terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E o Senado por São Paulo, como fica?

Hoje, o Estado de São Paulo é representado no Senado por Eduardo Suplicy (PT), Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (DEM). Suplicy tem mais quatro anos, enquanto Tuma e Mercadante encerram seus oito anos de mandato naquela caixa-preta da República e podem concorrer à reeleição em 2010.

Do eleitorado, pouca gente sabe ao certo para que serve o Senado. Sabem, no máximo, que é a Casa dominada pela quadrilha de José Sarney, o maranhense que é senador pelo Amapá - em mais uma das baixarias que só acontecem na "câmara alta".

Além de equiparar São Paulo ao Acre ou ao próprio Amapá de Sarney, por exemplo, cada um com a mesma representação de três senadores - pois são eleitos representantes do Estado, sem levar em conta a proporcionalidade do número de eleitores, como se faz na Câmara dos Deputados. Para quem se interessar em saber como funciona a ilha de Lost, leia aqui o Regimento Interno do Senado.

Pelas costuras políticas, a situação em São Paulo vai ser a seguinte: o PT virá com Mercadante para a reeleição ou, o que parece hoje mais próvável na base de apoio ao presidente Lula, com Marta Suplicy disputando uma das duas vagas ao Senado em 2010. Nesse caso, Mercadante concorreria ao Governo de São Paulo. Disputando a segunda vaga ao Senado, pelo PSB deve vir o vereador Gabriel Chalita, ex-tucano cooptado pelo lulismo.

Outro vereador paulistano, o pagodeiro Netinho de Paula (PCdoB), também anunciou a pretensão de disputar o Senado. Porém, a tropa de choque petista já se encarregou de oferecer alguma compensação pela desistência. Com isso, fica facilitado o acerto para Paulo Skaf (PSB) ser o candidato a vice-governador de Mercadante, com Marta Suplicy e Chalita ao Senado, e Ciro Gomes fora da disputa paulista.

Na chapa de Serra à Presidência, o caminho pavimentado é de Geraldo Alckmin disputando o Governo, com Guilherme Afif de vice, Romeu Tuma para o Senado e... aqui começa o problema!

O PMDB paulista vai apoiar Serra e Alckmin. Com isso, Orestes Quercia seria o nome para disputar uma das duas vagas ao Senado. Mas, no PSDB, nascido da costela peemedebista, tem gente que não engole Quercia. Assim, Paulo Renato e José Aníbal querem também se lançar à disputa e embolar o meio de campo.

Se DEM e PSDB tiverem candidatos ao Senado, está rompido o acordo com Quercia. No caso do ex-governador desistir da disputa por conta própria, cria-se um novo cenário. Em todo caso, os nomes tucanos parecem meros coadjuvantes. E o PPS, coligado ao PSDB e ao DEM, pode ficar com uma das vagas.

Uma coisa é certa: o Senado tem péssima avaliação do eleitorado, por todos os escândalos ocorridos, violações de painel, troca de acusações e por ser a última morada de personagens da velha política, como Collor e Sarney. Seria gratificante e reconfortante ter um candidato diferenciado no meio da mesmice.

"Senadora Soninha, que tal?", por Christina Lemos

É por essas e outras que cada vez mais gente enxerga em Soninha Francine, lançada pré-candidata pelo PPS ao Governo de São Paulo, uma alternativa consistente para o Senado Federal. Seria o nome, de fato, para abrir e renovar o mausoléu brasiliense.

Pelo último levantamento do Datafolha, Soninha tem mais votos que Mercadante, Tuma e Quercia na capital paulista. No interior, onde é menos conhecida, também está na briga e tem grande potencial de crescimento.

No portal R7.com, da Rede Record, a analista política Christina Lemos trata da possibilidade de Soninha ser lançada ao Senado por São Paulo. Leia abaixo:

Senadora Soninha Francine – que tal?

Em São Paulo, pré-candidata ganha até de Mercadante.

