domingo, 21 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um 2009 do jeito que a gente quer!

Para dar férias também aos internautas que acompanham o Blog do PPS/SP, voltaremos a postar normalmente no dia 5 de janeiro de 2009, ou excepcionalmente se houver algum fato político importante.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Núcleo de Meio Ambiente encerra atividades do ano

Em encontro realizado na Câmara Municipal de São Paulo, aconteceu no dia 16 de dezembro a última reunião do ano de 2008 do Núcleo de Meio Ambiente do PPS/SP.

Estiveram presentes membros do diretório paulistano do partido, assessores e representantes dos vereadores eleitos para a próxima gestão, filiados e não filiados, além de e integrantes de movimentos sociais e ambientais da cidade.

O núcleo, que se reúne desde 2005, tem como principal meta desenvolver dentro do PPS - e fora dele - os temas ambientais de maior relevância para a cidade.

"Ao fim de um ano eleitoral de extraordinária relevância no âmbito municipal do partido, tornou-se imprescindível uma reunião final para avaliação das atividades deste ano e planejamento estratégico para 2009", explicou Ricardo Ribeiro, assessor parlamentar da vereadora Soninha e integrante do Núcleo.

Aliás, esse grupo de trabalho teve participação decisiva na elaboração do programa de governo da candidatura de Soninha à Prefeitura na área ambiental.

Além de temáticas tradicionais como Política Urbana, Resíduos, Recursos Hídricos e Educação Ambiental, a discussão do programa levou à conclusão de que, para o controle dos impactos das mudanças climáticas, tanto quanto para a efetivação do desenvolvimento sustentável e sustentado da sociedade, é necessária a efetivação de um modelo municipal de gestão ambiental interada e compartilhada.

Algumas das atividades propostas para 2009: apoiar as ações da nova bancada de vereadores; acompanhar os fóruns de agenda 21 da cidade e os Conselhos Regionais de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz; trabalhar pela implantação do Plano Diretor, assim como de políticas municipais de mudanças do clima e de resíduos; estudar novos modelos de relação entre produção e consumo; fomentar a integração entre a o setor produtivo, a sociedade civil organizada e o poder público através de painéis e debates.

Como início das atividades, a preparação da pauta ambiental para discussão nos encontros partidários no primeiro semestre de 2009 e a criação do espaço ambiental na sede. Esta é a "Agenda 23" de novo em andamento. Participe!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Veja fotos do Encontro dos Eleitos para download

Estão aqui disponíveis para visualização e dowload todas as fotos do Encontro de Prefeitos, Vice e Vereadores Eleitos do PPS, realizado neste mês no centro de São Paulo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Vereadores do PPS são diplomados em São Paulo

Os dois vereadores eleitos pelo PPS nas eleições municipais da cidade de São Paulo, Professor Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira, foram diplomados pela Justiça Eleitoral na manhã desta quinta-feira (18), em cerimônia realizada no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Além dos nossos vereadores, receberam diploma o prefeito eleito Gilberto Kassab e a vice Alda Marco Antonio, além de todos os outros 53 vereadores eleitos.

"A enorme responsabilidade dos senhores é engrandecida pela magnitude da cidade, que é o quinto colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia", afirmou o desembargador Marco César Muller Valente, presidente do TRE/SP, dirigindo-se aos eleitos na abertura da solenidade.

Prestigiaram a solenidade, entre outras autoridades, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire; o presidente municipal, Carlos Fernandes; o secretário municipal de Serviços de São Paulo, Dimas Ramalho; o subprefeito da Casa Verde, Marcos Gadelho; o secretário-geral do PPS em São Paulo, Nelson Teixeira; o secretário da Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, representando o governador José Serra; o deputado Waldir Agnello, 1º vice-presidente da Assembléia Legislativa, representando o presidente Vaz de Lima, e o desembargador Armando Sérgio de Toledo, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, além de diversos militantes e dirigentes partidários.
(Texto e foto de César Hernandes)

PPS/SP comemora 2008 e já se prepara para 2009

O Diretório Municipal do PPS paulistano promoveu nesta quarta-feira, 17 de dezembro, uma festa de confraternização e balanço das conquistas de 2008 - com a eleição de dois vereadores e a expressiva votação de Soninha Francine para a Prefeitura, após uma campanha que mostrou que é possível fazer política de alto nível, discutindo a cidade e valorizando os cidadãos.

Com a presença dos vereadores Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira, de militantes históricos do Partidão, como Maria Sallas e Alberto Negri, de boa parte dos candidatos e candidatas que compuseram a chapa do PPS neste ano, do candidato a vice João Batista de Andrade e da própria Soninha, todos demonstraram otimismo e grandes expectativas para 2009.

O presidente municipal Carlos Fernandes e o vereador Claudio Fonseca fizeram questão de ressaltar a importância de cada voto conquistado pelo partido para o resultado obtido, graças ao esforço e ao trabalho de cada candidato, militante, funcionário ou dirigente do PPS.

Diplomação e posse

Nesta quinta-feira, 17 de agosto, ocorreu a diplomação do prefeito Gilberto Kassab e dos vereadores eleitos na Assembléia Legislativa. O presidente nacional do PPS Roberto Freire prestigiou o evento.

A posse do prefeito e dos vereadores ocorrerá no dia 1º de janeiro, na Câmara Municipal de São Paulo.

Diário de S. Paulo especula sobre futuro de Soninha

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PPS faz reunião sobre Meio Ambiente nesta terça

O Núcleo de Meio Ambiente do PPS/SP convida para a última reunião de 2008, na terça-feira, 16 de dezembro, às 18h, na Câmara Municipal de São Paulo (1º Subsolo - Sala B).

Consta da pauta de encerramento do ano a revisão das propostas do programa de governo apresentadas pelo PPS na campanha de Soninha à Prefeitura, diretrizes para discussão e atuação do partido, a contextualização das políticas municipais de meio ambiente e o planejamento estratégico para 2009.

Haverá ainda uma exposição de André Vilhena, diretor executivo do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem, sobre Política Ambiental Integrada. A participação é aberta a todos os interessados.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A tese da proporcionalidade na Câmara de SP

A tese da proporcionalidade das bancadas é tradição no parlamento brasileiro: a maior bancada partidária geralmente indica o presidente da Casa legislativa, a segunda maior bancada faz o secretário-geral e assim por diante. Não é regra, mas é praxe. E acaba, digamos assim, fazendo algum sentido e certa justiça.

No Congresso mudou-se a regra: assim como abriu mão na Câmara dos Deputados para eleger Arlindo Chinaglia (e antes Aldo Rebelo, para ficar apenas em dois exemplos), o PMDB pode repetir o gesto no Senado para beneficiar o PT.

Na Câmara Municipal de São Paulo, a existência do chamado "Centrão" também inviabilizou o acordo da proporcionalidade, chegando a deixar o PSDB de fora da composição da Mesa Diretora, ou atraindo individualmente dissidentes tucanos.

Se fosse agora respeitar a proporcionalidade, a Mesa da Câmara teria para a próxima legislatura um presidente do PSDB, um vice-presidente do DEM e um secretário-geral do PT. É uma tese a ser levada em conta. Os vereadores eleitos pelo PPS Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira já conversam sobre o assunto, com o apoio da direção do partido.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Uma cachorrada com o povo de São Bernardo

O cantor Frank Aguiar, conhecido como "cãozinho dos teclados" por uma espécie de latido ou ganido que emite entre as suas canções, é daquelas celebridades midiáticas que acaba entrando na política e se elegendo na esteira da fama artística.

Não se tem notícia de algo concreto (e positivo) que tenha feito, mas até aí nenhuma novidade: a maioria da população desconhece a produtividade de quase todos os deputados que elege e manda para Brasília.

O problema de Frank Aguiar é outro: eleito deputado federal em 2006pelo PTB, acabou compondo como vice a chapa do candidato petista à Prefeitura de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. Ganharam, e aí surgiu o problema: abrir mão da cadeira de deputado para ser mero coadjuvante do poder no ABC?

