segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Artigo de Mario Malina: "Nova proposta sindical"

Ao participar do 3º Encontro Nacional Sindical do PPS tive uma grata surpresa: está sendo planejada uma nova proposta de sindicato e central sindical. Não se trata apenas de mais uma central como as outras, com os antigos vícios de reivindicação de direitos, numa relação polarizada entre a categoria do sindicato e o governo.

A UGT – União Geral dos Trabalhadores propõe a união de sindicatos que agregam a noção de cidadania. Dessa forma, o sindicato passa a participar ativamente dos problemas da sua região, cidade, enfim, do seu país e não apenas dos interesses da sua categoria.

Além disso, sindicalistas de diversos estados colocaram assuntos que estão na pauta do dia e devem ser discutidos pela nova central, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável, novas formas de substituição do trabalho informal para o formal e a terceirização dos empregos.

Ao trilhar esse caminho a UGT avança para ser uma central inovadora e plural. Nesse sentido, o PPS será um parceiro importante e dará todo o apoio e autonomia para os sindicatos e sindicalistas que apóiem essa idéia, independentemente de ser ou não filiado ao PPS.

Mario Malina, advogado e estudante de jornalismo, recém-filiado ao PPS, é neto de Salomão Malina, o último secretário-geral do PCB e presidente de honra do PPS até a sua morte, em 2002.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Quem tem medo de Soninha Francine?

Sintomática a mobilização de vereadores (do PT e do Centrão) para impedir que Soninha Francine assuma a Liderança do PPS na Câmara Municipal. Tem gente de cabelo em pé com a independência da vereadora, que quanto mais "apanha", mais aumenta a sua popularidade e ganha força para consolidar a sua pré-campanha à Prefeitura de São Paulo.

O PT pressiona para evitar que Soninha assuma a liderança, em uma manobra que levou o vereador Edivaldo Estima, que sairia do PPS (até porque já foi avisado que não terá legenda para disputar a reeleição), a mudar seus planos e impor a sua permanência na legenda para tumultuar (ele que tem um pé em cada canoa, com o filho e o chefe de gabinete como potenciais candidatos em outros partidos).

A manobra da vereadora Myryam Athie (atualmente no PDT), que forjou anteontem um comunicado datado de 20 de setembro (quando ela ainda estaria no PPS) passando a Liderança da Bancada para o vereador Estima (que descumpriu a deliberação partidária e deve enfrentar processo de expulsão), é só a ponta do iceberg.

A tropa de choque do Centrão tomou as dores de Estima. Curioso, para quem até outro dia fazia considerações pouco elogiosas ao caráter do vereador. Há inúmeros interesses em jogo. Mas, afinal, quem tem medo de Soninha Francine?

Leia aqui a matéria do site G1, onde Soninha diz, entre outras coisas, que entende o PT e considera "natural" a decisão do partido de tentar tirar seu mandato na Câmara.

Também fala do prefeito Gilberto Kassab, do governador José Serra, da ex-prefeita Marta Suplicy, de fidelidade partidária e da sua adesão ao bloco governista da Câmara.

Soninha declara que não vê problemas em apoiar - e também criticar - a atual administração municipal. Ou seja, é polêmica certa. Mas é também essa postura sempre franca, transparente, sensata e equilibrada que desarma seus críticos. PT saudações.

Mais do mesmo: vale a pena ver de novo?

"Se for para votar como o partido quer, é melhor colocar um office-boy aqui".

A frase emblemática do vereador paulistano Edivaldo Estima, que enfrentará processo de expulsão do PPS por descumprir as deliberações partidárias e as normas estatutárias, não é nova. Já tem mais de cinco anos. Também não é novidade na vida do vereador ser expulso de um partido. Ele já foi expulso do partido de Paulo Maluf em 2002, por ter aderido ao governo de Marta Suplicy (antes do próprio Maluf fazer o mesmo).

Reveja matéria do Jornal da Tarde de 18 de março de 2002. É quase premonitória do que está por se repetir:

Rebelde malufista abandona o PPB atirando

Estima votou com a bancada da prefeita Marta Suplicy e enfrentou processo de expulsão. Agora, deixa o partido dizendo que o PPB quer um office-boy.

Depois de irritar os colegas de partido e enfrentar processo de expulsão no final de 2001, ao ajudar os aliados de Marta Suplicy (PT) a aprovar as mudanças na Lei Orgânica do Município (LOM), o vereador Edivaldo Estima deixou o PPB do ex-prefeito Paulo Maluf.

O anúncio foi feito em plenário, na última quinta-feira. Mas, em entrevistas, ele deixou claro que a saída não foi das mais pacíficas.

"Se for para votar como o partido quer, é melhor colocar um office-boy aqui", disse.

