quando eu escolho o mais confortável?"

A justificativa de Soninha - com a sua típica sinceridade e transparência - está de bom tamanho. Desejamos sorte e sucesso na nova empreitada. Enquanto responder pelo cargo no Executivo, Soninha será substituída na Câmara Municipal por um suplente do PHS, que participou da eleição coligado com o PPS e o PMB: o vereador Rodrigo Gomes, filho da deputada estadual Clélia Gomes (PHS). A coligação elegeu, além de Soninha, outros dois vereadores: Claudio Fonseca (PPS) e Zé Turin (PHS). É provável que os três atuem num bloco parlamentar.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Qual é o Brasil que sai das urnas? E o PPS?

Esse gráfico ao lado (clique nele para ampliar) é a nova divisão partidária do Brasil após os resultados do 2º turno das eleições municipais de 2016. Faz parte de um amplo e bem realizado trabalho do Estadão sobre o Brasil que sai das urnas. Veja aqui.

Em linhas gerais, o PSDB é o maior vencedor dessas eleições. O PT, o grande perdedor. O PMDB, do presidente Michel Temer, também cresceu nas urnas. Ou seja, quem apostava que a tal "narrativa do golpe" fosse gerar algum ganho eleitoral, caiu do cavalo.

O PSDB ficou com 803 prefeituras (tinha 695 em 2012), o que representará um total de 34,4 milhões de eleitores sob administrações tucanas. Um mundão de gente! O PMDB, com quase 21 milhões de eleitores, comandará o maior número de cidades, ou 1.036 prefeituras. O PT despencou de 638 prefeitos eleitos em 2012 para 256 em 2016, uma redução de 59,87%. Trágico legado de Lula e Dilma.

Outra constatação óbvia com os resultados eleitorais de 2016: não há nenhuma dúvida que Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, é a liderança política que obteve a maior vitória pessoal e larga hoje com ampla vantagem como candidato à Presidência da República em 2018. É o nome favorito não apenas entre os tucanos mas também para uma baciada de partidos das prováveis alianças que já se esboçam nos governos paulista e paulistano, e devem se consolidar para a disputa eleitoral daqui a dois anos.

Bons resultados para o PPS: 122 prefeitos eleitos no Brasil

Das sete cidades em que disputou o segundo turno das eleições municipais de 2016, o PPS venceu cinco (só ficou atrás do PSDB e do PMDB): reelegeu os prefeitos Luciano Rezende (Vitória-ES), Juninho (Cariacica-ES) e Marcelo Rangel (Ponta Grossa-PR), e conquistou também as prefeituras de São Gonçalo (RJ), com o deputado estadual José Luiz Nanci, e de Montes Claros (MG), com a eleição do ex-deputado federal Humberto Souto.

O PPS elegeu ainda dois vice-prefeitos no 2º turno: em Niterói (RJ), o vice será o deputado estadual Comte Bittencourt, com a vitória nas urnas de Rodrigo Naves, do PV. Em Ribeirão Preto (SP), o vice será o promotor de Justiça Carlos Cezar Barbosa, com a vitória do deputado federal Duarte Nogueira, do PSDB.

O PPS também concorria no 2º turno a outras duas prefeituras no Estado de São Paulo: em São Bernardo do Campo, com o deputado federal Alex Manente, e no Guarujá, com Haifa Madi. Não venceu, mas é de São Paulo o maior número de prefeitos eleitos pelo PPS: 33, seguido por Minas Gerais (31), Paraná (22) e Rio de Janeiro (7, mas disparado com o maior número de habitantes sob as suas futuras administrações).

Que o PPS saiba aproveitar estes bons resultados no 2º turno para implantar o modelo de governança democrática que tanto pregamos para as cidades brasileiras, além de focar os congressos partidários de 2017 com sensibilidade para fazer a melhor política e as mudanças necessárias para reposicionar o partido na sociedade e pavimentar os novos caminhos rumo às eleições de 2018.

Com 1.663 vereadores e os prefeitos do PPS eleitos em Vitória, Cariacica, Ponta Grossa, Montes Claros, São Gonçalo, além dos vices em Niterói, Ribeirão Preto e daqueles já eleitos no 1º turno, com destaque para as cidades fluminenses de São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e Magé, além da paraense Castanhal e da paranaense Guarapuava, para citar os municípios com o maior número de habitantes, temos um quadro bem representativo e diversificado para fazer diferente e bem feito.

Isso tudo além de Mariana (MG), Santos Dumont (MG), Lagoa Santa (MG), Araucária (PR), Campo Mourão (PR), Sumaré (SP), Jaboticabal (SP) e Itatiba (SP), cidades médias entre as 122 prefeituras eleitas pelo partido, com mais de 3,3 milhões de votos recebidos no total, o que resultará em mais de 4 milhões de cidadãos sob o comando direto de prefeituras geridas pelo PPS a partir de 1º de janeiro de 2017.

Parabéns a todos e, depois da merecida festa democrática, vamos seguir neste trabalho de construção! Dá-lhe 23!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"Você é o que lê": assista no #ProgramaDiferente



Um incentivo à leitura: este é o objetivo do #ProgramaDiferente ao celebrar o Dia Nacional do Livro, neste 29 de outubro, e apresentar o evento "Você é o que lê", projeto que percorre o país com Gregório Duvivier, Maria Ribeiro e Xico Sá num diálogo sobre livros, literatura, hábitos de leitura e o papel deste universo literário na formação de cidadãos críticos e conscientes.

Desde a 1ª edição do "Você é o que lê", realizada em Salvador, a Livraria Cultura e a Noarr Cultura e Conteúdo vem repetindo a dose em outras capitais, com debates sobre a influência da leitura desde a infância, importante para o processo de formação de novos autores e leitores, além de provocar a reflexão sobre as redes sociais e as mais diversas mídias. Esta edição, com a mediação da jornalista e apresentadora de TV Sarah Oliveira, foi uma das realizadas em São Paulo. Assista.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sai daí, Renan, seu "senadoreco", ou senador-réu

São até compreensíveis as bravatas de Renan Calheiros, futuro senador-réu, com a cabeça a prêmio, contra a Justiça. Afinal, depois de tantos anos cantando de galo em sucessivos governos, de Collor a Dilma, passando por FHC e Lula, o oportunista-mor da República vai enfim para a fritura.

Se (e quando) vai fazer a ponte aérea Brasília-Curitiba, seguindo os passos do parceiro Eduardo Cunha, ainda não sabemos. Mas que não resistirá na presidência do Senado (e na linha sucessória na Presidência da República) são favas contadas.

Mas, enfim, se é ruim para o Renan, é bom para o Brasil.

Sob ameaça de, finalmente, ser "justiçado" (diga-se que não se tornará réu sem motivos), Renan dispara a metralhadora verborrágica: para ele, a PF usa "métodos fascistas", o Ministro da Justiça é um "chefete de polícia" e o juiz federal que "ousou" confrontá-lo é um "juizeco de primeira instância".

Nem é preciso fazer muito exercício de futurologia para prever dias ruins para o "senadoreco" Renan Calheiros, essa mistura mal ajambrada de senador com coronel da velha política. Já vai tarde!

Vaquejada: cultura popular ou pura ignorância?

Instalou-se mais uma polêmica daquelas no estilo Fla-Flu: quem é contra e quem é a favor as vaquejadas. Não há meio termo. Modalidade esportiva? Evento cultural? Ou simplesmente uma herança bárbara de pura maldade, crueldade e desrespeito aos animais?

Segundo seus admiradores, vaquejada é uma "atividade cultural" do Nordeste brasileiro, na qual dois vaqueiros montados a cavalo têm de derrubar um boi, puxando-o pelo rabo.

O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional uma lei cearense que procurava disciplinar a prática como modalidade esportiva e evento cultural, sob o argumento de que a vaquejada impõe sofrimento aos animais e, portanto, manifestações culturais não se sobrepõem ao direito de proteção ao meio ambiente, consagrado no artigo 225 da Constituição Federal.

Muito popular na segunda metade do século XX, a vaquejada passou a ser questionada por ativistas dos direitos dos animais justamente em virtude dos maus-tratos aos bois, que muitas vezes têm o rabo arrancado ou sofrem fraturas na queda.

Pois então, isso pode ser chamado de esporte? Ser contra a vaquejada é ir contra as tradições nordestinas? É o que dizem seus defensores, entre eles inúmeros políticos do norte e nordeste do país. Ora, mas até a escravatura foi uma tradição no Brasil. Vamos mantê-la?

Ah, mas atletas se machucam por acidente em qualquer esporte, dizem os defensores das vaquejadas. Mas os "atletas", neste caso, são homens e mulheres conscientes dos riscos que correm na prática de suas atividades esportivas. Não são animais irracionais sofrendo maus tratos para a diversão do público.

Outro argumento: vaquejada é o ganha-pão de muito brasileiro. Proibir a sua prática é tirar o sustento de famílias que dependem dessa atividade para sobreviver. Ok, com esse argumento podemos oficializar até o tráfico de drogas, certo?

Enfim, somos contra qualquer atividade que cause sofrimento aos animais. Simples assim. Se isso nos torna impopulares diante dos defensores desta "tradição", lamentamos. Não é por isso que vamos defender vaquejada, rinha de galo, farra do boi, tourada ou até animais em circo (que, diga-se, também já é proibido por lei no Brasil).

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Só faltava essa: Haddad tirando leite de criança

Os jornais de hoje mostram que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) reduziu neste mês a quantidade de leite entregue a 900 mil alunos de escolas e creches municipais pelo programa Leve Leite.

Em vez de quatro pacotes com 1 kg cada, os pais dos estudantes receberam apenas 1 kg e uma carta em que a Prefeitura de São Paulo atribui a redução à "crise econômica".

"A medida é necessária para fazer frente às restrições orçamentárias pontuais surgidas com a queda de arrecadação fiscal, fruto da crise econômica pela qual passa nosso país", diz a carta. Procurada, a Secretaria Municipal da Educação diz que o corte é temporário e por razões orçamentárias.

É um fim-de-feira, mesmo. Por sorte nos livramos desses gestores desqualificados em São Paulo.

Além da cracolândia, agora temos a "assaltolândia"


Reveladora matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra a existência de uma "assaltolândia" no centro de São Paulo. Incrível que a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Metropolitana não vejam ou nada façam para impedir dezenas ou centenas de assaltos diários, como a reportagem flagrou em oito dias de "plantão" para fazer o registro.

As quadrilhas agem à luz do dia. Bandos de ladrões - alguns já conhecidos da Polícia e da Justiça, que saíram da cadeia e voltaram para o crime - fazem do viaduto Santa Ifigênia o palco principal desse espetáculo deprimente. Com olheiros nas duas pontas do viaduto, fica mais fácil para agir e alertar os comparsas se algo pode dar errado.

Para quem se chocava com a "cracolândia" na região da Estação da Luz, descobre agora que existe também essa "assaltolândia" na região próxima à rua 25 de Março, ao Mosteiro de São Bento e à vizinhança da rua Santa Ifigênia, tradicional ponto do comércio de eletroeletrônicos.

Em alguns assaltos, a vítima é perseguida por até sete (!!!) ladrões, além dos olheiros que ficam em volta. É uma ação criminosa orquestrada e surpreendente - um empurra enquanto outro rouba celular ou carteira - numa rapidez que deixa qualquer cidadão de bem sem reação.

Há imagens de cada um desses assaltantes. De muitos já se conhece inclusive o nome e a ficha criminal. Será que as autoridades podem tomar alguma providência agora que a Globo escancarou o assunto em rede nacional?






sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Com direito à palinha de Suplicy cantando Bob Dylan, o #ProgramaDiferente conhece novatos da Câmara



O #ProgramaDiferente acompanhou o ato solene de boas-vindas promovido pela Câmara Municipal de São Paulo para os 22 novos vereadores eleitos que, nesta quinta-feira, 20 de outubro, puderam conhecer todos os setores do Palácio Anchieta e receberam instruções básicas para iniciar o mandato no dia 1º de janeiro de 2017, quando tomarão posse e também já vão escolher o futuro presidente e a mesa diretora para o início da legislatura. Assista.

Foram ouvidos pela reportagem o anfitrião e atual presidente da Câmara, vereador Antônio Donato (PT), o veterano Gilberto Natalini (PV) e alguns dos mais representativos novos eleitos no dia 2 de outubro: Soninha Francine (PPS), Eduardo Suplicy (PT), Reginaldo Tripoli (PV), Adriana Ramalho (PSDB), Aline Cardoso (PSDB), Daniel Annenberg (PSDB), Fernando Holiday (DEM), Janaina Lima (NOVO) e Sâmia Bomfim (PSOL).

