quinta-feira, 8 de março de 2012

É possível SP não ter espaço para as bicicletas?

Mais uma morte de ciclista nas ruas de São Paulo e o tema volta à mídia: como é possível conciliar as bicicletas ao trânsito bárbaro e caótico da cidade?

A imagem da ex-vereadora Soninha Francine (PPS) é sempre associada ao "cicloativismo". Além de ter introduzido questões de "mobilidade" na campanha de 2008 à Prefeitura de São Paulo, Soninha ia aos debates de bicicleta. Foi emblemático. O assunto começou a ser tratado com a seriedade merecida.

Na formulação do Programa de Governo do PPS para a cidade de São Paulo, agora em 2012, a mobilidade urbana, o transporte alternativo e o uso de bicicletas é novamente prioritário. Não é apenas um aspecto da qualidade de vida da cidade, mas da própria sobrevivência do paulistano, que perde a vida nas ruas.

Dentro do calendário de encontros temáticos do PPS, realizados às quintas-feiras na Câmara Municipal de São Paulo, o dia 15 de março já está reservado para tratar do assunto.

Participe: 15/3, às 19h - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Viaduto Jacareí, 100, Bela Vista - Sala A, 1º Subsolo da Câmara.

quarta-feira, 7 de março de 2012

CBN entrevista Soninha ao vivo, quinta, às 10h

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, concede entrevista ao vivo nesta quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ao programa CBN São Paulo, apresentado pela jornalista Fabíola Cidral (foto).

São 30 minutos de duração, a partir das 10h desta quinta-feira. OUÇA ao vivo.

Quinta, dia 8, 19h: Encontro sobre Subprefeituras

Nesta quinta-feira, 8 de março, ocorre mais um encontro temático do PPS: "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação dos ex-subprefeitos da Lapa, de janeiro de 2009 a dezembro de 2011, Carlos Fernandes e Soninha Francine; e de Nelson Teixeira, ex-subprefeito da Casa Verde. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

Os encontros são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido. Assista AQUI, ao vivo, a partir das 19h desta quinta-feira (8/3).

A rodada de encontros temáticos começou na quinta-feira passada, 1º de março. O PPS paulistano reuniu mais de cem pré-candidatos a vereador para tratar de Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca. Assista AQUI os vídeos do evento.

Segue abaixo o calendário com os temas a serem debatidos, sempre às quintas-feiras, na Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 19h, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

8/3 - "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação de Carlos Fernandes , Soninha Francine e Nelson Teixeira. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

15/3 - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 - "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

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Um sinal verde para requalificar a Câmara Municipal

segunda-feira, 5 de março de 2012

PSDB x PT: São Paulo é serrista ou antipetista?

O paulistano vê em Serra arma para abater o petismo

Jornalistas e analistas - bons e ruins - insistem em apostar na polarização entre PT e PSDB, prevendo a possível repetição do embate entre os dois partidos que tradicionalmente vem se alternando no poder, tanto no governo federal quanto na prefeitura paulistana.

A preocupação dos teóricos é medir o grau de influência de Lula sobre o eleitorado ao lançar seu "candidato-poste" Fernando Haddad contra o blockbuster do tucanato, José Serra.

Mas, na prática, será que o cidadão paulistano vive de fato essa polarização? Todo eleitor é suficientemente esclarecido e politizado para fazer de forma consciente essa opção partidária? Os resultados de sucessivas eleições em São Paulo demonstram que a coisa não funciona bem assim. Levantamento deste domingo, na Folha, confirma que a cabeça do eleitor tem outra lógica.

Vejamos: o candidato Paulinho da Força (PDT) aparece com certo destaque (8% de intenções de voto) no Datafolha, que revela um raciocínio interessante. Parte do eleitorado o identifica como "candidato do Lula". Pesa nessa avaliação, certamente, a origem sindical de ambos, reforçada pela geléia partidária que é aderente a qualquer governo e confunde a cabeça do eleitor.

Da mesma forma, uma parcela dos pesquisados acha que Soninha Francine (PPS) é a candidata - pasme! - da presidente Dilma Roussef. Afinal, as duas são mulheres e... nada além disso! Mas vai explicar ao eleitor que focinho de porco não é tomada.

A cabeça do eleitor

Vejamos ainda a estranha lógica eleitoral e a relação de São Paulo com PT e PSDB. Os tucanos chegaram ao poder em 1994, com a eleição "fácil" do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Mário Covas.

Antes disso, vejam só, São Paulo elegeu Jânio Quadros prefeito (contra FHC) em 1985; Luiza Erundina (contra Paulo Maluf) em 1988; Fernando Collor presidente (contra Covas, Lula e Maluf, entre outros) em 1989; e Paulo Maluf prefeito (contra Eduardo Suplicy) em 1992.

Desde 1994, o PSDB ocupa o Governo do Estado - e se reelege com certa tranquilidade: Mário Covas eleito e reeleito em 1998 (com FHC presidente); Geraldo Alckmin em 2002 (contra José Genoíno, com Lula presidente, embora São Paulo tenha optado por Serra); o próprio José Serra em 2006 (contra Mercadante, com Lula presidente, embora São Paulo tenha optado por Alckmin); e 2010 com o retorno de Alckmin (contra Russomanno, Mercadante novamente e Dilma presidente, com São Paulo preferindo Serra).

Esse domínio tucano, porém, não se reflete na Prefeitura de São Paulo. Em 1996, Paulo Maluf elegeu fácil o sucessor Celso Pitta contra a petista Luiza Erundina e o tucano José Serra. Em 2000, Marta Suplicy sucedeu o malufismo, derrotando o próprio Maluf, Erundina (PSB) e o tucano Geraldo Alckmin, então vice-governador que concorria pela primeira vez a prefeito de São Paulo.

Em 2004, José Serra foi eleito após a terra-arrasada da gestão petista. O tucano ficou no cargo pouco mais de um ano e "pulou" para o Governo. Assumiu o vice Gilberto Kassab, reeleito em 2008 contra Marta Suplicy, Maluf, Soninha e outra vez o tucano Geraldo Alckmin - que venceu duas vezes no 1º turno o Governo do Estado mas não chegou sequer ao 2º turno, também por duas vezes, na eleição municipal.

Ou seja, duas características ficam claras na eleição paulistana. Primeiro, com exceção de Pitta em 1996 e Kassab em 2008, a tendência é que o eleitorado opte por uma candidatura de oposição à administração. A alternância de poder é clara. E o PT só ganhou em São Paulo (em 1989 com Erundina e em 2000 com Marta) quando o "inimigo nº 1" era Maluf - no sentido inverso das vitórias de Maluf (1992), Pitta (1996), Serra (2004) e Kassab (2008), que eram os oposicionistas e/ou antipetistas da vez.

Disputa de 2012 pode ter surpresas

Os números para 2012 - tanto o baixíssimo índice obtido pelos pré-candidatos do PT e do PSDB, quanto a boa intenção de votos em Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB), Soninha (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Chalita (PMDB) - demonstram que o paulistano não quer votar no PT ou no PSDB.

São Paulo procura uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos. A maioria quer isso. Porém, o voto da chamada "terceira via" está disperso entre vários candidatos. Por isso José Serra acaba se destacando na disputa - por ser o nome mais conhecido e já testado à frente da Prefeitura. Mas Serra não é unanimidade nem dentro do PSDB. Ao contrário. É também o candidato mais rejeitado pelo eleitorado paulistano - com índices de rejeição equivalentes à sua intenção de votos, ambos na casa dos 30%.

Consideradas todas as variáveis desta eleição - incluindo a rejeição a Serra, o comportamento ambíguo de Kassab e a estagnação humilhante de Haddad - chegamos à conclusão que há espaço para o crescimento de uma candidatura propositiva e alternativa para a Prefeitura de São Paulo. Resta saber qual será.

O PPS trabalha para a viabilidade e a ampliação da candidatura de Soninha Francine, com o apoio de setores vivos da sociedade e de outros partidos que queiram lutar contra a mesmice da política, por uma administração moderna e eficaz, e uma cidade mais inteligente e mais feliz.

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domingo, 4 de março de 2012

Serra dispara, Haddad empaca e 5 embolam 2º turno

Soninha Francine (PPS) tem entre 7% e 11%

A nova pesquisa Datafolha para a Prefeitura de São Paulo comprova o favoritismo de José Serra (PSDB), que dispara na liderança (com pelo menos 30%) em todos os cenários apresentados, seguido de Celso Russomanno (PRB), com 19%, enquanto o candidato petista Fernando Haddad fica estagnado (o melhor patamar obtido é 8%, isso quando são colocados apenas três candidatos: Serra, Chalita e o próprio Haddad).

O resultado segue a tendência percebida desde o ano passado: Serra e Russomanno disparam na frente, enquanto seguem embolados, com chances de chegar ao 2º turno, Netinho de Paula (PCdoB), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Gabriel Chalita (PMDB), todos girando na casa dos 10%.

A pré-candidata do PPS, Soninha Francine, mantém em alguns cenários o melhor índice obtido nas pesquisas anteriores (11%), mas tem uma ligeira queda com a entrada de José Serra na disputa - efeito notado em todas as demais candidaturas.

Trágico mesmo é o resultado do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Com índices de 3% a 5%, menos da metade de Chalita, um terço de Netinho e um quarto do índice de Russomanno, vai ser difícil convencer os partidos aliados a lhe apoiarem.

Clique na arte para visualizar os diversos cenários:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Líder do PPS convida para audiência do Ficha Limpa

PPS abre ciclo de encontros com pré-candidatos

O PPS paulistano reuniu mais de cem pré-candidatos a vereador na noite desta quinta-feira, na Câmara Municipal de São Paulo, para tratar dos temas Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca.

Assista AQUI os vídeos do evento. Veja AQUI os slides sobre Legislação Eleitoral.

Os encontros serão realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

O próximo encontro será na quinta-feira, 8 de março, com o tema "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação dos ex-subprefeitos da Lapa, de janeiro de 2009 a dezembro de 2011, Carlos Fernandes e Soninha Francine, e Nelson Teixeira, ex-subprefeito da Casa Verde. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo será disponibilizado nos meios de comunicação do partido.

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Pré-candidatos se reunem a partir de 1º de março


Artigo na Folha: "Um sinal verde para São Paulo"

Maurício Huertas e Carlos Fernandes

O comportamento pendular do prefeito Gilberto Kassab, entre PT e PSDB, demonstrou uma coisa óbvia: ambos não têm muita diferença. Precisamos fugir desta lógica da biruta de aeroporto, que se move com o vento.

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização entre PT e PSDB. Trata-se do cenário ideal para a construção de uma terceira via.

Nem PT, nem PSDB. Que venha a eleição de 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável, em torno da candidatura de Soninha Francine. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar.

Sinal verde para a "nova política" que pede passagem. Sinal verde para a cidadania, para o trânsito, para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para a segurança, para o esporte e para o lazer.

Sinal verde para a qualidade de vida, para a diversidade, para a ética, para a transparência, para a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 já se comprometeram com o programa Cidades Sustentáveis, iniciativa pioneira da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Sabemos que as pesquisas eleitorais são um retrato momentâneo e mutável, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, até aqui, que os nomes do PT e do PSDB somados. Lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro lugar na chamada classe média. Isso não é notícia?

Considerando esses 11% de intenção de votos em Soninha, apurados pelo Datafolha, e o resultado da eleição presidencial de 2010, quando Marina Silva obteve 20 milhões de votos (alheios à polarização entre PT e PSDB), temos o diagnóstico do problema e o prognóstico da cura: o eleitor procura uma alternativa concreta e viável para uma cidade mais inteligente e mais feliz. Ninguém quer mais do mesmo.

Não por acaso, o PPS fez uma carta aberta a Marina Silva e aos chamados "marineiros", reforçando a importância dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil.

O partido consolidou tal proposta com a filiação de expoentes do movimento Nova Política, como o empresário Ricardo Young, ex-candidato ao Senado em 2010 que recebeu 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

Entendemos, portanto, que, para concretizar a proposta desse "sinal verde" para São Paulo, será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país.

Isto significa, objetivamente, apresentar uma candidatura própria à prefeitura e uma chapa competitiva à Câmara Municipal, equidistante de PT e PSDB e diferente de tudo que ambos têm representado de nocivo e de mesmice para a política.

MAURÍCIO RUDNER HUERTAS, 40, jornalista, secretário de Comunicação do PPS, é coordenador da pré-campanha de Soninha à Prefeitura de São Paulo

CARLOS FERNANDES, 50, ex-subprefeito da Lapa (2010/2011), é presidente do PPS paulistano.


(Artigo publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 2 de março de 2012, pág. 3, Tendências / Debates)

Ministério da Pesca: para quem ainda não entendeu


Não sei pôr minhoca no anzol, diz ministro

Crivella afirma que sua nomeação não assegura apoio de evangélicos a Haddad

FOLHA DE S. PAULO

O novo ministro da Pesca, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), admitiu ontem que não tem conhecimentos sobre o setor pesqueiro. "Eu não ponho uma minhoca no anzol", afirmou à Folha.

Na véspera de assumir, Crivella disse que vai "aprender com técnicos" da pasta por ter formação de engenheiro civil.

"[Mas] não estou indo para o ministério para pescar, e sim para trabalhar. Eu sei que lá tem muitos técnicos bons, bons pescadores", afirmou.

Representantes da indústria da pesca reagiram mal à mudança -Crivella é o terceiro no cargo no governo Dilma.

"O ministério virou uma moeda de troca política. É péssimo porque a pessoa, quando começa a tomar conhecimento do ministério, é trocada", criticou Rainer Gonçalves, representante do setor em Florianópolis (SC).

Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella disse que vai ser o interlocutor dos evangélicos junto a Dilma. Afirmou, porém, que sua indicação não assegura o apoio.

"Para os evangélicos, a questão do aborto, do casamento, da família, é muito importante. Ela pode colocar todo o ministério evangélico que, se ela aprovar leis que são contra a família e contra a vida, vai perder o apoio dos evangélicos. Nesse caso, não tem santo que ajude."

Para Crivella, sua nomeação como ministro não é uma forma de pressão para que o PRB retire a candidatura de Celso Russomano (PRB) à prefeitura de São Paulo e apoie Fernando Haddad (PT).

Coluna de Mônica Bergamo

BANDEIRA PAULISTA

A conversa final entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) para levá-lo ao Ministério da Pesca ocorreu na sexta-feira, em Brasília. Dela participou também Marcos Pereira, presidente do PRB e patrono da candidatura de Celso Russomanno à Prefeitura de São Paulo. "Fica mais difícil fazer oposição ao governo federal [na campanha] agora que estamos no governo", admite Pereira.

BANDEIRANTE

O petista Fernando Haddad será poupado. Já em relação ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e à prefeitura de Gilberto Kassab (PSD-SP), a oposição será forte. "Não tenha dúvida", diz Pereira, que é pastor licenciado da Igreja Universal e já foi diretor de relações corporativas da TV Record.

BANDEIRANTE 2

Pereira diz também que Dilma fez elogios a Russomanno. "Ela disse que gosta do Celso, que ele é simpático." O presidente do PRB afirma também que a presidente prometeu reforçar o orçamento da Pesca.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bancada do PV busca chapa alternativa com PPS

Os cinco vereadores do PV na Câmara Municipal de São Paulo informaram em plenário, na sessão desta quarta-feira (29/2), que pretendem construir uma candidatura própria como "terceira via" na cidade, sem aliança com os candidatos do PT ou do PSDB - em uma polarização que só interessa a ambos.

Líder do governo do prefeito Gilberto Kassab (PSD), Roberto Trípoli afirmou que o PV pretende ter candidatura própria. Em seguida, o líder do partido, Ricardo Teixeira, confirmou a decisão e marcou reunião para negociar aliança com a direção do PPS, da pré-candidata Soninha Francine, na terça-feira.

Participarão do encontro, além de Trípoli e Teixeira, os vereadores do PV Dalton Silvano, Gilberto Natalini e Abou Anni; o presidente municipal do PV, Carlos Camacho; o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes; o líder do PPS, vereador Claudio Fonseca; e o secretário de Comunicação do PPS, Maurício Huertas.

Veja: Insatisfeito com Serra, PV já fala em lançar candidatura própria como '3ª via'

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Soninha é candidata à Prefeitura de São Paulo

PPS associa Código Florestal, Rio+20 e #VetaDilma

O PPS decidiu nesta quarta-feira (29/2) que vai trabalhar para adiar a votação, no plenário da Câmara, do projeto que institui o novo Código Florestal no país. A estratégia foi tomada em reunião entre a bancada federal e o Núcleo Ambiental do PPS.

O objetivo do partido é levar a análise da matéria para uma data próxima à realização da Rio+20, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, marcada para ocorrer em junho deste ano, no Rio de Janeiro.

Desta forma, o PPS acredita que pode sensibilizar setores do Congresso a adotarem uma visão mais avançada sobre o tema. Entre os pontos que preocupam o partido dentro do Código Florestal estão a anistia para desmatadores, a redução das áreas de preservação e o incentivo para novas derrubadas de florestas

Atuação

Dentre as estratégias que podem ser adotadas pelo PPS está a apresentação de requerimento para adiamento da votação do projeto, que sofreu substanciais mudanças no Senado Federal. No colégio de líderes, a bancada também defenderá uma data mais próxima da Rio+20 para apreciação do Código.

O partido irá analisar ainda as alterações propostas pelos senadores. Regimentalmente, os deputados não podem acrescentar sugestões à matéria. Limitam-se a rejeitar ou acatar o texto do Senado.

Participaram da reunião, em Brasília, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno (PR), os deputados Arnaldo Jordy (PA), Sandro Alex (PA) e Carmen Zanotto (SC), o diretor-geral da Fundação Astrojildo Pereira, Raul Jungmann (PE), o dirigente do PPS e ex-presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, o assessor de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Lima, além da assessoria do partido.

Pontos polêmicos

Alguns pontos do projeto, mudados no Senado, preocupam o Núcleo de Meio Ambiente do partido. “Na questão da preservação dos mangues, o texto da Câmara já era desastroso. Só que o do Senado consegue ser pior”, alertou Ricardo Young, que é integrante do grupo.

Ele afirmou ainda que a votação do Código Florestal e as discussões sobre a exploração do pré-sal marcam o confronto entre “dois Brasis”.

Segundo Ricardo Young, temos de um lado o Brasil que entendeu que as questões das mudanças climáticas e da sustentabilidade são essenciais para o futuro do país. Do outro está o Brasil que resiste a isso e incentiva desmatamentos a qualquer custo e o uso de energias sujas, poluentes.

“Estamos num Brasil fraturado entre suas visões estratégicas de qual será o nosso papel no século XXI”, resume Young, ressaltando que o Brasil do atraso é majoritário no meio político. “Tem uma visão desenvolvimentista conservadora”, completou.

Young disse ainda que o Brasil progressista, que defende a sustentabilidade, não consegue entrar no mundo da política e tem dificuldades para influir com mais força para mudar projetos como o Código Florestal.

“É um insulto ao conhecimento científico o que está se querendo construir com o Código Florestal”, criticou o dirigente do PPS, que pediu ainda que as forças políticas progressistas se unam aos movimentos organizados da sociedade para barrar a votação do projeto na Câmara.

Young também é um dos principais articuladores do Programa Cidades Sustentáveis, projeto elaborado pela Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos e Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis.

Anistia a desmatadores

Para André Lima, assessor de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica, a aprovação do Código Florestal, do jeito que está, vai trazer graves problemas para o meio ambiente. Ele ressalta que o projeto aprovado no Senado continua permitindo a anistia para desmatadores, abre espaço para a redução das áreas de preservação e ainda incentiva novas derrubadas de florestas.

“Estamos diante da real ameaça de um projeto misto, unindo o que se aprovou no Senado com o relatório do deputado Aldo Rebelo (já aprovado pela Câmara)”, alertou o ambientalista, frisando que o Comitê Brasil em Defesa das Florestas, que reúne mais de 200 organizações, defende que, se o código for aprovado pelo Congresso do jeito que está, a presidente Dilma Rousseff vete o projeto por inteiro.

Lima lembrou ainda que o novo relator do projeto na Câmara, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), já avisou que manterá em seu relatório a anistia a desmatadores e a diminuição de áreas de reservas.

Para o assessor do IPAM, a responsabilidade de vetar o projeto vai recair sobre a presidente Dilma. “Na véspera da Rio+20 temos que mostrar que o que está aí (no projeto) não é o mínimo aceitável. A responsabilidade de vetar ou não o projeto será da presidente Dilma”, afirmou.

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HOJE: Primeiro encontro de pré-candidatos do PPS

Começa nesta quinta-feira, 1º de março, no Plenarinho da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - 1º andar - Bela Vista) e prossegue nas quintas-feiras subsequentes, sempre às 19h, a rodada de encontros temáticos para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação da chapa de candidatos.

A primeira reunião, nesta quinta, vai tratar da Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca.

O evento terá transmissão online (aqui), a partir das 19h, e depois o conteúdo será disponibilizado nos meios de comunicação do partido.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Soninha é candidata à Prefeitura de São Paulo

Para quem ainda não sabe, finge não entender ou prefere não acreditar, o PPS reafirma: Soninha Francine é candidata à Prefeitura de São Paulo, sejam quais forem os adversários em 7 de outubro de 2012.

Raciocínio binário não cabe em eleição de dois turnos. A polarização PT x PSDB só interessa a ambos. A cidade exige mais. Há espaço para a construção de uma terceira via, com uma campanha dinâmica, afirmativa, inovadora, leve, propositiva, como foi a da própria Soninha à Prefeitura em 2008 ou a de Marina Silva à Presidência em 2010.

Lembrando que em 2008 foi a candidatura de Soninha Francine que introduziu no debate questões de mobilidade urbana, reconfiguração do território, proximidade casa-trabalho, repovoamento do centro, ciclovias etc.

Agora Soninha vem com experiência redobrada, no Executivo e no Legislativo, por ter sido vereadora de São Paulo e subprefeita da Lapa - região administrada durante três anos pelo PPS, primeiro por Soninha e em seguida pelo presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes (leia aqui).

Que venha a eleição de 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS e de todos os seus candidatos por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar.

Sinal verde para a “nova política” que pede passagem. Sinal verde para a cidadania, o trânsito, o transporte alternativo, a saúde, a educação, a segurança, o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

No país inteiro, o PPS e os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa pioneira da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

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Será o último sopro de vida da 3ª via em São Paulo?

Fatos e boatos sobre a candidatura de Soninha

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Será o último sopro de vida da 3ª via em São Paulo?

Será que podemos avaliar o quadro político atual com clareza, honestidade e sem receio de melindrar algum figurão? Então, vamos lá!

A entrada de José Serra na corrida eleitoral muda o cenário paulistano e nacional, obviamente. Reforça a polarização PT x PSDB e enfraquece qualquer possibilidade de uma terceira via, certo? NÃO! ERRADO!

É exatamente o acirramento desta lógica binária que justifica a formulação de uma candidatura alternativa aos dois lados dessa mesma moeda desvalorizada, consistente como bolha de sabão e emblemática da velha política que provoca ojetiza na população.

O recado do eleitorado está dado: em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo aparecem, nas quatro primeiras colocações, nomes de fora do quadro PT x PSDB: Celso Russomanno (PRB), com 21%. Netinho de Paula (PCdoB), com 13%. Soninha Francine (PPS), com 11%; e Paulinho da Força (PDT), com 10%.

Ou seja, esses quatro pré-candidatos "alternativos" são os preferidos, hoje, de 55% do eleitorado de São Paulo. É um sinal claro: os cidadãos paulistanos estão - em sua absoluta maioria - saturados desse revezamento entre PT e PSDB no poder.

O ungido de Lula, o ex-ministro Fernando Haddad, e os quatro pré-candidatos coadjuvantes do tucanato (José Aníbal, Bruno Covas, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo) não passaram dos 5% de intenção de votos. Uma tragédia para ambos.

Se não bastasse o percentual ridículo de petistas e tucanos, podemos avaliar os índices de satisfação do morador de São Paulo, desde 2000, com a administração municipal, as subprefeituras e o serviço público em geral. É baixíssimo e segue praticamente inalterado, atravessando as gestões de Marta Suplicy (PT), José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD), que (não por acaso) flerta igualmente com PT e PSDB.

3ª via: Vamos dar nomes?

Entendemos que legendas como PPS, PV, PSB e PDT - assim como o bloco dos partidos menores - podem ter um papel determinante na quebra desta polarização PT x PSDB, que é nociva para a política, para a "democratização da democracia" e para a alternância de poder.

Não deve prevalecer a lógica do "alinhamento automático" ou da mera cooptação partidária. Vem dessa geléia eleitoral a total descrença na política e nos partidos. Este pode ser o momento da afirmação de uma proposta alternativa, um salto qualitativo (e quantitativo, estão aí as pesquisas apontando), se houver compreensão e sensibilidade dos dirigentes e das militâncias partidárias.

Alguém imagina o que significaria, por exemplo, a união de ex-petistas de expressão nacional como Soninha Francine, Eduardo Jorge, Luiza Erundina, Heloísa Helena, Cristovam Buarque, Fernando Gabeira, Carlos Giannazi, Odilon Guedes, Ivan Valente e Marina Silva, entre outros, em uma proposta de terceira via?

São Paulo está saturada da mesmice. Será que os partidos conseguem enxergar isso? Ao menos PT e PSDB parece que enxergam. E qual a estratégia de sobrevivência de ambos? Lula tenta repetir com Haddad a forma pré-fabricada (e vitoriosa) de Dilma: aposta em um nome novo, com perfil técnico (quase apolítico), para tentar vender pelos marqueteiros como "mudança".

O tucano José Serra propõe o inverso: como o eleitorado se divide entre vários novatos, ressurge o único nome já testado nas urnas (e até por isso com um eleitorado cativo) para botar "ordem na casa". Ele seria a única opção viável para barrar a ameaça petista em São Paulo. Esse é o mote serrista, utilizado inclusive para cooptar os demais partidos contrários à hegemonia lulista. E o PT faz o mesmo, no sentido oposto.

O posicionamento do PPS

Bastou ser confirmado o nome de José Serra na sucessão paulistana para que críticos, analistas e palpiteiros em geral dessem como sacramentado o "apoio automático" do PPS. Mas por que isso?

Primeiro, por culpa do próprio PPS, que tem inegável dificuldade de reafirmar o seu papel, sua história e identidade. Mas, principalmente, porque a postura de oposição sistemática ao PT e ao lulodilmismo empurram o PPS por osmose para a vala comum ocupada por PSDB, DEM e PSOL (os únicos partidos que hoje se opõem nacionalmente ao PT, num universo de 29 legendas).

Outros dois movimentos recentes do PPS geram essa especulação simplista: primeiro, o apoio à candidatura presidencial de José Serra em 2010. Logo em seguida, as declarações do presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire, amigo pessoal de Serra, de que o partido estaria à disposição no caso de um desembarque serrista do PSDB.

Curioso que a imprensa só tenha destacado esse "convite" ao tucano, muito embora Roberto Freire tenha declarado que seja extemporânea a discussão sobre a sucessão presidencial de 2014 e que o PPS estará aberto, no momento oportuno, para discutir uma candidatura de oposição ao PT, seja com José Serra, com Marina Silva ou com quem se viabilizar (dentro ou fora do PPS) até lá.

Mas vamos tratar diretamente do tal "apoio automático" do PPS a Serra. O PPS apoiou Serra presidente, Soninha apoiou Serra presidente, o partido participou da gestão Serra/Kassab. Logo...

Acreditem ou não, PPS terá candidatura própria em São Paulo: Soninha Francine é candidata à Prefeitura, assim como foi em 2008, quando muitos apostavam que o PPS iria aderir a Alckmin ou Kassab, os dois pesos-pesados do campo oposicionista.

Mas a prioridade não é impedir a volta do "modus operandi" do petismo em São Paulo, seus métodos anti-republicanos e a tomada de assalto da máquina municipal? Isso, por si só, não justificaria o apoio a José Serra?

Então vamos esclarecer: num eventual confronto entre PT x PSDB, entre Serra x Haddad, se não houver nenhuma outra opção do campo que estamos genericamente denominando "Nova Política" (e para a qual apresentamos a candidatura de Soninha Francine, com base no Programa das Cidades Sustentáveis), o PPS apoiará Serra. É natural. É coerente. Mas essa é a decisão para um eventual 2º turno.

Por que Serra? Como disse a própria Soninha sobre o tucano: "Mal humorado, impaciente, carrancudo, ríspido demais às vezes? Sim. Mau caráter? Não."

Por que Serra? Porque o PPS entende que as administrações de Serra, tanto na Prefeitura quanto no Governo de São Paulo, foram acertadas. Se comparadas com as gestões petistas, então, não há nenhuma dúvida.

Mas o raciocínio binário não cabe em uma eleição de dois turnos. Entendemos que há espaço (como em 2008 com a própria Soninha e em 2010 com Marina Silva) para uma campanha dinâmica, afirmativa, inovadora, leve, propositiva. A sociedade clama por uma nova forma de fazer política, com outra postura ética, administrativa e uma visão diferenciada dos principais problemas urbanos e sociais.

Leia aqui a íntegra do texto em que Soninha justifica o apoio, em 2010, à candidatura de Serra à Presidência. Não somos inimigos, mas somos diferentes.

Veja abaixo o resultado eleitoral do 1º turno da eleição presidencial de 2010, na cidade de São Paulo, com José Serra em primeiro (com 40,33%), Dilma Roussef em segundo (com 38,14%) e Marina Silva (com 20,1%), em uma eleição essencialmente polarizada entre PT e PSDB; o que não impediu, contudo, que a então candidata do PV obtivesse 19,6 milhões de votos em todo o Brasil.


O mapa a seguir, das 57 zonas eleitorais paulistanas, demonstra na prática o resultado da polarização entre PT e PSDB. Acompanhe o que ocorreu em 2010:


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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pré-candidatos se reunem a partir de 1º de março

A partir do dia 1º de março - e nas quintas-feiras subsequentes, sempre às 19h, na Câmara Municipal de São Paulo - haverá encontros temáticos para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação da chapa de candidatos.

A primeira reunião, no dia 1º, vai tratar da Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", sobre calendário eleitoral, informações de campanha, comunicação etc. e também "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara".

Segue abaixo o calendário com os temas a serem debatidos, sempre às quintas-feiras, na Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 19h, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

1/3 – Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

8/3 - "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação de Carlos Fernandes e Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

15/3 - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

Lembrando ainda que foram formadas quatro comissões de trabalho para a pré-campanha eleitoral (que vai ter uma série de atividades até a Convenção Eleitoral do PPS, a ser realizada em 23 de junho, um sábado, a partir das 9h da manhã):

Conselho Político / Coordenação da Campanha à Prefeitura: Soninha Francine, Carlos Fernandes, Claudio Fonseca, Nelson Teixeira, José Antonio Cipolla e Maurício Huertas.

Comissão Eleitoral / Chapa de vereadores: Nelson Teixeira, Osvaldo Ordones, Eduardo Vila, José Antonio Cipolla, Marluce Maria de Paula e Paulo Cesar de Oliveira.

Comissão de Agenda / Pré-campanha: Lylian Concellos, Vitor Adami, César Hernandes e José Valverde.

Comissão Temática / Plano de Governo: Carlos Fernandes, Marluce Maria de Paula, Maurício Huertas, Paulo César de Oliveira, César Hernandes, José Valverde, Ronaldo Sagres, Renato Dorgan, Antonio Luiz Mamede, Gerisvaldo de Souza, Adélcio Meira, Eliseu Santoni, Maria Raimunda, Chiquinho Pereira e Ricardo Young.


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fatos e boatos sobre a candidatura de Soninha

Passa o tempo, as idas e vindas de Serra e Kassab continuam a pautar a sucessão paulistana, a mídia e a patrulha virtual seguem especulando sobre o eventual posicionamento do PPS - quase sempre sem nenhuma informação concreta, apenas para tumultuar - e o eleitorado fica perdido no meio de tanta boataria.

Mas, como já se tornou hábito, o Blog do PPS vai responder com absoluta transparência as principais críticas e questões levantadas tanto na imprensa quanto nas redes sociais: A candidatura de Soninha Francine à Prefeitura é pra valer? Ela vai desistir se o Serra entrar na disputa? O PPS é linha-auxiliar do PSDB?

Antes de mais nada, é preciso esclarecer: o PPS insiste na tese da construção de uma terceira via, fora da polarização PT x PSDB, por entender que a cidade está saturada desta mesmice. São Paulo exige uma nova forma de fazer política, com outra postura ética, administrativa e uma visão diferenciada dos principais problemas urbanos e sociais.

Biruta eleitoral

O comportamento pendular do prefeito Gilberto Kassab, entre PT e PSDB, demonstra uma coisa óbvia: ambos não têm muita diferença. Precisamos fugir desta lógica da biruta de aeroporto, que se move com o vento.

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB e o cenário ideal para a construção de uma terceira via.

Nem PT, nem PSDB. Que venha a eleição de 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável, em torno da candidatura de Soninha Francine.

Mas a candidatura de Soninha à Prefeitura é pra valer? O PPS vai manter a candidatura de Soninha mesmo com Serra na disputa?

Lamentamos desapontar quem acha que cabe à Soninha Francine um papel meramente figurativo na eleição. Ou que o PPS vai "fazer o que o PSDB mandar", como já foi publicado na imprensa, ou simplesmente "bater no PT”.

O PPS não se presta a esse papel. Essa mesma aposta leviana de que o PPS iria aderir a Alckmin ou Kassab no 1º turno em 2008, ou que faria uma campanha agressiva contra Marta Suplicy, foi derrubada pelos fatos: Soninha foi candidata, numa campanha dinâmica, afirmativa, inovadora, leve, propositiva.

A nossa proposta para 2012 é justamente quebrar essa polarização PT x PSDB e buscar construir uma alternativa para São Paulo, através de uma candidatura própria à Prefeitura e uma chapa de vereadores na formulação do Programa Cidades Sustentáveis.

O PPS busca construir essa via alternativa possivelmente aliado a outros partidos e movimentos da sociedade, lançando Soninha à Prefeitura e uma chapa de qualidade à Câmara Municipal (onde se destacam, entre 83 homens e mulheres dignos, Ricardo Young, Claudio Fonseca, Ari Friedenbach, Carlos Fernandes, Chiquinho Pereira, Ivanise da ONG Mães da Sé, Luisa Mell, Gui Pádua etc.).

Apostamos na quebra dessa polarização, inclusive trazendo para o debate entidades como a Rede Nossa São Paulo, o Instituto Ethos e o Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina Silva, além de outros partidos que não se sujeitam à mera cooptação.

O PPS vai continuar sendo linha-auxiliar do PSDB?

Outra afirmação completamente equivocada, disparada por quem desconhece ou pretende distorcer a realidade. O PPS é linha-auxiliar do PSDB? Vejamos...

Em 1989, na primeira eleição direta pós-Ditadura, o então PCB lançou Roberto Freire para a Presidência da República no 1º turno e apoiou Lula no 2º turno contra Collor.

Em 1992, após o impeachment de Collor, o recém-fundado PPS (oriundo do PCB) deu sustentação ao governo do presidente Itamar Franco (o PT era contra; inclusive puniu Luiza Erundina por participar do ministério). O líder do governo Itamar na Câmara foi o deputado Roberto Freire, presidente do PPS.

Em 1994, em nome de uma "esquerda democrática", o PPS apoiou Lula contra Fernando Henrique Cardoso, que se aliou ao PFL. FHC venceu no 1º turno.

Em 1998, o PPS lançou à Presidência Ciro Gomes, dissidente do PSDB e crítico da gestão FHC, que foi reeleito no 1º turno.

Em 2000, o PPS apoiou Luiza Erundina (PSB) para a Prefeitura de São Paulo (com Emerson Kapaz vice). No 2º turno, o PPS pregou voto em Marta Suplicy (PT) contra Paulo Maluf.

Em 2002, o PPS lançou novamente Ciro Gomes à Presidência. O candidato tucano foi José Serra. No 2º turno, o PPS apoiou Lula (contra Serra) e integrou o governo petista (Ciro Gomes foi nomeado ministro). Em São Paulo, apoiou o governador Geraldo Alckmin (contra o petista José Genoíno), mantendo-se na base desde o governo Mário Covas (de quem Alckmin foi vice).

Em 2004, o PPS rompeu com Lula apontando uma série de divergências na condução do governo, que traiu as expectativas de quem esperava uma gestão "democrática de esquerda". Pouco depois estouram os escândalos do mensalão, propinoduto e outros casos de corrupção. Ciro Gomes troca o PPS pelo PSB.

Ainda em 2004, o PPS apóia em São Paulo a eleição de José Serra para a Prefeitura (com Kassab vice), contra a reeleição de Marta Suplicy (PT) e a sua base de sustentação que reproduzia o "modus operandi" do governo federal, combatido pelo PPS.

Em 2006, o PPS apóia a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República (contra a reeleição de Lula); e do então prefeito José Serra para o Governo de São Paulo (contra Mercadante e os "aloprados" petistas).

Em 2008, o PPS lança Soninha Francine, dissidente do PT, à Prefeitura de São Paulo. No 2º turno, apóia a reeleição de Gilberto Kassab (coligado a PMDB e PV) contra Marta Suplicy.

Em 2010, o PPS apóia José Serra (PSDB) na eleição presidencial contra Dilma Roussef (PT) por entender que o Brasil não podia permanecer 12 anos no (des)governo petista. Para o Governo do Estado, apoiou o retorno de Geraldo Alckmin.

Para 2012, vai lançar novamente a candidatura de Soninha Francine, que teria hoje entre 9% e 11% de intenção de votos pelo Ibope e Datafolha, ou seja, mais que a soma dos pré-candidatos do PT e do PSDB.

Portanto, nada mais coerente: em seis eleições presidenciais, o PPS teve candidatura própria em três (uma com Roberto Freire e duas com Ciro Gomes); apoiou Lula em duas (2º turno de 1989 e 1º turno de 1994); e esteve duas vezes com um candidato do PSDB (Alckmin em 2006 e Serra em 2010).

Para a Prefeitura de São Paulo, das quatro últimas eleições, o PPS lançou candidatura própria em três: 2012, 2008 (Soninha) e 2000 (na coligação Erundina/Kapaz com PSB, PDT e PMN), sendo que no 2º turno de 2000 apoiou o PT (Marta). E foi "linha-auxiliar" do PSDB (para usar o termo preferido dos críticos) apenas uma vez, com Serra, em 2004. Ou seja...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Folha especula "dobrada" Soninha & Eduardo Jorge

Biodiversidade Preocupado com os movimentos pendulares de Kassab, o PV abriu tratativas com o PPS. Os verdes agora admitem uma dobradinha de Soninha Francine com o secretário Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente) de vice. (Painel da Folha de S. Paulo, domingo, 19 de fevereiro de 2012)

O clima de Carnaval parece ter ressuscitado o "Samba do Crioulo Doido", genial criação do escritor e jornalista Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, que acabou virando referência para as mais absurdas, caóticas e desconexas situações. Ou seja...

A multisinalização de Gilberto Kassab e o mistério sobre a entrada de José Serra na corrida eleitoral para a Prefeitura de São Paulo são os ingredientes necessários para confundir ainda mais o já conturbado cenário político.

Não vamos alimentar ainda mais as especulações. Apenas relembrar o que já afirmamos por aqui: com ou sem José Serra na disputa, o PPS entende que há espaço para uma terceira via, fora da polarização PT x PSDB.

É nesta direção que estamos tentando avançar: com o PV de Penna e Eduardo Jorge, com o PSB de Luiza Erundina, com o Movimento Nova Política de Marina Silva e com outros partidos sensíveis à demanda do eleitor por uma alternativa viável para a construção de uma cidade sustentável.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vídeo flagra briga de vereador do PTB com camelô

Comerciante acusa vereador Adilson Amadeu (PTB) de agressão.

Do G1

Veja aqui a íntegra do vídeo e aqui a resposta do vereador.

Um vídeo gravado na tarde de quarta-feira (15) durante uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de São Paulo mostra o momento em que o vereador Adilson Amadeu (PTB) discute com o vice-presidente da Comissão dos Comerciantes da Feira da Madrugada Pátio Pari, Osvaldo Aparecido de Jesus, e tenta agredi-lo. O camelô registrou o boletim de ocorrência de lesão corporal no 1º Distrito Policial, na Sé.

Em entrevista ao G1, o comerciante, que também é estudante do último ano de direito, diz que se sentiu “lesado, ofendido e humilhado”. “Mais do que a agressão física, foi a moral. Fui desmoralizado na frente de uma plateia lotada. Ele não deu um tapa em mim, foi na categoria, nesse povo que acorda às 2h, que não está sendo respeitado”, afirma. Ele diz ter levado um tapa na região do olho esquerdo, que, segundo o camelô, ficou “um pouco vermelho”.

No vídeo, é possível ver o momento em que o vereador deixa a mesa que presidia a reunião. Segundo o comerciante, ele apenas saudou o vereador. “Para de falar de mim. Você está falando demais”, responde Amadeu, antes de ter início a confusão.

O vídeo mostra o vereador erguendo o braço em direção ao homem, mas não registra a agressão em si.

O camelô diz que irá representar contra o vereador. “Eu já perdoei [o vereador], meu coração não tem mágoa, mas eu vou procurar a Justiça. Ele vai ter que entender que tem que agir com bom senso”, diz.

Em declaração ao G1, na quarta-feira, o vereador negou veementemente ter dado o soco. "Eu tenho 1,85 metro e 105 kg. Se eu desse um soco nele, ele estaria intacto? Ele está mentindo. Ele que prove", afirmou o vereador.

Segundo Amadeu, durante a reunião, integrantes da Comissão de Comerciantes da Feira da Madrugada o provocaram porque ele tem questionado o fato de o grupo ter espaço reservado dentro da sala da administração da Feira da Madrugada, onde deviam trabalhar apenas servidores municipais. Ele disse que na saída do recinto foi novamente agredido verbalmente. "Disse para ele: 'Não repita isso'. O pessoal me empurrou para cima dele", afirmou Amadeu.

O comerciante contesta. Ele afirma que naquela sessão não houve provocação. "Em outro momento, eu questionei um ofício que ele encaminhou para a Prefeitura, questionando o funcionamento de alguns boxes na Feira da Madrugada." Ele também nega que os camelôs tivessem provocado tumulto na saída do vereador. “Nós éramos muitos na Câmara e poderíamos ter reagido. Nós não fizemos."

O G1 procurou o vereador novamente nesta quinta-feira (16), mas ele não quis falar sobre o vídeo. De acordo com a sua assessoria, ele e o comerciante que o acusa de agressão se conhecem desde o tempo em que o vereador era o presidente da Comissão da Feira da Madrugada. O vereador deve entrar com uma queixa crime contra o comerciante devido a declarações dadas à impresa relativas às divergências sobre o comércio no Pátio do Pari. Segundo a assessoria, para Amadeu, o "caso está encerrado".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Dora Kramer analisa com precisão o dilema tucano

Artigo: Balas de Prata

DORA KRAMER
COLUNISTA DO ESTADÃO

A sinuosidade de ação e pensamento que tanto fragiliza o PSDB no exercício da oposição é também o veneno que, aplicado em doses constantes e cada vez mais letais, corrói as entranhas do partido.

A última aniquilou a chance de os tucanos virem a construir uma candidatura viável à Prefeitura de São Paulo a partir da realização das prévias já marcadas para 4 de março próximo.

Às vésperas da escolha entre os pretendentes Andrea Matarazzo, Bruno Covas, Ricardo Tripoli e José Aníbal, o PSDB recrudesce a pressão para José Serra ser candidato. Com isso, desmoraliza seus postulantes, informa ao eleitorado que nenhum deles vale quanto pesa e confere a todos a condição de meros esquentadores de cadeira.

Vamos que Serra mantenha a decisão de não se candidatar e a escolha se dê entre os quatro: que moral política ou eleitoral terá o vencedor se o próprio partido pelo qual concorre trombeteara previamente sua carência de condições competitivas?

E se José Serra ceder às pressões e for ele o candidato? Em termos imediatos, pode até ser uma solução, o PSDB pode ganhar a eleição. Mas terá de se ver diante da contradição de ter tratado como herói da resistência alguém que havia sido posto fora do tabuleiro.

O partido, aqui entendido como a direção e as principais lideranças, não perde oportunidade de acentuar o quanto José Serra está isolado. Tucanos só faltam dizer em público que o tempo dele passou. Privadamente dizem exatamente isso.

Mas, na hora de resolver um problema na eleição que será a mãe de todas as batalhas municipais, definidora da sobrevivência do partido e da consolidação da hegemonia total do PT no cenário nacional, enfileiram-se em romaria pedindo que se candidate a prefeito de São Paulo.

Ressuscitam aquele que haviam dado como "morto" para, de um lado, salvar a lavoura partidária e, de outro, mantê-lo longe do jogo de 2014.

Diga-se em favor do PSDB que incoerente o partido não é. Trabalha contra os seus com competência e persistência.

Deixou-se aprisionar na armadilha da "herança maldita" urdida pelo PT. E não depois da vitória de Lula, em 2002. Mas já durante aquela campanha quando se recusou a pôr o então presidente Fernando Henrique Cardoso no palanque.

Recusa, aliás, é um termo brando. Repúdio traduz melhor a situação. As pesquisas indicavam acentuado desgaste de FH no segundo mandato, os marqueteiros aconselharam ao partido que mantivesse dele distância regulamentar e assim foi feito.

Dessa forma continuou sendo feito quando Lula surrava diariamente o governo do antecessor e o PSDB apanhava calado. Parafraseando Nelson Rodrigues, o PT sabia por que batia e os tucanos pareciam concordar com as pancadas.

Só recentemente o PSDB reabilitou Fernando Henrique e, assim mesmo, a reboque da iniciativa de Dilma Rousseff em reconhecer-lhe publicamente o valor.

Antes disso, o ex-presidente foi voz isolada em todas as críticas, análises de conjuntura e "pensatas" sobre a condução do partido.

Guardadas as proporções e os objetivos, no caso específico da Prefeitura de São Paulo, Serra agora é objeto desse tipo de reabilitação a posteriori.

Pelo simples fato de que o PSDB não conseguiu mais uma vez construir um caminho para si. Se queria Serra, não deveria ter-se deixado levar pela proposta de prévias; se queria aliança com Kassab, não deveria tê-lo deixado correr para o PT; se queria um candidato novo, deveria ter tido unidade e firmeza para construí-lo como Lula fez com Fernando Haddad.

O problema é que o maior entre os poucos partidos de oposição não sabe o que quer. Agora não há tempo para mais nada, resta apenas o espaço ao improviso de sempre.

E se o leitor mais atento sentiu falta da responsabilização nominal desse ou daquele tucano pelos passos em falso saiba que foi proposital.

Não é uma obra de autor. É resultado de um trabalho coletivo de destruição do qual nenhum dirigente, líder, governante, parlamentar, vítima ocasional ou algoz circunstancial está isento.


(Artigo de Dora Kramer, publicada no o Estado de S. Paulo de quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PPS é contra ceder área pública para Instituto Lula

Por princípio, o PPS é contra a cessão de áreas e verbas públicas para entidades privadas, sem que exista um claro interesse social. Nem se questiona o mérito ou o trabalho de qualquer ex-presidente (ainda que Itamar Franco ou FHC, por exemplo, não tenham reivindicado o mesmo privilégio), mas é injustificável essa "homenagem" a Luis Inácio Lula da Silva às custas do contribuinte paulistano.

Se o PPS já questiona no STF a estatização da Fundação Sarney, por exemplo, não poderia calar diante do privilégio concedido ao Instituto Lula em área municipal de São Paulo.

Não bastasse a ilegalidade, parece uma afronta que o prefeito Gilberto Kassab vá pessoalmente à Câmara propor este agrado ao PT, no exato momento em que anuncia o interesse de levar o seu partido, o PSD, a apoiar eleitoralmente o candidato petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

A revitalização da Nova Luz tem o apoio irrestrito do PPS, enquanto o PT sempre foi contra. Acusa a Prefeitura de favorecer a "especulação imobiliária" nas ações para desmanchar a chamada "cracolândia" naquela região do centro de São Paulo. E agora? O PT vai prevaricar diante da cessão pública ao Instituto Lula justamente nessa área sobre a qual levantou tanta suspeição contra a Prefeitura? Será o mais novo beneficiário da tal "especulação imobiliária"?

Outra ironia: na polêmica ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, o PPS sempre defendeu a desapropriação da área, para garantir a moradia de milhares de famílias, em vez da reintegração de posse definida pela Justiça. No caso, entendemos que o interesse social se sobrepõe ao direito de propriedade do empresário Naji Nahas ou de seus credores. Mas o governo (inclusive o federal, do PT) se omitiu.

No caso do Instituto Lula, em São Paulo, é o raciocínio inverso: toma-se uma área pública, de interesse social, localizada na degradada região da "cracolândia", cuja revitalização está sendo executada pela Prefeitura (com a oposição do PT, diga-se) no Projeto "Nova Luz", e entrega de mão beijada a uma entidade de interesse privado.

O site do Instituto Lula já anuncia a construção do "Memorial da Democracia", que "mostrará a história da luta pela democracia em nosso país, em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de São Paulo nas proximidades da Estação da Luz, seguindo desenho institucional a ser definido entre poder público e a entidade responsável pela iniciativa".

Diz ainda que: "O Memorial da Democracia colocará à disposição da sociedade brasileira e também aos turistas de outros países todo o acervo documental referente aos oito anos de mandato do Presidente Lula, com objetividade historiográfica e rigor museológico, sem nenhuma concessão a enfoques maniqueístas ou partidarizados."

"O terreno será disponibilizado pela Prefeitura de São Paulo, através de concessão administrativa, sem transferência de propriedade sobre o solo. O Instituto Lula se responsabilizará pela aquisição de todos os equipamentos do Memorial e pela sua operação, sendo a gestão compartilhada com o poder público municipal e, possivelmente, incluindo parcerias com os governos estadual e federal, através das respectivas áreas de Educação e Cultura, não importando a composição partidária nos Executivos dos três entes federados em cada momento."

O site não informa, porém, que a cessão depende da aprovação da Câmara Municipal, que em tese representa a vontade da população paulistana. O líder do PPS na Câmara de São Paulo, vereador Claudio Fonseca - que já se posicionou contra, inclusive, a cessão de área pública e benefícios para a construção do estádio do Corinthians - votará NÃO a este privilégio ao Instituto Lula.

A posição do PPS, tornada pública através desta nota da sua direção, será comunicada diretamente ao prefeito Gilberto Kassab pelo presidente municipal do partido, Carlos Fernandes, e pela ex-vereadora Soninha Francine, ambos também ex-subprefeitos da Lapa na gestão kassabista.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PPS tenta montar megabloco de ‘nanicos’ em SP

Josias de Souza

O pequeno PPS tenta costurar em torno de sua candidata à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, um acordo com 11 legendas nanicas: PMN, PHS, PTC, PRP, PSL, PTN, PPL, PRTB, PSDC, PCB e PTdoB.

Soninha é vendida como “terceira via”. Uma alternativa à velha polarização que opõe na capital paulista PSDB e PT. Uma espécie de versão municipal do projeto representado na sucessão presidencial de 2010 por Marina Silva.

O PPS esforça-se para convencer seus potenciais parceiros a abandonar o papel de “legendas de aluguel”. Sugere que, em vez de entregar seus tempos de tevê aos grandes partidos, passem a atuar em “bloco”.

Sustenta-se que, juntos, os nanicos se fortalecem. Ganham visibilidade e têm maiores chances de influir na disputa à prefeitura e aos assentos da Câmara de Vereadores de São Paulo.

No esforço para seduzir os nanicos, o PPS realça a posição de Soninha nas pesquisas. No último Datafolha, veiculado no final de janeiro, ela oscila entre 9% e 11%, à frente dos candidatos do PSDB e do PT.

Se vingar, a união dos Davis contra os Golias talvez não leve Soninha à prefeitura. Mas pode movimentar a modorrenta cena eleitoral de São Paulo, uma cidade hoje às voltas com um gigantesco desperdício de mediocridade.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"De mãos dadas": Dilma, Lula, Marta, Kassab...

O assunto político do fim-de-semana foi a vaia que o prefeito Gilberto Kassab tomou da militância petista, no aniversário de 32 anos do PT, mas que foi abafada pelos aplausos da cúpula do partido (a presidente Dilma, que ganhou beijinho e tudo, à frente).

As duas principais ausências da festa foram o ex-presidente Lula, que se recupera de tratamento de saúde e é o principal articulador desta aliança petista-kassabista, e a senadora Marta Suplicy, opositora de primeira linha, derrotada duas vezes por Kassab (em 2004 como vice de Serra e em 2008 na reeleição do prefeito), e "traída" pelo PT em sucessivas eleições (do sonho de ser governadora e presidente, preterida por Mercadante e Dilma, ao desejo declarado de retornar à Prefeitura, atropelada por Haddad).

Estranho esse pudor petista: o partido do mensalão e do dólar na cueca governa de mãos dadas com Collor e Sarney, os dois nomes mais emblemáticos da trajetória oposicionista do PT, assim como Maluf, a quem a própria Marta se uniu para tentar combater sem sucesso a aliança PSDB/DEM/PPS/PV que elegeu José Serra.

Lembremos que o próprio suplente de Marta no Senado (que assume o cargo se ela for nomeada para um Ministério, por exemplo) é o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), líder do chamado Centrão na Câmara Municipal de São Paulo. E o eventual senador ACR (inspirado em ACM) não parece ter exatamente um perfil que agradaria essa mesma militância que vaiou Kassab. Ou seja...

ARTIGO: "De mãos dadas"

Ricardo Balthazar (Folha de S. Paulo)

Marta Suplicy estrilou na semana passada, inconformada com o avançado namoro de seus companheiros petistas com Gilberto Kassab. Ela se disse assustada com a possibilidade de "acordar de mãos dadas" com o antigo adversário e ameaça ficar fora do palanque de Fernando Haddad se ele preferir dar o braço ao prefeito.

Um dia depois, Kassab foi à festa de aniversário do PT e roubou a cena: ganhou lugar de honra no palco, mandou beijinho e piscou o olho para a presidente Dilma Rousseff. Quando a plateia começou a vaiar e a cúpula do partido tentou conter o protesto, Dilma ajudou a puxar os aplausos para o novo companheiro.

Faz tempo que os petistas abandonaram o pudor na escolha dos aliados. Basta ver com quem Marta anda para lembrar disso. Seu suplente no Senado é o vereador Antônio Carlos Rodrigues, do PR, chefe do bloco conservador que passou a dar as cartas na Câmara Municipal depois que Marta e o PT saíram da prefeitura.

Na mesma semana em que Dilma celebrou em público sua amizade com Kassab, o governo entregou ao setor privado a administração de três dos maiores aeroportos do país, levando petistas e tucanos a se engalfinhar num debate infantil sobre os modelos de privatização que adotaram nos últimos anos.

Assim como na negociação das alianças do PT, a briga tem pouco a ver com ideologia. Os dois lados desperdiçam energia com questões semânticas, como a diferença entre concessões e privatizações, e evitam reconhecer o óbvio. Nenhum deles é contra nada. Trata-se só de decidir quem privatiza com mais gosto.

As diferenças que separam petistas e tucanos são cada vez menores e isso empobrece o debate político. Todo mundo pensa parecido, e estão todos sempre dispostos a abandonar suas convicções se for necessário para vencer a próxima eleição. A campanha eleitoral deste ano oferecerá mais uma oportunidade para observar esse fenômeno.


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