Estima afirmou que deveria ter deixado o PPB há mais tempo, mas não o fez a pedido de Maluf, presidente nacional do partido.

"Ele pediu que eu esperasse e pensasse no assunto. Mas havia muita futrica lá (no partido), e eu não mereço isso".

Apesar disso, seu ex-colega de partido, Wadih Mutran, fez elogios. "Foi uma grande perda do PPB. Quero agradecer o trabalho do vereador e dizer que estamos à disposição."

O voto de Estima foi decisivo para aprovar as mudanças na Lei Orgânica, já que um dos petistas, Carlos Giannazi, foi contra - por isso, este está enfrentando comissão de ética e pode ser expulso do partido.

Na época, o pepebista justificou seu voto alegando que tinha "usado a consciência", e citando que as alterações na LOM incluíam mudanças nos gastos com educação.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

PT defende o Lobo Mau e cassa a Chapeuzinho

Parece estória da Carochinha: o mesmo PT que defende com unhas e dentes Renan Calheiros e anuncia que vai cassar na Justiça o mandato da vereadora Soninha Francine, patrocina agora a mudança de partido do senador Edison Lobão (DEM-MA), aliado do ex-presidente Sarney, para o PMDB.

Incrível como é flexível a ética petista: no plano federal, vale cooptar os parlamentares eleitos pelos partidos de oposição (corre até o boato que Lobão pode ser nomeado para o Ministério de Minas e Energia na cota do PMDB); aqui na política paulistana, o PT alega "infidelidade" de Soninha ao sair do partido.

O PT falar em fidelidade é mesmo muito engraçado. Fiel a quem? A Maluf, Renan, Collor, Sarney, José Dirceu, Marcos Valério, mensaleiro, sanguessuga, vampiro? Ora, ora...

Isso é estória pra boi dormir, que não convence nem a vovozinha.

É o retrato pronto e acabado do Senado Federal

Diz a sabedoria popular que uma imagem vale por mil palavras. A foto de Lula Marques, estampada na capa da Folha de S. Paulo de hoje, mostra a senadora petista Ideli Salvatti, da tropa de choque do senador Renan Calheiros, olhando na internet a jornalista Mônica Veloso, em pose para a revista Playboy. Não deixa de ser a política nua e crua.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Velha bancada de vereadores do PPS/SP é surreal

É inacreditável a velha bancada do PPS na Câmara Municipal de São Paulo. Um dia após a reunião da Executiva do partido deliberar, na presença do vereador Edivaldo Estima, que a nova Líder do PPS é a vereadora Soninha Francine, aconteceu um fato surreal no plenário, na abertura da sessão ordinária desta terça-feira.

Foi lido um comunicado da vereadora Myryam Athie (que trocou o PPS pelo PDT) retroativo a 20 de setembro (!!!???), informando a Mesa da Câmara que ela indicava Edivaldo Estima como Líder da Bancada.

Além do "probleminha" do comunicado extemporâneo, em desacordo com a decisão oficial do partido na véspera, nunca se viu um ato com efeito retroativo e, pior, a ingerência de uma vereadora filiada a outro partido determinando quem deve ocupar a Liderança do PPS.

Tal fato motivou o seguinte ofício encaminhado ao vereador Estima:

São Paulo, 9 de outubro de 2007

Oficio n 125/07

Assunto: Indicação da Liderança

Exmo. Sr.
Vereador Edivaldo Estima,

Serve o presente para reiterar a decisão da Reunião Extraordinária da Executiva Municipal de São Paulo, do Partido Popular Socialista – PPS, realizada na noite desta segunda-feira, 8 de outubro, que nos termos do artigo 29º do Estatuto do PPS aprovou a indicação da Vereadora Soninha Francine como Líder da Bancada na Câmara Municipal.

Estranhamos que, mesmo com a sua participação nesta reunião, tenha havido na terça-feira, na abertura da sessão na Câmara, ao contrário do que foi deliberado, um comunicado retroativo a 20 de setembro, da vereadora Myryam Athie, já desfiliada, indicando-o para ocupar a Liderança do PPS.

Solicitamos, portanto, que seja cumprida a deliberação da Comissão Executiva em conjunto com a Bancada, e seja comunicado oficialmente durante a próxima sessão ordinária da Câmara Municipal que a nova Líder do PPS é a vereadora Soninha Francine, sob pena de sofrer as sanções administrativas, éticas e disciplinares previstas no Estatuto do PPS.

Atenciosamente,

Carlos Eduardo Batista Fernandes
Presidente do PPS/SP


Leia aqui mais detalhes sobre as deliberações da Executiva do PPS/SP.

