sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FHC e o "novo algoritmo que rege a política"



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise institucional no Brasil e comenta sobre o "novo algoritmo da política", ou as mudanças globais que ele identifica com precisão em artigo recente. Assista.


Artigo de FHC: O algoritmo da política mudou

Diversamente do progressismo do século XVIII, centrado no indivíduo, e do XIX, centrado na classe, o atual deve se centrar nos que nascem e vivem ‘em redes’

A eleição de Donald Trump confirma o que já se pressentia. Na França, mesmo sem vencer, é provável que Marine Le Pen aumente sua votação. Será o temível “direita volver”? Sim e não. É indiscutível que a onda contemporânea é de rechaço aos “males da globalização”. Os que simbolicamente representam a “globalização feliz”, na expressão do sociólogo Pascal Perrineau, estão colhendo o repúdio dos deserdados dela. Mas isso é só parte da história.

Ao mesmo tempo, a sociedade está refazendo liames de solidariedade e definindo formas de comportamento orientadas por valores que se afastam do padrão anterior. As razões desse sacolejar não podem ser reduzidas às consequências, negativas para alguns, da integração global dos mercados, da alta produtividade das novas tecnologias e do consequente drama do desemprego.

Nossos modelos mentais se formaram, a partir do século XIX, de modo pós-iluminista: menos do que a razão, contariam os interesses. Estes, desigualmente distribuídos graças às heranças das famílias e às regras de êxito nos mercados, davam sustentação mais ou menos sólida aos laços de classe, que se espelhavam em ideologias. Foi esse mundo que Marx levou ao extremo ao definir a luta de classes como o “motor da História”.

A partir daí, aproveitando resquícios da Revolução Francesa, podiam-se classificar as posições políticas entre esquerda e direita e um centro “amorfo”, ou, como o qualificou Maurice Duverger, um pântano eterno. Por quê? Porque o proletariado e seus aliados simbolicamente eram a “esquerda” revolucionária (posição na Assembleia Nacional onde tomavam assento os militantes mais ardorosos) e se contraporiam à burguesia, que defendia os interesses de conservação da ordem (a “direita”).

Esse mundo se transformou profundamente. Novas formas de produzir, com a disseminação das inovações tecnológicas da automação, miniaturização e especialmente comunicação em rede, criaram uma economia de alta produtividade e baixa empregabilidade, com o encolhimento do setor fabril e a expansão dos serviços. As sociedades capitalistas acrescentaram à estrutura de classes (sem desfazê-las) mecanismos de mobilidade ocupacional e formas de interação e de eventual coesão social, que se fazem e desfazem rapidamente dispensando estruturas organizacionais intermediárias.

As pessoas se juntam e se separam por redes intercomunicadas. Estas, de tempos em tempos, levam à ação coletiva: as paradas, os protestos, as “ondas eleitorais” que se formam independente mente dos partidos. Tudo isso assusta os membros do establishment tanto da esquerda quanto da direita: organizações multinacionais, sindicatos, mídia tradicional, partidos, igrejas etc. se sentem inseguros, e frequentemente partes deles se voltam “contra tudo isto que está aí”.

Às consequências sensíveis da globalização em momentos de crise (estagnação, deslocalização e desemprego), portanto, somam-se também tensões em torno a padrões de comportamento. Há novos parâmetros quanto ao que seja aceitável em uma sociedade crescentemente diversa (paradas de “orgulho gay”, ascensão política de migrantes, presença ativa de minorias, lutas pró-direito de aborto, regulamentação do uso das drogas etc.).

Há também reações tradicionalistas contra todas essas mudanças. Se a isso somarmos os conflitos pela hegemonia mundial e as ameaças inquietantes do terrorismo, completa-se o quadro no qual, mais que “de direita” (no sentido clássico), as reações são de medo. Refletem o desejo de retorno ao que foi ou se imaginava ter sido bom no passado (“Make America great again”) e de proteção e segurança (protecionismo, nacionalismo xenófobo etc.) frente às ameaças do presente.

O assunto não se esgota, portanto, em dizer: é a direita que está vitoriosa, embora seja. Não é qualquer direita, é a direita do orgulho nacional xenófobo, do “fora, imigrantes”, do protecionismo e do personalismo autoritário, valores em parte compartilhados por certa esquerda. Mais correto diante da vitória de Trump seria repetir Angela Merkel e dizer: nós temos princípios, amamos a liberdade, temos respeito à dignidade humana e à democracia.

As regras desta se aplicam a todos, independentemente da cor da pele, da orientação sexual, religiosa ou partidária. Ao mesmo tempo, não se deve fechar os olhos às consequências da “globalização assimétrica” que põe à margem regiões inteiras do mundo e setores internos das sociedades, mesmo das mais prósperas. Diante das transformações sociais e culturais que estão ocorrendo, o pensamento progressista não deve cantar loas à debacle da globalização que arrasta com ele os princípios “iluministas”, que Marx acolhia (com a pretensão de superá-los).

Tampouco cabe fechar o nariz com repugnância ao que está ocorrendo. O mal-estar precisa ser entendido para recriar-se a esperança. As propostas para o futuro devem olhar as necessidades concretas das pessoas. Foi isso que os “brancos, pobres e pouco educados” (o proletariado...) viram na demagogia de Trump.

Não basta denunciá-la como enganosa, embora seja: é preciso escutar o drama dos perdedores, dar-lhes uma resposta efetiva, não fechar os olhos aos efeitos negativos da globalização, e, não menos importante, reafirmar ao mesmo tempo os princípios fundamentais da liberdade, da dignidade humana e da igualdade democrática.

Diversamente do progressismo do século XVIII, centrado no indivíduo, e do XIX, centrado na classe, o atual deve se centrar em pessoas que nascem e vivem “em redes”. Não repudiam o coletivo: querem existir dentro dele mantendo suas autonomias, sua liberdade de escolha. O algoritmo é outro. Há os interesses, mas os valores também contam.

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República


Veja também:
O político que não aprender com os erros vai ser arrastado pela avalanche das redes e das ruas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Entrevista de Davi Zaia no #ProgramaDiferente



O deputado estadual paulista Davi Zaia, presidente nacional interino do PPS no lugar de Roberto Freire, licenciado após a nomeação para o Ministério da Cultura, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Entrevista de Roberto Freire no #ProgramaDiferente



O Ministro da Cultura Roberto Freire, deputado federal e presidente nacional licenciado do PPS, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Entrevista de Arnaldo Jardim no #ProgramaDiferente



O Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, deputado federal licenciado do PPS, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Demétrio Magnoli fala da crise política, do confronto entre Legislativo e Judiciário, do pós-PT e do destino de Renan Calheiros no #ProgramaDiferente



O jornalista e sociólogo Demétrio Magnoli, comentarista político da Globo News, faz uma análise exclusiva para o #ProgramaDiferente da crise brasileira, do pós-PT, do governo de transição do presidente Michel Temer, do atual confronto entre Legislativo e Judiciário, que determinou o afastamento do réu Renan Calheiros da linha de sucessão do poder da República e da presidência do Senado Federal. Ele também revela as suas expectativas para 2017. Assista.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O prefeito Haddad é um gênio incompreendido, pô!

O prefeito Fernando Haddad, o petista tranquilão, segundo seus fãs, é um gênio incompreendido. Tá certo. Mas não se pode negar que é um sujeito coerente: manteve o mesmo padrão do início ao fim da gestão ruinddad.

Começou com postes no meio de ciclovias intransitáveis e manteve o critério inovador agora com uma barra de ferro instalada no meio de uma ciclovia, ferindo um cidadão.

Nada que surpreenda também para quem já lançou a primeira obra de "acessibilidade inacessível" do mundo, como pode ser verificado abaixo nesta foto de fevereiro de 2014: na avenida Paes de Barros (bairro da Mooca), a Prefeitura construiu rampa de acesso para cadeirantes, mas não removeu os obstáculos da pista.

É um não é um rol indiscutível de exemplos de genialidade e competência como gestor moderno com visão sustentável? ;-)


Brasil, meu Brasil brasileiro... Socorro!

A guerra entre Legislativo e Judiciário, com o tira e põe o réu Renan Calheiros na Presidência do Senado, deu o tom da política nesta terça em Brasília e deve se acirrar hoje, quarta-feira, eclipsando outros inúmeros escândalos políticos e votações pendentes importantes, como a PEC do Teto e a Reforma da Previdência.

Faz lembrar um velho provérbio português: "Em casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão". Vale para a crise que atinge os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. É muita gritaria para pouca razão. Coitadinho do Brasil...

O PSDB partido vai tomar partido de quem na eleição do próximo presidente da Câmara de São Paulo?

Vem aí uma semana beeeem quente dentro do ninho tucano para definir os rumos do PSDB e a sua composição com a base governista do futuro prefeito João Doria na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo: o partido que está cada vez mais partido vai tomar partido de quem, afinal?

Com duas reuniões agendadas, da Executiva e do Diretório Municipal, o partido vai ter que optar entre confirmar o apoio ao vereador Milton Leite (DEM) ou enquadrar a bancada e seguir a tese do seu presidente municipal, o também vereador Mario Covas Neto (hoje voz isolada), que defende que o presidente da Casa deve necessariamente ser um nome do maior partido na futura legislatura: o PSDB, com seus 11 eleitos.

A crise ronda o PSDB paulistano e repete o racha que vem desde o nacional, já antecipando a eleição presidencial de 2018. Mas, afinal, vamos falar de 2017 e nos restringir à Câmara de São Paulo. O que poderá vir por aí?

Eis os cenários possíveis:

1) O PSDB pode desautorizar a bancada e fechar questão em uma candidatura própria para a Mesa Diretora da Câmara, como quer seu presidente, Mario Covas Neto. Como vão reagir os outros vereadores, dentro e fora do PSDB? Tucanos vão aceitar calados a ordem imposta? Os aliados vão abandonar Milton Leite?

2) O PSDB pode endossar o desejo da maioria da bancada e apoiar a candidatura do aliado Milton Leite. Aí quem fica em saia justa é Mario Covas Neto, presidente municipal isolado e derrotado na tese de defesa do partido.

3) Começam a surgir propostas para uma saída honrosa de todos: o PSDB seguiria no apoio a Milton Leite, enquanto Mario Covas Neto seria "promovido" a líder do governo Doria ou até mesmo a secretário estadual dos Transportes no governo Alckmin, além de futuro coordenador da campanha presidencial do governador em 2018.

4) Há ainda outra possibilidade, ouvindo a voz das redes e das ruas: na atual montagem de uma chapa de consenso para a Mesa Diretora, a presidência fica com Milton Leite, a vice-presidência com um vereador do PSDB e a 1ª secretaria, o segundo cargo em importância na Casa, ficaria com um vereador do PT. Aí que está! Começa a ganhar corpo a movimentação para o deslocamento do PSDB para a 1ª secretaria e o PT para a vice, ou até mesmo para fora da Mesa, numa solução mais radical de #ForaPT e apaziguamento tucano. E por que não?

Esta e outras notícias sobre o dia-a-dia da Câmara Municipal de São Paulo estão detalhadas no Câmara Man: os vereadores paulistanos na sua timeline.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cadê o charme da Virada Cultural em Interlagos?

Criada na gestão do prefeito José Serra (PSDB) em 2005 e mantida pelos sucessores Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT), a Virada Cultural no centro da cidade e em bairros da periferia é um evento cheio de charme, reunindo milhões de pessoas por 24 horas ininterruptas de atrações artísticas e culturais.

Música, teatro, cinema, dança, literatura, exposições de artes, circo, gastronomia, cultura popular. O modelo, marcado pela revitalização e apropriação do espaço público pelos cidadãos, foi copiado em cidades de todo o país. É um sucesso.

Então, a troco de quê a futura gestão do prefeito João Doria pretende confinar a Virada Cultural ao autódromo de Interlagos? Para diminuir a sujeira da cidade pós-Virada? Garantir a segurança dos participantes? Preservar do incômodo os moradores da região central? Mas tudo isso não pode ser obtido com planejamento e organização, sem perder o charme da Virada?

O que nós, que apoiamos a eleição do prefeito João Doria, pensamos sobre a Virada Cultural? A resposta segue abaixo, nas palavras do próprio João Doria, então candidato, à Folha de S. Paulo, durante a campanha:


Ele disse mais:

"A Virada Cultural é um projeto que a Prefeitura manteve da gestão José Serra (PSDB). A gestão atual teve o bom senso de preservar no calendário da cidade, pois é um sucesso. O que nós vamos fazer também, além de ampliar a Virada Cultural e estendê-la aos bairros é fazer uma integração com as Fábricas de Cultura, que são administradas pelo Governo do Estado e funcionam muito bem. Elas serão mais integradas aos programas culturais do Município, para permitir uma frequência ainda maior de pessoas nos bairros. E vamos também desenvolver mais projetos em comum acordo com as Fábricas de Cultura e que possam extrapolar os limites desses centros culturais e levados para toda a cidade."

"Outro projeto que vamos desenvolver são as Ruas Musicais de São Paulo. Vamos resgatar uma iniciativa que já desenvolvemos na década de 1980 (na presidência da Paulistur, de 1983 a 1986, na gestão Mário Covas), com ruas dedicadas a estilos de música brasileira de raiz, como a Rua do Choro, a Rua do Samba, Rua do Forró, Rua do Carnaval, Rua do Sertanejo, em diferentes bairros da cidade e de acordo com as características da população e o que ela deseja como manifestação cultural."

O assunto é polêmico, sem dúvida, e nada impede que o prefeito reveja seus planos. Mas é importante ouvir todas as opiniões, a favor e contra a mudança. Veja essas posições conflitantes: Para idealizadores, Virada Cultural em Interlagos é o fim do evento. Por outro lado, a coluna de Mônica Bergamo traz a opinião da vereadora eleita e futura secretária de Desenvolvimento Social da Prefeitura, Soninha Francine (PPS):

SOM NA MULTIDÃO
Soninha Francine, futura secretária municipal de Assistência Social, concorda com a ideia de João Doria (PSDB) de transferir a Virada Cultural do centro para o Autódromo de Interlagos.

SOM NA MULTIDÃO 2
"O que é mais legal é todo mundo se encontrar em um mesmo lugar e ter um monte de show perto um do outro. Se a locomoção for bem planejada, por mim tudo bem. Não apoiaria se fossem várias viradas ao mesmo tempo em diferentes lugares."

MULTIDÃO 2
Para Soninha, a mudança pode levar a Interlagos "muita gente que quase nunca" esteve no local. "O Lollapalooza [festival de música] é lá e funciona muito bem", afirma a futura secretária.



O futuro secretário municipal da Cultura, André Sturm, também se manifestou: Virada seguirá no centro e não vai acabar, diz secretário de Doria


O Blog do PPS precisa manter a coerência. Em 2009 já dizíamos: 

Virada Cultural é sucesso em São Paulo

domingo, 4 de dezembro de 2016

Cristovam Buarque assume a presidência e Luiz Carlos Azedo a direção geral da FAP em ato que contou com participação de Freire, Marta, José Aníbal e FHC



Com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Cultura Roberto Freire, dos senadores José AníbalMarta Suplicy e Cristovam Buarque, dos deputados federais Alex Manente Pollyana Gama, do deputado estadual Davi Zaia e do secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, foram empossados os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, em solenidade realizada no sábado, 3 de dezembro, na Câmara Municipal de São Paulo.

Tanto Roberto Freire quanto Arnaldo Jardim são também deputados federais licenciados. Ao ser nomeado ministro, Freire se afastou da Câmara dos Deputados e da presidência nacional do PPS, assumida agora por Davi Zaia, até então secretário-geral e presidente estadual do PPS em São Paulo, função pela qual passou a responder Alex Manente.

O novo presidente do Conselho Curador da FAP é o senador Cristovam Buarque, e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

O ato foi transmitido online pela TVFAP.net, que durante a semana colocará no ar a íntegra do evento à disposição do público e também prepara para o próximo #ProgramaDiferente um especial sobre a solenidade da FAP. Enquanto isso, você acompanha matéria com FHC, Cristovam, Marta, Roberto Freire, Davi Zaia, Azedo e Arnaldo Jardim falando sobre o atual momento político do Brasil, o governo de transição do presidente Michel Temer e as expectativas para o ano de 2017. Assista.

sábado, 3 de dezembro de 2016

#ProgramaDiferente trata do desafio de tirar a sustentabilidade do gueto ambientalista e atingir o maior número de pessoas no Brasil e no mundo



O #ProgramaDiferente desta semana fala sobre um dos nossos temas mais recorrentes: a Sustentabilidade. E trata exatamente de como vencer o desconhecimento e mobilizar a sociedade sem restringir a busca de um mundo sustentável ao gueto ambientalista, mas conectando a agenda da sustentabilidade à economia, às novas tecnologias, à governança democrática e ao dia-a-dia do maior número de pessoas. Assista.

O evento “Saindo do gueto ambientalista: o desafio de mobilizar as pessoas para a sustentabilidade” é uma parceria do IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade com o Senac São Paulo. Conta com a participação de Fernando Meirelles, cineasta, produtor e roteirista; Mônica Gregori, sócia da agência Cause e realizadora do estudo "O Fluxo das Causas"; Ricardo Guimarães, presidente da Thymus Branding; Tom Moore, sócio da consultoria Mandalah; João Paulo Capobianco, presidente do conselho diretor do IDS; e Eduardo Giannetti, economista, cientista social e professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).

Grandes nomes da comunicação e da sustentabilidade falam de como promover o engajamento dos brasileiros nessa causa que ganhou corpo a partir da Eco-92 e se consolidou a partir da Rio+20. O cineasta Fernando Meirelles fala da abertura das Olimpíadas Rio 2016, que ele dirigiu e alertou mais de 3 bilhões de espectadores no mundo inteiro para o tema das mudanças climáticas. Ricardo Guimarães expõe seus conhecimentos sobre comunicação e identidade de marca; Mônica Gregori fala sobre os desafios e oportunidades de comunicar grandes causas; e Tom Moore sobre a campanha global com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Mas, enfim, o que é a sustentabilidade? ;-)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Carlos Fernandes será Prefeito Regional da Lapa

Presidente municipal do PPS paulistano, o gestor público Carlos Fernandes foi anunciado nesta quinta-feira (veja) como futuro Prefeito Regional da Lapa na gestão do prefeito João Doria, a partir de 1º de janeiro.

A confirmação dos 20 primeiros subprefeitos, ou prefeitos regionais, de acordo com a nova denominação e as funções ampliadas da próxima administração municipal, foi feita pelo vice-prefeito Bruno Covas, também indicado secretário das Prefeituras Regionais.

Aos 55 anos, Carlos Eduardo Batista Fernandes é atualmente coordenador de tecnologia da informação na Secretaria da Agricultura do Governo Alckmin. Foi empresário do setor gráfico, subprefeito da Lapa nos anos de 2010 e 2011, secretário-adjunto de Gestão no Governo do Estado, onde coordenou a criação de 35 unidades do Poupatempo, e superintendente de transporte público da SPTrans, onde dirigiu o grupo de combate às fraudes no bilhete único.

"Agradeço a confiança do prefeito eleito João Doria e do seu vice e futuro secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas. Teremos muito trabalho pela frente para ajudar São Paulo a sair da letargia que se encontra. Obrigado a todos que prestigiaram e torceram pela nossa nomeação"
, afirmou Carlos Fernandes.

Polêmica do momento: Ministério Público investiga 1.643 mulheres que não tiveram nem o próprio voto. Mas, hipocrisia à parte, qual é o crime?

Está sendo tratado como escândalo o fato de 1.643 mulheres que foram lançadas candidatas no Estado de São Paulo em 2016 não terem recebido nenhum voto (nem o próprio) para vereador, o que comprovaria que foram usadas como "laranjas" pelos partidos, simplesmente para cumprir a cota obrigatória de 30% de gênero. O Ministério Público investiga. Mas é crime não ter voto e não fazer campanha? Vamos debater essa polêmica sem hipocrisia?

Então, vamos lá! Primeiro, não é novidade que TODOS os partidos encontram dificuldades para ter mulheres candidatas. Quem disser o contrário estará mentindo. Mas como vai se OBRIGAR uma mulher a ser candidata apenas porque uma bendita cota determina isso? Pior, como vai se OBRIGAR um partido a convencer essa mulher a ser candidata e, mais ainda, OBRIGAR o partido a investir recursos nessa campanha?

Entre o mundo ideal das leis impressas e o mundo real da nossa política há um abismo intransponível. Que as mulheres devem ser incentivadas a participar da vida partidária e de associações, sindicatos, ONGs, movimentos etc., ninguém tem dúvida. Que devem ser incentivadas a se posicionar politicamente, a tentar uma candidatura, a se eleger e aumentar a representação feminina, é uma certeza que todos nós temos. Mas, de novo, isso se dará com as benditas cotas?

