sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Posse da nova direção da FAP, a crise institucional e as expectativas para 2017 no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana trata da crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das expectativas para o ano de 2017, com participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Cultura Roberto Freire, dos senadores José Aníbal, Marta Suplicy e Cristovam Buarque, do deputado estadual Davi Zaia e do secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, todos presentes na posse dos novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018 (veja aqui a solenidade na íntegra). O novo presidente do Conselho Curador da FAP é o senador Cristovam Buarque, e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo. Assista.

FHC e o "novo algoritmo que rege a política"



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise institucional no Brasil e comenta sobre o "novo algoritmo da política", ou as mudanças globais que ele identifica com precisão em artigo recente. Assista.


Artigo de FHC: O algoritmo da política mudou

Diversamente do progressismo do século XVIII, centrado no indivíduo, e do XIX, centrado na classe, o atual deve se centrar nos que nascem e vivem ‘em redes’

A eleição de Donald Trump confirma o que já se pressentia. Na França, mesmo sem vencer, é provável que Marine Le Pen aumente sua votação. Será o temível “direita volver”? Sim e não. É indiscutível que a onda contemporânea é de rechaço aos “males da globalização”. Os que simbolicamente representam a “globalização feliz”, na expressão do sociólogo Pascal Perrineau, estão colhendo o repúdio dos deserdados dela. Mas isso é só parte da história.

Ao mesmo tempo, a sociedade está refazendo liames de solidariedade e definindo formas de comportamento orientadas por valores que se afastam do padrão anterior. As razões desse sacolejar não podem ser reduzidas às consequências, negativas para alguns, da integração global dos mercados, da alta produtividade das novas tecnologias e do consequente drama do desemprego.

Nossos modelos mentais se formaram, a partir do século XIX, de modo pós-iluminista: menos do que a razão, contariam os interesses. Estes, desigualmente distribuídos graças às heranças das famílias e às regras de êxito nos mercados, davam sustentação mais ou menos sólida aos laços de classe, que se espelhavam em ideologias. Foi esse mundo que Marx levou ao extremo ao definir a luta de classes como o “motor da História”.

A partir daí, aproveitando resquícios da Revolução Francesa, podiam-se classificar as posições políticas entre esquerda e direita e um centro “amorfo”, ou, como o qualificou Maurice Duverger, um pântano eterno. Por quê? Porque o proletariado e seus aliados simbolicamente eram a “esquerda” revolucionária (posição na Assembleia Nacional onde tomavam assento os militantes mais ardorosos) e se contraporiam à burguesia, que defendia os interesses de conservação da ordem (a “direita”).

Esse mundo se transformou profundamente. Novas formas de produzir, com a disseminação das inovações tecnológicas da automação, miniaturização e especialmente comunicação em rede, criaram uma economia de alta produtividade e baixa empregabilidade, com o encolhimento do setor fabril e a expansão dos serviços. As sociedades capitalistas acrescentaram à estrutura de classes (sem desfazê-las) mecanismos de mobilidade ocupacional e formas de interação e de eventual coesão social, que se fazem e desfazem rapidamente dispensando estruturas organizacionais intermediárias.

As pessoas se juntam e se separam por redes intercomunicadas. Estas, de tempos em tempos, levam à ação coletiva: as paradas, os protestos, as “ondas eleitorais” que se formam independente mente dos partidos. Tudo isso assusta os membros do establishment tanto da esquerda quanto da direita: organizações multinacionais, sindicatos, mídia tradicional, partidos, igrejas etc. se sentem inseguros, e frequentemente partes deles se voltam “contra tudo isto que está aí”.

Às consequências sensíveis da globalização em momentos de crise (estagnação, deslocalização e desemprego), portanto, somam-se também tensões em torno a padrões de comportamento. Há novos parâmetros quanto ao que seja aceitável em uma sociedade crescentemente diversa (paradas de “orgulho gay”, ascensão política de migrantes, presença ativa de minorias, lutas pró-direito de aborto, regulamentação do uso das drogas etc.).

Há também reações tradicionalistas contra todas essas mudanças. Se a isso somarmos os conflitos pela hegemonia mundial e as ameaças inquietantes do terrorismo, completa-se o quadro no qual, mais que “de direita” (no sentido clássico), as reações são de medo. Refletem o desejo de retorno ao que foi ou se imaginava ter sido bom no passado (“Make America great again”) e de proteção e segurança (protecionismo, nacionalismo xenófobo etc.) frente às ameaças do presente.

O assunto não se esgota, portanto, em dizer: é a direita que está vitoriosa, embora seja. Não é qualquer direita, é a direita do orgulho nacional xenófobo, do “fora, imigrantes”, do protecionismo e do personalismo autoritário, valores em parte compartilhados por certa esquerda. Mais correto diante da vitória de Trump seria repetir Angela Merkel e dizer: nós temos princípios, amamos a liberdade, temos respeito à dignidade humana e à democracia.

As regras desta se aplicam a todos, independentemente da cor da pele, da orientação sexual, religiosa ou partidária. Ao mesmo tempo, não se deve fechar os olhos às consequências da “globalização assimétrica” que põe à margem regiões inteiras do mundo e setores internos das sociedades, mesmo das mais prósperas. Diante das transformações sociais e culturais que estão ocorrendo, o pensamento progressista não deve cantar loas à debacle da globalização que arrasta com ele os princípios “iluministas”, que Marx acolhia (com a pretensão de superá-los).

Tampouco cabe fechar o nariz com repugnância ao que está ocorrendo. O mal-estar precisa ser entendido para recriar-se a esperança. As propostas para o futuro devem olhar as necessidades concretas das pessoas. Foi isso que os “brancos, pobres e pouco educados” (o proletariado...) viram na demagogia de Trump.

Não basta denunciá-la como enganosa, embora seja: é preciso escutar o drama dos perdedores, dar-lhes uma resposta efetiva, não fechar os olhos aos efeitos negativos da globalização, e, não menos importante, reafirmar ao mesmo tempo os princípios fundamentais da liberdade, da dignidade humana e da igualdade democrática.

Diversamente do progressismo do século XVIII, centrado no indivíduo, e do XIX, centrado na classe, o atual deve se centrar em pessoas que nascem e vivem “em redes”. Não repudiam o coletivo: querem existir dentro dele mantendo suas autonomias, sua liberdade de escolha. O algoritmo é outro. Há os interesses, mas os valores também contam.

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e ex-presidente da República


Veja também:
O político que não aprender com os erros vai ser arrastado pela avalanche das redes e das ruas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Entrevista de Davi Zaia no #ProgramaDiferente



O deputado estadual paulista Davi Zaia, presidente nacional interino do PPS no lugar de Roberto Freire, licenciado após a nomeação para o Ministério da Cultura, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Entrevista de Roberto Freire no #ProgramaDiferente



O Ministro da Cultura Roberto Freire, deputado federal e presidente nacional licenciado do PPS, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Entrevista de Arnaldo Jardim no #ProgramaDiferente



O Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, deputado federal licenciado do PPS, fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente sobre a crise política e institucional enfrentada no Brasil, além das suas expectativas para o ano de 2017. Assista.

Demétrio Magnoli fala da crise política, do confronto entre Legislativo e Judiciário, do pós-PT e do destino de Renan Calheiros no #ProgramaDiferente



O jornalista e sociólogo Demétrio Magnoli, comentarista político da Globo News, faz uma análise exclusiva para o #ProgramaDiferente da crise brasileira, do pós-PT, do governo de transição do presidente Michel Temer, do atual confronto entre Legislativo e Judiciário, que determinou o afastamento do réu Renan Calheiros da linha de sucessão do poder da República e da presidência do Senado Federal. Ele também revela as suas expectativas para 2017. Assista.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O prefeito Haddad é um gênio incompreendido, pô!

O prefeito Fernando Haddad, o petista tranquilão, segundo seus fãs, é um gênio incompreendido. Tá certo. Mas não se pode negar que é um sujeito coerente: manteve o mesmo padrão do início ao fim da gestão ruinddad.

Começou com postes no meio de ciclovias intransitáveis e manteve o critério inovador agora com uma barra de ferro instalada no meio de uma ciclovia, ferindo um cidadão.

Nada que surpreenda também para quem já lançou a primeira obra de "acessibilidade inacessível" do mundo, como pode ser verificado abaixo nesta foto de fevereiro de 2014: na avenida Paes de Barros (bairro da Mooca), a Prefeitura construiu rampa de acesso para cadeirantes, mas não removeu os obstáculos da pista.

É um não é um rol indiscutível de exemplos de genialidade e competência como gestor moderno com visão sustentável? ;-)


Brasil, meu Brasil brasileiro... Socorro!

A guerra entre Legislativo e Judiciário, com o tira e põe o réu Renan Calheiros na Presidência do Senado, deu o tom da política nesta terça em Brasília e deve se acirrar hoje, quarta-feira, eclipsando outros inúmeros escândalos políticos e votações pendentes importantes, como a PEC do Teto e a Reforma da Previdência.

Faz lembrar um velho provérbio português: "Em casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão". Vale para a crise que atinge os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. É muita gritaria para pouca razão. Coitadinho do Brasil...

O PSDB partido vai tomar partido de quem na eleição do próximo presidente da Câmara de São Paulo?

Vem aí uma semana beeeem quente dentro do ninho tucano para definir os rumos do PSDB e a sua composição com a base governista do futuro prefeito João Doria na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo: o partido que está cada vez mais partido vai tomar partido de quem, afinal?

Com duas reuniões agendadas, da Executiva e do Diretório Municipal, o partido vai ter que optar entre confirmar o apoio ao vereador Milton Leite (DEM) ou enquadrar a bancada e seguir a tese do seu presidente municipal, o também vereador Mario Covas Neto (hoje voz isolada), que defende que o presidente da Casa deve necessariamente ser um nome do maior partido na futura legislatura: o PSDB, com seus 11 eleitos.

A crise ronda o PSDB paulistano e repete o racha que vem desde o nacional, já antecipando a eleição presidencial de 2018. Mas, afinal, vamos falar de 2017 e nos restringir à Câmara de São Paulo. O que poderá vir por aí?

Eis os cenários possíveis:

1) O PSDB pode desautorizar a bancada e fechar questão em uma candidatura própria para a Mesa Diretora da Câmara, como quer seu presidente, Mario Covas Neto. Como vão reagir os outros vereadores, dentro e fora do PSDB? Tucanos vão aceitar calados a ordem imposta? Os aliados vão abandonar Milton Leite?

2) O PSDB pode endossar o desejo da maioria da bancada e apoiar a candidatura do aliado Milton Leite. Aí quem fica em saia justa é Mario Covas Neto, presidente municipal isolado e derrotado na tese de defesa do partido.

3) Começam a surgir propostas para uma saída honrosa de todos: o PSDB seguiria no apoio a Milton Leite, enquanto Mario Covas Neto seria "promovido" a líder do governo Doria ou até mesmo a secretário estadual dos Transportes no governo Alckmin, além de futuro coordenador da campanha presidencial do governador em 2018.

4) Há ainda outra possibilidade, ouvindo a voz das redes e das ruas: na atual montagem de uma chapa de consenso para a Mesa Diretora, a presidência fica com Milton Leite, a vice-presidência com um vereador do PSDB e a 1ª secretaria, o segundo cargo em importância na Casa, ficaria com um vereador do PT. Aí que está! Começa a ganhar corpo a movimentação para o deslocamento do PSDB para a 1ª secretaria e o PT para a vice, ou até mesmo para fora da Mesa, numa solução mais radical de #ForaPT e apaziguamento tucano. E por que não?

Esta e outras notícias sobre o dia-a-dia da Câmara Municipal de São Paulo estão detalhadas no Câmara Man: os vereadores paulistanos na sua timeline.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cadê o charme da Virada Cultural em Interlagos?

Criada na gestão do prefeito José Serra (PSDB) em 2005 e mantida pelos sucessores Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT), a Virada Cultural no centro da cidade e em bairros da periferia é um evento cheio de charme, reunindo milhões de pessoas por 24 horas ininterruptas de atrações artísticas e culturais.

Música, teatro, cinema, dança, literatura, exposições de artes, circo, gastronomia, cultura popular. O modelo, marcado pela revitalização e apropriação do espaço público pelos cidadãos, foi copiado em cidades de todo o país. É um sucesso.

Então, a troco de quê a futura gestão do prefeito João Doria pretende confinar a Virada Cultural ao autódromo de Interlagos? Para diminuir a sujeira da cidade pós-Virada? Garantir a segurança dos participantes? Preservar do incômodo os moradores da região central? Mas tudo isso não pode ser obtido com planejamento e organização, sem perder o charme da Virada?

O que nós, que apoiamos a eleição do prefeito João Doria, pensamos sobre a Virada Cultural? A resposta segue abaixo, nas palavras do próprio João Doria, então candidato, à Folha de S. Paulo, durante a campanha:


Ele disse mais:

"A Virada Cultural é um projeto que a Prefeitura manteve da gestão José Serra (PSDB). A gestão atual teve o bom senso de preservar no calendário da cidade, pois é um sucesso. O que nós vamos fazer também, além de ampliar a Virada Cultural e estendê-la aos bairros é fazer uma integração com as Fábricas de Cultura, que são administradas pelo Governo do Estado e funcionam muito bem. Elas serão mais integradas aos programas culturais do Município, para permitir uma frequência ainda maior de pessoas nos bairros. E vamos também desenvolver mais projetos em comum acordo com as Fábricas de Cultura e que possam extrapolar os limites desses centros culturais e levados para toda a cidade."

"Outro projeto que vamos desenvolver são as Ruas Musicais de São Paulo. Vamos resgatar uma iniciativa que já desenvolvemos na década de 1980 (na presidência da Paulistur, de 1983 a 1986, na gestão Mário Covas), com ruas dedicadas a estilos de música brasileira de raiz, como a Rua do Choro, a Rua do Samba, Rua do Forró, Rua do Carnaval, Rua do Sertanejo, em diferentes bairros da cidade e de acordo com as características da população e o que ela deseja como manifestação cultural."

O assunto é polêmico, sem dúvida, e nada impede que o prefeito reveja seus planos. Mas é importante ouvir todas as opiniões, a favor e contra a mudança. Veja essas posições conflitantes: Para idealizadores, Virada Cultural em Interlagos é o fim do evento. Por outro lado, a coluna de Mônica Bergamo traz a opinião da vereadora eleita e futura secretária de Desenvolvimento Social da Prefeitura, Soninha Francine (PPS):

SOM NA MULTIDÃO
Soninha Francine, futura secretária municipal de Assistência Social, concorda com a ideia de João Doria (PSDB) de transferir a Virada Cultural do centro para o Autódromo de Interlagos.

SOM NA MULTIDÃO 2
"O que é mais legal é todo mundo se encontrar em um mesmo lugar e ter um monte de show perto um do outro. Se a locomoção for bem planejada, por mim tudo bem. Não apoiaria se fossem várias viradas ao mesmo tempo em diferentes lugares."

MULTIDÃO 2
Para Soninha, a mudança pode levar a Interlagos "muita gente que quase nunca" esteve no local. "O Lollapalooza [festival de música] é lá e funciona muito bem", afirma a futura secretária.



O futuro secretário municipal da Cultura, André Sturm, também se manifestou: Virada seguirá no centro e não vai acabar, diz secretário de Doria


O Blog do PPS precisa manter a coerência. Em 2009 já dizíamos: 

Virada Cultural é sucesso em São Paulo

domingo, 4 de dezembro de 2016

Cristovam Buarque assume a presidência e Luiz Carlos Azedo a direção geral da FAP em ato que contou com participação de Freire, Marta, José Aníbal e FHC



Com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ministro da Cultura Roberto Freire, dos senadores José AníbalMarta Suplicy e Cristovam Buarque, dos deputados federais Alex Manente Pollyana Gama, do deputado estadual Davi Zaia e do secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, foram empossados os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, em solenidade realizada no sábado, 3 de dezembro, na Câmara Municipal de São Paulo.

Tanto Roberto Freire quanto Arnaldo Jardim são também deputados federais licenciados. Ao ser nomeado ministro, Freire se afastou da Câmara dos Deputados e da presidência nacional do PPS, assumida agora por Davi Zaia, até então secretário-geral e presidente estadual do PPS em São Paulo, função pela qual passou a responder Alex Manente.

O novo presidente do Conselho Curador da FAP é o senador Cristovam Buarque, e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

O ato foi transmitido online pela TVFAP.net, que durante a semana colocará no ar a íntegra do evento à disposição do público e também prepara para o próximo #ProgramaDiferente um especial sobre a solenidade da FAP. Enquanto isso, você acompanha matéria com FHC, Cristovam, Marta, Roberto Freire, Davi Zaia, Azedo e Arnaldo Jardim falando sobre o atual momento político do Brasil, o governo de transição do presidente Michel Temer e as expectativas para o ano de 2017. Assista.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

#ProgramaDiferente trata do desafio de tirar a sustentabilidade do gueto ambientalista e atingir o maior número de pessoas no Brasil e no mundo



O #ProgramaDiferente desta semana fala sobre um dos nossos temas mais recorrentes: a Sustentabilidade. E trata exatamente de como vencer o desconhecimento e mobilizar a sociedade sem restringir a busca de um mundo sustentável ao gueto ambientalista, mas conectando a agenda da sustentabilidade à economia, às novas tecnologias, à governança democrática e ao dia-a-dia do maior número de pessoas. Assista.

O evento “Saindo do gueto ambientalista: o desafio de mobilizar as pessoas para a sustentabilidade” é uma parceria do IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade com o Senac São Paulo. Conta com a participação de Fernando Meirelles, cineasta, produtor e roteirista; Mônica Gregori, sócia da agência Cause e realizadora do estudo "O Fluxo das Causas"; Ricardo Guimarães, presidente da Thymus Branding; Tom Moore, sócio da consultoria Mandalah; João Paulo Capobianco, presidente do conselho diretor do IDS; e Eduardo Giannetti, economista, cientista social e professor do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).

Grandes nomes da comunicação e da sustentabilidade falam de como promover o engajamento dos brasileiros nessa causa que ganhou corpo a partir da Eco-92 e se consolidou a partir da Rio+20. O cineasta Fernando Meirelles fala da abertura das Olimpíadas Rio 2016, que ele dirigiu e alertou mais de 3 bilhões de espectadores no mundo inteiro para o tema das mudanças climáticas. Ricardo Guimarães expõe seus conhecimentos sobre comunicação e identidade de marca; Mônica Gregori fala sobre os desafios e oportunidades de comunicar grandes causas; e Tom Moore sobre a campanha global com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Mas, enfim, o que é a sustentabilidade? ;-)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Carlos Fernandes será Prefeito Regional da Lapa

Presidente municipal do PPS paulistano, o gestor público Carlos Fernandes foi anunciado nesta quinta-feira (veja) como futuro Prefeito Regional da Lapa na gestão do prefeito João Doria, a partir de 1º de janeiro.

A confirmação dos 20 primeiros subprefeitos, ou prefeitos regionais, de acordo com a nova denominação e as funções ampliadas da próxima administração municipal, foi feita pelo vice-prefeito Bruno Covas, também indicado secretário das Prefeituras Regionais.

Aos 55 anos, Carlos Eduardo Batista Fernandes é atualmente coordenador de tecnologia da informação na Secretaria da Agricultura do Governo Alckmin. Foi empresário do setor gráfico, subprefeito da Lapa nos anos de 2010 e 2011, secretário-adjunto de Gestão no Governo do Estado, onde coordenou a criação de 35 unidades do Poupatempo, e superintendente de transporte público da SPTrans, onde dirigiu o grupo de combate às fraudes no bilhete único.

"Agradeço a confiança do prefeito eleito João Doria e do seu vice e futuro secretário das Prefeituras Regionais, Bruno Covas. Teremos muito trabalho pela frente para ajudar São Paulo a sair da letargia que se encontra. Obrigado a todos que prestigiaram e torceram pela nossa nomeação"
, afirmou Carlos Fernandes.

Polêmica do momento: Ministério Público investiga 1.643 mulheres que não tiveram nem o próprio voto. Mas, hipocrisia à parte, qual é o crime?

Está sendo tratado como escândalo o fato de 1.643 mulheres que foram lançadas candidatas no Estado de São Paulo em 2016 não terem recebido nenhum voto (nem o próprio) para vereador, o que comprovaria que foram usadas como "laranjas" pelos partidos, simplesmente para cumprir a cota obrigatória de 30% de gênero. O Ministério Público investiga. Mas é crime não ter voto e não fazer campanha? Vamos debater essa polêmica sem hipocrisia?

Então, vamos lá! Primeiro, não é novidade que TODOS os partidos encontram dificuldades para ter mulheres candidatas. Quem disser o contrário estará mentindo. Mas como vai se OBRIGAR uma mulher a ser candidata apenas porque uma bendita cota determina isso? Pior, como vai se OBRIGAR um partido a convencer essa mulher a ser candidata e, mais ainda, OBRIGAR o partido a investir recursos nessa campanha?

Entre o mundo ideal das leis impressas e o mundo real da nossa política há um abismo intransponível. Que as mulheres devem ser incentivadas a participar da vida partidária e de associações, sindicatos, ONGs, movimentos etc., ninguém tem dúvida. Que devem ser incentivadas a se posicionar politicamente, a tentar uma candidatura, a se eleger e aumentar a representação feminina, é uma certeza que todos nós temos. Mas, de novo, isso se dará com as benditas cotas?

As mulheres são maioria da população e uma ínfima minoria entre os candidatos. Mal atingem os 30% quando os partidos "caçam" mulheres dispostas a se colocarem como candidatas. E, dessas heroicas candidatas, uma parcela ainda menor de mulheres se elege. Veja que na Câmara de São Paulo houve um recorde histórico nessa eleição: 11 vereadoras eleitas, ou 20% da Casa, mais que o dobro do que havia na legislatura anterior. Alvíssaras!

Pergunta-se: Alguma dessas mulheres foi eleita por causa da cota feminina? Certamente, não! Veja o perfil de cada uma delas. São todas destaques em movimentos sociais, ou lideranças no meio evangélico, ou filhas de políticos tradicionais, ou personalidades bem sucedidas nas suas áreas de atuação. Nenhuma foi atraída pela obrigatoriedade dos 30%.

Assim como todas as mulheres que se destacam na política, nenhuma entrou pelo benefício da cota, mas por vontade própria, por vocação: Dilma Rousseff, Marina Silva, Marta Suplicy, Luiza Erundina, Heloísa Helena, Luciana GenroSoninha Francine... Busque quantos exemplos quiser, é um fato indiscutível!

O que nos permite concluir: devemos obviamente buscar meios criativos e eficazes para atrair mulheres com interesse, predisposição, aptidão, talento para a política; e aí sim, facilitar e capacitar essas mulheres dentro dos partidos políticos para serem candidatas. A mulher na política não deve ser uma obrigação, mas uma opção. Não pode ser um dever, mas um direito. Uma decisão consciente, responsável e madura, jamais uma imposição fundamentalista.

A política e os sistemas partidário e eleitoral brasileiros precisam de reformas profundas. Defendemos amplas e inúmeras mudanças, todas elas para atrair os cidadãos de modo geral para a boa política, democrática e republicana, com igualdade de oportunidades para todos, sem segregacionismo por gênero, idade, origem, formação, raça, cor, deficiência, crença, condição financeira ou orientação sexual. Simples assim.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Selvageria dentro e fora da Câmara dos Deputados

Do lado de fora, um bando de marionetes e viúvas do petismo depredando Brasília, prédios públicos, colocando fogo em carros de emissoras de TV e de cidadãos que deram o azar de passar na frente da turba de vândalos manipulados por políticos irresponsáveis e seus movimentos cooPTados.

Do lado de dentro, outro bando de inconsequentes, estes os deputados de vários partidos (à esquerda e à direita, governistas e oposicionistas), unidos em benefício próprio para dilacerar as medidas contra a corrupção e se vingar de juízes e promotores que ousaram desafiar a impunidade dos corruptos.

Dos dois lados, dentro e fora, a retaliação pelos motivos equivocados.

Uma vergonha!


Leia também:


Senador Cristovam Buarque assume presidência da FAP neste sábado, na Câmara de São Paulo

Em solenidade neste sábado, 3 de dezembro, a partir das 10h da manhã, tomarão posse os novos diretores e conselheiros da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) para o biênio 2017-2018, na Câmara Municipal de São Paulo.

O novo presidente do Conselho Curador é o senador Cristovam Buarque (PPS/DF), e o diretor-geral é o jornalista Luiz Carlos Azedo, colunista político do Correio Braziliense. A presidência de honra será ocupada pelo cientista social Luiz Werneck Vianna, mestre em ciência política pelo Iuperj e doutor em sociologia pela USP.

Entre as presenças confirmadas no ato, para uma exposição sobre o atual momento do Brasil, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros da Cultura, Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, ambos do PPS. Também devem comparecer representantes das fundações partidárias vinculadas ao PSDB, ao PMDB, ao PSB e ao PV, entre outros parlamentares, intelectuais, dirigentes partidários e lideranças políticas.

Campanha de combate à Aids e ao preconceito



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre a prevenção contra o vírus HIV e o combate ao preconceito, culminando com o Dia Mundial contra a Aids, no dia 1º de dezembro. Vivemos uma época em que o número de pessoas contaminadas vem aumentando, culpa da desinformação e da falsa ideia de que a Aids é como qualquer outra doença crônica, com a qual a pessoa infectada pode conviver sem maiores consequências. Mas não é bem assim. Assista.

Aqui você vai rever uma das primeiras reportagens no Brasil que tratava do surgimento da doença, ainda no início dos anos 80. Muita coisa mudou no conhecimento sobre a Aids, as suas causas e consequências. Só uma coisa permanece exatamente igual: a importância da boa informação e da prevenção para preservar vidas.

Veja o depoimento do médico Drauzio Varella, um dos maiores especialistas no tema, e também uma reportagem exclusiva sobre o lançamento do livro "Esquadrão das Drags – Arte, Irreverência e Prevenção em Toda Parte", das jornalistas Roseli Tardelli e Fernanda Teixeira, sobre a atuação de um grupo de drag queens que realiza campanhas sobre a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, drogas, combate ao preconceito e a busca da cidadania plena.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O político que não aprender com os erros vai ser arrastado pela avalanche das redes e das ruas



É incrível como alguns políticos não aprendem nunca! Olham mas não enxergam, ouvem mas não escutam. São insensíveis às demandas da sociedade, incapazes de pensar a política como mediadora de interesses públicos legítimos e permanecem indiferentes à atual exigência de mudanças que se apresenta nas ruas desde 2013. Nem dois impeachments de presidentes da República em pouco mais de duas décadas serviram de aprendizado.

O Brasil está mudando - e isso não é simples frase feita. É realidade. Não é possível ainda diagnosticar se muda para melhor ou para pior, se o viés majoritário é liberal ou conservador, se avança ou retroage, como advogam os defensores de um pólo e outro da política mais tradicional (e arcaica), à esquerda e à direita, mas é evidente que o eleitorado está cada vez mais intolerante às práticas e costumes políticos que nos trouxeram a este momento caótico.

A tendência é que as mudanças se aprofundem. Se é fato que não vencemos ainda a corrupção, o autoritarismo, o fisiologismo, o clientelismo, o corporativismo, também é verdade que caminhamos a passos largos para uma nova forma de compreender, exercer e fiscalizar a política. Quem não abrir os olhos para a nova realidade será arrastado na avalanche das redes e das ruas.

O caso do ministro Geddel Vieira Lima é bastante emblemático. A queda do sexto integrante do governo de transição do presidente Michel Temer em seis meses não acontece por acaso, nem é mera intriga da oposição. É retrato da cultura desses velhos inquilinos do poder, que não acordaram ainda para a realidade em que um novo eleitor, mais exigente e consciente, torna-se o verdadeiro senhorio da democracia.

Não é por acaso que figuras como o senador Romero Jucá, presidente nacional do PMDB, outro abatido em pleno vôo ao ser flagrado em negociações para "estancar a sangria" da Operação Lava Jato, venham a público com os argumentos mais estapafúrdios defender o parceiro Geddel.

Por autismo político, cinismo, vício ou mau-caratismo, ninguém no governo admite o óbvio: que Geddel usou o cargo para atuar em benefício pessoal. Para Jucá, ele estava "defendendo a Bahia, defendendo Salvador" quando conversou com Marcelo Calero, então ministro da Cultura, para que aprovasse a construção de um empreendimento imobiliário de 30 andares em área tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Nem o fato de Geddel ter comprado um apartamento no prédio de luxo e seus familiares representarem o empreendimento em ação contra o Iphan causou maior constrangimento. O pedido de demissão, descartado no momento inicial, só ocorreu para "evitar que o caso afetasse ainda mais o presidente Michel Temer", a quem, diga-se, Calero também acusa de tê-lo pressionado no caso.

"Não houve corrupção do presidente ou da estrutura de governo para definir uma solução. Houve, sim, pressão do ministro Geddel para que fosse a Advocacia-Geral da União a arbitrar uma diferença de posicionamento entre técnicos do Iphan da Bahia e técnicos do Iphan nacional", afirmou Jucá. O senador disse ainda que a questão não envolve mais o governo uma vez que Geddel pediu demissão. "Quem não pode pagar o pato é o governo que não tem nada a ver com essa briga pessoal", defendeu.

Pagar o pato? Briga pessoal? O governo não tem nada a ver?

Perdoe o trocadilho involuntário com o caso que envolve o breve ministro da Cultura, mas de fato o problema é cultural. São práticas arraigadas e maus hábitos impregnados no DNA da velha política brasileira. Ética e princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência passam longe do receituário do homem público que se apoderou da nossa democracia representativa.

Por menor que seja, ou aparentemente desimportante, o episódio comprova a indiferença entre o interesse público e a conveniência privada, que mobiliza até o próprio presidente da República na recomendação indevida e equivocada para resolver um impasse entre um órgão técnico e um político prepotente, para dizer o mínimo.

E repare que não se trata de uma exceção à regra, mas de prática recorrente entre as nossas "autoridades". Veja que Lula comparou (em ato falho?) a repercussão do caso do apartamento do Geddel com o do "seu" triplex (aquele que ele diz que não é dele, assim como o sítio de Atibaia). E por aí vai... Os "presentes" milionários recebidos pelo ex-governador Sérgio Cabral de empreiteiras, incluindo jóias e mimos para a primeira-dama. Favores, doações de Caixa 2, propinas e outras benesses do poder.

Porém, parece estar acabando definitivamente a era da impunidade na política, com alguns excessos que precisamos corrigir e as turbulências típicas das massas desorganizadas quando começam a reagir e se mover em busca da mudança - não sem riscos para as conquistas democráticas e republicanas das últimas décadas (e aqui cabe todo o nosso cuidado e atenção).

Por mais complexa e dolorosa que possa ser essa depuração, balançar as estruturas do poder e expurgar os maus políticos será o único remédio eficaz para superarmos esta crise. Devemos então lutar com todas as forças para preservar o Estado de Direito e apoiar cada ação legítima do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça na investigação e na punição exemplar de TODOS os envolvidos em crimes e esquemas de corrupção, de TODOS os partidos. O tratamento é radical, mas é nossa esperança de cura da "res publica".

Mauricio Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação do PPS/SP, diretor executivo da FAP (Fundação Astrojildo Pereira) e apresentador do #ProgramaDiferente

sábado, 26 de novembro de 2016

Alex Manente assume presidência do PPS de São Paulo e Davi Zaia é o presidente nacional interino na vaga do ministro Roberto Freire, licenciado

O PPS paulista reuniu neste sábado, 26 de novembro, no centro da capital, seus dirigentes estaduais, parlamentares, prefeitos, vice-prefeitos e filiados para a última reunião de 2016.

Além de um balanço do partido nas eleições e manifestações sobre o atual momento político e econômico, o Diretório Estadual formalizou o nome do deputado federal Alex Manente como presidente do PPS de São Paulo.

Com a licença de Roberto Freire da presidência nacional do PPS ao assumir o Ministério da Cultura no governo de transição do presidente Michel Temer, o atual secretário-geral e presidente paulista do partido, deputado estadual Davi Zaia, será confirmado presidente interino do PPS em reunião do Diretório Nacional que ocorrerá na próxima semana.

O PPS de São Paulo elegeu 33 prefeitos em 2016 (na eleição anterior tinham sido 27 eleitos) e 372 vereadores. O ano de 2017 será marcado por congressos partidários municipais, estaduais e o nacional.

Apoio à Lava Jato

Durante a reunião, foi aprovada moção de apoio à Operação Lava Jato e ao trabalho do juiz Sergio Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal.

O partido manifesta ainda total repúdio à proposta de anistia ao Caixa 2 e se posiciona oficialmente contra qualquer manobra que possa atrapalhar as investigações ou a punição dos envolvidos em esquemas de corrupção.