sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ricardo Young ao Senado, com Eduardo e Marina

O PPS pode dar uma contribuição decisiva para o rumo das eleições à Presidência da República e ao Governo do Estado se lançar Ricardo Young ao Senado Federal.

Além de alicerçar um palanque forte em São Paulo para as candidaturas de Eduardo Campos a presidente e Marina Silva vice ao reproduzir a aliança nacional entre PSB, Rede e PPS, colocará em pauta, definitivamente, a agenda da sustentabilidade.

Não temos licença prévia para falar em nome de ninguém, mas já é tradição do Blog do PPS, nestes oito anos de atividades, defender publicamente as teses que entendemos serem as mais benéficas para São Paulo e para o Brasil.

Foi assim, por exemplo, que participamos desde a origem do Movimento por uma Nova Política com Marina Silva; que apostamos no potencial de Eduardo e Marina e fomos decisivos nesta aliança; que criamos e aprovamos o conceito da #REDE23, antecipando em dois anos o anúncio da Rede Sustentabilidade; que buscamos Soninha Francine no PT para ser candidata à Prefeitura; que defendemos em primeira mão o lançamento do presidente nacional do PPS, Roberto Freire, como candidato por São Paulo; que filiamos e lançamos Ricardo Young a vereador, como fazemos agora para o Senado. E muito mais.

Hoje, parece que a tendência desta coligação entre PSB, Rede Sustentabilidade e PPS é ter uma candidatura própria ao Governo paulista: segundo afirma o próprio Eduardo Campos, o escolhido seria o deputado federal Marcio França, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro.

Ainda assim, há outros dois caminhos possíveis:

1) Ampliar, a partir de São Paulo, a aliança em torno de Eduardo Campos e Marina Silva com a integração do PV, que tem como pré-candidatos ao Governo o vereador Gilberto Natalini e à Presidência o médico e ambientalista Eduardo Jorge, mas que são aliados do PSB, do PPS e da Rede Sustentabilidade no #SãoPauloEmMovimento;

2) Apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em uma frente das oposições ao PT, unindo no mesmo palanque os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, como vai ocorrer em Minas Gerais, Pernambuco e outros estados.

Os rumos da eleição em São Paulo

O apoio ao governador paulista é polêmico. Diz-se que Marina Silva não subiria no palanque do tucano. E a Rede Sustentabilidade, apesar de não ter sido oficializada como partido, tem peso igual nas decisões da aliança. Mas não há consenso entre os chamados "marineiros" sobre as eleições em São Paulo.

Existem, dentro da Rede, defensores de candidaturas distintas ao Governo do Estado. Já foram cogitados, além de Márcio França (o escolhido de Eduardo Campos), os nomes de Walter Feldman, Luiza Erundina, Pedro Dallari e João Paulo Capobianco (todos filiados ao PSB), de Ricardo Young (PPS), de Gilberto Natalini (PV) e de Vladimir Safatle (PSOL). Há até mesmo os que defendem que a Rede não apóie ninguém.

Enquanto a Rede segue indefinida, a posição majoritária dentro do PSB e do PPS - que participam do Governo Alckmin, assim como o PV - sempre foi apoiar a reeleição do governador, desde que estivesse garantido o espaço para a candidatura presidencial de Eduardo Campos e as diretrizes programáticas da aliança com Marina Silva fossem abraçadas pelo PSDB em São Paulo. Haveria, assim, mais tempo de propaganda e maior estrutura para as campanhas majoritárias e proporcionais.

Dentre todas as opções, o pior dos caminhos certamente seria a divisão, em São Paulo, dos partidos que estão unidos nacionalmente na aliança de Eduardo Campos e Marina Silva. Daria uma demonstração desnecessária e improcedente de fragilidade num momento crucial para o crescimento da campanha.

Porém, essa cisão local pode até ocorrer se houver a radicalização das posições. Se a Rede insistir na tese da candidatura própria ao mesmo tempo em que tenta vetar o nome de Marcio França (pelo seu suposto alinhamento com o governo Alckmin), isso pode levar ao isolamento do candidato do PSB. Seria suicídio político.

Também não faria o menor sentido, num cenário que deve ter Alexandre Padilha (PT), Paulo Skaf (PMDB), Gilberto Kassab (PSD), Major Olímpio (PDT) e Laercio Benko (PHS) - todos candidatos de partidos da base de Dilma Roussef e coadunados para derrotar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - congestionar e enfraquecer o campo alternativo à polarização PT x PSDB por meio de candidaturas isoladas de Marcio França, Gilberto Natalini e Vladimir Safatle, que sozinhos tem chances quase nulas de chegar ao segundo turno.

Ou trabalhamos para a ampliação e o fortalecimento deste campo de oposição ao governo federal, encontrando o que nos une e estabelecendo como prioridade inaugurar um período "pós-PT" no Brasil, ou vamos simplesmente colaborar para a derrota do último pólo de resistência (o Governo de São Paulo) ao modus operandi petista no poder, que prova dia-a-dia ser uma tragédia para o país.

O papel do PPS na aliança nacional

Nesse contexto, a virtual candidatura de Ricardo Young ao Senado pelo PPS pode dar a liga necessária a essa construção política e eleitoral que iniciamos, ao consolidar a aliança com o PSB e a Rede e possibilitar a ampliação do leque de partidos, entidades, movimentos e forças vivas da sociedade que se reúnem para apoiar o programa apresentado pela aliança de Eduardo Campos e Marina Silva.

Seja com uma candidatura própria do PSB/Rede ao Governo do Estado, com a possível adesão do PV à aliança nacional (e o nosso respectivo apoio local), ou ainda numa eventual frente das oposições ao PT que abra um palanque duplo para Eduardo e Aécio na campanha à reeleição de Alckmin, uma candidatura majoritária ao Senado garantiria visibilidade e potencial aglutinador à nossa aliança.

Em 2010, Ricardo Young foi candidato ao Senado pelo PV. Teve mais de 4 milhões de votos numa eleição extremamente polarizada que elegeu Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (PT). Neste ano, a vaga em disputa é a do senador Eduardo Suplicy (PT).

Com toda a simpatia que possa ter e o respeito que Suplicy merece, há o desgaste natural de quem ocupa a mesma função há 24 anos e vai para a sua quarta eleição consecutiva, almejando ficar 32 anos ininterruptos no Senado. Se não bastasse tanto tempo no cargo, precisamos de um senador que trabalhe efetivamente por São Paulo, não pelos interesses do partido do governo.

Ultimamente, Suplicy vem se destacando mais como personalidade folclórica e por ter se envolvido em polêmica com ministros do Supremo pela defesa intransigente que faz dos mensaleiros do seu partido, do que propriamente pela atuação como senador por São Paulo.

Mas não é isso que esperamos do representante do nosso Estado, que tem entre as suas responsabilidades zelar pelos direitos constitucionais do povo, processar e julgar a presidente da República (será que faltam motivos?), aprovar a nomeação de autoridades federais (nenhuma crítica à quantidade absurda de ministros ou à incompetência dos nossos gestores?) e tratar de questões como o montante da dívida de estados e municípios (o que torna a cidade insolvente, segundo o prefeito Haddad), entre outras funções.

A sugestão do nome de Ricardo Young

Na Câmara Municipal de São Paulo, Ricardo Young tem desempenhado um mandato qualificado e diferenciado (acompanhe aqui). Como vereador - e no Senado teria um papel amplificado - ele atende as reivindicações da sociedade por um novo parâmetro ético na política.

A atuação neste seu primeiro cargo eletivo qualifica o debate e dignifica a nossa representação no Legislativo, demonstrando pelo exemplo positivo que é possível lutar por uma nova cidade e um país melhor e mais decente. Esse é o clamor de todos aqueles que amam São Paulo e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa e humana.

Um passo firme a partir de São Paulo para a construção de cidades mais modernas e sustentáveis. Uma iniciativa que nos faça despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação. O que desejamos é ajudar a conscientizar e mobilizar o eleitorado paulista para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição das desigualdades.

Entendemos que o nosso papel deve ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas, além da população dispersa nas redes e nas ruas, para o debate programático e para a construção de uma cidade e de um Estado mais humano, justo e solidário. Com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

Está lançada a proposta, com todas as justificativas, nome e sobrenome. Ao debate, cidadãos de São Paulo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A regra é clara: a Fifa e o PT podem tudo!

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Atenção, Ministério Público, imprensa e cidadãos de bem: a Prefeitura de São Paulo acaba de baixar um decreto que, nos tempos do próprio PT na oposição, seria facilmente tachado de política "higienista", de direita e elitista.

Na prática, neste "vale tudo" pela Copa do Mundo no Brasil e para atender as determinações da Fifa, os governos petistas (municipal e federal) privatizam o lucro e socializam o prejuízo.

As vítimas da vez são os camelôs, mas a ordem afronta, além dos direitos dos trabalhadores, também garantias constitucionais como a livre concorrência, o direito de ir e vir, o código de defesa do consumidor e os princípios da oferta e da procura.

Com base na Lei Geral da Copa, editada pela presidente Dilma Roussef em 2012, a Prefeitura determina agora que, durante o evento, somente a Fifa terá o direito de explorar o comércio ambulante, tanto ao redor do Itaquerão quanto no centro da cidade. Simples assim.

Se a medida atingisse apenas o comércio irregular, com seus produtos piratas, ainda vá lá! Mas o decreto susta direitos e conquistas de trabalhadores legalizados, que atuam dentro da lei e da ordem, com termo de permissão de uso para o comércio ambulante. Então, querer expulsá-los das ruas para garantir o monopólio da Fifa é inadmissível! 

O princípio da livre concorrência está previsto no artigo 170, inciso IV da Constituição Federal, e baseia-se no pressuposto de que a concorrência não pode ser restringida por agentes econômicos com poder de mercado.

A tese conhecida é a seguinte: em um mercado onde há concorrência entre os produtores de um bem ou serviço, os preços praticados tendem a manter-se nos menores níveis possíveis e as empresas precisam buscar constantemente formas de se tornarem mais eficientes para que possam aumentar os seus lucros.

À medida que tais ganhos de eficiência são conquistados e difundidos entre os produtores, ocorre uma readequação dos preços, que beneficia o consumidor. Assim, a livre concorrência garante, de um lado, os menores preços para os consumidores e, de outro, o estímulo à criatividade e à inovação das empresas.

No sentido inverso, o monopólio é a situação em que há apenas um fornecedor de determinado bem ou serviço no mercado. Nesse caso, o monopolista controla o preço, a produção e manipula o mercado de acordo com os seus interesses, objetivando sempre o lucro máximo.

Essas definições básicas do capitalismo, citadas acima, não são fruto de nenhuma velha cartilha marxista, mas do Cade (o Conselho Administrativo de Defesa Econômica), autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça que tem como missão zelar pela livre concorrência no mercado.

O mais irônico é que o decreto que garante o monopólio à Fifa tenha sido assinado pela vice-prefeita Nádia Campeão, do PCdoB, no exercício do cargo durante viagem do titular Fernando Haddad ao exterior. Pois, é... Não fazem mais comunistas como antigamente.

Desde que o Partido Comunista do Brasil adotou o Esporte como sua principal "expertise" - junto com a fábrica de carteirinhas estudantis - não surpreende que seja tão solícito aos ditames dos famosos velhinhos da Fifa, de tão fina cepa.

Em caso de descumprimento do decreto, os órgãos públicos poderão "adotar as medidas necessárias à prevenção e ao combate a qualquer ilícito que viole os direitos da propriedade intelectual relacionados aos eventos, tais como marcas, símbolos, expressões e mascotes que caracterizem a Fifa ou os eventos, práticas publicitárias e comerciais que, sem a prévia autorização da Fifa ou de pessoa por ela indicada, visem auferir proveito econômico, mercadológico ou de imagem sobre os eventos".

Com isso, locais como a 25 de Março, o Viaduto do Chá, o Largo da Memória, a Praça Ramos de Azevedo, a Rua Conselheiro Crispiniano, a Praça do Patriarca e a Rua Líbero Badaró não poderão ter camelôs não autorizados pela Fifa. A mesma coisa vale para as imediações do Itaquerão. Quem for pego ali TRABALHANDO, estará cometendo um CRIME!

Os estabelecimentos comerciais já existentes "e regularmente instalados" nesses pontos terão a manutenção de suas atividades asseguradas, informa o texto publicado no Diário Oficial da Cidade. Ah bom! Que bonzinhos esses nossos governantes, não?

E o absurdo monopólio do comércio ambulante entregue à Fifa vem se somar a outros escândalos, como obras superfaturadas, mal planejadas, não licitadas, atrasadas no início e agora aceleradas, colocando em risco indiretamente a saúde financeira do nosso país e diretamente a vida de cidadãos brasileiros (já há quase uma dezena de operários mortos, precisamos mais?). 

Eis o único legado desta Copa, graças à incomPTência do governo. Como perguntaria Galvão Bueno: Pode isso, Arnaldo?

Carlos Fernandes é presidente municipal do PPS de São Paulo e foi subprefeito da Lapa (2010/2011)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dilma, vê só: Haddad afunda de uma vez só...

De uma vez só, o prefeito Fernando Haddad consegue atrapalhar dois programas-vitrines do PT: o Renda Mínima e o Bolsa Família. Assista aqui a reportagem do telejornal Bom Dia SP, da Rede Globo, nesta quarta-feira.

Logo cedo, hoje, o twitter @23pps comentou a situação:

Bom dia, Haddad, aí na Colombia. Pq aqui o #BomDiaSP mostra o caos: beneficiários do Renda Mínima deixaram de receber sem nenhuma explicação.

Aí a @rede_globo foi achar Haddad na Colômbia para o paulistano ter uma explicação: paulistano vai "migrar" do Renda Mínima p/ Bolsa Família.


Haddad, o "novo", empurra o paulistano p/ programa federal para amenizar o caixa da Prefeitura. Só esqueceu de avisar quem deixou de receber.


O nosso Pilatos do Palácio do Anhangabaú de novo lava as mãos: livra-se do problema, empurra pro "outro", mas na verdade não resolveu nada!


Nada que surpreenda quem acompanha a ruinddad desta gestão. Mas é um peso extra aos obstáculos eleitorais pós-mensalão, Petrobrás, manifestações e outras desventuras em série que o partido de Lula e Dilma irá enfrentar.

A péssima administração de Haddad e a lama até o pescoço da presidente Dilma, dentre todos os males que causam ao país, trazem um único atenuante: afastam de vez a possibilidade de mais um "poste" do PT vencer uma eleição.


O ex-ministro Alexandre Padilha, cuja candidatura ao Governo de São Paulo já custaria a subir pelo efeito reverso do escândalo do Viagra, é protagonista de outra revelação broxante: a sua proximidade com o petista André Vargas, vice-presidente da Câmara dos Deputados e prestes a ser cassado. (Ops! Perdão pela citação indireta e involuntária dos históricos "Vargas" e "Prestes" neste episódio deplorável da políticalha atual. Bye, bye, PT!).

Veja outros tweets atuais, que também merecem registro:

E São Lula reuniu seus discípulos e bajuladores, os "blogueiros amigos", para dar versão chapa-branca da mentira ;-)

" (...) Lula expõe pés de barro de Dilma " Pés de barro, mãos de ferro, cabeça de vento e rabo preso! ;-)

Petista é tão sutil que lança veículos "independentes" como : 2 + 4 + 7 = 13, depois chamados de "blogueiros amigos"...

Ontem foi dia do jornalista. Hj nossa homenagem a "shownarlistas" do PT

GOVERNO da DILMA aplicará CENSURA à IMPRENSA após eleição ” O "shownarlismo" segundo a cartilha petista

Dizem que iria à audiência do Plano Diretor mas desistiu aconselhado por Paulo Frateschi? Pq hein ? Algum problema?

Movimento Passe Livre vai colocar ônibus tarifa zero para operar em SP ” Já que Hadddad é uma nulidade

: Garotinho e R.R. Soares ” Espalhados pelo Brasil: tem 1 filho vereador em SP, quer outro deputado no RJ

: Pelé vê morte no Itaquerão como 'normal' ” Como diz : Pelé calado é um poeta

: Concorda? Dê RT ”Queiram ou não, 2014 é o ano da MUDANÇA!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Vila Ema, Mooca, Augusta... Queremos parques!

Enquanto a Câmara Municipal se reúne para votar o novo Plano Diretor, sem que parte dos vereadores tenha um conhecimento mínimo da matéria, o que por si só já seria preocupante, a base cooPTada segue de olhos fechados (típico do PT) para a incomPTência de Haddad e, mais grave, dando aval ao pior prefeito que esta cidade já teve, comprometendo o futuro de São Paulo.