Para abdicar do cargo de vice-prefeito, Frank Aguiar alega estar recebendo pressão do presidente Lula, do prefeito Luiz Marinho, da bancada petebista e do povo de São Bernardo para permanecer em Brasília, onde seria mais "útil".

Utilidade à parte, a pergunta que fica é: porque então se candidatou a vice?

Só lembrando que se renunciar ao mandato de deputado para assumir como vice-prefeito em São Bernardo, deve assumir pelo PTB na Câmara dos Deputados o segundo suplente Luiz Antonio Fleury Filho, ex-governador de São Paulo (porque o primeiro suplente do PTB deixou o partido).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Maior tarefa é preparar o partido para disputar 2010

A Direção do PPS/SP começou a trabalhar para construir um programa de governo para o Estado e montar chapas competitivas e representativas do partido para as eleições de 2010. Uma comissão eleitoral já foi constituída neste sentido e se reuniu pela primeira vez nesta semana.

"Estamos movimentando o partido para montar uma boa chapa para as eleições de 2010", afirma o presidente do PPS paulista, deputado estadual Davi Zaia. "Teremos chapa pópria de deputados estaduais, federais, senador e quem sabe até candidato a governador. Para presidente achamos o Serra um bom candidato."

Zaia ressalta que está empenhado também em "um processo grande de reorganização do partido nos municípios, preparando os congressos municipais, estadual e nacional, conforme nosso calendário aprovado pelo Diretório Nacional".

No sábado (6/12), houve um encontro de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos pelo PPS em 2008. na véspera (sexta, 5/12), os deputados estaduais, federais e os prefeitos eleitos foram recebidos pelo governador José Serra no Palácio dos Bandeirantes.

"Assim vamos tentando driblar as notícias sobre a fusão e outras que tiram o foco da nossa tarefa pricipal que é preparar o partido para as disputas próximas", afirma o preesidente estadual.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PPS unifica discurso e ação dos recém-eleitos

Com a presença dos cinco deputados estaduais (Davi Zaia, Vitor Sapienza, Roberto Morais, Alex Manente e Luiz Carlos Gondim), dos deputados federais Arnaldo Jardim e Dimas Ramalho, e do presidente nacional Roberto Freire, o Diretório Estadual do PPS reuniu neste sábado (6/12) os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores recém-eleitos pelo partido.

O encontro realizado em um hotel no centro de São Paulo serviu para reforçar a unidade do PPS e demonstrar na prática o trabalho bem sucedido que vem sendo realizado na capital e no interior.

Foram ressaltados os desafios do PPS para os próximos anos e a agenda política de 2009 (incluindo os congressos partidários e a montagem de chapas para as eleições de 2010).

O vereador paulistano Claudio Fonseca falou sobre o tema Educação. Os prefeitos reeleitos José Carlos Hori, de Jaboticabal, e Emílio Bizon Neto (foto), de São Sebastião da Grama, apresentaram a experiência em seus municípios por meio de administrações que têm a "cara do PPS", com iniciativas e soluções que servem de modelo para os demais gestores.

Exemplo disso é o reconhecimento de entidades da sociedade civil como a Abrinq, que todos os anos aponta os "prefeitos amigos da criança" e assume compromissos com as gestões municipais para priorizarem políticas públicas para a criança e o adolescente, fundamentadas nos eixos da educação, saúde e proteção.

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, recomendou que todos os prefeitos eleitos pelo partido assumam esses compromissos da Abrinq. Também foram citadas outras iniciativas importantes como o Movimento Nossa São Paulo e o Prefeito Empreendedor do Sebrae.

Leia também:

PPS elege prefeitos em municípios importantes do interior

Confira os 29 prefeitos e 39 vice-prefeitos do PPS/SP

Veja os vereadores eleitos pelo PPS no Estado em 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PPS promove encontro de eleitos neste sábado

O Diretório Estadual do PPS de São Paulo vai realizar neste sábado, dia 6 de dezembro, a partir das 9h30, um grande encontro com todos os vereadores, prefeitos e vice-prefeitos eleitos pelo partido no pleito de 2008.

Segundo o presidente do PPS paulista, deputado estadual Davi Zaia, "será um momento de conhecermos a todos, trocar experiências e reafirmar as nossas propostas".

Além dos recém-eleitos do PPS paulista, estarão presentes o presidente nacional do partido, Roberto Freire, os deputados federais e estaduais, e a secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães Castro.

O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-líder do PPS na Câmara dos Deputados, e o deputado estadual Davi Zaia, presidente do partido em São Paulo, falarão sobre os desafios do PPS e a agenda de 2009 (incluindo os congressos partidários e a montagem de chapas para as eleições de 2010).

Prefeitos como José Carlos Hori (Jaboticabal), Emílio Bizon Neto (São Sebastião da Grama) e Luiz Carlos Meneghetti (Araras) vão falar sobre a experiência de seus municípios.

Mais informações serão divulgadas no site do PPS/SP. Ou ligue para o Diretório Estadual: (11) 3675-6492/ 3477-2388/ 2157-8823.
Encontro dos Eleitos do PPS/SP
Data: Sábado, 6 de dezembro
Horário: a partir das 9h30
Local: Shelton Inn (Hotel Planalto)
Av. Cásper Líbero, 115 - Centro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Polêmica na Câmara: advogados fora do rodízio?

Uma coisa pelo menos o vereador Edivaldo Estima (PPS) conseguiu na sua despedida da Câmara Municipal: ganhou enorme espaço na mídia com o projeto que libera do rodízio municipal de veículos todos os advogados de São Paulo - e que deve ser colocado em votação nesta semana.

Sem legenda para disputar a reeleição pelo PPS, portanto nos seus últimos dias de mandato, Estima tenta emplacar este projeto extremamente polêmico, que já foi aprovado em primeira votação e depende agora da maioria de votos do plenário para seguir para sanção ou veto do prefeito Gilberto Kassab.

Entre os defensores da proposta está o presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D' Urso, para quem o deslocamento dos advogados é uma necessidade de emergência que justifica "furar" o rodízio. Já são liberados da restrição imposta aos motoristas paulistanos, os médicos e os deficientes físicos.

Quem é contra o benefício alega que uma série de outras categorias teria o mesmo direito, como enfermeiros e professores, por exemplo, o que acabaria prejudicando a população da cidade. Há cerca de 85 mil advogados em São Paulo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PPS promove encontro de eleitos neste sábado

O Diretório Estadual do PPS de São Paulo vai realizar no próximo sábado, dia 6 de dezembro, a partir das 9h30, um grande encontro com todos os vereadores, prefeitos e vice-prefeitos eleitos pelo partido no pleito de 2008.

Segundo o presidente do PPS paulista, deputado estadual Davi Zaia, "será um momento de conhecermos a todos, trocar experiências e reafirmar as nossas propostas".

Mais informações serão divulgadas no site do PPS/SP. Ou ligue para o Diretório Estadual: (11) 3675-6492/ 3477-2388/ 2157-8823.
Encontro dos Eleitos do PPS/SP
Data: Sábado, 6 de dezembro
Horário: a partir das 9h30
Local: Shelton Inn (Hotel Planalto)
Av. Cásper Líbero, 115 - Centro

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Vereador Virtual do PPS atravessa fronteiras

A experiência do "Vereador Virtual" (reveja aqui) apresentada pelo PPS nas eleições deste ano gerou uma proposta ainda mais radical e abrangente. Na Espanha, articula-se para 2012 o lançamento do "Partido da Internet".

A idéia básica é a democracia sem intermediários, com o surgimento de um partido que só toma decisões através dos cliques dos eleitores na internet. Sem tirar nem por, idêntico ao vereador virtual do PPS.

