sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nem PT, nem PSDB: Um sinal verde pra São Paulo

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo realizadas até o momento, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB, e o cenário muitíssimo promissor para o PPS e para a candidata Soninha Francine.

Nem PT, nem PSDB. Que venha 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar. Sinal verde para o cidadão que pede passagem, sinal verde para o trânsito, sinal verde para o desenvolvimento, sinal verde para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, para a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Enquanto a imprensa se preocupa em medir o aumento da influência de Lula na sucessão paulistana ou a curva ascendente da rejeição a José Serra, a população tem dado reiterados sinais de que já está saturada desta polarização PT x PSDB.

Não é por acaso que em todas as pesquisas à Prefeitura de São Paulo despontam nomes como Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), todos na faixa entre 10% e 20%, enquanto o ungido de Lula, Fernando Haddad (PT), e os quatro pré-candidatos do PSDB patinam com índices inexpressivos que vão de 3% a 6%.

Podem argumentar que os índices de Russomanno e Netinho refletem apenas o recall de pré-candidatos que disputaram as últimas eleições majoritárias, um para o Governo, outro para o Senado. Mas vejamos o caso de Soninha Francine, por exemplo. Fora das eleições e da mídia desde 2008, a pré-candidata do PPS tem 10% dos votos e se consolida como terceira força em todos os cenários apresentados.

Somado a esses números o resultado da eleição presidencial de 2010, quando Marina Silva (ex-PV) obteve 20 milhões de votos, temos o diagnóstico do problema e o prognóstico da cura: o eleitor procura uma alternativa concreta e viável para escapar das mãos de petistas e tucanos (ou kassabistas). Ninguém quer mais do mesmo.

Tudo bem que as pesquisas são um retrato momentâneo e mutável, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. A candidata do PPS lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro no universo do eleitor com renda superior a 10 salários. Isso não é notícia?

A proposta de Soninha Francine se baseia em dois conceitos básicos: mobilidade urbana e reconfiguração do território. Com mais gente morando perto do trabalho, há mais tempo para lazer, estudo, esporte, cultura, convivência, repouso. Com menos deslocamentos, há menos consumo de combustível, barulho e poluição. E mais espaço, mais gente a pé se conhecendo e se encontrando, mais saúde física e mental, maior possibilidade de bem estar.

Porque cidade inteligente é cidade feliz. Se as pessoas estão exaustas e não são felizes, de que adianta o resto?

De posse dessas informações e sensível aos anseios da população, o PPS investe em três frentes: 1) É o primeiro partido a assumir oficialmente o compromisso com o inovador “Programa Cidades Sustentáveis”; 2) Faz uma carta aberta a Marina Silva e aos chamados “marineiros”, reforçando a importância da construção dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil; 3) Consolida esta aproximação com a filiação de expoentes do Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina Silva, como é o caso do empresário Ricardo Young, ex-candidato pelo PV ao Senado em 2010 com 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

Enquanto isso, especula-se que o PSD de Kassab pode apoiar PT ou PSDB, feito biruta de aeroporto. Tentam seguir a receita para fabricar um prefeito: pegue um candidato novo, sem carisma, que não conhece a cidade, mau ministro, aproxime-o de Lula para "humanizá-lo" e divulgue essa notícia! É o que já está acontecendo.

Vamos raciocinar: Lula passa o dia inteirinho em casa, só vai ao hospital para o tratamento e retorna. Por que então Fernando Haddad vai ao Sírio-Libanês visitá-lo?

A própria “assessoria” do pré-candidato acusa o golpe. Primeiro, distribui release da visita à imprensa. Em seguida, respondendo às críticas do PPS nas redes sociais, admite que a notícia é “estratégica” e um dos artifícios para “tornar Haddad mais conhecido”.

Ora, depois a baixaria é de quem mandou Lula se tratar no SUS? Começou o “vale tudo” das campanhas? Mais uma vez vai prevalecer o marketing político sobre o bom senso, a ética e as demandas reais da cidade?

Entendemos, portanto, que para concretizar a proposta deste "sinal verde para São Paulo" será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país. Isto significa, objetivamente, apresentar uma candidatura própria à Prefeitura e uma chapa competitiva para a Câmara Municipal, eqüidistante de PT e PSDB, e diferente de tudo que ambos têm representado de nocivo e de mesmice para a política.

Maurício Rudner Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação e Redes Sociais do PPS/SP e coordenador da pré-campanha de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo