sábado, 17 de março de 2012

Nova reflexão pré-eleitoral e a simbiose política

De tempos em tempos, é bom fazer uma análise sobre os desdobramentos, fatos e boatos que marcam esse período pré-eleitoral. A primeira farsa derrubada: que a eleição seria, necessariamente, polarizada entre PT e PSDB - o que inviabilizaria, portanto, a idéia de uma terceira via, ou a construção de uma candidatura alternativa à polarização nacional.

Os números demonstram o contrário: os tucanos tiveram que reabilitar Serra, o único nome viável do PSDB paulistano, e Haddad não passa dos 3% (chega a inflados 8% numa situação hipotética com apenas 3 candidatos: ele, Chalita e Serra), deixando o PT em uma vexatória 7ª posição, atrás de Soninha (PPS), Netinho (PCdoB), Russomanno (PRB), Paulinho (PDT) e os já citados Chalita (PMDB) e Serra (PSDB).

O PPS lançou proposta de candidatura alternativa à polarização PT x PSDB, em torno de Soninha Francine, primeiro no Blog do PPS e depois em artigo na Folha de S. Paulo. O que parecia uma idéia absurda, demonstrou na prática a viabilidade: hoje, Russomanno, Netinho, Paulinho e Chalita debatem proposta idêntica.

Dissemos - e está comprovado - que a polarização PT x PSDB só interessava a ambos (e à imprensa míope), numa estranha simbiose política. Nota do Blog do PPS: Simbiose, para quem não sabe, é a associação de dois ou mais seres de espécie diferente, que lhes permite viver com vantagens recíprocas e os caracteriza como um só organismo - não podendo ser separados um do outro (o que causaria a morte de ambos).

Outro esclarecimento necessário: quando constatamos a saturação do eleitor com a polarização PT x PSDB - e a descrença na política e nos partidos de modo geral - estamos reiterando a necessidade de uma nova forma de atuação, com mais ética, transparência e sem os velhos vícios da politicagem tradicional. É o que o PPS aprovou nos seus congressos e exercita com a tese da #REDE23.

Porém, o PPS não se omite: apoiou e participou da gestão Serra/Kassab contra o PT - que instituiu na Prefeitura de São Paulo o modus operandi que seria "aprimorado" no governo federal com Lula e Dilma, incluindo o loteamento da máquina e métodos pouco ortodoxos para cooPTação de antigos adversários.

Portanto, não faz muito sentido o chororô de alguns tucanos (eles próprios divididos), que vêem uma afronta na proposta de terceira via defendida pelo PPS. Calma lá, companheiros! Seguimos aliados no campo de oposição ao PT, mas entendemos que em São Paulo, especialmente, podemos construir uma proposta mais moderna, viável e diferente para a cidade, em torno da candidatura de Soninha Francine. É a idéia do "sinal verde" que vem empolgando a nossa militância, os pré-candidatos do partido e setores significativos da sociedade.

A verdadeira crise pré-eleitoral, quem enfrenta é o PT. Atropelaram Marta Suplicy - o único nome viável do partido, além de Eduardo Suplicy, considerado "café-com-leite" nas disputas internas - por ordem de Lula e agora têm um mico na mão. Registre-se, aqui, que temos divergências inconciliáveis com Marta e Eduardo Suplicy, mas os respeitamos, como setores do próprio PT não o fazem.

Encruzilhada lulista: Como convencer os partidos aliados no governo federal (PMDB, PR, PDT, PSB, PRB, PCdoB etc.) - ainda que todos tenham seus ministérios e carguinhos na máquina - a desistirem para apoiar o PT? Como fazer Russomanno (com 19% no Datafolha), Netinho (10%), Paulinho (8%) e Chalita (7%) abrirem mão das candidaturas em favor do "PosTe" Haddad (3%)?

Veja que o PT enfrenta um problema extremamente complexo: qualquer candidato petista parte tradicionalmente em São Paulo com índices de 25% a 30% de intenção de votos. O ex-ministro Haddad larga com 10% desse patamar histórico. Um horror! ENEM queira saber o que os petistas pensam disso...

Além de ser um ilustre desconhecido da população (lembrando que a antes desconhecida Dilma Roussef, diferentemente, foi trabalhada por Lula como "mãe do PAC" por anos seguidos antes da eleição), todos os outros partidos apresentam seus pré-candidatos como apoiadores de Dilma.

Sem exceção, Russomanno, Netinho, Paulinho e Chalita - de PRB, PCdoB, PDT e PMDB - fazem parte do consórcio lulodilmista. Isso confunde a cabeça do eleitor e dissipa a influência que teria o apoio de Lula e Dilma na eleição paulistana.

Por outro lado, Serra e Alckmin se uniram por um interesse comum, ainda que o PSDB também estivesse - e esteja - dividido em alas (as pré-candidaturas de Bruno Covas, José Anibal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli demonstraram isso; bem como o racha nacional entre Serra e Aécio).

Exímio estrategista e articulador político, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), com o comportamento pendular entre PT e PSDB, além da influência que exerce em partidos como PV, PSB e PDT, ajudou a inflacionar o "mercado eleitoral", confundir o eleitorado e afundar o PT na crise - que está só começando.

Um exemplo: a Band tradicionalmente realiza o debate inaugural na TV em todas as eleições com os cinco primeiros candidatos nas pesquisas. Hoje Haddad é o 7º. Tem até o dia 2 de agosto para avançar, senão estaria (em tese) fora do debate. Um acontecimento inédito desde a fundação do PT.

Outra guerra intrapartidária que está apenas começando: definido o apoio ao candidato majoritário (prefeito), os partidos iniciam as negociações para as chapas proporcionais (vereadores). O candidato a prefeito carrega o número do seu partido de origem. Com isso, a tendência é que o voto de legenda para vereador - importante para alavancar a eleição de bancadas mais expressivas - seja maior para partidos que lancem candidatura própria.

O recém-fundado PSD kassabista, para citar o caso mais emblemático, terá 11 vereadores candidatos à reeleição. Isso, sem tempo de TV. Dependerá, portanto, da coligação com Serra e o voto no 45 - o que deixa os tucanos arrepiados. Nas eleições de 2004 e 2008, o PT enfrentou o mesmo dilema: para ter o apoio do PTB e PR, respectivamente, viu sua própria bancada diminuir e "emprestou" votos para eleger nomes dos partidos aliados.

A última da semana: o TSE decidiu proibir qualquer referência a candidatos no twitter - que pode ser interpretada como propaganda antecipada, ou seja, crime eleitoral. O PPS defende a ampla e irrestrita liberdade de expressão nas redes e já tomou providências.

Falta pouco mais de seis meses para a eleição. Como se diria popularmente: a chapa está esquentando.

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Veja entrevista de Soninha à Maria Lydia na Gazeta

Veja aqui a íntegra da entrevista de Soninha à CBN

sexta-feira, 16 de março de 2012

PPS debate soluções para mobilidade e transporte

O PPS paulistano promoveu novo encontro entre os seus mais de 100 pré-candidatos e especialistas para a formulação do Programa de Governo de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Desta vez o tema foi "Mobilidade Urbana e Transporte" - na noite de quinta-feira, 15 de março, com auditório lotado na Câmara Municipal pela terceira semana consecutiva.

Participaram do evento, entre outros, Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); José Carlos Martinelli, diretor de tecnologia da SPTrans; Luís Carlos Branco, superintendente da ANTP; Ricardo Correa, da TC Urbes, especialista em sistemas cicloviários; e Marco Nordi, do grupo de trabalho de Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo.

Reveja aqui quatro programas de TV da campanha de 2008 da Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo que tratam de mobilidade e transporte: 1, 2, 3 e 4.

Para Marco Nordi, da Rede Nossa São Paulo, é essencial para a cidade ganhar um Plano de Mobilidade Urbana, exigido por lei, mas que ainda não saiu do papel.

“É importante esse plano ser apresentado, para vermos o que ele traz de bom para o futuro da cidade e para os gestores públicos, quais são os benefícios tanto para a administração quanto para a população”, disse Nordi.

Ele também considera importante os gestores estabelecerem uma série de indicadores para serem acompanhados pela população, que poderá cobrar de seus representantes quando algo estiver errado.

O vereador Cláudio Fonseca, líder do PPS, enfatizou a necessidade de melhorar o transporte público da capital. “Nós temos um sistema viário que já é incapaz de comportar a frota de automóveis. Mais do que expandir o complexo viário, precisamos ter mais corredores de ônibus, fazer com que o transporte coletivo seja mais veloz e que sejam implantados semáforos inteligentes.”

Ele também apontou que faria bem ao trânsito se São Paulo tivesse bairros menos desiguais, sem uma concentração tão grande das atividades econômicas no centro.

A pré-candidata do PPS à prefeitura paulistana, Soninha Francine, reitera: “Existem os bairros-dormitório, as cidades-dormitório da Região Metropolitana, onde mora muita gente e tem pouquíssima atividade econômica, pouquíssimos equipamentos públicos e infraestrutura. Por outro lado, na região central, que é muito provida disso tudo, mora cada vez menos gente”. (Com informações do site da Câmara Municipal e foto de RenattodSousa)

Calendário de atividades

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido. O próximo tema é "Educação na cidade de São Paulo", na próxima quinta-feira, 22 de março, sob a coordenação do vereador Claudio Fonseca, líder do PPS e presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem). Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

Os encontros são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Segue abaixo o calendário com os próximos temas a serem debatidos, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 - "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

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PPS recorre ao STF contra proibição do twitter

O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), anunciou, nesta sexta-feira, que o partido vai ingressar com mandado de segurança contra a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de probir o uso do twitter antes do início da campanha eleitoral, em 6 de julho.

A proibição é resultado do julgamento do caso envolvendo o ex-deputado federal Índio da Costa (PSD), que foi multado em R$ 5 mil na campanha eleitoral de 2010 por divulgar mensagem na rede social que pedia votos para o então candidato José Serra. Ele era o vice do tucano.

Por quatro votos a três, os ministros mantiveram a multa e afirmaram que o twitter é um meio de divulgação de propaganda eleitoral. Portanto, a Justiça Eleitoral deve coibir irregularidades praticadas, assim como faz com propagandas indevidas na televisão, no rádio, em revistas e em jornais. Se os adversários políticos detectarem alguma ilegalidade nas mensagens eleitorais divulgadas no twitter, devem denunciar a prática à Justiça Eleitoral.

Os ministros Aldir Passarinho, Marcelo Ribeiro, Arnaldo Versiani e o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, afirmaram que o twitter tem larga amplitude e, por isso, deve ser tratado com um meio de comunicação poderoso em campanhas eleitorais.

- Usar o twitter é como mandar e-mail. Não é uma forma de propaganda? Claro que é. Enquanto o Congresso Nacional não estabelecer de forma diversa, as redes sociais também estão inseridas na proibição (da propaganda antecipada) - disse Versiani.

- Fiquei impressionado com a contundência da mensagem política (de Índio da Costa). Foram atingidas 40 mil pessoas. Esse número pode ser ampliado progressivamente no twitter - argumentou Lewandowski.

Os ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Gilson Dipp defenderam a liberação do uso do twitter para fins eleitorais mesmo no período da pré-campanha. Para eles, limitar as manifestações nas redes sociais é uma forma de cercear a liberdade de expressão.

- O twitter não tem como ser controlado nos termos do direito de resposta tradicionais. As pessoas conversam e, em vez de ser uma mesa de bar, é uma mesa de bar virtual. Nós vamos impedir que as pessoas se manifestem? Pode se ter 40 milhões de pedidos de direito de resposta, impedindo até que a Justiça Eleitoral funcione -alertou Cármen Lúcia.

Para Roberto Freire, a decisão do TSE viola o direito de livre pensamento previsto na Constituição. Ele disse que o mandato de segurança será impetrado assim que a decisão for publicada pelo tribunal - anunciada ontem e contestada na mesma hora pelo twitter @23pps, do PPS/SP, que sugeriu uma Ação Direta de Inconsticionalidade (ADI) em diálogo com o jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo.

Leia também: Josias de Souza e Fernando Rodrigues.

Padeiros convidam para bate-papo com Soninha

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mães da Sé completam 16 anos com ato no dia 31

Pré-candidata a vereadora de São Paulo pelo PPS, Ivanise Esperidião da Silva Santos convida para ato público pelos 16 anos de fundação da Associação Brasileira de Busca e Defesa à Criança Desaparecida “Mães da Sé”.

Com apenas 2.778 casos solucionados, dos mais de 9.000 casos cadastrados, a Associação Brasileira de Busca e Defesa à Criança Desaparecida, nacionalmente conhecida como Mães da Sé, completa 16 anos de existência em 31 de Março de 2012.

"Nosso trabalho é considerado uma referência nacional na localização e reintegração à família de crianças e adolescentes desaparecidos no Estado de São Paulo, trabalhando de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente em cumprimento da lei federal 8.069/90", afirma Ivanise Santos.

"Nos últimos anos foi possível reduzir estatísticas de desaparecimento no Estado de São Paulo, graças ao desenvolvimento de ações preventivas junto à sociedade, através de parcerias com a iniciativa privada, com a divulgação em massa de fotos de pessoas desaparecidas e em campanhas apoiadas pela imprensa".

Além de comemorar os resultados obtidos nesses 16 anos, as Mães da Sé tem novas metas.

"Estes números serão utilizados daqui para frente estabelecer novas políticas públicas na prevenção e na busca pelas crianças desaparecidas", afirma Ivanise.

"Queremos incentivar a sociedade a participar do processo de localização de crianças e adultos desaparecidos, por isso estamos preparando uma grande mobilização com parentes de desaparecidos e convocando todo mundo parte dessa manifestação, pois já estamos cansados de esperar dias, meses, anos sem uma resposta das autoridades, e só vamos conseguir essa resposta quando a sociedade for nossa principal parceira, e se unir à nossa luta."

Aniversário de 16 anos de fundação das Mães da Sé
Dia 31 de Março de 2012, a partir das 14h00 na Praça da Sé.

Candidatura de Soninha reafirma posição do PPS

PPS faz 20 anos em 2012; e 90 anos da trajetória PCB/PPS

Fazer política não é tarefa das mais fáceis, tamanha a quantidade de escândalos e o índice de incredulidade - ou verdadeira ojeriza - da população. Mas os políticos não são todos iguais: uns tratam a política como balcão de negócios, outros a vêem como instrumento legítimo da mediação de conflitos e interesses da sociedade.

Imagine, então, a dificuldade de se fazer política num partido considerado pequeno, que preza a ética, a coerência, o bom senso e a transparência. Um partido que tem a coragem de se declarar oposição a um governo federal incensado por índices de aprovação altíssimos, talvez "como nunca antes na história deste país".

O PPS vive um momento único. Peguemos o exemplo de São Paulo - que, modéstia à parte, serve de referência para todo o país. Há uma direção coesa: o diretório municipal presidido por Carlos Fernandes, o estadual por Davi Zaia e o nacional por Roberto Freire mantêm a unidade sem perder sua autonomia.

Eleição de 2012

A candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo - com índices de intenção de votos de 7% a 11% no Datafolha e no Ibope; a construção de uma chapa completa à Câmara Municipal, preenchendo a cota de homens e mulheres; a atuação destacada de seus parlamentares; a participação firme e irretocável de seus representantes no Executivo - são fatores que comprovam os acertos na condução do partido.

Porém, como era de se esperar, não existe unanimidade na democracia: há vozes dissonantes que questionam alguns posicionamentos do PPS. De um lado, criticam a oposição sistemática do PPS ao que se convencionou chamar de lulopetismo: os governos de Lula e Dilma, e a coalizão fisiológica de partidos que loteiam a máquina pública. Há um certo incômodo com o papel oposicionista do PPS, que acaba sendo identificado por críticos (e até por aliados) como linha auxiliar do PSDB.

Por outro lado, causa rebuliço quando o PPS busca se afirmar como alternativa à polarização PT x PSDB - seja na construção de candidatura própria ou na busca de aliança com outros partidos, lideranças e segmentos sociais. O burburinho aumentou com o artigo "Um Sinal Verde para São Paulo", publicado na Folha.

Chegam "recados" de todos os lados (ou, na verdade, de um lado só), como se reafirmar a independência do PPS fosse um pecado mortal: "É um absurdo que o PPS se declare equidistante do PT e do PSDB!"; "Como comparar petistas e tucanos?"; "O PPS não entende que é importante impedir que o PT se instale também em São Paulo, nessa tática sectária e hegemonista?".

Pois vamos esclarecer o nosso posicionamento, nas palavras do presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes:

Em primeiro lugar, o PPS de São Paulo vem cumprindo à risca as deliberações das direções nacional, estadual e municipal. Ao apresentar a candidatura de Soninha Francine à Prefeitura, reafirmamos e valorizamos o PPS (como já fizemos em 2008), e temos como resposta da sociedade para a nossa proposta índices de 7% a 11% de intenção de votos no Datafolha e no Ibope - o que coloca a nossa candidata com o melhor desempenho do partido em todo o país.

Estamos reunindo semanalmente a nossa militância e os nossos mais de 100 pré-candidatos a vereador. Temos uma direção unida, madura, representativa das forças que atuam politicamente no partido e na cidade. A posição do PPS e o nosso peso político vêm sendo destacados na imprensa exatamente por causa da nossa atuação coerente, consistente e pela viabilidade da nossa candidatura própria.

Não parece ser o caso, nesta eleição paulistana, da urgência de se formar uma frente ampla para preservar as instituições democráticas da "ameaça petista". Se fosse o caso, o PPS teria também a maturidade e sensibilidade suficiente para tal proposta.

Os companheiros que entenderem que o PPS de São Paulo não está agindo de acordo com os rumos apontados em nossos congressos, ou de forma equivocada diante da conjuntura política, podem sempre apresentar uma proposta alternativa e obter o apoio do conjunto partidário para mudar o que estamos propondo. Do contrário, fica apenas na avacalhação - o que não acrescenta nada ao PPS ou à cidade.


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#REDE 23 - A Rede da Esquerda Democrática

Soninha é candidata à Prefeitura de São Paulo

Hoje, dia 15, 19h: Mobilidade Urbana e Transporte

Prossegue nesta quinta-feira, 15 de março, a série de encontros temáticos do PPS paulistano. Dessa vez o tema é "Mobilidade Urbana e Transporte”, sob coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal, 19h.

Assista AQUI, ao vivo, a partir das 19h desta quinta-feira (15/3). Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido.

Também participam Luís Carlos Branco, superintendente da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos; Ricardo Correa, do TC Urbes, que falará sobre o sistema cicloviário; Marco Nordi, representante da Rede Nossa São Paulo; e Ulrich Hoffmann, ex-presidente da SPTrans.

Os encontros são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Reveja aqui quatro programas de TV da campanha de 2008 da Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo que tratam de mobilidade e transporte: 1, 2, 3 e 4.

Segue abaixo o calendário com os próximos temas a serem debatidos, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

15/3 - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 - "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

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PPS abre ciclo de encontros com pré-candidatos

Pré-candidatos do PPS debatem as Subprefeituras

quarta-feira, 14 de março de 2012

Veja entrevista de Soninha à Maria Lydia na Gazeta

O PPS avalia que existe uma saturação da polarização entre PT e PSDB e lança candidatura própria à Prefeitura de São Paulo. A jornalista Maria Lydia entrevistou a pré-candidata do PPS, Soninha Francine, ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa, no Jornal da Gazeta desta terça-feira, 13 de março. Assista.

terça-feira, 13 de março de 2012

Maria Lydia entrevista Soninha hoje na TV Gazeta

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, é a entrevistada da jornalista Maria Lydia nesta terça-feira, 13 de março, ao vivo, durante o Jornal da Gazeta, entre 19h e 20h.

Reveja os bastidores da entrevista da então candidata na campanha de 2008, no mesmo Jornal da Gazeta: parte 1 e parte 2.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Veja aqui a íntegra da entrevista de Soninha à CBN

‘Não quero ser governadora, nem presidente, nem parlamentar. Eu quero ser prefeita’.



Ouça aqui a entrevista na íntegra.

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, participou do programa CBN São Paulo, apresentado pela jornalista Fabíola Cidral, nesta quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

Pré-candidatos do PPS debatem as Subprefeituras

Pela segunda semana consecutiva - desta vez com o tema "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – o PPS reuniu na Câmara Municipal seus mais de 100 pré-candidatos a vereador para as eleições de 2012.

Com apresentações do presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, ex-subprefeito da Lapa, e do secretário-geral Nelson Teixeira, ex-subprefeito da Casa Verde, foram debatidos assuntos relativos à descentralização administrativa e questões pertinentes aos dez anos de implantação das subprefeituras.

Os encontros temáticos do PPS são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido. A rodada de encontros temáticos começou em 1º de março. O PPS paulistano reuniu mais de cem pré-candidatos a vereador para tratar de Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca. Assista AQUI os vídeos do evento. Veja AQUI os slides sobre Legislação Eleitoral.

Segue abaixo o calendário com os próximos temas a serem debatidos, sempre às quintas-feiras, na Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 19h, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

15/3 - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 - "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

É possível SP não ter espaço para as bicicletas?

Mais uma morte de ciclista nas ruas de São Paulo e o tema volta à mídia: como é possível conciliar as bicicletas ao trânsito bárbaro e caótico da cidade?

A imagem da ex-vereadora Soninha Francine (PPS) é sempre associada ao "cicloativismo". Além de ter introduzido questões de "mobilidade" na campanha de 2008 à Prefeitura de São Paulo, Soninha ia aos debates de bicicleta. Foi emblemático. O assunto começou a ser tratado com a seriedade merecida.

Na formulação do Programa de Governo do PPS para a cidade de São Paulo, agora em 2012, a mobilidade urbana, o transporte alternativo e o uso de bicicletas é novamente prioritário. Não é apenas um aspecto da qualidade de vida da cidade, mas da própria sobrevivência do paulistano, que perde a vida nas ruas.

Dentro do calendário de encontros temáticos do PPS, realizados às quintas-feiras na Câmara Municipal de São Paulo, o dia 15 de março já está reservado para tratar do assunto.

Participe: 15/3, às 19h - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Viaduto Jacareí, 100, Bela Vista - Sala A, 1º Subsolo da Câmara.

quarta-feira, 7 de março de 2012

CBN entrevista Soninha ao vivo, quinta, às 10h

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, concede entrevista ao vivo nesta quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ao programa CBN São Paulo, apresentado pela jornalista Fabíola Cidral (foto).

São 30 minutos de duração, a partir das 10h desta quinta-feira. OUÇA ao vivo.

Quinta, dia 8, 19h: Encontro sobre Subprefeituras

Nesta quinta-feira, 8 de março, ocorre mais um encontro temático do PPS: "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação dos ex-subprefeitos da Lapa, de janeiro de 2009 a dezembro de 2011, Carlos Fernandes e Soninha Francine; e de Nelson Teixeira, ex-subprefeito da Casa Verde. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

Os encontros são realizados sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, na Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista) e servem para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação dos pré-candidatos na chapa de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Todos os encontros do PPS têm transmissão online e posteriormente o conteúdo é disponibilizado nos meios de comunicação do partido. Assista AQUI, ao vivo, a partir das 19h desta quinta-feira (8/3).

A rodada de encontros temáticos começou na quinta-feira passada, 1º de março. O PPS paulistano reuniu mais de cem pré-candidatos a vereador para tratar de Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", com palestra do advogado Anderson Pomini; e "O que é ser vereador: o funcionamento da Câmara Municipal", com Soninha Francine e Claudio Fonseca. Assista AQUI os vídeos do evento.

Segue abaixo o calendário com os temas a serem debatidos, sempre às quintas-feiras, na Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 19h, com a participação de especialistas e dos pré-candidatos do PPS, tendo como ponto em comum de todos os eventos a sustentabilidade:

8/3 - "Subprefeituras (Gestão eficiente, transparente e participativa)" – Coordenação de Carlos Fernandes , Soninha Francine e Nelson Teixeira. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

15/3 - "Mobilidade Urbana e Transporte” - Coordenação de Soninha Francine. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

22/3 – “Educação” – Coordenação de Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

29/3 – "Meio Ambiente e Cidade Sustentável" – Coordenação de Soninha Francine, Ricardo Young, José Valverde e Arnaldo Jardim. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

12/4 – “Emprego e Renda / Desenvolvimento Social” – Coordenação de Davi Zaia, Chiquinho Pereira e José Antonio Cipolla. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

19/4 – “Saúde” – Coordenação do Dr. Mamede, Dra. Maira Saad e Dr. Roger Lin. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

26/4 – “Habitação e Plano Diretor” - Coordenação de Ulrich Hoffmann, Paulo Cesar de Oliveira e Claudio Fonseca. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

10/5 – “Esporte, Cultura, Lazer e Qualidade de Vida” - Coordenação de Soninha Francine, Vitor Adami, Mauricio Huertas e Heraldo Correa. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

17/5 – “Diversidade, direitos e garantias" - Coordenação de Soninha Francine, Lylian Concellos, Pai Guimarães e coordenadores temáticos. Local: Sala A, 1º Subsolo da Câmara Municipal.

24/5 - "Segurança" - Coordenação de Soninha Francine e Ari Friedenbach. Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

31/5 - "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local" - Coordenação de Paulo Cesar de Oliveira. Local: Local: Plenarinho da Câmara Municipal, 1º andar.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

PSDB x PT: São Paulo é serrista ou antipetista?

O paulistano vê em Serra arma para abater o petismo

Jornalistas e analistas - bons e ruins - insistem em apostar na polarização entre PT e PSDB, prevendo a possível repetição do embate entre os dois partidos que tradicionalmente vem se alternando no poder, tanto no governo federal quanto na prefeitura paulistana.

A preocupação dos teóricos é medir o grau de influência de Lula sobre o eleitorado ao lançar seu "candidato-poste" Fernando Haddad contra o blockbuster do tucanato, José Serra.

Mas, na prática, será que o cidadão paulistano vive de fato essa polarização? Todo eleitor é suficientemente esclarecido e politizado para fazer de forma consciente essa opção partidária? Os resultados de sucessivas eleições em São Paulo demonstram que a coisa não funciona bem assim. Levantamento deste domingo, na Folha, confirma que a cabeça do eleitor tem outra lógica.

Vejamos: o candidato Paulinho da Força (PDT) aparece com certo destaque (8% de intenções de voto) no Datafolha, que revela um raciocínio interessante. Parte do eleitorado o identifica como "candidato do Lula". Pesa nessa avaliação, certamente, a origem sindical de ambos, reforçada pela geléia partidária que é aderente a qualquer governo e confunde a cabeça do eleitor.

Da mesma forma, uma parcela dos pesquisados acha que Soninha Francine (PPS) é a candidata - pasme! - da presidente Dilma Roussef. Afinal, as duas são mulheres e... nada além disso! Mas vai explicar ao eleitor que focinho de porco não é tomada.

A cabeça do eleitor

Vejamos ainda a estranha lógica eleitoral e a relação de São Paulo com PT e PSDB. Os tucanos chegaram ao poder em 1994, com a eleição "fácil" do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Mário Covas.

Antes disso, vejam só, São Paulo elegeu Jânio Quadros prefeito (contra FHC) em 1985; Luiza Erundina (contra Paulo Maluf) em 1988; Fernando Collor presidente (contra Covas, Lula e Maluf, entre outros) em 1989; e Paulo Maluf prefeito (contra Eduardo Suplicy) em 1992.

Desde 1994, o PSDB ocupa o Governo do Estado - e se reelege com certa tranquilidade: Mário Covas eleito e reeleito em 1998 (com FHC presidente); Geraldo Alckmin em 2002 (contra José Genoíno, com Lula presidente, embora São Paulo tenha optado por Serra); o próprio José Serra em 2006 (contra Mercadante, com Lula presidente, embora São Paulo tenha optado por Alckmin); e 2010 com o retorno de Alckmin (contra Russomanno, Mercadante novamente e Dilma presidente, com São Paulo preferindo Serra).

Esse domínio tucano, porém, não se reflete na Prefeitura de São Paulo. Em 1996, Paulo Maluf elegeu fácil o sucessor Celso Pitta contra a petista Luiza Erundina e o tucano José Serra. Em 2000, Marta Suplicy sucedeu o malufismo, derrotando o próprio Maluf, Erundina (PSB) e o tucano Geraldo Alckmin, então vice-governador que concorria pela primeira vez a prefeito de São Paulo.

Em 2004, José Serra foi eleito após a terra-arrasada da gestão petista. O tucano ficou no cargo pouco mais de um ano e "pulou" para o Governo. Assumiu o vice Gilberto Kassab, reeleito em 2008 contra Marta Suplicy, Maluf, Soninha e outra vez o tucano Geraldo Alckmin - que venceu duas vezes no 1º turno o Governo do Estado mas não chegou sequer ao 2º turno, também por duas vezes, na eleição municipal.

Ou seja, duas características ficam claras na eleição paulistana. Primeiro, com exceção de Pitta em 1996 e Kassab em 2008, a tendência é que o eleitorado opte por uma candidatura de oposição à administração. A alternância de poder é clara. E o PT só ganhou em São Paulo (em 1989 com Erundina e em 2000 com Marta) quando o "inimigo nº 1" era Maluf - no sentido inverso das vitórias de Maluf (1992), Pitta (1996), Serra (2004) e Kassab (2008), que eram os oposicionistas e/ou antipetistas da vez.

Disputa de 2012 pode ter surpresas

Os números para 2012 - tanto o baixíssimo índice obtido pelos pré-candidatos do PT e do PSDB, quanto a boa intenção de votos em Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB), Soninha (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Chalita (PMDB) - demonstram que o paulistano não quer votar no PT ou no PSDB.

São Paulo procura uma alternativa à polarização entre petistas e tucanos. A maioria quer isso. Porém, o voto da chamada "terceira via" está disperso entre vários candidatos. Por isso José Serra acaba se destacando na disputa - por ser o nome mais conhecido e já testado à frente da Prefeitura. Mas Serra não é unanimidade nem dentro do PSDB. Ao contrário. É também o candidato mais rejeitado pelo eleitorado paulistano - com índices de rejeição equivalentes à sua intenção de votos, ambos na casa dos 30%.

Consideradas todas as variáveis desta eleição - incluindo a rejeição a Serra, o comportamento ambíguo de Kassab e a estagnação humilhante de Haddad - chegamos à conclusão que há espaço para o crescimento de uma candidatura propositiva e alternativa para a Prefeitura de São Paulo. Resta saber qual será.

O PPS trabalha para a viabilidade e a ampliação da candidatura de Soninha Francine, com o apoio de setores vivos da sociedade e de outros partidos que queiram lutar contra a mesmice da política, por uma administração moderna e eficaz, e uma cidade mais inteligente e mais feliz.

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domingo, 4 de março de 2012

Serra dispara, Haddad empaca e 5 embolam 2º turno

Soninha Francine (PPS) tem entre 7% e 11%

A nova pesquisa Datafolha para a Prefeitura de São Paulo comprova o favoritismo de José Serra (PSDB), que dispara na liderança (com pelo menos 30%) em todos os cenários apresentados, seguido de Celso Russomanno (PRB), com 19%, enquanto o candidato petista Fernando Haddad fica estagnado (o melhor patamar obtido é 8%, isso quando são colocados apenas três candidatos: Serra, Chalita e o próprio Haddad).

O resultado segue a tendência percebida desde o ano passado: Serra e Russomanno disparam na frente, enquanto seguem embolados, com chances de chegar ao 2º turno, Netinho de Paula (PCdoB), Soninha Francine (PPS), Paulinho da Força (PDT) e Gabriel Chalita (PMDB), todos girando na casa dos 10%.

A pré-candidata do PPS, Soninha Francine, mantém em alguns cenários o melhor índice obtido nas pesquisas anteriores (11%), mas tem uma ligeira queda com a entrada de José Serra na disputa - efeito notado em todas as demais candidaturas.

Trágico mesmo é o resultado do ex-ministro Fernando Haddad (PT). Com índices de 3% a 5%, menos da metade de Chalita, um terço de Netinho e um quarto do índice de Russomanno, vai ser difícil convencer os partidos aliados a lhe apoiarem.

Clique na arte para visualizar os diversos cenários: