quinta-feira, 19 de abril de 2018

Decifrando a Globalização no #ProgramaDiferente



Em mais um episódio da série "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", o #ProgramaDiferente trata do tema: "A Globalização e a mudança da estrutura das sociedades". Que mundo é esse em que vivemos? De onde viemos? Para onde vamos? Como corrigir os rumos para uma realidade mais sustentável?

Com a presença dos sociólogos Caetano Araújo, Demétrio Magnoli e Sergio Fausto, além do economista alemão (radicado na Suécia) Stefan Fölster, coautor de "A Riqueza Pública das Nações", e participações especialíssimas do grupo Berimbrown Soul, do sociólogo e filósofo polonês Zingmunt Bauman, e do geógrafo Milton Santos, autor da obra "Por uma outra globalização". Assista.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Lula, Alckmin, Ciro e Bolsonaro na sátira de Tá no Ar



No último episódio da temporada, o programa Tá no Ar, da Rede Globo, fez uma sátira inteligente de quatro presidenciáveis de 2018, Lula, Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, com quatro propagandas de seus respectivos produtos fictícios: Luiz In Ice Tea, Johnnie Walckmin, Pepciro e Bolsonácqua. Reveja.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A crise de representação política e o futuro da democracia em debate no #ProgramaDiferente



Dentro da série "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação", o #ProgramaDiferente trata do tema "Crise de Representação Política e o Futuro da Democracia".  Este ano é verdadeiramente emblemático, com a eleição de um novo presidente votado legitimamente pelo povo e vencida a traumática transição pós-impeachment.

O debate é moderado pela jornalista e comentarista política Helena Chagas e tem a participação de José Álvaro Moisés, professor do Departamento de Ciência Política da USP; Marco Aurélio Nogueira, cientista político e professor da Unesp; Marcus Melo, cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco; e do italiano Alessandro Ferrara, filósofo e professor da Universidade de Roma Tor Vergata. Assista.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Rebeldia para reinventar a política, sugere FHC

Na coluna do jornalista José Casado, no jornal O Globo de hoje, o autor afirma que "Em livro, FHC sugere rebeldia para reinventar a política".

O texto trata do mais novo livro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o seu governo, inclusive fazendo autocríticas, e também sobre o período governado pelo PT.

A 24 semanas das eleições, o horizonte político não poderia estar mais nebuloso e a fragmentação política é enorme. Tal cenário confunde o eleitor e impede até a distinção nas pesquisas dos mais competitivos entre pelo menos 15 pré-candidatos anunciados à Presidência da República.

Em depoimento de 203 páginas, FHC alerta para riscos da desagregação política. Uma certeza é que, em janeiro de 2019, haverá no Palácio do Planalto alguém eleito em circunstâncias de fragilidades.

Outras reflexões importantes: O próximo presidente terá menos apoio no Congresso do que seus quatro antecessores. E, na melhor das hipóteses, vai atravessar 75% do mandato com as contas no vermelho - o atual governo prevê capacidade de investimento reduzida à metade, com despesas públicas em Previdência Social um terço maiores do que são hoje. 

Aos 86 anos, está convicto de que na História nada é imutável, nada se repete, tampouco se transforma completamente.

"Mais do que nunca, é imperativo interpretar o mundo para poder transformá-lo", incita em "Crise e reinvenção da política no Brasil", depoimento de 203 páginas aos seus amigos Miguel Darcy de Oliveira e Sergio Fausto, em que procura demonstrar que o Brasil não está "em um beco sem alternativas". 

Eleição não é unção, observa: "É preciso apoio do eleitor, mas esse apoio não é dado para sempre. Cada decisão tem que ser explicada. O processo de convencimento é um ato permanente de revalidação da legitimidade ou não do governante." Na presidência, admite, fracassou sempre quando não conseguiu explicar e convencer.

A desagregação que aí está precisa ser revertida com urgência. "Estamos diante de uma encruzilhada: ou bem seremos capazes de reinventar o rumo da política, ou cedo ou tarde a indignação popular explodirá nas ruas, sabe-se lá contra quem e a favor do quê. Ou, o que é pior, o reacionarismo imporá ordem ao que lhe parecerá o caos."

Vislumbra alternativas: "Não estamos atados a alianças automáticas e, a despeito de nossas crises políticas, erros e dificuldades, nos encontramos em um patamar econômico mais elevado do que no tempo da Guerra Fria: criamos uma agricultura moderna, somos o país mais industrializado da América Latina e avançamos em setores modernos de serviços, especialmente no de comunicação e financeiro. Somos uma democracia, apesar das eventuais dificuldades de nosso sistema político."

Para retomar o rumo, entende ser necessário identificar e confrontar "os inimigos da mudança, os adversários da contemporaneidade: de um lado o estatal-corporativismo, de outro o fundamentalismo de mercado. Ambos incompatíveis com o mundo contemporâneo."

"Se não tivermos êxito na construção dessa alternativa" - avalia - "corremos o risco de levar ao poder quem dele não sabe fazer uso ou o faz para proveito próprio. E nos arriscamos a perder as oportunidades que a História nos está abrindo para termos um rumo definido."

A rebeldia, propõe, seria com "um novo polo democrático e popular que se afirme como alternativa tanto à direita autoritária e retrógrada quanto à volta de utopias regressivas como prega boa parte das esquerdas. Não há nada mais urgente a se fazer, quando se olha para as eleições de 2018 e para além delas".

Reinventar a política é mobilizar. E o que move pessoas, hoje, "são as causas, os movimentos identitários, as reivindicações de liberdade lançadas por grupos e movimentos na sociedade." Recorre ao poeta português Fernando Pessoa: "Cada um é muitos".


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quarta-feira, 11 de abril de 2018

De Bernardinho a Sérgio Moro, Fórum da Liberdade trata da "Voz da Mudança" que o Brasil precisa ouvir

O #ProgramaDiferente apresenta a íntegra de algumas das palestras mais interessantes ocorridas no Fórum da Liberdade, realizado em Porto Alegre nos dias 9 e 10 de abril. O tema geral do evento foi "A Voz da Mudança", reunindo desde o primeiro encontro de presidenciáveis de 2018 até uma palestra concorridíssima com o juiz Sérgio Moro.

O Fórum da Liberdade também teve painéis específicos como "Empreender para Mudar", com a participação de Bernardinho, ex-treinador multicampeão da seleção brasileira de vôlei, e Jorge Caldeira, escritor e doutor em Ciência Política; e "Politicamente Incorreto", com a presença de Lya Luft, escritora, tradutora e professora universitária, e Leandro Narloch, jornalista e escritor; entre outros.

Veja abaixo o link das palestras e o perfil de cada um destes quatro convidados destacados:

Bernardinho

Ex-jogador, treinador de voleibol, economista, e empresário brasileiro. Bernardinho é um dos maiores campeões da história do voleibol, acumulando mais de trinta títulos importantes em 22 anos de carreira, dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina. Como empresário, possui diversos empreendimentos de sucesso, incluindo a maior rede de academias da América Latina, bem como projetos sociais como o Instituto Compartilhar.


Jorge Caldeira

Escritor, doutor em Ciência Política, mestre em sociologia e bacharel em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Sócio-fundador da Mameluco Edições e Produções Culturais, é escritor e possui ampla experiência profissional na área jornalística e editorial. Foi publisher da revista Bravo!, consultor do projeto Brasil 500 Anos, da Rede Globo de Televisão, editor-executivo da revista Exame e da Revista da Folha, do jornal Folha de S. Paulo, editor de economia da revista Isto É e editor da Revista do Cebrap. Ocupa a cadeira nº 18 da Academia Paulista de Letras.


Leandro Narloch

Jornalista, foi repórter da revista Veja e editor de Superinteressante e Aventuras na História. É autor dos livros Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo e Guia Politicamente Incorreto da América Latina, este último escrito com o jornalista Duda Teixeira. Os livros, que venderam mais de 750 mil exemplares desde 2009, criticam a influência marxista nos livros didáticos, derrubam mitos consagrados e mostram como intervenções políticas sabotaram a economia de países da América Latina, da África e da Ásia durante o século 20.


Lya Luft

Nasceu em Santa Cruz do Sul em 1938. Aos 18 anos mudou-se para Porto Alegre para cursar Pedagogia e Letras, na PUCRS. Tem mestrado em Linguística, disciplina que lecionou na Faculdade Porto Alegrense por dez anos, além de Literaturas Brasileira e Portuguesa.

Começou cedo a escrever como colunista em jornal — o que continua fazendo ainda hoje. Foi, por vários anos, colunista da revista Veja. Agora, colabora com o jornal Zero Hora.

Autora de muitos romances, como As Parceiras, Reunião de Família, O Tigre na Sombra e ensaios não-literários como Perdas & Ganhos — traduzido em 12 países —, vendendo só no Brasil um milhão de exemplares. Recentemente publicou “A Casa Inventada”, nessa mesma linha de reflexões. Toda a sua obra é publicada pela Editora Record (RJ).

Viúva do linguista Celso Pedro Luft, com quem teve os filhos Susana, André e Eduardo, vive em Porto Alegre com seu companheiro de muitos anos, engenheiro Vicente de Britto Pereira.

Viajou muito pelo país e exterior dando palestras, o que agora reduziu ao máximo: “Gosto mesmo é de ficar quieta. Então é o que faço”.

Aplaudidíssimo, juiz federal Sérgio Moro é a estrela do 31º Fórum da Liberdade no #ProgramaDiferente



O juiz federal Sérgio Moro foi a grande estrela do 31º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, neste segundo e derradeiro dia do evento organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE). Em dois momentos, nesta terça-feira, 10 de abril, primeiro num bate-papo para uma plateia VIP conduzido pelo filósofo Eduardo Wolf, ex-secretário de Cultura do prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchesan (PSDB), falou sobre a Lava Jato, o processo contra Lula e a decisão da ministra Rosa Weber. Veja aqui.

Mais tarde, para um público bem maior, em palestra para mais de 2.700 pessoas que superlotaram o grande auditório da PUC-RS, voltou a falar sobre a Operação Lava Jato e o conjunto de ações contra a corrupção no Brasil. Neste segundo momento, na roda de conversas intitulada "A Lei", Sérgio Moro foi aplaudidíssimo ao dividir o palco central do Fórum da Liberdade com Antonio Di Pietro, vice-procurador no Tribunal de Milão e promotor que comandou a Operação Mãos Limpas, na Itália, e Adriano Gianturco, professor de Ciência Política do IBMEC-MG. A mediação ficou a cargo do presidente do IEE e organizador do evento, Júlio César Bratz Lamb. Assista.

Vereadora Soninha, do PPS, é a nova 2ª vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo

Com a nomeação do vereador Eduardo Tuma (PSDB), que é o atual 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, como secretário da Casa Civil do prefeito Bruno Covas nesta quinta-feira, o então 2º vice, Rodrigo Goulart (PSD), assume a vaga de Tuma na Mesa Diretora e a vereadora Soninha Francine (PPS), eleita primeira suplente, consequentemente passa a ser a 2ª vice-presidente da Casa no decorrer de 2018. Lembrando ainda que o presidente Milton Leite (DEM) na prática é o atual vice-prefeito de São Paulo, com a renúncia de João Doria (PSDB) e a posse de Bruno Covas (PSDB).

terça-feira, 10 de abril de 2018

Bruno Covas busca recompor maioria na Câmara, que pretende manter as marcas da gestão de João Doria

Com o até então vice Bruno Covas devidamente empossado prefeito de São Paulo para cumprir os dois anos e nove meses restantes da gestão tucana (somados ao um ano e três meses cumpridos pelo prefeito João Doria, que renunciou ao cargo para ser candidato em 7 de outubro) e cara nova na bancada do PSDB - com o suplente Quito Formiga no lugar do vereador Eduardo Tuma, recém nomeado secretário da Casa Civil, a Câmara Municipal de São Paulo tenta recompor a maioria governista para votar projetos do Executivo.

Enquanto isso, busca acordo para aprovar o primeiro pacotão de projetos de autoria dos vereadores nesta terça-feira, em 1ª votação, e na quinta-feira, em segunda e definitiva votação, para seguirem à sanção do novo prefeito. Há oposição da bancada do PT à agenda proposta exatamente por conta da quarta-feira, que estaria reservada para discussão da pauta governista.

A intenção do líder do governo, vereador João Jorge (PSDB), é aprovar o projeto que libera para divulgação o uso de identidade visual e denominação própria dos programas da Prefeitura de São Paulo, limitada atualmente ao uso do brasão oficial da cidade. A polêmica sobre o tema foi evidenciada com o uso, no início da gestão tucana, das marcas criadas pelo prefeito João Doria, como "Cidade Linda", "Corujão da Saúde" etc.

Criança e Adolescente

A vereadora Soninha Francine (PPS), durante o chamado "colégio de líderes", fez um pedido para que as bancadas possam indicar seus representantes para a Comissão Extraordinária de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude e assim permitir a sua instalação.

Fórum da Liberdade reúne seis presidenciáveis



Com o primeiro encontro entre alguns dos principais pré-candidatos à Presidência da República em 2018, foi aberto nesta segunda-feira, 9 de abril, o 31º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre. O foco do evento organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) foi a discussão de mudanças políticas e econômicas, e o que será do Brasil após a crise atual, reunindo os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Flávio Rocha (PRB), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (PMDB), João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede), que revelaram quais seriam as prioridades em seus governos. Assista.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Lula: a narrativa de um corruPTo condenado



Ao lado do amigo Frei Betto, horas antes do último discurso público no ato político preparado na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Lula deixou gravada uma mensagem para ser divulgada após a sua prisão. É a narrativa típica do condenado que se declara inocente, com a verborragia já conhecida do guru do petismo. Assista.

#ProgramaDiferente: Cantora Anitta em Harvard



O evento anual Brazil Conference, organizado pela comunidade de estudantes brasileiros na região de Boston, na Harvard Kennedy School e no MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, tem como objetivo promover o debate entre intelectuais, personalidades midiáticas, líderes e representantes da diversidade nacional e internacional, sobre os mais variados temas envolvendo o Brasil. A edição de 2018 foi realizada nos dias 6 e 7 de abril, com o tema #AçãoQueTransforma, sobre iniciativas que estejam acontecendo para ajudar nas mudanças do país.

Uma das atrações deste ano foi a cantora Anitta, de 25 anos, que exaltou a importância da educação para o desenvolvimento do Brasil. Em sua palestra, ela afirmou a empresários, políticos e alunos que teve “uma mãe que veio da Paraíba e sempre ensinou muito o valor de estudar”. Anitta reforçou a importância de que políticos pensem em educação a longo prazo. “Investir nisso não vai aparecer em quatro anos; leva tempo”, disse. Na plateia, estavam convidados como o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE) e o CEO da maior cervejaria do mundo, Carlos Brito (Inbev). Assista na íntegra.

“Isso mudou muito a minha vida e a minha visão das coisas. Só que acho que isso dá trabalho. Explicar para uma pessoa como ela faz acontecer dá muito mais trabalho do que só entregar na mão dela”, disse Annita. “É questão de paciência investir em educação e esperar essa bola de neve ir diminuindo, essa crise ir baixando ao longo do tempo”, completou.

A cantora explicou qual foi sua estratégia para conquistar o mercado mundial da música. Fez também um relato pessoal de que a desigualdade social, embora gere dificuldades e falta de oportunidades, não deve ser justificativa para a violência. “Tive muitos amigos que roubaram. Mas eu falava: infelizmente, a gente nasceu menos privilegiado, mas não significa que tenha de sair pegando o que é do outro. Vamos ter de lutar mais? Vamos. Mas não dá para justificar um erro com outro", afirmou.

Por quase uma hora, Anitta deu lições de empreendedorismo e gestão de carreira para a plateia mais concorrida do evento. Na primeira fila, o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, dono de uma fortuna de R$ 93,3 bilhões - ele não quis falar com a imprensa, mas aplaudiu de pé e seguiu com a cantora para o camarim.

Nascida Larissa de Macedo Machado e mundialmente famosa pelo nome artístico Anitta, ela narrou a infância pobre em Rocha Miranda, "quase, quase na favela", e os primeiros passos da carreira em bailes funk, quando o cachê não ultrapassava R$ 150 (hoje ele pode superar R$ 200 mil). Foi interrompida pelo menos quatro vezes por aplausos. A primeira veio quando ela defendeu o ritmo carioca - que no ano passado chegou a ser alvo de debates no Senado sobre eventual criminalização. "Antes de cantar, eu nunca tinha ido à zona sul do Rio de Janeiro. Então é muito difícil você cantar o 'barquinho vai, a tardinha cai' (referência à Bossa Nova) se você nunca viu essas coisas", disse.

"O funkeiro canta a realidade dele. Se ele acorda, abre a janela e vê gente armada e se drogando, gente se prostituindo, essa é a realidade dele", continuou. "Para mudar as letras do funk, você tem que mudar antes a realidade de quem está naquela área."

sábado, 7 de abril de 2018

Veja a íntegra do discurso de Lula antes de ser preso e o fascismo de uma seita de lulistas fanáticos contra os profissionais da imprensa no Dia do Jornalista



O #ProgramaDiferente exibe a íntegra do discurso de Luiz Inácio Lula da Silva na frente do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, neste histórico 7 de abril, no último ato político orquestrado pelo PT e pelos apoiadores do ex-presidente antes dele cumprir a ordem do juiz Sergio Moro e se apresentar à Polícia Federal para começar a cumprir a sua pena pela condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Acompanhe a checagem das informações feita pela Agência Lupa. Será que Lula exagerou? Inventou historias? Mentiu? Assista.

Outra curiosidade: além de ser o aniversário de nascimento da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva (morreu em 3 fevereiro do ano passado), data que justificaria o ato público sob medida convocado para impressionar a militância e com o intuito de compor a narrativa midiática do vitimismo de Lula (uma espécie de showmissa com a presença de políticos, artistas e religiosos), 7 de outubro é também o Dia do Jornalista.

O insólito é que justamente neste dia cresceu a onda de agressões físicas e verbais contra os profissionais da imprensa motivadas pelo ódio dos manifestantes e seguidores da seita de adoradores lulistas, incentivados pelo próprio guru, que durante o seu pronunciamento criticou ostensivamente e afirmou não "perdoar" - chamando de golpistas e mentirosos - os jornalistas, promotores e principalmente os juízes que o condenaram. De que lado, afinal, estão os fascistas? Assista aqui essa homenagem enviesada aos repórteres agredidos.

UM TAPA NA CARA DO CIDADÃO DE BEM

Ato político festivo de Lula é uma afronta à lei, à ordem e ao Estado Democrático de Direito. Um tapa na cara do cidadão de bem, trabalhador honesto e pagador de impostos que não surrupia dinheiro público nem tem relações criminosas com os donos do poder. #LulaNaCadeia

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#ProgramaDiferente mostra Cristovam Buarque e Marina Silva na abertura do Congresso da Rede



O #ProgramaDiferente registra no Congresso Nacional da Rede Sustentabilidade, realizado neste fim-de-semana, em Brasília, a participação do senador Cristovam Buarque (PPS/DF), que é também presidente do conselho curador da Fundação Astrojildo Pereira (FAP). Além disso, reproduzimos a fala de abertura da presidenciável Marina Silva sobre a situação do país, a prisão de Lula e a esperança no futuro. Se preferir, assista a íntegra do ato político inaugural do Congresso. Veja ainda o discurso de Marina ao ser aclamada pré-candidata à Presidência da República.
 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

#ProgramaDiferente inicia série intitulada "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação"



A partir desta semana, o #ProgramaDiferente abre uma série especial intitulada "Desafios Políticos de um Mundo em Intensa Transformação". Em ano de eleição presidencial e essencial para a democracia brasileira, após um período de grave crise política, econômica, ética e social, precisamos aprofundar o debate e a reflexão para entender os dias atuais. 

Esta sequência de programas tem como fonte de inspiração o seminário internacional de mesmo nome promovido em parceria entre a Fundação Astrojildo Pereira (FAP) e o Instituto Teotônio Vilela (ITV). Na abertura, estão presentes o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), presidente do conselho curador da FAP; o suplente de senador José Aníbal (PSDB/SP), presidente do ITV; e a professora Lourdes Sola, da USP. Assista.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Foi 6x5 para o Estado Democrático de Direito

Se o Brasil quer se consolidar como um país sério, essencialmente democrático e republicano no seu ordenamento político e jurídico, devemos celebrar a decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal contra o indesejável afrouxamento da jurisprudência constitucional em benefício do ex-presidente Lula.

A lei deve ser igual para todos. Como um verdadeiro Estado Democrático de Direito, devemos privilegiar no Brasil as liberdades civis, respeitar os direitos humanos e as garantias fundamentais, mas sem que os interesses individuais se sobreponham aos princípios coletivos e aos interesses da Nação.

Que a mudança de paradigmas iniciada pela condenação de políticos no episódio do Mensalão e sedimentada na corrente Operação Lava Jato, com os chamados criminosos do colarinho branco investigados, condenados e presos, represente de fato o amadurecimento da nossa jovem democracia, o aprimoramento das instituições e o empoderamento da cidadania.

Que tudo isso não se limite obviamente à punição de Lula, ainda que exemplar, mas que atinja corruptos e corruptores em todos os partidos e nas diversas esferas do setor público e privado. Ninguém deve estar acima da lei. Nenhum brasileiro pode ter salvo-conduto para transgredir as regras constitucionais e fazer da política uma terra de ninguém.