segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Conheça os deputados federais do PPS de São Paulo

Legislatura 2015/2018

DEPUTADOS FEDERAIS

Alex Manente Site pessoal - Facebook - Twitter
Arnaldo Jardim Site pessoal - Facebook - Twitter

Suplentes:
Roberto Freire Site pessoal - Facebook - Twitter
Pollyana Gama Site pessoal - Facebook - Twitter
Soninha Francine Site pessoal - Facebook - Twitter


ALEX MANENTE
Alex Manente foi eleito com 164.760 votos, sendo que cerca de 127 mil foram obtidos na região do ABC. Deputado estadual por dois mandatos e duas vezes candidato a prefeito de São Bernando (2008 e 2012), aos 35 anos é o deputado federal do PPS com maior votação no país.

Começou sua vida política inspirado no pai, Otávio Manente, já falecido, que foi vereador e secretário de Obras da Prefeitura de São Bernardo.

Aos 18 anos, filiou-se ao PPS e, um ano depois, assumiu a presidência da Juventude são-bernardense. A partir daí começou a trabalhar para fortalecer o partido na região e acabou se aproximando das comunidades locais.

Disputou o primeiro cargo eletivo há dez anos, ao se tornar o vereador mais votado da região do ABC com 12.507 votos, número ainda recorde na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo.

As inúmeras demandas sociais do município, a baixa capacidade de investimento e a falta de uma ligação mais forte da Prefeitura com o Governo do Estado, levaram Alex Manente à candidatura para deputado estadual, em 2006, aos 27 anos. Mesmo sem grande estrutura, mas com imenso apoio popular, foi eleito com 60.571 votos, número bastante expressivo para uma trajetória até então de apenas dois anos na política. Tornou-se, assim, um dos mais jovens deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em 2014, ainda como deputado estadual, disputou e elegeu-se pela primeira vez ao cargo de deputado federal.

“Fico honrado em ser o mais votado do partido no país. A eleição para deputado federal é muito difícil e o grande número de votos que consegui mostra a confiança dos eleitores que acreditam no meu trabalho. Agora vou lutar para trazer recursos federais para o ABC e tenho como principal desafio buscar investimentos para a ampliação do Metrô, que em breve terá as obras iniciadas. Vou assumir a responsabilidade de ter recebido votação expressiva no ABC”, afirma Alex Manente.


ARNALDO JARDIM
Arnaldo Jardim foi reeleito para o seu terceiro mandato como deputado federal com 155.278 votos. Engenheiro civil, iniciou sua vida política como líder estudantil, na Escola Politécnica da USP. Foi diretor do DCE da USP e da União Estadual dos Estudantes num período efervescente da luta contra o regime militar e pela democracia.

Iniciou-se na vida pública em 1982, trabalhando ativamente na campanha que elegeu Franco Montoro para Governador de São Paulo. Foi chefe de gabinete do então Secretário do Interior, Chopin Tavares de Lima, desenvolveu trabalhos importantes de descentralização administrativa e de programas de desenvolvimento comunitário (vacas mecânicas, padarias, piscicultura, cozinha piloto, interior na praia, redescobrindo o interior, movimento de jovens, etc).

Foi deputado estadual por quatro mandatos e secretário estadual de Habitação. Na Câmara dos Deputados, foi reconhecida por cinco anos seguidos pela publicação "100 Cabeças do Congresso Nacional", elaborado pelo Diap, e por votação realizada pelo Portal Congresso em Foco é considerado um dos melhores deputados federais do Brasil.

Foi relator da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos e autor do projeto de Lei para a Política Nacional da Erradicação da Fome e Promoção da Função Social dos Alimentos.

É diretor da Frente pelo Cooperativismo (Frencoop); além de fazer parte da Frente Ambientalista, a de Defesa da Indústria Têxtil e de Confecção e a do Setor Coureiro, Calçadista e Moveleiro.

Na atual legislatura (2011/2014), é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura Nacional, presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético (Frente do Etanol) e vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Agronomia e Arquitetura do Brasil.


ROBERTO FREIRE
Roberto Freire, um dos mais respeitados políticos do país, é sinônimo de ética e seriedade na vida pública. Presidente nacional do PPS, é uma das principais lideranças da oposição ao PT e tem conduzido o debate suprapartidário sobre os rumos da esquerda democrática e um novo projeto socioeconômico e político para o Brasil.

Conhecedor profundo dos problemas nacionais e observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, é reconhecido por toda a mídia como um político sério e competente. Escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 cabeças do Congresso Nacional por sucessivos mandatos.

Em sua atuação política, nunca negociou ou transigiu na defesa dos interesses da sociedade. Jamais se permitiu agir fora dos limites da lei ou contra sua consciência com o patrimônio e os bens públicos. Sobre ele não pesa uma só denúncia a respeito de sua atuação pública – e este é o seu maior patrimônio após 36 anos ininterruptos na política (um mandato como senador, seis como deputado federal e um como estadual).

É procurador aposentado do INCRA (Instituto Nacional de Reforma Agrária). Participou pela primeira vez de uma eleição em 1972, pelo então MDB, em plena ditadura militar. Candidato a prefeito de Olinda, foi o mais votado mas perdeu para a soma de votos das duas sublegendas da ARENA, o partido do governo.

O primeiro mandato de deputado estadual foi conquistado em 1974, pelo MDB. A partir da experiência em Pernambuco, Freire começa a sua carreira em nível nacional. Foi eleito para quatro mandatos sucessivos de deputado federal, de 1978 a 1990. Em 1994 elegeu-se senador e em 2002 retornou à Câmara para o seu quinto mandato como deputado federal.

