quarta-feira, 30 de abril de 2014

Irresponsabilidade de Haddad gera tumulto na Câmara


Quebra-quebra, bombas, barricadas, fogo, corre-corre, pessoas feridas, clima de terror... Estava na cara que o despreparo e a irresponsabilidade do prefeito Fernando Haddad, somados à cegueira cúmplice da base governista com a recente chantagem feita sobre a Câmara Municipal por este Pilatos de Plantão no Palácio do Anhangabaú, iria acabar mal.

Cantamos essa bola aqui há 15 dias. Leia: Bomba-relógio de Haddad explode no colo de quem?

Não deu outra. Veja a situação absurda. O prefeito lavou as mãos e empurrou para cima dos vereadores uma cobrança que os movimentos pró-moradia faziam na Prefeitura.

Subiu hipocritamente no carro de som dos manifestantes e tentou transferir malandramente uma responsabilidade do Executivo para o Legislativo, manipulando, cooptando e transformando a reivindicação justa de uma população humilde em massa de manobra.

Também antecipamos que essa conduta, além de acarretar transtornos nas ruas, traria consequências políticas na relação com a Câmara. Leia: Plano Diretor é prioridade de uma gestão sem direção.

Vê-se uma teatral troca de acusações entre situação e oposição. Sem contar a insistência do prefeito em descumprir as leis, repetidas vezes, como no caso do aumento do IPTU, na prorrogação indefinida e lesiva aos cofres públicos dos contratos de ônibus, na suspensão da inspeção veicular e agora na promessa criminosa de instalar moradias populares em áreas preservadas de mananciais.

Se a maioria governista na Câmara aprovar em primeira votação o Plano Diretor nesta quarta-feira, véspera de feriado, como exige Haddad, também endossa a conduta ilegal do prefeito, correndo o risco de sofrer nova medida judicial.

Isso porque o Tribunal já concedeu liminar que suspende as audiências públicas do projeto, o que entendemos que torna pendente também a sua votação até apreciação final do mérito da ação. A Mesa Diretora da Câmara interpreta o contrário: que o questionamento sobre as audiências não interfere no processo de votação. A conferir.


Veja mais sobre o assunto na imprensa:

Perderam o controle', diz presidente da Câmara de SP sobre protesto


Sem-teto fazem barricadas de fogo da Câmara à Sé

Bate-boca entre parlamentares foi estopim de tumulto
Câmara adia votação de Plano Diretor e sem-teto entram em confronto com a PM
Plano Diretor adiado provoca quebra-quebra e confronto em SP
Sem-teto entram em confronto com a PM e a Guarda Civil


terça-feira, 29 de abril de 2014

#RolandoLeroDoPT #PadilhandoLero #VaiPraCasaPadilha #VergonhaAlheia


Na entrevista do pré-candidato do PT ao Governo do Estado de São Paulo no programa Roda Viva desta segunda-feira, entendemos pelo menos duas coisas: porque tanto rapapé, bajulação e salamaleque do ex-ministro Alexandre Padilha com os "amados mestres" Lula e Maluf e porque o twitter dele é @padilhando: o cara é o Rolando Lero do PT!

Você perdeu a entrevista na TV Cultura? Assista aqui a íntegra do programa ou veja um resumo da embromação. Também não ouviu falar do episódio da bajulação explícita ao Maluf? Entenda aqui. É daqueles casos clássicos de "vergonha alheia".

Extremamente nervoso e incomodado, Padilha passou o programa inteiro desviando das perguntas mais comprometedoras (no pior estilo malufista), tentou se manter fiel ao discurso orientado pelo marketing político (gerando momentos constrangedores) e repetiu os bordões típicos da cartilha petista: "Não sabia de nada", "não li", "desconheço" etc.

O twitter @23pps acompanhou em tempo real a entrevista. Reveja alguns comentários:

Amigo é coisa pra se guardar... Se é mesmo mentiroso, e o só descobriram agora?

Vice-presidente da  e dirigente nacional do  o  só virou mentiroso agora? Ou é  que mente?

 e  resolveram entregar a cabeça de . Tudo é culpa só dele? E agora? Vai manter o silêncio ou fala tudo?

"Não vou falar com uma pessoa que está sendo acusada", diz  sobre . Tbm chamou de mentiroso! E aí? Terá resposta?

Capa: Ex-assessor de Padilha era canal com Saúde, diz Labogen. Leia ” E agora, ?

O que acha de Cuba: é uma ditadura ou uma democracia? "Não posso falar sobre outras nações". Oi???

O que achou da declaração de Lula, de que o julgamento do mensalão no STF foi político? "Não li!". Existe resposta mais idiota?

Não restam dúvidas: provou no que é um candidato de esquerda. Um zero à esquerda, com certeza! Alma gêmea de Haddad!

"Minha mãe me levava de mãozinha", arrisca na tentativa frustrada de despertar alguma emoção além da PENA por ser inexpressivo!

Nem qdo cobrou de alguma resposta objetiva o cara saiu do script. UMA VERGONHA! com o candidato-zumbi do PT!

"Nós paulista temo muito orgulhos". Falhou ponto eletrônico do ? Que discurso vazio e babaca, meu Deus! Ele tem síndrome do pânico?

Quando é questionado como petista, diz estar lá como ex-ministro. Quando questão é nacional, diz ser candidato em SP. Decida-se!

O dia inteiro rendeu com a importante campanha . Agora à noite e o acham que 

No o candidato do PT Padilha parece um papagaio repetindo as frases ditadas pelo marqueteiro. Aff!

A oposição implora: mantenham  candidato ao Governo! Por favor!!!! Olha, vai ser difícil encontrar alguém pior dps dele e Haddad!

Leia também:

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Agora nem com muito Viagra, hein, Padilha?

Plano Diretor é prioridade de uma gestão sem direção

Em uma semana curtíssima em decorrência do Dia do Trabalhador, o prefeito Fernando Haddad que mal trabalha e parece viver num feriadão sem fim - determinou que a Câmara Municipal de São Paulo aprove em primeira votação o novo Plano Diretor da cidade, tratado como prioridade absoluta desta gestão (Ops! Mas eles estão gerindo alguma coisa???).

Neste clima de "dolce far niente", Haddad também encaminhou projeto que lhe autoriza a decretar feriado nos dias de jogos na Arena do Corinthians, em Itaquera. Não só na abertura da Copa, 12 de junho, uma quinta-feira, com Brasil x Croácia, mas também Holanda x Chile (segunda, 23 de junho), Coréia do Sul x Bélgica (quinta, 26) e mais um jogo das oitavas de final na terça, 1º de julho. 

Há ainda outros dois jogos que já ocorrerão em feriados: Uruguai x Inglaterra, na quinta, 19 de junho, dia de Corpus Christi, e a semifinal na quarta, em 9 de julho, data que pode trazer de volta a São Paulo o time de Felipão a caminho da decisão no Maracanã.

Mais que uma singela folga extra para assistir a Copa em São Paulo, decretar feriado em dias de jogos que não envolvem a Seleção Brasileira é um atestado de incompetência da gestão Haddad para encarar a grandiosidade deste evento, contornar o trânsito caótico e garantir um mínimo de segurança e tranquilidade aos torcedores, turistas e à totalidade da população paulistana.

Já que é incapaz de planejar, organizar e executar algo de concreto e positivo para a cidade (que nos traria o prometido legado da Copa, hoje restrito a tragédias e obras superfaturadas), a saída mais simples e cômoda para Haddad é tentar tirar a população das ruas para atender às exigências da Fifa (com inúmeras restrições ao tráfego, por exemplo, numa ampla extensão viária em torno do estádio e vias de acesso, incluindo a Radial Leste, o que certamente vai parar o trânsito na cidade inteira).

Segundo a Federação do Comércio, cada feriado acarretaria um prejuízo de pelo menos R$ 200 milhões ao setor. Isso, se as lojas fecharem. Pois a decisão é facultada a cada lojista, de trabalhar ou não no feriado. Porém, quem abrir precisa pagar 100% de adicional aos funcionários, mais 37% de encargos. Ou seja, se todos os comerciantes decidissem abrir suas lojas, o prejuízo saltaria de R$ 200 milhões para R$ 600 milhões por dia. E são pelo menos cinco feriados. Calcule o prejuízo.

Se as doze cidades-sede da Copa no Brasil decretarem feriados nos dias de jogos, o prejuízo para o PIB brasileiro será de R$ 15 bilhões, segundo os cálculos da Fecomércio. Para São Paulo, de qualquer forma, a Copa faz a cidade perder dinheiro.

Vocacionada para o turismo de negócios – e não o esportivo – a cidade perde com os eventos empresariais que deixam de ser realizados no período. E o turista vinculado ao setor de negócios gasta comprovadamente muito mais que o esportista.

Vereadores na Sessão Corujão

Entre a tarde desta terça-feira e a madrugada de quarta, a base governista pode aprovar esses projetos de "quinta". São medidas polêmicas e mal explicadas (segundo entendimento da Justiça de São Paulo ao conceder liminar que suspendia as audiências públicas do Plano Diretor). Pior: que a maioria da população e da própria Câmara desconhecem o seu inteiro teor.

Estão embutidos neste Plano Diretor desde a anistia (mais uma!) de imóveis irregulares na cidade à implantação de um aeroporto particular em Parelheiros, numa região de preservação ambiental, que é vetado pela Justiça mas exigido por vereadores governistas - coincidentemente do mesmo PMDB do pré-candidato Paulo Skaf, pai de um dos donos do tal aeroporto.

Em outra manobra controversa (hábil e "esperta" no entendimento do governo, ou chantagista e irresponsável no senso comum), o prefeito Haddad tentou lavar as mãos e empurrar toda a pressão e cobrança da população para cima do Legislativo. Gesto que, mal comparando, fez lembrar um Pilatos no Palácio do Anhangabaú.

Se não bastasse ser o pior e mais impopular prefeito que se tem notícia (com uma rejeição imensamente maior que todos os eleitos nos últimos 30 anos, de Jânio Quadros a Gilberto Kassab, passando por Luiza Erundina, Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy e José Serra), o petista Haddad tem uma base de apoio rachada, dividida e indócil, pelo seu próprio despreparo, incompetência e falta de tino político.

Relatamos aqui as dificuldades que o prefeito tem para aprovar até mesmo projetos corriqueiros. Também já mencionamos que ele se torna, cada vez mais, refém dos vereadores e tenta, para reagir, reeditar velhas lutas ideológicas e cooPTar movimentos sociais organizados. Mas é muito pouco diante de sucessivas derrotas políticas e jurídicas. E igualmente ineficaz frente à novidade que são os movimentos desorganizados e espontâneos que surgem na sociedade - e que o PT se desespera por não saber como enfrentar.

Leia também:

A regra é clara: a Fifa e o PT podem tudo!

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tente entender este "samba do petista doido"

"Não sei de nada", "não li", "não lembro", "não era gente da minha confiança", é tudo um "jogo político da oposição", culpa da mídia, da direita e das elites! #sqn

Nem o genial Sérgio Porto, na pele do impagável Stanislaw Ponte Preta, seria capaz de refazer o seu "Samba do Crioulo Doido" para contar a história desta década perdida com o PT no governo.

Vivemos um "samba do petista doido", uma época onde a verdade e o bom senso são descartáveis. O que vale mesmo é a versão oficial difundida pela milícia cooPTada por ordem dos atuais inquilinos do poder.

Talvez o tempo estivesse mais para a refundação do Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País), outra obra do mesmo autor, mas já perdemos há tempos a aura de inocência, o humor espontâneo e o voluntarismo sincero da década de 60. Hoje vivenciamos uma decadência das instituições democráticas, o desprezo pelos princípios republicanos e a falência do sistema político-partidário.

É provável que este seja um período mais grave que a própria ditadura militar instituída há meio século. Porque, se em 1964 era muito fácil diferenciar as posições ideológicas e escolher o lado "certo", agora, ao contrário, desde que o PT assumiu pela primeira vez a Presidência da República, em 2003, instituiu no país uma geléia geral (ops! olha aí outra expessão dos anos 60).

Chega a ser ridículo ver hoje um militante petista defender seu governo "de esquerda", ao lado de Sarney, Collor, Maluf, Renan, Jader, Delfim, o fim-de-feira do coronelismo do PMDB, o PR de Valdemar da Costa Neto, o PRB da Igreja Universal de Edir Macedo, o PSD da bancada ruralista e toda a festiva e lucrativa adesão de banqueiros, empreiteiros, especuladores financeiros e o restante da corja fisiológica brasileira, que lucra como nunca antes na história deste país (incluídos aí os 20 anos do "milagre econômico" da ditadura).

Vamos dar uma passada rápida de olhos no noticiário e nos artigos e editoriais publicados neste fim-de-semana? Talvez ajudem um pouco a entender o período em que estamos vivendo... (ou não):

Bom dia, Cinderela. Um artigo primoroso de Fernando Gabeira. Texto preciso, brilhante e direto sobre os erros do PT no governo federal.

Mais médicos: fragmentos sobre a loucuraExcelente e esclarecedor depoimento sobre o Programa "Mais Médicos", essa vitrine que esconde incomPTência e despreparo do governo, escrito por Miguel Srougi, professor da Faculdade de Medicina da USP e pós-graduado pela Universidade de Harvard.

Tião Viana desovou os haitianos, por Elio Gaspari. Como o governador petista do Acre, Tião Viana, de forma criminosa, desumana e irresponsável, despeja em São Paulo 400 haitianos que se refugiaram no Brasil. E avisa que são os primeiros de milhares que virão. Houve reação óbvia do governo paulista, à qual o petismo rotula, como é praxe, de "preconceito" e "política higienista" da "elite branca paulistana".

Lula diz que julgamento do mensalão foi político. Com afirmações absurdas do ex-presidente sobre o julgamento do mensalão e a prisão dos ex-dirigentes criminosos do PT. Para Lula, julgamento teria sido "80% político". Ou, como bem resume Josias de Souza, Lula é 100% cínico.

Problema nosso, excelente artigo de Marina Silva sobre a "História da Corrupção Brasileira" e como ela se tornou sistêmica e parte do "crime institucionalizado" pela ação (e omissão) do governo.

Governo prepara socorro às montadoras para aumentar vendasOutra contradição burra e irresponsável do governo do PT. Enquanto a mobilidade urbana é prioridade absoluta das metrópoles e os congestionamentos são problemas crônicos e de difícil solução (o que leva o uso do automóvel particular a ser desaconselhado e consequentemente incentivada a melhoria do transporte público pelas Prefeituras), o governo federal segue na contra-mão e patrocina a venda do carro próprio como sinônimo de status e progresso.

A guerra virtual do PT. Editorial do jornal "O Estado de São Paulo" sobre o comportamento daquilo que também chamamos de milícia virtual, composta por militantes treinados como guerrilheiros, além da mídia cooPTada, "blogueiros amigos" e jornalistas patrocinados com dinheiro estatal.

Video: Dilma é recebida com vaias e protestos no Pará. O Governo Dilma entendeu errado a reivindicação por um "padrão Fifa" no Brasil: quando ela não faz gol contra, o PT está em impedimento! 

Leia também:

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A saúde e a doença do PT e o seu governo terminal

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Onda de escândalos, mar de lama e Padilha faz água


"Este você conhece. Este você confia". O deputado André Vargas, do PT, melhor "amigo" daquele doleiro preso, recomenda o voto no candidato Alexandre Padilha. Ou vice-versa, tanto faz. São todos parceiros. Tutti buona gente!

Fato: o ex-ministro Alexandre Padilha é o terceiro na linha de produção de "postes" de Lula, tão competente e eficaz (ops!) quanto Dilma Roussef e Fernando Haddad.

Mas, ao contrário de Lula, que parece feito de teflon ou algum outro material anti-aderente a denúncias, já que absolutamente TODOS os escândalos da última década acontecem em torno do ex-presidente e ele escapa ileso (até quando?), seus discípulos funcionam como para-raios de roubalheira e confusão.

Como há corruPTos neste governo, meu Deus!

Aparentemente, o único resultado positivo desta nova onda de escândalos (além de ser mais uma oportunidade para apurar as denúncias e punir os culpados) é que São Paulo estará livre da possibilidade de ter Padilha à frente do Governo do Estado. O eleitor paulista não tolera essa bandalheira.

Até que Padilha foi coerente: reclamou tanto da seca nas represas e reservatórios paulistas, fazendo politicagem com coisa séria, que resolveu dar uma colaboração pessoal: a sua candidatura está "fazendo água"... (E São Paulo agradece!)

Assista, abaixo, Padilha falando na TV da falta d´água em São Paulo:



E porque a candidatura de Padilha está "fazendo água"? Leia aqui:


Veja também:





quinta-feira, 24 de abril de 2014

Haddad e as bandeiras desbotadas e emboloradas

O prefeito Fernando Haddad (PT) inaugurou a sua gestão, há um ano e três meses, com uma base de apoio de pelo menos 43 entre 55 vereadores, suficiente para aprovar com folga qualquer projeto na Câmara Municipal de São Paulo e tratorar a oposição (aliás, o PT já fez isso várias vezes, como no aumento do IPTU, na derrubada da CPI do Transporte ou na suspensão da inspeção veicular).

Hoje, Haddad mal consegue reunir 28 parlamentares que garantem o quórum mínimo para aprovar projetos rotineiros como a simples mudança de um traçado viário na zona leste da cidade. Com isso, estão parados na pauta projetos importantes como o Plano Diretor, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e propostas controversas como uma "bolsa complementar" de R$ 3.000 para os profissionais estrangeiros que aderiram ao Programa "Mais Médicos" na periferia.

Vereadores governistas já falam abertamente da falta de habilidade e de visão política do prefeito Haddad no trato com a sua base de apoio. Enfraquecido após ter tentado desviar o foco de cobranças feitas ao Executivo para a Câmara, o que amplia o desgaste dos vereadores, como no caso da ocupação denominada Nova Palestina, ou em votações polêmicas posteriormente derrubadas na Justiça, o prefeito fez renascer no Legislativo paulistano o grupo do "Centrão".

Assim, refém da própria base, o prefeito sofre pressão crescente para ceder mais "espaço" aos vereadores e partidos que o apóiam, como PMDB, PTB, PR e PSD. Mesmo dentro da sua legenda, Haddad não encontra mais petistas preparados ou dispostos a defendê-lo com a veemência dos primeiros meses de governo.

O prefeito também perdeu seus dois principais articuladores políticos com a Câmara ao atender o pedido do ex-secretário e ex-vereador João Antonio de ser indicado ao Tribunal de Contas do Município e após ter sido obrigado a exonerar Antonio Donato, citado nas investigações da máfia do ISS.

