quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O jogo dos 7 erros da Prefeitura de São Paulo

Respostas:

1) O primeiro erro foi do eleitor, em 2012: acreditou no marketing petista que apresentou Fernando Haddad como o "novo" que São Paulo precisava. O PT conseguiu convencer a maioria que ele era melhor que Serra, Russomanno, Chalita, Soninha e Giannazi. Deu no que deu.

2) Aumento abusivo do IPTU: além de exigir que a sua base aprovasse o aumento na "calada da noite", Haddad desrespeitou a população (89% dos moradores são contra o aumento) e entidades organizadas da sociedade. Todo mundo vai pagar caro pelo erro (proprietários de imóveis, inquilinos e consumidores, com o repasse da alta do tributo no preço de produtos e serviços, e reflexo na inflação).

3) Máfia dos Fiscais: se não bastasse o esquema permanecer atuante na Prefeitura em sucessivas administrações, Haddad ignora quando seus auxiliares diretos são citados? Pior, afasta a funcionária que levanta a suspeita, em vez de apurar a denúncia? Por que? E ainda quer vender a imagem de "xerife" no combate heróico à corrupção? Não cola!

4) Faixas de ônibus: em vez de melhorar a qualidade do transporte público e investir em alternativas para a mobilidade urbana, Haddad sai desembestado pintando faixas brancas no asfalto e cortando linhas de ônibus sem nenhum planejamento. Conclusão: cria um caos no trânsito que já era insuportável, punindo ainda mais usuários do transporte individual e coletivo. E ainda expõe uma contradição gritante: o governo federal do PT sempre incentivou a compra do automóvel particular, como símbolo do progresso do país e status pessoal da classe que saía da linha da pobreza. E agora?

5) Férias na Itália: em meio aos graves problemas do cotidiano, com semáforos pifados, faixas de ônibus paralisando a cidade, manifestações diárias nas ruas e o aumento do IPTU enviado à Câmara para ser aprovado no atropelo, Haddad resolveu tirar férias na Itália com a mulher, após 9 meses de "trabalho"! Oi?

6) Tarifa de ônibus: foi a primeira grande lambança do prefeito Haddad. No começo do ano, adiou o reajuste da tarifa para ajudar Dilma a disfarçar a inflação. Empurrou o problema e o aumento para o meio do ano, quando a população reagiu contra os 20 centavos. Anunciou que ia manter o reajuste. Recuou. Demonstrou fraqueza e despreparo, características que se tornaram praxe da administração.

7) O último erro é da Câmara Municipal de São Paulo: como é que pode, diante de todos esses erros (e outros), o governo ter maioria absoluta no Legislativo? Será que os vereadores não enxergam que essa é uma administração caótica e sem planejamento, com ações desastradas como o aumento abusivo do IPTU, a conturbada suspensão da inspeção veicular e escândalos de corrupção, entre outros desmandos e confusões?

Mas certamente a população já percebeu esse jogo de erros e a partir da eleição de 2014 vai começar a correção!

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