Motorista de ônibus tem mal súbito, bate em alguns carros e motos na zona leste de São Paulo, na frente de uma praça onde acontecia um baile funk. Por um momento, imagina-se até que ele teve sorte. Com tanta gente no local, poderia ser facilmente socorrido. Mas a realidade é bem mais cruel: retirado do ônibus, foi linchado e morto por um bando de selvagens. Enterrado no dia em que completaria 60 anos, familiares e amigos cantam parabéns durante o sepultamento.
Mulher de 35 anos, após beber vodka e cerveja dentro de casa, fica irritada com o volume da TV que o filho de 10 anos assistia. Arrasta o menino até o banheiro, joga álcool, põe fogo e vai dormir. Socorrido pelo padrasto, menino está na UTI. Antes, declarou à polícia: "Minha mãe jogou álcool em mim e depois tacou fogo". A irmã de três anos confirma: "A mamãe queimou meu irmãozinho."
Homem confessa ter matado a filha de dois anos com ajuda da madrasta da criança. Espancou a bebê, viu que a menina ficou inconsciente, colocou-a dentro do carro junto com outros dois filhos, foi até uma rua próxima, deitou a filha no meio da pista, atropelou a menina e jogou o corpo em um bueiro. Abandonou o carro no local, voltou pra casa, ligou para a polícia e tentou forjar um sequestro.
Mulher de 42 anos dirigindo um Audi e homem de 33 conduzindo um Camaro, ambos declarados empresários e visivelmente embriagados, tiram racha nas ruas de Campinas. Ela perde o controle do carro, atinge e mata um jovem de 23 anos, campeão de jiu-jitsu, que voltava a pé da casa da namorada. Ambos pagaram fiança e estão soltos.
Homem amarra cachorro rottweiler com uma corda em sua picape. Arrasta o animal no asfalto, dá ré com o veículo e passa com a roda em cima das patas do cachorro vivo. Abordado mais tarde pela polícia, declarou que não queria mais o animal, mas que era o dono e fazia o que bem entendesse com o bicho. Socorrido, o cachorro teve a perna amputada e sobreviveu por mais alguns dias. O animal irracional que o atropelou está nas ruas.
Basta de acontecimentos trágicos? Mas isso é só um relato muito rápido e resumido dos últimos dias. Apenas o que chegou à mídia e ganhou repercussão. A situação é muito pior. O que fazer para mudar essa realidade? A população vai se unir e pedir leis mais rígidas? Marchar contra a corrupção na política? Reunir uma centena de manifestantes contra ministro corrupto que "ama" presidente, código florestal que defende desmatador, usina que inunda território? E daí? O que leva seres humanos a cometerem atos tão bárbaros e como resolver essa calamidade?
Integrante de um desses movimentos por mais ética na política, o sujeito publica no facebook a sua receita para resolver o problema: vamos começar a mudança por São Paulo, eleger o candidato que espancou a mulher, porque assim impõe mais respeito na sociedade. Tem muita gente que merece apanhar. O agressor errou? Talvez, mas ele já se desculpou. Além disso, a mulher fez por merecer. É de um político assim que a gente precisa. Quase ninguém manifestou indignação e contrariedade. Estamos perdidos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Os tropeços e as bravatas do pré-candidato Haddad
Além de confundir nome de bairro, desrespeitar todos os demais postulantes à vaga de candidato e atropelar as prévias do PT, o ministro Haddad vem gerando mal-estar por onde passa. Com a sutileza de um elefante em loja de cristais, apelou sem sucesso para a desistência dos adversários Gabriel Chalita (PMDB) e Netinho de Paula (PCdoB), prometendo mundos e fundos para que o apóiem logo no primeiro turno.
Nesse ritmo, nem vai chegar lá.
Outras duas pisadas de bola do menino de Lula, nesta segunda-feira:
1) Faltou ao debate sobre a Copa de 2014 em São Paulo, que foi realizado no Pacaembu e reuniu outros três pré-candidatos à Prefeitura: Soninha Francine, do PPS, Andrea Matarazzo e José Anibal, do PSDB. Dizem as más línguas que o pré-candidato confundiu o Pacaembu com o Morumbi.
2) Haddad quer ser o primeiro a assinar o compromisso de cumprir integralmente, se eleito, os quatro anos de mandato à frente da Prefeitura de São Paulo. A bravata ganhou espaço no UOL e na CBN, divulgada pelo jornalista Gilberto Dimenstein, e mereceu uma carta-resposta do PPS.
Veja abaixo o e-mail do PPS:
Prezado Dimenstein,
Este compromisso de respeitar todo o mandato à frente da Prefeitura é muito justo e pertinente.
Porém, o que o pré-candidato Haddad tem de tão especial para querer ser o primeiro a assinar? (Se o parâmetro fosse o último Datafolha, por exemplo, ele estaria lá no final da fila)
Mais que isso: Como foi divulgado no UOL e na CBN, com amplo destaque, que ele será o pioneiro, estamos sendo cobrados por leitores e ouvintes como se não quiséssemos nos comprometer. Ainda que seja um equívoco, para muita gente ficou subentendido isso.
E justiça seja feita: Soninha Francine tem esse compromisso desde a candidatura anterior, em 2008, e o reitera agora. É importante esse registro.
Aliás, Soninha e o PPS foram os pioneiros também na assinatura de outros compromissos seríssimos, como o Plano de Metas, em 2008, e o Programa de Cidades Sustentáveis, agora em 2011, ambos firmados com o Oded Grajew e a Rede Nossa São Paulo.
Pelo respeito e admiração que temos pelo seu trabalho, e pela repercussão junto à opinião pública, é necessário esse esclarecimento.
Leia também:
Carta de Soninha reitera compromisso de 2008
Carta de Soninha reitera compromisso de 2008
Em resposta à bravata do pré-candidato petista Fernando Haddad, que ganhou destaque no UOL e na CBN por querer ser o primeiro a assinar carta-compromisso de, se eleito, cumprir os quatro anos à frente da Prefeitura de São Paulo, apresentamos este compromisso de Soninha Francine, assumido desde a pré-campanha de 2008 e reiterado para 2012:
Meu maior objetivo na vida pública é a chefia do Executivo Municipal na cidade de São Paulo.
Tenho dito isso desde que exercia o mandato como vereadora. Cheguei à conclusão que, apesar do aprendizado incomparável que é ser parlamentar (aprendi mais sobre política em dois meses – antes mesmo de tomar posse – do que na vida toda), não quero disputar novo mandato Legislativo. Quero atuar agora no Executivo, ainda que em um cargo de terceiro escalão. Mas tenho o sonho, a pretensão e o projeto de ser prefeita.
A confirmar minha disposição, uso 2010 como exemplo. Nós do PPS nos dispusemos a participar da disputa pelo governo do Estado de São Paulo – sem chances reais de ganhar a eleição (seria ridiculamente leviano da minha parte afirmar o contrário), eu gostaria ao menos de participar dos debates, expor opiniões e propostas no programa de televisão, ter contato com milhares de pessoas para conversar com elas (o que inclui ouvi-las) sobre política e administração pública.
Com a mudança de planos, chegamos a cogitar a candidatura ao Senado. Uma mudança de planos, admito – mas trata-se, indiscutivelmente, de uma Casa Parlamentar diferenciada, em que um dos 3 eleitos por São Paulo tem reais possibilidade de interferência nos rumos do país. Mas não era meu Plano A, é evidente que não.
Restava a possibilidade de me candidatar à Assembleia ou à Câmara Federal – com imensas chances de ser eleita, a se julgar pela minha votação na capital em 2008.
Mas eu não queria ser deputada e não fui candidata, para espanto de vários colegas mais experimentados na política. “Você vai sumir”; “é importante aparecer”, “depois você assume um cargo no Executivo, boba”.
Mas eu NÃO QUIS fazer campanha, pedir votos, ocupar uma vaga de um cargo que não pretendia exercer. Ainda que isso me prejudicasse no que mais quero: a candidatura à prefeitura.
Creio que esse retrospecto, mais do que palavras no papel, comprova a honestidade do meu propósito. Quero ser prefeita mais que tudo na vida pública; viverei cada dia dos quatro anos de meu mandato com a intensidade de quem realiza um sonho. (Nem por isso condeno quem, por razões conjunturais, decidiu/ foi instado a disputar outra eleição antes do término do seu mandato. Apenas tenho certeza absoluta que não será o meu caso).
Atenciosamente,
Soninha Francine
Leia também:
Os tropeços e as bravatas do pré-candidato Haddad
Meu maior objetivo na vida pública é a chefia do Executivo Municipal na cidade de São Paulo.Tenho dito isso desde que exercia o mandato como vereadora. Cheguei à conclusão que, apesar do aprendizado incomparável que é ser parlamentar (aprendi mais sobre política em dois meses – antes mesmo de tomar posse – do que na vida toda), não quero disputar novo mandato Legislativo. Quero atuar agora no Executivo, ainda que em um cargo de terceiro escalão. Mas tenho o sonho, a pretensão e o projeto de ser prefeita.
