segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O que não ficou claro sobre o racionamento de água? A Folha deu meia notícia. Então vamos completar...

A Folha de S. Paulo informa que mais de 2 milhões de paulistas e pelo menos 18 municípios que não são atendidos pela Sabesp já sofrem com o rodízio de água devido à estiagem. Entre eles a cidade de Guarulhos, a segunda mais populosa do Estado (só perde em habitantes para a Capital), que tem abastecimento em dias intercalados.

Muito interessante a matéria de capa da Folha desta segunda-feira, mas faltou a conclusão da notícia. Num momento em que a falta d´água e a ameaça do rodízio são usadas como armas eleitorais e munição caça-votos, principalmente pelos candidatos Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), é necessário contextualizar politicamente a informação.

Como os candidatos de oposição gostam de atribuir a possibilidade de rodízio à suposta má gestão da Sabesp e responsabilizar o Governo do Estado pela escassez de água, daí tanta insistência em abrir uma CPI, o essencial da notícia é mostrar que os municípios que já sofrem com o problema de abastecimento não são atendidos pela empresa estatal e, mais grave, são administrados pelos próprios partidos de Skaf, Padilha e aliados.

É o caso de Guarulhos, que tem o PT à frente da Prefeitura há 14 anos, por quatro eleições sucessivas, desde 2000. Se não bastasse o problema de abastecimento de água para mais de 1 milhão de habitantes, o esgoto de Guarulhos é despejado 100% sem tratamento no Rio Tietê, prejudicando a totalidade da população paulista. 

Alguém conhece alguma obra da Prefeitura de Guarulhos em conjunto com a Presidência da República, nesses PACs da vida, para garantir o abastecimento ou o saneamento básico à população guarulhense? Ou os petistas só lembram do problema às vésperas da eleição para cutucar o governo tucano?

A segunda cidade mais populosa, onde a falta d´água já é gravíssima, com 120 mil dos 160 mil habitantes enfrentando rigoroso racionamento, é Itu. Quem administra a cidade? O PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, candidato ao Senado na chapa de Paulo Skaf (PMDB) e apoiador da presidente Dilma Roussef (PT).

Dos outros 16 municípios listados pela Folha entre aqueles que sofrem com o rodízio e não são atendidos pela Sabesp, ou seja, que não podem responsabilizar o Governo do Estado pelas torneiras secas, temos dois do PMDB de Paulo Skaf e do vice-presidente Michel Temer, mais outro do PSD de Gilberto Kassab e dois do PV do candidato Gilberto Natalini.

Veja abaixo a lista completa:

1) Guarulhos - Sebastião Almeida (PT)


2) Aguaí - Sebastião Biazzo (PMDB)

3) Casa Branca - Ildebrando Zoldan (PSDB)

4) Cordeirópolis - Amarildo Zorzo (PV)

5) Cosmópolis - Antônio Fernandes Neto (PMDB)

6) Nova Odessa - Benjamim Vieira de Souza, Bill (PSDB)

7) Rio das Pedras - Júlio Cesar Barros Ayres (PPS)

8) Saltinho - Claudemir Francisco Torina (PDT)

9) Tambaú - Roni Donizetti Astorfo (PSD)

10) Valinhos - Clayton Machado (PSDB)

11) Vinhedo - Jaime Cruz (PV)

12) Santa Cruz das Palmeiras - Rita de Cassia Teixeira Zanatta (PSDB)

13) Itu - Antonio Luiz Carvalho Gomes, Tuíze (PSD)

14 ) Pereiras - Flávio Paschoal (DEM)

15) Sorocaba - Antonio Carlos Pannunzio (PSDB)

16) Batatais - Eduardo Oliveira (PTB)

17) Santa Rita do Passa Quatro - Leandro Luciano dos Santos (PSDB)

18) Pitangueiras - João Batista de Andrade (PSDB)

Ou seja, tudo isso é para mostrar que a crise da falta de água em São Paulo é causada por uma conjunção de fatores naturais e agravada pela interferência do homem, sem dúvida, mas não é atribuição exclusiva de nenhum governo ou partido. É um problema climático, ambiental, político e administrativo de todos nós, que exige uma solução emergencial e ações planejadas de longo prazo.

Por isso, não venham com blablablá eleitoral, mas com seriedade para tratar de um assunto vital. Ficaremos gratos pela atenção e pelo respeito à nossa inteligência.

sábado, 9 de agosto de 2014

Carlos Fernandes: Haddad com a brocha na mão

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Desorientado pelo índice de aprovação que despenca vertiginosamente e cercado de gente incomPeTente, o prefeito Fernando Haddad está literalmente com a brocha na mão.