É o caso dos parques e áreas verdes. Quando fazia oposição, o PT atribuía qualquer problema ao fantasma da "especulação imobiliária": dos incêndios em favelas à proliferação da cracolândia; da falta de moradia popular à escassez de espaços públicos, naturais ou implantados, como praças, parques, canteiros, jardins e áreas arborizadas.

Pois a gestão Haddad, se não bastasse ser omissa e ineficaz como um todo, tem certamente o seu desempenho mais sofrível neste campo da sustentabilidade e da qualidade de vida. Agravou extremamente a poluição ambiental com o fim irresponsável da inspeção veicular (cadê o novo contrato e a solução prometida?), aumentou o caos no trânsito e no transporte com ações midiáticas e sem nenhum planejamento, abandonou as obras anti-enchente e até medidas paliativas como a limpeza de córregos, ruas e bueiros.

Por outro lado, quem são os grandes beneficiários dessa administração desastrada e por vezes criminosa do PT? Basta relacionar o que já foi revelado das máfias instaladas na Prefeitura, envolvendo a fiscalização de obras e de impostos como ISS e IPTU... Surpresa!

Enquanto isso, o noticiário indica: mortes em incêndios de favelas, famílias perdem tudo nas enchentes (isso porque em 2014 nem choveu tanto), ônibus incendiados, falta de uniforme e material escolar, falta de creches, caos no bilhete único, faróis pifados, irresponsabilidade na cracolândia, loteamento de cargos nas subprefeituras etc.

Nesta área ambiental, o desserviço prestado por Haddad chegou ao extremo de chantagear a Câmara (onde o governo tem maioria), enquanto o nosso Pilatos do Palácio do Anhagabaú lavava as mãos, além de recriar um conflito que parecia fora de moda, entre "ambientalistas" x "movimentos de moradia", neste caso da invasão da área denominada Nova Palestina.

Tanto no caso do Parque Augusta quanto na reivindicação dos moradores da Mooca, para implantação de um parque no terreno da antiga Esso, a solução apontada pela Prefeitura é o oposto da vontade popular. As construtoras querem erguer condomínios de alto padrão, preservando áreas verdes apenas em uma parcela reduzida desses terrenos particulares.

A resposta padrão da Prefeitura é sempre a mesma: "falta dinheiro" para tudo. Desapropriação, implantação, manutenção. Até para parques que já contavam com recursos garantidos, como na Vila Ema, a gestão Haddad voltou atrás e coloca em risco a conquista da população.

A saída de gênio do prefeito: alegar que a prioridade não são áreas verdes, mas moradia popular (para ensaiar uma resposta aos movimentos sem-teto, que realizam manifestações frequentes contra a gestão petista e invasões de prédios desocupados na cidade). Daí vem soluções mirabolantes como a Cohab na Vila Olímpia, que pode ser também a destinação do terreno da antiga Esso, em vez do tão necessário Parque Verde da Mooca.

Se este descaso da gestão Haddad acontece até onde há unanimidade dos moradores e dos representantes locais (incluindo os vereadores comprometidos verdadeiramente com o bem público e os interesses da maioria), o que podemos esperar de projetos polêmicos (mas emblemáticos para o futuro da cidade) como o que propõe transformar num parque suspenso o monstruoso Minhocão?

Tudo isso por que? Porque Haddad não ouve a população, é prefeito de gabinete, inventado por Lula, despreparado para o cargo e que só faz politicagem de olho em dividendos eleitorais imediatos para os interesses restritos do partido dele. Lamentável!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Todo mundo já pode dar ZERO para o Haddad

Parodiando o Chaves (o personagem mexicano, não o ditador venezuelano queridinho do PT), todo mundo já pode dar ZERO para o prefeito Fernando Haddad.

É que a Prefeitura de São Paulo e a Câmara Municipal estão anunciando como uma grande novidade para a "participação popular" o uso de um aplicativo para a internet, no qual todo cidadão pode se cadastrar para dar notas que indicam seu grau de satisfação com doze itens genéricos da cidade: Prefeito, Câmara Municipal, Vias Públicas, Custo de Vida, Barulho, Saúde, Limpeza, Transporte Público, Educação, Segurança, Lazer e Vida Pessoal.


Trata-se do MyFunCity, apresentado em 2011 pela Rede Nossa São Paulo (relembre aquie que agora, fortalecido pela parceria empresarial com o UOL, ganha a chancela do PT à frente do Executivo e do Legislativo paulistano (não por acaso, ambos grandes anunciantes deste portal). 

Nota do Blog do PPS: Diga-se de passagem, a outra parceira da empreitada, a Rede Nossa São Paulo, também tem se mostrado bem complacente com a gestão petista e amenizou bastante o tom crítico que mantinha frente às gestões anteriores.

Mas, voltando ao novo aplicativo: o PT adora este simulacro de democracia direta para iludir os cidadãos mais incautos. A moda agora são as redes sociais, tablets e smartfones, daí o apelo do aplicativo para AndroidiOS e desktops.

O princípio do PT é sempre o mesmo: foi assim com o Orçamento Participativo na gestão da prefeita Marta Suplicy (um teatro dominado pela militância petista, que seguia o roteiro pré-estabelecido do comando do partido para legitimar suas decisões com endosso popular) e prossegue atualmente nas audiências públicas convocadas pelo governo, nos conselhos participativos e demais instâncias "fake" (só falta a base petista cantar "Tá dominado, tá tudo dominado!").

