sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Direção do PPS prestigia filiação de Ricardo Young

O ato de filiação do "marineiro" Ricardo Young e o anúncio da sua pré-candidatura a vereador de São Paulo, na chapa com Soninha Francine potencial candidata à Prefeitura em 2012, reuniu toda a direção do PPS na tarde desta sexta-feira (30/9), na Sala Tiradentes da Câmara Municipal paulistana, e foi transmitido ao vivo pela internet (reveja aqui).

Compareceram, entre outros, os presidentes do PPS nacional, deputado federal Roberto Freire; estadual, o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia; e municipal, o subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes; os vereadores Professor Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira; o líder do PPS na Assembléia Legislativa, deputado Alex Manente; o secretário-geral do PPS paulistano, Nelson Teixeira; o secretário de Comunicação, Maurício Huertas; e a ex-vereadora Soninha Francine.

“Sinto-me muito feliz que tenhamos chegado até aqui e acredito que a nossa candidatura só tem sentido se ela puder significar algumas coisas: fazer da Câmara Municipal o espaço vital para o exercício da política; fazer da vereança o exercício da verdadeira política, da nova política; e fazer que essa Casa seja orgulho dos paulistanos”, afirma Ricardo Young.

Também estiveram presentes ao ato o vice-prefeito de Ribeirão Pires, Dedé Menezes (PPS), o secretário do Meio Ambiente de São Caetano, Osvaldo Ceoldo (PV); o ex-presidente do PV de São Paulo, Mauricio Brusadin; e o ex-deputado federal Marcos Vinícius de Campos, ambos do Movimento pela Nova Política.

Representando o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, que estava em evento no Rio de Janeiro discutindo o marco regulatório da mineração, compareceu o advogado José Valverde.

Da Secretaria de Emprego também prestigiaram o ato o secretário-adjunto, Sargento Barreto; o coordenador do Selo da Diversidade, Ari Friedenbach; e o chefe de gabinete Ulrich Hoffmann, ex-presidente da SPTrans e ex-adjunto estadual da Habitação.

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Pacto com marineiros terá Ricardo Young vereador

Roberto Freire: Sinal Verde para São Paulo


Roberto Freire: Sinal Verde para São Paulo

O PPS em São Paulo há muito vem trabalhando no sentido de superar a mesmice de um cada vez mais falso antagonismo entre o PT e o PSDB.

Nesse sentido, vem se articulando junto a lideranças políticas oriundas do PV e ligadas à ex-senadora Marina Silva, visando garantir-lhes legenda e estreitar vínculos na possibilidade de uma caminhada comum, agora e no futuro.

Tal empreendimento, executado de forma aberta e transparente, levado a cabo por nossas mais expressivas lideranças políticas na cidade de São Paulo, a começar por nossa potencial candidata à prefeitura da capital, nas próximas eleições, tem um sentido muito claro: estabelecer um diálogo com uma força política que poderá sustentar um projeto nacional de longo prazo.

Assim, por iniciativa de Sônia Francine, conjuntamente com o diretório municipal de São Paulo, foi idealizado um movimento chamado “Um sinal verde para São Paulo”, contando, ainda, com a imprescindível parceria com a Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis. O partido iniciou uma série de encontros regionais para elaborar um plano de governo para a Prefeitura de São Paulo — que pode servir de modelo para outras cidades e estados —, tendo como pressuposto o comportamento ético de seus candidatos e o compromisso com o desenvolvimento ambientalmente sustentado e socialmente justo, além de estabelecer princípios para uma gestão transparente e participativa.

As pesquisas para a Prefeitura de São Paulo, já divulgadas, apontam a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine com 6% a 11% das intenções de voto, o que indica a viabilidade de construção de uma terceira força política, na cidade, agregando o máximo de pessoas dispostas a transformar para melhor a cidade e o país, em um projeto para disputar e vencer as eleições de 2012 e 2014.

O desafio colocado pela atual conjuntura é o de encontrarmos vias e formas para aproximar a política da vida concreta das pessoas, em um momento em que grassa o desencanto e mesmo um sentimento refratário, mormente entre os jovens, da capacidade de a política ser um instrumento efetivo de transformação e mudança da sociedade, quando assistimos todos os dias exemplos nada edificantes de representantes da sociedade, seja nos parlamentos, seja nos executivos, envolvidos com graves denúncias de corrupção.

Esse pacto é proposto exatamente no momento em que, assim como os chamados “marineiros”, o PPS também busca a formatação de uma nova organização política, mais aberta, transparente, democrática, renovada, sensível aos anseios da população e que supere o atual modelo ultrapassado de política partidária brasileira.

Acreditamos que o sistema democrático de governo para ser legítimo, tem que ser marcado com o selo da participação cidadã e eficaz na resolução dos problemas vividos pela sociedade moderna.

Nesse sentido, nossa aproximação com os “marineiros” tem também o viés pedagógico de mostrar que forças políticas com formações diferenciadas podem construir novas formas de fazer política e avançar o processo democrático.

Roberto Freire, deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

Pacto com marineiros terá Ricardo Young vereador

Atendendo ao convite do PPS, com o objetivo de disputar as eleições de 2012 e começar a traçar um projeto nacional comum para 2014, alguns "marineiros" se filiaram ao partido: Ricardo Young em São Paulo (na foto, assinando a ficha de filiação), José Fernando Aparecido de Oliveira em Minas Gerais, Paulo Sombra no Ceará.

Nesta sexta-feira, o PPS reafirma o lançamento de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e anuncia a candidatura de Ricardo Young à Câmara Municipal como expoente do Movimento pela Nova Política, da Plataforma Cidades Sustentáveis e potencial puxador de votos da sua chapa de vereadores.

O PPS reitera publicamente, assim, os compromissos assumidos na carta aberta aos "marineiros" - os apoiadores da presidenciável Marina Silva.

O empresário Ricardo Young teve mais de 4 milhões de votos como candidato ao Senado pelo PV em 2010, na chapa de Marina Silva presidente e Fabio Feldmann governador.

Com as eventuais candidaturas de Soninha Francine à Prefeitura e Ricardo Young à Câmara Municipal, em uma chapa que terá os vereadores Professor Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira buscando a reeleição, e novatos na política como Ari Friedenbach e Jorge Kajuru, entre outros, o PPS pretende implantar de fato uma "nova política" a partir de São Paulo.

Os paulistanos reivindicam este novo parâmetro ético para qualificar o debate e dignificar a nossa representação no Executivo e no Legislativo, liderando a construção de uma nova São Paulo e de um país melhor e mais decente. Esse é o clamor de todos aqueles que amam esta cidade e desejam resgatar os sonhos e a esperança de uma sociedade mais justa e humana.

Um passo firme a partir de São Paulo para a construção de cidades mais modernas e sustentáveis. Uma iniciativa que nos faça despertar para a necessidade vital de uma verdadeira transformação. O que desejamos é ajudar a conscientizar e mobilizar os paulistanos para a criação e a manutenção de um ambiente social saudável, com planejamento, organização comunitária, responsabilidade eleitoral e a diminuição das desigualdades.

Entendemos que o nosso papel, a partir de agora, deva ser justamente o de chamar as lideranças sociais e políticas, além da população dispersa nas redes e nas ruas, para o debate programático e para a construção de uma cidade mais humana, justa e solidária. Uma cidade com políticas públicas e parcerias sociais que possibilitem mais rapidamente a inserção dos excluídos, a radicalização da democracia, a plena transparência dos poderes e a construção mais sólida e eficaz das bases da cidadania.

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Ciclo de encontros termina sábado em São Miguel

Encerrando o primeiro ciclo de encontros regionais do PPS paulistano, será realizada neste sábado (1º de outubro), a partir das 10h da manhã, a reunião dos Diretórios Zonais do PPS da Zona Leste, no auditório da Associação Comercial de São Paulo - Distrital São Miguel - Av. Marechal Tito, 1.042.

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo", teve início a construção de um programa de governo para a cidade, aberto à participação dos moradores de todos os bairros de São Paulo, que será encampado pela já anunciada candidatura de Soninha Francine à Prefeitura em 2012.

Também está sendo apresentada aos militantes do PPS, pré-candidatos a vereador e à comunidade a “Plataforma Cidades Sustentáveis”, pelo especialista George Winnik, representante da Rede Nossa São Paulo.

O ideal desta iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é construir cidades mais inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permitam a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Além deste encontro do PPS da Zona Leste (1º de outubro), já foram realizados eventos idênticos e eleitos os diretórios zonais do PPS nas regiões Sul (24 de setembro), Norte (3 de setembro), Oeste e Centro Expandido (17 de setembro). Veja aqui os detalhes.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ricardo Young responde na sexta o convite do PPS


O convite e a resposta de Ricardo Young serão formalizados nesta sexta-feira, 30 de setembro, às 13h, com uma entrevista coletiva na Câmara Municipal de São Paulo.

Estarão presentes a pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine; os presidentes nacional (Roberto Freire), estadual (Davi Zaia) e municipal (Carlos Fernandes) do PPS; o vice-líder na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim; o líder na Assembléia Legislativa, Alex Manente; e o líder na Câmara Municipal, Professor Claudio Fonseca.

Ricardo Young é empresário, graduado em Administração de Empresas pela FGV. Foi presidente do Instituto Ethos, da Associação Brasileira de Franquias (ABF) e do Conselho Deliberativo do Yázigi Internexus; conselheiro das organizações Global Reporting Initiative (GRI) em Amsterdam, Holanda; Accountability, em Londres (Inglaterra); e Grupo de Zurich (Suiça).

A origem empresarial de Ricardo Young foi no comando de uma das mais tradicionais e importantes escolas de inglês do Brasil (Yázigi), pioneira em franquias no país inteiro, que procurava estimular os estudantes a ter uma formação global e experiência de convivência com a diversidade.

Na década de 60, Ricardo Young assumiu a direção da empresa. Ao entrar na FGV (Fundação Getulio Vargas), entre 1975 e 1976, teve a experiência mais marcante de sua vida, devido a um profundo envolvimento com o movimento estudantil.

Atuou na esquerdista Ação Popular (AP). Naquele momento sua perspectiva de vida mudou; não só como empresário, mas como cidadão. Passou a ter um compromisso com a cidadania onde estivesse: na empresa, na sociedade, nas instituições.

Como empresário, adotou o sequinte conceito: "Uma empresa deve servir à sociedade, tudo o que nós fizermos deve agregar valor também à sociedade em algum grau". Desde a década de 70, além de ensinar inglês, teve uma preocupação com a concientização dos seus alunos. Os cursos abordavam temas como meio ambiente, diversidade cultural, identidade nacional, ecologia, cidadania.

Na década de 90, com a queda do muro de Berlim, a empresa lançou o mote "Você Cidadão do Mundo". Passou então a trabalhar o conceito de ensino de línguas como ferramenta para a inserção do indivíduo no mundo globalizado, e o fortalecimento da identidade cultural brasileira.

Firmou sólidas parcerias com entidades como o SOS Mata Atlântica e o PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). Veja aqui a biografia de Ricardo Young.

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PPS convida Ricardo Young para disputar Câmara Municipal

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PPS convida Ricardo Young para disputar Câmara

O PPS, por meio de sua potencial candidata à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine e seus presidentes Roberto Freire (nacional), Davi Zaia (estadual) e Carlos Fernandes (municipal), reitera publicamente o compromisso assumido na carta aberta aos "marineiros" - os apoiadores da presidenciável Marina Silva - e convida oficialmente Ricardo Young para ser candidato à Câmara Municipal de São Paulo.

O partido entende que a eventual candidatura a vereador do empresário Ricardo Young, expoente do Movimento pela Nova Política e da Plataforma Cidades Sustentáveis, será emblemática para requalificar o Legislativo paulistano.

Ele obteve mais de 4 milhões de votos como candidato ao Senado pelo PV em 2010, na chapa de Marina Silva presidente e Fabio Feldmann governador.

Veja o depoimento de Soninha Francine sobre Ricardo Young:

Na Câmara Municipal de São Paulo, 55 representantes eleitos tomam decisões importantíssimas sobre a cidade, a região metropolitana, o país e o planeta (Mesmo!!! Estão aí as mudanças climáticas para nos lembrar do impacto de 11 milhões de pessoas sobre o ambiente).

É um lugar de imensa responsabilidade no qual, infelizmente, muita gente séria, engajada, competente, idealista não quer estar.

Existem, é claro, muitas outras formas de militância por uma sociedade melhor, mas a política ainda é a mais abrangente e decisiva, e o Parlamento faz toda diferença, para o bem ou para o mal...


Que alguém da estatura do Ricardo Young se disponha a dedicar quatro anos de sua vida a um mandato parlamentar é muito alvissareiro; muito bom para a população e para a POLÍTICA de um modo geral. Que não lhe falte energia (limpa e renovável rsrsrs)

Kajuru se filia ao PPS e deve surpreender em 2012

O polêmico e combativo jornalista Jorge Kajuru é o mais novo filiado do PPS paulistano e poderá ser a grande novidade entre os candidatos a vereador nas eleições de 2012.

Jorge Kajuru Reis da Costa Nasser tem 50 anos de idade e 35 de carreira como repórter esportivo, radialista e apresentador de televisão. Nasceu em Cajuru, no interior de São Paulo, em 20 de janeiro de 1961. Trabalha atualmente no canal Esporte Interativo.

Kajuru é conhecido por suas declarações polêmicas e contundentes, coleciona processos por causa de suas críticas e denúncias, mas é respeitado pela extrema sinceridade e por ser bom caráter.

Com uma legião de fãs, Kajuru é um "adorável encrenqueiro", como definiu o programa Conexão Repórter, apresentado por Roberto Cabrini no SBT. "O raciocínio é rápido. Ele fala compulsivamente. Não consegue parar. Suas tiradas são ótimas, mas centenas de vezes acabam em sérios problemas para ele. Criou dentro dele próprio um personagem que jamais passa despercebido. Engraçado, espirituoso e também uma metralhadora de causar problemas. Um homem capaz de falar de tudo e de todos. Inclusive dele próprio."

Diabético, Kajuru realizou em 2009 uma cirurgia para redução do estômago e perdeu quase 60 quilos.

Cita entre os melhores amigos o ex-jogador Sócrates e os também jornalistas Juca Kfouri e José Luiz Datena. Veja aqui mais detalhes sobre a atuação profissional de Kajuru.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Soninha abona filiação e pré-candidatura de Kajuru

O jornalista Jorge Kajuru, que deve ser candidato a vereador em 2012 pelo PPS, formalizou hoje a sua filiação partidária, abonada pela também jornalista e potencial candidata à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine e pelo presidente do PPS paulistano, o subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes.

Hoje estréia no canal Esporte Interativo, às 23h, o programa "Kajuru Pergunta", com a presença do ex-craque e atual deputado federal Romário (PSB-RJ).

“Sou amigo da Soninha. O que ela quiser, o que ela mandar, eu faço. Se ela pedir pra eu ser candidato a vereador, eu serei”, disse Kajuru.

O jornalista era filiado ao PSOL, mas desligou-se do partido por acreditar que sua outra amiga, Heloísa Helena, está sendo ‘deixada de lado’ pelo partido.

“O PSOL está virando o PT. São muitas facções brigando internamente. O PPS é mais unido”, conta. O título de eleitor de Kajuru ainda é de Goiânia, mas o jornalista deve transferí-lo até o fim desta semana para São Paulo, onde passa a residir e trabalhar.

Participaram do almoço que marcou a apresentação do novo programa e a filiação de Kajuru ao PPS, entre outros, os ex-goleiros Emerson Leão e Ronaldo Giovanelli, o cantor Nasi Valadão (Ira!), a atriz Nicole Puzzi, o ex-capitão são-paulino Dario Pereyra e o filho do ex-jogador Sócrates, o advogado Gustavo Oliveira.

ONU: Vote pelo fim da violência contra a mulher

Aos 20 anos de idade, o designer do PPS Vinícius Dennis, morador da cidade de Santo André e funcionário do gabinete do vereador paulistano Cláudio Fonseca, líder da bancada do partido na Câmara Municipal, está representando o Brasil em um concurso da ONU – Organização das Nações Unidas, estimulando o combate da violência contra a mulher.

A votação está aberta até o dia 21 de outubro e dará ao vencedor a chance de participar de uma reunião da ONU em Nova York, além de divulgar o nome do país e o trabalho encampado pelo PPS contra a violência.

O trabalho é este reproduzido acima: uma camiseta estilizada que reforça o tema da campanha pelo fim de toda e qualquer violência contra a mulher. Para votar é bem simples e rápido. Basta acessar AQUI e clicar em VOTE na lateral direita superior da tela, bem abaixo da faixa azul e ao lado do total de votos da camiseta. Participe!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Prossegue ciclo de encontros regionais do PPS/SP

Cerca de 200 pessoas participaram, na manhã deste sábado (24/9), de mais um encontro do PPS paulistano, sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo". Desta vez foram reunidos os diretórios zonais da região Sul, no Auditório Paulo Kobayashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera.

A potencial candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine, destacou mais uma vez a importância dos candidatos à Câmara Municipal para levar as bandeiras do partido aos quatro cantos da cidade.

“Cada voto conta. Cada candidato é importante para o conjunto de votos da legenda”, afirmou Soninha. “Somos um partido de esquerda, que preserva a democracia e a cidadania. Um partido do qual me orgulho muito pelo seu passado e pelo seu presente.”

Assim como ocorreu nos encontros anteriores, os militantes do PPS tiveram a oportunidade de acompanhar a exposição “Plataforma Cidades Sustentáveis”, apresentada por George Winnik, representante da Rede Nossa São Paulo.

O trabalho elenca uma série de propostas para tornar São Paulo uma cidade mais sustentável e pede para que todo candidato à Prefeitura da cidade em 2012 assuma esse compromisso. O PPS e seus pré-candidatos à eleição de 2012 já o fizeram.

O ideal desta iniciativa da Rede Nossa São Paulo, da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é construir cidades mais inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos cidadãos e que permitam a participação da sociedade em todos os aspectos relativos à vida pública.

Ao final, todos se emocionaram com a exibição do programa eleitoral do PPS Nacional, em homenagem ao ex-presidente Itamar Franco. Veja aqui.

Participaram deste encontro, entre outros, o presidente do PPS paulistano e subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes; o chefe de gabinete da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, Ulrich Hoffmann; o chefe de gabinete do vereador Claudio Fonseca, Paulo Cesar Oliveira; o presidente de honra do PPS/SP, Moacir Longo; e o secretário-geral do PPS/SP, Nelson Teixeira.

Além deste encontro da Zona Sul, em 24 de setembro, já foram realizados os encontros do PPS nas regiões Norte (3 de setembro), Oeste e Centro Expandido (17 de setembro).