Na Câmara dos Deputados foi vice-líder do MDB de Freitas Nobre e Ulisses Guimarães. Liderou, com Teotônio Vilela e outros, a campanha da Anistia. Também participou na linha de frente pelo movimento das Diretas Já. Tornou-se o líder do governo Itamar Franco, após a destituição de Collor.

Como principal liderança do PCB, teve um papel destacado na Assembleia Constituinte, defendendo a definição da função social da propriedade privada; a liberdade religiosa, de pensamento e de informação; a ampliação dos direitos individuais, incluindo o de greve para trabalhadores da iniciativa privada e para os servidores; o acesso à saúde pública por meio da criação de fortalecimento do SUS; o fortalecimento das universidades públicas e o maior apoio à ciência e à tecnologia.

Foi candidato à Presidência da República na primeira eleição direta presidencial no Brasil após 39 anos, em 1989, ainda pelo PCB (que daria origem ao PPS em 1992).

Retornou à Câmara dos Deputados em 2010, para o seu sexto mandato de deputado federal, desta vez eleito por São Paulo com mais de 120 mil votos. Agora em 2014 ficou como um dos suplentes da coligação proporcional do PPS com o PSDB, depois de ser um dos coordenadores da campanha de Eduardo Campos e posteriormente de Marina Silva à Presidência, em coligação histórica do PPS com o PSB.


POLLYANA GAMA
Pollyana Gama é educadora, escritora, pós-graduada como Gerente de Cidades pela FAAP e vereadora de Taubaté pelo terceiro mandato. Destaca-se por seu trabalho em prol da educação e pela valorização dos professores e profissionais do ensino.

Desde 2005 assumiu a função de presidente da Comissão de Educação da Câmara de Taubaté, onde estuda minuciosamente as propostas colocadas para a área. Foi a responsável direta pela economia de R$ 7 milhões na compra de apostilas para a Rede Municipal de Ensino, por sua atuação fiscalizadora no pregão presencial.

É autora de inúmeras leis e realizações importantes para a cidade: adicional de 40% de nível universitário aos professores da Rede Municipal de Taubaté; relatoria do Estatuto do Magistério; lei que implantou em Taubaté a Semana do Tropeiro e responsável pelo tombamento das obras de arte de Mestre Justino.

Por meio de parcerias com deputados estaduais e federais do PPS, obteve recursos e emendas para a Saúde de Taubaté, que proporcionaram, entre outras iniciativas, a compra de uma centrífuga nova para o Hemonúcleo do Hospital Universitário; a reforma da Pediatria; compra de materiais para a lavanderia e a entrega de um carro zero à Casa da Criança, para o trabalho de coleta e entrega de leite materno para crianças prematuras; além de reformas para a Casa da Criança e o Lar Irmã Amália.

Colabora com o esporte ao lutar por investimentos e subvenções para equipes de atletas e para-atletas.

Pollyana apresentou projeto em Brasília para alteração da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que permitiria ao gestor público investir e proporcionar ganhos para professores e servidores públicos de Municípios, Estados e Distrito Federal. Reconhecido seu valor, o projeto tramita no Congresso Nacional, tendo sido aprovado recentemente na Conferência Nacional de Educação.

Pelo reconhecimento do trabalho como vereadora, Pollyana foi candidata pela primeira vez a deputada federal, obtendo extraordinária votação no Vale do Paraíba. É forte candidata à Prefeitura de Taubaté em 2016.


SONINHA FRANCINE

Soninha, ou Sonia Francine Gaspar Marmo, é jornalista, professora e apresentadora de televisão, além de ser formada em cinema pela ECA-USP. Tornou-se nacionalmente conhecida como VJ da MTV Brasil, na década de 90.

Em 2000, foi para a TV Cultura apresentar o programa "RG", destinado aos jovens. Neste período, ela se envolveu em um episódio polêmico: uma matéria de capa da revista Época, onde Soninha admitia que era usuária de maconha e defendia sua descriminalização. A repercussão do caso levou à sua demissão da TV Cultura, mas ela continuou assinando uma coluna na Folha de S. Paulo e exercendo o cargo de comentarista esportiva na ESPN Brasil. É também colunista da revista Vida Simples, entre outros veículos, e foi uma das apresentadoras do programa Saia Justa.

Em 2004, venceu a primeira eleição que disputou: tornou-se vereadora de São Paulo, pelo PT, com 50.989 votos. Na Câmara de São Paulo, defendeu temas ligados aos direitos dos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros), jovens, esporte, cultura, acessibilidade, democracia da tecnologia da informação e do conhecimento, moradia e meio ambiente.

Foi proponente e relatora da CPI do Trabalho Análogo à Escravidão e relatora da Comissão Parlamentar de Estudos sobre as Mudanças Climáticas e seus efeitos no município de São Paulo.

Em 2006, ainda como vereadora, disputou a eleição para deputada federal pelo PT, mas não se elegeu. Em setembro de 2007, anunciou que trocaria o PT pelo PPS e seria candidata à Prefeitura de São Paulo em 2008. Teve 266.978 votos.

Em 2009, foi nomeada subprefeita da Lapa pelo prefeito Gilberto Kassab. Em 2010 coordenou a campanha presidencial de José Serra na internet. Em 2011, nomeada pelo governador Geraldo Alckmin, assumiu o cargo de superintendente na SUTACO, autarquia que promove o trabalho artesanal nas comunidades.

Em 2012 disputou pela segunda vez a Prefeitura de São Paulo. Obteve 162.384 votos no 1º turno. No 2º, declarou apoio à candidatura de José Serra. Em 2014 concorreu também pela segunda vez à Câmara dos Deputados, ficando entre as suplentes da coligação proporcional do PPS com o PSDB.