Na onda do mundo online, tanto a Câmara quanto a Prefeitura festejam que passarão a receber "em tempo real" a avaliação da população sobre o trabalho do Executivo, do Legislativo e sobre a qualidade de vida na capital paulista. Como se isso, por si só, representasse algum grande avanço democrático ou significasse a modernização do deplorável modus operandi petista no poder.

De acordo com o presidente da Câmara, vereador José Américo (PT), o aplicativo facilitará o trabalho dos parlamentares. "Esse é mais um dos esforços que a Câmara Municipal de São Paulo tem feito para chegar até o cidadão. O Legislativo costuma ser o poder mais frágil, portanto o mais desgastado. E quando existe um distanciamento do parlamentar com a população - o problema se agrava. Esse instrumento tem a vantagem de construir a interação e permitir que o cidadão opine sobre a Câmara, principais serviços da cidade e a prefeitura", disse.

O presidente da MyFunCity, Mauro Motoryn, também ressaltou a importância da parceria. "Mostra a visão da Câmara Municipal de dar vez e voz ao cidadão, possibilitando uma gestão mais eficiente. E, com isso, incentivar cada vez mais a participação popular na política pública", afirmou.

Ressalte-se a "coincidência" de vermos anúncios pagos pela Câmara Municipal no UOL e em outros grandes veículos de imprensa, como os que divulgam a audiência pública deste fim-de-semana sobre o Plano Diretor (veja apresentação do relator Nabil Bonduki), em pleno auditório Anhembi. Mas é difícil crer que o resultado deste evento vá muito além de um show armado pelo marketing petista para sua militância organizada. Ok, que seja.

Desafiando qualquer probabilidade, outra "coincidência" ainda maior: a Prefeitura lança nos próximos dias uma campanha milionária para propagar as supostas realizações da administração Haddad, em pleno ano eleitoral e depois da divulgação de pesquisas que apontam o petista como o pior prefeito que São Paulo já teve.

Com o slogan "fazendo o que deve ser feito", vai tentar encher a bola do prefeito por iniciativas como os corredores de ônibus, as faixas exclusivas e o bilhete único mensal, além do fim da aprovação automática nas escolas, investimentos em iluminação, saúde e a atuação na cracolândia. Enfim, como se sabe, tudo blablablá!

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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Agora nem com muito Viagra, hein, Padilha?

Depois da revelação de suspeitas gravíssimas contra o Ministério da Saúde, quando era comandado pelo então ministro Alexandre Padilha, velha novidade na linha de produção de postes sem luz de Lula, parece que nem com muito Viagra (que é o remédio envolvido no escândalo) a candidatura do PT ao Governo de São Paulo vai começar a subir.

É surpreendente a atração que petistas e partícipes dos seus governos têm por "malfeitos" (segundo o termo politicamente correto para proteger corruPTos, adotado pela cartilha de Lula e Dilma, aqueles que também pregam que "vale fazer o diabo para ganhar uma eleição").

O mais recente escândalo envolve o doleiro preso Alberto Youssef, que teria conseguido financiamento de R$ 31 milhões do Ministério da Saúde (na gestão Padilha) para o laboratório Labogen por meio de "contatos políticos", segundo depoimento à Polícia Federal de um dos sócios da empresa, Leonardo Meirelles.

Um destes contatos políticos é o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados, aquele que já tentou constranger o ministro Joaquim Barbosa, e que agora foi flagrado pela Polícia Federal de "carona" no avião do doleiro preso e trocando mensagens sobre o favorecimento à Labogen. (Seria a "lei do retorno"?)

Na conversa, o deputado petista relata ao doleiro que a reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha"foi boa demais". E conclui: "Ele garantiu que vai nos ajudar". Eeeepa!

A Labogen assinou em dezembro do ano passado um contrato com o Ministério da Saúde para produzir o citrato de sildenafila, o Viagra. O acordo previa pagamento de R$ 31 milhões em cinco anos. Ulalá!

Este mesmo laboratório - veja que coincidência - foi usado pelo doleiro Youssef para fazer remessas ilegais ou internalizar US$ 37 milhões (ou R$ 84 milhões) com a simulação de importações e exportações, segundo a PF.

E-mails apreendidos apontam ainda que o diretor de Produção Industrial e Inovação do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Oliveira, teria orientado a Labogen a se associar com uma megaempresa, o laboratório EMS, que cuidaria sozinha da produção de 35 milhões de comprimidos ao ano. Hmmmm...

Segundo a Folha de S. Paulo, a suspeita da PF é que a Labogen foi usada apenas para pagar propina a servidores públicos por causa da diferença de porte entre as empresas. A Labogen tem folha de pagamento de R$ 28 mil. Já a EMS é o laboratório com o maior faturamento no país (R$ 5,8 bilhões em 2012). 

Interessante. Muito interessante. Eficácia comprovada dessa equipe do ministro Padilha, este que diariamente cava um espaço na imprensa para falar mal de alguma coisa no Governo do Estado, antecipando irregularmente a campanha eleitoral.

Sem motivo aparente, lembramos agora do bordão daquele personagem antigo do Jô Soares"Vai pra casa, Padilha!" 

Por que será, hein?

PT, saudações.


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quarta-feira, 2 de abril de 2014

O que a Prefeitura "pretende" e o que ela realiza?

É incrível como parte considerável da imprensa cai fácil nos truques do marketing petista e reproduz sem nenhum questionamento os releases das assessorias da Prefeitura de São Paulo, para citar o exemplo mais próximo.

Nem é o caso de pedirmos um jornalismo investigativo, que demanda tempo, talento e investimento, mas que os repórteres e editores não se rendam assim tão fácil e sem qualquer contraponto crítico às versões chapa-branca do governo.

Vejamos esta "notícia" publicada nos jornais de hoje: "São Paulo quer reciclar e compostar 80% do lixo". Que beleza, hein? Ponto positivo para a administração do PT, graças à versão dourada da pílula oficial. O fato, porém: "Prefeitura quer reduzir, nos próximos 20 anos, de 98,2% para 20% o volume de lixo gerado despejado nos aterros sanitários". Blablablá!

Ora, ora, é minimamente crível essa pretensão do prefeito Fernando Haddad pelo seu atual histórico de realizações? O que a sua gestão tem feito pela sustentabilidade e pelo meio ambiente? No máximo, "plantado" matérias no campo fértil da preguiça e do comodismo dos jornais. De resto, nada neste lixo de administração parece reciclável.

No mundo real, que escapa aos olhos da maioria dos repórteres e que vai muito além da propaganda oficial que custa caro e infesta as páginas da mídia impressa e virtual, a Prefeitura não chega nem perto de cumprir as promessas noticiadas. Mas pouca gente vai atrás para conferir. É o caso do Plano de Metas de Haddad, um amontoado de intenções genéricas, e que ainda assim estão longe de serem realizadas. Mas quem deveria fiscalizar esse descumprimento, opta pela omissão e pelo silêncio. Por quê?

Uma pista: a imprensa critica que a Câmara Federal vai gastar R$ 10 milhões, no Brasil inteiro, para contratar uma agência de publicidade sob pretexto de "melhorar a imagem da Casa", com seus 594 deputados federais. Mas passa despercebido que a Câmara Municipal de São Paulo já gasta duas vezes mais, para o mesmo fim, com seus 55 vereadores.

Deve ser só coincidência (será?) que anúncios da Câmara paulistana estampem as páginas dos jornais e apareçam em horário nobre nas principais emissoras de rádio e TV, justamente aquelas que adotam um tom mais "água-com-açúcar" na cobertura dos governos petistas. Ou estaria em vigor o "efeito Sheherazade" para quem exerce o direito de criticar?

Como questiona em tom provocativo a ex-vereadora Soninha Francine (PPS): "Preguiça, distração, má fé ou boa vontade? O jornalismo é muito cachorrinho, vai atrás de qualquer graveto que atiram e traz de volta todo feliz, abanando o rabinho."

Mas não é só isso. Tudo o que a Prefeitura apresenta como realização, se houver um contraponto, não se sustenta. Arco do Futuro, renovação e auditoria do contrato com as empresas de ônibus, inspeção veicular, operação Braços Abertos, corredores de ônibus, faixas exclusivas, iluminação pública, limpeza urbana, ação contra as enchentes, telecentros, conselhos participativos, Plano Diretor etc. etc. etc. Tudo não passa de cosmetologia. Embalagens sem conteúdo.

É aquela máxima da parabólica, que o PT adotou e aprimorou em sucessivos governos: "O que é bom a gente fatura; o que é ruim, a gente esconde". O prefeito Haddad dispara a versão oficial e (quase) ninguém questiona. Nem a grande imprensa, nem os "blogueiros amigos", nem as entidades que em governos anteriores faziam muito barulho por muito menos. Resta à oposição o papel de ser "cricri". Ok, estamos aqui pra isso mesmo.

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Haddad, o irresponsável: prefeito caça-níqueis

Artigo: "Haddad, incompetente e irresponsável"

Plano Diretor de Haddad: outra "calamiddad" do PT?

PPS/SP se reúne e avalia (des)governo Haddad

terça-feira, 1 de abril de 2014

Haddad, o irresponsável: prefeito caça-níqueis

O prefeito Fernando Haddad vem dando provas inequívocas do despreparo para o cargo e da irresponsabilidade no trato com a "coisa pública". Num padrão surpreendente até mesmo para quem já se acostumou ao modus operandi do PT no governo.

Se não bastasse todo o vasto currículo de ações devastadoras para a cidade em tão pouco tempo (15 meses de gestão), faz o que pode (e principalmente o que não pode, está aí a Justiça tendo que botar ordem na casa) para transformar a Prefeitura de São Paulo em um caça-níqueis com viés eleitoral.

O novo achaque é o aumento escorchante de até 173% (embora 171 fosse mais emblemático) do valor venal dos imóveis em São Paulo, verificado em bairros pobres da periferia (como Valo Velho, na zona sul, e Vila Ema, na zona leste). Isso porque não se tem ainda a informação dos valores reajustados em toda a cidade, pois a medida foi tomada na calada da noite, à revelia da Câmara Municipal e sem qualquer transparência e publicidade aos cidadãos.

Já que Haddad age sordidamente nos bastidores, como ratos e baratas que se escondem nas frestas escuras do prédio da Prefeitura, restará à oposição e ao Ministério Público tentar barrar na Justiça o aumento aplicado na tabela-base para o cálculo do ITBI, imposto pago por quem compra ou herda imóveis na cidade.

Foi assim também, com ações na Justiça, que a oposição derrubou o aumento abusivo (e ilegal) do IPTU neste ano, que tinha sido proposto por Haddad e aprovado com folga pela maioria cooPTada na Câmara Municipal. Dessa vez nem os vereadores foram consultados. Haddad deu um passo além no abuso, no descaso e na irresponsabilidade.

O vereador Ricardo Young (PPS) classifica o reajuste dos valores como uma tentativa desesperada de aumentar a arrecadação.

É isso que estamos dizendo: à frente de um governo inaPTo para gerir a cidade, Haddad fez promessas de campanha que agora não pode cumprir. Garantiu que teria uma relação privilegiada com a presidente Dilma Roussef para renegociar a dívida do município e trazer recursos bilionários para novos investimentos. Deu com os burros n´água.

E quem paga a conta de mais este engodo eleitoral do PT?

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Artigo: "Haddad, incompetente e irresponsável"

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Já era pública e notória a incompetência de Fernando Haddad à frente da Prefeitura de São Paulo. Pois agora ficou patente também a sua irresponsabilidade para gerir a maior capital do país, com um inaceitável desvio de conduta que ultrapassa a simples inaptidão e imperícia.

O que o prefeito fez nesta semana para driblar o protesto dos trabalhadores sem-teto foi de uma sordidez sem tamanho. O nosso Pilatos de plantão no Palácio do Anhangabaú lavou as mãos e jogou um problema que era exclusivo dele - insolúvel pela sua incapacidade, estupidez e despreparo - no colo dos vereadores paulistanos.

Avesso ao decoro do cargo e às mínimas regras democráticas e republicanas, principalmente a independência entre os poderes e as prerrogativas de cada um, fez demagogia barata com o povo e uma chantagem vexatória com o Legislativo.

Ao prometer que o Executivo vai atender a reivindicação do movimento pró-moradia se os vereadores aprovarem rapidamente o novo Plano Diretor, Haddad faz o povo de bobo e usa manifestantes que em tese lutam por uma causa justa como massa de manobra para pressionar a sua própria base de sustentação. Uma vergonha!

E qual a resposta da Câmara Municipal? Praticamente nula, com a maioria cooptada se dobrando passivamente a um prefeito chantagista e a reação praticamente isolada dos vereadores Ricardo Young (PPS) e Gilberto Natalini (PV), que cobram um mínimo de decência e honestidade do Executivo.

Mais uma vez, é o falso "novo" do PT - cuja máscara anunciada pela propaganda eleitoral enganosa já caiu nos primeiros meses de governo - agindo como um político velhaco, com métodos arcaicos e abomináveis. Na contramão da sustentabilidade, o prefeito conseguiu a proeza de opor as demandas sociais às ambientais, como se ambas tivessem soluções inconciliáveis.

De uma só tacada, o prefeito desmoralizou (mais?) a Câmara, instituiu a chantagem como instrumento de pressão política, legitimou a invasão de terras para furar a fila da habitação, estimulou que novas áreas de preservação ambiental sejam invadidas e patrocinou o ressurgimento da indústria da especulação imobiliária e das ocupações irregulares em áreas de mananciais, muito em voga em décadas passadas.

Esse mega-acampamento denominado Nova Palestina, no Jardim Ângela, terreno particular de 1 milhão de metros quadrados ocupado por 8 mil famílias em área de mata atlântica nativa e vizinha à represa Guarapiranga, virou um grande caça-níqueis. Destinado pela gestão anterior para implantação de um parque, seria desapropriado por um valor "x". Transformado em Zona Especial de Interesse Social, e loteado para habitação, sua desapropriação valerá "3x". 

Quem vai lucrar com a ação desastrada de uns e a omissão criminosa de outros, não se sabe. Líquido e certo é que o prejuízo será nosso, de cada cidadão paulistano que sofre com a degradação urbana e os consequentes danos ambientais, problemas de abastecimento e a deterioração da saúde e da qualidade de vida em São Paulo. Resultado direto da incompetência e da irresponsabilidade deste prefeito fanfarrão.

Carlos Fernandes é presidente municipal do PPS de São Paulo e foi subprefeito da Lapa (2010/2011) 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Plano Diretor de Haddad: outra "calamiddad" do PT?


Imagine o monstrengo em que pode se transformar o Plano Diretor Estratégico diante da sanha arrecadatória do prefeito Fernando Haddad, da falta de zelo pela "coisa pública", do desprezo da sua base pela cidadania e pela qualidade de vida, da incompetência administrativa, da incapacidade de gestão voltada para o futuro, da falta de visão urbanística e da completa ignorância sobre o desenvolvimento sustentável?

Dá para ter uma idéia do que vem por aí, se tomarmos como base a falta de planejamento para implantar as faixas e corredores de ônibus, a inabilidade para enfrentar o trânsito caótico, a inoperância para resolver minimamente as enchentes (a não ser com faixas informativas e ineficazes sobre o risco de alagamento) e outros problemas de moradia, áreas verdes, cidade limpa, ocupações irregulares, código de obras, zoneamento, fiscalização (que se desdobram nas máfias do ISS, do IPTU, dos camelôs, dos transportes) etc.

A preocupação com a chegada do Plano Diretor Estratégico para ser votado pelos vereadores não é apenas nossa, da oposição (minoritária na Câmara). É de urbanistas, ambientalistas, jornalistas e de todos os cidadãos que conhecem os meandros da política local e dessa fábrica de salsichas e leis, como questiona a competente arquiteta Raquel RolnikPlano Diretor na Câmara. E agora?

O máximo de "plano estratégico" que o PT conhece e pratica é eleitoral: "rico x pobre" ainda é o mantra preferido. Era "direita x esquerda", mas ambos (este mais que o outro) estão caindo em desuso desde que Maluf, Collor, Sarney, Delfim, banqueiros, megaempresários, igrejeiros, mensaleiros e ruralistas se juntaram todos nos governos fisiológicos petistas e desequilibraram a balança.

A Prefeitura alega, satisfeita, que o novo Plano Diretor Estratégico (PDE) está "em debate desde o final de setembro", naquele truque tipicamente petista de reunir uma centena de militantes e assessores em meia dúzia de reuniões espalhadas pela cidade e chamar isso de "governo democrático e popular". Com divulgação e participação nula para fora de seus domínios, essas audiências públicas são feitas para "cumprir tabela".

Agora, nesta quarta-feira, 26 de março, o vereador Nabil Bonduki, relator do projeto, vai apresentar na Câmara Municipal o novo PDE, que a base haddadista promete aprovar a toque de caixa. Como se fosse possível estabelecer o plano de desenvolvimento para uma metrópole como São Paulo, para os próximos dez anos (no mínimo), com tão pouco conhecimento.

De acordo com Nabil Bonduki, fiel ao script petista, após a aprovação serão realizadas outras audiências públicas temáticas, quatro macrorregionais e uma grande audiência nos dias 5 e 6 de abril, no Centro de Convenções do Anhembi. Puro marketing.

Em apresentação na quinta-feira, 20 de março, aos membros do Conselho da Cidade e do Conselho de Política Urbana, o relator apresentou algumas mudanças propostas. “A cidade precisa continuar produzindo para continuar crescendo e o Plano vem para planejar esse processo, para que ele possa regular a produção para o interesse social”, falou (e não disse nada de novo) Nabil.

A tramitação do PDE

Desde que chegou à Câmara, entregue pelo prefeito Fernando Haddad em setembro de 2013, o projeto do novo Plano Diretor Estratégico passou oficialmente por 44 audiências públicas, temáticas e regionais, em todas as subprefeituras da cidade.

Para o relator, esse processo foi fundamental para compreender as necessidades da cidade. “O Plano Diretor não é de um governo, é da sociedade; e vai orientar este e os próximos dois governos. Então, é muito importante que ele tenha amplo apoio da sociedade e dos vereadores”, afirmou Nabil.

Após essas audiências públicas, Nabil e sua equipe técnica elaboraram um texto substitutivo que ainda pode passar por mudanças entre as duas votações no plenário da Câmara Municipal e antes de seguir para sanção ou veto (total ou parcial) do prefeito Fernando Haddad.

A seguir, veja algumas das mudanças destacadas pelo relator Nabil Bonduki (que até o momento, como tudo na gestão Haddad, não passa de uma carta de intenções):

Criação da zona rural
Após 12 anos de extinção (pela gestão Marta Suplicy e o próprio Nabil, diga-se), a zona rural, no extremo-sul da cidade, será recriada e abrangerá 25% do território paulistano. Segundo Nabil,o objetivo é “conter a expansão horizontal da cidade e fazer essas áreas serem melhor utilizadas, criando emprego e renda com atividades que garantam a preservação do meio ambiente, como a agricultura orgânica e o ecoturismo”.

Território cultural
Será criado um "território cultural" que liga o centro à Avenida Paulista. A área demarcada como território cultural concentra um grande número de espaços culturais que podem ser enquadrados com ZEPEC APC (zonas especiais de preservação cultural), cujo objetivo é resguardar locais com importância para a cultura da cidade, evitando seu fechamento, como aconteceu com o Cine Belas Artes, na Rua da Consolação, que será reaberto em maio.


Evitar imóveis ociosos
Imóveis desocupados próximos às zonas destinadas a moradias populares e nos eixos de mobilidade, como nas Marginais e nos corredores de trem, ônibus e metrô, terão IPTU mais caro. “Isso é para forçar que um terreno não fique ocioso ou subutilizado e que o proprietário o utilize apenas para especulação imobiliária. Com isso, queremos baixar o preço dos terrenos, aumentar a produção habitacional e estimular mais a economia da cidade”, afirmou Nabil.

Habitação Popular
Novas Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) serão criadas, ampliando áreas nas quais é incentivada a construção de habitação popular. Além disso, a maioria das áreas serão destinadas principalmente às famílias com renda de até 3 salários mínimos. A habitação do mercado popular, antes destinada a famílias com renda entre 6 e 16 salários mínimos,agora atenderá famílias com renda entre 6 e 10 salários mínimos.


Além da ampliação das Zeis, o novo texto do Plano Diretor contempla a habitação de interesse social por meio da regulamentação da Cota de Solidariedade, que cria condições para que sejam definidos mecanismos de contrapartida para o licenciamento de grandes empreendimentos imobiliários ou projetos urbanos, visando a função social da propriedade e da cidade e da vinculaçao de 30% dos recursos do FUNDURB para a compra de terra para habitação popular.

Aproximar moradia e emprego
O novo mapa de Zeis pretende aumentar o número de residências no centro, ao mesmo tempo em que haverá incentivo para que empresas sejam instaladas nas regiões periféricas, aproximando moradia de emprego.


Moradia mais barata no centro
A outorga onerosa, imposto no qual o proprietário paga para construir entre o gratuito e o máximo permitido pela lei, será mais cara no centro, desestimulando a construção de imóveis comerciais, enquanto os residenciais serão barateados, principalmente para famílias com renda de 6 a 10 salários.


Prédios mais baixos
Construção de prédios com mais de oito andares só serão permitidas em áreas próximas a infraestrutura de transporte público (metrô, trens e corredores de ônibus). Em áreas nos miolos (inseridas no interior dos bairros), o limite é de oito andares, ou aproximadamente 25 metros. Um dos principais objetivos é aumentar o número de moradias nas margens das grandes avenidas, que são eixos de mobilidade.

Preservação ambiental/parques
Para preservar o que resta de áreas verdes serão ampliadas as Zepams (Zonas Especiais de Proteção Ambiental). Nas novas Zepams há projetos para construção de parques públicos. Serão 82 km² de áreas verdes, quase o dobro dos 42 km² de área dos parques atuais na cidade. “A proposta é criar editais semestrais para que sejam remuneradas as empresas que preservarem, por exemplo, áreas remanescentes de mata atlântica”, explica Nabil.