segunda-feira, 14 de julho de 2014

Danke schön, Alemanha! Que o Brasil aprenda a lição!

Terminou a festa. É hora de arrumar a casa. Fazer aquela faxina geral.

Assim como o futebol se modernizou (e parece que só o comando da seleção brasileira não sabia), esta Copa nos mostrou a necessidade de renovar também o nosso estoque de bom humor, com alguns ditados populares e frases comuns da política e do esporte. Por exemplo:

Quem não faz, toma.

Esse é o ensinamento básico do futebol. Serviu tanto para a Argentina na final da Copa, que perdeu três chances de gol e acabou derrotada para a Alemanha na prorrogação, como para Dilma Roussef, que prometeu fazer muita coisa além dos estádios, não fez e tomou: incontáveis vaias e xingamentos.

Tem uma versão alternativa para essa mesma frase, que vale igualmente para este governo corruPTo (quem não faz, toma... um por fora) e parece ter inspirado também o pensamento abaixo.


Rouba mas faz.
Só que o governo Dilma mostrou-se incomPTente até para reproduzir o "rouba mas faz" do aliado Maluf. Superfaturou estádios mas não faturou a Copa. Rouba mas não faz.


Futebol é a pátria de chuteiras.
Olha, se é mesmo verdade que já foi um dia, essa atual variedade de marcas e modelos coloridos, com estilos diferentes e até pares que não combinam, deve ter confundido o time e o país. O futebol brasileiro sumiu!

O negócio é tocar a bola pra frente...
Isso antes da contusão do Neymar, é claro. Porque, depois, não adiantava nada: a defesa dava chutão pra frente e o Fred não chegava na bola. Ou vice-versa.

Deus é brasileiro.
Se você quer acreditar nisso, tudo bem, mas saiba que os auxiliares diretos d´Ele na Terra não são. Para chegar à final, mais do que a fé do brasileiro anônimo deve ter pesado a origem alemã de Bento XVI e a argentina do Papa Francisco. Só por Deus...


Tem mais uma piada bem engraçadinha sobre um pedido de milagre chegado ao céu. Parou na mão do anjo encarregado do departamento. Ele estranhou e encaminhou ao superior: 

- São Pedro, estes pedidos de milagres vieram junto com aquele outro, da reeleição da Dilma no 1º turno, mas chegaram com aval dos papas Francisco e Bento. Cada um deles quer o título para a seleção do seu país. O que eu faço?

- Deus mandou: que vença o melhor, este belo país com os torcedores mais fiéis! Você sabe como Ele se encanta com o rubro-negro jogando sobre os braços abertos do Cristo. Então, o Brasil merece!

- Ok, vou providenciar - disse o anjo, dando aquela piscadinha típica de malandro carioca.

Depois do título da Alemanha, São Pedro chama o anjo às pressas, pedindo esclarecimentos. O encarregado pelo milagre não realizado, surpreso, ainda tenta se justificar:

- Eu não entendo nada de futebol. Fui pelas dicas: time rubro-negro, o melhor e com a maior torcida no Maracanã. Conferi ainda os nomes, para ter certeza: Joaquim, Manuel, Mario, André, Lucas, Bastião... Chequei de novo para ver se não era o time do Cristiano Ronaldo, para não errar. Sabe como é, esses nomes portugueses confundem... Então, só podia ser o Brasil!

É, faz sentido. 

Terá sido essa a verdadeira história do tetra alemão e do sucesso da camisa rubro-negra de Joachim Löw, Manuel Neuer, Mario Götze, André Schurrle, Lukas Podolski e Bastian Schweinsteiger?

Enfim, a #CopadasCopas prometida por Dilma foi a #CopaDasPiadas.

Teve piadinhas e trocadilhos de todo tipo:

  • No time da Alemanha tinha tanto "crack", que até o goleiro era "Nóia".
  • Isso que é solidariedade com Neymar: se ele não joga, ninguém joga!
  • Antes do jogo contra a Alemanha, três notícias ruins para a seleção Brasileira: Neymar estava fora da Copa do Mundo, Thiago Silva estava suspenso e o Fred estava ótimo pra jogar.
Teve até paródia. Duas, pelo menos, ótimas!

Uma, da música do Skank:

"Fred na área não altera o placar. Fred na área não consegue cabecear. Fred na área sem fazer o gol. Quem foi que sonhou que Fred é jogador de futebol?"

Outra, do jingle do Itaú:

"Mostra tua força Brasil, perdeu por 7 gols de bobeira, e a torcida alemã inteira, tá rindo de você Brasil."

Mas a maior piada foi, sem dúvida, a tentativa ridícula e abusiva do governo do PT de associar política e futebol para ter ganhos eleitorais.

