domingo, 12 de fevereiro de 2017

Maioria dos paulistanos aprova início da gestão Doria; reprovação é menor que eleitorado de Haddad ;-)

O primeiro mês de trabalho do novo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tem alto índice de aprovação dos paulistanos, como mostra pesquisa Datafolha.

Segundo levantamento divulgado neste domingo, 44% consideram que o tucano, eleito no primeiro turno, está fazendo uma gestão boa ou ótima e 33% avaliam o início do seu governo como regular, diante de apenas 13% como ruim ou péssimo. Outros 10% não opinaram.

Ou seja, entre regular, bom e ótimo são 77% dos paulistanos. O índice de 13% de críticos declarados é menor que o número de votos recebidos pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que obteve 16,7% dos votos válidos (contra 53,3% do tucano) em outubro de 2016.

Programas de zeladoria (Cidade Linda), o aumento da velocidade máxima nas marginais e o mutirão de exames médicos (Corujão da Saúde) em parceria com hospitais particulares são citados entre os destaques deste princípio de gestão. São bem vistas também as várias atividades externas do prefeito, que não raro tem agenda pública das 6h às 0h.

Foram 46 eventos oficiais fora da prefeitura em apenas um mês. Será que Haddad chegou a isso em quatro anos? (kkk)

Os números do Datafolha mostram, por exemplo, que 71% dos paulistanos consideram João Doria muito trabalhador. Ele  também é considerado humilde por 66% dos entrevistados. Entre outros adjetivos positivos, ele é visto como muito inteligente (92%), moderno (83%) e decidido (84%).

Para 63%, Doria fará gestão melhor do que seu antecessor. O que não chega a ser grande coisa ;-)

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Guerra de versões acirra polêmica entre vereadores do PT e do DEM: quem é o agressor e quem é a vítima?



Diz Fernando Holiday (DEM): "Um gabinete invadido, dois assessores agredidos, um amigo jogado ao chão e atacado. O fascismo ainda vive dentro dessa gente...". Segue relato com a sua versão dos fatos: "Petistas invadem gabinete de Fernando Holiday e agridem assessores."

Já a vereadora Juliana Cardoso (PT) se apressou em divulgar uma "nota de esclarecimento" onde também se diz vítima, com a versão oposta daquilo que afirma o "colega".

Quem tem razão, afinal? Quem é o agressor e quem é a vítima?

O vídeo do canal "Mamãe, Falei", o estopim de toda a confusão, ajuda a esclarecer.

Veja aqui o que aconteceu:

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"Eu quero que ligue agora para o Greenhalgh", gritava Juliana Cardoso para a assessoria petista. É o eterno "nós" x "eles" dos atos pró e contra o PT



Aos berros, a vereadora Juliana Cardoso (PT) ordenava que sua assessoria chamasse o advogado petista Luiz Eduardo Greenhalgh. A intenção é criar um fato político a partir do que ela acusa ter sido uma invasão do gabinete da Liderança do PT por membros do MBL (Movimento Brasil Livre) e assessores do vereador Fernando Holiday (DEM).

Minutos antes, a vereadora havia entrado no plenário descontrolada e partiu para cima do mais jovem vereador paulistano. Foi contida por colegas, após xingamentos, empurrões e tomada de satisfação com direito a dedo na cara (veja aqui), enquanto exigia que o presidente Milton Leite (DEM) suspendesse a sessão que discutia o projeto de lei que visa instituir multa para os pichadores na cidade de São Paulo.


Ato contínuo, Juliana seguiu para o gabinete de Holiday, acompanhada de outros vereadores (incluindo o corregedor Souza Santos e o vice-presidente Eduardo Tuma), invadindo adentrando o gabinete do parlamentar do DEM (sem a presença do próprio) na tentativa de reconhecer e denunciar os "provocadores do MBL".

É o eterno "nós" x "eles": não por acaso, a briga entre os assessores da vereadora Juliana Cardoso (PT) e do vereador Fernando Holiday (DEM), que causou todo esse tumulto nesta sexta-feira excepcionalmente movimentada na  Câmara de São Paulo, começou após visita do senador Lindberg Farias (PT).

Escrachado pela turma do MBL, o senador foi defendido pelos petistas com o indefectível "Fora Temer". O bate-boca aconteceu na porta e prosseguiu nos corredores da Câmara. Foi o que bastou para a vereadora Juliana acusar assessores de Holiday de invadirem uma reunião fechada na Liderança do PT para gravar imagens e provocar a militância petista.

Minoritária e sem discurso, a bancada do PT tentou criar um fato político para conseguir a suspensão da sessão plenária, que conta com ampla maioria governista. No ocaso do PT, vale tudo para tentar resgatar a auto-estima do velho partido. Vamos acompanhar o desenrolar do embate...

Primeira rebelião na base do prefeito João Doria

Se o dia começou tranquilo, com o cumprimento dos acordos firmados desde a eleição do vereador Milton Leite (DEM) para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, agora com a aclamação de Mario Covas Neto (PSDB) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, e de Jair Tatto (PT) para a Comissão de Finanças e Orçamento, o clima esquentou na escolha do presidente da Comissão de Política Urbana.

O acordo era para a eleição do novato Fabio Riva (PSDB), mas o vereador Souza Santos (PRB) foi lançado pelo colega Camilo Cristófaro (PSB), que reclamou da ingerência do secretário de governo do prefeito João Doria, o ex-deputado Julio Semeghini, na eleição interna. É a primeira rebelião na base governista, envolvendo integrantes da bancada evangélica e o vereador do PSB, que foi chefe de gabinete dos vereadores Antonio Carlos Rodrigues (PR) e José Américo (PT) na presidência da Câmara.

Na disputa, Riva teve os votos dele próprio, de Paulo Frange (PTB) e de Eduardo Suplicy (PT); mas Souza Santos foi eleito com o próprio voto, além de Camilo Cristófaro (PSB), de Davi Soares (DEM) e de Police Neto (PSD), descumprindo o acordo inicial entre as bancadas.

O presidente Milton Leite pediu "desculpas públicas pela vergonha" com que o vereador Davi Soares, seu colega de bancada no DEM, o fez passar pelo descumprimento do acordo. Como consequência, Davi Soares foi destituído da liderança do DEM e retirado da Comissão de Política Urbana.

Nas demais comissões os presidentes foram eleitos por aclamação.

Portanto, estão eleitos para a presidência das comissões: Mario Covas Neto, PSDB  (Constituição e Justiça); Jair Tatto, PT (Finanças e Orçamento); Souza Santos, PRB (Política Urbana); Toninho Paiva, PR (Administração Pública); Senival Moura, PT (Transporte); Claudio Fonseca, PPS (Educação) e Rute Costa, DEM (Saúde). Os vice-presidentes serão escolhidos na reunião inaugural de cada comissão, na próxima semana.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Dois primeiros testes da base de João Doria e da liderança de Milton Leite acontecem nesta semana

Nesta sexta-feira, 10 de fevereiro, a partir das 10h da manhã, começa o primeiro teste da unidade da base do prefeito João Doria (PSDB) e da liderança do presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), eleito com apoio do governo e contra a vontade do presidente municipal tucano, o vereador Mario Covas Neto, que pretendia ser o escolhido para comandar a Mesa Diretora neste primeiro ano de legislatura e de gestão municipal.

De meia em meia hora, no plenário da Câmara, serão eleitos os presidentes das comissões internas, em eleições que serão conduzidas pelos vereadores mais velhos de cada comissão, com maior destaque para Constituição e Justiça, e Finanças e Orçamento. Apesar de haver designação das vagas segundo o tamanho de cada bancada, há uma série de acordos (que são permitidos pelo regimento) de troca de comissões entre os vereadores. Nesse caso, alguns acordos tiveram o aval e o compromisso de Milton Leite na sua campanha interna à presidência. Vejamos os resultados...

Segundo teste

Passado o teste inicial para a composição das comissões e a dificuldade de agradar gregos e troianos, o próximo teste será a aprovação, em sessões extraordinárias previstas para esta sexta e para a próxima terça-feira, do projeto substitutivo do Executivo que estabelece multas para os pichadores.

Apesar de contar com maioria folgada dos votos para aprovação, há movimentação da oposição e de parte da base governista para a convocação de uma audiência pública, que pode ser convocada por alguma das comissões que serão oficializadas na sexta pela manhã, antes da segunda e definitiva votação do projeto.

Vencida essa etapa, começarão as discussões sobre a votação de novos projetos dos vereadores (novos e reeleitos), bem como da derrubada de vetos da gestão anterior a projetos das diversas bancadas com representação na Câmara. É praxe entre os vereadores estabelecer uma cota de projetos de cada vereador a serem aprovados por semestre. Resta saber também como os novos eleitos, com discurso de mudança dos velhos métodos da casa, vão reagir. (Câmara Man)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Multa para pichadores será o 1º projeto a ser votado pela base de João Doria na Câmara Municipal

Na reunião do colégio de líderes desta terça-feira ficou estabelecido que o projeto inaugural da nova legislatura será mesmo a aplicação de multa para os pichadores, num tema polêmico que marca este início da gestão do prefeito João Doria.

Em sessão extraordinária que será convocada para esta quinta (9) ou sexta (10 de fevereiro) deve ser aprovado em primeira votação o projeto original de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB), o PL 56/2005, que cria o “Disque-Pichação”.

Depois disso, os vereadores devem votar na terça-feira (14) um projeto substitutivo (alterando o texto do projeto original) que institui multa de R$ 5 mil no primeiro ato e R$ 10 mil na reincidência aos pichadores, além da responsabilização pelos custos de restauração no caso de monumentos.

Houve bastante desinformação até que ficasse definido como se dará essa votação da multa aos pichadores. A ideia inicial do presidente da Câmara Municipal, vereador Milton Leite, em acordo com o líder do governo, Aurelio Nomura (PSDB), era aprovar a nova lei já nesta quinta-feira, pois a informação que ambos tinham é de que o projeto de Adilson Amadeu já havia sido aprovado em primeira votação (o que possibilitaria a aprovação imediata, em segunda votação, do substitutivo de interesse do governo).

Porém, ao contrário do que se pensava, serão necessárias ainda duas votações. Ainda assim, por ter tramitado por todas as comissões, inclusive com a realização de audiência pública, este projeto de Amadeu é o que possibilita uma votação mais rápida, como pediu o prefeito à sua base no Legislativo. (Câmara Man)

Leia também:

Sim ao grafite contra uma São Paulo cinzenta!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Vejinha detona os supersalários da Câmara

Com matéria de capa, a revista Veja São Paulo detona aquilo que denomina "a farra dos super-salários na Câmara", e conta que o novo presidente Milton Leite (DEM) "tenta extinguir remunerações que extrapolam o teto municipal e chegam ao triplo do rendimento do prefeito".

Diz a reportagem: "Décadas de concessão de gratificações, abonos e adicionais variados transformaram a Câmara dos Vereadores de São Paulo em uma fábrica de holerites recheados. A farra de benefícios — ainda que previstos em lei, diga-se — faz a casa gastar mais da metade do orçamento anual, de 600 milhões de reais, com o salário de 2020 funcionários."

"Pelos corredores do Palácio Anchieta, não é incomum esbarrar em servidores que usufruem rendimentos até vinte vezes maiores que os praticados no mercado. Mais absurdo, 192 deles, ativos ou mesmo aposentados, recebem valores mensais superiores ao teto de 24 100 reais do funcionalismo municipal, estipulado com base na remuneração do prefeito. Somente para manter essa seleta comitiva, cerca de 80 milhões de reais saem todo ano dos cofres da capital. Ou seja, 10% dos empregados do Palácio Anchieta abocanham quase um quarto da folha de pagamentos."

"De tempos em tempos, surgem tentativas para acabar com a distorção. Todas inevitavelmente naufragam na burocracia ou em disputas judiciais. O assunto voltou à baila nas últimas semanas. Eleito em 1º de janeiro para o cargo de presidente do Parlamento municipal, o vereador Milton Leite (DEM) assinou na primeira semana de mandato um ato com o objetivo de limitar todos os salários ao teto. Para isso, intimou os beneficiários dos vencimentos mais altos a justificar a bolada extra até o fim deste mês. A ideia é que, após o Carnaval, ninguém receba acima do máximo permitido pela Constituição."

E por aí vai, expondo (inclusive com fotos) alguns dos funcionários públicos que recebem os maiores salários do Legislativo paulistano.

Acompanharemos a repercussão pelo Câmara Man.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Começa a 3ª temporada do #ProgramaDiferente

Neste domingo, 5 de fevereiro, às 21h30, começa a 3ª temporada do #ProgramaDiferente com a participação do escritor peruano, jornalista e prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa.

Ele fala sobre a sua trajetória política e a paixão pela literatura. Faz uma análise das transformações do mundo e conta por que migrou do comunismo para o liberalismo.

Há também um "trocando as bolas" com o ex-senador e atual vereador paulistano Eduardo Suplicy, que canta em homenagem a Bob Dylan, e o cantor Dinho Ouro Preto, líder do grupo Capital Inicial, que fala sobre política e a situação do Brasil. Assista aqui.

Quem quiser receber e acompanhar em primeira mão todas as novidades do #ProgramaDiferente também pode se inscrever aqui no canal do Youtube.

Nesta terceira temporada, em 2017, o #ProgramaDiferente vai manter os princípios e o mesmo conteúdo cult e abrangente que o levaram a conquistar respeito, credibilidade e mais de 2,5 milhões de views no Youtube e no Facebook: apresentar semanalmente um bom programa jornalístico, informativo e colaborativo (com entrevistas, debates, notícias e prestação de serviços), que propicie um olhar isento e alternativo ao da imprensa tradicional.

Desde a estreia da primeira temporada, em março de 2015, prosseguindo na segunda temporada, em 2016, o programa vem se destacando por um jornalismo qualificado, com pautas diferenciadas e uma abordagem leve, plural e democrática, ouvindo diversas personalidades brasileiras das mais diversas áreas (política, artes, cultura, direito, educação, esportes, meio ambiente, urbanismo, tecnologia, comunicação, redes sociais etc.).

Exibido na TVFAP.net e na TV Aberta (Canal Comunitário de São Paulo, NET Canal 9, Vivo Canal 186 e Vivo Fibra Canal 8) aos domingos (21h30) e terças-feiras (1h30 da manhã), o foco do programa é ajudar a debater a crise do país e a buscar saídas e soluções criativas para os problemas políticos, sociais e econômicos.

O objetivo também é discutir e promover a cidadania, a qualidade de vida, a diversidade, a justiça social, a igualdade de direitos e de oportunidades, e a chamada governança democrática, acima de preconceitos e de divisões partidárias e ideológicas, além de valorizar ações sustentáveis, empreendedoras e responsáveis, através de iniciativas culturais, comportamentais, políticas, acadêmicas e tecnológicas que apontem para cidades inteligentes, modernas e inclusivas.

Trata-se de uma iniciativa da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), que já promovia uma série de publicações e atividades no meio acadêmico, político e cultural, e pelo terceiro ano consecutivo apresenta este programa na TVFAP.net e na TV Aberta / Canal Comunitário.

Segunda temporada

Para citar só alguns exemplos da ampla variedade de temas da segunda temporada, em 2016, tivemos: zika vírus, arte: atitude e consciência, meio ambiente, sustentabilidade, incentivo à leitura, reforma do ensino, cinema, teatro, música, televisão, internet, o legado olímpico, a mulher na política, o respeito ao idoso e o amor em qualquer idade, a consciência negra, o combate ao racismo, o respeito à diversidade, o combate à homofobia, a prevenção à Aids e ao preconceito, a luta contra as drogas, o debate sobre pichação: arte, protesto ou vandalismo, a surpresa com a eleição de Donald Trump, as novidades do marketing político e uma autocrítica do jornalismo.

Entrevistamos e valorizamos o trabalho e a carreira do narrador Silvio Luiz, da atriz Fernanda Torres, da esportista Ana Moser, do cantor Supla, dos midiáticos Marcelo Tas e Fernando Meirelles, dos apresentadores Otávio Mesquita e Amaury Jr., da apresentadora e ativista do direito dos animais Luisa Mell.

Conhecemos a turma bem-humorada do Sensacionalista, o jornalista Caco Barcellos e a equipe do Profissão Repórter, novos talentos como o rapper Rico Dalasam, a incrível história da jornalista Rose Nogueira na TV e na luta pelos Direitos Humanos. Reencontramos a eterna Garota de Ipanema Helô Pinheiro, o artista plástico Guto Lacaz, a médica Albertina Duarte. Apresentamos projetos bem-sucedidos como o portal Comunique-se e a revista feminista AzMina.

Ouvimos Sergio Moro, Fernando Gabeira, FHC, Lula, Dilma Rousseff, Marina Silva, Roberto Freire, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Washington Olivetto, Fabio Feldmann, Reinaldo Azevedo, Marco Antonio Villa, Demétrio Magnoli, Mailson da Nóbrega, Pedro Malan, Edmar Bacha, Nelson Jobim, Luiz Gonzaga Belluzzo, Soninha Francine, Ricardo Young, Oded Grajew, João Batista de Andrade, Gilberto Carvalho, Chico Malfitani, Mansueto Almeida, Luis Mir, Davi Zaia, Arnaldo Jardim, Luciano Rezende, Marcelo Madureira, Gilberto Maringoni, Marco Aurélio Nogueira, Eduardo Suplicy e, obviamente, os dirigentes da FAP e os participantes da Academia Digital Itamar Franco.

Acompanhamos as principais mobilizações nas ruas, desde o primeiro protesto do ano contra o aumento das tarifas de transporte. Debatemos as cidades ideais, tratamos de eleições municipais, analisamos os resultados, entrevistamos os principais candidatos, apresentamos suas contradições e peculiaridades.

Em São Paulo, por exemplo, cobrimos desde as prévias do PSDB até a primeira visita institucional de João Doria à Câmara Municipal, com entrevistas exclusivas antes e depois da eleição. Ouvimos seus concorrentes (com destaque para Haddad e Marta). Falamos de governança democrática, das cidades sustentáveis e da revitalização do centro. Conhecemos os novos vereadores de São Paulo, vários deles oriundos dos movimentos sociais que também cobrimos em primeira mão desde a nossa primeira temporada.

No emocionante Natal dos Bichos, marcamos nossa posição na luta pelos direitos dos animais, pela adoção responsável, contra os maus tratos e por leis mais rígidas para garantir a dignidade, a integridade e a qualidade de vida.

O programa ajudou a refletir sobre manifestações violentas, o ódio, o preconceito e a polarização exacerbada nas ruas e nas redes; tudo sobre o impeachment, as delações da Lava Jato, o desenrolar das investigações, a reação dos acusados e de seus defensores. Teve político cantando e cantor falando de política, como no "trocando as bolas" com Suplicy e Dinho Ouro Preto.

Esmiuçamos a crise institucional, a crise política, a crise econômica, a crise democrática, a velha política e as novas perspectivas, o "analfabetismo" político. Detalhamos as eleições diretas, a legislação eleitoral e as novas regras para as eleições. Mostramos coxinhas e mortadelas, a PEC do Teto, e todos os principais personagens do #ForaDilma e do #ForaTemer.

Registramos o centenário do samba com o sotaque inconfundível de Adoniran Barbosa, os 95 anos da Folha de S. Paulo, os 50 anos de carreira de Rita Lee, os 85 anos de Fernando Henrique Cardoso, os 25 anos da morte de Freddie Mercury, os 20 anos da morte de Renato Russo e o legado do rock de Brasília, a poesia imortal de Vinicius de Moraes nos 103 anos de seu nascimento, a vida do arquiteto Vila Nova Artigas, o trabalho memorável dos Doutores da Alegria, as quatro décadas de histórias do Playcenter, a Conferência das Cidades, um ano da tragédia de Mariana, as mortes de Flavio Gikovate e de Dom Paulo Evaristo Arns, uma audição incrível para o musical Os Miseráveis e várias transmissões ao vivo - entre elas, eventos com Vargas Llosa, Marcelo D2 e Seu Jorge.

Primeira temporada

A primeira temporada, em 2015, já havia reunido nomes como Mario Sergio Cortella, Juca Kfouri, Luis Fernando Veríssimo, Drauzio Varella, Fernando Henrique Cardoso, Leonardo Boff, Marina Silva, Flavio Gikovate, Guilherme Boulos, D. Paulo Evaristo Arns, Marta Suplicy, Eduardo Jorge, Roberto Freire, Pedro Simon, Alberto Goldman, Neca Setubal, José Hamilton Ribeiro, Audálio Dantas, Clarice Herzog, Andrea Matarazzo, Alfredo Sirkis, Jean Wyllys, Eduardo Suplicy, Franklin Martins, Danilo Gentili, Victor Fasano, Facundo Guerra, Claudio Lottemberg, João Batista de Andrade, Alexandre Machado, Marco Antonio Rocha, Carlos Brickmann, Giba Um, Ciro Batelli, Chico Santa Rita, Alessandro Buzo, Xico Graziano, Albertina Duarte, Vida Alves, entre outros.

Foram acompanhadas e registradas absolutamente todas as manifestações pró e contra o governo, seja com defensores do impeachment da presidente Dilma e a aclamação do juiz Sergio Moro, seja com os maiores críticos da Operação Lava Jato e com vários "jornalistas independentes" (como se proclamam aqueles que dizem atuar contra os interesses da grande imprensa), como Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Brasil 247, Cynara Menezes, Lino Bochini, Paulo Moreira Leite, Breno Altman, Gabriel Priolli, Alex Solnik, Florestan Fernandes Jr., Laura Capriglione, Renata Falzoni, Bob Fernandes, Leonardo Sakamoto, Alberto Dines etc.

Foram apresentados os principais movimentos de rua (Vem Pra Rua, Brasil Livre, Passe Livre, entre outros), debatidos assuntos emergentes como Crise Hídrica, Greve de Professores, Segurança, Saúde, Reforma Eleitoral e Refugiados Políticos, ou lançamentos e sucessos nas artes (Elifas Andreato, Lobão, Bruna Lombardi, Ruy Castro, Laerte, Claudio de Oliveira), na internet e no cinema (como Que Horas Ela Volta?, filme de Anna Muylaert com Regina Casé, e documentários como As Filhas da Culpa, Púlpito e Parlamento, Premê, Jaci e Arte / Território).

Foram exibidas ainda matérias exclusivas extremamente polêmicas como o retorno do Cabo Anselmo e a proibição do aplicativo Uber, outras humanas e emocionantes como a da Vovó Nilva ou das Mães da Sé, críticas severas a tragédias agravadas pelo descaso do poder público, campanhas importantes de combate à violência contra a mulher e pela recuperação da TV Cultura, para citar apenas essas duas, debates sobre a causa LGBT e até clipes musicais (Premê, Trono do Estudar, Thriller da Dilma). Mas tem muito mais...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SAMPAPREV: A última maldade do Haddad

O alerta é do vereador Claudio Fonseca (PPS), professor e presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo): o prefeito Fernando Haddad reapresentou o Projeto de Lei que institui o SAMPAPREV no dia 28 de dezembro, três dias antes do término do seu mandato.

Nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, na primeira sessão da nova legislatura, durante a leitura de projetos apresentados pelo Executivo e pelos vereadores, a surpresa foi encontrar protocolado o PL 621 pelo prefeito Haddad no apagar das luzes da sua trágica gestão.

Isso porque, em 24 de Agosto de 2016, dois dias antes da manifestação convocada pelo Sinpeem contra o PLC 257 da Dilma, a PEC 241 do Temer e o então PL 558 (SAMPAPREV), que tratava da reforma da Previdência dos servidores, o prefeito realizou café da manhã com a presença de representantes de diversos sindicatos e anunciou a retirada do projeto da Câmara Municipal.

"Na ocasião, a categoria percebeu que o objetivo era esvaziar a paralisação e a manifestação realizada naquela data. Agora, com a reapresentação do PL que institui o SAMPAPREV, protocolado na Câmara em 28 de dezembro, entre o Natal e o Ano Novo, já em pleno recesso parlamentar, fica claro que Haddad agiu de fato para tentar esvaziar o movimento e enganou todos que se refestelaram com o seu café matinal", critica o vereador Claudio Fonseca.

Segundo o parlamentar, "a luta contra a reforma da Previdência e contra o SAMPAPREV deve e vai continuar!"

Leia as notícias que foram publicadas sobre o SAMPAPREV:







quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

PPS e PHS anunciam Bloco Parlamentar em SP

O PPS e o PHS formalizaram um Bloco Parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo para a legislatura 2017-2020, que tem o início dos trabalhos neste 1º de fevereiro, com a presença do prefeito João Doria na abertura do plenário após o recesso parlamentar (leia aqui).

Dando prosseguimento à coligação formada na eleição municipal de 2016, tanto na aliança entre os dois partidos na chapa proporcional quanto na composição majoritária para a eleição de João Doria, a intenção é fortalecer a atuação dos três vereadores eleitos, garantir maior presença nas comissões permanentes da Câmara e aumentar o poder de interferir positivamente nos rumos de uma cidade mais dinâmica, justa, moderna e eficaz na solução dos grandes problemas da população paulistana.

Foram eleitos vereadores Soninha Francine (PPS), Claudio Fonseca (PPS) e Zé Turin (PHS). Com a nomeação de Soninha para a Secretaria do Desenvolvimento Social, assume o mandato o primeiro suplente Rodrigo Gomes (PHS).

Os dois partidos, que tem um histórico de diálogo e uma atuação política coerente, marcada por ideais democráticos e princípios republicanos, pela busca da cidadania plena, da ética, do desenvolvimento sustentável e da justiça social, seguirão atuando conjuntamente para honrar o voto e a confiança do eleitorado paulistano.

Não é novidade essa proximidade entre os dois partidos. PPS e PHS já debateram por duas vezes, na última década, até mesmo a possibilidade de uma fusão partidária. Com a formação deste Bloco Parlamentar, os partidos mantém a sua independência, identidade e autonomia, mas passam a atuar na Câmara Municipal como uma só bancada, sob liderança comum e uniforme, somando as suas experiências e afinidades ideológicas e programáticas.

O Bloco PPS/PHS vai integrar algumas das principais comissões internas da Câmara: Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa; Comissão de Finanças e Orçamento; Comissão de Administração Pública (que deve ser permutada pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes); Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Relações Internacionais; Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude; e Comissão do Meio Ambiente.

Ano Legislativo começa com presença de João Doria

A abertura oficial dos trabalhos da legislatura 2017-2020 na Câmara Municipal de São Paulo contará com a presença do prefeito João Doria nesta quarta-feira, dia 1º de fevereiro, às 14h, antecipando o início das sessões plenárias após o recesso parlamentar.

A parceria entre Executivo e Legislativo será fundamental para garantir a execução de boa parte das suas promessas de campanha, como a privatização (ou desestatização, por meio de concessões) de parques municipais, do autódromo de Interlagos e do estádio do Pacaembu. Também a intenção de multar pichadores depende do aval dos vereadores.

“Nós temos essa questão da alteração das leis das multas e pichações. Eu acredito que devemos ter projetos com algumas alterações com relação ao Plano Diretor Estratégico. O governo está estudando a questão do corte de obras e estamos vendo que o orçamento que foi tocado ano passado na Câmara foi subestimado. Haja visto em relação à folha de pagamento dos professores da rede de ensino municipal. Tivemos ainda a redução no orçamento das prefeituras regionais, pela média de 20%”, resumiu o líder do governo, vereador Aurélio Nomura (PSDB).

