quarta-feira, 18 de junho de 2008

PPS lança candidatura de 'vereador virtual' em SP

Do Diário do Grande ABC

O PPS (Partido Popular Socialista) anunciou nesta terça-feira uma novidade: pretende eleger, nas eleições municipais de São Paulo, um vereador e uma vereadora virtuais. A campanha terá custo zero, apenas com apoiadores voluntários e sem utilização de materiais que sujam a cidade (panfletos, faixas, pintura de muros, carros de som).

Após a eleição, a atuação do vereador e da vereadora virtual será pautada por consulta direta da população, em tempo real, por meio da rede mundial de computadores ou outros recursos tecnológicos.

"A proposta, apesar de causar um estranhamento inicial, é simples: o mandato não será individual, mas coletivo", afirma o secretário de Comunicação do PPS, Maurício Huertas. "Essencialmente, é um novo conceito de fazer política. É o aprofundamento e o aperfeiçoamento da democracia participativa na capital paulista. Seremos nós, cidadãos, atuando coletivamente, com poder real de decisão, e aí está o paradoxo do termo virtual."

Como a legislação eleitoral exige o registro nominal de candidatos, foram escolhidos pelo partido como vereador e vereadora virtuais, respectivamente, o ex-secretário municipal de Esportes, Heraldo Corrêa Ayrosa Galvão, e a advogada Rosana Chiavassa, especialista em Direito do Consumidor e primeira mulher candidata à presidência da OAB/SP.

A iniciativa do PPS em São Paulo possui um e-mail, vereadorvirtual@pps-sampa.org.br e o Blog do Vereador Virtual.

Jornal da Tarde destaca "vereador virtual" do PPS

terça-feira, 17 de junho de 2008

PPS inova e aposta na eleição de "vereador virtual"

O PPS, que acaba de oficializar a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, anuncia mais uma novidade para estas eleições: pretende eleger um "vereador virtual".

O diferencial começa desde a campanha - terá custo zero, apenas com apoiadores voluntários e nenhuma utilização de material que suja a cidade (panfletos, faixas, pintura de muros, carros de som). Mas a grande revolução virá mesmo após a eleição: a atuação do vereador ou da vereadora virtual será toda pautada por consulta direta à população, em tempo real, através da Internet ou de outros recursos tecnológicos. É a essência da democracia participativa.

A ação do vereador ou da vereadora virtual eleitos pelo PPS será dirigida pelo eleitor paulistano, que será chamado a opinar diariamente sobre os vários temas em debate na Câmara Municipal, nas sessões, votações e comissões internas, na apresentação de projetos e na definição de prioridades para a cidade. A maioria ditará democraticamente a postura deste mandato popular e interativo.

"A proposta, apesar de causar um estranhamento inicial, é simples: o mandato não será individual, mas coletivo", afirma o secretário de Comunicação do PPS, Maurício Huertas. "Essencialmente, é um novo conceito de fazer política. É o aprofundamento e o aperfeiçoamento da democracia participativa na capital paulista. Seremos nós, cidadãos, atuando coletivamente com poder real de decisão - e aí está o paradoxo do termo virtual."

Leia a seguir uma série de questões explicativas sobre esta proposta inovadora do PPS. Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail vereadorvirtual@pps-sampa.org.br e serão postadas diariamente no Blog do Vereador Virtual. Participe!

O que é um "vereador virtual"?

Essencialmente, é um novo conceito de fazer política. É o aprofundamento e o aperfeiçoamento da democracia participativa na capital paulista. Seremos nós, cidadãos, atuando coletivamente com poder real de decisão - e aí está o paradoxo do termo "virtual". Não vamos eleger um homem ou uma mulher para atuar individualmente, mas possibilitar que cada cidadão paulistano tenha efetivamente vez e voz na Câmara Municipal, dando transparência ao que hoje é uma caixa-preta blindada, inacessível e ininteligível à maioria da população.

Que novo conceito de fazer política é este que o PPS propõe?

Queremos a participação popular de fato e de direito. Porque estaremos todos e cada um de nós investidos do poder para o qual até hoje apenas escolhíamos um representante que atuava ao bel prazer, de acordo com as suas conveniências, escapando muitas vezes da fiscalização da sociedade e desviando dos compromissos da campanha, sem que o eleitor tivesse qualquer instrumento de cobrança ou correção de rumo, a não ser de quatro em quatro anos, na próxima eleição. A partir de agora a transparência será total e a fiscalização constante, sem trégua, em tempo real.

O que o PPS pretende com esta idéia do "vereador virtual"?

O que o PPS propõe é resgatar a essência da democracia e da cidadania: o eleitor vai poder desempenhar o seu papel político no dia-a-dia, sem intermediários, decidindo diretamente o que é melhor para si mesmo e para a coletividade.

Porque absolutamente nenhuma ação do mandato será tomada sem que haja uma consulta popular. Da vontade da maioria do eleitorado paulistano, chamado a opinar sobre cada tema que se coloca na Câmara, resultará a atuação do vereador ou da vereadora virtual.

Como vai ser essa participação direta do eleitor no mandato?

O público acompanhará em tempo real a atuação do vereador ou vereadora virtual, com transmissão ao vivo pela Internet de todas as atividades de plenário, comissões, votações etc. Em contrapartida, cada eleitor irá interferir diretamente no exercício do mandato, que deixará de ser individual, pessoal, personalista, e se tornará verdadeiramente popular, coletivo e interativo.

Por que a proposta de acompanhamento pela Internet?

Hoje em dia o mundo todo está online, funcionando em rede, e a política também tem que se adequar a esta ação participativa num ambiente colaborativo. O cidadão está mais alerta, mais exigente. Não dá para permanecer nesses moldes arcaicos da política representativa, em que o eleitor manifesta a sua vontade de quatro em quatro anos e, neste intervalo, não tem qualquer interferência sobre a atuação do político que ajudou a eleger. Com o uso da internet ou de outros recursos tecnológicos, o eleitorado paulistano - com acesso liberado pelo número do título de eleitor - manifestará constantemente o seu posicionamento sobre cada passo que será dado pelo vereador ou pela vereadora virtual.

O PPS é hoje representado na Câmara paulistana pela vereadora Soninha Francine. Com essa proposta, a população pode esperar uma "Soninha virtual" para o próximo mandato?

A idéia do vereador ou da vereadora virtual acaba sendo um modo de preservar a postura e a atitude imprescindível que a vereadora Soninha Francine tem hoje na Câmara Municipal. Não é por acaso que ela seja considerada uma das melhores e mais atuantes vereadoras paulistanas e tenha tamanha credibilidade.

Sendo candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha encerra o seu mandato em dezembro deste ano, mas a cidade perderia sem uma presença como a dela no parlamento. Com esta decisão do PPS, Soninha permanecerá virtualmente vereadora e vamos potencializar as qualidades do seu mandato, como a transparência absoluta e a prestação de contas diária da sua atuação, abrindo a caixa-preta que é o Legislativo paulistano, movido a conchavos e acertos de bastidores, e jogando um foco de luz nesta escuridão.

Esta proposta de "vereador virtual" é legalmente possível?

Sim, porque vamos atender todas as exigências da legislação eleitoral com o máximo rigor. Teremos o registro normal dos candidatos, inclusive do vereador e da vereadora virtual. A novidade estará no exercício do mandato, que não será uma atuação personalista, individualizada, como é hoje. Teremos um mandato popular, coletivo e participativo. Radicalizamos o entendimento do STF e do TSE, que determinou que os mandatos eletivos pertencem ao partido político, e não aos candidatos. Só que ampliamos este conceito: o mandato pertencerá não só ao partido, mas à sociedade como um todo. Cada um de nós ocupará conjuntamente uma cadeira na Câmara. Obviamente que é uma proposta diferenciada desde a campanha, mas absolutamente legal.

Por que será uma campanha diferenciada?

Porque faremos uma campanha com custo zero e limpa. Limpa em todos os sentidos: não usaremos papel, não vamos poluir a cidade com os tradicionais santinhos, panfletos, faixas, muros pintados, carros de som. É uma decisão do PPS para todos os seus candidatos fazer uma campanha dentro dos limites da Lei "Cidade Limpa". Mas que será ainda mais rigorosa e inovadora para o vereador e vereadora virtual.

Teremos custo zero. Não vamos arrecadar dinheiro. Será uma campanha toda feita de forma espontânea, com apoiadores voluntários, usando os recursos gratuitos da rede para a conquista e multiplicação dos votos: e-mails, sites pessoais, blogs, vídeos, comunicadores instantâneos. Tudo da forma que a lei permite, com a livre expressão e manifestação do próprio eleitorado.

O vereador e a vereadora virtual não terão um comitê fixo, não terão uma campanha eleitoral organizada nos moldes ortodoxos. Lançamos a proposta, e o sucesso ou o fracasso da idéia dependerá exclusivamente da aceitação do eleitorado, que será o responsável direto e solidário em todos os momentos, desde a campanha até o eventual exercício do mandato. Por isso é um conceito novo de fazer política.

Vocês não temem que a idéia do "vereador virtual" seja ridicularizada ou mal compreendida?

Toda proposta inovadora causa um certo estranhamento, isso é natural. Mas ridicularizado será quem não compreender a idéia. Não estamos reinventando a roda. A proposta é simplesmente resgatar a essência da democracia participativa e garantir um mandato ético e transparente, sob o olhar fiscalizador do cidadão paulistano. Tirar o poder das mãos desses políticos que envergonham a cidade e devolvê-lo à sociedade, à coletividade.

Não foi por acaso que a Câmara Municipal chegou ao atual patamar: ser considerada a instituição menos confiável pela população. Vamos mudar isso de que forma? Abrindo esta Casa para a população, arejando o ambiente, varrendo a sujeira, atuando com mãos limpas. Mas não acreditamos em um Super Homem ou uma Mulher Maravilha que, individualmente, resolverão o problema. Por isso precisamos da participação de todos nessa tarefa. Essa é a proposta: um vereador ou vereadora virtual - porque na prática todos nós seremos os vereadores - como instrumento para a participação direta da sociedade na decisão dos nossos destinos e das prioridades da cidade.

Por que são sempre mencionados um vereador e uma vereadora virtual? Quem são eles?

Porque a idéia é ter um recorte fiel da sociedade, e para tanto oferecemos um candidato e uma candidata para que toda a população se sinta representada nesta proposta do vereador ou da vereadora virtual. Na realidade, o vereador virtual não tem gênero masculino ou feminino. Seremos todos nós dentro da Câmara Municipal, com todas as nossas igualdades e divesidades.

O que propomos é justamente despersonalizar este vereador ou vereadora, tanto faz se é homem ou mulher, esquecer da sua individualidade. Vamos eleger alguém para agir coletivamente, de acordo com a vontade da maioria.

Por outro lado, a legislação eleitoral exige o registro nominal dos candidatos. O conceito de vereador ou vereadora virtual tem de ser personificado em alguém, fisicamente. Para tanto, precedendo a aplicação deste novo conceito de fazer política, o PPS teria de escolher pessoas com credibilidade, respeitabilidade e comprometidas com essa idéia de fazer uma campanha limpa e, posteriormente, desempenhar um mandato aberto, transparente, popular e coletivo.

Escolhemos então um candidato e uma candidata - dentro de uma chapa própria com 83 homens e mulheres que concorrem à Câmara pelo PPS - para encampar este conceito de vereador e vereadora virtual: o ex-secretário municipal de Esportes Heraldo Corrêa Ayrosa Galvão e a advogada Rosana Chiavassa, especialista em Direito do Consumidor e a primeira mulher candidata à presidência da OAB/SP.

Veja mais informações sobre Heraldo Corrêa e Rosana Chiavassa.

Partidos discutem "democracia participativa" em SP

Maurício Reimberg
UOL Notícias


O Movimento Nossa São Paulo reuniu líderes partidários para um debate sobre a "democracia participativa" na capital paulista. O encontro ocorreu nesta segunda-feira à noite no Tusp (Teatro da Universidade de São Paulo).

Dois postulantes à prefeitura de São Paulo aproveitaram a oportunidade para teorizar sobre o tema. A vereadora Soninha Francine, candidata do PPS, e o deputado federal Ivan Valente, que deve ser homologado candidato do PSOL no próximo sábado, quando será realizada a convenção do partido, participaram do debate. O PT, o PSDB, o DEM e o PCdoB enviaram representantes.

A descentralização administrativa, o aperfeiçoamento da participação popular e a transparência na gestão pública foram os principais eixos abordados. Houve consenso num ponto estratégico. Todos os partidos ressaltaram a importância da aplicação da "Lei do Programa de Metas".

Aprovada pela Câmara Municipal em fevereiro deste ano, a lei determina que o prefeito tem que apresentar, até 90 dias após a posse, metas quantitativas por áreas e subprefeituras. O texto foi elaborado por entidades como o Instituto Ethos e o Nossa São Paulo.

Para Ivan Valente, o país ainda não está "acostumado" a fazer planejamento de metas. Ele afirma que há "medo" quando a agenda é incluir a participação popular na política. "Se não tiver o povo organizado para fiscalizar é difícil cumprir metas", disse.

Na opinião de Soninha, começar a encarar os problemas de São Paulo através do diagnóstico da situação atual é o "óbvio".

"Quem é contra fazer mais metrô? Ninguém é contra", disse. "Mas o metrô é muito caro. Consome um montante de recursos monumental. E é muito demorado".

Ela sugeriu medidas "operacionais" para enfrentar o problema do trânsito. "Corredor de ônibus também é operação", afirmou.

"O corredor do M'Boi Mirim (zona sul), por exemplo, tem que ter menos ônibus para ter mais fluidez", sugeriu a candidata.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Estado de S. Paulo entrevista Soninha Francine

O jornal "O Estado de S. Paulo" publicou neste domingo uma entrevista com a vereadora Soninha Francine, candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo. Clique na matéria para ampliar:

Folha: Criticar o trânsito virou moda, diz Soninha

Gazeta Mercantil: Soninha, os jovens e as mulheres

Estadão: Soninha quer mudar a vida urbana

Estadão: os desafios que tem tem 3% no Ibope

PPS confirma Soninha e 83 candidatos à Câmara

O PPS oficializou neste domingo, por aclamação durante a convenção eleitoral, a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e uma chapa própria com 83 candidatos e candidatas à Câmara Municipal. A propaganda eleitoral estará liberada a partir de 5 de julho.

O PPS apresenta Soninha à Prefeitura como alternativa para qualificar o debate, resgatar princípios e ideais que parecem fora de moda na política, construir um programa de governo verdadeiramente identificado com os cidadãos paulistanos e reaproximar o PPS de movimentos populares e sociais.

É a reafirmação da trajetória do PCB/PPS, que construiu um projeto alternativo viável e eficaz para a cidade, para o estado e para o país. Com a candidatura própria à Prefeitura de São Paulo e uma chapa completa de candidatos e candidatas à Câmara, o PPS se mantém coerente à sua história e une diversas gerações: além de resgatar a velha militância partidária está agregando jovens preocupados com o futuro e que entendem que podem interferir para melhorar o nosso dia-a-dia.

O PPS é a chance de concretizar de forma coerente os ideais democráticos, da cidadania plena e da justiça social. É o partido que disparou na frente em busca de novos modelos de desenvolvimento nacional e de soluções para a urgente necessidade de melhoria das condições de vida da grande maioria do povo brasileiro.

O PPS é um partido em expansão nacional, com um ideário renovado e melhor adaptado à nossa realidade, composto em grande parte por uma nova geração de políticos éticos e comprometidos com a busca de novos caminhos para o desenvolvimento econômico, político e social de São Paulo e do Brasil.

Venha para o PPS! Ajude a construir o melhor programa de governo para a cidade de São Paulo. Participe!


PPS indica Soninha e João Batista de Andrade

A Convenção Eleitoral do PPS neste domingo oficializou a candidatura a prefeita de Sonia Francine Gaspar Marmo, a Soninha Francine, 40 anos, vereadora, jornalista, apresentadora de televisão e colunista de futebol da Folha de S. Paulo.

Paulistana do bairro de Santana, formada em Cinema pela ECA/USP, Soninha tornou-se nacionalmente conhecida como VJ da MTV Brasil, onde trabalhou por dez anos, tendo sido posteriormente apresentadora de um programa para jovens na TV Cultura, comentarista da ESPN Brasil e até recentemente uma das apresentadoras do programa Saia Justa, na GNT.

Em 2004, foi eleita vereadora pelo PT. Filiou-se ao PPS em setembro de 2007. Leia mais sobre a biografia de Soninha Francine. Veja aqui tudo sobre a campanha à Prefeitura.

Candidato a vice-prefeito

O candidato a vice na chapa de Soninha Francine é o escritor e cineasta João Batista de Andrade, 69 anos, ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo (governo Alckmin).

Nascido em Ituiutaba (MG), começou sua carreira de cineasta ainda estudante, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Como cineasta, tem uma carreira onde se alternam os documentários (como "Liberdade de Imprensa", "Migrantes", "Greve!" e "Céu Aberto"), diversos filmes para TV (exibidos no "Globo Repórter" e TV Cultura, por exemplo) e 11 longa-metragens, dos quais os mais conhecidos são "Doramundo", "O Homem que Virou Suco", "O País dos Tenentes" e "O Tronco".

Veja aqui a biografia de João Batista de Andrade.

domingo, 15 de junho de 2008

PPS lança Soninha candidata e aposta em "zebra"

Vagner Magalhães
Redação Terra


O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, afirmou durante a convenção do partido que lança o nome de Soninha Francine como candidata à Prefeitura de São Paulo, que "toda eleição têm uma surpresa, uma zebra ou um azarão".

"Se não tivermos aqui uma boa representatividade, nunca seremos um partido nacional. A campanha está começando agora e ela trará o partido para dentro do debate político na capital", disse Freire.

Questionada sobre as chances de vencer, Soninha disse que não são nulas. "Digamos que temos menos chances de vencer do que as candidaturas que estão aí. Porém, menos não é zero", afirmou a candidata do PPS.

"Temos uma vantagem em relação aos demais candidatos mais conhecidos. Vamos fazer uma campanha propositiva, não teremos problemas em utilizar idéias bem-sucedidas de administrações anteriores, o que não acontece com os candidatos que estão aí", disse Soninha.

A candidata foi à convenção de bicicleta, para simbolizar o tema foco de sua campanha, que é o problema do trânsito na capital paulista.

"Com o passeio de bicicleta estamos literalmente dando a largada na nossa candidatura. Em relação à mobilidade, queremos mostrar que a bicicleta é uma alternativa viável para a cidade, não apenas uma idéia de malucos", afirmou.

PPS oficializa candidatura de Soninha à Prefeitura

Como prometido, candidata foi à convenção de bicicleta; esta é a primeira candidatura própria da legenda à prefeitura da cidade

Do G1, em São Paulo

Uma convenção do Partido Popular Socialista (PPS) oficializou neste domingo (15) a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Soninha, conforme havia prometido durante a semana, foi de bicicleta à Câmara Municipal, no Anhangabaú, onde o evento foi realizado, para incentivar a discussão de novas propostas para o trânsito da cidade.

Segundo o presidente do partido em São Paulo, Carlos Fernandes, é a primeira vez que o PPS, em sua curta história – o partido foi fundado em 1992 –, lança um candidato próprio à prefeitura da capital paulista.

Nas últimas duas eleições, o partido apoiou José Serra (PSDB) e Luiza Erundina (PSB). "Foi uma reafirmação do grito de guerra para a próxima etapa", disse Fernandes.

Propostas alternativas

Sobre a convenção, Fernandes afirmou ao G1 que a candidatura da ex-VJ da MTV - uma antiga militante do PT - tem o objetivo de "dialogar com a sociedade".

"Ela veio para dizer com uma candidatura que é para valer, para chegar no segundo turno", disse o presidente do PPS. "O objetivo é revigorar a política. Os problemas não são isolados, têm uma interligação entre o conjunto de problemas da cidade."

O fato de Soninha ir de bicicleta à convenção não quer dizer que o uso do veículo não-motorizado será um mote da campanha do partido.

"A Soninha é ciclista, não vamos fazer demagogia com isso. A questão do trânsito é um problema estrutural, há uma cultura que incentiva a venda de carros em 72 vezes. Há uma necessidade de deslocamento e uma necessidade de diminuir as distâncias", afirma.

De bicicleta, Soninha lança candidatura em SP

Hugo Cilo, do UOL
Em São Paulo


A vereadora Soninha Francine (PPS) oficializou neste domingo a pré-candidatura à prefeitura da capital de uma forma diferente. Para reforçar a proposta de resolver o caos do trânsito na cidade, principal bandeira da candidata, ela chegou à convenção, na Câmara Municipal, de bicicleta. Visivelmente empolgada, ela também sambou com militantes do partido antes de assumir o microfone.

Soninha estava acompanhada por uma comitiva em motos e bicicletas. A "carreata" saiu por volta das 11h do elevado Costa e Silva, na av. Francisco Matarazzo, passou pelo largo de Santa Cecília, largo do Arouche, praça da República e av. São Luís até a Câmara Municipal, 20 minutos depois.

"A maratona eleitoral começa agora. Quero lançar uma proposta diferente. Não vamos atacar os adversários, que se agridem no bate-boca e não debatem propostas", disse Soninha.

Além da concretização da campanha à prefeitura, a convenção do PPS apresentou os 83 nomes que disputarão as vagas na Câmara.

A oficialização de Soninha é a segunda na corrida pelo Executivo municipal. Neste sábado, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) consolidou a candidatura com apoio do PMDB, PR e PV, enquanto espera definição de um possível, mas improvável, apoio do PSDB, no próximo domingo (22).

Intenção de voto

A última pesquisa divulgada pelo Datafolha sobre a corrida eleitoral em São Paulo indicou Soninha com 2% das intenções de voto. A candidata do PPS apareceu à frente de nomes como Aldo Rebelo (PC do B) e Ivan Valente (PSOL), que têm menos de 1%. A pesquisa apontou Marta Suplicy (30%), Geraldo Alckmin (29%) e Gilberto Kassab (15%) nas três primeiras posições.

Soninha pode ser "grande surpresa"

Cristiane Carvalho,
do Último Segundo (IG)


O presidente do PPS, Roberto Freire, disse que a candidata do partido à prefeitura de São Paulo, a vereadora Soninha Francine, "pode ser uma grande surpresa". O partido faz convenção neste domingo na Câmara Municipal e oficializa a candidatura de Soninha.

"Nessa eleição pode surgir uma 'zebra', um 'azarão'. Não estou dizendo que Soninha é um 'azarão', mas acho que ela pode ser uma grande surpresa", disse.

Freire ainda atacou os adversários. "Esta eleição está uma bagunça. O PT não vai conseguir se recuperar em São Paulo. O DEM e o PSDB, que sempre foram um só no Estado, agora estão em disputa".

Rap e tambores

Soninha chegou à convenção pedalando, após percorrer o Minhocão e a Avenida São Luís. Ladeada por simpatizantes em bicicletas, motos e até skates, a candidata foi recebida ao som do "rap de campanha", acompanhado de uma dança de "leões chineses" e batidas de tambores.

Muito sorridente, Soninha disse que espera "contagiar as pessoas com as nossas propostas políticas e nossa apostila. A disputa eleitoral não é o auge de uma guerra, nós queremos discutir idéias".

Trânsito e idealismo são temas de primeiro discurso de Soninha como candidata

Cristiane Carvalho, do Último Segundo

Em seu primeiro discurso como candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, na convenção do partido neste domingo, a vereadora Soninha Francine defendeu a "volta do idealismo" à política e afirmou que uma solução para o trânsito, tema central de sua campanha, "desataria todos os outros nós".

"Está tudo entrelaçado. O trânsito piora a qualidade do ar, que causa problemas de saúde, que sobrecarrega o sistema de saúde. O trânsito deixa as pessoas esgotadas e, com isso, não têm tempo para se aperfeiçoar profissionalmente. Está tudo interligado. Se a gente puxar o fio certo, desata todos os nós", disse.

Ela comentou o fato de que agora falar do trânsito "está na moda". "O trânsito já não é um tema sério há muito tempo? Demorou tanto para cair a ficha?", questionou.

"É perfeitamente possível entrar na política e se guiar de acordo com o que se acredita. Fácil não é, confortável não é, mas é possível entrar, sofrer pressões e resistir à elas", declarou. Para Soninha, "a sociedade precisa ser reencantada pela política".

Soninha disse que é preciso discutir a configuração da cidade. "Senão você pode construir beliches de metrô, dez minhocões e dez lages sobre o Tietê que não vai adiantar", disse em alusão à proposta do pré-candidato do PP, Paulo Maluf, que sugeriu colocar lages sobre os rios Tietê e Pinheiros para resolver o trânsito.

Freire critica Lula e divergência entre DEM e PSDB

Cristiane Carvalho, do Último Segundo

Roberto Freire, presidente do PPS, declarou, durante a convenção do partido neste domingo, que as vaias para Alberto Goldman (PSDB), no encontro do Democratas neste sábado, podem ter sido contra a aliança entre DEM e tucanos.

Para Freire, as vaias na convenção do DEM, em que o tucano Alberto Goldman chamou o candidato Gilberto Kassab de Geraldo Alckmin, não não eram contra a confusão, talvez a vaia tenha sido contra a aliança. "Talvez alguns partidos já estejam divididos agora pensando em 2010. Aqui no PPS, o PSDB pode ser confundido como for, mas não pode ser vaiado".

Freire disse que o governo federal "se rende ao cassino em que nos transformamos e acha isso bom, uma contradição vindo da esquerdas. Não digo nem de esquerda, que o presidente já disse que não é. Mas ele uma 'metamorfose ambulante'". Ainda sobre Lula, Freire disse que "aquilo que pensamos em 2002 que seria uma ruptura, revelou-se uma fraude".

Sobre a candidata de seu partido, Soninha Francine, Freire disse que não vai falar em "zebra, nem em 'azarão' porque aqui não é futebol, mas toda eleição tem uma surpresa".

Cenas da Convenção Eleitoral do PPS paulistano

Veja alguns momentos da Convenção Eleitoral do PPS que oficializou a candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo. Clique nas imagens para ampliar:

Soninha chega de bicicleta à convenção do PPS

MITCHEL DINIZ
colaboração para a Folha Online


A vereadora Soninha Francine (PPS) chegou de bicicleta à Câmara Municipal de São Paulo, onde o PPS realiza neste domingo a convenção para oficializar sua candidatura à prefeitura da capital paulista. Acompanhada por mais 20 pessoas, Soninha utilizou a bicicleta como meio de transporte alternativo devido aos congestionamentos registrados nas ruas de São Paulo.

Segundo a pré-candidata, o trânsito é apenas um dos "grandes nós" de São Paulo, um problema que se relaciona com vários outros, como o transporte coletivo.

"A cidade tem muitos problemas interrelacionados. Se você puxar o fio certo, você consegue resolver várias coisas ao mesmo tempo. O trânsito é um dos grandes nós", afirmou a vereadora, ao chegar para a convenção.

Reportagem da Folha publicada hoje informa que 87% dos paulistanos avaliam o trânsito como ruim ou péssimo, segundo pesquisa de março do Datafolha. Mas, quando se pergunta qual é o pior problema da cidade, o trânsito aparece em sétimo lugar, com 5%.

Soninha disse que acredita na possibilidade de disputar o segundo turno e que vai lutar "seriamente" para isso. Porém, sem atacar seus adversários.

"Na nossa campanha, a gente não vai mirar nos adversários, procurar o ponto fraco do adversário para enfraquecê-lo. A gente vai mostrar a que veio, as nossas propostas", disse.