Leia também:


Conheça os deputados estaduais do PPS de São Paulo

Legislatura 2015/2018

DEPUTADOS ESTADUAIS

Roberto Morais Site pessoal - Facebook - Twitter
Fernando Cury Site pessoal - Facebook - Twitter
Davi Zaia Site pessoal - Facebook - Twitter

Suplente:
Vitor Sapienza Site pessoal - Facebook - Twitter



ROBERTO MORAIS
Roberto Turchi Morais foi reeleito para o seu quinto mandato consecutivo com 133.578 votos. Somente em Piracicaba ele recebeu 88.666 votos, o que representa mais de 46% dos votos válidos no município.

Deputado estadual mais votado do PPS pela quarta vez consecutiva, afirma que a confiança dos eleitores de Piracicaba e região traz mais responsabilidade. “Nunca Piracicaba teve um deputado com cinco mandatos. Vamos continuar trabalhando para o desenvolvimento da região e melhoria da qualidade de vida da população. Agradeço a todos que aprovaram o meu trabalho”.

Em 2010, ele havia recebido 107.145 votos. Nasceu em Charqueada, interior de São Paulo, e começou a trabalhar muito cedo, ajudando seu pai nas tarefas do pequeno armazém da família. Aos 17 anos, iniciou suas atividades em programas esportivos e de serviço público na Rádio Difusora de Piracicaba, sempre acompanhando os jogos do XV de Novembro de Piracicaba, uma de suas paixões.

Abraçando definitivamente o jornalismo como profissão, Roberto Morais mantém hoje o programa diário “Manhã da Onda”, na Rádio Onda Livre AM de Piracicaba, o programa “Esporte Livre”, veiculado ao vivo toda segunda-feira pela TV Beira Rio e, ainda, escreve semanalmente para a coluna de esportes do Jornal de Piracicaba. Morais, também é autor do livro “Jornada Política”.

Lutando por uma participação mais ativa na busca de soluções para os problemas sociais, Roberto Morais ingressou na política e elegeu-se em 1992, pelo PPS, vereador de Piracicaba pela primeira vez. Em 1996 concorreu à reeleição e foi eleito como o mais votado de toda a história política de Piracicaba.

Consciente de que poderia ampliar sua atuação e conseguir ainda mais para toda a região de Piracicaba, candidatou-se a deputado estadual numa campanha vitoriosa que lhe deu o direito de ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa em 1998, sempre pelo PPS. Foi reeleito em 2002, 2006 e 2010.

Seu trabalho transparente e seus compromissos cumpridos fizeram com que a ONG Voto Consciente o avaliasse como o segundo melhor Deputado Estadual de São Paulo. O reconhecimento também veio de vários municípios da região que lhe concederam o Título de Cidadão de: Piracicaba, Barra Bonita, Rafard, Saltinho, Rio das Pedras, Laranjal Paulista, Santa Maria da Serra, Mombuca e São Pedro.

Leis de autoria do Deputado Roberto Morais permitiram que entidades assistenciais de Piracicaba recebessem o título de utilidade pública estadual, consequentemente aumentando os recursos para a manutenção e o desenvolvimento dos trabalhos realizados. Para a Saúde, aprovou leis que garantiram ações de apoio para os portadores de Síndrome de Down, Síndrome de RETT, Fibrose Cística e doenças metabólicas hereditárias. Também é dele o Projeto de Lei de isenção de ICMS nos produtos alimentícios para diabéticos e para caminhoneiros autônomos.

Na Assembleia Legislativa (legislatura 2011/2014 é o presidente da Comissão Permanente de Assuntos Metropolitanos e Municipais; e também integra as seguintes comissões: de Fiscalização e Controle; de Transportes e Comunicações; de Saúde e de Infraestrutura.


FERNANDO CURY
Fernando Cury, natural de Botucatu, é formado em Direito, produtor rural e presidente do diretório municipal do PPS botucatuense.

Pertence a uma família que se dedica à causa pública há mais de 30 anos: é filho de Antônio Jamil Cury, prefeito de Botucatu por dois mandatos, e irmão de João Cury, atual prefeito da cidade, que cumpre também o seu segundo mandato.

Aos 35 anos, disputou com sucesso a sua primeira eleição. Obteve 85.925 votos, o que o colocam como segundo deputado estadual mais votado do PPS.

Fernando Cury lançou o que chama de Caravana do Conhecimento. Desde 2012 vem percorrendo todo o Estado, buscando aquilo que ele traduz como "entender o olhar aflito dos brasileiros em dificuldades, o olhar generoso dos brasileiros em sofrimento, o olhar meigo dos trabalhadores brasileiros, com suas críticas e esperanças". 

Terá como principais bandeiras do seu primeiro mandato a defesa da agricultura, saúde, educação, segurança, emprego e políticas públicas para a juventude.


DAVI ZAIA
Davi Zaia é natural de Cordeirópolis, região metropolitana de Campinas. Foi reeleito para o seu terceiro mandato com 80.951 votos.

Começou cedo na política, ainda estudante, na luta contra a ditadura e pela democracia, por eleições diretas, pela anistia, pelo direito de greve, pela liberdade de organização e expressão, por uma Assembleia Constituinte e pelo Estado Democrático de Direito. 

Em 1974 chega a Campinas e começa a trabalhar como bancário. Em 1976 ingressa na Nossa Caixa. Foi eleito presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região e escolhido duas vezes como representante dos funcionários no Conselho de Administração da Nossa Caixa. À frente da entidade, coordenou a redemocratização do órgão e o transformou num dos sindicatos mais fortes e combativos do país.

Ocupa a presidência estadual do PPS de São Paulo e desde 2013 também é o secretário-geral da Executiva Nacional do partido. Presidiu ainda o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em 1992.

Em 2006, foi eleito deputado estadual com 54.799 votos pelo PPS. Em 2010, reeleito para o cargo de deputado estadual com 68.658 votos, foi convidado pelo governador Geraldo Alckmin para assumir o comando da Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho.

À frente da pasta, ampliou e fortificou projetos como o Banco do Povo Paulista, Emprega SP e os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT). Um dos grandes marcos de sua gestão foi o diálogo com as Centrais Sindicais para negociação do salário mínimo paulista e a ampliação do programa Frentes de Trabalho para as cidades do interior paulista.

Em 2012, Davi Zaia assumiu a Secretaria de Gestão Pública, onde implantou o Plano de Expansão do programa Poupatempo, com o objetivo de ampliar de 32 para 72 unidades em todo o estado, além do programa Acessa SP, responsável por promover a inclusão digital. No mês de abril de 2014, retornou às atividades do Legislativo Estadual. 


VITOR SAPIENZA
Vitor Sapienza é paulistano do bairro do Bom Retiro. Neto de imigrantes italianos, estudou no Liceu Coração de Jesus e, depois, na PUC, onde formou-se em Economia. De origem humilde, trabalhava durante o dia e estudava à noite. Prestou concurso público e ingressou na Secretaria da Fazenda, como Fiscal de Rendas, onde atingiu o posto mais elevado, o de Delegado Tributário para a Grande São Paulo.

Em 1986 ingressou na política como deputado estadual pelo PMDB. Reeleito para sucessivos mandatos, é considerado até hoje um dos mais atuantes e participativos parlamentares paulistas. Foi presidente da Assembleia Legislativa de 1993 a 1995.

Autor de leis que reduziram e isentaram de impostos alimentos que compõem a cesta básica, entre as suas iniciativas destaca-se também a lei que destina recursos financeiros a todas as Santas Casas de Misericórdia do estado, o que corresponde a aproximadamente R$10 milhões por ano. Antes, esses recursos eram destinados a uma associação de juízes.

Mantém intenso trabalho destinado a propiciar lazer a idosos. Essa atuação envolve grupos de Terceira Idade de todas as regiões. Promove ações sociais que beneficiam dezenas de entidades filantrópicas, tais como asilos, creches e orfanatos.

Grande incentivador do esporte amador, organiza anualmente a Copa Vitor Sapienza de veteranos, que é tida como o mais importante torneio de futebol varzeano paulista. Colabora no aprimoramento profissional de jovens e adultos, atividade que já ajudou milhares de pessoas.

Assim como em 2014, nas eleições de 2010 foi também o primeiro suplente do partido. Com a posse do deputado estadual Davi Zaia como Secretário Estadual de Gestão Pública, Vitor Sapienza assumiu seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa.

Ao término da legislatura 2011/2014 é membro efetivo das Comissões de Finanças, Orçamento e Planejamento; da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação; da CPI do ensino superior privado no estado de São Paulo; apoiador e membro efetivo de várias frentes parlamentares.

Leia também:


Um primeiro balanço do PPS no 1º turno das eleições

O PPS apoiou Marina no 1º turno e segue no 2º com Aécio
Segue um primeiro balanço da atuação partidária e do resultado eleitoral do PPS neste 1º turno das eleições de 2014, lembrando que a nossa principal estratégia sempre foi ajudar a garantir um 2º turno (que só foi possível graças ao resultado de Marina Silva) e buscar a união das oposições ao PT num 2º turno (agora com Aécio Neves).

1) Em primeiro lugar, devemos parabenizar os 10 deputados federais eleitos para esta heroica bancada federal: Hissa Abrahão (AM), Moses Rodrigues (CE), Marcos Abrão (GO), Eliziane Gama (MA), Arnaldo Jordy (PA), Sandro Alex (PR), Rubens Bueno (PR), Carmen Zanotto (SC), Alex Manente (SP) e Arnaldo Jardim (SP).

2) Em segundo lugar, parabenizar os diretórios estaduais que cumpriram a meta estabelecida no Planejamento Estratégico de eleger estes deputados, fazendo menção especial para a eleição de Eliziane Gama, a deputada mais votada do Maranhão, resultando também no segundo melhor desempenho proporcional de votos do PPS no país (5,62% do total estadual), e Hissa Abrahão, no Amazonas, o 5º deputado mais votado do Estado no melhor desempenho nacional do PPS (6,96% dos votos). Em terceiro ficou o Paraná (4,64% dos votos) e em quarto o Distrito Federal (4,21%, graças exclusivamente ao desempenho da candidata Eliana Pedrosa, mas que acabou não elegendo ninguém). Na sequência, aparecem Ceará (3,64%), Goiás (3,13%), Santa Catarina (2,46%), São Paulo (2,45%) e Pará (2,35%). O desempenho dos demais estados foi abaixo da crítica.

PPS defende uma frente de oposição ao PT neste 2º turno
3) Lamentar profundamente a não-eleição de lideranças do porte de Roberto Freire (SP), Soninha Francine (SP), Raul Jungmann (PE), Stepan Nercessian (RJ), Régis Cavalcante (AL), Humberto Souto (MG) e Luzia Ferreira (MG), entre outros candidatos que seriam essenciais para compor a nossa bancada (mas estaremos todos juntos nesse 2º turno).

4) Fazer um registro (e aqui há uma opinião pessoal, mas embasada nos números) ao equívoco que foi o partido estar dividido na disputa nacional, mais uma vez sob o argumento de privilegiar os interesses regionais. Veja que os dois estados que lideraram no Congresso do PPS e na Convenção a proposta de apoiar Aécio Neves (Minas Gerais e Rio de Janeiro, que mantiveram o apoio explícito ao tucano em toda a eleição), curiosamente foram dois que não elegeram NENHUM DEPUTADO e perderam 3 cadeiras do PPS na Câmara. O Distrito Federal, outro que seguiu com Aécio, idem.