Pior foi levar a sério: Dilma, Lula e o PT passaram anos associados aos interesses da FIFA e da CBF. Agora, bastou o suposto "apagão" da seleção para eles tentarem sair de fininho. Virar a casaca. Mas não cola!

A verdade é que o Brasil petista sempre busca um eufemismo conveniente. Mensalão é Ação Penal 470. Vexame do 7x1 é "apagão". Disputa do 3º lugar foi a tentativa de um "sonho menor".

Deu nisso.


Sobre as vaias e xingamentos, vendo a presidente Dilma ao lado da chanceler alemã Angela Merkel na final da Copa, cabe um reconhecimento sincero.

Como governante e mulher, ela merece todo o nosso respeito. 

Ela é séria, honesta, espontânea, sensível. 

Ela é querida em seu país. 

É digna de aplausos do mundo inteiro. 

Sim, ela é Angela Merkel.

Voltando à nossa casa: Quando o ministro Aldo Rebelo fala em "intervenção estatal" no futebol, será que ele imagina um Programa Mais Jogadores, trazendo atletas de Cuba?

A mudança é inevitável, mas deveria começar pelo próprio Ministério dos Esportes, que o PCdoB e Aldo Rebelo garantem ser sua "expertise", mas a gente só enxerga mesmo é "esperteza".

Uma última piadinha: diz-se que os dirigentes do PT presos na Papuda tinham um plano infalível para o Brasil ficar com a Copa: era a Operação Jules Rimet, inspirada na taça do tri, que foi roubada e derretida no Rio de Janeiro.


Enfim, relaxa e Götze!

Merecido título para a seleção mais organizada, competente, unida e talentosa, de um país sério com futebol planejado. Tudo que não temos!

Valeu a aula. 

Obrigado, Alemanha. Danke schön!

Quando os verdadeiros craques da Copa, alemães campeões, colombianos revelações e outros nos superam em talento, simpatia e até no futebol-arte, é a hora de mudar tudo, dentro e fora de campo.

ADEUS é brasileiro.

Leia mais sobre Copa e política:

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na "Copa das Copas" até o sonho foi superfaturado: levamos o hexa (e depois o hepta), mas da Alemanha!

#MudarFazBem dentro e fora de campo. 

Time sem comando.

País sem governo. 

A seleção é o retrato do Brasil. 

Gente talentosa em mãos erradas.

Parece bastante emblemático que a tal "Copa das Copas", de acordo com o marketing petista, vá terminar para o Brasil justamente em Brasília, após um vexame como nunca antes visto na história deste país.

Na casa do governo brasileiro, onde o atual inquilino do poder prometeu fazer do esporte a sua "expertise", mas tudo não passou de esperteza. Politicagem.

Pior: sem a seleção ter ao menos pisado no gramado do Maracanã, o palco do sonhado hexa.

Na Copa que o PT se gabava de ser "dono", até o nosso sonho foi superfaturado. 

Levamos o hexa, sim, e até o hepta...

Da Alemanha. 

Tomamos um baile.

Tomara que dessa vez aprendamos a lição, porque nada acontece por acaso...



Não é de hoje, nem só porque perdemos, que falamos da Copa no Blog do PPS. Leia:





segunda-feira, 7 de julho de 2014

"Copa das Copas": ódio e manipulação a serviço do PT

Será que os mesmos que fizeram a "selfie" com uma banana para protestar contra o racismo "dos outros" são os que hoje postam todos esses comentários racistas contra o colombiano que machucou Neymar?

Galera, não adianta nada cantar hino a capela, postar #SayNoToRacism, replicar o #SomosTodosMacacos e depois expressar ódio e ignorância ainda maiores ao ofender o colombiano Juan Camilo Zúñiga e até a filhinha dele nas redes sociais!

Estamos todos solidários com o drama pessoal de Neymar, mas, por favor, fazer comentário racista contra o colombiano e xingar uma criança inocente são absurdos inaceitáveis! #SomosTodosNeymar, mas não somos uma horda de bárbaros. Ou somos?

Aquele que já foi chamado de "ópio do povo", ou "a pátria de chuteiras", volta a servir de instrumento de vingança e de manipulação política nas mãos do PT. É o mesmo artifício da ditadura! Isso é deplorável!

Começou com o falso clima de "nós" x "eles", em que qualquer crítica aos incontáveis erros e abusos cometidos nos preparativos da Copa foram associados a um comportamento antipatriótico (quando deveria ser exatamente o contrário). 

