quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Esquerda x direita no #ProgramaDiferente: novas pautas e velhos preconceitos neste Fla-Flu atual



O #ProgramaDiferente joga luz naquilo que se convencionou chamar de Fla-Flu, a tradicional polarização entre esquerda e direita, que se acentuou nas ruas e nas redes, com novas pautas mas velhos preconceitos, além de embates marcados pelo ódio e pela intolerância. Num ano que tem tudo para acirrar ainda mais as rivalidades, estamos propondo mais diálogo, equilíbrio e bom senso entre iguais e diferentes. Assista.

Ao acompanhar duas manifestações políticas opostas, marcadas para o mesmo local e o mesmo horário, separadas apenas pelas duas pistas da Avenida Paulista, e ouvir algumas personalidades que acentuam essa polarização na mídia, registramos cenas explícitas de insensatez. É um tema preocupante e emergente, que exige um debate mais aprofundado.

A reportagem também ajuda a entender o que é e quais são as pautas conservadoras do Movimento Brasil Livre ao entrevistar com exclusividade Kim Kataguiri, coordenador nacional do MBL, e o vereador paulistano Fernando Holiday, eleito aos 20 anos pelo DEM com apoio deste Movimento.

Como contraponto a essa nova direita de tendência mais liberal que tem atraído os jovens nas redes sociais, você assiste ao discurso cheio de ranço, ódio e radicalismo de dois dos expoentes mais reacionários e antidemocráticos da política nacional: o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro e o pastor evangélico Silas Malafaia.

Veja também uma explicação primorosa do médico Drauzio Varella sobre homossexualidade, as opiniões do MBL sobre a "cura gay" e o boicote à exposição "Queermuseu", promovida e posteriormente interrompida pelo Santander no ano passado, e uma apresentação na Avenida Paulista do polêmico cantor Johnny Hooker, manifestante declarado dos direitos LGBT.

Veja também:

"Por um mundo sem muros" abre a 4ª temporada do #ProgramaDiferente

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Câmara de São Paulo espera definição dos presidentes das comissões permanentes e vive expectativa da candidatura do prefeito João Doria

Passado o recesso de janeiro e a pausa para o Carnaval, a Câmara Municipal de São Paulo começa ainda em ritmo desacelerado os trabalhos para o ano de 2018.

O assunto do momento, que pode se arrastar por mais uma semana se não houver entendimento das bancadas, é a composição das comissões permanentes da Casa. A eleição dos presidentes e vices está prevista para quinta-feira, dia 22 de fevereiro, a partir das 15h, de meia em meia hora.

Nos bastidores, a expectativa da base é pela confirmação da candidatura do prefeito João Doria ao Governo do Estado, o que fará do vice Bruno Covas o novo prefeito de São Paulo pelos próximos dois anos e nove meses.

As sessões extraordinárias - ocasião em que são discutidos e votados os projetos dos vereadores e do Executivo - deverão ser convocadas apenas para o início de março. Projetos polêmicos como a previdência dos servidores municipais, a implementação do pacote de privatizações da Prefeitura e alterações pontuais na lei de zoneamento são tópicos que devem mobilizar as conversas pelas próximas semanas. Também o tema das futuras CPIs depende de acordo. (Câmara Man)

Leia também:

Movimento Agora! assina carta-compromisso com o PPS para lançar candidatos no país inteiro em 2018


O PPS e o Movimento Agora! oficializam nesta terça-feira, 20 de fevereiro, em Brasilia, uma parceria política para abrigar as candidaturas e integrar ao partido membros deste grupo, no país inteiro, com o objetivo de participar das eleições de 2018, principalmente com nomes à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.

A princípio, será assinada uma carta-compromisso que estabelece uma espécie de dupla militância daqueles que se filiarem ao PPS: eles passam a ter voz e voto no partido, sem perder a sua autonomia e a sua independência como integrantes do Movimento Agora! Além disso, será estabelecida uma agenda comum de princípios e de políticas públicas.

O mesmo ocorrerá também com integrantes do Livres, movimento liberal pela renovação e modernização da política, que vinha sendo gestado no PSL e se desligou daquele partido após um surpreendente acordo de gabinete anunciar a filiação do presidenciável Jair Bolsonaro, o oposto de todo o projeto construído até então.

Veja mais informações sobre os novos movimentos cívicos na política:

PPS formaliza convite para que movimentos cívicos ajudem a construir uma nova formatação partidária

Acredito. Renova Brasil, Agora!

De 2013 a 2018: Qual foi o nosso aprendizado?

Tem #ProgramaDiferente na #ViradaPolítica

2013-2018: Nos cinco anos dos movimentos pela renovação da política, o Brasil fará o teste nas urnas

PPS manifesta solidariedade ao movimento Livres

Possibilidade da candidatura de Luciano Huck coloca em debate o tema da renovação da política

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Possibilidade da candidatura de Luciano Huck coloca em debate o tema da renovação da política

A simples possibilidade de lançamento da candidatura presidencial do apresentador Luciano Huck colocou no centro do debate o tema da renovação da política e a crise do atual sistema eleitoral e partidário.

Parece um bom momento para refletirmos sobre o futuro da nossa política, conhecendo argumentos de todos os lados.

Leia bons artigos e opiniões que tratam do assunto:

Carlos Fernandes: Tudo que é novo é melhor?

O vazio que precede Huck permanecerá

Agora, sim: 2018

FHC: Candidatura de Huck seria boa para o Brasil, para arejar e botar em perigo a política tradicional

De negação em negação, Huck fez bem em desistir

De 2013 a 2018: Qual foi o nosso aprendizado?

Correntes do PPS resistem à entrada de Luciano Huck no partido

Vai, Luciano Huck! Representa esta nossa geração!

Vai, Luciano Huck! Representa esta nossa geração!


Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
e desejar profundo
Você será capaz 
de sacudir o mundo
Vai! Tente outra vez!
(Raul Seixas)


Tenho 46 anos, assim como Luciano Huck. Sou pai de uma filha de 21, terminando a faculdade. Ele é pai de três filhos, crianças ainda. Somos jornalistas. Estagiamos em publicidade. Não nos conhecemos. Ou melhor, ele não me conhece. Temos a mesma idade e aparentemente os mesmos anseios, a mesma curiosidade pelo mundo, a mesma vontade de aprender e o mesmo objetivo sincero de impactar positivamente na vida das outras pessoas.

A notícia do dia é que Luciano Huck desistiu de se candidatar à Presidência da República. Outra vez. Aliás, é a "não notícia", até porque ele nunca se colocou abertamente como candidato. Era uma possibilidade aventada pela imprensa e conversada entre amigos próximos e algumas lideranças significativas de partidos políticos e movimentos cívicos - estes que eu e Luciano frequentamos e botamos fé para ajudar a mudar o Brasil.

Pausa para os comerciais. Acompanho Luciano Huck à distância, por essas coincidências que a vida nos impõe. Aos 20 anos de idade, Luciano Huck fez um estágio na agência W/Brasil, do publicitário Washington Olivetto. Depois, estagiou na DM9 de Nizan Guanaes. Eu, com 17, concluí meu curso técnico com um trabalho sobre ambos, gênios da publicidade há décadas. Bebemos da mesma fonte.

Ele abriu o bar Cabral, eu frequentei. Trabalhou na 89 FM, a Rádio Rock, eu ouvia. Escreveu na Playboy, eu assinava. Teve coluna no Jornal da Tarde, eu lia e amava o JT. Apresentou o Circulando na TV Gazeta, eu assistia. Isso tudo com vinte e poucos anos. Século e milênio passados, da geração anterior a esta que já nasceu postando nas redes sociais.

Em 1996, estreou o Programa H, na Band. Eu casei. Fui pai. Em 1999, ele assinou com a Globo para apresentar o Caldeirão do Huck. Eu me filiei ao PPS no mesmo dia, uma coisa até então impensável na minha cabeça de jornalista que se pretendia 100% isento e imparcial. Bobagem. Demora mas a gente descobre que nada nem ninguém é 100% isento e imparcial. Precisamos defender posições.

