quarta-feira, 22 de novembro de 2017

2013-2018: Nos cinco anos dos movimentos pela renovação da política, o Brasil fará o teste nas urnas



O ano de 2018 será fundamental para testarmos na prática a renovação da política, o aprimoramento das instituições republicanas e a atualização dos instrumentos democráticos, teses que surgiram com força descomunal a partir das já históricas manifestações populares de junho de 2013. Nem parece, mas terão se passado mais de cinco anos quando o brasileiro que foi às ruas voltar às urnas para votar para presidente, senadores, deputado federal, deputado estadual e governador no próximo dia 7 de outubro.

O #ProgramaDiferente acompanhou cada um destes movimentos e seus personagens, desde as mobilizações espontâneas contra o aumento das tarifas de transporte até os mais recentes agrupamentos surgidos com fins eleitorais, passando pelas manifestações favoráveis e contrárias ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e posteriormente os protestos pelo #ForaTemer.

Aqui fazemos um registro temporal destes cinco anos dos movimentos que defendem uma nova forma de fazer política. Das aparições pioneiras do MBL - Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua aos mais recentes, como o Agora, o Acredito e o Renova Brasil, com vistas a influenciar o processo eleitoral de 2018 e tendo como protagonistas cidadãos das mais diversas origens, mas todos chegando de fora do meio político-partidário com a expectativa de mudar o país para melhor. Assista.


Veja outros momentos históricos dos movimentos pela renovação da política que foram exibidos em primeira mão pelo #ProgramaDiferente:

Tem #ProgramaDiferente na #ViradaPolítica

#ProgramaDiferente: Afinal, Luciano Huck vai ser candidato em 2018? O que dizem os movimentos políticos ligados ao apresentador?

Um ano do prefeito e presidenciável João Doria no #ProgramaDiferente

Exclusivo: Prefeito João Doria fala abertamente como candidato a Presidente da República em 2018 no #ProgramaDiferente

#ProgramaDiferente: Líder do MTST, Guilherme Boulos é presidenciável?

#ProgramaDiferente antenado às pautas do dia: reforma política, parlamentarismo, movimentos à direita e à esquerda, combate à corrupção... Assista!

Campanha em defesa de Lula parte para o ataque contra o juiz Sergio Moro, enquanto a Operação Lava Jato fecha o cerco contra o ex-presidente

O be-a-bá da oratória e do populismo de Lula no #ProgramaDiferente

Relembre no #ProgramaDiferente a campanha das #DiretasJá da década de 80 e compare com o movimento atual contra o impeachment

O princípio do fim: o julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal e a piada do golpe na Casa de Portugal

#ProgramaDiferente: os dois lados de uma crise política sem precedentes

Especial: Meia hora com o #ProgramaDiferente no ato de 20 de agosto

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

#ProgramaDiferente é coisa de preto, programa de índio, antro de viado, negócio de mulherzinha...



Em pleno Dia da Consciência Negra, neste momento em que o ódio, as divergências e os preconceitos parecem exacerbados no Brasil e no mundo, e que a infeliz frase "coisa de preto" ganhou o noticiário pelo flagrante involuntário de uma piada de mau gosto e racista, o #ProgramaDiferente é assumidamente irreverente, diversificado e plural. O nosso trabalho diário é fazer coisa de preto, ser programa de índio, virar antro de viado, debater negócio de mulherzinha... Seguimos na contramão de todas as frases feitas, discriminações e intolerâncias. Assista.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Escola Sem Partido: o que se salva além do Fla-Flu?



Acompanhamos um debate com torcidas bem divididas e sobre um tema extremamente polêmico, controvertido e atual (embora pareça coisa do século passado) ocorrido na Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta-feira, 16 de novembro: a chamada "Escola sem Partido". Assista aqui alguns dos momentos mais quentes da discussão e, na sequência, a íntegra do debate transmitido ao vivo nas redes sociais (inclusive as falhas no áudio são da transmissão original da Câmara Municipal).

De um lado, representantes do movimento estudantil tradicional (UNE, União Nacional dos Estudantes; e UPES, União Paulista dos Estudantes Secundaristas). Do outro, integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), defensores do Projeto de Lei 222/2017, de autoria do vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), que propõe basicamente a "neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado".

O debate foi conduzido pelo próprio autor do projeto, que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Participaram, além de Fernando Holiday, o vereador Alfredinho (PT); Carina Vitral, presidente da UJS (União da Juventude Socialista) e ex-presidente da UNE; Arthur do Val, youtuber do MBL e do canal Mamãefalei; Kim Kataguiri, líder nacional do MBL; e Emerson Santos, o Catatau, presidente da UPES.

O projeto "Escola Sem Partido", se aprovado, determina que "o Poder Público não se imiscuirá na orientação sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer o desenvolvimento de sua personalidade em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da teoria ou ideologia de gênero".

 Na sala de aula, no exercício de suas funções, decreta que o professor "não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias; não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas."

Ufa! No sábado passado, o programa Zorra Total, da Rede Globo, fez uma esquete ironizando o Movimento Escola Sem Partido (assista). A cena se passa em uma escola pública onde uma professora (Maria Clara Gueiros) apresentava um problema básico de matemática até ser interrompida por um vereador (Otávio Müller), que a acusa de estar "doutrinando" os alunos com uma "ideologia esquerdista".

A voz, a vida e a poesia de Conceição Evaristo: Consciência Negra no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, e homenageia a escritora mineira Conceição Evaristo. Aos 70 anos, ela é um dos nomes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea. Oriunda da favela e militante do movimento negro, ela compõe sua obra com base no que chama de “escrevivência”, ou a escrita que nasce do cotidiano e das experiências vividas. Em seus romances, contos e poemas, a autora explora sobretudo o universo – a realidade, a complexidade, a humanidade – da mulher negra. Assista.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Acredito. Renova Brasil, Agora!

O título acima é um trocadilho óbvio com os nomes dos três principais movimentos eleitorais surgidos para as eleições de 2018: Acredito, RenovaBR e Agora! - todos eles citados por Luciano Huck como alternativas para a renovação da política, base de lançamento para candidaturas independentes espalhadas pelo país e talvez dele próprio à Presidência da República.

A imprensa tem especulado. Partidos se assanham. As redes sociais repercutem para o bem e para o mal. Afinal, Luciano Huck vai mesmo ser candidato à Presidência da República em 2018? O que você acha? Pelo #ProgramaDiferente tenho conversado sobre esta possibilidade com gente que em tese - além do próprio Huck, que terá uma decisão pessoal pela frente - pode nos informar sobre o assunto: os representantes dos "movimentos cívicos" ligados ao apresentador.

Nada parece definido, até porque não deve mesmo haver uma resposta simples: largar um dos maiores salários da televisão brasileira, num programa que vem dando certo, com patrocínios e merchans milionários, para entrar de cabeça no caldeirão da política, cheia de ingredientes nocivos e sabores indigestos? Ter a sua vida privada e empresarial esmiuçada, expor a família (uma mulher igualmente famosa e três crianças) a constrangimentos e trocar a vida de celebridade pelas obrigações e responsabilidades de um homem público?

Como qualquer assunto hoje em dia, a eventual entrada de Luciano Huck na política também desperta ódios e paixões. É preciso avaliar esse indisfarçável interesse com equilíbrio e sensatez, tanto do ponto de vista do empresário-apresentador quanto das legendas que já se oferecem (com "tapete vermelho", como publicam os jornais) para essa espécie de "bar-mitzvá" político, cerimônia que pode inserir o jovem bon vivant como um membro maduro na comunidade partidária.

Não me alinho automaticamente nem entre aqueles que já o incensam como salvador da pátria, nem entre os que o mandam vender sabão, malcriação típica dos haters virtuais e criadores de memes, com farta matéria-prima para criticar as eventuais pretensões eleitorais de Luciano Huck, garoto-propaganda de sabão em pó a carro japonês e associado a quadros televisivos com nomes sugestivos para a zoeira, como Lata Velha, Lar Doce Lar, Herói Por Um Dia, Árvore dos Desejos, Encontrar Alguém, Quando Você Menos Espera, Quem Quer Ser Um Milionário ou Visitando o Passado.

Se Luciano Huck quer verdadeiramente ressignificar a política, seja como protagonista nas urnas ou influente mecenas eleitoral através do apadrinhamento de candidatos e movimentos, terá como primeiro desafio exatamente o de se diferenciar dos velhos políticos, partidos e marqueteiros que apresentam seus "produtos" como quem vende sabão em pó. Basta dos mesmos vícios. Se é para errar, vamos ao menos cometer erros novos, tentando acertar.

Neste caldeirão de partidos e movimentos cívicos, a receita é simples. Inovar não é inventar. Basta seguir o trivial da boa política, sem fórmulas mágicas: ética e transparência, com essência republicana e aroma democrático. Só não pode misturar o sabão em pó da velha política, que faz uma espuma danada mas é ineficaz na limpeza pesada que o Brasil precisa.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Cristovam Buarque anuncia licença do Senado e pré-candidatura à Presidência da República pelo PPS



O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), presidente do Conselho Curador da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), anunciou em plenário nesta segunda-feira, 13 de novembro, uma licença de 120 dias do seu mandato no Senado Federal para viajar o Brasil como pré-candidato à Presidência da República.

A partir de 1º de dezembro, ele explicou que pretende percorrer o país para “ouvir o povo” a respeito de uma possível candidatura na eleição de 2018 e analisar a possibilidade de pleitear a indicação do PPS, na convenção eleitoral do próximo ano, para disputar o Palácio do Planalto.

O #ProgramaDiferente mostra com exclusividade o vídeo que ele gravou para os integrantes do movimento #BrasilEmFrente #CristovamPresidente e também o pronunciamento que fez no Senado, com as intervenções dos senadores Reguffe (DF, sem partido) e Roberto Muniz (PP/BA). Assista.

João Doria afirma que até o final do ano a Câmara terá aprovado 100% das privatizações do seu programa



O prefeito João Doria afirmou que "não é fácil convencer a Câmara Municipal de São Paulo, colocar em votação e aprovar" o seu programa de privatizações, mas garantiu que "com certeza" até o final deste ano estará aprovada "100%" a venda do Complexo do Anhembi, do Autódromo de Interlagos e o restante do pacotão apresentado como promessa de campanha. "Mas, escute, registre, nós vamos vender, nós não vamos fazer concessão. Vender!", fez questão de frisar. Assista.

"É um enfrentamento diário", garantiu. "É um enfrentamento na Câmara, é um enfrentamento de promotoria, Tribunal de Justiça. Mas se alguém pensa que eu desisto diante de alguma dificuldade, está enganado. Coloque mais dificuldade que aumenta a minha vontade." 

O #ProgramaDiferente acompanhou nesta segunda-feira, 13 de novembro, em São Paulo, o 4° Fórum Liberdade e Democracia, que contou com a participação do prefeito João Dória e dos presidentes das filiais brasileiras de megaempresas globais como o Google, o Santander e a Amazon. O tema foi "A Era da Disrupção", ou seja, de inovações que rompem paradigmas e de como estas iniciativas podem melhorar a vida das pessoas e readequar a relação dos cidadãos com seus governos.

De caráter "ultraliberal", como anunciam seus organizadores, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) é composto basicamente por jovens de 20 a 35 anos, entre empreendedores, fundadores de empresas de tecnologia, políticos e entusiastas do liberalismo, que buscam caminhos "para uma sociedade mais próspera, democrática e livre". Veja mais aqui.

Mas a estrela do evento foi mesmo o prefeito João Doria, presidenciável de dez entre dez participantes, que recebeu uma premiação do IFL (veja aqui) e retribuiu com uma palestra incensando o neoliberalismo, valorizando as suas próprias realizações e anunciando as privatizações na cidade como carro-chefe destes 10 meses de gestão. Falou como candidato, chamou Lula de sem-vergonha e Sergio Moro de herói. Assista aqui a íntegra da palestra.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

João Doria é a estrela do 4º Fórum Liberdade e Democracia, que reuniu "ultraliberais" com os gigantes Google, Amazon, Uber, Easy Taxi e Santander



O #ProgramaDiferente acompanhou nesta segunda-feira, 13 de novembro, em São Paulo, o 4° Fórum Liberdade e Democracia, que contou com a participação do prefeito João Dória e dos presidentes das filiais brasileiras de megaempresas globais como o Google, o Santander e a Amazon.

O tema do evento neste ano foi "A Era da Disrupção", ou seja, de inovações que rompem paradigmas e de como estas iniciativas podem melhorar a vida das pessoas e readequar a relação dos cidadãos com seus governos.

De caráter "ultraliberal", como anunciam seus organizadores, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) é composto basicamente por jovens de 20 a 35 anos, entre empreendedores, fundadores de empresas de tecnologia, políticos e entusiastas do liberalismo, que buscam caminhos "para uma sociedade mais próspera, democrática e livre".

A estrela do evento foi mesmo o prefeito João Doria, presidenciável de dez entre dez participantes, que recebeu uma premiação do IFL (veja aqui) e retribuiu com uma palestra incensando o neoliberalismo, valorizando as suas próprias realizações e anunciando as privatizações na cidade como carro-chefe destes 10 meses de gestão. Assista aqui a íntegra da palestra.

Outros destaques foram os CEOs do Google, Fábio Coelho, e da Amazon, Alex Szapiro, num bate-papo mediado pela jornalista Mônica Waldvogel, que contou também com o fundador do Easy Taxi, Tallis Gomes, e com o diretor de políticas públicas da Uber, Daniel Mangabeira. Assista aqui.

Você acompanha ainda a fala do presidente do IFL, Miguel Furian Campos, e do fundador do Instituto, o empresário David Feffer, do Conselho de Administração do Grupo Suzano, seguido pelo primeiro painel de debates, que tratou das chamadas "fintechs", empresas que buscam fazer um trabalho inovador na área de serviços financeiros e tecnológicos, com apresentação da jornalista Madeleine Lacsko. Veja aqui.

Os 50 anos da Tropicália no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre os 50 anos do Tropicalismo. Movimento libertário que revolucionou a cultura brasileira, com influência na música, nas artes, no teatro, no cinema, na moda, na política e no comportamento de toda uma geração. A Tropicália completa meio século e continua atual. Vale ouvir Caetano, Gil, Tom Zé, Gal Costa, Os Mutantes e outros artistas que fazem a nossa história desde os anos 60. Assista.

Afinal, Luciano Huck vai ser candidato em 2018? O que dizem os movimentos ligados ao apresentador?



A imprensa tem especulado. Partidos se assanham. As redes sociais repercutem para o bem e para o mal. Afinal, Luciano Huck vai mesmo ser candidato à Presidência da República em 2018? O que você acha? Conversamos sobre esta possibilidade com gente que em tese - além do próprio Huck, que terá uma decisão pessoal pela frente - pode nos informar sobre o assunto: os representantes dos "movimentos cívicos" ligados ao apresentador.

São grupos de jovens independentes que tem surgido e são mencionados pelo próprio Luciano Huck como alternativas eleitorais para a renovação da política. Conversamos com eles: Leandro Machado e Ademar Bueno, do Movimento Agora! e da RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade); Izabella Mattar, do RenovaBR; Alessandra Monteiro e Bruno Santos, do Acredito!; além de Guilherme Coelho, do Minha Sampa; dos organizadores da Virada Política, Ricardo Borges Martins e Pedro Kelson; e da vereadora Soninha Francine, do PPS. Assista.

sábado, 11 de novembro de 2017

Tem #ProgramaDiferente na #ViradaPolítica



"A Política é importante demais para ser deixada apenas nas mãos dos políticos". Este é o tema da quarta edição da #ViradaPolítica, que acontece neste fim-de-semana em São Paulo e em outras onze cidades brasileiras com o objetivo de reunir cidadãos, ativistas e movimentos sociais para discutir inovações e buscar aproximar a população de seus representantes no poder público. O #ProgramaDiferente acompanhou a abertura do evento, realizado pela primeira vez na Câmara Municipal de São Paulo.

Conversamos com os organizadores da Virada Política, Ricardo Borges Martins e Pedro Kelson; com o diretor da Escola do Parlamento, Humberto Dantas; e com representantes de diversos movimentos que tem surgido com a pauta de renovação da política a partir das eleições de 2018: Leandro Machado e Ademar Bueno, do Movimento Agora! e da RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade); Izabella Mattar, do RenovaBR; Alessandra Monteiro e Bruno Santos, do Acredito!; e Guilherme Coelho, do Minha Sampa.

Uma das novidades deste ano foi o "Flertaço", um experimento para colocar frente a frente vereadores de vários partidos e cidadãos paulistanos. Olho no olho, eleitores puderam questionar os políticos e ouvi-los. Veja as entrevistas com Soninha Francine (PPS), Sâmia Bomfim (PSOL), Gilberto Natalini (PV), José Políce Neto (PSD), Caio Miranda (PSB) e Eduardo Suplicy (PT), que falam com exclusividade sobre a importância dos novos movimentos e a falência do atual sistema partidário. Assista.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Que Brasil é esse que o mundo vê na COP23?



Apesar do discurso oficial e dos esforços diplomáticos do governo, são evidentes os recuos na política ambiental e os poucos avanços em relação ao Acordo de Paris, que colocam o Brasil em uma situação delicada na Conferência do Clima da ONU (COP23) que está acontecendo na Alemanha.

Isso sem contar as ações constrangedoras que foram noticiadas sobre as negociações do presidente Michel Temer para obter apoio na Câmara dos Deputados e barrar as denúncias de corrupção contra ele e seus ministros, alvos da Operação Lava Jato e da Procuradoria Geral da República.