O curioso é que, dos que chegam agora, nem todos podem ser considerados propriamente "novatos": do campeão de votos Suplicy, que já foi inclusive presidente do Legislativo paulistano durante a gestão da prefeita Luiza Erundina, aos dois eleitos do PPS, Claudio Fonseca e Soninha, além do Dr. Milton Ferreira (PTN) e de Alessandro Guedes (PT), são cinco os nomes que já foram vereadores e retornam à Câmara.

Além destes cinco que já exerceram mandato anteriormente, temos outros seis que pegaram carona e herdaram votos dos parentes que também são políticos: Adriana Ramalho é filha do deputado estadual Ramalho da Construção (PSDB). Aline Cardoso é filha do deputado estadual Celino Cardoso (PSDB). Gilberto Nascimento Jr. é filho do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC). Rodrigo Goulart é filho do deputado federal Antonio Goulart (PSD). Rute Costa é irmã da deputada estadual Marta Costa (PSD). E o Tripoli da vez é Reginaldo, que fez toda a campanha na cola dos irmãos Ricardo Tripoli, deputado federal do PSDB, e Roberto Tripoli, deputado estadual do PV, embora os próprios eleitores tenham votado nele pensando estar escolhendo um dos outros irmãos, como revelam os comentários nas redes sociais de ambos.

Oito vereadores podem realmente ser considerados principiantes na Câmara: André Santos (PRB) é bispo da Igreja Universal. Daniel Annenberg (PSDB) presidiu o Detran e o Poupatempo. Fernando Holiday (DEM) é estudante e um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que organizou as primeiras manifestações pelo impeachment. Janaina Lima (NOVO) é advogada, trabalhou no governo Alckmin e atuou no Movimento Vem Pra Rua. João Jorge (PSDB) também trabalhou no governo Alckmin e é membro da Assembleia de Deus. Rinaldi Digilio (PRB) se apresenta como "líder dos Inconformados, Mensageiro de Deus, prisioneiro da Esperança e coordenador nacional da juventude da Igreja Quadrangular". Sâmia Bomfim (PSOL) é funcionária da USP, oriunda do movimento estudantil e feminista. Zé Turin (PHS) é empresário do ramo de açougues e atua na região de Paraisópolis.

#ProgramaDiferente: propaganda e marketing político



Na reta final das eleições em todo o Brasil, enquanto diversos municípios se preparam para escolher seus prefeitos em 2º turno, o #Programa Diferente trata de propaganda eleitoral e marketing político. Especialistas falam sobre as mudanças na legislação e seus efeitos nas campanhas municipais em 2016. Também relembramos jingles e comerciais inesquecíveis: do "meu nome é Enéas" ao "Lula lá", passando por Getúlio, Jânio, JK, Brizola e FHC, entre outros. Assista.

Durante o lançamento do livro "Neuropropaganda de A a Z", parceria do sociólogo Antonio Lavareda com o jornalista João Paulo Castro, ouvimos as expectativas que publicitários, jornalistas e especialistas em marketing tinham sobre as campanhas de vereadores e prefeitos. Além dos autores do livro, falaram Nelson Biondi, Chico Santa Rita, Washington Olivetto e Carlos Maranhão.

Na sequência do programa, a entrevista é com um dos maiores empresários do país, criador e presidente das redes Habib's e Ragazzo, Alberto Saraiva, que lançou o livro "25 Verbos para Construir Sua Vida" e realizou campanhas publicitárias marcantes durante as manifestações pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como a "Caiu!", a "Fome de Mudança" e até a bem-humorada invenção da coxinha de mortadela.

Durante o lançamento e aproveitando o tema do livro, ouvimos também com exclusividade quais são os verbos motivadores dos jornalistas e apresentadores de TV Amaury Jr. e Otávio Mesquita, do publicitário Washington Olivetto, do presidente da RedeTV!, Amilcare Dallevo, e do governador Geraldo Alckmin.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Especial: Renato Russo, 20 anos depois, e o legado do Rock de Brasília no #ProgramaDiferente



Em outubro de 1996 morria Renato Russo, um dos maiores ídolos da história da música brasileira. Vinte anos depois, o #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, mostra que o líder da Legião Urbana segue vivo no cenário e no imaginário nacional. Novos trabalhos são lançados, como o livro de uma banda inventada nos cadernos de Renato Manfredini Junior, até então um adolescente anônimo entre seus 15 e 16 anos. Assista aqui o especial sobre Renato Russo e o legado do rock de Brasília.

Fãs, amigos e discípulos como Dinho Ouro Preto, líder do Capital Inicial, e Egypcio, vocalista da banda Tihuana e idealizador do projeto Urbana Legion, ambos em entrevistas exclusivas ilustradas por imagens históricas (de vídeos domésticos à participação da Legião Urbana no programa Perdidos na Noite, de Fausto Silva), além do depoimento dos ex-parceiros Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos, ajudam a atualizar essa memória em 2016.

Recluso no quarto entre 1975 e 1976, sofrendo de epifisiólise, doença óssea que o obrigou a usar cadeira de rodas, Renato lia muito sobre música e cinema e, a partir das suas anotações, criou uma banda imaginária: futuros astros do rock que se juntaram em Londres na década de 1970 e conviviam com músicos da vida real, como Jeff Beck e Mick Taylor, dos Rolling Stones.

O material foi lançado agora no livro "The 42nd Street Band – Romance de uma banda imaginária" (Companhia das Letras), organizado por Tarso de Melo, que também fala sobre a obra em entrevista exclusiva ao #ProgramaDiferente e num debate na Livraria Cultura, revelando semelhanças quase premonitórias entre a ficção e a história da Legião Urbana, a começar pelo nome do líder da banda imaginária (Eric Russell), inspiração para Renato Manfredini se tornar Renato Russo.

O documentário "Rock Brasília – Era de Ouro", de Vladimir Carvalho, também reverenciado neste especial, é outra obra que registra como a reunião despretensiosa de jovens filhos de funcionários públicos, professores e diplomatas da capital federal se transformou em um dos movimentos mais criativos e efervescentes da cultura brasileira, a partir de bandas como Aborto Elétrico, Plebe Rude, Capital Inicial e principalmente a Legião Urbana. Assista.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Para refletir sobre o atual momento do Brasil

Hoje vamos fazer diferente: indicar bons textos que ajudam a refletir o atual momento político e econômico do Brasil. Leia:

#ProgramaDiferente relembra um pouco da poesia de Vinicius de Moraes, nos 103 anos do seu nascimento



Há 103 anos, no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913, nascia Vinicius de Moraes, poeta, compositor, dramaturgo, jornalista, roteirista e diplomata brasileiro. O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, lembra um pouco da sua poesia imortal e das parcerias inesquecíveis, que marcaram para sempre a música, a arte e a cultura brasileira. Assista.

Desde jovem, Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, depois eternizado como Vinicius de Moraes, mostrou interesse pela poesia. Aluno do colégio Santo Inácio, em Botafogo, participou ativamente das atividades artísticas escolares. Em 1922 escreveu seus primeiros versos. Em 1930, ingressou na Faculdade Nacional de Direito. Formou-se em 1933, ano em que publicou seu primeiro livro de poemas, “O Caminho Para a Distância”. Em 1936 passa a frequentar as rodas literárias e boêmias do Rio de Janeiro.

Em 1938, ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar literatura inglesa na Universidade de Oxford. Nesse mesmo ano escreve o poema “O Soneto da Separação”. Em 1939, com a Segunda Guerra Mundial, permanece um período em Portugal e no ano seguinte retorna ao Brasil.

Em 1943, Vinicius de Moraes passa no concurso do Itamaraty e ingressa na carreira diplomática, função que ocupou até 1968. Em 1946 assume seu primeiro posto diplomático, como vice-cônsul em Los Angeles, Estados Unidos. Serviu em Paris e Montevidéu, regressando ao Brasil em 1964. Em 1968 é exonerado do Itamaraty.

De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à poesia, a música, a trilhas para novelas e musicais, e à intensa vida de shows no Brasil e no exterior. Fez parcerias inesquecíveis com Tom Jobim, Toquinho, João Gilberto, Edu Lobo... Entre suas músicas destacam-se Garota de Ipanema, Gente Humilde, Aquarela, Eu Sei Que Vou Te Amar, entre outros sucessos eternos.

Casou-se nove vezes e teve cinco filhos. Em 1978 passou a viver com sua última esposa, Gilda Matoso, que o acompanhou até seus últimos dias. Vale a pena também rever aqui a entrevista ao amigo, jornalista e escritor Otto Lara Resende, de 1977. Vinicius de Moraes morreu no Rio de Janeiro, de edema pulmonar, no dia 9 de julho de 1980.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Economista Maílson da Nóbrega fala sobre a "PEC do teto" e o atual momento de transição do Brasil



O economista Maílson da Nóbrega fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, sobre o atual momento político e econômico do país, principalmente sobre a discussão em torno da Proposta de Emenda à Constituição que impõe um teto aos gastos públicos, a polêmica PEC 241, mais conhecida como "PEC do teto". Assista.

Ele também falou sobre o lançamento do seu mais novo livro ("A Economia: como evoluiu e como funciona", escrito em parceria com Alessandra Ribeiro) e ainda sobre os três anos de um documentário que idealizou e realizou: "O Brasil Deu Certo. E Agora?", com depoimentos de três ex-presidentes (Sarney, Collor e FHC), sete ex-presidentes do Banco Central e 13 ex-ministros, que aborda a conquista da estabilidade política e econômica no Brasil e os desafios ao crescimento do país.

Ex-ministro da Fazenda do presidente José Sarney (aliás, o último daquele governo, entre janeiro de 1988 e março de 1990), foi autor do Plano Verão, tentativa derradeira frustrada de conter a hiperinflação crescente (415,87% em 1987; 1.037,53% em 1988; e 1.782,85% em 1989), com a criação de nova moeda (cruzado novo), desvalorização de 14% perante o dólar e o congelamento de preços e salários. Afinal, o Brasil deu certo? E agora?

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Como responder todas as notas da Folha?

O presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes, responde ao Painel da Folha de S. Paulo: Ao contrário do que foi publicado hoje, o PPS não indicou absolutamente nada a interlocutores de João Doria, até porque não é verdade que cobiça secretaria alguma na futura gestão.

O PPS é apoiador de primeira hora da candidatura de João Doria e está preocupado única e exclusivamente em ajudar o futuro prefeito a reconstruir a cidade com os nossos dois vereadores eleitos, resgatar a autoestima do paulistano e solucionar o caos administrativo e o abandono deixado pela gestão petista. Não estamos atrás de carguinhos, Dona Folha.

Aliás, segundo o próprio jornal, o prefeito João Doria já teria convidado a vereadora eleita Soninha Francine para ser secretária na área social da Prefeitura. Em se plantando, tudo dá... Registre-se ainda que Soninha, pelo Painel, jamais teria sido candidata a prefeita, como foi em 2008 e 2012. Porque a coluna dizia ter informações privilegiadas que o PPS não lhe daria legenda. A Folha ainda não aprendeu que o PPS não funciona dessa forma. É um ritmo tão intenso de plantação de notas que não dá nem tempo de desmentir todas ;-)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Morre Flavio Gikovate. Reveja no #ProgramaDiferente



Aos 73 anos, morreu na noite desta quinta-feira, 13 de outubro, o médico psiquiatra, psicoterapeuta, conferencista e escritor Flavio Gikovate. Reveja a íntegra da entrevista de Gikovate e também o especial sobre a mente exibido pelo #ProgramaDiferente.

Com 50 anos de profissão, ele falou de relacionamentos humanos, redes sociais e interatividade virtual, das mudanças e novidades no comportamento dos jovens, do aumento do individualismo e da mudança de paradigmas nas relações afetivas.

Também opinou sobre o ódio, a revolta e o ressentimento demonstrados na internet por um número crescente de pessoas. Com mais de 10 mil pacientes atendidos e um milhão de leitores dos seus diversos livros publicados, anunciou o seu mais novo lançamento até então: a obra autobiográfica intitulada "Gikovate, Além do Divã".

Era uma referência clara ao programa de rádio que completava oito anos no ar ("No Divã do Gikovate", exibido todos os domingos, na CBN) e também ao fato dele nunca ter usado divã no consultório nem seguir as doutrinas tradicionais.

