sexta-feira, 26 de maio de 2017

#ProgramaDiferente com Deltan Dallagnol, Guilherme Leal e Carlos Melo trata da Lava Jato, da luta contra a corrupção e do agravamento da crise política



O #ProgramaDiferente da semana trata deste momento de agravamento da crise política brasileira: exibimos com exclusividade um bate-papo bastante informal e esclarecedor do promotor do Ministério Público Federal e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, com a jornalista Mariana Godoy. Assista.

Durante o lançamento do seu livro "A Luta Contra a Corrupção", ele fala sobre as acusações dos delatores da JBS contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, além de detalhar os rumos das investigações coordenadas por ele a partir de Curitiba, revelar as motivações do seu trabalho e defender a renovação da política como medida necessária para transformar a realidade do país.

Em seguida, o programa apresenta a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), constituída em 2012 por iniciativa do empresário Guilherme Leal, fundador do Instituto Ethos, sócio da indústria de cosméticos Natura, um dos poucos brasileiros listados entre os bilionários mundiais no ranking da revista Forbes e candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010 pelo Partido Verde.

Presidente do Conselho Diretor da RAPS, ele defende e justifica o #ForaTemer. Também ouvimos sobre as incertezas da crise e seus possíveis desdobramentos, o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, colaborador da RAPS e do jornal O Estado de S. Paulo, colunista e blogueiro do UOL.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

As peculiaridades da Câmara Municipal de São Paulo

Deu no Câmara Man: Semana dos vereadores em plenário termina na quarta-feira, com 1ª votação do PPI e novo foco de crise na base do prefeito João Doria

Após acordo entre situação e oposição, o PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) da Prefeitura foi aprovado em primeira votação por 41 votos (com oito contrários), na sessão plenária desta quarta-feira, dia 24, mas deverá ser respeitado um intervalo de 10 dias até que seja novamente pautado para segunda e definitiva votação, a pedido do líder do PT, vereador Antonio Donato, "para que todos os vereadores possam contribuir com o aprimoramento do projeto".

A intenção é que sejam negociadas emendas e até um substitutivo ao projeto original do PPI apresentado pelo Executivo, mas muitos vereadores (inclusive da base) ironizam, com a experiência do que já ocorreu na recente aprovação do Conselho de Desestatização: "Nós negociamos, o líder do governo faz acordo e o prefeito veta todas as emendas".

Além dessa desconfiança sobre os acordos com o governo, o clima no plenário também esquentou na hora de votar os projetos dos próprios vereadores: vários deles - como Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Reis (PT) e Sandra Tadeu (DEM) - reclamaram da retirada de projetos que já estavam em pauta. Mas a sessão foi inviabilizada de vez com a tentativa de inclusão no chamado "pé de pauta" de projetos de última hora, entre eles alguns polêmicos ou que não chegaram sequer a tramitar pelas comissões internas da Casa, nem tiveram a devida publicação na pauta do dia que consta do Diário Oficial.

Fim-de-semana antecipado

Como virou praxe, as sessões de quinta-feira vem sendo desconvocadas para uso do plenário pela CPI (antes eram substituídas também por sessões temáticas ou comemorativas), realizando as sessões extraordinárias (e agora até as ordinárias) apenas às terças e quartas-feiras. Com isso, na prática a semana dos vereadores já está encerrada.

Uma nova tentativa de acordo, apenas na próxima terça-feira, uma hora antes do plenário, no chamado "colégio de líderes". O mais provável é que estabeleçam uma nova "cota" de projetos a serem aprovados simbolicamente, em 1ª e 2ª votação, por vereador. Lembrando que há vários anos funciona esse esquema de compensação, ou, como define o presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), a "lista de débito e crédito" por vereador.

Para que nenhum vereador se destaque pela quantidade de projetos, a qualidade também fica em segundo plano. Independente do mérito, fica acordado que cada vereador tem uma cota idêntica de projetos a serem aprovados na legislatura. Algumas boas iniciativas ficam de fora por "estourar" a cota. Outros vereadores saem literalmente "caçando" projetos para serem colocados em pauta já com a certeza de terem a sua aprovação simbólica (o conteúdo, na maioria das vezes, tanto faz - a não ser que afronte brutalmente o interesse da maioria). Um horror para a cidade!

Mais uma baixa no Executivo

Para botar mais fogo na crise, à noite foi comunicado que Patricia Bezerra (PSDB) entregou o cargo de secretária de Direitos Humanos e, portanto, retomará a sua cadeira de vereadora (na vaga do suplente Quito Formiga). Além de sair "atirando" contra a atuação do prefeito João Doria e do governador Geraldo Alckmin na cracolândia, ainda permitiu que manifestantes ocupassem a sede da Secretaria. É a segunda baixa no time do prefeito: Soninha Francine (PPS), ex-secretária de Assistência Social, já tinha retornado no final de abril. A semana que vem promete!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Pedra e fogo no patrimônio público ou privado resolve?

Se quebra-quebra, vandalismo, depredação, intolerância e violência resolver alguma coisa, vocês estão certos. Senão, é simplesmente lamentável o que estão fazendo esses "manifestantes". Triste.





Câmara de SP prepara reforma administrativa que modifica estrutura dos gabinetes e acaba com GNA

Os vereadores paulistanos discutem uma reforma administrativa para reorganizar o seu quadro funcional e acabar com a chamada GNA (Gratificação de Nível de Assessoria), valor mensal que cada gabinete distribui livremente entre seus 18 assessores, dentro de um teto global de cerca de R$ 150 mil (entre salários e gratificações).

Por ordem do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, a Procuradoria da Casa já preparou três minutas de projetos que foram distribuídas aos parlamentares para apreciação, nos mesmos moldes que já fizeram a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Isso porque existe uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do Estado contra a redação atual do artigo da Lei nº 13.637/2003, que cuida da distribuição da GNA aos cargos em comissão que compõem a estrutura dos Gabinetes dos Vereadores, Lideranças Partidárias, Presidência e 1ª Secretaria, bem como as estruturas da Ouvidoria, Corregedoria e Escola do Parlamento.

Com a reforma, a atual Mesa Diretora da Câmara pretende criar novos padrões de vencimentos para todos os cargos em comissão na Casa, detalhando as suas especificidades e estabelecendo faixas salariais com atribuições e requisitos mais detalhados.

De modo geral, devem ser extintos os atuais cargos genéricos de Assistente Parlamentar, consequentemente exigindo a criação de novos cargos nos 55 gabinetes de vereador, nas lideranças e na estrutura administrativa da Câmara. Vamos acompanhar. (Câmara Man)

A RAPS, ou Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, do empresário Guilherme Leal, discute a crise brasileira e propõe o #ForaTemer



A Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), constituída em 2012 por iniciativa do empresário Guilherme Leal, fundador do Instituto Ethos, sócio da indústria de cosméticos Natura, um dos poucos brasileiros listados entre os bilionários mundiais no ranking da revista Forbes e candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010 pelo Partido Verde, debateu neste fim-de-semana a crise brasileira e pediu a saída do presidente Michel Temer do cargo, após as denúncias dos delatores da JBS na Operação Lava Jato.

O #ProgramaDiferente acompanhou o encontro no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, e conversou com o presidente do Conselho Diretor da RAPS, Guilherme Leal, e com o cientista político Carlos Melo, que tem mestrado e doutorado pela PUC-SP, é desde 1999 professor do Insper, colaborador da RAPS, do jornal O Estado de S. Paulo, colunista e blogueiro do UOL. Assista.

O objetivo declarado da RAPS é "contribuir para o fortalecimento e o aperfeiçoamento da democracia e das instituições republicanas mediante o apoio à formação de lideranças políticas que colaborem com a transformação do Brasil em um país mais justo, próspero, solidário, democrático e sustentável".

Após as eleições de 2010, o grupo de fundadores da RAPS (Guilherme Leal, Neca Setúbal, Oded Grajew, Ricardo Young e Marcos Vinicius de Campos, entre outros) entendeu que "esta transformação deveria ser travada na arena política, mediante a ação pluripartidária e com diferentes matizes ideológicos".

São Líderes RAPS, hoje, por exemplo, parlamentares como os deputados federais Alessandro Molon (REDE/RJ), Mendes Thame (PV/SP), Thiago Peixoto (PSD/GO), Otávio Leite (PSDB/RJ), Jean Wyllys (PSOL/RJ) e Mara Gabrilli (PSDB/SP), os senadores José Reguffe (sem partido/DF) e Randolfe Rodrigues (REDE/AP), além de políticos como os vereadores paulistanos José Police Neto (PSD), Janaína Lima (NOVO), Aline Cardoso (PSDB), e secretários da gestão do prefeito João Doria, como Gilberto Natalini (Verde e Meio Ambiente) e Alexandre Schneider (Educação).