Como apresentador, empresário, cidadão, pai de família, Luciano Huck não é isento nem imparcial. Tem lado. E que bom que tenha! Faz bem para o seu público e dá esperança renovada ao país. Não por acaso, desponta com potencial de ampliar o seu papel de influenciador midiático para se tornar de fato uma nova liderança política, social, ética, comportamental, geracional.

Em quatro artigos publicados na Folha - 'Estou aqui' (14/05/2017), 'Tá ligado?' (28/08/2017), 'Tempos e movimentos' (18/10/2017) e finalmente 'No rumo' (27/11/2017) - expõe de modo didático e sintético o que pensa do Brasil e do protagonismo que a nossa geração deve assumir. Suas ideias repercutiram. Passaram a aglutinar gente que pensa e deseja o mesmo para o Brasil. (Leia: Acredito. Renova Brasil, Agora!)

Faz nove meses que o nome de Luciano Huck começou a ser gestado como possível candidato a presidente da República. A semente foi plantada por Fernando Henrique Cardoso em uma entrevista à Folha de S. Paulo no dia 8 de maio do ano passado.

O título era: "Ainda é cedo para 2018, mas Doria e Luciano Huck são 'o novo', diz FHC". O texto, reproduzido ipsis litteris da Folha, começava exatamente assim: "Principal referência do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz ser ´muito cedo´para falar em candidaturas ao Planalto em 2018, mas considera que hoje ´o novo´ no cenário político é representado por figuras como o prefeito paulistano, João Doria, e o apresentador de TV Luciano Huck."

Assim nascia a possível candidatura de Luciano Huck para a sucessão de 2018. E a matéria, assinada pelo repórter Igor Gielow, prosseguia:
Doria surge naturalmente na conversa, já que é estrela emergente no PSDB por ter alta popularidade e não estar associado à Operação Lava Jato como seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin (SP), ou o senador Aécio Neves (MG). 
Citados em delações, os até então presidenciáveis do tucanato viram suas intenções de voto derreterem. O PSDB também perde pela associação ao impopular Temer. Já o nome de Huck, amigo de FHC, foi semeado pelo ex-presidente de forma quase fortuita. Se ele o fez para germinar ou para dividir atenção com o prefeito paulistano, o tempo dirá. 
O apresentador da Globo já disse que está na hora de "sua geração" chegar ao poder, mas não confirma pretensões eleitorais e até aqui não está filiado a nenhuma agremiação.
O primeiro artigo de Huck na Folha, em maio de 2017, começava com a seguinte frase, emblemática: "Não, não sou candidato a presidente da República". Nove meses depois, tentando botar um ponto final na onda de sondagens e especulações, ele repete como decisão irrecorrível: "Não, não sou candidato a presidente da República."

Afinal, Luciano Huck, por que não? É a hora da nossa geração! 

A intenção desse texto - tão pouco jornalístico e intencionalmente personalista - é justamente provocar uma resposta, uma reação, um repensar. Movimentos coletivos são necessários para discutir ideias, conectar pessoas, apoiar causas. Mas os grandes momentos da nossa história muitas vezes nascem das decisões individuais, das reflexões solitárias, da coragem pessoal e da ação inspiradora de grandes líderes.

Como você mesmo pontuou, Luciano, pode ser o momento exato, único, certo, de usar a visibilidade e o crédito que você conquistou com muito trabalho para apontar a direção que entendemos ser a melhor para o conjunto. Para liderar. Enfim, como descobrir o compromisso de cada um de nós com o nosso destino sem arriscar, empreender, criar, acreditar, agir e transformar?

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Por um mundo sem muros no #ProgramaDiferente



Abrindo a temporada de 2018, o tema do #ProgramaDiferente desta semana é "Por um mundo sem muros". Seja por razões políticas, econômicas, religiosas ou sociais, o mundo ainda é dividido por muros visíveis e invisíveis, mas igualmente intransponíveis. Pela derrubada desses muros entre ricos e pobres, brancos e negros, direita e esquerda, conversamos com o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), autor do livro "Mediterrâneos Invisíveis", e buscamos exemplos pelo mundo desta segregação insustentável. Assista.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

PPS manifesta apoio à Renata Bueno na reeleição para a Câmara dos Deputados da Itália

No próximo dia 4 de março acontecem na Itália as eleições para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República. No exterior, os cidadãos italianos que têm residência permanente, como aqui no Brasil, podem participar das eleições votando por correspondência em candidatos específicos das respectivas listas eleitorais destes países.

Primeira brasileira eleita para a Câmara de Deputados da Itália, a dirigente nacional do PPS, Renata Bueno, filha do deputado federal Rubens Bueno (PPS/PR), é novamente candidata ao Legislativo italiano. Ela foi eleita pela primeira vez em 2013, por eleitores da América do Sul, para representar os italianos e cidadãos com dupla cidadania que residem na região.

A Itália tem um dos poucos parlamentos do mundo que elege cidadãos residentes no exterior. No total, a América do Sul vai escolher quatro deputados e dois senadores. No Brasil há cerca de 350 mil pessoas que reúnem as condições para votar em 2018. São Paulo, com 115 mil eleitores, é o maior colégio eleitoral do país, seguido pelo Paraná e por Santa Catarina

Antes de ser eleita em 2013, Renata Bueno já tinha experiência parlamentar no Brasil após um mandato como vereadora em Curitiba. Em seu primeiro mandato na Itália, ela atuou em temas importantes para os dois países como a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no escândalo do mensalão, e também no processo para entrada em vigor do acordo de reconhecimento recíproco da carteira de habilitação entre os dois países. Atuou ainda em parcerias nas áreas de Defesa, Cultura, entre outros assuntos. Leia mais.

A brasileira disputa o cargo por uma lista cívica popular (Civica Popolare), encabeçada pela ministra da Saúde, Beatrice Lorenzin, e que conta com o apoio do Movimento Passione Itália. Tem direito a voto - que é facultativo - todos os italianos e cidadãos com dupla cidadania que moram na América do Sul. Com dupla nacionalidade, Renata Bueno morou quatro anos na Itália antes de ser eleita deputada em 2013. Lá fez pós-graduação e mestrado, além de cursos na área de Direitos Humanos.

A candidata ressalta a importância da eleição de um brasileiro pois, devido ao processo histórico de migração, existem muitos pontos de interesse em comum entre o Brasil e a Itália. Lembra ainda que o PPS tem esse perfil internacionalista muito forte em sua atuação política e na sua história, desde o surgimento do PCB.

“A Argentina, por exemplo, é muito organizada com relação à política italiana, mas aqui no Brasil nós não eramos muito organizados. Com a minha eleição, essa situação começou a mudar. A eleição de uma brasileira para o parlamento italiano chamou a atenção da comunidade residente no país, que passou a se interessar mais pelo processo eleitoral e pela política italiana. Espero continuar esse trabalho para sacramentar cada vez mais a parceria entre os dois países”, afirmou Renata Bueno.

Como votar na eleição italiana

Para votar na candidata brasileira, o eleitor deve marcar um “X” no símbolo da CIVICA POPULARE e ao lado escrever de forma legível o nome de Renata Bueno. Vencerá a eleição quem tiver o maior número de votos pela lista cívica. Desde 2006, a Itália abre espaço para candidaturas de representantes de outros países.

Cada eleitor residente no exterior receberá um envelope contendo: uma folha informativa que explica como votar, o certificado eleitoral, a cédula eleitoral (duas para quem, tendo já completado 25 anos, pode votar também para o Senado), um envelope pequeno totalmente branco onde inserir a cédula votada, um envelope selado endereçado ao mesmo escritório consular e as listas dos candidatos da própria repartição.

O eleitor, utilizando o envelope selado e seguindo atentamente as instruções contidas na folha informativa, deverá reenviar rapidamente as cédulas eleitorais votadas, de modo que possam chegar ao Consulado impreterivelmente até às 16 horas do dia 1º de março.

O eleitor que até o dia 19 de fevereiro não tenha ainda recebido o envelope eleitoral, poderá dirigir-se ao próprio Consulado para verificar a sua situação eleitoral e eventualmente solicitar um envelope duplicado.

Apoio cívico no Brasil

Diversos parlamentares e lideranças políticas do PPS no país inteiro, como o senador Cristovam Buarque e a vereadora paulistana Soninha Francine, declaram apoio à Renata Bueno para a Câmara dos Deputados e ao jornalista Fernando Mauro Trezza, presidente da Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo, para o Senado da República.

A deputada federal Pollyana Gama e o deputado estadual Davi Zaia em São Paulo, por exemplo, não só apoiam como trabalham firmemente pela reeleição de Renata Bueno, acompanhando a candidata na Assembleia de São Paulo, colocando os dois gabinetes à disposição e fazendo contatos com deputados, prefeitos e vereadores em vários municípios do Estado.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Carlos Fernandes: Tudo que é novo é melhor?

Inovar e renovar na política é sempre bom, mas estes não são elementos que se sustentam sozinhos.

Não é hora para outsiders. Por mais que algumas incertezas do cenário político ainda façam alguns pensarem que é preciso buscar ‘salvadores da pátria’, esta não é a realidade. Existem sim problemas, mas o país já ensaia passos na direção correta. O momento não pede guinadas em que não se pode precisar nem mesmo a direção.

Tenho defendido o fortalecimento e a união de um campo democrático de centro. A resolução estadual do PPS de São Paulo que aprovamos há pouco corrobora com a importância desta aglutinação. Vemos pensamentos extremados e rasos se fortalecendo e a desunião dos que primam pela democracia e a ética acima de tudo pode dar ainda mais corpo a estas visões perigosas, seja à direta ou à esquerda.

Os partidos precisam sim estar abertos ao diálogo com os movimentos que emergem da sociedade e o PPS tem feito esta lição de casa. Mas isso não quer dizer que devemos colocar de lado histórias políticas consistentes e elevar ao posto de ‘melhor saída’ qualquer uma destas lideranças, por mais conhecida e admirada que ela seja.

O que tem se proposto e aventado na esfera nacional em nada se assemelha ao que vivemos em São Paulo como alguns sugerem. João Doria era um nome novo nas urnas, mas com conhecimento e alguma vida partidária. Filho de deputado caçado pela ditadura, vivenciou a prática política desde cedo. Conseguiu construir em torno de seu nome a maior aliança política da história, além de conquistar o empenho fundamental de grandes nomes do PSDB, incluindo o governador Geraldo Alckmin. A experiência como gestor privado agregou muito sim, mas não é só disso que é feita a sua essência.

Outra comparação ainda menos palpável é com a eleição de Emmanuel Macron. A França é uma democracia muito mais madura do que a nossa. Os franceses vivenciam a prática política de forma muito mais intensa. E o principal, Macron sempre foi um agente político ativo, integrando inclusive o governo anterior ao seu.

O Brasil tem tarefas importantes para cumprir. Reformas de grande relevância vem por aí e não é possível imaginar que um novato vá conduzir com a firmeza necessária negociações difíceis como as que estão na mesa.

Quando tudo caminha para que a gente supere a crise instalada por 14 anos de PT e a justiça faz a sua parte contra a impunidade, vamos começar com fogo amigo?

Acredito que a candidatura de Geraldo Alckmin para a presidência tem se desenhado como a melhor alternativa para representar um campo democrático de centro, capaz de manter o país no rumo correto, construir coesão no parlamento, avançar com as reformar e dar consistência à recuperação econômica do país. Ele já demonstrou essa capacidade no governo de São Paulo, mantendo o estado em pé, com estabilidade financeira, salários dos servidores e serviços à população em dia, enquanto as finanças de outros estados desabam como castelos de cartas.

Luciano Huck é uma grande personalidade. Uma pessoa de bem, que presta ao longo de sua vida grandes serviços à sociedade brasileira. Sua entrada na política partidária só agregaria e muito nos honraria se a sigla for o PPS. Tem articulação e conhecimento sobre seus posicionamentos. Não é um aventureiro. Mas não é também a melhor opção para as eleições nacionais de 2018, por todos os motivos que já discorri por aqui.

Precisamos, enquanto partido, potencializar e alavancar o campo democrático de centro e discurso do ‘novo’ não cabe neste contexto. O PPS deve honrar sua história e fazer o que é o melhor para o Brasil.

Carlos Fernandes é presidente do PPS municipal paulistano, secretário-geral do PPS estadual paulista e prefeito regional da Lapa.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

FHC: Candidatura de Huck seria boa para o Brasil, para arejar e botar em perigo a política tradicional



O conteúdo e a repercussão da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aos jornalistas da Rádio Jovem Pan apenas confirmam que FHC é hoje um observador privilegiado do cenário político nacional e internacional, analista qualificado, afinado com as mudanças e crítico contundente do atual sistema partidário e eleitoral. Assista aqui a íntegra da entrevista.

Sem meias palavras ou papas na língua, com declarações polêmicas, claras e objetivas, FHC fala por exemplo que uma possível candidatura do apresentador Luciano Huck à Presidência da República seria "boa para o Brasil", para "arejar" e "botar em perigo a política tradicional".

O #ProgramaDiferente tem recorrido várias vezes a FHC para nos ajudar a refletir sobre a crise ética e política que enfrentamos. No próximo dia 22 de fevereiro, mais uma vez, o programa estará presente na Fundação FHC para gravar o encontro do ex-presidente com a Roda Democrática, grupo suprapartidário de militantes oriundos das lutas contra a ditadura militar, a ser exibido posteriormente na TVFAP.net e nas redes sociais.


Veja as participações de FHC no #ProgramaDiferente:

FHC e o "algoritmo que rege a política" no #ProgramaDiferente

Com diálogo entre FHC e Cristovam Buarque, #ProgramaDiferente cobre o lançamento do livro "Brasil, Brasileiros - Por que somos assim?"

De Barack Obama a FHC: você vê aqui no #ProgramaDiferente

Posse da nova direção da FAP, a crise institucional e as expectativas para 2017 no #ProgramaDiferente com FHC, Cristovam Buarque e convidados

O Brasil e os 85 anos de Fernando Henrique Cardoso no #ProgramaDiferente

Contra aumento de contribuição da Previdência municipal, servidores anunciam greve no dia 19

O vereador e líder da bancada do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, professor Cláudio Fonseca, que também é presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal), anuncia para o dia 19 de fevereiro uma greve da categoria, além de assembleia e manifestação contra a reforma da Previdência municipal e a implantação da Sampaprev.

O Projeto de Lei nº 621/2016, do Executivo, em tramitação na Câmara, institui na Prefeitura de São Paulo o Regime de Previdência Complementar (RPC), fixando o teto do INSS (R$ 5.645,81) como valor máximo da aposentadoria para os futuros servidores da Prefeitura, e cria a Sampaprev. O projeto também eleva a contribuição ao Iprem de 11% para 14%.

A manifestação e assembleia dos servidores da Educação será realizada em frente à Prefeitura, no viaduto do Chá, a partir das 14 horas da segunda-feira, 19 de fevereiro, e definirá os rumos do movimento. O prolongamento da greve, paralisando o ano letivo nas escolas municipais, é uma possibilidade objetiva.

A proposta de criação do Regime de Previdência Complementar e da Sampaprev foi enviada à Câmara em 2015, pelo então prefeito Fernando Haddad (PT). Por pressão da categoria, com manifestações e greve, foi retirada da pauta em agosto de 2016 e reapresentada pelo ex-prefeito Haddad no último dia do seu mandato. Agora o prefeito João Doria (PSDB) resolveu priorizar a aprovação do projeto.

Segundo o vereador Claudio Fonseca, as mudanças propostas vão prejudicar servidores, aposentados e pensionistas. O líder do PPS disse que, além do aumento da alíquota de 11% para 14%, o reajuste pode chegar a até 18,7% para servidores com maior remuneração.

Ele também afirmou que a possibilidade de previdência complementar se aplica apenas aos futuros contribuintes: “Os atuais servidores, aposentados e pensionistas não poderão contar com a previdência complementar, somente com a suplementar. É preciso compreender que são coisas diferentes.”

Para o presidente do Sinpeem, nos moldes propostos, a reforma fere a Constituição. “Hoje os aposentados que recebem até R$ 5.645,81 têm isenção. Eles contribuem com 11% sobre a parcela que excede esse valor. A proposta do governo mantém a isenção, mesmo que aumente a alíquota para 14%. No entanto, a previdência suplementar incide sobre a faixa de isenção. Então, de forma direta, os aposentados passariam a contribuir, mesmo sendo isentos. Isso é inconstitucional, bem como a cobrança progressiva a partir da alíquota de 14% com base na remuneração do servidor”, afirmou.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Troca-troca na liderança de João Doria na Câmara

Em meio à retomada dos trabalhos em plenário na Câmara Municipal de São Paulo, a novidade é o anúncio do novo líder do prefeito João Doria, o vereador e presidente do diretório municipal do PSDB, João Jorge, substituindo o vereador Aurélio Nomura, que aproveitou a passagem de bastão na liderança do governo para anunciar que será candidato a deputado estadual em outubro.

Como o assunto enveredou para eleições, também o presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM), deixou no ar que pode surgir na urna como candidato em 2018, ressaltando obviamente que não como deputado estadual nem federal, afinal seus dois filhos disputarão a reeleição para os respectivos cargos. Seria candidato a que, então? Senador ou vice-governador? Certo é o desejo de disputar a Prefeitura de São Paulo pelo DEM em 2020. Mas até lá muita água var rolar...

Leis sancionadas

Outro destaque do dia é que o Diário Oficial da Cidade desta quarta-feira, 7 de fevereiro, traz algumas leis de vereadores sancionadas pelo Executivo. Uma das leis que passam a vigorar é a liberação da entrada de animais de estimação em hospitais públicos para visitas a pacientes internados. Veja mais no Câmara Man.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

PPS terá lugar nas duas principais comissões da Câmara de São Paulo em 2018: Claudio Fonseca na Constituição e Justiça, e Soninha em Finanças

O vereador líder do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, Professor Claudio Fonseca, anunciou durante o Colégio de Líderes nesta terça-feira que ele e a vereadora Soninha Francine vão compor as duas principais comissões permanentes do Legislativo neste ano de 2018.

Todos os projetos de autoria do Executivo e dos vereadores tramitam por estas duas comissões: a prioritária, onde se analisa a legalidade e a consitucionalidade das propostas, é a Comissão de Constituição e Justiça, onde estará o vereador Claudio Fonseca; na Comissão de Finanças e Orçamento, está garantida a presença da vereadora Soninha Francine.

Claudio Fonseca: Voz em defesa da educação e dos servidores públicos ainda mais forte na CCJ

Ao assumir uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Claudio Fonseca, que tradicionalmente integra - e no ano passado presidia - a Comissão de Educação, tem como objetivo reforçar ainda mais a defesa dos profissionais da educação e dos servidores públicos no Legislativo paulistano.

Neste ano em que projetos polêmicos e que tratam do dia-a-dia dos servidores estarão em pauta na Câmara, é importante reforçar a voz e o voto da categoria, que é contrária, por exemplo, às mudanças propostas pelo Executivo na Previdência Municipal (o PL 621/16, do prefeito João Doria).

É preciso também ressaltar que todos os projetos do Executivo ou de autoria dos vereadores iniciam a sua tramitação pela CCJ, que é responsável pelo parecer sobre a legalidade e a constitucionalidade de cada um desses projetos de lei.

Ou seja, a atuação do Professor Claudio Fonseca na Comissão de Constituição e Justiça, bem como a sua visão sobre os projetos que dão entrada na Câmara Municipal, será ainda mais abrangente do que já vinha ocorrendo quando atuava na Comissão de Educação.

Ganha o PPS, ganham os servidores públicos e ganha a Educação na cidade de São Paulo com o vereador Caudio Fonseca na CCJ em 2018. Excelente notícia.

De 2013 a 2018: Qual foi o nosso aprendizado?

O tempo passa, o tempo voa, mas a capacidade de aprendermos com a nossa própria história, erros e acertos, parece não ser tão rápida. Já são cinco anos das manifestações de 2013, que levaram milhões de brasileiros às ruas com uma lista de demandas difusas que estavam engasgadas na garganta.

E lá se viam as faixas, camisetas e os cartazes em cartolinas manuscritas exigindo mais respeito, qualidade de vida, melhorias na educação, saúde, transporte, segurança, justiça, contra os abusos de poder e a corrupção, e por uma nova política.

Naquela época, já prevíamos: "Tudo o que se disser agora será pouco e inconclusivo. O fato é que está se escrevendo a nova história do país. Consolidada a democracia, o povo quer mais."

O movimento - que cresceu espontaneamente, pela força das redes sociais, por fora dos partidos e das organizações tradicionais - atingiu o patamar das históricas manifestações pela redemocratização do país, as "Diretas já!" e os "caras-pintadas" que anteciparam o impeachment do presidente Fernando Collor. Não por acaso, desaguou anos depois em outro impeachment, o da presidente Dilma Rousseff.

Governantes foram questionados e desafiados. Todos eles: prefeitos, governadores e a então presidente da República. Acostumados a um raciocínio cartesiano, diziam-se dispostos a "negociar com os líderes do movimento", sem compreender a horizontalidade e o espontaneísmo das manifestações.

Iniciados a partir do Movimento Passe Livre, composto por meia centena de jovens bem articulados que defendiam a "tarifa zero" no transporte público, os protestos que começaram contra os 20 centavos do aumento da passagem escapavam de qualquer controle ou direcionamento político-partidário. Não havia líderes nem liderados. O que tomou conta das ruas foi a indignação do povo.

Todo aquele desabafo coletivo fazia bem para a alma. Hoje, cinco anos depois, teremos a oportunidade de tirar a prova deste aprendizado. Voltaremos às urnas para escolher homens e mulheres para a Presidência da República, para o Congresso Nacional e para os governos dos estados. Será que votaremos melhor? Votaremos diferente?

Daquele movimento espontâneo e embrionário de 2013 surgiram vários outros, estes organizados em torno de pautas bem definidas, que tentam despertar o espírito cívico dos brasileiros e clamam pela renovação da política. E assim nasceram Vem Pra RuaMBL - Movimento Brasil Livre, Agora, RenovaBR, Acredito, Livres, RAPS, Brasil 21Bancada Ativista, Roda Democrática e tantos outros.

As vozes das ruas e das redes ainda ecoam na política nacional. Alguma coisa está acontecendo. Não foi por acaso a repercussão positiva da Operação Lava Jato, nem a quantidade de políticos e empresários poderosos atrás das grades. Se essas mudanças são pontuais ou serão estruturais, culturais, definitivas, ainda não sabemos.

Não se tratava de um protesto motivado por míseros 20 centavos na tarifa de ônibus. O que uniu pessoas tão diferentes entre si foi a indignação e o descontentamento contra os abusos do poder, contra o descaso, contra o(s) governo(s), contra a corrupção, contra a desigualdade, contra a intolerância, contra a injustiça.

A profundidade e a importância dos acontecimentos, como em quase todos os fatos históricos, não saberemos agora, no calor das emoções, mas com o distanciamento crítico e o passar do tempo. Porém, os movimentos estão aí, fazendo a mudança, construindo um novo Brasil, queiram os velhos políticos ou não.

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), líder RAPS (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), editor do Blog do PPS e apresentador do #ProgramaDiferente

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Marchinhas de Carnaval: Gilmar Mendes supera Temer, Lula, Doria, Cunha e Bolsonaro para se tornar o novo "muso" da baixaria nacional em ano eleitoral



O Carnaval é um prato cheio para a crítica social, a ironia, o deboche e a irreverência. Neste ano, como não poderia deixar de ser, a política e os políticos são personagens recorrentes das tradicionais marchinhas carnavalescas.

Mas, além de figurinhas carimbadas como Michel Temer, Lula, Bolsonaro, Eduardo Cunha e João Doria, é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, quem desponta como alvo principal dos foliões politizados de 2018.

O #ProgramaDiferente reúne os melhores hits do momento neste clima de tamanha polarização, abrindo com muito bom humor o ano de eleição, e apresenta o novo "muso" da baixaria nacional. Assista.

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