Restam a Haddad, hoje, além da combalida e dividida bancada petista, dois ex-secretários que se mantém leais, como os vereadores Netinho de Paula (PCdoB) e Eliseu Gabriel (PSB), que saíram do governo por exigência da lei para disputarem a eleição de 2014, e vereadores alinhados que forem atendidos no chamado "varejo".

Para citar dois exemplos do tipo de pedidos que vereadores da base querem ver atendidos: a indicação de subprefeitos apadrinhados por eles no lugar dos técnicos de carreira nomeados por Haddad e inclusões no Plano Diretor de medidas pontuais que atendam a interesses específicos, como um aeroporto particular em Parelheiros, em plena área de preservação ambiental (onde deveria haver um parque).

Esse descaso com a implantação de parques em áreas já destinadas para esse fim, inclusive, é outro tiro no pé dado pelo prefeito. Ele, como é praxe de todo petista, investe na luta de classes ("pobre" x "rico") para justificar medidas ilegais ou impopulares, e tenta ressuscitar também outro conflito fora de moda: "movimentos de moradia" x "ambientalistas".

Foi resgatado o modus operandi do velho petismo, justamente por aquele que se elegeu sob a falsa promessa do "novo": movimentos sociais cooPTados e a "militância do lanchinho" convocada para fazer volume, pressionar e enganar os mais incautos. As bandeiras vermelhas desbotadas e emboloradas estão de volta às ruas. Palavras de ordem desafinadas, idem. Em frente à Câmara, pelo menos (veja aqui). Aonde isso vai chegar? Vamos acompanhar...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Haddad encontra a inflação que Dilma esconde

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
Veja mais esta contradição absurda do PT: a inflação crescente que o governo Dilma tenta esconder - mas todos nós, brasileiros, já sentimos no bolso - é apontada agora pelo prefeito Fernando Haddad e pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo, como uma das principais causas para a redução do Orçamento da cidade e do poder de investimento da Prefeitura.

Segundo a proposta de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) encaminhada pelo prefeito Haddad ao Legislativo, a expectativa é de que as receitas alcancem R$ 49,2 bilhões em 2015, uma redução de 2,6% (ou R$ 1,3 bilhão) 
em comparação ao Orçamento de 2014, que projetou receita de R$ 50,5 bilhões.

É inédito em São Paulo que se reduza de um ano para outro a perspectiva de arrecadação e consequentemente o plano de investimentos na cidade. E por que isso? Fruto da incompetência administrativa que tomou conta da Prefeitura com a eleição de Fernando Haddad há dois anos.

A LDO de 2015 estima em R$ 7 bilhões a cota reservada para a construção de novos hospitais, escolas, moradias populares e obras de drenagem, por exemplo. Em relação ao planejamento feito para este ano, de R$ 10,7 bilhões, a redução é de 35%, ou R$ 3,7 bilhões. Um corte inadmissível!

Mas qual é, afinal, a alegação da Prefeitura para medida tão drástica, um verdadeiro atestado da incapacidade gerencial do PT? Eles culpam a suspensão do reajuste do IPTU, o fracasso da renegociação da dívida do município com a União e (surpresa!)... a conjuntura econômica do país!

"Você tem evidentemente uma situação econômica de uma certa retração, um crescimento um pouco menor", tenta justificar o presidente da Câmara, José Américo, ao ser questionado pelo jornalista Salomão Esper, da Band, sobre como é possível que, com orçamentos 10 vezes menores, outros prefeitos de São Paulo tenham investido e realizado muito mais que a atual gestão.

"Aí, no caso, é exatamente a inflação. Como você está falando de 10 anos atrás é a inflação que corroeu a moeda neste período", afirma em tom categórico o petista José Américo. "O último Orçamento da prefeita Marta Suplicy, em 2004, era R$ 15 bilhões. O Orçamento deste ano é quase R$ 50 bi. Então, é o processo inflacionário, claro. O crescimento real do Orçamento da cidade é relativamente pequeno."

Opa! Opa! Opa! Espera lá! Alguém aqui não está sabendo fazer contas. Ou está deixando escapar a mentira que é o PT! Quer dizer então que nesta última década - tudo dentro do período dos governos petistas de Lula e Dilma - o crescimento orçamentário de 230% foi "relativamente pequeno e corroído pelo processo inflacionário"? Uai, mas a presidente Dilma não jura de pés juntos na TV que não existe inflação?

Vamos aos números: se pegarmos todos os índices oficiais (IPC, IGP, IPCA, INPC) usados para medir a inflação acumulada nestes 10 anos, de janeiro de 2004 a março de 2014, encontraremos um resultado que varia entre 64% e 87%. Quer dizer, o tal Orçamento da prefeita Marta, de R$ 15 bi, seria corrigido para R$ 28 bi, no máximo. O prefeito Haddad tem o dobro disso para gastar. E o PT diz que é pouco!

Pouco? Só se for pouco para quem aparelha a máquina pública, para quem gasta sem nenhum critério, para quem administra a cidade sem planejamento, com irresponsabilidade, despreparo e imperícia. É pouco para um prefeito que caiu de paraquedas na Prefeitura, um aventureiro, desprovido de bom senso e de tino político.

É pouco para um gestor que, passado um terço do ano, não entregou ainda o uniforme dos alunos das escolas municipais e que corta o material básico alegando economia. Um desinformado que é derrotado na Justiça a cada medida irregular que tenta empurrar goela abaixo da população.

Se não bastasse, a alegada falta de dinheiro para justificar a sua inoperância é mais uma mentira deslavada porque boa parte das promessas de campanha e do plano de metas do prefeito Haddad está paralisada não por falta de recursos, mas porque nem sequer foram finalizados os projetos executivos, como é o caso de três hospitais municipais.

O mesmo descaso com que Haddad trata de questões essenciais como a prorrogação por tempo indeterminado de um contrato de transporte lesivo aos cofres públicos e a omissão para resolver o cancelamento da inspeção veicular ou a implantação de parques públicos. Aonde você olha, seja em manutenção ou investimento, enxerga uma administração capenga. É triste!  

terça-feira, 22 de abril de 2014

Quem já conhece Aécio e Eduardo não vota em Dilma

Enquanto os petistas comemoram que a presidente Dilma Roussef continua à frente nas pesquisas de intenção de voto, a pouco menos de seis meses da eleição, acontece um movimento que mostra exatamente o contrário: o PT vai perder a Presidência em 2014!