Entre os valores declarados da Rede e assinados como compromissos mútuos pelos seus participantes, sejam eles classificados como Líderes RAPS, Jovens RAPS ou Empreendedores Cívicos, além da "amizade cívica", estão: ética, transparência, independência, justiça, sustentabilidade, interdependência, responsabilidade social, coragem, apartidarismo e meritocracia. Veja mais informações sobre a RAPS aqui.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Por favor, senhores, respeitem a inteligência do povo

Pelo que se lê na tentativa desesperada (e por vezes desvairada) de defesa dos mais recentes denunciados no mar de lama que engole a política nacional, o discurso da "vítima" é sempre o mesmo: "eu não sabia de nada", "não foi bem assim", "é armação", "o denunciante não merece credibilidade" etc.

Até aí, consideramos que tanto delatores quanto delatados são igualmente bandidos, os dois lados da mesma moeda da corrupção, sejam agentes ativos ou passivos dessa relação promíscua entre agentes públicos e os donos do capital (aliás, dinheiro que muitas vezes também é público, como se vê nessas operações escandalosas de empréstimos do BNDES, caixa 2, propinas, contribuições eleitorais e mesadas a políticos, seja em troca de favores, seja como cala-boca para "passarinhos" dentro ou fora da gaiola).

Mas, convenhamos, dá para acreditar que o presidente Michel Temer é tão ingênuo e desinformado a ponto de receber clandestinamente no Palácio um investigado em múltiplas operações da Polícia Federal e do Ministério Público sem saber disso? Pior, quem no Brasil não sabia que os donos da JBS, figuras notórias no meio político e maiores patrocinadores de partidos e candidaturas nas últimas eleições, estavam envolvidos em uma série de suspeitas de ilegalidades?

Dá para acreditar, sinceramente, que o senador Aécio Neves tenha igualmente caído em uma armação do "empresário falastrão" e seja simplesmente vítima de calúnia, como quer nos fazer crer ao lermos seu apelo emocionado, de alguém "de carne e osso", jurando uma suposta "ingenuidade" e "boa fé" ao ser delatado injustamente por "um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação"?

Dá para levar a sério quando os caras-de-pau Lula e Renan Calheiros, dois dos campeões de inquéritos na Operação Lava Jato, vem a público com declarações estapafúrdias de que ambos teriam muito a ensinar ao país sobre o combate à corrupção, como disse o ex-presidente da República sobre o seu partido, o enlameado PT, ou o ex-presidente do Senado que garante que daria voz de prisão a quem conversasse com ele sobre propina?

Por favor, senhores, respeitem a inteligência do povo. Este, sim, o eleitor brasileiro, muitas vezes peca verdadeiramente por ingenuidade ou desinformação, votando seguidamente em figuras tão sórdidas e inescrupulosas como estas que vão (ou deviam) parar atrás das grades após condenações exemplares, para que o Brasil possa minimamente voltar ao rumo da normalidade e as nossas instituições democráticas e republicanas sejam preservadas do assalto praticado por esses mafiosos nas últimas décadas. 

Contra o imediatismo e a irresponsabilidade destes que só desejam salvar o próprio pescoço, e dane-se a economia e a sociedade brasileira, o melhor antídoto é mesmo o povo nas ruas e nas redes. O #ForaTemer é inevitável. Por isso, inclusive, consideramos legítimo e salutar o movimento espontâneo pelas #DiretasJá.

Mas, espera lá, qualquer argumento e sensatez caem por terra quando vemos, na mesma manifestação, um bando de lunáticos associar o slogan "Diretas Já" com "Lula Presidente", como assistimos nesse fim-de-semana. Ai não dá! Deve ter sido o excesso de chuva que embolorou o cérebro dos manifestantes. Anti-propaganda mais eficaz não existe! Tô fora!

Ora, meus caros, como alguém pode defender ao mesmo tempo o #ForaTemer e o #VoltaLula se ambos estão enredados no mesmíssimo modus operandi da velha política e dos esquemas de compadrio, aliciamento, improbidade e desvirtuamento da coisa pública, como foram vergonhosamente flagrados no Mensalão, no Petrolão e em outros escândalos que estão por vir se não barrarem por baixo dos panos a devida apuração?