No próximo sábado (1º de outubro) ocorre o encontro da Zona Leste, no auditório da Associação Comercial de São Paulo - Distrital São Miguel - Av. Marechal Tito, 1.042, a partir das 10h da manhã.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diretórios do PPS da Zona Sul têm encontro sábado

O próximo encontro regional do PPS paulistano, reunindo os diretórios da Zona Sul, será realizado neste sábado, 24 de setembro, a partir das 10h da manhã, no Auditório Paulo Kobayashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera.

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo" e em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", são discutidos em cada encontro os assuntos pertinentes àquela região, sempre sob o olhar do desenvolvimento sustentável, com a participação da população local, de representantes da sociedade civil e de entidades organizadas.

Já foram realizados os encontros do PPS nas regiões Norte (em 3 de setembro), Oeste e Centro Expandido (17 de setembro). Neste sábado (24) ocorre o da Zona Sul, e no próximo sábado (1º de outubro) o encontro da Zona Leste.

Nestes encontros também são eleitos os diretórios zonais do PPS e debatidos os grandes temas preparatórios para o Congresso Municipal (22 de outubro), para o Congresso Estadual (6 de novembro) e para o Congresso Nacional do PPS (9, 10 e 11 de dezembro, em São Bernardo do Campo).

Com participação da potencial candidata do PPS à Prefeitura, a ex-vereadora Soninha Francine, e do especialista George Winnik, representando a Rede Nossa São Paulo, parceira do PPS desde a campanha municipal de 2008, começa a ser elaborado um programa para São Paulo com base na Plataforma Cidades Sustentáveis, compromisso assumido pelo partido e pelos seus candidatos à eleição de 2012.

CALENDÁRIO DE CONGRESSOS ZONAIS

03 de setembro - às 10h - Zonais da Região Norte - Local: Auditório do Shopping Santana, Av. Voluntários da Pátria, 2.182 - Próximo do Metrô Santana.

17 de setembro - às 10h - Zonais das Regiões Oeste e Centro Expandido - Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

24 de setembro - às 10h - Zonais da Região Sul - Local: Auditório Paulo Kobayashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

1º de outubro - às 10h - Zonais da Região Leste - Local: UNICSUL - Unniversidade Cruzeiro do Sul - Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 204 - São Miguel.

22 de outubro - CONGRESSO MUNICIPAL DO PPS. Local: Plenário da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 10h.


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São Paulo precisa de um "Sinal Verde"

Código Florestal não pode anistiar desmatamentos

Muito barulho se faz - e com razão - sobre as mudanças que a Câmara e o Senado estão aprovando no chamado Código Florestal. Não se trata de uma guerra entre ambientalistas e ruralistas, como alguns querem instituir, muito menos ser contra o desenvolvimento ou a agricultura, mas há pontos no relatório aprovado que são inconstitucionais e prejudiciais à preservação das florestas e da vida.

O PPS se posicionou - através de ampla maioria do seu Diretório Nacional e do voto, na Câmara Federal, dos deputados Roberto Freire e Arnaldo Jordy - contra o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) e a emenda que absurdamente anistia os desmatamentos realizados até então.

Como o partido não fechou questão, por haver divergências no encaminhamento da discussão e na avaliação da bancada, alguns parlamentares votaram a favor do relatório justificando que há nele aspectos positivos - incluindo o deputado Moreira Mendes, líder ruralista eleito (sabe-se lá porque, pois não tem nenhuma identidade com o partido) pelo PPS e que (para o bem de todos) já está de saída (ufa!), como um dos fundadores e coordenador do novo PSD em Rondônia.

Na avaliação de ambientalistas e do próprio governo federal (sem a concordância de parlamentares do PT e do PMDB, diga-se), há nas mudanças propostas vários pontos contrários à Constituição. Um deles, por exemplo, permite legalizar desmatamentos feitos até julho de 2008 nas chamadas áreas rurais consolidadas. O texto do Senado aplica o conceito às APPs (áreas de preservação permanente), em topos de morro e várzeas de rios que precisam de proteção especial.

O Planalto considera a correlação de forças no Senado desfavorável e teme que se repita o que aconteceu na Câmara em maio, quando a bancada ruralista impôs derrota à presidente Dilma Rousseff e aos ambientalistas, que permanecem mobilizados contra o retrocesso.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Morre em São Paulo denunciante de propina do PR

Mataram o ex-administrador da conhecida "Feirinha da Madrugada" paulistana, Geraldo de Souza Amorim. Ele foi baleado dentro de casa, no domingo (18/9), em uma fazenda na zona rural de Tatuí, no interior de São Paulo, onde costumava passar os fins de semana.

De acordo com a polícia, três homens teriam invadido o local e durante a fuga houve uma troca de tiros. Três suspeitos foram presos, dois no próprio domingo e um nesta segunda-feira (19).

Amorim havia pedido afastamento do cargo e registrado um boletim de ocorrência porque estava sofrendo ameaças sobre assuntos relacionados à feira. O ex-administrador ficou famoso por denunciar suposto esquema de propina, que, segundo ele, envolvia políticos do PR (Partido da República).

Investigação

Segundo noticiado pela imprensa, o empresário Geraldo de Souza Amorim acusou o deputado Milton Monti (PR-SP) de pedir propina para que ele pudesse continuar a comandar a feira. Amorim afirma ter relatado o problema ao presidente do PR, o deputado federal Valdemar Costa Neto, que, segundo o acusador, "preferiu não se envolver".

Um processo contra Costa Neto foi iniciado por representação do PSOL e do PPS. Os dois partidos pediram a investigação do possível envolvimento do deputado com essa suposta cobrança de propina de uma empresa que administrou a Feira da Madrugada, localizada em terreno da extinta Rede Ferroviária Federal, e também por irregularidades no Ministério dos Transportes.

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Último dia da campanha nacional do PPS na TV

Vão ao ar hoje, terça-feira, 20 de setembro, as últimas inserções do PPS na TV. São 10 comerciais institucionais de 30 segundos, exibidos em todas as emissoras do país, entre 19h30 e 22h. As inserções do PPS foram exibidas nos dias 8, 13, 17 e 20 de setembro.

O programa nacional do PPS, com duração de 10 minutos e a participação de dirigentes como Roberto Freire, Soninha Francine e Arnaldo Jardim, vai ao ar na quinta-feira, 22 de setembro, às 20h30.

Veja abaixo as inserções da ex-vereadora e potencial candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine; do presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire; do presidente do PPS paulista, deputado estadual Davi Zaia; e do presidente do PPS paulistano, Carlos Fernandes.







segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Encontro do Oeste e Centro Expandido emociona

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo" e em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", foi realizado neste sábado (17/9) mais um dos encontros regionais do PPS paulistano, desta vez reunindo os diretórios zonais da região Oeste e do Centro Expandido com a potencial candidata à Prefeitura de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine.

Participaram, entre outros, o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire; os vereadores paulistanos Claudio Fonseca e Milton Ferreira; o chefe de gabinete da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, Ulrich Hoffmann; o líder sindical Chiquinho Pereira, da UGT e do Sindicato dos Padeiros; o secretário-geral do PPS/SP, Nelson Teixeira; o secretário de Comunicação, Maurício Huertas; e o presidente municipal, Carlos Fernandes.

A potencial candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, falou sobre a importância da participação da população e dos pré-candidatos a vereador na construção de um programa de governo alternativo e viável para a cidade.

Como usuária dos serviços públicos, do SUS ao transporte coletivo, Soninha também falou, com propriedade e conhecimento de causa, das necessidades estruturais e problemas sociais mais urgentes.

Representando a Rede Nossa São Paulo, parceira do PPS desde a campanha municipal de 2008, o especialista George Winnik fez mais uma exposição da Plataforma Cidades Sustentáveis, compromisso assumido pelo partido e pelos seus candidatos à eleição de 2012.

Militantes homenageados

Foram homenageados os militantes históricos do PCB/PPS Maria Sallas Dib, de 83 anos, e Amaro Aquilino Meneses, de 91 anos de idade, ambos com mais de sete décadas de atuação partidária.

Maria Sallas é metalúrgica aposentada e membro do grupo Tortura Nunca Mais. Começou a trabalhar com oito anos, na Cooperativa de Produção e Consumo, fundada por seu pai, o comunista Orestes Sallas, numa fazenda no município de Presidente Prudente, interior de São Paulo. Foi quando iniciou também a militância pelo comunismo, ainda adolescente. Leia mais.

Outro que despontou para a militância política na Juventude do Partido Comunista Brasileiro, em 1940, foi o pedreiro pernambucano Amaro Aquilino Meneses, que chegou em São Paulo como clandestino em um navio. Leia mais. Pai da professora Vera Lúcia Meneses, pré-candidata a vereadora pelo PPS, foi o patrono do encontro deste sábado.

Novas filiações

O encontro regional da Zona Oeste e do Centro Expandido marcou também a filiação de duas mulheres combativas, as mais novas militantes e pré-candidatas a vereadora pelo PPS: Professora Zinha e Ivanise Esperidião da Silva Santos.

Ivanise Esperidião da Silva Santos é fundadora e presidente da ONG Mães da Sé. Ela teve a filha desaparecida há 15 anos e deu um depoimento comovente sobre a sua atuação na busca de pessoas desaparecidas. Leia aqui a íntegra da emocionada fala de Ivanise.

A Professora Zinha lecionou no Colégio Santana e foi professora de Soninha Francine por oito anos seguidos. Hoje, aos 64 anos, tem toda uma vida dedicada ao ensino. Ao lado de amigos e familiares, falou sobre a importância da Educação para o desenvolvimento do país. Um exemplo de garra e de vitalidade.

Próximo encontro: zona sul, dia 24

O próximo encontro será no sábado, 24 de setembro, às 10h, reunindo os Zonais da Região Sul. Local: Auditório Paulo Kobayashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo, no Ibirapuera.

São discutidos em cada encontro os assuntos pertinentes àquela região, sempre sob o olhar do desenvolvimento sustentável, com a participação da população local, de representantes da sociedade civil e de entidades organizadas.

Nestes encontros também são eleitos os diretórios zonais do PPS e debatidos os grandes temas preparatórios para o Congresso Municipal (22 de outubro), para o Congresso Estadual (6 de novembro) e para o Congresso Nacional do PPS (9, 10 e 11 de dezembro, em São Bernardo do Campo).

CALENDÁRIO DE CONGRESSOS ZONAIS

03 de setembro - às 10h - Zonais da Região Norte - Local: Auditório do Shopping Santana, Av. Voluntários da Pátria, 2.182 - Próximo do Metrô Santana.

17 de setembro - às 10h - Zonais das Regiões Oeste e Centro Expandido - Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

24 de setembro - às 10h - Zonais da Região Sul - Local: Auditório Paulo Kobayashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

1º de outubro - às 10h - Zonais da Região Leste - Local: UNICSUL - Unniversidade Cruzeiro do Sul - Avenida Doutor Ussiel Cirilo, 204 - São Miguel.

22 de outubro - CONGRESSO MUNICIPAL DO PPS. Local: Plenário da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 10h.


Leia também:

Cidades Sustentáveis: o compromisso do PPS/SP

São Paulo precisa de um "Sinal Verde"

Zé Elias, o "Zé da Fiel": potencial candidato do PPS

Painel, da Folha de S.Paulo, domingo, 18 de setembro.

Você Precisa Saber, do Jornal da Tarde, segunda, 19 de setembro.

Leia também:

Caso de Zé Elias expõe fragilidade de ex-atletas

A novela da "nova política" e o "namoro" paulistano

"Nunca antes na história deste país...", para usar a expressão preferida do lulismo, mas nunca antes, de fato, deve ter havido um "namoro" partidário (e eleitoral, certamente) tão explícito, sincero e transparente. Que venha a "nova política", afinal. E assim seja!

O PPS emitiu todos os sinais possíveis para a aproximação dos chamados "marineiros" - os apoiadores da presidenciável Marina Silva que saíram junto com ela do PV e mesmo aqueles que nunca tiveram vinculação partidária. Propôs um pacto público, divulgou uma carta aberta e sugeriu a construção conjunta de uma candidatura à Prefeitura de São Paulo com a jornalista e ex-vereadora Soninha Francine (PPS) e o empresário Ricardo Young (ex-PV).

Foi tamanha - e tão incomum - a sinalização, que críticos e agoureiros de plantão chegaram a insinuar que o PPS estava "fritando", "entregando a cabeça" ou "abrindo mão" de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo - o que, por si só, seria um suicídio político, visto que uma candidata que tem entre 6% e 11% no Datafolha e é absolutamente identificada com o partido - numa relação recíproca - não pode ser simplesmente tirada do páreo sem que haja um motivo forte, objetivo e consistente para tanto.

Nesse aspecto, há uma causa que nos une e permitiria uma construção coletiva (sem colocar a "cabeça de chapa" como obstáculo): protagonizar esta "nova política", constatada a falência do atual modelo político-partidário e a revolução que emerge das redes e das ruas, dos excluídos e dos indignados. A construção coletiva de uma proposta alternativa e viável, que no contexto paulistano pode fomentar uma candidatura equidistante do PSDB e do PT. Um alento, portanto, para a cidade e para o país.

Ao que parece, muita gente fala e escreve em nome da tal "nova política", mas poucos a praticam ou compreendem de fato. Toda essa transparência e publicidade sobre as conversações em torno da construção conjunta de uma chapa à Prefeitura de São Paulo unindo Soninha Francine e Ricardo Young parece não ter bastado para esclarecer e convencer a todos do nosso compromisso. Nem aos próprios envolvidos no diálogo.

Não chega a surpreender. A "nova política" é ainda um conceito abstrato, uma realidade virtual e um sonho coletivo - que tem inspirado e motivado tanto o Movimento pela Nova Política de Marina Silva quanto a idéia da refundação de uma Esquerda Democrática pelo partido de Roberto Freire.

Uns mais sinceros e coerentes que os outros, até mesmo o PP (costela da Arena da ditadura), que em São Paulo é sustentáculo do malufismo, foi à propaganda da TV na semana passada, com o seu presidente Francisco Dornelles, jovens e mulheres, defender genericamente essa "nova política" - que de tão inodora, insípida e incolor pode acabar fazendo água.

O jornal O Estado de S. Paulo deste domingo traz uma reportagem sobre o mais recente capítulo desta novela da "nova política", sobretudo do núcleo paulistano, que pode ou não ter um final feliz.

Em resumo, segundo o jornal: "Ex-vereadora não quer abrir mão de candidatura à Prefeitura e Ricardo Young diz que só entra no partido se for cabeça de chapa."

Leia a matéria do Estadão:

Fator Soninha complica filiação de aliados de Marina ao PPS

domingo, 18 de setembro de 2011

Leia o depoimento de Ivanise, da ONG Mães da Sé

Fundadora e presidente da ONG Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos é a mais recente militante e filiada do PPS de São Paulo.

Com um discurso emocionado e comovente durante o encontro dos diretórios zonais da região Oeste e do Centro Expandido, realizado no sábado, 17 de setembro, Ivanise contou um pouco da sua vida e da sua luta.

A ONG Mães da Sé nasceu há 15 anos, quando a filha adolescente de Ivanise (Fabiana, aos 13 anos) desapareceu. Atualmente, a organização conta com cerca de 10 mil associados de todo o Brasil e já foi a responsável por localizar 2.566 pessoas desaparecidas.

A entidade presta atendimento às famílias que tiveram um parente desaparecido, assessoria jurídica quando necessário, apoio psicológico e ainda faz o encaminhamento das pessoas para a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, com quem tem parceria.

Leia a íntegra do depoimento:

Nunca fui uma pessoa privilegiada. Filha de agricultores, trabalhei na roça até os 18 anos, quando me casei e vim morar nessa megalópole.

Confesso que quando cheguei aqui em 12 de junho de 1980 me assustei, afinal tinha saído de uma cidade muito pequena, chamada São Luiz do Quitunde, que fica a 54 km de Maceió, Alagoas, e hoje tem 30 mil habitantes.

Deixei para trás meus pais e nove irmãos. Isso para mim foi muito difícil, por isso pensei logo em engravidar e ter minhas filhas para me fazerem companhia. Sempre pensei comigo mesma que tudo aquilo que não tive na minha infância eu daria para elas, pois como a minha família era muito grande, meus pais não tinham condições de nos dar conforto. Afinal, com 10 filhas para sustentar...

Com o salário que o pai das minhas filhas ganhava, como motorista de ônibus, nunca deixou faltar nada para elas. Optei por ter só duas filhas, porque sempre achei que quando decidimos ter filhos, temos a obrigação de dar o melhor. Ter filhos é a maior benção que Deus nos deu. Acredito que Ele foi muito sábio e generoso quando escolheu a nós, mulheres, e nos deu a dádiva de ser Mãe.

Fabiana, desaparecida aos 13 anos

Na minha concepção de felicidade, eu tinha uma família feliz. Até que em 23 de dezembro de 1995, minha filha Fabiana saiu de casa, acompanhada de uma amiguinha que estudava junto com ela para visitar outra amiga, que fazia aniversário naquele dia. Mas no retorno para casa ela desapareceu, a cerca de 120 metros de distância da casa onde morávamos.

A partir daí, minha vida se transformou em um pesadelo, em uma busca sem fim. Durante três meses procurei a minha filha sozinha, por essa imensa cidade, visitando hospitais, IMLs, hospitais psiquiátricos e pelas ruas e viadutos, principalmente na região central.

Essa busca foi me desgastando fisicamente e psicologicamente. Cheguei à beira da loucura. A vida não tinha mais sentido para mim sem minha filha, até que um dia, num momento de desespero e muita dor, pedi ao Senhor Jesus que me mostrasse uma forma de poder esperar até o momento em que Ele achasse que eu estava preparada para encontrar minha filha, viva ou morta.

Por um acaso, uma amiga de faculdade me ligou, passou o telefone de uma organização que tinha no Rio de Janeiro, o Centro Brasileiro de Defesa da Criança e do Adolescente, onde cadastrei o desaparecimento da minha filha.

Novela "Explode Coração"

Algumas semanas depois, fui convidada a participar da novela "Explode Coração", da Rede Globo, que juntou a ficção e a realidade, mostrando depoimentos de mães que tinham filhos desaparecidos.

Durante as gravações, conheci outras mães que estavam passando pelo mesmo drama que eu. Juntamente com outra mãe que foi comigo gravar a novela, demos início ao Movimento Mães da Sé, que nasceu no dia 31 de março de 1996.

No começo desse trabalho, os meios de comunicação e as empresas divulgavam fotos de crianças desaparecidas em diversos lugares. Fizemos grandes campanhas em algumas emissoras de TV e os resultados eram instantâneos. Com o passar do tempo, a imprensa só noticia quando acontece um caso extraordinário. Ou seja, quando a vítima é de uma classe social elevada, ou tem parentesco ou é amigo de alguém muito influente.

