segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PPS repudia violência e maus tratos contra animais


Com a participação da ex-vereadora Soninha Francine e da apresentadora de TV Luisa Mell, uma das organizadoras do ato, o PPS marcou presença na manifestação "Crueldade Nunca Mais", de repúdio à violência e aos maus tratos contra animais, que reuniu mais de 10 mil pessoas neste domingo, 22 de janeiro, na Avenida Paulista.

"O mal só prospera quando o bem se omite. Não basta se indignar, é preciso agir", defende Luisa Mell. "Lutamos pelo fim da IMPUNIDADE na violência contra os animais!"

Entre os manifestantes estavam representantes de diversas entidades de defesa dos animais, cidadãos anômimos e personalidades como o veterinário Alexandre Rossi (Dr. Pet), a atriz Lúcia Veríssimo e a apresentadora de TV Gianne Albertoni. Pelo PPS também compareceram os jornalistas César Hernandes e Maurício Huertas, ambos representando a direção do partido.

Além da conscientização das pessoas, o ato pede uma lei mais rigorosa para punir quem comete crimes contra os animais e tem como objetivo coletar 1,5 milhão de assinaturas em todo país.

Veja mais:

Depoimento de Soninha Francine

Assine a petição "Crueldade Nunca Mais"













"Crueldade Nunca Mais!": depoimento de Soninha

sábado, 21 de janeiro de 2012

Boninho incentivou "estupro" em rede nacional

O twitter @23pps repercute o assunto da semana:

Boninho deu sinal verde para ação debaixo do edredom se prolongar (leia aqui) via @VEJA

Cadê a polícia enquandrando @boninho, o verdadeiro estuprador do #BBB? A lei é para todos! Quem incentiva e manipula é ele!

Somos contra qualquer tipo de censura, mas também contra hipocrisia. Quem cometeu crime? O "modelo estuprador" ou @boninho e a @rede_globo?

Como faz para eliminar @boninho da minha TV? Como faz para mandar a @rede_globo para o paredão da Justiça e da responsabilidade social? #BBB

Jovens + bebida + apologia ao sexo ("o amor é lindo" @PBiaL?) + vale tudo pela audìência = BBB de @boninho com aval criminoso da @rede_globo

Antes que @boninho bloqueie o @23pps, como costuma fazer com os críticos para esconder a VIDA REAL, ele vai ler que é responsável por isso!

Luisa Mell convoca: "Crueldade Nunca Mais!"

O mal só prospera quando o bem se omite. Não basta se indignar, é preciso agir. Vamos todos nos encontrar na manifestação Crueldade Nunca Mais, no próximo domingo, 22 de janeiro, a partir das 10h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, estação Trianon do Metro.

Avise os amigos, os amigos dos amigos, familiares e todos aqueles que querem o fim da IMPUNIDADE na violência contra os animais!

Quem é Luisa Mell

De família judaica e apaixonada pela natureza, a apresentadora Luisa Mell é uma das mais atuantes e combativas defensora dos animais. Formada em Teatro e Direito, ficou conhecida por programas como o "Late Show", na Rede TV!, e "Estação Pet", na TV Gazeta.

Famosa pela iniciativa de tirar cães das ruas e levá-los para adoção, além de dar dicas aos telespectadores e ajudá-los a tratar os bichos da melhor forma possível, Luisa Mell teve papel primordial em leis que proíbem a participação de animais em circos e a realização de rodeios, touradas, brigas de galo, entre outras atividades que expõem os animais aos maus tratos.

Leia mais:

Manifestação Crueldade Nunca Mais!

Editorial da Folha de S. Paulo: "Balé paulistano"

Prefeito Gilberto Kassab aprofunda aviltamento da vida política ao mercadejar apoio de seu recém-criado partido de conveniência

Oportunismo e fisiologia constituem, como se sabe, características permanentes na vida política brasileira. Raras vezes se viu, entretanto, espetáculo ao mesmo tempo tão explícito e tão refinado quanto o que se desenrola na sucessão à prefeitura paulistana.

O PSD do prefeito Gilberto Kassab, fundamentado no peculiar princípio de não ser "nem de oposição nem de situação", dá passos de balé em todas as direções.

Cortejava o PSDB, parceiro hesitante e nervoso, paralisado diante de alternativas pouco entusiasmantes. Seu nome mais representativo, o de José Serra, repete a coreografia desanimada do não candidato, na espera eterna de uma disputa sem risco, se possível para a Presidência da República. Enquanto isso, outros postulantes ao nada modesto cargo de prefeito da capital paulista se fortalecem para disputar prévias no partido.

O procedimento, em si recomendável e democrático, parece, no entanto, padecer de certa artificialidade, na medida em que surge mais como recurso para ganhar tempo, a ser descartado em caso de determinação superior, e menos como uma disputa capaz de galvanizar a militância partidária.

Mudam de rumo, então, os passos de Kassab -e o que se ensaia agora é uma pirueta do PSD para cair nos braços do PT.

O prefeiturável petista Fernando Haddad avaliou como "muito novo e precário" o movimento de aproximação entre o seu partido e o de Kassab, mas não se constrangeu a ponto de recusar negociações.

Constrangeu-se, sem dúvida, o contingente de vereadores petistas na Câmara Municipal. Como fazer uma aliança com o prefeito a quem se votava ferrenha oposição?

Os escrúpulos não duraram muito, ao que tudo indica. "O PSD já é base do governo Dilma", ressalvou um vereador.

Pouco importa, todavia, essa opinião, ou qualquer outra na direção contrária. "A decisão será tomada em Brasília ou em São Bernardo", resumiu o líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, Ítalo Cardoso.

Ou seja, será obedecida a orientação de Dilma Rousseff ou de Luiz Inácio Lula da Silva, que já impusera o nome de Haddad como candidato sem qualquer consulta às bases locais do partido.

A política na maior cidade do país é assim tratada, no PT, segundo a tradição de mandonismo vigente no mais atrasado vilarejo do interior do Brasil. Kassab, do alto de seus índices de impopularidade, regateia um matrimônio de conveniência. Os tucanos, agitando sua plumagem decorativa, dão cor local ao cenário deprimente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Twitter @23pps faz provocação propositiva ao PSDB

Siga aqui: http://twitter.com/23pps

@23pps PPS/SP
Quando partidos aliados se dizem dispostos a apoiar o candidato que estiver melhor nas pesquisas, não pode ficar restrito a um partido só...

@23pps PPS/SP
Fica a proposta: @freire_roberto @geraldoalckmin_ @joseserra_ @Sergio_Guerra @pedrotobias @carlos_batistaf PSDB apoiaria @SoninhaFrancine?

@23pps PPS/SP
Esse é o desafio @lucianoregis. Não fazem um discurso tão democrático e aliancista? O que @Sergio_Guerra e @pedrotobias diriam dessa ideia?

RT @lucianoregis Luciano Regis
@23pps O PSDB não respeita o PPS, jamais iria abrir mão...

@23pps PPS/SP
Na conta de @gilbertokassab_ há 30 vereadores, igrejas, PSD, PSB, PDT, PCdoB, PV, PHS... Será que tudo isso vai embarcar na canoa de Haddad?

@23pps PPS/SP
Será que o PSDB aceitaria apoiar o melhor nas pesquisas entre @AndreaMatarazzo @brunocovas @ricardotripoli @jose_anibal e @SoninhaFrancine?

@23pps PPS/SP
Se de fato @gilbertokassab_ se coligar ao PT, tudo muda na sucessão paulistana @geraldoalckmin_ @joseserra_ O que dizer de @SoninhaFrancine?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pré-candidatos à Prefeitura se encontram em SP

Foi promovido nesta quarta-feira (18) pela Rede Nossa São Paulo o primeiro encontro de pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. Eles discutiram os principais problemas apontados em uma pesquisa de opinião feita pelo Ibope.

Veja reportagem do jornal SPTV 2ª edição, da Rede Globo.

A pesquisa mostra que a avaliação do paulistano sobre a cidade ficou praticamente estável em relação aos anos anteriores: a media de satisfação é de 4,9. "Se fosse uma escola, a cidade de São Paulo não teria passado", diz Márcia Cavallari, diretora do Ibope

Os pré-candidatos Soninha Francine, do PPS, Netinho de Paula, do PCdoB, e Gabriel Chalita, do PMDB, acham que podem aumentar o grau de satisfação de quem mora em São Paulo, a começar pela segurança. Quase 90% dos entrevistados dizem que se sentem pouco ou nada seguros na cidade.