Corte de gastos

Outra notícia na reabertura dos trabalhos dá conta que o Sindicato dos Servidores da Câmara Municipal diz que vai entrar na Justiça para impedir o desligamento compulsório de funcionários com mais de 75 anos, como determinou a nova Mesa Diretora.

A vice-presidente do sindicato, Sônia Maria Correa, diz que um programa de desligamento voluntário foi apresentado anos atrás na tentativa de resolver o problema. “Alterar algumas regras colocando servidores como o principal problema da administração para nós causa surpresa. Por diversos momentos, o sindicato, junto com a administração, tentou solucionar o problema dos servidores celetistas com mais de setenta anos. Esse é o problema, a omissão da administração”.

Já o presidente da comissão de direito administrativo da OAB de São Paulo, Adib Kassouf Saad, avalia que não há inconstitucionalidade no ato de aposentar servidores com 75 anos ou mais. “O ideal é que nós tivéssemos uma uniformidade de conduta. Do ponto de vista legal não há uma obrigatoriedade de que exista essa uniformidade. É um bom sinal o que a Câmara vem dando e o ideal é que houvesse uma colaboração do patrimônio público em todos os segmentos”.

Reajuste de salários

O presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), segue recorrendo da decisão que impede o reajuste dos salários dos vereadores, aprovado no final da legislatura passada. “Se no entendimento da Câmara Municipal de São Paulo o aumento foi constitucional e legal, cabe à Procuradoria de ofício recorrer, ou seja, é obrigada a defender essa posição votada em plenário até as últimas instâncias. Não resta alternativa a não ser recorrer”.

Educação: a melhor obra para SP e para o Brasil

Artigo do vereador Claudio Fonseca
O prefeito João Doria e o secretário municipal Alexandre Schneider anunciaram o remanejamento de receitas destinadas à realização de obras para o pagamento de reajustes legais aos profissionais de educação. Isso gerou polêmica. Pois tenho uma convicção: não há melhor obra ou edificação permanente do que investir em educação e na valorização dos seus profissionais. Alguma dúvida?

Dito isto, e para tentar dissipar dúvidas e não escapar à responsabilidade que tenho, tanto como vereador quanto presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), esclareço sobre o anúncio de remanejamento de receitas previstas para a realização de obras para cumprimento da lei e a aplicação de reajustes aos profissionais de educação:

Em 2015, durante a nossa campanha salarial, conseguimos 10% a titulo de valorização dos pisos remuneratórios dos docentes, gestores e quadro de apoio da educação. Reivindicamos que este porcentual fosse então aplicado integralmente sobre todos os padrões de vencimentos, mas o governo Haddad, assim como ocorreu nos anos de governo Kassab, justificando que o orçamento da Prefeitura não suportaria o impacto de incorporação imediata, decidiu que seriam pagos os 10% na forma de Abono Complementar de Piso.

Pressionamos para que fosse incorporado para todos os ativos e aposentados e conseguimos, mas em duas parcelas. A primeira a ser aplicada para todos em maio de 2017 e a segunda em maio de 2018. São índices decorrentes da incorporação do porcentual de 10% conquistados em 2015, em cumprimento ao artigo 100 da Lei nº 14.660/07, conquistada pelo Sinpeem, que determina que os pisos remuneratórios dos profissionais de educação tem que ser fixados anualmente no mês de maio.

Em 2016, o mesmo processo de negociação ocorreu durante a data-base. Reivindicamos, pressionamos e com as manifestações realizadas foi instalado o processo de negociação que ao final resultou em assinatura de protocolo constando entre outros itens a aplicação de 7,76% a título de aumento dos valores dos pisos dos docentes, gestores e quadro de apoio, na forma de abono complementar e incorporação também em duas parcelas de 3,7619%. A primeira em novembro de 2017 e a segunda em novembro de 2018.

Portanto, independente do quanto representa quantitativamente estes índices, somos a única categoria profissional que os conquistou, que incluiu em protocolo de negociação e que conseguiu suas garantias em leis.

Posto isto, voltemos à noticia e à polêmica sobre o remanejamento de recursos orçamentários previstos para a realização de obras para o pagamento de pessoal da educação. A proposta de orçamento da cidade para 2017 foi enviada pelo prefeito Haddad, como sempre deve ocorrer, no ano anterior à sua execução. Acontece que, mesmo sabendo que os profissionais de educação tem direitos aos reajustes de 5% em maio e 3,7619% em novembro, o prefeito Haddad não incluiu no orçamento a previsão de receitas para o cumprimento dos reajustes.

Assim que constatei este fato, estive na Câmara, falei com o relator do orçamento e também com a Secretaria de Educação, ainda da gestão Haddad. Tratei também com o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, à época o vereador Milton Leite, que reconheceu que de fato a receita para pagar os reajustes não estava prevista. Consegui o compromisso de que isto seria corrigido e a receita estimada em torno de R$ 460 milhões seria incluída para pagamento dos reajustes. Portanto haveria remanejamento. E é isto que se divulga agora.

Diga-se de passagem, e por compromisso com a verdade, mesmo durante governos anteriores ocorreram remanejamentos orçamentários para pagamento de despesas com pessoal. O ideal é que não houvesse necessidade de remanejar receita destinada para qualquer serviço ou obra.

Defender e exigir o cumprimento de reajustes conquistados e legais, postos que constante de leis, não nos coloca contra a população. Também não pode ser visto como ato de interesse de qualquer governo. É sua obrigação e dever cumprir a lei, ainda que tenha que remanejar receitas destinadas no orçamento para outras finalidades. O caminho diferente e inaceitável seria o governo não cumprir as leis que nos conferem direito aos reajustes ou ainda encaminhar projeto para revogá-las, justificando falta de recursos ou mudanças na economia, com fez Maluf no passado.

Para quem nos apontar como responsáveis por obras que não serão realizadas, podemos dizer que não há melhor e maior edificação do que investir em educação e que estes porcentuais a que temos direito estão longe do que reivindicamos e merecemos. De nada adiantará construir CEUs e oferecer condições próprias do inferno nos seus interiores e nas demais escolas da rede para alunos e seus profissionais docentes, gestores e quadro de apoio.

Seja o governo que for, os profissionais de educação vão defender os seus direitos, que não se distinguem do direito da população em ter escolas públicas, gratuitas e educação de qualidade para todos e em todos os níveis. #EducaçãoSempre!

Claudio Fonseca é professor, vereador (PPS-SP) e presidente do Sinpeem

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Presidente municipal Carlos Fernandes e nacional Davi Zaia falam sobre os 25 anos de fundação do PPS



O deputado estadual e presidente interino nacional Davi Zaia e o prefeito regional da Lapa e presidente municipal do PPS paulistano Carlos Fernandes falam sobre os 25 anos de fundação do PPS, que aconteceu em janeiro de 1992, no tradicional Teatro Zaccaro, em São Paulo.

