quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Soninha e Fantazini se encontram em reuniões

A vereadora Soninha Francine e o ex-deputado Orlando Fantazini, respectivamente pré-candidatos do PPS às prefeituras de São Paulo e Guarulhos, ambos ex-petistas, encontraram-se nesta quarta-feira à noite na sede do partido.

No Auditório Astrojildo Pereira, Soninha se reuniu com representantes do Comitê de Jovens Emprendedores da Fiesp. Ao lado, na Sala Salomão Malina, um grupo de militantes históricos do antigo PCB recebia Fantazini.

Essas duas candidaturas proporcionam ao PPS, nos dois maiores municípios paulistas, uma inserção política e social inédita, com a construção de programas de governo verdadeiramente identificados com as populações locais e uma cara nova do partido, que faz da ética, da responsabilidade e do respeito à cidadania as nossas prioridades.

Reveja aqui as entrevistas de Soninha e de Fantazini ao site do PPS/SP.

Comitê de Jovens Empreendedores apóia Soninha

Uma reunião na noite desta quarta-feira, com representantes do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), presidido por Ronaldo Koloszuk , pré-candidato do PPS à Câmara Municipal em 2008, selou importante apoio à campanha de Soninha Francine à Prefeitura.

Entre as realizações destes jovens que compõem o núcleo da Fiesp e concentram boa parte do PIB brasileiro está a campanha vitoriosa pelo fim da CPMF (que reuniu um manifesto com 1,1 milhão de assinaturas contra o tributo), o lançamento do movimento "Cansei!" e o apoio a projetos comunitários de inserção social, como foi o caso emblemático da ONG Afroreggae.

Participaram do encontro cerca de 30 jovens empresários dos mais variados segmentos, entre eles Gabriel Skaf, filho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que declarou apoio às pré-candidaturas de Ronaldo Koloszuk para vereador e Soninha para prefeita.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Quem é que paga a tapioca do Orlando Silva?

A Controladoria Geral da União está investigando o uso do chamado "cartão de crédito corporativo" do governo federal, criado por decreto para utilização "emergencial". Suspeita-se de irregularidade e uso indevido. Será?

A última descoberta foi que o ministro Orlando Silva (Esporte) fez uso "emergencial" do cartão em uma tapiocaria de Brasília. Pagou R$ 8,30. Gasto irrisório, porém irregular, por contrariar as normas de uso do cartão. Afinal, quem é que paga a tapioca do ministro comunista?

Já se sabia desde a semana passada que a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) também fez uso "emergencial" do cartão para gastar R$ 461,16 no free shop.

Outro ministro, Altemir Gregolin (Pesca), usou o cartão corporativo em uma churrascaria em Brasília. O ministro justificou que os R$ 512,60 se referem a um almoço, quando ele recebeu uma comitiva pesqueira da China.

A Folha de S. Paulo analisou os extratos dos cartões de Matilde Ribeiro, Altemir Gregolin e Orlando Silva, os três funcionários do primeiro escalão do governo que mais gastaram com cartão no último ano -respectivamente R$ 171,5 mil, R$ 22,6 mil e R$ 20,1 mil. A análise se refere exclusivamente a gastos com restaurantes.

Os três ministros, juntos, pagaram despesas no ano passado em 158 restaurantes, lanchonetes ou bares. Figuram como estabelecimentos preferidos churrascarias, restaurantes de comidas árabes e italianas, além de choperias.

A Folha enviou aos ministros três perguntas referentes a cada gasto de 2007: "Qual a agenda oficial do ministro no dia? O almoço/jantar foi para tratar de assunto oficial? Se foi oficial, quem participou?".

As assessorias de Matilde e Silva não quiseram responder ponto a ponto. Disseram que as agendas estavam na internet. Já a assessoria de Gregolin relacionou os gastos à agenda.

Das 26 despesas de Silva com restaurantes, há muitas com churrascarias. Como mostrou a Folha, ele gastou R$ 468,05 em um restaurante nos Jardins quando não tinha evento na agenda. Há ainda dois gastos em São Paulo, no mesmo dia, quando não havia atividade.

Altemir Gregolin vai com freqüência a restaurantes italianos, principalmente em Santa Catarina, seu Estado natal. Em Chapecó, sua base política, estão registrados dez pagamentos.

Nos extratos de Gregolin constam três despesas no Carnaval de 2007, que somam R$ 222,85, em restaurantes do Rio, todas na Quarta-Feira de Cinzas. Uma delas no Porcão, tradicional reduto VIP do Rio.

O ministro disse que trabalhou no Carnaval do Rio: foi à Marquês de Sapucaí na companhia do ministro da Pesca da Noruega, que assistia a um desfile cujo tema era o bacalhau.

Matilde também gastou no Carnaval: R$ 83,60 no Rio e R$ 120,78 em Salvador. Os gastos são do mesmo dia: 21 de fevereiro, Quarta-Feira de Cinzas. A agenda de Matilde informa que ela participou de eventos nas duas cidades no Carnaval, porém no dia do gasto não havia atividade prevista.

É o governo popular de Lula: todos têm acesso ao dinheiro público, e o direito de comer bem e gastar com igualdade no free shop! E viva o bacalhau! E viva a tapioca!

Valor Econômico cita projeto de vereador do PPS

O jornal Valor Econômico faz referência ao projeto do vereador Edivaldo Estima (PPS/SP), que normatiza a gratuidade do estacionamento de shoppings para quem gastar nas compras mais de 10 vezes o valor a ser pago. A proposta foi aprovada na Câmara Municipal e seguiu para sanção ou veto do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Clique abaixo na matéria para ampliar:

Morte entre jovens aumentou 31,3% em dez anos

De acordo com a Folha de S. Paulo de hoje, um estudo realizado pela Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana) indica que houve um aumento de 31,3% no número de mortes de jovens - de 15 a 24 anos -, entre 1996 e 2006. Os números passaram de 13.186 para 17.312. Por outro lado, a pesquisa mostra que houve uma pequena redução no índice, nos últimos quatro anos. Entre as principais causas de morte estão arma de fogo e a violência no trânsito.

De acordo com Júlio Jacobo, coordenador do estudo, os dados levam em conta atestados de óbito dos 5.564 municípios do país e informações do Ministério da Saúde.

Segundo a pesquisa, São Paulo, Rio, Recife, Salvador e Belo Horizonte estão entre os 200 municípios com maior número de homicídios, na população total de 2006. Entre os municípios com maiores taxas médias, o campeão é Coronel Sapucaia (MS) - com 107,2 mortes por 100 mil habitantes. De acordo com registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade tinha 13.979 habitantes no ano passado.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Telles Barreto, admitiu nesta terça-feira que o número de homicídios no país ainda é elevado, mas que há perspectivas de redução. Segundo ele, o esforço do governo é no trabalho de prevenção de maior rigor na aplicação de leis de trânsito. "Os números são altos, mas reflete uma preocupação porque coloca a questão da Segurança Pública entre as prioridades", disse.

Ele lembrou que o governo fechou convênios com 99 municípios no valor de R$ 41,5 milhões, dentro do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), o PAC da Segurança.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Piadinha doméstica: transporte e perfil alternativo

Pegando carona no fato de Soninha Francine, pré-candidata do PPS à Prefeitura, ser uma ciclista convicta no trânsito caótico de São Paulo, recebemos esta charge de um veeeeeeeeeelho e talentoso amigo do partido. Piada não se explica, mas no desenho aparecem, atrás de Soninha, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e o municipal, Carlos Fernandes (que, para ser politicamente correto, digamos que tem um "perfil alternativo" - porque seria muito deselegante dizer "gordo")

Ei, PSDB e DEM: Essa briga não é nossa!!!!!!

Enquanto voam penas de tucanos e fantasias de democratas nesta semana pré-carnavalesca, alguém resolveu plantar no Diário de S. Paulo outra vez a história de Soninha ser candidata a vice de Alckmin ou Kassab. Das duas, uma: ou estamos incomodando muito, ou querem desviar o foco. Mas acalmem-se todos: Soninha é candidata a Prefeita, não a vice.

João Batista de Andrade: Luz, câmera, ação!

Deu na Folha de S. Paulo de hoje: "Depois de três anos sem filmar -dois dos quais na Secretaria de Estado da Cultura-, o cineasta João Batista de Andrade começa a rodar hoje o documentário ´Travessia´. Nele, acompanha gerações de estudantes que viveram a ditadura militar. Até o fim do ano, Batista pretende iniciar as filmagens de ´O Bebê de Poliana´, musical sobre uma moça que viaja a SP atrás do pai de seu filho."

Lembrando que João Batista de Andrade, militante histórico do PCB/PPS, prepara para o próximo mês um encontro da vereadora Soninha Francine, pré-candidata à prefeitura de SP, com personalidades ligadas à arte e à cultura.

SP com frio, chuva e congestionamento recorde

É pleno verão e São Paulo chega às vésperas do Carnaval, para verdadeiramente dar início a 2008, com recorde de frio, chuva e congestionamentos. Ninguém merece.

Com isso, os problemas da cidade se concentram e se agravam. Ao paulistano, coitado, resta reclamar da vida, dos índices pluviométricos, da baixa extemporânea dos termômetros e dos números assustadores da CET, a Companhia de Engenharia de Tráfego.

Para quem quiser algo mais, sugerimos o PROJETO SP.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Nota sobre Soninha no Diário de S. Paulo

Notinha publicada hoje no Diário de S. Paulo:
Detalhe: o jornal só esqueceu de dizer que "faixa exclusiva" para motos não é nem de longe o que foi testado na Av. 23 de Maio. Lá simplesmente houve o bloqueio de uma das faixas de veículos para a circulação restrita de motos. Obviamente, um via que já vive congestionada, com uma faixa a menos, viraria o caos. E virou.

Soninha no Motoboy Festival 2008

A vereadora Soninha Francine (PPS) participou neste fim-de-semana do Motoboy Festival 2008, que aconteceu no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. A imprensa destacou que ela, motociclista por muitos anos, está engajada com as questões que envolvem a categoria e conhece de perto as dificuldades que os motociclistas enfrentam no trânsito paulistano.

Soninha ministrou a palestra "Motivação para Cidadania", a convite da SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região).

Além de pontuar assuntos pertinentes à responsabilidade social e ambiental de cada cidadão, ela deu a sua opinião sobre as questões referentes à atuação dos motociclistas profissionais na cidade.

"Leis que impõem proibições não solucionam os problemas da categoria e nem dos demais motociclistas. É necessária uma revisão do sistema viário de São Paulo, com alternativas como a criação de faixas exclusivas nas marginais, 23 de Maio, entre outras, e uma ação efetiva do poder público junto às empresas, exigindo adequação às normas, regulamentação e respeito aos profissionais", afirmou a vereadora.

Em sua terceira edição, o evento se consolida como o maior encontro da América Latina para os motociclistas profissionais (motofretista, mototaxista, entre outros). Entre as atrações, houve a "Gincana Melhor Entrega" realizada pelo CET, leilão oficial de motos, apresentações de basquete de rua, dança de rua, exposição de grafiteiros, batalha de MC´s, DJ convidado, "Praça das Artes", campanha de doação de sangue, performances acrobáticas com motos sobre carreta e os concursos "Musa Motoboy" e "Motoboy Top Model".

Nota sobre Soninha no jornal DCI

Notinha publicada hoje no DCI - Diário do Comércio, Indústria & Serviços:

Pesquisa do Ibope destaca atuação do PPS em SP

A pesquisa de opinião pública “Viver em São Paulo”, realizada pelo Ibope para o Movimento Nossa São Paulo, que faz um diagnóstico da percepção do paulistano sobre a cidade, traz pelo menos duas informações bem positivas sobre o trabalho do PPS.

Primeiro, a limpeza da cidade lidera a lista de serviços que deixam o paulistano mais satisfeito (à frente de outros serviços essenciais, locomoção, urbanização e meio ambiente, inclusão e cidadania, atividade econômica e emprego).

A coleta de lixo domiciliar recebeu nota 7,6. A iluminação pública recebeu 6,4. Responsável por ambas, à frente da Secretaria de Serviços da Cidade de São Paulo, está o deputado federal Dimas Ramalho (PPS), auxiliado por outros membros da Executiva do partido, como Nelson Teixeira, Vitor Adami e Ricardo Maritan.

Entre as 31 subprefeituras da cidade, empatadas na primeira colocação em avaliação "ótima" e "boa" estão Casa Verde e Pirituba, com 48%. No comando da Subprefeitura da Casa Verde está o arquiteto Marcos Gadelho (PPS), auxiliado por uma equipe técnica vinculada ao partido.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Insegurança é a maior preocupação do paulistano

A maioria dos paulistanos (87%) considera a cidade de São Paulo 'pouco' (58%) ou 'nada segura' (29%). Outros 10% acham a cidade 'segura' e apenas 1% acreditam viver numa cidade 'muito segura'.

Esses são alguns dos números da pesquisa de opinião "Viver em São Paulo", realizada pelo Ibope e encomendada pelo Movimento Nossa São Paulo. Foram ouvidos, entre os dias 5 e 14 de janeiro deste ano, 1.512 moradores com mais de 16 anos de todas as regiões da cidade.

De acordo com o levantamento, que abordou mais de 200 itens, 20% dos entrevistados já foram assaltados, agredidos ou vítimas de algum delito em São Paulo. E 49% conhecem alguém que passou pela situação.

Depois da segurança pública, a insatisfação do paulistano é maior com o sistema de saúde pública (70%), seguida pela assistência social e habitação(61%), educação (60%) e transportes (55%).

Câmara Municipal é a instituição menos confiável

Os paulistanos entrevistados pelo Ibope para o Movimento Nossa São Paulo disseram que a Câmara Municipal é a instituição em que menos confiam (apenas 27% de confiança). Em seguida vem o Tribunal de Contas do Município (30%) e o Ministério Público (38%).

As instituições mais confiáveis são o Corpo de Bombeiros (95%) e os Correios (91%).

Outro número que chama a atenção é a quantidade de pessoas sem nenhum interesse (33%) nas eleições municipais deste ano, enquanto 25% disseram ter muito interesse.

Na opinião de 77% dos entrevistados, os investimentos públicos feitos pela cidade de São Paulo estão 'voltados para a população rica'.

A maioria (87%) considera que a aplicação dos recursos do orçamento da cidade atende 'interesses de políticos'. Que o diga o PT, que negociou R$ 3 milhões de emendas por vereador, além da aprovação de projetos e a derrubada de vetos.

Vereadores do PSDB querem aliança com o DEM

A bancada de vereadores do PSDB na capital paulista divulgou nesta quinta-feira uma nota afirmando sua "convicção de que é fundamental preservar a aliança do partido com o DEM".

Na prática, a bancada tucana faz o jogo do governador José Serra (pró-Kassab) contra a pretensão do ex-governador Geraldo Alckmin se lançar candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o que colocaria em risco a continuidade da aliança com o DEM.

"Estamos tratando essa matéria de forma partidária, e não pessoal", declarou o vereador Gilberto Natalini. "Não podemos ser burros e desmanchar uma coisa que vem dando certo. Não trabalhamos com a hipótese de ruptura."

O PSDB tem 12 vereadores na Câmara. Apenas o ex-covista Tião Farias se declara publicamente favorável à candidatura de Alckmin contra Kassab.

Na nota distribuída à imprensa hoje, os vereadores ressaltaram que querem garantir os "avanços conquistados nos últimos anos por um governo que foi eleito e que administra a cidade de acordo com os princípios tucanos de eficiência, austeridade e transparência".

Ao final da nota, os vereadores destacam considerar "extremamente positivo e democrático" os diálogos que vêm acontecendo entre líderes do PSDB, do DEM, Alckmin e Kassab.

"Existem dois momentos de decisão. O tempo de definição da aliança é anterior ao tempo de decisão do candidato", disse o vereador, ressaltando que qualquer um dos nomes que for escolhido será apoiado pela bancada.

Uma coisa é certa: ao priorizar a aliança com o DEM, o PSDB se distancia da centro-esquerda e ganha uma aura muito mais conservadora - o que já levou a dissabores no governo FHC, afastando-o de partidos como o PPS, o PSB e o PDT.

Artigo: "Não sou conduzido, conduzo!"

A tradução do lema em latim estampado na bandeira paulista simboliza bem o espírito desta metrópole que completa 454 anos. São Paulo é heterogênea e única em todos os sentidos, seja do ponto de vista social, cultural, econômico ou político. Seus números impressionam, afinal estamos falando da 19º cidade mais rica do mundo, que convive com o que há de melhor e de pior no mundo globalizado.

A vila que se tornou uma metrópole em menos de um século, sofre com os sintomas do crescimento desordenado cotidianamente: poluição, desigualdade social, congestionamentos e criminalidade. Por isso, em meio às comemorações do seu aniversário, propomos uma reflexão: que São Paulo daremos para as gerações futuras?

Difícil pensar em São Paulo como uma cidade isolada esquecer do estreito conúbio com as macroregiões no entorno com acentuada interdependência econômica. Temos um cinturão de cidades dormitórios, além de Santos e Campinas, cidades com crescimento acentuado, que nos remete o desafio de estabelecer políticas públicas de alcance ampliado, originárias do Poder Público, porém com a participação do Setor Privado e da Sociedade Civil Organizada. Pensada cada vez mais de forma integrada, sem ferir autonomia municipal, buscar soluções e gestões eficientes e modernas para assuntos como a água, resíduos sólidos, saneamento e particularmente a questão de transporte.

O Estatuto da Cidade - Lei nº 10.257 de 10 de julho de 2001- determina as diretrizes gerais de política urbana e dispõe sobre o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, e tem como instrumentos gerais os planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social e o planejamento municipal, em especial: o plano diretor.

É fundamental o avanço na elaboração e aperfeiçoamento de planos diretores regionais. Um instrumento capaz de contemplar a expansão imobiliária, a reurbanização e a dinamização do parque industrial, conciliando a geração de empregos, atividades de lazer e a preservação da sua história. Trata-se de uma estratégica para fazer com que a cidade possa crescer de forma mais equilibrada, adensada e compactada, com utilização melhor do nosso espaço urbano.

A nova vocação da cidade, como pólo de negócios, provoca predomínio do setor de serviços. Revitalizar o centro é essencial, mas também existem espaços vazios de grandes indústrias que permanecem sem utilidade social e não produtivas em várias áreas da cidade. Alguns pólos de aglutinação seriam absolutamente necessários, particularmente nas zonas Leste e Sul, onde acredito que na dimensão da expansão urbana prevista ou da realidade populacional, essa necessidade já existe.

Neste ponto, seria interessante estimular a sua ocupação com cooperativas, incubadoras de empresas ou outros projetos de cunho social e econômico. Mas, o estímulo para a criação desses pólos requer estratégia fiscal, isenções de tributos e linhas de créditos que favoreçam o desenvolvimento econômico e fortalecimento da região. Fato é que temos um conjunto de pólos regionais de atração e de prestação de serviços, com localização agregada de indústrias e alguns deles acabam ordenando um processo de moradia e, conseqüentemente, estabelecendo um padrão de deslocamento da cidade. Seria uma solução para reduzir o alto índice de congestionamentos e o tempo que as pessoas gastam no trajeto casa-trabalho.

Em relação aos nossos escassos recursos hídricos, os grandes corpos d'água que circundam a cidade de São Paulo, particularmente na Zona Sul, devem aumentar a cobrança de melhores cuidados no que diz respeito a sua preservação. No flanco Norte, a Serra da Cantareira tem sido objeto de uma devastação muito acentuada, uma ocupação desordenada que tem provocado problemas graves.

Embora não tenha eficácia imediata, registramos a convicção de que nós, pelas conhecidas características históricas de um processo de urbanização acelerado, temos todas as condições de planejar e humanizar a nossa São Paulo. Para isso, é preciso estabelecer uma norma de conduta à luz de princípios e buscas, no sentido de ser propositivo e ter uma capacidade de indução, sem abrir mão de mecanismos que permitam um permanente aperfeiçoamento.

Em suma, o Plano Diretor Integrado consiste em um procedimento de intervenção na realidade.

Em meio às festividades, da integração entre povos e culturas, São Paulo pode deixar de "ser madrasta" e voltar a ser a cidade das oportunidades. Mas, para isso, todos nós paulistanos, nascidos aqui ou que adotaram a cidade como morada, temos de ajudar a estabelecer um processo de crescimento mais sustentável, do ponto de vista social, ambiental e econômico.

José Valverde
Membro da Executiva do PPS na cidade de São Paulo
Especialista em Direito Ambiental
valverde@arnaldojardim.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Os 454 anos de SP e os novos rumos da cidade

Veja aqui as novidades do Movimento Nossa São Paulo apresentadas nesta quinta-feira, véspera do aniversário da cidade:

• Apresentação dos indicadores sociais, ambientais, econômicos e políticos da cidade de São Paulo;
• Apresentação do processo de acompanhamento da Câmara Municipal e do Orçamento Municipal de São Paulo;
• Apresentação da pesquisa Ibope de percepção da população paulistana sobre a cidade, a administração e os serviços públicos ofertados em São Paulo.
• Lançamento do 1º Fórum Nossa São Paulo – Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável.

Veja ainda todos os detalhes da pesquisa do Ibope que revela que 50% dos paulistanos acham que São Paulo é um lugar “bom” para se morar e 17% consideram “ótimo”. Para 53% dos entrevistados, a cidade está no “caminho certo”; e 47% estão “otimistas” com o futuro da cidade.

Participe também do PROJETO SP, iniciativa do PPS para debater e apontar os novos rumos da cidade de São Paulo.

Charge do Jornal da Tarde: a eleição paulistana

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O Brasil segue emPACado

Sob o comando da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e sem a presença do presidente Lula, o governo federal apresentou nesta terça-feira o balanço de um ano do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.

Dos 2.126 empreendimentos do programa, 86% estão em ritmo adequado, segundo o governo. Outros 12% exigem atenção e 2% estão em estado preocupante. Dos R$ 16,5 bilhões previstos para o PAC no ano passado, apenas R$ 4,5 bilhões foram efetivamente gastos.

Interessante este diagnóstico governista. Assim parece que quase todos os problemas de infra-estrutura do país estão resolvidos. É o fim da picada! (ops! perdão, presidente, mas nem a febre amarela, causada por picada de mosquito, o governo tem competência para controlar)

Turbulências no vôo de Nelson Jobim

Há seis meses, o ministro da Defesa Nelson Jobim chegava como um avião ao governo Lula. Em meio à comoção pela tragédia com o Airbus da TAM, Jobim batia no peito, falava grosso e parecia impor respeito em uma área completamente caótica.

Pois apenas meio ano depois, Jobim parece ter cedido à pressão das companhias aéreas e, entre outras coisas, autorizou a retomada dos vôos com escalas e conexões no local da tragédia, o Aeroporto de Congonhas.

"Congonhas não é e não voltará a ser, em hipótese alguma, ponto de distribuição", disse o ministro em 18 de agosto. Pois está aí a contradição em pessoa. O mesmo Jobim anunciou o fim da proibição de conexões e escalas em Congonhas a partir de 16 de março. Ou seja, o aeroporto paulista voltará a ser um centro de distribuição de vôos ("hub").

Outra contradição? Anunciado com alarde no início de dezembro, o sistema de punição às companhias aéreas que atrasarem ou cancelarem vôos não entrará em vigor antes do carnaval. A medida não foi sequer citada entre as novas regras do setor divulgadas pelo ministro.

Por último, a frase de Jobim ao assumir: “Aja ou saia. Faça ou vá embora”. Não se sabe até quando ele ocupará a cadeira de ministro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Alguém vai explicar ao eleitor quem é quem em SP?

Faltam 256 dias para as eleições municipais e o assunto vai ganhando importância no cotidiano dos cidadãos comuns. Aqui e ali já se discute se os tucanos vão lançar ou não a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin, se há espaço e viabilidade eleitoral para a reeleição de Gilberto Kassab, se o PT vai apostar suas fichas outra vez em Marta Suplicy.

É neste contexto que o PPS apresenta a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, única forma de fugir da polarização entre PT e PSDB. O resto é mais do mesmo.

Na verdade, os tucanos (e agora Kassab) herdaram uma posição que já foi de Paulo Maluf - que é o antipetismo (antes do próprio Maluf se tornar um aliado preferencial do PT e guru dos métodos e práticas do neopetismo pragmático).

Em linhas gerais, o voto paulistano é conservador (com raras exceções como a eleição de Luiza Erundina em 1988 e a de Marta Suplicy em 2000), daí a explicação para o sucesso de figuras como Adhemar de Barros, Jânio Quadros e Maluf. E geralmente o eleitorado opta por um voto oposicionista (Maluf fazer de Celso Pitta seu sucessor serviu apenas para confirmar a regra).

Pois nestas eleições teremos uma situação bem peculiar: quem é situação? quem é oposição? O eleitor que elegeu o tucano José Serra em 2004 votará no continuísmo se optar pelo DEM e na ruptura se votar no PSDB? Uau!

Quem cansou de Marta Suplicy pelo loteamento das subprefeituras e pela relação de promiscuidade com a Câmara Municipal vai fechar os olhos para o fato de Kassab agir quase do mesmo modo (que, diga-se, traz o carimbo malufista de governar)?

A máquina municipal é tucana, chefiada por um demo-pefelista, com usos e costumes do malufismo e do pior do petismo. Alguém aí indica um bom terapeuta?

Alckmin x Serra: o que será que será?

O jornalista Ricardo Noblat comenta hoje em seu blog que "Alckmin tem tudo para virar refém de Serra". E explica:

Sabe por que José Serra e Geraldo Alckmin não se entendem em torno da escolha do candidato do PSDB a prefeito de São Paulo?

É muito simples: um desconfia do outro.

Serra teme que Alckmin, uma vez eleito prefeito, dispute com ele a indicação do PSDB para candidato à sucessão de Lula. Ou apóie a indicação do governador Aécio Neves, de Minas Gerais.

Para infernizar a vida de Serra, Aécio apóia a candidatura de Alckmin a prefeito.

O temor de Serra faz sentido. Alckmin herdaria de Gilberto Kassab (DEM) uma prefeitura nos trinques. E poderia fazer uma boa administração. A lembrança do seu nome para presidente em 2006 o empurraria para cima nas pesquisas de intenção de voto.

A maior parte dos pontos que Serra amealha nas pesquisas decorre da lembrança do seu nome como candidato a presidente em 2002.

Da parte de Alckmin: ficando dois anos sem mandato para concorrer ao governo estadual, ele seria obrigado a virar desde já cabo eleitoral da candidatura de Serra a presidente. Do contrário Serra lhe negaria apoio para ser candidato.

E se Serra mais adiante decidisse apoiar outro nome para o governo? Por que não o de Kassab caso ele se reeleja prefeito? Selaria em definitivo a aliança PSDB-DEM para a eleição presidencial.

Alckmin tem horror à idéia de se tornar refém de Serra. Mesmo assim, tudo indica que não lhe restará outra saída. É jogo jogado o apoio do PSDB à candidatura Kassab. Serra controla a maior fatia do partido.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Qual é a cara do cidadão paulistano?

Nesta quinta-feira, 24 de janeiro, véspera do aniversário de São Paulo, o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade convida para o evento de lançamento de quatro importantes iniciativas:

• Apresentação dos indicadores sociais, ambientais, econômicos e políticos da cidade de São Paulo;
• Apresentação do processo de acompanhamento da Câmara Municipal e do Orçamento Municipal de São Paulo;
• Apresentação da pesquisa Ibope de percepção da população paulistana sobre a cidade, a administração e os serviços públicos ofertados em São Paulo.
• Lançamento do 1º Fórum Nossa São Paulo – Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável.

Na "radiografia do paulistano" preparada pelo Ibope, serão respondidas questões como:

Com transporte público melhor você deixaria seu carro em casa? Existe muita corrupção na capital paulista? Tem ronda policial próximo da sua casa? Já votou em conselhos municipais? Sabia que existem 31 subprefeituras? Você sente orgulho de morar em São Paulo?

Perguntas de áreas tão distintas como estas foram feitas pelo Ibope a 1.500 moradores, nas primeiras semanas de janeiro. A intenção é saber qual a percepção dos paulistanos sobre a cidade. Mais de 200 itens estão sendo avaliados.

Os indicadores, o processo de acompanhamento da Câmara Municipal e do Orçamento Municipal e a pesquisa de percepção realizada pelo Ibope estarão disponíveis no Observatório Cidadão Nossa São Paulo, que pode ser acessado pelo portal do Movimento: www.nossasaopaulo.org.br.

No site, haverá acompanhamento permanente e avaliações periódicas da cidade de São Paulo. O conjunto de informações servirá de base para a agenda que procurará comprometer a sociedade e sucessivos governos com uma cidade justa e sustentável.

O PPS/SP, alguns de seus dirigentes e a vereadora Soninha Francine integram o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.

Data: Quinta, 24/01/08, às 10h
Local: Teatro Anchieta - Sesc Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245

Diga-me com quem andas...

Começam a ganhar corpo as movimentações em torno das possíveis candidaturas à Prefeitura de São Paulo.

De um lado, a ex-prefeita e atual ministra do Turismo Marta Suplicy (PT) já avisou que não tem nenhuma pressa para definir se disputará ou não a eleição de 2008. Apesar disso, o PR (partido do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues) já se coloca como aliado de primeira hora, talvez para marcar um território que pode ser "invadido" por PMDB, PTB e pelos demais seguidores do Governo Lula.

O PMDB, frankenstein da política nacional, também se arvora como a noiva da vez. Cortejado por Marta Suplicy e Geraldo Alckmin (quem te viu e quem te vê... lembre-se que o PMDB já foi rechaçado por ambos), vai valorizar ao máximo o dote até definir com quem prefere se casar.

O PTB é mais um caso esdrúxulo. Está no governo Lula, é presidido nacionalmente pelo mais afiado oposicionista (o cassado Roberto Jefferson) e em São Paulo está nas mãos do deputado Campos Machado (alckmista de carteirinha). É outra legenda que vai navegar para onde soprar o vento.

Existe ainda o "Bloquinho" (união do PDT de Paulinho da Força Sindical, com o PSB de Luiza Erundina, o PCdoB de Aldo Rebelo e o PHS de Zulaiê Cobra), que anuncia a intenção de lançar um candidato de consenso (desde que o entendimento se dê em torno do seu próprio candidato, o que torna o resultado ainda imprevisível).

Enquanto os outros discutem, o PPS entra no jogo

Enquanto prosseguem as duas novelas, uma entre petistas e outra entre tucanos e democratas para o lançamento de Geraldo Alckmin e/ou Gilberto Kassab à Prefeitura, o PPS apresenta a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine como alternativa para qualificar o debate, resgatar princípios e ideais que parecem fora de moda na política, construir um programa de governo verdadeiramente identificado com os cidadãos paulistanos e reaproximar o PPS de movimentos populares e sociais.

Neste fim-de-semana, o Painel da Folha de S. Paulo informou que "Em acerto com as direções nacional e paulista do PPS, Soninha marcou o primeiro evento de sua pré-campanha à Prefeitura de São Paulo para depois do Carnaval. A vereadora vai investir no tema Meio Ambiente."

É verdade, mas não é só isso. Em conjunto com o presidente nacional do partido, Roberto Freire, o presidente estadual Davi Zaia, o municipal Carlos Fernandes (que coordena o processo) e o deputado federal Arnaldo Jardim, começaram a ser definidas algumas estratégias para a ocupação dos espaços deixados pela indefinição entre PSDB e DEM - e por tabela o PT.

Haverá uma ampla agenda de reuniões temáticas e suprapartidárias (com a participação de especialistas, apoiadores de Soninha oriundos dos mais diversos partidos e também sem nenhuma filiação), com a presença dos pré-candidatos a vereador do PPS, para que sejam elaborados projetos para a cidade de São Paulo.

Veja mais aqui sobre o PPS e as eleições paulistanas. Leia também "Por que o PPS?", conheça o "PROJETO SP" e assista ao Canal PPS-SAMPA.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

José Simão para secretário da Desburocratização!!!

O melhor piadista de São Paulo, o colunista da Folha José Simão, tem a solução ideal para a polêmica sobre a anunciada restrição das motos em algumas vias da cidade e a controvertida proibição da garupa (proposta que se arrasta há uma década): "Em vez de tirar as motos das marginais não seria melhor tirar os marginais das motos?".

Claro, Simão. Mas pra que facilitar se a gente pode complicar? Vem aí a Secretaria Municipal da Desburocratização. Dizem que será ocupada pelo deputado estadual Rodrigo Garcia (DEM), ex-presidente da Assembléia, ex-sócio e amigo do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Por que não José Simão?

Começou a boataria na imprensa sobre a Soninha

Isso é um ótimo indício do acerto do PPS na escolha de sua pré-candidata à Prefeitura de São Paulo. Do DEM ao PT, do PSDB ao Centrão, todos a consideram um nome forte. Clique abaixo para ampliar a matéria do Jornal da Tarde desta quinta:

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Jovens da periferia de SP têm revista experimental

Neste sábado (19/1), das 10h às 19h, será realizado o 4º "Dia D" de Menisqüência!, com oficinas de formação e produção de uma revista experimental.

Segundo a auto-apresentação: "Muito mais que uma revista de conteúdo diferenciado, Menisqüência (veja aqui) é uma importante ferramenta de formação, integração e manifestação da expressão criativa de 30 jovens da região Noroeste de São Paulo (distritos de Brasilândia, Taipas e Vila Nova Cachoeirinha), com idade entre 16 e 24 anos."

"A Menisqüência caracteriza-se como alternativa viável de geração de trabalho e renda, uma vez que a distribuição da revista é feita pelos jovens e parte da renda arrecadada fica para eles. Além disso, o projeto contribui para o aperfeiçoamento das habilidades artísticas e empreendedoras dos participantes, sendo também um canal de interação desses jovens com outros de toda a cidade."

A vereadora e pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, que participou da mais recente edição da revista, deverá estar presente.

Local: Centro Cultural da Juventude - Av. Deputado Emilio Carlos, 3.641 - Vila Nova Cachoeirinha.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Depois do "relaxa e goza", a "epidemia de fofocas"

A ministra do Turismo Marta Suplicy, famosa pelo apagão mental que teve ao comentar o apagão aéreo ("Relaxa e goza"), proferiu outra pérola, agora ao comentar o gravíssimo aumento de casos de febre amarela no país.

Feito uma turista em Bonito (MS), talvez infuenciada pelas paisagens paradisíacas do local, Marta afirmou que o país sofre, na verdade, de uma "epidemia de fofocas".

"Temos áreas de risco que estão no Centro-Oeste e Norte. Quem quiser visitá-las e não estiver imunizado tem que tomar a vacina e esperar dez dias. O resto é confusão, turbulência, epidemia de fofocas."

Em junho do ano passado, em plena crise aérea, uma frase da ministra já havia causado repercussão negativa entre os brasileiros que enfrentavam problemas nos aeroportos: "Relaxa e goza, porque você esquece todos os transtornos depois".

Dos seis casos de febre amarela confirmados nesta primeira quinzena de 2008, só uma mulher sobreviveu. Nos 365 dias do ano de 2007, foram cinco mortes. Chegamos ao mesmo número em quinze dias. Enquanto o presidente da República e o secretário da Saúde "tranquilizam" a população, a relaxada Marta goza outra vez da cara de todos nós.

A dívida de R$ 38 milhões do PT e os beneméritos

"A partir de 2004 o PT nunca mais conseguiu fechar o caixa", afirma o secretário de finanças do partido do presidente Lula, Paulo Ferreira.

E se o PT fosse uma empresa? Iria sobreviver no "vermelho" há quatro anos?

Como revelam os balanços que serão entregues ao TSE, o PT amarga um déficit de R$ 38 milhões (o PSDB em torno de 1/3 desse montante, R$ 12 milhões). Isso para ficar nos valores oficiais, reconhecidos. Estão fora do cálculo os recursos do valerioduto, por exemplo, e o assumido Caixa 2.

Mesmo assim, o PT espera saldar a dívida. Como? O gênio das finanças petistas explica: "Mutos empresários se comprometeram a pagar a dívida da campanha", afirma Paulo Ferreira. "Assumiram a dívida."

Ou admitimos todos a hipocrisia que há por trás desses números e dessas declarações, ou estamos diante do maior exemplo de altruísmo da história universal.

O racicínio é simples. A troco do quê os empresários assumiriam a dívida do PT? Quais os favores que eles esperam do partido do poder? Quais os benefícios que receberão por gesto tão nobre?

Quando se fala em financiamento público das campanhas eleitorais, a primeira reação é sempre negativa. Claro, com tantos escândalos envolvendo os partidos e os políticos, como justificar o uso de dinheiro do povo para custear a eleição de um parlamentar ou executivo no Brasil?

Por outro lado, quem é que acaba pagando as contas desse financiamento privado que sustenta os partidos? Quanto vai custar esse "favorzinho" dos empresários que vão saldar esse "carnê do PT" em suaves prestações? Quais as consequências de toda essa benemerência?

Bom, talvez uma próximo entrevista do deputado cassado José Dirceu à Revista Piauí traga mais alguns indícios. Por enquanto, ninguém ouve, ninguém fala, ninguém vê.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Kassab anuncia proibição de motos nas Marginais

Mais polêmica envolvendo as motos em São Paulo, após uma semana em que os motoboys pararam o trânsito em protesto: o prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou medidas drásticas para combater o número de acidentes de moto. Quer impedir que os motociclistas andem na pista expressa das marginais e pretende criar uma faixa exclusiva para as motos, na Avenida 23 de Maio.

Kassab também afirmou que apóia o projeto que proíbe carona nas motocicletas como forma de reduzir a violência na cidade. A lei foi aprovada em 2001 e vetada pela prefeita Marta Suplicy (PT).

O tema controverso voltou a ser discutido agora, quando o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a idéia.

Em São Paulo, os vereadores precisam derrubar o veto para que a proibição entre em vigor. "E Kassab terá de fazer figa para que a intenção dele não caia na Justiça, já que há indícios de inconstitucionalidade na lei", lembra o jornalista Milton Jung, da rádio CBN.

Tucano, chupim, curruíra, tiziu, chorão, corrupião...

Como até as videntes do Viaduto do Chá já sabiam, começou a voar pena no ninho tucano: está esquentando a briga entre alckmistas e serristas pela definição da candidatura do PSDB à Prefeitura de SP.

Ter candidato próprio, como parece mais óbvio e sensato para qualquer partido em uma eleição de dois turnos, ou manter a aliança eleitoral com o atual prefeito (Gilberto Kassab, do DEM) e o seu partido daqui até 2010?

Por outro lado, como disputar contra o atual prefeito se a gestão é marcadamente tucana? Seria meio esquizofrênica a campanha, não?

O último lance das provocações de lado a lado: a declaração do governador de Minas, Aécio Neves, de que o PSDB deve lançar Geraldo Alckmin em São Paulo. A contrapartida nas entrelinhas é o apoio de Alckmin ao sonho presidencial de Aécio em 2010 (contra José Serra, claro).

O penúltimo lance, no final-de-semana: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter declarado que o PSDB deveria manter o apoio a Kassab, guardar Alckmin para o governo em 2010 e apostar na dobrada com Serra para a presidência.

É só impressão ou essas aves emplumadas não se bicam?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ator José Wilker faz declaração de apoio a Soninha

É muito mais que uma simples declaração de apoio. É um depoimento pessoal, parcial, passional. Um manifesto político. Veja aqui o que o ator José Wilker escreveu sobre a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine (PPS) à Prefeitura de São Paulo:

"Ando pensando seriamente em me mudar para SÃO PAULO. Apenas para poder votar lá. Acabo de ler um entrevista de uma moça chamada SONINHA na revista da JOYCE PASCOVICH.

Quero me mudar, mudar meu domicílio eleitoral, para votar nela para prefeita da capital paulista.

É certo que o meu voto não vai alterar em nada o resultado da eleição. Mas, altera alguma coisa em mim.

Eu vejo muitos filmes bobos. Por dever de ofício ou prazer. Até gosto de filmes ruins. Num destes, ruins, há uma frase, aquela daquele momento no qual o filme se pretende “profundo” e que diz mais ou menos assim: “um grande poder vem sempre acompanhado de uma grande responsabilidade”.

Não creio que tenha lá grande poder, mas me sinto responsável no momento em que ocupo este espaço. Ou quando ocupo o seu tempo enquanto você me lê. Pois: após ler a entrevista confirmei minhas suspeitas com a relação ao comportamento dos nossos políticos – com as honrosas exceções de praxe. NÃO HÁ COMO MUDÁ-LOS. Mas, nós podemos mudar. De comportamento ou para SÃO PAULO.

Penso, a sério, em fazer as duas coisas. Tenho certeza de que me farei um bem enorme estando solidário com SONINHA, com as suas idéias, com os seus sonhos, com a sua impaciência, com a sua bicicleta e com o seu espírito cívico.

Enfim, me perdoem o uso indevido do HORÁRIO ELEITORAL, mas feito herói de filme ruim me senti chamado à responsabilidade. E, se puderem, se despertei a curiosidade de vocês, procurem ler a entrevista da SONINHA. É uma lição de vida."

José Wilker

sábado, 12 de janeiro de 2008

Pré-candidato do PPS lidera protesto de motoboys

É manchete de todos os jornais deste sábado a grande manifestação dos motoboys ocorrida ontem. Contra o aumento do seguro obrigatório e as novas regras do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para a categoria, a Associação dos Mensageiros Motociclistas de São Paulo, presidida por Ernane Pastore, pré-candidato a vereador pelo PPS em 2008, organizou o protesto.

Os motoboys reclamam do aumento de 38,25% do seguro obrigatório (Dpvat) - que passa de R$ 184,54 para R$ 255,13 - e das exigências do Contran, como o uso de capacete certificado e outros itens de segurança, que também pesam no bolso do trabalhador.

“Vamos concentrar as motos na frente do apartamento do presidente Lula (em São Bernardo, no ABC). Daremos um tempo a ele para ver se nossas reivindicações serão atendidas. Se não mudar, ele que nos aguarde”, ameaça Pastore.

Reveja aqui a apresentação de Ernane Pastore durante o 1º Encontro dos Pré-candidatos do PPS às eleições de 2008.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Prova fraudada da Câmara será repetida domingo

Serão reaplicadas neste domingo (13/1) as provas para o concurso público da Câmara Municipal de São Paulo que foi cancelado após um flagrante de fraude nos testes de 22 de julho de 2007 (reveja aqui).

Foram 110.097 candidatos inscritos disputando 197 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Ou seja, uma média de 559 candidatos por vaga. Isso significa uma concorrência 10 vezes maior que o vestibular da Fuvest, por exemplo. A remuneração varia entre R$ 755,66 e R$ 5.137,57.

A fraude foi descoberta porque dos sete primeiros colocados para o cargo de Técnico Administrativo, quatro tinham relações de parentesco, sendo que três tinham o mesmo sobrenome. Além disso, os candidatos também apontaram que uma dessas pessoas seria estagiária da Imesp, a Imprensa Oficial do Estado – onde as provas foram rodadas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Publicar escala de médico é invadir privacidade???

Até no recesso da Câmara Municipal, os vereadores de São Paulo conseguem fazer bobagem. O tal Centrão, principalmente.

A intenção do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de publicar a escala dos médicos do município na Internet provocou a ira do vereador Paulo Frange (PTB), médico ligado ao Hospital São Camilo, que promete recorrer à Justiça para impedir esta boa iniciativa de transparência e sensatez.

A medida ainda está em estudo, mas já foi duramente criticada pelo petebista ontem. Resta saber como se comportarão os demais integrantes do grupo. Frange, que é um dos líderes do Centrão, argumenta que a divulgação da escala, se implantada, fere o direito à privacidade dos médicos da rede municipal.

Privacidade? Quer dizer que a divulgação do nome do médico no local de trabalho (público!) onde ele deveria estar, pago com o seu, o meu, o nosso dinheiro, é "invasão de privacidade"? Ora, ora...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Americano é tão bonzinho...

Quem lê as notícias de hoje na Internet lembra do velho bordão humorístico da TV: "Brasileiro é tão bonzinho...". Os americanos também. Afinal, o jornal americano Miami Herald estampou que São Paulo "virou a mesa" na guerra contra o crime e é exemplo a ser seguido.

Ora, ora. Que beleza! Então quer dizer que já podemos sair tranquilos nas ruas de São Paulo? Se os americanos estão dizendo...

"O Estado mais rico e populoso do Brasil está colhendo os frutos de oitos anos de uma campanha de segurança pública que reduziu os índices de violência e se tornou modelo para outros Estados do país", afirma a reportagem publicada nesta quarta-feira.

"Desde 1999, as taxas de homicídio caíram 70% em todo o Estado, e os índices de roubo armado, roubo de veículos e outros crimes também reduziram."

O jornal publica uma entrevista com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Mazagão, que qualifica o dia 7 de dezembro como um "marco" na história da capital.

Pela primeira vez em cinco décadas, disse Mazagão ao jornal, "este foi o primeiro dia em que a cidade de São Paulo não registrou nenhum homicídio". Como se isso não fosse uma simples coincidência e sim fruto da ação governamental.

O Miami Herald ressalta que a taxa de homicídios em São Paulo, de 11 para cada 100 mil habitantes, "ainda que seja o dobro da dos Estados Unidos, é a metade da média nacional e apenas um quarto do índice de homicídio no Rio de Janeiro, onde batalhas armadas entre a polícia e as gangues tiram centenas de vidas".

O que fez a diferença no caso de São Paulo, afirma o diário, "é simples, mas revolucionário".

"A polícia estadual concentrou esforços em serviços de inteligência para conhecer melhor as gangues antes de confrontá-las, evitando trocas de tiros e a morte de inocentes".

É quase o paraíso tropical. Os tucanos agradecem. Resta saber se a população paulista engole a "patriotada às avessas" dos americanos.

Um presente de aniversário para a cidade de SP

Para o dia 24 de janeiro, véspera do 454º aniversário da capital paulista, o Movimento Nossa São Paulo prepara o lançamento de quatro importantes iniciativas:

• Apresentação dos indicadores sociais, ambientais, econômicos e políticos da cidade de São Paulo;
• Apresentação do processo de acompanhamento da Câmara Municipal e do Orçamento Municipal de São Paulo;
• Apresentação da pesquisa Ibope de percepção da população paulistana sobre a cidade, a administração e os serviços públicos ofertados em São Paulo.
• Lançamento do 1º Fórum Nossa São Paulo – Propostas para uma Cidade Justa e Sustentável.


Os indicadores, o processo de acompanhamento da Câmara Municipal e do Orçamento Municipal e a pesquisa de percepção realizada pelo Ibope estarão disponíveis no Observatório Cidadão Nossa São Paulo, que pode ser acessado pelo portal do Movimento: www.nossasaopaulo.org.br.

No site, haverá acompanhamento permanente e avaliações periódicas da cidade de São Paulo. O conjunto de informações servirá de base para a agenda que procurará comprometer a sociedade e sucessivos governos com uma cidade justa e sustentável.

Dia: 24/01/08, às 10h
Local: Teatro Anchieta - Sesc Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Rede Globo: quem te viu e quem te vê...

A invasão da favela da Portelinha e a quase-morte do protagonista Juvenal Antena (Antonio Fagundes), na novela de Aguinaldo Silva, comprovaram que a Rede Globo tem mesmo "Duas Caras". O trocadilho é infame, claro. Mas, em plena guerra de audiência com a Record, emissora comtrolada pelos bispos da Igreja Universal, foi interessante o sincretismo demonstrado pela Globo entre os religiosos da favela, no capítulo que culminou com as mortes da filha do pastor e da mãe-de-santo.

A fé, a solidariedade, a honestidade de princípios e a convivência pacífica entre os adeptos das diferentes religiões deram um tom diferente do que geralmente as novelas globais apresentam, principalmente sobre as igrejas evangélicas. E, do lado inverso, livre do preconceito dos evangélicos contra a cultura afro-brasileira.

Outra cena bastante polêmica e controvertida foi aquela em que o líder comunitário Juvenal Antena justifica a invasão das terras pelos moradores que formariam o primeiro núcleo da Portelinha, com um discurso de fazer inveja ao MST e argumentos que nem o PT usava quando pensava ser um partido de vanguarda. É a Globo à esquerda de Lula, quem diria!

Soninha aparece em 4º lugar na enquete da Folha

A Folha Online tem uma enquete aberta à participação de todos os internautas sobre a intenção de voto para a Prefeitura de São Paulo. Veja e vote aqui.

A vereadora Soninha Francine, pré-candidata do PPS, aparece neste momento na 4ª colocação, com 7% dos votos, à frente de candidatos tradicionais como Paulo Maluf (PP) e Luiza Erundina (PSB).

À frente de Soninha, repetindo os resultados de todas as pesquisas recentes, aparecem Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), praticamente empatados na casa dos 30%. O prefeito Gilberto Kassab vem em seguida, com 11%.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Crise à vista: César Maia compara Serra a Pilatos

Em seu ex-blog, Cesar Maia, prefeito do Rio e pai do presidente do DEM, Rodrigo Maia, sinaliza hoje que a intenção de José Serra repetir a aliança entre tucanos e democratas (ou pefelistas enrustidos) não será fácil na sua desejada corrida presidencial em 2010.

"COMO QUER SER PRESIDENTE UM GOVERNADOR QUE SE LIXA PARA A FEDERAÇÃO SÓ PARA LIVRAR O SEU??????? 2010 VEM AÍ E ELE SERÁ COBRADO! PILATOS!", provoca textualmente Cesar Maia, assim com todos os pontos e letras maiúsculas que tem direito.

A reação do prefeito do Rio é motivada por reportagem da Folha de S. Paulo que relata acordo entre Lula e Serra, que garante verbas para o metrô paulista.

Segundo a matéria, "acerto evita batalha judicial sobre venda da folha salarial do Estado a banco privado; em troca, União libera R$ 270 milhões."

Os acertos entre o PT e a ala serrista do PSDB não param por aí. Na Assembléia paulista, Serra não encontra grandes dificuldades para governar. Na Câmara paulistana, o sucessor e aliado Gilberto Kassab (DEM) também tem recebido tratamento light da oposição. Além disso, Serra defendeu publicamente a prorrogação da CPMF, fazendo o jogo do Planalto e agradando o presidente.

Será que agora é Cesar Maia quem está lavando as mãos e entregando o aliado Serra à crucificação? Barrabás!

Indefinição entre Kassab e Alckmin dá o tom em SP

Completamos a primeira semana de janeiro com a novela que marcará esse período pré-eleitoral, até meados de abril (com reflexos até as convenções partidárias, no mês de junho): quem será o candidato de tucanos e democratas para a Prefeitura de São Paulo?

Numa demonstração do quanto está disposto a manter seu nome em evidência, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) está cumprindo agenda típica de candidato, com presença constante na periferia paulistana.

"Um partido que tem expectativa de poder, como é o caso do PSDB em São Paulo, não pode abrir mão disso. É estranho que defendam isso", argumenta o deputado federal Edson Aparecido.

Outro aliado de Alckmin, o deputado federal Sílvio Torres afirma que a cidade de São Paulo será "a vitrine" das eleições do ano que vem, a primeira batalha da guerra pela Presidência da República. Segundo ele, o PT deverá apostar todas as fichas na cidade. "2010 começa em 2008. Não podemos permitir que o PT vença em São Paulo", disse Torres.

Por outro lado, tucanos ligados a José Serra insistem na idéia de apoio a Kassab sob o argumento de que a preservação da aliança com o DEM é a prioridade. Além disso, advertem para o impacto que o lançamento de duas candidaturas exerceria sobre a administração municipal.

No primeiro escalão, os indicados pelo ex-prefeito e hoje governador José Serra chegam a 15 dos 21 secretários municipais. Também 22 dos 31 subprefeitos são da cota tucana.

Um racha entre PSDB e DEM, cada qual lançando candidato próprio, assusta quem integra hoje o governo. "Não quero falar sobre essa hipótese. Aposto na preservação dessa aliança. Prometo dar minha alma pela aliança", reagiu o secretário de Esportes Walter Feldman, ao responder se terá de deixar a prefeitura. Aliás, ele é candidatíssimo a vice de Kassab.

Vamos acompanhar os próximos capítulos. O primeiro semestre será bem agitado.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Mensalão: Zé, toma que o filho é teu!

É reveladora a briga entre os pais do mensalão, escândalo que levou à cassação dos deputados Roberto Jefferson (PTB) e José Dirceu (PT) no início do governo Lula.

Ambos, que sofrem da "síndrome da mariposa" (as luzes da mídia exercem uma atração irresistível sobre eles) voltaram a bater boca publicamente. Primeiro foi a entrevista de Dirceu, agora vem a provocação de Jefferson. É a briga do roto e do rasgado.

"Dá-lhe, Zé! Bota pra fora! Conta o que você sabe, que aí nós vamos enterrar a hipocrisia!", provoca Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, autor da denúncia do mensalão e cúmplice dos métodos e práticas de sustentação do lulismo.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, considera que a entrevista dada pelo ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, à revista Piauí constitui-se uma confissão que deve ser acrescida ao processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão.

“É uma confissão de quem conhecia o mensalão até pelo cargo que ocupava. É preciso que tais afirmações constem dos autos do STF”, afirma Freire. “Essa entrevista traz alguns elementos de notícia-crime (as doações de empresários ao Delúbio Soares) que merecem a análise do Ministério Público.”

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

José Dirceu em "A volta dos que não foram"

O ex-presidente do PT e deputado federal cassado José Dirceu, cérebro e braço direito da eleição de Lula para a presidência da República, volta com tudo para a mídia, do jeitinho que ele sempre gostou: fazendo provocações e causando polêmicas.

Leia abaixo algumas declarações de Dirceu na reportagem de 12 páginas publicada na edição da revista Piaui que chega hoje às bancas:

“Ela (a ex-senadora Heloísa Helena, presidente do PSOL) votou contra a cassação do Luiz Estevão. Votou mesmo, e por motivos impublicáveis. Mas nunca a deixamos sozinha.”

"É um gaiato (Garibaldi Alves, atual presidente do Senado). Já trocou o guarda-roupa e deve estar arrumando os dentes, e isso vai dar um trabalho danado”. “Esse Garibaldi tem duas rádios. E fica por isso mesmo.”

"O senador Jefferson Péres (PDT-AM) fica aí posando de arauto da moralidade e a mulher trabalha no gabinete dele. É nepotismo.”

"A sede do PT em Porto Alegre foi feita só com dinheiro de caixa dois. Era com mala de dinheiro."

"Esse pessoal (de outras correntes do PT) é assim. Chegava para o Delúbio e falava: 'Delúbio, preciso de 1 milhão'. Como é que alguém vai arrumar esse dinheiro assim, de uma hora para outra? Aí, quando não recebiam o dinheiro, diziam que estavam sendo preteridos porque eram de uma outra corrente, de uma outra ala, que a direção era autoritária. O pobre do Delúbio tinha que ir aos empresários conseguir doações. Aí, estoura o mensalão e esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala. O que não dizem é que a mala era para eles."

“Se eu ainda tivesse a petulância de me candidatar à Presidência, era capaz até de ser eleito.”


Ok, por hoje basta de José Dirceu.

4 de janeiro: 20 anos sem o cartunista Henfil

"O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime." (Henfil)

Henrique de Souza Filho, o Henfil, nasceu em 5 de fevereiro de 1944, em Riberão das Neves (MG), e morreu em 4 de janeiro de 1988, no Rio de Janeiro, aos 43 anos. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista e foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época.

Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou, ainda, em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante sua atuação nos movimentos políticos e sociais do país. Veja mais aqui. Leia também mais sobre Henfil e os seus irmãos Betinho e Chico Mário aqui.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ainda repercute a retaliação à Soninha na Câmara

Leia abaixo as notas publicadas hoje no Diário de S. Paulo e veja aqui também o detalhamento das emendas de Soninha:

Começou a selvageria: SP e Minas saem na frente

Entra ano, sai ano e a selvageria continua. Começamos bem 2008, nos dois maiores estados do país, envolvendo as polícias civil e militar dos governadores e presidenciáveis tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

Em Minas, um incêndio na cadeia de Rio Piracicaba matou 8 presos porque o carcereiro resolveu sair com a única chave da cela.

Em Itu, no interior de São Paulo, PMs são acusados de cometer abuso durante busca por suspeitos de assaltar policial de folga. Mataram um, prenderam dois, espancaram, invadiram casas e agrediram até um menino de 7 anos.

E assim entramos neste 2008, repetindo o pior de 2007.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Serra x Alckmin: o xadrez da sucessão paulistana

O ano de 2008 começa com a grande expectativa do xadrez da sucessão municipal, uma espécie de revanche da disputa iniciada no ninho tucano em 2006, entre José Serra e Geraldo Alckmin. Naquela oportunidade, todos sabemos, Alckmin levou a melhor e foi o candidato presidencial do PSDB, adiando por pelo menos quatro anos a obsessão serrista de subir a rampa do Planalto e suceder Lula (para quem perdeu em 2002).

Pois agora também os destinos da Prefeitura de São Paulo parecem estar nas mãos de ambos: Alckmin é disparado o favorito nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Serra aposta todas as fichas em Gilberto Kassab, que demonstrou impressionante fidelidade ao herdar a cadeira de prefeito e manter a administração exatamente como Serra planejou e executou por dois anos.

Por fora corre a ex-prefeita e atual ministra do Turismo, Marta Suplicy, pressionada pelo PT para entrar na disputa, mas que na verdade sonha com um vôo mais alto em 2010.

Já faz parte do folclore político a imagem maquiavélica de José Serra. Gênio difícil, não engoliu ainda a derrota interna para Alckmin no PSDB, há dois anos. Ao assumir o Governo do Estado, fez uma "limpeza" e exonerou toda a equipe de confiança do antecessor.

Na corrida municipal, Serra sabe que o único nome para defender a sua administração e lhe garantir um palanque para 2010 é mesmo Kassab.

Restaria a Alckmin uma entre as seguintes alternativas: enfrentar Serra outra vez dentro do PSDB e impor a sua candidatura à Prefeitura ou fazer um acordo para não entrar na disputa municipal com o compromisso de ser o candidato oficial da chapa PSDB/DEM à sucessão estadual em 2010, enquanto Serra tenta a presidência.

Os dois movimentos são arriscados. Se insistir em ser o prefeiturável tucano, Alckmin sabe que vai rachar definitivamente o PSDB e a aliança com os Democratas. Imagine como ficaria a máquina municipal com o lançamento simultâneo de Alckmin e de Kassab. Tucanos como os secretários Andrea Matarazo e Walter Feldman estão inclusive em campanha declarada para emplacar a vaga de vice na chapa encabeçada por Kassab.

Por outro lado, ficar sem mandato até 2010 e depender única e exclusivamente da palavra de Serra parece demais para os alckmistas. Veja aqui o posicionamento do PPS, que apresenta a pré-candidatura da vereadora Soninha Francine, diante deste quadro da sucessão paulistana. Essa disputa promete!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Que venha 2008: ano de eleições municipais

De acordo com a tradição popular brasileira, o ano só começa depois do Carnaval. Em 2008, então, vamos começar bem cedo. O Carnaval vai de 1 a 5 de fevereiro. Para o PPS, porém, o ano de 2008 já começou em 2007.

Foi em 2007 que, atendendo as exigências da legislação e antecipando a nossa estratégia eleitoral para 2008, trouxemos para o partido personalidades como a vereadora Soninha Francine, o medalhista olímpico e ex-secretário de Esportes de São Paulo Lars Grael, o ex-goleiro e eterno ídolo corintiano Ronaldo Giovanelli, o ex-vereador e sindicalista Cláudio Fonseca, a advogada especialista na Defesa do Consumidor, Rosana Chiavassa, o médico Fábio Kassab, o empresário Ciro Batelli, entre outras aquisições importantes para a renovação do PPS paulistano e a construção do PROJETO SP. Clique e participe!

Reveja aqui quem são as caras novas do PPS/SP, que vão nos permitir requalificar o debate sobre a cidade, resgatar princípios e ideais que parecem fora de moda na política, construir um programa de governo verdadeiramente identificado com os cidadãos paulistanos e reaproximar o PPS de movimentos populares e sociais.

Releia aqui também tudo o que já publicamos no Blog do PPS/SP sobre a pré-candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo e a sua atuação impecável na Câmara paulistana.

PPS promove encontro de pré-candidatos em 23/2

O Diretório Estadual do PPS/SP já está organizando para o dia 23 de fevereiro de 2008 um grande encontro dos pré-candidatos de todos os municípios paulistas, na Assembléia Legislativa, para unificar o discurso do partido, compartilhar experiências administrativas e estabelecer diretrizes de políticas públicas com a cara do PPS.

Será um dia inteiro de atividades, com palestras, debates e painéis temáticos (Segurança, Meio Ambiente, Esporte e Juventude, Governança Local, Legislação Eleitoral etc.), reunindo os potenciais candidatos do PPS com especialistas em cada tema, além dos parlamentares do partido, prefeitos, secretários de Estado e até o governador José Serra (PSDB).

Traremos oportunamente mais informações, os nomes dos palestrantes confirmados e o roteiro completo do evento.

Reveja aqui também como foi o 1º Encontro de Pré-candidatos realizado pelo PPS paulistano, em novembro de 2007.