As mulheres são maioria da população e uma ínfima minoria entre os candidatos. Mal atingem os 30% quando os partidos "caçam" mulheres dispostas a se colocarem como candidatas. E, dessas heroicas candidatas, uma parcela ainda menor de mulheres se elege. Veja que na Câmara de São Paulo houve um recorde histórico nessa eleição: 11 vereadoras eleitas, ou 20% da Casa, mais que o dobro do que havia na legislatura anterior. Alvíssaras!

Pergunta-se: Alguma dessas mulheres foi eleita por causa da cota feminina? Certamente, não! Veja o perfil de cada uma delas. São todas destaques em movimentos sociais, ou lideranças no meio evangélico, ou filhas de políticos tradicionais, ou personalidades bem sucedidas nas suas áreas de atuação. Nenhuma foi atraída pela obrigatoriedade dos 30%.

Assim como todas as mulheres que se destacam na política, nenhuma entrou pelo benefício da cota, mas por vontade própria, por vocação: Dilma Rousseff, Marina Silva, Marta Suplicy, Luiza Erundina, Heloísa Helena, Luciana GenroSoninha Francine... Busque quantos exemplos quiser, é um fato indiscutível!

O que nos permite concluir: devemos obviamente buscar meios criativos e eficazes para atrair mulheres com interesse, predisposição, aptidão, talento para a política; e aí sim, facilitar e capacitar essas mulheres dentro dos partidos políticos para serem candidatas. A mulher na política não deve ser uma obrigação, mas uma opção. Não pode ser um dever, mas um direito. Uma decisão consciente, responsável e madura, jamais uma imposição fundamentalista.

A política e os sistemas partidário e eleitoral brasileiros precisam de reformas profundas. Defendemos amplas e inúmeras mudanças, todas elas para atrair os cidadãos de modo geral para a boa política, democrática e republicana, com igualdade de oportunidades para todos, sem segregacionismo por gênero, idade, origem, formação, raça, cor, deficiência, crença, condição financeira ou orientação sexual. Simples assim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Selvageria dentro e fora da Câmara dos Deputados

Do lado de fora, um bando de marionetes e viúvas do petismo depredando Brasília, prédios públicos, colocando fogo em carros de emissoras de TV e de cidadãos que deram o azar de passar na frente da turba de vândalos manipulados por políticos irresponsáveis e seus movimentos cooPTados.

Do lado de dentro, outro bando de inconsequentes, estes os deputados de vários partidos (à esquerda e à direita, governistas e oposicionistas), unidos em benefício próprio para dilacerar as medidas contra a corrupção e se vingar de juízes e promotores que ousaram desafiar a impunidade dos corruptos.

Dos dois lados, dentro e fora, a retaliação pelos motivos equivocados.

Uma vergonha!


Leia também:


Senador Cristovam Buarque assume presidência da FAP neste sábado, na Câmara de São Paulo

Em solenidade neste sábado, 3 de dezembro, a partir das 10h da manhã, tomarão posse os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, na Câmara Municipal de São Paulo.

O novo presidente do Conselho Curador é o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

Entre as presenças confirmadas no ato, para uma exposição sobre o atual momento do Brasil, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros da Cultura, Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, ambos do PPS. Também devem comparecer representantes das fundações partidárias vinculadas ao PSDB, ao PMDB, ao PSB e ao PV, entre outros parlamentares, intelectuais, dirigentes partidários e lideranças políticas.

Campanha de combate à Aids e ao preconceito



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre a prevenção contra o vírus HIV e o combate ao preconceito, culminando com o Dia Mundial contra a Aids, no dia 1º de dezembro. Vivemos uma época em que o número de pessoas contaminadas vem aumentando, culpa da desinformação e da falsa ideia de que a Aids é como qualquer outra doença crônica, com a qual a pessoa infectada pode conviver sem maiores consequências. Mas não é bem assim. Assista.

Aqui você vai rever uma das primeiras reportagens no Brasil que tratava do surgimento da doença, ainda no início dos anos 80. Muita coisa mudou no conhecimento sobre a Aids, as suas causas e consequências. Só uma coisa permanece exatamente igual: a importância da boa informação e da prevenção para preservar vidas.

Veja o depoimento do médico Drauzio Varella, um dos maiores especialistas no tema, e também uma reportagem exclusiva sobre o lançamento do livro "Esquadrão das Drags – Arte, Irreverência e Prevenção em Toda Parte", das jornalistas Roseli Tardelli e Fernanda Teixeira, sobre a atuação de um grupo de drag queens que realiza campanhas sobre a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, drogas, combate ao preconceito e a busca da cidadania plena.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O político que não aprender com os erros vai ser arrastado pela avalanche das redes e das ruas



É incrível como alguns políticos não aprendem nunca! Olham mas não enxergam, ouvem mas não escutam. São insensíveis às demandas da sociedade, incapazes de pensar a política como mediadora de interesses públicos legítimos e permanecem indiferentes à atual exigência de mudanças que se apresenta nas ruas desde 2013. Nem dois impeachments de presidentes da República em pouco mais de duas décadas serviram de aprendizado.

O Brasil está mudando - e isso não é simples frase feita. É realidade. Não é possível ainda diagnosticar se muda para melhor ou para pior, se o viés majoritário é liberal ou conservador, se avança ou retroage, como advogam os defensores de um pólo e outro da política mais tradicional (e arcaica), à esquerda e à direita, mas é evidente que o eleitorado está cada vez mais intolerante às práticas e costumes políticos que nos trouxeram a este momento caótico.

A tendência é que as mudanças se aprofundem. Se é fato que não vencemos ainda a corrupção, o autoritarismo, o fisiologismo, o clientelismo, o corporativismo, também é verdade que caminhamos a passos largos para uma nova forma de compreender, exercer e fiscalizar a política. Quem não abrir os olhos para a nova realidade será arrastado na avalanche das redes e das ruas.

O caso do ministro Geddel Vieira Lima é bastante emblemático. A queda do sexto integrante do governo de transição do presidente Michel Temer em seis meses não acontece por acaso, nem é mera intriga da oposição. É retrato da cultura desses velhos inquilinos do poder, que não acordaram ainda para a realidade em que um novo eleitor, mais exigente e consciente, torna-se o verdadeiro senhorio da democracia.

Não é por acaso que figuras como o senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, outro abatido em pleno vôo ao ser flagrado em negociações para "estancar a sangria" da Operação Lava Jato, venham a público com os argumentos mais estapafúrdios defender o parceiro Geddel.

Por autismo político, cinismo, vício ou mau-caratismo, ninguém no governo admite o óbvio: que Geddel usou o cargo para atuar em benefício pessoal. Para Jucá, ele estava "defendendo a Bahia, defendendo Salvador" quando conversou com Marcelo Calero, então ministro da Cultura, para que aprovasse a construção de um empreendimento imobiliário de 30 andares em área tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Nem o fato de Geddel ter comprado um apartamento no prédio de luxo e seus familiares representarem o empreendimento em ação contra o Iphan causou maior constrangimento. O pedido de demissão, descartado no momento inicial, só ocorreu para "evitar que o caso afetasse ainda mais o presidente Michel Temer", a quem, diga-se, Calero também acusa de tê-lo pressionado no caso.

"Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional", afirmou Jucá. O senador disse ainda que a questão não envolve mais o governo uma vez que Geddel pediu demissão. "Quem não pode pagar o pato é o governo que não tem nada a ver com essa briga pessoal", defendeu.

Pagar o pato? Briga pessoal? O governo não tem nada a ver?

Perdoe o trocadilho involuntário com o caso que envolve o breve ministro da Cultura, mas de fato o problema é cultural. São práticas arraigadas e maus hábitos impregnados no DNA da velha política brasileira. Ética e princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência passam longe do receituário do homem público que se apoderou da nossa democracia representativa.

Por menor que seja, ou aparentemente desimportante, o episódio comprova a indiferença entre o interesse público e a conveniência privada, que mobiliza até o próprio presidente da República na recomendação indevida e equivocada para resolver um impasse entre um órgão técnico e um político prepotente, para dizer o mínimo.

E repare que não se trata de uma exceção à regra, mas de prática recorrente entre as nossas "autoridades". Veja que Lula comparou (em ato falho?) a repercussão do caso do apartamento do Geddel com o do "seu" triplex (aquele que ele diz que não é dele, assim como o sítio de Atibaia). E por aí vai... Os "presentes" milionários recebidos pelo ex-governador Sérgio Cabral de empreiteiras, incluindo jóias e mimos para a primeira-dama. Favores, doações de Caixa 2, propinas e outras benesses do poder.

Porém, parece estar acabando definitivamente a era da impunidade na política, com alguns excessos que precisamos corrigir e as turbulências típicas das massas desorganizadas quando começam a reagir e se mover em busca da mudança - não sem riscos para as conquistas democráticas e republicanas das últimas décadas (e aqui cabe todo o nosso cuidado e atenção).

Por mais complexa e dolorosa que possa ser essa depuração, balançar as estruturas do poder e expurgar os maus políticos será o único remédio eficaz para superarmos esta crise. Devemos então lutar com todas as forças para preservar o Estado de Direito e apoiar cada ação legítima do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça na investigação e na punição exemplar de TODOS os envolvidos em crimes e esquemas de corrupção, de TODOS os partidos. O tratamento é radical, mas é nossa esperança de cura da "res publica".

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

sábado, 26 de novembro de 2016

Alex Manente assume presidência do PPS de São Paulo e Davi Zaia é o presidente nacional interino na vaga do ministro Roberto Freire, licenciado

O PPS paulista reuniu neste sábado, 26 de novembro, no centro da capital, seus dirigentes estaduais, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos e filiados para a última reunião de 2016.

Além de um balanço do partido nas eleições e manifestações sobre o atual momento político e econômico, o Diretório Estadual formalizou o nome do deputado federal Alex Manente como presidente do PPS de São Paulo.

Com a licença de Roberto Freire da presidência nacional do PPS ao assumir o Ministério da Cultura no governo de transição do presidente Michel Temer, o atual secretário-geral e presidente paulista do partido, deputado estadual Davi Zaia, será confirmado presidente interino do PPS em reunião do Diretório Nacional que ocorrerá na próxima semana.

O PPS de São Paulo elegeu 33 prefeitos em 2016 (na eleição anterior tinham sido 27 eleitos) e 372 vereadores. O ano de 2017 será marcado por congressos partidários municipais, estaduais e o nacional.

Apoio à Lava Jato

Durante a reunião, foi aprovada moção de apoio à Operação Lava Jato e ao trabalho do juiz Sergio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal.

O partido manifesta ainda total repúdio à proposta de anistia ao Caixa 2 e se posiciona oficialmente contra qualquer manobra que possa atrapalhar as investigações ou a punição dos envolvidos em esquemas de corrupção.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Todo apoio à Lava Jato e contra anistia ao Caixa 2



É sempre bom repetir, como um mantra: somos totalmente favoráveis às investigações da Operação Lava Jato (para punir corruptos de TODOS os partidos) e absolutamente contrários a manobras vexatórias como a anistia ao Caixa 2. Entendeu ou precisa desenhar?

#AnistiaCaixa2NAO #ApoioaLavaJato #10medidas

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Para acompanhar o dia-a-dia da Câmara paulistana

Está nas redes uma iniciativa jornalística interessante: o CâmaraMan, que se propõe a acompanhar o dia-a-dia da Câmara Municipal de São Paulo. Vale conhecer.

Você acha que a política é uma droga? Então precisa ler a bula para conhecer a sua composição, apresentação, formas e formulações, informações técnicas, interações, precauções, recomendações, efeitos colaterais, contraindicações, princípios ativos e o modo de usar.

Para melhorar a política é preciso ter um olhar crítico sobre os fatos. Para criticar é preciso conhecer. Para conhecer é preciso reunir informações confiáveis, ir além do noticiário oficial, receber notícias sem filtro ideológico ou corporativista, saber o que ocorre no dia-a-dia, tudo aquilo que acontece nos bastidores e passa despercebido da imprensa e da maioria dos cidadãos.

Que tal saber em primeira mão o que verdadeiramente acontece na Câmara Municipal de São Paulo? Ter os vereadores em tempo real na sua timeline? Poder monitorar toda semana se os políticos estão de fato representando os interesses da cidade, cumprindo os compromissos assumidos com o eleitor e com a região que possibilitou a sua eleição?

É assim que vai funcionar este espaço: como a tal bula do remédio, a tradução simultânea do "politiquês" em uma linguagem de fácil compreensão e útil para a cidadania, para que você se mantenha bem informado e esclarecido sobre a política, com transparência sobre os acontecimentos que interferem no seu cotidiano, no trânsito, no transporte, na saúde, no trabalho, na educação, na segurança, no meio ambiente, no bem-estar social e na qualidade de vida.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Roberto Freire e João Batista de Andrade são os nomes certos para o Ministério da Cultura

Tomam posse nesta quarta-feira, 23 de novembro, o novo ministro da Cultura, deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e seu secretário-executivo, o cineasta João Batista de Andrade.

Sem meias palavras, são os nomes mais adequados, no lugar certo e no momento apropriado deste governo de transição do presidente Michel Temer. São testados e experimentados. Éticos, dignos, honrados. Simples assim.

Veja a repercussão na imprensa:

Calero pede demissão da Cultura; Roberto Freire será o novo ministro

Roberto Freire é oficialmente nomeado ministro da Cultura

Roberto Freire diz que vai reformular a Lei Rouanet

Roberto Freire fará pente-fino da Lei Rouanet

Deputado Roberto Freire é anunciado novo ministro da Cultura

João Batista de Andrade é o secretário nacional de Cultura


Veja o depoimento de João Batista de Andrade sobre Cultura na TVFAP.net:

Assista também as entrevistas exclusivas de Roberto Freire e de João Batista de Andrade no #ProgramaDiferente.

Agora só falta você: Rita Lee, 50 anos de carreira e a tua mais completa tradução no #ProgramaDiferente



Meio século desde a formação dos Mutantes, em 1966, a passagem pelo Tutti Frutti, a carreira solo e parcerias memoráveis legitimam Rita Lee como lenda viva da MPB, a primeira e única rainha do rock brasileiro. Autêntica, polêmica e desbocada, deixa momentaneamente as entrevistas e os palcos de lado, mas o #ProgramaDiferente marcou presença no lançamento da sua autobiografia.

Reverenciada pelos fãs - artistas, calouros e anônimos - que cantam seu sucesso "Agora Só Falta Você" (veja aqui uma edição especial que reúne nomes como Caetano Veloso, Frejat, Baby do Brasil, Pitty, Maria Rita, Paula Toller, Lenine, Adriana CalcanhotoNando Reis, Renato Russo e até Soninha Francine, entre outros), a caminho dos 69 anos, a serem completados em 31 de dezembro, Rita Lee Jones rememora coisas boas e más da vida com leveza, sinceridade e com a espirituosidade característica (vale relembrar também os encontros com Hebe, Elis Regina e momentos nostálgicos da carreira).

A estréia dos Mutantes na TV foi no programa do cantor e apresentador Ronnie Von - que, aliás, batizou o grupo e fala com exclusividade sobre a importância da amiga; também ouvimos o parceiro Sergio Britto e o filho Beto Lee, músico que acaba de entrar para os Titãs (e que também aparece criança neste especial, aos três anos, brincando com a mãe), para nos ajudar a esboçar a "mais completa tradução" de Rita Lee. Assista.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A Globo e os "supersalários" da Câmara de São Paulo

Só se fala nisso. Tem assunto pra semana toda. E o povo, que adora malhar os políticos (quase sempre com razão), encontrou um prato cheio. Pena que erra o alvo.

A matéria da Globo denuncia: a Câmara de São Paulo paga "supersalários" de R$ 15 mil a manobrista (na verdade, garagista) e R$ 10 mil a engraxate. É verdade.

Copeiras, médicos e ascensoristas também tem vencimentos bem superiores à média do mercado. Um lavador de carros, serviço já extinto, ganhou R$ 11 mil em outubro. Alguns procuradores recebem quase o triplo do salário do prefeito, que seria o teto constitucional (Aí, sim, é um caso para o Judiciário).

A manchete principal do telejornal local da Globo abriu assim, nesse tom escandaloso: "SPTV analisa a folha de pagamento dos mais de 2 mil funcionários da Câmara Municipal de São Paulo", como se fosse uma revelação bombástica, sem deixar muito claras duas informações principais do suposto "esforço de reportagem".

Vejamos:

1) As informações são públicas, estão no Portal da Transparência (a Globo até diz isso, de passagem, mas não explica). Ou seja, a "análise" consistiu em acessar o próprio site da Câmara. Os números estão lá. Não se trata de uma ilegalidade ou manobra escondida. De tempos em tempos algum jornalista desenterra o assunto e observa que o problema não está resolvido, até porque isso independe da "vontade política" dos vereadores ou do eleitor paulistano.

2) Embora todos nós concordemos que pareça ofensivo e absurdo, principalmente num momento de crise, que funcionários públicos recebam os tais "supersalários", é preciso esclarecer que não se trata de exclusividade do Legislativo paulistano ou de mais um "escândalo" causado por maus políticos eleitos por São Paulo nesta ou em legislaturas anteriores.

Isso tudo está atrelado a direitos constitucionais: tanto a estabilidade do funcionalismo público quanto às gratificações incorporadas ao salário, adicionais por tempo de serviço ou função ocupada etc.

Precisa mudar? Precisa! Há distorções que devem ser corrigidas? Claro que sim! Inúmeras! Aí estão os exemplos! Mas isso tudo depende de uma ampla e profunda reforma do Estado, de um debate que está muito acima da Câmara Municipal, mudanças vinculadas a emendas constitucionais e que vão confrontar interesses corporativistas.

Por isso, é preciso entender: a Câmara de São Paulo está cheia de vícios e defeitos, sem dúvidas. Tem muita gente ruim lá dentro, eleita, nomeada ou concursada. Não faltam motivos para que seja apontada anualmente como a instituição de mais baixa credibilidade no IRBEM (Indicadores de Referência do Bem-Estar do Município). Mas cada um com o seu pecado. O dos vereadores é outro.

Só que isso tudo a Globo não explica... Fica apenas na espuma do escândalo fácil. Malhar político dá ibope nessa arena virtual. Perdoe, mas isso é mau jornalismo. Veja aqui a matéria.

domingo, 20 de novembro de 2016

Como você enxerga o racismo? Veja a campanha "Teste de Imagem" no #ProgramaDiferente. Mas, falando nisso, como você responderia ao teste?



Até que ponto você enxerga o racismo que existe no Brasil? Para chamar atenção para o problema, mesmo quando ele aparece disfarçado, o Governo do Paraná lançou uma belíssima campanha em parceria com a Assessoria Especial da Juventude e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial: “Teste de Imagem”, criada pela Master Comunicação. Assista.

Segundo dados do IBGE, 82,6% dos negros afirmam que a cor da pele influencia nas oportunidades de trabalho. Uma realidade que se confirma em outros números: profissionais negros ganham em média 36% menos que os brancos, ocupam apenas 18% dos cargos de chefia e são 60,6% dos desempregados.

Entre os fatores que mais contribuem para essas estatísticas está o "Racismo Institucional", problema que se manifesta quando instituições públicas ou privadas atuam de forma diferenciada em relação a uma pessoa por conta da sua origem étnica, cor ou cultura, privando-a de oportunidades profissionais e sociais diariamente.

Na campanha do Governo do Paraná (veja mais em contraracismo.pr.gov.br), profissionais de Recursos Humanos foram convidados para um experimento real: primeiro eles foram separados em dois grupos. Depois, um mediador mostrou ao primeiro grupo imagens de pessoas brancas em situações comuns do dia-a-dia. Já o segundo grupo viu imagens com situações idênticas, mas com pessoas negras.

O resultado foi alarmante: a grande maioria das respostas dos profissionais de RH do segundo grupo colocou os negros em posição social inferior à dos brancos, muitas vezes os descrevendo de maneira pejorativa. Isso que mostra que, mesmo sem perceber, muita gente ainda comete atos de racismo. É preciso mudar essa realidade. Mas, falando nisso, como você reagiria se respondesse ao mesmo teste?

Veja também:

#ProgramaDiferente no Dia da Consciência Negra

#ProgramaDiferente no Dia da Consciência Negra



No Dia da Consciência Negra, o #ProgramaDiferente mistura três momentos históricos e emblemáticos desta luta pela igualdade: os discursos de Martin Luther King Jr., ativista pelos direitos civis dos negros; Malcolm X, ícone do nacionalismo negro nos Estados Unidos; e o pronunciamento inesperado de uma menina negra de nove anos, Zianna Oliphant, em uma assembleia na cidade de Charlotte, no Estado americano da Carolina do Norte, há menos de dois meses. Assista.

sábado, 19 de novembro de 2016

Como reagir à notícia: "Lula pede prisão de Moro"? Perdeu o senso do ridículo! É pra rir ou pra chorar?

