
Sob o título "Eles não estão nem aí" mistura alhos com bugalhos, traz foto em duas páginas do plenário vazio, lista sem qualquer critério alguns gastos do Legislativo e usa como referência o "estudo" de uma ONG (Instituto Ágora) cuja manutenção e existência jamais foram investigadas pela imprensa.
A certa altura, cita um vereador do PPS: "... a sessão é encerrada e os vereadores se dirigem ao restaurante do palácio para comemorar o aniversário de Milton Ferreira (PPS), que ostenta o título de parlamentar menos votado da atual legislatura, com 14. 874 votos. O rega-bofe tem bolo, salgadinhos, espumante nacional e uísque 12 anos. Às 19h30, alguns dos parlamentares têm fôlego para participar de um ato organizado pelo vereador Penna (PV) em homenagem às baianas das escolas de samba."

Ora, mas não há nada de absurdo, ilegal ou imoral nisso. O próprio repórter cita que a festa foi à noite, após a sessão. Diga-se, aliás, sessões às quais os vereadores do PPS sempre estão presentes e atuantes. O trabalho de ambos - e não apenas o que ocorre no plenário - é retratado diariamente no Blog da Liderança do PPS.
Mas, voltando ao festivo repórter: ele não menciona que a comemoração foi paga pelo vereador e realizada no restaurante-escola da Câmara, projeto social exemplar que atende centenas de jovens de baixa renda, dando-lhes formação profissional.
E o mais grave na amnésia seletiva do jornalista: não cita que a festa foi prestigiada por 21 vereadores e até por ele próprio, Alvaro Leme, o repórter da Vejinha que foi convidado, divertiu-se, comeu e bebeu naquilo que ele traduziu como "rega-bofe" com "bolo, salgadinhos, espumante nacional e uísque 12 anos".
Qual será a informação essencial (que faltou) na matéria: o clichê da suposta inoperância dos vereadores ou a presença (omitida) do jornalista na festinha que ele criticou?