“Uma cidade mal iluminada, mal sinalizada, mal cuidada, tem a tendência de ser uma cidade mais violenta. Os governos federal, estadual e municipal poderiam desenvolver um plano conjunto de melhoria real da segurança na cidade de São Paulo”, diz Chalita.

No transporte público, o ônibus demora pra chegar: em média, 22 minutos. Na saúde, o tempo médio de espera para uma consulta é de 52 dias. Em 2010, era 61. "Não mudou absolutamente nada nos últmos 20, 30 anos. A demora continua a mesma. Isso foi o que mais me chocou", afirma Netinho.

O levantamento mostra também que a confiança dos paulistanos nas instituições públicas da cidade anda em baixa. A Câmara Municipal, a Prefeitura e o Tribunal de Contas do município tiveram os piores desempenhos nessa questão.

“É obvio que a percepção das pessoas sobre a qualidade dos serviços públicos, sobre a honestidade dos políticos, sobre a qualidade de vida da cidade de um modo geral, é muito ruim. Então é uma reflexão que a gente precisa renovar. Não é uma novidade”, diz Soninha.

Os pré-candidatos do PV, PSOL e PT foram convidados, mas não apareceram. Eles mandaram representantes para o debate.(G1)

Leia também:

Nossa São Paulo: IRBEM e o Quadro da Desigualdade

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nossa São Paulo lança nova edição do IRBEM

Às vésperas do aniversário de São Paulo, a pré-candidata do PPS à Prefeitura, Soninha Francine, participa nesta quarta-feira, dia 18, do lançamento da terceira edição do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). A Rede Nossa São Paulo também apresenta a quinta pesquisa encomendada ao Ibope com a percepção dos paulistanos sobre a cidade.

O IRBEM revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida e bem-estar em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como Sexualidade, Espiritualidade, Aparência, Consumo e Lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho.

O levantamento vai trazer também, pelo quinto ano consecutivo, o nível de confiança da população nas instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Poder Judiciário etc.) e a avaliação do poder público e dos serviços por ele oferecidos. Tempo de espera por consultas (nos sistemas público e privado) e tempo de espera nos pontos de ônibus são algumas das perguntas que compõem a pesquisa.

Além do lançamento dos resultados da pesquisa, o evento terá a apresentação do mapa da desigualdade em São Paulo, uma análise comparativa dos indicadores por subprefeituras e distritos da cidade.

O evento será realizado nesta quarta-feira, 18 de janeiro, das 10h às 12h30, no Teatro Anchieta, Sesc Consolação – rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – São Paulo.

Revista Época entrevista Soninha Francine

Felipe Patury

A ex-vereadora Soninha Francine (PPS) disputará pela segunda vez a capital paulista. Ainda sem apoio entre os demais partidos, a ex-subprefeita da Lapa na gestão de Gilberto Kassab (PSD) conta como pretende se tornar a terceira via na disputa pela capital paulista. “Vou expor o máximo de informação e chamar para a internet, para compensar essa falta de tempo”, disse, ao jornalista Marcelo Osakabe.

Por que a senhora disputará novamente a prefeitura? Decidi que quero ficar no setor público. Sempre gostei de política e militância, mas também exercia uma outra atividade profissional. Em 2004, decidi inverter o peso das coisas e me candidatei à vereadora. Agora, quero estar no Executivo. E o cargo que mais me atrai é o de chefe do Executivo. Quero ser prefeita de São Paulo.

Querer é poder? Olha, pude conhecer muita coisa sendo repórter, mediadora de debates, voluntária em favela, militante, vereadora e subprefeita. Conheço a cidade porque a uso. Sou pedestre, motorista, passageira de ônibus e metrô, usuária de SUS. Não me conformo com coisas que não funcionam. Eu me irrito vendo o que São Paulo não tem e que poderia ter. A cidade tem recursos e conhecimento, mas continua sofrendo por problemas que dá para resolver.

Quais? A burrice básica do sistema de saúde. Você precisa passar tanto pela AMA e pela UBS para chegar a um médico especialista. Isso demora uns cinco meses. Outra burrice está no transporte. O inchaço de pessoas no transporte público acontece também porque elas precisam se deslocar longas distâncias até o trabalho. Se elas não precisassem atravessar a cidade, a vida delas seria absurdamente melhor. Isso tem influência sobre todo o resto, números de vagas em creches e postos de saúde necessários, qualidade do ar, tempo de repouso e lazer. Não tem como melhorar a cidade se não resolver esse abismo.

E como fazer isso? Com ação decisiva do poder público. Investir em moradia decente no centro, onde os serviços já são mais presentes, e em oportunidades de trabalhos em regiões da periferia, onde mora mais gente. Já existe lei, mas precisa aplicar. Uma empresa de telemarketing que gera mais postos de trabalho não precisa estar na região central.

O que você acha da administração Kassab? Tem pontos positivos na Educação e Meio Ambiente. De negativo, a gestão em subprefeitura. Ela é massacrada por todos os problemas, mas não tem poder nenhum. Nessa gestão, menos ainda. E falo com bastante conhecimento de causa.

A senhora coordenou o site da campanha de José Serra (PSDB). Acha que a internet pode ter um papel relevante na campanha para São Paulo? Menos do que costumam acreditar. Acho que a internet pode fazer uma grande diferença é sobre os cabos eleitorais. Para essas pessoas que estão interessadas a ponto de querer se engajar no processo eleitoral, a internet fornece conteúdo ilimitado. Mas só funciona se elas já estiverem interessadas.

Você já conversou com outros partidos? Mesmo achando improvável, a gente faz questão de se aproximar de quem temos afinidade. Gostaria de ter o Eduardo Jorge (PV) com a gente e a Luiza Erundina (PSB) também.

A senhora é bastante próxima ao ex-governador José Serra. Apoiaria um candidato dele? Somente se coincidisse com o candidato que eu apoiasse. Nunca apoiaria um Guilherme Afif Domingos (PSD), por exemplo. Reconheço algumas de suas qualidades, mas a visão e proposta dele são completamente diferentes das minhas.

Marcelo Osakabe

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jogo de cartas e o "mico" do Diário de S. Paulo


Ao Diário de S. Paulo

Sr. Presidente J.Havilla
Sr. Editor-chefe Carlos Alencar

Venho manifestar total repúdio à arte que acompanha a matéria “As cartas já estão na mesa”, do repórter Fernando Zanelato, sobre o “jogo” da eleição à Prefeitura de São Paulo.

É ofensiva, mentirosa e despropositada a afirmação sobre a pré-candidata do PPS, Soninha Francine: “Mera figurante na disputa. Vai se limitar a cumprir o que o PSDB mandar, ou seja, bater o quanto pode no PT.”

Que subtipo de jornalismo é esse que estabelece por um “achômetro” descalibrado e desinformado o papel que o PPS vai adotar? Qual a base para tal afirmação leviana? Muita gente em 2008 fazia a mesma “aposta” de que o PPS iria seguir Alckmin ou Kassab e Soninha foi candidata, numa campanha dinâmica, afirmativa, inovadora, leve, propositiva.

A nossa proposta para 2012 é justamente quebrar essa polarização PT x PSDB. Ou para o Diário de S. Paulo só está no jogo quem opta por um destes dois pólos? Seria o mesmo que levar a sério na imprensa de São Paulo apenas a Folha e o Estadão, fazendo pouco de qualquer outro “jornalzinho” disponível ao leitor.

Respeito é bom e o PPS exige! Informem-se antes de palpitar sobre o trabalho sério que realizamos.

Atenciosamente,

Maurício Huertas
Secretário de Comunicação do PPS/SP

Deu na Folha: Nem PT, nem PSDB... Soninha!

Prefeituráveis (Painel do Leitor, 16/1/2012)

Outra vez a Folha omite indevidamente o nome de Soninha Francine (PPS) ao nominar os "principais" pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo ("Operação na cracolândia é 'desastrada', diz Haddad", "Poder", ontem). Esquece-se que em todas as pesquisas nota-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB.

Sabemos que as pesquisas são um retrato momentâneo, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. Soninha lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro no eleitorado de classe média. Isso não é notícia?

