quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ato falho: Kassab despista, mas Freud explica...

Em meio à disputa de partidos aliados por cargos na próxima gestão da Prefeitura de São Paulo, o prefeito reeleito, Gilberto Kassab (DEM), chamou hoje, em um ato falho, a vereadora e candidata derrotada nessas eleições municipais Soninha Francine (PPS) de 'secretária'.

Questionado sobre as recentes declarações de Soninha, de que ficaria grata se convidada a integrar a administração, Kassab respondeu que "a secretária Soninha é um excelente quadro".

Ao perceber o engano, corrigiu-se elogiando a "vereadora Soninha". "Tenho dela a melhor das impressões."

Transparência: melhor remédio contra especulação


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tão certo como dois e dois são cinco

A postagem abaixo do Blog do PPS/SP falava nas especulações que certamente tomarão conta do noticiário da política e do cotidiano da cidade nos próximos dois meses, em razão da reformulação do secretariado do prefeito Gilberto Kassab e dos rearranjos naturais de uma campanha vitoriosa com diversos partidos aliados.

A imprensa troca secretários e subprefeitos com uma rapidez e uma facilidade que impressionam. Alguns nomes são vazados para demonstrar intimidade com a fonte da informação, ou para que a própria fonte se valorize com a antecipação da notícia. Outros são simplesmente lançados à fritura, sem dó nem piedade.

Intrigas não faltam. A bola da vez é o secretário das Subprefeituras, o tucano Andrea Matarazzo, que ficaria em uma situação delicada com a possível demissão de pessoas da sua confiança e acabaria entregando o cargo. Para a sua pasta retornaria Walter Feldman, hoje ocupando Esportes.

Outra informação dada como certa (tão certo como dois e dois são cinco): o secretário de Serviços Dimas Ramalho (PPS) deixará o cargo porque "não representa o seu partido". Ora, se sair do governo será para voltar à Câmara dos Deputados após ter cumprido uma tarefa honrosa: renegociar os contratos da limpeza pública, uma das muitas pontas desamarradas da administração de Marta Suplicy que foram herdadas pela gestão Serra/Kassab e que precisaram de uma solução enérgica e eficaz.

O complemento da notícia da saída de Dimas, que seria a indicação da vereadora Soninha Francine para a Secretaria da Cultura, não é uma reivindicação do PPS para integrar o governo - até porque essa participação já ocorre desde a eleição de 2004. O assunto surgiu na sabatina da Folha de S. Paulo, com a pergunta de um espectador, quando o próprio Kassab afirmou que seria uma honra ter Soninha integrando a sua administração, especialmente na área mencionada. Daí a virar material para especulação de "experts" é um pulo.

Dois meses de especulação pós-eleição

Os próximos dois meses serão marcados pelas mais variadas plantações de notícias, neste terreno fértil que é a formação de um novo governo. No caso de São Paulo, por exemplo, trata-se da continuidade da gestão Serra/Kassab, mas nem por isso menos sujeita a menos especulações.

A foto acima mostra o governador José Serra com o presidente municipal do PPS/SP Carlos Fernandes e o deputado federal Arnaldo Jardim, na comemoração pela vitória de Kassab no domingo.

O PPS já integra a administração municipal: o secretário de Serviços, Dimas Ramalho, e o subprefeito da Casa Verde, Marcos Gadelho, são filiados ao partido e têm nas suas equipes outros membros pepessistas. A imprensa começa a especular que, na dança das cadeiras do novo governo, seria oferecida a Secretaria de Cultura à vereadora Soninha Francine.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem ganha e quem perde após as eleições

Esse tipo de balanço é tão comum quanto inútil: quem ganha e quem perde logo após uma eleição. Há pontos em comum nas mais diversas análises: o PMDB teria sido o grande vencedor nacionalmente, assim como o apoio do presidente Lula mostrou-se pouco decisivo em várias disputas, colocando o PT entre os principais derrotados.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Veja que Marta Suplicy passou o segundo turno paulistano afirmando que o DEM era um partido dizimado: no final, quem acabou massacrada foi ela, pelo mais novo líder do partido que ela só chama de "Demo", Gilberto Kassab, numa vitória arrasadora.

O governador José Serra desponta, individualmente, como o grande vencedor. Enfrentou internamente o partido, manteve a disputa dentro dos limites aceitáveis politicamente, evitando uma crise de proporções maiores, e enfim conseguiu eleger o candidato da sua preferência.

Os jornais também trazem duas avaliações bastante negativas sobre o PPS. Vejamos:

1) "O PPS foi o partido da oposição que mais perdeu espaço. Em 2004, elegeu 5 prefeitos em cidades grandes e, neste ano, nenhum. Em janeiro, a sigla só governará 2 milhões de eleitores, bem menos que em 2004, quando obteve 6,8 milhões."

2) "O PPS praticamente sumiu. Vai apostar as fichas em Serra, atuando como um satélite-nanico com verniz de esquerda para um político de esquerda que tem uma base de apoio de centro-direita." (análise de Kennedy Alencar, na Folha de S. Paulo)


Talvez em números absolutos esteja correta a análise. O PPS encolheu em número de votos e em número de prefeitos (passou de 298 prefeituras conquistadas em 2004 para 132 prefeituras em 2008), mas se levarmos em conta o ganho qualitativo que foi, por exemplo, a filiação de Soninha Francine em São Paulo, o PPS e os cidadãos que esperam uma política diferenciada saíram ganhando bastante. A semente foi plantada.

Eliane Cantanhêde diz mais ou menos isso na Folha

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em SP, venceu a melhor opção para a cidade

A vitória de Gilberto Kassab contra Marta Suplicy é uma prova de maturidade do eleitorado de São Paulo, que reconheceu que uma boa administração (consequência da eleição de José Serra em 2004) deveria ser mantida, em que pese todo o esforço de atrelamento da candidata petista ao presidente Lula, à sua enorme popularidade e aos benefícios que supostamente seriam bancados pela máquina federal.

Também venceu a campanha mais limpa. As propostas mais claras. A objetividade do que está sendo feito e pode ser melhorado contra a promessa vazia de quem pouco faz e muito fala. Um prefeito que demonstrou um claro aprendizado e amadurecimento no exercício do cargo, contra uma ex-prefeita que mostra que o tempo não lhe acrescenta quase nada em termos de personalidade e temperamento.

O PPS sai desta eleição com a convicção de ter apresentado à sociedade a melhor candidata e as melhores propostas, tanto que já anuncia para 2012 mais uma vez Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo.

E foi com esta convicção, também, que apoiou Kassab no segundo turno, contra uma campanha petista raivosa e ofensiva, que não honrou as tradições do bom e velho PT - um partido que perdeu a alma, a garra e o idealismo. E agora perde mais uma eleição, para o bem da cidade.

Rio de Gabeira é 55 mil votos menor que o de Paes

Trinta anos mais jovem e 55 mil votos maior: é assim o Rio de Janeiro de Eduardo Paes, que venceu Fernando Gabeira na acirrada disputa pela prefeitura carioca. Nem por isso o prefeito mais jovem significa renovação, que viria justamente com o sessentão da disputa. Mas vai entender o Rio que elege Benedita, Garotinho, Rosinha e Cesar Maia...

Paes é a reencarnação do malandro carioca: ex-tucano que pulou para o PMDB do governador Sergio Cabral e da base de sustentação de Lula por puro oportunismo, demagogo e populista, fez um programa apelativo e usou todos os recursos da antipropaganda contra Gabeira. Deu certo.

Em torno de Paes esteve a "esquerda" do Rio: PT, PCdoB, PDT, PSB... Todos contra Gabeira, que reuniu PV, PSDB, DEM e PPS. Foi pouco. O preconceito venceu a esperança.

Parece que São Paulo, Rio e Porto Alegre não estavam preparados para a visão diferenciada de Soninha, Gabeira e Manuela, o trio que representaria um novo olhar e uma nova atitude na política brasileira. O eleitorado optou pela visão mais convencional. Mas a mudança virá, cedo ou tarde.

domingo, 26 de outubro de 2008

Soninha: semente de 2008 vai florescer em 2010/12

A vereadora Soninha Francine (PPS), que obteve 266.978 votos no primeiro turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo, repetiu neste domingo, 26 de outubro, o roteiro protagonizado há 20 dias: votou pela manhã na PUC, encontrou militantes e dirigentes do partido, foi abordada pela população nas ruas e seguiu para uma sequência de emissoras para comentar o resultado eleitoral (TV Câmara, TV Terra, TV Gazeta e Record News).

Na foto acima, a repetição de uma cena que se tornou rotineira desde o final da campanha: o menino, vestido com a camisa do Palmeiras, viu Soninha e correu para abraçar a vereadora. Posou para a foto, agradeceu, despediu-se e gritou, já de longe, direto e espontâneo: "Soninha, daqui quatro anos eu vou votar em você!"

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quando Maluf dá lição de moral, a coisa tá ruim...

Até Paulo Maluf se acha no direito de tripudiar da candidata Marta Suplicy na reta final da campanha. Logo ele, aliado de Lula desde 2002 e da própria Marta desde 2004.

"Marta Suplicy, nesta reta final da campanha pela Prefeitura, perdeu as eleições e a compostura", reclamou Maluf, referindo-se às ligações que a petista fez no horário eleitoral contra ele, Kassab e Celso Pitta.

Uai, mas o malufismo foi incorporado pelo neopetismo. Qual é a crise? Bem, o PPS fez a sua parte para entrerrarar essa forma arcaica de fazer política com a candidatura de Soninha polarizando com Maluf. A mudança é lenta, gradual, mas irreversível.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Marta terá um "tsunami" guardado na bolsa Chanel?

A Folha aponta que a quatro dias da eleição, chega a 18 pontos a vantagem do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre a adversária Marta Suplicy (PT), segundo pesquisa do Datafolha - Kassab conta com 54% da preferência contra 36% de Marta.

Como 93% dos eleitores afirmam estar "totalmente decididos" sobre seu voto, Kassab está a um passo da reeleição. Lembrando que o prefeito trilha trajetória ascendente, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que "é remota a possibilidade de mudança de quadro". E, só uma onda - um "tsunami" - seria capaz de reverter esse cenário.

"Considerando-se a falta de tempo, só algo muito sério, que mobilizasse a opinião pública, poderia mudar esse quadro", afirmou Paulino.

Estabilidade

O quadro permanece estável, apesar da estratégia da campanha do PT de desqualificação do gestão Kassab e de associação do prefeito ao malufismo. Segundo a pesquisa, a aprovação do governo Kassab se mantém no mesmo patamar da semana passada, sendo ótimo e bom para 59% dos eleitores. A administração é regular para 26% dos eleitores; 15% a avaliam como "ruim/péssimo".

No início do segundo turno, a campanha de Marta também exibiu peças em que se questionava se Kassab era casado ou tinha filhos. Alvo de críticas, a propaganda foi tirada do ar.

"Nenhuma das estratégias do PT surtiu efeito", disse Paulino.

Até porque é o PT que esteve e está ainda associado ao malufismo, à direita e a todos os mais recentes escândalos políticos ocorridos em Brasília, como mensalão, dólar na cueca e outros do mesmo quilate.

Ainda segundo a pesquisa, Kassab é hoje o herdeiro de maior parte dos votos do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ex-prefeito Paulo Maluf (PP): 77% dos eleitores de Alckmin declaram voto no prefeito, enquanto 11% optarão por Marta. Alckmin teve 22,48% dos votos.

O prefeito herda também 73% dos eleitores de Maluf. Maluf teve 5,91% dos votos no primeiro turno.

Já a maior parte dos eleitores de Soninha Francine (PPS) - 41% - declara voto em Marta. Kassab conta com 34%.

A quantidade de votos recebida por Soninha no primeiro turno, se fosse transferida para Marta, teria colocado a candidata petista à frente de Kassab no dia 5 de outubro. Deve ter gente no PT arrependida até o último fio de cabelo de ter provocado a saída de Soninha. Fazer o quê, né?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O desespero petista é a marca desta eleição

Se a candidata petista Marta Suplicy já tinha na personalidade, na postura e no modo de interagir com as pessoas os seus pontos mais criticados, o que a coloca atrás apenas de Paulo Maluf entre os políticos mais rejeitados pelo eleitorado paulistano, esta reta final da campanha que a levará à segunda derrota consecutiva na disputa pela Prefeitura de São Paulo veio lhe fazer um estrago definitivo na carreira.

Além da tradicional arrogância e do mau humor típico, Marta conseguiu perder a aura de "modernidade" que a cercava desde a participação como sexóloga no programa TV Mulher, nos anos 80, e enterrou qualquer resquício de ética e idealismo que ainda restava no PT paulistano. Triste fim do partido que cresceu e se projetou pela sinceridade de princípios e pela força de sua militância.

Resta o debate da Globo: Marta apostará as últimas fichas nesse estilo "Pitbull da Daslu", atacando raivosamente o adversário Gilberto Kassab , ou vai tomar uma overdose de maracujina e tentar, mesmo com a derrota, sair de cabeça erguida e se preservar para futuros embates? Você acredita em duendes?

domingo, 19 de outubro de 2008

Soninha prova que é PPS até debaixo d´água

A vereadora paulistana Soninha Francine (PPS) aproveitou bem o fim-de-semana no Rio de Janeiro, apesar da chuva que não parou desde a manhã de sábado. Munida de um guarda-chuva e sua indefectível mochila, Soninha "vestiu" uma bandeira do PPS e participou no domingo da caminhada pró-Gabeira que percorreu a orla de Copacabana, Arpoador e Ipanema.

Mais tarde, acompanhada de pequena comitiva do PPS/SP, almoçou com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), presidente da CPI das Milícias na Assembléia Legislativa do Rio, num tradicional restaurante da Lapa, e acompanhou a vitória de 1 x 0 do Flamengo sobre o Vasco nas arquibancadas do Maracanã.

Soninha reforça campanha de Gabeira no Rio

A vereadora Soninha Francine, que foi candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, está no Rio de Janeiro para reforçar a campanha de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS).

Soninha também participou de uma reunião da Coordenação de Mulheres do PPS (foto), além de conhecer o estúdio onde são gravados os programas de Gabeira, no bairro de Botafogo, e conversar sobre as estratégias de comunicação do candidato carioca - com um crescimento extraordinário que vem sendo chamado de "onda Gabeira".

É incrível como Soninha é reconhecida também no Rio, após a exposição na disputa eleitoral paulistana. A simpatia com que o povo a recebe é fantástica. E ela não se inibe em pedir votos para o candidato que conseguiu, com uma campanha diferenciada e alternativa, em vários aspectos semelhante à sua em São Paulo, chegar ao segundo turno com grande possibilidade de vitória.

Hoje (domingo), Soninha participa de caminhada com Gabeira pela orla de Copacabana, Ipanema e Leblon. No início da noite, assiste no Maracanã ao jogo Vasco x Flamengo.

sábado, 18 de outubro de 2008

PT velho de guerra contamina campanha de Paes

Faz lembrar aquela velha brincadeira de criança, "o que é, o que é?": o que é que tem focinho de porco, orelha de porco, pé de porco e rabinho de porco, mas não é porco?

É o PT, claro! Aqui no Rio (onde o Blog do PPS/SP e a vereadora paulistana Soninha já estão para reforçar a campanha de Gabeira), assim como no resto do Brasil, os métodos mais deploráveis de fazer política são esses da pós-graduação da escola de mensaleiros e carregadores de dólares na cueca.

O presidente do Diretório Municipal do PT, Alberes Lima, confirmou que os panfletos apreendidos na sexta-feira (17) pela equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) foram encomendados pelo partido.

No folheto, que foi distribuído no Largo do Machado, zona sul do Rio, aparecem as fotografias do prefeito Cesar Maia e do candidato Fernando Gabeira (PV) com o sinal de soma entre eles. No verso, consta a inscrição "diga não à continuidade do prefeito Cesar Maia. Pense nisso!".

Não há, porém, qualquer identificação dos responsáveis ou a quem beneficia o material, no caso o adversário de Gabeira, Eduardo Paes (PMDB). Já havia ocorrido outra apreensão de material ofensivo ao candidato Gabeira: no carro da campanha de Paes, com o motorista de Paes. De novo: O que é, o que é?

"O material foi feito por nós, faturado na fábrica. Ele tem o CNPJ do PT", admitiu o presidente do PT carioca, que, no entanto, negou a presença de qualquer irregularidade. "Não há motivo para a apreensão. Nós só dizemos que o Gabeira é apoiado pelo Cesar Maia e o povo tem o direito de saber disso", tentou se justificar.

De acordo com o chefe de Fiscalização de Propaganda do TRE-RJ, Luiz Fernando Santa Brígida, o panfleto é irregular porque não traz a indicação do candidato que é beneficiado com a sua divulgação. Neste caso, no material deveriam constar os nomes de Eduardo Paes (PMDB), de seu vice e dos partidos que formam aliança com ele.

Segundo Santa Brígida, a legislação eleitoral proíbe a produção de material que apenas ataque um determinado candidato, sem indicar os beneficiados por sua divulgação.

O presidente do PT contestou a interpretação: "O panfleto é do partido político e o PT apóia o Eduardo Paes, mas eu não sou obrigado a colocar tudo no mesmo panfleto. Não tem uma lei que me obrigue a isso, a menos que seja a lei da mordaça ou, então, trata-se de mais um factóide do Cesar Maia, que é especialista em criar factóides", ironizou.

Polícia de São Paulo faz lembrar tragédia do Rio

Nessa fase de intercâmbio Rio-SP, notadamente marcado pelas eleições (o PPS paulistano enviou uma delegação para a campanha do Gabeira, capitaneada pela vereadora Soninha Francine, enquanto do PPS carioca chega a São Paulo a juíza Denise Frossard para apoiar a candidatura de Kassab), alguns tristes exemplos estão se reproduzindo de uma cidade para outra.

Guerra entre polícias, métodos e práticas de bandidagem na campanha eleitoral e agora o desfecho mais trágico, em São Paulo, que lembra o famoso episódio do ônibus 174, quando a polícia carioca matou a moça que era mantida refém e depois acabou assassinando o sequestrador, a caminho da delegacia.

O que aconteceu no caso desse homem transtornado que manteve presa por quatro dias a ex-namorada? Porque permitiram que a amiga da jovem de 15 anos voltasse ao apartamento e como foi que ambas acabaram baleadas após a invasão da polícia? Isso teria acontecido se o caso envolvesse algum sobrenome famoso, em vez de ser apenas mais um número para as estatísticas da violência cotidiana na Grande São Paulo?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Marta queria caçar Kassab e agora quer cassá-lo

Quando lançou no ar a já tristemente famosa insinuação por Kassab não ser casado e não ter filhos, a "moderna" Marta Suplicy reproduziu um comportamento de intolerância típico do que foram os movimentos de caça aos comunistas, caça aos negros, aos gays, aos judeus ou seja lá quem fosse o grupo da vez. Não contava que a ação teria efeito inverso e devastador para a sua campanha.

Pois agora Marta tenta subisituir a caça pela cassação: propõe à justiça impugnar a candidatura de Kassab por causa do "checão" do metrô.

A acusação é de o prefeito ter usado a "máquina municipal" em benefício próprio durante evento anteontem no qual anunciou um investimento da prefeitura de R$ 198 milhões nas obras do metrô. Kassab posou ao lado do governador José Serra com um cheque simbólico neste valor.

Uso da máquina??? E o que é, meu Deus do céu, o presidente Lula baixar no palanque da candidata com 11 ministros??? O que é a "super-ministra" Dilma, ensaiando seus primeiros passos para a sucessão de Lula, aparecer na propaganda de TV petista dizendo que ela e o presidente da República garantem mais investimentos para São Paulo se Marta vencer a aleição???

Por falar em uso da máquina, uma distorção que precisa ser revista para as próximas eleições: em 2006, quando Lula disputou a reeleição, permaneceu no cargo, garantido pela legislação, enquanto seu oponente Geraldo Alckmin teve que se desincompatibilizar do cargo de governador de São Paulo. É injusto e ilógico. Aí sim a máquina correu solta, com bolsa família e todas as bolsas que sustentam la famiglia petista.

