segunda-feira, 31 de março de 2008

Soninha aprova projeto do Voto Consciente em SP

A vereadora Soninha Francine (PPS) obteve a aprovação de um projeto importante para dar mais transparência à gestão municipal, que agora está nas mãos do prefeito Gilberto Kassab para sanção ou veto.

O projeto de lei foi uma iniciativa da ONG Voto Consciente, apresentado em 2006 à Comissão de Legislação Participativa, presidida na época pela vereadora Soninha.

Na "cota" de projetos apresentados pelos vereadores para aprovação, por acordo, em segunda e definitiva votação, na última sessão da Câmara, Soninha escolheu este projeto para virar lei.

"Basicamente, ele determina que os órgãos da Administração Pública Municipal, incluindo Câmara e TCM, publiquem em suas páginas na internet o nome de todos os seus servidores", explica Soninha. "Um instrumento simples mas importante de fiscalização do poder público."

Veja mais comentários sobre este e outros projetos no Blog da Soninha.

Datafolha reforça polarização entre Marta e Alckmin

A nova pesquisa do Datafolha sobre as eleições paulistanas serviu para reforçar a polarização entre o petismo e o anti-petismo na cidade, sendo que a identificação momentânea deste quadro se dá no embate entre Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Clique na ilustração acima para acompanhar os números.

A pesquisa registra um crescimento significativo de Marta, talvez reflexo do noticiário que a colocou como potencial candidata pela primeira vez com o apoio explícito do presidente Lula. Ela divide a liderança em todos os cenários apresentados com Alckmin.

A ministra petista tem 29% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador tucano e 13% do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Na pesquisa espontânea, sem a sugestão de nomes, Marta subiu de 7%, em novembro, para 15%; Alckmin foi de 4% para 8%. Kassab subiu de 10% para 11%.

Todos outros nomes que estão fora dessa polarização alimentada pela mídia entre tucanos e petistas perdeu pontos nesta pesquisa em relação à anterior.

Segundo o Datafolha, Marta teve uma variação positiva em todos os segmentos de eleitores em comparação a fevereiro. O crescimento mais significativo aconteceu entre os eleitores com renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. Marta passou de 15% para 24%, um aumento de nove pontos percentuais.

Também com 24%, Kassab teve a mesma variação (de nove pontos) entre esse eleitorado. Foi nesse estrato que Alckmin registrou sua maior queda: 12 pontos. Em fevereiro, o tucano tinha 40% entre os eleitores com renda familiar superior a dez mínimos. Agora, tem 28%.

O Datafolha apresentou outros vários cenários possíveis. O mais factível, hoje, seria aquele sem a candidatura da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). Neste quadro, a vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, mantém o índice de 2% das intenções de voto.

Centro-Oeste faz primeiro encontro regional do PPS

O primeiro encontro regional (centro-oeste) de pré-candidatos do PPS paulistano ocorreu neste sábado, 29 de março. Dezenas de potenciais candidatos à Camara Municipal e a vereadora Soninha Francine, pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, lotaram o auditório do Colégio Notre Dame, no bairro do Sumaré.

O presidente de honra do PPS/SP, Moacir Longo, falou sobre "A História do PPS, a importância do partido político e da vereança para a cidadania", enquanto os pré-candidatos e representantes dos bairros das zonas oeste e centro apresentaram a sua visão dos problemas da cidade e as prioridades daquelas comunidades.

Outros três encontros regionais (norte, leste e sul) serão realizados nos sábados subsequentes (5, 12 e 26 de abril). O objetivo é mobilizar a militância, realizar um amplo debate sobre a cidade e começar a formular um plano de governo para São Paulo.

A coordenação de cada reunião está sob responsabilidade dos dirigentes partidários Vitor Adami (centro-oeste), Eduardo Villa (sul), Osvaldo Ordones (leste) e Nelson Teixeira (norte). Informações com Sarah pelos telefones 2157-8823 e 3477-2388.

Em cada encontro regional, além dos problemas específicos levantados pela população local e pelos pré-candidatos, será debatido também um grande tema. Os próximos temas serão: 1) Lixo e resíduos sólidos; 2) Cultura, Esporte e Juventude; 3) Gestão Pública e o Poder Local.

No início de maio, finalizando esse processo de pré-campanha e já preparando o partido para a convenção eleitoral de junho, será promovida uma reunião ampliada do Diretório Municipal do PPS/SP, com a presença de parlamentares, presidentes de zonais e pré-candidatos.

A intenção é consolidar as propostas formuladas em cada região, fazer um balanço da pré-campanha, avaliar o quadro político e reiterar o apoio à candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, indicação que será oficializada em junho, de acordo com a legislação eleitoral.

Propostas, idéias, críticas e sugestões sobre os mais diversos temas relativos à cidade de São Paulo também podem ser apresentadas e debatidas no Projeto SP, para a formulação do programa de governo do PPS e da nossa chapa de vereadores. Participe!

Próximo encontro, na Zona Sul:

Data: Sábado, 5 de abril
Local: Clube ADC Eletropaulo (salão social)
Horário: 9h30 às 12h30
Endereço: Rua Peixe Vivo, 155 - Interlagos
Referência: Altura do nº 3000 da av. Robert Kennedy
Estacionamento: R$ 5,00 (diária)

O ex-vereador e pré-candidato Cláudio Fonseca fala sobre Educação, sua especialidade

sábado, 29 de março de 2008

Faça o que a Folha manda, mas não o que ela faz

A Folha de S. Paulo deste sábado estampou em matéria de capa: "Carro de secretário invade corredor de ônibus". Relatou (e retratou) que o veículo do tucano Ricardo Montoro, secretário de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, ocupava irregularmente a pista exclusiva do transporte coletivo para driblar o trânsito da Avenida Nove de Julho.

Detalhe inúsitado: as fotos da manchete e da reportagem interna foram tiradas bem atrás do carro do secretário, ou seja, o fotógrafo também cometeu a mesma irregularidade citada na matéria. Ora, mas a Folha pode?

O jornal relata que às 13h10 de sexta-feira, o Astra do secretário usou o corredor da avenida Nove de Julho, na região do Jardim Paulista, por pelo menos cinco minutos.

Esse foi, ainda segundo a matéria, o tempo que a reportagem da Folha acompanhou o veículo, entre a avenida Brasil e o viaduto Nove de Julho. Pois então, se admite que acompanhou durante todo esse tempo, a Folha deveria também reconhecer que cometeu a mesmíssima ilegalidade. Estranho esse "poder da imprensa". Muito estranho.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Soninha participa do "2 em 1" da Transamérica

A vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, participou ao vivo, na manhã desta sexta-feira, do programa "Dois em Um" da Rádio Transamérica (FM 100,1) e foi surpreendida no ar com a declaração de voto dos apresentadores Gislaine Martins e Ricardo Sam (ambos na foto).

Sábado: 1º encontro regional de pré-candidatos

O Diretório Municipal do PPS/SP fará neste sábado, 29 de março, a partir das 10h, o Encontro de Pré-Candidatos do PPS da região centro-oeste.

Outros três encontros regionais (norte, leste e sul) serão realizados nos sábados subsequentes (5, 12 e 26 de abril).

Com a presença da vereadora Soninha Francine e dos pré-candidatos a vereador do partido, o objetivo é mobilizar a militância, realizar um amplo debate sobre a cidade e começar a formular um plano de governo para São Paulo.

A coordenação de cada reunião está sob responsabilidade dos dirigentes Vitor Adami (centro-oeste), Eduardo Villa (sul), Osvaldo Ordones (leste) e Nelson Teixeira (norte). Informações com Sarah pelos telefones 2157-8823 e 3477-2388.

Em cada encontro regional, além dos problemas específicos daquelas comunidades, levantados pela população local e pelos pré-candidatos, será debatido também um grande tema. Entre os assuntos em pauta: 1) Lixo e resíduos sólidos; 2) História do PPS, a importância do partido político e da vereança para a cidadania; 3) Cultura, Esporte e Juventude; 4) Gestão Pública e o Poder Local. Datas, locais e horários dos demais encontros serão divulgados oportunamente.

No início de maio, finalizando esse processo de pré-campanha e já preparando o partido para a convenção eleitoral de junho, será promovida uma reunião ampliada do Diretório Municipal do PPS/SP, com a presença de parlamentares, presidentes de zonais e pré-candidatos.

A intenção é consolidar as propostas formuladas em cada região, fazer um balanço da pré-campanha, avaliar o quadro político e reiterar o apoio à candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, indicação que será oficializada em junho, de acordo com a legislação eleitoral.

Propostas, idéias, críticas e sugestões sobre os mais diversos temas relativos à cidade de São Paulo também podem ser apresentadas e debatidas no Projeto SP, para a formulação do programa de governo da pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, e da nossa chapa de vereadores. Participe!
Encontro de Pré-Candidatos do PPS/SP (centro-oeste)
Dia: Sábado, 29 de março
Horário: 10h
Local: Auditório do Colégio Notre Dame
Rua Alegrete, 168 - Bairro do Sumaré

quinta-feira, 27 de março de 2008

Córrego limpo na zona norte é reivindicação do PPS

Na comemoração de um ano do Programa Córrego Limpo, de iniciativa do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura da capital, o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab visitaram o córrego Tenente Rocha, na zona norte da capital, o sexto a ser despoluído em São Paulo, e apresentaram um balanço dos bons resultados do programa.

A despoluição deste córrego, especificamente, foi uma conquista conjunta da Associação de Moradores da Vila Bianca, cujo vice-presidente é o advogado Ricado Maritan (foto), pré-candidato a vereador pelo PPS, e do deputado Arnaldo Jardim, que há dois anos encaminhou ao presidente da Sabesp a reivindicação.

O objetivo do programa é despoluir, em 10 anos, os 300 córregos da capital. Nesta primeira fase, haverá a despoluição de 42 cursos de água. Para tanto, estão sendo investidos R$ 200 milhões, dos quais R$ 170 milhões são provenientes da Sabesp e os restantes R$ 30 milhões dos cofres municipais.

"Hoje aqui tem água limpa, antes ela era imunda. Eu vi esse córrego, era um esgoto a céu aberto e agora está limpo. Hoje há 20 vezes menos poluição do que havia antes", disse o governador José Serra após conferir o trabalho das diversas equipes envolvidas no programa. "Com isso a gente vai melhorando, localizadamente, as condições ambientais e de vida na cidade de São Paulo e na região metropolitana."

Ao seu lado estavam a secretária de Saneamento e Energia, Dilma Seli Pena e o prefeito da capital, Gilberto Kassab.

Além do Tenente Rocha, outros cinco córregos já estão despoluídos: Ciclovia, Toronto, Charles de Gaulle, Parque do Cordeiro e Invernada.

Soninha visita a Maçonaria nesta quinta-feira

A convite do advogado Celso Durante, pré-candidato a vereador do PPS paulistano, e do jornalista Helio Barroso, a vereadora Soninha Francine entrará nesta quinta-feira em um reduto notadamente masculino para fazer a palestra "Um projeto para São Paulo": a Maçonaria.

Os maçons cultivam a justiça social e os princípios da liberdade, democracia e igualdade, o aperfeiçoamento intelectual e a fraternidade. Eles definem a Maçonaria como "uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa". Estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, denominadas "Lojas".

A palestra de Soninha será no Palácio Maçônico do Grande Oriente de São Paulo (Rua São Joaquim, 457, bairro da Liberdade), na quinta-feira, 27 de março, às 20h. O convite partiu da Loja Sentinela Paulista.

O Grande Oriente do Brasil é a mais antiga e tradicional associação de Lojas Maçônicas brasileiras. Foi fundado em 17 de junho de 1822, e o seu primeiro Grão Mestre foi José Bonifácio de Andrade e Silva. Em 4 de outubro de 1822, veio o segundo Grão Mestre, o então Príncipe Regente e logo depois Imperador D. Pedro I.

Possui atualmente cerca de 2.400 Lojas e aproximadamente 65.000 associados.

quarta-feira, 26 de março de 2008

PPS de Guarulhos festeja os 86 anos do Partidão

Com a presença dos pré-candidatos à Câmara, dos atuais vereadores (Ricardo Rui e José Carlos Darlan) e dos pré-candidatos às prefeituras de Guarulhos (Orlando Fantazini) e de São Paulo (Soninha Francine), o PPS guarulhense comemorou nesta terça-feira os 86 anos de fundação do PCB/PPS.

O presidente municipal Eduardo Rocha saudou o crescimento e o avanço do partido, a aquisição de "grandes nomes da política municipal e nacional", a sua maior inserção popular e a contribuição para a "construção de uma nova ética, em que o ser humano, sem nenhuma discriminação, seja protagonista e beneficiário das transformações".

Além de relembrar a importância histórica do PPS (oriundo do PCB, o velho Partidão) e destacar o atual momento político, às vésperas das eleições municipais, o encontro serviu para reforçar a prioridade do tema "Mobilidade Urbana" na região metropolitana de São Paulo, como foi abordado pela vereadora Soninha na entrevista aos três jornais do município.

PT começa a fazer o circo oposicionista na Câmara

Escolados na oposição, mas um pouco enferrujados por serem do "partido do poder" nos últimos tempos, os petistas retomaram ontem na Câmara Municipal de São Paulo o que sempre gostaram de fazer: atos políticos preparados na medida para atrair a grande imprensa.

O "ato" de ontem retomou a vocação circense dos petistas: discursos inflamados e um cheque gigante que, segundo o líder do PT na Câmara, vereador Arselino Tatto, simboliza o dinheiro que o presidente Lula teria encaminhado para o metrô em São Paulo (enquanto o prefeito Gilberto Kassab e o governador José Serra não teriam "colocado a mão no bolso", apesar de faturarem politicamente com a obra).

A foto acima não é do momento do protesto, mas de uma encenação posterior, quando os vereadores João Antonio e Francisco Chagas debatem o assunto com vereadores do PSDB e posam com o cheque a pedido de dois fotógrafos e um cinegrafista da Rede Record (que, pautados pela assessoria petista, chegaram "atrasados" e perderam a apoteose oposicionista).

Os petistas nem estão assim tão entusiasmados em fazer oposição ao governo Kassab, até porque não escondem a preferência de enfrentar o atual prefeito na eleição municipal em vez do ex-governador Geraldo Alckmin. É ano eleitoral e o instinto de sobrevivência fala mais alto.

Veja a íntegra da nota da Bancada do PT:

Governo Lula investe no Metrô para melhorar o transporte público de São Paulo

A Bancada do PT fez um ato simbólico hoje, no plenário da Câmara Municipal, para registrar uma boa notícia para o transporte público de São Paulo. O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de liberar uma parcela de R$ 189 milhões para a ampliação do Metrô.

O dinheiro federal será empregado na ampliação da Linha 2 Verde (Vila Madalena-Oratório/Tatuapé), para implantar o trecho Alto do Ipiranga-Vila Prudente.

O presidente Lula está destinando no total R$ 270 milhões para a obra, conforme convênio entre a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal vinculada ao Ministério das Cidades, e a Companhia do Metropolitano. O convênio (nº 610977) foi assinado em dezembro de 2007. A contrapartida do Metrô no projeto é de R$ 81 milhões.

A Bancada PT exibiu no plenário, durante o ato, um cheque simbólico do Banco do Brasil com o valor repassado pela CBTU ao Metrô.

terça-feira, 25 de março de 2008

86 anos da fundação do PCB/PPS em Guarulhos

Nesta terça-feira, 25 de março, o PPS completa 86 anos de fundação (como PCB, em 1922; a mudança de nome para PPS foi em 1992, portanto há 16 anos).

Para comemorar a data, o PPS de Guarulhos fará um ato político na Câmara daquele município, a partir das 19h, com as presenças de Orlando Fantazini (pré-candidato a prefeito de Guarulhos) e Soninha Francine (pré-candidata a prefeita de São Paulo).

Além de abordar a importância histórica do partido, o encontro debaterá o tema "O PPS e a Mobilidade Urbana", já definido como prioridade absoluta da pré-campanha de Soninha Francine e que o PPS guarulhense abraçou na construção do programa de governo do pré-candidato Orlando Fantazini.

Leia aqui: Por que o PPS?

Veja a participação de Soninha no chat do Vírgula

A vereadora Soninha Fraancine participou na tarde desta segunda-feira do bate-papo do site Vírgula, da Jovem Pan. Entre os assuntos abordados pelos internautas, a pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo citou uma série de idéias e projetos para a cidade, e respondeu mais uma vez sobre a saída do PT.

"Desde que o PT e o governo Lula começaram a ter problemas mais sérios, acusações de desvios graves de conduta, eu fiz parte de um grupo, dentro do PT, que questionava esses desvios e insistia que, se era verdade que ´todo mundo faz´ coisas assim (Caixa 2, negociação de votos em troca de ´favores´), a gente não podia achar normal fazer também", comentou Soninha.

"Também questionava algumas escolhas políticas, que não têm a ver com corrupção mas mostram uma distância muito grande do que a gente sempre defendeu. Política de alianças, por exemplo. Vale tudo para ganhar uma eleição - até aceitar o apoio do Maluf?? Como assim?? Enfim, é até difícil enumerar a quantidade de discussões e brigas que a gente teve - até um ponto em que ficou claro, para mim, que PT não queria mais ser o que era antes..."

Veja aqui o bate-papo na íntegra.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Diário de SP destaca preparo técnico de Soninha

O jornal Diário de S. Paulo destaca a preocupação que a pré-candidata à Prefeitura Soninha Francine tem de se familiarizar com os assuntos da administração municipal, reforçando a experiência adquirida nestes três anos como vereadora, para poder elaborar um programa de governo exeqüível e verdadeiramente identificado com a cidade.

Além do já citado encontro na Secretaria de Habitação, para adaptar experiências do Estado no Município, Soninha vem realizando reuniões com técnicos das áreas de Transportes, Saúde, Educação, Infra-Estrutura, Meio Ambiente, Segurança, Gestão Pública, Esportes, Cultura etc.

Ao conhecimento técnico, importante para a elaboração do plano de governo da pré-candidata Soninha, o PPS vem apostando na participação popular, por meio de propostas, idéias, críticas e sugestões apresentadas livremente no Projeto SP. Participe!

Editorial da Folha retrata bem a eleição paulistana

Revista Veja SP traz perfil de Soninha Francine

O que é que a Soninha tem?

Dois dos três principais candidatos à prefeitura disputam a vereadora do PPS para vice. Ela jura que não irá na garupa de ninguém: "Eu mesma vou concorrer. Quero ser prefeita"

Alvaro Leme

Nos dias de chuva, ela chega com esta roupa de borracha preta para o expediente no Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo. Já perdeu a conta de quantas vezes foi confundida com motoboy. Se faz calor, vai de jeans, tênis e camiseta de malha – que terninho o quê! (aliás, um de seus projetos abole o uso obrigatório de terno no plenário). Maquiagem também passa longe de seu nécessaire.

Nem por isso a vereadora Soninha Francine deixa de ser uma mulher cobiçada, inclusive politicamente. A ex-petista, quem diria, tornou-se a menina-dos-olhos dos caciques do DEM (antigo PFL) e do PSDB, que articulam com o atual partido dela, o PPS, uma aliança para as eleições municipais deste ano.

Eles gostariam de tê-la como vice de seus prováveis candidatos, o prefeito Gilberto Kassab e o ex-governador Geraldo Alckmin, respectivamente. Com uma convicção inversamente proporcional ao seu 1,66 metro de altura, Soninha garante que ambos ficarão na vontade. "Estou 100% certa", afirma. "Eu mesma vou concorrer. Quero ser prefeita."

Mas por que os dois partidos andam de olho comprido numa candidata tão alternativa e desencanada?

"É uma vereadora combativa, uma liderança forte e de valores éticos, além de extremamente simpática. Temos enorme afinidade com o PPS, que está na oposição como o PSDB", diz o tucano Geraldo Alckmin.

"Ela fala a linguagem do público jovem e trabalha pensando o mundo num cenário de transformações", declara Kassab.