A confirmar minha disposição, uso 2010 como exemplo. Nós do PPS nos dispusemos a participar da disputa pelo governo do Estado de São Paulo – sem chances reais de ganhar a eleição (seria ridiculamente leviano da minha parte afirmar o contrário), eu gostaria ao menos de participar dos debates, expor opiniões e propostas no programa de televisão, ter contato com milhares de pessoas para conversar com elas (o que inclui ouvi-las) sobre política e administração pública.
Com a mudança de planos, chegamos a cogitar a candidatura ao Senado. Uma mudança de planos, admito – mas trata-se, indiscutivelmente, de uma Casa Parlamentar diferenciada, em que um dos 3 eleitos por São Paulo tem reais possibilidade de interferência nos rumos do país. Mas não era meu Plano A, é evidente que não.
Restava a possibilidade de me candidatar à Assembleia ou à Câmara Federal – com imensas chances de ser eleita, a se julgar pela minha votação na capital em 2008.
Mas eu não queria ser deputada e não fui candidata, para espanto de vários colegas mais experimentados na política. “Você vai sumir”; “é importante aparecer”, “depois você assume um cargo no Executivo, boba”.
Mas eu NÃO QUIS fazer campanha, pedir votos, ocupar uma vaga de um cargo que não pretendia exercer. Ainda que isso me prejudicasse no que mais quero: a candidatura à prefeitura.
Creio que esse retrospecto, mais do que palavras no papel, comprova a honestidade do meu propósito. Quero ser prefeita mais que tudo na vida pública; viverei cada dia dos quatro anos de meu mandato com a intensidade de quem realiza um sonho. (Nem por isso condeno quem, por razões conjunturais, decidiu/ foi instado a disputar outra eleição antes do término do seu mandato. Apenas tenho certeza absoluta que não será o meu caso).
Atenciosamente,
Soninha Francine
Leia também:
Os tropeços e as bravatas do pré-candidato Haddad
domingo, 27 de novembro de 2011
Soninha participa dia 28 de seminário sobre a Copa
A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, participa na segunda-feira (28/11) de um seminário sobre a Copa do Mundo de 2014. O evento, que contará também com a participação do prefeito Gilberto Kassab (PSD), entre outras personalidades, será realizado a partir das 9h da manhã no Museu do Futebol, dentro do Estádio do Pacaembu.
A participação de Soninha será às 14h30, na mesa "Prefeitos de São Paulo em 2014", ao lado de Fernando Haddad (PT), Andrea Matarazzo (PSDB) e José Anibal (PSDB).
Veja aqui mais informações.
A participação de Soninha será às 14h30, na mesa "Prefeitos de São Paulo em 2014", ao lado de Fernando Haddad (PT), Andrea Matarazzo (PSDB) e José Anibal (PSDB).
Veja aqui mais informações.
sábado, 26 de novembro de 2011
A polêmica da campanha "UnHate" (ou "DesOdeie")
A publicidade da Benetton causa polêmica há décadas: da campanha "united colors" dos anos 80, onde inovou ao unir brancos e negros em imagens provocativas, até a mais recente, onde líderes mundiais opositores se beijam na boca. Vale tudo.Interesses ideológicos e financeiros à parte, as imagens são boas porque fazem pensar. Ame ou odeie...
O presidente dos EUA, Barack Obama, e o da Venezuela, Hugo Chávez
Papa Bento XVI e Ahmed Mohamed el-Tayeb, imã da mesquita de AL-Azhar no Cairo
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy
O presidente da China, Hu Jintao, e Barack Obama, dos EUAO vídeo abaixo também é da mesma campanha "UnHate" (ou "DesOdeie"). Vale a pena conferir:
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O que difere Bolsonaro de Marta Suplicy?
Será falta de “memória absoluta”, como é praxe neste governo, ou excesso de hipocrisia o fato da senadora Marta Suplicy pedir punição ao deputado Jair Bolsonaro por fazer “insinuações” sobre a sexualidade de Dilma? Marta fez muito pior contra Kassab na eleição municipal em São Paulo – e perdeu. Mas a insinuação ficou por isso mesmo.