PT parte para o "divórcio litigioso" de Soninha

Do blog da vereadora Soninha:

Situaçãozinha desagradável

No dia em que eu decidi que iria mesmo sair agora do PT, saiu uma nota no Painel da Folha:

“Na boa? A vereadora Soninha disse a um dirigente do PT paulistano que ingressará hoje no PPS, partido pelo qual pretende ser candidata a prefeita, sem criticar os ex-correligionários. Petistas, porém, acham que esse acordo de paz não tem como durar”.

Quando eu li isso, pensei: “Por que será que eles pensam isso? Será que acham que não vou resistir à tentação, na campanha, de falar mal do PT? Que vou me render às ´qualis´ (pesquisas de opinião) que pedirem para ser mais agressiva, ou que o PPS vai me pressionar nesse sentido?”.

Enquanto estava no partido, sempre fiz ou concordei em público com várias críticas feitas a ele. Política de alianças sem qualquer consistência ideológica e programática, posicionamentos esquisitos no plenário da Câmara, política macroeconômica que não condiz com o que sempre defendemos, perseguição ou virtual abandono a colegas mais críticos e “independentes”, etc. Não pretendia sair agora rememorando uma porção de problemas; embora fosse óbvio que as pessoas perguntariam por que saí, eu responderia em linhas gerais, até porque nem precisaria explicar muito. (Não é difícil entender)

Como eu lembrei agora há pouco na CBN, nesses anos todos de crise, de críticas justas e injustas, de desencanto justificado ou perseguição desmedida ao partido, ouvi um milhão de vezes a pergunta: “Por que você não sai do PT?”. Eu sempre respondi: “Porque ainda não desisti. Porque faço parte de um grupo incomodado, inconformado, questionador que quer brigar lá dentro”, etc.. Agora, ao me perguntarem “Por que você saiu?”, dá vontade de responder simplesmente: “Porque AGORA eu desisti”.

Mas não gosto de dizer isso porque tem gente lá dentro que AINDA não desistiu. Que continua lutando por um partido mais democrático, coerente, republicano, socialista, transparente, etc. Não quero esvaziar a bola deles, dizendo que não tem mais jeito. Talvez tenha. Mas como eu poderia continuar lutando sem acreditar nisso do fundo do coração? Eu desisti. Não tinha mais energia.

Agora, com a decisão do Supremo, o PT vai tentar reaver meu lugar na Câmara na Justiça. Exercendo o direito de defesa que o STF me assegurou, vou ter de explicar por que saí do partido. É claro que isso significa (re)fazer a exposição da coleção de motivos que me levaram a isso. Ou seja: acionada pelo partido, que escolha terei eu a não ser criticar o partido?

A ação na Justiça ainda demorará algum tempo. O Superior Tribunal Eleitoral sequer definiu como funcionará o processo. Mas as pessoas já me perguntam em entrevistas: “E por que, vereadora, a senhora saiu?”. “Por divergências acumuladas e persistentes”. “Quais, por exemplo?”. “Bom, algumas questões programáticas...”. “Como o que?”. “Como o fato de o governo do PT ter como aliados pessoas que não têm nada a ver com aquilo que, em tese, o partido defende... Os “coronéis” de sempre... E, pelas sinalizações até aqui, o partido pretende manter essa orientação”.

Por alguma razão que Freud talvez explique, eu me sinto mais desconfortável agora do que antes. Porque acho que antes, lá dentro, a crítica tinha uma razão de ser – a tentativa de melhorar o partido, de refazer sua linha, retomar o prumo. Quando saí, foi um alívio dessa pressão, essa responsabilidade, e eu quis mesmo guardar algum recato. “Não vou falar mal do meu ex”. (Uma vez o Lula disse que “ex” é terrível... Referindo-se, mesmo, a ex-petistas). Mas aí o divórcio, que era amigável, vira litigioso; o juiz chama as partes para decidir quem vai ficar com a guarda do filho, e a gente acaba lavando a roupa no tribunal.

Desagradável. E tem chão! Vamos ver como vai ser.


Leia aqui a posição do Blog do PPS/SP sobre este assunto.

PPS reitera liderança e pré-candidatura de Soninha

A Direção Executiva do PPS/SP reuniu-se ontem à noite, na sede municipal do partido, com a seguinte pauta:

I) Panorama eleitoral para 2008;

II) Avaliação das novas filiações do PPS e da chapa de pré-candidatos;

III) Análise da decisão do TSE sobre fidelidade partidária e a conclusão de que os mandatos pertencem ao partido;

IV) Deliberação sobre a nova representação do PPS na Câmara de São Paulo;

Após amplo debate, foi reiterado o seguinte: 1) que o partido vai para o pleito de 2008 com chapa própria de vereadores; busca um novo perfil e identidade com a cidade; 2) que temos a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e concentraremos todos os esforços para viabilizá-la; 3) que, nos termos do artigo 29º do Estatuto do PPS, a Comissão Executiva aprova por unanimidade a vereadora Soninha Francine como Líder do PPS na Câmara Municipal, cabendo à vereadora realizar tal comunicado à Mesa Diretora da Câmara.

O PPS também se prontificou a dar todo o respaldo jurídico e político necessários à defesa da vereadora Soninha, após o anúncio de que a direção do PT pretende tentar reaver na Justiça o seu mandato - ainda que tenha sido uma mudança de partido consciente e plenamente justificada.

Quanto ao outro vereador do PPS na Câmara paulistana, Edivaldo Estima, também presente à reunião, apesar de ter sido comunicado há meses de que a intenção da Direção é dar um novo perfil ao partido - e que, portanto, estava liberada a sua saída (sem que o PPS recorresse à Justiça para reclamar o seu mandato), inclusive com a decisão de não tê-lo como candidato à reeleição em 2008, ele optou por permanecer na bancada.

Assim, a Direção do PPS determinou, como já mencionado acima, que a vereadora Soninha Francine é a nova Líder do PPS na Câmara Municipal. No Estatuto do partido, essa decisão cabe conjuntamente aos vereadores que compõem à bancada e à sua Executiva. A escolha foi unânime. Veja:

Seção IX – Bancada Parlamentar

Art. 29° - A Bancada Parlamentar é órgão de ação específica, coordenada pelo seu Líder, competindo-lhe decidir, em comum acordo com a Comissão Executiva, sobre sua estrutura e funcionamento, observado o disposto em lei, nos regimentos legislativos e em resoluções partidárias.

§ 1º - Em reunião conjunta com a Comissão Executiva do respectivo Diretório a Bancada escolherá o seu Líder, sob a forma de rodízio anual, entre os seus pares.

Famosos puxadores de voto são destaque na mídia

O assunto preferido de toda a imprensa a um ano das eleições de 2008 tem sido a proliferação da candidatura de celebridades em todos os partidos, resultado da estratégia de buscar "puxadores de votos" entre esses nomes conhecidos (e algumas bizarrices).

Se há ao menos um fator positivo nisso, é a intensificação do debate político. Artistas, apresentadores de TV, esportistas renomados, esses famosos têm o poder de atrair a atenção de uma parcela da população até então alienada politicamente.

Mas não é só isso. No caso do PPS paulistano, especialmente, não se pode dizer que as "celebridades" sejam mero recurso de captação de votos. Veja o caso da radialista, apresentadora de TV e comentarista esportiva Soninha Francine (na foto com a filha Júlia), pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo.

Vereadora eleita em 2004, Soninha é o melhor exemplo da personalidade pública que não faz um discurso vazio, insustentável politicamente. Ao contrário, tem consistência, preparo e excelente conteúdo programático e ideológico.

Outra figura pública e renomada do PPS é o velejador e medalhista olímpico Lars Grael. Mas ele não está no PPS simplesmente por ser um ícone do esporte brasileiro. Grael foi secretário de Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo entre 2003 e 2006, no governo de Geraldo Alckmin (foto).

Foi idealizador e fundador do Projeto Grael, hoje Instituto Rumo Náutico, no Rio, que deu origem ao Projeto Navegar, no âmbito federal, e ao Navega São Paulo, na administração paulista, atendendo mais de 40 mil jovens.

Atualmente Lars Grael é presidente da Comissão Nacional de Atletas, membro do Conselho Nacional de Esporte e "Embaixador das Águas" da WWF no Brasil.

"Estou me filiando por absoluta afinidade ideológica e pela postura do PPS de ter o esporte entre as suas prioridades de políticas públicas", afirmou Lars Grael. "Vamos promover uma cruzada nacional para que outros esportistas possam reforçar estas propostas."

Outro nome do PPS conhecido do público é o ator e apresentador de TV Kito Junqueira. Atualmente na Rede Record, apresenta o programa "Acredite se Quiser" e atuou nas novelas "Vidas Opostas" e "Cidadão Brasileiro".

Kito Junqueira, ou Heráclito Gomes Pizano, seu nome de batismo, foi deputado estadual por São Paulo, eleito pelo Partido Verde, de 1994 a 1998.

Um filiado famoso do PPS que não teve ainda experiência na política, mas leva vantagem por ser extremamente carismático e conhecido pela sua honestidade, é o ex-goleiro e ídolo corinthiano Ronaldo Soares Giovanelli (na foto com o time campeão brasileiro de 1990). Pré-candidato à Câmara Municipal de São Paulo, ele já elegeu como prioridade formular propostas de inclusão social, principalmente através do esporte.
Veja matérias da Folha e do G1 sobre celebridades que estão entrando na política.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

PT absolve Renan e quer cassar Soninha

Era só o que faltava para selar definitivamente a transformação do PT. Depois de se meter na lama até o pescoço para salvar o senador Renan Calheiros de ser cassado, o partido anuncia que vai brigar na Justiça para cassar o mandato da vereadora Soninha, que trocou o PT pelo PPS, e empossar um suplente petista.