Influenciado pela repercussão das faixas exclusivas, ele tenta repetir a prática (que o jornalista da Folha bem definiu como República Suvinil), desta vez trocando a tinta branca para os ônibus pela vermelha para as bicicletas, como se simplesmente pintar o chão significasse uma política revolucionária.

O que a Prefeitura está fazendo no canteiro central da Avenida Sumaré, por exemplo, é puro ilusionismo. Ao anunciar que implantará ali uma das novas ciclovias, no seu plano mirabolante de inaugurar 10 km de vias exclusivas para ciclistas por semana, Haddad faz o marketing dar uma pedalada no bom senso e no planejamento, além de mostrar desconhecimento ou faltar com a verdade.

Basta consultar qualquer guia de lazer da cidade, prefeito: a Ciclovia Sumaré, com 1,4 km de extensão, localizada no canteiro central da avenida homônima, do Parque Antártica à Avenida Henrique Schaumann, foi inaugurado em 1996.

A sua gestão pode até melhorar, limpar, reformar, ampliar, modernizar a ciclovia ali existente, mas não dar uma demão de tinta vermelha e querer enganar a população, convocando a imprensa como se a obra fosse nova ou da sua lavra. Não é. O paulistano sabe disso. Na dúvida, pergunte aos vereadores Marco Aurélio Cunha e Roberto Trípoli, que conhecem bem o assunto e trabalharam pela ciclovia.

Por dois anos à frente da Subprefeitura da Lapa, eu - e antes a subprefeita Soninha Francine - executamos um projeto e buscamos parceria com a iniciativa privada para conciliar os interesses dos moradores da região, frequentadores da ciclovia e pedestres da Sumaré, que eliminaria as calçadas externas do canteiro central e criaria um amplo espaço interno de convivência para o lazer, a caminhada, a prática de esportes e o transporte alternativo, num ambiente acolhedor, seguro e bem iluminado.

Já estaria concluída, para o bem da população local e de cada paulistano preocupado com a racionalidade administrativa, a mobilidade urbana, a sustentabilidade e a qualidade de vida, se a sua administração não tivesse abandonado a iniciativa, preocupada mais com o barulho de ações cosméticas rápidas e midiáticas, em vez de ouvir o usuário daquele espaço público.

Menos tinta e mais democracia, prefeito. É o que todos desejamos. 

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Prefeitura Haddad trabalhando: é o padrão Mr. Magoo

Um personagem de comédia, outro de tragédia diária: escolha o seu!
Até outro dia, só Mr. Magoo para viver em São Paulo e "ver" alguma qualidade na gestão do PT e do prefeito Fernando Haddad.

Agora, piorou: nem Mr. Magoo!

Coitado do cidadão que tenta cruzar uma rua paulistana: se não cair num buraco, vai ser atropelado por um ônibus ou uma bicicleta.

Se for cego, estiver andando na calçada e seguir o piso tátil, então, esse é o destino fatal...

Piso tátil na ciclovia: política de exclusão de cegos?
Com a administração petista desesperada para mostrar alguma ação, servidores da Prefeitura saíram tresloucados, por orientação de Haddad, pintando faixas vermelhas no chão, que são anunciadas como se fossem ciclovias para os cidadãos Mr. Magoo.

Essa pintura nas ruas segue aquele mesmo "padrão PT" de qualidade (só que não), inaugurado com centenas de quilômetros de faixas brancas de ônibus, fingindo ser corredor exclusivo, quando não passa de uma gambiarra.

A verdade é que essa gestão Haddad não tem nenhum critério, bom senso ou responsabilidade.

É puro marketing. E mal-ajambrado!

Um bando de incomPTentes à caça do seu voto!

É muita ruinddad! Piedade, meu Deus!

Vão viver tentando nos iludir até quando?

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver... Tipo o eleitor petista?

Veja outros exemplos:

Ciclovia mal feita tira espaço do pedestre e aumenta risco
Improviso e despreparo: ciclovia interrompida no meio
Faixa estreita: ciclista será espremido por carros e ônibus

Um pincel na mão e nenhuma idéia na cabeça

Hoje a Folha de S. Paulo traz um excelente artigo de autoria do jornalista Alan Gripp, premiado com dois Esso e um Ibero-Americano, entre outros prêmios, que cobriu política também no jornal O Globo e fez reportagens investigativas que resultaram em denúncias contra políticos e instituições fluminenses e brasileiras.

Aqui em São Paulo, contra Haddad, nem precisa investigar. É só abrir os olhos.

Vale a reprodução e a leitura:

Alan Gripp

República Suvinil

O paulistano que esteve fora da cidade nas últimas semanas provavelmente se surpreendeu com os grandes corredores vermelhos nas ruas, especialmente no centro, pintados de uma tacada só.

Com a popularidade "padrão Pitta" e a missão de alavancar um candidato esquálido a governador, o prefeito Fernando Haddad (PT) acelerou a implantação de ciclovias na tentativa de imprimir uma marca num mandato até aqui apagado.

A iniciativa lembra a criação frenética das faixas de ônibus, em 2013, quando o petista precisava reagir aos protestos de rua, que clamavam por mobilidade urbana. Na campanha, Haddad prometeu 150 km de faixas até o fim do governo; com a faca no pescoço, fez 300 km em seis meses.

O impacto das ciclovias também é significativo: o prefeito anunciou 10 km por semana, 400 km ao todo.

A chiadeira já começou. Moradores e comerciantes de Santa Cecília reclamam por não terem sido avisados com antecedência e pela eliminação de vagas de rua - em toda a cidade, serão 40 mil a menos.

A despeito do atropelo e do queixume habitual, a novidade é bem-vinda. São Paulo precisa retirar carros da rua, e a experiência de grandes cidades nos ensina que, infelizmente, isso só se dá a fórceps.

O problema é que os paulistanos que bradam contra essas medidas também têm razão em seu argumento principal: a cidade não oferece transporte público satisfatório.

No caso de Haddad, a parte que lhe cabe é a construção de 150 km de corredores de ônibus, mais eficientes que as faixas e que os corredores atuais, com pistas segregadas, pontos de ultrapassagem e estações semelhantes a de um metrô convencional.

Encalacrado financeiramente, Haddad ainda não conseguiu nem sequer concluir a licitação. Suas intervenções mais visíveis nessa seara são aquelas à base de tinta. Podem até resultar numa marca, mas são incapazes de promover a transformação que a cidade necessita.


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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Câmara de São Paulo aprova CPI da Sabesp


Com o voto favorável de 30 dos 55 vereadores (9 contrários e 16 ausentes), a Câmara Municipal aprovou nesta quarta-feira, 6 de agosto, uma CPI com o objetivo de investigar os contratos da Sabesp com a Prefeitura e a crise da água em São Paulo.

A presidência da CPI caberá ao vereador proponente, Laércio Benko (PHS), que é candidato ao Governo do Estado de São Paulo, crítico ferrenho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e integrante da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT). Ele é inclusive responsável pela indicação do subprefeito da Lapa.

O vereador Ricardo Young (PPS) votou pela aprovação da CPI, por considerar que o assunto é emergencial, já afeta a rotina dos cidadãos paulistanos e por isso exige uma intervenção imediata da Câmara. Leia aqui e assista o vídeo.

Porém, a preocupação do PPS é com o uso meramente eleitoral da CPI.

O voto de Young foi duramente criticado em plenário pelos vereadores do PSDB Andrea Matarazzo e Floriano Pesaro. Segundo os tucanos, a escassez de água se deve exclusivamente a um problema climático, e a CPI será usada eleitoralmente pelo PT, pelo PMDB e pelo vereador-candidato do PHS. O líder do PPS garantiu que não entrará no "jogo eleitoral".

Com base no histórico das CPIs da Câmara Municipal, o controle da base petista é um fato. Veja o exemplo da CPI dos Transportes, proposta em 2013 pelo líder do PPS, vereador Ricardo Young, e as manobras para torná-la "chapa branca".

Leia outras matérias e opiniões sobre a escassez de água e a CPI da Sabesp: Folha de S. PauloPortal da Câmara, G1Diário de S. Paulo, UOL, Veja, R7, Terra, Último Segundo, Valor, Exame, Diário do Poder, Diário do Comércio, Nossa São Paulo, Brasil Atual, O TempoGGNAAPSPortal Forum.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

(des)Aprendendo a fazer política com Lula e Dilma



A situação é constrangedora até para quem está acostumado. 

Imagine então para quem naturalmente já rejeita a política...

Ninguém aprendeu nada com as manifestações de junho de 2013.

Junte o ensinamento de Dilma ("vale fazer o diabo numa eleição") com o de Lula ("vai a pé, vai de jumento") e... Pronto!

Deve ser resultado dessa lição básica esta cena ridícula: Eduardo Suplicy, que busca o seu quarto mandato consecutivo e 32 anos ininterruptos no Senado, carregando nas costas o neófito candidato do PT ao Governo do Estado de São Paulo.