Sensível aos anseios da população, o PPS investe em três frentes: 1) É o primeiro partido a adotar o "Programa Cidades Sustentáveis"; 2) Faz uma carta aberta a Marina Silva e aos "marineiros", reforçando a importância da construção dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil; 3) Efetua a filiação de expoentes do Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina, como é o caso do empresário Ricardo Young, ex-candidato ao Senado com 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

MAURÍCIO HUERTAS, secretário de Comunicação do PPS-SP (São Paulo, SP)

Leia também:

De novo a Folha define os "principais candidatos"...

domingo, 15 de janeiro de 2012

De novo a Folha define os "principais candidatos"...

Começa assim a matéria de Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo: "A operação da Polícia Militar na cracolândia abriu o primeiro embate público entre os principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo no ano da eleição municipal."

E são citados, pela ordem: Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Celso Russomanno, Bruno Covas, Andrea Matarazzo (com direito a arte de 1/4 de página, todos com foto), e no texto ainda José Aníbal, Ricardo Trípoli e Guilherme Afif.

Ou seja, foram citados oito pré-candidatos. Seriam eles os "principais"? Na opinião de quem? Da Folha? Por que?

Onde foram parar Netinho de Paula e Soninha Francine, que, segundo o próprio Datafolha, ocupam respectivamente a segunda e a terceira colocação na preferência do eleitorado paulistano (atrás apenas de Russomanno)?

Outra vez a Folha omite indevidamente o nome de Soninha quando resolve subjetivamente tratar dos principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo.

Pretendem o que? Insinuar que Soninha é "café-com-leite" na disputa? Que a candidatura do PPS não é pra ser levada a sério? Ou que ela pode estragar a polarização PT x PSDB que a Folha gosta tanto de incensar?

Não vamos nem entrar no mérito da política, mas respeitem ao menos o (e)leitor, que coloca a pré-candidata do PPS com cerca de 10% de votos, em todos os cenários apresentados tanto pelo Datafolha quanto pelo Ibope.

Será apenas coincidência essa omissão do nome de Soninha? Mas outra vez, envolvendo as mesmas pessoas?

Leia também:

Folha de S. Paulo x PPS: opinião, réplica e tréplica

Soninha lidera entre eleitorado com nível superior

Soninha se firma com 10% e é terceira força de SP


Nem PT, nem PSDB. Um "sinal verde" pra SP

sábado, 14 de janeiro de 2012

A ação do governo na cracolândia é adequada?

Paulo Cappelletti, Juliano Melo e Martiniano Borges

Política higienista? Não, dever constitucional.

Quando o governo procrastina, o resultado é quase sempre desastroso. O descalabro da cracolândia é um desses casos.

Há 15 anos, algumas ruas do centro velho de São Paulo foram tomadas por uma nova droga, o crack. Durante o dia, os usuários desapareciam. Escondiam-se em canteiros de avenidas, em hotéis baratos e em organizações não governamentais (na maioria dos casos, religiosas).

À noite, quando as lojas se fechavam, como no clipe "Thriller", de Michael Jackson, maltrapilhos e moribundos "surgiam". Hordas de "batmans", enrolados em cobertores, atacavam transeuntes e moradores para poder levar algo que permitisse comprar pedras de crack.

Autoridades? Sim, a Polícia Militar fazia rondas. Às vezes, fazia abordagens ou um estardalhaço com algumas dezenas de homens.

A inovação da cracolândia, na alameda Dino Bueno e na rua Helvétia, foi o aperfeiçoamento da desgraça. A três quadras de um batalhão da polícia, viciados e traficantes encontraram o ambiente perfeito para passarem o dia todo.

Em pouco tempo, uma linha de ônibus teve o seu trajeto alterado, e o lugar foi abandonado, tornando-se um ponto de tráfico e uso de crack. Estima-se que 2.000 pessoas tornaram aquela latrina a céu aberto o centro dos seus universos. Imagens de televisão não transmitem a fedentina repugnante.

Durante anos, desleixadamente (e criminosamente, por que não dizer?), nossos governantes permitiram que a pedra fosse negociada livremente. Durante os anos 1990, a "inteligência policial" ignorou denúncias, não fez quase nada. Muita vezes, foi conivente e corrupta.

Hoje, apesar de carente em inteligência e em investigação -esta nova retomada se fez com poucas prisões e nenhum mandado de busca-, a ação da polícia é a esperança de uma nova postura do Estado.

Culpam a ação policial por prejudicar o trabalho das ONGs e dos agentes de saúde. Eles estariam criando vínculos com possíveis adeptos do tratamento. É discutível.

Os agentes de saúde são estagiários e estudantes de diversos cursos universitários, contratados não pela Prefeitura, mas por ONGs terceirizadas. Em geral, são pessoas sem vocação, preparo ou experiência. Vestidos com coletes azuis e com pranchetinhas nas mãos, andam burocraticamente pelas ruas vendendo a mentira de que estão criando vínculos com os dependentes.

Quais vínculos são esses? Eles esperam substituir os pais, os irmãos e os amigos, há muito perdidos pelos "nóias"? Vão acompanhá-los durante todo o tratamento? E depois do tratamento, serão seus melhores amigos? Não. Sobre esses vínculos, muito pouco pode se esperar.

E agora? Vamos reprovar a ação da polícia? Não! A cracolândia é um misto de problemas. E um deles é de segurança pública.

Óbvio que excessos cometidos por autoridades não devem ser tolerados. Mas isso não tira a obrigação do Estado de estar lá, recuperando a região do domínio do crack e reinstaurando a ordem. O que a Polícia Militar está fazendo agora é apenas o que deveria ter feito há 15 anos -se tivesse feito, hoje não haveria cracolândia com endereço fixo. A operação deve continuar. Política higienista? Não. Dever constitucional.

Óbvio que a polícia não resolverá a dependência química, mas poderá propiciar um ambiente seguro para que as outras formas de ajuda possam chegar a quem necessita. A polícia abre caminho para que os usuários tenham o acesso à saúde, às igrejas, às ONGs e aos familiares.

A internação compulsória também deve ser exercida. Durante um resgate, os paramédicos não perguntam se o acidentado aceita ser encaminhado ao hospital. O dependente precisa dessa ajuda. Talvez ele saia da internação e imediatamente volte para o crack, mas ele tem o direito de passar alguns dias limpo para que retome seu poder de decisão.

PAULO CAPPELLETTI, 51, teólogo, é diretor da Missão SAL (Salvação, Amor e Libertação). Atua no tratamento de dependentes há 15 anos. JULIANO MELO, 33, bacharel em letras, e MARTINIANO BORGES, 30, sociólogo, são diretores do IBTE - Instituto Brasileiro de Transformação pela Educação. (Publicado na Folha de S.Paulo no sábado, 14 de janeiro de 2012)

Leia também:

Cracolândia: Uma realidade paralela que pede ajuda

Cracolândia: "Aposta de risco", por Igor Gielow

PPS debate o que funciona contra o crack

São Paulo S/A: fábrica de marginais (artigo de 1995)

De um lar miserável para a geladeira do IML (1993)

Receita para se fazer um criminoso (1995)

Dois artigos do dia sobre o PT, o PSDB e Kassab

Convivência cordial entre o PT e o PSDB é apenas aparência

APESAR DAS APARÊNCIAS E DA IMENSA CONFUSÃO DE ALIANÇAS E DE ATORES NA ELEIÇÃO DE SÃO PAULO, É UM CONTRA O OUTRO

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Acabou a solenidade do Minha Casa, Minha Vida, a presidente petista Dilma Rousseff correu para uma conversa de três horas com o padrinho Lula, enquanto o governador tucano Geraldo Alckmin foi trocar ideias com o prefeito Gilberto Kassab.

Os dois movimentos reforçam a polarização PT-PSDB. Apesar das aparências, da convivência cordial de Dilma e Alckmin e da imensa confusão de alianças e de atores na eleição de São Paulo, é um contra o outro. Os demais girando como satélites.

O PT mudou muito, mas é o PT. O PSDB está totalmente rachado, mas é o PSDB. As duas novidades são a entrada em cena do PSD de Kassab, que oscila entre ambos, e a tentativa do PMDB de lançar a candidatura de Gabriel Chalita para recuperar liderança política em São Paulo.

É por isso que, ao oferecer um nome -qualquer nome- do seu PSD para Lula como vice do petista Fernando Haddad, Kassab confundiu ainda mais o cenário e deixou os dois lados atordoados. Serviu como pausa para pensar.

Se o PT já engoliu a candidatura Haddad só porque Lula quis, é muito difícil assimilar um vice indicado por Kassab. Lula até gostaria de reunir o máximo de forças políticas e isolar os tucanos, mas o prefeito é a alma da campanha petista. Sem Kassab, quem será o alvo? Qual será o discurso?

No caso do PSDB ocorre o mesmo, em sentido contrário. A eleição, a vitória e a gestão de Kassab na prefeitura são indissociáveis dos tucanos, o que vale mais para o ex-governador José Serra, mas vale também para Alckmin, queira ele ou não.

Quem é mesmo o seu vice? Guilherme Afif Domingos, que é do PSD, pré-candidato de Kassab à sua sucessão.

Como, então, o PT poderia usar seus palanques para defender ou no mínimo ignorar Kassab? E como o PSDB poderia se esgoelar para criticar a gestão dele?

O plano A de Kassab segue sendo lançar o cabeça de chapa e ter apoio de Alckmin, que é quem dá as cartas tucanas no Estado e na capital e está atolado em várias candidaturas, três delas de secretários de seu governo. Preferia Bruno Covas, recuou e virou uma esfinge.

Kassab, portanto, é o centro do universo neste momento em São Paulo. Não apenas por ser formalmente o prefeito, mas por aliar índices medíocres de popularidade à capacidade política de criar um novo partido tão eclético e por ameaçar desequilibrar para um lado ou para o outro a polarização PT-PSDB.

O excesso de interrogações ainda é, assim, o forte da campanha paulistana. O que há de concreto é uma transição geracional, com nomes e caras novas, e um novo peso local para Lula. A capital nunca foi seu forte, mas isso parece coisa do passado.

Mais uma vez, o jogo nacional começa a se definir por São Paulo e pela disputa PT-PSDB. E o PSDB parece claramente em desvantagem.


(Análise de Eliane Cantanhêde, publicada na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 13 de agosto de 2011)


O nome do jogo

DORA KRAMER
COLUNISTA DO ESTADÃO

Os movimentos de Gilberto Kassab na preparação da disputa pela Prefeitura de São Paulo parecem confusos e contraditórios, mas não há nada mais organizado e coerente da perspectiva de alguém cujo objetivo principal é consolidar a posição de peça importante no jogo da política.

E o nome do jogo dele é sobreviver ao fim do mandato de prefeito e chegar ao governo de São Paulo. Seja em 2014 ou 2018.

Kassab nunca pretendeu consertar o mundo. Quando explicitou a indefinição ideológica do PSD, deixou bem claro que ao fundar um novo partido sua intenção não seria liderar processos de aperfeiçoamento do sistema partidário ou tornar-se um pregador desta ou daquela corrente de pensamento.

Trata-se de um pragmático assumido. Marca a meta e sai ao alcance dela. Quando quis se livrar do DEM em derrocada, foi em busca de fusões com outros partidos: primeiro o PSB, depois o PMDB.

Não deu certo. Criou, então, a própria legenda. Arregimentou correligionários insatisfeitos nos respectivos partidos, avisou aos novos navegantes que, ali, fidelidade partidária seria regra, apresentou seus serviços de sublegenda aos governadores de todos os Estados, formou fornida bancada na Câmara, cumpriu as exigências legais e registrou o PSD.

Como aliado, o partido disputará prefeituras em boa parte do País, mas é em São Paulo que Gilberto Kassab investe em seu destino.


(Artigo de Dora Kramer, publicada no o Estado de S. Paulo de sexta-feira, 13 de agosto de 2011)

Nem PT, nem PSDB: Um sinal verde pra São Paulo

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo realizadas até o momento, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB, e o cenário muitíssimo promissor para o PPS e para a candidata Soninha Francine.

Nem PT, nem PSDB. Que venha 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar. Sinal verde para o cidadão que pede passagem, sinal verde para o trânsito, sinal verde para o desenvolvimento, sinal verde para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, para a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Enquanto a imprensa se preocupa em medir o aumento da influência de Lula na sucessão paulistana ou a curva ascendente da rejeição a José Serra, a população tem dado reiterados sinais de que já está saturada desta polarização PT x PSDB.

Não é por acaso que em todas as pesquisas à Prefeitura de São Paulo despontam nomes como Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), todos na faixa entre 10% e 20%, enquanto o ungido de Lula, Fernando Haddad (PT), e os quatro pré-candidatos do PSDB patinam com índices inexpressivos que vão de 3% a 6%.

Podem argumentar que os índices de Russomanno e Netinho refletem apenas o recall de pré-candidatos que disputaram as últimas eleições majoritárias, um para o Governo, outro para o Senado. Mas vejamos o caso de Soninha Francine, por exemplo. Fora das eleições e da mídia desde 2008, a pré-candidata do PPS tem 10% dos votos e se consolida como terceira força em todos os cenários apresentados.

Somado a esses números o resultado da eleição presidencial de 2010, quando Marina Silva (ex-PV) obteve 20 milhões de votos, temos o diagnóstico do problema e o prognóstico da cura: o eleitor procura uma alternativa concreta e viável para escapar das mãos de petistas e tucanos (ou kassabistas). Ninguém quer mais do mesmo.

Tudo bem que as pesquisas são um retrato momentâneo e mutável, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. A candidata do PPS lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro no universo do eleitor com renda superior a 10 salários. Isso não é notícia?

A proposta de Soninha Francine se baseia em dois conceitos básicos: mobilidade urbana e reconfiguração do território. Com mais gente morando perto do trabalho, há mais tempo para lazer, estudo, esporte, cultura, convivência, repouso. Com menos deslocamentos, há menos consumo de combustível, barulho e poluição. E mais espaço, mais gente a pé se conhecendo e se encontrando, mais saúde física e mental, maior possibilidade de bem estar.

Porque cidade inteligente é cidade feliz. Se as pessoas estão exaustas e não são felizes, de que adianta o resto?

De posse dessas informações e sensível aos anseios da população, o PPS investe em três frentes: 1) É o primeiro partido a assumir oficialmente o compromisso com o inovador “Programa Cidades Sustentáveis”; 2) Faz uma carta aberta a Marina Silva e aos chamados “marineiros”, reforçando a importância da construção dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil; 3) Consolida esta aproximação com a filiação de expoentes do Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina Silva, como é o caso do empresário Ricardo Young, ex-candidato pelo PV ao Senado em 2010 com 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

Enquanto isso, especula-se que o PSD de Kassab pode apoiar PT ou PSDB, feito biruta de aeroporto. Tentam seguir a receita para fabricar um prefeito: pegue um candidato novo, sem carisma, que não conhece a cidade, mau ministro, aproxime-o de Lula para "humanizá-lo" e divulgue essa notícia! É o que já está acontecendo.

Vamos raciocinar: Lula passa o dia inteirinho em casa, só vai ao hospital para o tratamento e retorna. Por que então Fernando Haddad vai ao Sírio-Libanês visitá-lo?

A própria “assessoria” do pré-candidato acusa o golpe. Primeiro, distribui release da visita à imprensa. Em seguida, respondendo às críticas do PPS nas redes sociais, admite que a notícia é “estratégica” e um dos artifícios para “tornar Haddad mais conhecido”.

Ora, depois a baixaria é de quem mandou Lula se tratar no SUS? Começou o “vale tudo” das campanhas? Mais uma vez vai prevalecer o marketing político sobre o bom senso, a ética e as demandas reais da cidade?

Entendemos, portanto, que para concretizar a proposta deste "sinal verde para São Paulo" será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país. Isto significa, objetivamente, apresentar uma candidatura própria à Prefeitura e uma chapa competitiva para a Câmara Municipal, eqüidistante de PT e PSDB, e diferente de tudo que ambos têm representado de nocivo e de mesmice para a política.

Maurício Rudner Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação e Redes Sociais do PPS/SP e coordenador da pré-campanha de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Soninha se apresenta contra as 'burrices' do sistema

Diário do Comércio

Candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012 pelo Partido Popular Socialista (PPS), a jornalista Soninha Francine propõe mudanças radicais na gestão da administração municipal da capital paulista. Quer eliminar "as burrices" no sistema de Saúde, por exemplo.

Em entrevista ao Diário do Comércio, a candidata – hoje responsável pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) do governo do Estado –, entra na disputa pela chefia do executivo paulistano pela segunda vez.

Em 2008, registrou 266.978 votos (4,19% dos válidos) e terminou em quinto lugar (atrás de Kassab, Marta, Alckmin e Maluf). A seguir, os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio – Quais são suas propostas para o trânsito de São Paulo?

Soninha Francine – O básico é priorizar o coletivo em relação ao individual motorizado. Agora, enquanto para muita gente isso se traduz em mais metrô, eu tenho certeza de que a gente precisa melhorar muito o transporte por ônibus. Não só porque é atribuição direta da prefeitura, mas porque o ônibus tem uma capacidade enorme de transporte de passageiros. O problema é que ele é muito mal distribuído. Você tem sobrecarga em muitos lugares e linhas ociosas com ônibus vazios em outros.

DC – A gestão...

Soninha – Tem um problema de gestão de linhas de ônibus que é muito sério. Com os corredores que temos, com a estrutura que já temos, só com melhoria na gestão já é possível melhorar muito a qualidade do sistema, com mais informação para as pessoas e pontos mais confortáveis. Algumas linhas foram ficando obsoletas com o passar do tempo e acabaram ficando superpostas. Elas podem ser melhor distribuídas.

Outro ponto que é tão importante e está diretamente relacionado com esse é o uso do solo. A distribuição de moradia versus a atividade econômica na cidade. Precisamos aproveitar melhor a infraestrutura urbana já instalada para que mais gente more nesses locais. Nos últimos anos, os lugares onde temos menos atividade econômica foram os que mais incharam, como o extremo noroeste, o extremo leste e o extremo sul. Se não resolvermos esse desequilíbrio, não vai ter ônibus, metrô, trem urbano ou via expressa que dê conta de tamanho êxodo, com milhões de pessoas se deslocando no mesmo horário e sentido.

DC – É a busca de mais qualidade de vida...

Soninha – Mobilidade e equilíbrio na moradia e atividade econômica interferem diretamente na vida das pessoas de todas as maneiras. Quanto tempo elas têm para dormir, para ficar em casa com a família, para o lazer ou atividade física. A solução começa ao compreendermos por que as pessoas se deslocam, para diminuir essas distâncias.

DC – O que mais a incomoda na cidade?

Soninha – A saúde é sempre um incômodo, mas tudo está integrado. O transporte coletivo também está ligado a isso. Para uma vida mais saudável, diminuir a distância entre a casa e o trabalho jê é um grande passo. Mas para as doenças mesmo, o atendimento em saúde não tem só gargalos ou a sobrecarga versus a falta de médicos e equipamentos. Tem burrices no sistema. Novamente, uma questão de gestão. Tem alguns lugares onde a demanda fica represada, porque é mal administrada.

DC – Por exemplo?

Soninha – Para você ter uma consulta com um especialista, é preciso passar primeiro por um clínico geral. Isso é absolutamente dispensável. Até porque o clínico vai ouvir sua queixa e falar "é caso para um especialista". A pessoa espera três meses para passar no clínico, fica cinco minutos no consultório e espera dois meses para ser atendido pelo especialista. Tem coisas que podem ser melhoradas na logística do sistema por mais qualidade de vida.

DC – O PPS é pequeno... Você acha que vai até onde?

Soninha – Eu quero ir para o segundo turno. Até porque os partidos grandes, nossos rivais de maior porte, estão em um momento especial de desorganização interna. Não tenho como adversários os velhos nomes de sempre, que já disputaram eleições e tiveram milhões de votos. Estamos em uma época especialmente propícia a surpresas, e gostaria de ser uma surpresa.

DC – Os recursos do partido são suficientes para a campanha?

Soninha – Olha, ainda bem que eu preciso de pouco dinheiro, graças a Deus. Eu não faço a menor questão de ter um programa eleitoral gravado na melhor produtora com iluminação cinematográfica e diretor badalado. Para minha campanha, que também tem muita mídia espontânea, não preciso de tanto dinheiro quanto meus adversários.

DC – Todo candidato tem um público especial. Seu público especial ainda é o jovem?

Soninha – Nisso, eu já saio com vantagem. Não vou fazer nenhum esforço para me dirigir aos jovens, até porque é bobagem segmentar discurso em eleição majoritária. Mas tenho essa vantagem, porque eles já me conhecem. Já me viram falando de meio ambiente, de sexualidade, drogas, cultura, esporte, enquanto outra parte do eleitorado precisa de apresentação. Conhecem a Soninha, aquela da bicicleta, da TV Cultura, da maconha... com referências negativas, inclusive.

DC – Por que você acha que é uma boa opção?

Soninha – Primeiro, minha experiência no Legislativo. Foi muito intensa minha passagem pela Câmara. Eu exerci meu mandato com o máximo interesse e curiosidade. Tive uma experiência de executivo que também é uma pós-graduação em dificuldades, que é ser subprefeito. Não é mais difícil que ser prefeito, porque você tem os mesmos problemas e nem um centésimo das possibilidades de resolvê-los.

DC – O que você vai dizer, mostrar, em sua campanha?

Soninha – Mostrar que a gente tem uma visão diferente das coisas. Não é um discurso, simplesmente. É uma demonstração de que é possível ser diferente. Essa experiência já tive em 1998. Comecei de traço nas pesquisas e acabei com quatro e meio.

DC – Você tem um caminho pela frente...

Soninha – Claro, e um caminho longo, mas tudo bem. Se o preço de encurtar o caminho é fazer mil e duas concessões, eu prefiro o caminho longo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Haddad e Chalita desApontam na área da Educação

A Folha de S. Paulo publica hoje uma página inteira com a seguinte matéria: "Pré-candidatos, Haddad e Chalita despontam na área de educação".

Também pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine (PPS), irônica, matou a charada: "Não é despontam; é desapontam."

Segundo o jornal, "estreantes na disputa por cargos majoritários, os pré-candidatos à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) despontaram na educação, onde têm conquistas para exibir e problemas para explicar", informa reportagem de Antonio Góis e Fábio Takahashi.

Analistas afirmam que ambos tiveram boa interlocução com sindicatos e professores, mas falharam em necessidades urgentes do país, como a expressiva melhoria do aprendizado dos estudantes. "Traduzindo: foram legais com a categoria, mas não serviu pra nada", resume Soninha.

"Gestor da área de educação, formado em direito e filosofia e estreante em eleições majoritárias. Esta descrição vale para os dois", explica a Folha. Cara de um, focinho do outro.

Enquanto Haddad é o atual ministro da Educação, cargo que ocupou também durante a gestão Lula, Chalita foi secretário de Educação do primeiro governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP), de 2002 a 2006.

Clique nas ilustrações para ampliar:


Cracolândia: Uma realidade paralela que pede ajuda

Carlos Fernandes
Presidente municipal do PPS/SP

Um tema que ultimamente tem se debatido bastante é a Cracolândia. A ação do Governo do Estado, Prefeitura de São Paulo e da Polícia Militar que teve início na terça-feira da semana passada(3/1), tem como principal objetivo tentar acabar com os “nóias” que ficam na região central da cidade, mais precisamente no perímetro da Avenida Rio Branco, Duque de Caxias, Cásper Libero, Ipiranga e Rua Mauá.

Em entrevista, a PM contou que o objetivo inicial é coibir o tráfico para depois conseguir abrir espaço para o trabalho de assistentes sociais. Como a região é uma problemática constante não existe nenhuma previsão de término e sim um trabalho contínuo a ser realizado.

A ação que recebeu o nome de “Ação Integrada Centro Legal” já abordou cerca de 1.500 pessoas com mais de 40 delas presas por diversos delitos, desde fugitivos da policia a traficantes de drogas. Mas no aspecto internação e recuperação os números são insignificantes, infelizmente.

Apesar da ação da PM naquele local ser extremamente necessária e há muito tempo solicitada não só pela população local mas por toda cidade de São Paulo, o que gostaríamos de verdade é que as noticias da Cracolândia fossem sobre a recuperação das pessoas que vivem lá, elevando assim a auto-estima de todos os envolvidos e principalmente dos moradores da região que se sentiriam muito mais seguros.

É fundamental não só tirar essas pessoas de lá, como dar tratamento a esses dependentes químicos. Isso é um caso de saúde também, não só de policia. O trabalho de acompanhamento social e educacional é necessário para recuperar essas pessoas com urgência. São pessoas desprovidas e desprotegidas que precisam do poder público para que possam sair desta situação da forma mais decente e saudável possível.

Como diz o ditado, se nos é dado um limão devemos fazer uma limonada e quem sabe não seja agora a hora da sociedade despertar para esta situação e finalmente enfrentá-la!? Para que tudo isso seja possível, é preciso mais do que tudo, que todos os governos municipal, estadual e federal somem esforços, sem se preocupar com quem fatura mais ou menos politicamente, sem se preocupar por exemplo se o veículo vai ter o adesivo de um ou de outro.