Aliás, é sempre bom refletir: Por que o PPS?

 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Mariana Godoy e Casagrande falam sobre o momento político do Brasil, democracia e corrupção



A jornalista Mariana Godoy, apresentadora de um programa de entrevistas que leva o seu nome na Rede TV, com passagens por emissoras como Globo, Gazeta, Manchete e SBT, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, sobre o atual momento político do Brasil. Assista.

Amiga do comentarista de futebol da Globo Walter Casagrande Junior, ela tinha acabado de mediar um bate-papo sobre o livro "Casagrande e Seus Demônios", em São Paulo, que relata os dramas e a luta do eterno ídolo corintiano contra as drogas. Ele também falou sobre os "demônios da democracia". Veja aqui.

Assista também ao especial sobre Casagrande, o Corinthians e os demônios das drogas e da política. Veja aqui.

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

São Paulo: 450... Ops!... 463 anos. E agora?

São Paulo, 450 463 anos: até quando vai permanecer atual o artigo denunciando as mazelas da cidade, que circula há exatos 13 anos sem perder a sua essência?

Escrito originalmente para os 450 anos de São Paulo, publicado em 2004 nos jornais Diário do Comércio, Jornal da Tarde e Diário de S. Paulo, e republicado no Blog do PPS dez anos depois, encontra em João Doria o seu quinto prefeito neste período, depois de Marta Suplicy, José Serra, Gilberto Kassab e Fernando Haddad. O que mudou?


450 ANOS. E DEPOIS?
Maurício Huertas


A cidade de São Paulo, escondida sob um falso espetáculo de progresso e gigantismo, é na verdade uma metrópole desgovernada, mal planejada, centro principal da fragilidade administrativa, social, econômica e da degradação urbana, moral e política.

Rios mortos, poluição incontrolável, trânsito caótico, pedintes e desempregados por todos os pontos, favelas que proliferam diante da cegueira governamental, hospitais sucateados, escolas deterioradas, insegurança crônica. São Paulo é uma cidade em que mais de 10 milhões de pessoas se aglomeram em atividade frenética, fundamentalmente individualista e predatória.

Prefeitos se sucedem no poder, sob a promessa de construir uma sociedade mais moderna e mais humana, da qual os paulistanos possam com justo motivo se orgulhar. Pois não se deve duvidar do potencial e da inesgotável energia de nossa população, consagrada na imagem da "cidade que amanhece trabalhando".

Afinal, que outro centro urbano do país reúne tantas condições para consolidar a ponte para o futuro, se não a cidade que é a capital financeira nacional, que detém as maiores e melhores universidades, a excelência na medicina e no setor de pesquisa científica?

Apesar desse potencial, São Paulo completa seus 450 anos marcada pela crise que praticamente sufoca qualquer esperança de dias melhores. Seria ilusório acreditar que este cenário catastrófico tenha sido causado simplesmente pela atual crise econômica, ou mesmo pela herança nefasta de gestões mafiosas.

A verdade é que São Paulo não encontrou ainda a sua identidade, porque não tem um projeto para si mesma. Diante da inoperância governamental e da apatia da sociedade, nossos defeitos chamam mais a atenção do que nossas qualidades.

São Paulo não tem rosto nem personalidade, é um amontoado de retalhos, embora o marketing, a publicidade e a cosmetologia de Marta Suplicy se esforcem para provar o contrário. A cidade sempre esteve – e permanece – nas mãos de aventureiros que seguem destruindo e descaracterizando ruas, prédios, bairros e praças, descartando e ocultando monumentos e marcos de referência histórica, cultural e geográfica.

O que São Paulo tem a oferecer hoje, ao contrário de outras metrópoles mais desenvolvidas, ou mesmo de outras cidades com apelo turístico, é a anti-paisagem. Uma cidade constantemente em obras que somam quase nada ao desenvolvimento e à melhora da nossa qualidade de vida.

Particularmente nas gestões de Paulo Maluf e de Celso Pitta, ficamos reféns de um bando de vereadores corruptos, despreparados e incompetentes. Assistimos impassíveis o crescimento monstruoso da dívida pública para ajudar a manter o poder nas mãos do crime (des)organizado, que loteou a cidade e enlameou a política municipal. O mais trágico é que o PT foi eleito exatamente com a bandeira da mudança, mas não bastaram seus candidatos-milagreiros com promessas eleitoreiras para fazer, em quatro anos, São Paulo despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação.

O que precisamos, depois de encerradas as inúmeras festividades pelo aniversário de São Paulo, é conscientizar e mobilizar os paulistanos para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição de privilégios.

Entendemos que o nosso papel, a partir de agora, deveria ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas para o debate programático e para a construção de uma cidade mais humana, justa, ética e solidária. Uma cidade com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

Mas, sobretudo, com ética, moral, sensatez e com o desafio de construirmos uma cidade “nova” em seus 450 anos, que respeite a sua história e a sua vocação, fortaleça democraticamente as suas estruturas e apresente um programa viável para conquistarmos mais dignidade, igualdade e justiça social. Enfim, que nos dê motivos reais e legítimos para festejar.


Maurício Huertas é secretário de Comunicação do PPS/SP e coordenador da ONG Vergonha Nunca Mais!, pela ética na política.

São Paulo, 463 anos, no #ProgramaDiferente



Nos 463 anos de fundação da cidade de São Paulo, vale refletir um pouco sobre esta metrópole tão amada quanto odiada em duas edições especiais do #ProgramaDiferente.

Acima, um programa que reúne uma entrevista com o jornalista Carlos Brickmann, que tem mais de 50 anos de profissão como repórter e editor dos maiores jornais de São Paulo, crítico contundente da política nacional e protagonista de passagens marcantes na trajetória de prefeitos como Jânio Quadros e Paulo Maluf, com com a história de 40 anos do grupo musical Premê. Assista.

O irreverente e genial Premeditando o Breque, apresentado no documentário "Premê, Quase Lindo", do publicitário Alexandre Sorriso e do músico Danilo Moraes, que é também filho do premê Wandi Doratiotto, é a cara da cidade.

Veja também um clipe exclusivo com a música "São Paulo, São Paulo", do Premê, misturando um show do grupo no Sesc Belenzinho com a apresentação de jovens cantoras paulistanas (Alessandra Lippel e Blubell), corais da USP e da Unicamp, o grupo Nossa Turma Cinema, trabalho que reúne alunos com déficit intelectual, e até uma cena da atriz Maria Flor na série Aline, da Rede Globo.

Abaixo, o especial "O Centro da Cidade está Vivo". Fala a partir de São Paulo, mas o exemplo vale para qualquer canto do país. O debate trata da revitalização, da recuperação e da reocupação do centro. Apresenta intervenções urbanas e iniciativas da sociedade que servem de modelo para outras metrópoles.