Polícia para quem precisa de polícia

A guerra entre policiais civis e militares em São Paulo expõe o que existe de mais grotesco em termos de politicagem e desrespeito à cidadania. Não está em jogo simplesmente uma justa reivindicação por melhores salários. Há manipulação político-partidária e eleitoral de sindicatos atrelados ao PT e ao Governo Lula, que querem criar às vésperas da eleição um fato que desestabilize a reeleição do prefeito Kassab, apadrinhado pelo governador José Serra.

"O direito à manifestação de qualquer trabalhador deve ser garantido, porém não com um comportamento que atente contra o Estado e contra a própria população", afirma o presidente municipal do PPS/SP, Carlos Fernandes. Ele lamenta que os grevistas tenham usado veículos e armas da polícia como instrumentos para a reivindicação trabalhista.

É lamentável tudo isso. Mas pelo menos em uma coisa a candidata petista Marta Suplicy tem razão, mesmo no meio de uma síndrome em que parece raivosa e descontrolada: "a política é suja!". Que o diga este PT pragmático que enterrou aquele bom e velho PT dos idealistas e utópicos.

PPS reforça campanha de Gabeira no Rio

Neste final de semana, a campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio de Janeiro ganhará o reforço de integrantes do PPS do Brasil inteiro, a começar do presidente nacional do partido, Roberto Freire, e da vereadora paulistana Soninha Francine.

O deputado Fernando Gabeira, ex-petista como Soninha, é candidato pela coligação PV/PSDB/PPS. Enfrenta o candidato Eduardo Paes, do PMDB, ex-tucano "issshperto", no bom carioquês, que recebeu o apoio de Lula, do PT carioca e de outros partidos de "esquerda" que sobrevivem como satélites petistas, como o PCdoB e o PSB. Nonsense total.

O Blog do PPS/SP fará também esse esforço extraordinário de se transferir temporariamente para o Rio... (rsrs) Novas postagens já serão cariocas. Jornalistas sofrem!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Kassab ficaria orgulhoso de ter Soninha no governo

THIAGO FARIA
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online


O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) disse nesta terça-feira que teria "orgulho" de contar com a vereadora e ex-adversária nestas eleições Soninha Francine (PPS) em sua equipe de governo, caso seja reeleito. A declaração foi feita durante sabatina que a Folha realiza com os candidatos a prefeito da capital paulista neste segundo turno.

O PPS, partido da ex-VJ, já declarou seu apoio ao candidato do DEM no segundo turno. Apesar de não ter participado do evento que oficializou a aliança, Soninha votou a favor da parceria com Kassab.

"Tenho muita admiração por ela, seu partido nos deu apoio [no segundo turno], eu me orgulharia muito de tê-la como secretária", afirmou o candidato à reeleição, ao ser questionado se Soninha contaria com uma vaga em sua gestão, caso o candidato ganhe a disputa.

Apesar de aprovar uma possível participação da vereadora do PPS em sua gestão, o candidato foi cauteloso e disse que não seria "correto" insinuar que a vereadora aceitaria. "A Soninha caminha muito ao lado do seu partido. Não seria correto da minha parte fazer qualquer convite aqui", afirmou.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Clóvis Rossi: Surpresa? Não. Asco? Sim

MADRI - Não dá para dizer que me surpreende a campanha que Marta Suplicy lançou contra Gilberto Kassab.

Afinal, quando ela recomendou às vítimas do apagão aéreo no ano passado que relaxassem e gozassem, escrevi aqui mesmo que sua frase era parente muito próxima do "estupra, mas não mata", de Paulo Maluf. Uma e outra revelam uma cultura de profundo desprezo pelas vítimas, quaisquer que sejam os eventos que as causam.

Quem mostra dessa maneira asquerosa a sua pior face reincide fatalmente. Marta reincidiu agora. Ajuda-memória: quando Eduardo Suplicy suspendeu uma de suas campanhas para procurar o eixo, Paulo Maluf insinuou para quem quisesse ouvir que a culpa era do comportamento conjugal de Marta, então casada com Suplicy.
A candidata do PT repete agora o mesmo tipo de insinuação.

Surpreende, sim, que não haja a mesma veemência no repúdio, principalmente no próprio PT e na intelectualidade que se acha progressista e é ligada ao partido.
O presidente da República, por exemplo, preferiu dizer que não vira os ataques e que, portanto, não poderia comentá-los, durante entrevista coletiva em Toledo, Espanha. Duvido que não tivesse sido informado, mas sou forçado a lhe dar o benefício da dúvida.

Aqui, mais um ajuda-memória: na campanha presidencial de 1989, Fernando Collor usou o mesmo asqueroso método de Marta ao puxar o tema de Lurian, filha de seu adversário Lula. Derrubou animicamente Lula para o debate seguinte entre eles, e há gente muito próxima do hoje presidente que atribui a derrota a esse golpe vil.

Em qualquer circunstância, pessoas honestas têm a obrigação de repudiar vilezas. Lula, vítima de uma delas, não tem o direito de escudar-se na lealdade partidária para calar. Lealdade, nesse caso, é só com a ética.

Deu no Blog do Noblat: O milagre de Dona Marta

Nunca antes na história deste país os mais destacados blogueiros haviam falado a mesma língua, defendido o mesmo ponto de vista e investido na mesma direção. Pois isso ocorreu ontem - e talvez jamais se repita. Credite-se a proeza a Marta Suplicy, candidata do PT à prefeita de São Paulo, e ao comercial de sua campanha que perguntou sobre a condição civil de Gilberto Kassab (DEM).

De Ricardo Kostcho, ex-porta-voz do governo Lula:

"Pensei que este tempo de levar a campanha eleitoral para a lama, quando as pesquisas mostram um cenário desfavorável, tivesse ficado para trás e nunca mais eu fosse obrigado a escrever sobre este esgoto da política que, na falta de argumentos, parte para atacar a vida pessoal do adversário.

(...) "É casado? Tem filhos?” O que quis dizer a campanha de Marta ao ficar martelando estas perguntas sobre a vida de Gilberto Kassab? Por acaso tem algum eleitor em São Paulo que não saiba que o atual prefeito candidato à reeleição é solteiro e não tem filhos?

Qual é o problema? O que isso tem a ver com a decisão dos eleitores na hora de votar para escolher o candidato ou a candidata que considerem melhor para administrar a cidade?"

De Rosane de Oliveira, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

"Que fim levou aquela Marta Suplicy que conhecemos defendendo as minorias? A sexóloga sem preconceitos? A mulher que fez do casamento entre homossexuais (ou união civil) uma das suas bandeira?

A perspectiva de perder a eleição no segundo turno (está 17 pontos percentuais atrás do adversário na pesquisa do Datafolha) transformou aquela Marta numa candidata que apela para o que sempre condenou: a exploração da vida pessoal do adversário. Pior, com insinuações que nada têm a ver com a capacidade de Gilberto Kassab (DEM) para administrar uma metrópole complicada como São Paulo".

De Reinaldo Azevedo na VEJA online:

"Caberia ao DEM indagar se, quando Marta namorou aquele argentino pela primeira vez, já havia rompido formalmente o casamento com Eduardo Suplicy? Eu acho que não. Eis aí. Eis o PT que diz combater preconceitos. Eis o PT de Lula, que ele diz ser alvo de discriminação.”

De Kennedy Alencar na Folha Online:

"Comercial político do PT paulistano indaga se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Ora, qual a relevância disso para quem é candidato? Qual a importância para administrar a maior cidade do país se ele é casado, solteiro, viúvo, tico-tico no fubá?”

De Gilberto Dimenstein na Folha Online:

"Não sei o que fica pior: ela [Marta] ser a responsável ou dizer que não sabia que algo tão grave iria para o ar e, depois, defender a baixaria. Só posso entender o fato pelo desespero de quem vê a eleição escorrer pelas mãos.

Ficaria muito melhor para a biografia dela (uma biografia que considero respeitável) pedir simplesmente desculpas. Se ela vencer a eleição na base desse tipo de impropriedade, pode ganhar mas, de verdade, perdeu."

De Cristiana Lobo no G1:

"Não pegou nada bem para Marta o tom de seu programa na estréia do horário eleitoral na televisão. Os eleitores de Marta usam como defesa de sua candidata exatamente aquilo que se imaginava que ela era: uma mulher moderna, de cabeça aberta, alguém que sempre frequentou as paradas gays em São Paulo, defensora do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, de repente, aparece outra Marta. Com insinuações sobre a sexualidade alheia".

De Josias de Souza no UOL:

“O curioso é que a própria Marta, quando trocou o senador Suplicy pelo argentino Favre, foi vítima de odiosas insinuações. Pena que o desespero momentâneo a tenha desnudado. Lamentável que o flerte com a derrota a tenha conduzido para a sarjeta eleitoral.”

De Lauro Jardim na VEJA online:

“Num programa que já virou histórico pelo grau de apelação, insinuação e baixaria, um locutor pergunta ao paulistano, tendo ao fundo uma foto de Kassab: ‘É casado? Tem filhos?’. Em seguida, aconselha: ‘Para decidir certo, é preciso conhecer bem’.

De Fábio Campana:

"Kassab é solteiro. Marta insinua. Diz que a população tem o direito de saber se ele é casado e tem filhos. Logo a Marta, sexóloga, primeira mulher a tratar do assunto abertamente na TV e sempre avessa à esse tipo de questionamento.

De Pedro Dória:

"Marta não tem o direito de fazer uma insinuação assim tão grosseira. Não ela, que tem histórico de lutar pela igualdade de direitos entre homossexuais e heterossexuais. (...) Parece dizer: às favas os princípios, o que vale é vencer.

(...) O argumento (cínico) para justificar um ataque desses é que o eleitor tem o direito de saber tudo sobre seu candidato. Mas isso não é verdade. Não é da conta do eleitor quantas vezes Marta pulou a cerca quando era casada com Eduardo, ou vice-versa. Não importa ao eleitor que jogos eróticos lhes agradavam ou desagradavam. Houve o tempo em que considerava-se que perder a virgindade dizia algo a respeito do caráter de uma mulher solteira. Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab."

De Daniel Piza, no site do jornal O Estadão de S. Paulo:

"Uma coisa, porém, já é extremamente lamentável nesta campanha de segundo turno: o tom pessoal da propaganda de TV petista, que entre outras coisas pergunta se Kassab é casado e tem filhos. E daí se tem ou não? Lula sofreu com a história de Miriam Cordeiro em 1989 e a própria Marta com a de Luis Favre em 2000. Que use o mesmo expediente não deixa de ser sinal dos maus tempos".

De Guilherme Fiuza no site da revista ÉPOCA:

"A sexóloga está insinuando que o prefeito de São Paulo é gay. Faz isso no mesmo discurso em que o acusa de ligação com Celso Pitta, processado por corrupção. Para a Marta de hoje, homossexualismo e desonestidade estão do mesmo lado.

A vida é assim, as pessoas mudam seus credos. Não há mal nenhum nisso.

Mas o esclarecimento é importante. Na próxima vez que Marta recomendar a você que relaxe e goze, não vá interpretando ao pé da letra. Confira primeiro a sua situação conjugal."

Arnaldo Jardim e Roberto Freire no apoio a Kassab



terça-feira, 14 de outubro de 2008

A verdadeira face de Dona Marta, versão collorida

PPS faz ato de apoio a Kassab no segundo turno

O PPS promoveu nesta segunda-feira um grande ato público de apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab no segundo turno paulistano, com a presença de dirigentes nacionais do partido, como o presidente Roberto Freire (PE), o secretário-geral Rubens Bueno (PR), o tesoureiro Régis Cavalcante (AL), o líder na Câmara dos Deputados Fernando Coruja (SC) e, por São Paulo, o vice-líder Arnaldo Jardim, o também deputado e secretário de Serviços Dimas Ramalho e o presidente estadual do PPS, Davi Zaia.

Participaram do ato os vereadores eleitos do PPS, Claudio Fonseca e Dr. Milton, a primeira suplente Heida Woo, o candidato a vice de Soninha, João Batista de Andrade, e representantes de outros partidos que apóiam Kassab, como o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), o coordenador do programa de governo Guilherme Afif Domingos (DEM), o secretário de Esportes Walter Feldman (PSDB) e o presidente municipal do PMDB, Bebeto Haddad.

Foi ressaltada por todos a importância da candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo (que já foi anunciada pelo PPS também para a eleição de 2012) , garantida pelo trabalho coerente da direção municipal do partido, presidido por Carlos Fernandes, e a unidade em torno de um projeto para 2010 com a eleição de José Serra (PSDB) para a presidência da República.

Sem Soninha, PPS oficializa apoio a Kassab

UOL - Ultimas Notícias

O PPS organizou um ato político nesta segunda-feira para oficializar o apoio do partido ao prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), no segundo turno em São Paulo. Mesmo concordando com a aliança definida na última quinta-feira, a candidata Soninha Francine (PPS) - derrotada no primeiro turno - não compareceu ao evento.

Para Kassab, no entanto, a ausência de Soninha não prejudica o apoio oferecido pelo partido. "Ela deixou seu partido em uma situação muito confortável. Ela disse com muita transparência que num primeiro momento ela preferia que as coisas fossem conduzidas pelo partido e que ela estaria inserida nesse processo e no momento adequado estaria pronta para colaborar com a nossa administração", afirmou o prefeito.

Na reunião do diretório municipal do PPS que definiu o apoio, Soninha disse que sua posição é motivada muito mais por uma postura anti-Marta Suplicy, candidata do PT, do que afinidades com o candidato do DEM.

Na ocasião, afirmou que ficaria fora do palanque kassabista para se resguardar de "algumas associações". Com a presença dos presidentes nacional, estadual e municipal do PPS no ato de apoio, Soninha foi lembrada e citada por diversas vezes e elogiada inclusive por Kassab.

Durante o evento, que ocorreu em um salão de festas no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, o prefeito-candidato realizou um ritual que consiste em colocar alface na boca de um leão chinês. De acordo com os organizadores, o ritual traz sorte.

Fazendo as honras da casa no evento de hoje, o presidente nacional da legenda, Roberto Freire (PPS-PE), aproveitou para fazer críticas ao governo federal e ao apoio de ministros na campanha da adversária de Kassab, Marta Suplicy (PT).

"Mandam 11 ministros a São Paulo e esquecem de que o governo precisa discutir uma crise que chega agora", afirmou Freire, em referência ao ato de apoio a Marta ocorrido na semana passada.

Freire também lançou, desde já, o apoio do PPS à candidatura do governador José Serra (PSDB) na disputa presidencial em 2010. "Kassab representa um projeto político bom para São Paulo, mas também bom para o Brasil. Com José Serra presidente em 2010".

Logo em seguida, fez a ressalva de que essa é uma posição pessoal que ainda deverá ser discutida. "O presidente vai defender dentro do PPS a candidatura Serra, mas quem vai decidir isso em momento oportuno é o PPS. Agora, eu posso ter direito a uma preferência desde logo, é só isso", afirmou.

PPS oficializa apoio a Kassab sem Soninha

Terra - Notícias

Uma cerimônia em um salão de danças no bairro da Liberdade, na região central da capital paulista, oficializou o apoio do PPS à candidatura de Gilberto Kassab (DEM). O evento contou com a participação do presidente nacional da sigla, Roberto Freire, mas não teve a presença da candidata do partido no primeiro turno, Soninha Francine.

"Nós fizemos parte de um bloco vitorioso em 2004 e esse grupo pode hoje se apresentar ao povo paulistano com desejo de continuar, pois teve êxito na administração da capital. Por esse motivo, o PPS não poderia ficar distante dessa aliança e tinha de se manter nela", afirmou Freire.

Para Kassab, a ampliação da aliança com o PPS deverá fortalecer sua candidatura. "A aliança se amplia com a qualidade do PPS como partido e pelo o que os seus líderes representam em termo de espírito público", disse.

O democrata disse não ter estranhado a ausência de Soninha na cerimônia. "Ela disse com muita transparência que, no primeiro momento, preferia que o processo fosse encaminhado pelo partido e que estaria inserida na hora adequada", afirmou.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Soninha faz balanço das eleições na TV Gazeta

Em 10 minutos de entrevista à jornalista Maria Lydia, na TV Gazeta, a vereadora Soninha Francine (PPS) faz um balanço das eleições paulistanas de 2008.

Ela diz que sabia que dificilmente venceria as eleições, mas ficou satisfeita por influenciar no debate sobre vários temas da cidade e ainda pretende ser prefeita de São Paulo. Lamenta que os jornais não davam espaço suficiente para os partidos pequenos.

Em sua auto-análise, Soninha diz que contribuiu para a campanha, deixando alguns assuntos em pauta e expôs qualidades e defeitos das gestões passadas. Ela fala sobre Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM).

A vereadora acha errado dizer que todos os partidos de esquerda estão ao lado do PT e os da direita ao lado do DEM. E revela ainda que poderia aceitar um convite para uma Secretaria, desde que seja para colocar em práticas as suas idéias.

Leia também, no "Diário da Campanha", o pensamento completo de Soninha sobre as eleições de 2008 e o posicionamento no segundo turno.

É casado? Tem filhos? Mas isso serve a quem?

A propaganda de Marta Suplicy (PT), beirando o desespero e a baixaria: "É casado? Tem filhos?", pergunta sobre o candidato Gilberto Kassab (DEM), e conclui: "Para decidir certo é preciso conhecer bem."

Mas a quem interessa esse tipo de insinuação sobre a vida pessoal de um e de outro? Pode isso estar acontecendo justamente na campanha de uma mulher que se diz tão "moderna", "mente aberta" e com "história de vida limpa"?

Isso vai virar o que? Qual vai ser a resposta para esse tipo de agressão pessoal? Dizer que a candidata petista devia adotar o nome Marta Favre em vez de Suplicy, de quem se separou de fato antes do final da campanha à Prefeitura em 2000, mas de direito apenas depois de contabilizados os votos com o sobrenome-grife, para não interferir no resultado?

Ora, ora... devia ter gente andando e refletindo por aí para recuperar o "eixo perdido". O PT virou uma caricatura dos piores dias do malufismo. Que tristeza!

PPS realiza ato de apoio a Kassab na segunda, 13

O PPS realiza na tarde de segunda-feira (13) um grande ato público de apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab, com a presença do candidato, dos dois vereadores eleitos pelo PPS, Claudio Fonseca e Dr. Milton, da primeira suplente Heida Woo, da militância e dos principais dirigentes do partido, como o líder do PPS na Câmara dos Deputados, Fernando Coruja, o presidente nacional Roberto Freire, o presidente estadual Davi Zaia e o presidente municipal Carlos Fernandes.
Data: Segunda-feira, 13 de outubro
Horário: a partir das 16h30
Local: Espaço de Eventos Hakka
Av. São Joaquim, 460, Liberdade
(próximo do Metrô São Joaquim)

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Compromissos sinalizam apoio do PPS no 2º turno

PPS elege 2 vereadores: Claudio Fonseca e Dr. Milton


Soninha fala sobre o segundo turno no "Diário da Campanha"

domingo, 12 de outubro de 2008

Marta aparece desequilibrada no debate da Band

A sombra da segunda derrota consecutiva nas eleições paulistanas parece ameaçadora demais para o PT de Marta Suplicy. A candidata estava transtornada no debate deste domingo da TV Bandeirantes. Deu medo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Soninha adota postura anti-Marta; PPS vota Kassab

Soninha adota postura anti-Marta e PPS confirma apoio a Kassab no 2º turno

THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online


Em reunião nesta quinta-feira, o diretório municipal do PPS confirmou seu apoio no segundo turno à candidatura à reeleição de Gilberto Kassab (DEM). Presente no encontro, Soninha Francine, derrotada no primeiro turno, afirmou que a decisão partiu mais do rompimento do PPS com o PT do que propriamente de um alinhamento com o DEM.

“A decisão anterior ao segundo turno foi de romper com o PT. O PPS rompeu com o PT já há alguns anos. O apoio a Kassab é em torno de apoios programáticos, em cima de compromissos que ele venha a assumir e os quais a gente defendeu nesses três meses de campanha eleitoral”, afirmou a vereadora.

Mesmo concordando com a decisão do partido, Soninha disse que não vai subir no palanque do prefeito. “Eu concordo com a decisão do PPS, mas eu, ainda, pessoalmente, quero me resguardar de algumas associações. Eu não votaria na Marta, mas nem por isso vou abraçar os democratas.”

Soninha já havia adotado uma posição de neutralidade logo após o fim do primeiro turno e, segundo ela, o PPS estava ciente da sua escolha. Hoje, no entanto, disse que não está em cima do muro. “Não é uma posição nula”, afirmou.

Em um papel em que fez algumas anotações durante a reunião da executiva municipal, Soninha resumiu sua posição: “Anti-petismo não. Anti-Marta”.

O presidente municipal da legenda, Carlos Fernandes, diz respeitar a posição da vereadora. “Ela foi adversária do Kassab e está seguindo a orientação do partido, que é o que importa. É uma opção dela [não subir no palanque]“, disse.

Segundo ele, o apoio do partido ao prefeito será programático, sem negociações de cargos em uma eventual nova gestão de Kassab. “O PPS não se pauta por isso, é um compromisso programático”, afirmou.

Para isso, o partido entregou à campanha de Kassab um documento com 13 propostas para serem incorporadas ao programa de governo do atual prefeito.

No fundo

Momentos após o anúncio do apoio, o articulador de alianças a Kassab no segundo turno, Guilherme Afif Domingos, participou do encontro. Soninha, no entanto, preferiu abandonar seu posto na mesa à frente e ficou em pé no fundo da sala acompanhando o ato.

Ao final, Domingos foi cumprimentá-la e aproveitou para convidar a vereadora a participar de palestras em faculdades sobre projetos da administração municipal. Soninha aceitou.

“Na medida que o apoio é institucional, do partido, nós respeitamos totalmente a posição da candidata, que é uma posição de não tentar influir em seus eleitores”, disse Domingos.

O ato que irá oficializar o apoio, no entanto, só acontecerá na segunda-feira (13), no Espaço de Eventos Hakka, mesmo local alugado pela campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) para reunir militantes durante a apuração dos votos no domingo e que, com a derrota do tucano, acabou ficando vazio.

Deu no jornal Agora, o "filho menor" da Folha

Estranhamente a Folha de S. Paulo ignorou o apoio do PPS, uma "ignorância" que foi constante na campanha, não se sabe por quais razões editoriais, pessoais ou políticas. Mas, enfim, o UOL, a Folha Online e o Agora noticiaram. Clique abaixo para ampliar:

Tirando a "forçada de barra" do título do Estadão...

Veja como a imprensa interpreta livremente os fatos, até de forma contraditória: Soninha não fará campanha ou "esqueceu a promessa" e aderiu à reeleição de Kassab?

Será difícil entender que o eleitorado não tem cabresto e que Soninha não "manda" no eleitor? Ela declarou a sua opção, mas não vai pregar o voto porque o eleitorado é suficientemente esclarecido: cada um vota de acordo com a própria consciência.

Presidente municipal diz que PPS apoiará Kassab

Agência Estado / Terra - Notícias

O presidente do diretório municipal do PPS, Carlos Eduardo Fernandes, disse que a reunião do partido, um hotel da região central de São Paulo no final da manhã de quinta-feira, deve aprovar em votação o apoio a Gilberto Kassab (DEM). Segundo ele, o articulador das alianças do DEM no segundo turno, Guilherme Afif Domingos, já deu garantias de incorporar plataformas de Soninha Francine ao programa de governo de Kassab e, por isso, as lideranças de seu partido serão favoráveis à decisão.

"Tenho conversado com muitos companheiros do partido e, alguns mais, outros menos, todos estão dispostos a votar pela aliança", diz Fernandes. Entre as propostas que o DEM abraçará, de acordo com Fernandes, o repovoamento do centro da cidade, a ampliação da reciclagem do lixo e o incentivo à cultura jovem.

O PPS é o terceiro partido a aderir à campanha de Kassab no segundo turno, após o atual prefeito ter derrotado a adversária Marta Suplicy nas urnas no último domingo. O PSDB e o PTB precederam a legenda.

No dia da votação, o prefeito afirmou que seu partido e o PPS são "aliados naturais". A aliança não significa a participação de Soninha Francine na campanha. Segundo o coordenador da campanha, Maurício Huertas, a candidata derrotada seguirá a decisão do partido e votará em Kassab, mas não subirá no palanque de campanha. "Ela rompeu definitivamente com o PT e não apoiará Marta, mas também não quer o rótulo de kassabista", disse.

Partido de Soninha confirma apoio a Kassab

G1.com.br

Partido entregou carta com 13 propostas do programa de Soninha. Segundo documento, prefeito se comprometeu a implantar medidas.

Em reunião da qual participaram a ex-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, o diretório municipal do partido confirmou nesta quinta-feira (9) apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno. O anúncio oficial será realizado na próxima segunda-feira (13), com a presença do presidente nacional do partido, Roberto Freire.

O presidente do diretório municipal do PPS, Carlos Fernandes, disse que Soninha não deverá participar dos programas de TV de Kassab e nem tampouco subir em palanques. Fernandes afirmou que a relação do PPS com o PT da candidata Marta Suplicy "nunca foi boa".

"Nós deixamos um ministro para eles (Ciro Gomes) e nos afastamos do governo federal. Integramos a coligação que derrotou Marta em 2004", afirmou. Em uma carta divulgada durante a reunião, o partido diz que o apoio foi condicionado à incorporação, por Kassab, de 13 propostas que faziam parte do programa de governo de Soninha. "A base do acordo é programática", disse Fernandes.

Entre as medidas, segundo o documento, que o prefeito se compromete a implantar numa eventual segunda gestão, estão a adoção de políticas públicas que incentivem a produção de moradias em bairros centrais e de empregos em bairros residenciais.

Também estão previstos investimentos básicos em transporte coletivo e em engenharia de tráfego; mutirões na área da saúde e da educação; um orçamento mínimo de 2% para cultura e ampliação da coleta seletiva.

A carta, assinada pelo diretório municipal do partido, também critica o PT, ao afirmar que o acordo retoma a aliança que em 2004 elegeu José Serra e “derrotou o PT de Marta Suplicy, com seus métodos e práticas deploráveis”.

PPS, partido de Soninha, apóia Kassab no 2º turno

Agência Estado - Últimas Notícias

O PPS irá apoiar o prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, no segundo turno da disputa municipal de São Paulo. A decisão foi tomada hoje pela cúpula do partido. "Estamos juntos no segundo turno porque entendemos que esta é a melhor opção para a cidade, e seremos colaboradores da próxima gestão", informou o PPS, por meio de nota divulgada no site. No primeiro turno das eleições, o partido foi representado pela candidata Soninha Francine, que teve cerca 4% dos votos na capital.

Em troca do apoio, a nota informa que Kassab se comprometeu a incorporar projetos de Soninha ao seu programa de governo, caso seja reeleito. "O apoio do PPS à candidatura Kassab se dará com base em uma série de propostas formuladas durante a campanha de Soninha e que agora o prefeito se compromete a incorporar ao seu programa de governo e executar na sua próxima gestão, como por exemplo, medidas para o repovoamento do centro, mutirões na área da saúde e da educação, um orçamento mínimo de 2% para cultura e a ampliação da coleta seletiva."

O PPS fez parte da aliança que em 2004 elegeu a atual gestão municipal, iniciada por José Serra (PSDB) e continuada por Kassab, derrotando Marta.

Soninha apóia Kassab, mas não sobe em palanque

Terra - Notícias

A candidata Soninha Francine (PPS), quinta colocada no primeiro turno das eleições paulistanas, com 4,19% dos votos válidos, anunciou que irá apoiar a candidatura de Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno. Segundo ela, o seu apoio segue a decisão do partido, porém ela não subirá no palanque do democrata.

"Não vou pregar o voto nulo e na Marta eu não voto. O Kassab tem no grupo dele pessoas progressistas que defendem o mesmo que nós. Dentro do PT muita gente faz o discurso do bem contra o mal, o que eu acho horroroso", declarou.

Soninha acrescentou que não vai fazer campanha para Gilberto Kassab e que vai cumprir o seu mandato de vereadora, o que ela considera sua prioridade nesse momento. "Nesse período, se a prefeitura mandar algum projeto de interesse público eu apoiarei tranqüilamente", afirmou.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PPS define apoio a Kassab no segundo turno

O coordenador do Programa de Governo de Kassab, Guilherme Afif Domingos, participa de reunião da direção do PPS e comunica que o prefeito incorporou a série de propostas da campanha de Soninha apresentadas para a próxima gestão

Leia a íntegra do documento do PPS:

O PPS acaba de obter um resultado histórico: 266.978 votos na primeira eleição em que teve uma candidatura própria para a Prefeitura de São Paulo. Mais importante que os números, porém, foi vivenciar a empolgação e o entusiasmo das pessoas com a campanha de Soninha Francine, que respeitou a inteligência dos cidadãos paulistanos, qualificou o debate, resgatou princípios e ideais que pareciam fora de moda na política, construiu um programa de governo verdadeiramente identificado com a cidade e ajudou a reaproximar o PPS de movimentos populares e sociais.

Antes mesmo da campanha, ressaltávamos o nosso entendimento sobre o papel das diversas candidaturas no primeiro turno. Dizíamos que mais importante do que tentar antecipar a polarização natural do segundo turno seria a construção de uma proposta viável para a cidade e a apresentação à sociedade de um programa detalhado para dar continuidade às conquistas da atual gestão, da qual o PPS faz parte, iniciada por José Serra e mantida por Gilberto Kassab. E reconhecendo as boas práticas de outras gestões, experiências positivas de outras metrópoles, sem deixar que a rivalidade partidária se sobrepusesse ao bom senso e ao verdadeiro interesse público.

Pois foi desta forma que apresentamos a candidatura de Soninha: para disputar a Prefeitura de São Paulo discutindo grandes temas, pensando a cidade no curto, médio e longo prazo. Analisando honestamente as possibilidades de solução de seus problemas, sem nenhum constrangimento ou obrigação de falar bem disso ou daquilo e mal deste ou daquele. E sem ter uma candidata que prometia ser a sabe-tudo, resolver tudo, ter todas as boas idéias do mundo, mas assumindo o compromisso de discutir abertamente o que é mais complexo, mais polêmico, tanto com especialistas quanto com aqueles diretamente envolvidos em cada questão -- o arquiteto e o morador do conjunto habitacional; o gestor de saúde e o usuário; o técnico em transporte e o passageiro do ônibus.

Precisamos criar ou fazer funcionar muitos instrumentos de participação e controle, descentralizar a gestão, respeitar as peculiaridades dessa cidade imensa. O nosso objetivo é a qualidade de vida do cidadão paulistano, e temos certeza que a administração deve estar acima de disputas partidárias. O que não exclui uma visão política da administração, mas a política é meio e não fim.

Por outro lado, parecia fundamental aos partidos, em uma eleição de dois turnos, reiterar à sociedade as suas identidades e marcas próprias. As eleições municipais propiciaram, no primeiro turno, este reposicionamento estratégico das legendas. Uma candidatura como a de Soninha Francine, pelo PPS, deu maior visibilidade e conteúdo a este arcabouço de intenções.

Fomos vitoriosos nestas eleições de 2008. Elegemos dois vereadores, o professor Claudio Fonseca e o médico Milton Ferreira, e estamos convictos de ter lançado a melhor candidata à Prefeitura e as propostas mais viáveis para São Paulo. Demos apenas o primeiro passo de uma longa e firme caminhada, com Soninha Francine, para as eleições de 2010 e 2012.

Confirmado o resultado das urnas, a Comissão Executiva do Diretório Municipal do PPS reuniu-se para decidir o apoio do partido à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno, retomando a aliança que em 2004 elegeu José Serra para a Prefeitura e derrotou o PT de Marta Suplicy, com seus métodos e práticas deploráveis.

Portanto, o apoio do PPS à candidatura Kassab se dará com base em uma série de propostas formuladas durante a campanha de Soninha e que agora o prefeito se compromete a incorporar ao seu programa de governo e executar na sua próxima gestão, como medidas para o repovoamento do centro, mutirões na área da saúde e da educação, um orçamento mínimo de 2% para cultura e a ampliação da coleta seletiva.

Estamos juntos no segundo turno, porque entendemos que esta é a melhor opção para a cidade, e seremos colaboradores da próxima gestão.

Quem disse que nós não podemos fazer a diferença?

Propostas de Soninha encampadas por Kassab

1) Reconfiguração do território, reduzindo distâncias casa X trabalho - compromisso com a oferta de moradia popular no centro, a partir principalmente da utilização de edifícios abandonados e terrenos sub-utilizados, com investimentos diretos da prefeitura e incentivos ao mercado/penalizações à especulação imobiliária (há mecanismos previstos, e não implementados, no Plano Diretor - IPTU progressivo, PPPs, etc.); criação de mais programas de incentivo à instalação de empresas nás áreas em que há necessidade de mais ofertas de emprego e de incubadoras para cooperativas e pequenas empresas;

2) Mobilidade - Investimentos básicos em transporte coletivo: 1) Informações sobre o sistema (nos pontos - batizados e numerados, na internet, em totens eletrônicos pela cidade, em mapas de bolso, com "sistema Google" de busca - hoje a consulta é muito limitada); 2) criação de linhas para suprir carências (ligações interbairros e inter-regiões, incluindo transporte por barcas nas represas); 3) melhorar a oferta à noite e nos fins-de-semana; 4) melhorar a operação dos corredores, com a efetiva implantação do sistema de linhas-tronco; 5) assegurar a ampla divulgação das mudanças em pontos, linhas e trajetos.

- Investimentos básicos em engenharia de tráfego: 1) aumento do número de GETs - Gerências de Engenharia de Tráfego (desde 95, são apenas 6); 2) implantação de semáforos eletrônicos que efetivamente "conversem" entre si e com a central; 3) aumento do número de agentes de trânsito; 4) volta do sistema de comunicação em rádio aberto (a adoção dos Palms, apesar de modernos, dificulta a comunicação entre os agentes);

- Outros pontos: efetiva implantação do Estudo de Impacto de Vizinhança, conforme previsto no Plano Diretor; implantação de programas de realocação de mão-de-obra (na administração pública e iniciativa privada) e carona solidária (idem); criação de departamento encarregado de locomoção não-motorizada (ciclistas e pedestres) na CET; implantação de passarelas para pedestres e ciclistas sobre as marginais, especialmente em pontos críticos (dois exemplos concretos: ligação entre estação Cidade Universitária da CPTM e o Campus da USP; ligação entre o CEU Tiquatira e o Cingapura que fica do outro lado da Marginal Tietê); implantação de novas lombadas eletrônicas, lombofaixas e outras medidas de moderação de tráfego ("Traffic calming"); elaboração de Plano Diretor de Calçadas e Plano Diretor de Sinalização (com a meta de, no mínimo, não haver nenhuma rua sem identificação no prazo máximo de dois anos); implantação do Sistema Cicloviário na Cidade, com a execução de ao menos alguns dos muitos projetos já existentes (Zona Leste, Butantã, Santo Amaro, Faria Lima) e instalação de paraciclos nos prédios públicos; restabelecimento do telefone 194 (ou outro) para atendimento da CET; implantação de mais faixas exclusivas para motos na cidade; compromisso com a revisão das regras para rodízio de caminhões (mantendo restrições mas não em horários tão extensos todos os dias); ver a questão da RESAN e processos trabalhistas na SPTrans; revisão das tarifas de táxi (muito caras em São Paulo, prejudicando inclusive os taxistas).

3) Moradia - implantação, na prefeitura, de modelo de atendimento semelhante ao Graprohab do governo do Estado, para agilizar, desburocratizar e eliminar focos de corrupção; ampliar e aperfeiçoar o mecanismo das cartas de crédito; reestruturar plano para os cortiços, com o compromisso de eliminar completamente esse tipo de moradia indigna e insalubre até o fim da gestão.

4) Meio Ambiente - comprometer-se com a despoluição e limpeza de TODOS os córregos até o fim da gestão; estudar, junto com o governo do Estado, a implantação de estações locais de tratamento de esgoto onde for possível e indicado; implementar o programa de retrofit ambiental em todos os prédios da administração (reformas para garantir a máxima eficiência ambiental); ampliar o programa de coleta seletiva solidária, agilizando decisivamente a implantação de novas centrais de triagem operadas por cooperativas de catadores, efetivamente supervisionadas para que obtenham máxima eficiência e qualidade no trabalho; incentivar a instalação de indústrias de reciclagem no município e dar preferência ao consumo de materiais reciclados na administração; desenvolver ao menos um projeto experimental de moradia "ecológica", feita com a técnica de taipa-de-pilão, utilizando materiais do próprio terreno e evitando ao máximo o desperdício; compromete-se com medidas para a melhora da qualidade do ar - ampliar a inspeção veicular; substituir a frota de carros da prefeitura por modelos menos poluentes; pressionar pela efetiva redução da quantidade de enxofre no diesel e pela redução da tarifa de eletricidade para o trólebus.

5) Educação - se não houver a iniciativa do poder público, que haja ao menos a garantia de apoio a um grande movimento, semelhante a um mutirão, para reduzir a defasagem no ensino (crianças e adolescentes com até oito anos de escolarização que não sabem ler e escrever fluentemente); incentivo e garantia de funcionamento de Conselhos de Escola em todas as escolas; grande esforço no sentido da inclusão de pessoas com deficiência, com a criação de vagas em todas as escolas (e a contratação de um segundo professor para a turma em que houver necessidade, para atendimento diferenciado) e de turmas especiais quando for o caso; esforços no sentido de tornar os CEUS efetivamente pólos de educação, esporte e cultura que atendam a toda a rede do entorno; criação de programa emergencial para atendimento às mães que não encontrarem vagas em creches diretas ou conveniadas (uma possibilidade é o programa de mães-crecheiras; outra, o pagamento de "bolsa-creche" em instituição particular); estudo para redução do ciclo de progressão continuada de 4 para 2 anos; criar programa de formação de professores para o ensino de Música; garantir o cumprimento da lei federal 10.630, que determinou a inclusão da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" no currículo escolar; criar programas de educação à distância para jovens e adultos.

6) Saúde - realizar mutirões de consultas, exames e cirurgias nos primeiros meses do governo; fazer o diagnóstico das carências agudas de serviços e equipamentos -saúde bucal, saúde mental (mais CAPs, CAPs-AD, leitos psiquiátricos em hospitais gerais); incentivar e garantir o funcionamento de Conselhos Gestores; ter caixas para sugestões/reclamações em todos os equipamentos de saúde, com o compromisso de responder por escrito; tornar públicas, como determina a lei, as informações sobre os contratos de gestão com as OSs; desenvolver programa de hortas fitoterápicas; criar novos centros de Zoonoses; desenvolver programa segurança alimentar (atividades educativas, criação de hortas urbanas, geração de emprego e renda).

7) Cultura - criar ao menos um CCJ (Centro Cultural de Juventude) em cada região da cidade, no modelo do que existe na Vila Nova Cachoeirinha; ampliar o número de Bibliotecas Circulantes, assegurando que, na ausência de uma biblioteca "convencional", cada distrito da cidade seja atendido por um ônibus-biblioteca; comprometer-se com a ampliação do programa de fomento para as áreas de circo, produção audio-visual, música, produção literária e cultura popular; ampliar o orçamento da Cultura para 2%.

8) Esporte - ampliar a iluminação de equipamentos esportivos para atividades noturnas; criar programa semelhante ao VAI (da Cultura) para apoio financeiro a projetos esportivos de caráter comunitário; garantir que todos os alunos da rede municipal tenham aulas de Educação Física (com professores de Educação Física e equipamentos adequados).

9) Assistência, Desenvolvimento Social e Trabalho - criação de novos albergues e hotéis sociais para o abrigo de famílias e mulheres; criação ou estabelecimento de convênios para oferta de novos equipamentos com atividades diurnas (educação, capacitação para o trabalho, atendimento psico-social, etc.); ampliação das ofertas de vagas em Qualificação Profissional para jovens e criação de turmas de QP para adultos; ampliação dos programas de micro-crédito para pequenos empreendedores; retomada da concessão de licenças para ambulantes, reorganizando a atividade e a ocupação do espaço urbano.

10) Tecnologias da Informação/ inclusão digital - meta em quatro anos: ter computadores com data-show (projetor) e conexão à internet em todas as salas de aula; criar laboratórios de meta-reciclagem para aproveitamento de peças usadas; oferta de cursos para jovens trabalharem com suporte técnico, especialmente de sistemas em código aberto (software livre); abertura de telecentros noturnos em lugares-chave da cidade (região central, por exemplo).

11) Participação popular - realização de plenárias mensais em todas as Subprefeituras, em modelo semelhante às reuniões dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança).

12) Servidores - organizar planos de carreira e estabelecer prazo para recomposição salarial (vencimento- base, pensões e aposentadorias); criar programas de incentivo à qualificação permanente

13) Outras intervenções pontuais: criar programa de Brinquedotecas pela cidade (em parques municipais, praças, centros de convivência, equipamentos da Saúde); ampliar o programa de desburocratização da prefeitura (por exemplo, na obtenção de alvarás e licenças de funcionamento); criar a Coordenadoria do Indígena na Secretaria de Participação e Parcerias; aumentar o número de Centros de Referência da Mulher, do Idoso e LGBT; comprometer-se com o pagamento de precatórios segundo decisões transitadas em julgado; aumentar os recursos humanos, financeiros e estruturais da Ouvidoria do município, de modo a melhorar a qualidade do atendimento; na Segurança Pública, criar programa de mediação de conflitos.

Maioria do eleitorado de Soninha vota em Kassab

O Datafolha revela: "(...) À espera do anúncio oficial de adesão do PPS, Kassab tem hoje 61% dos eleitores de Soninha Francine. Marta, 21%. Soninha teve 4,19% dos votos (...)".
Assinantes da Folha podem ler aqui a matéria na íntegra.

Soninha já declarou que não vota em Marta porque rompeu definitivamente com o PT, assim como o PPS já havia feito, por discordar dos rumos, dos métodos e das práticas petistas de governar - que se afastam e contrariam toda a história do partido. Nem por isso, Soninha ou o PPS viraram kassabistas ou aderiram automaticamente ao DEM ou ao PSDB. Continuamos críticos e, ainda que eventualmente aliados, o PPS seguirá a sua própria trajetória, equidistante das demais legendas.

Reveja aqui a entrevista de Soninha Francine sobre as eleições e o posicionamento no segundo turno.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

PPS reunirá Executiva na quinta para definir apoio

A Comissão Executiva do Diretório Municipal do PPS estará reunida nesta quinta-feira (9), no centro de São Paulo, para deliberar sobre o apoio do partido à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno, retomando a aliança que em 2004 elegeu José Serra (PSDB) para a prefeitura e derrotou Marta Suplicy (PT).

Às 14h30 desta quinta, no Hotel Pergamon (Rua Frei Caneca, 80, Consolação) a direção do PPS comunica a decisão ao coordenador do Programa de Governo de Kassab, Guilherme Afif Domingos.

O provável acordo se dará com base em uma série de propostas formuladas durante a campanha pela candidata Soninha Francine (PPS) e que agora o prefeito Kassab se compromete a incorporar ao seu programa de governo e executar na sua próxima gestão, como medidas para o repovoamento do centro, mutirões na área da saúde e da educação, um orçamento mínimo de 2% para cultura e a ampliação da coleta seletiva de lixo.

Reveja aqui a avaliação que o PPS já fazia das eleições municipais de 2008 antes mesmo do início da disputa, as razões para o lançamento da candidatura de Soninha Francine à Prefeitura e a aliança com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.

Clique na reprodução abaixo para ampliar e ler a reportagem de hoje do jornal O Estado de S. Paulo, que trata do posicionamento do PPS no segundo turno:

Diversidade política, social, econômica, sexual...

A campanha da vereadora Soninha Francine (PPS) à Prefeitura de Sâo Paulo foi a cara da cidade: um caleidoscópio que reuniu do gari ao empresário da Fiesp; de simpatizantes do PT ao DEM; adultos, jovens e crianças; homens, mulheres e até drag queens. Soninha plantou uma semente e vai colher os frutos em 2012, com um novo olhar e uma nova atitude na política paulistana.

Os petistas Carlos Neder e José Eduardo Martins Cardoso

O secretário de Educação de Kassab, Alexandre Schneider

Serginho Kobayashi, coordenador da mobilização da campanha de Kassab (DEM), com adesivo de Soninha

Soninha fala com dois garis sobre a candidatura

Salete Campari encontra Soninha e manifesta apoio

O drag queen Léo Áquila declara voto em Soninha

Pedro Nercessian, jovem ator de Malhação e Os Mutantes, é sobrinho do também ator Stepan Nercessian, que foi reeleito vereador pelo PPS/RJ e manifestou apoio a Soninha

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Estadão anuncia primeiro contato de Afif com PPS

Deu no Estadão: O PPS de Soninha Francine descarta o apoio a Marta Suplicy (PT). Ex-petista, Soninha rompeu com o partido para aderir ao PPS, pelo qual se lançou candidata. Mesmo assim, o coordenador de sua campanha, Maurício Huertas, disse que não haverá alinhamento automático a Kassab - apesar de o partido integrar a base de apoio ao governador José Serra (PSDB), principal cabo eleitoral do prefeito.

“Vamos apresentar ao candidato algumas reivindicações, como a construção de ciclovias e ciclofaixas, a destinação de pelo menos 2% do Orçamento à cultura e o repovoamento do centro para apoiá-lo”, disse Huertas. Já há uma conversa marcada entre o secretário de Trabalho, Guilherme Afif Domingos - emissário do prefeito -, e a cúpula do partido para os próximos dias.


Últimas notícias

Já houve um primeiro contato entre Afif e o presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, na manhã desta terça-feira (7). Hoje à noite, estarão reunidos com o presidente e Soninha Francine, os dois vereadores eleitos pelo PPS, Claudio Fonseca e Dr. Milton.

Na quinta-feira, no horário do almoço, haverá reunião da Executiva Municipal do PPS para acertar o posicionamento do partido no segundo turno, tendo como base a plataforma de reivindicações tiradas do Programa de Governo de Soninha.

A "nova" Câmara Municipal de São Paulo

Triste constatação: dos 39 vereadores que conseguiram reeleição em São Paulo, 11 estavam na lista de candidatos com "ficha suja". São eles: Antônio Carlos Rodrigues e Agnaldo Timóteo, do PR; Carlos Apolinário (DEM); Ricardo Teixeira e Juscelino Gadelha, do PSDB; Donato, Francisco Chagas, Senival Moura e Arselino Tatto, do PT; Cláudio Prado (PDT) e Jooji Hato (PMDB).

Para o diretor-executivo da Transparência Brasil, Cláudio Abramo, o eleitorado ainda não tem acesso as informações sobre os candidatos.

A vereadora Myryam Athie (PDT), que integrava a lista de ficha suja, não conseguiu renovar a sua vaga. Claudete Alves (PT), aquela parlamentar que agrediu Soninha quando a vereadora do PPS denunciou as práticas questionáveis da Câmara, e Ademir da Guia (PR), com mau desempenho na avaliação da ONG Voto Consciente, também foram reprovados pelo eleitor.

Veja aqui quem são os dois vereadores eleitos pelo PPS: Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira.

Será que o Lula tem tantos motivos para rir?

Está nos jornais de hoje: Na reunião do conselho político com os líderes da base de apoio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o desempenho da oposição nas eleições municipais. Chegou a fazer piadas com os resultados do DEM, PSDB e PPS. "Todo mundo saiu ganhando, só esses três saíram perdendo", afirmou o presidente, arrancando gargalhadas dos líderes.

Poderíamos dizer que "quem ri por último, ri melhor", mas infelizmente o povo não terá motivos para sorrir quando essa crise econômina que se avizinha, enquanto o presidente faz campanha para os candidatos do PT e seus aliados, chegar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Compromissos sinalizam apoio do PPS no 2º turno

Confira entrevista de Soninha após primeiro turno das eleições

O posicionamento do PPS no segundo turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo se dará, de modo oficial e transparente, após o comprometimento com alguns pontos emblemáticos do Plano de Governo do partido e da candidata Soninha Francine, que foi reconhecidamente a grande novidade destas eleições municipais, pela forma e pelo conteúdo da campanha.

É natural que o PPS, que em 2004 participou da coligação que elegeu o prefeito José Serra e o vice Gilberto Kassab (derrotando a então prefeita Marta Suplicy), que no cenário nacional rompeu com o PT e se opõe aos métodos e práticas do Governo Lula, e que lançou em São Paulo a candidatura de Soninha, que também acabara de se desligar do velho partido por divergências inconciliáveis, esteja na oposição à candidatura petista.

Mas o provável apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab dependerá do compromisso que ele assumir com uma série de propostas do PPS, que foram apresentadas na campanha da Soninha: o repovoamento do centro e a reconfiguração do território; a implantação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários na cidade; a adoção de mutirões nas áreas de Saúde e de Educação; e o investimento mínimo de 2% do Orçamento em Cultura, entre outras iniciativas do PPS.

Reveja aqui a avaliação que o PPS já fazia das eleições municipais de 2008 antes mesmo do início da disputa, as razões para o lançamento da candidatura de Soninha Francine à Prefeitura e a aliança com o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.

PPS faz 2 vereadores: Claudio Fonseca e Dr. Milton

Vídeo de apresentação de Claudio Fonseca no PPS

Claudio Fonseca é presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem). Foi eleito com 21.038 votos.

Licenciado em Ciências Matemáticas e profundo conhecedor dos problemas que envolvem os professores, durante os quatro anos do primeiro mandato como vereador (2001 a 2004) pelo PCdoB, Claudio Fonseca presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito, foi vice-presidente da Comissão de Educação e membro das Comissões de Administração Pública e de Orçamento e Finanças.

Em 2003, foi eleito segundo vice-presidente da Câmara e designado coordenador da reforma administrativa do Legislativo. A proposta sob sua coordenação foi aprovada e, hoje, a Câmara Municipal de São Paulo possui uma estrutura mais dinâmica, moderna e capaz de atender, de forma eficiente, todas as necessidades do Poder Legislativo.

Apresentou mais de 100 projetos relativos aos sistemas de Educação, Saúde, direitos dos deficientes, financiamento da Educação, direitos dos educadores e demais servidores públicos, uso de novas tecnologias na Educação, direitos dos idosos etc., dos quais cinco são leis em pleno vigor no município.