A sociedade civil também deve se lembrar que não é hora de apenas cobrar o poder público por mudanças, mas sim de fazer parte do grupo que poderá proporcionar a essas pessoas, hoje sem nenhuma estrutura de apoio e desprovidades de toda e qualquer autoestima ou esperança, um acompanhamento clínico, social e educacional.

Certamente não será uma tarefa fácil, mas tenho absoluta certeza de que este desafio é daqueles que vale a pena.


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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Soninha Francine: Andar, conviver e dormir

Soninha Francine (Folha de S.Paulo, 10 de janeiro de 2012)

Quando a população torra seis horas por dia se deslocando, fazer obras na periferia não basta; é necessário trazer as pessoas para perto do trabalho

Para chegar ao serviço às 8h, ela sai de casa às 4h -e não estará de volta antes das 20h ou das 21h.

Uma população de milhões de pessoas torra seis horas ou mais por dia em deslocamentos. É quase um dia de trabalho.

Assim, estudar, fazer atividade física, comer com calma, conversar com os filhos, ajudá-los na lição de casa, frequentar equipamentos culturais, criar laços de amizade com a vizinhança e todas as outras recomendações para uma vida saudável e equilibrada caem no ridículo.

Segundo pesquisa do Instituto AGP, dois terços dos paulistanos sequer dormem o mínimo necessário para se recompor de tão dura jornada e ter energia para a próxima. Como esperar deles disposição para a convivência pacífica e solidária? Pense no seu mau humor depois de uma noite mal dormida. Multiplique por "todas".

Idas e vindas são tão penosas por duas razões. Uma é suficientemente amaldiçoada: o congestionamento. A outra ainda não é tão considerada: as imensas distâncias entre as casas e o trabalho, causadas principalmente pelo desequilíbrio na ocupação do espaço urbano.

Onde há muita atividade econômica -ou seja, postos de trabalho na indústria, no comércio e no setor de serviços-, mora pouca gente. Onde a população incha (como na periferia da capital e nos municípios vizinhos), os empregos são escassos. A escandalosa desigualdade na oferta de serviços públicos e de infraestrutura urbana dispensa maiores comentários.

A solução proposta costuma ser tratar o sintoma: mais creches na periferia, por exemplo. Mas jamais teremos estrutura suficiente para crianças de quem a mãe se despede antes das 4h. É esse o mundo que queremos, com crianças sob cuidados profissionais por 13 horas?

Essa multidão que dorme na cidade B e tem de vir todo dia para a cidade A sabe que um sinônimo para insustentável é insuportável.

São Paulo pode ter uma boa nota naqueles testes antigos de QI, mas hoje se admite que não adianta ter bom desempenho intelectual e ser fraco em equilíbrio emocional e em capacidade de manter relacionamentos sãos.

Se até tecidos podem ser "inteligentes", uma cidade tem de ser. Ela deve aproveitar melhor o que já tem, não desperdiçar energia (começando pela das pessoas), dispor da tecnologia para cruzar informações e incentivar a criação de empregos conforme a necessidade, vocação e os recursos de cada lugar.

Tem também de olhar para um imóvel com o discernimento de um empreendedor e o interesse pelo conjunto da sociedade, assegurando o melhor uso possível.

Isso significa erguer um prédio para pessoas de menor poder aquisitivo no lugar de um estacionamento no centro, em vez de fazê-lo na casa do chapéu e deixar a região central só para o mercado de apartamentos de alto padrão.

Com mais gente morando perto do trabalho, há mais tempo para lazer, estudo, esporte, cultura, convivência, repouso. Com menos deslocamentos, há menos consumo de combustível, barulho e poluição. E mais espaço, mais gente a pé se conhecendo e se encontrando, mais saúde física e mental, maior possibilidade de bem estar.

Porque cidade inteligente é cidade feliz. Se as pessoas estão exaustas e não são felizes, de que adianta o resto?

SONINHA FRANCINE, 44, tem formação em magistério e em comunicação social. Foi vereadora em São Paulo (2005-2008) e subprefeita da Lapa. Atualmente dirige a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Eleição paulistana: "Todos japoneses"

Merval Pereira, O Globo

A eleição para a Prefeitura de São Paulo, conforme está se desenhando até o momento, mais parece a perfeita tradução da mediocridade da política brasileira. Todos os candidatos até aqui apresentados são “japoneses”, diz-se na gíria política, isto é, são todos igualmente desconhecidos do eleitorado, e semelhantes nos seus anonimatos.

Diante desse quadro, não restou ao PSDB alternativa que não fosse a prévia, uma maneira de a direção partidária lavar as mãos na escolha de seu candidato, deixando que a militância decida o destino do partido que, pela primeira vez em muitos anos, ela, direção, não conseguiu definir.

Ao mesmo tempo, as prévias podem impulsionar uma revitalização da militância tucana na capital paulista, o que daria novo fôlego ao partido.

Os tucanos estão à frente do governo do estado de São Paulo há nada menos que 16 anos, e retomaram o controle da Prefeitura em 2004, quando José Serra, derrotado em 2002 para a presidência da República por Lula, venceu a petista Marta Suplicy, tendo como vice Gilberto Kassab, àquela altura no DEM, que assumiria o posto para Serra disputar (e vencer) o governo do Estado em 2006.

O único nome forte para o PSDB tentar manter a hegemonia política na prefeitura seria o do próprio Serra, que até o momento mostra-se firme na disposição de não concorrer, guardando-se para uma hoje improvável candidatura presidencial em 2014 pelo PSDB.

Mas ainda há setores do partido que alimentam a esperança de que Serra venha a se candidatar no último momento, que seria entre março e abril.

O adiamento das prévias para março foi feito de comum acordo entre o governador Geraldo Alckmin e Serra. O governador espera dar tempo para Serra se decidir. Serra diz que ganhou tempo para tentar um acordo entre os partidos aliados.

Na sua visão, o ideal seria que cada um dos partidos potencialmente aliados – PSDB, PSD, DEM e PPS – deveria indicar seu candidato, e as pesquisas e negociações decidiriam a chapa mais forte.

Há, no entanto, quem acredite, inclusive no PT, que Serra deixou a decisão para março para ganhar mais tempo. Desta vez, a famosa indecisão de Serra tem sua razão de ser: se anunciar que disputará a Prefeitura, estará ao mesmo tempo anunciando que abandonou de vez seu sonho de vir a presidir o Brasil.

Isso por que, para dissipar qualquer dúvida de que ficará na Prefeitura até o final do mandato se eleito, uma de suas principais fontes de rejeição hoje, teria que também anunciar seu apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência pelo PSDB em 2014.

Mesmo que sua candidatura à Presidência continue inviável no PSDB, Serra sempre teria a opção de tentar seu sonho presidencial por outra legenda, o PSD de Kassab ou o PPS, numa manobra radical.

O fato é que para disputar a Prefeitura paulistana de forma competitiva será necessário ter um discurso coerente, o que fica difícil para o PSDB em relação à gestão de Kassab se os dois partidos forem para a disputa desunidos.

Este foi o problema do Alckmin em 2008: não podia atacar a prefeitura, pois Kassab completara, de modo absolutamente fiel, o mandato de Serra na cidade, e também não podia defendê-la.

Neste ano, separados, nem o PSDB nem o PSD terão discurso na campanha, e o mais provável é que, sem a aliança, Kassab opte por não lançar candidato próprio, para não virar o grande saco de pancada da campanha, além do mais com pouco tempo de TV.

Para uma aliança, o PSD tem um candidato mais forte politicamente que os pré-candidatos do PSDB: o vice-governador Afif Domingos, que entra bem na classe média paulistana e tem a rede das Associações Comerciais como suporte a um discurso de defesa do consumidor, que marca sua vida política, levando-o a quase se eleger para o Senado. A outra opção de Kassab, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, peca pela falta de apoio político.

Se a aliança do PSD de Kassab com o PSDB se mostrar inviável – e tudo indica que o será, pela distância que separa Alckmin do prefeito -, o mais provável é que o PSD se aproxime do PT, o que poderia dar vitória ao candidato de Lula, o hoje ministro da Educação Fernando Haddad, até mesmo no primeiro turno, pois traria para ele parte da classe média paulistana.

Mesmo com a impopularidade do prefeito em baixa neste momento, ele tem ainda recursos para reverter essa imagem. Além do mais, será difícil para o PSDB atacar sua gestão, pois ele tem se mantido fiel às diretrizes da gestão de Serra, e um ataque à sua gestão pode reverter contra o próprio PSDB.

O governador Geraldo Alckmin tem na reeleição seu objetivo principal, e considera que a eleição para a Prefeitura não é determinante para o resultado da eleição de governo do Estado.

Em conversas com aliados, ele tem lembrado que perdeu a prefeitura em 2000, mas ganhou o Estado em 2002.

Num quadro mais amplo, Jânio ganhou de Fernando Henrique em 1985, e o PMDB ganhou o Estado em 1986 com Quércia; Erundina ganhou em 1988 pelo PT, mas o Quércia fez o sucessor em 1990. Maluf ganhou em 1992, mas Covas venceu em 1994. Serra perdeu em 1996, mas Covas se reelegeu em 1998.

Desta vez, no entanto, com a disposição de Lula de desbancar o PSDB do controle político de São Paulo, o quadro é diferente: o PT está entrando no décimo ano no governo central, com uma máquina política funcionando a pleno vapor e Lula no auge de seu prestígio político, mesmo que sua capacidade de influir na eleição de São Paulo seja reduzida, como mostraram as derrotas de Marta Suplicy e de Mercadante.

Se obtiverem o apoio da Prefeitura, com Gilberto Kassab à frente do PSD, terão também uma máquina local para alavancar a candidatura de Haddad, e o prefeito se livrará da principal fonte de críticas a seu governo.

Os demais candidatos, tanto Gabriel Chalita pelo PMDB quanto eventualmente Celso Russomano pelo PRB e Soninha pelo PPS não têm cacife político para transformar as críticas à Prefeitura paulistana em elemento catalisador da campanha.


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sábado, 7 de janeiro de 2012

Cracolândia: "Aposta de risco", por Igor Gielow

Do ponto de vista político, é impecável a lógica do condomínio Kassab-Alckmin de decidir agir na cracolândia de São Paulo.

A situação sabe que Fernando Haddad (PT) está flanando na pré-campanha à prefeitura. O ministro da Educação é um poste, mas está mais do que provado que postes têm potencial quando bem apadrinhados -e, fato novo, Lula, o patrono, passou a influenciar o voto paulistano.

Kassab passou 2011 na operação bem-sucedida de montar o PSD. Mas foi punido em casa, com grande rejeição, pela percepção de que se esqueceu de administrar a cidade.

Falta um nome razoável para uma candidatura de continuidade, mas o primeiro passo dentro dessa lógica é melhorar a aprovação da gestão.

Daí a decisão de intervir na cracolândia, local que já atraía os olhos do governo federal, via Ministério da Saúde, com igual objetivo eleitoral.

Fácil não é, e a patrulha é brava. Há uma falácia esquerdista que tenta colar o rótulo de "higienismo social" em qualquer medida nesse sentido.

É ridículo dizer que os farrapos humanos que praticam crimes para sustentar sua doença têm direitos que se sobrepõem aos da massa impedida de andar pelas ruas do "centrão" sem correr riscos. Se alguém está ameaçado no seu ir e vir é o não usuário de crack. Vá à Luz e veja por si.

Mas não se trata de defender o exílio dos "noias" ou algo assim. São pessoas doentes que precisam de ajuda. É aí que reside o segredo do sucesso ou do fracasso da operação atual e onde mora o maior risco para a estratégia governista.

Se ficar claro que Kassab apenas disseminou o problema, o jogo estará perdido. Já se houver algum grau de sucesso social e se, de fato, o centro for retomado pelo Estado, a situação ganhará um trunfo.

Seja como for, é lamentável que nada disso passe por uma real preocupação administrativa, da situação ou do governo federal. É puro cálculo eleitoral e talvez efêmero como tal.

(Artigo do jornalista Igor Gielow publicado na Folha de S. Paulo deste sábado, 7 de janeiro de 2012)

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Receita para humanizar um candidato pré-fabricado

Pegue um candidato novo, sem carisma, que não conhece a cidade, mau ministro, aproxime-o de Lula para "humanizá-lo" e divulgue essa notícia!

Vamos raciocinar: Lula passa o dia inteirinho em casa, só vai ao hospital para o tratamento e retorna. Por que então Haddad vai ao hospital?

Depois a baixaria é de quem mandou Lula se tratar no SUS? Começou o #VALETUDO?

Lula recebe visita de Haddad em hospital em SP, diz assessoria

Juliana Cardilli
Do G1, em São Paulo

O ministro da Educação e pré-candidato do PT às eleições municipais em São Paulo, Fernando Haddad, visitou nesta quinta-feira (5) o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segundo o presidente do Instituto Cidadania, Paulo Okamoto, Haddad e Lula conversaram após o procedimento. Ele disse que o ex-presidente "passa bem" e não tem compromissos públicos agendados para o período do tratamento, exceto por uma provável aparição no desfile da escola de samba paulista Gaviões da Fiel, que o homenageará neste ano.

Lula chegou ao hospital por volta das 10h30 para nova sessão de radioterapia, na segunda fase do tratamento contra o câncer na laringe, e deixou o hospital às 12h50. Desta vez, foi submetido apenas a uma sessão de radiação, além de avaliação do tratamento com um fonoaudiólogo e um dentista.

"Inferno eleitoral" de Kassab a um ano da sucessão

Popularmente, "inferno astral" é o período de um mês que antecede o aniversário da pessoa, justificativa para todo e qualquer tipo de dificuldade enfrentada. Por livre associação, o que o prefeito paulistano Gilberto Kassab enfrenta atualmente é uma espécie de "inferno eleitoral" a um ano da sucessão.

Sem nome forte para a eleição e envolvido em temas espinhosos como o bloqueio de seus bens em razão de irregularidades no serviço de inspeção veicular, além da polêmica e desgastante criação a toque de caixa do insípido, inodoro e incolor PSD, Kassab não tem dado sorte nem quando o assunto é a simples implosão de um prédio "condenado": dá nota 10 para um serviço malfeito, assim como dá 10 para a sua própria gestão, que vem enfrentando os menores índices de aprovação desde 2006.

Na hora em que o poder público resolve, enfim, agir na chamada "cracolândia", uma terra de ninguém ocupada há anos por zumbis movidos pelas drogas, a notícia é de que um albergue da Prefeitura específico para atender essas pessoas vai atrasar um mês.

O "inferno eleitoral" de Kassab é agravado ainda pelo movimento errante dos principais envolvidos: o PSD flerta com o PT, com alguns seguidores do novo partido kassabista ávidos por um ministério no governo Dilma. O DEM, seu antigo partido, ameaça se coligar ao PMDB, do "inimigo" Gabriel Chalita. O antigo aliado PSDB também pode lançar candidato alguém mais crítico à sua administração - não alinhado a José Serra, seu antecessor e até então principal fiador político-eleitoral.

Das soluções caseiras, Guilherme Afif não tem a densidade imaginada a princípio para se lançar à Prefeitura e Henrique Meirelles parece ser um "plano B" mais para poupar a administração de ataques pesados do PT, PSDB e PMDB - já que ele tem vínculo com todas essas legendas - do que propriamente para ganhar a eleição.

Parece difícil reverter tão baixo índice de popularidade em 9 meses, ainda mais com a onda contrária dos formadores de opinião. A Folha de S. Paulo publica hoje artigo detonador, em que rememora até o humorista Sérgio Porto, com o seu impagável Stanislaw Ponte Preta, criador, entre outros, do Febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) e do Samba do Crioulo Doido. Leia:

FEBEAPÁ

Rogério Gentile, da Folha de S. Paulo

SÃO PAULO - Gilberto Kassab tem revelado, nos últimos tempos, um traço de sua personalidade que pouca gente conhece. O prefeito paulistano é, antes de tudo, um piadista.

Primeiro, declarou que o seu novo partido, o PSD, não seria "nem de direita, nem de esquerda, nem de centro". Depois, confrontado com o fato de que muitas das suas metas administrativas não tinham ainda sido cumpridas, afirmou que a nota de sua gestão é "dez com louvor".

Agora, o prefeito decide extinguir, oito meses após sua criação, a Secretaria Especial de Articulação para Grandes Eventos -engendrada para ajudá-lo nos preparativos de acontecimentos importantes como a Copa.

Não entendeu a sutileza do humor kassabiano? Pois bem, a mando do prefeito, o secretário especial Walter Feldman trabalhou praticamente esse tempo todo na Inglaterra, a cerca de 9.500 quilômetros da cidade que paga seu salário.

A sua missão era recolher dados e acompanhar a organização da Olimpíada que ocorrerá em Londres, em julho. Informações que, evidentemente, serão extremamente importantes para que São Paulo possa ajudar o Rio de Janeiro a organizar a sua competição, em 2016, bem como para auxiliar a própria capital paulista na Copa de 2014.

O agravante nessa história toda é que Kassab exonerou Feldman anteontem de suas funções na prefeitura para que possa assumir uma cadeira do PSDB na Câmara dos Deputados.

E os preparativos para a Copa, acabaram? E a tal necessidade de ter alguém que fizesse os entendimentos com os órgãos internacionais, leia-se Fifa, como previa o decreto que fixou as incumbências da secretaria? Nada disso mais importa?

Em seu blog, o deputado disse que entregou a Kassab um relatório "com mais de mil páginas de projetos em diversas áreas para que São Paulo possa definitivamente agregar negócios e desenvolvimento sustentável". Ok, então está certo. Resta saber se alguém acha isso tudo engraçado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Mães da Sé lutam por atenção e informação

Estivemos hoje com a fundadora e presidente da ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos, falando sobre a importância do trabalho realizado na procura de pessoas desaparecidas (principalmente crianças e adolescentes).

É uma tarefa inglória a busca de qualquer resposta pelas famílias dos desaparecidos, pois não há um cadastro nacional unificado com informações atualizadas, nem sequer as delegacias estão integradas e preparadas para atender uma mãe à procura de um filho.

Mal comparando, as famílias dos desaparecidos políticos têm todo o respaldo legal do Estado, atendimento e informação oficial do governo, incluindo até mesmo indenizações milionárias para amenizar um pouco o sofrimento pela perda dos entes queridos. Por outro lado, as famílias dos desaparecidos "comuns", pobres e anônimos, sofrem com o descaso do poder público, a desatenção e a desinformação.

A ONG Mães da Sé nasceu há 15 anos, quando a filha adolescente de Ivanise (Fabiana, aos 13 anos) desapareceu. Atualmente, a organização conta com cerca de 10 mil associados de todo o Brasil e já foi a responsável por localizar mais de 2.600 pessoas desaparecidas.

A entidade presta atendimento às famílias que tiveram um parente desaparecido, assessoria jurídica quando necessário, apoio psicológico e ainda faz o encaminhamento das pessoas para a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, com quem tem parceria.

Apoiamos duas sugestões pertinentes de Ivanise, uma ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (fazer funcionar o cadastro nacional unificado das pessoas desaparecidas) e outra à deputada Manuela d'Ávila, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (para criação da Frente Parlamentar de Apoio às Famílias de Pessoas Desaparecidas).

Na maioria das vezes, o que mais falta às mães que já sofrem a dor pungente da perda de seus filhos é muito pouco: atenção, carinho e informação. Se o poder público cumprir a sua parte, já é meio caminho andado. Força, Ivanise! Estamos com você!

Leia também:

A história de Ivanise, da ONG Mães da Sé

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

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@MichelTemer retirou a vesícula, mas manteve a cara-de-pau: substitui o termo "corrupção" por "acidente" e tudo bem!!!

Pedro Novais? "Teve acidentes lá que vieram do passado"; Alfredo Nascimento? "Conversei muito com o PR, quando houve aquele acidente" (...)

Justiça seja feita às avaliações do vice-presidente convalescente @MichelTemer: ele é vice por "acidente", o PMDB é um "acidente", o PT...

Vai entender... @MichelTemer é contra partidarização dos ministérios, mas quer manter ministros do PMDB no Governo Dilma #quantadeselegancia


Leia aqui a entrevista completa do vice-presidente Michel Temer (PMDB) ao Blog do Josias.

2012: Nem PT, nem PSDB. Um "sinal verde" pra SP

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo realizadas até o momento, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB, e o cenário muitíssimo promissor para o PPS e para a candidata Soninha Francine.

Nem PT, nem PSDB. Que venha 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar. Sinal verde para o cidadão que pede passagem, sinal verde para o trânsito, sinal verde para o desenvolvimento, sinal verde para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, para a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa proposta pela Rede Nossa São Paulo, pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e pelo Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Quem foi que disse?

Um "sinal verde pra São Paulo" é a continuidade natural da campanha apresentada pelo PPS em 2008, quando a então vereadora Soninha Francine foi candidata à Prefeitura questionando: Quem disse que político é tudo igual? Quem disse que não tem mais jeito? Quem disse que só tem um jeito de fazer política? Quem disse que meu voto não faz diferença? Mas por que, afinal, votar na Soninha para a Prefeitura de São Paulo?

Cada um tinha a sua própria resposta, mas no geral os motivos foram listados aqui. Reveja também aqui todos os programas apresentados pelo PPS naquela campanha.

Entre as propostas de Soninha e do PPS formuladas em 2008, algumas também foram encampadas pelo prefeito Gilberto Kassab, eleito naquele ano. Relembre aqui.

Leia também:

Pesquisa Band/Ibope coloca Soninha em 2º lugar


Folha de S. Paulo x PPS: opinião, réplica e tréplica

Soninha lidera entre eleitorado com nível superior

Soninha se firma com 10% e é terceira força de SP

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O Globo destaca possível apoio de Marina a Soninha

Marina vai apoiar candidatos a prefeito de diferentes partidos
Ex-senadora está sem partido desde que rompeu com PV


Sérgio Roxo (O Globo)

Sem partido desde que rompeu com o PV, a ex-senadora Marina Silva deve emprestar o seu capital político de quase 20 milhões de votos a candidatos de legendas variadas na eleição municipal deste ano.

Ainda não estão definidos os palanques em que a terceira colocada na disputa presidencial de 2010 irá subir. Mas nomes do PPS, do PSOL e do próprio PV, que têm participado do Movimento por uma Nova Política liderado pela ex-senadora, são os que possuem mais possibilidades de obter o apoio da ex-verde.

— Ela vai apoiar candidatos do PV em determinadas situações e de outros partidos também. Mas há cidades em que não vai haver apoio a ninguém — afirmou o deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), que é aliado de Marina, mas segue no PV.

Nenhum dos pré-candidatos a prefeito que se aproximou da ex-senadora até agora aparece com chances reais de vitória na eleição de 2012.

Em São Paulo, a terceira colocada na eleição presidencial deve se aliar a Soninha Francine (PPS). No Rio, os deputados estaduais Aspásia Camargo (PV) e Marcelo Freixo (PSOL) disputam o apoio. Em Recife, o secretário estadual do Meio Ambiente, Sérgio Xavier (PV), se confirmar a candidatura, deve ter Marina em seu palanque. Outro pré-candidato na capital pernambucana, Raul Jungmann (PPS), aproximou-se do Movimento por uma Nova Política nos últimos meses e também tenta atrair a a ex-senadora. Em Belém, a ex-verde deve ficar com o deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL).

A terceira colocada na disputa presidencial tem dito a aliados que apoiará somente nomes referendados pelo Movimento pela Nova Política. O escolhido terá que ter obrigatoriamente a Ficha Limpa.

domingo, 1 de janeiro de 2012

A "nova política", a juventude e o sonho brasileiro

Sonho Brasileiro_Manifesto from box1824 on Vimeo.

Falamos aqui diariamente da tal "nova política" que começamos a construir com mais ética, transparência, solidariedade, democracia, respeito, cidadania e tantas outras qualidades que pudermos agregar para torná-la de fato transformadora da nossa realidade.

O segredo do sucesso desta nova maneira de ver, compreender e fazer política - sem demagogia - é a participação e a interação da juventude. O vídeo acima é parte do trabalho do Projeto Sonho Brasileiro, uma das mais recentes iniciativas que buscam impactar a sociedade para a transformação que defendemos - e que já vem acontecendo através do que eles definem com propriedade como "micro-revoluções".

A semente está plantada. Cabe a cada um de nós dar água e luz para que esta "nova política" possa crescer, florescer e gerar frutos.

Leia também:

"Sonháticos" da Nova Política chegam a São Paulo

Pesquisa "Política Cidadã: Reflexões e Caminhos"

Política 2.0: Young, Marina, Soninha e o Blog do PPS

"Nova Política", o PPS e a outra metade da laranja

Receita para a "nova política" está em nossas mãos


Política? Argh! Cruz credo! Vá de retro! Xô políticos!