Nos anos 70, Gikovate chocava a sociedade (e os colegas terapeutas) por desvincular sexo de amor. As relações atuais confirmaram essa percepção e exacerbaram esta separação. Também outra definição provocativa se acentua: o "sexo frágil", para ele, continua sendo o homem, e não a mulher. Ele esclareceu a polêmica.

Formado em Psiquiatria pela USP, foi assistente clínico do Institute of Psychiatry, na London University, e pioneiro nos estudos sobre sexo, amor e vida conjugal no Brasil. Além do programa semanal de rádio, já assinou, por muitos anos, colunas na Folha de S. Paulo e na revista Cláudia. A estreia foi na Capricho. Também já teve um programa na TV Bandeirantes e chegou a participar de uma novela de Silvio de Abreu (Passione, na Rede Globo), interpretando a si mesmo.

Outro desafio inovador de Gikovate foi integrar a chamada "Democracia Corinthiana", entre 1982 e 1984, movimento liderado por um grupo de jogadores politizados, como Sócrates, Wladimir, Zenon e Casagrande, que foi um marco na história do futebol brasileiro, numa época importante da redemocratização do país e da campanha "Diretas Já".

Este foi um período do Corinthians no qual contratações, regras de concentração, consumo de bebidas alcoólicas, liberdade para expressar publicamente opiniões políticas e outros direitos individuais e coletivos eram decididos através do voto igualitário de seus membros. Ou seja, em tese, o voto do treinador ou do diretor de futebol, por exemplo, valia tanto quanto o de um jogador ou de qualquer outro funcionário da comissão técnica.

O programa “No Divã do Gikovate” era gravado semanalmente no Teatro Eva Herz, na Avenida Paulista, com a participação do público. Acompanhe aqui, com exclusividade para o #ProgramaDiferente, a gravação na íntegra de um dos programas exibidos pela Rádio CBN. Veja também cenas inéditas dos bastidores do programa, com o "aquecimento" de Gikovate e da plateia momentos antes da gravação.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Doutores da Alegria: palhaços que mudam o mundo



Se você juntar o Dia da Criança, neste 12 de outubro, com o Dia do Médico, no próximo dia 18, vai dar uma mistura bem divertida: os Doutores da Alegria invadem o #ProgramaDiferente. A promoção da saúde através da solidariedade, do humor e da diversão. Palhaços interagindo com a medicina tradicional. Como revela o título de um famoso filme sobre o tema: o amor é contagioso.

A nossa receita de hoje é em dose homeopática: 30 minutinhos de remédio para a alma. Conhecemos duas histórias incríveis: um brasileiro de São Paulo, Wellington Nogueira, idealizador dos Doutores da Alegria; e um norte-americano de Washington, D.C., Patch Adams, criador de uma metodologia inusitada para o tratamento de pacientes hospitalizados.

Humanistas, ativistas pela paz e por um mundo diferente, ambos são referências neste trabalho público voluntário que, através da arte do palhaço, proporciona dignidade e conforto a milhares de pessoas de todas as idades. O programa desta semana adverte: Não assistir faz mal à saúde. Assista.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Será verdade que golpistas vão tirar dinheiro da Saúde e da Educação? Qual narrativa vai prevalecer?

Supondo que a narrativa petista esteja correta, os políticos que defendem o governo de transição do presidente Michel Temer (PMDB) são, além de golpistas, uns irresponsáveis, burros e inconsequentes: estão apoiando um projeto totalmente antipopular, que pode lhes custar o próprio mandato nas eleições de 2018, por pura maldade.

Pois é isso que se traduz das manifestações que afirmam que o governo está tirando dinheiro da Saúde e da Educação. Esse é o mote que "pegou" nas redes e nas ruas. Vai ser difícil convencer do contrário boa parte do eleitorado, até porque na própria base há deputados que estão alardeando que o grande perdedor com a aprovação dessas medidas será o trabalhador mais humilde.

Que é imprescindível ter um teto de gastos para equilibrar as contas públicas, parece óbvio. O exemplo da dona-de-casa que não pode gastar todo mês acima do que recebe é bastante simbólico: quem ganha salário de R$ 1.000,00 não pode ter despesas de R$ 2.000,00. Simples assim. Se essa regra é clara para a economia doméstica, deve igualmente servir de parâmetro para a responsabilidade fiscal (e social) de qualquer governo.

Porém, o detalhe crucial é que, nessa contenção de gastos familiares, ninguém começa o corte pelo remédio ou pela escola do filho. Mas é essa a impressão que as pessoas têm quando ouvem falar do que está se discutindo no Congresso pós-Temer: os políticos mantém seus privilégios, enquanto o trabalhador paga a conta. E o pavio do barril de pólvora está aceso.

Congelamento de salário, desemprego, mudança na aposentadoria e agora corte de investimentos na saúde e na educação. Pronto. É o fim do mundo! De tudo isso, uma coisa é certa: o governo é muito ruim de comunicação. Está sempre um passo atrás da "narrativa" que mais convém à atual oposição (os antigos governistas de Lula e Dilma, ou, para ser mais didático, a corja que institucionalizou a corrupção no governo federal na última década e quebrou a economia).

Ocorre que essa aprovação açodada, na Câmara dos Deputados, do texto base da proposta de emenda à Constituição que congela os gastos federais pelos próximos 20 anos, prioridade nº 1 do governo Temer para 2016, cai no colo dos deputados que votam favoravelmente com o potencial explosivo de uma bomba.

A imprensa também revela que, para aprovar a chamada PEC do Teto, muito político cara-de-pau está exigindo cargos e outras vantagens do governo. Como a imagem dos congressistas, do presidente e dos partidos em geral já é catastrófica, está dado o caldo de cultura para o caos.

Ou o governo aprende a comunicar melhor as suas ações e intenções ao povo brasileiro, e os políticos criam vergonha na cara, ou vão todos despencar juntos num buraco tão profundo como a dívida pública - e não basta o ministro Meirelles ir à TV ou o presidente jantar com os deputados da base.

Que não seria fácil o caminho para a retomada do crescimento do Brasil, para a recuperação da credibilidade e para a retomada de investimentos, todos já sabíamos. Mas, transformar isso num labirinto de desinformação e de gente ruim de vender seu peixe, sem contar os desonestos de ambos os lados, pode piorar bastante a situação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Esquadrão das Drags: combate à Aids e ao preconceito



O #ProgramaDiferente acompanhou o lançamento do livro "Esquadrão das Drags - Arte, Irreverência e Prevenção em Toda Parte", das jornalistas Roseli Tardelli e Fernanda Teixeira, que já antecipa uma edição especial do programa que irá ao ar na semana que antecede o Dia Mundial contra a Aids, em 1º de dezembro.

Mais de 30 anos depois das primeiras notícias sobre a doença que aterrorizou o mundo e levou à morte diversos artistas e personalidades, falar sobre a prevenção do HIV e manter as pessoas bem informadas ainda é um assunto fundamental para preservar vidas.

Além das autoras do livro, Roseli Tardelli e Fernanda Teixeira, a reportagem ouviu Floriano Pesaro, secretário de Desenvolvimento Social do Governo do Estado de São Paulo, e o publicitário Albert Roggenbuck, que se traveste na drag queen Dindry Buck, figura principal do Esquadrão das Drags. Assista.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O Centro está vivo no #ProgramaDiferente



O tema do #ProgramaDiferente desta semana é "O Centro da Cidade está Vivo". Fala a partir de São Paulo, mas o exemplo vale para qualquer canto do país. O debate trata da revitalização, da recuperação e da reocupação do centro. Apresenta intervenções urbanas e iniciativas da sociedade que servem de modelo para outras metrópoles.

Participam Antonio de Souza Neto, síndico da Galeria do Rock; Candinho Neto, presidente da Associação das Bandas Carnavalescas; e Carlos Beutel, empresário e idealizador da Caminhada Noturna. Encerrando o período de eleições, com a escolha de novos prefeitos e vereadores, o assunto é bastante atual e oportuno. Assista.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Maria Lydia entrevista Soninha Francine



Eleita vereadora de São Paulo com 40.113 votos, Soninha Francine fala com Maria Lydia, no Jornal da Gazeta, sobre a nova composição da Câmara Municipal de São Paulo e o que virá por aí na legislatura de 2017 a 2020. Assista.

Quem é esse tal de Fernando Holiday, estudante de 20 anos do MBL e o vereador mais jovem de São Paulo?



Foi surpreendente para muita gente a eleição do mais jovem vereador de São Paulo, o estudante Fernando Holiday, de apenas 20 anos, um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre), que organizou as primeiras manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Menos para o #ProgramaDiferente, que já registrava desde março de 2015 a sua escalada política e apostava no potencial que culminou nestes 48.055 votos pelo DEM, colocando-o como o 13º mais votado para o Legislativo paulistano.

Neste ano e meio de caminhada (literalmente, inclusive na marcha pró-impeachment até Brasília), ele manifestou as suas opiniões de forma clara, sincera e coerente, sem receio de causar polêmicas, e não se calou diante do patrulhamento daquilo que se convencionou chamar de "politicamente correto". Negro, nascido da periferia e de família modesta, ele prega uma política liberal e se opõe frontalmente às práticas e aos conceitos implantados pelo PT nos últimos anos. Mas o que pensa, afinal, esse tal de Fernando Holiday? Assista.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O "sobe e desce" da política partidária

Se as urnas demonstram que há um esgotamento da paciência da maioria dos cidadãos brasileiros com o atual sistema político-partidário, vide o número recorde de ausências, votos brancos e nulos em todo o país, também é verdade que, enquanto houver a obrigatoriedade de filiação a partidos políticos para se concorrer às eleições, o jogo a ser jogado é dentro das 35 siglas existentes (e outras que ainda estejam por vir).

Parece ser consenso que novas mudanças na legislação partidária e eleitoral são necessárias, muito além do puxadinho chamado de reforma que ocorreu para as eleições municipais de 2016. Correção de distorções à parte e avanços que talvez os atuais mandatários não tenham vontade política de encarar, o fato é que o cenário para 2018 começa a se desenhar a partir da correlação de forças demonstradas neste 2 de outubro.

Todas as análises apontam para o PT como grande derrotado em 2016 e, pelo resultado massacrante e surpreendente em São Paulo, o epicentro político das últimas décadas, Geraldo Alckmin (PSDB) desponta como a liderança política com mais força para a sucessão presidencial. Pensando em números e tratando a política como ciência exata, seria por aí. Mas é claro que há outras variáveis incontroláveis. De todo modo, precisamos partir de um ponto concreto para fazer o mapeamento político nacional.

Pois o que se viu foi Alckmin, padrinho do "não-político" João Doria, que ganhou a Prefeitura de São Paulo no 1º turno com 53% dos votos, impor ao PT (com os 16,7% de votos para Haddad) a maior derrota da sua história. Lembrando que em 1985, quando disputou a sua primeira eleição municipal com Eduardo Suplicy como candidato a prefeito, o PT teve 19,75% dos votos, ficando atrás do vencedor Jânio Quadros, com 37,53% e Fernando Henrique, com 34,16%. Na eleição seguinte, em 1988, ganhou Luiza Erundina (que tinha sido candidata a vice em 1985), e a partir daí o PT sempre esteve na disputa polarizada pela Prefeitura, primeiro contra o malufismo: Maluf (92), Pitta (96) e Maluf (2000); depois contra os tucanos ou seus satélites: Serra (2004), Kassab (2008), Serra (2012) e João Doria (2016). Venceu três vezes, em 1988, 2000 e 2012.

Portanto, nessa balança dos dois pólos mais tradicionais da política atual, que se traduz também desde 1994 nas eleições presidenciais, é inegável que o "lado azul" desponta com amplo favoritismo contra o "lado vermelho" para 2018, sendo que Alckmin se firma como potencial candidato tucano. Dos seus concorrentes internos, José Serra perdeu espaço (a não ser que migre para o PMDB ou se contente com a eleição para o governo do Estado) e Aécio Neves segue com o controle da máquina nacional partidária mas precisa cuidar da franquia mineira (afinal, a sua derrota em Minas, na eleição presidencial de 2014, foi determinante para a vitória de Dilma).

Embora direita e esquerda sejam conceitos cada vez mais anacrônicos, na parcela mais conservadora do eleitorado, à direita do PSDB, destacam-se figuras como Bolsonaro, que não vão vencer eleição majoritária nenhuma, mas indicam um volume crescente do eleitorado mais retrógrado. Ao centro, o PMDB permanece como uma federação de caciques e coronéis locais, agora alçado à Presidência da República para uma transição ainda indefinida.

Partidos como DEM, PSC, PSD, PP, PR e PRB também seguem crescendo ou (re)conquistando municípios importantes. A liderança jovem e mais bem sucedida é ACM Neto, eleito prefeito de Salvador com 74%. Já é nome forte para ser candidato ao Governo da Bahia ou a vice-presidente da República.

À esquerda, o PSOL vai tomando eleitores desiludidos com o PT. A Rede Sustentabilidade de Marina Silva sai da eleição enfraquecida e em crise de identidade. O PT vive um dilema na sucessão da liderança de Lula (às vésperas de se tornar ficha suja na Operação Lava Jato). O próprio Fernando Haddad, apesar da derrota fragorosa, e Eduardo Suplicy, com a votação recorde para vereador, são nomes cotados para um aggiornamento petista, que tem ainda em Ciro Gomes, hoje no PDT, uma alternativa para sobreviver a 2018.

Resta a chamada esquerda democrática, fundamentalmente representada por PPS, PV e PSB, que até pode se aliar pontualmente ao PSDB, mas que trabalha para superar a polarização tradicional e definitivamente se diferencia das práticas e dos conceitos da velha esquerda que não resistiu à queda do muro de Berlim. Está aí nesses partidos, e no que aflorar da Rede, o caminho que pode reaproximar a boa política das novas demandas da sociedade. Aguardemos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Reveja o apoio do PPS ao prefeito João Doria



O PPS paulistano integrou a coligação de partidos que lançaram o candidato João Doria (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Eleito no 1º turno com mais de 53% dos votos, vale rever a reportagem exclusiva sobre o ato de apoio ocorrido no dia 1º de julho, que reuniu pré-candidatos a vereador, parlamentares e dirigentes do PPS, do PSDB, do PV, do PSB e do PHS.

A TVFAP.net conversou com o então candidato João Doria e com os presidentes das diversas instâncias do PPS: Carlos Fernandes, municipal; Davi Zaia, estadual; e Roberto Freire, nacional; além do presidente de honra do PPS paulista, Moacir Longo. Assista.

Reveja também a entrevista exclusiva do então pré-candidato João Doria ao #ProgramaDiferente.

Quem é quem na nova Câmara de São Paulo

Dos 55 vereadores eleitos para a legislatura de 2017 a 2020 na Câmara Municipal de São Paulo, 33 já exercem mandato e 22 chegam agora, ainda que nem todos possam ser considerados "novatos": do campeão de votos Eduardo Suplicy (PT), que já foi inclusive presidente do Legislativo paulistano durante a gestão da prefeita Luiza Erundina, aos dois eleitos do PPS, Claudio Fonseca e Soninha Francine, além do Dr. Milton Ferreira (PTN) e de Alessandro Guedes (PT), são cinco os nomes que já foram vereadores e retornam à Câmara.

Os 33 reeleitos são: Adilson Amadeu (PTB), Alfredinho (PT), Antonio Donato (PT), Arselino Tatto (PT), Atilio Francisco (PRB), Aurélio Nomura (PSDB), Celso Jatene (PR), Claudinho de Souza (PSDB), Conte Lopes (PP), David Soares (DEM), Edir Sales (PSD), Eduardo Tuma (PSDB), Eliseu Gabriel (PSB), George Hato (PMDB), Gilberto Natalini (PV), Gilson Barreto (PSDB), Jair Tatto (PT), Juliana Cardoso (PT), Mario Covas Neto (PSDB), Milton Leite (DEM), Noemi Nonato (PR), Ota (PSB), Patricia Bezerra (PSDB), Paulo Frange (PTB), Police Neto (PSD), Reis (PT), Ricardo Nunes (PMDB), Ricardo Teixeira (PROS), Sandra Tadeu (DEM), Senival Moura (PT), Souza Santos (PRB), Toninho Paiva (PR) e Toninho Vespoli (PSOL).

As 22 caras novas, que representam uma renovação de 40% da Câmara, são: Adriana Ramalho (PSDB), Alessandro Guedes (PT), Aline Cardoso (PSDB), André Santos (PRB), Camilo Cristófaro (PSB), Claudio Fonseca (PPS), Daniel Annenberg (PSDB), Dr. Milton Ferreira (PTN), Eduardo Suplicy (PT), Fabio Riva (PSDB), Fernando Holiday (DEM), Gilberto Nascimento Jr (PSC), Isac Felix (PR), Janaina Lima (NOVO), João Jorge (PSDB), Rinaldi Digilio (PRB), Rodrigo Goulart (PSD), Rute Costa (PSD), Sâmia Bomfim (PSOL), Soninha (PPS), Tripoli (PV) e Zé Turin (PHS).

Curioso que, destes, além dos cinco citados que já exerceram mandato anteriormente, temos outros seis que pegaram carona e herdam votos dos parentes que também são políticos: Adriana Ramalho é filha do deputado estadual Ramalho da Construção (PSDB). Aline Cardoso é filha do deputado estadual Celino Cardoso (PSDB). Gilberto Nascimento Jr. é filho do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC). Rodrigo Goulart é filho do deputado federal Antonio Goulart (PSD). Rute Costa é irmã da deputada estadual Marta Costa (PSD). E o Tripoli da vez é Reginaldo, que fez toda a campanha na cola dos irmãos Ricardo Tripoli, deputado federal do PSDB, e Roberto Tripoli, deputado estadual do PV, embora os próprios eleitores tenham votado nele pensando estar escolhendo um dos outros irmãos, como revelam os comentários nas redes sociais de ambos.

Essa espécie de franquia eleitoral de políticos em diversas instâncias que propagam o sobrenome famoso já funciona há sucessivas eleições: as famílias Tatto, Hato, Leite, Covas, Bezerra, Tadeu e Ota, assim como os próprios Tripoli, são a fonte de inspiração para essa expansão bem-sucedida dos Ramalho, Cardoso, Nascimento, Goulart e Costa.

Além dos cinco que regressam e dos seis parentes, outra linhagem entre os novos eleitos é o de ex-assessores que alçam vôo próprio: é o caso de Isac Felix, funcionário de confiança do ex-vereador, ex-ministro e suplente de senador Antonio Carlos Rodrigues (PR); Fabio Riva (PSDB), militante tucano e funcionário do deputado estadual Marcos Zerbini (PSDB); ou de Camilo Cristófaro (PSB), ex-chefe de gabinete de dois presidentes da própria Câmara: de Antonio Carlos Rodrigues e também de José Américo (PT), que fez toda a campanha batendo nas multas de Haddad.

Sobram, enfim, oito nomes que podem realmente ser considerados principiantes na Câmara: André Santos (PRB) é bispo da Igreja Universal. Daniel Annenberg (PSDB) presidiu o Detran e o Poupatempo. Fernando Holiday (DEM) é estudante e um dos líderes do Movimento Brasil Livre, que organizou as primeiras manifestações pelo impeachment.  Janaina Lima (NOVO) é advogada, trabalhou no governo Alckmin e atuou no Movimento Vem Pra Rua. João Jorge (PSDB) também trabalhou no governo Alckmin e é membro da Assembleia de Deus. Rinaldi Digilio (PRB) se apresenta como "líder dos Inconformados, Mensageiro de Deus, prisioneiro da Esperança e coordenador nacional da juventude da Igreja Quadrangular". Sâmia Bomfim (PSOL) é funcionária da USP, oriunda do movimento estudantil e feminista. Zé Turin (PHS) é empresário do ramo de açougues e atua na região de Paraisópolis.

Os 22 vereadores que não se reelegeram são: Abou Anni (PV), Adolfo Quintas (PSD), Anibal de Freitas (PV), Ari Friedenbach (PHS), Calvo (PDT), Dalton Silvano (DEM), Jamil Murad (PCdoB), Jean Madeira (PRB), Jonas Camisa Nova (DEM), Nabil Bonduki (PT), Nelo Rodolfo (PMDB), Paulo Fiorilo (PT), Pastor Edemilson Chaves (PTB), Quito Formiga (PSDB), Salomão Pereira (PSDB), Wadih Mutran (PDT) e Vavá (PT), sendo que alguns podem retornar como suplentes; além de Andrea Matarazzo (PSD), Antonio Carlos Rodrigues (PR), Aurélio Miguel (PR), Laercio Benko (PHS) e Ricardo Young (Rede), que nem disputaram a reeleição.

O PCdoB, a Rede Sustentabilidade e o PDT deixam de ser representados na Câmara. Também não se elegeram personalidades como Netinho de Paula, ex-vereador que teve o mandato cassado por infidelidade partidária ao trocar o PCdoB pelo PDT; Marcelinho Carioca (PRB); Marquito (PTB); Coronel Edson Ferrarini (PTB); Edson Aparecido (PSDB); Thammy Gretchen (PP); Simão Pedro (PT); Kamia (PTB); Cabrabom (PTB); entre outros.

domingo, 2 de outubro de 2016

PPS paulistano elege Soninha e Claudio Fonseca

Meta alcançada: estão de volta à Câmara Municipal de São Paulo, eleitos vereadores pelo PPS, Soninha Francine e Claudio Fonseca.

Além disso, como sentíamos na véspera (e postamos nas redes sociais), o "voto útil" acentuou a polarização tradicional e saiu vencedor o anti-petismo com mais de 53% dos votos: João Doria foi eleito prefeito no 1º turno.

Um rápido balanço positivo: foram eleitas 11 mulheres, o que é um recorde absoluto, ou 20% das cadeiras. Também dá uma boa mexida no Legislativo paulistano a eleição da primeira representante do Partido Novo, Janaina Lima, de uma feminista do PSOL, Sâmia Bonfim, e de um dos líderes do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday (DEM).

Ficam de fora nomes tradicionais, como Paulo Fiorilo (PT), Dalton Silvano (DEM), Abou Anni (PV), Nabil Bonduki (PT), Rubens Calvo (PDT), Wadih Mutran (PDT), Edson Aparecido (PSDB), Nelo Rodolfo (PMDB), Netinho de Paula (PDT), Marcelinho Carioca (PRB), Marquito (PTB), entre outros.

O eleitor de São Paulo, democraticamente, fez valer a sua vontade. Vamos analisar com mais calma o resultado dessas eleições durante a semana.

Chegou a hora de eleger Soninha 23023 e Claudio Fonseca 23000 para a Câmara de São Paulo

O PPS paulistano tem um time completo de candidatos e candidatas nas eleições de 2016, mas pelo menos dois nomes já foram testados e aprovados na função de vereador: Soninha Francine (23023) e Claudio Fonseca (23000). Precisamos fazê-los retornar à Câmara Municipal de São Paulo, para o bem da cidade.

A jornalista Soninha Francine foi vereadora de 2005 a 2008. Depois, foi lançada duas vezes candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PPS, nas eleições de 2008 e 2012.

A marca da Soninha é a #VidaDeVerdade

Com as suas campanhas, pautou pela primeira vez assuntos que hoje se tornaram rotineiros, como mobilidade urbana, ciclovias, a aproximação entre moradia e local de trabalho, a transparência e a "tradução" daquilo que acontece na Prefeitura e na Câmara.

Entre as suas propostas, estão a atenção do poder público aos moradores de rua, o cuidado com os animais, políticas públicas para mulheres, juventude e LGTB, cultura, esporte, sustentabilidade. Vote 23023.

O professor Claudio Fonseca foi vereador por dois mandatos: de 2001 a 2004 e de 2009 a 2012.

A sua marca é #EducaçãoSempre.

Presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM), ampliou ainda mais sua atuação com a defesa e a luta por valorização, melhores condições de trabalho e direitos funcionais para os profissionais de educação, aliando este seu trabalho à defesa da escola pública gratuita, para todos, nos diversos níveis e modalidades de ensino.

Ele defende a educação como ação estratégica para o desenvolvimento humano, social, econômico, técnico e científico. Vote 23000.

sábado, 1 de outubro de 2016

Vê direito, chapa: Soninha 23023 pra nossa quebrada


Na véspera da eleição, nada melhor que um rap de Moska M'cIguetto, jovem dupla da Vila Brasilândia que resolveu expressar com criatividade, coragem e atitude a #VidaDeVerdade e o voto na Soninha Francine #23023. Assista o clipe aqui.

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