Assista a íntegra do debate sobre Parlamentarismo com José Serra, Eduardo Jorge e Davi Zaia



O #ProgramaDiferente acompanhou nesta quinta-feira, 9 de novembro, a realização do debate "Vamos falar sobre Parlamentarismo?", realizado pelo Instituto Legislativo Paulista (ILP) e pela Frente Parlamentar Franco Montoro em Apoio ao Parlamentarismo, coordenada na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo deputado estadual Davi Zaia, que é também vice-presidente nacional do PPS. Assista.

O debate contou com a presença do senador José Serra (PSDB), um dos autores da PEC 09/2016, e do ex-deputado federal Eduardo Jorge (PV), autor da PEC 20/1995 - ambas as propostas de alteração da Constituição para adoção de um novo sistema de governo.

Também participaram Alberto Rollo, mestre em Direito do Estado pela PUC-SP e professor de Direito Eleitoral, de Direito Constitucional e de Ética e Disciplina na Universidade Presbiteriana MackenzieNey Prado, presidente da Academia Internacional de Direito e Economia; Luiz Antônio Sampaio Gouveia, mestre pela PUC de São Paulo em Direito Constitucional e especialista na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV e no GVLaw em Finanças e Direito Penal Econômico; e Dircêo Torrecillas Ramos, mestre, doutor e livre docente pela USP.

O objetivo da Frente Parlamentar é promover a reflexão sobre o Parlamentarismo com base na crise atual e em fatos políticos históricos do país. "Criamos a frente motivados por outros apoiadores a promover debates como este, que convidam para um ambiente reflexivo, com tipos de pensamentos diversos sobre o futuro do país e sobre o regime ideal para a atual conjuntura política", explica Davi Zaia.

Veja mais:
#ProgramaDiferente Especial: Franco Montoro e o Parlamentarismo


A TVFAP.net também exibe a íntegra do tema "Presidencialismo, Semipresidencialismo ou Parlamentarismo", dentro do Seminário Reforma Política: Avanço ou Retrocesso?, realizado em outubro pelo IDP (Instituto de Direito Público) de São Paulo, a instituição particular de ensino no ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, com a presença do senador José Serra (PSDB). Assista.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cinco minutos com Luciano Huck sobre política



Cotado como eventual presidenciável em 2018, o apresentador Luciano Huck falou sobre o assunto em uma palestra nesta semana em São Paulo. O tema do evento Connect Samba, com ingressos em torno de R$ 500 a R$ 700, era tecnologia e produção de vídeos na internet, mas o desvio para a política foi inevitável. O #ProgramaDiferente mostra com exclusividade o trecho em que ele nega "neste momento" qualquer candidatura.

"Neste momento da minha vida eu não sou candidato a nada", garantiu Huck, embora tenha complementado: "Mas eu quero e vou me envolver na renovação política do Brasil". Ele afirmou que está "muito ligado" a movimentos como o Agora!, o Acredito e o RenovaBR, além de ter iniciado conversas com diversos partidos. Assista.

Veja também:

João Doria e Luciano Huck: dois presidenciáveis vitaminados

#ProgramaDiferente: Luciano Huck presidente do Brasil?

Um ano do prefeito e presidenciável João Doria no #ProgramaDiferente

Exclusivo: Prefeito João Doria fala abertamente como candidato a Presidente da República em 2018 no #ProgramaDiferente

Alckmin e Freire falam sobre a eleição de 2018 no #ProgramaDiferente

João Doria e Alckmin falam em unidade nas eleições de 2018

João Doria e Huck: dois presidenciáveis vitaminados

Se você ouvir falar em "complexo de João Doria" não se espante: não se trata de nenhuma teoria psicanalítica daquelas criadas por Freud e inspiradas nas tragédias gregas, mas de uma criação do empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. Um complexo vitamínico inspirado no amigo, prefeito de São Paulo e presidenciável João Doria: o kit "Doriavit".

É mais uma injeção de ânimo nas pretensões eleitorais de Doria para 2018: Sidney Oliveira já havia bancado patrocínio internacional da marca "Cidade Linda" nos jogos da Seleção de Tite.

Agora associa uma nova linha de produtos da sua rede de farmácias ao ritmo empregado pelo prefeito para se mostrar um gestor infalível e trabalhador incansável. O que começou como brincadeira virou coisa séria e está à venda em três versões: "vitality", "energy" e "memory".

