terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sinal verde: "Quem disse que político é tudo igual?"

O PPS apresenta para as eleições de 2012 a pré-candidatura da jornalista, ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo. E, resgatando a ideia inovadora da campanha de 2008, apresentada de forma leve, dinâmica, propositiva: "Quem disse que não dá pra fazer política de outro jeito?"

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo realizadas até o momento, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB e o cenário muitíssimo promissor para a construção de uma terceira via em torno da candidatura de Soninha Francine (PPS).

Nem PT, nem PSDB. Que venha a eleição de 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar.

Sinal verde para a “nova política” que pede passagem. Sinal verde para a cidadania, o trânsito, o transporte alternativo, a saúde, a educação, a segurança, o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa pioneira da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Sabemos que as pesquisas eleitorais são um retrato momentâneo e mutável, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. Lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro na chamada classe média. Isso não é notícia?

Considerando esses 11% de intenção de votos em Soninha, apurados pelo Datafolha e pelo Ibope, e o resultado da eleição presidencial de 2010, quando Marina Silva obteve 20 milhões de votos (alheios à polarização PT x PSDB), temos o diagnóstico do problema e o prognóstico da cura: o eleitor procura uma alternativa concreta e viável para uma cidade mais inteligente e mais feliz. Ninguém quer mais do mesmo.

Entendemos, portanto, que para concretizar a proposta deste "sinal verde” para São Paulo será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país.

Isto significa, objetivamente, apresentar uma candidatura própria à Prefeitura e uma chapa competitiva à Câmara Municipal, eqüidistante de PT e PSDB, e diferente de tudo que ambos têm representado de nocivo e de mesmice para a política.

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Revista Época entrevista Soninha Francine

Entrevista de Soninha à Folha de Vila Prudente

Só 26% dos paulistanos conhecem "bem" Soninha

A "não-pesquisa" da Folha de S. Paulo vem rendendo polêmica. Além da omissão do nome de Soninha Francine no jornal de domingo (com a reclamação do PPS publicada na segunda, com destaque), apesar de a candidata do PPS estar em terceiro lugar, também o jornalista Ricardo Kotscho fez um texto duro criticando o fato de o jornal desprezar (e omitir do leitor) os dados do Datafolha (leia aqui).

De aproveitável dos poucos dados divulgados, consta que Soninha é conhecida por 72% dos paulistanos, sendo que 26% afirmam que a conhecem bem, 22% a conhecem um pouco, e 24% só de ouvir falar.

Considerando que Soninha tem, hoje, 11% de intenção de votos (mais que PT e PSDB somados), podemos supor que quase metade (para ser mais exato, 42%) das pessoas que dizem conhecer "bem" Soninha, votam nela.

Com isso, o potencial de crescimento é imenso, diante do público que a conhece pouco (22%), que ouviu falar (24%) ou que nem a conhece (28%). O índice de rejeição é de 19%. Ou seja, resta um universo de 81% do eleitorado paulistano disposto a ouvir o que Soninha e o PPS têm a dizer. Isso é bastante promissor.

Leia também:

A íntegra dos números do Datafolha


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Soninha segue em 3º, com 10% a 11% no Datafolha

A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, repete o índice de 10% a 11% de intenção de votos na pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (29/1).

O resultado é praticamente idêntico aos anteriores, com Celso Russomano (PRB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), nesta ordem, liderando em todos os cenários.

No único cenário em que o nome apresentado do PSDB é José Serra, o tucano lidera. Porém, ele voltou a negar que será candidato.

A ex-vereadora Soninha Francine teria mais votos, hoje, que os candidatos do PT (Fernando Haddad) e do PSDB (Bruno Covas, José Anibal, Andrea Matarazzo ou Ricardo Tripoli) somados.

Um detalhe, porém, volta a intrigar o leitor mais atento da Folha de S. Paulo: a matéria menciona o nome de 9 potenciais candidatos, mas omite novamente a 3ª colocada Soninha Francine. Veja abaixo carta enviada ao jornal:

À Folha de S. Paulo

Prezados

Eu já me sinto até constrangido de voltar ao mesmíssimo assunto, mas, só para (não) variar um pouquinho, pela terceira vez no ano sou obrigado a fazer reclamação idêntica: a Folha menciona todos os candidatos que em tese se destacam no Datafolha, mas “pulam” a terceira colocada Soninha Francine (PPS).

Vejam hoje em “Disputa pela prefeitura segue estável, diz Datafolha”. Quem lê a Folha na internet nem sequer é informado sobre a pré-candidatura da ex-vereadora.

Simplesmente não consta o nome de Soninha na matéria que apresenta a pesquisa, muito menos na análise – e ela segue firme com seus 10% ou 11% (mas o leitor não tem acesso a essa informação, ainda que Soninha esteja à frente do candidato petista, dos quatro tucanos e do peemedebista).

Aparecem na matéria os seguintes nomes e índices:

“Celso Russomanno (PRB), que oscila de 17% a 21% e lidera quatro dos cinco cenários pesquisados.”

“José Serra (PSDB), que aparece com 21%.”

“Serra tem contra si uma das maiores rejeições: 33% dos paulistanos dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Na pesquisa, só Netinho de Paula (PC do B) aparece à frente do tucano neste quesito, com 35%.”

“Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo- variam de 2% a 6%.”

“O petista Fernando Haddad, que tem o apoio do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, não passa de 5%.”

“Já Gabriel Chalita (PMDB), candidato do vice-presidente Michel Temer, varia de 6% a 9% das intenções de voto.”


O que devemos fazer para “merecer” a lembrança da Folha para a terceira colocada? Trabalhamos tanto na construção de uma terceira via fora da polarização PT x PSDB, não seria o caso de termos um espaço aberto para esse debate no jornal, como venho solicitando (ou já seria “implorando”) há tanto tempo?

Atenciosamente,

Maurício Huertas
Secretário de Comunicação do PPS/SP


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sábado, 28 de janeiro de 2012

Aos 20 anos, Folha de Vila Prudente destaca PPS

Uma coincidência histórica: na mesma semana de janeiro de 2012 comemoram-se os 20 anos de fundação da Folha de Vila Prudente, um dos maiores e mais respeitados jornais regionais de São Paulo, e idênticas duas décadas do Partido Popular Socialista (PPS).

Se não bastasse a dupla comemoração, o semanário publica nesta edição uma entrevista exclusiva com a pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, e um artigo inédito do presidente municipal do PPS e ex-subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes, sobre outro aniversário: os 10 anos da implantação das subprefeituras na cidade.

A Folha de Vila Prudente, com 62 mil exemplares semanais impressos e auditados pela gráfica do jornal O Estado de S. Paulo, é presidida pelo empresário vilaprudentino Newton Zadra, que também dirige o Círculo de Trabalhadores Cristãos, uma das maiores entidades sociais da zona leste.

Participaram da festividade que celebrou a circulação ininterrupta do jornal desde 1992, nas regiões da Mooca e Vila Prudente, entre outras personalidades, o presidente do PPS Carlos Fernandes, o vereador Claudio Fonseca, líder do PPS na Câmara, e o secretário de Comunicação Maurício Huertas, ambos mooquenses (na foto, Zadra e Claudio Fonseca).

Ex-editor da Folha de Vila Prudente e funcionário desde o ano de fundação (onde permaneceu por cinco anos), o jornalista Maurício Huertas publicou neste jornal uma série de artigos e reportagens relevantes sobre temas como a cracolância, a destinação no lixo na cidade e os problemas do transporte público - matérias que lhe renderam inclusive prêmios nacionais de jornalismo - e que ainda continuam surpreendentemente atuais após 20 anos (veja arquivo).

Acompanhe a seguir o artigo de Carlos Fernandes e a entrevista de Soninha Francine na íntegra:

Carlos Fernandes: "Subprefeituras, 10 anos depois"

Entrevista de Soninha à Folha de Vila Prudente

Celebração dos 20 anos da Folha de Vila Prudente reuniu políticos e personalidades

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ops! Delúbio, Dutra e Rui Falcão contra Soninha?

Um comentário de Soninha Francine sobre uma foto da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, bastou para se tornar o fato (aliás, a versão do fato, para ser mais exato) do dia no twitter. Viu-se a proporção e a velocidade de uma mentira!

A polêmica foi parar nos TTs (Trending Topics), no iG, G1, R7, O Globo... Mobilizou principalmente o PT e os petistas, PaTrulheiros virtuais ávidos para atacar Soninha e o PPS, juntando de Rui Falcão (presidente nacional do PT), José Eduardo Dutra (ex-presidente) até Delúbio Soares (aquele! o tesoureiro réu do mensalão... na dúvida faça uma busca no Google).

PPS/SP @23pps
Polêmica: @SoninhaFrancine critica violência em foto (aproveitadores? bandidos infiltrados?) e generalizam como ataque a todos os moradores

PPS/SP @23pps
"Soninha critica manifestantes do Pinheirinho e gera polêmica no Twitter" - R7 Leia aqui via @portalR7

PPS/SP @23pps
Começou a baixaria! "Soninha chama moradores do Pinheirinho de criminosos" Aqui a versão mentirosa via @ig e aqui a verdade.

PPS/SP @23pps
Repudiamos qualquer violência, principalmente do Estado x Moradores - únicas VÍTIMAS, seja da PM, da Justiça, dos governos, oportunistas etc

PPS/SP @23pps
PPS sempre teve opinião firme sobre ocupação do #Pinheirinho. Propôs desapropriação em vez da reintegração. Reveja aqui.

PPS/SP @23pps
Sobre ocupação do #Pinheirinho: repudiamos truculência contra famílias, defendemos desapropriação da área (em vez da reintegração de posse)

PPS/SP @23pps
Tudo tweet inocente! RT @rfalcao13 Soninha acusa moradores do Pinheirinho de serem criminosos aproveitadores #vergonha

PPS/SP @23pps
Agora deu! Quando até @delubiosoares entra na campanha difamatória, não precisa explicar mais nada! Dêem um google para lembrar quem é ele!

Delúbio Soares @delubiosoares
Soninha chama moradores do Pinheirinho de criminosos - quem ti viu!!! quem ti vê???

José Eduardo Dutra @zedutra13
O que significa PPS mesmo ??? RT @JornalOGlobo: 'São criminosos’, diz Soninha sobre moradores do Pinheirinho

PPS/SP @23pps
PPS = Prender Petista Safado! Desde q @zedutra13 presidia PT / O que significa PPS mesmo??? RT @JornalOGlobo: 'São criminosos’, diz Soninha

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Recapitulando (aos que realmente se interessam)

Soninha: "Tudo certo", oi???!!!

"Novidade": em todo lugar tem gente desonesta


@23pps debate corrupção com Orlando Silva

Siga o twitter @23pps

A internet realmente proporciona momentos impagáveis: não tem preço debater sobre corrupção com o ex-ministro do Esporte Orlando Silva Jr., defenestrado do governo após uma sucessão de denúncias contra a pasta ocupada pelo PCdoB desde a administração Lula e mantida na gestão Dilma, entregue agora ao deputado Aldo Rebelo, trocando seis por meia dúzia, sem que nenhuma medida saneadora fosse adotada.

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
Participo agora de reunião da Direção Nacional do PCdoB. Em 2012, vamos reforçar a unidade na base política do Governo Dilma.

PPS/SP @23pps
"Reforçar a unidade na base política do Governo Dilma" é piada pronta @OrlandoSilva_Jr. Unidos, sem dúvida, para blindar corruPTos do governo

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
@23pps Importante o debate político em alto nível, inclusive nas redes sociais. A política tem levado o Twitter do séc. XXI para o XVIII.

PPS/SP @23pps
Vamos debater em alto nível, como pede @OrlandoSilva_Jr Como explicar as denúncias de favorecimento ao PCdoB no Esporte? Há ONGs de fachada?

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
@23pps A explicação esta' nas farsas publicadas pela oposição midiatica. Não e' possível aceitar denuncia sem prova, isso fere a democracia.

PPS/SP @23pps
Culpa é da "oposição midiática" @OrlandoSilva_Jr? Então basta controlar a imprensa para acabar com a corrupção no governo? É isso? #MeuDeus

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
@23pps Entidade de fachada e erro de conduta, que exista, devem ser combatidos. Mas manipulação política e falta de contraditório não da'!

PPS/SP @23pps
Debate em alto nível: o que acrescenta para a cidade de São Paulo a sua candidatura em 2012 @OrlandoSilva_Jr? O que o sr. propõe diferente?

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
@23pps O povo deve avaliar candidatos. Fui ministro de Lula e Dilma, e trabalhei nas maiores conquistas da historia do esporte brasileiro.

PPS/SP @23pps
Infelizmente sujeira foi pra baixo do tapete. Não houve medida saneadora. Trocar @OrlandoSilva_Jr por @AldoRebelo foi seis por meia dúzia!

Orlando Silva Júnior @OrlandoSilva_Jr
@23pps Graças a Deus, voltei para a mesma casa que vivia antes de ser ministro, tenho os mesmos hábitos, e recebo apoio das pessoas na rua.

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E o ministro se diz indestrutível? criPTonita nele!

No dia de Finados, Folha faz editorial sobre PCdoB

Opinião: "Além da Tapioca"

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Após a tapioca, passeio com mulher, filha e babá

Entrevista de Soninha à Folha de Vila Prudente


Na manhã da última terça-feira, a jornalista, ex-vereadora e ex-subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS), 44 anos, cedeu entrevista exclusiva à Folha sobre a sua segunda candidatura para a Prefeitura de São Paulo, onde afirmou estar mais preparada para assumir o comando da maior cidade do país do que em 2008, na sua primeira eleição para o cargo.

Logo de início Soninha fez questão de ressaltar que não se sente perseguida por não ter tanto destaque na mídia quanto os outros candidatos. “Já trabalhei com isso e sei que como tudo na imprensa algumas coisas ou pessoas acabam tendo mais atenção do que outras. É normal. Nós, candidatos, que somos considerados pequenos, sempre reclamamos. Só que de acordo com as pesquisas Datafolha e Ibope, eu estou em terceiro lugar na intenção de voto, então não podem me chamar mais de pequena”.

Soninha também descartou a possibilidade de se aliar com outro candidato e concorrer como vice na chapa. “Eu quero ser prefeita. E para isso vou disputar quantas eleições forem necessárias. Para mim, participar da campanha já é um grande passo. Posso discutir temas importantes para a Cidade e debater com jornalistas sobre assuntos essenciais. Concorrer já é um terço do que desejo na vida política, liderar o executivo são dois terços”, comenta a candidata.

A ex-vereadora não fugiu de assuntos polêmicos e fez questão de dar sua posição sobre as ações da Prefeitura e da Polícia Militar na cracolândia, no Centro. “O que está sendo feito já existe na lei. A internação do dependente químico pode ser feita de três maneiras: voluntária; involuntária e compulsórias. A internação involuntária é possível, pois o usuário de crack, especificamente, pode ser considerado incapaz, então ele pode ser retirado. O problema é que este processo envolve vários setores. A primeira abordagem tem que ser feita pela assistência social em conjunto com a saúde. A polícia pode sim intervir para preservar os funcionários da Prefeitura e também por se tratar de um local onde há tráfico de drogas e violência, até mesmo de uns usuários contra os outros. O que não pode é usar cacete e bombas de efeito moral para dispersar. Mas agora não se pode deixar as pessoas vivendo em buracos como aqueles. Ignorar essa situação é que é não respeitar os direitos do ser humano”, completa Soninha.

Confira alguns dos principais trechos da entrevista:

Folha – Como ex-subprefeita, você acredita que o atual sistema de subprefeituras funciona ou tem que ser mudado?

Soninha Francine – Não tenho a menor dúvida de que devemos descentralizar a administração da Cidade. A Subprefeitura Lapa, por exemplo, tem seis distritos sob sua jurisdição, entre eles Perdizes e Jaguaré. Uma área não tem nada de parecido com a outra. São necessidades e anseios diferentes. Em são Paulo existem 31 Subprefeituras para administrar 96 distritos. Outra questão é que devem ser criadas coordenadorias das secretarias dentro das subs. Não tem como comandar um local se você não sabe as prioridades da população naquela determinada área. Temos que criar o Plano do Bairro. Para apontar o que precisa ser feito em cada lugar. A Companhia de Engenharia de Tráfego também é outro órgão que precisa se descentralizar. Hoje ela conta com seis divisões e uma delas só para cuidar das marginais.

Folha – Quais são os principais problemas que você apontaria na Vila Prudente e região?

Soninha Francine – Esta é uma área mal planejada, sem verticalização, como em boa parte de São Paulo. Temos que criar projetos para criar centros regionais, onde o morador não precise sair de casa e atravessar a cidade para trabalhar. Poderíamos facilitar a instalação de indústrias por vários lugares do município. Isto criaria mais empregos em cada região. Outras áreas profissionais também têm que ser revistas. Hoje você pega o telemarkerting de um banco daqui, que é instalado em Manaus. Por que não fazer o telemarketing em Itaquera e criar empregos lá? Outro problema é o desaparecimento dos comércios locais. Se você não tem mais a padaria, o mercadinho e a loja da sua rua, você tem que ir até o shopping ou ao hipermercado. E para isso você tem que usar o carro. Hoje você vê ruas com um grande trânsito de veículos, mas que estão desertas, não tem ninguém andando na calçada.

Folha – Outra questão preocupante em São Paulo é quanto ao descarte de lixo, o que fazer neste caso?

Soninha Francine – Existem problemas nas coletas de lixo da Prefeitura, na coleta seletiva então nem se fala. O ideal é a coleta mecanizada mesmo, onde as pessoa não precisem ficar colocando sacos de lixo na calçada e sim nos contêineres específicos. Também tem de dar mais ajuda as cooperativas de reciclagem. Mas o problema do lixo você se resolve mais com uma mudança de cultura da população, do que com leis. Não adianta você proibir, se não fiscaliza. Um exemplo é o fim das sacolas plásticas. Finalmente a população, com a ajuda dos empresários, que aderiram a ideia, está criando a consciência dos problemas que este tipo de material acarreta. Além do lixo, temos que pensar no entulho também. Existem vários projetos para a reciclagem dos mesmos e a Prefeitura têm que facilitar este trabalho. Os ecopontos, por exemplo, que já deviam existir há anos, são insuficientes. Eu defendo que tem que existir um ecoponto em cada distrito.

Folha – Você se considera capaz de ser prefeita de São Paulo?

Soninha Francine – Me considero. Como jornalista tenho experiência para debater e em confrontos, e as experiências como vereadora e como subprefeita me ensinaram muito como funciona a administração da cidade. Fora isso, diferente dos outros candidatos, utilizo ônibus, metrô e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), então conheço bem os serviços do município.

Folha – Qual a mensagem que você quer deixar para os leitores do jornal?

Soninha Francine – Acreditem que São Paulo tem jeito. É viável isso. Da para ser uma cidade mais inteligente, mais vivível, mais saudável e menos burocrática. A política também tem jeito. É possível. Ninguém proíbe, ninguém impede de você fazer mudanças. Você pode até fazer concessões durante uma administração, mas não mudar os seus princípios. São Paulo por si só, já é um milagre, mas pode ser bem melhor. Da para fazer uma cidade melhor. E não é utopia. Não é um sonho dormindo e sim um sonho acordado. Podemos mudar para melhor.

PPS define agenda e 4 comissões de pré-campanha

Em reunião da Executiva Municipal do PPS nesta quinta-feira, 26 de janeiro, na Câmara de São Paulo, foram definidas quatro comissões de trabalho para a pré-campanha eleitoral e uma agenda de atividades com os pré-candidatos a vereador do partido.

A partir de 1º de março - e nas quintas-feiras subsequentes, sempre às 19h - haverá encontros temáticos para a formulação do Programa de Governo do PPS e orientação da chapa de candidatos. A primeira reunião vai tratar da Legislação Eleitoral: "O que pode e o que não pode fazer um pré-candidato", calendário eleitoral, informações de campanha, comunicação etc.

Conselho Político / Coordenação da Campanha à Prefeitura: Soninha Francine, Carlos Fernandes, Claudio Fonseca, Nelson Teixeira, José Antonio Cipolla e Maurício Huertas.

Comissão Eleitoral / Chapa de vereadores: Nelson Teixeira, Osvaldo Ordones, Eduardo Vila, José Antonio Cipolla e Paulo Cesar de Oliveira.

Comissão de Agenda / Pré-campanha: Lylian Concellos, Vitor Adami, César Hernandes e José Valverde.

Comissão Temática / Plano de Governo: Carlos Fernandes, Marluce Maria de Paula, Maurício Huertas, Paulo César de Oliveira, César Hernandes, José Valverde, Peterson Ruan, Renato Dorgan, Antonio Luiz Mamede, Gerisvaldo de Souza, Adélcio Meira, Eliseu Santoni, Maria Raimunda, Chiquinho Pereira e Ricardo Young.


A próxima reunião da Executiva Municipal do PPS está marcada para o dia 13 de fevereiro, segunda-feira, às 19h, na Sala C do 1º Subsolo da Câmara Municipal de São Paulo.

Veja quem compõe a Executiva Municipal do PPS/SP:

Presidente: Carlos Fernandes
Vice-Presidente: Claudio Fonseca
Vice-Presidente: Soninha Francine

Secretário-Geral: Nelson Teixeira
1º Secretário: Osvaldo Ordones
2ª Secretária: Marluce de Paula
Tesoureiro: José Antonio Cipolla
1º Tesoureiro: Eduardo Vila

Secretarias:

Comunicação e Redes Sociais: Maurício Huertas
Formação Política: Paulo Cesar de Oliveira
Relações Institucionais: José Valverde
Juventude, Criança e Adolescente: Peterson Ruan
Assuntos Comunitários: Renato Dorgan
Políticas Públicas: Antonio Luiz Mamede Neto
Educação e Cultura: Gerisvaldo Barbosa de Souza
Movimentos Sociais e Populares: Adelcio Sá Meira
Meio Ambiente e Políticas Urbanas: Eliseu Ferraz Santoni
Gênero e Diversidade: Maria Raimunda Pereira Reis
Promoção e Eventos: Lylian Concellos
Emprego e Renda: Chiquinho Pereira
Mobilização: Vitor Adami

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Folha publica declaração do presidente do PPS/SP

Painel, Folha de S. Paulo, 26 de janeiro de 2012

TIROTEIO

"Tentam de tudo para fazer a candidatura de Haddad deslanchar. Mas ele parece mesmo o comandante do naufrágio na Itália. Afundou o Enem e saiu de fininho."

DO PRESIDENTE DO PPS PAULISTANO, CARLOS FERNANDES, sobre a festiva despedida do ex-ministro da Educação, pré-candidato à prefeitura, em meio ao anúncio do cancelamento de edição do Exame Nacional do Ensino Médio.

Cosa Nostra: Começa campanha de Haddad em SP

Com toda a pompa (e o uso indevido da máquina governamental), enfim a "famiglia" petista lançou oficialmente a campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, com direito à presença do chefão Lula e até do padrinho José Sarney.

Não deixa de ser irônico o anúncio de um "lançamento oficial", quando a legislação eleitoral proíbe e o TSE pune a propaganda eleitoral antecipada antes da realização das convenções partidárias no mês de julho, que oficializam as candidaturas e dão início ao prazo legal de campanha.

Mas o que é a lei diante da ânsia e da necessidade petista de fazer Haddad, o homem-traço de Lula, subir nas pesquisas de intenção de voto, né?

A presidente Dilma Roussef entrou declaradamente na campanha, em dois eventos festivos criados pelos marqueteiros, por dois dias seguidos, com direito à transmissão ao vivo da TV Brasil, discursos emocionados, fotos oficiais e todos os indícios do atropelo que virá por aí da máquina pública contra o "resto" (os pobres mortais que se candidatarem à Prefeitura de São Paulo contra o ungido de Lula).

O primeiro ato

(artigo de Igor Gielow na Folha de S. Paulo)

BRASÍLIA - A cena no Planalto ontem era toda simbolismo, um mar de poderosos e acólitos em concentração há muito não vista em Brasília.

Sob tratamento contra o câncer, Lula jogou no sacrifício e abriu ala sob ovação, incorporando uma versão tropicalizada do Marlon Brando sendo adulado em "O Poderoso Chefão". Dilma resignou-se por um momento ao antigo papel de sombra.

A saída de Fernando Haddad e a posse de Aloizio Mercadante marcaram mais do que uma transição no Ministério da Educação. Transmutaram-se no primeiro ato público da pretensa etapa final do projeto lulista de hegemonia política: conquistar, enfim, São Paulo, capital e Estado.

Lula inventou uma candidatura viável para Haddad, que, no mínimo, irá se tornar conhecido. Terá Dilma a defendê-lo como ontem e falta-lhe oposição hoje, mas a ausência de Marta Suplicy na posse é reveladora do que o espera em casa.

Mas Mercadante chama mais atenção. Após anos como boi de piranha do lulismo, parece que finalmente a sorte lhe sorriu. Será? Sua nova estatura é capaz de vitaminar uma nova candidatura a governador em 2014, ainda mais se a capital voltar para o PT.

Repete assim o tucano José Serra, que também sempre quis comandar a economia sob FHC e se viu catapultado a uma forte pasta social visando um projeto eleitoral. Não deu certo, mas isso é outra história.

Em sua autoimportância, aliás, Mercadante sempre foi uma espécie de Serra do PT. Sua tese de doutorado, que em plural majestático enaltecia os anos Lula, é nota cômica disso -para não lembrar da "renúncia irrevogável" de um dia de 2009.

O plano está dado e terá de enfrentar a realidade em São Paulo, ao menos em nível estadual, um reduto tucano. Mercadante terá de lidar também com a nova geração lulista (Haddad e Alexandre Padilha), além de consertar os erros em série na aplicação do Enem. Não é pouco.


Leia também:

Nem PT, nem PSDB: Um sinal verde pra São Paulo

Haddad e Chalita des(a)pontam na área da Educação

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uma reflexão sobre a ocupação do Pinheirinho

Os números são desencontrados, as informações são desencontradas, as ações da Justiça e do(s) governo(s) são desastradas. Tudo na ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, parece estar errado, fadado ao insucesso e à tragédia anunciada.

Dizem que na área moram de 6.000 a 9.000 famílias. Fala-se em dezenas de presos, após a invasão da PM, dezenas de feridos e, se há mortos, esconde-se o fato.

Na verdade todo o poder público tem a sua parcela de culpa. As famílias - sejam elas quantas forem - estão lá há mais de 8 anos. Construíram casas, ruas, bares, mercados, igrejas. A crise social e a omissão governamental permitiram isso.

Aí, numa guerra de decisões judiciais, na esfera estadual e federal, decide-se dar a ordem de desapropriação num domingo de manhã, colocando em risco a vida de todas essas famílias e transformando o Pinheirinho num campo de guerra.

Para dispersar os moradores, a polícia usou armas com balas de borracha e bombas de efeito moral. Ao menos um morador levou um tiro de arma de fogo.

Trinta pessoas foram presas entre domingo e a madrugada de segunda-feira durante a operação de reintegração de posse, segundo a versão oficial, da Polícia Militar. Nove veículos foram incendiados.

Entre os manifestantes há representantes de partidos políticos, entidades sindicais, líderes de movimentos sociais, agitadores profissionais. A maioria denuncia a ação dos governos estadual e municipal, comandados pelo PSDB, pela ordem de despejo das famílias (6 mil? 9 mil?) da Ocupação Pinheirinho, embora a decisão tenha sido do Tribunal de Justiça de São Paulo - à qual cabe ao governo apenas cumprir.

Os desalojados, em grande maioria idosos, mulheres e crianças, estão em abrigos improvisados e sem estrutura da Prefeitura de São José. Cerca de mil moradores se abrigaram na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e chegaram a ser atacadas com bombas pela PM, durante a ocupação.

A posição do PPS

No twitter @23pps, logo no momento da ocupação, no domingo de manhã, já nos manifestávamos:

Não existe argumento jurídico que se sobreponha aos direitos das famílias que ocupam #Pinheirinho há + de 8 anos. Estado é (ir)responsável!

Absurda operação militar para retirar famílias. Ordem da juíza equivocada, não leva em conta problema social.


Direito de propriedade se sobrepõe ao direito de famílias que ocupam área há + de 8 anos? Que tal desapropriação, em vez da reintegração?

Sobre ocupação do #Pinheirinho: repudiamos truculência contra famílias, defendemos desapropriação da área (em vez da reintegração de posse)


Diversas lideranças do PPS também se manifestaram, como Soninha Francine: "Ação no Pinheirinho foi uma catástrofe (anunciada!)"

"A reintegração de posse em São José dos Campos deixou um rastro de destruição e a população de três bairros sitiada", lamenta o vereador paulistano Professor Claudio Fonseca. "Mais uma vez a questão social é tratada como caso de policia, sob o argumento de que ordem judicial é para ser cumprida. Se é assim; porque só funciona esta máxima, contra os pobres?"

o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), também apelou para que os governos municipal, estadual e federal paralisassem a ação de reintegração de posse da PM, e optassem pela desapropriação.

“É uma violência inconcebível para retirar nove mil famílias da área; o que estão fazendo, defendendo a propriedade privada? Melhor indenizar a massa falida”, disse Freire, no momento da ocupação.

Segundo o deputado, houve omissão dos governos em todas as esferas, ao não desapropriar a área. “Agora, cumprindo decisão judicial de reintegração de posse, querem colocar nove mil famílias para fora; é preciso uma intervenção dos governos para desapropriar essa terra e deixar que as famílias vivam em paz ali.”

O presidente do PPS afirmou que, se existe um conflito de competência sobre a reintegração, o momento seria de paralisar a ação da polícia e tentar a via da desapropriação. “A omissão dos governos – de todos – exige uma intervenção a favor das famílias e não da massa falida (do empresário Naji Nahas)."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PPS repudia violência e maus tratos contra animais


Com a participação da ex-vereadora Soninha Francine e da apresentadora de TV Luisa Mell, uma das organizadoras do ato, o PPS marcou presença na manifestação "Crueldade Nunca Mais", de repúdio à violência e aos maus tratos contra animais, que reuniu mais de 10 mil pessoas neste domingo, 22 de janeiro, na Avenida Paulista.

"O mal só prospera quando o bem se omite. Não basta se indignar, é preciso agir", defende Luisa Mell. "Lutamos pelo fim da IMPUNIDADE na violência contra os animais!"

Entre os manifestantes estavam representantes de diversas entidades de defesa dos animais, cidadãos anômimos e personalidades como o veterinário Alexandre Rossi (Dr. Pet), a atriz Lúcia Veríssimo e a apresentadora de TV Gianne Albertoni. Pelo PPS também compareceram os jornalistas César Hernandes e Maurício Huertas, ambos representando a direção do partido.

Além da conscientização das pessoas, o ato pede uma lei mais rigorosa para punir quem comete crimes contra os animais e tem como objetivo coletar 1,5 milhão de assinaturas em todo país.

Veja mais:

Depoimento de Soninha Francine

Assine a petição "Crueldade Nunca Mais"













"Crueldade Nunca Mais!": depoimento de Soninha

sábado, 21 de janeiro de 2012

Boninho incentivou "estupro" em rede nacional

O twitter @23pps repercute o assunto da semana:

Boninho deu sinal verde para ação debaixo do edredom se prolongar (leia aqui) via @VEJA

Cadê a polícia enquandrando @boninho, o verdadeiro estuprador do #BBB? A lei é para todos! Quem incentiva e manipula é ele!

Somos contra qualquer tipo de censura, mas também contra hipocrisia. Quem cometeu crime? O "modelo estuprador" ou @boninho e a @rede_globo?

Como faz para eliminar @boninho da minha TV? Como faz para mandar a @rede_globo para o paredão da Justiça e da responsabilidade social? #BBB

Jovens + bebida + apologia ao sexo ("o amor é lindo" @PBiaL?) + vale tudo pela audìência = BBB de @boninho com aval criminoso da @rede_globo

Antes que @boninho bloqueie o @23pps, como costuma fazer com os críticos para esconder a VIDA REAL, ele vai ler que é responsável por isso!

Luisa Mell convoca: "Crueldade Nunca Mais!"

O mal só prospera quando o bem se omite. Não basta se indignar, é preciso agir. Vamos todos nos encontrar na manifestação Crueldade Nunca Mais, no próximo domingo, 22 de janeiro, a partir das 10h, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, estação Trianon do Metro.

Avise os amigos, os amigos dos amigos, familiares e todos aqueles que querem o fim da IMPUNIDADE na violência contra os animais!

Quem é Luisa Mell

De família judaica e apaixonada pela natureza, a apresentadora Luisa Mell é uma das mais atuantes e combativas defensora dos animais. Formada em Teatro e Direito, ficou conhecida por programas como o "Late Show", na Rede TV!, e "Estação Pet", na TV Gazeta.

Famosa pela iniciativa de tirar cães das ruas e levá-los para adoção, além de dar dicas aos telespectadores e ajudá-los a tratar os bichos da melhor forma possível, Luisa Mell teve papel primordial em leis que proíbem a participação de animais em circos e a realização de rodeios, touradas, brigas de galo, entre outras atividades que expõem os animais aos maus tratos.

Leia mais:

Manifestação Crueldade Nunca Mais!

Editorial da Folha de S. Paulo: "Balé paulistano"

Prefeito Gilberto Kassab aprofunda aviltamento da vida política ao mercadejar apoio de seu recém-criado partido de conveniência

Oportunismo e fisiologia constituem, como se sabe, características permanentes na vida política brasileira. Raras vezes se viu, entretanto, espetáculo ao mesmo tempo tão explícito e tão refinado quanto o que se desenrola na sucessão à prefeitura paulistana.

O PSD do prefeito Gilberto Kassab, fundamentado no peculiar princípio de não ser "nem de oposição nem de situação", dá passos de balé em todas as direções.

Cortejava o PSDB, parceiro hesitante e nervoso, paralisado diante de alternativas pouco entusiasmantes. Seu nome mais representativo, o de José Serra, repete a coreografia desanimada do não candidato, na espera eterna de uma disputa sem risco, se possível para a Presidência da República. Enquanto isso, outros postulantes ao nada modesto cargo de prefeito da capital paulista se fortalecem para disputar prévias no partido.

O procedimento, em si recomendável e democrático, parece, no entanto, padecer de certa artificialidade, na medida em que surge mais como recurso para ganhar tempo, a ser descartado em caso de determinação superior, e menos como uma disputa capaz de galvanizar a militância partidária.

Mudam de rumo, então, os passos de Kassab -e o que se ensaia agora é uma pirueta do PSD para cair nos braços do PT.

O prefeiturável petista Fernando Haddad avaliou como "muito novo e precário" o movimento de aproximação entre o seu partido e o de Kassab, mas não se constrangeu a ponto de recusar negociações.

Constrangeu-se, sem dúvida, o contingente de vereadores petistas na Câmara Municipal. Como fazer uma aliança com o prefeito a quem se votava ferrenha oposição?

Os escrúpulos não duraram muito, ao que tudo indica. "O PSD já é base do governo Dilma", ressalvou um vereador.

Pouco importa, todavia, essa opinião, ou qualquer outra na direção contrária. "A decisão será tomada em Brasília ou em São Bernardo", resumiu o líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, Ítalo Cardoso.

Ou seja, será obedecida a orientação de Dilma Rousseff ou de Luiz Inácio Lula da Silva, que já impusera o nome de Haddad como candidato sem qualquer consulta às bases locais do partido.

A política na maior cidade do país é assim tratada, no PT, segundo a tradição de mandonismo vigente no mais atrasado vilarejo do interior do Brasil. Kassab, do alto de seus índices de impopularidade, regateia um matrimônio de conveniência. Os tucanos, agitando sua plumagem decorativa, dão cor local ao cenário deprimente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Twitter @23pps faz provocação propositiva ao PSDB

Siga aqui: http://twitter.com/23pps

@23pps PPS/SP
Quando partidos aliados se dizem dispostos a apoiar o candidato que estiver melhor nas pesquisas, não pode ficar restrito a um partido só...

@23pps PPS/SP
Fica a proposta: @freire_roberto @geraldoalckmin_ @joseserra_ @Sergio_Guerra @pedrotobias @carlos_batistaf PSDB apoiaria @SoninhaFrancine?

@23pps PPS/SP
Esse é o desafio @lucianoregis. Não fazem um discurso tão democrático e aliancista? O que @Sergio_Guerra e @pedrotobias diriam dessa ideia?

RT @lucianoregis Luciano Regis
@23pps O PSDB não respeita o PPS, jamais iria abrir mão...

@23pps PPS/SP
Na conta de @gilbertokassab_ há 30 vereadores, igrejas, PSD, PSB, PDT, PCdoB, PV, PHS... Será que tudo isso vai embarcar na canoa de Haddad?

@23pps PPS/SP
Será que o PSDB aceitaria apoiar o melhor nas pesquisas entre @AndreaMatarazzo @brunocovas @ricardotripoli @jose_anibal e @SoninhaFrancine?

@23pps PPS/SP
Se de fato @gilbertokassab_ se coligar ao PT, tudo muda na sucessão paulistana @geraldoalckmin_ @joseserra_ O que dizer de @SoninhaFrancine?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pré-candidatos à Prefeitura se encontram em SP

Foi promovido nesta quarta-feira (18) pela Rede Nossa São Paulo o primeiro encontro de pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo. Eles discutiram os principais problemas apontados em uma pesquisa de opinião feita pelo Ibope.

Veja reportagem do jornal SPTV 2ª edição, da Rede Globo.

A pesquisa mostra que a avaliação do paulistano sobre a cidade ficou praticamente estável em relação aos anos anteriores: a media de satisfação é de 4,9. "Se fosse uma escola, a cidade de São Paulo não teria passado", diz Márcia Cavallari, diretora do Ibope

Os pré-candidatos Soninha Francine, do PPS, Netinho de Paula, do PCdoB, e Gabriel Chalita, do PMDB, acham que podem aumentar o grau de satisfação de quem mora em São Paulo, a começar pela segurança. Quase 90% dos entrevistados dizem que se sentem pouco ou nada seguros na cidade.

“Uma cidade mal iluminada, mal sinalizada, mal cuidada, tem a tendência de ser uma cidade mais violenta. Os governos federal, estadual e municipal poderiam desenvolver um plano conjunto de melhoria real da segurança na cidade de São Paulo”, diz Chalita.

No transporte público, o ônibus demora pra chegar: em média, 22 minutos. Na saúde, o tempo médio de espera para uma consulta é de 52 dias. Em 2010, era 61. "Não mudou absolutamente nada nos últmos 20, 30 anos. A demora continua a mesma. Isso foi o que mais me chocou", afirma Netinho.

O levantamento mostra também que a confiança dos paulistanos nas instituições públicas da cidade anda em baixa. A Câmara Municipal, a Prefeitura e o Tribunal de Contas do município tiveram os piores desempenhos nessa questão.

“É obvio que a percepção das pessoas sobre a qualidade dos serviços públicos, sobre a honestidade dos políticos, sobre a qualidade de vida da cidade de um modo geral, é muito ruim. Então é uma reflexão que a gente precisa renovar. Não é uma novidade”, diz Soninha.

Os pré-candidatos do PV, PSOL e PT foram convidados, mas não apareceram. Eles mandaram representantes para o debate.(G1)

Leia também:

Nossa São Paulo: IRBEM e o Quadro da Desigualdade

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nossa São Paulo lança nova edição do IRBEM

Às vésperas do aniversário de São Paulo, a pré-candidata do PPS à Prefeitura, Soninha Francine, participa nesta quarta-feira, dia 18, do lançamento da terceira edição do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município). A Rede Nossa São Paulo também apresenta a quinta pesquisa encomendada ao Ibope com a percepção dos paulistanos sobre a cidade.

O IRBEM revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida e bem-estar em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como Sexualidade, Espiritualidade, Aparência, Consumo e Lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho.

O levantamento vai trazer também, pelo quinto ano consecutivo, o nível de confiança da população nas instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Poder Judiciário etc.) e a avaliação do poder público e dos serviços por ele oferecidos. Tempo de espera por consultas (nos sistemas público e privado) e tempo de espera nos pontos de ônibus são algumas das perguntas que compõem a pesquisa.

Além do lançamento dos resultados da pesquisa, o evento terá a apresentação do mapa da desigualdade em São Paulo, uma análise comparativa dos indicadores por subprefeituras e distritos da cidade.

O evento será realizado nesta quarta-feira, 18 de janeiro, das 10h às 12h30, no Teatro Anchieta, Sesc Consolação – rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – São Paulo.

Revista Época entrevista Soninha Francine

Felipe Patury

A ex-vereadora Soninha Francine (PPS) disputará pela segunda vez a capital paulista. Ainda sem apoio entre os demais partidos, a ex-subprefeita da Lapa na gestão de Gilberto Kassab (PSD) conta como pretende se tornar a terceira via na disputa pela capital paulista. “Vou expor o máximo de informação e chamar para a internet, para compensar essa falta de tempo”, disse, ao jornalista Marcelo Osakabe.

Por que a senhora disputará novamente a prefeitura? Decidi que quero ficar no setor público. Sempre gostei de política e militância, mas também exercia uma outra atividade profissional. Em 2004, decidi inverter o peso das coisas e me candidatei à vereadora. Agora, quero estar no Executivo. E o cargo que mais me atrai é o de chefe do Executivo. Quero ser prefeita de São Paulo.

Querer é poder? Olha, pude conhecer muita coisa sendo repórter, mediadora de debates, voluntária em favela, militante, vereadora e subprefeita. Conheço a cidade porque a uso. Sou pedestre, motorista, passageira de ônibus e metrô, usuária de SUS. Não me conformo com coisas que não funcionam. Eu me irrito vendo o que São Paulo não tem e que poderia ter. A cidade tem recursos e conhecimento, mas continua sofrendo por problemas que dá para resolver.

Quais? A burrice básica do sistema de saúde. Você precisa passar tanto pela AMA e pela UBS para chegar a um médico especialista. Isso demora uns cinco meses. Outra burrice está no transporte. O inchaço de pessoas no transporte público acontece também porque elas precisam se deslocar longas distâncias até o trabalho. Se elas não precisassem atravessar a cidade, a vida delas seria absurdamente melhor. Isso tem influência sobre todo o resto, números de vagas em creches e postos de saúde necessários, qualidade do ar, tempo de repouso e lazer. Não tem como melhorar a cidade se não resolver esse abismo.

E como fazer isso? Com ação decisiva do poder público. Investir em moradia decente no centro, onde os serviços já são mais presentes, e em oportunidades de trabalhos em regiões da periferia, onde mora mais gente. Já existe lei, mas precisa aplicar. Uma empresa de telemarketing que gera mais postos de trabalho não precisa estar na região central.

O que você acha da administração Kassab? Tem pontos positivos na Educação e Meio Ambiente. De negativo, a gestão em subprefeitura. Ela é massacrada por todos os problemas, mas não tem poder nenhum. Nessa gestão, menos ainda. E falo com bastante conhecimento de causa.

A senhora coordenou o site da campanha de José Serra (PSDB). Acha que a internet pode ter um papel relevante na campanha para São Paulo? Menos do que costumam acreditar. Acho que a internet pode fazer uma grande diferença é sobre os cabos eleitorais. Para essas pessoas que estão interessadas a ponto de querer se engajar no processo eleitoral, a internet fornece conteúdo ilimitado. Mas só funciona se elas já estiverem interessadas.

Você já conversou com outros partidos? Mesmo achando improvável, a gente faz questão de se aproximar de quem temos afinidade. Gostaria de ter o Eduardo Jorge (PV) com a gente e a Luiza Erundina (PSB) também.

A senhora é bastante próxima ao ex-governador José Serra. Apoiaria um candidato dele? Somente se coincidisse com o candidato que eu apoiasse. Nunca apoiaria um Guilherme Afif Domingos (PSD), por exemplo. Reconheço algumas de suas qualidades, mas a visão e proposta dele são completamente diferentes das minhas.

Marcelo Osakabe

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Jogo de cartas e o "mico" do Diário de S. Paulo


Ao Diário de S. Paulo

Sr. Presidente J.Havilla
Sr. Editor-chefe Carlos Alencar

Venho manifestar total repúdio à arte que acompanha a matéria “As cartas já estão na mesa”, do repórter Fernando Zanelato, sobre o “jogo” da eleição à Prefeitura de São Paulo.

É ofensiva, mentirosa e despropositada a afirmação sobre a pré-candidata do PPS, Soninha Francine: “Mera figurante na disputa. Vai se limitar a cumprir o que o PSDB mandar, ou seja, bater o quanto pode no PT.”

Que subtipo de jornalismo é esse que estabelece por um “achômetro” descalibrado e desinformado o papel que o PPS vai adotar? Qual a base para tal afirmação leviana? Muita gente em 2008 fazia a mesma “aposta” de que o PPS iria seguir Alckmin ou Kassab e Soninha foi candidata, numa campanha dinâmica, afirmativa, inovadora, leve, propositiva.

A nossa proposta para 2012 é justamente quebrar essa polarização PT x PSDB. Ou para o Diário de S. Paulo só está no jogo quem opta por um destes dois pólos? Seria o mesmo que levar a sério na imprensa de São Paulo apenas a Folha e o Estadão, fazendo pouco de qualquer outro “jornalzinho” disponível ao leitor.

Respeito é bom e o PPS exige! Informem-se antes de palpitar sobre o trabalho sério que realizamos.

Atenciosamente,

Maurício Huertas
Secretário de Comunicação do PPS/SP

Deu na Folha: Nem PT, nem PSDB... Soninha!

Prefeituráveis (Painel do Leitor, 16/1/2012)

Outra vez a Folha omite indevidamente o nome de Soninha Francine (PPS) ao nominar os "principais" pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo ("Operação na cracolândia é 'desastrada', diz Haddad", "Poder", ontem). Esquece-se que em todas as pesquisas nota-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB.

Sabemos que as pesquisas são um retrato momentâneo, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. Soninha lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro no eleitorado de classe média. Isso não é notícia?

Sensível aos anseios da população, o PPS investe em três frentes: 1) É o primeiro partido a adotar o "Programa Cidades Sustentáveis"; 2) Faz uma carta aberta a Marina Silva e aos "marineiros", reforçando a importância da construção dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil; 3) Efetua a filiação de expoentes do Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina, como é o caso do empresário Ricardo Young, ex-candidato ao Senado com 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

MAURÍCIO HUERTAS, secretário de Comunicação do PPS-SP (São Paulo, SP)

Leia também:

De novo a Folha define os "principais candidatos"...

domingo, 15 de janeiro de 2012

De novo a Folha define os "principais candidatos"...

Começa assim a matéria de Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo: "A operação da Polícia Militar na cracolândia abriu o primeiro embate público entre os principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo no ano da eleição municipal."

E são citados, pela ordem: Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Celso Russomanno, Bruno Covas, Andrea Matarazzo (com direito a arte de 1/4 de página, todos com foto), e no texto ainda José Aníbal, Ricardo Trípoli e Guilherme Afif.

Ou seja, foram citados oito pré-candidatos. Seriam eles os "principais"? Na opinião de quem? Da Folha? Por que?

Onde foram parar Netinho de Paula e Soninha Francine, que, segundo o próprio Datafolha, ocupam respectivamente a segunda e a terceira colocação na preferência do eleitorado paulistano (atrás apenas de Russomanno)?

Outra vez a Folha omite indevidamente o nome de Soninha quando resolve subjetivamente tratar dos principais pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo.

Pretendem o que? Insinuar que Soninha é "café-com-leite" na disputa? Que a candidatura do PPS não é pra ser levada a sério? Ou que ela pode estragar a polarização PT x PSDB que a Folha gosta tanto de incensar?

Não vamos nem entrar no mérito da política, mas respeitem ao menos o (e)leitor, que coloca a pré-candidata do PPS com cerca de 10% de votos, em todos os cenários apresentados tanto pelo Datafolha quanto pelo Ibope.

Será apenas coincidência essa omissão do nome de Soninha? Mas outra vez, envolvendo as mesmas pessoas?

Leia também:

Folha de S. Paulo x PPS: opinião, réplica e tréplica

Soninha lidera entre eleitorado com nível superior

Soninha se firma com 10% e é terceira força de SP


Nem PT, nem PSDB. Um "sinal verde" pra SP

sábado, 14 de janeiro de 2012

A ação do governo na cracolândia é adequada?

Paulo Cappelletti, Juliano Melo e Martiniano Borges

Política higienista? Não, dever constitucional.

Quando o governo procrastina, o resultado é quase sempre desastroso. O descalabro da cracolândia é um desses casos.

Há 15 anos, algumas ruas do centro velho de São Paulo foram tomadas por uma nova droga, o crack. Durante o dia, os usuários desapareciam. Escondiam-se em canteiros de avenidas, em hotéis baratos e em organizações não governamentais (na maioria dos casos, religiosas).

À noite, quando as lojas se fechavam, como no clipe "Thriller", de Michael Jackson, maltrapilhos e moribundos "surgiam". Hordas de "batmans", enrolados em cobertores, atacavam transeuntes e moradores para poder levar algo que permitisse comprar pedras de crack.

Autoridades? Sim, a Polícia Militar fazia rondas. Às vezes, fazia abordagens ou um estardalhaço com algumas dezenas de homens.

A inovação da cracolândia, na alameda Dino Bueno e na rua Helvétia, foi o aperfeiçoamento da desgraça. A três quadras de um batalhão da polícia, viciados e traficantes encontraram o ambiente perfeito para passarem o dia todo.

Em pouco tempo, uma linha de ônibus teve o seu trajeto alterado, e o lugar foi abandonado, tornando-se um ponto de tráfico e uso de crack. Estima-se que 2.000 pessoas tornaram aquela latrina a céu aberto o centro dos seus universos. Imagens de televisão não transmitem a fedentina repugnante.

Durante anos, desleixadamente (e criminosamente, por que não dizer?), nossos governantes permitiram que a pedra fosse negociada livremente. Durante os anos 1990, a "inteligência policial" ignorou denúncias, não fez quase nada. Muita vezes, foi conivente e corrupta.

Hoje, apesar de carente em inteligência e em investigação -esta nova retomada se fez com poucas prisões e nenhum mandado de busca-, a ação da polícia é a esperança de uma nova postura do Estado.

Culpam a ação policial por prejudicar o trabalho das ONGs e dos agentes de saúde. Eles estariam criando vínculos com possíveis adeptos do tratamento. É discutível.

Os agentes de saúde são estagiários e estudantes de diversos cursos universitários, contratados não pela Prefeitura, mas por ONGs terceirizadas. Em geral, são pessoas sem vocação, preparo ou experiência. Vestidos com coletes azuis e com pranchetinhas nas mãos, andam burocraticamente pelas ruas vendendo a mentira de que estão criando vínculos com os dependentes.

Quais vínculos são esses? Eles esperam substituir os pais, os irmãos e os amigos, há muito perdidos pelos "nóias"? Vão acompanhá-los durante todo o tratamento? E depois do tratamento, serão seus melhores amigos? Não. Sobre esses vínculos, muito pouco pode se esperar.

E agora? Vamos reprovar a ação da polícia? Não! A cracolândia é um misto de problemas. E um deles é de segurança pública.

Óbvio que excessos cometidos por autoridades não devem ser tolerados. Mas isso não tira a obrigação do Estado de estar lá, recuperando a região do domínio do crack e reinstaurando a ordem. O que a Polícia Militar está fazendo agora é apenas o que deveria ter feito há 15 anos -se tivesse feito, hoje não haveria cracolândia com endereço fixo. A operação deve continuar. Política higienista? Não. Dever constitucional.

Óbvio que a polícia não resolverá a dependência química, mas poderá propiciar um ambiente seguro para que as outras formas de ajuda possam chegar a quem necessita. A polícia abre caminho para que os usuários tenham o acesso à saúde, às igrejas, às ONGs e aos familiares.

A internação compulsória também deve ser exercida. Durante um resgate, os paramédicos não perguntam se o acidentado aceita ser encaminhado ao hospital. O dependente precisa dessa ajuda. Talvez ele saia da internação e imediatamente volte para o crack, mas ele tem o direito de passar alguns dias limpo para que retome seu poder de decisão.

PAULO CAPPELLETTI, 51, teólogo, é diretor da Missão SAL (Salvação, Amor e Libertação). Atua no tratamento de dependentes há 15 anos. JULIANO MELO, 33, bacharel em letras, e MARTINIANO BORGES, 30, sociólogo, são diretores do IBTE - Instituto Brasileiro de Transformação pela Educação. (Publicado na Folha de S.Paulo no sábado, 14 de janeiro de 2012)

Leia também:

Cracolândia: Uma realidade paralela que pede ajuda

Cracolândia: "Aposta de risco", por Igor Gielow

PPS debate o que funciona contra o crack

São Paulo S/A: fábrica de marginais (artigo de 1995)

De um lar miserável para a geladeira do IML (1993)

Receita para se fazer um criminoso (1995)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Dois artigos do dia sobre o PT, o PSDB e Kassab

Convivência cordial entre o PT e o PSDB é apenas aparência

APESAR DAS APARÊNCIAS E DA IMENSA CONFUSÃO DE ALIANÇAS E DE ATORES NA ELEIÇÃO DE SÃO PAULO, É UM CONTRA O OUTRO

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

Acabou a solenidade do Minha Casa, Minha Vida, a presidente petista Dilma Rousseff correu para uma conversa de três horas com o padrinho Lula, enquanto o governador tucano Geraldo Alckmin foi trocar ideias com o prefeito Gilberto Kassab.

Os dois movimentos reforçam a polarização PT-PSDB. Apesar das aparências, da convivência cordial de Dilma e Alckmin e da imensa confusão de alianças e de atores na eleição de São Paulo, é um contra o outro. Os demais girando como satélites.

O PT mudou muito, mas é o PT. O PSDB está totalmente rachado, mas é o PSDB. As duas novidades são a entrada em cena do PSD de Kassab, que oscila entre ambos, e a tentativa do PMDB de lançar a candidatura de Gabriel Chalita para recuperar liderança política em São Paulo.

É por isso que, ao oferecer um nome -qualquer nome- do seu PSD para Lula como vice do petista Fernando Haddad, Kassab confundiu ainda mais o cenário e deixou os dois lados atordoados. Serviu como pausa para pensar.

Se o PT já engoliu a candidatura Haddad só porque Lula quis, é muito difícil assimilar um vice indicado por Kassab. Lula até gostaria de reunir o máximo de forças políticas e isolar os tucanos, mas o prefeito é a alma da campanha petista. Sem Kassab, quem será o alvo? Qual será o discurso?

No caso do PSDB ocorre o mesmo, em sentido contrário. A eleição, a vitória e a gestão de Kassab na prefeitura são indissociáveis dos tucanos, o que vale mais para o ex-governador José Serra, mas vale também para Alckmin, queira ele ou não.

Quem é mesmo o seu vice? Guilherme Afif Domingos, que é do PSD, pré-candidato de Kassab à sua sucessão.

Como, então, o PT poderia usar seus palanques para defender ou no mínimo ignorar Kassab? E como o PSDB poderia se esgoelar para criticar a gestão dele?

O plano A de Kassab segue sendo lançar o cabeça de chapa e ter apoio de Alckmin, que é quem dá as cartas tucanas no Estado e na capital e está atolado em várias candidaturas, três delas de secretários de seu governo. Preferia Bruno Covas, recuou e virou uma esfinge.

Kassab, portanto, é o centro do universo neste momento em São Paulo. Não apenas por ser formalmente o prefeito, mas por aliar índices medíocres de popularidade à capacidade política de criar um novo partido tão eclético e por ameaçar desequilibrar para um lado ou para o outro a polarização PT-PSDB.

O excesso de interrogações ainda é, assim, o forte da campanha paulistana. O que há de concreto é uma transição geracional, com nomes e caras novas, e um novo peso local para Lula. A capital nunca foi seu forte, mas isso parece coisa do passado.

Mais uma vez, o jogo nacional começa a se definir por São Paulo e pela disputa PT-PSDB. E o PSDB parece claramente em desvantagem.


(Análise de Eliane Cantanhêde, publicada na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 13 de agosto de 2011)


O nome do jogo

DORA KRAMER
COLUNISTA DO ESTADÃO

Os movimentos de Gilberto Kassab na preparação da disputa pela Prefeitura de São Paulo parecem confusos e contraditórios, mas não há nada mais organizado e coerente da perspectiva de alguém cujo objetivo principal é consolidar a posição de peça importante no jogo da política.

E o nome do jogo dele é sobreviver ao fim do mandato de prefeito e chegar ao governo de São Paulo. Seja em 2014 ou 2018.

Kassab nunca pretendeu consertar o mundo. Quando explicitou a indefinição ideológica do PSD, deixou bem claro que ao fundar um novo partido sua intenção não seria liderar processos de aperfeiçoamento do sistema partidário ou tornar-se um pregador desta ou daquela corrente de pensamento.

Trata-se de um pragmático assumido. Marca a meta e sai ao alcance dela. Quando quis se livrar do DEM em derrocada, foi em busca de fusões com outros partidos: primeiro o PSB, depois o PMDB.

Não deu certo. Criou, então, a própria legenda. Arregimentou correligionários insatisfeitos nos respectivos partidos, avisou aos novos navegantes que, ali, fidelidade partidária seria regra, apresentou seus serviços de sublegenda aos governadores de todos os Estados, formou fornida bancada na Câmara, cumpriu as exigências legais e registrou o PSD.

Como aliado, o partido disputará prefeituras em boa parte do País, mas é em São Paulo que Gilberto Kassab investe em seu destino.


(Artigo de Dora Kramer, publicada no o Estado de S. Paulo de sexta-feira, 13 de agosto de 2011)

Nem PT, nem PSDB: Um sinal verde pra São Paulo

Em todas as pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo realizadas até o momento, percebe-se a saturação do eleitor com os candidatos da polarização PT x PSDB, e o cenário muitíssimo promissor para o PPS e para a candidata Soninha Francine.

Nem PT, nem PSDB. Que venha 2012 com um "sinal verde" para São Paulo, que é a síntese da proposta do PPS por uma cidade sustentável. Não poderia haver simbologia melhor para a metrópole que não pode parar. Sinal verde para o cidadão que pede passagem, sinal verde para o trânsito, sinal verde para o desenvolvimento, sinal verde para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade, para a ética, a transparência, a decência na política. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

O PPS e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento justo e sustentável.

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e do Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente equilibrada.

Enquanto a imprensa se preocupa em medir o aumento da influência de Lula na sucessão paulistana ou a curva ascendente da rejeição a José Serra, a população tem dado reiterados sinais de que já está saturada desta polarização PT x PSDB.

Não é por acaso que em todas as pesquisas à Prefeitura de São Paulo despontam nomes como Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), todos na faixa entre 10% e 20%, enquanto o ungido de Lula, Fernando Haddad (PT), e os quatro pré-candidatos do PSDB patinam com índices inexpressivos que vão de 3% a 6%.

Podem argumentar que os índices de Russomanno e Netinho refletem apenas o recall de pré-candidatos que disputaram as últimas eleições majoritárias, um para o Governo, outro para o Senado. Mas vejamos o caso de Soninha Francine, por exemplo. Fora das eleições e da mídia desde 2008, a pré-candidata do PPS tem 10% dos votos e se consolida como terceira força em todos os cenários apresentados.

Somado a esses números o resultado da eleição presidencial de 2010, quando Marina Silva (ex-PV) obteve 20 milhões de votos, temos o diagnóstico do problema e o prognóstico da cura: o eleitor procura uma alternativa concreta e viável para escapar das mãos de petistas e tucanos (ou kassabistas). Ninguém quer mais do mesmo.

Tudo bem que as pesquisas são um retrato momentâneo e mutável, mas não deixa de ser relevante que Soninha tenha mais votos, hoje, que os nomes do PT e do PSDB somados. A candidata do PPS lidera entre os eleitores com nível superior e está embolada em primeiro no universo do eleitor com renda superior a 10 salários. Isso não é notícia?

A proposta de Soninha Francine se baseia em dois conceitos básicos: mobilidade urbana e reconfiguração do território. Com mais gente morando perto do trabalho, há mais tempo para lazer, estudo, esporte, cultura, convivência, repouso. Com menos deslocamentos, há menos consumo de combustível, barulho e poluição. E mais espaço, mais gente a pé se conhecendo e se encontrando, mais saúde física e mental, maior possibilidade de bem estar.

Porque cidade inteligente é cidade feliz. Se as pessoas estão exaustas e não são felizes, de que adianta o resto?

De posse dessas informações e sensível aos anseios da população, o PPS investe em três frentes: 1) É o primeiro partido a assumir oficialmente o compromisso com o inovador “Programa Cidades Sustentáveis”; 2) Faz uma carta aberta a Marina Silva e aos chamados “marineiros”, reforçando a importância da construção dessa terceira via para São Paulo e para o Brasil; 3) Consolida esta aproximação com a filiação de expoentes do Movimento Nova Política, recém-lançado por Marina Silva, como é o caso do empresário Ricardo Young, ex-candidato pelo PV ao Senado em 2010 com 4 milhões de votos e que disputará uma cadeira de vereador pelo PPS em 2012.

Enquanto isso, especula-se que o PSD de Kassab pode apoiar PT ou PSDB, feito biruta de aeroporto. Tentam seguir a receita para fabricar um prefeito: pegue um candidato novo, sem carisma, que não conhece a cidade, mau ministro, aproxime-o de Lula para "humanizá-lo" e divulgue essa notícia! É o que já está acontecendo.

Vamos raciocinar: Lula passa o dia inteirinho em casa, só vai ao hospital para o tratamento e retorna. Por que então Fernando Haddad vai ao Sírio-Libanês visitá-lo?

A própria “assessoria” do pré-candidato acusa o golpe. Primeiro, distribui release da visita à imprensa. Em seguida, respondendo às críticas do PPS nas redes sociais, admite que a notícia é “estratégica” e um dos artifícios para “tornar Haddad mais conhecido”.

Ora, depois a baixaria é de quem mandou Lula se tratar no SUS? Começou o “vale tudo” das campanhas? Mais uma vez vai prevalecer o marketing político sobre o bom senso, a ética e as demandas reais da cidade?

Entendemos, portanto, que para concretizar a proposta deste "sinal verde para São Paulo" será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país. Isto significa, objetivamente, apresentar uma candidatura própria à Prefeitura e uma chapa competitiva para a Câmara Municipal, eqüidistante de PT e PSDB, e diferente de tudo que ambos têm representado de nocivo e de mesmice para a política.

Maurício Rudner Huertas, jornalista, é secretário de Comunicação e Redes Sociais do PPS/SP e coordenador da pré-campanha de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Soninha se apresenta contra as 'burrices' do sistema

Diário do Comércio

Candidata à Prefeitura de São Paulo em 2012 pelo Partido Popular Socialista (PPS), a jornalista Soninha Francine propõe mudanças radicais na gestão da administração municipal da capital paulista. Quer eliminar "as burrices" no sistema de Saúde, por exemplo.

Em entrevista ao Diário do Comércio, a candidata – hoje responsável pela Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) do governo do Estado –, entra na disputa pela chefia do executivo paulistano pela segunda vez.

Em 2008, registrou 266.978 votos (4,19% dos válidos) e terminou em quinto lugar (atrás de Kassab, Marta, Alckmin e Maluf). A seguir, os principais trechos da entrevista.

Diário do Comércio – Quais são suas propostas para o trânsito de São Paulo?

Soninha Francine – O básico é priorizar o coletivo em relação ao individual motorizado. Agora, enquanto para muita gente isso se traduz em mais metrô, eu tenho certeza de que a gente precisa melhorar muito o transporte por ônibus. Não só porque é atribuição direta da prefeitura, mas porque o ônibus tem uma capacidade enorme de transporte de passageiros. O problema é que ele é muito mal distribuído. Você tem sobrecarga em muitos lugares e linhas ociosas com ônibus vazios em outros.

DC – A gestão...

Soninha – Tem um problema de gestão de linhas de ônibus que é muito sério. Com os corredores que temos, com a estrutura que já temos, só com melhoria na gestão já é possível melhorar muito a qualidade do sistema, com mais informação para as pessoas e pontos mais confortáveis. Algumas linhas foram ficando obsoletas com o passar do tempo e acabaram ficando superpostas. Elas podem ser melhor distribuídas.

Outro ponto que é tão importante e está diretamente relacionado com esse é o uso do solo. A distribuição de moradia versus a atividade econômica na cidade. Precisamos aproveitar melhor a infraestrutura urbana já instalada para que mais gente more nesses locais. Nos últimos anos, os lugares onde temos menos atividade econômica foram os que mais incharam, como o extremo noroeste, o extremo leste e o extremo sul. Se não resolvermos esse desequilíbrio, não vai ter ônibus, metrô, trem urbano ou via expressa que dê conta de tamanho êxodo, com milhões de pessoas se deslocando no mesmo horário e sentido.

DC – É a busca de mais qualidade de vida...

Soninha – Mobilidade e equilíbrio na moradia e atividade econômica interferem diretamente na vida das pessoas de todas as maneiras. Quanto tempo elas têm para dormir, para ficar em casa com a família, para o lazer ou atividade física. A solução começa ao compreendermos por que as pessoas se deslocam, para diminuir essas distâncias.

DC – O que mais a incomoda na cidade?

Soninha – A saúde é sempre um incômodo, mas tudo está integrado. O transporte coletivo também está ligado a isso. Para uma vida mais saudável, diminuir a distância entre a casa e o trabalho jê é um grande passo. Mas para as doenças mesmo, o atendimento em saúde não tem só gargalos ou a sobrecarga versus a falta de médicos e equipamentos. Tem burrices no sistema. Novamente, uma questão de gestão. Tem alguns lugares onde a demanda fica represada, porque é mal administrada.

DC – Por exemplo?

Soninha – Para você ter uma consulta com um especialista, é preciso passar primeiro por um clínico geral. Isso é absolutamente dispensável. Até porque o clínico vai ouvir sua queixa e falar "é caso para um especialista". A pessoa espera três meses para passar no clínico, fica cinco minutos no consultório e espera dois meses para ser atendido pelo especialista. Tem coisas que podem ser melhoradas na logística do sistema por mais qualidade de vida.

DC – O PPS é pequeno... Você acha que vai até onde?

Soninha – Eu quero ir para o segundo turno. Até porque os partidos grandes, nossos rivais de maior porte, estão em um momento especial de desorganização interna. Não tenho como adversários os velhos nomes de sempre, que já disputaram eleições e tiveram milhões de votos. Estamos em uma época especialmente propícia a surpresas, e gostaria de ser uma surpresa.

DC – Os recursos do partido são suficientes para a campanha?

Soninha – Olha, ainda bem que eu preciso de pouco dinheiro, graças a Deus. Eu não faço a menor questão de ter um programa eleitoral gravado na melhor produtora com iluminação cinematográfica e diretor badalado. Para minha campanha, que também tem muita mídia espontânea, não preciso de tanto dinheiro quanto meus adversários.

DC – Todo candidato tem um público especial. Seu público especial ainda é o jovem?

Soninha – Nisso, eu já saio com vantagem. Não vou fazer nenhum esforço para me dirigir aos jovens, até porque é bobagem segmentar discurso em eleição majoritária. Mas tenho essa vantagem, porque eles já me conhecem. Já me viram falando de meio ambiente, de sexualidade, drogas, cultura, esporte, enquanto outra parte do eleitorado precisa de apresentação. Conhecem a Soninha, aquela da bicicleta, da TV Cultura, da maconha... com referências negativas, inclusive.

DC – Por que você acha que é uma boa opção?

Soninha – Primeiro, minha experiência no Legislativo. Foi muito intensa minha passagem pela Câmara. Eu exerci meu mandato com o máximo interesse e curiosidade. Tive uma experiência de executivo que também é uma pós-graduação em dificuldades, que é ser subprefeito. Não é mais difícil que ser prefeito, porque você tem os mesmos problemas e nem um centésimo das possibilidades de resolvê-los.

DC – O que você vai dizer, mostrar, em sua campanha?

Soninha – Mostrar que a gente tem uma visão diferente das coisas. Não é um discurso, simplesmente. É uma demonstração de que é possível ser diferente. Essa experiência já tive em 1998. Comecei de traço nas pesquisas e acabei com quatro e meio.

DC – Você tem um caminho pela frente...

Soninha – Claro, e um caminho longo, mas tudo bem. Se o preço de encurtar o caminho é fazer mil e duas concessões, eu prefiro o caminho longo.