Isso é sério ou serve apenas para manter solidárias as suas viúvas políticas? Fala sério! Lula processa e pede condenação de Sergio Moro à prisão por ‘abuso de autoridade’.

Advogados do ex-presidente protocolaram no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região queixa-crime contra juiz da Lava Jato usando como base o artigo 16 da Lei 4.898/65, que pune infrator com detenção de dez dias a seis meses. Oi?

Enquanto todo mundo espera a qualquer momento pela prisão do Lula, ele quer mandar para a cadeia justamente o Moro? kkkkkkkkkkkkkk 😂

Então quer dizer que o "abuso de autoridade" foi cometido pelo juiz? O presidente-mito que governou oito anos e elegeu um poste para mais oito é o "inocentão" neste esquema criminoso montado por dirigentes, tesoureiros e ministros do PT, do qual o mensalão e o petrolão foram as suas pontas mais visíveis? Ah, vá!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Pixação: arte, protesto ou vandalismo?



O #ProgramaDiferente desta semana trata de um tema urbano atual e extremamente polêmico: um especial sobre pichação e pichadores. Como enfrentar esse problema crônico das grandes cidades? Arte, protesto ou vandalismo? Caso de polícia ou manifestação cultural? Depredação do patrimônio público e privado ou expressão legítima da invisibilidade social dos jovens da periferia?

Uma entrevista exclusiva com Djan Ivson, o Cripta, um dos mais emblemáticos pixadores (assim mesmo, com "x"), videomaker, artista e ativista, tenta entender um pouco deste movimento que tem até manifesto próprio e já virou filme. Quais são as motivações e as causas destes jovens que formam verdadeiras tribos, com linguagem, estética e comportamento diferenciados? Como conviver civilizadamente com uma ação que é feita exatamente para chocar, provocar e incomodar? Assista.

Alguma coisa está diferente no Brasil...








segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No clima da Nova República, o #ProgramaDiferente debate a redemocratização e a reforma política



Antecipando os 127 anos da Proclamação da República, neste 15 de novembro, o #ProgramaDiferente trata da redemocratização do país e debate a necessidade de uma ampla reforma política e eleitoral. O Brasil vive um momento crucial. Há uma conjunção de crises: econômica, política, social, ética e institucional. Até aqui prevaleceu a democracia. Precisamos preservar as nossas conquistas desde o fim da ditadura militar e valorizar o Estado de Direito. Assista.

Desde a sequência de abertura, que mistura Rolando Boldrin declamando "O Analfabeto Político", de Bertolt Brecht, com imagens históricas das campanhas pelas Diretas e seus líderes mais emblemáticos, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, os ideais democráticos e os princípios republicanos dão o tom do programa.

Sobre a crise dos partidos e as mudanças que devem ser implantadas para o aprimoramento da democracia representativa, ouvimos Fernando Henrique Cardoso, Marina Silva, Roberto Freire e Helio Bicudo, que fala principalmente sobre os erros cometidos pelo PT. Como contraponto, em manifestações que parecem fora de sintonia com o pensamento da maioria da sociedade brasileira, aparecem Lula, Jaques Wagner, Pablo Capilé, José Roberto Batochio e Samuel Pinheiro Guimarães.

A discussão é incrementada com trechos de "A Reforma Política e o Futuro da Democracia", importante estudo realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, a FecomercioSP, e depoimentos de Milton Lahuerta, Maria Aparecida de Aquino, Ives Gandra, Christian Lohbauer, Luiz Flavio Gomes, Marco Aurélio Mello, Gaudêncio Torquato, Roberto Romano, Boris Fausto e Janaína Pascoal. Que o feriado do Dia da República nos inspire à reflexão...

domingo, 13 de novembro de 2016

O que Soninha pensa para o Desenvolvimento Social?



Nesta matéria especial do #ProgramaDiferente você acompanha o anúncio do nome da vereadora eleita Soninha Francine (PPS) para a Secretaria do Desenvolvimento Social do prefeito João Doria (PSDB) e também assiste com exclusividade como foi a primeira entrevista da futura secretária, que gerou tanta polêmica na imprensa. Assista.

sábado, 12 de novembro de 2016

Campanha em defesa de Lula parte para o ataque contra o juiz Sergio Moro e a Operação Lava Jato



Diz o provérbio português: "A melhor defesa é o ataque". Pois foi exatamente isso que se viu na Casa de Portugal, no centro de São Paulo, durante o lançamento de uma nova campanha em defesa de Lula, que envolve a militância e os parlamentares petistas e de siglas satélites, entidades sindicais, movimentos sociais e personalidades do meio artístico na tentativa de contra-atacar as investidas da Operação Lava Jato, que vem apertando o cerco contra o ex-presidente.

Jogando em casa, com apoio da torcida, o time de Lula resolveu se defender apelando para essa máxima que virou clichê nos campos de futebol: partiram para o ataque, principalmente contra o juiz Sergio Moro, a imprensa e o Ministério Público. Curioso que Lula, useiro e vezeiro nas metáforas futebolísticas, tenha lançado esses chutões típicos da várzea justamente na noite em que a seleção de Tite daria um espetáculo contra a Argentina, pelas eliminatórias da Copa de 2018.

O azar do PT é que, num momento em que o noticiário dá conta da delação premiada da Odebrecht e de outras denúncias envolvendo diretamente os nomes de Lula e Dilma, não consegue falar para viva alma além dos já convertidos, um público cada vez mais limitado e que foi defenestrado do poder tanto com o impeachment quanto pelo voto popular nas eleições municipais.

Ao contrário do ataque brasileiro com Neymar e Gabriel Jesus, que marcou três gols na Argentina e poderia ter aplicado uma goleada histórica, a jogada de Lula é manjada e não tem nada dos esquemas táticos mais eficazes (em vez do 4-4-2, do 3-5-2 ou do 4-3-3, segue aplicando o velho 1-7-1-treze). Não é à toa que o PT cai pelas tabelas e certamente estará desfalcado do seu principal artilheiro em 2018.

Futebolês à parte, voltemos ao politiquês: o lançamento da campanha "Um Brasil justo pra todos e pra Lula", marcada pelo ataque às instituições democráticas e republicanas exatamente sob o pretexto de defendê-las, foi um tremendo gol contra. O #ProgramaDiferente traz a cobertura do ato e a sua repercussão. Assista.

Veja também:


Ex-ministro Gilberto Carvalho fala da campanha em defesa de Lula no #ProgramaDiferente



Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência nos governos Lula e Dilma, fundador do PT, ex-sindicalista e ex-seminarista, Gilberto Carvalho é um dos amigos mais próximos do ex-presidente. Nesta entrevista exclusiva ao #ProgramaDiferente, ele fala do novo movimento em defesa de Lula, que idealizou e ajudou a lançar, de como entende que deveria ser uma autocrítica do PT e diz ainda qual seria seu recado ao juiz Sergio Moro. Assista.