Participam Antonio de Souza Neto, síndico da tradicional Galeria do Rock; Candinho Neto, presidente da Associação das Bandas Carnavalescas; e Carlos Beutel, empresário e idealizador da Caminhada NoturnaAssista.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Sim ao grafite contra uma São Paulo cinzenta!

Já nos posicionamos aqui diversas vezes a favor das manifestações artísticas como o grafite, que colore e dá vida à "selva de concreto" paulistana. Portanto, diante desta polêmica que se instalou na mídia e nas redes sociais sobre as recentes ações da Prefeitura de São Paulo, obviamente nos declaramos mais uma vez ao lado da arte!

Porém, o que assistimos é um embate político-partidário inflado de modo rasteiro, além de expressar uma desonestidade intelectual sem tamanho ao tentar confundir grafite com pichação. Ou é pura ignorância, mesmo? Sobre o assunto, há um bom editorial da Folha de S. Paulo de hoje, esclarecedor, e as nossas postagens sobre o tema, que reproduzimos aqui:

De volta ao enigma indecifrável das pichações paulistanas: arte, protesto ou vandalismo?

Ativismo na Arte: Consciência e Atitude no #ProgramaDiferente

Pixação no #ProgramaDiferente: arte, protesto ou vandalismo?

Mas não deixam de ser emblemáticas, também, duas notícias que surgiram nesta semana nas redes e servem para demonstrar a hipocrisia de quem trata superficialmente deste assunto. Petistas correram para compartilhar e fazer "viralizar". Só não se deram conta de que as notícias eram verdadeiras, sim, mas uma se referia à Marilena Chauí como secretária da prefeita Erundina, na década de 90, e outra se referia ao prefeito Haddad, o tranquilão e queridão da moçada que não junta lé com cré mas sai por aí atacando a gestão do prefeito João Doria, como se os 20 dias da nova administração já fossem suficientes para corrigir toda a ruinddad anterior.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Especial: Casagrande, o Corinthians e os demônios das drogas e da política no #ProgramaDiferente



Eterno ídolo corinthiano e comentarista de futebol da Rede Globo, Walter Casagrande Junior promove uma série de debates pelo Brasil sobre o tema do livro "Casagrande e Seus Demônios", que relata os dramas e a luta do ex-atacante da seleção brasileira contra as drogas. Um dos idealizadores da "Democracia Corinthiana" na década de 80, ele também falou com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre os "demônios da política". Assista aqui o especial.

Como explica o amigo e jornalista Gilvan Ribeiro, parceiro na missão de escrever a biografia de Casagrande, os "demônios à solta" não são mera figura de linguagem. Eles aparecem no título do livro, no primeiro capítulo e se materializaram de fato para o ex-craque, que viveu momentos de terror e chegou ao fundo do poço físico e emocional. Mas foi justamente no enfrentamento desses demônios que o ídolo deu a volta por cima.

Registramos com exclusividade uma dessas palestras de Casagrande sobre a sua experiência com as drogas, num bate-papo mediado pela jornalista e apresentadora Mariana Godoy (veja aqui alguns trechos inéditos), marcado pela lembrança de momentos inesquecíveis com outro ídolo do futebol mundial, o amigo Sócrates, além de passagens gloriosas como jogador e cidadão formador de opinião.

O evento contou também com a participação do ex-senador e atual vereador paulistano Eduardo Suplicy (assista), que levou à palestra um jovem em processo de recuperação do vício, sobrinho do ambulante Luis Carlos Ruas, espancado  e morto na estação Pedro II do metrô paulistano no dia de Natal. Suplicy aproveitou ainda a passagem pela Avenida Paulista para prestigiar o grupo de hip hop Matéria Rima, que comemora 15 anos com uma exposição no Conjunto Nacional e tem projetos sociais em Diadema, inclusive de incentivo à leitura.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O crime organizado cresce com o Estado desordenado

O que dizer da situação calamitosa dos presídios, a não ser que se trata de mais uma consequência deplorável deste momento da crise institucionalizada no país? Opinar sobre este assunto - no calor da barbárie e da selvageria - também é complicado.

Primeiro, para fugir do óbvio. Segundo, para não engrossar o coro dos mais radicais à direita ou à esquerda: nem os que acham que "bandido bom é bandido morto", portanto eles que se aniquilem dentro das cadeias brasileiras; nem o "coitadismo" de certa elite intelectual demodé (tão desatualizada quanto este próprio termo) que parou no tempo e finge não enxergar o controle deletério das facções dentro e fora dos complexos penitenciários.

Como disse Demetrio Magnoli na sua coluna deste sábado: "Se o Estado foi privatizado e as empresas estatais entregues a bandidos VIP, por que os presídios não seriam cedidos aos bandidos ordinários?".

Pois é assim, a partir desse raciocínio "terceirizado", que abordaremos este assunto emergente (de um problema que é crônico). Compartilhamos opiniões e artigos que nos convidam à reflexão. Leia:

Demétrio Magnoli: País encarcera zé-ninguéns e cria campos de recrutamento de facções

Luiz Carlos Azedo: A regra nos presídios

CartaCapital: Brasil tem pelo menos 83 facções em presídios

El País: O Comando Vermelho, do presídio em uma ilha paradisíaca à guerra sangrenta por território

Jornal do Brasil: Facções assumem lugar do Estado nos presídios

Agência Brasil: Más condições das prisões facilitam crescimento de facções, dizem especialistas

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Boulos: Um novo líder para a velha esquerda

Teve início a nova etapa de fabricação do homem talhado a ser o próximo líder da velha esquerda, após o declínio de Lula e seus apóstolos da corrupção institucionalizada nos 13 anos de governo do PT e flagrada pela Operação Lava Jato.

Este é o capítulo da vitimização. Coitadinho, Guilherme Boulos diz que foi preso injustamente pela "polícia do Alckmin e do Temer". Não sabemos o que significa isso além da retórica partidária, mas enfim...

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), candidato a candidato (sim, ele sonha em ser Presidente do Brasil), foi preso na terça-feira durante a reintegração de posse de um terreno particular na zona leste de São Paulo.

O boletim de ocorrência registrado no 49º DP (São Mateus) acusa Boulos de resistência e influência na reação dos moradores contra os policiais. Lembrando que a polícia, nestes casos, é obrigada a garantir a integridade do oficial de justiça que está ali para fazer cumprir a lei.

"Verifica-se que por possuir toda essa representatividade, poderia sim Guilherme, se fosse de seu interesse, senão impedido, ao menos minorado a reação de manifestantes contra agentes do Estado", diz o boletim de ocorrência. 

O líder do MTST deixou a delegacia por volta das 19h30 desta terça, depois de cerca de nove horas debaixo daquele que poderia, finalmente, ser o novo teto pelo qual ele tanto reivindica.

"Eu fui indiciado pelo crime de resistência. Quero dizer que para mim resistência não é crime. Crime é despejar 700 pessoas. Resistência é uma reação legítima contra barbaridades como essa", disse ao deixar a delegacia, cercado por militantes esquerdopatas e parlamentares como a vereadora Juliana Cardoso (PT) e o deputado Ivan Valente (PSOL), ávidos por câmeras e refletores.

O ex-detido criticou a Secretaria da Segurança Pública e o titular da pasta, Mágino Barbosa. "Soltaram uma nota dizendo que eu teria atirado rojões em policiais. O secretário vai ter que se explicar porque até os policiais que me prenderam não colocaram no depoimento que eu teria atirado rojões. O secretário vai ter que dizer onde ele encontrou esses rojões".

A nota divulgada pela Secretaria pela manhã afirmava que Boulos e o pedreiro José Ferreira Lima, 25, também apontado como integrante do MTST, foram detidos sob a acusação de "participar de ataques com rojão contra a PM, incitação à violência e desobediência".

Procurada, a Secretaria reiterou que rojões foram lançados contra a PM e que a "participação" não se aplica apenas a quem estava com o objeto na mão, mas também a quem instigou seu lançamento. Um policial ficou ferido e dois carros da corporação foram danificados.

Ao ser liberado da delegacia, Ferreira fez um apelo às autoridades e ao prefeito João Doria (PSDB) por moradia, pois afirmou não ter onde passar a noite com a mulher e os dois filhos. "Estou sem ter para onde ir, gostaria de aproveitar que estou aparecendo no Brasil todo e pedir para os políticos e para o prefeito uma moradia para nós", disse.

Curioso: a "culpa" pela falta de moradia é do prefeito no cargo há 17 dias. Ou do presidente que assumiu após o impeachment. Já o ex-prefeito é amigão do movimento de Boulos, assim como a turma de Lula e Dilma que proporcionou o surgimento deste novo "líder" bem nascido e falastrão.

Para Guilherme Boulos e seus apoiadores, "foi uma prisão política". Eles também falam em "estado de exceção" e afirmam que há um clima no país de criminalização dos movimentos sociais. Perdoai-os, Pai, eles não sabem o que fazem. (Opa! Peraí! Sabem muito bem! A malandragem é profissional!)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

De volta ao enigma indecifrável das pichações paulistanas: arte, protesto ou vandalismo?

Na Folha de S. Paulo de hoje, 17 de janeiro, a boa matéria Campanha de Doria contra pichação reacende 'guerra do spray' em SP repete o tema do nosso post de 5 de janeiro sobre os protestos de pixadores (assim mesmo, com "x", como prefere o movimento do pixo) contra o novo prefeito da cidade.

O assunto rende boas polêmicas. Veja aqui também: A Sampa do militante doido: Milícia virtual petista critica João Doria por iniciativa do ex-prefeito Haddad


Leia, assista, observe e reflita antes de sair por aí destilando preconceito ou servindo de massa de manobra para um lado ou para outro desta polarização estúpida da política e dos fã-clubes de interesses partidários.

A Sampa do militante doido: Milícia virtual petista critica João Doria por iniciativa do ex-prefeito Haddad

A ignorância, a cegueira e a estupidez são os sintomas mais comuns de um tipo de autismo político que atinge determinado militante partidário. Não oferece maiores riscos além da chamada "vergonha alheia", mas é altamente contagioso dentro do seu grupo ideológico e no contato pelas redes sociais.

O mais recente surto acomete a petezada enraivecida que não está sabendo lidar com as duas semanas iniciais de trabalho do prefeito João Doria. Compreendemos que não deve ser fácil ver que em apenas 15 dias a cidade vai recuperando a auto-estima que perdeu nos últimos quatro anos, durante a gestão ruinddad. Mas até a burrice tem limite, né, gente?

No caso da limpeza dos grafites e pichações da Avenida 23 de Maio, por exemplo, as viúvas do Haddad estão atacando o prefeito João Doria por uma medida que foi anunciada e decidida pela própria administração petista. Queridões, vamos acordar para a realidade?

Leiam essa matéria da Folha de S. Paulo de 9 de dezembro de 2016: Restauro dos Arcos do Jânio custará mais de R$ 650 mil e levará seis meses.
Para quem sabe ler, está escrito que "o restauro dos Arcos da rua Jandaia, popularmente conhecido como Arcos do Jânio, na região central de São Paulo, deve levar seis meses e custará mais de R$ 650 mil, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, da gestão Fernando Haddad (PT)." 
E prossegue a explicação: "Desde o dia 29 de novembro, quem passa pela Avenida 23 de Maio já via a movimentação de funcionários da Corpotec na montagem da estrutura para instalação dos tapumes, que começaram a ser fixados esta semana."

"O custo total do restauro, segundo a secretaria, será de R$ 658.253,11 e os recursos são oriundos do Funcap (Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano).

"Os Arcos do Jânio, erguidos no início do século passado são considerados patrimônio histórico. O local veio à tona no final dos anos 1980, quando o então prefeito Jânio Quadros mandou demolir um cortiço que encobria a estrutura."

"A secretaria diz que os Arcos do Jânio passarão por um processo de restauro para restabelecer suas características originais –serão mantidos os tijolos e guarda-copos cinzas e os grafites totalmente removidos."
 

Ou seja, essa feiúra que a gente vê na 23 de Maio é obra do Haddad. Herança petista. Queiram ou não suas viúvas. É fato!

Se você é contra a limpeza dos grafites de gosto duvidoso e pichações sem pé nem cabeça num patrimônio público e histórico, xingue o ex-prefeito.

Se você é a favor da "Cidade Linda", agradeça o atual prefeito pela ideia da operação concentrada, mas também reconheça que foi Haddad que contratou essa limpeza específica. O mérito de João Doria é dar continuidade e ampliar o embelezamento da cidade.

Claro que não é só isso que vai resolver os graves problemas a serem enfrentados pela Prefeitura de São Paulo, mas é uma grande ação simbólica da mudança que São Paulo precisa. Serve para nos lembrar todos os dias que o PT é página virada, graças a Deus. E vamos trabalhar!

Entenderam, queridões? Se precisar a gente desenha. Ou grafita. Ou pixa ;-)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O julgamento sobre a moralidade e a razoabilidade dos salários serve apenas para o Legislativo? E o caso do desembargador que vetou o reajuste dos vereadores paulistanos, ganhando R$ 92 mil?

A coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, revelou que o desembargador que barrou o reajuste salarial dos vereadores de São Paulo – de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil brutos – recebeu R$ 92 mil de salário em novembro. Dimas Borelli Thomaz, assim como outros desembargadores da corte, possui ganhos bem acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil.

O mais curioso é que, na sentença sobre a Câmara Municipal, Thomaz escreveu que o reajuste dos vereadores "mostra-se incompatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade".

O salário dos desembargadores parte de R$ 30 mil. O excedente, segundo o TJ-SP, refere-se a subsídios e verbas indenizatórias. Em defesa própria, Thomaz diz que sua folha de novembro inclui uma parcela do 13º e recomposições. "Não existe ilegalidade nem imoralidade", afirma.

Curioso, sem dúvida ;-)                                            (Publicado pelo Câmara Man)