Entretanto, por defender um sistema educacional justo e os direitos dos profissionais do setor, votando contra projetos do Executivo (gestão Marta Suplicy) que prejudicavam a categoria, acabou sendo punido por seu então partido, em 2004, perdendo o direito a se candidatar à reeleição.

Cláudio Fonseca fala em Encontro do PPS

Ao lado de Soninha, na Praça Benedito Calixto

DR. MILTON FERREIRA É ELEITO COM 14.874 VOTOS

Dr. Milton recepciona Soninha em Guaianases

Milton Ferreira da Silva, o Dr. Milton, filho de agricultores da lavoura do café, foi criado no interior de São Paulo, nas cidades de Tupi Paulista, Dracena e São João do Pau D' Alho.

Biomédico formado pela Faculdade Metodista de Piracicaba (1981) e em medicina pela Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (1992). Também possui vários cursos de conhecimento dentro da medicina.

Atuante na Saúde Pública de Guaianases, na zona leste (UBS Jd. Etelvina), há exatos 16 anos. Criador do Consultório Médico Comunitário “Dr. Milton Ferreira”, promove atendimento médico, exames laboratoriais e prevenção ao câncer ginecológico a preços populares.

Realiza, também, campanhas de prevenção a Diabetes e Hipertensão Arterial em comunidades carentes.

Pelo PPS, nas eleições municipais de 2000, foi candidato à Câmara paulistana obtendo 3.000 votos. Dois anos depois, concorreu a uma vaga à Assembléia Legislativa paulista (7.200 votos). Já em 2004, com 15.300 votos, ficou com a primeira suplência do PPS. Em 2006, concorreu novamente a deputado estadual e, na oportunidade, teve 21.000 votos.

Ao lado do Dr. Milton e de diversos militantes e simpatizantes do partido, a candidata à prefeitura Soninha Francine caminhou pelas ruas e pelo agitado comércio popular de Guaianases, na zona leste de São Paulo.

Animada, Soninha foi bem recebida pela população local, carente de maiores investimentos na área social. A candidata do PPS fez questão de conversar com os moradores e comerciantes da região, propondo idéias e entendendo melhor os problemas enfrentados pelo bairro.

Dr. Milton Ferreira é o terceiro na foto, ao lado do presidente municipal do PPS/SP, Carlos Fernandes, do deputado federal Arnaldo Jardim e do deputado estadual Davi Zaia.

Veja mais informações sobre os dois candidatos eleitos do PPS no "Vereador Digital": Cláudio Fonseca e Milton Ferreira

domingo, 5 de outubro de 2008

Soninha grava depoimento sobre fim da campanha

Encerramento da campanha ocorre na Praça da Paz

Os estudantes Bruno, Julia e Amanda com Soninha

Com uma caminhada do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, num roteiro cultural passando por livrarias e museus, até a Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera, batendo papo com um grupo de adolescentes: assim foi o desfecho da campanha de Soninha Francine, candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, neste sábado (4), após três meses ininterruptos.

Totalmente descontraída, Soninha caminhou cerca de 7 km conversando com pedestres e acenando para quem cruzava pelo caminho. Comprou livros, sentou à beira do lago, brincou com crianças e cachorros e até jogou futebol (veja).

Por que eu voto na Soninha para prefeita

Quem disse que político é tudo igual? Quem disse que não tem mais jeito? Quem disse que só tem um jeito de fazer política? Quem disse que meu voto não faz diferença? Mas por que, afinal, votar em Soninha para a Prefeitura de São Paulo?

Então, vamos lá:

1) Soninha é verdadeiramente diferente dos demais candidatos. No modo de falar, na forma de agir. É transparente. Diz o que pensa. E pensa no que diz! - não sai por aí no blablablá. É jovem, idealista, ética. Mas não por obrigação ou por imposição de marqueteiro. Ela é assim!

2) Soninha é gente como a gente, fala a nossa língua. É honesta, é preparada, é segura; enfim, é confiável. Não é política profissional. Não é dondoca, nem madame. Não se coloca num pedestal. Não está associada às siglas do mensalão, da compra de votos, das fichas sujas etc.

3) Soninha tem as melhores e mais viáveis propostas para resolver os problemas mais urgentes da cidade (ao contrário dos outros, não promete soluções mágicas; e ainda desmascara as mentiras que os outros estão dizendo por aí: freeway; internet grátis para toda a cidade, como se todo cidadão pobre fosse acessar a rede da sua casa a partir de amanhã; ônibus por mais um ano sem aumento ou com tarifa zero; construção de creches para todas as crianças etc.).

4) Soninha tem um olhar diferenciado sobre a política e tem coragem de denunciar os conchavos que existem por aí; teve coragem de sair do PT no período de maior popularidade do presidente Lula simplesmente porque não tolera esses métodos antigos de fazer política - que o PT tanto combatia, mas que agora deixou "órfão" este eleitorado; não aceitou ser vice em uma chapa favorita simplesmente para se dar bem, porque o interesse é coletivo, não individual.

5) O meu voto vai ser importante para marcar uma posição, para dar um recado aos políticos tradicionais, mesmo se a Soninha não chegar ao segundo turno. Temos que dar um basta à mutretagem na política. Cada um de nós tem que mostrar a nossa indignação e fazer a parte que nos cabe, votando em uma alternativa à mesmice. Por isso eu me orgulho de votar na Soninha!

6) Todos que estão aí já tiveram a sua chance, fizeram nada ou muito pouco e aparecem na TV com soluções mirabolantes que não implantaram quando estavam no poder. Por que agora seria diferente? Diferente é a Soninha, e ponto final!

Estadão publica perfil de Soninha Francine



Falo o que muitos não tem coragem de dizer, afirma Soninha

Candidata reconhece que apenas 'por um milagre' chegará ao segundo turno da disputa deste domingo

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo

Três casamentos. Três filhas. Três eleições. No terceiro andar da Câmara de Vereadores está o pára-raio de muitas polêmicas. Soninha Francine, 41 anos, divorciada, nunca deu importância à presença do número três na sua vida pública. Ela, que reconhece que apenas por "milagre" chegará ao segundo turno, e para quem o terceiro lugar na corrida pela Prefeitura de São Paulo seria um prêmio, diz não sentir prazer em ser polemista. "Eu falo o que muita gente pensa e não tem coragem de dizer." Foi assim quando admitiu à uma revista de circulação nacional que tinha fumado maconha. O tema das drogas até hoje provoca fumaça. "Eu nem fumo mais. Mas o assunto me persegue", conta.

Soninha enlouqueceu ainda mais a própria Câmara de Vereadores. Em sabatina no Estadão, contou que os colegas aprovam projetos e leis em por interesses menores, onde não se excluiu o dinheiro. Mais uma vez tudo acabou em fumaça. "Foi uma confusão." Há duas semanas, em plena reta final da campanha eleitoral, ela foi obrigada a dar uma pausa na agenda de candidata pelo PPS para, como vereadora, prestar depoimento à uma comissão especial montada para apurar a denúncia. Ela não recuou. A portas fechadas, confirmou o que dissera durante entrevista.

Essa maneira aberta de enfrentar situações difíceis tem provocado a admiração até nos adversários. O governador José Serra (PSDB), que se divide entre dois candidatos, o tucano Geraldo Alckmin e seu sucessor o prefeito Gilberto Kassab (DEM), certamente teria Soninha como terceira opção. Mas a afinidade entre os dois não é política. É o verde do Palmeiras que os aproxima. "Ele (Serra) é um grande amigo e um grande boleiro. Sempre que dá a gente vai junto assistir a uma partida do verdão", revela. De partidos diferentes, os dois compartilham a paixão pelo time, que agora lidera a tabela do Campeonato Brasileiro.

Soninha, antes de disputar eleições, batia um bolão como comentarista esportiva. Ela entendia tudo dos esquemas e táticas do futebol. Agora, sonha com o voto dos palmeirenses. Surpresos? Os jovens também estão entre seus eleitores preferenciais. Detalhe: ela já foi VJ da MTV.

Tanta polêmica esconde uma certa ausência de vaidade. Um exemplo de deixar qualquer mulher perplexa é que ela nunca - mas nunca mesmo - fez as unhas. "Minha mãe sempre me dizia que eu ia ter problema com isso", revela. Salto alto ela só usou uma "única vez na vida", e por ofício. "Tenho os meus sapatos baixos para casamento." No colégio, chegou a ser confundida com um menino enquanto corria atrás de uma bola. "A freira foi atrás de mim indignada tentando entender como um menino havia entrado no colégio. Só quando chegou bem perto viu que era eu."

Esse jeitão, que os americanos chamam de "Tom boy", a acompanha ainda hoje. Nem as sessões da Câmara são capazes de fazer com que Soninha deixe de lado seu tênis, jeans e camiseta. Na quarta-feira dia 24, ela teve de receber um casaco das mãos de uma policial militar para poder continuar no Plenário. O despojamento já levou a candidata e a vereadora a elaborar um projeto que desobriga o uso de terno e gravata na Casa.

Agitada, busca no budismo a paz que falta na política. Ela se converteu em 1998 por influência de três amigos da MTV. Outra vez um número cabalístico. Um deles, Marcelo, se tornaria seu marido e pai de Júlia, a caçula hoje com 11 anos. O casamento foi o mais longo dos três. Os dois primeiros duraram cinco anos cada e o último o dobro.

Essa pequena mulher de 1,66 metro se agigantou há quatro anos quando teve de enfrentar a leucemia de Júlia. Foi duro. Mas a batalha foi vencida. Júlia está recuperada e Soninha, refeita do susto, resolveu enfrentar novos desafios. Vereadora atuante e mãe dedicada, daquelas que acordam cedo todos os dias para preparar a caçula para a escola, Soninha corre São Paulo de moto. Ela tornou-se a candidata motoboy, embora seja dona de um carro popular que fica parado na garagem.

Talvez Soninha seja tão moderna quanto São Paulo. Na verdade, ela é múltipla e barulhenta como a cidade. Pode se dizer,ainda, que Soninha é uma candidata com mais futuro do que presente. E ela avisa: "Não vou desistir, não." Se tudo der certo, em 2012 ela voltará à cena. Três vezes mais forte.