Publicitário Chico Malfitani fala da campanha em defesa de Lula no #ProgramaDiferente



Jornalista e publicitário com mais de 30 anos de trabalho no marketing politico, Chico Malfitani comandou campanhas vitoriosas como as que elegeram Luiza Erundina, prefeita de São Paulo; Eduardo Suplicy, senador do PT; Aldo Tinoco, prefeito de Natal (RN); Wilma de Faria, prefeita de Natal e governadora do Rio Grande do Norte; Willian Dib, prefeito de São Bernardo do Campo (SP) e João Paulo Kleinubing, prefeito do Blumenau (SC).

Como jornalista, trabalhou em grandes veículos de comunicação como Veja, Jornal da República, TV Globo, TV Bandeirantes, TV Record, revista Placar e jornal Folha de São Paulo. Fundador da Gaviões da Fiel, maior e mais tradicional torcida organizada do Corinthians, é um dos idealizadores e responsáveis pela campanha "Um Brasil justo pra todos e pra Lula".

Nesta entrevista exclusiva ao #ProgramaDiferente, ele fala do movimento em defesa do ex-presidente, de como entende que deveria ser uma autocrítica dos partidos de esquerda e diz ainda qual seria seu recado ao juiz Sergio Moro. Assista.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Imprensa repercute nomeação de Soninha Francine

A confirmação do nome da vereadora eleita Soninha Francine (PPS) para o futuro secretariado do prefeito João Doria (PSDB) repercute em toda a imprensa, assim como as suas primeiras declarações, que já causam polêmica.

Além de Soninha para a Secretaria de Desenvolvimento Social, que deve agregar à assistência social também as políticas públicas específicas para mulheres, idosos, imigrantes, igualdade racial e LGBT, foram anunciados outros sete secretários: Fábio Santos (Comunicação); Heloisa Proença (Desenvolvimento Urbano); Caio Megale (Fazenda); Julio Serson (Relações Internacionais); Sergio Avelleda (Transporte e Mobilidade); Wilson Poit (Desestatização e Parcerias); e Daniel Annemberg (Tecnologia e Inovação).

Acompanhe as principais matérias:







quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Economistas falam sobre a crise, a PEC dos gastos públicos e a eleição de Trump no #ProgramaDiferente



Durante o lançamento do livro “A crise fiscal e monetária brasileira”, organizado pelo economista Edmar Bacha, recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras, com prefácio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, ouviu com exclusividade ex-ministros e alguns dos mais renomados especialistas em finanças sobre a crise, a PEC do teto dos gastos públicos e o impacto global da eleição de Donald Trump. Assista.

Além do mais novo "imortal" empossado na ABL no dia 3 de novembro, o mineiro Edmar Bacha, que foi um dos idealizadores do Plano Real durante o governo do presidente Itamar Franco, foram entrevistados o carioca Pedro Malan, ministro da Fazenda durante os dois mandatos de FHC, de 1º de janeiro de 1995 até 31 de dezembro de 2002; o carioca Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil, diretor da área internacional do Banco Central e secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda; e o mineiro Eduardo Giannetti, economista, professor e filósofo que foi o principal responsável pelo programa econômico da presidenciável Marina Silva.

Foram entrevistados ainda o jurista Nelson Jobim, ex-deputado federal, ex-ministro da Justiça de FHC, ex-ministro da Defesa de Lula e Dilma e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, cotado agora para uma hipotética eleição indireta à Presidência da República no caso de uma cassação pelo TSE da chapa Dilma-Temer; e Murilo Portugal, presidente da Febraban, ex-secretário do Tesouro Nacional e da Fazenda, ex-diretor executivo do FMI e um dos primeiros cotados para o ministério do presidente Michel Temer, antes da nomeação de Henrique Meirelles.

João Doria faz 1ª visita à Câmara depois de eleito



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, acompanhou a primeira visita do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), à Câmara Municipal de São Paulo. Ele ficou cerca de uma hora reunido com vereadores de todos os partidos, conversou sobre a relação com o Legislativo e depois do encontro falou com jornalistas sobre assuntos como o polêmico aumento de salários para ele próprio e seus auxiliares diretos na Prefeitura, o que ele garantiu que não ocorrerá em 2017.

"Esse tema não foi discutido e nem colocado por eles (vereadores)", afirmou no encontro desta quarta-feira, 9 de novembro. "O que posso dizer é que no plano do Executivo, secretários, prefeito e vice-prefeito nesse ano (2017) não terão aumento." Assista.

Recebido pelo presidente da Câmara, Antonio Donato (PT), e por mais de 35 vereadores entre selfies e afagos, João Doria considerou este primeiro contato informal bastante positivo. "O mais importante é ter uma boa relação com o Legislativo, respeitar a autonomia do Legislativo e criar um diálogo constante. Hoje nós demos um bom passo nesse sentido", disse. 

A partir de uma proposta do vereador Ricardo Young (Rede), o prefeito eleito se comprometeu a repetir mensalmente esses encontros com todos os parlamentares reunidos a partir da próxima legislatura. Ele também confirmou que anuncia nesta quinta-feira (10) o nome de novos secretários que participarão da gestão que terá início em 1º de janeiro de 2017, entre eles a vereadora eleita Soninha Francine (PPS) para a Secretaria de Assistência Social.

Também devem ser anunciados Wilson Poit (que integra a atual administração do prefeito Haddad) na Secretaria da Desestatização, pasta a ser criada na estrutura que terá a redução das atuais 27 para 22 secretarias; o economista do Itaú Unibanco Caio Megale na Secretaria da Fazenda; o jornalista Fábio Santos na Secretaria da Comunicação; e o ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda na Secretaria de Transportes.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Donald Trump está eleito. Deus salve a América!



Deus salve a América. Ou "God bless America". Abençoe a todos nós. Nunca foi tão atual este pedido de benção e oração pelos Estados Unidos. Igualmente premonitório é o desenho dos Simpsons que no ano 2000 já antecipava cenas que se tornariam realidade com o "aprendiz" candidato. Enfim, 16 anos depois, o patriotismo tão característico da nação norte-americana levou à eleição do republicano Donald Trump como o seu 45º presidente.

Bilionário, famoso e polêmico ainda eram adjetivos insuficientes para retratar o empresário Donald Trump, que aos 70 anos se torna o mais poderoso líder político mundial. Dono de um império imobiliário, além de cassinos e campos de golfe, o magnata vai se apoderar, em 20 de janeiro de 2017, do cargo público mais visado da História.

Contrariando todas as pesquisas e análises de especialistas, Trump venceu a candidata democrata, a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, e assumirá o cargo hoje ocupado por Barack Obama. O seu vice será o governador do Estado de Indiana, Mike Pence

A primeira reação à vitória de Trump foi do mercado financeiro, que reagiu negativamente ainda durante a apuração. Na Ásia e na Europa, as bolsas registraram forte queda. O peso mexicano alcançou o nível mais baixo dos últimos 20 anos. Foi sobre o México, inclusive, uma das mais absurdas declarações do então candidato: ele prometeu construir um grande muro na fronteira, a ser pago pelos mexicanos.

O que mais virá por aí? É difícil prever o futuro, mas o #ProgramaDiferente ajuda você a refletir sobre o atual momento, conhecendo um pouco mais sobre Donald Trump. Deus salve a América. Assista.