Atingiu níveis alarmantes com a repercussão politizada dos xingamentos à presidente Dilma e agora passou de todos os limites toleráveis com as reações selvagens à contusão de Neymar. Enquanto isso... (leia)

Tem até uma candidata do PTLuisa Helena Stern, que se apresenta como militante dos direitos humanos e prega a morte de Zúñiga. Aonde vamos parar?


Para essa petista doente que faz apologia ao crime, Zúñiga merece o "mesmo fim do Escobar", jogador colombiano assassinado após a copa de 1994, por ter falhado em um gol sofrido pela sua seleção.

É a mistura esporte-poder patrocinada também por Dilma, por Lula e pela milícia PTbull.

O ator Paulo Betti, aquele que na defesa insana do PT já afirmou que não se faz política sem botar a mão na m****, cometeu mais uma hoje no espaço dos leitores da Folha de S. Paulo: justo ele, que defende que não existe ética no mundo político-partidário, vem acusar que faltou ética ao treinador holandês pelo simples fato de ter um "goleiro especialista em defender pênaltis". Risível.

Outro ator global, José de Abreu, igualmente famoso pelo petismo exacerbado e também cada vez mais distante da realidade, diz que o PT "vai ganhar a Copa e as eleições". Ah, tá!

Com isso, por ordem do marketing eleitoral do PT, a mensagem é a seguinte: "eles" são brasileiros, enquanto todo o resto é inimigo do Brasil. Viva o oba-oba petista!

É o clima de ódio elevado à máxima potência. O PT se especializou nisso. Resta saber até que ponto o povo brasileiro vai cair nessa armadilha, ou se vai tomar consciência (enquanto é tempo) de mais essa tentativa de manipulação. A gente tem cara de idiota?
#ForaPT #PraFrenteBrasil #MudarFazBem


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Vitimização da presidente Dilma é uma farsa eleitoral! "EI, LULA E PT, VÃO TOMAR... VERGONHA NA CARA!"

Festas juninas terminaram, mas quadrilhas seguem firmes e fortes: ainda nos surpreendemos com isso?

Cada um tem o Watergate que merece...

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Carlos Fernandes: A volta do "Pois é" no trânsito

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Na década de 70, a propaganda de uma antiga concessionária de veículos Volkswagen fez "Pois é" virar sinônimo de carro velho.

No comercial da Vimave, estrelado pelo comediante Ary Toledo, um fusquinha caindo aos pedaços era empurrado por dois amigos, enquanto todo mundo passava por eles com carros mais novos e debochava gritando “pois é”!.

Um dos personagens comentava: "Esta pescaria vai ficar na história...". Ary Toledo respondia: "Pois é!". O suficiente para o amigo perder de vez a paciência: "Pois é, pois é… só sabe dizer pois é!!!!"

Pois é. Bastou para o apelido pegar. Foi um sucesso que atravessou gerações. Pois agora a gestão Haddad, que fez campanha como o "homem novo" do PT mas é uma espécie de "pois é" da política, vai ressuscitar nas ruas de São Paulo o carro velho, ou a necessidade do segundo automóvel para cada motorista paulistano.

Tudo isso por causa do estudo para ampliação do rodízio para o dia inteiro. O secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, é a favor da restrição diária de veículos passar a valer das 7h às 20h, em vez de apenas nos horários de pico. Os técnicos e engenheiros da CET - e certamente a ampla maioria da população - são totalmente contrários.

A medida vem sendo testada em dias de jogos do Brasil e quando há partidas da Copa no Itaquerão. Nas contas da Prefeitura, o trânsito diminuiu. Elementar, meu caro prefeito. Não precisa ser gênio - e não é mesmo o seu caso - para deduzir que em período de férias e de Copa, o tráfego de veículos diminui naturalmente.

Então, não é a ampliação do rodízio que está "dando certo", como afirma Tatto, equivocadamente. É a população que evita sair de carro nesses dias, vacinada, já temendo ficar presa no trânsito, ou mesmo porque o clima da Copa por si só altera o ritmo da cidade.

Os técnicos e engenheiros da CET contrariam o secretário-palpiteiro e não vêem nenhum ganho com a ampliação do rodízio. Ao contrário. Estudos mostram que o custo-benefício do horário ampliado seria baixo, ou seja, haveria um aumento significativo na restrição sem uma redução dos congestionamentos na mesma medida.

Entre os problemas mais óbvios está a impossibilidade de programar o uso do carro ao longo do dia, como fazem hoje os motoristas, que não trafegam entre 7h e 10h e depois entre 17h e 20h. Outra grave consequência é justamente o aumento da frota, pelo estímulo maior a um segundo carro ou moto.

Segundo os técnicos, melhor seria ampliar a área do rodízio, não o seu período. A CET chegou a planejar a implantação em 371 km de vias fora do centro expandido em abril, mas a gestão suspendeu a medida. Ineficiência à toda prova.

Ganha ponto positivo quem descobrir o que Haddad pensa sobre o assunto - se é que ele pensa alguma coisa sobre qualquer assunto relevante da cidade.

Uma coisa é certa: se continuar preocupada apenas com acessórios, essa gestão marcha-lenta do PT, nas mãos de um prefeito roda-presa e de uma Câmara que derrapa em barbeiragens, não vai chegar a lugar nenhum. É um buraco sem fim.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Com uma trama cheia de chantagens, ameaças e fortes emoções, além de cenas de pastelão, vai terminar hoje, finalmente, a novela do Plano Diretor

Após sucessivos adiamentos, inúmeras polêmicas e até xingamentos teatrais, enfim termina hoje (quarta-feira, 2 de julho) a novela do Plano Diretor na Câmara Municipal de São Paulo, após a correção de uma última trapalhada dos vereadores no capítulo derradeiro de segunda-feira.

Mas segue repercutindo todo esse lento processo para se chegar até a aprovação da nova lei, bem como os efeitos futuros dessa intervenção estratégica na cidade após concessões de parte a parte, principalmente a trégua negociada com o MTST, regada a chantagem, ameaças e bravatas.

É interessante acompanhar como o assunto vem repercutindo na imprensa, e os diferentes pontos de vista que chegam à sociedade:

Artigo de José Police Neto: O MTST e a República










terça-feira, 1 de julho de 2014

Festas juninas terminaram, mas quadrilhas seguem firmes e fortes: ainda nos surpreendemos com isso?

Se faltavam motivos para decretar a falência dos partidos e demonstrar a urgente necessidade de uma ampla reforma política, esses últimos dias do prazo junino para a definição de candidaturas e coligações à eleição de 5 de outubro foram a gota d´água.

Ops! Falando nisso, não podemos deixar de registrar a nossa solidariedade ao ex-ministro Alexandre Padilha, candidato do PT ao Governo de São Paulo, que no desfecho desse arraial eleitoral foi abandonado no altar (aqueles típicos de casamento caipira, arranjado pelo pai da noiva, com padre malandro e delegado na porta) até por Paulo Maluf - isso depois do "mico" de ter posado para fotos ao lado do nosso mais ilustre político procurado pela Interpol.

Não que a foto ou os fatos tenham ofendido quem já está acostumado a posar com mensaleiro, com deputado federal ligado a doleiro preso ou com deputado estadual vinculado ao PCC. Mas, justiça seja feita, Padilha é o candidato mais coerente do PT, como nunca antes se viu na história deste país e daquele partido.

Crítico feroz da possibilidade de racionamento devido à seca nos reservatórios paulistas, Padilha já deixa o seu legado inequívoco nesta eleição (além da foto com Maluf, para a posteridade): A CAMPANHA NEM COMEÇOU E JÁ FAZ ÁGUA! Um fenômeno! (embora tão previsível quanto a estiagem)

Dizem por aí que a nova trilha sonora da campanha de Padilha, em clima de dor-de-cotovelo pós-traição de Maluf, deve ser "Abandonada", sucesso popular na voz de Fafá de Belém.

Mas isso deve ser intriga dos mesmos opositores que faziam insinuações maldosas sobre a suposta "Quadrilha do Padilha", numa referência irônica às festas juninas e às músicas típicas dos quadrilheiros petistas: "Cai Cai Dilmão""A Oposição Vai Subindo", "Lula à fogueira", "Coalizão na Roça" e até a carnavalesca "Me Dá um Doleiro Aí".

Se você tem bom humor, conheça outras paródias do Blog do PPS, como os "mamíferos mensaleiros da Papuda Light".

Quadrilha, suruba, bacanal... É a política, idiota!

Os termos associados à política estão cada vez mais baixos. Além da quadrilha tipicamente junina, falou-se nestes dias em suruba e bacanal. A conotação sexual deve ter sido inspirada no povo, que se f...rustra diariamente. Ô, coitado!

Se bem que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, empregar "bacanal" na política traz à lembrança a fanfarrice dele próprio e do seu padrinho político, o governador Sérgio Cabral, com amigos empreiteiros, suspeitos de favorecimento dos governos do PMDB e do PT.

Quem não se lembra do famoso episódio da folia dos governantes cariocas, ao lado de suspeitos de corrupção, viajando, bebendo, festejando e dançando com um guardanapo ridículo na cabeça...

Arruda, pé de pato, mangalô, três vezes...

