
Mais de cem pessoas participaram do evento cujo tema central foi “Ética na Política”. Freire compareceu acompanhado do presidente do PPS no Estado de São Paulo, deputado estadual David Zaia; da subprefeita Soninha Francine; e do presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, que nesta sexta-feira, 2 de abril, assume o cargo de subprefeito da Lapa após a saída de Soninha para se candidatar à eleições de outubro.
Pré-candidato a deputado federal em São Paulo, Roberto Freire já foi deputado e senador por Pernambuco, sendo considerado um defensor intransigente da postura ética no mundo da política.
Ao falar ao empresário e líderes comunitários, Freire foi bastante crítico ao analisar os escândalos que colocaram em xeque os compromissos éticos do petismo na era Lula. “Todos sabemos o que aconteceu no governo e quem foram as pessoas envolvidas no caso do ‘Mensalão de Brasília’. É triste e profundamente lamentável ver essa gente, cujo destino deveria ser o banco dos réus, de volta ao cenário político nacional”.
O presidente do PPS entende que a credibilidade arranhada do Congresso Nacional com sucessivos escândalos reforça a necessidade da elaboração de uma agenda que leve o Brasil a reformar seu sistema político e eleitoral . “Não dá mais para adiar essas reformas. Nosso sistema eleitoral ainda carrega entulhos do tempo da ditadura”, disse Freire.
Um desses descompassos, segundo ele, é o domicilio eleitoral. A legislação obriga que para se candidatar a cargo eletivo, o postulante a cargos no Legislativo ou no Executivo tenha pelo menos um ano de domicílio eleitoral (lugar de residência ou moradia do requerente) comprovado. Freire entende que tal imposição é uma tutela do Estado sobre a cidadania e os partidos.
Afastado do Congresso por vontade própria desde 2007 (não disputou a eleição de 2006), o ex-senador teve que se submeter à lei para concorrer, agora, a deputado federal transferindo seu título de eleitor de Recife para São Paulo.
“Não me proponho a governar São Paulo, pois não tenho ligações locais. Quero fazer política. E, para tanto, nada como partir de um Estado onde as coisas acontecem e estão no centro na vida nacional”.