5) A maior surpresa negativa talvez tenha sido Minas Gerais. O PPS teve apenas 1,59% dos votos no Estado, numa coligação proporcional com o PV e o PDT, que elegeu 3 deputados, sendo que o PPS conquistou apenas a 1ª e 2ª suplência, com Humberto Souto e Luzia Ferreira. Para deputado estadual, coligado ao PSDB, o PPS/MG fez 3 estaduais. Aliás, Minas é um caso à parte: Aécio perdeu em sua terra para Dilma e perdeu o Governo do Estado para o PT no 1º turno. Aécio está no 2º turno, veja só, graças aos votos de São Paulo.

Comte Bittencourt, reeleito estadual
6) No Rio de Janeiro, outra decepção. O partido fez apenas 0,52% dos votos, e viu Stepan perder a sua cadeira. Ficou como 2º suplente numa coligação com o PSDB que elegeu somente 2 deputados. O Rio fez 2 estaduais, reelegendo Comte Bittencourt, o presidente estadual do partido.

7) A seguir, segue um balanço geral dos 26 estados e do Distrito Federal:

Acre (0,93% dos votos) - Governador eleito do PT - O PPS não elegeu ninguém, numa coligação com o PSDB (aliás, nem eles).

Alagoas (1,89%) - Governador do PMDB - Não elegemos nenhum federal (Régis é o 3º suplente) e 2 estaduais.

Amapá (1,07%) - Governador do PDT - Não elegemos nada.

Hissa Abrahão, eleito no Amazonas
Amazonas (6,96%) - Governo do PMDB (com apoio do PPS e PT) - Elegemos Hissa Abrahão federal e reelegemos o deputado estadual Luiz Castro (que fez campanha com Marina, independente do PPS local).

Bahia (0,71%) - Governador do PT - O PPS tem Joceval como 1º suplente de um único deputado eleito pela coligação.

Ceará (3,64%) - 2º turno PT x PMDB - O PPS elegeu Moses Rodrigues (o 7º mais votado do estado) e 1 estadual.

Distrito Federal (4,21%) - 2º turno PSB x PR - Não elegemos ninguém. O candidato ao Governo do PSDB (com Adão, do PPS, vice) foi inexpressivo. A única vitória foi derrotar o PT. Eliana Pedrosa é a 1ª suplente do eleito pelo PSDB. Nenhum distrital.

Espírito Santo (1,62%) - Governador eleito do PMDB, derrotou Casagrande do PSB - Nenhum federal. Fizemos 2 estaduais, incluindo o mais votado.

Goiás (3,13%) - 2º turno PSDB x PMDB - O PPS elegeu Marcos Abrão federal e nenhum estadual.

Eliziane, mais votada no Maranhão
Maranhão (5,62%) - Governador do PCdoB, com apoio do PPS - Eliziane Gama mais votada federal e 1 estadual.

Mato Grosso - (0,07%) - Governador do PDT.

Mato Grosso do Sul (0,57%) - 2º turno PT x PSDB.

Minas Gerais (1,59%) - Governador do PT, desbancando 12 anos de PSDB. O PPS fez 3 estaduais.

Pará (2,35%) - 2º turno PMDB x PSDB - O PPS reelegeu federal Arnaldo Jordy e fez 1 estadual.

Paraíba (0,25%) - 2º turno PSDB x PSB.

Sandro Alex e Rubens Bueno reeleitos
Paraná (4,64%) - Governador reeleito do PSDB. O PPS reelegeu federais Sandro Alex e Rubens Bueno. Fez 2 estaduais.

Pernambuco (0,90%) - Governador eleito do PSB, herdeiro político de Eduardo Campos. Raul Jungmann é o 4º suplente numa coligação que elegeu 18 deputados federais.

Piauí (0,25%) - Governador do PT.

Rio de Janeiro (0,52%) - 2º turno PMDB x PRB. Stepan é o 2º suplente numa coligação com 2 eleitos. PPS fez 2 estaduais.

Rio Grande do Norte (0,23%) - 2º turno PMDB x PSD.

Rio Grande do Sul (0,36%) - 2º turno PMDB x PT. O PPS fez 1 estadual.

Rondônia (0,06%) - 2º turno PMDB x PSDB.

Roraima (0,25%) - Governador do PSB. Apesar do baixíssimo desempenho nacional, fez 2 estaduais.

Santa Catarina (2,46%) - Governador do PSD. Carmen Zanotto eleita com mérito e 1 estadual.

Federais Alex Manente e Arnaldo Jardim, estadual Davi Zaia
São Paulo (2,45%) - Governador reeleito do PSDB - O PPS fez dois, Alex Manente e Arnaldo Jardim, e tem o 4º suplente (Freire), a 5ª (Pollyana) e a 7ª suplente (Soninha) em uma coligação que elegeu 20 deputados. Fez 3 estaduais, incluindo o secretário-geral nacional e presidente estadual do PPS, Davi Zaia.

Sergipe (0,72%) - Governador do PMDB.

Tocantins (0,21%) - Governador do PMDB. O PPS fez 1 estadual. 


Enfim, são estes os números e registros iniciais, sujeitos a uma análise política bem mais aprofundada.

PPS, o Partido da Pauta da Sustentabilidade?

Passado o 2º turno, teremos de nos voltar aos problemas de organização, restruturação e reinserção do PPS na sociedade, visto que nossos resultados eleitorais e a nossa identidade política vem se tornando, ano a ano, cada vez menos expressivos.

Há três anos, em 2011, sugerimos o conceito da #Rede23, que até foi aprovado no papel, inserido nos estatutos e aplicado pontualmente em São Paulo e em outras localidades, mas que acabou sendo melhor aproveitado pela Rede Sustentabilidade de Marina Silva.

No atual contexto, em que esse posicionamento de Marina no 2º turno levou a um racha na Rede (provocado sobretudo pela ala que mantém o seu DNA petista) e nos afastam ainda mais desses "sonháticos" (num emaranhado controlado por lunáticos e oportunistas), creio que vivemos outro momento de crise (e oportunidade), que por isso mesmo possibilita a transformação para a superação: o PPS pode ser, de fato, o Partido da Pauta da Sustentabilidade.


A Rede de Marina divulga aos quatro cantos que elegeu seis representantes em 2014. Lista, entre estes, três nomes do PPS (a deputada federal maranhense Eliziane Gama e os estaduais Luiz Castro, do Amazonas, e Carlos Bezerra, também do Maranhão). Sabemos que Marina sairá logo do PSB e seus seguidores pretendem retomar a regularização do seu até então não-partido.

Além destes recém-eleitos, temos mais gente ligada à pauta da Sustentabilidade (em SP, com Ricardo Young, talvez o exemplo mais emblemático; mas há inúmeros outros companheiros em SP, SC, CE, MT, BA, MG, PA, AL, PE etc.), e que não estaria disposta a sair do PPS para se submeter a essas idiossincrasias da Rede.

Entendemos que a Sustentabilidade é uma pauta ampla e complexa, que não pode, não deve e não precisa ser debatida e praticada apenas sob o mesmo teto partidário de Marina. Ao contrário, deve ser o mais transversal e permeável possível entre os partidos e entre outras lideranças políticas e sociais.


Por todos esses fatos - mais o resultado eleitoral do PV, que sai desta eleição ainda menor que o PPS e pode nos levar à reedição de um bloco parlamentar no Congresso - é que devemos refletir sobre o assunto e sair na frente neste tema, com ações e estratégias que tornem o PPS uma verdadeira referência na pauta da Sustentabilidade.

Pelo que conversamos e agimos a partir de SP, com Carlos Fernandes, Davi Zaia, Arnaldo Jardim, Alex Manente, Ricardo Young, Soninha Francine, Claudio Fonseca, entre outros, bem como sabemos de iniciativas em outros estados, podemos avançar nesta empreitada. Temos acúmulo e potencial para tanto. Resta saber se existe vontade política de toda a Direção Nacional.


Fica lançada a proposta ao coletivo partidário, em prol de um futuro mais promissor para o PPS e para o Brasil. Leia também: Sim à fusão PPS+PSB por uma Esquerda Democrática.

Quem votou Marina deve seguir com Aécio no 2º turno

Quem chegou até aqui com Marina Silva, segue na oposição a Dilma Rousseff e ao PT agora com Aécio Neves neste 2º turno!‪

‪#‎ForaDilma‬ ‪#‎ForaPT‬

A prioridade continua sendo garantir mais justiça social, estabilidade econômica e um país sustentável com a preservação das instituições democráticas e dos princípios republicanos.

Leia também:

Nota oficial do PPS de apoio ao Aécio no 2º turno

Um primeiro balanço do PPS no 1º turno das eleições



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Há que endurecer, mas sem perder a ternura"

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Se a frase emblemática de Che Guevara for útil ainda nos dias de hoje, em que tentamos resgatar os velhos sonhos de uma época mais romântica e idealista para a nova política que desejamos instituir, talvez seja exatamente para dar os parâmetros da postura que Marina Silva deve adotar nessa reta final de campanha.

Aliás, com a mesma coragem e altivez desde o início, em que era a vice de Eduardo Campos, e depois que assumiu o seu legado. Marina é a mesma mulher de fibra, não muda diante dos interesses do momento.

Pois então não venham cobrar que ela se nivele às baixarias dos adversários ou que responda às mentiras e agressões covardes e levianas na base do "olho por olho, dente por dente".

O papel a ser desempenhado por Marina é outro: na iminência de chegar ao 2º turno como a alternativa mais viável e consistente para derrotar Dilma e o PT, cabe à presidenciável dar ao eleitorado a segurança de um futuro governo de união do país, democrático, ético, plural, republicano.

A candidata Marina é a antítese desse (des)governo petista. Corre no leito histórico que já coube a Tancredo Neves, na redemocradização dos anos 80, e a Itamar Franco, na estabilização do país após o impeachment de Fernando Collor.

É esse o espírito do futuro governo de Marina. A união em torno de propostas e ações que recuperem a esperança do povo brasileiro em dias melhores, com crescimento econômico, justiça social e a busca incessante da igualdade no respeito à diversidade.

Ataques sórdidos e vale tudo eleitoral são as armas do PT. Responder com firmeza e indignação, sim, Marina faz e fará. Mas se pautar pelas ordens e truques dos marqueteiros para tentar enganar o eleitor, jamais!

Se estamos lutando justamente para derrotar quem usa esses métodos deploráveis, não esperem de Marina que ande de braços dados a um João Santana qualquer para lhe mostrar os atalhos fáceis do poder.

Seguiremos pelo caminho mais árduo, mais longo e com o maior número de obstáculos, mas não desviaremos um só milímetro do destino que nos propusemos a chegar, com passos firmes, mãos limpas, cabeça erguida e consciência tranquila.

Sabemos que Marina é a melhor candidata e a opção mais sensata para o Brasil. Confiamos na inteligência, na sensibilidade e na maturidade do povo brasileiro para votar neste domingo e demonstrar a sua força e a sua vontade. 

Carlos Fernandes, ex-subprefeito da Lapa (2010/2011), é presidente municipal do PPS/SP e representante do partido na coligação de Marina e Beto.


Procuram-se bon$ argumento$ para elogiar Haddad

Nos últimos dias - veja só que coincidência, justamente nesta reta final da campanha eleitoral - há um esforço concentrado na mídia para transformar o estorvo Fernando Haddad num gestor moderno e competente.

E não poupam argumento$...

A Prefeitura de São Paulo partiu para um marketing agressivo com as chamadas "intervenções urbanas", além das indefectíveis faixas de ônibus e ciclovias que proliferam sem critério nem planejamento, para alegria dos fabricantes de tintas.

Quem não foi cooPTado enxerga que não passam de ações cosméticas, com forte apelo visual. Mas o próprio prefeito tem se empenhado em levantar essa cortina de fumaça, convocando para conversas o maior número de "formadores de opinião": jornalistas, vereadores (inclusive da oposição), urbanistas, cicloativistas e representantes de entidades, movimentos e organizações paulistanas.

A cidade de Haddad está ficando muito parecida com o Brasil de Dilma. Quer dizer, aquele fictício da propaganda milionária e com recursos hollywoodianos - se bem que direção e elenco estão mais para as velhas produções da "boca do lixo".

Os métodos do PT são conhecidos, e Haddad reproduz fielmente: loteamento da máquina pública, distribuição generosa de recursos orçamentários (publicidade, patrocínio) à mídia "amiga" e aos PTbulls amestrados, aparelhamento dos movimentos sociais.

Mas os domínios de Haddad estão se ampliando. Semana retrasada ganhou a principal manchete da Folha de S. Paulo de domingo: Paulistano aprova ciclovia, e imagem de Haddad melhora. (Uau!)

Depois, durante a semana, mais uma enxurrada de matérias positivas em toda a imprensa e outro clichê (o artigo de um "intelectual da USP" na Folha) para reforçar essa espécie de desagravo público: A virada civilizatória de Haddad.

Caraca, hein!? Um estadista revolucionário! Um verdadeiro gênio incompreendido! (Ah, vá!)

Dentre tantas bobagens desse panfleto eleitoral e partidário, pinçamos só um dos absurdos: "Visto com má vontade pela mídia, dispondo de baixo Orçamento, engessado pela progressiva judicialização da política e menos comprometido com a ´realpolitik´ do seu partido, o prefeito não viu outro caminho que não o de seguir a sua própria agenda."

Visto com má vontade? Não, ele é ruim mesmo!!!

Baixo Orçamento? (Oi???) São R$ 51 bilhões!!! Só para traçar um paralelo e colocar as coisas no devido lugar: o Orçamento paulistano é maior que o de todo o Paraná, por exemplo, ou de mais de 20 outros estados!!!

Engessado pela judicialização? O que??? Não, meu caro! Se não fosse a Justiça, como último recurso democrático e republicano, esse prefeito aparvoado teria cometido inúmeras outras sandices e ilegalidades!

Menos comprometido com a "realpolitik" do PT? Não, não, ele até foi temporariamente deixado de lado para não atrapalhar nas campanhas de Dilma e Padilha, mas o modus operandi petista aparece no dia-a-dia da administração, em cada subprefeitura, em cada secretaria, na relação com a Câmara. A família Tatto que o diga...

Para marcar uma posição contrária, reação difícil nessa pequena trincheira democrática diante do exército mercenário que se reuniu para guerrear pelo prefeito, foi encaminhado um artigo à mesma Folha de S. Paulo, obviamente negado "diante da disponibilidade limitada de espaço" (sic).

Pois, então.

Está cada vez mais limitado o espaço para o salutar hábito do contraditório ao pensamento único. Para exercer o "outro lado", que sempre foi princípio básico do bom jornalismo. Lamentável.

Em todo caso, segue para conhecimento e registro o artigo "sem espaço" na Folha:

Primeiro como tragédia, depois como farsa


Uma lata de tinta na mão e nenhuma ideia na cabeça. Parece incrível que o “homem novo que São Paulo precisa”, mantra incutido na mente do paulistano pelo marketing petista com a superprodução da propaganda eleitoral de 2012 (por si só a antítese da máxima glauberiana para o Cinema Novo), recupere sua popularidade justamente agora com essa farsa burlesca que promove na Prefeitura.

Que quatro em cada cinco paulistanos aprovem, em tese, a proliferação marqueteira de ciclovias pelo prefeito Fernando Haddad é até compreensível. Quem, afinal, seria contra o “politicamente correto” de uma ação sustentável em prol da mobilidade urbana neste caos metropolitano?

Mas que a simples combinação das tintas branca e vermelha, primeiro nas faixas de ônibus e agora nas ciclovias, seja suficiente para uma demão corretiva nessa gambiarra administrativa, fazendo despencar de 47% para 28% a taxa de reprovação de Haddad, e inflando seus admiradores declarados de 15% para 22%, é de fato surpreendente.

Será que a tinta pulverizada pelo prefeito nas ruas remenda todos os outros defeitos do PT? O que dizer da ação que resultou no assassinato de um vendedor ambulante? Foi só “um fato isolado”, como se apressou em justificar Haddad?

Vá perguntar ao padre Júlio Lancellotti, velho parceiro petista, se é “fato isolado” ou ordem do prefeito para a PM e a GCM fazerem contra camelôs e moradores de rua o que antes o PT rotulava como “política higienista”, “de direita”, “elitista”, “racista”, “coxinha” etc.

Onde estão os PTbulls raivosos das redes sociais? Dessa vez não atacam a PM porque na operação delegada o “chefe” é o prefeito Haddad? Imagine se essa frase infeliz sobre a morte de um inocente (“foi um fato isolado”) saísse da boca de alguém do PPS ou do PSDB... Seria massacrado! Mas petista pode.