Se o senado anda meio sem sal, carecendo de uma lufada de ar fresco e novas ideias, que tal uma ex-VJ da MTV para espantar o marasmo? Se depender das sondagens de intenção de voto em Soninha Francine (PPS/SP) na capital paulista, as coisas bem que podem se animar por lá.

Soninha é pré-candidata ao governo do estado, com índices de 7% a 9%. Está sendo sondada para vice numa chapa com Geraldo Alckmin. Mas quando o assunto é senado, a ex-vereadora bate os 35% de intenções de voto na capital, superando o petista Aloísio Mercadante, que tenta a reeleição.

Para chegar a Brasília, a socialista, contudo, precisaria melhorar seu desempenho no interior, onde alcança 13% e é menos conhecida. Seu forte é entre os mais jovens: 34% entre os de 16 a 24 anos.

Soninha elegeu-se em 2004 vereadora pelo PT e exerceu o mandato até 2008. Dedicou-se à defesa dos Direitos Humanos dos GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis) e jovens, trabalhou pelo esporte, a cultura e a acessibilidade para deficientes físicos.

Não conseguiu eleger-se à Câmara Federal, nem à prefeitura de São Paulo, já pelo PPS, e terminou com 4,19%.

Quem sabe Soninha não bota para tocar outras baladas no senado, a partir do voto jovem?


Leia também:

Começam a se desenhar os cenários para outubro

Os cenários para o PPS e para Soninha em 2010

Soninha bate PT e Skaf na pesquisa Vox Populi

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vejinha publica foto de Soninha como cicloativista

A subprefeita da Lapa e pré-candidata do PPS ao Governo de São Paulo, Soninha Francine, posou para um calendário de cicloativistas, ou seja, de pessoas que defendem a bicicleta como meio de transporte na cidade.

A Revista Veja São Paulo republicou a foto neste fim-de-semana, prevendo polêmica sobre o assunto na Câmara de São Paulo e nos bastidores da política paulistana.

Aos 42 anos, Soninha é adepta da bicicleta há muito tempo, e esse foi um dos símbolos mais marcantes na sua campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2008. A questão da mobilidade urbana é uma das prioridades de Soninha e do PPS.

Veja mais aqui.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PPS intensifica trabalho da Liderança na Câmara

Reconduzido à Liderança do PPS na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Claudio Fonseca pretende intensificar esse trabalho de assessoria coletiva e suporte à bancada do partido. Em reunião na tarde desta quinta-feira, foram reafirmados os objetivos e as diretrizes da Liderança.

A unidade de ação dos vereadores Claudio Fonseca e Milton Ferreira, assistidos pela direção do PPS, é essencial para o partido na difusão de suas idéias, princípios, projetos e na execução de suas políticas públicas.

Veja aqui a íntegra do projeto de estruturação da Liderança do PPS na Câmara paulistana, implantado com sucesso em 2009 e que será aprimorado no decorrer de 2010.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PPS define líder da bancada e comissões internas

No início do ano legislativo na Câmara Municipal paulistana, começam a ser definidos os líderes das bancadas e indicados pelos partidos os vereadores para compor as comissões permanentes e extraordinárias.

O PPS, em decisão conjunta de seus dois vereadores e da direção municipal, mantém o vereador Cláudio Fonseca na Liderança da Bancada. Também deve ser mantida a participação do professor Cláudio Fonseca na Comissão de Educação e do médico Milton Ferreira na Comissão de Saúde.

Além disso, deve ser oferecido ao PPS o comando de uma Comissão Extraordinária, a ser presidida pelo vereador Milton Ferreira. O acordo foi apalavrado em dezembro, no dia da votação da Mesa Diretora da Câmara para o ano de 2010.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Acompanhe a atuação dos vereadores paulistanos

O Blog da Liderança do PPS acompanha a atuação dos vereadores paulistanos Claudio Fonseca, Dr. Milton Ferreira e a primeira suplente Heida Woo. Leia aqui.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Começam a se desenhar os cenários para outubro

Nem bem começamos fevereiro e todas as expectativas já estão voltadas para as eleições do mês de outubro. No cenário nacional, parece evidente que a disputa terá um tom plebiscitário entre governo (Dilma Roussef) e oposição (José Serra).