Apesar de os dois candidatos não escancararem suas intenções, fica fácil entender por que a querem como vice depois de uma olhada em sua trajetória.

Nascida e criada numa família de classe média em Santana, na Zona Norte, Sonia Francine Gaspar Marmo tornou-se conhecida graças ao trabalho como apresentadora da MTV, no início da década de 90. Contratada para ajudar na produção dos programas, era uma figura tão peculiar que acabou diante das câmeras.

Um exemplo: recolhia tudo quanto era papel que encontrava pelos corredores da emissora e deixava em sua mesa, para reaproveitar. Isso numa época em que a idéia de reciclagem ainda engatinhava por aqui.

"A mesa dela era uma bagunça", conta Astrid Fontenelle, uma das responsáveis por colocá-la no vídeo. Astrid, que também era VJ na MTV, falava tanto de Soninha no ar que a moça começou a ganhar fãs até virar apresentadora. Uma das mais populares, claro, graças ao rostinho bonito.

O sucesso, no entanto, não seria o mesmo sem seu jeitão de moleque, com papos recheados de gírias e palavrões, que faziam a moçada encará-la como alguém "da tchurma".

Mantém ainda hoje, aos 40 anos, essa conexão com os jovens, o que não se aplica exatamente a Kassab e Alckmin. Ou seja, tê-la como vice conquistaria uma fatia do eleitorado distante dos perfis deles e roubaria muitos votos de Marta Suplicy, do PT. Incluem-se aí gays, ecologistas, grupos de defesa da descriminalização do aborto e da maconha.

Ah, sim, a maconha. Soninha afirma que nunca vai superar o episódio em que declarou, na capa de uma revista, que gostava de fumar, em 2001. Perdeu o emprego como apresentadora da TV Cultura – havia saído da MTV em 2000, mas continuou no vídeo como comentarista esportiva do canal pago ESPN, função que desempenha atualmente (é palmeirense, mas equilibrada em suas análises futebolísticas).

Aonde ia era tachada de maconheira, para dizer o mínimo. Hoje, no entanto, aponta aspectos positivos na história polêmica. "Como mantive minha opinião, as pessoas viram que podiam confiar em mim", acredita.

Sua imagem de mulher forte consolidou-se na mesma época por três motivos. Primeiro, por eleger-se vereadora, em 2004, com 51.000 votos (em 2006, é verdade, candidatou-se a deputada federal, teve apenas 45.000 votos e não emplacou).

Depois, pelo relacionamento moderno com o músico Marcelo Terra, de quem se separou há um ano e meio. Enquanto ele cuidava dos afazeres domésticos, ela sustentava o apartamento onde viviam com as três filhas (as mais velhas do primeiro casamento), em Perdizes.

Por fim, pela coragem de divulgar que sua caçula, Julia, estava com leucemia – hoje curada. "Esconder seria um desserviço", afirma.

Fala de tudo isso e de como sofreu com a separação do marido e do ex-partido, o PT, em 2007, com muita naturalidade. Não se esquiva nem de revelar seus rendimentos mensais, de cerca de 15.000 reais (somados os vencimentos da Câmara, o trabalho na TV, colunas no jornal Folha de S.Paulo e na revista Vida Simples, da Editora Abril).

E reconhece que suas chances de vencer a corrida à prefeitura são mínimas. "Mas surpresas acontecem, como mostrou a eleição da Luiza Erundina." E ser vice? Ela continua jurando que não.

Aborto, homem com homem e maconha

Começou a baixaria na campanha do Rio contra o melhor candidato à Prefeitura carioca: Fernando Gabeira, do PV, que já conta também com o apoio anunciado do PPS e do PSDB. Mas ninguém duvide que o mesmo tipo de argumentos preconceituodos e ofensivos chegará também a São Paulo.

O deputado federal e pré-candidato rebateu neste fim-de-semana críticas do senador Marcelo Crivella (PRB) de que "defende aborto, homem com homem e maconha". Gabeira afirmou que o adversário se desvia do principal problema da capital - o surto de dengue.

"O Rio vive o auge da epidemia de dengue. O problema central de minha atividade e a discussão central nesses dias não é a relação homem com homem, mas mosquito com homem, mulher e criança. Nossa luta é exatamente acompanhando essa epidemia e o que é possível fazer", disse Gabeira.

O deputado chamou Crivella de "bispo da Igreja Universal", o que contraria o senador por reforçar a resistência em setores não-evangélicos: "Ele, como bispo da Igreja Universal, perdeu um pouco o foco. Voltou para um tipo de relação que não é o nosso problema no momento. Nosso problema no momento é a relação do mosquito com seres humanos".

sábado, 22 de março de 2008

Soninha escreve sobre repressão chinesa no Tibete

ARTIGO: Da omissão aos cadáveres na internet

SONINHA FRANCINE

Não havia batalhas sangrentas a mostrar na TV. E a falta de atenção, solidariedade e coragem das autoridades estrangeiras desmoralizou a resistência pacífica dos tibetanos. "Ontem assisti a "Sete Anos no Tibete". Não sabia que tinha sido daquele jeito!"

Há cerca de um mês, um amigo, debatedor aguerrido sobre questões internacionais, ainda não conhecia a história e a dimensão do conflito entre China e Tibete.

Quando o Partido Comunista assumiu o poder na China em 1949, logo manifestou a intenção de "libertar todos os territórios chineses, incluindo o Tibete". "Libertar" de que? Mao Tsé-tung especificou: "Religião é veneno. Degenera a raça e retarda o progresso do país".

A religião era um dos principais elementos a definir o Tibete como nação. Os costumes e os ensinamentos budistas organizavam o calendário oficial e regulavam a ética profissional, as relações familiares e os assuntos nacionais. Monastérios e templos constituíam centros de estudos elevados e armazenavam de obras de arte a trabalhos sobre literatura, medicina, política etc.

Em 1950, o Exército Popular de Libertação invadiu o Tibete pela primeira vez; muitas ações violentas se seguiram. Entre as atrocidades cometidas nos anos seguintes sob a égide da "reforma democrática", houve a destruição e pilhagem de monastérios e conventos (dos mais de 6.000 que havia até 1955, restavam oito na década de 70) e a humilhação, tortura e execução de monges e monjas.

A população foi dizimada em um sexto. Milhares buscaram o exílio e muitos se arriscam até hoje em fugas extenuantes pelo Himalaia atrás de liberdade. À violência das armas se seguiu outra estratégia de invasão e ocupação: a colonização.

Há transferência maciça de chineses para a "Região Autônoma (!) do Tibete", com acesso privilegiado ao ensino, empregos e cargos públicos. O IDH dos tibetanos é gritantemente inferior. Por meio da repressão ou ridicularização, suprimem-se os traços culturais tibetanos, a começar da proibição do idioma. Uma nação foi vilipendiada e parte do patrimônio histórico da humanidade foi quase condenada à extinção.

Reticências

A palavra "genocídio", usada pelo dalai-lama, foi empregada em 1960 por uma Comissão de Juristas da ONU para descrever o ocorrido no Tibete. Mas a resistência predominantemente pacífica dos tibetanos manteve a tragédia longe do noticiário. Não havia batalhas sangrentas ou atentados suicidas a mostrar na TV. E influentes autoridades estrangeiras abusaram das reticências ao abordar o problema.

Em 2002, diante do Relatório Anual sobre Direitos Humanos que apontava graves infrações no Tibete, o então secretário de Estado dos EUA, Collin Powell, declarou-se "preocupado" com os repetidos "deslizes", mas recusou-se a aprovar moção de repúdio à China na Comissão de Direitos Humanos da ONU [hoje Conselho de Direitos Humanos].

Essa falta de atenção, solidariedade e coragem da comunidade internacional acabou por desmoralizar as tentativas de negociação civilizada. O dalai-lama foi perdendo a autoridade junto a jovens tibetanos, que já não suportavam mais a opressão e, cedo ou tarde, se insurgiriam com mais energia. A iminência dos Jogos Olímpicos acendeu a tocha.

Faltavam carros incendiados e cadáveres? Aí estão. Recebi por e-mail fotos de monges mortos a tiros. E as nações ocidentais ainda hesitam em bater o pé. Não podem cortar relações comerciais e não precisam boicotar os Jogos, mas nem sequer admitem o gesto simbólico de faltar à abertura. O show deve continuar!

"Pragmatismo" se consolida como sinônimo de incoerência, hipocrisia e tibieza. E "separatismo" virou sinônimo de beligerância, como se atenuasse a reação violenta da China. Ora, os tibetanos querem o direito à autodeterminação de que desfrutavam meio século atrás.

No Ocidente, horroriza-nos a idéia de casamentos arranjados à revelia dos noivos (ou da noiva). Sabemos que uniões forçadas tendem a ser insuportáveis, a menos que uma das partes se renda incondicionalmente à outra. É irreal esperar que uma nação aceite tamanha submissão.

SONINHA FRANCINE, colunista de Esporte da Folha, é praticante do budismo tibetano e militante em defesa dos direitos humanos

quinta-feira, 20 de março de 2008

Piadinha mórbida: Tancredo balança no túmulo

A notícia é real, as causas são desconhecidas. Mas o fato é que bastou Ciro Gomes e Aécio Neves posarem juntos para fotos e insinuarem que existe uma possibilidade concreta de composição em uma chapa única para 2010, para o túmulo de Tancredo Neves aparecer rachado em Minas.

O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que na aliança PSDB-PT que se busca formar em Belo Horizonte não haverá espaço para a "escória política", definida por ele como grupos fisiológicos e interesseiros da política nacional a que os tucanos se aliaram no governo FHC e os petistas no governo Lula.

Ciro ainda disse que, se o PT de Belo Horizonte aprovar a aliança, a direção nacional da sigla não deveria impedi-la. "Seria um ato de hostilidade incompreensível que, suponho, não acontecerá", afirmou.

Ele justifica a aprovação pelo fato de haver a possibilidade de um nome do PSB representar a coalizão com candidato a prefeito da capital. Ciro tratou a tentativa de aliança como um "processo de reconciliação histórica" que está acontecendo.

Nunca é demais lembrar que o PT se recusou a votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 1984.

"Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço. A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso."

Para Ciro, PSDB e PT "representam com mais eloqüência a modernidade, com todas as suas contradições", têm "vizinhança socioeconômica", mas a "disputa paroquial dos políticos de São Paulo" contamina a política nacional. Por isso, o PSDB na gestão FHC foi "obrigado a se confraternizar com a escória da política brasileira".

Depois, disse Ciro, o PSDB "travou o diálogo" no governo Lula, que também "está obrigado a confraternizar com uma parte da escória da política".

Ciro não quis nomear a "escória", mas deu suas características: "Eu me refiro a todos os setores que põem o interesse público de lado e negociam fisiologicamente frações de poder, de cargos, de emendas, de safadeza e de ladroeira".

Suas declarações foram dadas ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), com quem teve encontro na noite de ontem para tratar dessa aliança. Hoje ele teria encontro com o prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT).

Alto tucanato rachado mobiliza indústria da fofoca

A ilustração do Jornal da Tarde de hoje, reproduzida acima, simboliza bem a divisão interna do PSDB, que acaba refletindo na escolha dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, não apenas de tucanos e democratas, envolvidos diretamente na disputa, mas de partidos aliados (como PTB e PPS) e até mesmo dos adversários (o PT vai lançar Marta Suplicy para perder de quem?).

De um lado, a turma de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, com reforço dos tucanos que mantém seus cargos na administração paulistana, fazem o jogo da preservação da aliança PSDB/DEM para reeleger Gilberto Kassab. Daí que se manifestam figuras como o secretário de Esportes, Walter Feldmann, o secretário da Educação, Alexandre Schneider, e o líder do PSDB na Câmara Municipal, vereador Gilberto Natalini, todos kassabistas desde criancinhas.

Do outro lado, empurrado por tucanos de vôo nacional como Aécio Neves, Tasso Jereissati e José Aníbal, o ex-governador Geraldo Alckmin ameaça entrar no jogo da sucessão paulistana - mas, apesar de ser líder nas pesquisas, parece não empolgar muito a militância do PSDB na cidade ao se fechar num grupo com pouco trânsito político-partidário em São Paulo (cuja figura mais expressiva talvez seja o polêmico ex-secretário de Segurança Saulo de Castro).

Para ler nas entrelinhas de uma reportagem

A briga é deles, mas a fofoca, o diz-que-diz e os políticos-mariposas (aqueles que vivem na escuridão mas têm uma irresistível atração pelos holofotes) acabam empurrando para o centro da polêmica quem não tem nada com isso.

A última da indústria da fofoca: "A demora do PSDB em definir se terá candidato próprio ou apoiará o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pode deixar o partido sem aliados no primeiro turno da eleição à Prefeitura de São Paulo."

Até aí, tudo bem, no relato da repórter Silvia Amorim, do Estadão. O problema é que, segundo ela, o "aviso parte de
antigos parceiros dos tucanos - PPS e PTB - e do PMDB".
Aviso???

A repórter prossegue: "Todos estão de olho na vaga de vice em uma chapa tucana e já foram sondados pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que briga no PSDB para sair candidato." Todos???

O toque de Midas às avessas, na matéria: "Como reação à indefinição tucana, PPS e PTB ensaiam lançar candidatos próprios. Seria uma ´proteção´ nessa briga, justifica um cacique do PPS, que tem cargos na prefeitura e no governo do Estado. Ambos os partidos já têm nomes na manga - a vereadora Soninha (PPS) e o deputado estadual Campos Machado (PTB) - e dizem que não vão esperar até maio, prazo cogitado pelo tucanato para resolver a confusão interna."

Ensaiam??? Proteção??? Cacique??? Nomes na manga???

Vamos lá, por partes, como diria o esquartejador:

1) "Todos estão de olho na vaga de vice...". Todos quem, cara-pálida? O PPS tem a vereadora Soninha Francine como candidata à Prefeitura. Mais do que isso: tem um projeto diferenciado para São Paulo. Por isso já declarou que não quer a vaga de vice nem de Alckmin, nem de Kassab, nem de ninguém.

2) Pelo exposto acima, o tal "aviso" do PPS, se é que existe, independe da definição ou não da candidatura de Alckmin pelo PSDB. Teremos candidatura própria, com ou sem Alckmin e Kassab na disputa. A indefinição é a marca dos tucanos, não do PPS. Nosso único aviso é: Soninha é candidata!

3) "Como reação à indefinição tucana, PPS e PTB ensaiam lançar candidatos próprios...". Ensaiam??? Se o termo se referir ao "ensaio" da pré-candidatura até a sua confirmação oficial na convenção de junho, obedecendo aos prazos da legislação eleitoral, OK. Se é uma referência a "balão de ensaio" para barganhar alguma coisa com outro partido, quem apostar nisso vai cair do cavalo. Ou dar com os burros n´água. Escolha o quadrúpede que mais se adequar.

4) Que "cacique do PPS" é esse que se esconde no anonimato para falar bobagem??? Soninha não é "proteção" em briga nenhuma. Muito menos um "nome na manga". Soninha é a cara nova do PPS, que precisa de menos caciques e mais índios. Soninha une, empolga e mobiliza o partido e, principalmente, o eleitorado de São Paulo, cansado de "mais do mesmo". Soninha é o fato novo. Soninha é a diferença.

5) Uma última pergunta aos futriqueiros de plantão: será que o tal cacique consultou o pajé, os índios e os deuses da floresta antes de fazer essa dança da chuva em nome do PPS que só rega a sua própria plantação? Com certeza, não!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Geraldo Alckmin tem seu dia de Barack Obama

Hemisfério Norte:

"Com todo o respeito, eu ganhei no dobro de Estados da senadora, recebi muito mais votos populares e tenho mais delegados. Não sei como alguém que está em segundo lugar pode oferecer a Vice-Presidência a alguém que está em primeiro."

Barack Obama, pré-candidato do partido Democrata à Presidência dos EUA, sobre a oferta de Hillary Clinton, sua concorrente no partido


Hemisfério Sul:

"Por que quem está em primeiro lugar precisa abrir mão para quem está em terceiro? Eu nunca vi isso. Só se for para ajudar o PT."

Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, respondendo aos tucanos que preferem apoiar o prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição

terça-feira, 18 de março de 2008

Soninha discute soluções para a cidade de SP

A vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, participou na manhã desta terça-feira de uma longa entrevista à TV UOL, onde pôde expor parte de suas idéias para a cidade em assuntos como trânsito, transporte e mobilidade urbana, habitação, educação, infra-estrutura e gestão pública.

Soninha também voltou a descartar a possibilidade de integrar como vice a chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) ou Gilberto Kassab (DEM), ressaltando a importância da candidatura própria do PPS tanto para o futuro do partido quanto para o aprofundamento do debate político e programático para a cidade.

A pré-candidata do PPS explicou mais uma vez as razões que a fizeram sair do PT e que, como consequência, a impedem de apoiar a candidatura de Marta Suplicy num eventual segundo turno em São Paulo; rememorou as conquistas da gestão de Luiza Erundina (1989-2002), que até hoje são lembradas pela população; e respondeu uma série de perguntas de internautas que acompanhavam ao vivo a entrevista. Assista aqui.

É bíblico: "Diga-me com quem andas..."

"O mundo gira e a Lusitana roda", dizia o velho slogan da empresa de mudanças. A inspiração portuguesa é involuntária. Porque parece piada, mas é realidade. Há três dias, teve muito petista tripudiando da notícia de que tanto Geraldo Alckmin (PSDB) quanto Gilberto Kassab (DEM) queriam Soninha Francine (PPS) como vice de suas chapas.

Para os petistas detentores das chaves do céu, tão puros e imaculados, era uma proposta indecente: ainda que Soninha tenha negado, o simples fato de ser sondada para vice de tucanos e democratas equivaleria a uma mancha indelével na até então limpa, transparente e coerente trajetória política da vereadora do PPS.

Pois a declaração de hoje do presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, lavou a alma de quem já conhece o modus operandi do petismo e enterrou de vez as esperanças de quem ainda vislumbrava algum resquício de ética e idealismo no partido da estrela.

Berzoini declarou com todas as letras que o PT quer Orestes Quercia (PMDB) para vice de Marta Suplicy (PT) em São Paulo. Pouco depois, o presidente paulistano do PT, vereador José Américo, tentou minimizar o estrago alegando que o vice não será o próprio Quercia, mas um nome indicado pelo ex-governador. Ahhhh bom!!! Quercia seria, isto sim, o candidato da dobradinha PT/PMDB para o Senado em 2010. Ainda precisamos comentar alguma coisa?

O PT de hoje, o PT de ontem e o PT de amanhã

O PT sempre atacou Orestes Quercia. Agora quer o ex-governador do PMDB como candidato a vice de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo nas eleiçõe de outubro.

Ora, mas não é surpresa nenhuma. O PT já fez isso com Paulo Maluf e com José Sarney. Construiu a sua história na oposição ferrenha a ambos, mas não pensou duas vezes em recorrer aos votos dos velhos inimigos para se sustentar no poder.

Agora é o quercismo e o precioso tempo de TV do PMDB que interessam ao novo petismo de resultados. Tanto faz se até outro dia o PT chamava Quercia de ladrão. Águas passadas. Afinal, em tempo de mensalão... bom, deixa pra lá!

Para refrescar a memória: Quércia já classificou o PT de "fascista". Outro diálogo exemplar foi travado entre Quércia e Lula na eleição de 1994. "Lula nunca dirigiu nem um carrinho de pipoca", acusou Quércia. "É verdade que eu nunca dirigi um carrinho de pipoca, mas também nunca roubei a pipoca", retrucou Lula.

Engraçado é ver agora Marta, Lula e Berzoini pulando igual pipoca na panela quercista.

Juventude do PPS/SP apresenta site reformulado

A Juventude Popular Socialista do Estado de São Paulo está de cara nova, com o seu site oficial totalmente reformulado. Vale a visita.

Órgão auxiliar do PPS para integração e formação de jovens militantes, a JPS/SP é presidida por Eduardo Mennucci, neto do presidente do Centro do Professorado Paulista e primeiro suplente de deputado estadual do PPS/SP, Palmiro Mennucci.

segunda-feira, 17 de março de 2008

O paulistano, o trânsito infernal e o dia da marmota

Mais um dia de chuva e de recorde de congestionamentos em São Paulo. Novidade! Se fossemos uma população de 12 milhões de Soninhas, andando de bicicleta, talvez não sofressemos tanto. Mas não somos ainda cidadãos tão evoluídos. Andamos de quatro (rodas). Desafiamos as leis da física e do bom senso e tentamos fazer com que 6 milhões de carros ocupem o mesmíssimo e reduzido espaço de ruas e avenidas. Tarefa inglória e insana.

Parece que acordamos diariamente no filme "Feitiço do Tempo" (Groundhog Day, "dia da marmota" no título original), ótima comédia com Bill Murray. Conta a história de Phil (Murray), um cara arrogante que fica "preso" em um dia específico, que ele tem de reviver infinitamente, e onde as coisas ocorrem sempre igual (a menos que ele interfira nos acontecimentos).

Pois está na hora de interferirmos para acabar com a mesmice. A questão do trânsito é só um exemplo concreto, talvez o mais urgente. Mas não é por acaso que temos a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e que o tema da Mobilidade Urbana é prioridade nos debates do Projeto SP. Alguma coisa precisa ser feita.

A população sofre, a imprensa trata do assunto diariamente, mas nenhuma solução é colocada em prática. A Revista Veja publicou matéria sobre o assunto na semana passada. Comentamos aqui. Nesta semana também as revistas Época e Carta Capital propõem a discussão do mesmo tema.

A Carta Capital apresenta cinco idéias: aumentar o número de corredores de ônibus, proibir estacionamento nas ruas, cobrar pedágio no centro da cidade, tarifa zero no transporte coletivo e limitar o licenciamento de carros.

Ok, há outras tantas propostas ouvidas por aí: aumentar o período ou a abrangência do rodízio, proibir o tráfego de caminhões em determinados horários, aumentar o rigor da fiscalização das leis de trânsito, limitar a circulação dos motoboys, aumentar os investimentos no metrô, construir ciclovias etc. etc. etc.

Mas como resolver este problema crônico? Na última década, a frota paulistana aumentou 2,5 vezes mais do que a população. São licenciados diariamente 800 automóveis na cidade, número superior à média de 500 nascimentos por dia.

A frota nacional também está em franca expansão. Nos últimos dez anos, passou de 30 milhões para 50 milhões de veículos. Em 2007, foram quase 3 milhões de automóveis produzidos e 2,46 milhões vendidos. É o melhor desempenho da história, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

"Entre os especialistas e gestores públicos, há o consenso de que o transporte coletivo deve ser priorizado, o uso dos automóveis precisa ser restringido, e as cidades devem planejar melhor o uso do espaço público, concentrando as principais redes de transporte nas áreas de maior adensamento populacional. Entre a retórica e a realidade, há, porém, um grande abismo", retrata bem a Carta Capital.

“Hoje, rios de dinheiro são gastos em obras viárias de pouca relevância, que muitas vezes ligam um congestionamento a outro. Mas a expansão dos trens metropolitanos e dos corredores exclusivos de ônibus segue a passos de tartaruga”, pontua o urbanista Cândido Malta , professor aposentado da Universidade de São Paulo.

Diante do agravamento dos congestionamentos na capital, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) apresentou um pacote de medidas para minimizar o estrago. Entre elas, a instalação de semáforos computadorizados, câmeras de monitoramento, equipamentos para fiscalizar o rodízio e a construção de dois corredores de ônibus. “Evidente que não vamos resolver todos os problemas a curto prazo, mas o importante é assumir que existe o trânsito e este é um problema grave da cidade.”

Isso basta? Temos a chance de estabelecer o debate e definir, enfim, quais são as nossas prioridades. Ao trabalho!

Soninha já embola o jogo eleitoral paulistano

A semana começa com o acirramento da disputa eleitoral paulistana. No fim-de-semana, muito se falou do assédio de Gilberto Kassab (DEM) e de Geraldo Alckmin (PSDB) à vereadora Soninha Francine (PPS), o que daria um peso mais à esquerda a quem conseguisse convencê-la a abrir mão de sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo e aceitar ser vice.

Por outro lado, o PT se anima com o que parece óbvio: a ministra e ex-prefeita Marta Suplicy é o único nome do partido de Lula com alguma condição de disputar pra valer esta eleição. O resto seria mero coadjuvante.

Em três dias, Soninha já movimentou mais a disputa do que nesses últimos três anos de noticiário morno sobre a sucessão, onde a imprensa se esforçava para tirar alguma informação nova da mesmice de pré-candidaturas como as de Kassab, Alckmin e Marta.

Agora as tropas de choque do "mais do mesmo" começam a se assanhar: como essa candidata outsider ousa abalar as estruturas de uma eleição em que as cartas pareciam marcadas desde o início?

No painel do leitor da Folha de domingo, uma provocação que será constante na campanha: "Leio que tanto Kassab como Alckmin querem a vereadora Soninha Francine, do PPS, como vice em suas chapas. Justo ela que continua a defender a descriminalização da maconha e liberalização das drogas? Mal posso esperar para ver como Kassab e Alckmin explicarão isso em seus palanques."

A provocação é do "leitor" Paulo Boccato, de São Carlos (SP), que uma simples busca na Internet revela a parcialidade e o ranço direitista sempre embutidos nas suas cartas à imprensa, a serviço sabe-se lá de quem.

Soninha já respondeu sobre o assunto, na própria Folha:

FOLHA - Você vai centrar sua campanha em temas polêmicos?
SONINHA - A questão das drogas não, porque está fora da alçada do prefeito. Não cabe como plataforma do governo.


Outra coisa meio sem explicação cabível neste domingo foi a divulgação, pelo jornal O Estado de S. Paulo, de uma pesquisa da Toledo & Associados, com dois detalhes inusitados que merecem a nossa reflexão:

1) O "fato novo" da pesquisa, que contraria os números de levantamentos recentes do Datafolha e do Ibope, é o crescimento de Kassab: ele empata tecnicamente no primeiro turno com Marta e Alckmin; e, o mais surpreendente, vence a candidata petista num hipotético segundo turno.

2) O nome de Soninha, pré-candidata do PPS, foi simplesmente excluído da pesquisa. Estranho, para um levantamento que incluiu até a candidatura de Zulaiê Cobra (PHS).


É isso. Começou a campanha, com seus altos e baixos. Só não vale bater abaixo da linha de cintura.

sábado, 15 de março de 2008

Soninha afirma que não apoiaria Marta no 2º turno

Veja abaixo a íntegra da matéria publicada neste sábado, na Folha de S. Paulo, ainda repercutindo notícia sobre o assédio de Kassab e Alckmin, que sondaram Soninha para ser candidata a vice-prefeita:
Soninha afirma que não apoiaria Marta no 2º turno

Vereadora diz que "aquela coisa do vírgula mas faz" a afasta do PT, seu partido anterior

Pré-candidata do PPS rejeita também ser vice na chapa de Alckmin ou na de Kassab e diz que sentia "angústia, desgosto e aflição" no PT

Alvo da cobiça de democratas e tucanos, a vereadora Soninha Francine, pré-candidata a prefeita de São Paulo pelo PPS, rejeita a idéia de ser vice na chapa de Gilberto Kassab (DEM) ou Geraldo Alckmin (PSDB), mas afirma que não apoiaria Marta Suplicy (PT) em um eventual segundo turno.

Em uma alusão ao histórico slogan que alia falta de escrúpulos à eficiência administrativa, ela diz: "Aquela coisa do ... "vírgula", mas faz... Eu não posso concordar com isso". Leia a seguir trechos da entrevista da pré-candidata.

FOLHA - Você tem intenção de ser vice em alguma chapa?
SONINHA - Nem eu nem o PPS. Disputar uma eleição ajuda a definir a identidade de um partido. Estamos dispostos a participar da corrida.

FOLHA - Qual seria seu discurso?
SONINHA - Alguns partiriam para o ataque, acusando adversários de serem mais do mesmo. Até certo ponto, não queremos nada disso que está aí. Mas, do ponto de vista da administração, vamos reconhecer o que uns e outros fizeram de bom.

FOLHA - Tem mágoa do PT?
SONINHA - Mágoa não se aplica nesse caso. Eu tinha no PT angústia, desgosto e aflição. Hoje, é alívio. Não era o tipo de relação da qual eu me orgulhava. Quando estava fora, olhando para a administração municipal [2000-2004], eu via que a prefeita tinha maioria absoluta na Câmara. Depois que eu... Estou medindo as palavras... Depois que eu vim para cá, eu vi a brutalidade dessa relação.

FOLHA - O PT diz que foi traído.
SONINHA - Eu não me aproximei do PSDB e do Democratas e também não me afastei dos ideais que me levaram ao PT. Os petistas hoje fazem tantas concessões que a gente nem sabe mais do que eles não abrem mão de jeito nenhum.

FOLHA - É ruim para você ser cobiçada como vice?
SONINHA - Se eles me identificam como uma agregadora de qualidades, é lisonjeiro, já que é uma política diferente da deles mesmos. Estão abrindo a chapa para a diversidade política.

FOLHA - As duas prefeitas que São Paulo já teve [Luiza Erundina e Marta Suplicy] disseram que foram vítimas de preconceito.
SONINHA - Não temo isso, apesar de saber que há golpes baixos. Contra a Marta, disseram que ela era perua. Nunca chamaram um homem de peru. No meu caso, perua não se aplica.

FOLHA - Mas não teme ser chamada de maconheira?
SONINHA - É claro que vão me chamar, mas eu não temo. Vou ter de explicar eternamente o motivo de eu ter dito que fumava maconha [em entrevista à revista "Época", em 2001]. Nem fumo mais nem mudei de idéia a respeito da legislação, que eu acho que causa muito mais dano do que o bem que ela pretende causar.

FOLHA - A política mudou desde o episódio da maconha?
SONINHA - A gente teve uma abertura maior para alguns temas que antes era mais tabu. Nesta semana, por exemplo, o Kassab, que é do DEM, foi inaugurar um centro de referência GLBT [Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros].

FOLHA - Você vai centrar sua campanha em temas polêmicos?
SONINHA - A questão das drogas não, porque está fora da alçada do prefeito. Não cabe como plataforma do governo. Mas em temas espinhosos, como o trânsito, vamos dizer que não cabe um modelo baseado no automóvel. As pessoas não mudam de hábito da noite para o dia.

FOLHA - Por que não compor com DEM ou PSDB?
SONINHA - Porque eu sou de esquerda. Deixei o PT para ir para um partido de esquerda. Dentro do PSDB, o Alckmin está do centro para a direita. E o DEM era o PFL.

FOLHA - Se não for para o segundo turno, poderia apoiar a Marta?
SONINHA - Apesar de ter certeza de que ela e o PT podem ter boas propostas para a cidade, porque teve boas realizações, o modus operandi do partido me detém. A falta de consistência, a permissividade, a falta de limite para concessões e acordos me impede. Aquela coisa do ... "vírgula" mas faz... Eu não posso concordar com isso.

PT PAULISTANO: "SONINHA FAZ O JOGO DO PSDB", DIZ PRESIDENTE MUNICIPAL
O presidente do PT paulistano, José Américo Dias, afirmou lamentar as declarações de Soninha. "Infelizmente, a nossa suspeita está se confirmando: ela está fazendo o jogo do PSDB. Ela ficou quatro anos no PT e está cuspindo no prato em que comeu. Deixou o partido para ser candidata e não participou da gestão Marta Suplicy." O PT briga na Justiça para ter a vaga de Soninha na Câmara de Vereadores.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Soninha Francine: a nova "namoradinha" do Brasil

Saiu na primeira página da Folha de S. Paulo, virou manchete principal do portal UOL e está repercutindo em todos os veículos: "Kassab e Alckmin cobiçam Soninha para vice".

Por si só, este é um sinal inequívoco do acerto político do PPS ao trazer a vereadora Soninha Francine para o partido, no ano passado, após um casamento rompido com o PT (o ex-noivo que provocou o desgaste da relação ao revelar a sua verdadeira face).

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, caso não haja uma aliança com o PSDB, parceiro preferencial dos democratas, o prefeito Gilberto Kassab intensificará as já iniciadas negociações para ver Soninha em sua chapa. O tucano Geraldo Alckmin, no entanto, também está procurando o PPS.

A Folha informa que o assédio, segundo Soninha, não será suficiente para fazê-la desistir do projeto de ocupar uma cabeça de chapa na disputa pela prefeitura. "Eu estou em um partido que me procurou com a meta de conquistar uma identidade própria, que vai disputar a eleição com candidatura própria."

Clique abaixo para ampliar a matéria:

Band anuncia cobertura especial das eleições 2008

A Rede Bandeirantes de Televisão reuniu na tarde desta quinta-feira representantes de todos os partidos que terão candidatos à Prefeitura de São Paulo para começar a definir as estratégias da cobertura das eleições municipais deste ano.

O diretor de jornalismo Fernando Mitre anunciou Boris Casoy como âncora da cobertura eleitoral, que terá prioridade na programação da Band e pretende aprofundar o debate sobre os grandes problemas da cidade.

Reportagens especiais com a visão de cada partido sobre o cotidiano de São Paulo e as propostas dos candidatos já estão sendo preparadas. Como já é tradição, a Bandeirantes deve também promover o primeiro debate da sucessão paulistana.

Resta esperar a participação da vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, para dar um sopro de modernidade e esperança para o eleitorado paulistano. Alguém duvida que ela será o fato novo destas eleições?

quinta-feira, 13 de março de 2008

Bateu o desespero no PT? Relaxem e gozem!

Explicar o mensalão ninguém quer, mas criticar a atuação dos outros é uma especialidade petista. O deputado estadual Adriano Diogo (PT) é um bom sujeito. Paulistano da Mooca, participou do movimento estudantil, lutou contra a ditadura (foi preso e torturado), vereador por quatro mandatos, referência em questões ambientais e de direitos humanos, mas resolveu agora enveredar por um tema que o PT adora: criticar o PPS.

Sobraram farpas para todos: o presidente nacional do partido, Roberto Freire, o deputado federal Arnaldo Jardim, a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, vereadora Soninha Francine... Nada que já não estejamos acostumados. Reveja aqui uma espécie de antologia (de antas??) petista contra Soninha.

O deputado estadual e presidente do PPS paulista, Davi Zaia, resolveu responder aos ataques de Adriano Diogo na tribuna da Assembléia. Pura perda de tempo, porque o presidente Lula já ensinou que petista tem dois ouvidos: um para os aplausos e outro para as vaias, mas só um deles funciona. O ouvido bom de Diogo é disputado pela corja de bajuladores. No outro, se ele nos ouvisse, sugeriríamos que o deputado tome uma água para ficar mais calminho. Ou, segundo a pérola do martírio petista: Relaxe e goze!

"O deputado Adriano Diogo fez uma série de críticas que, do meu ponto de vista, não se sustentam", afirma Zaia, referindo-se aos ataques do petista às principais lideranças do PPS e à participação na base de sustentação dos governos Serra e Kassab.

"Talvez o deputado não entenda isso. Seu partido tinha até alguma dificuldade em entender essa questão de alianças, mas, hoje, já entende muito bem, haja vista as alianças feitas em Brasília. Mas parece que o deputado não acompanhou essa evolução do seu próprio partido."

Soninha Prefeita: "Quem disse que não?"

A vereadora Soninha Francine (PPS) participou ontem à tarde, nos estúdios da produtora MCR Records, no Bixiga, da gravação de uma música que tem tudo a ver com ela e com as idéias do Projeto SP.

Conheça parte da letra que levanta várias questões com o mote "quem disse" e que são a cara da Soninha, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo:

Quem foi que disse que se melhorar estraga
Quem foi que disse que se mudar piora
Quem foi que disse que mulher não pode
E que você não pode mudar isso agora

Quem foi que disse que tem que ser como eles
E que só eles falam a verdade
Quem foi que disse que isso é maluquice?
Andar de bicicleta na cidade
Veja aqui em primeiríssima mão, com imagens gravadas pelo celular, um pequeno trecho da participação da vereadora do PPS.

A iniciativa é do publicitário e produtor musical Sérgio Campanelli, premiado por criações inesquecíveis como a "pizza com guaraná" e a "pipoca com guaraná" da propaganda da Antarctica, as canções dos bichinhos da Parmalat, entre outros jingles para a Kaiser, o Mc Donald´s, a Rede Globo e o mais recente "chiclete auditivo" (aquelas músicas que grudam na orelha): "Só Ipanema tem as anatômicas...".

Outra participação pra lá de especial foi a do ator Paulo Cesar Pereio, com o seu vozeirão inigualável e a sua personalidade marcante, irreverente e debochada.

Com 45 anos de carreira e quase cem filmes no currículo, ele é um dos maiores nomes do Cinema Novo e das pornochanchadas no Brasil. Assista aqui um trecho da gravação de Pereio.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Mobilidade urbana: prioridade do programa do PPS

Parece piada de mau gosto, mas a cada manhã a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a imprensa noticiam um novo recorde de congestionamento nas ruas e avenidas de São Paulo.

Não é à toa que a vereadora Soninha Francine já elegeu a questão da mobilidade urbana (aí incluídos todos os temas que se relacionam direta ou indiretamente, do transporte à habitação) como pauta prioritária da formulação de um plano de governo para a cidade.

Nesta semana, a revista Veja São Paulo trouxe matéria bem interessante com o título "Devagar, quase parando". Vinte especialistas apontam sugestões a curto, médio e longo prazo para melhorar o problema crônico dos congestionamentos, que, segundo a reportagem, "crescem a cada dia e indicam que é hora de agir antes que a cidade entre em colapso".

Em resumo, as soluções apresentadas pelos especialistas:

Curto Prazo

- Tolerância zero contra os infratores;
- Fiscalizar o rodízio;
- Aumentar a velocidade nos corredores de ônibus;
- Tirar das ruas os carros em más condições;
- Tirar da rua os carros irregulares;
- Criar área de retenção de motos nos semáforos;
- Incentivar os ônibus fretados;

Médio Prazo

- Cobrar pedágio nas regiões centrais;
- Investir em equipamentos;

Longo Prazo

- Prosseguir com investimentos no metrô;
- Transformar trens em metrôs de superfície;
- Terminar o Rodoanel;


Assuntos como Transportes e Mobilidade Urbana estão sendo debatidos no site do Projeto SP. Participe!

terça-feira, 11 de março de 2008

Claudio Fonseca conquista aumento para professor

Um acordo entre a Prefeitura de São Paulo e o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), presidido pelo ex-vereador Claudio Fonseca, vai resultar em 20% de reajuste imediato nos salários de todo o quadro de 90 mil profissionais, entre trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e readaptados (remanejados de função).

A proposta depende ainda do aval da Câmara Municipal, que deve aprovar o aumento salarial até o dia 8 de abril. Para recompor as perdas da categoria, será necessário um reajuste de 37%. Pelo acordo, em maio os professores receberão esses 20% e o restante virá em mais duas parcelas (maio de 2009 e maio de 2010).

A conquista precisa ser saudada. O último aumento real de salário para os professores havia sido concedido na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina (1989-1992).

A capacidade de diálogo entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o sindicalista Cladio Fonseca (PPS) prova que sensibilidade e bom senso não dependem de coloração partidária nem de atestado ideológico. Parabéns a ambos e aos professores do município.

Duas boas notícias contra o preconceito em SP




Siga os passos de José Wilker e transfira seu título

"Ando pensando seriamente em me mudar para SÃO PAULO. Quero me mudar, mudar meu domicílio eleitoral, para votar em Soninha Francine para prefeita da capital paulista. É certo que o meu voto não vai alterar em nada o resultado da eleição. Mas altera alguma coisa em mim."

Quando o ator José Wilker fez esse texto magistral (reveja aqui na íntegra) sobre a sua intenção de voto em Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo, indiretamente levantou um assunto que desperta dúvida em muita gente.

Afinal, eu posso transferir meu título de uma cidade para outra? Só dentro do mesmo estado ou também de estados diferentes? E dentro da minha cidade, como transferir meu título de uma zona eleitoral para outra?

Segundo o TRE, as transferências de escola, bairro, cidade ou Estado são possíveis nas seguintes condições:

- Que tenha decorrido pelo menos 1 ano da inscrição ou da última transferência;
- Residência mínima de 3 meses no novo endereço.

Se você mudou de endereço, vá ao Cartório Eleitoral que atende o bairro em que você mora, levando os seguintes documentos:

- Cédula de identidade ou certidão de nascimento ou casamento ou carteira profissional;
- Título de Eleitor;
- Comprovante de votação ou justificação que possuir;
- Comprovante de residência (Ex: conta de luz, telefone, água, correspondência em nome da pessoa, etc).

Para poder votar nas eleições de 2008, o eleitor pode tranferir seu título até 150 dias antes do pleito, que neste ano ocorrerá em 5 de outubro. Ou seja, o prazo para trasferência termina em 30 de abril.

A Central de Atendimento do TRE funciona no telefone (11) 6858-2100. Informe-se!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Desburocratização da máquina pública em debate

O pré-candidato do PPS à Câmara Municipal em 2008 Ronaldo Koloszuk, presidente do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), inicia hoje, segunda-feira, às 19h, um "Ciclo de Debates sobre a cidade de São Paulo".

O tema inicial é um debate com o recém empossado secretário da Desburocratização da cidade de São Paulo, o deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), e com o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Entre as realizações de Koloszuk e destes jovens que compõem o núcleo da Fiesp e concentram boa parte do PIB brasileiro está a campanha vitoriosa pelo fim da CPMF (que reuniu um manifesto com 1,1 milhão de assinaturas contra o tributo), o lançamento do movimento "Cansei!" e o apoio a projetos comunitários de inserção social, como foi o caso emblemático da ONG Afroreggae.

"Desburocratizar: Um desafio para a cidade de São Paulo"
Dia: Segunda, 10/03 (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Colégio Anhembi Morumbi
Rua Guararapes, 329 – Brooklin Novo

sábado, 8 de março de 2008

PPS debate Meio Ambiente e anuncia 4 encontros

Cerca de 200 pessoas, entre pré-candidatos e militantes do PPS paulistano, participaram nesta sexta-feira do seminário “Gestão Ambiental Compartilhada – propostas para a cidade de São Paulo”, no "plenarinho" da Câmara Municipal.

Propostas sobre Meio Ambiente e os mais diversos temas relativos à cidade de São Paulo também podem ser apresentadas e debatidas no Projeto SP, para a formulação do programa de governo da pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, e da nossa chapa de vereadores. Participe!

Encontros regionais

O Diretório Municipal do PPS/SP também prepara quatro grandes encontros partidários nas regiões norte, sul, leste e centro-oeste, a partir do sábado, 29 de março - e nos dias 5, 12 e 19 de abril.

Com a presença da vereadora Soninha Francine e dos pré-candidatos a vereador do partido, o objetivo é mobilizar a militância, realizar um amplo debate sobre a cidade e começar a formular um plano de governo para São Paulo.

A coordenação de cada reunião está sob responsabilidade dos dirigentes Vitor Adami (centro-oeste), Eduardo Villa (sul), Osvaldo Ordones (leste) e Nelson Teixeira (norte). Informações com Sarah pelos telefones 2157-8823 e 3477-2388.

Em cada encontro regional, além dos problemas específicos daquelas comunidades, levantados pela população local e pelos pré-candidatos, será debatido também um grande tema. Entre os assuntos em pauta: 1) Lixo e resíduos sólidos; 2) História do PPS e a importância da vereança para a cidadania; 3) Cultura, Esporte e Juventude; 4) Gestão Pública e o Poder Local. Datas, locais e horários serão divulgados oportunamente.

No início de maio, finalizando esse processo de pré-campanha e já preparando o partido para a convenção eleitoral de junho, será promovida uma reunião ampliada do Diretório Municipal do PPS/SP, com a presença de parlamentares, presidentes de zonais e pré-candidatos.

A intenção é consolidar as propostas formuladas em cada região, fazer um balanço da pré-campanha, avaliar o quadro político e reiterar o apoio à candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, indicação que será oficializada em junho, de acordo com a legislação eleitoral.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Freire e Serra defendem pré-candidatura de Soninha

Já estão disponíveis no Canal PPS-SAMPA três vídeos inéditos e exclusivos sobre o "1° Encontro Estadual de Pré-candidatos do PPS/SP: A voz e a vez dos municípios". Veja 1, 2 e 3. Acompanhe também os demais vídeos produzidos e recomendados pelo Diretório Municipal paulistano. Veja aqui a cobertura completa do Encontro.

PPS promove hoje seminário sobre Meio Ambiente

O Diretório Municipal do PPS/SP fará hoje, sexta-feira, 7 de março, a partir das 20h, o seminário “Gestão Ambiental Compartilhada – propostas para a cidade de São Paulo”, a ser realizado no "plenarinho" (1º andar) da Câmara Municipal.

Com abertura do deputado federal Arnaldo Jardim e coordenação da vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, haverá palestras de Arlindo Philippi Junior (doutor em Saúde Pública e Professor Titular da USP, atua na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Política Planejamento e Gestão Ambiental) e André Luis Saraiva (empresário, idealizador do PRAC - Programa de Responsabilidade Ambiental Compartilhada; conselheiro do COEMA - Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente da CNI e do COSEMA - Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP).

Propostas sobre Meio Ambiente e os mais diversos temas relativos à cidade de São Paulo podem ser apresentadas e debatidas no Projeto SP. Participe!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Soninha participa hoje ao vivo do "Opinião Nacional"

A vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, participa hoje à noite do programa Opinião Nacional, apresentado pelo jornalista Alexandre Machado na TV Cultura.

O programa ao vivo nesta quinta-feira, das 22h40 às 0h10, será um especial sobre o Dia Internacional da Mulher, falando sobre as conquistas e desafios, a participação política das mulheres e o papel na sociedade brasileira, entre outros temas.

Veja quem são as outras cinco convidadas do programa:

Sueli Carneiro - Diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra;

Márcia Tiburi - filósofa, professora da Faculdade de Comunicação da FAAP;

Tai Castilho - Terapeuta de família e Diretora do Instituto de Terapia Familiar de São Paulo;

Albertina Duarte - ginecologista e obstetra no Hospital das Clínicas e professora na Faculdade de Medicina da USP;

Maria José Rosado-Nunes - doutora em ciências sociais, professora da PUC/SP, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

Fim-de-semana marcado pelo Dia da Mulher

As homenagens pelo Dia Internacional da Mulher (sábado, 8 de março) já começam hoje, quinta-feira, com a tradicional Sessão Solene da Câmara Municipal de São Paulo, a partir das 15h. Cada vereadora paulistana (são 7 mulheres entre 55 parlamentares) e o restante dos partidos sem representação feminina escolhe uma mulher para ser homenageada.

Só para constar, as vereadoras de São Paulo são: Soninha Francine (PPS), Mara Gabrilli (PSDB), Claudete Alves (PT), Marta Costa (DEM), Lenice Lemos (DEM), Myryam Athie (PDT) e Noemi Nonato (PSB).

No sábado, a partir das 10h30 da manhã, haverá passeata de mulheres pelo centro histórico de São Paulo, com saída da Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal.

"Esse dia tem história! O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta em todo mundo, fruto da mobilização de operárias no início do século passado. Sua celebração foi proposta por Clara Zetkin, na II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, e a partir de então foi comemorado em diferentes datas", ensina o panfleto convocando para o ato.

E prossegue: "Em 1922, passa a ser celebrado no dia 8 de março, data em que as operárias russas dão início às mobilizações da Revolução de 1917. Mulheres feministas anticapitalistas em luta por igualdade, autonomia e soberania popular! Lutamos para acabar com o machismo e com tirania do livre comércio."

"Nós mulheres do campo e da cidade, lésbicas, negras, mulheres com deficiência nos organizamos e lutamos contra a violência sexista, pelo direito ao aborto seguro e gratuito, por uma educação não-sexista e não-racista, pela livre orientação e expressão da nossa sexualidade, por mais creches e escolas e por salários justos."

"Queremos um mundo sem as guerras, a violência, a dominação dos povos, a concentração de riquezas, as relações de opressão, exploração, exclusão social, discriminação, racismo e a destruição da natureza que nos desumaniza e rouba nosso futuro. Mudar o mundo para mudar a vida das mulheres!"

Uma série de entidades organizadas assinam o manifesto reproduzido acima.

Ainda no sábado, às 17h, a Coordenação Estadual de Mulheres do PPS/SP promove um evento no Espaço Cultural Instituto Bela Vista Bela, na rua da Abolição, 254, Bela Vista.

Serão homenageadas algumas mulheres pela "atuação como cidadãs, ativistas e profissionais que fizeram e fazem a diferença na construção de uma sociedade mais humana e justa, sem contudo perder a identidade feminina", diz o convite das mulheres do PPS.

Enfim, a nossa saudação antecipada a todas as mulheres do Brasil e do mundo.

Do Rio para o Brasil: a Cesar o que é de Cesar

Descontada a sua irresistível atração por factóides, o prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) é um privilegiado analista político.

Vale reproduzir na íntegra um tópico publicado hoje no "ex-blog" do prefeito:

ELEIÇÃO DE 2010, JÁ COMEÇOU NA CAMPANHA DE 2008 NO RIO-CAPITAL! SAIBA POR QUE!

1. Os movimentos de uma ala do PSDB de SP no sentido de empurrá-lo mais para a esquerda não é de hoje. A rasteira dada no PFL em 2000 na composição da mesa da Câmara de Deputados foi o primeiro passo. O segundo foi o desmonte da candidatura do PFL a presidente em 2002, com uma operação da PF orquestrada pelo mesmo grupo. E finalmente a montagem para presidente da chapa Serra- com o que seria a "esquerda" do PMDB.

2. Nas últimas semanas esse mesmo movimento desse mesmo grupo voltou a crescer, e sua estratégia é já conhecida. Formar a Chapa Serra com vice do PPS, empurrar a candidatura para a "esquerda" e nesta faixa fechar os espaços para a candidatura do PT, que não podendo ser o Lula, terá este perfil. Da mesma maneira fechar o caminho de Ciro Gomes para a centro-esquerda.

3. Não poderia ter sido mais adequado para aquele mesmo grupo do PSDB de SP, o que ocorreu no Rio. E em dose maior. Por isso apoiaram com entusiasmo. A aliança para prefeito do PPS, com PV, e apoio e tempo de TV do PSDB, passa a ser o primeiro passo para a montagem de uma chapa com PPS e PV e Serra na cabeça. E mais ainda: com o nome de um personagem com os simbolismos de Gabeira.

4. Essa decisão abriu a campanha de 2010 de fato. O PSDB do S fez o seu jogo e lançou os dados para construir um vetor de força no RIO, coisa que não ocorreria com uma candidatura puro-sangue do PSDB. Jogou certo, mesmo sacrificando o PSDB local.

5. Do outro lado -ocupando a avenida há anos pavimentada pelo populismo -agora na versão neo-pentecostal, o senador Crivella sempre acarinhado por Lula.

6. O DEM que a cada dia fica mais claro que não terá opção a não ser ter candidato próprio a presidente (este Ex-Blog já analisou isso dias atrás quando mostrou o boqueirão à direita que o pré-quadro presidencial está abrindo) reforça e torna ainda mais nítida e necessária a candidatura de Solange Amaral.

7. Mas o jogo ainda não está completo. O que farão as forças -ditas mais a "esquerda"? O PSOL que entre seus poucos deputados expressivos tem Chico Alencar, mesmo prejudicado com a candidatura de Gabeira, abrirá mão de ter candidato? Provavelmente não. E os demais que são base do governo? O que farão PCdoB, PDT, PSB? Implodirão suas candidaturas, ao ficarem fatiados? Unir-se-ão em torno do nome mais forte que é a ex-deputada Jandira? Wagner Montes saiu e deixou em desespero os "seus" vereadores.

8. E o PT? Abriria mão de sua candidatura para se somar aos demais da base do governo e acabaria de vez no Rio? Teria candidato próprio para marcar posição? Todos teriam candidato PSOL, PCdoB (coligado ou não com PDT e PSB) e PT e bateriam suas cabeças com a do Gabeira nas áreas de classe média de "esquerda"?

9. E o governador Cabral? Que decisão deve tomar com a inviabilidade de seu candidato, seja pela coligação Gabeira, seja pela reafirmação dos diretórios do PMDB e do DEM? Insistir e fortalecer a candidatura do PSDB com Gabeira, inventando no Rio um vetor eleitoral para 2010 pró-Serra? Deve ratificar a decisão do diretório do PMDB, reforçando a candidatura de Solange Amaral, cujas repercussões para 2010, serão muito menores para o candidato de Lula, que o jogo do PSDB do S? Seria muito mais racional fazê-lo. Mas o que Lula acha? É melhor mesmo reforçar o Crivella através do Governador? Mas e a Globo e a Igreja Católica?

10. Grande parte do jogo está jogado. Falta a "esquerda" dizer como joga? Nunca foi tão fraca no Rio. E nunca foi tão dividida!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Rio e São Paulo, Gabeira e Soninha... um oásis!

Enfim, os partidos de esquerda e a oposição ao governo Lula parecem ter se dado conta que isolados não conseguirão nada, mas se unirem forças podem ganhar musculatura e consistência eleitoral, ideológica e programática.

O movimento que se inicia em torno da pré-candidatura de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio (e que pode se reproduzir em outro contexto aqui em São Paulo, com a pré-candidatura de Soninha Francine) é um oásis no meio deste deserto de idéias e de fatos novos na política.

Veja o artigo de hoje da jornalista Rosângela Bittar no jornal Valor Econômico:

Gabeira e o resgate eleitoral da esquerda

Se depender de Roberto Freire, presidente do PPS, serão aceitas integralmente as condições impostas pelo deputado Fernando Gabeira para ser o candidato da aliança PV, PPS e PSDB à Prefeitura do Rio.

Freire deu ontem as reais dimensões desta aliança que começa a se consolidar pelo Rio, já está em negociação adiantada em Recife, com a candidatura de Raul Jungmann (que representa o PPS na cabeça de chapa), tem um começo de conversa em Belém, e pretende, a partir de agora ir se insinuando em outras capitais e grandes cidades.

No caso do Rio, onde o PPS tem uma de suas estrelas partidárias, não houve uma decisão formal de não lançar candidatura própria. A preferência do partido é ter candidatos, até para impulsionar a eleição de uma bancada de vereadores. Porém, Denise Frossard, ex-juíza, ex-deputada e ex-candidata ao governo, há muito avisou ao partido que não queria disputar em 2008.

A alternativa Gabeira, para Freire, revelou-se ótima, melhor até que os planos iniciais, porque uma aliança desses três partidos pode representar, na sua opinião, um início de resgate do projeto da esquerda no Brasil.

"Vamos tentar fazer alianças de partidos do campo democrático da esquerda, que não estejam na base de sustentação do governo, que tenham um passado incólume depois de todos esses processos judiciais e políticos", afirma Freire.

Na opinião do presidente do PPS, esta coligação pode se transformar em instrumento para que a sociedade reaja ao que tem se apresentado sem solução, "o desgaste da política, a desmoralização dos políticos. Só podemos superar isto na política, não tem outra forma".

Como o PPS, todos os partidos querem ter candidato próprio, mas Freire comenta que as conversas atuais no âmbito desta aliança Rio, com estímulo para criar o bloco desde as eleições municipais em várias grandes cidades, pode "ajudar em 2010". Este é o ponto. E ajudar o PSDB, que é o partido com candidaturas melhor situadas na sucessão presidencial.

Alianças de 2008 tendo 2010 no horizonte

"O que a gente precisa é ter uma alternativa do ponto de vista moral, alguém capaz de promover o desaparelhamento do estado e, ao mesmo tempo, apresentar uma boa opção de política econômica", diz Freire. A seu ver, a candidatura Gabeira, agora, pode consolidar a idéia do bloco. "Não podemos deixar isto para 2010, o que pudermos fazer agora, vamos tentar".

Entre políticos e analistas, Gabeira é visto como uma alternativa para a "zona sul", elite do Rio, e não como uma opção viável a vencer nos redutos eleitorais mais densos, porém de classe média baixa.

Roberto Freire discorda: "O Gabeira é uma alternativa não apenas para um projeto de administração do Rio, isto ele é mesmo; mas ele eleva a disputa do Rio, talvez vá ser uma disputa que se equipare à de São Paulo do ponto de vista do confronto. O Gabeira se credenciou muito nos últimos anos, inclusive como crítico desta degradação moral que atingiu o país a partir do mensalão".

Freire admite que a idéia de que Gabeira é alternativo demais pode emergir dos setores mais conservadores, manipuláveis até por um adversário evangélico. Porém o Rio, na sua opinião, tem um peso grande na questão da mudança de costumes, de meios e modos, que pode prevalecer. "Não podemos ficar pensando que não há alternativas à crise que estamos vivendo", afirma.

Segundo Freire, alguns grupos da direita estão "tremendamente raivosos" e estão subindo o tom das críticas. Isto foi possível porque, na sua opinião, o PT chegou ao governo e, com o processo de corrupção em todos os lugares, abriu um flanco fácil para as críticas à esquerda. "E a esquerda que não está metida nisto acaba envolvida".

Não é que a esquerda, no mundo, não tenha sido nunca corrupta, ressalva Freire, apontando que em alguns lugares ela foi. "Mas no Brasil não foi. Esta nunca foi uma característica nossa". Mesmo na guerra fria, lembra, havia ataques por todos os lados, mas "tínhamos dignidade". Agora, afirma, "é a avacalhação da esquerda, como se fôssemos todos iguais a esses caras. Não somos".

E como é que o PSDB, que estaria nas alianças de resgate da esquerda, se inclui nesta alternativa? Freire assinala que, em alguns lugares, o PSDB é "mais complicado", mas na maioria não.

Ele próprio já conversou com o presidente do partido, Sérgio Guerra, com o governador de São Paulo, José Serra, virtual candidato à Presidência, e em Minas já estão aliados a Aécio Neves, para um começo de conversa. O presidente do PPS defende uma chapa Serra-Aécio em 2010, como opção do ponto de vista moral e de mudança da política econômica a que se referiu.

"Serra sempre criticou e ainda critica a política econômica. E é bom que o faça. A nossa crítica a este governo não é que ele seja corrupto. Corrupto ele é, onde você mete o dedo a podridão aparece. Mas a oposição maior que fazemos é que ele está sendo nocivo aos interesses do país. Vamos pagar caro no futuro pela continuidade desta política econômica".

Freire destaca o crescimento medíocre aqui, quando o contrário ocorreu nos demais países, em um momento virtuoso da política internacional, e critica a euforia por resultados que nada mais foram que obviedades provocadas pela própria situação internacional. Critica, ainda, a política de expansão do crédito, um dos destaques deste governo: "O endividamento louco que estamos promovendo é para dar lucro à indústria automobilística, ao comércio e, no fundo, ao sistema financeiro". Isto, na sua opinião, não vai dar certo. E pergunta: "Qual será nosso subprime? O crédito é importante mas o que estamos vendo no Brasil foge ao tradicional, não estamos tendo crescimento na mesma proporção".

A política econômica do governo petista é a mesma do governo do PSDB, mas Freire lembra que não é uma questão programática nem para um nem para outro partido. "O Serra achava, como nós, que era equivocada já no governo Fernando Henrique".

O PPS, diz seu presidente, está tendo a coragem de dizer isto, alguns economistas, até do PT, estão alertando para isto, mas "a grande maioria entrou no clima do governo". É mais uma razão, segundo diz, para a esquerda se reorganizar de alguma forma e as eleições municipais são uma boa tentativa.