segunda-feira, 30 de abril de 2018

#ProgramaDiferente debate o Dia do Trabalhador marcado pelo avanço da Revolução Tecnológica



Dentro da série "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", o #ProgramaDiferente trata do tema: "A Revolução Tecnológica e o Mercado de Trabalho". Qual o futuro das profissões atuais? Nossos estudantes e trabalhadores estão adaptados ao mundo atual? O que é avanço, o que é retrocesso?

Com a participação de Carlos Henrique de Brito Cruz, físico, diretor-científico da Fapesp e professor da Unicamp; Dora Kaufman, socióloga, pesquisadora da USP e da PUC-SP; Mario Alburquerque, sociólogo, consultor e professor da Universidade do Chile; e Mauro Magatti, sociólogo e professor da Universidade Católica de Milão. Assista.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

De Lula a Bolsonaro: mocinhos e vilões neste constrangedor telecatch entre esquerda e direita

Foi-se o tempo em que ser (ou se dizer) de esquerda ou de direita tinha real expressão política, algum valor ideológico ou peso intelectual. Até seria de se supor que neste ano eleitoral, em que as posições parecem mais extremadas e a polarização se acirra nas redes e nas ruas, esse embate tivesse algum conteúdo mais significativo. Triste ilusão. No ringue se alternam os mesmos personagens de um constrangedor e interminável telecatch.

Para quem não sabe, Telecatch foi um programa de televisão dos anos 60, criado na extinta TV Excelsior do Rio de Janeiro, dedicado à exibição de combates de luta-livre que misturavam encenação teatral e circo, com golpes ensaiados e resultados combinados. Tinha os mocinhos e os vilões, com personagens como Ted Boy Marino, Fantomas, Apolo, Aquiles, Hercules, Homem Montanha e figuras do tipo.

A ideia do telecatch foi copiada e reproduzida com nomes diversos, como Gigantes do Ringue e outros derivados, e até hoje é uma atração internacional com o bilionário WWE (World Wrestling Entertainment). Na política atual é quase a mesma coisa. Os combates são constrangedores, artificiais e reúnem um bando de personagens decadentes, dos astros mundiais Donald Trump e Kim Jong-Un aos nossos heróis nacionais (com Lula e Bolsonaro, por exemplo, posicionados em lados opostos do ringue, mas no final é tudo a mesma coisa). Um dos esquetes recorrentes era o juiz que roubava para os vilões (Isso te diz algo?).

Enfim, esse telecatch versão 2018 entre esquerda e direita é um espetáculo armado para distrair a plateia. Na prática, são todos atores encenando seus papéis. Não dá para levar a sério. O único iludido, se tanto, é o espectador diante de supostos mocinhos e bandidos, regras manipuladas e juízes arranjados. Puro entretenimento.

Por isso, quando vemos a esquerda ser resumida a Lula, Boulos, Ciro ou Manuela, ou a direita reduzida a Bolsonaro e MBL, é até desejável que tudo não passe mesmo de um espetáculo midiático sem muita importância ou profundidade. Pelo bem do Brasil. Porque seria muito desalentador se tudo se resumisse a estes dois campos opostos e fosse personificado nestes vultos horripilantes e caricatos. Há de se descobrir vida inteligente entre um polo e outro da política brasileira e mundial.

Por aqui, reunimos uma série de artigos e programas de TV que buscam refletir sobre o tema. Há 11 anos, pelo menos, desde a Conferência Caio Prado Júnior, realizada em 2007 pelo PPS e pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira), que o Blog do PPS tem se debruçado a discutir "o que é ser de esquerda hoje" e como colocar em prática novas formas de fazer política, com ética e sem o ranço do extremismo e da intolerância. Seguimos nesta missão quase impossível.

Veja mais:

Clóvis Rossi: A esquerda é o Titanic de 2018

















terça-feira, 24 de abril de 2018

O PT segue em busca da pedalada perfeita

Se já não bastassem as "pedaladas fiscais" que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e as recorrentes pedaladas na ética e na prática da boa política (além daquele velho "Pedala Robinho" na orelha do eleitor não-petista que votava no PT), são noticiadas agora duas novas tentativas de "pedaladas" no caso do preso mais comentado do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A primeira é quase uma piada pronta. O ex-prefeito Fernando Haddad, coordenador do programa da campanha presidencial do PT e ele próprio possível presidenciável no lugar de Lula, resolveu buscar sua carteirinha da OAB com um pequeno atraso de 31 anos. É isso mesmo: inscrito na Ordem desde 1987 sem nunca ter exercido a profissão, teria resolvido provar que é advogado mais de três décadas depois só para poder frequentar a cela do guru petista.

A segunda pedalada é bem mais séria: o movimento #LulaLivre, hoje restrito às redes sociais e presencialmente aos petistas de carteirinha e a uns poucos cooptados de movimentos e partidos satélites que acampam em frente à Polícia Federal de Curitiba, avança para o Supremo Tribunal Federal.

Isso porque o ministro Edson Fachin encaminhou à 2ª Turma do STF, para julgamento no plenário virtual (com votação eletrônica, sem a realização da sessão presencial dos ministros), o enésimo recurso da defesa de Lula contra a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro. Eles não desistem!

Assim, num simples toque de trás da tela de um computador, os ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do próprio Fachin, que compõem esta 2ª Turma, podem decretar a qualquer momento, por maioria simples de três votos, a liberdade de Lula. Precisa dizer mais alguma coisa sobre essa nova tentativa de pedalada jurídica? Vamos acompanhar.

sábado, 21 de abril de 2018

Uma homenagem a Nelson Pereira dos Santos



Morreu neste sábado, 21 de abril, no Rio de Janeiro, Nelson Pereira dos Santos. Aos 89 anos, foi um dos maiores cineastas brasileiros e pioneiro do Cinema Novo. Foi também o primeiro diretor de cinema eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 2006. O #ProgramaDiferente e a TVFAP.net fazem uma última homenagem ao relembrar a sua história. Assista.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Uma breve análise da essência canalha do lulismo

Seria simplório e reducionista tentar explicar o lulismo a partir de três peças retóricas recentes, publicadas neste ocaso petista, em plena decadência do seu criador mitológico (e, sabe-se agora, também mitômano).

Mas, juntando o último discurso de Luiz Inácio Lula da Silva antes de ser preso, o posterior artigo de dois de seus pretensos herdeiros políticos, Guilherme Boulos e Manuela D'Ávila, e a entrevista do grão-vizir José Dirceu, na qual se diz orgulhoso por se manter leal ao "capo di tutti capi", temos uma amostra da essência canalha do maior fenômeno eleitoral tipicamente brasileiro.

O lulismo é uma fábula que mistura na estória do seu protagonista ares de Robin Hood com a alma de Macunaíma, ensinamentos de Maquiavel com estratégias de Sun Tzu, tudo amarrado num pacote marqueteiro com toques de Joseph Goebbels. Não que isso anule benefícios pontuais que o PT trouxe à história recente do país e a camadas substanciais da população, primeiro exercendo um papel fundamental na redemocratização, depois como oposição sistemática e fiscalizadora dos primeiros governos eleitos no período pós-ditadura e finalmente nos três mandatos sucessivos à frente da Presidência da República.

Tudo isso é real e verdadeiro. Mas, como diria Karl Marx, "tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas". Hoje, olhando para trás, o que mais dói é ter acreditado em Lula. Depositado confiança, sonhos e expectativas. Ter votado nele em 1989, em 1994, em 1998, em 2002... Para tudo terminar assim? A esperança que venceu o medo acabar traída pela repetição dos erros do passado? O que era para ter sido a mudança culminar como mais do mesmo?

O discurso de Lula, dos petistas e seus satélites, ou a "narrativa" que tentam construir os adeptos da tática da terra arrasada, deve ser objeto de estudo aprofundado. Não é pouca coisa essa habilidade para o malabarismo que todos eles demonstram ter ao distorcer os fatos.

Vale destacar um trecho autoexplicativo da entrevista de José Dirceu:
Como vê a perspectiva de Lula ficar preso sozinho? Ele suporta o isolamento? 
Como o tratamento é respeitoso e ele recebe advogados todos os dias, e a família uma vez por semana, vai se adaptando.
O pior para ele já aconteceu: a indignidade de ser condenado e preso injustamente. Depois disso, tem que se adaptar às condições e transformar elas em uma arma para você. Esse é o pensamento. Mas eu acho que raramente um ser humano suporta ficar um ano num banheiro e quarto vendo três vezes por dia alguém trazer comida para ele. 
Agora surgiu a ideia de o Lula ir para um quartel. Seria pior ainda. Porque eles não que em ninguém lá. A função do quartel não é ser presídio. Ele vai ficar mais isolado. 
E ele não consegue? 
Eu acho que ele não deve. É uma questão política. Ele deve conviver com outras pessoas, pensar o país, pensar no que está acontecendo. Ele não está proibido de fazer política só porque está preso.
Se o Lula vier para a sexta galeria [unidade do complexo penal em que Dirceu ficou detido], verá que é uma convivência normal. É muito raro ter um incidente. E na prisão você conversa, aprende muita coisa. As pessoas têm muito o que ensinar.
Às vezes você acredita no mito que criam sobre você. Que você é especial, que teve uma vida, no meu caso, que dá até um filme. Mas você começa a conversar com um preso comum, e descobre que é fantástica a vida de cada um lá. 
O que o senhor sentiu quando viu Lula sendo preso? 
Eu sou muito frio para essas questões, sabe? Acho que ele fez o que tinha que fazer, aquela resistência simbólica foi necessária. E nós ganhamos essa batalha política e midiática.
Repare, tudo para o PT se resume em "ganhar a batalha política e midiática". E, é claro, para tanto os fins justificam os meios. Vale qualquer coisa para a sobrevivência do partido e de seus líderes. Já assistimos isso em outros capítulos da História, com outros personagens populistas, caudilhos e totalitários. A mentira, a vitimização, o delírio persecutório, a narrativa do golpe, a mercantilização da política e dos políticos, a demonização do adversário, a tentativa de desmoralização da justiça, da mídia e das instâncias democráticas e republicanas. Nada pode ser obstáculo para o triunfo do lulismo.

A atual linha narrativa, num plano-sequência do "golpe" contra Dilma, é que "os tempos em que vivemos representam o maior ataque à democracia desde o fim da ditadura militar". Isso está dito ipsis litteris no já mencionado artigo de Boulos e Manuela, mas é repetido incansavelmente por Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e todo séquito de replicantes lulistas.

Segue o discurso destrambelhado:
"O golpe parlamentar que colocou Temer no poder, a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes e a ofensiva contra Lula, do atentado a sua caravana à absurda e ilegal decisão de prendê-lo, exigem unidade da esquerda pela defesa da democracia e contra a escalada de violência fascista no país."
"A face mais visível da luta democrática no país é a defesa irrestrita da liberdade do ex-presidente e, para além disso, do seu direito de ser candidato nas eleições presidenciais deste ano. Lula é a maior liderança social do Brasil. Tirá-lo do jogo político é um visível casuísmo eleitoral. Essa luta não é apenas daqueles que concordam com as posições de Lula e do PT." 
"O alcance da ofensiva é muito mais amplo. Enganam-se aqueles que pensam que eles sejam os únicos alvos dessa prisão. Isso faz parte de um ataque contra o campo progressista e os direitos sociais. Não começou com Lula e não terminará com ele."
É um mix de frases feitas, generalidades e palavras de ordem que faziam sentido para a velha esquerda (enxovalhada pelo próprio PT), mas que hoje não passam de um apanhado de recados internos para impedir a debandada geral. Propaganda enganosa. Ou, nas palavras de José Dirceu: "O meu candidato é o Lula. Nós temos que lutar pela liberdade dele, mantê-lo como candidato e registrá-lo em agosto. Se não fizermos isso, será um haraquiri politico. Nós dividiremos o PT em quatro ou cinco facções. Nós temos que manter o partido unido."

Daí o motivo essencial para o condenado Lula jurar inocência. Atrás das grades por ter sido condenado em 2ª instância em uma das ações, dentre outras que virão, ele quer seguir como o mito intocável, apesar de saber que convence cada vez menos gente. Inelegível, necessita se manter presidenciável. É o desespero instintivo de quem está à beira da morte política. Na verdade, do suicídio, por ter se transformado em mais um corrupto e feito do seu partido uma organização criminosa. Certamente não é o único, nem o primeiro, nem o último. Talvez seja o maior deles, até pela grandeza da biografia, que era sólida mas se desmancha no ar, como nunca antes na história deste país.

Enfim, com a licença poética de José Dirceu, outro figurão que fez a travessia sem escalas da geração dos presos políticos para os políticos presos, Lula e todos os flagrados com a boca na botija pela Operação Lava Jato se assemelham nesta última frase pinçada da sua entrevista : "E todo mundo é inocente, né? O cara matou a avó, fritou o gato dela, comeu. Mas ele começa a conversar com você e a reclamar que é inocente."

Todos são.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Decifrando a Globalização no #ProgramaDiferente



Em mais um episódio da série "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", o #ProgramaDiferente trata do tema: "A Globalização e a mudança da estrutura das sociedades". Que mundo é esse em que vivemos? De onde viemos? Para onde vamos? Como corrigir os rumos para uma realidade mais sustentável?

Com a presença dos sociólogos Caetano Araújo, Demétrio Magnoli e Sergio Fausto, além do economista alemão (radicado na Suécia) Stefan Fölster, coautor de "A Riqueza Pública das Nações", e participações especialíssimas do grupo Berimbrown Soul, do sociólogo e filósofo polonês Zingmunt Bauman, e do geógrafo Milton Santos, autor da obra "Por uma outra globalização". Assista.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Lula, Alckmin, Ciro e Bolsonaro na sátira de Tá no Ar



No último episódio da temporada, o programa Tá no Ar, da Rede Globo, fez uma sátira inteligente de quatro presidenciáveis de 2018, Lula, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, com quatro propagandas de seus respectivos produtos fictícios: Luiz In Ice Tea, Johnnie Walckmin, Pepciro e Bolsonácqua. Reveja.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A crise de representação política e o futuro da democracia em debate no #ProgramaDiferente



Dentro da série "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", o #ProgramaDiferente trata do tema "Crise de Representação Política e o Futuro da Democracia".  Este ano é verdadeiramente emblemático, com a eleição de um novo presidente votado legitimamente pelo povo e vencida a traumática transição pós-impeachment.

O debate é moderado pela jornalista e comentarista política Helena Chagas e tem a participação de José Álvaro Moisés, professor do Departamento de Ciência Política da USP; Marco Aurélio Nogueira, cientista político e professor da Unesp; Marcus Melo, cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco; e do italiano Alessandro Ferrara, filósofo e professor da Universidade de Roma Tor Vergata. Assista.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Rebeldia para reinventar a política, sugere FHC

Na coluna do jornalista José Casado, no jornal O Globo de hoje, o autor afirma que "Em livro, FHC sugere rebeldia para reinventar a política".

O texto trata do mais novo livro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o seu governo, inclusive fazendo autocríticas, e também sobre o período governado pelo PT.

A 24 semanas das eleições, o horizonte político não poderia estar mais nebuloso e a fragmentação política é enorme. Tal cenário confunde o eleitor e impede até a distinção nas pesquisas dos mais competitivos entre pelo menos 15 pré-candidatos anunciados à Presidência da República.

Em depoimento de 203 páginas, FHC alerta para riscos da desagregação política. Uma certeza é que, em janeiro de 2019, haverá no Palácio do Planalto alguém eleito em circunstâncias de fragilidades.

Outras reflexões importantes: O próximo presidente terá menos apoio no Congresso do que seus quatro antecessores. E, na melhor das hipóteses, vai atravessar 75% do mandato com as contas no vermelho - o atual governo prevê capacidade de investimento reduzida à metade, com despesas públicas em Previdência Social um terço maiores do que são hoje. 

Aos 86 anos, está convicto de que na História nada é imutável, nada se repete, tampouco se transforma completamente.

"Mais do que nunca, é imperativo interpretar o mundo para poder transformá-lo", incita em "Crise e reinvenção da política no Brasil", depoimento de 203 páginas aos seus amigos Miguel Darcy de Oliveira e Sergio Fausto, em que procura demonstrar que o Brasil não está "em um beco sem alternativas". 

Eleição não é unção, observa: "É preciso apoio do eleitor, mas esse apoio não é dado para sempre. Cada decisão tem que ser explicada. O processo de convencimento é um ato permanente de revalidação da legitimidade ou não do governante." Na presidência, admite, fracassou sempre quando não conseguiu explicar e convencer.

A desagregação que aí está precisa ser revertida com urgência. "Estamos diante de uma encruzilhada: ou bem seremos capazes de reinventar o rumo da política, ou cedo ou tarde a indignação popular explodirá nas ruas, sabe-se lá contra quem e a favor do quê. Ou, o que é pior, o reacionarismo imporá ordem ao que lhe parecerá o caos."

Vislumbra alternativas: "Não estamos atados a alianças automáticas e, a despeito de nossas crises políticas, erros e dificuldades, nos encontramos em um patamar econômico mais elevado do que no tempo da Guerra Fria: criamos uma agricultura moderna, somos o país mais industrializado da América Latina e avançamos em setores modernos de serviços, especialmente no de comunicação e financeiro. Somos uma democracia, apesar das eventuais dificuldades de nosso sistema político."

Para retomar o rumo, entende ser necessário identificar e confrontar "os inimigos da mudança, os adversários da contemporaneidade: de um lado o estatal-corporativismo, de outro o fundamentalismo de mercado. Ambos incompatíveis com o mundo contemporâneo."

"Se não tivermos êxito na construção dessa alternativa" - avalia - "corremos o risco de levar ao poder quem dele não sabe fazer uso ou o faz para proveito próprio. E nos arriscamos a perder as oportunidades que a História nos está abrindo para termos um rumo definido."

A rebeldia, propõe, seria com "um novo polo democrático e popular que se afirme como alternativa tanto à direita autoritária e retrógrada quanto à volta de utopias regressivas como prega boa parte das esquerdas. Não há nada mais urgente a se fazer, quando se olha para as eleições de 2018 e para além delas".

Reinventar a política é mobilizar. E o que move pessoas, hoje, "são as causas, os movimentos identitários, as reivindicações de liberdade lançadas por grupos e movimentos na sociedade." Recorre ao poeta português Fernando Pessoa: "Cada um é muitos".


Reveja outras postagens recentes sobre FHC:

Veja o encontro de FHC com a Roda Democrática

FHC e o "novo algoritmo que rege a política"

quarta-feira, 11 de abril de 2018

De Bernardinho a Sérgio Moro, Fórum da Liberdade trata da "Voz da Mudança" que o Brasil precisa ouvir

O #ProgramaDiferente apresenta a íntegra de algumas das palestras mais interessantes ocorridas no Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nos dias 9 e 10 de abril. O tema geral do evento foi "A Voz da Mudança", reunindo desde o primeiro encontro de presidenciáveis de 2018 até uma palestra concorridíssima com o juiz Sérgio Moro.

O Fórum da Liberdade também teve painéis específicos como "Empreender para Mudar", com a participação de Bernardinho, ex-treinador multicampeão da seleção brasileira de vôlei, e Jorge Caldeira, escritor e doutor em Ciência Política; e "Politicamente Incorreto", com a presença de Lya Luft, escritora, tradutora e professora universitária, e Leandro Narloch, jornalista e escritor; entre outros.

Veja abaixo o link das palestras e o perfil de cada um destes quatro convidados destacados:

Bernardinho

Ex-jogador, treinador de voleibol, economista, e empresário brasileiro. Bernardinho é um dos maiores campeões da história do voleibol, acumulando mais de trinta títulos importantes em 22 anos de carreira, dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina. Como empresário, possui diversos empreendimentos de sucesso, incluindo a maior rede de academias da América Latina, bem como projetos sociais como o Instituto Compartilhar.


Jorge Caldeira

Escritor, doutor em Ciência Política, mestre em sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Sócio-fundador da Mameluco Edições e Produções Culturais, é escritor e possui ampla experiência profissional na área jornalística e editorial. Foi publisher da revista Bravo!, consultor do projeto Brasil 500 Anos, da Rede Globo de Televisão, editor-executivo da revista Exame e da Revista da Folha, do jornal Folha de S. Paulo, editor de economia da revista Isto É e editor da Revista do Cebrap. Ocupa a cadeira nº 18 da Academia Paulista de Letras.


Leandro Narloch

Jornalista, foi repórter da revista Veja e editor de Superinteressante e Aventuras na História. É autor dos livros Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo e Guia Politicamente Incorreto da América Latina, este último escrito com o jornalista Duda Teixeira. Os livros, que venderam mais de 750 mil exemplares desde 2009, criticam a influência marxista nos livros didáticos, derrubam mitos consagrados e mostram como intervenções políticas sabotaram a economia de países da América Latina, da África e da Ásia durante o século 20.


Lya Luft

Nasceu em Santa Cruz do Sul em 1938. Aos 18 anos mudou-se para Porto Alegre para cursar Pedagogia e Letras, na PUCRS. Tem mestrado em Linguística, disciplina que lecionou na Faculdade Porto Alegrense por dez anos, além de Literaturas Brasileira e Portuguesa.

Começou cedo a escrever como colunista em jornal — o que continua fazendo ainda hoje. Foi, por vários anos, colunista da revista Veja. Agora, colabora com o jornal Zero Hora.

Autora de muitos romances, como As Parceiras, Reunião de Família, O Tigre na Sombra e ensaios não-literários como Perdas & Ganhos — traduzido em 12 países —, vendendo só no Brasil um milhão de exemplares. Recentemente publicou “A Casa Inventada”, nessa mesma linha de reflexões. Toda a sua obra é publicada pela Editora Record (RJ).

Viúva do linguista Celso Pedro Luft, com quem teve os filhos Susana, André e Eduardo, vive em Porto Alegre com seu companheiro de muitos anos, engenheiro Vicente de Britto Pereira.

Viajou muito pelo país e exterior dando palestras, o que agora reduziu ao máximo: “Gosto mesmo é de ficar quieta. Então é o que faço”.

Aplaudidíssimo, juiz federal Sérgio Moro é a estrela do 31º Fórum da Liberdade no #ProgramaDiferente



O juiz federal Sérgio Moro foi a grande estrela do 31º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, neste segundo e derradeiro dia do evento organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Em dois momentos, nesta terça-feira, 10 de abril, primeiro num bate-papo para uma plateia VIP conduzido pelo filósofo Eduardo Wolf, ex-secretário de Cultura do prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchesan (PSDB), falou sobre a Lava Jato, o processo contra Lula e a decisão da ministra Rosa Weber. Veja aqui.

Mais tarde, para um público bem maior, em palestra para mais de 2.700 pessoas que superlotaram o grande auditório da PUC-RS, voltou a falar sobre a Operação Lava Jato e o conjunto de ações contra a corrupção no Brasil. Neste segundo momento, na roda de conversas intitulada "A Lei", Sérgio Moro foi aplaudidíssimo ao dividir o palco central do Fórum da Liberdade com Antonio Di Pietro, vice-procurador no Tribunal de Milão e promotor que comandou a Operação Mãos Limpas, na Itália, e Adriano Gianturco, professor de Ciência Política do IBMEC-MG. A mediação ficou a cargo do presidente do IEE e organizador do evento, Júlio César Bratz Lamb. Assista.

Vereadora Soninha, do PPS, é a nova 2ª vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo

Com a nomeação do vereador Eduardo Tuma (PSDB), que é o atual 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, como secretário da Casa Civil do prefeito Bruno Covas nesta quinta-feira, o então 2º vice, Rodrigo Goulart (PSD), assume a vaga de Tuma na Mesa Diretora e a vereadora Soninha Francine (PPS), eleita primeira suplente, consequentemente passa a ser a 2ª vice-presidente da Casa no decorrer de 2018. Lembrando ainda que o presidente Milton Leite (DEM) na prática é o atual vice-prefeito de São Paulo, com a renúncia de João Doria (PSDB) e a posse de Bruno Covas (PSDB).

terça-feira, 10 de abril de 2018

Bruno Covas busca recompor maioria na Câmara, que pretende manter as marcas da gestão de João Doria

Com o até então vice Bruno Covas devidamente empossado prefeito de São Paulo para cumprir os dois anos e nove meses restantes da gestão tucana (somados ao um ano e três meses cumpridos pelo prefeito João Doria, que renunciou ao cargo para ser candidato em 7 de outubro) e cara nova na bancada do PSDB - com o suplente Quito Formiga no lugar do vereador Eduardo Tuma, recém nomeado secretário da Casa Civil, a Câmara Municipal de São Paulo tenta recompor a maioria governista para votar projetos do Executivo.

Enquanto isso, busca acordo para aprovar o primeiro pacotão de projetos de autoria dos vereadores nesta terça-feira, em 1ª votação, e na quinta-feira, em segunda e definitiva votação, para seguirem à sanção do novo prefeito. Há oposição da bancada do PT à agenda proposta exatamente por conta da quarta-feira, que estaria reservada para discussão da pauta governista.

A intenção do líder do governo, vereador João Jorge (PSDB), é aprovar o projeto que libera para divulgação o uso de identidade visual e denominação própria dos programas da Prefeitura de São Paulo, limitada atualmente ao uso do brasão oficial da cidade. A polêmica sobre o tema foi evidenciada com o uso, no início da gestão tucana, das marcas criadas pelo prefeito João Doria, como "Cidade Linda", "Corujão da Saúde" etc.

Criança e Adolescente

A vereadora Soninha Francine (PPS), durante o chamado "colégio de líderes", fez um pedido para que as bancadas possam indicar seus representantes para a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e assim permitir a sua instalação.

Fórum da Liberdade reúne seis presidenciáveis



Com o primeiro encontro entre alguns dos principais pré-candidatos à Presidência da República em 2018, foi aberto nesta segunda-feira, 9 de abril, o 31º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre. O foco do evento organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) foi a discussão de mudanças políticas e econômicas, e o que será do Brasil após a crise atual, reunindo os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Flávio Rocha (PRB), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (PMDB), João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede), que revelaram quais seriam as prioridades em seus governos. Assista.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Lula: a narrativa de um corruPTo condenado



Ao lado do amigo Frei Betto, horas antes do último discurso público no ato político preparado na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Lula deixou gravada uma mensagem para ser divulgada após a sua prisão. É a narrativa típica do condenado que se declara inocente, com a verborragia já conhecida do guru do petismo. Assista.

#ProgramaDiferente: Cantora Anitta em Harvard



O evento anual Brazil Conference, organizado pela comunidade de estudantes brasileiros na região de Boston, na Harvard Kennedy School e no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, tem como objetivo promover o debate entre intelectuais, personalidades midiáticas, líderes e representantes da diversidade nacional e internacional, sobre os mais variados temas envolvendo o Brasil. A edição de 2018 foi realizada nos dias 6 e 7 de abril, com o tema #AçãoQueTransforma, sobre iniciativas que estejam acontecendo para ajudar nas mudanças do país.

Uma das atrações deste ano foi a cantora Anitta, de 25 anos, que exaltou a importância da educação para o desenvolvimento do Brasil. Em sua palestra, ela afirmou a empresários, políticos e alunos que teve “uma mãe que veio da Paraíba e sempre ensinou muito o valor de estudar”. Anitta reforçou a importância de que políticos pensem em educação a longo prazo. “Investir nisso não vai aparecer em quatro anos; leva tempo”, disse. Na plateia, estavam convidados como o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE) e o CEO da maior cervejaria do mundo, Carlos Brito (Inbev). Assista na íntegra.

“Isso mudou muito a minha vida e a minha visão das coisas. Só que acho que isso dá trabalho. Explicar para uma pessoa como ela faz acontecer dá muito mais trabalho do que só entregar na mão dela”, disse Annita. “É questão de paciência investir em educação e esperar essa bola de neve ir diminuindo, essa crise ir baixando ao longo do tempo”, completou.

A cantora explicou qual foi sua estratégia para conquistar o mercado mundial da música. Fez também um relato pessoal de que a desigualdade social, embora gere dificuldades e falta de oportunidades, não deve ser justificativa para a violência. “Tive muitos amigos que roubaram. Mas eu falava: infelizmente, a gente nasceu menos privilegiado, mas não significa que tenha de sair pegando o que é do outro. Vamos ter de lutar mais? Vamos. Mas não dá para justificar um erro com outro", afirmou.

Por quase uma hora, Anitta deu lições de empreendedorismo e gestão de carreira para a plateia mais concorrida do evento. Na primeira fila, o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, dono de uma fortuna de R$ 93,3 bilhões - ele não quis falar com a imprensa, mas aplaudiu de pé e seguiu com a cantora para o camarim.

Nascida Larissa de Macedo Machado e mundialmente famosa pelo nome artístico Anitta, ela narrou a infância pobre em Rocha Miranda, "quase, quase na favela", e os primeiros passos da carreira em bailes funk, quando o cachê não ultrapassava R$ 150 (hoje ele pode superar R$ 200 mil). Foi interrompida pelo menos quatro vezes por aplausos. A primeira veio quando ela defendeu o ritmo carioca - que no ano passado chegou a ser alvo de debates no Senado sobre eventual criminalização. "Antes de cantar, eu nunca tinha ido à zona sul do Rio de Janeiro. Então é muito difícil você cantar o 'barquinho vai, a tardinha cai' (referência à Bossa Nova) se você nunca viu essas coisas", disse.

"O funkeiro canta a realidade dele. Se ele acorda, abre a janela e vê gente armada e se drogando, gente se prostituindo, essa é a realidade dele", continuou. "Para mudar as letras do funk, você tem que mudar antes a realidade de quem está naquela área."

sábado, 7 de abril de 2018

Veja a íntegra do discurso de Lula antes de ser preso e o fascismo de uma seita de lulistas fanáticos contra os profissionais da imprensa no Dia do Jornalista



O #ProgramaDiferente exibe a íntegra do discurso de Luiz Inácio Lula da Silva na frente do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, neste histórico 7 de abril, no último ato político orquestrado pelo PT e pelos apoiadores do ex-presidente antes dele cumprir a ordem do juiz Sergio Moro e se apresentar à Polícia Federal para começar a cumprir a sua pena pela condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Acompanhe a checagem das informações feita pela Agência Lupa. Será que Lula exagerou? Inventou historias? Mentiu? Assista.

Outra curiosidade: além de ser o aniversário de nascimento da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva (morreu em 3 fevereiro do ano passado), data que justificaria o ato público sob medida convocado para impressionar a militância e com o intuito de compor a narrativa midiática do vitimismo de Lula (uma espécie de showmissa com a presença de políticos, artistas e religiosos), 7 de outubro é também o Dia do Jornalista.

O insólito é que justamente neste dia cresceu a onda de agressões físicas e verbais contra os profissionais da imprensa motivadas pelo ódio dos manifestantes e seguidores da seita de adoradores lulistas, incentivados pelo próprio guru, que durante o seu pronunciamento criticou ostensivamente e afirmou não "perdoar" - chamando de golpistas e mentirosos - os jornalistas, promotores e principalmente os juízes que o condenaram. De que lado, afinal, estão os fascistas? Assista aqui essa homenagem enviesada aos repórteres agredidos.

UM TAPA NA CARA DO CIDADÃO DE BEM

Ato político festivo de Lula é uma afronta à lei, à ordem e ao Estado Democrático de Direito. Um tapa na cara do cidadão de bem, trabalhador honesto e pagador de impostos que não surrupia dinheiro público nem tem relações criminosas com os donos do poder. #LulaNaCadeia

Leia também:




#ProgramaDiferente mostra Cristovam Buarque e Marina Silva na abertura do Congresso da Rede



O #ProgramaDiferente registra no Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade, realizado neste fim-de-semana, em Brasília, a participação do senador Cristovam Buarque (PPS/DF), que é também presidente do conselho curador da Fundação Astrojildo Pereira (FAP). Além disso, reproduzimos a fala de abertura da presidenciável Marina Silva sobre a situação do país, a prisão de Lula e a esperança no futuro. Se preferir, assista a íntegra do ato político inaugural do Congresso. Veja ainda o discurso de Marina ao ser aclamada pré-candidata à Presidência da República.
 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

#ProgramaDiferente inicia série intitulada "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação"



A partir desta semana, o #ProgramaDiferente abre uma série especial intitulada "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação". Em ano de eleição presidencial e essencial para a democracia brasileira, após um período de grave crise política, econômica, ética e social, precisamos aprofundar o debate e a reflexão para entender os dias atuais. 

Esta sequência de programas tem como fonte de inspiração o seminário internacional de mesmo nome promovido em parceria entre a Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Na abertura, estão presentes o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), presidente do conselho curador da FAP; o suplente de senador José Aníbal (PSDB/SP), presidente do ITV; e a professora Lourdes Sola, da USP. Assista.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Foi 6x5 para o Estado Democrático de Direito

Se o Brasil quer se consolidar como um país sério, essencialmente democrático e republicano no seu ordenamento político e jurídico, devemos celebrar a decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal contra o indesejável afrouxamento da jurisprudência constitucional em benefício do ex-presidente Lula.

A lei deve ser igual para todos. Como um verdadeiro Estado Democrático de Direito, devemos privilegiar no Brasil as liberdades civis, respeitar os direitos humanos e as garantias fundamentais, mas sem que os interesses individuais se sobreponham aos princípios coletivos e aos interesses da Nação.

Que a mudança de paradigmas iniciada pela condenação de políticos no episódio do Mensalão e sedimentada na corrente Operação Lava Jato, com os chamados criminosos do colarinho branco investigados, condenados e presos, represente de fato o amadurecimento da nossa jovem democracia, o aprimoramento das instituições e o empoderamento da cidadania.

Que tudo isso não se limite obviamente à punição de Lula, ainda que exemplar, mas que atinja corruptos e corruptores em todos os partidos e nas diversas esferas do setor público e privado. Ninguém deve estar acima da lei. Nenhum brasileiro pode ter salvo-conduto para transgredir as regras constitucionais e fazer da política uma terra de ninguém.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Martin Luther King Jr. está vivo, 50 anos depois



O tiro que matou o ativista negro Martin Luther King Jr. na manhã de 4 de abril de 1968, no Lorraine Motel, em Memphis, Tenessee, não calou a sua voz. Ao contrário. Passados 50 anos, ainda hoje é um dos mais importantes nomes da história dos direitos civis, da tolerância e do amor ao próximo. O ano de 2018 também marca, além do cinquentenário do seu assassinato, os 55 anos do extraordinário discurso "I Have a Dream", pronunciado na Marcha de Washington, em agosto de 1963. Assista.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Uma semana decisiva para as eleições de 2018

Nem bem iniciamos o mês de abril e começa uma semana decisiva para o balanço final de 2018. Se encerraremos o ano com saldo positivo ou negativo na política, em grande medida o resultado se dará a partir do que acontecer de hoje até a próxima sexta-feira. E por que tanta importância concentrada neste pequeno espaço do calendário?

Vamos lá: o STF pode selar o futuro de Lula, como cidadão e presidenciável; a janela da infidelidade partidária segue aberta até o dia 6, causando efeitos na bolsa mercantil eleitoral; a opinião pública repercute a soltura dos amigos do presidente, após a prisão incomum e uma liberação ainda mais questionável; um bando de anônimos preenche mais de uma dezena de ministérios na vaga dos demissionários que vão ser candidatos em outubro (e o mesmo se repete em todos os estados e municípios); e termina o prazo de filiação para quem ainda pretende disputar as eleições e não está vinculado a nenhum partido.

Comecemos por este último: o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, pode ser enfim a novidade que faltava para sacudir definitivamente esse quadro eleitoral que já se apresenta bastante imprevisível. Com a boa imagem cultivada nas condenações do mensalão, homem negro, de origem humilde e que venceu na vida por mérito próprio e dedicação aos estudos, parece ter o perfil talhado para chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.

Ficam no ar duas perguntas: 1) De quem Joaquim Barbosa "roubaria" uma vaga? Da direita, do centro ou da esquerda? 2) Uma estrutura partidária mediana, como tem o PSB, influenciaria negativamente no desempenho de um candidato como Joaquim Barbosa? Ou essa eleição será marcada por fatores diversos e os partidos e conchavos tradicionais terão peso menor no resultado de 7 de outubro?

Uma coisa é certa: a entrada de Joaquim Barbosa no jogo embaralha as cartas e derruba favoritismos. Outros fatos novos a considerar: o empresário Flávio Rocha pode somar com Jair Bolsonaro, numa eventual coligação como vice, ou subtrair votos, se confirmar sua candidatura presidencial pelo PRB, vinculado à Igreja Universal, com apoio do MBL e discurso extremado de direita, mas aparentemente menos chucro que o guru dos bolsominions.

Ao centro, os desafios de Geraldo Alckmin se multiplicam com a proliferação de pré-candidaturas. A possibilidade de Michel Temer disputar a reeleição, embora com índices de aprovação baixíssimos, e os balões de ensaio lançados com Henrique Meirelles e Rodrigo Maia, são acúmulo de problemas em uma lista que já apresentava dificuldades imensas como quebrar a barreira do sudeste (com a rejeição altíssima do norte-nordeste e a candidatura de Álvaro Dias causando estragos no sul), além do próprio fator Bolsonaro, que no Brasil inteiro (e até mesmo em São Paulo) aparece na frente do governador nas primeiras sondagens de intenção de voto.

O sucesso de Alckmin, portanto, é uma aposta inversamente proporcional à de Bolsonaro, de Joaquim Barbosa e de Marina Silva, por exemplo: apenas a estrutura do PSDB pode levar o presidenciável tucano com o seu discurso racional ao segundo turno se subir nas pesquisas, enquanto para Bolsonaro, Marina e Barbosa o tempo de TV e o apoio formal de legendas e mandatários precisa ser irrelevante diante do apelo emocional e da onda de apoio difuso da sociedade.

Do outro lado, o PT aposta na velha narrativa do golpe e na vitimização de Lula, coitadinho, o perseguido, para garantir uma sobrevida até a eleição (e depois, como oposição). Os novatos presidenciáveis da esquerda Manuela D´Avila e Guilherme Boulos (e até o veterano ambidestro Ciro Gomes) prestam solidariedade esperando dividir o espólio lulista, enquanto Fernando Haddad esquenta o banco como "menino de ouro" a ser abençoado pelo guru se não vingar a virada de mesa no Judiciário.

Por tudo isso, não surpreenderia se Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa chegassem ao segundo turno em 7 de outubro, o que abalaria definitivamente muitas convicções na política e as atuais estruturas partidárias. Antes disso, porém, se as pesquisas indicarem essa possibilidade, há no horizonte uma nova formação que hoje só existe na imaginação do círculo de apoiadores de João Doria, mas que não pode ser descartada num quadro de tantas incertezas: o PMDB de Temer e Meirelles, o DEM de Rodrigo Maia, o PRB de Flávio Rocha e até o Podemos de Álvaro Dias se uniriam por uma candidatura presidencial salvacionista de João Doria.

Tudo isso parece exageradamente fantasioso? Até o momento, sim, certamente. Mas a essa altura, em abril de 1989, também parecia improvável que Fernando Collor de Mello fosse eleito presidente pelo fictício PRN contra Lula, Brizola, Covas, Ulysses, Maluf, Afif, Freire, Aureliano, Caiado, Gabeira, Enéas e outros. Numa época que a Internet nem existia e ter telefone celular era luxo para poucos.

Então, nada é impossível num país já assistiu golpe militar de 1º de abril, depois José Sarney presidente, Collor presidente, Itamar Franco presidente, FHC presidente depois de consertar a economia e sem ter conseguido ser prefeito de São Paulo, Lula presidente, Dilma presidente, Temer presidente, e numa época em que a Lava Jato mexe tanto com "o mecanismo" da política e as emoções do eleitor. O que vem por aí? Façam as suas apostas.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

sábado, 31 de março de 2018

Cortella: Páscoa, comunismo, política e democracia



Filósofo, escritor, professor e doutor em Educação, Mario Sergio Cortella fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a Páscoa, a relação entre os princípios da religião e do comunismo, o atual momento da democracia e a crise política no Brasil. Assista.

quinta-feira, 29 de março de 2018

1º de Abril no #ProgramaDiferente: É Domingo de Páscoa e Dia da Mentira no País da Propinocracia



Tem gente que acredita em Coelhinho da Páscoa, Papai Noel, duende, saci... Tem até quem acredita em políticos corruptos, denunciados na Lava Jato. A seis meses das eleições, neste #ProgramaDiferente de 1º de abril que reúne por coincidência a Páscoa e o Dia da Mentira, com a prisão dos amigos mais próximos do presidente Michel Temer e às vésperas de uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de prisão do ex-presidente Lula, vamos tratar dessas histórias, lendas, crenças, fraudes, embustes, trapaças, balelas... É o Brasil da Propinocracia. Assista.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Com pressão do funcionalismo, Câmara recua e adia reforma da Previdência por pelo menos 120 dias

No mesmo dia em que o prefeito João Doria (PSDB) havia anunciado que já contava com a maioria de votos na Câmara Municipal de São Paulo para aprovar a reforma da Previdência dos servidores públicos, a realidade se impõe de forma diferente: a pressão do funcionalismo foi mais forte e os vereadores decidiram adiar por pelo menos 120 dias a discussão do projeto.

Com isso, greves de setores que se arrastavam há semanas, como a dos professores, foram suspensas. O atual governo repete a sina do anterior: o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que propôs originalmente a reforma da Previdência e o #Sampaprev, também foi obrigado a ceder e retirar o projeto da pauta após pressão dos servidores municipais. Com a renúncia de João Doria até o dia 7 de abril para ser candidato em outubro, o problema cairá no colo do seu sucessor, Bruno Covas (PSDB).

terça-feira, 27 de março de 2018

Prefeito João Doria anuncia que já tem votos da base para aprovar a reforma da Previdência paulistana

O prefeito João Doria - que vai renunciar ao cargo até 7 de abril para ser candidato nas eleições de 7 de outubro - anuncia que a base governista já tem maioria de votos para aprovar em 1ª votação nesta semana a reforma da Previdência municipal. São necessários 28 dos 55 vereadores. A pressão sobre os parlamentares é grande.

Para garantir a aprovação (a 2ª e definitiva votação ocorreria na próxima semana), a Prefeitura de São Paulo acena com aumento de 24% sobre o piso salarial do funcionalismo e recua na proposta da alíquota extra, eliminando a taxa complementar de 5% que seria cobrada além da contribuição previdenciária mensal (que sobe de 11% para 14%), atendendo a pedido de vereadores.

Os servidores municipais seguem protestando contra a reforma, lotando as ruas que cercam a Câmara Municipal. Muito provavelmente os ânimos ficarão ainda mais exaltados quando for anunciada a votação do projeto do #Sampaprev. Vamos acompanhar.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Congresso Nacional do PPS debate outras formas de fazer a boa política, incorpora representantes de movimentos cívicos e terá escolha de novo nome



Leia um resumo do que aconteceu no Congresso do PPS:

Dirigentes do PPS reafirmam compromisso com as mudanças exigidas pela sociedade

Freire assina filiação de ex-ministro da Cultura e integrantes de movimentos cívicos

PPS decide encaminhar ao Diretório Nacional a discussão sobre mudança de nome

PPS aprova indicativo de diálogo sobre apoio à pré-candidatura de Alckmin

No encerramento do Congresso, Roberto Freire é reeleito presidente do PPS

Veja as propostas da Conferência “A Nova Agenda do Brasil”

Resolução eleitoral determina que estados deverão ter autorização para coligações

Novos integrantes da JPS são eleitos durante 19º Congresso Nacional do PPS

Em discurso emocionado, Freire fala em "grande dimensão histórica"

Roberto Freire destaca abertura do PPS aos movimentos cívicos


Roberto Freire: Um novo olhar para um novo tempo

PPS aprova debate sobre uso medicinal e recreativo da Cannabis

Conferência Nacional “A Nova Agenda do Brasil”



A Conferência Nacional “A Nova Agenda do Brasil”, realizada pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP) em parceria com o PPS, fechou um ciclo de três seminários temáticos para apresentar um conjunto de propostas que embasaram o documento político do 19º Congresso Nacional do PPS. O encerramento do evento ocorreu em São Paulo, com a participação dos delegados partidários que representavam todos os estados brasileiros. Confira a íntegra da abertura e do ato de encerramento com as propostas temáticas.

A mesa de abertura contou com a presença do embaixador André Amado, responsável pela organização da Conferência; do jornalista Luiz Carlos Azedo, diretor-geral da FAP; do deputado federal Arnaldo Jardim, presidente estadual do PPS/SP; do deputado estadual paulista Davi Zaia, secretário nacional do PPS; da vereadora paulistana Soninha Francine; do deputado estadual Comte Bittencourt, presidente do PPS/RJ; e de Juarez Amorim, vice-presidente do Conselho Curador da FAP.

Os seminários preparatórios foram promovidos no Rio de Janeiro (“Novo pacto entre o estado e a sociedade brasileira”), em São Paulo (“O Brasil no mundo em transformação”) e em Brasília (“Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social”).

Veja a seguir o conjunto de propostas apresentadas em cada um dos três temas:

Um novo pacto entre o Estado e a sociedade

A temática foi apresentada por Caetano Araújo, sociólogo e servidor público; Elimar Nascimento, sociólogo; e Paulo Fábio Dantas Neto, cientista político. Foram feitas as seguintes propostas programáticas:

1. Mudança de sistema político presidencialista para o semipresidencialismo semelhante ao que vigora em alguns países da Europa, França, Portugal etc.;

2. Mudança no sistema eleitoral, voto distrital misto. O sistema atual estimula a irresponsabilidade dos representantes perante os partidos políticos e perante de quem vota neles;

3. Financiamentos de campanhas políticas abertos, a serem feitos com contribuição de pessoas físicas com limites em relação ao montante da renda de cada pessoa. O financiamento exclusivamente público mostra sinais de vulnerabilidade. Não se objetiva a volta do financiamento por parte das empresas;

4. Novo pacto federativo, que fortalecesse os municípios e apoiasse participação da população por via constitucional dos conselhos. (Proposta especifica: que todo município com mais de cem mil habitantes tivesse dez conselhos deliberativos e entre eles sete que seriam obrigatórios);

5. Reforma do Estado, combate do corporativismo, colocar o estado na busca dos interesses gerais em detrimento dos particulares, reduzindo as desigualdades. Eficácia maior através das agencias reguladoras e a profissionalização dos servidores públicos, particularmente no nível municipal;

6. Proposta pontual voltada para população idosa. Centros de cuidados especiais para que essa população pudesse ter atenção uma atenção especifica.


O Brasil no mundo em transformação

Este grupo contou com Hercidia Facuri Coelho, historiadora; Luiz Paulo Vellozo Lucas, engenheiro e ex-prefeito de Vitória (ES); e Creomar de Souza, professor universitário; e apresentou as seguintes propostas:

1. Defender uma estratégia de desenvolvimento educacional com foco em educação básica de excelência;

2. Desenvolver uma política pública de ciência e tecnologia;

3. Defender uma estratégia aberta de desenvolvimento para o país, rompendo com o nacional desenvolvimentismo e a substituição de importações (economia empreendedora, inovação e integração nas cadeias produtivas locais e globais);

4. Defender reformas estruturantes na economia nacional (Tributária, Bancária, da infraestrutura e redução do custo Brasil);

5. Defender uma estratégia nacional de ações para a juventude (que incorpore a ideia de um sistema nacional de atenção e acolhimento);

6. Adesão à OCDE e a outras iniciativas vinculadas ao ativismo social em termos internacionais;

7. Propor maior diálogo do Partido em suas relações internacionais com entes da Sociedade Civil Internacional.


Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social

Apresentado por Maria Amélia Rodrigues, economista; Alberto Aggio, historiador; e por Luzia Ferreira, bióloga, professora e suplente de deputada federal do PPS mineiro; o tema teve as seguintes propostas programáticas:

1. Econômica: mudança de paradigma – promover uma mudança estrutural no modelo de commodities visando expandir e viabilizar um novo modelo de economia baseada no conhecimento, na inovação, no aumento da produtividade e da renda, bem como assegurar a estabilidade fiscal e financeira do país, inclusive, um novo papel de financiamento para os bancos;

2. Social: assegurar a coesão social, por meio da inclusão socioprodutiva. Apresentar programas de inclusão por segmentos que ofereça igualdade de oportunidades.

3. Ambiental: Ciência, tecnologia & inovação representam a chave para resolução de grandes temas socioambientais – água, energia renovável, produção e consumo sustentável, resíduos. O não aproveitamento dos resíduos, por exemplo, representa uma perda de recursos financeiros e materiais importantes.

4. A educação é o caminho de tudo: em especial para aumentar a produtividade e o bem estar das pessoas. É preciso dar mais eficiência, eficácia e efetividade aos recursos já reservados e avançar nas agendas. O PPS deve estimular, cada vez mais, que o Brasil se transforme em uma sociedade EDUCANTE.

5. A Corrupção deve ser enfrentada em todas suas formas de acordo com a Lei e os recursos resgatados devem fomentar a educação. Este é um dos fatores que ampliam a coesão social em nosso país.

domingo, 25 de março de 2018

Direção do PPS paulista anuncia apoio à candidatura de Marcio França ao Governo do Estado

Após reunião da direção executiva do PPS de São Paulo, na quinta-feira, 22 de março, foi anunciado o apoio do partido à pré-candidatura do vice-governador  Márcio França (PSB) ao Palácio dos Bandeirantes.

Os dirigentes estaduais decidiram que seria melhor definir logo quem será o candidato do PPS ao Governo de São Paulo, bem como o apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República nas eleições de 7 de outubro.

quinta-feira, 22 de março de 2018

A Semana Mundial da Água no #ProgramaDiferente



Na passagem do Dia Mundial da Água, neste 22 de março, e em plena semana do World Water Forum, ou o Fórum das Águas, importante evento mundial que acontece em Brasília, o #ProgramaDiferente trata dessa questão global sob um aspecto peculiar: o livro "Faça-se a Água - A solução de Israel para um mundo com sede". Conversamos com o autor, o norte-americano Seth Siegel, e com o seu editor, o brasileiríssmo José Luiz Goldfarb. Falamos de meio ambiente, sustentabilidade, conscientização e cultura. Assista.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Francamente, Marielle Franco está viva e presente no #ProgramaDiferente, enquanto a sua voz, a sua cor e as suas causas vão ecoar eternamente



Quem matou a vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, e seu motorista Anderson Pedro Gomes na noite de quarta-feira, 14 de março de 2018, certamente não deve ter imaginado a repercussão que essa execução teria, muito menos o tamanho da comoção que tomaria conta das pessoas no Brasil e no mundo. Passados sete dias, o assunto segue como pauta obrigatória. O esclarecimento do crime, a identificação e a punição dos culpados para resultar em um mínimo de justiça por essas mortes encomendadas, é uma exigência de todos nós.

O que se viu nesta semana foi o acirramento do ódio e da polarização que tem tomado conta da política nacional. Já chamávamos atenção faz tempo para os riscos que esse confronto bárbaro entre esquerda e direita poderia causar. De um lado e do outro, o extremismo insano atropela a indignação natural por esse ato absurdo, covarde e desumano. No meio do tiroteio verbal - tão ou mais inconsequente que os tiros que matam inocentes - tentaremos buscar um pouco de racionalidade, bom senso e equilíbrio na análise dos fatos.

Neste #ProgramaDiferente especial, quem fala sobre Marielle Franco, a sua história e as suas causas é ela própria. Infelizmente, ela passa a ser conhecida da maioria das pessoas e ouvida por todos apenas a partir da sua morte trágica. Mas, quem melhor que Marielle para falar da pauta da mulher negra, jovem, favelada, feminista, lésbica? De temas polêmicos levantados nos últimos dias, como sobre a sua eleição ter se dado sobretudo com votos da zona sul carioca. Quem é Marielle e porque ela viverá para sempre em cada um de nós? Assista.

terça-feira, 20 de março de 2018

Além de imbecil, gangue petista também é criminosa ao propor "desobediência civil" contra Justiça

Não dá pra chamar de "inocente útil" quem defende Lula e os corruptos de estimação do PT contra a ação da Justiça. São cúmplices, no mínimo.

Pois agora esses grupos estão propondo um ato de "desobediência civil" para, segundo seus organizadores, "impedir a prisão de Lula".

O que é isso? Já imaginaram o PCC nas ruas para evitar a prisão do Marcola ou as milícias no Rio tentarem inibir a detenção dos assassinos da vereadora Marielle Franco? Seria praticamente a mesma coisa.

Pois o que pregam os petistas e seus satélites midiáticos? Descumprir a Lei. Desobedecer as instituições democráticas. Desrespeitar a Constituição. Atacar os poderes republicanos. Ou seja, aqui sim, um veradeiro golpe! Simples assim. A sociedade vai aceitar essa barbaridade?

Aqui a íntegra do texto insano do tal movimento lançado nas redes sociais e divulgado a partir da página dos chamados "Jornalistas Livres":


O Judiciário golpista quer prender o Lula para aprofundar o golpe contra os trabalhadores e impedi-lo de concorrer às eleições! Não permitiremos! Se querem prender o Lula, terão de nos prender também! Vamos organizar a desobediência civil na porta da casa do Lula! Vamos convocar toda a militância! Nosso protesto é pacífico mas é firme! Vamos mostrar a toda a mídia internacional que não aceitamos a supressão das nossas liberdades, o aprofundamento da desigualdade social, a entrega da soberania nacional numa bandeja de prata para o imperialismo!

== DESOBEDECER É PRECISO ==

A imprensa antiga, atrelada ao golpe por interesses corporativos, econômicos, políticos e ideológicos, publicou na semana que passou editoriais que clamam pela prisão do presidente Lula. Há dois anos os mesmos veículos rasgavam a Constituição em um processo fajuto de impedimento da presidenta Dilma que nos levou para este lugar em que nos encontramos agora: “o planeta fome”, para lembrar a rainha Elza Soares.

Os golpistas não querem só usurpar direitos duramente conquistados, querem roubar a esperança dos pobres e dos negros de sonhar com um Brasil mais justo para seus filhos e netos. A questão que se impõe hoje não é a defesa do Lula, muito menos do legado petista.

Os Jornalistas Livres, como vocês notam na nossa convivência virtual diária, aglutina muitas vozes, muitas cores. Mas todas elas refletem um pilar que por nos vem sendo levantado aguerridamente: a defesa dos direitos humanos. O artigo 9º da Declaração proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, de dezembro de 1948, diz: Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Se aceitarmos que Lula, Rafael Braga ou qualquer outra pessoa seja presa sem provas, pela decisão de uma dúzia de juízes e pela pressão da mídia velhaca, estará aberto o caminho para prisão de todos os que resistem contra o golpe ou que se insurgirem contra a desigualdade social que oprime socialmente, economicamente e até moralmente a maioria da população brasileira. Sabemos que as cadeias do país estão cheias de presos inocentes, que sofrem a ausência de qualquer direito à dignidade humana, entre elas a fundamental que é a de não ser torturado. Mas a nossa defesa ao direto de Lula ser livre e candidato novamente à presidência da república não acontece “apesar” deles. Ao contrário, nossa defesa aos direitos do ex-presidente se faz no sentido de garantir que continuemos livres para lutar pela transformação desse estado de coisas. Diante de setores do judiciário que se recusam a ouvir o apelo por Justiça e para que seja revista a condenação de Lula, só nos resta o caminho da desobediência civil pacífica.

Os Jornalistas Livres depois de muito andar e dialogar pelo Brasil decidiu não se calar frente a injustiça e conclama a todos os democratas, defensores dos direitos fundamentais que garantem universalmente a dignidade humana, a se unirem e a acompanharem Lula na intenção de criar uma barreira de corpos que impeça sua prisão. É tempo de dizer em alto e bom som que não aceitamos uma justiça seletiva que protege ricos e aliados, além de seus próprios brincos (lembremos da greve do Judiciário pelo direito ao auxílio moradia de Juízes).

Mas é tempo também de desmascarar este Estado de exceção que sobrevive hoje no Brasil atrás de um simulacro de democracia. A morte trágica da vereadora Marielle só vem a confirmar que o golpe de 2016 foi contra toda a esquerda, como se vê nos casos seguidos de mortes de defensores dos direitos humanos. A intervenção militar no Rio de Janeiro, tão combatida por Marille, é mais uma tragédia vivida diariamente pelos pobres e negros cariocas e se constitui numa mácula a democracia brasileira.

A coragem é o nosso grande legado para as novas gerações e para defendê-lo, só resta praticar a desobediência civil contra a injustiça que vivemos. Fechamos nosso recado com uma imagem simples: em 1955, ao se recusar a se levantar de um banco de ônibus a trabalhadora negra Rosa Parks estabeleceu um marco no movimento antirracista nos Estados Unidos capaz denunciar para o mundo todo a verdadeira ilusão de igualdade que Hollywood vendia pelas telas do cinema.

No Brasil dos nossos dias, é a fábrica de mentiras da Globo e seus sócios menores que precisamos denunciar com nossa rebeldia e desobediência. Toda a solidariedade a Lula e aos milhões de injustiçados pela Casa Grande mesquinha e cruel!

Vale a pena refletir sobre o momento da política

Às vésperas do Congresso Nacional do PPS, que ocorre nesta semana em São Paulo, momento oportuno para refletirmos sobre os rumos do país, há uma série de opiniões relevantes sobre o atual momento da política circulando por aí.

Aqui alguns exemplos. Vale a leitura:

Alberto Aggio: Um novo partido democrático para o Brasil

Luiz Sérgio Henriques: O caos ao redor

Luiz Carlos Azedo: Falsa contradição

Merval Pereira: Desvios políticos

Fernando Gabeira: O Rio dilacerado

Mauricio Huertas: A política vive dias sombrios. Triste Brasil

Marco Aurélio Nogueira: A impunidade que não se pode aceitar

segunda-feira, 19 de março de 2018

Confira a programação do Congresso Nacional do PPS nos dias 23, 24 e 25 de março, em São Paulo

Com a conferência política "A Nova Agenda do Brasil", a ser realizada durante toda a sexta-feira, 23 de março, no Hotel Meliá Ibirapuera (Avenida Ibirapuera, 2534) e com a abertura solene a partir das 19h da mesma sexta, 23, no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera (Avenida Ibirapuera, 2927), está anunciada a programação completa dos três dias de atividades do Congresso Nacional do PPS.

De sexta-feira a domingo, 23 a 25 de março, em São Paulo, será aprofundado o debate sobre a nova concepção partidária do PPS, discutidas as estratégias para as eleições de 2018 e eleita a direção nacional para os próximos quatro anos.

O documento base das discussões foi intitulado “Garantir a transição e avançar nas reformas” (leia aqui). Ele aborda questões como a globalização, as mudanças no mundo do trabalho e da política e estabelece a formulação das diretrizes partidárias para os próximos anos.

A partir deste documento e das conferências políticas realizadas pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) buscou-se dar subsídios e organizar o conteúdo do pensamento e das propostas a serem debatidas no Congresso do PPS nestes três dias de atividades. Participe!


PROGRAMAÇÃO DO 19º CONGRESSO NACIONAL DO PPS

Dia 23 de março (sexta-feira)

10h – SEMINÁRIOS DA FAP: UMA NOVA AGENDA PARA O BRASIL
Hotel Meliá Ibirapuera (Avenida Ibirapuera, nº 2534 – Moema, São Paulo-SP - (11) 2164-6000)

17h – CREDENCIAMENTO PARA O XIX CONGRESSO NACIONAL DO PPS
Hotel Bourbon Ibirapuera (Avenida Ibirapuera, nº 2927 – Moema, São Paulo- SP – (11) 2161-2200)

19h – ABERTURA SOLENE DO XIX CONGRESSO NACIONAL DO PPS


Dia 24 de março (sábado)

09h – ABERTURA DOS TRABALHOS PARA DISCUSSÃO E APROVAÇÃO

Formação da Mesa dos Trabalhos
Aprovação do Regimento Interno do Congresso
Indicação dos Coordenadores e Relatores dos grupos de trabalho

10h – APRESENTAÇÃO E DEBATES

Discussão dos Delegados da Agenda Nacional do XIX Congresso
Agenda para o Brasil;
Posicionamento estratégico do Partido e sua repercussão nos estados;
Diretrizes Eleitorais do PPS.

13h – Almoço

15h – APRESENTAÇÃO E DEBATES (Continuação)

Discussão dos Delegados da Agenda Nacional do XIX Congresso
Agenda para o Brasil;
Posicionamento estratégico do Partido e sua repercussão nos estados;
Diretrizes Eleitorais do PPS.

18h – Apresentação dos relatórios dos grupos de trabalho

20h – Encerramento


Dia 25 de março (domingo)


9h – PLENÁRIA – DISCUSSÃO E APROVAÇÃO:

Projeto da Resolução Política;
Projeto de Reforma do Estatuto;
Eleição do Diretório Nacional.

14h – Encerramento

domingo, 18 de março de 2018

Os 120 anos de Prestes no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana registra os 120 anos de nascimento de Luís Carlos Prestes (Porto Alegre, 3 de janeiro de 1898 – Rio de Janeiro, 7 de março de 1990). Trata-se do mais emblemático líder comunista brasileiro e uma das personalidades políticas mais influentes do século 20 na história do Brasil. Passagens como a Coluna Prestes ou a morte da companheira Olga Benário Prestes numa câmara de gás, na Alemanha nazista, fizeram da sua vida uma lenda. Assista.