De acordo com a pesquisa Setcesp/Ibope divulgada no último dia 3, Soninha aparece em quinto lugar com 3% de intenção de voto, empatada com a deputada Luiza Erundina (PSB).

Para Soninha, o resultado da pesquisa não a desanima, pois nunca achou que a disputa fosse fácil. "Eu sei que é difícil tanto quanto sei que é possível. Ao mesmo tempo, eu estou empatada em intenção de voto numa cidade em que muita gente nem me conhece com a Erundina, que não só foi prefeita, mas foi uma grande prefeita na minha opinião. Por isso pra mim é uma honra e não motivo de desânimo."

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PE), defendeu a participação do PPS e de Soninha na disputa eleitoral deste ano. Para o socialista, Soninha tem "algo diferente" que pode ser uma surpresa em São Paulo.

"Toda eleição tem uma surpresa. Ninguém imagina que aquilo que é favorito vai se confirmar no final da eleição. Aparece sempre uma zebra, aparece sempre um azarão, há sempre aquele que ninguém imaginava. E Soninha tem tudo pra ser isso, não uma zebra mas ser algo de diferente", afirmou.

Ontem, o DEM oficializou a candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. O PMDB também realizou convenção para confirmar o apoio à Kassab. Hoje, além do PPS, o PV também realiza convenção para oficializar apoio a Kassab.

Segundo o calendário da Justiça Eleitoral, os partidos têm até o dia 30 de junho para realizar as convenções municipais.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

PPS oficializa candidatura de Soninha no domingo

Já que o problema da mobilidade urbana é o eixo principal do programa de governo do PPS para a cidade, nada mais emblemático do que a vereadora Soninha Francine chegar de bicicleta à Convenção Eleitoral que vai oficializar a sua candidatura à Prefeitura de São Paulo e a chapa com 83 candidatos e candidatas do seu partido à Câmara Municipal.

A comitiva de Soninha (com bicicletas, skates, motos e carros antigos) partirá no domingo, às 9h30 da manhã, do início do Elevado Costa e Silva, na avenida Francisco Matarazzo, percorrendo o trecho do Minhocão até o Largo de Santa Cecília, passando pelo Largo do Arouche, Praça da República e Avenida São Luís até a Câmara Municipal, onde ocorrerá a Convenção do PPS.

Corrigir distorções e reduzir as distâncias

"O eixo principal da campanha será a ´mobilidade urbana´, aí incluídas as questões de trânsito e transporte e todos os temas interligados como uso e ocupação do território, planejamento urbano, habitação, meio ambiente, emprego, saúde, educação, lazer", afirma a vereadora Soninha Francine. "Nossa proposta se baseia na diminuição das distâncias entre ricos e pobres, entre a casa e o trabalho, entre a administração e o cidadão."

Soninha Prefeita de São Paulo

A Convenção Eleitoral do PPS paulistano, que definirá a candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e os 83 nomes que vão compor a chapa própria de candidatos a vereador, será realizada no dia 15 de junho, o próximo domingo, na Câmara Municipal de São Paulo.

A legislação eleitoral determina que as convenções partidárias sejam realizadas no periodo entre 10 e 30 de junho. O PPS definiu a sua para o primeiro fim-de-semana permitido pelo TRE. Já a campanha, propriamente dita, estará liberada apenas a partir de 5 de julho.

No período entre a Convenção (15 de junho) e o início da campanha eleitoral no rádio e na TV (19 de agosto) - lembrando que neste ano as Olimpíadas da China ocorrerão entre 8 a 24 de Agosto -, o PPS paulistano vai promover pelo menos 10 Reuniões do Programa de Governo nas regiões das 31 subprefeituras, com a participação direta das comunidades e dos candidatos a vereador, para discutir localmente as propostas do PPS e a candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Convenção Eleitoral do PPS/SP
Data: Domingo, 15 de junho
Horário: Das 9h30 às 13h30
Local: Câmara Municipal de São Paulo
Viaduto Jacareí, 100 - Centro