As únicas indefinições, ao que parece, recaem sobre a possível candidatura de Ciro Gomes como plano B governista e a escolha dos vices: 1) O governador Aécio Neves aceitará o apelo para ser vice de Serra? 2) Qual nome do PMDB será escolhido para ser vice da chapa de Dilma?

No cenário paulista, tudo parece caminhar para a eleição de Geraldo Alckmin para o Governo do Estado. Isso se não houvesse nada de novo daqui até a eleição, o que pode se confirmar ou não. Mas nem tudo é tão simples. Dentro do próprio ninho tucano existe uma divisão: o grupo do secretário Aloysio Nunes Ferreira - com o reforço do prefeito Gilberto Kassab (DEM) - ainda insiste em colocá-lo na disputa.

Seria um fato inusitado o PSDB abrir mão de Alckmin, com mais de 50% em todas as pesquisas, para lançar Aloysio, que não passa de 2%. Isso quando o nome dele é considerado por algum instituto, pois as últimas pesquisas (Datafolha, Vox Populi) simplesmente o desprezaram.

Não podemos desconsiderar o histórico de Alckmin no partido: impôs seu nome, contra a vontade de Serra, tanto para a corrida presidencial de 2006 quanto para a sucessão municipal em 2008. Seria a hora do acerto de contas do tucanato?

No enfrentamento ao PSDB - que controla o Governo do Estado há 16 anos, desde a primeira vitória de Mário Covas, em 1994 - está o igualmente dividido PT. Parte do partido do mensalão defende uma candidatura própria, outra banda prefere apoiar o paulista Ciro Gomes (sim, por incrível que pareça o "cearense" do PSB é paulista da mesma Pindamonhagaba de Alckmin).

Quem seria o candidato próprio do PT? Talvez o nome com maior potencial de votos seja o renegado Eduardo Suplicy. Mas ninguém em sã consciência no PT admite a hipótese de dar-lhe a legenda. O segundo nome com apelo eleitoral é Aloizio Mercadante, mesmo queimado pela defesa de José Sarney no Senado.

A candidatura de Mercadante para o Governo abre espaço para uma eleição aparentemente tranquila de Marta Suplicy para o Senado - permitindo a composição com o PSB (Paulo Skaf seria um bom vice e Gabriel Chalita o segundo nome ao Senado).

Enquanto PT e PSDB seguem rachados - entre eles e internamente, o PPS tem a definição do nome de Soninha Francine como pré-candidata ao Governo do Estado.

E já que sonhar não custa nada, seria interessante pensar em uma coligação com o PV, por exemplo, assim como ocorrerá no Rio de Janeiro. Lá, o nome forte da coligação - e a melhor alternativa para o Governo - é Fernando Gabeira. Aqui, o diferencial é Soninha. Um bom vice do PV? Que tal Fabio Feldmann? Mas isso é pura especulação...

De concreto, o PPS terá os deputados federais Arnaldo Jardim e Dimas Ramalho disputando a reeleição - com o reforço da candidatura de Roberto Freire para a Câmara. William Woo e Marco Vinício Petreluzzi são nomes cotados para o Senado, ou mesmo para vice de Soninha. E la nave va...

Leia também:
Os cenários para o PPS e para Soninha em 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Rei Momo do Carnaval de São Paulo é do PPS

Rei Momo pela quinta vez, Marco Antonio Rodrigues de Sales, de 45 anos, é veterano no samba paulistano. Ele conquistou o título nos anos 2000, 2002, 2005, 2006 e, agora, em 2010.

Com 1,91 metro e 172 quilos, Sales diz que carnaval é “tudo” para ele. “O samba para mim é religião e o carnaval, paixão”, afirmou.