Ouvir esse tipo de declaração preconceituosa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) é deplorável, mas chega a ser natural. Não é a primeira vez, nem será a última. Ele se elege por isso. Ontem questionou a orientação sexual da presidente Dilma Rousseff. Veja no vídeo acima, em que o deputado Alfredo Sirkis (PV/RJ) responde à altura, sem a hipocrisia petista.
Ao protestar contra o chamado "kit anti-homofobia", material que seria distribuído em escolas para combater o preconceito contra os gays, Bolsonaro disse que Dilma deveria assumir que o "negócio dela é amor com homossexual".
"O 'kit gay' não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau", disse Bolsonaro, na tribuna da Câmara.
Aí é que entra a "memória seletiva" dos petistas.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que o partido entrará com uma representação contra Bolsonaro no Conselho de Ética da Casa na próxima segunda-feira. Ele avalia que o deputado quebrou o decoro ao fazer uma declaração desrespeitosa contra a presidente.
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) pediu que Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, puna Bolsonaro e disse que o deputado pode ter cometido crime de injúria.
Que coisa, hein, Dona Marta! A senhora já esqueceu do papelão que fez na eleição de 2008, usando esse mesmo tipo de insinuação baixa e rasteira contra o prefeito Gilberto Kassab? Nós não esquecemos.
Pior: a discussão sobre o "kit anti-homofobia" foi interditada exatamente por tipinhos como Bolsonaro, que não por acaso faz parte da base de sustentação do governo petista. É muita hipocrisia, não é?
Leia também:
A polêmica de Bolsonaro, Marta, "insinuação" homossexual etc. é oportuna para lembrar um outro episódio recente, que o PT ignorou (mas não devia). Veja aqui: Orgulho Hetero x Deboche Gay
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
São Paulo 2022: por uma cidade justa e sustentável
Oferecer à sociedade civil e ao setor público paulistano informações sobre a capital e, com isso, possibilitar reflexões sobre uma cidade de São Paulo para os próximos 10 anos, que contemple uma agenda de desenvolvimento justo e sustentável.
É este o objetivo do Projeto São Paulo 2022, lançado nesta quarta-feira, 23 de novembro, em parceria da Rede Nossa São Paulo, Escola da Cidade, o Instituto Ethos, Instituto Arapyaú e Instituto Socioambiental.
Medidas urgentes precisam ser tomadas para resolver os problemas estruturais com soluções inteligentes e sustentáveis. O projeto São Paulo 2022 chega nesse contexto procurando compilar um conjunto de ideias sobre o futuro da cidade e como ela pode melhorar em termos urbanísticos e no planejamento geral de políticas públicas.
O ano de 2022 é um marco simbólico, pois é o bicentenário da independência do Brasil, centenário da Semana de Arte Moderna e também referência para o Plano Diretor, instrumento de planejamento urbano que norteará o futuro da capital paulista para os próximos 10 anos (período de 2012 a 2022).
Veja todos os detalhes: saopaulo2022.org.br
É este o objetivo do Projeto São Paulo 2022, lançado nesta quarta-feira, 23 de novembro, em parceria da Rede Nossa São Paulo, Escola da Cidade, o Instituto Ethos, Instituto Arapyaú e Instituto Socioambiental.
Medidas urgentes precisam ser tomadas para resolver os problemas estruturais com soluções inteligentes e sustentáveis. O projeto São Paulo 2022 chega nesse contexto procurando compilar um conjunto de ideias sobre o futuro da cidade e como ela pode melhorar em termos urbanísticos e no planejamento geral de políticas públicas.
O ano de 2022 é um marco simbólico, pois é o bicentenário da independência do Brasil, centenário da Semana de Arte Moderna e também referência para o Plano Diretor, instrumento de planejamento urbano que norteará o futuro da capital paulista para os próximos 10 anos (período de 2012 a 2022).
Veja todos os detalhes: saopaulo2022.org.br
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
PPS lamenta morte do comunista Eduardo Rocha
O PPS lamenta a morte do comunista histórico Eduardo Rocha Silveira, aos 89 anos, na noite desta terça-feira no Hospital das Clínicas, em São Paulo, vítima de falência múltipla dos órgãos.Seu corpo seria velado a partir das 12h desta quarta-feira no cemitério da Vila Mariana (Rua Batista Caetano – 300 – São Paulo) e o sepultamento ocorreria às 16h.
O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), e o secretário-geral do partido, deputado Rubens Bueno (PR), destacaram que Eduardo dedicou a sua vida à causa do socialismo e da democracia e deu grande contribuição na luta pela libertação da América Latina dos regimes autoritários. Os dirigentes se solidarizam com a família em nome de todo o partido.
Paraguaio de Assunção, o comunista, pai do dirigente do PPS Eduardo Rocha Silveira Júnior, nasceu em 11 de julho de 1922 e foi batizado com o nome de Pio Cubilla. Chegou ao Brasil no final da década de 50, fugindo da perseguição das ditaturas do Paraguai, Argentina e Uruguai. Aqui, foi recebido pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro), atuou na clandestinidade durante décadas e formou uma nova família. Marceneiro, Pio Cubilla trocou de nome e chegou a atuar como pastor de uma igreja evangélica para despistar seus perseguidores.
Veja aqui mais informações.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
"O Povo Quer Saber": Soninha no programa CQC
Pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine participou nesta segunda-feira, 21 de novembro, do quadro do programa CQC - Custe o Que Custar, da Band, e foi elogiada pelo apresentador Marcelo Tas justamente por não fugir de temas polêmicos.
No mesmo programa (veja abaixo), foi apresentada longa matéria que expõe o nível de alguns dos atuais vereadores paulistanos, em abordagem sobre o excesso de faltas dos parlamentares nas sessões.
Registrem-se duas informações sobre o assunto: 1) Não foi exibida no programa, mas o vereador Claudio Fonseca (PPS) gravou entrevista com a repórter Mônica Iozzi por ser o vereador mais assíduo no plenário (justamente o contraponto da crítica apresentada aos faltosos); 2) É verdadeiro o argumento do presidente da Câmara, vereador Police Neto (PSD), e não compreendido pelo programa, de que às vezes não registrar presença na sessão é uma estratégia de obstrução da oposição.
Enfim, cada um que assista as reportagens exibidas e tire as suas próprias conclusões.
Siga o twitter @23pps e fique por dentro da política
Acompanhe diariamente o twitter @23pps e fique por dentro dos principais acontecimentos do dia-a-dia: tanto a atuação do PPS e o posicionamento de seus principais representantes como um panorama de vários analistas políticos e formadores de opinião.
Veja alguns exemplos de tweets do @23pps:
23pps PPS/SP
PT diz que Globo está por trás da campanha contra Belo Monte. Quando atores globais apoiavam Lula, o PT não reclamava. Quem será que mudou?
23pps PPS/SP
Alguém ainda se espanta com a omissão do governo no episódio da Chevron, da mudança do Código Florestal e da manutenção da DRU? #vergonhaPT
23pps PPS/SP
Disse bem @Alfredosirkis: há gente boa e bem intencionada em quase todos os partidos; e gente ruim certamente em todos eles #novapolitica
23pps PPS/SP
Que os jovens manifestantes contra a corrupção de hoje não se transformem amanhã nos políticos com as mesmas e velhas práticas #novapolitica
23pps PPS/SP
O próximo da fila: Esporte não esfriou, Trabalho nem caiu e o Ministro das Cidades já está prontinho para ser flagrado com a boca na botija!
RevistaEpoca Época
Deu bode na festa - O Ministro das Cidades usa o cargo para promover os interesses de sua família http://t.co/2VpT3EnW
AlmeidaLimaPPS Almeida Lima
VEJA pergunta: (?) O PPS está perdendo importância. O senhor ainda vê futuro no partido? Almeida Lima responde: http://migre.me/6d2Fi
GreenpeaceBR Greenpeace Brasil
Em geral, texto do #CódigoFlorestal continua c/ erros da Câmara: anistia, menos proteção de florestas e s/ punição p/ desmatadores.
23pps PPS/SP
Recadinho à D. Dilma sobre o "caso Lupi": Falha de memória se cura com tratamento médico; falha de caráter, com demissão e processo judicial
Veja alguns exemplos de tweets do @23pps:
23pps PPS/SP
PT diz que Globo está por trás da campanha contra Belo Monte. Quando atores globais apoiavam Lula, o PT não reclamava. Quem será que mudou?
23pps PPS/SP
Alguém ainda se espanta com a omissão do governo no episódio da Chevron, da mudança do Código Florestal e da manutenção da DRU? #vergonhaPT
23pps PPS/SP
Disse bem @Alfredosirkis: há gente boa e bem intencionada em quase todos os partidos; e gente ruim certamente em todos eles #novapolitica
23pps PPS/SP
Que os jovens manifestantes contra a corrupção de hoje não se transformem amanhã nos políticos com as mesmas e velhas práticas #novapolitica
23pps PPS/SP
O próximo da fila: Esporte não esfriou, Trabalho nem caiu e o Ministro das Cidades já está prontinho para ser flagrado com a boca na botija!
RevistaEpoca Época
Deu bode na festa - O Ministro das Cidades usa o cargo para promover os interesses de sua família http://t.co/2VpT3EnW
AlmeidaLimaPPS Almeida Lima
VEJA pergunta: (?) O PPS está perdendo importância. O senhor ainda vê futuro no partido? Almeida Lima responde: http://migre.me/6d2Fi
GreenpeaceBR Greenpeace Brasil
Em geral, texto do #CódigoFlorestal continua c/ erros da Câmara: anistia, menos proteção de florestas e s/ punição p/ desmatadores.
23pps PPS/SP
Recadinho à D. Dilma sobre o "caso Lupi": Falha de memória se cura com tratamento médico; falha de caráter, com demissão e processo judicial
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Deu na Veja: Suplicy elogia candidatura de Soninha
Vídeo demonstra que senador Eduardo Suplicy manifesta apoio às propostas de Soninha desde as eleições de 2008
Mágoas petistas
O descontentamento com a imposição de Fernando Haddad como candidato a prefeito pelo PT não é exclusividade de Marta Suplicy.
No lançamento do Movimento por Uma Nova Política, embrião do novo partido capitaneado por Marina Silva, no sábado, em São Paulo, o senador Eduardo Suplicy não escondia a insatisfação com os rumos do PT paulista.
Fez elogios à pré-candidatura da ex-petista Soninha Francine pelo PPS. E confidenciou ao deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB) que se os tucanos realizarem prévias para definir o candidato à prefeitura darão uma “lição” no PT.
Por Lauro Jardim (Radar on-line, Revista Veja)
Mágoas petistas
O descontentamento com a imposição de Fernando Haddad como candidato a prefeito pelo PT não é exclusividade de Marta Suplicy.
No lançamento do Movimento por Uma Nova Política, embrião do novo partido capitaneado por Marina Silva, no sábado, em São Paulo, o senador Eduardo Suplicy não escondia a insatisfação com os rumos do PT paulista.
Fez elogios à pré-candidatura da ex-petista Soninha Francine pelo PPS. E confidenciou ao deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB) que se os tucanos realizarem prévias para definir o candidato à prefeitura darão uma “lição” no PT.
Por Lauro Jardim (Radar on-line, Revista Veja)
"Sonháticos" da Nova Política chegam a São Paulo
Foi lançado oficialmente neste sábado, 19 de novembro, o Coletivo de São Paulo do Movimento por uma Nova Política, com a participação suprapartidária de Marina Silva, Soninha Francine, Eduardo Suplicy, Ricardo Young, Oded Grajew, Fabio Feldmann, Alex Manente, José Eli da Veiga, Alfredo Sirkis, Aspásia Camargo, Walter Feldman, Ricardo Trípoli, Maurício Brusadin, entre representantes de partidos, entidades sociais e cidadãos apartidários.
Acima está a reprodução na íntegra da transmissão ao vivo do evento na internet. Para orientação, como é um vídeo não-editado, a abertura ocorre aos 48 minutos da exibição. Você pode adiantar o vídeo até este ponto (0:48:00), com a apresentação do economista Bazileu Alves e um resumo do que é o Movimento por uma Nova Política.
Para ir direto às falas de Ricardo Young (1:03:32), Soninha Francine (2:49:50) e Marina Silva (3:26:00), por exemplo, repita o mesmo procedimento e avance ao ponto exato de exibição, marcado em horas, minutos e segundos no vídeo acima.
O Movimento por uma Nova Política surgiu após a saída do PV da ex-candidata à Presidencia da República Marina Silva e da união suprapartidária de várias outras pessoas que questionam a falência do atual sistema político-partidário e buscam uma nova forma de fazer política - ou, para ser mais exato, o resgate da essência original da prática política, com mais ética, democracia, transparência, igualdade, liberdade, solidariedade, respeito à diversidade, responsabilidade e compromisso com a cidadania e o desenvolvimento sustentável, entre outros princípios, valores e características.