Portanto, é preciso repetir, alto e bom som: quem foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff não pode se calar diante dos fatos que colocam diretamente o nome do presidente Michel Temer no olho do furacão de irregularidades e malfeitos da política nacional. Por outro lado, quem encampou a narrativa do "golpe" não deveria agora jactar-se da queda semelhante do governo que a sucedeu após um processo constitucional amparado pela sociedade civil, pelo Congresso e pelo Supremo Tribunal Federal. Não cola! É contraditório! É burrice!

Então, pelo bem do Brasil, vamos reiterar o apoio à transição para as eleições de 2018, vamos ser favoráveis às reformas estruturais necessárias à volta do crescimento, ao combate da recessão e do desemprego, ao saneamento da política nacional, ao fortalecimento das nossas instituições e à consolidação da nossa jovem democracia. Sem atalhos, sem aventuras e sem improvisos, com respeito à lei e à ordem, e a obediência à soberania popular com as regras que estão colocadas desde a promulgação da Constituição de 1988. É o único caminho justo e seguro a seguir.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Diretas Já" é um movimento salutar e inevitável

"Verás que um filho teu não foge à luta" 

Dissemos aqui, neste mesmo espaço, há um ano: "Caia quem for preciso para o Brasil ficar em pé!". Há um mês, reforçamos: "Lava Jato: Cumpra-se a lei; punam-se os culpados!". E há seis meses parecíamos prever: "#ForaTemer: eleições diretas já ou daqui a pouco?".

A situação dos maiores partidos do governo e da oposição, bem como de seus principais dirigentes, é insustentável. Agora, mais grave, parece selado o destino do presidente Michel Temer. Por renúncia ou cassação, seus dias estão contados. Não há clima político nem moral para tocar as reformas necessárias e seguir com uma transição minimamente segura e estável para o país até 2018.

A sociedade está farta desses métodos condenáveis de (des)cuidar da coisa pública. Tolerância zero para a corrupção foi o recado dado pelo apoio da maioria da população à Operação Lava Jato - e que parece não ter sido compreendido por alguns políticos que seguiram na prática do crime e, enfim, acabaram flagrados com provas irrefutáveis.

O movimento pelas #DiretasJá parece a saída mais provável e salutar para a normalidade democrática do Brasil. É certo que, ao pé da letra, pode até ser apontada como uma solução "inconstitucional", tendo em vista que não está prevista em lei. Mas os efeitos de uma eleição indireta hoje, como prevê a Constituição, seriam ainda mais deletérios para as instituições.

É necessário um pacto republicano e democrático para garantir o nosso futuro. Para não afundarmos de vez o país numa crise econômica e social de consequências traumáticas. Além da eleição direta para presidente e vice-presidente da República, no mais curto prazo possível, parece que a renovação do atual Congresso Nacional também é uma medida emergencial necessária.

Portanto, neste momento crucial, senadores e deputados federais deveriam aprovar uma emenda constitucional convocando eleições diretas e, ato contínuo, junto com o presidente, renunciar a seus cargos coletivamente. E que os partidos tenham sensibilidade e um mínimo entendimento, pelo bem da Nação, para não apresentarem como candidatos nenhuma destas figuras denunciadas e que maculam a sua própria história e a construção desta Nação que desejamos renovada e faremos por merecer. Muda Brasil!

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), e apresentador do #ProgramaDiferente

Renúncia Já! Peçam pra sair, corruptos!

O Brasil precisa avançar. A renúncia é a solução mais rápida e eficaz para o país não sangrar em outro lento e burocrático processo de impeachment. Não sabemos o que virá pela frente, mas a saída imediata de todos os envolvidos nesses esquemas mafiosos é o caminho inevitável para essa situação lastimável causada por maus políticos que traíram a esperança do nosso povo.

Aqui faço um depoimento pessoal: eu convivi de perto com essa geração que trazia a esperança da consolidação da democracia, como Aécio Neves, Sérgio Cabral e todo o Partido dos Trabalhadores, por exemplo, vindos logo depois da velha guarda - de Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas e figuras ilustres do MDB e do PCB, para citar apenas as legendas mais emblemáticas - ter lutado e dado a vida pela redemocratização do país.

Como é triste, frustrante, deprimente, ver essa minha geração trair a confiança do povo e manchar a própria história para terminar a trajetória como ladrãozinho de quinta categoria. Oriundos de famílias de tradição democrática, filhos de presos políticos, flagrados décadas depois num mau-caratismo típico de prisioneiro pé-de-chinelo em delegacia de fundo de quintal. 

Precisamos renovar! Uma nova composição de forças políticas é necessária no Congresso para destravar a pauta política nacional, que exige reformas profundas e duradouras. O atual ciclo de poder morreu - não só pela idade mas pela decrepitude de métodos, conceitos e práticas que nos enchem de vergonha!

Depositamos nossa confiança em uma geração que não honrou o papel democrático e republicano que lhe cabia. Agora é virar a página! Renúncia Já! Peçam pra sair! O país não pode continuar nas mãos sujas de políticos criminosos e desonrados. Vamos em frente reconstruir o Brasil!

Carlos Fernandes é presidente do PPS paulistano e prefeito regional da Lapa.

#ProgramaDiferente: O socialismo morreu?



O #ProgramaDiferente desta semana debate o socialismo e a questão democrática, os partidos de esquerda e os novos atores políticos. No centenário da revolução russa e com o excesso de polarização que vemos hoje em dia nas ruas e nas redes, isso dá uma boa discussão. Não precisamos pensar igual, mas respeito é bom e todos gostamos. Assista.

Os participantes são o historiador Alberto Aggio, o cientista político Hamilton Garcia e o jovem vereador de Guarapuava, no Paraná, Samuel da Silva, que falam sobre a situação da esquerda no Brasil e no mundo. O socialismo morreu ou só está fora de moda? Afinal, hoje em dia, o que é ser esquerda ou direita? E você se identifica mais com qual pólo ideológico?

O historiador Alberto Aggio abriu a discussão dizendo que não há como definir a esquerda como algo imutável. A esquerda hoje, em sua visão, é situacional e aberta na medida em que podemos ver governos considerados de direita tomando medidas de esquerda em situações especificas, e vice-versa. Os termos direita e esquerda não estão mais engessados como antigamente. Hamilton Garcia, por sua vez, disse que a esquerda deve se adaptar ao mundo atual e não querer, como fez e faz o PT, que o mundo se adapte à sua narrativa. Encerrou colocando o desafio de se reinventar a esquerda e a democracia para os novos tempos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Comissão de Finanças convoca secretário de Assistência Social de João Doria que não atendeu ao primeiro convite para Audiência Pública da LDO

Por requerimento da vereadora Soninha Francine (PPS), a Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por seis votos favoráveis e um contrário, a convocação do secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Filipe Sabará, ou de seu adjunto para a próxima semana, tendo em vista a ausência injustificada do secretário ou de qualquer representante desta Secretaria na Audiência Pública da Lei de Diretrizes Orçamentárias que ocorreu nesta quarta-feira, 17 de maio, e da qual todos os demais convidados de diversas secretarias participaram.

Os vereadores integrantes da Comissão de Finanças, com exceção do líder do governo, vereador Aurélio Nomura (PSDB), consideraram um desrespeito à Casa o não comparecimento do secretário ou de seu adjunto, nem mesmo de qualquer representante da Secretaria à Audiência Pública. Votaram favoráveis ao requerimento de convocação (que vai além do simples convite inicial e exige a presença do convocado) os vereadores Jair Tatto (PT), Atilio Francisco (PRB), Reginaldo Tripoli (PV), Ricardo Nunes (PMDB) e Rodrigo Goulart (PSD), além da própria autora do requerimento.

Lembrando que Soninha Francine esteve à frente da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social até o dia 17 de abril, quando o prefeito João Doria anunciou em vídeo postado nas redes sociais a sua exoneração e posterior substituição pelo então adjunto, Filipe Sabará. A pasta é responsável, por exemplo, pelo atendimento a moradores de rua e o enfrentamento de problemas sociais crônicos como a cracolândia, na região central da cidade.

Diário Oficial formaliza doação de propaganda da Ultrafarma sobre "Cidade Linda" de João Doria

Com quase dois meses de delay (para ficar no termo técnico do atraso entre o envio e o recebimento de um sinal ou informação em sistemas de comunicação, por exemplo), o Diário Oficial da Cidade de São Paulo publica nesta quarta-feira, 17 de maio, as doações da Ultrafarma à Prefeitura de São Paulo referentes à publicidade do programa "Cidade Linda", principal cartão de visitas dos primeiros meses do prefeito João Doria (PSDB), nos jogos da seleção de Tite nas eliminatórias da Copa 2018.

A publicação dos contratos no Diário Oficial, firmados entre Sidney de Oliveira, o dono da Ultrafarma, e o secretário de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, Fabio Souza dos Santos, não estima o valor da doação, apenas os minutos de veiculação em painéis de LED durante os jogos da Seleção Brasileira: três minutos contra o Uruguai, em Montevidéu, no dia 20 de março; e cinco minutos contra o Paraguai, na Arena Corinthians, em São Paulo, no dia 28 de março. As partidas foram transmitidas pela TV Globo para todo o país.

Além dos painéis de publicidade nos jogos do Brasil, a Ultrafarma, que é patrocinadora da CBF, também fechou parceria para doar medicamentos em falta na rede municipal de saúde. Para retribuir a "gentileza", o prefeito João Doria atacou de "garoto-propaganda" da Ultrafarma, apresentando diversos produtos da empresa, como suplementos vitamínicos e complexos minerais (veja o vídeo).

A inserção da marca "São Paulo, Cidade Linda" foi bastante questionada por quem entende que o ato poderia configurar promoção pessoal ou propaganda eleitoral antecipada, tendo em vista que o nome de João Doria é cogitado para as eleições de 2018. A Prefeitura nega qualquer ilegalidade.

terça-feira, 16 de maio de 2017

PT: É pra rir ou pra chorar? :-D

É pra chorar de rir! Se não bastasse o PT viver na maior draga da sua história, alguns caciques sobreviventes (por enquanto) ao mar de lama ainda se julgam no direito de meter o bedelho no partido dos outros.

Na Folha de S. Paulo de hoje, um artigo do ex-vereador Nabil Bonduki e uma nota do deputado estadual José Américo Dias, ambos contra o prefeito João Doria e desavergonhadamente pró-Geraldo Alckmin (como se isso fosse possível!) dão o tom do ridículo do ocaso petista. Mal conseguem consolidar Lula como candidato petista, querem escolher agora o adversário tucano... kkkkkkk


Artigo de Nabil Bonduki: Doria adota métodos antiquados de gestão

Recentemente, Doria foi convidado a abrir o seminário Cidades do Futuro, promovido por uma rádio paulistana. Esperava-se que ele apontasse os desafios que as grandes cidades devem enfrentar no século 21 (mudanças climáticas, desigualdade, novos modos de vida, violência, mobilidade) e a estratégia proposta para São Paulo.

Para surpresa do público, o prefeito proferiu mais um discurso ideológico e raivoso, no tom da polarização simplificadora que domina o debate, defendendo o golpe parlamentar de 2016 e o governo Temer. Em 12 minutos, nada falou sobre o futuro das cidades.

Muito ruim para um político que diz não ser político. Pior ainda para uma cidade que requer um prefeito que administre o presente com os olhos voltados para o futuro, implementando mudanças estruturais no seu modelo urbano, como propõe o Plano Diretor Estratégico.

O prefeito busca forjar uma imagem de gestor moderno. Com marketing eficiente, tem obtido bons resultados, mas sua gestão não resiste a uma avaliação qualificada. Nada tem de moderna; é antiquada nos métodos e tímida nos objetivos.

É autoritária e vertical, desprezando os métodos participativos e colaborativos, contemporâneos. Não trabalha em equipe, impondo aos secretários iniciativas equivocadas e superadas, que contrariam a experiência acumulada de políticas públicas.

Exemplos não faltam. O Conselho de Política Urbana não se reuniu neste ano. Secretários são cobrados por resultados impossíveis de serem alcançados, como mostrou a demissão de Soninha. Outros não são respaldados, caso do secretário de Educação. A relação com o Legislativo é a de sempre.

Afirmando priorizar a educação, fecha salas de leitura, de informática e de brinquedos, quando é consenso entre os educadores que a formação infantil requer atividades lúdicas combinadas com educação formal.

Acelerando, reforça a superada cultura do automóvel, ameaça desativar ruas abertas e ciclovias e aumenta a velocidade, os acidentes e as mortes nas marginais. A solução é recolher as vítimas, com mais rapidez, aos hospitais ou aos cemitérios...

Doria prometeu trazer a eficiência do setor privado para a gestão pública, mas isso está longe de acontecer, como no caso do Programa de Metas. Reduziu as metas a níveis tão insignificantes que será fácil alcançá-las, preservando sua imagem, mesmo sem trazer benefício algum para a população. A proposta é tão tímida e mal formulada que o gestor de uma empresa que propusesse resultados tão inexpressivos seria trocado pelos acionistas.

Se os políticos tradicionais estão desgastados, mais arriscado é investir em fraudes midiáticas. Em tempo, Alckmin, que fechou o seminário, falou com mais pertinência sobre o futuro das cidades.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Mulheres dominam a semana no #ProgramaDiferente

Na semana marcada pelo Dia das Mães, neste domingo, o #ProgramaDiferente coincidentemente apresentou uma variedade incrível de matérias especiais com mulheres de todas as origens e perfis para todos os gostos. Veja aqui:

Especial: Ocupação Conceição Evaristo no #ProgramaDiferente

Moda, Beleza e Diversidade: #CasadeCriadores20anos no #ProgramaDiferente

Especial: Conheça a biografia de Hebe Camargo no #ProgramaDiferente

Quatro mulheres, quatro vozes femininas em Canções do Caos

Dia das Mães no #ProgramaDiferente: não basta comemorar a data, é preciso conscientizar as famílias e reforçar o combate da violência contra a mulher

Nesta sua terceira temporada, em 2017, o #ProgramaDiferente vem mantendo os princípios e o mesmo conteúdo cult e abrangente que nos levaram a conquistar respeito, credibilidade e mais de 2,5 milhões de views no Youtube e no Facebook: apresentar semanalmente um bom programa jornalístico, informativo e colaborativo (com entrevistas, debates, notícias e prestação de serviços), que propicie um olhar isento e alternativo ao da imprensa tradicional.

Desde a estreia da primeira temporada, em março de 2015, prosseguindo na segunda temporada, em 2016, o programa vem se destacando por um jornalismo qualificado, com pautas diferenciadas e uma abordagem leve, plural e democrática, ouvindo diversas personalidades brasileiras das mais diversas áreas (política, artes, cultura, direito, educação, esportes, meio ambiente, urbanismo, tecnologia, comunicação, redes sociais etc.).

Exibido na TVFAP.net e na TV Aberta (Canal Comunitário de São Paulo, NET Canal 9, Vivo Canal 186 e Vivo Fibra Canal 8) aos domingos (21h30) e terças-feiras (1h30 da manhã), o foco do programa é ajudar a debater a crise do país e a buscar saídas e soluções criativas para os problemas políticos, sociais e econômicos.

O objetivo também é discutir e promover a cidadania, a qualidade de vida, a diversidade, a justiça social, a igualdade de direitos e de oportunidades, e a chamada governança democrática, acima de preconceitos e de divisões partidárias e ideológicas, além de valorizar ações sustentáveis, empreendedoras e responsáveis, através de iniciativas culturais, comportamentais, políticas, acadêmicas e tecnológicas que apontem para cidades inteligentes, modernas e inclusivas. 

sábado, 13 de maio de 2017

Ocupação Conceição Evaristo no #ProgramaDiferente



Aos 70 anos, a escritora mineira Conceição Evaristo é um dos nomes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea. Nascida em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1970 e, desde então, vem se dedicando ao ensino.

Oriunda da favela e militante do movimento negro, ela compõe sua obra com base no que chama de “escrevivência”, ou a escrita que nasce do cotidiano e das experiências vividas. Em seus romances, contos e poemas, a autora explora sobretudo o universo – a realidade, a complexidade, a humanidade – da mulher negra.

Foi empregada doméstica até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Depois passou num consurso público para o magistério e estudou Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

Apesar de escrever desde a juventude, Conceição Evaristo só ganhou o merecido reconhecimento no meio literário recentemente. Exemplo disso é o romance "Becos da Memória", que a autora produziu a partir de situações vividas e observadas na extinta favela do Pindura Saia, na capital mineira, onde passou a infância e a adolescência. Concluída no final dos anos 80, a obra foi publicada apenas em 2006, após o lançamento do livro de estreia da artista, "Ponciá Vicêncio" (2003).

Entre as suas obras, todas marcadas pela crítica social, pelo combate à discriminação racial, de gênero e de classe, e pelo registro histórico da ancestralidade negra, também se destacam "Insubmissas Lágrimas de Mulheres" (2011) e "Olhos d´Água" (2014).

A "Ocupação Conceição Evaristo" está aberta em São Paulo até o dia 18 de junho, no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149), com entrada grátis, expondo manuscritos, fotos, correspondências e objetos pessoais, além de conteúdos audiovisuais e acessíveis para pessoas com deficiência. Assista aqui o especial "Conceição Evaristo e a Consciência Negra" no #ProgramaDiferente.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Dia das Mães no #ProgramaDiferente: não basta comemorar a data, é preciso conscientizar as famílias e reforçar o combate da violência contra a mulher



No fim-de-semana do Dia das Mães, data tradicionalemente marcada pelo apelo comercial e muito sentimentalismo, vamos sair um pouco na contramão e tratar de um tema ainda mais pungente, complexo e traumático: a violência contra a mulher. Não é possível que nos dias de hoje esse tipo de comportamento ainda seja visto como uma coisa normal ou minimamente aceitável. Assista.

É isso mesmo: comemorar o Dia das Mães é bom, gostoso, merecido e necessário, claro! Mas aproveitar a data para reforçar a campanha de conscientização e o combate à violência contra a mulher, diante de uma realidade tão chocante e contumaz, parece ainda mais oportuno.

A partir do filme Vidas Partidas, que trata do tema, o #ProgramaDiferente apresenta uma palestra e um bate-papo da atriz e cineasta Naura Schneider no encontro promovido pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) com jovens e futuras lideranças políticas no Rio de Janeiro. Vale a pena refletir sobre o assunto e divulgar essa causa.

É muita sujeira para sair no ralo dessa Lava Jato ;-)

Diante de todo esse bololô envolvendo o primeiro e o segundo time, os juvenis, os veteranos e até os aspirantes da política nacional na Operação Lava Jato, o melhor do dia é o texto bem humorado do jornalista Ruy Castro (leia abaixo).

Afinal, falar o que do depoimento de Lula e suas mãos inquietas denunciando um nervosismo incomum para um homem tão probo e inocente diante do juiz Sergio Moro?

Pensar o que das delações premiadas com detalhes tão precisos da bandidagem que nem nas aventuras de Ali Babá e os 40 ladrões encontraremos de forma tão surreal? Olha, já sabíamos que o marqueteiro João Santana era bom mesmo em construir personagens, mas a realidade supera a ficção.

Dizer o que dos argumentos pífios de que Lula não foi beneficiário da corrupção por não existirem contratos assinados da propriedade do tríplex do Guarujá ou do sítio de Atibaia? (Aliás, nem da Arena Corinthians, ao que se sabe...)

Comentar o envolvimento de Fernando Haddad e Lindbergh Farias no esquema de caixa 2 oriundo de propina para suas campanhas eleitorais? Não vale a pena. Vamos deixar isso para o pessoal especializado do Ministério Público e da Polícia Federal. É muita podridão para tratarmos por aqui. Vamos manter a sanidade e o bom humor.

Ruy Castro: A fim do tríplex

O ex-presidente Lula fez bem em não querer comprar o tríplex do edifício Solaris, na praia das Astúrias, em Guarujá, que o empreiteiro Léo Pinheiro insistia em lhe vender. Imagine o dono de uma das maiores empresas do país, com faturamento de R$ 50 bilhões por ano e atuação em vários continentes, sair de seus cuidados para dar uma de corretor, abotoar pessoalmente um cliente e tentar empurrar-lhe um imóvel no valor de reles R$ 1 milhão e quebrados. Alguma coisa devia estar errada —com o comprador, com o vendedor ou com o imóvel.

Pois aconteceu que o ex-presidente, ao visitar o tríplex ainda em obras e fazer um tour pelas dependências, em 2014, logo enxergou tudo. O imóvel tinha mais de 500 defeitos —que ele fez questão de apontar para Léo. Havia problemas na área gourmet, espaço habitualmente reservado à churrasqueira, na escada e na cozinha. Léo concordou, exceto quanto à cozinha —afinal, do mesmo fabricante e modelo da que fora instalada no sítio em Atibaia que não é do ex-presidente e que o ex-presidente usou nas 111 vezes em que pernoitou nele a partir de 2012.

Além disso, alegou o ex-presidente, o tríplex, com seus 215 metros quadrados, era muito pequeno para abrigar sua família, composta do casal, cinco filhos e seus cônjuges, oito netos e, agora, um bisneto. Como se sabe, os filhos do ex-presidente ainda moravam com ele, embora todos tivessem mais de 40 anos, fossem casados e comandassem grandes e prósperas empresas, cada qual com dois ou três funcionários.

Para completar, disse o ex-presidente, o tríplex ficava em frente à praia, que ele só poderia frequentar na Quarta-Feira de Cinzas —único dia em que não seria atazanado pela plebe.

Léo Pinheiro entendeu. Quem não entendeu foi dona Marisa, que, sem avisar ao ex-presidente, continuou a fim do tríplex.

(Folha de S. Paulo, sexta-feira, 12 de maio)