Guarda civil metropolitano e filiado ao PPS, Sales foi candidato a vereador nas eleições de 2008 e deve repetir a dose em 2012.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Jornal Valor: Em um almoço de verão com Soninha

Clique sobre a reprodução das páginas para ampliar e permitir a leitura da reportagem publicada nesta sexta-feira, 29 de janeiro:

Vereadores do PPS em ação durante o recesso

Mesmo durante o recesso parlamentar, os vereadores paulistanos Claudio Fonseca, Dr. Milton Ferreira e a primeira suplente Heida Woo estão em plena atividade.

Leia no Blog da Liderança do PPS.

Acompanhe e conheça os projetos aprovados, os pronunciamentos, as propostas, a atuação e as idéias da bancada do PPS. É um exemplo a ser seguido por parlamentares de todos os partidos, em todas as grandes cidades brasileiras.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Soninha bate PT e Skaf na pesquisa Vox Populi

Pesquisa Vox Populi/Band, divulgada pelo Jornal da Band, mostra o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) com mais da metade das intenções de voto na disputa pelo governo paulista. Soninha Francine, pré-candidata do PPS, tem 6%, e aparece em terceiro.

Neste cenário, o resultado foi: Alckmin com 58%; Maluf, 12%; Soninha, 6%. Pelo PT, o nome sondado foi Emídio de Souza, com 2%; e pelo PSB, Paulo Skaf, com 1%.

Com o deputado federal Ciro Gomes (PSB) como possível candidato na aliança com o PT, Alckmin atinge 56%; o deputado Paulo Maluf (PP) tem 11%; Ciro, 10%; e a subprefeita Soninha Francine (PPS), os mesmos 6%.

A sondagem não incluiu o senador Aloysio Mercadante e a ex-prefeita Marta Suplicy, petistas também cotados para concorrer ao cargo. Na última pesquisa do Ibope, que considerou a hipótese de Soninha disputar o Senado contra Mercadante, a pré-candidata do PPS ficou à frente do senador petista na Capital.

O Vox Populi ouviu 2 mil entrevistados entre os dias 14 e 17 de janeiro. A margem de erro é de 3,1 pontos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

PPS apóia ato em defesa do Código Florestal

Com apoio destacado dos diretórios de Franca, Ribeirão Preto e de lideranças como Alberto Aggio, Luiz Sérgio Henriques e Marcelo Goulart, o PPS de São Paulo apóia o ato público em defesa do Código Florestal. Leia abaixo o manifesto e convite para o evento:

ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL

Diversas entidades, instituições, organizações e movimentos sociais que compõem o campo democrático da sociedade brasileira promoverão no próximo dia 29 de janeiro, sexta-feira, às 9h00, na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CÓDIGO FLORESTAL.

Tal iniciativa tem como objetivo mostrar à população de nossa cidade, de nosso Estado e de nosso país a necessidade da implementação de todas as medidas de preservação e recuperação ambiental previstas hoje no Código Florestal, dentre elas, a averbação e reflorestamento das reservas legais e a recomposição arbórea das áreas de preservação permanente, medidas essas essenciais ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade, ao conforto climático, à prevenção de tragédias ambientais e ao combate à erosão genética.

O evento servirá como contraponto às iniciativas dos setores mais atrasados do ruralismo brasileiro que, capitaneados pela CNA—Confederação Nacional da Agricultura e pelos deputados federais e senadores da chamada “bancada ruralista”, tentam promover mudanças no Código Florestal, que, se aprovadas, tornariam inócuas para o meio ambiente e para a qualidade de vida as medidas nele previstas.

Na contramão da História, as propostas dos ruralistas atendem tão somente a interesses corporativos ilegítimos e estão desconectadas da realidade social brasileira e das necessidades ambientais do planeta.

Dada a importância desse evento, estarão presentes representações de entidades internacionais e nacionais do porte do Greenpeace e S.O.S Mata Atlântica.