A leitura correta das pesquisas é clara: entre os eleitores que já conhecem os candidatos de oposição, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), a presidente Dilma perderia de ambos num eventual segundo turno. A petista só lidera até agora nas sondagens porque a maioria da população ainda desconhece quem são os oponentes do PT.

Hoje, segundo o Datafolha, apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer "bem" ou "um pouco" os três principais presidenciáveis. Nessa faixa do eleitorado, Eduardo Campos tem 28%, Dilma fica com 26% e Aécio alcança 24%. Junte essa informação (52% de eleitores que já optaram por um nome da oposição) aos 70% de brasileiros que clamam por mudanças e tire a sua própria conclusão.

Nas simulações de 2º turno com esse grupo de 17% dos eleitores que conhecem DilmaAécio e Campos, os vitoriosos são sempre de oposição.

Numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista seria derrotada por 31% contra 47% do tucano. Na hipótese de embate com Eduardo Campos, o socialista registra 48% contra os mesmos 31% de Dilma.

Ou seja, são os dias do PT no poder chegando ao fim! Pode anotar aí! ;-)



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Adeus, Lenin... Bem-vindos Lula, Dilma & cia.

O filme alemão "Adeus, Lenin", de 2002, conta a história de uma mulher que passa mal e entra em coma pouco antes da queda do Muro de Berlim, em 1989. Quando ela desperta, seu filho - preocupado com a saúde da mãe comunista - decide esconder dela os acontecimentos.

Traçando um paralelo com a realidade brasileira, imaginemos um eleitor petista - daqueles legítimos, sinceros e espontâneos, portanto já extintos - que estivesse desacordado desde a campanha eleitoral de Lula em 1989, época em que vestia a camiseta do partido, ostentava o broche da estrela e cantarolava "Lula lá" e "Sem medo de ser feliz"

O sujeito inconsciente não acompanhou a vitória e o posterior impeachment de Collor, a transição com Itamar Franco, o controle da inflação, o Plano Real, os dois mandatos de FHC. Mais que isso: não viu "a esperança vencer o medo", e Lula enfim ser eleito na sua quarta disputa presidencial.

Essa é a parte boa que o militante desacordado não vivenciou, quase um sonho realizado para toda uma geração. O paraíso na Terra.

Porém, o que o petista retornando do coma em 2014 custaria a acreditar é o que viria no "pós-Lula". A lista completa de ex-inimigos do PT que se tornaram aliados e partícipes do tal "governo de coalizão": Sarney, Collor, Maluf, banqueiros, empresários, evangélicos, ruralistas, fisiológicos de plantão. O mensalão. 

Como explicar ao petista - talhado na oposição - a transmutação daquele partido ideológico modelo numa mera legenda ordinária e pragmática? E os ataques do PT à imprensa, ao Ministério Público e à Justiça? As armações do partido contra as CPIs? As ações antidemocráticas e antirrepublicanas? As ameaças à liberdade de expressão e pensamento? O cerceamento da oposição?

O petista, acordando hoje, jamais acreditaria que seus líderes e ídolos José Dirceu e José Genoíno estão na cadeia - não por obra da ditadura, mas de um julgamento democrático em pleno Estado de Direito, sob o governo do próprio PT. 

Nunca levaria a sério que a presidente da República é uma ex-guerrilheira, oriunda do brizolismo e neófita no Partido dos Trabalhadores, preferida por Lula entre todos os demais fundadores e dirigentes históricos. 

Se o sujeito ainda resistir e sobreviver a tanta informação, conte a ele que as manifestações que vão às ruas hoje são quase todas contra o PT. Que os movimentos populares e os jovens estão órfãos e descrentes na política e nos políticos. Que as bandeiras vermelhas e gritos de guerra do povo nas ruas são de protestos anti-petistas.

Liste os nomes de Luiza Erundina, Hélio Bicudo, Plinio de Arruda Sampaio, Fernando Gabeira, Marina Silva, Cristóvam Buarque, Heloísa HelenaIvan Valente, Bete Mendes, Chico Alencar, Eduardo Jorge e até do cantor Lobão como dissidentes e os mais ferrenhos críticos, hoje em dia, do PT. 

Conte também que o neto de Tancredo Neves, o ex-governador e senador de Minas, Aécio Neves, e o neto de Miguel Arraes, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, são hoje os verdadeiros representantes da oposição e as melhores e mais viáveis alternativas democráticas ao governo autoritário e corrupto que se instalou no poder. 

Está feito o estrago. 

Assim morreria desiludido o último dos velhos petistas...

Leia também:

PT, a farsa: dos presos políticos aos políticos presos

Violência será a marca da campanha de 2014?




quarta-feira, 16 de abril de 2014

O zigue-zague do cambaleante Haddad na Prefeitura


Parece piada, mas esta é uma obra séria (se ainda for possível encará-la assim) da gestão do "prefeito-gênio" Fernando Haddad. Talvez seja bastante ilustrativa do momento errático das administrações do PT. Retrato instantâneo dessa gente incompetente, despreparada, desqualificada que toma conta da Prefeitura de São Paulo e da Presidência da República.

Já dissemos aqui: a oposição nem precisa se esforçar muito. O governo e a sua base cooPTada se encarregam por conta própria de cair em descrédito e mostrar à população o erro cometido nas eleições (e que não se repita em 2014, por favor!).

É mais uma faixa histórica para a coleção folclórica de Haddad: começou com as faixas de ônibus, passou para as faixas informativas de áreas alagáveis (na única ação anti-enchente deste genial gestor) e chegou agora à surreal faixa de trânsito em zigue-zague.

Enfim, para alguém como Haddad, que prova dia-a-dia que NÃO SABE DIRIGIR (a cidade, principalmente), já está de bom tamanho. Vergonhoso até para os padrões petistas!

Mas não é só isso. Além da incompetência e da irresponsabilidade na administração cotidiana municipal e federal, começam a pipocar novos escândalos políticos e financeiros: de um só jatinho até um aeroporto inteiro, o aPeTite do PT parece insaciável.

Primeiro foi o petista André Vargas, vice-presidente da Câmara dos Deputados, que renuncia ao mandato após ser flagrado de carona no avião do doleiro preso, envolvido com escândalos na Petrobras e no Ministério da Saúde. Não por acaso, é amigo do ex-ministro e pré-candidato do PT ao Governo de São Paulo, Alexandre Padilha.

Depois do jatinho, o próximo escândalo a estourar pode ser o da construção do tal aeroporto particular em Parelheiros, desejado por pessoas do PT e de partidos da base, mas vetado pela Justiça e pela maioria da população.

Mais um caso - que vem se tornando rotina na gestão Haddad - de intervenção privada em espaço de preservação ambiental reservada para a implantação de um parque. Vide a chantagem de Haddad contra a Câmara no caso da ocupação denominada Nova Palestina e da polêmica dos parques Augusta, Mooca e Vila Ema. É muita cara-de-pau dessa turma!

Repare também que entre os proprietários do aeroporto está André Skaf, filho do empresário Paulo Skaf, da Fiesp, só por coincidência o pré-candidato do PMDB (e "plano B" do PT de Dilma e Lula) ao Governo do Estado de São Paulo. Outro dono é herdeiro da empreiteira Camargo Corrêa, de onde casualmente partem generosas contribuições de campanhas eleitorais.

Para aumentar a "coincidência" (desafiadora das probabilidades do acaso, beirando o grau de um milagre), vereadores do PT e de partidos governistas como o PMDB estão jogando duro e pressionando a Prefeitura a incluir o aeroporto no Plano Diretor a ser aprovado. Quais serão os verdadeiros (e inconfessáveis) interesses em pauta?

Detalhe: como a maioria da população é contra o aeroporto, assim como também a Justiça já se manifestou pelo veto à obra, o PT precisou inventar um método para justificar o atropelo da lei e do bom senso. Primeiro, apelou para o já tradicional conflito de classes: "pobres" x "ricos", onde do lado dos "pobres" da zona sul de São Paulo estariam as famílias Skaf e Camargo Corrêa, e entre os "ricos" todos os moradores da região de Parelheiros, repleta de favelas, invasões e loteamentos. Duro de engolir, hein?

E, finalmente, para mostrar o que seria a maior prova do "apoio popular" ao aeroporto particular (chega a ser risível), o PT e os empresários justificam que a maioria dos membros do Conselho Participativo de Parelheiros, que em tese foi eleito para representar a população do bairro, querem a obra no lugar do parque. Ah, então tá!

Meu Deus, alguém ainda leva a sério essa gente do PT?

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cuidado com a propaganda enganosa do Haddad!

Artigo de Carlos Fernandes (PPS/SP)
É bom os munícipes de São Paulo começarem a ficar com uma pulga atrás da orelha toda vez em que for publicada uma matéria mostrando bons resultados das ações da prefeitura da cidade. Ocorre que há algumas propagandas enganosas que podem levar o paulistano a acreditar em fatos inverídicos. A bola da vez é a matéria do Estadão: “Cresce número de passageiros de ônibus no primeiro trimestre em SP”. O que na prática não é bem assim.

Segundo a reportagem, dados da prefeitura apontam crescimento de 2,7% do número de viagens de ônibus na cidade. Não se trata exclusivamente de haver mais usuários do sistema de transporte público por conta da implantação de corredores de ônibus na capital, mas sim de como a prefeitura adotou medidas que seccionaram linhas: o número de viagens por consequência direta teria mesmo de ter sido elevado. Por isso acabamos ficando tendenciosos a pensar que houve aumento no número de usuários.

A integração do Bilhete Único – possibilitando que uma única pessoa tome várias conduções pegando uma única passagem – e a redução da idade de idosos que têm direito a passe livre (agora de 65 para 60 anos de idade) são fatores que condicionam esse aumento de viagens.

Compreendemos que houve mudanças positivas com as novas faixas de ônibus, possibilitando que as viagens passassem a ser mais rápidas. Porém, por conta da irresponsabilidade da prefeitura acreditar que isso seria um grande sucesso, essas faixas mal planejadas geraram outros problemas viários. O trânsito de automóveis nas faixas restantes e o comércio ao longo dessas vias sofrem junto. Falta inteligência da CET para acomodar esse novo sistema. Tudo isso porque a prefeitura não deu a devida atenção a essa questão, sem também ter ouvido a população dessas regiões.

Só que, enquanto não melhorar a qualidade do serviço ampliando a oferta de viagens, o número de usuários será sempre modesto. Prova disso é que desde o ano passado há usuários que reclamam que com essa nova política de transporte precisam fazer ao menos uma baldeação para chegarem aos seus destinos. E ainda por cima continuam sendo transportados em “latas de sardinha”, num sistema que sofre com a profunda falta de qualidade. Só a título de curiosidade, há mais de mil veículos com mais 10 anos de uso que ainda estão nas ruas. Ou seja, há um claro sucateamento da frota.

Em mais uma atitude irresponsável de Haddad para preservar Dilma com relação ao aumento da inflação, faz dois anos que segura o reajuste da tarifa. Com isso, o prefeito não cria alternativas de arrecadação para custear o serviço de transporte da cidade. O resultado é que ele continua a alimentar os tubarões das empresas do setor de transporte, prorrogando uma concessão contratual de 10 anos pelo segundo ano, em detrimento da qualidade, ônibus com prazo vencido de operação, redução da oferta de viagens, entre outros problemas.

Agora fica uma dúvida no ar: Será que "Malddad" não fará o mesmo que Dilma já está fazendo com os reajustas da energia elétrica empurrados para o ano que vem, depois da eleição? Dessa forma, o prefeito estaria empurrando com a barriga o aumento do preço das passagens esperando 2015, pois sabemos que o PT quer evitar ao máximo desgastes na imagem do partido e da sua gestão em ano eleitoral. Mas esse tiro pode sair pela culatra.

Não levem a mal. É o jeito PT – fiel ao padrão Malddad - de governar!

Carlos Fernandes é presidente municipal do PPS de São Paulo e foi subprefeito da Lapa (2010/2011)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bomba-relógio de Haddad explode no colo de quem?

De um prefeito despreparado e demagogo a irresponsável e chantagista, é extraordinário o salto (reverso, é claro) de qualidade dado por Fernando Haddad.

Foi quase um duplo twist carpado (perdão, Daiane), essa pirueta política surpreendente para a base governista e invejável para a oposição (que, toda reunida, não chega aos pés do PT no potencial revelador explosivo, ou, neste caso, auto-destrutivo).

Há uma bomba-relógio armada por Haddad e passando de mão em mão. É o modus operandi do prefeito: dispara o detonador e joga no colo do primeiro incauto. Enquanto ele simplesmente lava as mãos. O "novo"! Aham! Piada! Só se for o novo Pilatos de plantão no Palácio do Anhangabaú.

Isso começou lá atrás, ainda durante a campanha, com o então candidato garantindo que traria investimentos bilionários para o município graças à sua relação privilegiada com a presidente Dilma. Prometeu também renegociar a dívida paulistana com a União. Nos dois casos, deu com os burros n´água. Não trouxe nenhum centavo além da arrecadação orçamentária prevista pela gestão anterior. Era mentira!

Continuou no episódio dos 20 centavos da tarifa de ônibus. Primeiro, adiou a contragosto o reajuste para segurar artificialmente a inflação, a pedido de Dilma. Depois, anunciou que aumentaria o preço para R$ 3,20 mesmo contrariando a ordem petista. Como se sabe, e já faz parte da história, foi obrigado a recuar graças as manifestações de junho. A cidade não anda, e de quem é a culpa? Do "outro" (ou da outra). Sempre.

Cobre do prefeito Haddad qualquer ação, diante da habitual imobilidade, incapacidade e inoperância, seja em saúde, educação, transporte, moradia, meio ambiente, e qual a desculpa multiuso? "Falta dinheiro". Por que? Pouco importa! Vale qualquer argumento: a não-renegociação da dívida, o não-reajuste do ônibus, o não-aumento do IPTU, a perseguição da mídia e das elites. E por aí, vai...

A mais recente cambalhota do dublê de prefeito ocorreu na semana passada, durante protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em frente à Prefeitura. 

Oportunista, Haddad subiu no carro de som da manifestação e garantiu que se a Câmara Municipal aprovasse logo o Plano Diretor, ele baixaria um decreto para construir casas populares no enorme terreno onde hoje se encontra a maior ocupação da cidade, denominada Nova Palestina, uma área de preservação ambiental onde por lei apenas 10% do terreno pode ser destinado a moradias.

Pura chantagem. Ao jogar a bomba no colo dos vereadores (e de todos os cidadãos paulistanos, solidários no prejuízo ambiental se houver a descaracterização da área ao arrepio da legislação), o prefeito ingênuo pensa ter sido um gênio. Acha que o povo é bobo, mas ele que faz papel de otário. Neófito nas coisas da política, desconhece as engrenagens e os bastidores da gestão municipal.

Resultado: a "esperteza" de Haddad ressuscitou o chamado "Centrão" no Legislativo paulistano. De uma maioria folgada com sua base cooPTada (43 de 55 vereadores, número suficiente para aprovar tudo aquilo que o Executivo mandasse), acaba de se tornar refém de governistas rebeldes, descontentes com a forma de tratamento e com a tentativa malandra de desviar o foco da Prefeitura para a Câmara.

Nas sessões plenárias e nas reuniões das comissões desta semana, ficou explícito o comando paralelo dos vereadores: falta de quórum, obstruções, adiamento de votações importantes (como do Plano Diretor, que o prefeito cobrava aprovação imediata). Não funcionou nem a tentativa de manipulação do MTST, transformado em torcida organizada pró-Haddad (devido ao interesse pela rápida aprovação do Plano Diretor para ver cumprida a promessa chantagista e desastrada do prefeito)

Por fora da simples polarização entre vereadores governistas e da oposição tradicional, e acima do comando institucional do seu presidente, José Américo, e do líder do governo Arselino Tatto, a Câmara funciona na prática pela influência política de Roberto Trípoli (PV), Milton Leite (DEM), Aurélio Miguel (PR) e Adilson Amadeu (PTB), entre outros.

Não se sabe quando e onde a bomba de Haddad vai explodir, nem os seus efeitos sobre a política, a administração e a eleição de outubro. Mas é certo que outros movimentos sociais (e mesmo invasores pró-moradia) vão exigir idêntico tratamento VIP do prefeito e da Câmara.

O mais provável, hoje, é que a bomba estoure no colo do próprio Haddad. Esperamos que seus estilhaços não atinjam inocentes. Por enquanto, seguimos ouvindo o "tic tac" ;-)

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Ricardo Young ao Senado, com Eduardo e Marina

O PPS pode dar uma contribuição decisiva para o rumo das eleições à Presidência da República e ao Governo do Estado se lançar Ricardo Young ao Senado Federal.

Além de alicerçar um palanque forte em São Paulo para as candidaturas de Eduardo Campos a presidente e Marina Silva vice ao reproduzir a aliança nacional entre PSB, Rede e PPS, colocará em pauta, definitivamente, a agenda da sustentabilidade.

Não temos licença prévia para falar em nome de ninguém, mas já é tradição do Blog do PPS, nestes oito anos de atividades, defender publicamente as teses que entendemos serem as mais benéficas para São Paulo e para o Brasil.

Foi assim, por exemplo, que participamos desde a origem do Movimento por uma Nova Política com Marina Silva; que apostamos no potencial de Eduardo e Marina e fomos decisivos nesta aliança; que criamos e aprovamos o conceito da #REDE23, antecipando em dois anos o anúncio da Rede Sustentabilidade; que buscamos Soninha Francine no PT para ser candidata à Prefeitura; que defendemos em primeira mão o lançamento do presidente nacional do PPS, Roberto Freire, como candidato por São Paulo; que filiamos e lançamos Ricardo Young a vereador, como fazemos agora para o Senado. E muito mais.

Hoje, parece que a tendência desta coligação entre PSB, Rede Sustentabilidade e PPS é ter uma candidatura própria ao Governo paulista: segundo afirma o próprio Eduardo Campos, o escolhido seria o deputado federal Marcio França, presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro.

Ainda assim, há outros dois caminhos possíveis:

1) Ampliar, a partir de São Paulo, a aliança em torno de Eduardo Campos e Marina Silva com a integração do PV, que tem como pré-candidatos ao Governo o vereador Gilberto Natalini e à Presidência o médico e ambientalista Eduardo Jorge, mas que são aliados do PSB, do PPS e da Rede Sustentabilidade no #SãoPauloEmMovimento;

2) Apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em uma frente das oposições ao PT, unindo no mesmo palanque os presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos, como vai ocorrer em Minas Gerais, Pernambuco e outros estados.

Os rumos da eleição em São Paulo

O apoio ao governador paulista é polêmico. Diz-se que Marina Silva não subiria no palanque do tucano. E a Rede Sustentabilidade, apesar de não ter sido oficializada como partido, tem peso igual nas decisões da aliança. Mas não há consenso entre os chamados "marineiros" sobre as eleições em São Paulo.

Existem, dentro da Rede, defensores de candidaturas distintas ao Governo do Estado. Já foram cogitados, além de Márcio França (o escolhido de Eduardo Campos), os nomes de Walter Feldman, Luiza Erundina, Pedro Dallari e João Paulo Capobianco (todos filiados ao PSB), de Ricardo Young (PPS), de Gilberto Natalini (PV) e de Vladimir Safatle (PSOL). Há até mesmo os que defendem que a Rede não apóie ninguém.

Enquanto a Rede segue indefinida, a posição majoritária dentro do PSB e do PPS - que participam do Governo Alckmin, assim como o PV - sempre foi apoiar a reeleição do governador, desde que estivesse garantido o espaço para a candidatura presidencial de Eduardo Campos e as diretrizes programáticas da aliança com Marina Silva fossem abraçadas pelo PSDB em São Paulo. Haveria, assim, mais tempo de propaganda e maior estrutura para as campanhas majoritárias e proporcionais.

Dentre todas as opções, o pior dos caminhos certamente seria a divisão, em São Paulo, dos partidos que estão unidos nacionalmente na aliança de Eduardo Campos e Marina Silva. Daria uma demonstração desnecessária e improcedente de fragilidade num momento crucial para o crescimento da campanha.

Porém, essa cisão local pode até ocorrer se houver a radicalização das posições. Se a Rede insistir na tese da candidatura própria ao mesmo tempo em que tenta vetar o nome de Marcio França (pelo seu suposto alinhamento com o governo Alckmin), isso pode levar ao isolamento do candidato do PSB. Seria suicídio político.

Também não faria o menor sentido, num cenário que deve ter Alexandre Padilha (PT), Paulo Skaf (PMDB), Gilberto Kassab (PSD), Major Olímpio (PDT) e Laercio Benko (PHS) - todos candidatos de partidos da base de Dilma Roussef e coadunados para derrotar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) - congestionar e enfraquecer o campo alternativo à polarização PT x PSDB por meio de candidaturas isoladas de Marcio França, Gilberto Natalini e Vladimir Safatle, que sozinhos tem chances quase nulas de chegar ao segundo turno.

Ou trabalhamos para a ampliação e o fortalecimento deste campo de oposição ao governo federal, encontrando o que nos une e estabelecendo como prioridade inaugurar um período "pós-PT" no Brasil, ou vamos simplesmente colaborar para a derrota do último pólo de resistência (o Governo de São Paulo) ao modus operandi petista no poder, que prova dia-a-dia ser uma tragédia para o país.

O papel do PPS na aliança nacional

Nesse contexto, a virtual candidatura de Ricardo Young ao Senado pelo PPS pode dar a liga necessária a essa construção política e eleitoral que iniciamos, ao consolidar a aliança com o PSB e a Rede e possibilitar a ampliação do leque de partidos, entidades, movimentos e forças vivas da sociedade que se reúnem para apoiar o programa apresentado pela aliança de Eduardo Campos e Marina Silva.

Seja com uma candidatura própria do PSB/Rede ao Governo do Estado, com a possível adesão do PV à aliança nacional (e o nosso respectivo apoio local), ou ainda numa eventual frente das oposições ao PT que abra um palanque duplo para Eduardo e Aécio na campanha à reeleição de Alckmin, uma candidatura majoritária ao Senado garantiria visibilidade e potencial aglutinador à nossa aliança.

Em 2010, Ricardo Young foi candidato ao Senado pelo PV. Teve mais de 4 milhões de votos numa eleição extremamente polarizada que elegeu Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (PT). Neste ano, a vaga em disputa é a do senador Eduardo Suplicy (PT).

Com toda a simpatia que possa ter e o respeito que Suplicy merece, há o desgaste natural de quem ocupa a mesma função há 24 anos e vai para a sua quarta eleição consecutiva, almejando ficar 32 anos ininterruptos no Senado. Se não bastasse tanto tempo no cargo, precisamos de um senador que trabalhe efetivamente por São Paulo, não pelos interesses do partido do governo.

Ultimamente, Suplicy vem se destacando mais como personalidade folclórica e por ter se envolvido em polêmica com ministros do Supremo pela defesa intransigente que faz dos mensaleiros do seu partido, do que propriamente pela atuação como senador por São Paulo.

Mas não é isso que esperamos do representante do nosso Estado, que tem entre as suas responsabilidades zelar pelos direitos constitucionais do povo, processar e julgar a presidente da República (será que faltam motivos?), aprovar a nomeação de autoridades federais (nenhuma crítica à quantidade absurda de ministros ou à incompetência dos nossos gestores?) e tratar de questões como o montante da dívida de estados e municípios (o que torna a cidade insolvente, segundo o prefeito Haddad), entre outras funções.

A sugestão do nome de Ricardo Young

Na Câmara Municipal de São Paulo, Ricardo Young tem desempenhado um mandato qualificado e diferenciado (acompanhe aqui). Como vereador - e no Senado teria um papel amplificado - ele atende as reivindicações da sociedade por um novo parâmetro ético na política.

A atuação neste seu primeiro cargo eletivo qualifica o debate e dignifica a nossa representação no Legislativo, demonstrando pelo exemplo positivo que é possível lutar por uma nova cidade e um país melhor e mais decente. Esse é o clamor de todos aqueles que amam São Paulo e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa e humana.

Um passo firme a partir de São Paulo para a construção de cidades mais modernas e sustentáveis. Uma iniciativa que nos faça despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação. O que desejamos é ajudar a conscientizar e mobilizar o eleitorado paulista para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição das desigualdades.

Entendemos que o nosso papel deve ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas, além da população dispersa nas redes e nas ruas, para o debate programático e para a construção de uma cidade e de um Estado mais humano, justo e solidário. Com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

Está lançada a proposta, com todas as justificativas, nome e sobrenome. Ao debate, cidadãos de São Paulo.