Na falta de uma melancia para colocar no pescoço...

Mas nem assim, hein?

Vai pra casa, Padilha!

A campanha começou pra valer nesta semana, com a cobertura da Rede Globo, mas surpreendentemente Dilma "esqueceu" o ex-ministro da Saúde ao visitar um posto de saúde em São Paulo.

Nem Dilma quer aparecer do lado de Padilha

Aliás, muito menos de Haddad

Todos evitaram a Capital!

Dilma foi pra Guarulhos, Padilha pra Osasco!

Não passaram nem perto da cidade (des)governada pelo PT, a maior metrópole do país!

Xô, Haddad! Xô, Padilha! É outra invenção de Lula que não vai dar certo!

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Tente entender a estranha lógica petista no governo

O PT passou 12 anos no governo federal prometendo o paraíso para os miseráveis. "País rico é país sem pobreza", anuncia o slogan tatibitate de Lula e Dilma, com ações assistencialistas e populistas que se tornaram praticamente um convite: "Vem pra classe média você também". Irrecusável.

A maior referência dessa ascensão social - assim como do progresso do país - sempre foi a indústria automobilística. Não foram poucos os incentivos (fiscais, econômicos, sociológicos, publicitários) para cada brasileiro ter o seu carro próprio, comprado em prestações a perder de vista.

Mais que um meio de transporte individual, o automóvel particular na Era Lula se consolidou como o maior símbolo do novo status dessa classe média emergente. Chega de pobreza! Se a minha família estiver inscrita no Bolsa-Família, no Minha Casa Minha Vida e no ProUni teremos praticamente um passaporte sem escala para o fictício Jardim do Éden...

Embora na realidade a grande massa permaneça sobrevivendo miseravelmente no Jardim Ângela, no Parque Santo Antonio, no Capão Redondo ou na Cidade Tiradentes, com índices de criminalidade estratosféricos, mas com um carrinho na porta da casa reformada, uma gambiarra de TV a cabo para assistir a tela plana e uma linha branca comprada no crediário (fogão, geladeira e microondas tinindo de novos!).

Além de insensata e irresponsável, essa lógica de "progresso" e consumismo, medida primordialmente pela alta na produção e na venda de automóveis, é quebrada pelos próprios petistas.

Enquanto Dilma e Lula se esforçam para apresentar na TV um país das maravilhas que o brasileiro comum não consegue enxergar, outras figuras como Fernando Haddad e Marilena Chauí põem tudo a perder.

Andam na contramão o prefeito da maior capital brasileira, que elege o automóvel particular como maior vilão e inimigo da sua gestão, repetindo feito um papagaio a cantilena fácil da sustentabilidade, mas sem compreender a sua real complexidade, assim como o maior ícone petista da intelectualidade quando vem a público declarar que "odeia a classe média", justamente esses ungidos e mantenedores do lulismo.

Ora, ora... Dá pra entender essa esquizofrenia petista?

Símbolo de status: até Lula tirou onda de Camaro amarelo
Se o automóvel particular é termômetro do progresso do país e do sucesso do PT no governo, acaba sendo também o mais claro indício da sua derrocada quando os números da indústria começam a refletir a recessão e o desemprego insurgente

E agora, de que lado o PT está? Da indústria ou do trabalhador? Do consumo ou da sustentabilidade? Do transporte individual ou coletivo?

Não é apenas na economia que o PT vive essa dualidade incongruente. É principalmente na política.

O partido que nos anos 80 e 90 se formou na oposição aos políticos tradicionais hoje governa de braços dados com Sarney, Collor, Maluf e congêneres.

Sem mencionar que coloca o PCC no chinelo como verdadeiro "partido do crime".

Quem usava a Folha ou a Veja como vitrine para suas virtuosidades - e consequentemente como trampolim eleitoral - hoje rotula esses veículos históricos, aliados convenientes do velho PT na oposição (e no desmascaramento dos antigos adversários, agora aliados), de "imprensa golpista", quando o golpismo indisfarçável é deste novo PT pragmático, da mídia cooPTada e dos "blogueiros amigos".

Quem nomeou Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal enaltecendo, além de ser o primeiro negro (o que era positivo para o marketing petista), o seu preparo, conhecimento, discernimento e independência, hoje o persegue justamente por essas qualidades.

Quais são os inimigos públicos do PT hoje em dia? A imprensa, o Ministério Público, a Justiça, os partidos de oposição, a esquerda mais tradicional... E, em linhas gerais, qualquer instituição democrática com princípios republicanos que possa representar o mínimo obstáculo para a permanência desta corja empoderada.

