sábado, 22 de abril de 2017

22 de abril no #ProgramaDiferente: O Brasil tem jeito?

Uma pergunta recorrente nestas três primeiras temporadas do #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, é: O Brasil tem jeito?

Pois neste 22 de abril, dia em que é comemorado oficialmente o descobrimento do Brasil, no ano de 1500, lançamos esta série especial com um primeiro grupo de personalidades que respondem exatamente a esta pergunta e refletem sobre o futuro do país.

Clique no link de cada nome e veja as respostas de Neca Setubal, Soninha Francine, Mario Sergio Cortella, Juca Kfouri, Silvio Luiz, Alfredo Sirkis, Mario Covas Neto e Eduardo Jorge.

Vem mais por aí... Assista, comente, compartilhe, participe!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Você tem ideia do que se passa na Câmara de SP?

Nesta semana muito se falou sobre o retorno da vereadora Soninha Francine (PPS) à Câmara Municipal de São Paulo, após uma passagem rápida mas intensa pelo secretariado do prefeito João Doria (PSDB).

Porém, o que pouca gente sabe é o que se passa de fato no plenário (e nos bastidores) do Legislativo paulistano, e que a grande imprensa desconhece ou não se interessa em divulgar.

O site Câmara Man (disponível também no Facebook) dá uma boa amostra do que acontece por lá. Vale conferir.

Esta quarta-feira, 19 de abril, por exemplo, foi um dia bastante produtivo e emblemático sobre a atuação dos 55 vereadores de São Paulo.

Projeto aprovado do vereador Claudio Fonseca, que é também professor, determina avaliação periódica da infraestrutura das escolas públicas municipais

Câmara Municipal de São Paulo aprova vistorias em infraestrutura de escolas públicas municipais. O PL 390/2010, de autoria do vereador Claudio Fonseca (PPS), determina a realização de avaliação periódica dos prédios escolares da rede municipal de ensino.

A proposta aprovada cria uma Comissão Multidisciplinar de Infraestrutura Escolar composta por engenheiros, arquitetos, profissionais de educação e administradores para realizar avaliações nas unidades escolares a cada três anos.

"Estamos falando de uma rede com mais de 1.300 unidades escolares que precisam de reparos, manutenção e conservação. É um projeto que permite ao Poder Público fazer o planejamento desses reparos", disse o vereador e professor Claudio Fonseca.

"Manter a saúde física das escolas e prédios da rede municipal de ensino é muito importante​ para garantir um ambiente seguro para alunos e profissionais da Educação", reforça o parlamentar. "Este é o melhor projeto aprovado para a cidade, pois cria uma política pública estrutural para as 1.300 unidades escolares da rede municipal. Sancionada, a lei vai possibilitar aos dirigentes do poder público fazer o planejamento financeiro e o calendário de obras necessárias."

Aprovado nesta quarta-feira, 19 de abril, o projeto segue para sanção do prefeito João Doria.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sim, o #ProgramaDiferente é um "programa de índio"



O #ProgramaDiferente desta semana é um especial sobre o Dia do Índio. Como é a situação dos povos indígenas no Brasil? Quem os representa e quais são os seus interesses? Basta manter os índios nas páginas dos livros de História, lá em 1500, ou é preciso dar voz a eles e reconhecer as suas necessidades atuais? Na passagem deste 19 de abril, fazemos assumidamente um "programa de índio". 

Numa roda de conversa com jovens reunidos pela FAP (Fundação Astrojildo Ribeiro) no Rio de Janeiro, o líder indígena Marcos Terena expôs todas as dificuldades encontradas pelo seu povo no Brasil atual, principalmente pela falta de representatividade. Acentuou que mesmo na FUNAI a representação indígena está aquém do ideal e que até hoje pouquíssimos indígenas tem alguma atuação política.

Onde estão os índios brasileiros? Quem são? Quantos? Quais as lutas dos povos indígenas nos dias de hoje? Ouvimos também o indigenista André Villas Boas e a jovem Silmara, oriunda da etnia Terena, do Mato Grosso do Sul, sobre as novas gerações e o convívio urbano dos índios. Sem preconceito e pela unidade dos povos. Assista.


O Brasil da mentira, do escárnio e da propinocracia



O #ProgramaDiferente traz um especial sobre as delações da Odebrecht e o escândalo que envolve políticos de vários partidos em esquemas de corrupção e caixa 2 eleitoral: "O Brasil da mentira, do escárnio e da propinocracia". É inacreditável! Assista.

Leia também:

Lava Jato: Cumpra-se a lei; punam-se os culpados!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Soninha Francine volta à Câmara Municipal de SP

A vereadora Soninha Francine, eleita em 2016 pelo PPS com 40.113 votos e até então licenciada para uma rápida mas intensa passagem pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da gestão do prefeito João Doria (PSDB), retornará à Câmara Municipal de São Paulo.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 17 de abril, gravado ao lado de Soninha, o prefeito diz que os dois "tiveram uma boa conversa" e que ele pretende colocar "um pouco mais de força" na Assistência e no Desenvolvimento Social.

"Continuo tendo as mesmas referências dos valores que me fizeram fazer o convite à Sônia: humana, dedicada, com sentimento. Além de todos esses valores, vamos colocar um pouco mais de força na gestão administrativa dessa Secretaria. Construção, obra, implementação dos novos CTAs, dos Espaços Vida, tudo isso está numa demanda que não está no espírito da Sônia", afirmou Doria.

Ela será substituída por Filipe Sabará, filiado ao Partido Novo e até então seu secretário-adjunto, que já vinha tocando alguns dos principais programas da pasta, como o Trabalho Novo e os Espaços Vida. Soninha passará a integrar o Conselho de Gestão da Secretaria. Na Câmara, retorna no lugar do suplente Rodrigo Gomes (PHS), formando um bloco com os vereadores Claudio Fonseca (PPS) e Zé Turin (PHS).

Também pelas redes sociais, Soninha se manifestou sobre a passagem pelo Executivo:
Foram 175 dias incrivelmente intensos - desde que aceitei o convite, como era de se imaginar. Amei (como sempre amo) cada uma das longas horas de expediente, as pilhas de processos (juro!), as vistorias de madrugada, os amanheceres no Viaduto do Chá, os despachos com o Jurídico e as Coordenadorias Básica e Especial e a CAPE, as reuniões com Defensoria Pública e ONGs e movimentos e outras Secretarias, as audiências com Judiciário e Ministério Público, as noites estudando minutas de decretos e termos de convênio e portarias e indicadores e planilhas e instrumentais e o MROSC de cabo a rabo, os debates sobre crianças e adolescentes e famílias e idosos e pessoas com deficiência e cadastro e benefícios e mulheres vítimas de violência e... população de rua!, a construção com esmero de um plano para cenas de uso, começando pelo território hiper complexo da “cracolândia” ETC . 
Não correspondi ao ritmo do prefeito, e olha que eu ando rápido rs. Mas eu sou minuciosa, questionadora, (chata!), “pessimista no pensamento e otimista na ação” (a tradução do Gramsci que mais me contempla). Fico chacoalhando os alicerces para ter certeza de que sustentarão a estrutura; para que caia o que não está firme e consigamos reforçá-los na medida exata. Até porque tem coisas que exigem um pouco menos de pressa. Mas serei uma vereadora muito, mas muito mais bem informada do que seria se não tivesse passado por aqui. Agradeço às trabalhadoras e trabalhadores querid@s da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social - SMADS pelas semanas intensas. E não pensem que vão ficar livres de mim.

Saída de Soninha repercute bastante na mídia

Deu no Câmara Man: A saída de Soninha Francine do secretariado do prefeito João Doria e o seu retorno à Câmara Municipal de São Paulo vem repercutindo bastante (e mal) na imprensa e nas redes sociais.

O que causou maior polêmica foi o vídeo gravado pelo prefeito e a forma como foi anunciada a demissão.

Segundo alguns críticos, tratou-se de um posicionamento machista. Para outros, mais um ato midiático que lembrou a passagem de Doria como apresentador de TV no programa "O Aprendiz".



Veja parte da repercussão nas redes sociais:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lava Jato: Cumpra-se a lei; punam-se os culpados!

Mal comparando - e vai aí uma explicação bastante simplista e simplificada da Teoria Geral da Relatividade de Einstein, buracos negros são regiões que possuem uma quantidade tão grande de massa concentrada, maciça e compacta que nada consegue escapar da atração da sua força de gravidade, nem mesmo a luz. No coração de um buraco negro, o tempo para e o espaço deixa de existir. Em resumo, seria o estágio final de uma estrela após o seu colapso gravitacional.

A publicação das delações dos executivos da Odebrecht mostra, com todos os detalhes sórdidos e uma crueza deprimente, o colapso do nosso sistema político-partidário dominado por uma organização mafiosa que se apoderou do Estado. Por outro lado, a Operação Lava Jato é o foco de luz que desafia as leis do crime e da Física: conseguiremos escapar desse buraco negro?

O escárnio dos delatores narrando a compra de políticos com seus codinomes ridículos (mas apropriados), o envolvimento de legendas à esquerda e à direita, no governo e na oposição, tudo isso regado com o derramamento de dinheiro público para manter essa estrutura putrefata mostra que, não por acaso, chegamos à fase decisiva das investigações no clima que justamente se apelidou de "fim do mundo".

Agora, neste momento apocalíptico, ou nos perdemos todos na implosão que engole tudo que parecia sólido em nosso universo político (naves, sondas, asteroides, luas, planetas e até resquícios de vida inteligente) após a falência da última missão tripulada do partido da estrela e de seus satélites em governos de coalizão que nos deixaram perdidos no tempo e no espaço, ou nos reinventamos e partimos verdadeiramente para a construção de um novo mundo, com princípios éticos, democráticos e republicanos.

Da suspeita generalizada e empírica de que no Brasil existia uma corrupção empresarial e política sistêmica, arraigada há décadas, partimos para a certeza comprovada da podridão como única regra do jogo, com o mau cheiro típico e o transbordamento de um esgoto a céu aberto que exige saneamento urgente.

O que fazer, então, a não ser defender que se cumpra a lei e punam-se os culpados? Doa a quem doer, sem protecionismo, corporativismo ou partidarismo. Não podemos ser cúmplices, já que fomos todos omissos ou negligentes - para dizer o mínimo - diante dos sinais cada vez mais evidentes da necrose que tomava conta do tecido social, político e institucional que protege a nossa frágil democracia.

Ou reagimos permanentemente, com o máximo rigor, à máfia instalada na máquina estatal, ou damos por barato que todos são venais na sociedade e tudo tem seu preço: das medidas provisórias, licitações, leis, tempos de TV, alianças partidárias, perguntas em debates eleitorais, notícias, fim de greves, impeachments etc. até o pastor, o sindicalista, o servidor, o índio, a polícia, o promotor, o delegado, o juiz, o candidato, o político eleito e o eleitor.

Que sejam punidos exemplarmente corruptos e corruptores, políticos e empresários, delatores e delatados, partidários do campo azul ou do campo vermelho do nosso mapa tão fortemente polarizado mas que - chegamos à triste conclusão - não se diferenciam tanto assim na hora e nos métodos da pilhagem dos cofres públicos para se manterem no poder.

Bandido é bandido, seja rico ou pobre, culto ou ignorante, amigo ou inimigo. Não há como compactuar com esse sistema. Não há como ser condescendente com a corrupção. Que as investigações, apurações e o julgamento das denúncias vá às últimas consequências, com celeridade, independência e responsabilidade. Todo apoio às ações saneadoras do STF, da Procuradoria Geral da República, do Ministério Público e da Polícia Federal. Que se resgate no Congresso Nacional o mínimo de pudor e de espírito público para fazer avançar as reformas estruturais e profiláticas.

Passar o Brasil a limpo deixou de ser força de expressão. É uma necessidade vital. Ou, do contrário, abriremos caminho para salvadores da Pátria que, a pretexto de sanear o País, atendendo aos anseios difusos da turba que se manifesta nas ruas e nas redes contra a corrupção e a imoralidade, descambem para atalhos autoritários e desprezem as conquistas do nosso valoroso Estado Democrático de Direito. A saída, ainda que traumática e tortuosa, é pela Política. Vamos traçar o nosso rumo.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O que a juventude espera da política e do futuro?



Nesta Páscoa, o #ProgramaDiferente fala sobre a juventude e o que os jovens esperam da política e do futuro do mundo, fazendo um link interessante entre representantes de vários países na ONU e os participantes de um encontro promovido pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) no Rio de Janeiro, que reuniu delegações de diversos estados brasileiros, para a formação de novas lideranças.

Cobrimos com exclusividade este encontro organizado pela FAP e apresentaremos, a partir desta semana, uma série de programas especiais sobre os temas que foram debatidos com os jovens. Nesta semana, o humorista Marcelo Madureira conta um pouco da história da Colônia Kinderland, local do evento. Também ouvimos o jornalista Luiz Carlos Azedo, diretor-geral da FAP; o deputado estadual Davi Zaia, presidente nacional do PPS; e o ilustrador e designer Alex Leal, especialista na criação de games políticos. Assista.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Câmara de São Paulo é um mundo à parte

Não chega a ser novidade que a Câmara Municipal de São Paulo gere notícias a partir, principalmente, de seus acontecimentos inusitados.

Mas nesta terça-feira, 11 de abril, abrindo a semana da Páscoa (e também fechando, até porque já foram desconvocadas todas as demais sessões extraordinárias dos próximos dias), houve uma série de fatos e pronunciamentos dignos de estudo.

O site Câmara Man, que propõe mostrar, com muita informação de bastidores e bom humor, "quem são", "onde vivem", "como agem" e "o que pensam?", repetindo aquele meme já tradicional nas redes sociais sobre o Globo Repórter, traz nesta semana duas postagens bastante reveladoras deste mundo à parte, quase uma realidade paralela:

Sessão "animada" tem projeto de Doria aprovado em 1ª votação e discursos dignos de entrar para os anais da Câmara

Tucano Eduardo Tuma diz que há "carne podre" no governo Doria

O Brasil da mentira, do escárnio e da propinocracia



O #ProgramaDiferente traz um especial sobre as delações da Odebrecht e o escândalo que envolve políticos de vários partidos em esquemas de corrupção e caixa 2 eleitoral: "O Brasil da mentira, do escárnio e da propinocracia". É inacreditável! Assista.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

PPS não pode se calar no #ApoioAlexandreSchneider

O PPS não pode se calar diante de acontecimentos políticos e campanhas nas redes sociais que, se no início pareciam até de menor relevância, vem ganhando agora um contorno muito mais emblemático do que entendemos ser essencial, tanto para os conceitos de Democracia e de República quanto para o novo Brasil que desejamos construir.


Mas não parou por aí: o MBL prosseguiu numa cruzada de ódio e difamação, dessa vez contra o secretário da Educação Alexandre Schneider, que culminou nesta campanha virtual espontânea #ApoioAlexandreSchneider, como contraponto aos absurdos e impropérios disparados pela turminha que mistura alhos com bugalhos, não junta lé com cré e se julga acima de todos os preceitos democráticos e republicanos para instituir os seus preconceitos como verdades absolutas.

Eis o manifesto que circula por aí, do qual o PPS de São Paulo também é signatário:

Na semana passada, o Secretário de Educação do município de São Paulo Alexandre Schneider, gestor competente e respeitado pela comunidade educacional, foi atacado por simpatizantes de movimentos que defendem o controle de manifestações ideológicas, políticas e morais nas escolas. O ataque veio após o secretário Schneider defender a promoção da tolerância e os princípios constitucionais da liberdade de ensinar, de aprender e do pluralismo de ideias.

O vereador Fernando Holiday defende o projeto de lei "Escola sem Partido", que busca restringir as opiniões de professores em sala de aula. Importante destacar que muito recentemente, em março de 2017, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão imediata de lei similar do estado do Alagoas. A lei foi considerada inconstitucional segundo o artigo 206, inciso II, da Constituição Federal, que dispõe a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”. Em sua decisão, o ministro afirmou que a lei traz “previsões de inspiração evidentemente cerceadora da liberdade de ensinar assegurada aos professores, que evidenciam o propósito de constranger e de perseguir aqueles que eventualmente sustentem visões que se afastam do padrão dominante”, e promove uma “desconfiança com relação ao professor”.

A tentativa de controle ideológico dos professores é um movimento que infelizmente cresce no Brasil, no Congresso Nacional, junto ao Ministério da Educação, nos legislativos estaduais e municipais.

Por essa razão, reafirmamos nossa convicção de que a educação deve considerar o pluralismo político, de ideais e de concepções pedagógicas para a construção da cidadania, tal como prevê a Constituição Brasileira.

É nosso dever promover a carreira docente e desenvolver uma Base Nacional Comum Curricular pertinente aos tempos atuais, que, conforme diretriz do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024), promova “a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação”.

#ApoioAlexandreSchneider

domingo, 9 de abril de 2017

João Doria tem aprovação recorde em São Paulo: pesquisa Datafolha mostra resultado extraordinário

Com uma aprovação recorde de 76% (ou 43% de ótimo/bom e 33% de regular), contra apenas 20% dos que o consideram ruim/péssimo, o prefeito João Doria (PSDB) tem a melhor avaliação entre todos os administradores de São Paulo nos últimos 30 anos. Um resultado extraordinário!

É preciso também compreender o levantamento do Datafolha dentro de um cenário de crise política e econômica, em que os políticos tradicionais atingem os mais baixos índices de credibilidade. O tucano João Doria, ao contrário, martelando a imagem de gestor e trabalhador, conseguiu conquistar (e, o mais importante, MANTER) a confiança da maioria dos cidadãos paulistanos nestes primeiros 100 dias à frente da Prefeitura de São Paulo.

Veja que João Doria foi eleito em outubro do ano passado com 53,29% dos votos válidos. O segundo colocado, seu antecessor, o então prefeito Fernando Haddad (PT), terminou com 16,7%. Em terceiro ficou Celso Russomanno (13,64%), seguido de Marta Suplicy (10,14%), Luiza Erundina (3,18%), Major Olímpio (2,02%) e outros cinco candidatos que, juntos, somaram pouco mais de 1%.

Vale registrar ainda que nas eleições de outubro de 2016 houve quantidade elevadíssima de abstenções (21,84%), votos nulos (11,35%) e brancos (5,29%). Tanto que, em números absolutos, a soma de ausências, votos nulos e brancos foi de 3.096.304, ou seja, maior que os 3.085.187 votos que elegeram João Doria.

Portanto, se jogássemos esse índice de 43% dos que consideram João Doria ótimo/bom sobre o total do eleitorado paulistano (8.886.195 eleitores na última eleição), chegaríamos a 3.821.063 votos - um número superior, portanto, ao obtido pelo prefeito na eleição de 2016.

"O que essa pesquisa demonstra é a consolidação do eleitorado do prefeito João Doria, que o considera ótimo e bom", opina Carlos Fernandes, prefeito regional da Lapa e presidente do PPS paulistano. "Os 20% de rejeição são praticamente a soma dos eleitores de Haddad e Erundina, enquanto os eleitores de todos os demais candidatos estão na faixa do regular, o que também é uma avaliação favorável".

Veja aqui um vídeo de Carlos Fernandes avaliando os primeiros três meses de gestão.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Para comemorar o centésimo #ProgramaDiferente fomos direto a uma das nossas fontes de inspiração: o repórter Ernesto Varela, criação de Marcelo Tas



No #ProgramaDiferente de número 100, nada melhor do que homenagear quem deu os primeiros passos neste jornalismo diferenciado que procuramos fazer. Para quem não conhece ou não se lembra, uma criação genial de Marcelo Tas e Fernando Meirelles no período final da ditadura militar, há mais de 30 anos, que revolucionou o humor e a reportagem: o repórter Ernesto Varela e seu fiel escudeiro Valdeci. Direto dos anos 80 e mais atual do que nunca. Assista.

Muito antes de Tas se tornar um dos apresentadores mais conhecidos da TV e Meirelles o cineasta de fama mundial indicado ao Oscar por Cidade de Deus, eles já inovavam na comunicação televisiva. O tipo de reportagem que o #ProgramaDiferente faz hoje, abordando assuntos e personalidades de forma direta, indiscreta e irreverente, não chega a ser novidade. O repórter Ernesto Varela, que perguntava aquilo que todo mundo queria saber mas ninguém tinha coragem de perguntar, já fazia isso há mais de 30 anos.

Relembramos alguns programas desenvolvidos pela produtora independente Olhar Eletrônico, verdadeiros tesouros resgatados, como a clássica pergunta “É verdade que o senhor é corrupto?” para Paulo Maluf :-)

Além de Marcelo Tas e Fernando Meirelles, que criaram para a TV Gazeta, em 1983, o repórter de mentira que fazia perguntas a entrevistados do mundo de verdade, ouvimos outro oriundo da Olhar Eletrônico que também deixou um importante legado para o jornalismo atual. Criador do revolucionário programa TV Mix, em 1987, Marcelo Machado lançou o repórter-abelha, entre outras inovações que influenciam a TV até hoje.

Aqui você relembra alguns momentos memoráveis do personagem Ernesto Varela na época da campanha pelas Diretas, entrevistando o então líder sindical Lula e outras personalidades que fariam parte da história política do país, como Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy, Marta (bem antes de entrar para a política) e o próprio Maluf, com perguntas e respostas hilárias. Direto do túnel do tempo para comemorar o centésimo #ProgramaDiferente: fomos direto a uma das nossas fontes de inspiração!

terça-feira, 4 de abril de 2017

A cruzada de Fernando Holiday por uma "escola sem partido" e contra a doutrinação ideológica é sobretudo uma ação política, partidária e ideológica

O vereador Fernando Holiday (DEM) provocou mais uma polêmica na Câmara Municipal de São Paulo ao promover sua cruzada pela "escola sem partido" e pedir que alunos e familiares denunciem a "doutrinação partidária e ideológica" nas salas de aula.

Ao realizar "visitas surpresa" para, segundo ele, "fiscalizar a estrutura física e o conteúdo das aulas", Fernando Holiday foi acusado por colegas do PT, do PSOL e do PPS de extrapolar as suas funções e constranger professores no exercício da profissão. Veja a aqui a posição do vereador do DEM e a resposta do vereador Claudio Fonseca (PPS) para compreender as opiniões divergentes.

Não podemos nos calar diante da polêmica. Eis o posicionamento do Blog do PPS:

Valorizamos a participação dos jovens na política, até porque a democracia necessita da pluralidade e do arejamento proporcionado por esses novos atores. Sob esse aspecto, é louvável que uma cidade como São Paulo tenha entre os seus vereadores eleitos um jovem de apenas 20 anos, como é Fernando Holiday, coordenador do Movimento Brasil Livre.

Que ele anuncie entre as suas prioridades a preocupação com a qualidade da Educação, então, é ainda melhor. Porém, para que esse voluntarismo não se transforme em açodamento, nem que o entusiasmo juvenil no exercício do poder acabe se confundindo com abuso de autoridade, alguns esclarecimentos devem ser feitos, além de um chamamento à responsabilidade.

O vereador Fernando Holiday tem anunciado nas suas redes sociais que vem realizando "visitas surpresa" em algumas escolas municipais para "fiscalizar a estrutura física e o conteúdo das aulas". Dentre os seus objetivos, diz o neófito político, estaria garantir a "escola sem partido", com a missão de "denunciar e coibir os casos de doutrinação partidária e ideológica".

Parece haver aí uma enorme confusão do que é ideologia. Ora, vereador Fernando Holiday, não há como combater a ideologia como conjunto de ideias, de pensamentos e de visões de mundo, que são legítimas e indissociáveis no processo de Educação, até porque é papel de professores e educadores orientar o indivíduo para suas ações sociais e também políticas, como cidadão em formação.

A "doutrinação ideológica" que o vereador do DEM parece desejar combater é aquela usada como instrumento de dominação de quem age por meio do convencimento persuasivo ou da alienação do indivíduo, que teria portanto diminuída a sua capacidade de pensar ou agir por conta própria.

Mas, veja que contradição: Esta ação de Fernando Holiday, por si só, é altamente ideológica por expressar a sua particular doutrinação partidária e política, no sentido mais restrito e mesquinho. Também é abusiva, no sentido de extrapolar as funções de um vereador no exercício do seu mandato, e até injusta, por ele se julgar imbuído do direito de estabelecer, com critérios absurdamente subjetivos e pessoais, se os profissionais do ensino que ele "fiscaliza" estão desempenhando a contento as suas obrigações.

Diz o vereador Fernando Holiday que a sua luta é contra "o discurso fascista e totalitário" da esquerda, mas não percebe - ou do contrário agiria por má-fé, o que sinceramente não nos parece ser o caso - que ao atuar no sentido radicalmente oposto, faz ele próprio um discurso fascista, totalitário e desrespeitoso com os educadores, com os colegas parlamentares e demais servidores públicos.

Não cabe a militância partidária na sala de aula, seja ela socialista ou liberal, para impingir aos alunos as suas crenças e visão de mundo. Por outro lado, é inaceitável o clima de caça às bruxas ou de mordaça que tenta se impor ao professor, inclusive ao criticar genericamente e sem razão a sua atuação em movimentos, partidos e sindicatos. Pior ainda quando esse carimbo preconceituso e intimidatório contra a "esquerda" parte de alguém que tem a sua própria origem num movimento político e a sua atuação declaradamente de "direita", o que é legítimo e democrático.

Sinceramente, não precisamos nem de escolas de títeres, nem de tiranos. À direita ou à esquerda, vereador Fernando Holiday, devemos combater os excessos. O que compete à União - e não casuísticamente aos nossos mandatários locais - é garantir a pluralidade de ideias no ambiente de ensino. Há instrumentos de controle da sociedade - todos eles amparados nos princípios democráticos e republicanos - para garantir a qualidade e o bom rumo da nossa Educação.

Leia também:

Câmara recebe nova visita do prefeito João Doria e pretende votar primeira cota de projetos de lei em 2ª e definitiva votação na próxima semana; Fernando Holiday causa mais uma polêmica na Casa

Lula e Dilma ressurgem das catacumbas do PT



Assim como submergiram após a repercussão das primeiras delações da Lava Jato envolvendo políticos e os primeiros meses pós-impeachment, agora Lula e Dilma Rousseff ressurgiram juntos (ou, para ser mais preciso, cada um no seu canto, mas ao mesmo tempo e com a mesmíssima estratégia de tentar encontrar sinal de vida na terra arrasada).

Enquanto Lula estrela a propaganda partidária, Dilma Rousseff aparece em entrevista na Folha de S. Paulo desancando o governo do presidente Michel Temer e apelando para a vitimização e a nostalgia do "nunca antes na história deste país" fomos tão felizes quanto éramos com o PT... Se vai colar ou não o contra-ataque, ainda não se sabe.

sexta-feira, 31 de março de 2017

O PT e o "stand-up comedy" na política brasileira :-D

É tão engraçado ver os vereadores do PT dizerem que a cidade está abandonada, depois de quatro anos de autismo político do prefeito "tranquilão" Fernando Haddad, que a vergonha alheia que sentimos chega a ser até uma recompensa por termos que aturá-los falando besteira.

Mas, enfim, não é à toa a aprovação do prefeito paulistano João Doria e a grande repercussão das suas ações. Em três meses de gestão parece ter feito mais que toda a administração petista.

A cara-de-pau do PT não é novidade. Um partido que ainda encontra defensores (mesmo que remunerados), depois de instituir a corrupção e o crime como políticas públicas, tem a sem-vergonhice como expertise. A gente vai rindo para não chorar...

Cenas patéticas como cartazes de protesto na apresentação do Plano de Metas do prefeito João Doria ou discursos que fariam inveja a qualquer comediante de stand-up, como ao pedir com indignação fake na tribuna da Câmara Municipal que não sejam adiados pequeno e grande expedientes das sessões, para permitir que os vereadores "discutam os problemas da cidade", soam como agressão à inteligência e à memória de quem vivenciou o completo descaso petista com o povo na última gestão, tanto no Executivo quanto no Legislativo.

No cenário nacional é a mesma coisa. Apontam no PMDB e nos aliados do governo Temer os mesmos defeitos que fingiam não ver (ou não era conveniente) nos 13 anos dos (des)governos de Lula e Dilma, quando se lambuzaram juntos no lamaçal da politicagem.

É muita sordidez e patifaria, até para os padrões do petismo. Mas OK, eles fingem que são sérios e nós fingimos que acreditamos ;-)

Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril: Cidades Saudáveis e Sustentáveis no #ProgramaDiferente



Abrindo a semana que celebra o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril, o #ProgramaDiferente que vai ao ar neste domingo trata de Cidades Saudáveis e Sustentáveis. Como estimular a saúde física e mental, a cidadania e a qualidade de vida? É mais um tema da Virada Sustentável, que você vê aqui com exclusividade.

Participam desta roda de conversa: Wellington Nogueira, dos Doutores da Alegria; Evangelina Vormitagg, da Virada da Saúde; Rodrigo Lopes, diretor executivo do Hospital Bandeirantes; e Fernando Bignardi, médico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Assista.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Vereador Camilo Cristófaro nega acusação de agressão e chama vereadora Isa Penna, do PSOL, de "oportunista"; corregedor diz que voltar ao tema é "apagar fogo com gasolina" e "desenterrar defunto"

Deu no Câmara Man: O vereador Camilo Cristófaro (PSB) foi à tribuna na sessão desta quarta-feira, 29 de março, para negar a acusação de agressão verbal contra a vereadora Isa Penna (PSOL) e justificar que as imagens gravadas pelo circuito interno o demonstram apenas "reagindo a provocações".

"As câmeras mostram essa jovem fazendo provocações, e me dirigi a ela dizendo o seguinte: 'Respeite essa instituição, porque aqui não é uma casa de negociatas, como você alegou. Eu vou pedir a sua cassação, porque eu não negocio. Se você faz negociatas, eu não faço!'. E se alguém aqui vestir a carapuça, que fique do lado de quem disse que esta Casa é uma casa de negociata", afirmou o vereador do PSB, tratado pelos colegas como Camilinho.

Para negar a agressão, o vereador também mencionou o fato de ser "casado há 37 anos com a mesma mulher" e ter uma filha de 28 anos, "mais velha do que a moça que me acusou". Disse ainda que tem no gabinete 15 mulheres entre os seus funcionários, o que comprovaria não se tratar de machismo ou misoginia o entrevero com a vereadora do PSOL.

"Daqui a 10, 15 dias, os senhores verão a verdade e o lado que será da calúnia, da injúria, da difamação, da falsa comunicação. Primeiro, foi dito que agredi; caiu. Depois, que eu empurrei; caiu. Em seguida, que agredi verbalmente; caiu", alega Camilo Cristófaro sobre as acusações e provavelmente antecipando o resultado que espera do processo que corre na Corregedoria da Câmara.

"Não uso de mentiras para aparecer na imprensa. Não fiz absolutamente nada", afirma. "Fiz, sim, a minha mulher chorar, a minha filha chorar, de ver essas calúnias, injúrias, difamações, de uma oportunista de 30 dias fazer contra este Parlamento", acusa o vereador do PSB, em alusão ao período em que a suplente do PSOL ocupa o cargo do titular, vereador Toninho Vespoli.

Ainda segundo a versão de Camilo Cristófaro"No momento em que ela (Isa Penna) ingressou no elevador, disse a ela: 'Você tem boca grande'. Ela respondeu: 'Quem é você?'. 'Eu sou a pessoa que vai pedir a sua cassação', falei".

Falar do caso é "querer desenterrar defunto"

Pouco antes, o corregedor da Câmara, vereador Souza Santos (PRB), em resposta à manifestação da vereadora Juliana Cardoso (PT) em apoio à Isa Penna, que afirmou que "mexeu com uma, mexeu com todas", disse que a vereadora petista "vem também a esta tribuna apagar fogo com gasolina".

"Nobre Vereadora Juliana Cardoso, já existe um processo, um procedimento e V.Exa. vem a esta tribuna... 'O Vereador Camilo...' Para que isso? Onde V.Exa. vai chegar com isso, nobre Vereadora Juliana Cardoso? Não chega a lugar algum", afirmou Souza Santos.

"Outra coisa, mulher no Brasil está sendo bem tratada. Já existem políticas para as mulheres. Agora, se um ou outro homem quer se levantar, se insurgir contra a mulher, paga com a Lei Maria da Penha. Existe legislação para isso. Ora, então, essa é a questão. É querer, em outras palavras, desenterrar defunto. Não funciona, nobre Vereadora Juliana Cardoso."

E assim caminham os representantes do povo paulistano na Câmara Muncipal...

PSOL é contra punir quem faz xixi na rua e bancada evangélica se opõe à Procissão de Xangô

Deu no Câmara Man: Entre os 41 projetos de lei dos vereadores aprovados em primeira votação nesta quarta-feira, 29 de março, algumas curiosidades merecem registro. O acordo é para que as votações sejam simbólicas, manifestando-se apenas aqueles contrários, o que não impede a aprovação dos projetos em pauta. Isso para atender a uma "lista de débito e crédito", como define o presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), num acordo que virou praxe na Casa para que todos os parlamentares aprovem a mesma quantidade de projetos.

Por exemplo: uma proposta do vereador Caio Miranda (PSB), aprovada em primeira votação, "dispõe sobre a aplicação de sanções à pessoa que urinar em vias ou logradouros públicos, em especial, quando da realização de grandes eventos, na cidade de São Paulo". O PSOL foi contra: Sâmia Bomfim se absteve e Isa Penna votou contra. Curioso.

Em outro projeto aprovado, que "dispõe sobre a criação do Dia da Procissão de Xangô para constar no Calendario Oficial da Cidade de São Paulo", de autoria do vereador Quito Formiga (PSDB), que é espírita, foram registrados votos contrários de vereadores evangélicos: Gilberto Nascimento (PSC), Atílio Francisco (PRB), Eduardo Tuma (PSDB), André Santos (PRB) e João Jorge (PSDB), além das abstenções de Sandra Tadeu (DEM) e Rinaldi Digilio (PRB).

Dia da Mulher Quadrangular

É inusitada esta "guerra santa" que geralmente ocorre entre a bancada evangélica e outros vereadores ligados ao espiritismo ou a religiões de matriz afro-brasileira. Dia desses, o vereador Eduardo Suplicy (PT), católico, estranhou a proposta de inclusão do Dia da Mulher Quadrangular no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo.

Curioso para saber o que seria uma "mulher quadrangular", Suplicy foi esclarecido pelo vereador Rinaldi Digilio que se tratava das fiéis da sua igreja, que nesta quarta teve aprovado também o Dia da Igreja do Evangelho Quadrangular, a ser comemorado todo dia 15 de novembro.

E viva o Estado laico! (Só por Deus...)

Leia também: 

quarta-feira, 29 de março de 2017

#ProgramaDiferente Especial: Reforma da Previdência



O #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, preparou um especial para esclarecer tudo o que está se discutindo sobre a Reforma da Previdência, além de apresentar os principais argumentos do governo e da oposição para que você possa ter a sua própria opinião. Assista.

A Previdência Social registra um rombo crescente: em 20 anos, os gastos saltaram de 0,3% do PIB, em 1997, para projetados 2,7%, em 2017. Em 2016, o déficit do INSS chegou aos R$ 149,2 bilhões (2,3% do PIB); e para 2017, está estimado em R$ 181,2 bilhões. Os brasileiros estão vivendo mais, a população tende a ter mais idosos, e os jovens, que na prática sustentam o regime, diminuirão proporcionalmente.

A proposta do governo fixa idade mínima de 65 para requerer aposentadoria e eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos. Para receber integralmente o valor a que teria direito hoje, o trabalhador terá que contribuir por 49 anos para a Previdência.

O assunto interessa a todos os trabalhadores brasileiros. Com a proposta em pauta, homens a partir de 50 anos e mulheres com 45 anos ou mais serão enquadrados nas regras de transição, mas com tempo adicional para requerer o benefício. Apenas quem já está aposentado e aqueles que completarem os requisitos para pedir o benefício até a aprovação da reforma não serão afetados.

Há problemas gravíssimos na comunicação do governo. Na guerra de campanhas pró e contra a Reforma da Previdência, a oposição saiu na frente. Então, o que tem a dizer os parlamentares que estudam o tema? O PPS, por exemplo, vem realizando debates e seminários. Veja quais são as posições do relator da Reforma, deputado Arthur Maia (PPS/BA), bem como do líder do partido na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA), e do senador Cristovam Buarque (PPS/DF). Apesar do apoio à Reforma, o PPS tem críticas e enfatiza que o projeto necessita de aperfeiçoamentos. Entenda aqui.

terça-feira, 28 de março de 2017

Está ressurgindo o "Centrão" na Câmara de SP?

O prefeito João Doria (PSDB) pode começar a enfrentar resistências na base governista da Câmara Municipal de São Paulo com o ressurgimento do "Centrão", grupo de parlamentares de vários partidos que se reúnem em torno de seus próprios interesses, ora votando com o governo, ora engrossando o caldo da oposição, esticando a corda até que suas demandas pontuais sejam atendidas.

Importado o modelo do Congresso Nacional com esta mesma denominação e suas práticas peculiares surgidas durante o governo do presidente José Sarney, no final da década de 80, o Centrão paulistano deu seus primeiros sinais na administração do prefeito Celso Pitta, no término dos anos 90, com os governistas "rebeldes" que se alinharam ao vice-prefeito Régis de Oliveira pedindo o afastamento do titular. Mas foi a partir da gestão da prefeita Marta Suplicy, eleita pelo PT em 2000, que o Centrão se estabeleceu de fato.

O auge do grupo foi a reeleição - por quatro vezes consecutivas, algo inédito para um cargo que só permite uma recondução por legislatura - do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) para a presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Não por acaso, idealizador e principal liderança do Centrão, ele acabou assumindo vaga no Senado como suplente da própria Marta Suplicy e foi ministro dos Transportes da presidente Dilma Rousseff.

O ressurgimento do Centrão, desta vez, parece reunir vereadores do PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab (que ocupa cinco cadeiras na Casa), do PR de Antonio Carlos Rodrigues (com quatro cadeiras) e do PRB, ligado à Igreja Universal (também com quadro cadeiras). Se bem que há uma movimentação suprapartidária, reunindo por exemplo toda a bancada evangélica, que tem vereadores no DEM, no PSC e até mesmo no PSDB do prefeito paulistano, entre outros vereadores que se agregam individualmente ao grupo (um do PV, um do PSB etc.).

Os recados de descontentamento com a condução do prefeito João Doria no trato com parte da base governista são claros. Na semana passada, o vereador Souza Santos falava alto em plenário, para quem quisesse ouvir, que "os vereadores do PRB não são palhaços do prefeito".

No único projeto aprovado pelo Executivo na semana passada, chamou atenção o voto contrário do tucano Eduardo Tuma. Também marcaram pela ausência numa reunião convocada pelo prefeito com os parlamentares, nesta terça-feira, alguns expoentes deste novo Centrão. As reclamações são de que o prefeito manda por e-mail suas "ordens" para o Legislativo, que ele não valoriza a atuação dos vereadores e que "surfa" na alta popularidade sem compartilhar a onda favorável com a sua base de sustentação.

Pauta da semana

Na sessão de hoje, terça-feira (28), não houve nenhuma votação. Segundo o presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), em uma reunião esvaziada do chamado Colégio de Líderes, "não há entendimento por parte do Governo" para colocar em pauta qualquer assunto, A intenção é buscar algum "entendimento" para votar projetos dos vereadores nesta quarta-feira, dia 29. Nada mais.

Plano de Metas

Nesta quinta-feira, dia 30, o prefeito João Doria estará na Câmara de São Paulo para apresentar o Plano de Metas da sua gestão, exigência determinada por lei municipal. Vamos aguardar e monitorar o posicionamento de cada parlamentar. (Leia mais no Câmara Man)

segunda-feira, 27 de março de 2017

PPS, 25 anos: Nosso compromisso é com o Brasil!

O PPS reafirmou em reunião do Diretório Nacional, neste 25 de março, a importância das reformas estruturais que vem sendo debatidas pela sociedade e o nosso apoio ao governo de transição do presidente Michel Temer para ajudar o Brasil a superar a grave crise herdada das gestões petistas e acentuada sobretudo após a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. (Veja aqui a integra do encontro)

O presidente em exercício do PPS, Davi Zaia, ao abrir a reunião, fez uma breve análise da conjuntura, destacando que as medidas adotadas pelo governo Temer começam a dar sinais de reação da economia, por exemplo com a queda da inflação e dos juros, bem como do indício ainda tímido de retomada do emprego.

Em seguida, o ministro da Cultura e presidente licenciado do partido, Roberto Freire, fez um chamamento para a realidade e para a responsabilidade que o PPS tem até as eleições de 2018, tanto no apoio às reformas discutidas no Congresso Nacional quanto na busca da estabilidade deste governo de transição pós-impeachment, do qual somos corresponsáveis.

Dito isto, vale ressaltar que desde a sua fundação, há 25 anos, o PPS jamais se caracterizou pelo apoio incondicional a qualquer governo, nem tampouco se alinhou à oposição sistemática, mesmo nos 13 anos dos (des)governos do PT, do qual fomos apoiadores no segundo turno de 2002, que elegeu Lula, mas também críticos ferrenhos desde 2004, quando das primeiras demonstrações de traição às causas históricas e programáticas que nos levaram a apoiá-lo e ao adernamento ético, político e econômico que já prenunciava o naufrágio que estava por vir.

Portanto, é preciso reafirmar: O nosso compromisso é com o Brasil, com o fortalecimento da democracia, a consolidação das nossas instituições, o respeito aos fundamentos constitucionais e aos princípios republicanos.

Oriundos da esquerda democrática, sempre estivemos do mesmo lado, em defesa da liberdade, da cidadania plena, da sustentabilidade e da justiça social, na busca de caminhos viáveis para responder às angústias de grande parte da sociedade brasileira diante de uma realidade que se tornava, dia a dia, mais asfixiante e desesperadora.

Não votamos em Michel Temer nem para presidente nem para vice. Isso é obra do PT e do seu governo de coalizão com Deus e o diabo, no vale-tudo acintoso que promoveu para se manter no poder a qualquer custo, inclusive aprimorando os ralos da corrupção arraigada na máquina estatal e flagrada nos episódios do mensalão, do petrolão e de suas derivações, num escoamento criminoso de dinheiro público para atender a seus interesses partidários e eleitoreiros.

Se hoje apoiamos o governo de transição do presidente Michel Temer, é porque esta foi a única solução constitucional, democrática e republicana que havia após o impeachment de Dilma Rousseff: a ascensão do seu vice, escolhido duas vezes por ela e pelo PT, bem como pelos seus eleitores. Um detalhe que parece esquecido quando se produz uma fantasiosa narrativa do "golpe" que jamais aconteceu.

Golpistas, ao contrário, são aqueles que buscam subterfúgios e estratagemas para tentar escapar sorrateiramente do alcance da lei, do ordenamento democrático e dos preceitos constitucionais e republicanos. Golpistas são os que se insurgem contra os Três Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) e contra o Estado Democrático de Direito.

Foi o PT - e não qualquer outro partido "golpista" - que se opôs à Constituição de 1988. Foi o PT que puniu seus parlamentares que ajudaram a eleger Tancredo Neves no Colégio Eleitoral de 1985, pondo fim a 21 anos de ditadura militar no Brasil. Foi o PT que, aprovado o impeachment de Fernando Collor em 1992, recusou-se a apoiar o governo de transição do vice-presidente Itamar Franco. Foi o PT que se opôs incondicionalmente ao Plano Real. Foi o PT que se alinhou a ditaduras bolivarianas que enxovalharam o pensamento de esquerda no mundo. 

Nas manifestações de todos os dirigentes do PPS, ficou claro que é essencial aprofundar o debate com o conjunto de filiados, lideranças e a bancada parlamentar sobre as reformas em pauta (previdenciária, trabalhista e política), não apenas para o esclarecimento amplo e irrestrito do que vem sendo discutido, mas também com o objetivo de elaborar e apresentar propostas para o aprimoramento dos projetos em tramitação.

O governo do PMDB e o presidente Michel Temer não são nem de longe os modelos ideais daquilo que desejamos para o país. Mas é o que temos agora como ponte para chegar ao futuro próximo e, a partir de 2018, tentar efetivamente colocar em prática uma nova política que atenda legitimamente às demandas da sociedade e aos anseios da maioria da população brasileira, com pleno respeito às minorias, por um Brasil mais digno, eficiente, justo e democrático.

Mauricio Huertas, jornalista, é dirigente nacional do PPS e da FAP (Fundação Astrojildo Pereira), secretário de Comunicação do PPS/SP e apresentador do #ProgramaDiferente

quinta-feira, 23 de março de 2017

As estórias e histórias genuinamente brasileiras de Ana Miranda e Raimundo Carrero no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente retrata o mundo das letras e o trabalho de dois escritores genuinamente brasileiros que reúnem suas experiências e muita pesquisa da vida real para a criação de suas obras de ficção. O incentivo à leitura sempre cai bem. Um bate-papo sobre livros, estórias e as histórias de Ana Miranda e Raimundo Carrero é o que temos nesta semana. Assista.

A cearense Ana Maria Nóbrega Miranda nasceu em Fortaleza e tem 66 anos. Escritora e artista plástica, também atuou no cinema novo, entre 1971 e 1979. Estreou na literatura com as poesias de Anjos e Demônios, em 1978. Mas foi com o premiado Boca do Inferno, de 1989, cujos protagonistas são o poeta Gregório de Matos e o jesuíta Antonio Vieira, que ela se firmou entre as maiores romancistas brasileiras da atualidade, com obras que resgatam e reinventam a história de "personagens" como Augusto dos Anjos, Clarice Lispector, Gonçalves Dias e José de Alencar.

O pernambucano Raimundo Carrero, 69 anos, nascido em Salgueiro, é escritor e jornalista. Trabalhou no Diário de Pernambuco por 25 anos, tendo exercido diversos cargos, como os de crítico literário e editor-chefe. Como romancista e contista, participou na década de 1970 no Movimento Armorial, idealizado pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, que tinha como objetivo realizar uma obra erudita com base na cultura popular, sobretudo nordestina. A partir daí se desenvolveu toda a "putaria" - como define, com sarcasmo e uma sinceridade cortante, a sua obra.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Dia Mundial da Água no #ProgramaDiferente: O que aprendemos com a crise hídrica?



Antecipando o Dia Mundial da Água, no próximo 22 de março, o #ProgramaDiferente debate o que aprendemos com a crise hídrica. Situações agudas como a de São Paulo, com represas vazias, necessidade de racionamento e cortes de fornecimento, parecem momentaneamente atenuadas, mas o problema é crônico e vem se agravando em diversas localidades.

É mais um tema da Virada Sustentável que você vê aqui com exclusividade. Participam do debate: Marussia Whately, da Aliança pela Água; Stela Goldenstein, do movimento Águas Claras do Rio Pinheiros; José Bueno, do Rios e Ruas; e Malu Ribeiro, do SOS Mata Atlântica. Assista.

terça-feira, 21 de março de 2017

Cristovam Buarque fala sobre "os muros que excluem pobres e aprisionam ricos" no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente entrevistou o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) durante o lançamento do seu livro "Meridianos Invisíveis" nesta segunda-feira, 20 de março, na Livraria da Vila, em São Paulo. Assista.

Além de falar com exclusividade sobre o tema da obra, a questão de imigrantes e refugiados, e também das barreiras que separam a humanidade, ou dos "muros que excluem pobres e aprisionam ricos", ele trata do momento do país, do governo Temer, da "paternidade" das obras de transposição do Rio São Francisco, da reforma da Previdência e de outros assuntos atuais.

Um convite para lançar um de seus livros na Turquia levou o senador Cristovam Buarque a conhecer de perto a realidade dos campos de refugiados entre Istambul e Kilis, na fronteira com a Síria, próximo de Alepo. O que viu e vivenciou nos quase 1.000 quilômetros percorridos na viagem foi o estopim para que o educador escrevesse este seu novo livro.

É o que mostra desde a apresentação da publicação: ele faz um relato do que viu e ouviu ao reconstruir parte do caminho trilhado pelo pequeno Aylan Kurdi, o menino que sensibilizou o mundo ao ser encontrado sem vida em uma praia na Turquia, após sua família tentar a travessia do Mediterrâneo.

O autor entrelaça a tragédia do mar Mediterrâneo a partir da desestabilização política na Síria, no Iraque, no Afeganistão e em alguns países da África, com os outros muros invisíveis que separam os cidadãos ao redor do mundo. O objetivo é refletir sobre possíveis saídas para diminuir as diferenças sociais. Ele põe em pauta desastres ambientais como o de Mariana (MG), a fome e a pobreza que aumentam a desigualdade social no Brasil e no mundo.

Com uma visão humanista e permanente foco na Educação, Cristovam constrói um relato sensível, expõe dados e informações e recorre à História e à literatura para refletir sobre o futuro, num mundo em que o nacionalismo conservador e o medo têm pautado as principais decisões de líderes mundiais.

Carlos Fernandes: 90 dias do prefeito João Doria



Às vésperas de completar 90 dias à frente da Prefeitura Regional da Lapa, o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, fala sobre esses primeiros três meses da gestão do prefeito João Doria (PSDB) na cidade de São Paulo, seu estilo empreendedor e o exemplo de cidadania que ele imprime. Assista.

#ProgramaDiferente entrevista José Eli da Veiga, especialista em sustentabilidade, sobre conjuntura



Durante o lançamento em São Paulo do livro "Mediterrâneos Invisíveis", do senador Cristovam Buarque (PPS/DF), o #ProgramaDiferente ouviu com exclusividade José Eli da Veiga, especialista em sustentabilidade e professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP). Assista.

Por trinta anos (1983-2012), José Eli da Veiga foi docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-USP), onde obteve o título de professor titular em 1996. Tem 25 livros publicados, entre os quais: "Para entender o desenvolvimento sustentável" (2015) e "A desgovernança mundial da sustentabilidade" (2013). É colunista do jornal Valor Econômico, da revista Página22 e da Rádio USP.

Polêmica na Câmara de São Paulo: Vereadora Isa Penna (PSOL) acusa colega Camilo Cristófaro (PSB) de agressão; imagens do circuito interno mostram vereador alterado e vereadora acuada



As imagens do circuito interno da Câmara Municipal de São Paulo, ainda que sem áudio, não deixam dúvida: o vereador Camilo Cristófaro (PSB), dedo em riste e visivelmente alterado, desferiu impropérios (para usar um termo minimamente isento) contra a colega Isa Penna (PSOL) na entrada do hall do elevador privativo dos parlamentares, às 19h59 de quinta-feira, 16 de março, no 1º subsolo da Casa. Veja aqui.

Segundo Isa Penna, que completará 26 anos em 28 de março, suplente do PSOL que assumiu a cadeira do titular Toninho Vespoli durante uma licença de 30 dias justamente para ela exercer o mandato em homenagem ao mês das mulheres, ela foi chamada de "vagabunda" e as agressões começaram no elevador privativo.

"Ele me agrediu verbalmente e fisicamente", acusa a vereadora do PSOL, em vídeo veiculado nas suas redes sociais e que deve render processos contra o vereador do PSB na Corregedoria da Câmara e na Justiça comum, podendo resultar até em cassação.

Segundo depoimento da parlamentar, ela encontrou Camilo Cristófaro no elevador e o cumprimentou: "Tudo bem?". Ao que ele teria respondido: "Não, não está nada bem! Com essa boca que você tem, não se assuste se tomar uns tapas lá fora!".

"Não bastando isso, me empurrou e me chamou de vagabunda", acusa Isa Penna, que registrou queixa na Delegacia da Mulher. Ela recebeu 12.439 votos nas eleições de 2016 com uma campanha marcada exatamente pela pauta feminista.

Ex-chefe de gabinete da Presidência da Câmara durante os mandatos de Antonio Carlos Rodrigues (PR) e José Américo (PT), o vereador Camilo Cristófaro, que gosta de ser chamado de Camilinho, não parecia muito preocupado com a repercussão do caso: "Quem te falou foi ela [Isa Penna]. Você vem com essa conversa de PSOL. Não vem com essa conversa pra cima de mim (...). Põe ai o que vocês quiserem", afirmou o vereador a um jornalista que tentou ouvir o "outro lado".

A campanha de Camilo Cristófaro, que obteve 29.603 votos em 2016, também foi baseada sobretudo nas redes sociais, em vídeos gravados com um estilo único e o slogan que virou sua marca: "Se a sua verdade for a minha verdade..." para atrair seus eleitores.

A polêmica vai render. Não é pouca coisa, mais um caso de agressão relatado em apenas dois meses de trabalho na Câmara de São Paulo. Também não parece simples acaso que envolva outra vereadora jovem e declaradamente bissexual, assim como ocorre com Fernando Holiday (DEM), 20 anos de idade, gay e negro, que vive às turras com a bancada do PT.

Conclusão: à esquerda ou à direita, os novatos parecem incomodar alguns grupos estabelecidos por terem chegado lá. De um lado e de outro, despertam a ira dos que se sentem ameaçados e enxergam nessa mudança ora um "capitão do mato", ora uma "vagabunda" prontos a desafiar o status quo.

Que venham novos atores para esse palco modorrento da política! O Brasil agradece!

quinta-feira, 16 de março de 2017

"Lições de Jornalismo", de Odir Cunha, e boas histórias do autor com Senna, Pelé, Oscar, Fausto Silva e Osmar Santos no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente acompanha com exclusividade o lançamento do livro "Lições de Jornalismo", de Odir Cunha, na Livraria da Vila, em São Paulo, e relembra algumas boas histórias do autor com personalidades do mundo esportivo, como Ayrton Senna, Oscar Schimidt, Pelé e os jornalistas e apresentadores Osmar Santos e Fausto Silva. Você ainda revê o mestre da reportagem Goulart de Andrade em ação. Assista.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Esta quarta-feira de greves deve ser um dia caótico

Esta quarta-feira, 15 de março, tem tudo para ser um dia caótico na cidade de São Paulo e nas principais capitais do país. Diversas categorias de trabalhadores, puxados sobretudo pelos profissionais da Educação (as redes públicas municipal e estadual já anunciaram paralisação), prometem manifestações que vão parar o Brasil.

"A Greve Nacional da Educação, convocada pela CNTE e CUT, marca a posição dos profissionais de Educação contra a PEC 287 (Reforma da Previdência) e pela manutenção do regime especial de aposentadoria da Educação", explica o vereador Claudio Fonseca (PPS/SP), professor e presidente do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal).

"Aqui em São Paulo vamos lutar também pela retirada do projeto de lei do Sampaprev enviado à Câmara Municipal no dia 28 de dezembro pelo então prefeito Fernando Haddad. É importante ressaltar que no dia 15 vamos apresentar ao governo Doria a nossa pauta de reivindicações da campanha salarial de 2017."

A manifestação do Sinpeem está convocada para esta quarta-feira, 15 de março, às 15 horas, em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. 

O tamanho e a repercussão dessas manifestações certamente deverão influenciar o comportamento de parte da base governista na Câmara dos Deputados, na discussão e votação da reforma da Previdência, e devem servir de termômetro da avaliação popular sobre o governo do presidente Michel Temer. Aguardemos.

terça-feira, 14 de março de 2017

Base de Doria quer aprovar dois projetos de Haddad, que devem sofrer obstrução da bancada do PT

Por encaminhamento do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (DEM), e do líder do governo, Aurélio Nomura (PSDB), estão pautados para a sessão desta quarta-feira, 15 de março, dois projetos do Executivo, ou seja, de interesse da gestão do prefeito João Doria (PSDB).

Com um detalhe inusitado: os dois projetos (PL 271/2016 e PL 272/2016) são oriundos da gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e sofrerão obstrução (já anunciada) da bancada de vereadores petistas.

Esse comportamento gerou uma cena de humor involuntário: Milton Leite comentou que "imaginava" que o PT apoiasse os projetos por serem de autoria de Haddad. De pronto, o líder da bancada petista, vereador Antonio Donato, respondeu que o presidente da Casa "imaginava errado". Seguiram-se risos e gargalhadas no "colégio de líderes", ao melhor estilo da claque dos humorísticos da TV (como a Escolinha do Professor Raimundo).

Os dois projetos do Executivo tratam das Finanças do município: um define a omissão de receita como infração à legislação tributária e estabelece multa para os contribuintes infratores; e outro dispõe sobre a compensação de créditos tributários com débitos tributários, buscando tornar mais ágil, eficaz e racional a quitação de dívidas por parte dos contribuintes.

É óbvio que tais projetos, por preverem mais recursos para o município, sempre interessam ao governo da ocasião (e, por outro lado, serão questionados pela oposição do momento).

Curiosamente, esta será mais uma oportunidade para verificar o PT e o PSDB em papéis trocados, cada um defendendo o que combatia até então, e vice-versa.

De qualquer modo, a intenção é aproveitar a experiência já acumulada pela CPI dos Grandes Devedores, que vem acontecendo na Câmara sob a presidência do vereador Eduardo Tuma (PSDB), para que sejam agregadas novas propostas para melhorar a saúde financeira da cidade.

Também deve ser apreciado um pacotão de projetos de vereadores: além das denominações e honrarias habituais, é intenção do presidente Milton Leite que cada vereador tenha dois projetos pautados e em condição de aprovação por votação simbólica, naquilo que ele chama de "Lista de débito e crédito da Liderança do Governo". Ou seja, para cumprir o acordo informal entre os vereadores de aprovar a mesma quantidade de projetos no decorrer da legislatura.

Outro acordo é o de "limpar a pauta de vetos": trata-se de vetos do Executivo sobre projetos de vereadores, que podem ser mantidos ou derrubados pela Câmara e ficam pendentes na pauta. Ficou decidido que cada bancada deve apresentar uma lista de vetos que podem ser mantidos e outros que os vereadores tem intenção de tentar a derrubada em plenário. Por exemplo, o líder do PSD, vereador Police Neto, apresentou a lista do seu partido: propõe manter 50 vetos em troca da derrubada de 17.

Porém, o líder do Governo, Aurélio Nomura, já informou que o Executivo solicitou que não se vote a derrubada de vetos neste momento. Em troca, disse que negocia, em nome do prefeito João Doria, a aprovação e sanção de dois projetos por vereador. (Por Câmara Man)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Encontro de Jovens está disponível na TVFAP.net

A TVFAP.net mostra um pouco do que a Juventude espera da política e do mundo. Cobrimos com exclusividade um encontro para a formação de jovens lideranças, organizado pela FAP (Fundação Astrojildo Pereira) no Rio de Janeiro, em parceria com o PPS, e apresentaremos aqui todo o conteúdo das dinâmicas e de todo esse aprendizado.

Houve uma série de palestras e debates na Colônia de Férias Kinderland, em Sacra Família do Tinguá, município de Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), que reuniu, entre outros, o presidente nacional do PPS, Davi Zaia; o presidente do Conselho Curador da FAP, senador Cristovam Buarque (PPS-DF); o diretor-geral da FAP, Luiz Carlos Azedo; o prefeito de Vitória, Luciano Rezende; a deputada brasileira no Parlamento Italiano, Renata Bueno; o presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes, André Gomyde; o líder indígena Marcos Terena; e o humorista Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta.

Como resultado deste encontro, haverá uma série de temas diversos apresentados no #ProgramaDiferente a partir do mês de abril, e todo o conteúdo de palestras, debates e entrevistas com os participantes estará disponível em um canal especial da TVFAP.net aberto a todos os interessados. Assista.

sexta-feira, 10 de março de 2017

#ProgramaDiferente debate as Cidades Educadoras



O #ProgramaDiferente desta semana trata da Educação como base para a transformação da sociedade. As Cidades Educadoras e a importância da Educação Integral foram os temas debatidos em mais um evento da Virada Sustentável que a TVFAP.net apresenta com exclusividade.

A jornalista Maria Zulmira de Souza, a Zuzu, conduz um bate-papo com Natacha Costa, do Projeto Aprendiz; André Gravatá, da Virada Educação; Ed Grandisoli, da Escola da Amazônia e Reconectta; e Antonio Lovato, das Escolas Transformadoras. Assista.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Sérgio Abranches: Ecopolítica no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente conversou com o sociólogo, escritor, analista político, comentarista da Rádio CBN e especialista em ecopolítica Sérgio Abranches sobre o momento político e econômico do Brasil e do mundo, além da repercussão deste início da era Trump, principalmente no que se refere às questões ambientais. Assista.

terça-feira, 7 de março de 2017

8 de março: Homenagem ao Dia Internacional da Mulher no #ProgramaDiferente, da TVFAP.net



Para celebrar o Dia Internacional da Mulher neste 8 de março, o #ProgramaDiferente reuniu algumas passagens marcantes de mulheres pela programação da TVFAP.net, com histórias de vida e de luta que mostram na prática a importância desta data simbólica para as conquistas femininas, tanto no aspecto social quanto no campo político. Assista.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Jornalista Miriam Leitão fala sobre o momento politico e econômico do país no #ProgramaDiferente



Uma das jornalistas mais conhecidas e respeitadas do país, Míriam Leitão fala com exclusividade ao #ProgramaDiferente, da TVFAP.net, sobre o atual momento político e econômico brasileiro, durante o lançamento do seu livro "A Verdade é Teimosa" em São Paulo. Assista.

Aos 63 anos, mineira de Caratinga, com mais de 40 de profissão, Miriam Azevedo de Almeida Leitão mantém a coluna "Panorama Econômico" no jornal O Globo, além de apresentar um programa na GloboNews e fazer comentários no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo.

Ex-militante política, Míriam Leitão foi presa e torturada na década de 70, quando estava grávida, durante o regime militar. O livro reúne 118 textos produzidos desde 2010, "quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento", até novembro de 2016, momento em que o governo do presidente Michel Temer já atravessava uma certa instabilidade.

Como afirma a sinopse do livro: "Não há governo que pare de pé quando o governante provoca uma grave crise econômica. Nos últimos dois anos, o Brasil passou por uma recessão severa, com um rombo inédito nas contas públicas. Depois de mais de vinte anos, a inflação voltou a visitar o patamar de dois dígitos. Em agosto de 2016, quando o Congresso afastou definitivamente a presidente Dilma Rousseff, o desemprego abatia mais de 12 milhões de brasileiros. Para a jornalista Míriam Leitão, a crise estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas."

quarta-feira, 1 de março de 2017

Mobilidade Urbana: Uma roda de conversa sobre duas rodas, quatro rodas e dois pés no #ProgramaDiferente



O #ProgramaDiferente desta semana trata da mobilidade urbana e do futuro sustentável das grandes cidades, com soluções inteligentes para o transporte individual e coletivo. É um dos temas da Virada Sustentável, que apresentamos com exclusividade. Assista.

Participam do bate-papo, mediado pela jornalista Maria Zulmira de Souza, a Zuzu: o presidente do Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva; o especialista em mobilidade urbana do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Guillermo Petzhold; a coordenadora de projetos cicloviários da CET, Suzana Nogueira; e a diretora de planejamento de transportes da SPTrans, Ana Odila.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

É Carnaval! Vamos cair na folia! Marchinha brinca com ações do prefeito João Doria na cidade. Divirta-se ;-)



Também somos filhos de Deus! Se o assunto mais comentado nesses dois primeiros meses do ano foram as ações do prefeito de São Paulo, João Doria, principalmente no embate com pichadores e grafiteiros, não poderíamos perder essa oportunidade: a marchinha carnavalesca "Pinto por Cima" trata com bom humor o que debatemos com seriedade por todos esses dias. Divirta-se.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Comissão da Educação, presidida por Claudio Fonseca, ouve o secretário Alexandre Schneider

A Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de São Paulo, presidida pelo vereador e professor Claudio Fonseca (PPS), recebeu nesta quarta-feira, 22 de fevereiro, a visita do secretário da Educação, Alexandre Schneider, para expor as diretrizes da atual gestão e falar sobre o enfrentamento de problemas crônicos como a demanda por creches e outras necessidades do ensino infantil.

Também foram debatidos temas como a reformulação do programa Leve-Leite e a política para o TEG (Transporte Escolar Gratuito), além de questões relacionadas à execução orçamentária, financiamento e custeio da educação, convênios e terceirização, material escolar, manutenção e reforma de escolas e a convocação de profissionais aprovados em concurso.

"O secretário se dispôs a comparecer, compareceu, fez seu pronunciamento inicial e foi de pronto homenageado pelo vereador Arselino Tatto (PT), que fez o reconhecimento da forma elegante como tratou os assuntos relacionados à Secretaria Municipal de Educação", registrou o vereador Claudio Fonseca.

De fato, o petista Tatto elogiou o secretário Alexandre Schneider por apresentar problemas, carências e dificuldades da pasta sem "culpar" a gestão de Haddad, mas tratando de forma "republicana" das políticas públicas do setor, dos entraves da Educação e buscando soluções eficazes.

O secretário da Educação se comprometeu a enviar todos os esclarecimentos pendentes aos vereadores e se prontificou a comparecer às reuniões da Comissão sempre que sua presença for solicitada. Também os secretários da Cultura e do Esporte devem comparecer às próximas reuniões na Câmara. Vamos acompanhar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Na semana do Carnaval e da entrega do Oscar, o #ProgramaDiferente deixa a fantasia de lado e trata do cinema brasileiro com engajamento social



Na semana do Carnaval e também da entrega do Oscar, a maior premiação do cinema mundial, o #ProgramaDiferente deixa a fantasia de lado e trata da realidade do cinema brasileiro engajado em causas sociais. Mostramos mais um bate-papo que fez parte da Virada Sustentável, desta vez com o tema "Cinema: Luzes, Câmera, Mudança!". Assista.

Entre os participantes, destaque para os cineastas Tarso Araújo, diretor do filme "Ilegal", que retrata a luta de famílias pela legalização de remédios derivados da maconha para o tratamento de seus filhos; Leonardo Brant, de "Comer o Quê?", que promove um amplo debate sobre o lugar da alimentação em nossas vidas; e Estela Renner, de "Muito Além do Peso", um alerta sobre a obesidade infantil decorrente de hábitos alimentares nada saudáveis, e "Além da Vida", que mostra a importância dos primeiros anos de uma criança num ambiente de amor, seguro e acolhedor.