Petista pode se associar a Maluf e ao PCC, lotear as subprefeituras, aprovar obra irregular e até participar da inauguração se for igreja de bispo aliado, cancelar a inspeção veicular, patrocinar ocupações irregulares, prorrogar indefinidamente contrato bilionário de transporte que só beneficia o mesmo cartel de empresas. PT Pode Tudo.

Quem ousaria criticar as ciclovias e discordar de 80% da população? O transporte alternativo é uma reivindicação histórica do PPS e das campanhas de Soninha Francine e Ricardo Young, para ficar apenas nos dois exemplos mais recentes e emblemáticos.

Mas qual o sentido de substituir as raríssimas motofaixas existentes em São Paulo por ciclovias? Quantos paulistanos usam a bicicleta como meio de transporte? Em comparação, quantos são os motoqueiros e motociclistas nas ruas, 24h por dia? E a quantidade trágica, muitas vezes fatal, de acidentes com motos?

Haddad despe um santo para vestir outro. Ditos populares vem a calhar. Veja o ensinamento de Dilma, para quem “vale fazer o diabo” numa eleição, repercutido na mente vazia de Haddad: eis a oficina petista de fabricação do voto.

Por tudo isso, fazemos oposição. Nem que sejamos só 0,00000023% no Datafolha entre 8.782.406 eleitores paulistanos. Que restem só os dois autores deste artigo, seguiremos firmes.

A sorte de Haddad é que o MTST não percebeu ainda que o espaço mais ocioso da cidade, sujeito à ocupação, é a própria cadeira do prefeito.

MAURÍCIO HUERTAS, jornalista, secretário de Comunicação do PPS, foi eleitor do PT entre 1988 e 2002. CARLOS FERNANDES, ex-subprefeito da Lapa (2010/2011), é presidente do PPS paulistano.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Folha repete "ilusão de ótica" pró-polarização entre petistas e tucanos... Que vergonha alheia, hein?

Uma vez até passa como "descuido". Mas a prática recorrente - ou seria um modus operandi - indica que é pura sacanagem, mesmo!

A torcida pela manutenção da polarização simbiótica PT x PSDB supera os limites da inteligência humana.

Veja a arte ao lado: compare a distância que separa Dilma de Marina no primeiro quadro, com a proximidade de Aécio para Dilma no segundo quadro.

Agora repare nos números: No primeiro levantamento, Dilma tem 49 pontos, contra 41 de Marina.

No seguinte, Dilma tem 50, um a mais, contra idênticos 41 de Aécio.

Ou seja, os oito pontos que, em tese, separam Marina de Dilma significam duas vezes mais, visualmente, que os 9 que separam Aécio de Dilma.

Imagem é tudo, né? Ética, honestidade e transparência também deveriam ser.

À primeira vista (e, na pressa do dia a dia, vale a primeira impressão), o leitor da Folha entende que Marina despencou, ficando sem chances de enfrentar a petista, enquanto o tucano está lá na cola dela...

Mentira!!! Manipulação grosseira!!! Erro crasso!!!

Se não for isso tudo, o que já causaria a chamada "vergonha alheia", pela prática recorrente é crime eleitoral. E aí? Alguém se explica? Ou vamos ficar nesse vale-tudo?

Veja o que já postamos aqui no dia 22/9 sobre esses "deslizes" da Folha:

Shownarlismo político: quem perde a eleição é o leitor

Dilmacunaíma no país das mentiras e dos corruPTos

Quer dizer então que Dilma Rousseff coloca em dúvida o CARÁTER de Marina Silva, enquanto o presidente do PT, deputado Rui Falcão, se diz indignado com a campanha de Marina (e não de Dilma), que "partiu para a baixaria"?

Eita! Esse pessoal não tem vergonha na cara, mesmo, né? Surreal!

Macunaíma é o herói sem nenhum caráter. Dilmacunaíma, a candidata, idem. Um é fruto da obra de ficção do escritor Mário de Andrade. Outra, do publicitário João Santana. Os dois representam o povo brasileiro, cada um à sua maneira, cada qual à sua época.

O trágico é que, como filhos do Macunaíma da literatura, são os eleitores - fazendo jus a essa brasilidade - que parecem ter preguiça cada vez maior de votar na nossa anti-Dilmacunaíma.

A mulher que verdadeiramente é a cara do Brasil, que nasceu "no fundo do mato-virgem", lá na Amazônia, e é "preta retinta e filha do medo da noite": Marina Silva, sobrevivente do Seringal Bagaço, alfabetizada aos 16 anos, que escapou da morte e da miséria para virar referência mundial da nova (e boa) política.

Triste realidade. A mentira vai vencer a verdade? O medo vai se sobrepor à esperança? As vozes das ruas e das redes vão se calar nas urnas?

Porque até agora seguem prevalecendo os heróis mentirosos, traidores da própria história, que praticam muita safadeza e abusam de um linguajar peculiar, metafórico e postiço.

Fruto de mitos e lendas, Dilmacunaíma também perdeu seu amuleto, sua pedra muiraquitã, como perdemos nossa Petrobras, destruída e dilapidada.

Mas, no fim, resta ainda uma constelação - símbolo emblemático também da nossa política e daquele partido da estrela no governo, cheio de figuras de maior ou menor brilho, mas que não significa nada que sirva minimamente aos brasileiros. Perdeu-se num buraco negro. Virou lenda.

PT, quem te viu, quem te vê...

Desculpa, mas diante de tanta dissimulação e safadeza, quando é questionado o caráter da candidata Marina Silva pela outra candidata-presidenta numa campanha sem caráter, não resta outra coisa a fazer a não ser enfrentar esse governo Piaimã, comedor de gente e destruidor de sonhos.

Parafraseando o aviso típico das novelas, dessa vez "qualquer semelhança com a coincidência é mera realidade".

Quer logo três exemplos dessas anedotas, safadezas e crendices? Leia: