segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A doença de Lula e a saúde do povo brasileiro


A saúde pública no Brasil é tão boa, mas tão boa, na visão demagógica do governo petista, que Lula disse em discurso: "dá até vontade de ficar doente" para ser atendido em uma unidade do SUS.

Obviamente se tratava de mais uma brincadeira do presidente carismático e falastrão. Mas ele falou e está registrado. Assim como recomendou ao presidente Barack Obama que imitasse o Brasil e implantasse o SUS - de tão perfeito que é - nos Estados Unidos.

Anunciado o câncer de Lula, surge todo tipo de manifestação típica desses momentos: do desejo sincero de força e recuperação, passado o choque inicial do diagnóstico, a um bando de gente agourenta que se perde entre a morbidez e a sordidez.

Mas recomendar que Lula se trate pelo SUS não pode ser interpretado pelos amigos e aliados quase como uma condenação à morte. Não está se desejando o mal a Lula. Ao contrário.

Ora, se sugerir que o presidente mais popular do Brasil se trate como a maioria do seu povo é lhe desejar o pior, então há algo muito errado no país.

Desejamos, todos, plena saúde e pronta recuperação ao ex-presidente! Que receba o melhor tratamento possível. Assim como todo brasileiro merece!

Pode até existir - e há gente má e idiota em todo lugar - quem deseje o pior para os adversários. Porém, é preciso estabelecer limites de dignidade e civilidade: fizemos oposição política ao governo Lula, mas temos absoluto respeito pela pessoa humana.

Reconheça-se: Lula é um dos maiores líderes políticos mundiais, carismático, inteligente, com todos os méritos pela história de vida. Fazer oposição ao governo do PT e apontar os erros graves de Lula e Dilma não significa deixar de ser solidário e desejar saúde a ambos.

Se há algo positivo a tirar de uma doença tão devastadora é justamente a reação da maioria das pessoas (até entre os adversários), que demonstra a solidariedade do povo brasileiro. Queremos Lula saudável e na melhor forma para o bom debate sobre a política e os rumos do Brasil. Saúde e vida longa, Lula!

Leia também:

Gilberto Dimenstein: O câncer de Lula me envergonhou

Reinaldo Azevedo: Lula e o serviço público de saúde

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Política 2.0: Young, Marina, Soninha e o Blog do PPS

Ricardo Young, Marina e Soninha: as caras da "Nova Política"

Há caminhos - vários deles - e ao mesmo tempo nenhuma solução pronta e acabada para a "nova política". E que assim seja! Essa é a principal conclusão do belíssimo evento organizado pelo IDS - Instituto Desenvolvimento e Sustentabilidade para debater a chamada Política 2.0, que interage com os cidadãos nas redes, nas ruas e nas urnas.

Foram mencionadas duas recentes pesquisas que traçam os sonhos da juventude brasileira e o que seria a cidade ideal para esses jovens. Aliás, a "nova política" é uma demanda dos jovens de todas as idades - como foi ressaltado pelos participantes Oded Grajew, idealizador da Rede Nossa São Paulo, e Chico Whitaker, ex-vereador paulistano e, aos 80 anos de idade, eterna referência da boa política; ambos também organizadores pioneiros do Fórum Social Mundial.

"É um equívoco tratar os jovens pela idade", alertou Oded Grajew. "Todos carregamos dentro de nós todas as idades pelas quais passamos."

O evento realizado no bairro da Vila Madalena reuniu centenas de pessoas, durante toda a manhã desta quinta-feira de sol e calor em São Paulo, para falar de sonhos, ideais, desejos, política, democracia e cidadania.

Houve uma roda de debatedores, com mediação do professor da USP Ricardo Abramovay, a pesquisadora Carla Mayumi, o cientista político Guiseppe Cocco e a ex-senadora e presidenciável Marina Silva, além de convidados da platéia.


Esse tipo de discussão sobre Política 2.0 - Uma nova forma de fazer política?, ocorre no momento em que dirigentes do PPS também inovam com a proposta da #REDE23 - conceito para a prática da "nova política" livre de amarras hierárquicas, de dogmas ideológicos e do engessamento partidário.

FRASES DO ENCONTRO

Marina Silva:

“Estou profundamente motivada para essa ideia de experiência política em rede.”

"O poder pelo poder virou o fim da política, ao contrário da política como fim para transformar a sociedade."

"O Estado brasileiro tem dono. Pertence aos partidos. Cada um tem o seu pedaço. É preciso um novo pacto político para devolver o Estado brasileiro à sociedade."

"Os partidos políticos se colocaram no papel de salvadores da pátria e fracassaram, porque não há salvadores da pátria. Todos são responsáveis."

"Não teremos um líder Salvador da Pátria. Precisamos de sujeitos políticos ativos dentro e fora dos partidos."

"O sujeito politico não quer ser espectador. Ele quer assumir o papel de protagonista. Cada um deve ser o sujeito de sua própria história."

"Se as crises são múltiplas as respostas tem de ser múltiplas."

"Acredito que a idéia de liderar pelo exemplo nos leva hoje à desconstrução da política da forma como está."

Chico Whitaker:

"A refundação dos partidos políticos passa por um processo de abertura em rede das estruturas partidárias."

"Como fazer a nova política? Temos um sonho? Vamos fazer! Não fazer sozinho. Fazer em rede, por convicção."

José Eli da Veiga:

"O novo nasce do velho, só de fora não vamos fazer a nova política."

"O problema da atualidade é que para aprofundar a democracia é preciso superar os partidos."

Carla Mayumi:

"A transparência é algo irreversível."

Ricardo Young:

"As pessoas estão negando a política como ela existe por uma radicalização da democracia."

Ladislau Dowbor:

"Os partidos políticos são insuficientes para compreender a sociedade complexa que vivemos."

"É preciso se gerar um sistema horizontal em rede e não uma solução vertical neste nova forma de fazer política."


Como participar

Veja aqui mais informações sobre o IDS - Instituto Desenvolvimento e Sustentabilidade, que reúne, entre outras personalidades na sua direção, Marina Silva, Ricardo Young, Guilherme Leal, Maria Alice Setúbal e João Paulo Capobianco.

O Blog do PPS também é uma trincheira diária da luta da Política 2.0 e da busca de novos parâmetros de ética, transparência, igualdade e justiça social para a defesa da cidadania, a consolidação da democracia, o respeito à diversidade e a construção desta "nova política". Acompanhe a nossa atuação no Blog do PPS, no site oficial e no twitter.

Conheça a íntegra da pesquisa Política Cidadã: Reflexões e Caminhos.

Nossa São Paulo anuncia rede por cidade mais feliz

Uma das novidades anunciadas pela Rede Nossa São Paulo é a My Fun City - Cidades Sustentáveis, uma ferramenta para ser usada nas redes sociais, com a pretensão de medir em tempo real o grau de satisfação dos habitantes da cidade e mapear os principais problemas e reivindicações.

É um aplicativo para internet - destinado principalmente ao Facebook e ao iPhone - capaz de nortear, através da colaboração espontânea dos usuários, melhoras para tornar sua cidade um lugar melhor para se viver.

O objetivo é estimular as pessoas a manifestarem o grau de felicidade e, conseqüentemente, a qualidade da vida que sua cidade proporciona. Isso cria um banco de dados para servir de referência à mídia e aos gestores públicos, indicando demandas e prioridades.

Com apenas um botão, de forma divertida e interativa, é possível apontar a qualidade dos serviços e equipamentos públicos de uma determinada região, sugerindo o que deve ser melhorado e o que pode servir de exemplo para outras cidades.

Como participar

Para começar, escolha um tema a ser avaliado. Para cada pergunta relacionada ao tema escolhido, utilize o "medidor de felicidade" para responder. Para isso, basta arrastar o botão do medidor para a direita ou para a esquerda. Os extremos correspondem à felicidade máxima e à felicidade mínima, respectivamente. Também é possível comentar as respostas.

Após o cadastro inicial, o usuário recebe a "chave" da sua cidade, o que só acontece no primeiro acesso. Em seguida, você verá um mapa da região em que está. Serão exibidas as últimas pessoas que fizeram interações na região. Na lateral da tela, é possível filtrar os itens que aparecem no mapa por "temas". Clicando em um tema, você verá a "média" do nível de felicidade e os últimos comentários da região.

O PPS e os formuladores do plano de governo da potencial candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, apoiadores da Rede Nossa São Paulo em propostas como o Plano de Metas e a Plataforma das Cidades Sustentáveis, anunciam desde já essa nova parceria.

Conheça aqui a nova ferramenta: http://www.myfuncity.org

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As tuitadas do @23pps sobre o Ministro do Esporte

* Mais que relação de confiança entre PCdoB, PT, PR, PMDB e partidos consorciados, existe um "modus operandi" no governo Lula-Dilma desde 2002

* Fala-se em manter o Esporte na cota do PCdoB com @aldorebelo ou @FlavioDino. Mas não cortam probema pela raiz. Vão culpar @OrlandoSilva_Jr?

* O problema não é simplesmente exonerar @OrlandoSilva_Jr, que é um homem de partido. Se houve irregularidades, foram consentidas pelo PCdoB

* "Não basta só demitir ministro. É precisa desmontar aparelho da corrupção", afirma o líder do PPS, Rubens Bueno http://bit.ly/sZ99V0

* Depois do que fez na relatoria do #CodigoFlorestal o deputado @aldorebelo ainda vai ser premiado com o Ministério do Esporte? É pra afundar de vez?

Reunião discute futuro da cidade e sustentabilidade

Integrada à agenda que define projetos prioritários para a cidade - da sustentabilidade à preocupação com a transparência e o controle social, a direção do PPS/SP participa da plenária da Rede Nossa São Paulo hoje, quarta-feira (26/10), às 18h30, no anfiteatro do Sindicato dos Engenheiros – rua Genebra, 25 – 1º andar (ao lado da Câmara Municipal de São Paulo).

Pauta:

1) Apresentação do “Myfuncity-Cidades Sustentáveis”;
2) Fórum Social São Paulo;
3) Projeto São Paulo 2022;
4) Programa Cidades Sustentáveis;
5) 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial);
6) Informes e outros assuntos.


Compromisso com as Cidades Sustentáveis

O PPS é o primeiro partido a assinar oficialmente a carta-compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis. A parceria entre o partido e o movimento Nossa São Paulo ocorre desde 2008, no apoio ao Plano de Metas, que virou lei em São Paulo há dois anos e será copiado em todo o país. Trata-se basicamente da obrigação de transformar promessas de campanha eleitoral em plataforma de governo e oferecer ao cidadão uma ferramenta de controle da gestão pública.

Agora o PPS acaba de se comprometer também com a Plataforma das Cidades Sustentáveis. A assinatura do documento ocorreu no sábado (22/10), quando o presidente do partido, Carlos Fernandes, e a pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, assinaram o termo entregue pelo representante da Rede Nossa São Paulo, George Winnik.

1º Fórum Social de São Paulo
Dias 29 e 30 de outubro

Local: Faculdade Zumbi dos Palmares
Endereço: Av. Santos Dumont, 843 – próximo da Estação Armênia do Metrô – São Paulo

Atividades com a participação da Rede Nossa São Paulo programadas para o dia 29 de outubro.


Horário: das 9h00 às 10h30
Apresentação do Observatório Cidadão, “Myfuncity-Cidades Sustentáveis” e Programa Cidades Sustentáveis.

Horário: das 10h30 às 12h30
Mesa de Diálogo sobre Participação Cidadã

Horário: das 9 às 12 horas
Apresentação da pesquisa Educação em Territórios de Alta Vulnerabilidade na Metrópole e Seminário Políticas de gratificação por “desempenho" para professores: uma visão crítica

Horário: das 9h30 às 11h30
Painel: Existe Planejamento da Mobilidade Urbana em São Paulo?

Horário: das 10 às 12 horas
Encontro "Educação Socioambiental: Política Municipal"

Horário: das 14 às 17 horas
Seminário Preparatório da 1ª Conferência sobre Transparência e Controle Social

Horário: das 14 às 17 horas
Apresentação de atividades descentralizadas, com focos em Educação Infantil e Educação de Jovens e Adultos na Grande São Paulo.
Debate de propostas para as políticas educacionais na Grande São Paulo, retomando os pressupostos de Paulo Freire.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

E o ministro se diz indestrutível? criPTonita nele!

Perdoem por misturar a charge da personagem da mitologia grega com a história do Superman e o "abrasileiramento" da kryptonita, que é o mineral que tem o efeito principal de enfraquecer o (de outro modo invulnerável) Super-Homem.

O mineral, usualmente explicado como tendo sido criado dos restos do planeta natal do Superman, Krypton, geralmente tem efeitos extremamente nocivos ao herói da cueca vermelha.

Aqui, neste caso, o supostamente indestrutível ministro Orlando Silva - como ele próprio se definiu - precisa tomar cuidado com a criPTonita ou vai acabar virando pedra ao olhar a dilmedusa.

Ficção ou realidade? :-)

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Uma visão sobre o Esporte e a solução possível

Opinião: "Além da Tapioca"

Marina Silva: "Sem drible às leis"

"Nova Política", o PPS e a outra metade da laranja

Laranja, além de ser uma cor "alegre" e uma fruta rica em vitamina C, ganhou um novo significado na vida cotidiana brasileira, como todos já aprendemos: é o indivíduo que se presta consciente ou inconscientemente a participar de falcatruas para outros que se aproveitam da ingenuidade alheia.

Tal prática é tão corriqueira - sobretudo na política - que o deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, ironiza, tamanho é o número de escândalos flagrados no governo - um verdadeiro "laranjal" de ONGs, políticos, partidos e assessores - que existem no Brasil "pessoas físicas, jurídicas e cítricas".

O que é a Política e por que precisamos dela?
Como construir uma "Nova Política"?


"Política é uma construção da civilização, é uma construção dos seres humanos. É a forma mais avançada, sofisticada, evoluída de mediar conflitos, de mediar pontos de vista divergentes. Interesses que às vezes coincidem e às vezes se opõem", resume didaticamente Soninha Francine em uma época na qual fazer política parece uma atividade incompatível com cidadãos de bem e assumir ser político chega a significar quase uma ousadia diante de uma sociedade que tem verdadeira ojeriza - com alguma razão - por tudo que envolva o tema.

Resolveram generalizar que os partidos e seus representantes são hoje uma subespécie da raça humana (a história da laranja podre que estraga as laranjas boas que estão na mesma cesta).

Após anos de lutas pela consolidação da democracia, pelo direito ao voto, por igualdade, liberdade e outras conquistas da cidadania, desvios de comportamento e de caráter dos políticos levam à descrença da maioria da população com a política, no Brasil e no mundo.

Corrupção, improbidade administrativa, aparelhamento da máquina pública, desvio de recursos, superfaturamento de obras, licitações fraudulentas, impostos que se acumulam, voto secreto no parlamento, governo por medidas provisórias, omissão do papel fiscalizador, nepotismo, fisiologismo e toda a sorte de privilégios a apaniguados são alguns dos absurdos mais recorrentes na política, que geram indignação e desconfiança dos cidadãos.

Porém, não há corrupção sem corruptores. Improbidade sem beneficiados. Aparelhamento sem a conivência dos ocupantes de cargos da máquina. Desvios e crimes praticados por alguns sem a omissão ou a cumplicidade de muitos. Portanto, não basta sermos indignados, temos que agir para transformar para melhor essa realidade. Não há mau político que não tenha um mau eleitor correspondente, e dele recebido o voto.

É por isso que a prática política - seja fruto da democracia direta ou representativa - e o papel desempenhado hoje pelos cidadãos - através de partidos, movimentos, redes sociais, de forma organizada ou espontânea - na ação coletiva que se ocupa e preocupa com a chamada "coisa pública" é essencial e imprescindível.

O PPS quer dar um passo além. Quer fazer parte desta construção coletiva que é a "Nova Política", da forma mais ética, sincera, aberta, transparente e democrática possível.

Do congresso partidário paulistano, que tem na candidatura de Soninha Francine à Prefeitura e na parceria com os "marineiros", com base na plataforma das cidades sustentáveis, um indicador desta "Nova Política", foi também aprovado um documento intitulado "A contribuição de São Paulo ao Congresso Nacional do PPS", que vai traçar a nossa atuação futura.

Entre as mudanças concretas que propomos - além de uma nova visão sobre a realidade brasileira, com o conceito da #REDE23, que não prescinde do partido mas é um novo modelo de atuação política, sem amarras ideológicas e engessamento hierárquico - está a implantação de consultas online e de conferências virtuais sobre os temas em pauta na sociedade.

Estamos fazendo a nossa parte. Faça também a sua: seja a outra metade (boa) da laranja! Participe!

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Soninha: a política e os problemas de São Paulo

PPS lança Soninha à Prefeitura e elege nova direção


Com um clima festivo aliado ao conteúdo altamente politizado, o Congresso do PPS/SP lotou o plenário e as galerias da Câmara Municipal de São Paulo neste sábado (22/10) para o lançamento da pré-candidatura de Soninha Francine à Prefeitura, para a apresentação dos potenciais candidatos do PPS a vereador nas eleições de 2012 e para eleger por aclamação a chapa única da direção paulistana do partido.

Também foi aprovado um documento de São Paulo para o Congresso Nacional do PPS, que será realizado em dezembro, e assinada uma carta-compromisso com a Rede Nossa São Paulo, na qual Soninha Francine e os demais pré-candidatos se comprometem formalmente com a Plataforma Cidades Sustentáveis (veja aqui). Trata-se de uma iniciativa pioneira para a garantia de um desenvolvimento econômico, social e ambientalmente sustentável. O PPS é o primeiro partido a assumir este compromisso com a sociedade.

A preparação para o Congresso Municipal do PPS começou com os quatro encontros regionais realizados nas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste/Centro Expandido, sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", onde o representante da Rede Nossa São Paulo, George Winnik, apresentou a Plataforma Cidades Sustentáveis.

Nesses encontros foi reafirmado o eixo principal do Programa de Governo do PPS para a cidade de São Paulo (resumidamente, nas palavras de Soninha Francine: a questão da mobilidade urbana e a reorganização do território, com a aproximação de moradia e trabalho para acesso mais igualitário aos serviços públicos e melhor desfrute de tudo que a cidade tem para oferecer).

"O Congresso é o momento para reafirmar os princípios do PPS e realinhar seus projetos para os próximos anos - incluindo, claro, a preparação para a disputa eleitoral do ano que vem", afirma Soninha.

"Pretendemos ter candidatura própria à Prefeitura e uma chapa forte para a Câmara. Precisamos ter mais proximidade, aumentar nosso conhecimento uns dos outros e o reconhecimento de nossas bandeiras pela sociedade."

O presidente reeleito do Diretório Municipal do PPS/SP, Carlos Fernandes, destacou a construção de uma proposta alternativa viável para a cidade de São Paulo em 2012, representada tanto pela candidatura de Soninha Francine à Prefeitura quanto pela parceria firmada com os chamados "marineiros" - os apoiadores da presidenciável Marina Silva.

Em 2012 será candidato a vereador pelo PPS o "marineiro" Ricardo Young, empresário que teve 4 milhões de votos como candidato ao Senado pelo PV em 2010, ao lado de Marina Silva para presidente e Fabio Feldmann para governador de São Paulo.

"Esperamos que essa semente lançada em 2012 pelo PPS com os marineiros possa frutificar também para 2014", afirmou Carlos Fernandes. "É nesta direção que o PPS de São Paulo está trabalhando ao propor um Sinal Verde para a cidade, com o tema da sustentabilidade."

Prestigiaram o Congresso Municipal do PPS/SP o presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freire (PPS/SP), o secretário-geral Rubens Bueno (PPS/PR), que é também líder da bancada na Câmara dos Deputados; o presidente estadual Davi Zaia; o líder da bancada na Assembleia Legislativa de São Paulo e pré-candidato do PPS à Prefeitura de São Bernardo do Campo, Alex Manente; o deputado estadual Vitor Sapienza; o presidente da Câmara de São Paulo, vereador José Police Neto (PSD); o líder do PPS na Câmara, vereador Claudio Fonseca; o dirigente nacional Anivaldo Miranda (PPS/AL), entre outros.

Assista as reportagens da Rede Globo e da TV Gazeta sobre o Congresso do PPS/SP e o lançamento de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo.

Veja a nova Comissão Executiva Municipal do PPS/SP:

Presidente: Carlos Fernandes
Vice-Presidente: Claudio Fonseca
Vice-Presidente: Soninha Francine

Secretário-Geral: Nelson Teixeira
1º Secretário: Osvaldo Ordones
2ª Secretária: Marluce de Paula
Tesoureiro: José Antonio Cipolla
1º Tesoureiro: Eduardo Vila

Secretarias:

Comunicação e Redes Sociais: Maurício Huertas
Formação Política: Paulo Cesar de Oliveira
Relações Institucionais: José Valverde
Juventude, Criança e Adolescente: Peterson Ruan
Assuntos Comunitários: Renato Dorgan
Políticas Públicas: Antonio Luiz Mamede Neto
Educação e Cultura: Gerisvaldo Barbosa de Souza
Movimentos Sociais e Populares: Adelcio Sá Meira
Meio Ambiente e Políticas Urbanas: Eliseu Ferraz Santoni
Gênero e Diversidade: Maria Raimunda Pereira Reis
Promoção e Eventos: Lylian Concellos
Emprego e Renda: Chiquinho Pereira
Mobilização: Vitor Adami

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Carta aberta do PPS aos "marineiros"

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Soninha Francine vai disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PPS em 2012

Carlos Fernandes e Soninha Francine assinam carta-compromisso da Plataforma Cidades Sustentáveis

Hino Nacional tocado pela Orquestra Paulistana de Viola Caipira abre o Congresso

Homenagem a militantes históricos do PCB/PPS reúne Davi Zaia, Claudio Fonseca, Professor Alcides, Roberto Freire, Soninha, Ignez Augusto, Elza Rezk, Adoração Sanches, Moacir Longo, Alberto Negri e Carlos Fernandes

Evento lota plenário e galerias da Câmara Municipal com militantes e pré-candidatos

Foram anunciados mais de 120 potenciais candidatos a vereador do PPS para 2012

Presidente da Câmara, vereador José Police Neto (PSD), prestigia evento do PPS

Evento lota plenário e galerias da Câmara Municipal com militantes e pré-candidatos

O presidente Carlos Fernandes afirma que o PPS é alternativa viável para 2012 e 2014

Soninha fala sobre experiência como vereadora e programa de cidade sustentável

Fotos de Ricardo Moreno

domingo, 23 de outubro de 2011

Assédio a mulher no metrô é culpa do Zorra Total?

A jovem que acusa um advogado de 46 anos de tê-la atacado sexualmente no metrô de São Paulo, no último dia 14, diz que acha um desrespeito o quadro do humorístico Zorra Total, da TV Globo.

"Só quem já sentiu na pele a humilhação de ter um sujeito se esfregando contra o seu corpo sabe a tristeza que é. Tem gente que acha engraçado, mas eu, se eu pudesse, tirava [o quadro] do ar", disse, em depoimento à Folha de S. Paulo.

Segundo a denunciante, o assédio do advogado começou assim que ela entrou no vagão lotado e ele se encostou em seu corpo. Ao olhar para trás e ver o pênis do advogado para fora da calça, a jovem teria desmaiado.

Leia aqui a reportagem da Folha e os vídeos do quadro do metrô, com as personagens Valéria e Janete, no Zorra Total.

Como enfrentar a situação?

Há quem defenda - como já existem - vagões exclusivos para mulheres. Qual o próximo passo? Voltar a separar meninos e meninas em classes distintas na escola?

Podemos achar sem graça, antigo e forçado o humor do Zorra Total, mas as mulheres que hoje culpam um quadro do humorístico pelo assédio no metrô fazem rir (amarelo) mais que o programa global.

Façam um favor: punição aos loucos que molestarem mulheres, mas proibir, segregar, censurar sob o argumento da prevenção ou da preservação de direitos é uma atitude descabida e retrógrada.

A febre do “politicamente correto” e o patrulhamento excessivo que está havendo (sobretudo contra humoristas, mas de modo geral com todo mundo que interage com o público) passou do limite aceitável e passou a ser caricato e ridículo (ou seja, o efeito contrário do pretendido).

Começou com um desnecessário “bom dia a todas e todos” em qualquer apresentação, passando por eufemismos que reforçam o preconceito ao invés de combatê-lo.

Um exemplo concreto: hoje a polícia pode ser excessivamente rigorosa com um cidadão afrodescendente, antes descia o cacete em um negão. Hoje combatem (às vezes fisicamente) os defensores da união civil homoafetiva, antes ridicularizavam bicha, viado, sapatão, pederasta. Melhorou bastante, né?

sábado, 22 de outubro de 2011

Receita para a "nova política" está em nossas mãos

Se fossemos procurar uma receita para a "nova política", esse conceito genérico difícil de ser definido mas possível e necessário de ser praticado, diríamos que é preciso um mix de ingredientes básicos: ética, transparência, solidariedade, luta por igualdade e justiça social, respeito à diversidade, cidadania, espírito público, mãos limpas.

Mas o tempero especial - já que fizemos referência à culinária, aquele toque único, que só a nossa avó tinha na cozinha - é a participação dos cidadãos de bem na política, independente da preferência partidária ou do interesse em disputar eleições.

Mal comparando, o PPS de São Paulo vem tentando reunir esses ingredientes para consolidar o receituário proposto: uma opção mais light, saudável e sustentável para a cidade, em vez do velho prato feito, pesado e requentado.

Estamos dialogando com gente de bem, personalidades reconhecidas e bem sucedidas nas suas áreas de atuação, com ficha limpa e boas intenções, para apresentar à população um cardápio variado de soluções viáveis para os problemas da política e do país.

Não queremos cooptar ninguém para a hierarquia partidária ou necessariamente para as campanhas eleitorais. Queremos simplesmente arejar o ambiente político, trazer para o debate pessoas que tenham algo a acrescentar com as suas experiências pessoais e profissionais, com um olhar privilegiado sobre o cotidiano e a sociedade, e que não façam parte da engrenagem da velha política.

Pedimos licença para listar aqui uma série de personalidades com quem travamos esse contato inicial, nos últimos meses, e consideramos essenciais, por uma série de fatores, para o debate sobre a "nova política" - que não se limita aos partidos, às instituições nem aos canais tradicionais de representação.

Alguns estarão envolvidos diretamente na elaboração de um Plano de Governo para São Paulo, que tem na Plataforma das Cidades Sustentáveis a sua linha condutora. Com outros, vamos continuar dialogando, trocando idéias e opiniões, às vezes até divergentes, mas que de qualquer maneira nos dão subsídios para a prática de uma política diferenciada e a construção de um país melhor.

Palmirinha Onofre

Se a busca é por uma nova "receita", como afirmamos acima, nada mais apropriado que a famosa culinarista da TV: Palmirinha Onofre, a simpática vovó que é a cara da honestidade e da espontaneidade.

Jovem aos 80 anos, Palmirinha tem uma história de vida irretocável e uma série de idéias para o atendimento social - principalmente à mulher, à criança e ao adolescente - que o PPS se compromete a colocar em prática. Iniciativas como escolas gastronômicas, hortas, padarias e cozinhas comunitárias estarão no Programa de Governo de Soninha Francine para São Paulo, sobretudo nos bairros da periferia, e terão Palmirinha como madrinha destes projetos.

Luisa Mell

De família judaica e apaixonada pela natureza, a apresentadora Luisa Mell é uma das mais atuantes e combativas defensora dos animais. Formada em Teatro e Direito, apresenta atualmente o programa "Estação Pet", na TV Gazeta.

Famosa pela iniciativa de tirar cães das ruas e levá-los para adoção, além de dar dicas aos telespectadores e ajudá-los a tratar os bichos da melhor forma possível, Luisa Mell teve papel primordial em leis que proíbem a participação de animais em circos e a realização de rodeios, touradas, brigas de galo, entre outras atividades que expõem os animais aos maus tratos.

Ida do Vôlei

Ana Margarida Vieira Alvares, a Ida, foi uma das mais versáteis, inteligentes e habilidosas jogadoras do voleibol mundial, disputou mais de 300 jogos pela Seleção Brasileira, três Olimpiadas e conquistou títulos importantes, como a medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, em 1996.

Apaixonada pelo esporte, Ida tem a visão da atleta (alêm do vôlei, participou também de corridas de aventura, que reúne modalidades variadas como atletismo, canoagem e mountain bike) e da dirigente (foi secretária de Esportes de Cotia e atuou em diversos projetos na Secretaria de Esportes de São Paulo).

"Meu maior sonho é que o esporte seja respeitado", afirma Ida. "Esse é o nosso sonho, não só meu, mas de vários atletas, que a gente consiga mostrar o quanto o esporte é transformador e o quanto a gente pode melhorar a qualidade de vida das pessoas através dele."

Ciro Batelli

No setor empresarial, o PPS conta com o reforço de Ciro Batelli, que foi por 14 anos vice-presidente da rede de hotéis Caesar Palace, com sede em Las Vegas.

Formado em Direito, com participação fixa em programas de TV como Domingão do Faustão e Amaury Jr., é consultor internacional e um dos maiores especialistas em turismo e entretenimento. Leia mais.

Personalidades de diversos setores

Além dos nomes já mencionados, o PPS vem debatendo idéias para o desenvolvimento sustentável do país e da cidade de São Paulo em diversos setores da "nova política", da economia e da sociedade.

Na luta por um país mais justo e sustentável, reunimos personalidades que vão de "marineiros" - os seguidores de Marina Silva - como Ricardo Young a batalhadores unidos pela drama familiar e pelo amor à vida, como Ivanise das Mães da Sé ou Ari Friedenbach.

O PPS busca debater temas diversos e atuais, que vão da "Economia Verde" com nomes como José Eli da Veiga e Fabio Feldmann, ao papel do Estado na indústria da Moda, com o criativo e visionário empresário Paulo Borges (foto), responsável, entre outras iniciativas bem sucedidas, pela São Paulo Fashion Week.

No Esporte, citamos nomes como Lars Grael, Zé Elias, Ronaldo Giovanelli, Gui Pádua e Jorge Kajuru - que em maior ou menor grau têm uma proximidade com o PPS, mas que, por exigência das suas atividades profissionais, nem todos mantêm filiação partidária.

No mundo da Cultura mencionamos dois cantores, ídolos da juventude e com forte atuação política: Tico Santa Cruz, do grupo Detonautas, e Nasi Valadão, ex-líder do grupo de rock paulistano Ira! Ambos têm se posicionado com transparência, atitude e opiniões bem definidas sobre questões atuais. É o tipo de postura adotada, incentivada e compartilhada pelo Blog do PPS.

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Pacto com os "marineiros" por cidades sustentáveis

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Opinião de Marina Silva: "Sem drible às leis"

MARINA SILVA (Folha de S. Paulo)

O velho dito popular que diz que não se discute política, religião e futebol talvez seja só uma senha para o início dos debates, já que são assuntos muito discutidos em todas as rodas. Agora, por exemplo, até eu começo a pensar mais em futebol -tema, aliás, que entrou de vez na pauta política.

O problema é que nem sempre o que é bom no campo funciona fora dele. O improviso, a ginga e a jogada genial que decide a partida no último minuto não se aplicam à gestão pública. Nesse campo, o estilo de jogo tem que ser diferente: aberto e visível, com planejamento e visão de longo prazo. O lampejo individual precisa dar lugar ao interesse coletivo, expresso no bom uso do orçamento público.

A Copa de 2014 começou em outubro de 2007, quando o Brasil foi escolhido como sede. E imensos desafios adiados agora nos afligem. O Brasil se comprometeu com gastos enormes, e, de uma hora para outra, precisam ser feitos às pressas. O resultado é a lei 12.462/11, que criou o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). Na prática, a norma acelera -ou dribla- os instrumentos de controle da Lei de Licitações Públicas.

Preocupante também é ver como se decidiu construir e reformar estádios a custos ainda imprevisíveis, com dinheiro público, para atender a exigências que parecem inquestionáveis. Não é porque amamos o futebol e ansiamos por sediar mais uma Copa que deixaremos de ter um olhar crítico para essas decisões.

Cidades-sede correm para cumprir prazos e concluir obras de estádios (ambientalmente corretos?) e de infraestrutura. A sociedade precisa mobilizar-se por visibilidade, ou os resultados não serão os esperados. A Grécia, até hoje, chora os prejuízos da Olimpíada de Atenas (2004). A África do Sul lamenta o que não ganhou com a Copa de 2010.

A Fifa, ao fazer a Copa no Brasil, terá grandes lucros ao usar, de alguma forma, nossa "marca", nossa bandeira, que se confunde com o futebol.

A Lei Geral da Copa, em discussão no Congresso, precisa expressar nossa soberania. Isenção fiscal para a Fifa e seus parceiros até 2015? Interferência em contratos públicos? Uso exclusivo de termos como "Copa do Brasil"? Supressão da meia-entrada? Perda de direitos do consumidor? Venda de bebidas alcoólicas nos estádios? E, antes que alguém responda, uma outra: foi assim na Alemanha?

É preciso que o governo tenha conduta mais firme, de controle de gastos, e de defesa de leis conquistadas após longas lutas sociais. Tarefa que depende do empenho dos órgãos públicos diretamente responsáveis, sobretudo do Ministério do Esporte, que não tem se notabilizado nisso.

Tocar as obras. Organizar a Copa. Lidar com a Fifa. E fazer o povo brasileiro ganhar.

Congresso do PPS/SP é exibido ao vivo na internet



Participe do Congresso do PPS paulistano que acontece neste sábado, dia 22, a partir das 10h da manhã, no Plenário da Câmara Municipal, ou acompanhe AQUI ao vivo pela internet.

O evento vai marcar o lançamento da candidatura da jornalista e ex-vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, de uma chapa completa de pré-candidatos a vereador e da assinatura da carta-compromisso do PPS com a Plataforma Cidades Sustentáveis, iniciativa louvável da Rede Nossa São Paulo.

Congresso do PPS é neste sábado, 22. Participe!

O Congresso do PPS paulistano acontece neste sábado, dia 22, no Plenário da Câmara Municipal. O evento vai marcar o lançamento da candidatura da jornalista e ex-vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, de uma chapa completa de pré-candidatos a vereador e da assinatura da carta-compromisso do PPS com a Plataforma Cidades Sustentáveis, iniciativa louvável da Rede Nossa São Paulo.

A partir das 10h, Soninha Francine vai fazer uma exposição sobre o funcionamento do Legislativo e do Executivo, além de uma breve apresentação de como será o programa que o PPS vai elaborar para a cidade com a visão da sustentabilidade; em seguida, o vereador Claudio Fonseca apresenta um balanço das atividades na Câmara Municipal e do desempenho do PPS.

O Congresso Municipal encerra um ciclo de encontros regionais do PPS nas quatro regiões da cidade sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", buscando uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permita a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à administração pública.

Participam do Congresso deste sábado os presidentes do PPS municipal, Carlos Fernandes; do estadual, Davi Zaia; e do nacional, Roberto Freire. Serão eleitos os novos dirigentes do diretório paulistano, os delegados para o Congresso Estadual (marcado para 6 de novembro, na Assembleia Legislativa), além dos membros da Comissão Executiva, Conselho Fiscal e Comissão de Ética.

O encontro é aberto a filiados do partido e simpatizantes. Também estão convidados representantes de outras legendas. O objetivo é começar a construir uma "nova política" a partir de São Paulo. Participe!

Leia também:

Sinal Verde para São Paulo: PPS lança Soninha

Receita para a "nova política" está em nossas mãos

Pacto com os "marineiros" por cidades sustentáveis

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Opinião: "Além da Tapioca"

Ricardo Melo (Folha de S. Paulo)

Quando esta coluna chegar até você, leitor, não imagino por onde andará o ministro Orlando Silva. Se ainda estará no cargo ou se já terá virado mais um dos defenestrados do governo Dilma.

Tampouco sei se Orlando Silva levou dinheiro para casa ou apenas fez os desvios costumeiros em "nome do partido". É fato, no entanto, que se tornou comum na administração petista utilizar ONGs como fachada para descalabros. O expediente, retratado à exaustão pela imprensa, serviu e serve a ministros das mais diversas origens e tintas ideológicas.

O Partido Comunista do Brasil segue a regra. Por trás do rótulo de esquerda, o PC do B, vamos combinar, nunca quis mudar coisa nenhuma. Dissidência do velho PC stalinista, manteve a mesma essência da matriz, qual seja: usar um discurso "popular" para reforçar a barganha do aparelho partidário na negociação com o poder estabelecido.

O grupo fez isso ao longo da história; fez e faz isso na UNE; não é de estranhar o que faz no ministério.

Olhando para além do imediato, o grande prejuízo de toda essa história não é propriamente financeiro -embora os malfeitos, para usar a palavra da moda, com dinheiro público sejam indesculpáveis, independentemente do montante. Tanto faz se o numerário alheio custeou uma tapioca, uma uma suíte de hotel ou se encheu o bolso da burocracia partidária.

O mal maior é político e ideológico. Toda vez que uma legenda supostamente popular é pilhada com a mão no Tesouro, esparrama-se uma nova leva de desencanto. Queira-se ou não, ainda há muita gente iludida com a conversa dessas organizações. O custo disso não se mede em reais.

Siglas como o PCB, PC do B, MR8 e seus semelhantes nacionais e internacionais sempre terão sua parcela de culpa na onda de desesperança generalizada. A culpa de falar em nome do povo, mas agir contra ele. E o PT, no qual se viam chances de oxigenar esse cenário, só faz provar sua acomodação ao papel de conivente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Opinião: "Os indignados, 1968 e os partidos"


Por Claudio de Oliveira http://chargistaclaudio.zip.net

As pessoas de opinião progressista têm acompanhado com simpatia os protestos de jovens em diversas partes do mundo.

A Primavera Árabe

Como se sabe, a juventude está na linha de frente das manifestações da Primavera Árabe. Algumas delas já derrubaram ditaduras de décadas, outras obtém vitórias que parecem comesinhas, como o direito de dirigir automóveis concedido às mulheres sauditas. O traço comum: a demanda por liberdades democráticas, direitos civis e inclusão social.

Ensino público e gratuito

No Chile, na França e no Reino Unido, a estudantada perservera nos atos em prol do acesso ao ensino público e gratuito.

Ocupe Wall Street

Nos Estados Unidos, jovens organizam em mais de uma centena de cidades o movimento Ocupe Wall Street, em protesto contra a desregulamentação e os privilégios do setor financeiro, apontado como o responsável pela presente crise mundial.

Indignados e Geração à Rasca (em apuros)

Continuam vivos os movimentos dos Indignados, na Espanha, e da Geração à Rasca, em
Portugal.

Assim como os demais, protestam contra a crise, o desemprego, a falta de perspectivas, as medidas de austeridade e reclamam que o sistema politico dos seus países não lhes escuta, que as instituições estão capturadas pelos interesses dos grandes grupos econômicos e financeiros.

Partidos falidos?

Outro traço comum aos manifestantes é o uso das redes sociais da internet como meio de mobilização. Alguns de seus líderes proclamam a falência dos partidos como meios de representação. E que há novas formas de fazer política.

Eu me pergunto: será mesmo que os partidos estão falidos? Todos eles? Uma coisa exclui a outra? Ou seja, as novas formas de fazer política excluem as tradicionais? Ou uma complementa a outra?

Democracia representativa e Democracia direta

A chamada democracia representativa (partidos, parlamento) não exclui as possibilidades da democracia direta, creio que devam se complementar.

O centro da tomada de decisões

Há quem analise, com alguma razão, que o setor financeiro e algumas instituições como FMI, o Banco Central Europeu etc. têm mais poder de decisão do que os governos.
Mas os parlamentos e os governos ainda continuam sendo o principal centro decisório das nações. E os parlamentos nacionais, se quiserem, podem barrar decisões do FMI ou, no caso da Europa, da União Europeia.

A ampliação da sociedade civil

A combinação entre sociedade civil, movimentos sociais e democracia representativa, é um bom caminho. Os eurocomunistas do Partido Comunista italiano defenderam essa via nos anos 1970/1980.

O discurso de 1968

As afirmações ingênuas de que os partidos estão falidos me fizeram lembrar as manifestações de maio de 1968, especialmente na França, quando então jovens e líderes estudantis contestaram os sistemas politicos de então.

Apesar de contextos politico, social e econômicos distintos, a estudantada predominantemente de classe media refutava todos os partidos dominantes, inclusive a chamada esquerda tradicional representada tanto pelo Partido Socialista quanto pelo Partido Comunista.

Conservadores ganham eleição

O presidente da República, o general Charles de Gaulle, dissolveu a Assembleia Nacional e convocou eleições parlamentares. O seu partido, conservador, ganhou o pleito. E “a situação revolucionária dissipou-se quase tão rapidamente quanto havia surgido”. Leia.

É curioso que mesmo após os vigorosos protestos dos Indignados na Espanha e da Geração à Rasca em Portugal, os vitoriosos nas eleições que se seguiram foram os partidos conservadores, cuja pauta política é contraria às reivindicações dos jovens manifestantes.

Podemos perguntar: o poder politico e o comando das decisões e do centro decisório foram corretamente disputado pelos jovens?

Atuar nos partidos

Creio que a atuação nos partidos ainda é determinante. Os jovens devem buscar os vários partidos que possam atender seus interesses. E os partidos, por sua vez, devem democratizar-se ao máximo e abrir suas portas às novas gerações.

Cláudio de Oliveira, jornalista e chargista

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma visão sobre o Esporte e a solução possível

É chover no molhado comentar as denúncias envolvendo programas como o Segundo Tempo, o Ministério do Esporte e a estrutura do PCdoB no trato com as ONGs. Sabe-se há anos como tudo funciona. Ou como não funciona.

O Esporte é um caos. Não há política esportiva no país. Não há planejamento. Conquistar o direito de receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas foi um mero gesto de marketing global do lulismo, com uma boa dose de sorte, oportunismo, conveniência e bilhões de interesses comerciais.

O Brasil penou para organizar o Pan do Rio, distribuiu benefícios fiscais a meia dúzia de apaniguados, enriquecendo-os às custas de verbas públicas, construiu elefantes brancos - modelo que está sendo reproduzido para 2014 e 2016 - e esqueceu do principal: a formação, o preparo e o incentivo aos atletas das mais diversas modalidades.

Veja abaixo algumas postagens do twitter @23pps:

* Triste Brasil que tem o Esporte entregue a sujeitos como Ricardo Teixeira e o ministro Orlando Silva, atolados em denúncias

* Somos favoráveis à apuração rigorosa, não basta blablablá nem atestado ideológico do PCdoB

* Quando PT e PCdoB eram oposição, faziam acusações piores e se julgavam certos. Detalhe: a atual denúncia partiu de dentro do próprio PCdoB!

* Vergonha esses escândalos no Esporte! Como o Brasil pode se propor a fazer Copa e Olimpíada com um histórico de desvio de verbas?

* Não podemos confundir, @deputadamanuela. O Ministro é PCdoB, o Esporte está nas mãos de vcs faz tempo! Não é denúncia à toa contra o partido!

* Fantástico @showdavida mostra denúncia contra ONG de @karinabasquete. Puxaram o fio da meada: investiguem cada centavo do Programa 2º Tempo

* Denúncias da @VEJA contra @OrlandoSilva_Jr ganham novo capítulo no Fantástico @showdavida: resta comprovar o que vem se comentando há anos!

* Nova onda de denúncias contra ministro, submissão à FIFA, atraso em obras, descontrole do Orçamento: Copa no Brasil foi só marketing lulista

* Quem se lembra quando PT e PCdoB eram oposição e pediam impeachment e/ou exoneração sob a mínima suspeita? Os tempos mudam, interesses idem!

* Denúncias contra @OrlandoSilva_Jr são gravíssimas. Entendemos defesa desesperada do presidente @renatorabelobr do @PCdoB_Oficial afinal...

* ...Esporte virou expertise do PCdoB desde secretária Nádia Campeão na gestão @MartaSenadora na Prefeitura. O que era "resto" virou ganha-pão


* Assalto triplo? Revezamento 4 x R$ 100? Arremesso de tampa de bueiro à distância? Tiro de bala perdida? Surf de trem? Viva o esporte, Brasil!

Bom artigo na Folha de S. Paulo

Uma análise publicada hoje na Folha de S. Paulo, de autoria do seu editor de Esporte, José Henrique Mariante, parece bastante objetiva, equilibrada e correta. Leia:

Esporte brasileiro cresce, sem política esportiva e sob condução deplorável

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
Editor de Esporte (Folha de S. Paulo)


Circunstâncias levam o ministro do Esporte ao paredão. Não há novidade nas denúncias até aqui apresentadas. O PM de Brasília e a ex-jogadora de basquete, para quem é do meio, são personagens tão antigos como o aparelhamento do ministério pelo PC do B. O que existe de novo -e por isso mesmo já argumento de defesa de Orlando Silva- é o momento da denúncia.

Até sábado, Silva era o executivo da Copa. Havia tirado essa prerrogativa de Ricardo Teixeira, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local de 2014.

O cartola perdeu o cargo ao se desnudar para a revista "piauí" por vaidade, em desastrada manobra de relações públicas. O retrato resultou praticamente pornográfico.

Teixeira, como o ministro, convive bem com denúncias. Tantas são que se perdem, soam repetitivas. A última virou inquérito a pedido do Ministério Público Federal. O retrospecto diz que o cartola tira essa de letra. Apenas na última década, trancou mais de uma dezena de processos.

Teixeira deve ter bons advogados, mas contou e conta, também como o ministro, com a complacência de governos. O cartola, presumivelmente por ter o futebol nas mãos. O ministro, por algum motivo ainda a ser explicado.

A semana será de insinuações. De um lado, que é coincidência demais Silva apanhar na semana que deveria estar se refestelando nos ouros do Pan. De outro, que sua presença no ministério coloca o Mundial sob risco.

O único fato nisso tudo é que o esporte no país cresce (e crescerá ainda mais nos próximos anos) sob condução deplorável. A modernização acontece aos trancos e apenas nos setores que interessam ao mercado. Não é coincidência. O esporte não é diferente do país, os cartolas não são diferentes dos políticos, aferrados a seus cargos e benesses e sempre dispostos a fechar o nariz.

Pior, o esporte cresce sem política esportiva. O que há sai de seu bolso e não volta: isenção fiscal em troca de estádios e medalhas, e assistencialismo em troca de votos.

Patrulhamento do PT??? Ah!!! Grande novidade!!!

PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais

Militantes usarão rede para rebater reportagens 'negativas' contra o partido

Sigla vai editar 'manual do tuiteiro petista' para ensinar filiados a fazer propaganda e espalhar mensagens na internet


FOLHA DE SÃO PAULO

O PT vai montar uma "patrulha virtual" e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a mídia em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.

O partido quer promover cursos e editar um "manual do tuiteiro petista", com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.

"Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país", promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias "negativas" contra o PT.

"Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima", diz Pinheiro.

"Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político", afirma ele.

A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.

O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da "regulamentação dos meios de comunicação".

O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.

No mês passado, tentou articular um ato contra a revista Veja após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.

Petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar candidatos a enfrentar boatos com mais rapidez.

"No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma Rousseff sobre aborto e luta armada", afirma Pinheiro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sinal Verde para São Paulo: PPS lança Soninha

A candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo será lançada no Congresso Municipal do PPS, a ser realizado no próximo dia 22 de outubro, sábado, a partir das 10h da manhã, no Plenário da Câmara Municipal (Viaduto Jacareí, 100, 1º andar - Bela Vista).

O Congresso do PPS paulistano encerra a série de encontros regionais que foram realizados sob o tema "Um Sinal Verde para São Paulo", em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", debatendo os problemas de todos os distritos e bairros da cidade, iniciando a elaboração de um plano de governo e elegendo os diretórios zonais do partido.

É a seguinte a pauta mínima do Congresso Municipal:

1. Análise da Conjuntura e Discussão dos Documentos Congressuais
2. Análise e Discussão da Plataforma da Cidade Sustentável
3. Eleição do Diretório Municipal do PPS/SP
4. Eleição dos Delegados ao Congresso Estadual
5. Assuntos Gerais

Leia também:

A contribuição de São Paulo ao Congresso do PPS

PPS paulistano debate plano-modelo de cidade sustentável

Roberto Freire: Sinal Verde para São Paulo

Veja o balanço das atividades do PPS paulistano

Soninha Prefeita tem entre 6% e 11% no Datafolha

Carta aberta do PPS aos "marineiros"

São Paulo precisa de um "Sinal Verde"

sábado, 15 de outubro de 2011

Pacto com os "marineiros" por cidades sustentáveis

Quase ninguém acreditou, nem levou muito a sério, quando o Blog do PPS começou o assédio explícito aos "marineiros", antes ainda da confirmação da saída da ex-senadora Marina Silva e do seu grupo do PV. Achavam que fosse só mais um factóide da política. Erraram!

O pacto é pra valer! Atenderam ao chamado para disputar as eleições de 2012 pelo PPS figuras emblemáticas do Movimento pela Nova Política: Ricardo Young em São Paulo, José Fernando Aparecido de Oliveira em Minas Gerais e Paulo Sombra no Ceará, por exemplo.

Outros "marineiros" no Brasil inteiro, pré-candidatos a vereador, também embarcaram no PPS. Começa, assim, uma construção política que gera uma extraordinária expectativa para o futuro do país.

O sucesso desta parceria em 2012 dará o tom para 2014: inovando mais uma vez, em nome da transparência total desta "nova política" que defendemos e praticamos, o PPS assume que pretende construir uma alternativa para a sucessão presidencial, equidistante de PT e PSDB, e provavelmente liderada por Marina Silva.

É nessa direção que caminhamos com passos firmes.

O que nos une nas eleições de 2012 é a Plataforma das Cidades Sustentáveis. O PPS terá candidaturas comprometidas com o meio ambiente e a sustentabilidade.

Não por acaso, o PPS paulistano realizou em parceria com a Rede Nossa São Paulo uma série de encontros sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", que culminará com o lançamento da candidatura de Soninha Francine à Prefeitura no próximo dia 22 de outubro, durante o Congresso do PPS, na Câmara Municipal.

PPS com Marina em 2014?

A partir da semente lançada pelo PPS de São Paulo, o presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freire, também já admite publicamente que o "PPS está aberto à candidatura de Marina em 2014".

Veja alguns trechos da entrevista em que Roberto Freire sinaliza abertamente a posição do PPS sobre o apoio a Marina Silva na sucessão presidencial:

Poder Online – O PPS anda filiando muitos aliados da candidata do PV à Presidência da República em 2010, Marina Silva. Isso não é meio incomum?

Roberto Freire – Nós já temos a experiência do Partido Comunista Italiano, que abriu a legenda para candidaturas de não-militantes. Inclusive elegendo o prefeito de Roma.

Desde que a Marina Silva saiu do PV, seu grupo partiu para a criação de um movimento apartidário. Mas, para concorrer às próximas eleições eles precisam estar filiados a alguma legenda. Tivemos um bom convívio desde que o PPS e o PV estiveram juntos num mesmo bloco parlamentar na Câmara e temos várias posições em comum. Não há conflitos.

Então conversamos no sentido de abrir o PPS, que é um partido democrático, para que os marineiros possam se candidatar pela legenda, onde quiserem, no Brasil inteiro. Depois, tanto eles como nós decidiremos o que fazer. Podemos inclusive ficar definitivamente juntos.

Poder Online – Está dando certo?

Roberto Freire – Creio que sim. Em São Paulo, por exemplo, o apoio dos marineiros tende a fortalecer bastante nossa candidata à Prefeitura, a Soninha. E o Ricardo Young, que foi candidato ao Senado pelo PV, deve obter uma grande votação para vereador.

Poder Online – E quanto à candidatura presidencial da Marina Silva pelo PPS? Ela é hipótese do partido?

Roberto Freire – É uma decisão da Marina se ela quer ou não se filiar ao partido. Creio que antes ela vai trabalhar o movimento que criou ao sair do PV. Mas nós estamos de braços abertos à sua filiação. O apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência já é admitido mesmo ela estando fora da legenda. É claro que com os marineiros aqui esse diálogo aumenta e, se houver a filiação, a hipótese se torna ainda mais forte.


Leia também:

Histórico da aproximação com Marina e os "marineiros"

Roberto Freire: Sinal Verde para São Paulo

Carta aberta do PPS aos "marineiros"

Congresso do PPS no dia 22 lança Soninha Prefeita

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Política? Argh! Cruz credo! Vá de retro! Xô políticos!

A reação da maioria das pessoas é mais ou menos essa - na realidade é ainda pior, recheada de palavrões - quando um partido ou um político tenta argumentar sobre a importância de se fazer política hoje em dia, apesar da onda de escândalos e do descrédito generalizado (e justificado) sobre a classe. Aversão, ojeriza, desconfiança... E a culpa é de quem? Dos próprios políticos, obviamente.

Mas será que ninguém é bem intencionado na política? Não existe de verdade nenhum ser vocacionado para o bem público e a defesa dos interesses coletivos? Onde estão os idealistas, os indignados, os rebeldes? Lutar por democracia, cidadania, igualdade, respeito à diversidade, liberdade, solidariedade, justiça social, qualidade de vida está fora de moda?

Hoje vivemos uma crise mundial da política tradicional e do atual modelo político-partidário. Que bom! Pois é exatamente nos momentos mais críticos que surgem as oportunidades para a mudança, para sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Por uma "Nova Política"

A política que buscamos, hoje, é a que se faz fora dos partidos, nas redes e nas ruas.

Não é à toa que Marina Silva saiu do PV, que Heloísa Helena está descontente no PSOL, que o PT decepciona os seus antigos militantes, que o PSDB se perde em lutas fratricidas e os políticos se tornam criaturas absolutamente repugnantes.

É justamente por isso que convocamos os cidadãos de bem, os jovens, os idealistas e indignados para fazer política. Não queremos o continuísmo. Não estamos satisfeitos com o que está por aí. Precisamos de uma ruptura, uma verdadeira revolução política, cultural, ideológica e comportamental.

Lutamos e trabalhamos pela “Nova Política”, que emblematicamente une Soninha Francine, Heloísa Helena, Marina Silva, Ricardo Young, Jorge Kajuru e outros nomes de bem, de caráter, que têm coragem e história de vida para confrontar o velho modelo de politicagem que devemos superar, numa atuação suprapartidária e acima das vaidades e interesses pessoais ou corporativos.

Não há partidos perfeitos. O PPS também não tem essa pretensão. Jamais teve.

Mas queremos transformar a sociedade, com transparência, honestidade, decência, mãos limpas.

Como combater os maus políticos

Há uma série de pessoas bem intencionadas e bem sucedidas na vida pessoal, em suas profissões e no dia-a-dia como cidadãos. São estes os que geralmente têm mais aversão à política. Afinal, é quase um senso comum: eles já têm "tudo". Por que "perderiam tempo" com a política ou se sujeitariam a tamanho desgaste se juntando à "podridão"?

Mas é exatamente esse cidadão que não precisa da política para se locupletar, que já "têm tudo", que pode obter mais, para si mesmo e para a sociedade: com um mandato popular, para não ser apenas um observador crítico privilegiado dos erros e desvios do sistema, mas para ser protagonista no palco central do poder decisório e transformador.

Precisamos de HOMENS e MULHERES de bem, fazendo a política que desejamos. Não podemos nos dissipar, esmorecer, entregar os pontos para os críticos, porque a nossa omissão é a carta branca que hoje os corruptos e mafiosos da velha política precisam para continuar agindo impunemente.

Não queremos que alguém venha se candidatar a um cargo publico para simplesmente se submeter à hierarquia partidária, mas para MUDAR a política, não para se igualar àquilo que pretendemos combater.

Até porque desejamos acabar com esse modelo falido de partido. Queremos uma política em REDE. Veja a nossa proposta da #REDE23.

Portanto, temos aí um caminho infinito a percorrer com a "Nova Política". O tema merece muita ação e reflexão. Pense nisso e faça a sua parte!

Leia também:

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Marina, o ícone da "nova política" e outros sinais...

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Castells defende rede e propõe "outra democracia"

terça-feira, 11 de outubro de 2011

12 de outubro: jovens protestam contra a corrupção

Tatiana Farah e Juliana Castro (jornal O Globo)

Jovens de pelo menos 15 estados brasileiros se articulam pela internet para sair às ruas na próxima quarta-feira contra a corrupção. Nascido e criado nas redes sociais, o movimento ganhou corpo no último 7 de Setembro, quando, só em Brasília, o protesto reuniu 35 mil pessoas, fazendo frente à festa de Independência do Palácio do Planalto.

Sob uma bandeira comum - o combate à corrupção -, é num caldeirão de ideias diversas e muitas vezes divergentes, de movimentos difusos e sem lideranças, que os jovens têm feito crescer a sua voz. Eles mantêm distância dos movimentos sociais tradicionais, como o estudantil, os sindicatos e o MST. À exceção dos que querem um partido próprio, a maioria diz ter aversão a siglas e a definições de "direita" e "esquerda".

- São conceitos que não existem mais- diz Felipe Mello, um dos organizadores do protesto em São Paulo.

A maioria desses jovens se conhece apenas pela internet, mas começou a participar ativamente de fóruns e até de videoconferências para organizar os protestos nas ruas. Nas Ruas, aliás, é o nome de um dos movimentos, como também há o Dia do Basta, o Movimento Contra a Corrupção (MCC) e o grupo de hackers Anonymous.

- Vamos levantar o protesto contra a corrupção nos três poderes. Queremos a constitucionalidade da Ficha Limpa e o fim do voto secreto- afirma Walter Magalhães, do MCC em Brasília.

Na última quinta-feira, Walter, empresário de 29 anos, fez sua primeira videoconferência para "alinhar o protesto nacionalmente". Da reunião de duas horas, participaram jovens de dez estados. Walter diz não ter filiação política e nunca ter feito outros protestos:

- O que me despertou foi a corrupção descarada.

No Rio, o ato vai reunir na Praia de Copacabana pelo menos sete grupos diferentes de combate à corrupção. Sob o slogan "Contra a corrupção, compartilhe honestidade", o protesto no Rio espera reunir novamente artistas do Grupo de Ação Parlamentar (GAP) no Posto 4, a partir das 13h. Na última manifestação, em 20 de setembro, compareceram e discursaram no carro de som os cantores Fernanda Abreu, Roberto Frejat e Tico Santa Cruz. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio, Wadih Damous, confirmou presença.

A exemplo do que aconteceu em evento na Cinelândia, quando um protesto reuniu 2,5 mil pessoas, uma lista circulará entre os manifestantes para recolher assinaturas com o objetivo de pressionar o Congresso a aprovar o projeto que torna a corrupção crime hediondo.

- Na verdade, nos juntamos para este evento porque o foco é o mesmo: lutar pela Lei da Ficha Limpa, pelo voto aberto no Congresso, o fim do foro privilegiado para parlamentares etc- diz Cristine Maza, uma das organizadoras.

Em São Paulo, alguns grupos saíram das conversas digitais e organizaram encontros com os organizadores do protesto marcado para o vão livre do Masp. Cada grupo tem sua própria bandeira, desde defender o Ficha Limpa até a "demissão de toda a classe política", como escreve o pessoal do Dia do Basta, que também quer o crime hediondo para a corrupção e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.

- É um movimento sem lideranças. Não tem heróis, só os cidadãos - explica o ator e empresário Felipe Mello.

II MARCHA CONTRA A CORRUPÇÃO

Ponto de partida:

* Belo Horizonte / MG - Praça da Liberdade até a Praça 7 - 14h.

* Brasília / DF - Museu Nacional - 14h.

* Florianópolis / SC - Trapiche Beira-Mar - 14h.

* Fortaleza / CE - Praça da Imprensa rumo ao Cocó - 14h

* Recife / PE - Praia de Boa Viagem - Av. Boa Viagem - Pracinha de Boa Viagem.

* Rio de Janeiro / RJ - Praça da Cinelândia (em frente a Câmara) - 14h.

* Salvador / BA - Concentração no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador.

* São Luiz / MA - Praça do Pescador na avenida Litorânea - 14h.

* São Paulo / SP - Av. Paulista / MASP - 14h.

* Uberlândia / MG - Praça Tubal Vilela - 14h.

Leia também:

Quem faz a revolução de hoje nas ruas e nas redes?

Algumas ações concretas para a "nova política"

Cada cidadão, uma voz. E os partidos definham...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A semana promete, hein! Siga o twitter @23pps

Quem achava que a correria acabou junto com o fim do prazo de filiação dos possíveis candidatos na sexta-feira passada, é bom ficar esperto, porque essa semana também promete, hein!

Nem o feriado de quarta-feira, 12 de outubro, será dia de descanso. Veja as últimas notícias do twitter @23pps:

* Quarta, 12 de outubro: jovens protestam contra a corrupção! O @23pps participa! Veja aqui os pontos de partida no país inteiro!

* E quando o "seu" ECA vem falar com a gente? Boa matéria sobre Conselhos Tutelares na @folha_cotidiano. Leia.

* O que parecia sonho distante da #novapolitica vai se concretizando: candidatura @silva_marina em 2014 pode representar desejo da sociedade!

* Entrevista @freire_roberto: “PPS está aberto à candidatura de @silva_marina em 2014 e até à filiação de @joseserra_”. Leia.

* "O Dr. Milton precisa ir pra um partido que tem bala", aconselham os assessores com enorme visão política. Leia.

* Mas o que seria, afinal, um partido com "bala"? Leia.

* Vereador paulistano Milton Ferreira troca PPS pelo PSD kassabista. Partido vai à justiça para reaver mandato. Leia.

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E quando o "seu" ECA vem falar com a gente?

A eleição para os Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente acontece neste domingo, 16 de outubro. O nível dos candidatos, no geral, é esse da pergunta feita acima ("E quando o seu ECA vem falar com a gente?"): tem candidato - e até conselheiro eleito - que nem desconfia que ECA significa Estatuto da Criança e do Adolescente, e espera que o tal Sr. ECA - que diz e desdiz sobre os menores - se apresente para os devidos esclarecimentos.

A Folha de S. Paulo faz enfim uma boa reportagem sobre o assunto. Valeu a sugestão, modéstia à parte, do Blog do PPS (reveja aqui).



Igrejas e ONGs definem eleição em Conselho Tutelar

Disputa acontece no próximo domingo em São Paulo; 1.012 candidatos tentam uma das 220 vagas disponíveis

Conselheiros são responsáveis por cuidar dos direitos das crianças; só 2% dos eleitores vão às urnas

AFONSO BENITES
FOLHA DE S. PAULO


Uma eleição praticamente invisível, onde há quase cinco concorrentes por vaga e a influência de igrejas, partidos políticos e ONGs. Esse pleito está previsto para ocorrer no próximo domingo em toda a cidade de São Paulo.

Na ocasião, serão eleitos os 220 conselheiros tutelares. Cada um dos 44 conselhos tem cinco membros. Para efeito de comparação, na última eleição para escolha dos 55 vereadores paulistanos, em 2008, a relação de candidato por vaga foi de 19,6. Foram 1.077 concorrentes.

A expectativa dos organizadores é que apenas 2% dos 8,4 milhões de eleitores participem do pleito. Isso representa cerca de 200 mil votantes, 50 mil a mais do que na última eleição de conselheiros, ocorrida há três anos.

Pesquisadores e promotores de Justiça que atuam na área da proteção da criança e do adolescente consultados pela Folha atribuem a baixa participação da população na disputa a três fatores: o voto é facultativo, há pouca divulgação e os cidadãos não sabem quais são as atribuições dos conselheiros tutelares.

Criado em 1990 pelo ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), o Conselho Tutelar tem como função defender os direitos de quem tem menos de 18 anos de idade.

São eles que atendem as crianças e os adolescentes que tiveram seus direitos ameaçados ou violados. O conselho também é responsável por quem comete algum ato infracional. O eleito pode disputar apenas uma reeleição. O salário é de R$ 1.416

Dos 1.012 concorrentes a uma vaga, ao menos 22 tem relação com igrejas, partidos e ONGs. São diretores de associações, militantes partidários, pastores, pais de santo e padres. Os concorrentes admitem a relação.

"Com o apoio da associação posso conseguir ajudar as crianças", disse o músico, pintor e candidato a conselheiro no Campo Limpo (zona sul), Josenildo Barros.

Ele é vice-presidente de uma associação de moradores. Se eleito, ele quer ter influência política. "Tenho ideias muito loucas para implantar na prefeitura."

A coordenadora do Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância, Lígia Caravieri, diz ser notória a participação de instituições. "É normal a pessoa ter ambição política. Mas não pode usar o conselho para isso."

A promotora que investiga fraudes no pleito, Luciana Bergamo, diz que a lei não impede apoios. "O que não pode é usar essas estruturas para cometer irregularidades."

Candidatos nem sempre estão preparados

"E quando o seu ECA vem falar com a gente?"

A pergunta foi feita por um conselheiro tutelar, recém-eleito para a função que participava de um treinamento ministrado por uma ONG em Santo André, na região do ABC.

O questionamento ocorreu depois de ouvir várias vezes da instrutora do curso que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) dizia isso, tratava daquilo.

"Ele achou que o ECA era mesmo uma pessoa, e não a legislação que trata da proteção das crianças e adolescentes", afirmou a coordenadora do Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância, Lígia Caravieri.

A dúvida do conselheiro demonstra que parte dos que assumem o cargo não tem conhecimento pleno de suas funções, dizem pesquisadores ouvidos pela Folha. Por isso, algumas cidades brasileiras como Niterói, no Rio, e São Bernardo do Campo (ABC), instituíram provas como uma das etapas da seleção para novos conselheiros. Só pode concorrer quem tiver conhecimentos básicos do ECA.

Outras cidades, como Santo André, capacitam os conselheiros logo após a eleição. Em São Paulo, para concorrer ao cargo o candidato não precisa conhecer o ECA.

Basta ter mais de 21 anos de idade, não ter nenhuma condenação judicial contra si, morar no município e ser referendado por uma entidade registrada no CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), entidade responsável por organizar as eleições.

"Sou a favor da prova para selecionar os candidatos. Estamos trabalhando para mudar esse ponto da legislação ", diz o presidente do CMDCA, João Santo Carcan.

ANÁLISE

Conselho é prática em construção, com mais acertos que erros

PAULO AFONSO GARRIDO DE PAULA
ESPECIAL PARA A FOLHA


O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é uma decorrência da Constituição de 1988 e a previsão nele de que cada município deve ter, no mínimo, um Conselho Tutelar tem sua raiz na democracia participativa, promessa constitucional de que o povo deve também participar da gestão de assuntos públicos do cotidiano.

O conselho materializa parte deste objetivo através da sua instituição como órgão local encarregado de zelar pelos direitos da criança e do adolescente. Composto por cinco membros, escolhidos pela comunidade local para mandato de três anos, nasceu com uma natureza comunitária que o torna próximo da população atendida, principal razão da sua força e motivo básico de sua existência.

A ideia fundamental foi da imediatidade, resposta célere derivada da proximidade física e da vivência análoga, capaz de produzir empatia pela situação alheia e disposição em buscar a melhor solução.

Como em toda prática democrática, os membros eleitos, além de eventualmente representarem segmentos legítimos da população, não raras vezes são motivados por interesses diversos daqueles que determinaram a sua criação.

Antecâmara da vereança, obtenção de prestígio pessoal, visualização de ganhos ilícitos, desfrute de eventuais benesses de poder, defesa de interesses partidários, de igrejas ou mesmos seitas frequentemente aparecem nas críticas à sua composição. Todavia, são mazelas tópicas a merecer repressão individualizada.

É ele o órgão que mais contribui para as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes, que mais faz encaminhamentos de famílias para programas sociais e que mais escuta as falas das crianças das classes populares. Representa a alma do ECA na exata medida de que os excluídos da cidadania precisam de uma primeira atenção e de uma primeira voz.

É uma prática em construção, de muitos mais acertos do que erros, a merecer mais investimentos, capacitação e, acima de tudo, respeito.

PAULO AFONSO GARRIDO DE PAULA , 55 , é procurador de Justiça em SP e coautor do anteprojeto que originou o ECA