Diferença de classes

Posso citar um caso que repercutiu bastante no ano passado e até hoje se comenta, que foi o caso da advogada Mércia Nakashima, onde a polícia se mostrou muito empenhada. Em 19 dias o caso foi solucionado. É lógico que com a ajuda da família e amigos da vítima, pois o corpo foi localizado pela família com auxílio dos Bombeiros.

Quando receberam a denúncia anônima e falaram para o delegado responsável pelo caso, ele achou que era um trote. A família não se conformou. Foram até o local e encontraram o carro e o corpo da vítima.

Infelizmente não é o que acontece com as famílias de classe social mais baixa. A grande maioria não tem nem sequer dinheiro para pagar a passagem do ônibus ou do trem.

Como mães que tenho cadastradas na Associação, que quando chegam na delegacia para registrar a queixa do desaparecimento dos seus filhos, são tratadas com o mais profundo descaso.

Temos um caso que a vítima foi assassinada no mesmo dia do seu desaparecimento e o corpo foi encontrado um dia depois. Mas a família só ficou sabendo cinco anos e meio mais tarde, isso porque pedi para o pai ir até a delegacia requerer pesquisa de cadáver.

O policial entregou o laudo, que havia chegado há mais de cinco anos, e a família simplesmente não foi avisada. Nesse caso específico, há fortes indícios que a vítima foi usada para o tráfico de órgãos.

Descaso do Estado

Há 14 anos eu esperava para fazer um exame de DNA de um corpo que foi encontrado na região de Campinas, em 1º de janeiro de 1996, nas margens do Rio Capivari. Em agosto do mesmo ano fui chamada na Delegacia de Desaparecidos para tentar identificar aquele corpo como sendo de minha filha.

Não achei nada que pudesse comprovar que aquele cadáver era minha filha, até porque não tinha fotos do rosto e o corpo foi encontrado em estado de decomposição. Havia dois laudos diferentes, onde as informações eram um pouco confusas. Então pedi o exame de DNA, já que a minha filha não tinha carteira de identidade.

Durante 14 anos fiquei esperando por esse exame. Até que, no final de 2009, pedi ajuda ao Delegado Itagiba Franco, que prontamente se manifestou, tomando as devidas providências. Mas para minha infelicidade ele constatou que o material genético daquele corpo foi extraviado.

Ou seja, não dava mais para fazer o exame. E a justificativa do cemitério é que eles têm capacidade para enterrar mil corpos sem identificação. Que durante três anos aquele corpo fica enterrado, depois os ossos são retirados e levados para o ossário, que é um poço sujo, sem qualquer identificação.

Com isso, fica inviável identificar qualquer ossada. Isso, para mim, é o mais profundo descaso. Desrespeito pela dor de uma mãe que há 15 anos procura por uma resposta, porque se aquele cadáver não for da minha filha, tem uma mãe assim como eu à procura de uma filha que nunca mais vai encontrá-la.

Crianças viram apenas números

Para a polícia, nossos filhos são apenas números. Eles fazem parte de uma estatística de 20.000 por ano, só no Estado de São Paulo. A nível nacional não se sabe com exatidão. É vergonhoso viver num país onde vidas são tratadas com tanto descaso. A não ser que a família tenha uma condição social elevada, aí a coisa muda de figura.

E de quem é a responsabilidade? É de um Estado omisso e negligente, que não investe em Segurança Pública e não capacita seus policiais para tratar com dignidade e respeito as famílias que passam pela dor da perda de seus filhos, dando a elas amparo social, psicológico, legal e até financeiro, pois muitas mães, com a perda de seus filhos, perdem o emprego, a saúde, a auto-estima. O desaparecimento causa depressão, hipertensão, problemas cardíacos, entre outras sequelas.

Em 15 anos de lutas no Movimento Mães da Sé, já perdemos oito mães e dois pais, porque o desaparecimento deixa sequelas irreparáveis para as famílias que passam por essa dor.

Irmanados na dor

Eu transformei a minha dor em uma luta constante, não apenas pela minha filha, mas para ajudar outras mães que vivem o mesmo drama que eu. Tenho aprendido muito com essa família nova e numerosa que Deus me deu. Somos irmanados pelo mesmo objetivo, que é encontrar nossos filhos, afinal o Estado nos deve essa resposta. Nossa luta é uma luta isolada, onde temos o total abandono do Poder Público.

Aprendi a não desistir nunca, pois como mãe não posso desistir do bem mais precioso que Deus me deu. Tenho travado uma longa e triste batalha com a vida, mas aprendi também que "não existe causa perdida, pois a única causa perdida é aquela que você abandona".

Não encontrei ainda a minha Fabiana, mas já devolvi a alegria para 2.566 famílias de casos localizados com vida. Se eu morrer hoje, morro em paz, pois minha filha vive em cada uma dessas pessoas, sejam crianças ou adultos, que devolvi para suas famílias.

Ao longo desses 15 anos de luta, aprendi que é enfrentando as dificuldades que me fortaleço. É superando meus limites que cresço como pessoa. É tentando resolver problemas que amadureço. É desafiando o perigo que encontro coragem para enfrentá-lo, e descubro o quanto cresço quando exigem de mim mais do que as minhas próprias forças, o que muitas vezes está além dos meus limites.

Aprendi a valorizar cada minuto que a vida me dá, pois ele é único. Seja bom ou seja ruim, pois jamais haverá outro igual. Por isso nunca penso naquilo que acabou, mas sim naquilo que valeu a pena enquanto durou.

O resultado desse esquecimento vemos hoje, quando execuções sumárias, torturas e desaparecimentos forçados continuam a ser praticados, em número muito maior e atingindo muito mais pessoas, por agentes estatais. Nos recusamos a mais um esquecimento nessa triste história.

Justiça, dignidade e verdade

Lembrar os 15 anos do Movimento Mães da Sé é, acima de tudo, um ato de continuidade da busca por justiça, dignidade e verdade. A nossa luta não se perdeu no caminho, tampouco é em vão.

De tudo fica um pouco, que será suficiente para tecer o fio da memória que serve para a luta por justiça e contra a violência do Estado. É tempo de lembrar, e fazer da lembrança dos nossos filhos o combustível para a luta que continua até encontrarmos uma resposta.

Há 15 anos iniciamos, dando os primeiros passos, junto com muitas mães, pais, irmãos e amigos que nos seguiram, mostrando que não podemos mais esperar por justiça e deixando tudo por conta do Estado.

O mesmo Estado aliás, que até hoje não resgatou a imensa dívida social com o Brasil, com os milhões de pobres e excluídos que sofrem nessa terra há mais de 500 anos.

A dor integra a natureza do nosso trabalho. É em meio à nossa dor e sofrimento que buscamos e recolhemos a solidariedade e o alento de nossos parceitos em nosso trabalho, que não só alivia nossa caminhada, como amplia nossas vitórias e impõe-nos o compromisso de com eles nos congratularmos, ainda perguntando: "Para onde estão indo nossas crianças?".

sábado, 17 de setembro de 2011

Presidente do PPS participa do 1º Encontro do PHS

O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, participou neste sábado (17/9) do 1º Encontro do PHS paulistano, na Assembléia Legislativa, ao lado do presidente nacional do PHS, Paulo Roberto Matos, do deputado federal Ricardo Izar (PV) e do advogado Laercio Benko Lopes (ex-PV), que acaba de assumir a direção do PHS em São Paulo.

O PHS é potencial parceiro do PPS nas eleições de 2012. Há cinco anos, por conta da chamada cláusula de barreira, chegou a ser formado um partido único, a MD (Mobilização Democrática), a partir a fusão do PPS (Partido Popular Socialista) com o PHS (Partido Humanista da Solidariedade) e o PMN (Partido da Mobilização Nacional).

Não houve oficialização da fusão em decorrência de ter sido derrubada a cláusula de barreira, que estabelecia que apenas os partidos que recebessem mais de 5% do total dos votos nas eleições para a Câmara dos Deputados seriam reconhecidos com direitos plenos, incuindo a propaganda gratuita no rádio e na televisão, o direito de indicar membros para as comissões legislativas e o acesso ao fundo partidário.

O PPS obteve pouco mais de 4% dos votos nacionais nas eleições de outubro de 2006, portanto para superar a cláusula de barreira e atingir o mínimo de 5% dos votos seria necessária a fusão para somar a votação dos três partidos, o que era permitido pela lei.

O congresso que os três partidos realizaram de forma conjunta, em novembro de 2006, em Brasília, aprovou não somente a fusão, mas também a escolha do então senador Roberto Freire como presidente da Mobilização Democrática. O novo partido reuniria 22 deputados eleitos pelo PPS, três pelo PMN e dois pelo PHS.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Soninha: a cara da "nova política", a cara do PPS



O vídeo acima, da jornalista e ex-vereadora Soninha Francine, é um dos que estão no ar com a propaganda institucional do PPS. Mas nunca é demais lembrar de outros momentos da Soninha na TV.

Reveja o vídeo do primeiro dia da campanha de 2008 e também o último dia; relembre ainda a primeira vez que foi usado o slogan "Quem foi que disse?".

Leia também:

Soninha Prefeita tem entre 6% e 11% no Datafolha

Hora do espanto: a transparência da "nova política"

Será que é mais difícil ser ético e transparente, como apregoa a "nova política", do que permanecer na velha prática de negociatas e joguinhos de bastidores da politicagem tradicional?

O PPS vem mantendo um diálogo franco com os chamados "marineiros", propondo um pacto para a construção de uma candidatura e um programa conjunto para a cidade de São Paulo, com absoluta transparência.

Para tanto, assume publicamente o compromisso de ouvir o partido, o movimento por uma nova política e a sociedade, sem colocar qualquer obstáculo a esta construção coletiva, nem mesmo com a imposição de quem encabeçaria a chapa à Prefeitura de São Paulo em 2012, ainda que a sua potencial candidata, Soninha Francine, tenha de 6% a 11% no Datafolha.

E qual o resultado imediato desta ação? Uma reação de espanto, talvez pela falta de costume de tanta transparência na prática política e no trato com a opinião pública.

"Mas o PPS procura convergência para São Paulo, não intrigas", afirma o presidente municipal do partido, Carlos Fernandes. "Engana-se quem apostar diferente."

É isso. Apenas para que não restem dúvidas, a matéria reproduzida abaixo teve origem nesta postagem do Blog do PPS/SP. Leia e tire a sua própria conclusão, antes que alguém tente pensar por você.

PPS oferece cabeça de chapa em SP para "marineiros"

Para atrair aliados de Marina Silva, sigla diz que abre mão de ter Soninha como cabeça da chapa na capital paulista

O diretório do PPS em São Paulo sinalizou que pode abrir mão de lançar a ex-vereadora e apresentadora Soninha Francine (PPS) como candidata à prefeitura da capital e oferecer a cabeça da chapa para os aliados da ex-senadora Marina Silva, caso eles se filiem ao partido.

Nesse cenário, a ex-parlamentar, que dirige a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), ficaria com a vaga de vice na chapa. "Se for a Soninha a candidata, como foi em 2008, será porque provamos que se trata de uma construção coletiva, muito maior que um desejo individual ou partidário. Se o candidato for o [Ricardo] Young será porque o Movimento pela Nova Política demonstrou - como imaginamos ser possível - maior poder de aglutinação e potencial de crescimento, agregando apoios importantes na sociedade, que não teríamos sem essa condição", afirma e-mail divulgado no blog do PPS nesta quarta-feira.

Os "marineiros", como se autodenomina o grupo que acompanhou a ex-senadora, conversam com PPS e PHS para lançar candidato a prefeito de São Paulo em 2012, mas estão sem partido desde que saíram o PV em julho depois de desentendimentos internos. O empresário Ricardo Young teve quatro milhões de votos na eleição para o Senado no ano passado e quer encabeçar a chapa, mesmo desejo de Soninha, que já teve a pré-candidatura lançada oficialmente pelo PPS.

A disputa entre Soninha e Young tem impedido, pelo menos por enquanto, a filiação dos aliados de Marina ao partido, o que tem de ocorrer até 7 de outubro para que eles possam concorrer na eleição. (Raphael Di Cunto / Valor Econômico)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Transparência total: a "nova política" ao pé da letra!

Para conhecimento geral, em nome desta "nova política" que pretendemos construir, defender e praticar, com absoluta transparência, veja a posição oficial do PPS a partir de um questionamento do repórter Fábio Zambeli, do Painel da Folha de S. Paulo, sobre o pacto proposto aos "marineiros" para as eleições de 2012.

A intenção do PPS é unir Soninha Francine e Ricardo Young em uma candidatura conjunta à Prefeitura de São Paulo, decidindo entre ambos a chamada "cabeça de chapa" e construindo um programa de governo com base na Plataforma das Cidades Sustentáveis, sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo".

Em seguida, conheça também o teor de um e-mail encaminhado a Ricardo Young, um dos líderes e idealizadores do "Movimento pela Nova Política" ao lado de Marina Silva, reforçando este compromisso público do PPS.

Fábio Zambeli: Pergunto especificamente sobre a possibilidade de ingresso de parte dos apoiadores de Marina Silva no PPS: em que estágio estão as tratativas? O partido cogita ceder a cabeça de chapa ao Ricardo Young, caso seja essa uma condição para entrada dos "marineiros"?

Resposta do PPS: O nosso posicionamento nos bastidores é o mesmo expresso no blog e no site. Estamos propondo esse pacto, com a devida transparência, até para afastar qualquer insinuação crítica de mero oportunismo eleitoreiro. Trata-se de um posicionamento político claro e consciente.

É, sem dúvida, uma oportunidade única que temos e queremos concretizá-la: fazendo este "laboratório" em 2012 (amparado no tema da nova política e das cidades sustentáveis, que não por acaso chamamos de "um sinal verde para São Paulo") e que, se bem sucedido, indica também o rumo nacional para 2014, fugindo da polarização entre PT e PSDB.

Dentro desta proposta de PACTO e CONSTRUÇÃO - e também na prática da tão desejada nova política - não trabalharemos com a imposição da cabeça de chapa, nem para a Soninha nem para o Ricardo Young.

Por um lado, se for a Soninha a candidata - como foi em 2008 - será porque provamos que se trata de uma construção coletiva, muito maior que um desejo individual ou partidário. Se o candidato for o Young, será porque o Movimento demonstrou - como imaginamos ser possível - maior poder de aglutinação e potencial de crescimento, agregando apoios importantes na sociedade, que não teríamos sem essa condição.

Portanto, não existe questão fechada. Queremos os apoiadores de Marina no PPS e teremos nove meses, até o prazo das convenções eleitorais que decidirão os candidatos em junho de 2012, para gestar essa candidatura, uma proposta alternativa viável para a cidade de São Paulo e definir quem é o cabeça de chapa mais indicado para liderar esse pacto, com a participação direta da sociedade e sem "frituras", negociatas ou constrangimentos de qualquer tipo.

Respondendo diretamente: o Ricardo Young, assim como Fabio Feldmann ou João Paulo Capobianco, para citar outros nomes entre os apoiadores de Marina, pode sim encabeçar uma chapa do PPS à Prefeitura de São Paulo.

Uma coisa é certa: com a vinda dos marineiros para o partido, Young e Soninha estarão juntos na mesma chapa. Esse é o compromisso público assumido pelas direções municipal, estadual e nacional do PPS. Para o bem da política paulistana e do Brasil.


A seguir, o teor do e-mail encaminhado a Ricardo Young:

Prezado Ricardo,

Copio aqui aos presidentes municipal, estadual e nacional do PPS - e igualmente à Soninha - reiterando o nosso compromisso: o pacto já anunciado, a construção da candidatura conjunta e o projeto coletivo serão maiores do que qualquer ambição pessoal.

Este compromisso é público, transparente, explícito. Nem teríamos como recuar.

A nossa intenção, como dissemos repetidas vezes, é sermos protagonistas deste Movimento por uma Nova Política. E, a partir de São Paulo, apresentar uma candidatura alternativa e viável, com uma chapa de candidatos a vereador igualmente representativa, tendo como base a plataforma das cidades sustentáveis e como lema "um sinal verde para São Paulo".

Venha para o PPS. Vamos construir juntos a melhor proposta para a cidade em 2012 e apontar o novo rumo para 2014.

Seguimos confiantes no sucesso desta iniciativa. Da nossa parte está decidido!


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Carta aberta do PPS aos "marineiros"

Se o povo soubesse como nascem as leis ridículas

O título acima é de um artigo afiado e contundente do jornalista e escritor Leão Serva no portal Observador Político.

Coincidência nº 1: tratamos deste mesmíssimo assunto ontem pelo twitter, após mais uma esdrúxula "reunião de líderes" na Câmara Municipal paulistana, onde os vereadores discutiam "créditos" que possuíam numa tal cota de projetos que são aprovados às cegas.

Terminada a reunião, o primeiro discurso no plenário é emblemático: o vereador Agnaldo Timóteo (PP) solta os impropérios de costume, desta vez contra os apresentadores e repórteres do CQC, "tolinhos e idiotas", sob pretexto de defender quem?... Quem?... Jaqueline Roriz, a "dama da cassação". Ah, bom!

Coincidência nº 2: o autor cita positivamente Soninha Francine, de fato a única a se opor realmente a este "toma-lá, dá cá" enquanto vereadora. Motivo, aliás, pelo qual o PPS foi resgatá-la do PT. Motivo também para Soninha não querer mais voltar para a Câmara Municipal. Ponto negativo para o lado bom da cidade.

Vejamos as "tuitadas" do @23pps e o artigo de Leão Serva:

@23pps Que falta faz a imprensa cobrindo a Câmara @SoninhaFrancine

@23pps Quem pensa que no parlamento são aprovados os melhores projetos, após intenso debate, levando em conta o interesse da sociedade... #mentira

@23pps Reunião de líderes na Câmara de São Paulo é assim: passam uma hora discutindo "créditos" de projetos a serem aprovados, acumulados há anos.

@23pps A Câmara de São Paulo é mesmo um caso à parte. Os vereadores discutem "cotas" de projetos. Vota-se e aprova-se mediante acordo e não mérito.

@23pps Os vereadores não se preocupam com a qualidade, mas com a quantidade. Decidiu-se por acordo que todos tem que aprovar o mesmo nº de projetos

@23pps Câmara/SP: @monicaiozzi "tolinha e idiota" É o vereador @agnaldotimoteo em plenário defendendo Jaqueline Roriz e atacando o CQC @MarceloTas


@23pps Decência, competência e transparência não deveriam ser qualidades excepcionais, mas princípios essenciais na vida pública #novapolitica

Leão Serva: Se o povo soubesse como nascem as leis ridículas...

Você lê uma notícia de que a Câmara dos Vereadores de SP, terceiro parlamento mais importante do país, aprovou por unanimidade um projeto de lei ridículo, digamos assim, a criação do “Dia da Homofobia” ou do “Dia dos Leões” ou algo assim totalmente bizarro.

Você então pensará, não sem razão: essa Câmara dos Vereadores é um órgão formado por mentecaptos, sem qualquer noção e sem nada mais sério para fazer.

Sim, isso pode até ser um pouco verdade, mas “se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas…”, como disse Bismarck, saberia que não é bem assim.

Em verdade, não é o que parece. A Câmara dos Vereadores como um todo realmente terá aprovado esse projeto, como tantos outros, por unanimidade sem que ninguém tenha votado nele, especificamente e nem mesmo conscientemente. Os vereadores da Casa não avaliam os projetos que aprovam por unanimidade. Eles votam de olhos fechados, por baciada, em pacotes tipo “xis tudo”…

O que acontece é que há muitos anos o Legislativo é dividido entre duas forças antagônicas (o bloco do PT e seus aliados íntimos e o bloco do PSDB e seus aliados íntimos) e uma grande massa de vereadores de partidos sem maior força em si, todos reunidos em uma associação informal e suprapartidária, chamada Centrão, geralmente unida em torno de questões fisiológicas e de interesse paroquial.

O Centrão, quando unido, é a maior bancada da Câmara. Essa divisão impede a criação de maiorias programáticas.

Ao mesmo tempo, como o Congresso, em Brasília, os vereadores votam pouco. Uns trabalham pouco, outros trabalham muito, mas todos fazem mais política de gabinetes do que trabalho em plenário e comissões.

Então, quando há projetos de lei de interesse do Executivo ou importantes para cidade, que precisem ser votados com mais velocidade, os líderes fazem um acordo para votação de conjuntos de projetos.

Nessas votações em bloco, cada vereador indica um projeto de sua autoria que ele quer ver aprovado; o líder do governo indica um projeto de interesse do Prefeito que quer ver aprovado. Uns combinam de não vetar projetos dos outros por qualquer razão. É um álibi para um vereador petista votar um projeto do governo que criticou; de um governista votar um projeto de um petista ao qual se opõe; de um vereador do Centrão votar algo que não é de seu interesse. E assim, todos são aprovados “por unanimidade” mas muitas vezes sem que um saiba até mesmo qual é o projeto que aprovou do parceiro ou do adversário.

Os acordos não prevêem a sanção do projeto pelo Executivo. Isso não faz parte da barganha ou negociação. Assim, os projetos mais polêmicos são aprovados por unanimidade, o prefeito veta e fica por isso mesmo.

A metodologia foi adotada há vários anos e se perpetua. Foi contra ela que a então vereadora Soninha (na época no PT, hoje no PPS, sem mandato) se rebelou quando disse, pela primeira vez, que não queria mais ser vereadora, iniciando a trajetória de afastamento do Partido dos Trabalhadores e da Câmara dos Vereadores. Quando José Serra assumiu a Prefeitura, seu líder na Câmara, José Aníbal, usou muito do expediente para aprovar projetos de interesse do prefeito, que tinha minoria. Mas ele segue sendo usado na atual legislatura, em que o Executivo tem ampla maioria.

Assim foi aprovado o projeto de lei mais polêmico dos últimos meses, o da criação do “Dia do Orgulho Heterossexual”, do vereador evangélico Carlos Apolinário. Assim foram aprovados “por unanimidade” também projetos como aquele que dava passe livre em ônibus para todos os paulistanos sem carteira de trabalho assinada, sem ter que comprovar renda ou desemprego; ou aquele (que já tinha sido julgado inconstitucional pelo Supremo) que proibia Shoppings de cobrar estacionamento de quem fez compras acima de R$ 20,00.

Enfim, tantos projetos que causaram polêmica nos últimos anos e cujo destino já estava traçado quando foram aprovados em um “pacotão” de aprovações por unanimidade. Iam ser vetados e esquecidos. Mas que por algumas semanas concedem a seus autores mais do que os 15 minutos de fama que o artista pop Andy Warhol dizia ser direito de todos no mundo contemporâneo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Acompanhe o calendário de atividades do PPS/SP

Sob o lema "Um Sinal Verde para São Paulo" e em apoio ao "Programa Cidades Sustentáveis", o PPS paulistano promove quatro encontros regionais, desde o dia 3 de setembro (região norte) e prosseguindo em 17 de setembro (oeste e centro expandido), 24 de setembro (sul) e 1º de outubro (leste).

O próximo encontro, portanto, será no sábado, dia 17 de setembro, a partir das 10h da manhã, reunindo os diretórios zonais da região Oeste e Centro Expandido. Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

São discutidos em cada encontro os assuntos pertinentes àquela região, sempre sob o olhar do desenvolvimento sustentável, com a participação da população local, de representantes da sociedade civil e de entidades organizadas.

Nestes encontros também são eleitos os diretórios zonais do PPS e debatidos os grandes temas preparatórios para o Congresso Municipal (22 de outubro), para o Congresso Estadual (6 de novembro) e para o Congresso Nacional do PPS (9, 10 e 11 de dezembro, em São Bernardo do Campo).

CALENDÁRIO DE CONGRESSOS ZONAIS

03 de setembro - às 10h - Zonais da Região Norte - Local: Auditório do Shopping Santana, Av. Voluntários da Pátria, 2.182 - Próximo do Metrô Santana.

17 de setembro - às 10h - Zonais das Regiões Oeste e Centro Expandido - Local: Colégio Flamingo - Av. Francisco Matarazzo, 913 - Barra Funda.

24 de setembro - às 10h - Zonais da Região Sul - Local: Auditório Paulo Kobaiashi, da Assembléia Legislativa de São Paulo.

1º de outubro - às 10h - Zonais da Região Leste - Local: a definir.

22 de outubro - CONGRESSO MUNICIPAL DO PPS. Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 10h.


Leia também:

Cidades Sustentáveis: o compromisso do PPS/SP

São Paulo precisa de um "Sinal Verde"

Nossa São Paulo e marineiros nos eventos do PPS


Carta aberta do PPS aos "marineiros"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Corrida por sucessão de Kassab agita os bastidores

Divulgada há uma semana, a primeira pesquisa Datafolha sobre a corrida à Prefeitura de São Paulo acirrou a disputa interna nos partidos e bagunçou as negociações em curso.

Ao mostrar a petista Marta Suplicy favoritíssima em todos os cenários (inclusive no confronto direto com o tucano José Serra), dá fôlego à pretensão da ex-prefeita de disputar o cargo mais uma vez (venceu em 2000, mas perdeu em 2004 e 2008).

Como a rejeição à Marta e Serra é maior que a intenção de votos em ambos, parece correta a avaliação de quem aposta no sucesso dos candidatos novatos para a eleição de 2012.

No PT, tudo caminha para o lançamento do bem articulado ministro da Educação, Fernando Haddad, que terá as nada desprezíveis mãozinhas de Lula e Dilma na sua campanha.

Como contraponto ao petista, o PSDB (sempre à espera de Serra candidato, única chance de reunir novamente o DEM e o novo PSD kassabista) ainda patina na definição entre o senador Aloysio Nunes (talvez o plano B que uniria Serra, Alckmin e Kassab), o deputado José Aníbal (favorito na máquina partidária e pedra no sapato dos serristas) e os secretários estaduais Andrea Matarazzo e Bruno Covas (com o peso do nome do avô).

O terceiro nome que aparece nas pesquisas é o de Celso Russomano (PP), que sempre desponta na preferência do eleitorado no período pré-eleitoral, por ser conhecido da TV, mas despenca no decorrer da campanha pela inconsistência de propostas.

Dos novatos na disputa, aparecem com mais destaque Netinho de Paula (PCdoB) e Soninha Francine (PPS), também figuras carimbadas da mídia, bem à frente de Gabriel Chalita (PMDB), que prometia ser a grande novidade da pesquisa mas não decolou, reforçando a tese dos que defendem o apoio imediato do PMDB ao candidato petista.

Um nome ausente da pesquisa, sem nenhuma justificativa, é o do vice-governador Guilherme Afif, do PSD de Kassab, que pode ainda carregar PSB, PV e PR, além da máquina municipal. Não é pouca coisa.

O Datafolha também aponta que o apoio de Lula a um candidato teria hoje uma influência bem maior que o de Serra, Alckmin ou Kassab.

Essa eleição paulistana terá um peso nacional. A cidade de São Paulo e a região metropolitana são estratégicas para a marcação de território já visando as eleições de 2014, para governador e presidente da República. Petistas, tucanos e marineiros sabem disso.

O PPS segue dialogando com os apoiadores de Marina Silva, por entender que um pacto a partir de São Paulo seria uma vitrine privilegiada para a busca de uma terceira via para o Brasil nas próximas eleições, quebrando a polarização entre PT e PSDB.

A idéia é unir em "dobradinha" à Prefeitura Soninha Francine e Ricardo Young, o que tornaria viável o sonho de chegar ao segundo turno com uma proposta alternativa e com uma plataforma de cidade sustentável, apoiada maciçamente por movimentos organizados e pela força espontânea das redes sociais.

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Alô, alô, Aloysio: campanha pega carona de metrô?


Com todo o respeito ao senador Aloysio Nunes (PSDB/SP), mas parece ser muita coincidência - Papai Noel existe? - que a nova campanha do metrô tenha criado - ou plagiado involuntariamente? - um refrão tão parecido com o jingle utilizado há um ano na vitoriosa campanha eleitoral do tucano.

Logo o Aloysio que, veja só, pode até ser candidato a prefeito de São Paulo em 2012 (ele nega, registre-se), assim como em 2010 foi candidato único na chapa com Serra presidente e Alckmin governador, após a renúncia de Quércia por doença e o impedimento, pelo interesse majoritário da coligação estadual, de o PPS lançar Soninha Francine ao Senado.

“Alô São Paulo, alô, alô, alô! Quem não tem tempo a perder, só anda de metrô!”

Compare e tire a prova de tamanha coincidência. Acima está a nova propaganda do metrô. Abaixo, o jingle do senador tucano. Ambos muito criativos. Será um sinal do que vem por aí?

Caso de Zé Elias expõe fragilidade de ex-atletas

O Esporte Espetacular, da Rede Globo, apresentou na manhã deste domingo uma reportagem emocionante, que levou às lágrimas alguns telespectadores e o próprio personagem da matéria.

Aos 35 anos, o ídolo corinthiano Zé Elias viveu uma situação inimaginável: ficou um mês atrás das grades. Bandido? Mau caráter? Nada disso! O cidadão José Elias Moedim Júnior foi preso por não ter pago na totalidade a quantia da elevada pensão alimentícia devida à ex-mulher e aos dois filhos menores.

O valor da dívida que o levou à cadeia: quase R$ 1 milhão, resultado dos R$ 25 mil mensais que foram estabelecidos pelo juiz havia cinco anos, quando o jogador ainda estava em plena atividade, atuando na época pelo Santos F.C. Depois de ter ficado um mês detido, agora em agosto, a Justiça recalculou a pensão para um valor mais adequado ao atual padrão de vida do ex-atleta.

A situação constrangedora expõe um problema gravíssimo, que merece ser reavaliado pela Justiça e pela sociedade, e já envolveu outros ídolos do futebol, como Romário e Renato Gaúcho.

A prisão de Zé Elias foi abusiva, explicam os advogados especialistas no assunto, pois ele não era um devedor voluntário da pensão. Nem foi um mau pai, que abandonou os filhos e deixou de sustentá-los. Ele simplesmente não tinha dinheiro para pagar o altíssimo valor devido, calculado quando ainda possuía uma melhor condição financeira.

Assuntos como esse que envolvem ações injustas cometidas pelo Estado, como a privação da liberdade por uma interpretação distorcida ou equivocada do Judiciário, e a condição social de ex-atletas e ex-artistas, muitos dos quais vivem na miséria após a rápida trajetória esportiva e artística, despertam o interesse do PPS.

Não por acaso, iniciativas pioneiras como o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, por exemplo, são a paixão de um dos ícones do PPS, o ator e deputado federal Stephan Nercessian, que administra há anos a instituição. Poderíamos citar vários outros casos semelhantes.

Zé da Fiel

O volante Zé Elias foi um dos mais jovens jogadores a vestir a camisa do Corinthians. Estreou no time principal em 1993, com apenas 16 anos. Mesmo tendo deixado o clube ainda muito jovem, em 1996, suas principais qualidades como jogador conquistaram definitivamente a torcida.

A característica que o transformou no "Zé da Fiel", na opinião dos corinthianos, foi a "raça" e a incansável disposição para lutar pelo time. Viveu seu melhor momento no Corinthians em 1995, quando aos 18 anos de idade ganhou a Copa do Brasil, o Campeonato Paulista e foi convocado para a Seleção Brasileira.

Depois do Corinthians, Zé Elias jogou no Bayer Leverkusen (Alemanha), Internazionale de Milão, Bologna, Olympiakos (Grécia), Genoa, Santos, Metallurg Donetsk (Ucrânia), Guarani, AC Omonia (Chipre), Londrina e Rheindorf Altach (Áustria).

O PPS já havia convidado Zé Elias para se filiar ao partido. A matéria exibida neste domingo na TV apenas reforça a nossa impressão de que se trata de um homem digno, íntegro, sensível e bom caráter. É uma causa que pretendemos abraçar.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Quem matou o Toninho do PT? E o Celso Daniel?

Quem matou Toninho do PT? Quem matou Celso Daniel? Artigo de Fernando de Barros e Silva na Folha de S. Paulo de hoje é bastante contundente: "Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país."

Toninho do PT, 10 anos

Na manhã de 11 de setembro de 2001, o principal assunto da reunião de pauta na Redação da Folha era o assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT, ocorrido horas antes, na noite do dia 10.

Em 17 minutos, entre 8h46 e 9h03, quando as Torres Gêmeas foram atingidas, a morte de Toninho passou de destaque do dia a uma nota de rodapé esquecida. Não foi, porém, apenas o 11 de Setembro que ofuscou esse crime. Dez anos depois, o assassinato do prefeito da maior cidade do interior do Estado ainda não foi esclarecido. Quem o matou -e a mando de quem?

O caso Toninho é tão intrigante e mal explicado quanto o assassinato de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André, ocorrido pouco meses depois, em janeiro de 2002. Nos dois episódios, a versão oficial -de que foi crime comum, sem motivação política ou envolvimento de gente graúda com interesses ameaçados- é no mínimo insatisfatória.

As investigações da morte de Toninho foram reabertas em novembro do ano passado. Antes disso, a Justiça havia rejeitado a denúncia contra o sequestrador e traficante Andinho por considerar as provas do Ministério Público "frágeis, inseguras, contraditórias".

A família do ex-prefeito aponta uma sucessão de lambanças durante o inquérito (participação de policiais envolvidos na CPI do Narcotráfico, desaparecimento de provas, ausência de perícia em objetos, a chacina de quatro suspeitos por membros da própria polícia de Campinas, ocorrida no litoral).

Apesar disso tudo, e da sua insistência, a viúva de Toninho nunca conseguiu que a PF entrasse na investigação -pedido que dorme há três anos na gaveta da Procuradoria-Geral da República.

A mágoa dela com a omissão do PT e o corpo mole do governo petista é imensa. Basta ver o que diz no site quemmatoutoninho.org. Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Marcha da Corrupção

A aproximação entre o PPS e os "marineiros"

Deu no Painel da Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 9 de setembro:

Onde pega O principal entrave para o embarque dos "marineiros" no PPS paulista é a percepção, difundida entre aliados da ex-senadora, de que os dirigentes estaduais e nacionais do partido possam atropelar a tese da candidatura própria à Prefeitura de São Paulo em favor de aliança com o PSDB.

Flashback Em defesa da aliança, o PPS evoca a memória de 2008, quando, a despeito das pressões demotucanas, o partido manteve Soninha no páreo até o fim.

Plano B Companheiros de Marina Silva consideram vital garantir um palanque vistoso no maior colégio eleitoral do país para turbinar o debate sobre as "cidades sustentáveis". Uma opção é o PHS, onde dizem ter assegurada a legenda.


As notas são auto-explicativas. Se existia esse "temor" de não haver espaço ou empenho político para uma candidatura própria do PPS em São Paulo, a situação está resolvida.

Ontem mesmo, os presidentes dos diretórios do PPS municipal Carlos Fernandes, estadual Davi Zaia, e federal Roberto Freire reiteraram o compromisso de lançar uma chapa com Ricardo Young e Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo.

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Carta aberta do PPS aos "marineiros"

Soninha Prefeita tem entre 6% e 11% no Datafolha

Cidades Sustentáveis: o compromisso do PPS/SP

Artigo da Folha: Quem grita "pega ladrão"?

"Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão." No carro de som, em Brasília, o refrão do samba "Reunião de Bacana" deu o tom das passeatas contra a corrupção, que pipocaram em várias capitais no Sete de Setembro.

É um erro achar que estamos diante de um repeteco do movimento "Cansei", aquele de 2007, quando a ala coxinha da elite branca decidiu se indignar contra o estado de coisas no país, capitaneada pela figura de João Dória Jr., dublê de empresário e socialite conhecido pelos concursos de bebês e cães de madame que promove durante os invernos em Campos do Jordão.

Convocados pelas redes sociais, os protestos de agora são mais espontâneos e menos identificados com a direita udenista. Mas não são de todo estranhos a esse ideário.

Em São Paulo, onde algumas centenas de pessoas se reuniram na Paulista, havia gente defendendo o fechamento do Legislativo, a favor da redução de impostos ou vociferando contra a pessoa de Lula.

Em Brasília, onde o ato pegou, um senador do PSDB foi hostilizado e militantes do PSOL foram obrigados a recolher suas bandeiras. O movimento contra a corrupção era, também, um protesto contra a política partidária, ou, simplesmente, contra os políticos e a política.

Numa sociedade em geral apática diante da desfaçatez de seus representantes, é ótimo que as pessoas se insurjam contra a absolvição de Jaqueline Roriz, a impunidade de Sarney ou a farra dos mensaleiros. É ótimo que uma figura como Ricardo Teixeira seja identificada publicamente como o que é.

Ainda não está claro, porém, se esse movimento terá consequências menos episódicas. Além de seu caráter difuso a favor da decência e da sua aversão à política, para onde, exatamente, ele aponta? De que lugar falam esses jovens que usam nariz de palhaço e vestem preto, como os caras-pintadas, e portam vassouras, mas não querem ser nem parecem ser apenas herdeiros tardios da pantomima do janismo?

(Artigo de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 9 de setembro de 2011)