A idéia é que o Movimento atue politicamente além dos limites tradicionais, engessados e cartoriais dos partidos, com menos hierarquia e mais horizontalidade, em redes virtuais e reais, reunindo a sociedade em torno de grandes causas e objetivos menos pragmáticos e mais "sonháticos" - como definiu Marina Silva.
Talvez a palavra-chave seja mesmo a "rede": horizontal, dinâmica, flexível, arejada, democrática, acessível. Que se deixa liderar mais pelas idéias e causas coletivas do que pelo individualismo, pela cartorialização dos partidos e pela disputa insana do poder pelo poder.
"São Paulo é o primeiro coletivo que está sendo criado depois da nossa reunião no dia 13 de outubro, em Brasília", explicou Marina Silva sobre o ato que lançou nacionalmente o Movimento. "Se isso a gente chama de novo ou de velho, eu diria que a gente pode chamar isso de certo!"
"E o certo é que não existe um novo que se cria em cima do nada. Os biólogos, eu sempre repito: qualquer sistema só se estabelece se algo for preservado. A vida está aí para dizer isto. Agora, qualquer sistema que não se renova está estagnado, e vira um sistema fechado e portanto vai morrer. O novo e o velho estão em constante interação. Então, a gente não precisa opor o novo ao velho. A gente precisa opor o que é criativo, vivo e produtivo ao que está estagnado, ao que não estabelece trânsito, ao que não é capaz mais de viver as possibilidades de um diálogo aberto. Eu acho que é isso que o Movimento deve significar." (Marina Silva)
"O Movimento é uma religação, de ideias, valores, sonhos e energias, a partir de redes reais e virtuais. Não basta ser novo, tem que ser melhor, evolutivo. O movimento deve ser uma referência para inspirar a inovação na política e a ação no cotidiano." (Sérgio Xavier)
"A melhor forma de organização de sociedade é a baseada em cooperação e solidariedade, não em competição." (Soninha Francine)
"Como conciliar a democracia dos indivíduos com o interesse público? Eis o grande desafio." (Marina Silva)
"O político fica conservador quando passa a administrar o sucesso. A administração do sucesso é que faz o sujeito fazer qualquer tipo de aliança para ganhar uma eleição." (Marina Silva)
"No atual momento não estamos discutindo criação de partido. Quando tiver decantação, parte do Movimento pode vir a criar um partido político. Mas o Movimento tem de ser maior do que partido. Até aqui os partidos vêm vampirizando os movimentos." (Marina Silva)
"O objetivo do Movimento é espalhar glóbulos brancos e glóbulos vermelhos em todos os partidos, em defesa do planeta e da sustentabilidade, em todos os lugares." (Marina Silva)
Do PPS, participaram do lançamento do Coletivo Paulista vários representantes, além dos já citados Soninha Francine, ex-vereadora e potencial candidata à Prefeitura de São Paulo; Alex Manente, deputado estadual e potencial candidato à Prefeitura de São Bernardo; e Ricardo Young, pré-candidato a vereador na capital.
Do diretório paulistano do PPS, compareceram o presidente Carlos Fernandes e os dirigentes César Hernandes, Lylian Concellos, Maurício Huertas e Renato Dorgan. Do PPS de Jandira marcaram presença Geraldo Duarte (foto ao lado, com Marina e Soninha), Domingos e Tia Selma.
Dois ex-integrantes do PV, "marineiros" e recém-filiados ao PPS também participaram do lançamento do Movimento por uma Nova Política em São Paulo: o cearense Paulo Sombra (foto) e o mineiro José Fernando Aparecido de Oliveira, que foi deputado federal, candidato ao Governo de Minas em 2010, duas vezes prefeito de Conceição do Mato Dentro e é potencial candidato à Prefeitura de Belo Horizonte em 2012.Leia também:
A "nova política", a juventude e o sonho brasileiro
O que são, afinal, as "cidades sustentáveis"?
PPS tem compromisso com "cidades sustentáveis"
Política 2.0: Young, Marina, Soninha e o Blog do PPS
"Nova Política", o PPS e a outra metade da laranja
domingo, 20 de novembro de 2011
A revolução das ruas, das redes e das urnas
Para ser breve e direto: muita gente ainda não consegue enxergar a revolução em curso.Primavera Árabe, Occupy Wall Street, movimentos na França, Inglaterra, Chile, Itália, Espanha, Brasil... Internet, twitter, facebook, youtube...
Para alguns, tudo isso não passa de uma somatória desconexa de sinais passageiros da modernidade. Acontecimentos isolados ou, no máximo, sem conteúdo, profundidade e nenhuma conseqüência histórica. Ok. Uns fazem isso por ingenuidade, outros por ideologia. Há quem faça mesmo por má intenção. Ou por medo do NOVO e da MUDANÇA. Principalmente aqueles que de alguma forma ainda se beneficiam como parasitas do atual sistema, estagnado e falido.
Há 20 anos fazia sentido um caderno como o Folhateen, para atrair os jovens para a leitura de um jornal. Nesta segunda-feira ele morre.
Há 20 anos surgia no Brasil com estardalhaço a MTV. Hoje a audiência míngua, pois não faz mais nenhum sentido o antigo telespectador dos anos 90 (hoje não apenas receptor, mas ele próprio produtor de informação na rede mundial) esperar um dia inteiro, às vezes uma semana, para ver o clipe favorito do seu ídolo internacional na telinha.
A Revolução da Informação já se estabeleceu. A Revolução Cultural, conseqüência direta dessa transformação global, vem na esteira dos acontecimentos – e atinge indistintamente todos os povos, todas as classes e vem carregada de uma ansiedade pelo NOVO e pela MUDANÇA com resultados difíceis ainda de mensurar (e por vezes contraditórios).
Se há 20 anos o jovem dependia de um jornal para se orientar sobre a carreira a seguir e até sobre a vida sexual, e o mais moderno era ir à locadora buscar o lançamento em videocassete do filme que saiu havia um ano de cartaz; se há 40 anos só iria conhecer um ídolo pop se viajasse para fora do país ou se alguém lhe trouxesse um vinil do cantor preferido; hoje em cinco segundos o jovem acessa tudo isso junto pelo Google: a música, o filme, o show, o clipe, a profissão, o lazer, o sexo, a política.
Assim como o jovem não precisa mais de intermediários para ter acesso à informação e à cultura, o cidadão quer ser independente dos partidos para fazer política. Ainda que possa haver uma visão exagerada, anárquica e inconseqüente, em todo o mundo o entendimento é de que a democracia direta vai superar o atual sistema vigente. Cabe aos partidos, portanto, avançar para uma prática política mais avançada, moderna, democrática, ética, transparente e sensível à demanda popular. Que se adaptem à nova realidade para demonstrar a sua real utilidade e importância. Que não sejamos simplesmente arrastados pelo tsunami virtual (embora esta seja a vontade inconfessável de alguns: que o coletivo partidário morra de inanição, para que sobrevivam os medíocres).
Ao Congresso do PPS! O debate será intenso! (mesmo – e principalmente, diríamos - se quiserem interditá-lo)
Leia também:
Congresso Nacional do PPS: de 9 a 11 de dezembro
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Movimento pela Nova Política chega a São Paulo
Ouça acima a entrevista de Marina Silva à Rádio CBN, falando sobre o Movimento pela Nova Política, e clique abaixo para visualizar o Convite: Lançamento do Coletivo Paulista do Movimento pela Nova Política. No próximo dia 19 de novembro, sábado, às 10h, com a presença de Marina Silva, Soninha Francine, Ricardo Young, Mauricio Brusadin, movimentos da sociedade civil, parlamentares e cidadãos do Estado inteiro. Rua Fidalga, 521, Vila Madalena.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
"Partido das Drogas": conheça esta campanha
É uma campanha polêmica, de conscientização contra as drogas, que vale a pena conhecer: até para criticar, se for o caso.
Realização da Lux Filmes, com direção do publicitário Beto Salatini.
Você conhece o Partido das Drogas? (Não vale confundir com as drogas de partidos, hein). Assista a sequência de comerciais.
Realização da Lux Filmes, com direção do publicitário Beto Salatini.
Você conhece o Partido das Drogas? (Não vale confundir com as drogas de partidos, hein). Assista a sequência de comerciais.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
As mesmas mãos aplaudem e apedrejam?
Uma constatação que leva à reflexão: os que condenam a invasão da PM na USP são os mesmos que aplaudem a invasão da PM para "pacificar" as favelas controladas pelo tráfico. No primeiro caso foi obedecida uma ordem da Justiça para reintegração de posse da reitoria, no segundo caso foi atendida uma ordem direta do Governo. Os estudantes fazem política e reclamam da presença ostensiva do Estado. Os moradores reclamam da omissão do Estado e da ausência de políticas públicas. O governador de São Paulo é criticado. O governador do Rio é elogiado. Não existe aí um paradoxo?
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