segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Haddad e vereadores tomam posse dia 1º de janeiro

A Câmara Municipal de São Paulo realiza no dia 1º de janeiro a cerimônia de posse dos 55 vereadores eleitos, do prefeito Fernando Haddad e da vice-prefeita Nádia Campeão. A cerimônia terá início às 15h, seguindo as regras estabelecidas pela Lei Orgânica do Município e pelo Regimento Interno da Câmara.

"O vereador eleito mais velho presidirá a cerimônia. Primeiramente, os parlamentares tomarão posse e, em seguida, será a vez do prefeito e da vice-prefeita", explicou Cecília de Arruda, chefe do cerimonial da Câmara.

Após a solenidade de posse, será aberta uma sessão plenária para eleição da Mesa Diretora da Casa para o ano de 2013. “Já o prefeito e a vice-prefeita empossados irão ao prédio da Prefeitura, onde será realizada a transmissão de cargos e posse do novo secretariado”, lembrou Cecília.

Segundo a Lei Orgânica do Município, no ato da posse os vereadores deverão fazer a declaração pública de seus bens, que será publicada no Diário Oficial do Município no prazo máximo de 30 dias. O procedimento deverá ser repetido ao término do mandato.

Veja a lista dos vereadores eleitos:

PT
Donato
Juliana Cardoso
Senival Moura
Nabil Bonduki
Alfredinho
José Américo
Arselino Tatto
Jair Tatto
Vava dos Transportes
Reis
Paulo Fiorilo

PSDB
Andrea Matarazzo
Coronel Telhada
Mario Covas Neto
Floriano Pesaro
Claudinho
Patricia Bezerra
Gilson Barreto
Aurélio Nomura
Eduardo Tuma

PSD
Goulart
Marco Aurelio Cunha
Souza Santos
Edir Sales
Marta Costa
David Soares
Police Neto

PV
Roberto Tripoli
Dalton Silvano
Ricardo Teixeira
Gilberto Natalini

PTB
Celso Jatene
Adilson Amadeu
Conte Lopes
Paulo Frange

PMDB
Ricardo Nunes
George Hato
Dr. Calvo
Nelo Rodolfo

PR
Antonio Carlos Rodrigues
Toninho Paiva
Aurelio Miguel

PSB
Ota
Eliseu Gabriel
Noemi Nonato

PPS
Ricardo Young
Ari Friedenbach

DEM
Milton Leite
Sandra Tadeu

PRB
Jean Madeira
Atilio Francisco

PHS
Laércio Benko

PSOL
Toninho Vespoli

PCdoB
Netinho De Paula

PP
Pastor Edemilson Chaves

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Editorial da Folha de S. Paulo: Limpar e reconstruir

O editorial da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 28 de dezembro, faz uma boa e resumida análise da gestão do prefeito Gilberto Kassab, que se encerra na próxima segunda-feira. Leia:

Limpar e reconstruir

Popularidade de Gilberto Kassab recuou no segundo mandato porque prefeito negligenciou São Paulo em favor de seu novo partido

Gilberto Kassab não deixa a Prefeitura de São Paulo como o pior alcaide que a cidade já teve, porém sua imagem anda perto disso.

Kassab conquistou popularidade nos primeiros anos, negligenciou a capital paulista após reeleger-se, confiou no poder das iniciativas cosméticas e sai do cargo com 42% de desaprovação.

É a segunda pior avaliação, desde 1985, de um prefeito no final da gestão. Perde para os 81% de Celso Pitta (1997 a 2000), de quem Kassab foi secretário de Planejamento.

A boa fama inicial foi obtida com o programa Cidade Limpa. No papel de síndico extremado, fez cumprir o que a muitos parecia impossível: livrar a cidade da barafunda de cartazes, letreiros e luminosos.

Mais adiante, Kassab deu o passo -elogiável- de que hoje talvez se arrependa: aceitou firmar compromisso com as 223 metas da chamada Agenda 2012. Com base nela, passou a ser avaliado de forma razoavelmente objetiva. Queixa-se, agora, do "uso político" da agenda.

O fato é que Kassab cumpriu integralmente só 55% (123) das metas que definiu. Um quarto delas (55) nem mesmo teve execução iniciada. Outras 45 estão em andamento.

Uma avaliação mais refinada ponderaria os percentuais de cumprimento de cada uma das 223 metas para extrair o que o prefeito chama de "índice de eficiência" -por ele fixado em 81% (um cálculo duvidoso, com 25% de objetivos totalmente descumpridos).

O prefeito tampouco se sai bem sob o ângulo qualitativo. Das áreas sob sua alçada direta, as prioridades óbvias são transportes, saúde básica e ensino fundamental, nenhuma delas com retrospecto bom.

Kassab prometeu 66 km de corredores de ônibus e entregou zero. Investiu R$ 1,7 bilhão no metrô, obra até então custeada só pelo governo estadual; a soma, aplicada em pistas exclusivas de ônibus, mais baratas, teria gerado maior benefício imediato para a população.

O prefeito disse que iria construir três novos hospitais, mas não entregou nenhum. Aumentou em 60% o número de unidades de saúde e em 62% o de médicos, porém o setor permanece como o mais mal avaliado de sua gestão.

A prefeitura não zerou o deficit de creches, como prometido, mas elevou o total de matrículas de 110 mil, em 2009, para 211 mil. Acabou com as "escolas de lata" e diminuiu a quantidade de alunos no "turno da fome" (que têm aulas na hora do almoço), porém restam 10 mil estudantes nesse período.

O que mais se censura em Kassab foi deixar a cidade, no segundo mandato, em plano inferior ao do projeto de criar o enésimo partido governista do país, o PSD. Seu cacique parece ter considerado que bastava multiplicar as ciclofaixas de lazer -faixas pintadas no asfalto e delimitadas por cones de plástico nos finais de semana- para manter-se bem avaliado.

É pouco, prefeito, muito pouco. Mais do que maquiada, São Paulo precisa ser reconstruída como cidade habitável e produtiva.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vereadores do PPS são diplomados em São Paulo


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou na manhã desta quarta-feira (19/12) a diplomação dos 55 vereadores eleitos para a próxima legislatura. A solenidade, que também empossou o prefeito e a vice-prefeita, foi realizada na Sala São Paulo, centro da cidade.

O empresário Ricardo Young (42.098 votos) e o advogado Ari Friedenbach (22.597 votos) compõem a bancada do PPS a partir de 1º de janeiro de 2013.

A primeira iniciativa de Ricardo Young será a criação da Frente Parlamentar pela Sustentabilidade. “O nosso trabalho será pautado na agenda da sustentabilidade, que é transversal a todas as outras áreas”, diz.

Ari Friedenbach intensficará o seu mandato na questão da segurança urbana. “Pretendo trabalhar para ampliar o atendimento dos CRAS - Centro de Referência de Assistência Social na cidade”, explicou.

PPS na Câmara


Pela quarta eleição consecutiva (ou seja, há 12 anos, desde 2000) o PPS elegeu uma bancada de dois vereadores para a Câmara Municipal de São Paulo. Ambos ocuparão pela primeira vez um cargo eletivo. Fazem parte dos 40% de novatos na Câmara (22 dos 55 vereadores da atual legislatura não foram reeleitos).

Por uma diferença de apenas 436 votos, o atual líder do PPS, Professor Claudio Fonseca (22.161 votos), será o 1º suplente da bancada.

Ou seja, nas quatro últimas eleições (2000, 2004, 2008 e 2012) o PPS vem mantendo a sua bancada com dois vereadores e praticamente repetindo a quantidade total de votos. 

Quem é Ricardo Young Silva?

Empresário, 55 anos, nascido em São Paulo, capital, foi presidente do Instituto Ethos e da ABF – Associação Brasileira de Franchising.

Com visão empreendedora, transformou a empresa da família, a Escola de IdiomasYazigi Internexus, num dos maiores cases de franquias do mundo. Na juventude, participou de movimento estudantil nas lutas contra a ditadura e pelas liberdades democráticas.

É pós-graduado em administração de empresas pelo PDG/EXEC (hoje IBMEC), um dos mais importantes grupos empresariais de educação do país, e também integrou o PNBE – Pensamento Nacional de Bases Empresariais, onde foi o primeiro coordenador em gestões alternadas (1996-1999 / 1999-2000), tendo contribuído para o projeto de adoção de escolas públicas por parte de empresas e a criação do Instituto PNBE, que desenvolveu o projeto Minha Rua, Minha Casa, para moradores de rua.

À frente do Instituto Ethos, fundou a Uniethos, sua divisão educacional, e projetou a entidade com importantes participações em fóruns internacionais, como o Pacto Global das Nações Unidas, oGlobal Report Iniciative e o ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social. Foi integrante do grupo de empresários que Iniciou no Brasil a disseminação do conceito da responsabilidade social empresarial com uma nova dimensão de negócios.

Enquanto presidia do Instituto Ethos foi também o iniciador do Pacto de Integridade de Combate à Corrupção, numa iniciativa de articulação de entidades da sociedade civil, entre eles a Transparência Internacional, e empresários - fato que constitui um novo marco na luta contra a corrupção.

Pioneiro na luta pela sustentabilidade, foi um dos disseminadores da Carta da Terra no Brasil e um dos signatários do Manifesto “Brasil com S” que deu início ao projeto que resultou na candidatura deMarina Silva à presidência da República. Participou da fundação do Movimento Nossa São Paulo e do Fórum Amazônia Sustentável.

No final de 2007, aproximou-se da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, junto com outras lideranças empresariais e ambientais, e concebeu o Movimento Brasil Sustentável, com o objetivo de engajar diversos segmentos sociais na construção de uma sociedade responsável, justa e sustentável.

Em 2010, foi candidato a Senador por São Paulo e obteve mais de 4 milhões de votos, tornando-se uma das mais importantes lideranças empresariais e políticas na defesa da sustentabilidade e da justiça social. Defende um novo conceito de governança para a gestão das cidades, baseado na qualidade e eficiência dos serviços públicos, com ética, transparência, produtividade. Propõe uma cidade mais humana, generosa, acolhedora e sustentável.

Ricardo Young acredita no resgate e na resignificação da política como instrumento legítimo de transformação da sociedade e a serviço do cidadão.

Quem é Ari Friedenbach?  

Nascido em São Paulo, 52 anos, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP), atuando nas áreas Cível e Trabalhista.   É Conselheiro da Presidência Executiva do Clube Hebraica, Presidente de Honra do Programa Liana Friedenbach da Congregação Israelita Paulista (CIP) e Presidente do Projeto Viva em Segurança. 

No ano de 2011, atuou como Coordenador do Selo Paulista da Diversidade, que pertence à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo (SERT), e como representante da Secretaria junto às Comissões Municipais do Emprego; dos Refugiados; do Trabalho Decente; da Pessoa com Deficiência e da Comissão Estadual Anti Drogas. Também ministra palestras sobre Educação, Segurança e Legislação Penal.  

A vida de Ari Friedenbach foi marcada por uma grande perda. Em novembro de 2003, sua filha Liana, juntamente com o namorado Felipe Caffé, foi seqüestrada por uma quadrilha composta por quatro adultos e um menor de idade. Após cometerem o assassinato de Felipe, sua filha continuou em poder dos criminosos por mais cinco dias, sendo violentada e assassinada a facadas. O autor deste crime bárbaro foi o menor, na época, Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como “Champinha”.

Após perder a filha, iniciou um trabalho visando mudanças que gerassem resultados positivos junto às questões de segurança, educação e a responsabilização de menores infratores. Passados sete anos, então criou o Projeto Viva em Segurança, através do qual pretende trazer ao debate com a sociedade novas propostas para a construção de uma vida digna, com oportunidades e segurança para todos.

No ano de 2010, chegou à conclusão que os esforços para mudanças significativas nas leis tiveram poucos resultados, resolvendo então se candidatar a Deputado Federal, ficando na suplência do PPS.

Como vereador da cidade de São Paulo, Ari Friedenbach afirma que sua luta por segurança, paz e justiça continua. Ele acredita que ações locais possam auxiliar no combate a violência.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ari Friedenbach e Ricardo Young são diplomados

O prefeito e os 55 vereadores de São Paulo vão ser diplomados na manhã desta quarta-feira, 19 de dezembro. Trata-se da solenidade na qual o TRE reconhece oficialmente os candidatos eleitos em outubro.

O empresário Ricardo Young (42.098 votos) e o advogado Ari Friedenbach (22.597 votos) compõem a bancada do PPS para os próximos quatro anos de mandato, a partir de 1º de janeiro de 2013.

Pela quarta eleição consecutiva (ou seja, há 12 anos, desde 2000) o PPS elegeu uma bancada de dois vereadores para a Câmara Municipal de São Paulo. Ambos ocuparão pela primeira vez um cargo eletivo. Fazem parte dos 40% de novatos na Câmara (22 dos 55 vereadores da atual legislatura não foram reeleitos). 

Por uma diferença de apenas 436 votos, o atual líder do PPS, professor Claudio Fonseca (22.161 votos), será o 1º suplente da bancada.

Ou seja, nas quatro últimas eleições (2000, 2004, 2008 e 2012) o PPS vem mantendo a sua bancada com dois vereadores e praticamente repetindo a quantidade total de votos. Reveja o balanço das atividades do PPS nos últimos 12 anos, que levaram à formação da Coligação "Um Sinal Verde para São Paulo", e também a apresentação da chapa de vereadores de 2012.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Editorial da Folha de S. Paulo: "Nada de muito novo"

Haddad monta secretariado um tanto convencional, com loteamento de cargos entre partidos e vereadores e sem nomes de grande impacto

Para quem se apresentou na campanha como "homem novo" que iria revolucionar a administração da cidade, o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ficou aquém da expectativa despertada ao montar o secretariado de seu futuro governo.

Haddad escolheu poucos nomes de repercussão fora de seus círculos profissionais. Também -e principalmente- repetiu, mais do que seria de esperar, alguns vícios que há décadas contaminam a política brasileira.

O ponto mais questionável, até aqui, é sem dúvida o excesso de concessões que Haddad já se dispôs a fazer. Diversos partidos, além das correntes internas do PT, foram contemplados com ao menos uma secretaria, numa manobra que visa assegurar maioria na Câmara Municipal -acredita-se que para fazer aprovar, já em 2013, as grandiosas promessas de campanha.

Como o governo da presidente Dilma Rousseff tem mostrado, entretanto, a estratégia de loteamento não garante fidelidade da base aliada. Mesmo inflada, ela costuma cobrar preço alto a cada votação.

No caso de Haddad, há um agravante: partidos e personagens que não combinam com o verniz de novidade entram na administração pela porta da frente. É essa a situação, por exemplo, do secretário de Habitação, indicado pelo grupo do ex-prefeito Paulo Maluf (PP).

Verdade que Haddad esvaziou o poder da pasta. A experiência sugere, contudo, que essa prodigalização de favores para contentar aliados de ocasião não traz os melhores resultados.

Merece também reparo a disposição do prefeito eleito de distribuir as 31 subprefeituras entre os vereadores. As administrações locais, já se anunciou, terão mais peso no governo do petista do que tiveram no de Gilberto Kassab (PSD).

Haddad, por outro lado, criou um "núcleo duro" com pessoas de sua confiança, alguns com boa reputação entre especialistas, mas pouco conhecidos do público. Estão nessa lista, por exemplo, a Secretaria de Finanças e a de Desenvolvimento Urbano, que definiu como estratégicas para a prefeitura.

Não é má ideia a iniciativa de preservar do loteamento político pastas que, segundo Haddad, serão cruciais para sua gestão. Há que ressalvar, contudo, que tais "secretarias-meio", se centralizarem tanto poder quanto se diz, podem emperrar a administração.

Ainda é cedo, em todo o caso, para fazer juízos peremptórios sobre o secretariado do futuro prefeito. Como é óbvio, apenas a prática dirá se as escolhas de Haddad foram acertadas. Mas a expectativa de mudança sai debilitada do confronto com um governo montado de forma tão convencional.

(Editorial do jornal Folha de S. Paulo, publicado no sábado, 15 de dezembro de 2012)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O "novo" PT continua de braços dados com Maluf

Se não bastasse o loteamento do secretariado, incluindo a nomeação de vereadores do chamado "centrão" da Câmara Municipal, o prefeito eleito Fernando Haddad (PT) anuncia que cumprirá outro compromisso polêmico da campanha: vai entregar a Secretaria da Habitação a um indicado de Paulo Maluf (PP), mesmo diante dos protestos de entidades sociais.

Com isso, o partido de Maluf consolida o domínio no setor habitacional, controlando a Secretaria Municipal de Habitação, o CDHU (estadual) e o Ministério das Cidades.

"Ao entregar a Secretaria de Habitação a Paulo Maluf, Haddad dá a primeira demonstração de que governará de costas para o povo", critica o vereador eleito Ricardo Young (PPS). 

"Maluf, que deve mais de U$ 20 milhões aos cofres municipais, estará comandando um dos maiores orçamentos da Prefeitura. Em qualquer democracia razoável, Maluf e seu partido jamais poderia estar exercendo qualquer cargo no executivo de São Paulo. Temo pelo pior. Se há impunidade é porque nossos governantes debocham da ética e da justiça. Haddad, você desperdiçou a chance de fazer diferente."

Kassab não cumpriu 56% das metas do mandato

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo


A 22 dias de concluir o mandato, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) ainda não cumpriu mais da metade das 223 metas estabelecidas para a gestão da cidade de São Paulo previstas para até o final deste mês.

Do total das medidas do plano assinado pelo prefeito há quatro anos, 125 não foram cumpridas, o que representa pouco mais de 56% do volume. Dessas, uma nem sequer começou a ser executada - o investimento de R$ 300 milhões no rodoanel, obra viária do governo do Estado.

No final de junho, no primeiro balanço divulgado pela prefeitura, haviam sido cumpridos 36,7% das 223 metas estabelecidas, com 81 ações cumpridas. À época, Kassab afirmou publicamente que queria cumprir ao menos 85% das metas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, 56 das 124 metas em andamento já possibilitam algum tipo de atendimento à população.

O plano de metas foi criado pela ONG (organização não governamental) Rede Nossa São Paulo, que conseguiu a adesão de outros 28 municípios brasileiros à iniciativa. A pioneira foi a capital paulista, cuja administração municipal a batizou de Agenda 2012 e a formalizou em site que ela mesma mantém.

O plano de metas é exigência da Lei Orgânica do Município, aprovada em 2008 com a pressão de entidades da sociedade civil - entre elas, a Rede Nossa São Paulo.

Plano é "pedagógico", avalia ONG

Para o coordenador do movimento, Oded Grajew, o programa é "pedagógico". "É uma forma de garantirmos campanhas políticas mais realistas, por exemplo, e também de o cidadão acompanhar o que está sendo feito", disse, para completar: "Só é uma pena que o prefeito tenha começado a acordar para a necessidade de levar a cabo essas metas passados mais de dois anos deste mandato. Se ele soubesse trabalhar com a ajuda da sociedade, era algo factível", opinou.

Já o coordenador da Secretaria Executiva da ONG, Maurício Broinizi Pereira, apontou a "dança das cadeiras nas subprefeituras" entre as causas do que ele chama de "baixa capacidade de execução" por parte da administração municipal.

"Além das mudanças constantes e da militarização nas subprefeituras, o prefeito ainda ficou dois anos montando o próprio partido [o PSD, criado em outubro de 2011] e tem um secretariado que tem pouca relação com a administração pública. O resultado foi que cumpriu uma série de metas mais simples, mas deixou em aberto as que têm mais impacto sobre a vida do cidadão", afirmou Pereira.

A Rede Nossa São Paulo lembrou que o prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), se comprometeu, durante a campanha eleitoral, a assinar o plano de metas. O petista deverá revisar ou alterar metas não cumpridas pela atual gestão. A oficialização do futuro programa está marcada para o próximo dia 17.

A reportagem do UOL tentou ouvir a Prefeitura de São Paulo sobre o assunto em ao menos três oportunidades, desde a última quarta-feira (5). A tarefa de falar sobre o cumprimento do plano foi delegada pela administração ao secretário de Planejamento - pasta que coordena o programa.

Principais problemas do paulistano, saúde, transporte e mobilidade não foram resolvidos

Das 125 metas ainda não cumpridas pela gestão de Gilberto Kassab (PSD) dentro do atual mandato - que compreende um plano de 223 metas que deveriam ser cumpridas até o final deste ano -, o descumprimento é mais grave dentre aquelas que compreendem ações em saúde e transporte/mobilidade urbana.

A avaliação é da ONG (organização não governamental) Rede Nossa São Paulo, que definiu as metas do plano assinado há quatro anos pelo prefeito. Entre as principais que ainda estão em andamento e não têm previsão de ser concluídas até o próximo dia 31, por exemplo, está a construção de três hospitais nas zonas leste, sul e norte da cidade - nos três casos, as obras nem sequer começaram.

A implantação de nove terminais de ônibus urbanos também não foi concluída - apenas um foi finalizado, no Campo Limpo -, assim como os 66 km de corredores de ônibus tiveram realizados apenas 12 km.

Os dados constam do site Agenda 2012, criado e mantido pela prefeitura para o acompanhamento público das etapas de cada uma das 223 metas.

Por outro lado, a administração realizou 230,2 km de ciclovias e ciclofaixas - quando a meta estabelecia 100 km. Já na área de saúde, foi cumprida a meta de dez unidades de AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) de especialidades.

"Só para o plano de mobilidade urbana, por exemplo, a prefeitura dispunha de R$ 15 milhões que não foram usados. A própria campanha de proteção ao pedestre, que havíamos apresentado à administração em 2007, sem custos, só foi implementada neste ano", disse o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew.

Segundo Grajew, os corredores de ônibus e os terminais urbanos não entregues na totalidade e os hospitais estabelecidos entre as metas também são pontos nevrálgicos que ficam em aberto ao próximo prefeito.

O transporte público, por sinal, foi o principal problema relatado pelo paulistano em uma enquete realizada pelo UOL durante as eleições municipais deste ano. Para os 239.380 internautas que votaram, a saúde também foi um dos principais problemas - o quinto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PPS defende tese da proporcionalidade na Câmara

Os vereadores eleitos pelo PPS paulistano para a legislatura 2013/2016, Ari Friedenbach e Ricardo Young, defendem a tese da proporcionalidade partidária para a composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo.

Com isso, os dois maiores partidos da Câmara, PT e PSDB, devem ocupar respectivamente a presidência e a secretaria-geral. O PT elegeu 11 vereadores; o PSDB, 9. Respeitando-se esse princípio, a intenção é fortalecer e qualificar o parlamento, além de respeitar a vontade da maioria do eleitorado e evitar que métodos de cooptação se sobreponham ao entendimento democrático e republicano entre os partidos.

Para as Comissões Permanentes da Câmara, a indicação do PPS é para que o vereador Ricardo Young participe da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente e o vereador Ari Friedenbach integre a Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher.

Além disso, o PPS também indica Ari Friedenbach para presidir a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais; e Ricardo Young para a presidência da Frente Parlamentar de Sustentabilidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PPS negocia novo partido com grupo de Marina

Josias de Souza

Sem estrondos, o oposicionista PPS discute com Marina Silva e o grupo político dela a hipótese de criar um novo partido. A ideia é compor uma força política capaz de prover estrutura para que Marina concorra novamente à presidência da República em 2014.

Ex-petista, Marina disputou a sucessão de 2010 pelo PV. Sem máquinas, colecionou 19,33% dos votos válidos, obtendo um festejado terceiro lugar. Passada a eleição, desentendeu-se com a cúpula do PV e bateu em retirada, levando junto seu grupo. Fundou um movimento batizado de “Nova Política.”

Marina permanece até hoje sem partido. Chamados de “marineiros”, alguns de seus apoiadores abrigaram-se no PPS para poder disputar as eleições municipais de outubro passado. Expoente desse grupo, Ricardo Young elegeu-se vereador em São Paulo.

Amigo de Marina, que participou de sua campanha, Young agora faz a intermediação das conversas com ela. Move-se com autorização do presidente do PPS federal, o deputado Roberto Freire (SP). A negociação encontra-se em fase embrionária. Tenta-se azeitá-la porque, em tese, interessa aos dois lados.

Marina preferiria fundar um partido zero km. Para isso, teria de correr o país atrás dos 490 mil apoiadores que a lei exige. Nascido de uma costela do DEM, o PSD de Gilberto Kassab provou que não é fácil. Só obteve a certidão de nascimento no TSE ao final de um processo que teve de tudo: desde assinaturas de mortos até denúncias de compra de adesões.

Na hipótese de acertar-se com o PPS, Marina pouparia o trabalho e os constrangimentos. E o partido ganharia uma presidenciável competitiva. No gogó, o projeto prevê a filiação de outras personalidades e a fusão com pelo menos mais uma legenda nanica. Vitaminado, o PPS trocaria de nome.

O partido de Freire não é neófito nessa matéria. Por razões diversas, o PPS fundira-se, em novembro de 2006, aos nanicos PMN e PHS. Juntaram-se sob nova logomarca: MD (Mobilização Democrátiva). Por que? Vigorava nessa época a lei que impunha aos partidos uma ‘cláusula de barreira’.

Por essa cláusula, legendas que não tivessem pelo menos 5% dos votos válidos na eleição para a Câmara dos Deputados passariam a ter existência vegetativa. Entre outros direitos, perderiam a propaganda gratuita no rádio e na tevê, o acesso às verbas do Fundo Partidário e assentos nas comissões do Legislativo.

Sozinho, o PPS não cumpria a cláusula legal. Daí a junção ao par de nanicos. Decorridos dois meses, a Justiça Eleitoral extinguiu a exigência de desempenho mínimo. E o PMN requereu a dissolução da fusão.

O PPS volta à pista num instante em que o PSDB dá de barato que seu velho aliado não hesitará em associar-se à caravana presidencial de Aécio Neves. Não são negligenciáveis as chances de dar chabu.

Excetuando-se o diretório de Minas Gerais, majoritariamente fechado com o senador tucano, os filiados do PPS em outros Estados olham ao redor à procura de nomes alternativos. Enxergam pelo menos dois: além de Marina, Eduardo Campos (PSB).

Procurado pelo repórter, Roberto Freire admitiu que o partido mantém conversas com Marina. Absteve-se, porém, de descer aos detalhes. De resto, disse que “é muito bom que existam várias opções” para 2014. “O que não pode é deixar de construir alternativas a isso que está aí”.

No dizer de Freire, seu partido “está aberto para discutir um projeto para o país -seja com Aécio, com Marina ou com Eduardo. É cedo para a definição de um nome.” Líder do PPS na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR) também admitiu a negociação com Marina.

Ele recordou que, num congresso realizado no ano passado, o PPS aprovara moção a favor da candidatura própria. A exemplo de Freire, Bueno não exclui do tabuleiro nem Aécio nem Eduardo Campos, com quem desenvolveu uma boa amizade na Câmara.

Para quem combatia a "imprensa golpista"...

O petista crédulo - ou hipócrita, dependendo do ponto de vista - é aquele que aponta toda e qualquer crítica como obra da oposição ou da "imprensa golpista", uma entidade fantasma que toma corpo principalmente nas páginas dos grandes jornais e revistas semanais quando são publicadas notícias incômodas ao governo federal.

Ultimamente, a sucessão de escândalos e denúncias envolvendo figurões do PT é tão grande que até os veículos considerados "imparciais" (que, na verdade, sempre estiveram na corrente pró-Lula e pró-Dilma) estão desembarcando dessa torcida chapa-branca. Leia abaixo o editorial da revista Carta Capital:

A traição do PT

por Mino Carta

Dizia um velho e caro amigo que a corrupção é igual à graxa das engrenagens: nas doses medidas põe o engenho a funcionar, quando é demais o emperra de vez. Falava com algum cinismo e muita ironia. Está claro que a corrupção é inaceitável in limine, mas, em matéria, no Brasil passamos da conta.

Permito-me outra comparação. A corrupção à brasileira é como o solo de Roma: basta cavar um pouco e descobrimos ruínas. No caso de Roma, antigos, gloriosos testemunhos de uma grande civilização. Infelizmente, o terreno da política nativa esconde outro gênero de ruínas, mostra as entranhas de uma forma de patrimonialismo elevado à enésima potência.

Assisti ao nascimento do Partido dos Trabalhadores ainda à sombra da ditadura. Vinha de uma ideia de Luiz Inácio da Silva, dito Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo até ser alvejado por uma chamada lei de segurança nacional. A segurança da casa-grande, obviamente.

A deliberada confusão entre público e privado vem de longe na terra da casa-grande e da senzala e é doloroso verificar que, se o País cresce, o equívoco fatal se acentua. A corrupção cresce com ele. Mais doloroso ainda é que as provas da contaminação até os escalões inferiores da administração governamental confirmem o triste destino do PT. No poder, porta-se como os demais, nos quais a mazela é implacável tradição.

Era o PT uma agremiação de nítida ideo¬logia esquerdista. O tempo sugeriu retoques à plataforma inicial e a perspectiva do poder, enfim ao alcance, propôs cautelas e resguardos plausíveis. Mantinha-se, porém, a lisura dos comportamentos, a limpidez das ações. E isso tudo configurava um partido autêntico, ao contrário dos nossos habituais clubes recreativos.

O PT atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado. Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram. Seu maior líder, ao se tornar simplesmente Lula, fez um bom governo, e com justiça ganhou a condição de presidente mais popular da história do Brasil. Dilma segue-lhe os passos, com personalidade e firmeza. CartaCapital apoia a presidenta, bem como apoiou Lula. Entende, no entanto, que uma intervenção profunda e enérgica se faça necessária PT adentro.

Tempo perdido deitar esperança em relação a alguma mudança positiva em relação ao principal aliado da base governista, o PMDB de Michel Temer e José Sarney. E mesmo ao PDT de Miro Teixeira, o homem da Globo, a qual sempre há de ter um representante no governo, ou nas cercanias. Quanto ao PT, seria preciso recuperar a fé e os ideais perdidos.

Cabe dizer aqui que nunca me filiei ao PT como, de resto, a partido algum. Outro excelente amigo me define como anarcossocialista. De minha parte, considero-me combatente da igualdade, influenciado pelas lições de Antonio Gramsci, donde “meu ceticismo na inteligência e meu otimismo na ação”. Na minha visão, um partido de esquerda adequado ao presente, nosso e do mundo, seria de infinda serventia para este País, e não ouso afirmar social-democrático para que não pensem tucano.

O PT não é o que prometia ser. Foi envolvido antes por oportunistas audaciosos, depois por incompetentes covardes. Neste exato instante a exibição de velhacaria proporcionada pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha, é algo magistral no seu gênero. Leiam nesta edição como se deu que ele entregasse a alma ao demônio da pusilanimidade. Ou ele não acredita mesmo no que faz, ou deveria fazer?

Há heróis indiscutíveis na trajetória da esquerda brasileira, poucos, a bem da sacrossanta verdade factual. No mais, há inúmeros fanfarrões exibicionistas, arrivistas hipócritas e radical-chiques enfatuados. Nem todos pareceram assim de saída, alguns enganaram crédulos e nem tanto. Na hora azada, mostraram a que vieram. E se prestaram a figurar no deprimente espetáculo que o PT proporciona hoje, igualado aos herdeiros traidores do partido do doutor Ulysses, ou do partido do engenheiro Leonel Brizola, ¬obrigados, certamente, a não descansar em paz.

Seria preciso pôr ordem nesta orgia, como recomendaria o Marquês de Sade, sem descurar do fato que algo de sadomasoquista vibra no espetáculo. Não basta mandar para casa este ou aquele funcionário subalterno. Outros hão de ser o rigor, a determinação, a severidade. Para deixar, inclusive, de oferecer de graça munição tão preciosa aos predadores da casa-grande.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prefeitos do PPS se reúnem com Alckmin na 2ª

A convite do presidente estadual do PPS paulista, deputado Davi Zaia, os prefeitos e vice-prefeitos eleitos do partido terão um encontro na manhã da próxima segunda-feira, 3 de dezembro, às 9h, na Assembleia Legislativa, seguido de uma audiência com o governador Geraldo Alckmin, às 15h, no Palácio dos Bandeirantes.

Data: 3 de Dezembro (Segunda–feira)
Horário: às 9h00
Local: Assembleia Legislativa de São Paulo, no Auditório Paulo Kobayashi – Anexo Novo - Av. Pedro Álvares Cabral, 211 – Ibirapuera - São Paulo – SP.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Estadão aponta possível retaliação ao PPS

Jornalista é suspenso da Câmara Municipal de São Paulo dois anos após fazer críticas em blog

Maurício Huertas, secretário de comunicação do PPS, foi suspenso ontem por 15 dias e teve 50% de seus vencimentos cortados

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

O jornalista Maurício Huertas, de 40 anos, secretário de comunicação do PPS e coordenador da liderança do partido na Câmara Municipal de São Paulo, foi suspenso na quinta-feira, 22, por 15 dias e teve 50% de seus vencimentos cortados.

A punição, inédita nos registros do Legislativo paulistano desde 1983, ocorre dois anos após o blog do PPS veicular críticas ao grupo de vereadores conhecido como "centrão". A decisão da Mesa Diretora foi contrária ao parecer jurídico da Casa, que pediu a absolvição do funcionário - ele estava de férias à época.

Uma nota no blog do PPS publicada no dia 7 de dezembro de 2010, do qual Huertas é o responsável, comparava os parlamentares aliados do então presidente Antonio Carlos Rodrigues (PR), incluindo a bancada do PT, ao Comando Vermelho, organização criminosa que atuava nos morros do Rio de Janeiro.

A nota do blog comentava matéria publicada dois dias antes pelo Estado, que mostrava agressão física do vereador Adilson Amadeu (PTB) contra Marcelo Aguiar (PSC), acusado de trair o "centrão" para apoiar na época a candidatura à presidência de José Police Neto (PSD).

O relato no site do PPS dizia que a Câmara Municipal estava precisando de uma "unidade de polícia pacificadora", como as que estavam sendo instaladas nos morros cariocas.

Logo após a nota, o então primeiro-secretário da Câmara, vereador José Américo (PT), pediu abertura de sindicância contra o jornalista. Huertas também foi atacado em discursos no plenário pelo vereador Adilson Amadeu (PTB), que endossou o pedido de abertura de processo disciplinar interno.

Após a sindicância, os procuradores decidiram inocentá-lo em março deste ano. Mas ontem, em reunião da Mesa Diretora, os vereadores Dalton Silvano, do PV (segundo vice-presidente), Ítalo Cardoso, do PT (primeiro-secretário) e Toninho Paiva, do PR (segundo secretário), decidiram punir o funcionário com a suspensão.

"Eu estava de férias, nem na Câmara eu passei em dezembro de 2010. Mas vou omitir minha opinião para não ser punido novamente", argumentou Huertas ontem ao ser procurado pelo Estado. O jornalista, que foi coordenador de comunicação da campanha da candidata à prefeita Soninha Francine (PPS), disse que vai recorrer da suspensão. Para a Mesa Diretora, porém, ele infringiu o Estatuto do Servidor Municipal, que proíbe críticas de funcionários contra seus superiores.

"Tanto a decisão de procuradoria, de inocentá-lo, como a da Mesa, de punir, foram políticas", admitiu o petista Ítalo Cardoso. "Mas, poxa, o cara comparou a ligação do PT com o "centrão" de crime organizado. Pô, não é assim, né?. Essa decisão já vinha se arrastando há dois anos", acrescentou o primeiro-secretário da Câmara.

O vereador Cláudio Fonseca, líder do PPS, ainda fez uma argumentação contrária à suspensão, mas não convenceu os integrantes da Mesa. O recurso de Huertas será julgado agora pelos mesmos vereadores que pediram sua suspensão.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PPS debate resultado da eleição e rumos para 2013

Na noite desta quarta-feira, 21 de novembro, na Câmara Municipal de São Paulo, o Diretório do PPS paulistano realizou uma reunião para o balanço pós-eleitoral e a apresentação dos dois vereadores eleitos, Ricardo Young e Ari Friedenbach.

Na sequência, em Brasília, será a vez do Diretório Nacional do PPS se reunir. Nos dias 23 e 24 de novembro, no Hotel San Marco, com a presença dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos, a direção do partido faz também um balanço das eleições municipais de 2012 e discute a conjuntura política e as ações do PPS para os próximos meses. Acompanhe aqui.

Leia também:

PPS elege dois: Ricardo Young e Ari Friedenbach

Eleição de Haddad é aposta na promessa do "novo"

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Artigo na Folha de S. Paulo: Dilma, Kassab e 2014

Fernando Rodrigues

Continua elevado o grau de imprevisibilidade sobre 2014. Joaquim Barbosa será candidato? Marina Silva ressurgirá? Ciro Gomes desistiu de uma vez? Eduardo Campos, a sensação do momento, seguirá carreira solo, desgarrando-se do PT? O mensalão e as condenações cinematográficas de José Dirceu e de José Genoino desgastarão ainda mais os candidatos petistas?

Ninguém tem as respostas. Nem há tampouco uma previsão sobre o principal: o estado da economia daqui a dois anos. Um país em crescimento não é garantia de vitória, mas é meio caminho andado.

A outra parte do caminho é o tamanho das alianças formais que são agregadas a cada candidato a presidente. No Brasil, o favorito é quase sempre quem tem mais tempo para fazer propaganda de rádio e de TV durante uma campanha. Esse patrimônio se obtém com adesões.

Aí entram Gilberto Kassab e o seu PSD. A legenda tem o quarto maior tempo de TV e rádio em eleições.

Dilma Rousseff recebeu Kassab para um jantar no Palácio da Alvorada anteontem. Só os dois estavam à mesa. Ficou tudo encaminhado para o PSD apoiar a reeleição da petista em 2014.

Sem pretender fazer juízo de valor sobre o conteúdo ideológico dessa coalizão PT-PSD, é preciso reconhecer que essa é uma das principais obras de engenharia eleitoral que o PT faz agora para 2014. Dilma está interditando o tabuleiro. Terá três dos quatro maiores partidos ao seu lado (PT, PMDB e PSD) e ainda pode manter dentro de seu campo PSB, PC do B, PDT e PR. Os fisiológicos PTB e PP não estão descartados.

O horário de TV relevante que sobra para a oposição é o do PSDB e o do depauperado DEM (hoje, quase um nanico). Falta, é claro, muito até 2014 chegar. O grau de intangibilidade é alto. Mas o jantar entre Dilma e Kassab foi um fato real que produziu uma aliança concreta para a reeleição da atual presidente.

(Artigo do jornalista Fernando Rodrigues, publicado na Folha de S. Paulo desta quarta-feira, 14 de novembro de 2012)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vem aí a primeira pesquisa para presidente em 2014

A dois anos da eleição para Presidente da República, o Ibope vai realizar em dezembro a primeira pesquisa de intenção de voto para a sucessão de Dilma Roussef (PT), incluindo os nomes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), do senador e ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) e da ex-senadora Marina Silva (sem partido).

Haverá também uma projeção de 2º turno envolvendo a presidente Dilma e cada um dos seus possíveis adversários.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleição de Haddad é aposta na promessa do "novo"

O paulistano comprou a idéia do "novo": elegeu prefeito por larga vantagem o candidato neófito do PT, Fernando Haddad, contra o veterano e experientado José Serra (PSDB). O ex-ministro da Educação de Lula e Dilma vence a sua primeira disputa eleitoral justamente na maior capital do país, assumindo a partir de 1º de janeiro de 2013 um Orçamento de R$ 42 bilhões e o desafio de cumprir as promessas de mudança diante de uma gestão municipal com altíssima rejeição.

A eleição de Haddad e a derrota de Serra são emblemáticas, também, daquilo que parece ser uma renovação das lideranças partidárias e mesmo da geração que chega ao poder. Quando as urnas não impõem a derrota dos nomes mais tradicionais, como é o caso agora do ex-governador tucano, políticos da mesma faixa etária e com trajetórias semelhantes na luta pela democratização desde o período pós-64 são afastados por "força maior" (leia-se aqui a morte de uns e até mesmo cadeia para outros, como deverá ocorrer com os petistas condenados pelo mensalão, José Dirceu e José Genoíno).

Veja que, coincidentemente, alguns dos principais personagens dos tempos de ditadura militar e da luta pela redemocratização, já falecidos, como Tancredo Neves, Mário Covas, Miguel Arraes e até Antonio Carlos Magalhães têm hoje os próprios netos como herdeiros políticos: Aécio Neves, Bruno Covas, Eduardo Campos e ACM Neto, respectivamente. Não é mero acaso. Há uma nova geração na política e a mudança é natural.

Veja o caso do PPS: elegeu dois vereadores novatos na política em São Paulo, Ricardo Young e Ari Friedenbach, e outro jovem como único prefeito de capital (Luciano Rezende, em Vitória, Espírito Santo, quebrando a polarização PT x PSDB), todos símbolos de uma Nova Política, comprometida com a ética, a transparência e a sustentabilidade.

O PPS de São Paulo, diante da eleição do prefeito Fernando Haddad, reafirma também seus compromissos com a construção de uma cidade e de um país melhor e mais decente. Respeitamos a vontade democrática da maioria, mas reiteramos um a um os pontos que nos fizeram não votar no candidato petista (reveja).

Vamos acompanhar, fiscalizar e cobrar a gestão municipal. Reivindicamos, por exemplo, um novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a relação entre o Executivo e o Legislativo paulistano. Esse é o clamor de todos aqueles que desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa, humana e fraterna, de uma cidade mais moderna, transparente, inteligente e sustentável.

A nossa atuação política junto à sociedade, bem como nossa representação na Câmara Municipal, será sempre pautada no sentido de ajudar a conscientizar e mobilizar as pessoas para a criação e a manutenção de uma cidade mais feliz e saudável, com planejamento, responsabilidade social e a redução das desigualdades.

Que a proposta do "novo", que acaba de ser eleita pela maioria do eleitorado paulistano, não se perca no vazio do marketing político-eleitoral. Que essa escolha signifique de fato uma mudança positiva, com uma administração democrática, eficiente e transformadora. Que seja demonstrada em ações concretas e decisivas de um governo focado verdadeiramente nos interesses da maioria da população, com respeito e atenção às minorias. Uma cidade melhor para todos. É o que todos queremos.

domingo, 28 de outubro de 2012

Maior vitória do PPS quebra polarização PT x PSDB



Três disputas de candidatos do PPS no 2º turno, três vitórias. Assim como nas três capitais com vice do PPS. Aproveitamento de 100%.

Saudações especiais ao deputado estadual Luciano Rezende, eleito prefeito de Vitória (ES), sem dúvida o grande vencedor do partido, por assumir uma capital e por fazer uma campanha limpa, inteligente e eficaz.

Orgulha o PPS e os adeptos da Nova Política.

O eleitorado deu o recado. É hora de MUDANÇA.

Uma nova geração chega à política. Com todo o respeito aos mais experientes, é hora de passar o bastão. É hora de virar a página.

Além disso, o grande vencedor do PPS é também aquele que confirma a nossa tese da necessidade de quebrar a tradicional polarização PT x PSDB, que representam os dois lados da mesma moeda desvalorizada da velha política.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Por que o PPS apóia Serra contra o PT de Haddad?

O PPS tem posição clara neste 2º turno da eleição à Prefeitura paulistana: apóia a candidatura de José Serra (PSDB) contra o PT de Fernando Haddad e seus vínculos com mensaleiros condenados, criminosos procurados pela Interpol e usurpadores da máquina pública federal.

Passado o 1º turno, quando o PPS lançou Soninha Francine para a Prefeitura pela Coligação "Um Sinal Verde para São Paulo", com uma campanha propositiva, que debateu soluções alternativas para os problemas da cidade e introduziu temas polêmicos mas urgentes (como a proposta de uma consulta popular para adoção do pedágio urbano, por exemplo), é chegada a hora de pensar, entre as duas opções definidas pelo eleitorado paulistano, quem pode administrar melhor São Paulo.

O PPS lançou proposta de candidatura alternativa à polarização PT x PSDB, em torno de Soninha Francine, primeiro no Blog do PPS e depois em artigo na Folha de S. Paulo. O que parecia uma idéia absurda, demonstrou na prática a viabilidade: somados, os candidatos Russomanno, Chalita, Soninha, Giannazi e Paulinho tiveram muito mais votos que Serra e Haddad, individualmente. Ou seja, a maioria da população queria novos rumos na Prefeitura de São Paulo.

Dissemos - e está comprovado - que a polarização PT x PSDB só interessava a ambos (e à imprensa míope), numa estranha simbiose política. Nota do Blog do PPS: Simbiose, para quem não sabe, é a associação de dois ou mais seres de espécies diferentes, que lhes permite viver com vantagens recíprocas e os caracteriza como um só organismo - não podendo ser separados um do outro (o que causaria a morte de ambos).

Outro esclarecimento necessário: quando constatamos a saturação do eleitor com a polarização PT x PSDB - e a descrença na política e nos partidos de modo geral - estamos reiterando a necessidade de uma nova forma de atuação, com mais ética, transparência e sem os velhos vícios da politicagem tradicional. É o que o PPS aprovou nos seus congressos e exercita com a tese da #REDE23.

Porém, o PPS não se omite: apoiou e participou da gestão Serra/Kassab contra o PT - que instituiu na Prefeitura de São Paulo o modus operandi que seria "aprimorado" no governo federal com Lula e Dilma, incluindo o loteamento da máquina e métodos pouco ortodoxos para cooPTação de antigos adversários, como comprovado na condenação de mensaleiros pelo STF.

Portanto, seguimos aliados no campo de oposição ao PT. Isso significa, concretamente, eleger José Serra neste 2º turno para impedir a retomada da Prefeitura pelo PT. A situação encontrada após a gestão de Marta Suplicy, em janeiro de 2005, era de fim-de-feira. Dívidas, obras paralisadas, equipamentos deteriorados, subprefeituras loteadas e a Câmara Municipal dominada pelo chamado "Centrão", agrupamento de partidos aliados do PT que chantageavam o Executivo.

Agora o PT tenta empurrar à população o ex-ministro Fernando Haddad como representante do "novo". Mas não existe nada de novo nessa candidatura, é o mesmo velho PT DE NOVO! Atropelaram Marta Suplicy na prévia interna por ordem de Lula e, no desespero, tiveram que "pagar" pelo apoio indesejado com um Ministério (da Cultura).

Por outro lado, Serra e Alckmin se uniram por um interesse comum (derrotar o PT), ainda que o PSDB também estivesse dividido em alas (as pré-candidaturas de Bruno Covas, José Anibal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli demonstraram isso; bem como o racha nacional entre Serra e Aécio).

Recapitulando: o PPS aliou-se ao PSDB para eleger Serra prefeito de São Paulo em 2004 (derrotando a petista Marta Suplicy) e governador do Estado em 2006 (sucedendo Alckmin, a quem apoiamos na disputa contra Lula).

Com essa aliança, o PPS passou a integrar os governos municipal (gestão Serra/Kassab) e estadual (participou da coligação que elegeu Serra, mas já pertencia à base de sustentação das administrações de Alckmin e, antes, de Mário Covas).

Porém, o PPS tem um histórico na busca de alternativas à polarização PT x PSDB. Em 1989, na última eleição disputada com o antigo nome de PCB, lançou Roberto Freire no 1º turno da primeira eleição presidencial pós-ditadura. No 2º turno, apoiou Lula contra Collor. Em 1992, já como PPS, teve papel fundamental no impeachment de Collor e na estabilização do governo transitório de Itamar Franco.

Em 1994, apoiou Lula contra FHC para a presidência. Em 1998, lançou Ciro Gomes contra a reeleição de FHC e, em 2002, contra José Serra. No 2º turno, apoiou Lula contra Serra. Um ano depois, o PPS anunciava o rompimento com o governo petista, denunciando problemas que seriam comprovados pouco tempo depois.

Em 2004, em São Paulo, apoiou José Serra contra a reeleição de Marta Suplicy. Participou da gestão e constatou os efeitos da péssima gestão petista. Em 2008 e 2012, lançou Soninha Francine como alternativa à polarização PT x PSDB, ou à sua opção genérica kassabista.

Neste 2º turno, repetimos o apoio a José Serra porque o consideramos mais preparado e confiável para gerir o Orçamento anual de R$ 42 bilhões da Prefeitura de São Paulo. PT não dá!

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PPS elege dois: Ricardo Young e Ari Friedenbach

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Veja as 100 palavras mais usadas no debate do SBT

Já que um dos assuntos preferidos do candidato do PT é o adversário Serra, fica mais fácil para o eleitor paulistano definir quem é o melhor para assumir a Prefeitura de São Paulo :-)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lula, o "novo", o "velho" e as incoerências do PT


Em Diadema, o todo-poderoso Lula faz um discurso inflamado contra o "tal do novo", diz que o eleitor precisa votar em alguém experiente, porque "todos sabem" o que acontece quando se elege o "novo". A comparação é com Collor, que, não por acaso, é da base de apoio dos governos Lula e Dilma.

Vai se esperar coerência do PT? O Partido dos Trabalhadores traiu todos os seus princípios originais para acabar se aliando ao que existe de mais emblemático da velha política (Collor, Maluf, Sarney, Edir Macedo).

Em São Paulo, adotou um discurso vazio sobre o "novo". Vale-tudo para eleger Fernando Haddad só porque é "novo". Em Diadema, como os interesses são opostos, o "novo" é um risco. O eleitor desse município precisa confiar no "velho".

"É importante que a gente não esqueça, quando for votar no dia 28, que não pode trocar o certo pelo duvidoso", ensina Lula. "É importante saber qual o acúmulo de experiência que tem o nosso adversário."

O ex-presidente Lula também desaconselha o voto em quem não tem "um mínimo de história" na política. "É importante não entrar numa aventura."

Falou e disse.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

STF condena "quadrilha" do Mensalão... E agora?

Vão continuar dizendo que o Mensalão nunca existiu? Que a acusação de formação de "quadrilha" era conversa fiada da oposição? Que a compra de votos (e de partidos) para favorecer o presidente Lula, comandada pela cúpula do PT, foi invenção da "imprensa golpista"?

O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-homem forte de Lula, José Dirceu, e mais nove - entre eles toda a cúpula do PT no governo da época - por quadrilha. E agora?

Foram condenados pelo mesmo crime o então presidente do PT José Genoino, o tesoureiro Delúbio Soares, o empresário Marcos Valério e a banqueira Kátia Rabello, controladora do Banco Rural, entre outros, que colaboraram com a organização criminosa do Mensalão.

Os juízes da corte suprema da Justiça brasileira compararam o Mensalão à máfia italiana e a organizações criminosas que atuam no país, como os controladores dos morros cariocas e o PCC paulista. Não parece pouca coisa.

'Quadrilha das mais complexas'
(Eliane Cantanhêde, na Folha de S. Paulo de hoje) 

No voto mais esperado de ontem, numa das mais delicadas e polêmicas questões do julgamento do mensalão, o ministro Marco Aurélio foi vigoroso e implacável ao condenar José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares por formação de uma "quadrilha das mais complexas". Ou "quadrilha sofisticada", na versão de Celso de Mello.

A adjetivação -"complexa" e "sofisticada"- foi importante para clarear a questão e principalmente para atualizar a definição de quadrilha, que não é mais apenas uma união de bandidos armados que se movimentam no submundo, roubam e matam cidadãos. No entender do Supremo, quadrilha, nesse nosso mundo globalizado, é também a associação de engravatados e ilustres para cometer outros tipos de crime, como o de desvio de dinheiro público.

No meio da sessão, num arroubo didático, quase coloquial, o relator Joaquim Barbosa demonstrou o temor de que a mais alta corte do país fizesse um corte sociológico, ratificando a percepção de que só há bando e quadrilha em morros e favelas, relevando as associações criminosas de colarinho-branco, ou punhos de renda -da elite, enfim. Mas o Supremo não fez esse corte.

A maioria julgou que o mensalão foi, sim, um crime de quadrilha. Para Ayres Britto, quadrilha "é organicidade, é visceral". Para Gilmar Mendes, se não era armada, não muda nada, pois arma é agravante, e não condicionante. Para Celso de Mello, uma quadrilha mais perigosa do que a de criminosos comuns, operada dos "subterrâneos do poder".

Mais do que condenar réus tão emblemáticos, o STF mandou um recado ao país e aos poderosos. A partir de ontem, criminosos de colarinho-branco que se associarem para desvios e assaltos aos cofres públicos estarão juridicamente nivelados aos PPP (pobres, pretos e prostitutas) que, historicamente, habitam nossas cadeias. As vítimas, afinal, são as mesmas: o cidadão, a cidadã, a sociedade brasileira.

A gravata e o moletom
(Marcelo Coelho, na Folha de S. Paulo de hoje)

Foi por pouco, mas os principais personagens do julgamento terminaram condenados pelo crime de formação de quadrilha.

Marcos Valério, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros membros dos "núcleos" político, financeiro e publicitário do mensalão contaram com os votos dos primeiros ministros na sessão de segunda-feira do Supremo.

Acompanhada por Cármen Lúcia e Dias Toffoli, Rosa Weber desenvolveu a tese de que não se tratava de "quadrilha" o consórcio formado para a compra de votos no Congresso.

O Código Penal, disse ela, pretende punir as ameaças à paz pública e fala em associação de quatro ou mais pessoas para a prática de "crimes", no plural. Ou seja, algo de indeterminado, que se prolonga no tempo.

Outra coisa, frisou Rosa Weber, é a coautoria, ou seja, a participação de várias pessoas num delito determinado. Seria esse o caso dos acusados no mensalão: o que se pretendia era obter apoio político em votações no Congresso e não formar um grupo criminoso pronto para o que desse e viesse.

No crime de quadrilha, a mera associação de criminosos equivale a uma "declaração de guerra à ordem estatal", prosseguiu a ministra. Exemplo, o bando de Lampião: a mera chegada dos cangaceiros numa cidade já representava ameaça à paz pública.

Podemos pensar também na Máfia, no PCC. São organizações que continuam existindo mesmo quando mudam os seus membros.

Certamente, os engravatados réus do mensalão desconheciam o hábito de usar tatuagens, bonés com a pala invertida, moletons com capuz ou camisetas de torcida organizada (Gaviões do Fidel? Mancha Liberal?). Parece ser mais ou menos nisso que alguns ministros estavam pensando.

Joaquim Barbosa pediu a palavra, para apontar de modo calmo o que transparecia nessas considerações: uma discriminação de classe. Ou uma "exclusão sociológica", como ele preferiu dizer.

Ou ainda uma "conotação criminológica estereotipada", acrescentou Gilmar Mendes -que condenou os acusados num voto bastante longo. Seria ingênuo e "naturalístico", disse ele, achar que só baderneiros profissionais ou bandos armados constituam quadrilha. A posse de armas, aliás, é agravante previsto na lei, mas não é condição indispensável para condenar.

Luiz Fux foi mais rápido no seu voto e apresentou um argumento difícil de responder. Como falar apenas em "coautoria", em associação "eventual", se o grupo atuou por mais de dois anos? Se isso não é uma associação estável para a prática de crimes, o que mais é?

Certamente, ninguém se registra com carteirinha quando entra para uma quadrilha. O que se quer, perguntou o ministro Marco Aurélio Mello: escritura pública?

Em mais de 40 anos de trabalho no direito, arrematou Celso de Mello: "Nunca vi caso tão claramente configurado de formação de quadrilha". Foi a pá de cal.

Para a maioria condenatória, de seis a quatro, faltava o voto do presidente Ayres Britto. Relendo os autos, "na ponta do lápis", conta R$ 153 milhões desviados pela quadrilha. Termo que ele analisou longamente, mas que não teve dúvida em aplicar no caso.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

TV Estadão entrevista o vereador Ari Friedenbach

A TV Estadão entrevistou ao vivo, na tarde desta sexta-feira, 19, o vereador eleito Ari Friedenbach (PPS). O advogado foi o quarto convidado da série com os novos nomes da Câmara de São Paulo em 2013.

A série da TV Estadão convidou dez dos novos vereadores com maior número de votos. O mais votado, Roberto Tripoli (PV), recusou o convite. Ricardo Young, mais votado pelo PPS, também foi convidado, mas não vai participar por estar fora de São Paulo. Já foram entrevistados Andrea Matarazzo (PSDB), Conte Lopes (PTB) e Nabil Bonduki (PT).

"Bancada da segurança será ativa", diz Ari Friedenbach. O vereador eleito pelo PPS fala sobre sua motivação para entrar na política e diz que união de vereadores eleitos sob a bandeira da segurança é importante para solucionar o problema da violência em na cidade.

"Justiça foi feita", diz pai de Liana Friedenbach. O vereador eleito Ari Friedenbach conta como foram punidos os assassinos de sua filha, morta em 2003, e explica sua proposta de redução da maioridade penal para quem cometer crimes hediondos.

Leia o resumo da entrevista, minuto a minuto:

14h33 – “Eu acho que Cidade Limpa foi uma medida interessante, a cidade ficou com um visual melhor. Os corredores de ônibus tiveram um crescimento, mas o trânsito ainda continua ruim. Acho que o transporte público deveria ser prioridade. Acho que é fundamental desenvolver a periferia para que as pessoas tenham emprego próximo de casa e não viajem horas para trabalhar”.

14h29 – Friedenbach diz que a 1ª gestão de Kassab foi muito boa, mas “a 2ª não foi tão boa assim”. Vereador diz que é errado classificar gestão em “bom” ou “ruim”. “Existem erros e acertos. Algumas medidas foram boas, mas a gestão Kassab poderia ter sido melhor”.

14h27 – Questionado se vai trabalhar em conjunto com a dita “bancada da segurança”, vereador responder que é importante o trabalho em união e visões diferentes. Ele ainda aponta a importância da questão de segurança ser mais municipalizada.

14h25 – Vereador diz que a reposta mais rápida do Judiciário é importante para conter a violência. Para ele é preciso educação de qualidade, “em que os jovens passem pelo menos das 7h até 15h na escola e com cursos de dança, teatro, esporte”.

14h24 – “Eu entendo que um jovem que agride um professor, um mês na Fundação Casa vai ser extremamente educativo para ele”.

14h22 – Vereador diz que a iluminação pública ajuda a diminuir a violência e aponta a falta de luz nas ruas. Para ele, a Guarda Civil Metropolitana pode ser usada dentro das escolas públicas. “Temos que ter no mínimo 1 guarda nas escolas. Ele vai intimidar o tráfico, a violência, o estupro. É muito importante ter autoridade dentro das escolas para colocar limites”.

14h20 – Vereador diz que a segurança de SP está “caótica”. “Assistimos hoje a impunidade, por isso, os jovens fazem o que querem e vemos até violência na escola. Eles agridem e ainda filmam e colocam no Youtube. Essa falta de limites leva à situações como de um caso de um garoto que levou fora da namorada e a matou”. Vereador diz que jovens precisam aprender que existem limites.

14h19 – Vereador diz que crimes precisam ser diferenciados e não se pode punir jovens que furtam com a mesma rigidez dos que cometem crimes hediondos.

14h17 – Para ele a medida não é eficaz, porque “os criminosos que recrutam menores de 16 anos, então, vão recrutar menores ainda mais novos”.

14h16 – Ari diz que é contra a redução da maioridade penal porque enxerga como uma medida inócua. “Seria um debate muito longa, com resultado zero, porque precisaria fazer uma nova Constituição”.

14h14- “A dor é constante mesmo depois de anos, continua diária. Mas tenho claro na minha cabeça se fizesse as coisas com desejo de vingança me equiparia a eles, seria tão lixo como eles. Sempre procurei agir de uma forma racional para poder mudar a sociedade”.

14h12 – Vereador conta que Champinha (assassino de Liana) cumpriu os 3 anos na Fundação Casa e como foi constatado como psicopata, e por isso, foi interditado civilmente. “Nenhum deles quero ver, espero não olhar para a cara dessas pessoas, porque não vai me fazer bem, não vai acrescentar em nada”.

14h11 – Friedenbach diz que justiça foi feita no caso de sua filha. “Mas temos Lianas todos os dias sendo assassinadas e famílias não vêem justiça acontecer”.

14h10 – Vereador diz que sua plataforma se baseia na segurança e educação, “dois temas que andam sempre juntos”.

14h08 – Friedenbach diz que depois da tragédia com sua filha se empenhou na questão criminal e o menor infrator. Para o vereador o Código Penal do Adolescente tem que haver mudanças. “Depois de alguns anos, eu percebi que por mais que eu conseguisse implementar o debate política, era preciso uma força maior para essas decisões tormassem corpo. Por isso, decidi me filiar a um partido político e entrei no PPS”.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Quem conhece o PT por dentro, vota Serra prefeito!


Quem conhece o PT por dentro, não vota no PT. Não foi por acaso que deixaram o partido grandes figuras como Hélio Bicudo, Plinio de Arruda Sampaio, Heloísa Helena, Chico Alencar, Carlos Giannazi, Luiza Erundina, Ivan Valente, Fernando Gabeira, Cristóvam Buarque...

Acima, o vídeo do renomado jurista Hélio Bicudo, fundador do PT e vice-prefeito da gestão municipal de Marta Suplicy (2001-2004), declarando apoio a José Serra (PSDB) neste 2º turno. Abaixo, Plinio de Arruda Sampaio, outro fundador do PT, hoje no PSOL, afirmando que "o importante agora é derrotar o Haddad, porque ele é incompetente e porque sua vitória fortalece o Lula e a turma do Mensalão".


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terça-feira, 16 de outubro de 2012

O vale-tudo do PT para eleger Haddad: vale mentir?


Episódios como o "Mensalão", esquema criminoso de compra de votos com desvio de dinheiro público para favorecer o governo Lula (que o ex-presidente negava mas o STF comprovou), chefiado pelos principais dirigentes do partido, já demonstraram que o PT não tem escrúpulos para chegar ou se manter no poder.

Fotos nos jardins da mansão de Paulo Maluf para selar aliança eleitoral, Ministério da Pesca em troca do apoio de bispo da Igreja Universal, Ministério da Cultura para recompensar atropelamento político de Marta Suplicy, são outros exemplos recentes que demonstram o modus operandi do petismo.

A mentira e a incoerência são matéria-prima dessa ânsia desenfreada pelo poder.

A mais recente obra da PaTrulha virtual é, na onda da polêmica do tal "kit gay", soltar na rede uma montagem do candidato José Serra beijando o evangélico Silas Malafaia, famoso pelo discurso homofóbico.

A imagem de Serra com Malafaia simplesmente nunca existiu! A foto original foi um beijo no senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Exagerado e teatral, talvez. Mas real. Pior é a montagem divulgada nas redes sociais pelos apoiadores de Fernando Haddad (PT) como se fosse verdadeira. Pegaram um problema do candidato do PT e quiseram transferi-lo para o candidato tucano. Baixaria total!

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ato político marca apoio do PPS a Serra no 2º turno

Toda a direção do PPS, deputados, vereadores eleitos e suplentes, militantes e a ex-candidata à Prefeitura Soninha Francine participaram nesta quarta-feira, 10 de outubro, de ato político que selou o apoio a José Serra (PSDB) no 2º turno contra Fernando Haddad (PT) em São Paulo.

Em evento que lotou o auditório do comitê central de Serra, no Edifício Joelma, no centro da cidade, Soninha brincou sobre a responsabilidade de apoiar a candidatura do tucano. Ela disse ter certeza de que Serra "será um bom prefeito", mas parafraseou a antológica frase do então prefeito Paulo Maluf, quando este tentava eleger seu sucessor Celso Pitta, em 1996: "Se o Serra não for um bom prefeito, nunca mais votem... nele!". Assista.

A referência irônica é sobre a frase "Se Pitta não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim", dita por Paulo Maluf, que elegeu seu afilhado político mas, diante do fracasso da sua gestão, nunca mais venceu uma eleição para o Poder Executivo.

"Vocês me conhecem e sabem o quanto eu sou persistente. O PPS é firme e honesto na oposição e quando apoia é leal e crítico. Por último, como falei muito sério até aqui, empenho a minha palavra: se o Serra não for um bom prefeito, nunca mais votem... nele! Ele será um bom prefeito. Mesmo assim em 2016 votem em mim, senão minha vez não chega nunca", afirmou Soninha, bem humorada.

O apoio do PPS à candidatura de Serra já havia sido divulgado na terça-feira. O partido optou por não ficar neutro no 2º turno nem apoiar Haddad, entre outros motivos, exatamente por conta de Maluf, aliado do PT.

Além disso, o PPS comunicou que o julgamento do mensalão também influenciou na escolha. Por isso, o escândalo de corrupção deflagrado em 2005 foi mencionado durante o anúncio do apoio a Serra. Coube ao presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (PPS-SP), afirmar que o processo, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem vários líderes petistas já condenados, tentou "corromper as bases do sistema politico brasileiro".

"O julgamento do mensalão não é um julgamento qualquer, vai ficar para a história, tal como ficou o impeachment do Collor. Temos que ter a consciência de que o Supremo faz seu papel e nós cidadãos temos que fazer o nosso. Não adianta discutir (o mensalão) e não levar em consideração maior o desvio de dinheiro público. Ter essa visão deste crime e apontar os crimes novos. Agora não tem mais suspeitos, não tem mais presunção de inocência: tem, sim, criminosos", declarou Freire.

"(Eles) tentaram corromper as bases do sistema politico brasileiro. Por isso, nós estamos aqui. Mas não foi só para ser contra o partido do mensalão. Foi por saber que essa é a melhor alternativa para São Paulo", completou, sobre a escolha de Serra no 2º turno paulistano.

O candidato José Serra também usou o tema ao agradecer o apoio do PPS: "Não estou colocando ou descolocando (o mensalão na campanha). O assunto está posto, não está fora da campanha porque a campanha está dentro do Brasil", disse.

"O que o PT fez no governo foi revigorar e abrir um novo surto de patrimonialismo. Inclusive, recauchutando as antigas oligarquias que comandavam esse processo. Fazendo aliança com eles. Talvez esta seja um dos maiores decepções com esse partido", afirmou Serra, em referência aos aliados do PT.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PPS apóia Serra no 2º turno contra Haddad em SP

O PPS anuncia nesta quarta-feira, 10 de outubro, às 16h, no Edifício Joelma, o apoio no 2º turno à candidatura do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo, contra o petista Fernando Haddad. Pesou na decisão dos dirigentes do partido a participação nas gestões bem sucedidas de Serra na prefeitura (2005-2006) e no governo do Estado (2007-2010), que terá continuidade na futura administração municipal.

O PPS propôs, no 1º turno, uma alternativa à polarização PT x PSDB, com a candidatura de Soninha Francine. Somadas, as quatro principais candidaturas alheias a essa polarização (Russomanno, Chalita, Soninha e Giannazi) tiveram mais votos do que Serra e Haddad individualmente.

Ainda que esse voto na "terceira via" tenha sido diluído em diferentes candidaturas, ficou comprovado o desgaste da polarização e a saturação do eleitor.

Para o 2º turno, restavam ao PPS as opções de ficar imparcial na disputa ou apoiar, entre os dois finalistas, aquele que entendemos ser mais preparado para assumir a Prefeitura de São Paulo e gerir R$ 42 bilhões anuais de Orçamento.

Houve consenso de que apoiar Haddad estava descartado, por todo o contexto do PT envolvido com o mensalão, a constrangedora foto nos jardins da mansão de Maluf e outros episódios nebulosos, como a deplorável vinculação do apoio de Marta Suplicy à sua nomeação para o Ministério da Cultura.

O PPS paulistano elegeu dois vereadores: Ricardo Young e Ari Friedenbach. Além de ambos e da Comissão Executiva, também foram consultados pelo presidente municipal Carlos Fernandes, sobre a posição do partido no 2º turno, a ex-candidata Soninha Francine e o atual líder do PPS na Câmara, vereador Claudio Fonseca, entre outros dirigentes, militantes e candidatos que concorreram nesta eleição.

Definido o apoio do PPS a Serra no 2º turno, ficou claro que a bancada eleita do partido atuará com independência perante o próximo prefeito e sobretudo no Legislativo exercerá um papel crítico, propositivo e fiscalizador, respeitando a sua autonomia.

"Nosso apoio ao futuro prefeito, seja quem for, será um apoio crítico, priorizando a agenda da sustentabilidade e da Plataforma das Cidades Sustentáveis", declara o vereador eleito Ricardo Young. "Não existe alinhamento automático."

O outro vereador eleito do PPS, Ari Friedenbach, também acredita que a partir da sua atuação combativa na Câmara possa "trazer ao debate da sociedade propostas para a construção de uma vida digna, com oportunidades e segurança para todos", afirma. "Acredito que ações locais possam auxiliar no combate à violência."

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PPS elege dois: Ricardo Young e Ari Friedenbach

O empresário Ricardo Young (42.098 votos) e o advogado Ari Friedenbach (22.597 votos) foram eleitos vereadores pelo PPS, neste domingo (7 de outubro), para quatro anos de mandato, a partir de 1º de janeiro de 2013.

Pela quarta eleição consecutiva (ou seja, há 12 anos, desde 2000) o PPS elege uma bancada de dois vereadores para a Câmara Municipal de São Paulo. Ambos ocuparão pela primeira vez um cargo eletivo. Fazem parte dos 40% de novatos na Câmara (22 dos 55 vereadores da atual legislatura não foram reeleitos). 

Por uma diferença de apenas 436 votos, o atual líder do PPS, professor Claudio Fonseca (22.161 votos), será o 1º suplente da bancada.

A Coligação "Um Sinal Verde para São Paulo" obteve 223.422 votos (ou 3,91% do total), sendo 213.356 votos do PPS e 10.066 votos do PMN.

Em 2008, a chapa de vereadores do PPS recebeu 216.873 votos no total, sendo 155.201 votos nominais e 61.672 votos de legenda. Agora, em 2012, o voto de legenda caiu para 27.085 - efeito da "desidratação" da candidatura majoritária de Soninha Francine, causada em grande parte pelo "voto útil" dos eleitores (não fiéis, mas simpatizantes) dos dois pólos (petistas e tucanos), que desejavam votar em Soninha mas acabaram optando pelo "mal menor", para evitar a chegada de Russomanno (PRB) ao segundo turno.

Há quatro anos, a candidata do PPS obteve 266.978 votos para a Prefeitura de São Paulo, ou 4,19% dos votos válidos. Em 2012 foram 162.384 (ou 2.65%), efeito do "voto útil". Todas as pesquisas de intenção de voto mostravam Soninha com pelo menos 5% dos votos válidos. Porém, com o empate apontado entre as candidaturas de Serra (PSDB), Haddad (PT) e Russomanno (PRB), parcela considerável do voto de Soninha acabou migrando no dia da eleição para o petista ou para o tucano.

Na eleição de 2004, quando o PPS não lançou candidatura própria e integrou a coligação que elegeu José Serra prefeito e Gilberto Kassab vice, obteve 250.792 votos na sua chapa própria para vereador (somados os 244.373 votos nominais com os 6.419 votos de legenda), ou 4,2% dos votos válidos.

Em 2000, o PPS paulistano obteve 173.778 votos (somando os 7.825 votos de legenda com os 165.953 votos nominais), ou 3,2% dos votos válidos. Havia lançado o então deputado Emerson Kapaz (PPS) como vice de Luiza Erundina (PSB), candidata à Prefeitura.

A votação de 2000 foi 10 vezes maior que a obtida na eleição anterior, em 1996. Na ocasião, os quatros candidatos a vereador lançados pelo PPS (na coligação com o PT) conquistaram cerca de 17 mil votos, somados aos votos que a legenda recebeu.

Ou seja, nas quatro últimas eleições (2000, 2004, 2008 e 2012) o PPS vem mantendo a sua bancada com dois vereadores e praticamente repetindo a quantidade total de votos. Reveja o balanço das atividades do PPS nos últimos 12 anos, que levaram à formação da Coligação "Um Sinal Verde para São Paulo", e também a apresentação da chapa de vereadores de 2012.

Polarização PT x PSDB

Se um 2º turno entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) confirma, por um lado, o "acerto" daqueles que apostavam na repetição dessa polarização, também é verdade que demonstra a saturação do eleitorado com esses dois pólos. Os resultados apontam a pior votação tanto do PSDB quanto do PT nas três ou quatro últimas eleições.

Mesmo com o apelo do "voto útil", somadas, as principais candidaturas que propunham uma alternativa à polarização, ou uma terceira via, superaram com ampla vantagem o voto petista ou tucano na cidade. Reunidos, Russomanno, Chalita, Soninha e Giannazi tiveram 38,87% dos votos, bem mais que Serra (30,75%) ou Haddad (28.98%) individualmente. Ou seja, a maioria dos paulistanos não queria o retorno de PT ou PSDB.

Outro detalhe que chama muita atenção, neste ano, é o índice altíssimo de votos Brancos: 741.560 (10,55%); Nulos: 573.722 (8,17%); e Abstenções/Ausências: 1.592.722 (18,48%).

Quem é Ricardo Young Silva?

Empresário, 55 anos, nascido em São Paulo, capital, foi presidente do Instituto Ethos e da ABF – Associação Brasileira de Franchising.

Com visão empreendedora, transformou a empresa da família, a Escola de Idiomas Yazigi Internexus, num dos maiores cases de franquias do mundo. Na juventude, participou de movimento estudantil nas lutas contra a ditadura e pelas liberdades democráticas.

É pós-graduado em administração de empresas pelo PDG/EXEC (hoje IBMEC), um dos mais importantes grupos empresariais de educação do país, e também integrou o PNBE – Pensamento Nacional de Bases Empresariais, onde foi o primeiro coordenador em gestões alternadas (1996-1999 / 1999-2000), tendo contribuído para o projeto de adoção de escolas públicas por parte de empresas e a criação do Instituto PNBE, que desenvolveu o projeto Minha Rua, Minha Casa, para moradores de rua.

À frente do Instituto Ethos, fundou a Uniethos, sua divisão educacional, e projetou a entidade com importantes participações em fóruns internacionais, como o Pacto Global das Nações Unidas, o Global Report Iniciative e o ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social. Foi integrante do grupo de empresários que Iniciou no Brasil a disseminação do conceito da responsabilidade social empresarial com uma nova dimensão de negócios.

Enquanto presidia do Instituto Ethos foi também o iniciador do Pacto de Integridade de Combate à Corrupção, numa iniciativa de articulação de entidades da sociedade civil, entre eles a Transparência Internacional, e empresários - fato que constitui um novo marco na luta contra a corrupção.

Pioneiro na luta pela sustentabilidade, foi um dos disseminadores da Carta da Terra no Brasil e um dos signatários do Manifesto “Brasil com S” que deu início ao projeto que resultou na candidatura de Marina Silva à presidência da República. Participou da fundação do Movimento Nossa São Paulo e do Fórum Amazônia Sustentável.

No final de 2007, aproximou-se da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, junto com outras lideranças empresariais e ambientais, e concebeu o Movimento Brasil Sustentável, com o objetivo de engajar diversos segmentos sociais na construção de uma sociedade responsável, justa e sustentável.

Em 2010, foi candidato a Senador por São Paulo e obteve mais de 4 milhões de votos, tornando-se uma das mais importantes lideranças empresariais e políticas na defesa da sustentabilidade e da justiça social. Defende um novo conceito de governança para a gestão das cidades, baseado na qualidade e eficiência dos serviços públicos, com ética, transparência, produtividade. Propõe uma cidade mais humana, generosa, acolhedora e sustentável.

Ricardo Young acredita no resgate e na ressignificação da política como instrumento legítimo de transformação da sociedade e a serviço do cidadão. Veja mais.

Quem é Ari Friedenbach?  

Nascido em São Paulo, 52 anos, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP), atuando nas áreas Cível e Trabalhista.   É Conselheiro da Presidência Executiva do Clube Hebraica, Presidente de Honra do Programa Liana Friedenbach da Congregação Israelita Paulista (CIP) e Presidente do Projeto Viva em Segurança.

No ano de 2011, atuou como Coordenador do Selo Paulista da Diversidade, que pertence à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São Paulo (SERT), e como representante da Secretaria junto às Comissões Municipais do Emprego; dos Refugiados; do Trabalho Decente; da Pessoa com Deficiência e da Comissão Estadual Anti Drogas. Também ministra palestras sobre Educação, Segurança e Legislação Penal.  

A vida de Ari Friedenbach foi marcada por uma grande perda. Em novembro de 2003, sua filha Liana, juntamente com o namorado Felipe Caffé, foi seqüestrada por uma quadrilha composta por quatro adultos e um menor de idade. Após cometerem o assassinato de Felipe, sua filha continuou em poder dos criminosos por mais cinco dias, sendo violentada e assassinada a facadas. O autor deste crime bárbaro foi o menor, na época, Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como “Champinha”.

Após perder a filha, iniciou um trabalho visando mudanças que gerassem resultados positivos junto às questões de segurança, educação e a responsabilização de menores infratores. Passados sete anos, então criou o Projeto Viva em Segurança, através do qual pretende trazer ao debate com a sociedade novas propostas para a construção de uma vida digna, com oportunidades e segurança para todos.

No ano de 2010, chegou à conclusão que os esforços para mudanças significativas nas leis tiveram poucos resultados, resolvendo então se candidatar a Deputado Federal, ficando na suplência do PPS.

Como vereador da cidade de São Paulo, Ari Friedenbach afirma que sua luta por segurança, paz e justiça continua. Ele acredita que ações locais possam auxiliar no combate a violência. Veja mais.