Vereadores, secretários municipais e auxiliares do prefeito vem recebendo como brinde os produtos que nas farmácias custam entre R$ 44,95 e R$ 64,95 - como inspiração para "aguentar o tranco".

O mimo que circula entre os apoiadores de João Doria é o kit completo, que vem numa embalagem de luxo, daquelas que lembram bombons importados. Alô tucanos e meninos do MBL: o kit também pode ser comprado na Ultrafarma por R$ 164,00.

Outra associação bem-humorada é inevitável: além do "vitaminado" João Doria, outro presidenciável tem coincidentemente o seu nome associado a propagandas de complexos vitamínicos.

O apresentador Luciano Huck, novo queridinho de quem busca um Salvador da Pátria para 2018, é garoto-propaganda da marca Centrum.

Porém, veja só, Huck vale mais que Doria: um frasco com 60 cápsulas da sua vitamina sai hoje, na própria Ultrafarma, por R$ 92,68. E a procura - dizem os vendedores - tem sido bem maior. :-)


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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vereadores de São Paulo caminham na contramão da transparência ao esconder salários de assessores

Pegou mal, hein, senhores vereadores: toda a imprensa falando que a Câmara Municipal de São Paulo "esconde os salários de servidores em site oficial".

Enquanto a sociedade cobra mais ética e transparência, o Legislativo paulistano apaga os nomes de seus funcionários da lista com salários divulgada em sua página oficial da internet.

Numa decisão pra lá de questionável, a Mesa Diretora da Câmara decidiu simplesmente omitir os nomes dos servidores na página dos "salários abertos", uma conquista inegável de controle social, cidadania e democracia, que vinha funcionando bem há anos.

Agora só aparece a numeração da matrícula de cada servidor ao lado dos vencimentos, praticamente impossibilitando ligar os valores mensais à identidade dos funcionários, a não ser que se faça um trabalho de investigação através das publicações do Diário Oficial.

A medida vai na contramão da Lei de Acesso à Informação e também de órgãos públicos de outras esferas, como a própria Prefeitura e o Governo do Estado, que divulgam dados detalhados.

Por outro lado, segue o contestado modelo adotado pela Assembleia Legislativa de São Paulo – que só divulga a matrícula ao lado dos salários, num retrocesso inimaginável a essa altura em que a população se torna tão mais participativa com os dados disponíveis nas redes.

A assessoria de imprensa da Câmara afirmou que a mudança foi decidida "após pedido do sindicato dos funcionários municipais da Casa e análise jurídica do caso".

A decisão atende, portanto, à solicitação do Sindlex (o sindicato dos servidores da Câmara e do Tribunal de Contas do Município), que alega estar preocupado com a segurança dos funcionários. Uhum!

Obrigado, senhores vereadores, a cada ato (ou omissão) está mais justificada a necessidade de existirem trabalhos como estes do Câmara Man, para trazer informações que vocês insistem em esconder e para abrir definitivamente  a caixa-preta da política brasileira.

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O trust do Meirelles e os trastes de Michel Temer

Se não bastassem todos os trastes pendurados no governo federal com foro privilegiado, a começar pelo presidente Michel Temer e seus ministros mais chegados (que a Procuradoria Geral da República qualificou como "quadrilhão do PMDB"), agora a bola da vez é Henrique Meirelles, que vinha surfando na marolinha de índices positivos da economia brasileira e já aparecia até como possível presidenciável diante da mediocridade de opções vinculadas aos atuais inquilinos do poder.

Pois agora o ministro da Fazenda foi flagrado pela investigação Paradise Papers como dono de uma fundação num paraíso fiscal. Para quem acompanhou a derrocada do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), não há como evitar a comparação: assim como o deputado preso, Henrique Meirelles (PSD) também alega ter contratado um trust para gerir sua herança. 

O ministro afirma que a situação da "Sabedoria Fundation", sediada nas Bermudas, é regular e todas as contribuições foram declaradas à Receita Federal. Segundo nota oficial de sua assessoria, Meirelles informa que se trata de uma fundação filantrópica, gerida de maneira independente e autônoma por um conselho curador. “Foi criada com a única finalidade de receber parte da herança do sr. Henrique Meirelles, quando ele falecer, para aplicar esses recursos em atividades beneficentes no setor de educação no Brasil.”

Sobre o fato de a fundação ter sido criada em outro país, a assessoria informa que ela foi constituída quando Meirelles dirigia uma organização internacional e morava nos Estados Unidos. “Os advogados de Meirelles eram americanos e trabalhavam habitualmente com aquelas jurisdições.”

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