A possibilidade da mudança está em nossas mãos, ao toque de um dedo na urna eletrônica. Vamos fazer a nossa parte? #MudarFazBem

Leia mais:

Começou a campanha... É melhor Dramin ou Engov?


Dilma e Lula: o "Casal 13" é a cara da derrota


S.O.S Haddad é para não afundar junto todo o PT


Sem-teto, sem-lei, sem-noção, sem-vergonha...


Quem apostar na reeleição de Dilma vai perder!

Os sinais da incomPTência da gestão Haddad

Apesar dos esforços petistas, por ordem de Lula, para tentar minimizar os efeitos da péssima gestão do prefeito Fernando Haddad, devastadores sobretudo em pleno período eleitoral, ficam cada vez mais evidentes os sinais da incompetência da sua administração.

Exemplos destes sinais não faltam:


Essa foto foi tirada nesta terça-feira, 5 de agosto: mostra a placa de uma suposta obra da Prefeitura no Hospital Municipal Ignácio Proença de Gouveia, na Mooca. É pura propaganda enganosa da gestão Haddad.

Se não bastasse a predominância do vermelho petista, que poderia ser mera coincidência, estampa um slogan eleitoreiro: "Viver a cidade que a gente ama. Fazer a São Paulo que a gente quer".

Mas o mais grave é a data anunciada da obra, em letras miúdas.

Início: 13/11/2013. Prazo de Execução: 90 dias.

Ou seja, o suposto trabalho da Prefeitura deveria ter sido concluído em fevereiro deste ano. Estamos em agosto. Dos 90 dias previstos, passaram-se mais 180. Três meses se tornaram nove - e uma gestão incompetente vira uma gestação eleitoreira (ou seria uma indigestão?).

Pois, se a obra foi de fato executada, o anúncio que permanece ali é mentiroso. Se não foi, pior ainda. Pura enganação para divulgar ações fictícias da administração petista enquanto dribla as restrições da legislação.

Quer mais sinais de incompetência?


Aqui estão logo dois, na mesma foto. No primeiro exemplo, herança da Copa que permanece nas ruas, a placa de trânsito "padrão Fifa" tem gosto artístico duvidoso e efeito prático nulo: indica o aeroporto de Congonhas em dois idiomas.

Mas, vem cá, é sério que precisava de uma placa bilíngue para estampar o símbolo de um avião e simplesmente repetir duas vezes o termo "Congonhas", como se houvesse diferença em português e inglês para esse nome de origem tupi-guarani?

O segundo sinal são esses relógios espalhados pela cidade, que já mereceram outra crítica no Blog do PPS por fazerem publicidade de álcool e cigarro no mobiliário urbano. Se bem que, droga por droga, simbolizam bem gestão Haddad. Tudo a ver.

Mas o maior absurdo aqui é outro: em plena manhã de inverno no centro de São Paulo, sob os efeitos da inversão térmica, com baixíssima umidade e uma camada cinzenta escandalosa de poluição sobre São Paulo, os relógios dão sinal verde e indicam qualidade do ar "boa", numa escala que vai de "boa" a "péssima", passando ainda por "moderada", "ruim" e "muito ruim".

Então, a qualidade do ar está "boa" para quem, prefeito Haddad? Só se for boa para aumentar a fila dos hospitais, que, aliás, são outro sinal da péssima gestão municipal de São Paulo. Em um ano e meio sob a administração petista, aumentou a espera por consultas médicas na cidade. Leia.

E a irresponsabilidade da zona azul? Diante da queixa da falta de talões do estacionamento rotativo nas ruas da cidade, que teve o preço reajustado de R$ 3 para R$ 5 (o primeiro absurdo), a CET informou que os motoristas infratores ficarão isentos de pagar a multa se estacionarem sem o bilhete (o segundo e derradeiro contra-senso). Leia.

Sinais, sinais... Literalmente, outro sinal da incompetência de Haddad são os semáforos pifados, ora apagados, ora acesos ao mesmo tempo no verde e no vermelho. Ideal para quem não sabe para onde vai, como é a administração sem rumo deste prefeito. Leia: O zigue-zague do cambaleante Haddad na Prefeitura.

É uma sucessão de incongruências no dia-a-dia desta gestão: a cumplicidade criminosa com o MTST, as ilegalidades contestadas pelo Tribunal de Contas, as trapalhadas com a Câmara Municipal...

Há vários outros problemas, levantados por moradores diariamente e expostos como reclamações nas redes sociais:

Leia mais:

Férias do prefeito Haddad, Prefeitura acéfala... 

Procura-se o prefeito de SP: Onde está Haddad???








terça-feira, 5 de agosto de 2014

Começou a campanha... É melhor Dramin ou Engov?

Produzindo cenas de causar enjôo, começou pra valer a corrida eleitoral de 2014 com o início da cobertura da campanha dos principais candidatos a presidente e governador pela Rede Globo.

Alguns segundinhos de aparição diária no Bom Dia São Paulo, Bom Dia Brasil, SPTV e Jornal Nacional valem ouro.

Além da imagem ridícula e forçada de Dilma Roussef com um bebê no colo, destacou-se pela ausência o ex-ministro Alexandre Padilha quando o tema escolhido para a estréia da campanha, tão esperada por todos, foi justamente a Saúde.

No primeiro dia de cobertura do Jornal Nacional, pareceu bastante emblemática a ausência do candidato do PT ao Governo do Estado na visita a um posto de saúde em São Paulo.

Ponto para o Plano B do PT, o candidato Paulo Skaf (PMDB), bem à frente de Padilha nas pesquisas: enquanto Dilma foi para Guarulhos, o ex-ministro da Saúde esteve sozinho em Osasco. Será um sinal de abandono? Vai pra casa, Padilha!

Vergonha alheia nas redes sociais


Enquanto isso, o PT segue "fazendo o diabo" - como Dilma já ensinou que vale para ganhar uma eleição. É difícil ter algum distanciamento crítico e escolher o pior entre criadores e criaturas: do empenho hercúleo do ex-presidente Lula e dos "blogueiros amigos" para encontrar algo de bom na trágica gestão do prefeito Haddad (que afunda ainda mais as campanhas de Dilma e Padilha em São Paulo) às inúmeras bobagens publicadas pela paródia Dilma Bolada, patrocinada por uma bolada pela campanha de Dilma Roussef.

A última foi mandar a Polícia Federal atrás do delegado Romeu Tuma Júnior, talvez para intimidar o autor de um livro que denuncia irregularidades e supostos crimes do PT, isso depois de ter forçado o Santander a demitir a analista que criticou a política econômica do governo.  

O fato é que o PT nas ruas e nas redes segue causando vergonha alheia: a mais recente invenção foi outra paródia ridícula, dessa vez de uma música do grupo Molejo, com uma arte toda moderninha e colorida do nome de Dilma que acaba remetendo involuntariamente ao ex-presidente Collor.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Compare:


Leia também:



Em ritmo de campanha, Câmara volta ao trabalho nesta terça e pode ter renovação de até um terço

Com um terço de vereadores candidatos a outros cargos eletivos em 2014, a Câmara Municipal de São Paulo retorna para a sua primeira sessão pós-recesso de julho nesta terça-feira, 5 de agosto.

Vamos acompanhar o ritmo do trabalho do Legislativo, que costuma ser pautado pelo calendário eleitoral e pelos interesses partidários.

São oito vereadores concorrendo a deputado federal, outros nove a deputado estadual e dois a governador do Estado, estes sem nenhuma chance: Laércio Benko (PHS) e Gilberto Natalini (PV). Os outros podem se eleger e abrir vagas para a posse de até 17 suplentes, ainda na metade do mandato de quatro anos. É muita coisa!

São candidatos a deputado estadual os vereadores Coronel Camilo (PSD), José Police Neto (PSD), Marco Aurélio Cunha (PSD), Marta Costa (PSD), Gilson Barreto (PSDB), Coronel Telhada (PSDB), Marquito (PTB), José Américo (PT) e Roberto Tripoli (PV).

São candidatos a deputado federal os vereadores Paulo Frange (PTB), Conte Lopes (PTB), Eliseu Gabriel (PSB), Floriano Pesaro (PSDB), Goulart (PSD), Netinho de Paula (PCdoB), Ricardo Nunes (PMDB) e Senival Moura (PT).

Com isso, é bom ficar ligado nos suplentes que podem chegar à Câmara e mudar sensivelmente a atual configuração partidária, ainda que sem alterar a maioria folgada pró-governo Haddad

A possível chegada de quase duas dezenas de novatos (na realidade, nem tão novatos assim) inflaciona a demanda junto ao Executivo e pode mudar os rumos para as eleições internas da Mesa Diretora da Câmara, presidida há dois anos pelo petista José Américo (que pelo regimento interno não pode concorrer à reeleição da Mesa mesmo se não se eleger deputado em 2014).

Vamos então checar quem são os vereadores suplentes que podem assumir mandatos na Câmara de São Paulo a partir de janeiro de 2015:

Como PSD e PSDB estavam na mesma coligação em 2012 (junto com o PR e o DEM) e estes partidos tem oito vereadores candidatos em 2014, os eleitos podem abrir vaga para Adolfo Quintas e Aníbal de Freitas, ambos ex-vereadores do PSDB; na sequência, um novato, o empresário João Carlos "Jonas Camisa Nova" (DEM); e outros ex-vereadores: Quito Formiga (PR), Salomão Pereira (PSDB), Rogério Farhat (PR) e Ushitaro Kamia (PSD). No fim da fila, outros dois novatos: o advogado Fabio Riva  (PSDB) e o comerciante José Arivaldo Rodrigues, o "Zé Turin" (PSDB).

Com a possível eleição dos petistas José Américo e Senival Moura, além de Eliseu Gabriel, do PSB, subiriam pela ordem os suplentes Wadih Mutran (PP), veterano malufista que ficou de fora da Câmara pela primeira vez em mais de 30 anos e oito mandatos consecutivos; e os petistas Alessandro Guedes e Francisco Chagas. Na fila de espera seguem o ex-vereador e ex-deputado Ítalo Cardoso (PT), hoje na diretoria da SPTuris, e o ex-vereador Juscelino Gadelha (PSB).

Pelo PMDB, se Ricardo Nunes for eleito deputado, deveria assumir a primeira suplente, a advogada Luiza Nagib Eluf. Porém, como ela migrou agora para outro partido, o PRP, deve ficar com a vaga o próximo suplente da coligação entre PMDB, PSL, PSC e PTC, o pastor e ex-deputado Lelis Trajano (PSL). 

Pela coligação do PTB com o PRB, que tem três vereadores candidatos (além do licenciado Celso Jatene, que ocupa a Secretaria de Esportes de Haddad), assumiriam os suplentes Valdecir Cabrabom (PTB); o ex-deputado Mozart Russomanno (PRB), irmão de Celso Russomanno (foto); o jornalista esportivo Chico Lang (PTB) e a comerciante Marilda Felipe "Coberarte" (PRB).  

Pelo PCdoB, no lugar de Netinho de Paula pode retornar o ex-ministro Orlando Silva, que é também candidato a deputado, ou o ex-deputado e ex-vereador Jamil Murad.

Pelo PV, se Roberto Tripoli - o vereador mais votado em 2012 - for eleito deputado estadual, será efetivado o vereador Abou Anni (que já atua na Câmara no lugar do titular Ricardo Teixeira, nomeado secretário da gestão Haddad). Na sequência aparece o empresário Sidney de Oliveira, dono da Ultrafarma, mas que neste ano já abriu mão de exercer interinamente o mandato para o próximo suplente, Marcos Belizário, dirigente do PV e ex-secretário de Kassab.

Outro que pode retornar em 2015 é Antonio Carlos Rodrigues, do PR. Suplente da senadora Marta Suplicy (PT) desde 2010, e em exercício enquanto ela ocupa um ministério no governo Dilma, o ex-presidente da Câmara por quatro anos consecutivos é vereador licenciado (foi reeleito em 2012 pela coligação que apoiou José Serra para prefeito).

A Câmara Municipal de São Paulo é realmente um mundo à parte. Reveja:






segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PT: um peso e 13 medidas com a bandidagem

Luiz Moura, vereador Senival e Padilha, ex-camarada
Vem cá, quem o PT pensa que vai enganar com essa história de expulsão do deputado supostamente vinculado ao PCC?

Não adianta nada jogar para a plateia e simular um expurgo exemplar enquanto esconde a sujeira debaixo do tapete e ainda deixa o rabicho de fora.

Vamos aos fatos: comenta-se faz tempo sobre a origem do deputado Luiz Moura, seus antecedentes criminais e essa suposta (sim, suposta, afinal a investigação ainda não foi concluída) ligação com o partido do crime (calma petistas, estamos nos referindo ao PCC).

Mas tudo isso não impediu que o PT o elegesse deputado estadual por São Paulo, bancado pela direção nacional e pessoalmente por vários figurões do partido, que amavam posar ao lado do deputado. Né, Padilha?

Segundo prestação de contas registrada no TRE, contribuíram com dinheiro para a eleição de Luiz Moura, em 2010, o atual secretário de Transportes da gestão Haddad, Jilmar Tatto, a senadora Marta Suplicy, e o ex-líder do Governo Dilma e atual vice-presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (que assumiu a vaga de outro deputado expulso pelo PT, André Vargas).

Vejam só, a campanha do deputado Luiz Moura também recebeu contribuições dos mensaleiros condenados José Genoíno e João Paulo Cunha, entre outros deputados do PT (por exemplo, Candido Vacarezza, Carlos Zarattini, Janete Pietá e Vicente Cândido).

Outra coisa: o deputado Luiz Moura, defenestrado do PT, é irmão do vereador paulistano Senival Moura, que continua prestigiado no partido, tanto que é até candidato a deputado federal, ao lado da presidente Dilma, do ex-ministro Padilha e dos demais petistas que votaram por unanimidade pela expulsão de apenas um dos dois irmãos.

Estranho, porque ambos, Luiz Moura e Senival, tem a mesma base eleitoral, pertencem ao mesmo grupo político, atuam de forma muito semelhante na legenda, no parlamento e na zona leste de São Paulo. São ambos suspeitos da mesmíssima conduta irregular.

Daí conclui-se que: 1) Ou ambos são inocentes, e o PT tomou uma medida injusta; 2) Ou ambos são culpados, mas a justiça interna se faz só parcialmente para atender a um clamor público; 3) Ou o PT acertou na decisão salomônica e fez um corte cirúrgico, ceifando pela metade o mal da família Moura e deste grupo político.

Emídio de Souza e João Paulo: de Osasco para o mundo
Presidente do PT paulista, Emídio de Souza, ex-prefeito de Osasco, terra do também parceiro João Paulo, justifica a expulsão ao afirmar que, mesmo sem uma condenação formal, Luiz Moura já provocou danos à imagem do partido.

Hmmm... Faz sentido.

"A decisão do PT não precisa esperar fatos policiais ou a conclusão do inquérito. Nós somos um partido político, não um departamento de investigação", explicou o petista.

"A conduta dele trouxe um dano à imagem do PT por conta das acusações e depois ainda concluído com a ação que ele fez contra o PT, desestabilizando toda a nossa coligação."

Tem toda a razão, presidente! Apoiadíssimo! Digo, pelos padrões petistas, é claro!

Padilha e Emídio orgulhosos pelo apoio de Maluf, que se foi...
Afinal de contas, um partido que tem entre as suas principais figuras Zé Dirceu, Genoíno, Delúbio, João Paulo e André Vargas, além de se aliar a personagens do calibre de um Paulo Maluf, eterno procurado da Interpol, não pode aceitar ter a sua imagem arranhada por um Luiz Moura qualquer.

Somados esses exemplos, chegamos a treze? Ops, ficamos em sete. 

Diziam os mais velhos que sete é conta de mentiroso. Até isso o PT subverteu. Hoje é 13.

Aprenda a contar aqui com a Dilma. É revelador!

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Petista confuso: 5% pro Padilha é voto ou comissão?

Com tantos escândalos que rondam as principais figuras do PT, já tem militante confuso.

Depois das prisões do mensalão, envolvimento de vereador e deputado estadual com o PCC, deputado federal com doleiro, quebra da Petrobras e outras incontáveis denúncias, essa notícia dos 5% para o ex-ministro Alexandre Padilha deixa o petista vacinado com a pulga atrás da orelha.

Só de ler a manchete dos jornais dá um frio na barriga: até o sujeito se dar conta que 5% é só o índice estacionado da intenção de voto no candidato do PT ao Governo de São Paulo. Não se trata do percentual de comissão em mais algum caso escabroso de corrupção, apesar do costume.

Trata-se do "PRA fora" PT, não do "POR fora" ao PT. Pelo menos nesse caso.

E aí pode aparecer o Suplicy carregando o Padilha nas costas, a Dilma contratando a sua paródia por uma "bolada", o Haddad se esforçando (ou sendo empurrado) para reverter o quadro de rejeição, o Lula soltando as tradicionais frases de efeito que a mídia cooPTada tanto gosta de reproduzir, mas não tem quem levante uma campanha em queda livre, ladeira abaixo.

O mais recente resultado do Ibope é bastante significativo: Alckmin tem 50%, Skaf 11% e Padilha 5% na disputa ao Governo do Estado.

Para o Senado, Serra tem 30% e Suplicy 23%. Com isso, o senador petista, que tenta a sua quarta reeleição consecutiva, deve perder essa boquinha de 32 anos ininterruptos no Congresso. Mas 24 anos está de bom tamanho, né, Suplicy? Já deu de PT!

Lembre aqui outros recentes escândalos petistas (só alguns):

Retratação: Chega de falar mal do "partido do crime"!



Flagra: tese de Lula é mais uma baboseira sem tamanho

Escuta aqui, Lula: "vergonha" e "ato de canalhice" é do PT 

Vitimização da presidente Dilma é uma farsa eleitoral!