Engraçado que o PT queria se livrar de Soninha. É até compreensível. Uma parlamentar independente, coerente, ética, transparente, realmente destoa e incomoda na bancada petista. "Podem levar", era o comentário mais ameno que se ouvia nos bastidores da Câmara Municipal, dos "companheiros" de Soninha, após se tornar público o convite do PPS.

Queriam se livrar de Soninha, incentivaram a sua saída e agora preparam o golpe rasteiro. Dizem que é um contra-ataque petista ao posicionamento do PPS, que motivou no STF a decisão sobre a fidelidade partidária.

Como se houvesse comparação entre a cooptação governista a um deputado federal que acabou de se eleger e pula da oposição para a situação, com o caso da vereadora em final de mandato que opta conscientemente por deixar o partido do poder.

Mas seria demais pedir coerência e bom senso ao PT.

Não deixa de ter um aspecto positivo este enfrentamento político. Vamos marcar mais claramente as nossas diferenças. Vamos aprofundar o debate sobre valores éticos e princípios ideológicos. Talvez seja o gás que faltava para inflar definitivamente a candidatura de Soninha à Prefeitura de São Paulo.

Obrigado, PT.

sábado, 6 de outubro de 2007

Por onde andaram o PT e os petistas desde 2004?

Quando se elegeu vereadora pelo PT em 2004, terceira colocada em número de votos (50.989) em uma bancada que teve 13 eleitos, Soninha Francine era a queridinha do partido. O presidente Lula caminhava para a metade do primeiro mandato, com popularidade altíssima. Os inúmeros escândalos envolvendo o governo ainda não tinham estourado, mas a então prefeita Marta Suplicy disputou e perdeu a reeleição, em uma clara demonstração de que o eleitorado paulistano estava saturado do modus operandi petista.

Agora o STF decidiu que qualquer mudança partidária de um parlamentar durante o mandato só será justificada se houver alguma divergência inconciliável para não configurar infidelidade partidária. Em linhas gerais, resta ao mandatário que optou pela mudança de partido comprovar se ele foi infiel ao partido, ou se infiel foi o partido aos seus princípios.

Vejamos o caso do PT, neste intervalo entre a eleição da vereadora Soninha em 2004 e a mudança consciente de partido no final de 2007. O que aconteceu com o Partido dos Trabalhadores neste período? Por onde andaram os petistas nestes três anos? Mudou Soninha ou mudou o PT?

Basta avaliar o comportamento da bancada petista na Câmara Municipal de São Paulo a partir da posse, em 1º de janeiro de 2005: o PT se uniu ao chamado "Centrão" para eleger presidente da Casa o vereador Roberto Trípoli (PSDB) contra decisão do seu próprio partido, que tinha apresentado a candidatura de Ricardo Montoro. Aí, para o PT, a fidelidade pouco importava. Os vereadores petistas decidiram votar em peso no dissidente tucano. Apenas Soninha e Carlos Gianazzi (hoje deputado estadual do PSOL) eram contra. Começava aí uma relação tortuosa.

Vamos relacionar outros acontecimentos envolvendo nacionalmente o PT, a partir de 2004:

- Estoura o escândalo Waldomiro Diniz e o governo barra ao menos duas CPIs: a dos Bingos e a de Santo André, para investigar a morte do ex-prefeito Celso Daniel.

- Promotores movem ação contra a ONG Ágora, que teria assinado contratos irregulares com o Ministério do Trabalho. A entidade é acusada de desviar recursos por meio de notas frias.

- O PT fecha acordo para obter o apoio de Maluf em São Paulo.

- Publicação de reportagem no jornal The New York Times sobre supostos problemas do presidente Lula com a bebida. O Planalto decide expulsar do país o jornalista americano Larry Rother, mas recua após a péssima repercussão do episódio.

- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é acusado de evasão de divisas, entre outros crimes. O diretor de Política Monetária do BC, Luiz Augusto Candiota, é demitido por não conseguir explicar a movimentação de suas contas no exterior.

- O presidente do Banco do Brasil, Cássio Caseb, é envolvido no escândalo da compra de 70 mesas para o show da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, a um custo de R$ 70 mil. No show, foram arrecadados R$ 500 mil, sendo que R$ 250 mil acabaram doados ao PT.

- Lula vai ao Gabão aprender com o ditador Omar Bongo “como ficar 37 anos no poder”. O petista desfilou em carro aberto ao lado de Bongo.

- Polícia Federal executa a “Operação Vampiro” no Ministério da Saúde.

- Ministros usam assessores em campanhas eleitorais.

- Para ter o apoio do PTB, o PT ofereceu cargos, material de campanha e R$ 150 mil a cada deputado.

- O ex-presidente da Transbrasil Antônio Celso Cipriani pára a CPI do Banestado: o PT não aceita quebra de sigilo bancário de empresário ligado a compadre de Lula.

- Prefeito reeleito de Macapá, João Henrique Pimentel (PT), é preso devido a indícios de irregularidades em três obras executadas por meio de convênios entre a prefeitura e o governo federal.

- Publicitário Duda Mendonça é preso numa rinha de galos no Rio de Janeiro.

- Programa Bolsa-Família completa um ano de lançamento quebrando um recorde: em apenas três dias, 468 denúncias de fraudes chegaram ao telefone gratuito do Ministério do Desenvolvimento Social, quando a média era de três por dia.

- Justiça condena Lula a pagar multa de R$ 50 mil por pedir votos para Marta Suplicy em evento oficial.

- Lula janta com empresários – todos com negócios do governo – que patrocinarão a reforma do Palácio da Alvorada.

- Fundação Getúlio Vargas calcula: existem mais de 47 milhões de brasileiros na miséria.

- Em 2005, a revista Veja revela denúncia contra Mauricio Marinho, diretor dos Correios, filmado e gravado embolsando um pacote de dinheiro dado por um corruptor. A reportagem dá início a uma série de acusações contra pessoas ligadas ao governo e ao partido do presidente Lula.

- Governo manobra mas não consegue barrar CPI dos Correios. Mas o PT não desiste: anuncia que punirá filiados que assinaram o pedido. Na véspera, Planalto abre cofre para base.

- O deputado Roberto Jefferson, o homem-bomba, denuncia o mensalão no Congresso, aponta José Dirceu como mentor do esquema e afirma que o presidente Lula sabia de tudo.

- Começam a aparecer outros nomes de petistas supostamente envolvidos no esquema: Delúbio Soares, Silvio Pereira, José Genoíno, Luís Gushiken.

- É descoberto o esquema do "valerioduto".

- Dirigente do PT é preso com dólar na cueca.

- Nova denúncia liga PT a fraudes do INSS.

- Surgem denúncias do envolvimento irregular do filho do presidente Lula com a empresa Telemar.

- O publicitário Duda Mendonça e dirigentes petistas confessam uso de "caixa 2".

- Marcos Valério denuncia que foi chantageado pelo PT para ficar calado: R$ 200 milhões.

- José Dirceu é cassado, outros deputados envolvidos renunciam e esquema envolve ao menos 40 pessoas vinculadas diretamente ao governo Lula.

- Denunciado, o ministro petista Antonio Palocci se envolve na criminosa quebra de sigilo do caseiro Francenildo.

- CPI descobre que o Banco do Brasil desviou pelo menos R$ 10 milhões para o PT.

- A Polícia Federal inicia a Operação Sanguessuga e envolve ao menos 60 parlamentares acusados de fraudar licitações de novas ambulâncias, com participação do Ministério da Saúde.

- Estoura o escândalo do "dossiê dos aloprados", envolvendo dirigente petistas às vésperas das eleições de 2006, e a famosa pergunta: "De onde veio o dinheiro?"

Frases

"Às vezes não é apenas um deputado que muda ou um senador. Às vezes é o partido que muda"

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

"É compreensível que o PT queira dar o troco. Eu vou me defender. Não é todo mundo que é fisiológico"

SONINHA FRANCINE

Será que o PT mudou?

Folha: PT vai tentar reaver mandato de Soninha

Vereadora, que trocou o partido pelo PPS para concorrer à prefeitura, diz ter "divergências programáticas" com bancada

"Vamos trabalhar para que a decisão do Supremo seja cumprida", afirma Berzoini; PT vai orientar diretórios a seguir exemplo paulistano


JOSÉ ALBERTO BOMBIG
REPORTAGEM LOCAL

O PT paulistano, com base em resolução aprovada ontem pelo Diretório Nacional do partido, decidiu que irá à Justiça na tentativa de reaver o mandato da vereadora Soninha, que deixou a sigla para ingressar no PPS para disputar a prefeitura da capital paulista.

Segundo o presidente do PT paulistano, Paulo Fiorilo, a medida será referendada pela Executiva municipal na segunda.

"Já há consenso, com base na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de que nós temos amparo legal para manter o mandato", disse.

A decisão petista é um contra-ataque direto ao presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (PE), responsável por uma das representações no STF que questionavam a migração de parlamentares da oposição para a base governista.

O plano do PPS é ter Soninha como candidata a prefeita de São Paulo no ano que vem. A vereadora disse que irá recorrer da ação petista.

"É supercompreensível que o PT queira dar o troco. Eu vou me defender. Não é todo mundo que é fisiológico", afirmou Soninha, que alega "divergências programáticas" com a bancada petista na Câmara para a troca de partido.

Nos bastidores do PT, a possível candidatura de Soninha é vista como uma estratégia de Freire para enfraquecer a ministra Marta Suplicy (Turismo), caso ela aceite o desafio de concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo.

Por esse raciocínio, as duas disputariam faixa semelhante de eleitorado, favorecendo nomes do DEM e do PSDB.

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou que todos os diretórios do partido receberão determinação de seguir o exemplo paulistano.

"Essa é uma posição do Diretório Nacional e nós vamos trabalhar para que a decisão do Supremo seja cumprida", disse Berzoini. O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), criticou a decisão tomada na noite de anteontem pelo STF.

"É estranho que os parlamentares que trocaram de legenda antes da decisão do TSE não corram o risco de perderem seus mandatos e os demais tenham problemas", afirmou.

A decisão do Supremo também pode reduzir o número de vereadores do Democratas na Câmara Municipal, já que Milton Leite deixou o PMDB para ingressar no partido do prefeito Gilberto Kassab após a data-limite fixada pela Justiça.

De acordo com o presidente do PMDB paulistano, Bebeto Haddad, se o suplente do vereador solicitar o mandato, o partido encampará o pleito na Justiça, a exemplo do PT.

Leite afirma não acreditar que o PMDB entre na Justiça contra ele e acha pouco provável que haja tempo para que uma ação judicial tenha resultados práticos antes da eleição do ano que vem. O vereador também alega "divergências programáticas" ao justificar sua filiação ao DEM.

Outro caso de troca de partido no Legislativo paulistano que pode abrir uma brecha à contestação na Justiça é o do vereador Goulart.

Ele estava de malas prontas para embarcar no DEM, mas na última hora resolveu permanecer no partido do ex-governador Orestes Quércia.

Segundo a Folha apurou, no entanto,o parlamentar chegou a encaminhar sua desfiliação ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Ele nega.

Ainda na Câmara Municipal de São Paulo, o PPS abriu mão de contestar a ida de Myryam Athiê para o PDT. O partido informou, pela assessoria, que a mudança foi consensual.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Vereadora Soninha fala sobre a fidelidade partidária

Questionada por eleitores e pela imprensa sobre como fica a sua situação na Câmara Municipal de São Paulo após a manifestação do STF sobre a fidelidade partidária, já que acaba de trocar o PT pelo PPS, a vereadora Soninha Francine demonstra mais uma vez com toda a clareza, bom senso e equilíbrio, porque é diferente dos políticos tradicionais.

Veja a resposta de Soninha:

"Pelo que eu entendi (não sou nenhuma jurista), o STF se pronunciou sobre o caso específico do mandado de segurança que se referia aos deputados eleitos em 2006. E, mesmo acolhendo parcialmente o mandado, previu o direito de defesa, isto é, ninguém será cassado sem ter a possibilidade de explicar as razões que motivaram sua mudança (Afinal, como vários ministros lembraram, mudar de partido não é ilícito... Ilícito é fazê-lo por fisiologismo etc.). Diante disso, pode ser que outros partidos entrem com ações semelhantes. Se o PT o fizer, estou pronta para explicar ao Tribunal Eleitoral porque saí, com a maior tranqüilidade."

Veja aqui outras ponderações de Soninha sobre a questão da fidelidade partidária e relembre os motivos expostos pela vereadora para trocar o PT pelo PPS. Não parece pouca coisa. Ouça entrevista.

Gazeta Mercantil: Soninha é o fato novo de SP

Clique na reprodução da matéria do jornal para ampliar:

Os efeitos da decisão do STF sobre a fidelidade

"...E prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida."

Até que a morte os separe... Felizes para sempre... Será?

A decisão do STF sobre a fidelidade partidária (e a conclusão de que o mandato pertence ao partido e não ao indivíduo que foi eleito) é um marco na história política e jurídica brasileira. Foi uma ação necessária, provocada pelos partidos de oposição (PPS, PSDB e DEM) que assistiam a cooptação de seus deputados federais pelo governo Lula sem qualquer poder de reação.

Mas vamos analisar as consequências desta decisão. Primeiro, quem foi cooptado antes de 27 de março está livre da "lei da fidelidade". Oras, mas a lei é uma só. O que mudou foi a sua interpretação. Quer dizer, houve mudança das regras com o jogo em andamento. Deixam de ser todos iguais perante a lei?

Segundo, de todos os deputados infiéis apontados na representação dos partidos no STF, apenas uma deputada se enquadra nesta situação de perda do mandato. Há outros que, aberto esse precedente, correm risco na Câmara (incluindo Clodovil Hernandez, que trocou o PTC pelo PR). Mas e os demais infiéis? Não "pularam a cerca" do mesmo jeito?

Não é só isso. Se o número de deputados federais que mudaram de partido depois do dia 27 de março não é tão grande assim, não se pode dizer o mesmo do número de deputados estaduais e vereadores pelo Brasil afora, em movimentação natural de olho nas eleições municipais de 2008.

Como o TSE e os TREs vão proceder sobre esses casos?

Comos serão avaliados objetivamente os argumentos (que são, por natureza, puramente subjetivos) para a mudança consciente de partido? Aliás, o próprio STF prevê essa opção. Como avaliar quem foi infiel a quem? O parlamentar ao partido ou vice-versa?

Não ficou claro se a decisão de Brasília terá um "efeito cascata", atingindo as assembléias estaduais e câmaras municipais, nem se há tempo ou vontade política de mexer com os vereadores que mudaram de partido, pois fizeram isso no final do mandato (ao contrário dos deputados) e obedecendo ao prazo legal de mudança partidária definido na própria legislação eleitoral.

Outro ponto polêmico: se o mandato pertence de fato ao partido, está dada a condição jurídica que faltava para a expulsão de qualquer parlamentar que não seguir à risca qualquer determinação partidária. Ou não?

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Grupo do PSB ligado a Erundina se filia ao PPS

Reunido hoje à tarde, um grupo político ligado à deputada federal Luiza Erundina decidiu se desligar do PSB, após um processo confuso e fraudulento na convenção municipal daquele partido realizada no mês passado em São Paulo.

Vinculado às comunidades eclesiais de base, o então secretário do PSB e assessor parlamentar de Erundina, Edson Silva (na foto com o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes), filiou-se nesta quinta-feira e anunciou a sua pré-candidatura a vereador pelo PPS.

Outros dissidentes do PSB também estão se desligando do partido. A própria deputada Luiza Erundina sempre manifestou a sua identidade com o PPS. Em 2000, na aliança PSB/PPS/PDT, foi a nossa candidata à Prefeitura de São Paulo (com o deputado Emerson Kapaz, do PPS, candidato a vice-prefeito).

Em agosto, Erundina foi o principal destaque na abertura da Conferência Caio Prado Jr., realizada pelo PPS em Brasília para discutir os rumos da esquerda e um projeto transformador para o Brasil.

Representantes de movimentos sociais e organizações populares ligados à deputada Erundina se filiam nos próximos dias ao PPS. Nomes como o advogado Pedro Dallari e a assistente social Muna Zeyn, entre outros, também seriam muitíssimo bem-vindos para construir essa nova proposta.

A eventual vinda de Erundina, que faz parte da direção nacional do PSB, depende da repercussão das decisões do STF, do TSE e da própria Câmara sobre a fidelidade partidária. Vamos aguardar.

Professor Claudio Fonseca pode ser outra novidade

O professor Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), atualmente filiado ao PSB, é outra possível aquisição do PPS para ajudar a construir um partido com novo perfil, qualificar o debate político e elaborar propostas viáveis para São Paulo.

Ex-vereador eleito pelo PCdoB em 2000, Claudio Fonseca não pôde disputar a reeleição em 2004 porque teve a legenda cassada pelo seu partido. Motivo: uma atuação crítica e independente na Câmara Municipal de São Paulo, que desagradou a direção do PCdoB, atrelada à gestão da prefeita Marta Suplicy e intolerante a qualquer divergência interna ou aprofundamento da discussão política.

Como já foi dito à vereadora Soninha (ex-PT), este é o tipo de "problema" que o PPS está disposto a ter: vereadores éticos, independentes e coerentes, que têm um mandato a serviço dos interesses da população, e não de grupos ou patrulhas partidárias.

Mais filiações de pré-candidatos a vereador

Nesta quarta-feira ocorreram novas filiações de potenciais candidatos a vereador pelo PPS/SP:

O ex-vereador de Taquaritinga, no interior de São Paulo, Wilson Abdalla Mansur Zaquia (presidente da Câmara em três períodos: 1989-1990; 1993-1994; e 1997-1998), ao fundo na foto, de barba, com representantes da Asssociação Paulista de Motociclistas e o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes.

Outro recém-filiado é o empresário Luciano Tadeu Damiani (foto), da Associação Brasileira das Videolocadoras, morador do bairro da Lapa (zona oeste de SP) e com forte atuação no movimento de combate à pirataria.

Também acertou a sua pré-candidatura Heida Lee, oriunda do PSDB e representante da comunidade chinesa em SP.