Para não dizerem que só criticamos os erros alheios, nem o PPS escapa dessas contradições absurdas da política. Em Brasília, a deputada distrital Eliana Pedrosa, lançada pelo PPS ao Governo do Distrito Federal, resolveu de última hora renunciar à candidatura e anunciar que seria vice de José Roberto Arruda (PR), que já foi preso e condenado por improbidade, corrupção e formação de quadrilha.

A manobra da deputada foi prontamente desautorizada pela Direção Nacional do PPS, que se livrou a tempo deste tiro (de canhão) no pé. Não poderia ser diferente, se combatemos justamente essa bandidagem na política. Mas é um constrangimento desnecessário, de gente que não demonstra a mínima preocupação com a ética e a moralidade, e coloca em risco toda uma história limpa e coerente que buscamos construir.

Quer mais exemplos do baixo nível da política? Leia aqui:

"Vai tomar no cu", "vai se foder", "seu cuzão"... Baixaria? Nada disso, só um dia "normal" na Câmara

Câmara sitiada pelo MTST: é a farra da gestão petista

Como tirar lições do episódio do fim do rodízio, aprovado pela Câmara e vetado por Haddad?

A quem o prefeito Haddad se refere quando afirma com tanta certeza que há bandidos no Transporte?

Flagra: Ou a elite branca paulistana se disfarçou de povo negro da Bahia, ou a tese de Lula é mais uma baboseira sem tamanho... Reflita e dê a sua opinião!

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Censura e agressão: Ódio petista já não poupa nem humorista! Milícia PTbull ataca nas redes e nas ruas!

Rainha Dilma e seus brioches no País das Maravilhas

segunda-feira, 30 de junho de 2014

PPS confirma apoio a Eduardo Campos presidente, Marina Silva vice e Geraldo Alckmin governador de SP

Unidade dos partidos de oposição ao governo federal em São Paulo é importante para derrotar o PT e seus aliados, além de garantir a eleição de gente séria, responsável e eficiente no Executivo e no Legislativo (Senado, Câmara e Assembleia)

Durante as convenções eleitorais nacional e estadual, o PPS confirmou as suas alianças para 2014: apóia Eduardo Campos (PSB) para presidente da República, Marina Silva (Rede/PSB) para vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSDB) para a reeleição ao Governo do Estado de São Paulo, e Marcio França (PSB) para vice-governador.

Para deputado federal e estadual, os candidatos do PPS de São Paulo vão compor também a mesma chapa da coligação dos candidatos do PSDB.

Entre os candidatos do PPS paulista, buscam a reeleição para deputado federal Roberto Freire e Arnaldo Jardim. Na Assembleia, Davi Zaia, Roberto Morais e Vitor Sapienza concorrem a novo mandato. Como novidades para a Câmara Federal aparecem também os nomes de Soninha Francine e Alex Manente, entre outros (veja a lista completa dos candidatos do PPS em 2014).

Antes da confirmação da candidatura de José Serra (PSDB) ao Senado, o vereador paulistano Ricardo Young, eleito pelo PPS e fundador da Rede Sustentabilidade de Marina Silva, também seguia cotado para uma vaga no Congresso Nacional, seja como senador (a prioridade do PPS) ou como deputado federal.

A decisão da vaga ao Senado Federal foi anunciada à meia-noite desta segunda-feira. Havia várias possibilidades sendo discutidas, da candidatura única da coligação até candidaturas individuais de cada partido. Prevaleceu a primeira opção.

Leia também:

São Paulo com Geraldo Alckmin e Eduardo Campos

Ricardo Young ao Senado, com Eduardo e Marina

sexta-feira, 27 de junho de 2014

"Vai tomar no cu", "vai se foder", "seu cuzão"... Baixaria? Nada disso, só um dia "normal" na Câmara

Perdoe a publicação tão direta e explícita desses xingamentos, mas foi o que se ouviu com clareza em plenário, na presença de toda a imprensa e do público que lotava as galerias, durante a reunião conjunta das comissões da Câmara Municipal de São Paulo, na noite desta sexta-feira, 27 de junho, antes de mais um adiamento da votação do novo Plano Diretor Estratégico da cidade.

O vereador Dalton Silvano (PV), da base de sustentação do governo petista, dirigiu aos berros essas palavras contra o colega Eduardo Tuma (PSDB), levantando-se da Mesa Diretora (onde fazia a leitura dos pareceres das comissões) e empurrando o oposicionista, que tentava uma medida regimental de obstrução da sessão ao protocolar um voto em contrário - o que exigiria a leitura de centenas de páginas.

Falta de decoro? Imoralidade? Indecência? Obscenidade? Na opinião dos vereadores de São Paulo não é nada disso. "É normal""é natural""faz parte do dia-a-dia do plenário""é a adrenalina do parlamento""vocês vêem isso aqui, em Brasília, em todo lugar".

Foi isso que afirmou o líder da bancada do PT, vereador Alfredinho, ao colocar panos quentes e garantir que se trata de um comportamento "normal", "natural" do parlamento. Será?

A reação da público nas galerias foi entoar um coro de "teatro, teatro" e ficar de costas para o plenário, enquanto a imprensa registrava as imagens dantescas que vão contribuir para piorar ainda mais os índices de reprovação dos vereadores paulistanos, como já mostramos no início do dia.

A reação desmedida e intempestiva de Dalton Silvano pegou os outros vereadores de surpresa. Mesmo depois de contido, ele seguiu descontrolado repetindo sem parar a sucessão de xingamentos. O opositor tucano se afastou da mesa. Ouvido em seguida pela imprensa, Eduardo Tuma disse que iria relevar o "contato físico" e os "excessos verbais" atribuídos por ele ao "calor da discussão".

Curioso que esses políticos que acham tão natural proferir esses termos em plenário ("vai tomar no cu", "vai se foder", "seu cuzão"), num local onde o decoro deveria ser respeitado, até porque há um regimento interno que assim determina, são os mesmos que condenaram a vaia e o coro de "vai tomar no cu" nos estádios da Copa.

Ora, ora... Quanta hipocrisia! Quer dizer que o povo num estádio de futebol, onde o xingamento funciona como catarse, um desabafo inofensivo e legítimo da torcida, é mal educado e merece a condenação? Mas a "elite branca" da política paulistana pode se agredir verbal e fisicamente dentro do Legislativo, que isso é considerado "normal" e "natural" na rotina dos nobres parlamentares?

Lamentável. Deplorável. Um acontecimento vexatório, que deveria ser punido com rigor, pois a ação desses mandatários serve como exemplo (negativo) para a sociedade. Um desrespeito inominável às instituições democráticas e aos princípios republicanos, que infelizmente vem se tornando cena rotineira e contribuindo para a total falta de credibilidade na política e nos políticos.

Plano Diretor adiado para segunda-feira

O fato é que a votação do Plano Diretor foi adiada para segunda-feira. Não haveria tempo de apreciar todas as emendas apresentadas e cumprir o rito formal de discussão e votação antes da madrugada de sábado. "E nós queremos votar no barulho do dia, não na calada da noite, como a imprensa nos acusa", afirmou em discurso o líder do governo, vereador Arselino Tatto (PT).

Não sem antes, mais uma vez, vereadores do governo e da oposição se reunirem com o líder do MTST, Guilherme Boulos, apresentarem suas justificativas sobre os repetidos adiamentos e prometerem acatar as reivindicações dos sem-teto. Vários deles subiram no carro-de-som dos manifestantes. A ocupação em frente a Câmara prossegue.

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Vereadores voltam ao trabalho numa encruzilhadaentre pressão do prefeito Haddad e ameaças do MTST

Encontrado o DNA petista nas ocupações em São Paulo

Câmara sob pressão do MTST trabalha até na hora do jogo do Brasil

Por que Guilherme Boulos não ocupa de vez a cadeira vazia do prefeito Haddad, a nulidade de São Paulo? 

Procura-se o prefeito de SP: Onde está Haddad???

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A quem o prefeito Haddad se refere quando afirma com tanta certeza que há bandidos no Transporte?

quinta-feira, 26 de junho de 2014

São Paulo com Geraldo Alckmin e Eduardo Campos

O PPS realiza neste fim-de-semana a sua Convenção Eleitoral. No sábado, 28, em Brasília, deve confirmar presença na coligação nacional com Eduardo Campos presidente e Marina Silva vice. 

No domingo, 29 de junho, em São Paulo, na Expo Imigrantes, o apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.

Em artigo recente ("A decisão de São Paulo"), falávamos do peso categórico do maior colégio eleitoral do país na eleição presidencial, e da necessidade de acertarmos o passo em casa para liderar a partir do nosso exemplo local o início do período “pós-PT”.

Ou adotávamos um posicionamento firme em São Paulo, junto com o PSB, com um palanque forte para impedir que o PT e seus aliados tomem de assalto também o Estado, ou assistiríamos por aqui a reprodução daquilo que se transformou o Governo Federal - e já vem se repetindo na capital paulista.

Dizíamos ainda que não há margem para erros ou improvisações. Tirar o PT da Presidência da República passa necessariamente por termos uma candidatura viável, consolidada e vitoriosa ao Governo do Estado de São Paulo.

Precisamos dar um passo adiante, mantendo conquistas importantes das últimas décadas, mas com o aprimoramento da gestão, a modernização do Estado, amplas reformas estruturais e novos avanços econômicos e sociais. É essa a aposta que o PPS faz para o futuro.

Para o sucesso nacional da coligação entre Eduardo Campos e Marina Silva, com o nosso apoio e o da sociedade saturada do atraso, do fisiologismo e dos métodos antidemocráticos e antirrepublicanos que se apoderaram do Brasil há doze anos, é fundamental que a campanha desta nova aliança programática seja bem sucedida em São Paulo.

Se no cenário nacional existe uma opção consistente de avanço e esperança, correndo por fora do maniqueísmo e da polarização desgastada de PT e PSDB, o fato é que no Estado não se consolidou nenhuma outra alternativa melhor e mais viável do que a reeleição de Geraldo Alckmin.

A chamada "terceira via", em São Paulo, na prática já foi cooptada e está a serviço do PT. Os nomes que se apresentam com discurso de mudança e alguma viabilidade eleitoral são aliados no plano federal e almejam na verdade ser um "plano B" de Lula e Dilma para o iminente naufrágio da candidatura do ex-ministro Padilha, envolvido até o pescoço em escândalos.

Em 2010, o eleitor paulista teve no candidato ao Governo Fabio Feldmann (PV) uma opção qualificadíssima, que refletia o “novo” representado por Marina, com todas as características desejáveis de quem busca uma nova política e se pauta pela agenda da sustentabilidade.

Porém, avaliando os números daquela eleição, constatamos que Marina obteve expressivos 20,77% do voto paulista, mas Feldman ficou com apenas 4,13%. Ao mesmo tempo, o presidenciável tucano José Serra teve 40,66% em São Paulo, enquanto o governador Geraldo Alckmin foi eleito com 50,63%.

Ou seja, ficou evidente que a maioria absoluta do eleitorado de Marina simplesmente não votou no candidato “novo”, optando em grande parte pelo experimentado Alckmin. É um dado a ser levado em conta. O que deseja o eleitor de São Paulo e como contribuir para o bem do Brasil?

É por isso que declaramos que o PPS seguirá caminhando com o governador Geraldo Alckmin e apoiamos a sua permanência por mais quatro anos no Palácio dos Bandeirantes - assim como deseja o PSB de Eduardo Campos, sob a condução em São Paulo do deputado Marcio França.

Entendemos que PPS e PSB, reproduzindo no palanque paulista os princípios da chapa presidencial de Eduardo e Marina, trazendo a agenda da sustentabilidade, os valores de uma nova política e as propostas de reformas tão necessárias ao país, serão decisivos para a vitória das oposições contra este modus operandi criminoso do PT, tanto no âmbito estadual quanto nacional.

Isso não significa, por outro lado, uma adesão cega e acrítica à campanha tucana. Enxergamos, como todo o povo de São Paulo, que existem problemas graves a solucionar e rumos a corrigir. Ocorre que, entre atirar pedra de fora, de forma irresponsável e oportunista, ou colaborar para um governo melhor a partir dos seus próprios acertos, aprimorando as conquistas das últimas décadas, desde a gestão de Mário Covas, preferimos este caminho.

Cobramos eficiência, dinamismo e agilidade no enfrentamento de problemas crônicos após duas décadas de sucessivas vitórias eleitorais, que podem mascarar demandas estruturais ou carências em áreas específicas. Que o PSDB reaja à acomodação, ao desgaste natural e ao surgimento de vícios políticos e administrativos inerentes à perpetuação no poder. Que seja cada vez mais plural, moderno, transparente e democrático. 

Críticas pontuais são pertinentes, como por exemplo nas áreas de Segurança Pública, com o medo crescente da violência, ou de Saneamento, Energia e Meio Ambiente, sob o risco de um racionamento de água, mas já vem sendo formuladas e devem ser respondidas da forma equilibrada, sem desviar São Paulo do caminho atual, como um Estado bem administrado e pólo de resistência ao banditismo federal.

Não é por acaso o altíssimo índice de aprovação do governador Alckmin e o seu favoritismo para a reeleição. Ao contrário das administrações petistas, o Governo do Estado reúne gente séria, responsável e eficiente, tendo na sua base partidos que respeitam as instituições democráticas e os princípios republicanos.

É isso que São Paulo quer manter e o Brasil necessita: uma gestão correta, equilibrada, com planejamento administrativo, austeridade fiscal, sensibilidade social e atendimento adequado à realidade de cada município e à diversidade do nosso povo.

Diretório Estadual do PPS de São Paulo

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Câmara sitiada pelo MTST: é a farra da gestão petista

Se não bastassem todas as manifestações e ocupações do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) na cidade, e a ameaça de novas invasões até que os vereadores paulistanos votem o novo Plano Diretor e se submetam às exigências dos manifestantes pró-moradia, a partir de hoje o Legislativo de São Paulo está sitiado.

Foi montado nesta terça-feira, 24 de junho, um grande acampamento na frente do prédio da Câmara Municipal, fechando as duas pistas do viaduto Jacareí, na região central, com direito a coberturas de lona e até construções precárias de madeira.

Milhares de pessoas, incluindo famílias inteiras, idosos, mulheres e crianças pequenas, iniciaram uma vigília para pressionar os vereadores a legitimarem as suas ocupações em terrenos públicos e privados, como a chamada Nova Palestina, em área de preservação de mananciais no Grajaú (zona sul), e a Copa do Povo, próxima à Arena Corinthians, em Itaquera (zona leste).

Os manifestantes garantem que estão organizados para permanecer no local "o tempo que for necessário", dia e noite, impedindo o livre acesso de funcionários, vereadores e cidadãos ao prédio público e às vias próximas. A ordem é ganhar no grito - e, se necessário, na força. É o tal conceito de "poder popular", seja lá o que signifique.

Tudo isso graças à irresponsabilidade do prefeito Fernando Haddad (Leia: Vereadores voltam ao trabalho numa encruzilhada: entre pressão do prefeito Haddad e ameaças do MTST) e do modus operandi do Partido dos Trabalhadores (Leia: Encontrado o DNA petista nas ocupações em São Paulo). 

Sob ameaça constante de invasão, a PM e a Guarda Civil estão de prontidão. Os manifestantes escolheram como alvo principal, entre os vereadores oposicionistas, o ex-presidente da Câmara e líder da bancada do PSD, José Police Neto, apontado pelo MTST como principal responsável por bloquear a votação do Plano Diretor e que, segundo o perfil do movimento no facebook, cartazes e o discurso do líder Guilherme Boulos no carro-de-som, seria "financiado pelas empreiteiras".

A denúncia é baseada em doações à campanha do vereador feitas por empresas como a Construtora OAS e a Brasterra Empreendimentos Imobiliários.

Cartazes do MTST apontam que o vereador recebeu, por exemplo, R$ 100.000,00 da OAS. É verdade. A mesma empresa também doou em 2012 R$ 1 milhão para o então candidato Fernando Haddad e os mesmos R$ 100.000,00 para outros vereadores da bancada petista, como o atual presidente da Câmara, José Américo, o presidente do diretório paulistano do PT, Paulo Fiorilo, o ex-secretário de Governo de Haddad, Antonio Donato, e também o atual, Francisco Macena, entre outros.

Em 2012, a OAS contribuiu ainda com R$ 500.000,00 ao comitê financeiro dos candidatos do PCdoB, do PRB, do PSB e do PSDB, entre outras contribuições para diversos partidos, prefeitos e vereadores em São Paulo e no Brasil, nesse ano e em eleições anteriores para deputados, governadores, senadores e para presidente da República (doou R$ 7,4 milhões para a presidente Dilma Roussef em 2010).

O mesmo ocorre com a Even Construtora e Incorporadora, que segundo o MTST é dona de um terreno ocupado pelos sem-teto e doou R$ 50 mil para Police Neto. Também contribuiu em 2012 com R$ 40 mil ao petista Paulo Reis, R$ 30 mil ao secretário de Subprefeituras Ricardo Teixeira (PV), e outros R$ 300 mil ao comitê financeiro do PT, beneficiando o prefeito Haddad e sua bancada.

O próprio relator do Plano Diretor de Haddad, vereador Nabil Bonduki (PT), que tem a simpatia do MTST e de outros movimentos de moradia, recebeu diversas doações de empresas do setor imobiliário e de construtoras.

Pelos critérios do Sr. Guilherme Boulos, que apóia publicamente o Plano Diretor da gestão Haddad, isso indicaria que o digníssimo vereador Nabil teria "rabo preso" com as empreiteiras?

Veja alguns doadores de Nabil Bonduki, eleito com 42.411 votos: Bureau de Projetos e Consultoria; Haver Consultoria e Empreendimentos; Embu Engenharia e Comércio; Votorantim Industrial; Fermopar Construções; Zoplan Construções, Empreendimentos e Participações; Bared Comércio de Madeiras; Ieme Brasil Engenharia Consultiva; Lucio Engenharia e Construções; Maxi Engenharia e Construções; Sergus Construções e Comércio; Ricardo Yazbek, construtor; Arquiteto Hector Vigliecca e Associados; Logit Engenharia; Avita Construções e Incorporações; Encibras Estudos e Projetos de Engenharia; OAS Empreendimentos; entre outros, que contribuíram para uma arrecadação de R$ 1.826.618,04.

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