O lema do partido da Internet: ¿Cansado de los políticos? ¿Decepcionado? ¡Mantén el control de tu voto! Vota al Partido de Internet. ¡Vótate! Veja mais aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Soninha esclarece boatos sobre Subprefeitura

Em entrevista ao jornalista Milton Jung, da rádio CBN, a vereadora Soninha Francine (PPS) esclarece os boatos sobre a sua possível indicação para uma Subprefeitura na gestão de Gilberto Kassab (DEM). Ouça aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais um "anúncio" feito pelos jornais...


Soninha: "Futuro do pretérito, outra vez"

Veja abaixo o que diz a vereadora Soninha Francine (PPS) sobre o mais novo boato envolvendo o seu nome para integrar a próxima gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM):

Estadão me ligou: “É verdade que você vai ficar com uma Subprefeitura?”

Com esse, já são seis os convites que eu recebi (todos pelos jornais): as Secretarias da Cultura, Esporte, Meio Ambiente, Assistência e Desenvolvimento Social, Participação e Parcerias foram os cinco primeiros.

A cada um deles, uma enxurrada de reações: “Oba, você vai para a Cultura!”; “Legal, Participação e Parcerias, dá para fazer um milhão de coisas!”; “Não ACREDITO que você vai trabalhar para o Kassab”; “Eu SABIA, você só quer o poder”.

(Acabo de lembrar que também vou coordenar o programa de coleta seletiva da prefeitura. Sete!)

***

Alguns comentários são quase ameaçadores: “Você não vai aceitar não é? Pensa bem o que você vai fazer, eu votei em você...”

***

Duvido que algum político ou candidato a cargo eletivo tenha ouvido tantas vezes de seus eleitores: “NUNCA MAIS eu voto em você”. Pela simples razão de que não ouvem/lêem tantas milhares de pessoas quanto eu (por email ou em blogs, chats, fóruns, twitter, Orkut e pessoalmente). Não que eu tenha mais eleitores desiludidos/revoltados do que eles; é que é mais fácil falar comigo (e perguntar, elogiar, xingar) do que com a maioria.

Os motivos do “nunca mais” são diversos. Tão variados qto os motivos pelos quais as pessoas votam em mim, afinal... (Ainda vou fazer uma lista de todos o que já ouvi. Também dá um catálogo de A a Z).

***

“Mas você vai para uma Subprefeitura?”

“Ninguém sequer me convidou...”

“Se for convidada, você aceita?”

“Talvez”.

“Você gostaria de ser subprefeita?”

“Veja bem, eu quero ser prefeita... Uma suprefeitura não chega nem perto disso (NADA chega), mas pode ser uma experiência muito interessante na administração pública. Já discutimos muito, inclusive na Câmara, sobre a pequena autonomia administrativa, orçamentária etc. das Subprefeituras. Mesmo assim, deve ser muito legal poder lidar com um milhão de temas e questões diferentes: calçadas, arborização, cultura, comércio ambulante, jovens, idosos, bicicletas... Ser a ponta do Poder Executivo mais próxima do cidadão...”

“De onde você vai ser Subprefeita?”

“Ei, eu nem fui convidada!”

“Mas o que você prefere, Santana?”

“Eu não tenho que preferir nada, eu sei lá se vão me convidar para uma Sub. Pode até ser, mas infelizmente um convite/ nomeação para um cargo no Executivo envolve muitas coisas que não têm nada a ver com capacidade, competência, adequação para o cargo, etc.

Talvez o prefeito tenha a maior dor-de-cabeça se nomear alguém que sequer participou de sua campanha, enquanto outras pessoas se esforçaram tanto para elegê-lo. Talvez precise de um nome que garanta mais apoio no Legislativo.

O PPS tem dois vereadores na Câmara e não vai garantir seus votos favoráveis ao prefeito em troca de participação no governo... Veja os problemas que o Lula tem com parte da bancada governista por causa do Temporão (que é um bom ministro, mas não está lá para fazer agrados a parlamentares e é bombardeado por causa disso)”.

“Entendo. Mas se for convidada, prefere Santana?”

“[Suspiro] Eu morei duas décadas em Santana, também já morei em outros bairros e regiões, outros eu conheço bem porque trabalhei neles, e muita gente defende que um Subprefeito tem de ser do pedaço. Mas SE eu for convidada, poderia ser Cidade Tiradente, seria sensacional ser Subprefeita de lá. Já pensou tudo o que tem pra fazer?”.

“Então você gostaria?”

[Lá vou eu outra vez...] “Pode ser muito legal ser Subprefeita. Muito. Se você realmente puder e conseguir fazer tudo o que precisa ser feito, uau. Se tiver recursos orçamentários e humanos, estrutura, alguma autonomia... Que possibilidade incrível. Mas, como eu disse, depende...”

“Você sabe que, se isso acontecer, você vai ser muito criticada, né? Sua imagem não vai ficar abalada por servir a um governo democrata?”

“Claro que sim. Se um dia eu vier a trabalhar na administração, vou tomar um pau (já tomo sem ter acontecido nada). “Incoerente, traidora!”. Mas se eu tiver convicção de que posso fazer um bom trabalho, relevante e útil para a sociedade, azar da “minha imagem”. Ela não pode ser o mais importante. Eu sou budista, eu acredito que devo sacrificar meu prestígio, conforto, imagem se for para servir a algo mais importante... O “eu” não é o mais importante.

A possibilidade de trabalhar nessa administração me lembra as oportunidades que eu tive de trabalhar na Globo. Já recebi alguns convites – ouvi, cogitei, mas não aceitei. Isso significa “Rede Globo, jamais!”? Não. Claro que a Globo representa várias coisas que eu critico, condeno, etc., mas também é possível fazer coisas muito legais na Globo. Se eu tivesse certeza de que poderia fazer um trabalho de acordo com as minhas convicções, eu iria. Olha o Caco Barcelos: ele está na Globo e eu adoro as coisas que ele faz.

Se eu tivesse ido para a Globo, muita gente me acusaria de “vendida para o sistema” (era a expressão mais usada nos meus tempos de MTV para situações como essas – a banda independente que assina com uma gravadora, o artista rebelde que dá uma entrevista na televisão...). Mas se eu fosse, tendo total convicção de que poderia fazer o meu trabalho, agüentaria as críticas desse tipo. Não posso deixar de fazer alguma coisa que eu considero importante com medo do que as pessoas vão pensar e dizer...”

***

E assim ficamos. Não sei o que vai sair no jornal logo mais, mas espero que se pareça com essa conversa... Estava aqui no meu canto quando vieram me perguntar “e aí, que tal uma Subprefeitura?”, e eu, como sempre, respondi o que me perguntam: “Ser subprefeita pode ser bem legal, mas não me convidaram, não”. Quero ver quanto tempo vai demorar para dizerem que eu “me ofereci” – ou seja, a gente apanha pelo que fez e não fez, pelo que pensou em fazer e o que nem passou pela cabeça... Ficar pirando em agradar as pessoas também faz com que os políticos fiquem muitos parecidos uns com os outros, escolhendo cuidadosamente as palavras, evitando dar opiniões sinceras, consultando a assessoria de comunicação sobre o que é mais indicado dizer em cada situação...

Como eu já disse, talvez alguns dos meus colegas vereadores tenham razão: eu não sei ser política, não entendo o que é política, nunca vou aprender como é ser da política.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Claudio Fonseca será novo líder do PPS na Câmara

Por acordo dos dois vereadores eleitos pelo PPS com a direção executiva do partido, o líder da bancada na Câmara Municipal em 2009 será o professor Claudio Fonseca, que exercerá o seu segundo mandato (o primeiro foi de 2001 a 2004, pelo PCdoB).

A antecipação da escolha do líder é importante para a participação de Claudio Fonseca e do Dr. Milton Ferreira no processo de escolha do futuro presidente da Câmara e da composição da Mesa Diretora. A eleição da Mesa ocorrerá no dia 1º de janeiro, logo após a posse dos vereadores para a legistatura 2009/2012.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A (ir)Responsabilidade Social do Governo Lula

O Movimento Nossa São Paulo, por meio de seu idealizador e coordenador Oded Grajew, divulga o seguinte comunicado:

A Petrobras acaba de ser excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade. O motivo da exclusão é o não cumprimento por parte da empresa da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009.

Infelizmente, tal postura resultou no não cumprimento da resolução e na postergação por vários anos do início de uso de diesel mais limpo em nosso país. A grande quantidade de partículas de enxofre no diesel brasileiro é responsável por graves doenças respiratórias na população (especialmente crianças e idosos) e pela morte prematura de aproximadamente 10 mil pessoas por ano.

A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobras.

Esta notícia não nos alegra. Muito pelo contrário. Lamentamos que a postura arrogante e prepotente da atual direção da Petrobras, menosprezando o diálogo com a sociedade e insensível a um problema tão grave de saúde pública, manche de forma tão profunda a história de uma empresa brasileira que já deu tanto orgulho a todos nós por sua excelência tecnológica (mas que atualmente distribui combustíveis que se situam qualitativamente entre os piores do mundo) e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Luiza Erundina: um novo parâmetro de gestão

Hoje, segunda-feira (24), no salão nobre da Câmara Municipal, às 19h, será realizado um ato comemorativo pelos 20 anos da eleição do "primeiro governo democrático-popular" em São Paulo.

Traduzindo: é um evento político que marca as duas décadas da eleição da prefeita Luiza Erundina, que, vitoriosa em 1988, realizou uma administração bastante polêmica na época, sem maioria na Câmara, mas cujas conquistas - principalmente na área social - acabaram reconhecidas no decorrer dos anos. A direção municipal do PPS estará presente, prestigiando Erundina.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vereadores ajudam a estruturar Liderança do PPS

Nesta semana, representantes da direção municipal do PPS se reuniram com a vereadora Soninha Francine e os dois novos vereadores eleitos pelo partido, Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira, para tratar da atuação de ambos a partir de 2009 e da estruturação do gabinete da Liderança na Câmara Municipal.

A idéia básica é criar um canal de comunicação e intercâmbio permanente, ágil, organizado e eficaz entre os vereadores, a militância e os dirigentes do PPS paulistano, por meio da implantação de uma assessoria coletiva que viabilize esta "via de mão dupla" na relação cotidiana entre a bancada e o partido.

A assessoria coletiva da Liderança do PPS desenvolverá um trabalho de apoio aos vereadores do partido nas atividades em plenário, na participação em comissões permanentes, análise de projetos, avaliação e propositura de ações conjuntas, acompanhamento da elaboração e execução do orçamento da cidade, e das ações (e omissões) da administração municipal.

Além de ganhar em qualidade e produtividade com o trabalho desta assessoria coletiva, os vereadores estreitam e reforçam seus vínculos com o partido, estabelecem um elo direto com as bases, tornam seus mandatos mais transparentes e acessíveis. Por outro lado, ganha o partido como um todo, tendo uma proximidade maior de seus parlamentares e promovendo um trabalho mais coeso, orgânico, coerente e identificado com os seus princípios, conceitos, ideais e valores políticos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A janela indiscreta e a exposição dos políticos

É inevitável: quando se usa o termo "janela" para denominar o período em que poderá ser permitida a troca de partido, sem o risco de perda do mandato, vêm à mente imagens bizarras: por exemplo, o amante ou o bandido que fogem pela janela escondidos.

Fala-se em "janela da infidelidade" ou "janela da delinquência". O fato é que precisa existir uma regra clara, que possibilite a um político entrar ou sair de um partido pela porta da frente, sem subterfúgios. Que a janela seja reservado apenas àqueles que precisam ser defenestrados por má conduta.

Até lá, a sensação da sociedade é aquela da música do Gonzaguinha: “a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela...”

(con)Fusão: o boato da vez

Virou pauta obrigatória sobre o PPS falar da suposta fusão que estaria sendo articulada com o PSDB. Uma bobagem sem tamanho, alimentada por gente oportunista de um lado e de outro, que pouco se importa com o partido e com a política, interessada apenas em gerar notícia e preocupada em facilitar a própria eleição em 2010. Como se rifar o próprio partido fosse solução para alguém se eleger...

Veja aqui o que a vereadora Soninha Francine (PPS) escreveu no blog dela sobre a possibilidade de fusão com o PSDB.

Como diz Soninha, quem quiser sair do PPS, que saia! "Mas não leve o 23 com você, por favor. Deixe para quem gosta e faz questão dele." É isso aí!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Subprefeito do PPS lança livro na segunda-feira

O urbanista Marcos Gadelho, subprefeito da Casa Verde e dirigente do PPS paulistano, lança um livro nesta segunda-feira (17). Leia abaixo o que ele diz sobre o trabalho:

A idéia de elaborar o livro “GESTÃO URBANA COMPARTILHADA” veio da vontade e da necessidade de se documentar uma experiência que acreditamos ter sido muito positiva, visando assegurar a continuidade de um trabalho desenvolvido conjuntamente entre a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras e a Subprefeitura Casa Verde.

São Paulo é uma cidade global, o que vale dizer que sedia inteligência e poder, devendo, portanto, dotar a sua gestão com iniciativas inovadoras e ousadas compatíveis com a sua importância.

Por outro lado, compatível com a maturidade do Estado Democrático Brasileiro, é necessário o fomento a concretização do processo participativo.

É neste sentido que o presente livro apresenta alguns aspectos da gestão de uma das suas subprefeituras: a da Casa Verde / Cachoeirinha.

Nele ficou documentada a maneira de como os projetos e metas foram conceituados e executados pela subprefeitura, assim como, os resultados obtidos no atendimento as demandas que se apresentaram.

O ponto mais importante da gestão nesta subprefeitura foi o compartilhamento das suas ações, com a comunidade, através dos empreendedores e das entidades sem fins lucrativos, para a proposição e execução de projetos inovadores.

A criação da Agência de Desenvolvimento Local - Agende, totalmente privada, deu um novo estímulo à discussão do desenvolvimento regional integrado. A parceria já estabelecida entre a Agende, a Subprefeitura e o Sebrae estimulará a implantação das estruturas necessárias - incubadoras de empresas, parques tecnológicos e escolas especializadas - para o atendimento das demandas existentes.

Alguns projetos inovadores, implantados na Subprefeitura da Casa Verde, desenvolvidos pela própria Secretaria de Coordenação das Subprefeituras – Gtim que definiu índices e metas para padronização dos serviços das subprefeituras - e outros desenvolvidos através de outras subprefeituras - 5 Ss que visaram a mudança comportamental - também, foram devidamente documentados.

Assim sendo, este livro mais do que apresentar aquilo que seria uma prestação de contas - importante, sem dúvida - vai além, apresentando uma nova visão da administração pública de São Paulo e também, uma nova forma de governar. São Paulo merece e sua população agradece.

Soninha faz palestra "Legislativo: Modo de Usar"

A vereadora Soninha Francine, que em dezembro encerra seu mandato de quatro anos na Câmara Municipal de São Paulo, promoverá na próxima segunda-feira (17) uma palestra para dirigentes do PPS, os dois novos vereadores eleitos do partido (Claudio Fonseca e Dr. Milton Ferreira) e seus futuros assessores para demonstrar como funciona o dia-a-dia do parlamento paulistano.

A palestra "Legislativo: Modo de Usar" orienta sobre aspectos práticos e burocráticos da Câmara, o funcionamento do plenário e das comissões internas, o encaminhamento de projetos de lei e outros procedimentos políticos e administrativos.
Palestra: "Legislativo - Modo de Usar"
Data: Segunda-feira, 17 de novembro
Horário: 14h
Local: Câmara Municipal - 8º andar - Sala Tiradentes

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

STF analisa se "lei da fidelidade" é constitucional

Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal devem analisar hoje se é constitucional ou não a decisão do Tribunal Superior Eleitoral a respeito de fidelidade partidária. Há mais de um ano, o TSE decidiu que o mandato de um político não pertence ao indivíduo, mas ao partido ao qual ele esteja filiado no momento da eleição. Trocou de partido, perdeu o mandato. O objetivo alegado era dar um basta ao troca-troca de partidos logo depois do pleito, muitas vezes até antes do dia da posse.

O engessamento da troca de partidos em nome da fidelidade partidária, porém, criou algumas distorções. Um exemplo vivido pelo PPS foi o caso da vereadora Soninha Francine, que saiu do PT por uma série de motivos pra lá de justificados. Ainda assim, foi perseguida pelo antigo partido e ameaçada de perder o mandato.

O Congresso deve em breve aprovar uma "janela" para permitir que políticos com mandato troquem de partido, assim como, mal comparando, funciona a "janela" que permite que os clubes europeus de futebol contratem jogadores.

A solução encontrada é polêmica. Para alguns, trata-se da "janela da infidelidade". Para outros, de um direito que cabe a qualquer um, de escolher o seu próprio rumo político e ideológico - e poder trocar de legenda se julgar que há motivos para tanto, sem o risco de perder o mandato. O que será que vem por aí?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Marta só pensa "naquilo": 3º turno em São Paulo?

Derrotada nas urnas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), no primeiro e no segundo turno, a sexóloga Marta Suplicy (PT) quer que o TSE casse o registro da candidatura à reeleição do rival sob a alegação de que ele teria usado dinheiro público para editar, em junho, a revista "Um olhar sobre São Paulo", que, para petista, seria propaganda eleitoral irregular.

É mais uma tentativa de levar no chamado "tapetão" uma eleição que o PT considerava ganha, contra um adversário que a bancada petista chegou a inflar na Câmara (ao mesmo tempo em que contava "esvaziar" a candidatura de Alckmin), por considerá-lo mais fácil de ser batido.

O PT usou Lula, usou o PAC, usou a máquina federal, trouxe 11 ministros para apoiar Marta e deu no que deu. Graças a Deus.

Será a oficialização do "estupra, mas não mata"???

A Folha de S. Paulo informa que uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo resulta na prática que estupro sem morte não é considerado crime hediondo:

O TJ rejeitou a caracterização de dois crimes de violência sexual como hediondos e ainda abrandou a pena do condenado em um dos casos. As decisões, de setembro e outubro, foram tomadas com base em uma resolução antiga do STF (Supremo Tribunal Federal). Os dois crimes ocorreram em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

Os crimes hediondos resultam em penas maiores. Até 2007, os condenados por esse tipo de crime não tinham direito à progressão de pena (por exemplo, passar do regime fechado para semi-aberto).

Em 1999, o STF divulgou a recomendação de que estupro sem ser seguido de morte ou lesão corporal grave não deveria ser considerado hediondo. Em 2001, porém, em outro julgamento, o tribunal voltou a considerá-lo hediondo.

"A decisão [de voltar a relacionar o estupro entre os crimes hediondos] foi tomada no julgamento do habeas corpus 81.288 [de 2001]. É esse entendimento que vale atualmente. Recentemente, a nova composição do STF confirmou o entendimento", informou o STF, por meio de sua assessoria.

Em um dos casos julgados pelo TJ, Luciano Rodrigo Barreto foi condenado por assalto e estupro. Segundo o processo, ele trancou o marido em um banheiro e, sob ameaça de uma faca, estuprou a mulher. No TJ, Barreto teve a pena abrandada em um ano e cinco meses - de nove anos e sete meses para oito anos e dois meses.

No outro caso, Marcelo Antônio Monteiro, um dos acusados de violentar um presidiário na penitenciária de Ribeirão Preto, em 1995, teve a pena mantida, mas o crime deixou de ser considerado hediondo. Em primeira instância, ele havia sido condenado a 11 anos e 2 meses em regime fechado.

O preso alvo da agressão, detido sob acusação de estupro, foi violentado por Monteiro e mais cinco presos e ainda teve tatuado em suas nádegas o desenho de um pênis.

"Em sede de revisão, pugna pelo afastamento da hediondez do crime, praticado sem os resultados de lesão grave ou morte, pela redução da pena ao mínimo legal e a modificação do regime para o inicial fechado, sujeito à progressão", justificou o relator do caso de Monteiro no TJ, o desembargador Fernando Miranda.

Segundo Henrique Nelson Calandra, presidente da Apamagis (associação dos magistrados), a classificação de hediondo se justifica pelo baixo índice de recuperação dos estupradores. "Todas as pesquisas penitenciárias mostram que estupradores e estelionatários são os que menos se recuperam na cadeia", disse.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O PPS e a sucessão presidencial de 2010

Muito interessante e oportuna a discussão que vem ocorrendo, desde já, sobre a sucessão presidencial em 2010.

Acho estranho que ainda considerem extemporâneo o assunto, afinal estamos a dois anos do fim do governo Lula (e a menos de um ano do final do prazo para as filiações dos postulantes às eleições de 2010). Quando, então, iniciar esse debate? Quando todo o cenário já estiver tão claro e definido que ao PPS só restará optar a quem aderir?

Ora, um partido político tem que se antecipar às discussões. Tem que lançar idéias à sociedade. Arriscar. Inovar. Provocar. Experimentar. Mostrar que está vivo. Pode até eventualmente errar. Só não pode omitir-se, esquivar-se, esconder-se, acovardar-se. Esta, sim, é a morte política.

O PPS está vivo. Menor, com certeza, mas está aí renovado com figuras como Soninha Francine (SP), Luciano Rezende (ES) e participações destacadas nas campanhas de Fernando Gabeira (PV-RJ) e Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) - para citar apenas os exemplos mais emblemáticos das eleições municipais de 2008, que provaram por A + B que o PPS pode ser importante tanto lançando candidaturas próprias como integrando coligações que tenham a nossa cara e representem o que desejamos para a política e para a sociedade.

O que se questiona internamente é se o PPS deve ou não iniciar as discussões já apostando no nome do governador paulista José Serra para a sucessão de Lula.

Ora, se entendermos que Serra é o melhor nome (que mais agrega, com experiência comprovada, responsabilidade e competência), num cenário que se desenha com Dilma (ou o nome que for) pelo PT, Ciro Gomes pelo bloquinho, Heloísa Helena pela esquerda mais raivosa e inconsequente, e qualquer candidato mais à direita que possa surgir, não vejo razões para não defendermos abertamente esta opção.

Ahhhh, mas podemos nos indispor com o Aécio, se ele for o candidato tucano (ou do PMDB, que seja) - é o que dizem os mais preocupados com a "fulanização" do debate. Outros, ainda, acham que antecipar essa discussão pode reforçar a imagem que temos de "linha auxiliar" do PSDB.

Bobagem! Primeiro, ao defendermos o nome de José Serra desde já para a Presidência, não estamos indo contra Aécio: até porque já foi declarado que ele seria um excelente nome a vice (ou mesmo para encabeçar a chapa, se esta for a decisão democrática do seu partido e das demais siglas que vão compor a frente que se desenha com PMDB, DEM, PV etc.). Não estamos descartando ninguém, mas apontando um horizonte. Citar um nome é ser tachado de adesista, linha auxiliar? Pode ser. É um risco que devemos assumir, com a possibilidade de demonstrarmos na prática política que não é bem assim.

Mas qual a outra alternativa que temos? Vamos nos conformar e nos apequenar ainda mais? Ou vamos tentar dar um salto à frente, vislumbrando dias melhores e uma posição mais clara e compreensível à sociedade. O que é o PPS, hoje, afinal? O que nos diferencia das demais legendas? Vamos apostar até quando no lastro histórico do velho Partidão? Aliás, será que isso hoje tem o peso social, político e eleitoral que já teve um dia? Não será possível nos renovarmos, oxigenarmos, transformarmos sem perder o nosso DNA de esquerda democrática, mas voltados agora mais ao futuro do que ao passado?

O desafio está lançado.

sábado, 8 de novembro de 2008

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Eleitos do PPS se reunem no dia 6 de dezembro

O Diretório Estadual do PPS de São Paulo vai realizar no próximo dia 6 de dezembro um grande encontro com todos os vereadores e prefeitos eleitos pelo partido no pleito de 2008.

Segundo o presidente do PPS paulista, deputado estadual Davi Zaia, "será um momento de conhecermos a todos, trocar experiências e reafirmar as nossas propostas".

Mais informações serão divulgadas no site do PPS/SP. Ou ligue para o Diretório Estadual: (11) 3675-6492/ 3477-2388/ 2157-8823.
Encontro dos Eleitos do PPS/SP
Data: Sábado, 6 de dezembro
Local: Shelton Inn (Hotel Planalto)
Av. Cásper Líbero, 115 - Centro

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mil quilômetros de ciclovias em 10 anos

Uma boa notícia: a Prefeitura de São Paulo planeja instalar 100 quilômetros de ciclovias em 2009.

O projeto, que será discutido hoje na Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz, no Parque do Ibirapuera, traz metas ainda mais ambiciosas: mil quilômetros em dez anos.

Hoje, a capital tem 17,5 quilômetros de ciclovias nas ruas e outros 19 quilômetros em parques. O assunto entrou em pauta neste ano em grande parte pela participação da vereadora Soninha (PPS) como candidata à Prefeitura, que ia aos debates de bicicleta e entende a seriedade deste meio alternativo de transporte.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Como escrever muito sem falar absolutamente nada

Uma reportagem do Estadão deste domingo é um primor no quesito "especulação", sobre o qual temos tratado durante toda a semana no Blog do PPS/SP. É um apanhado geral de todas as fofocas e "informações" vazadas nos últimos dias.

Para citar apenas o que foi falado do PPS: quem lê a matéria passa a achar que Soninha "perdeu o apoio do partido" - que, por sua vez, é "representado" pelo atual secretário da Cultura, Carlos Augusto Calil. Nonsense total.

Para esclarecer, mais uma vez: o PPS já faz parte da gestão Serra/Kassab desde 2004. Ocupa espaços no governo com o deputado federal Dimas Ramalho, por exemplo, na Secretaria de Serviços, e o urbanista Marcos Gadelho na Subprefeitura da Casa Verde, assim como já ocupou a secretaria de Esportes, primeiro com Marquinho Tortorello e depois com Heraldo Corrêa.

Os três partidos da aliança que em 2004 elegeu Serra/Kassab (PSDB, DEM e PPS) lançaram candidatos próprios no primeiro turno e se reagruparam no segundo turno. O apoio à reeleição do prefeito se deu, portanto, pela continuidade ao trabalho que já vinha sendo realizado e por uma série de pontos do programa de governo de Soninha Francine que foram incorporados por Gilberto Kassab.

Se daí sair qualquer mudança no secretariado, esta é uma decisão única e exclusiva do prefeito. Jamais uma exigência do PPS, que obviamente tem em Soninha uma das suas principais lideranças - tanto que já lançou seu nome para a sucessão de Kassab em 2012.

Portanto, se o PPS acredita que Soninha pode ser uma boa prefeita, tem certeza também que seria uma boa secretária. Opinião, aliás, compartilhada pelo próprio Kassab, que elogiou Soninha (como sempre fez, durante a campanha, inclusive) e num ato falho a chamou de secretária. Esses são os fatos. O resto é especulação.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ato falho: Kassab despista, mas Freud explica...

Em meio à disputa de partidos aliados por cargos na próxima gestão da Prefeitura de São Paulo, o prefeito reeleito, Gilberto Kassab (DEM), chamou hoje, em um ato falho, a vereadora e candidata derrotada nessas eleições municipais Soninha Francine (PPS) de 'secretária'.

Questionado sobre as recentes declarações de Soninha, de que ficaria grata se convidada a integrar a administração, Kassab respondeu que "a secretária Soninha é um excelente quadro".

Ao perceber o engano, corrigiu-se elogiando a "vereadora Soninha". "Tenho dela a melhor das impressões."

Transparência: melhor remédio contra especulação


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tão certo como dois e dois são cinco

A postagem abaixo do Blog do PPS/SP falava nas especulações que certamente tomarão conta do noticiário da política e do cotidiano da cidade nos próximos dois meses, em razão da reformulação do secretariado do prefeito Gilberto Kassab e dos rearranjos naturais de uma campanha vitoriosa com diversos partidos aliados.

A imprensa troca secretários e subprefeitos com uma rapidez e uma facilidade que impressionam. Alguns nomes são vazados para demonstrar intimidade com a fonte da informação, ou para que a própria fonte se valorize com a antecipação da notícia. Outros são simplesmente lançados à fritura, sem dó nem piedade.

Intrigas não faltam. A bola da vez é o secretário das Subprefeituras, o tucano Andrea Matarazzo, que ficaria em uma situação delicada com a possível demissão de pessoas da sua confiança e acabaria entregando o cargo. Para a sua pasta retornaria Walter Feldman, hoje ocupando Esportes.

Outra informação dada como certa (tão certo como dois e dois são cinco): o secretário de Serviços Dimas Ramalho (PPS) deixará o cargo porque "não representa o seu partido". Ora, se sair do governo será para voltar à Câmara dos Deputados após ter cumprido uma tarefa honrosa: renegociar os contratos da limpeza pública, uma das muitas pontas desamarradas da administração de Marta Suplicy que foram herdadas pela gestão Serra/Kassab e que precisaram de uma solução enérgica e eficaz.

O complemento da notícia da saída de Dimas, que seria a indicação da vereadora Soninha Francine para a Secretaria da Cultura, não é uma reivindicação do PPS para integrar o governo - até porque essa participação já ocorre desde a eleição de 2004. O assunto surgiu na sabatina da Folha de S. Paulo, com a pergunta de um espectador, quando o próprio Kassab afirmou que seria uma honra ter Soninha integrando a sua administração, especialmente na área mencionada. Daí a virar material para especulação de "experts" é um pulo.

Dois meses de especulação pós-eleição

Os próximos dois meses serão marcados pelas mais variadas plantações de notícias, neste terreno fértil que é a formação de um novo governo. No caso de São Paulo, por exemplo, trata-se da continuidade da gestão Serra/Kassab, mas nem por isso menos sujeita a menos especulações.

A foto acima mostra o governador José Serra com o presidente municipal do PPS/SP Carlos Fernandes e o deputado federal Arnaldo Jardim, na comemoração pela vitória de Kassab no domingo.

O PPS já integra a administração municipal: o secretário de Serviços, Dimas Ramalho, e o subprefeito da Casa Verde, Marcos Gadelho, são filiados ao partido e têm nas suas equipes outros membros pepessistas. A imprensa começa a especular que, na dança das cadeiras do novo governo, seria oferecida a Secretaria de Cultura à vereadora Soninha Francine.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quem ganha e quem perde após as eleições

Esse tipo de balanço é tão comum quanto inútil: quem ganha e quem perde logo após uma eleição. Há pontos em comum nas mais diversas análises: o PMDB teria sido o grande vencedor nacionalmente, assim como o apoio do presidente Lula mostrou-se pouco decisivo em várias disputas, colocando o PT entre os principais derrotados.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Veja que Marta Suplicy passou o segundo turno paulistano afirmando que o DEM era um partido dizimado: no final, quem acabou massacrada foi ela, pelo mais novo líder do partido que ela só chama de "Demo", Gilberto Kassab, numa vitória arrasadora.

O governador José Serra desponta, individualmente, como o grande vencedor. Enfrentou internamente o partido, manteve a disputa dentro dos limites aceitáveis politicamente, evitando uma crise de proporções maiores, e enfim conseguiu eleger o candidato da sua preferência.

Os jornais também trazem duas avaliações bastante negativas sobre o PPS. Vejamos:

1) "O PPS foi o partido da oposição que mais perdeu espaço. Em 2004, elegeu 5 prefeitos em cidades grandes e, neste ano, nenhum. Em janeiro, a sigla só governará 2 milhões de eleitores, bem menos que em 2004, quando obteve 6,8 milhões."

2) "O PPS praticamente sumiu. Vai apostar as fichas em Serra, atuando como um satélite-nanico com verniz de esquerda para um político de esquerda que tem uma base de apoio de centro-direita." (análise de Kennedy Alencar, na Folha de S. Paulo)


Talvez em números absolutos esteja correta a análise. O PPS encolheu em número de votos e em número de prefeitos (passou de 298 prefeituras conquistadas em 2004 para 132 prefeituras em 2008), mas se levarmos em conta o ganho qualitativo que foi, por exemplo, a filiação de Soninha Francine em São Paulo, o PPS e os cidadãos que esperam uma política diferenciada saíram ganhando bastante. A semente foi plantada.

Eliane Cantanhêde diz mais ou menos isso na Folha

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em SP, venceu a melhor opção para a cidade

A vitória de Gilberto Kassab contra Marta Suplicy é uma prova de maturidade do eleitorado de São Paulo, que reconheceu que uma boa administração (consequência da eleição de José Serra em 2004) deveria ser mantida, em que pese todo o esforço de atrelamento da candidata petista ao presidente Lula, à sua enorme popularidade e aos benefícios que supostamente seriam bancados pela máquina federal.

Também venceu a campanha mais limpa. As propostas mais claras. A objetividade do que está sendo feito e pode ser melhorado contra a promessa vazia de quem pouco faz e muito fala. Um prefeito que demonstrou um claro aprendizado e amadurecimento no exercício do cargo, contra uma ex-prefeita que mostra que o tempo não lhe acrescenta quase nada em termos de personalidade e temperamento.

O PPS sai desta eleição com a convicção de ter apresentado à sociedade a melhor candidata e as melhores propostas, tanto que já anuncia para 2012 mais uma vez Soninha Francine para a Prefeitura de São Paulo.

E foi com esta convicção, também, que apoiou Kassab no segundo turno, contra uma campanha petista raivosa e ofensiva, que não honrou as tradições do bom e velho PT - um partido que perdeu a alma, a garra e o idealismo. E agora perde mais uma eleição, para o bem da cidade.

Rio de Gabeira é 55 mil votos menor que o de Paes

Trinta anos mais jovem e 55 mil votos maior: é assim o Rio de Janeiro de Eduardo Paes, que venceu Fernando Gabeira na acirrada disputa pela prefeitura carioca. Nem por isso o prefeito mais jovem significa renovação, que viria justamente com o sessentão da disputa. Mas vai entender o Rio que elege Benedita, Garotinho, Rosinha e Cesar Maia...

Paes é a reencarnação do malandro carioca: ex-tucano que pulou para o PMDB do governador Sergio Cabral e da base de sustentação de Lula por puro oportunismo, demagogo e populista, fez um programa apelativo e usou todos os recursos da antipropaganda contra Gabeira. Deu certo.

Em torno de Paes esteve a "esquerda" do Rio: PT, PCdoB, PDT, PSB... Todos contra Gabeira, que reuniu PV, PSDB, DEM e PPS. Foi pouco. O preconceito venceu a esperança.

Parece que São Paulo, Rio e Porto Alegre não estavam preparados para a visão diferenciada de Soninha, Gabeira e Manuela, o trio que representaria um novo olhar e uma nova atitude na política brasileira. O eleitorado optou pela visão mais convencional. Mas a mudança virá, cedo ou tarde.

domingo, 26 de outubro de 2008

Soninha: semente de 2008 vai florescer em 2010/12

A vereadora Soninha Francine (PPS), que obteve 266.978 votos no primeiro turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo, repetiu neste domingo, 26 de outubro, o roteiro protagonizado há 20 dias: votou pela manhã na PUC, encontrou militantes e dirigentes do partido, foi abordada pela população nas ruas e seguiu para uma sequência de emissoras para comentar o resultado eleitoral (TV Câmara, TV Terra, TV Gazeta e Record News).

Na foto acima, a repetição de uma cena que se tornou rotineira desde o final da campanha: o menino, vestido com a camisa do Palmeiras, viu Soninha e correu para abraçar a vereadora. Posou para a foto, agradeceu, despediu-se e gritou, já de longe, direto e espontâneo: "Soninha, daqui quatro anos eu vou votar em você!"

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Quando Maluf dá lição de moral, a coisa tá ruim...

Até Paulo Maluf se acha no direito de tripudiar da candidata Marta Suplicy na reta final da campanha. Logo ele, aliado de Lula desde 2002 e da própria Marta desde 2004.

"Marta Suplicy, nesta reta final da campanha pela Prefeitura, perdeu as eleições e a compostura", reclamou Maluf, referindo-se às ligações que a petista fez no horário eleitoral contra ele, Kassab e Celso Pitta.

Uai, mas o malufismo foi incorporado pelo neopetismo. Qual é a crise? Bem, o PPS fez a sua parte para entrerrarar essa forma arcaica de fazer política com a candidatura de Soninha polarizando com Maluf. A mudança é lenta, gradual, mas irreversível.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Marta terá um "tsunami" guardado na bolsa Chanel?

A Folha aponta que a quatro dias da eleição, chega a 18 pontos a vantagem do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre a adversária Marta Suplicy (PT), segundo pesquisa do Datafolha - Kassab conta com 54% da preferência contra 36% de Marta.

Como 93% dos eleitores afirmam estar "totalmente decididos" sobre seu voto, Kassab está a um passo da reeleição. Lembrando que o prefeito trilha trajetória ascendente, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, afirma que "é remota a possibilidade de mudança de quadro". E, só uma onda - um "tsunami" - seria capaz de reverter esse cenário.

"Considerando-se a falta de tempo, só algo muito sério, que mobilizasse a opinião pública, poderia mudar esse quadro", afirmou Paulino.

Estabilidade

O quadro permanece estável, apesar da estratégia da campanha do PT de desqualificação do gestão Kassab e de associação do prefeito ao malufismo. Segundo a pesquisa, a aprovação do governo Kassab se mantém no mesmo patamar da semana passada, sendo ótimo e bom para 59% dos eleitores. A administração é regular para 26% dos eleitores; 15% a avaliam como "ruim/péssimo".

No início do segundo turno, a campanha de Marta também exibiu peças em que se questionava se Kassab era casado ou tinha filhos. Alvo de críticas, a propaganda foi tirada do ar.

"Nenhuma das estratégias do PT surtiu efeito", disse Paulino.

Até porque é o PT que esteve e está ainda associado ao malufismo, à direita e a todos os mais recentes escândalos políticos ocorridos em Brasília, como mensalão, dólar na cueca e outros do mesmo quilate.

Ainda segundo a pesquisa, Kassab é hoje o herdeiro de maior parte dos votos do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ex-prefeito Paulo Maluf (PP): 77% dos eleitores de Alckmin declaram voto no prefeito, enquanto 11% optarão por Marta. Alckmin teve 22,48% dos votos.

O prefeito herda também 73% dos eleitores de Maluf. Maluf teve 5,91% dos votos no primeiro turno.

Já a maior parte dos eleitores de Soninha Francine (PPS) - 41% - declara voto em Marta. Kassab conta com 34%.

A quantidade de votos recebida por Soninha no primeiro turno, se fosse transferida para Marta, teria colocado a candidata petista à frente de Kassab no dia 5 de outubro. Deve ter gente no PT arrependida até o último fio de cabelo de ter provocado a saída de Soninha. Fazer o quê, né?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O desespero petista é a marca desta eleição

Se a candidata petista Marta Suplicy já tinha na personalidade, na postura e no modo de interagir com as pessoas os seus pontos mais criticados, o que a coloca atrás apenas de Paulo Maluf entre os políticos mais rejeitados pelo eleitorado paulistano, esta reta final da campanha que a levará à segunda derrota consecutiva na disputa pela Prefeitura de São Paulo veio lhe fazer um estrago definitivo na carreira.

Além da tradicional arrogância e do mau humor típico, Marta conseguiu perder a aura de "modernidade" que a cercava desde a participação como sexóloga no programa TV Mulher, nos anos 80, e enterrou qualquer resquício de ética e idealismo que ainda restava no PT paulistano. Triste fim do partido que cresceu e se projetou pela sinceridade de princípios e pela força de sua militância.

Resta o debate da Globo: Marta apostará as últimas fichas nesse estilo "Pitbull da Daslu", atacando raivosamente o adversário Gilberto Kassab , ou vai tomar uma overdose de maracujina e tentar, mesmo com a derrota, sair de cabeça erguida e se preservar para futuros embates? Você acredita em duendes?

domingo, 19 de outubro de 2008

Soninha prova que é PPS até debaixo d´água

A vereadora paulistana Soninha Francine (PPS) aproveitou bem o fim-de-semana no Rio de Janeiro, apesar da chuva que não parou desde a manhã de sábado. Munida de um guarda-chuva e sua indefectível mochila, Soninha "vestiu" uma bandeira do PPS e participou no domingo da caminhada pró-Gabeira que percorreu a orla de Copacabana, Arpoador e Ipanema.

Mais tarde, acompanhada de pequena comitiva do PPS/SP, almoçou com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), presidente da CPI das Milícias na Assembléia Legislativa do Rio, num tradicional restaurante da Lapa, e acompanhou a vitória de 1 x 0 do Flamengo sobre o Vasco nas arquibancadas do Maracanã.

Soninha reforça campanha de Gabeira no Rio

A vereadora Soninha Francine, que foi candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, está no Rio de Janeiro para reforçar a campanha de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS).

Soninha também participou de uma reunião da Coordenação de Mulheres do PPS (foto), além de conhecer o estúdio onde são gravados os programas de Gabeira, no bairro de Botafogo, e conversar sobre as estratégias de comunicação do candidato carioca - com um crescimento extraordinário que vem sendo chamado de "onda Gabeira".

É incrível como Soninha é reconhecida também no Rio, após a exposição na disputa eleitoral paulistana. A simpatia com que o povo a recebe é fantástica. E ela não se inibe em pedir votos para o candidato que conseguiu, com uma campanha diferenciada e alternativa, em vários aspectos semelhante à sua em São Paulo, chegar ao segundo turno com grande possibilidade de vitória.

Hoje (domingo), Soninha participa de caminhada com Gabeira pela orla de Copacabana, Ipanema e Leblon. No início da noite, assiste no Maracanã ao jogo Vasco x Flamengo.

sábado, 18 de outubro de 2008

PT velho de guerra contamina campanha de Paes

Faz lembrar aquela velha brincadeira de criança, "o que é, o que é?": o que é que tem focinho de porco, orelha de porco, pé de porco e rabinho de porco, mas não é porco?

É o PT, claro! Aqui no Rio (onde o Blog do PPS/SP e a vereadora paulistana Soninha já estão para reforçar a campanha de Gabeira), assim como no resto do Brasil, os métodos mais deploráveis de fazer política são esses da pós-graduação da escola de mensaleiros e carregadores de dólares na cueca.

O presidente do Diretório Municipal do PT, Alberes Lima, confirmou que os panfletos apreendidos na sexta-feira (17) pela equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) foram encomendados pelo partido.

No folheto, que foi distribuído no Largo do Machado, zona sul do Rio, aparecem as fotografias do prefeito Cesar Maia e do candidato Fernando Gabeira (PV) com o sinal de soma entre eles. No verso, consta a inscrição "diga não à continuidade do prefeito Cesar Maia. Pense nisso!".

Não há, porém, qualquer identificação dos responsáveis ou a quem beneficia o material, no caso o adversário de Gabeira, Eduardo Paes (PMDB). Já havia ocorrido outra apreensão de material ofensivo ao candidato Gabeira: no carro da campanha de Paes, com o motorista de Paes. De novo: O que é, o que é?

"O material foi feito por nós, faturado na fábrica. Ele tem o CNPJ do PT", admitiu o presidente do PT carioca, que, no entanto, negou a presença de qualquer irregularidade. "Não há motivo para a apreensão. Nós só dizemos que o Gabeira é apoiado pelo Cesar Maia e o povo tem o direito de saber disso", tentou se justificar.

De acordo com o chefe de Fiscalização de Propaganda do TRE-RJ, Luiz Fernando Santa Brígida, o panfleto é irregular porque não traz a indicação do candidato que é beneficiado com a sua divulgação. Neste caso, no material deveriam constar os nomes de Eduardo Paes (PMDB), de seu vice e dos partidos que formam aliança com ele.

Segundo Santa Brígida, a legislação eleitoral proíbe a produção de material que apenas ataque um determinado candidato, sem indicar os beneficiados por sua divulgação.

O presidente do PT contestou a interpretação: "O panfleto é do partido político e o PT apóia o Eduardo Paes, mas eu não sou obrigado a colocar tudo no mesmo panfleto. Não tem uma lei que me obrigue a isso, a menos que seja a lei da mordaça ou, então, trata-se de mais um factóide do Cesar Maia, que é especialista em criar factóides", ironizou.

Polícia de São Paulo faz lembrar tragédia do Rio

Nessa fase de intercâmbio Rio-SP, notadamente marcado pelas eleições (o PPS paulistano enviou uma delegação para a campanha do Gabeira, capitaneada pela vereadora Soninha Francine, enquanto do PPS carioca chega a São Paulo a juíza Denise Frossard para apoiar a candidatura de Kassab), alguns tristes exemplos estão se reproduzindo de uma cidade para outra.

Guerra entre polícias, métodos e práticas de bandidagem na campanha eleitoral e agora o desfecho mais trágico, em São Paulo, que lembra o famoso episódio do ônibus 174, quando a polícia carioca matou a moça que era mantida refém e depois acabou assassinando o sequestrador, a caminho da delegacia.

O que aconteceu no caso desse homem transtornado que manteve presa por quatro dias a ex-namorada? Porque permitiram que a amiga da jovem de 15 anos voltasse ao apartamento e como foi que ambas acabaram baleadas após a invasão da polícia? Isso teria acontecido se o caso envolvesse algum sobrenome famoso, em vez de ser apenas mais um número para as estatísticas da violência cotidiana na Grande São Paulo?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Marta queria caçar Kassab e agora quer cassá-lo

Quando lançou no ar a já tristemente famosa insinuação por Kassab não ser casado e não ter filhos, a "moderna" Marta Suplicy reproduziu um comportamento de intolerância típico do que foram os movimentos de caça aos comunistas, caça aos negros, aos gays, aos judeus ou seja lá quem fosse o grupo da vez. Não contava que a ação teria efeito inverso e devastador para a sua campanha.

Pois agora Marta tenta subisituir a caça pela cassação: propõe à justiça impugnar a candidatura de Kassab por causa do "checão" do metrô.

A acusação é de o prefeito ter usado a "máquina municipal" em benefício próprio durante evento anteontem no qual anunciou um investimento da prefeitura de R$ 198 milhões nas obras do metrô. Kassab posou ao lado do governador José Serra com um cheque simbólico neste valor.

Uso da máquina??? E o que é, meu Deus do céu, o presidente Lula baixar no palanque da candidata com 11 ministros??? O que é a "super-ministra" Dilma, ensaiando seus primeiros passos para a sucessão de Lula, aparecer na propaganda de TV petista dizendo que ela e o presidente da República garantem mais investimentos para São Paulo se Marta vencer a aleição???

Por falar em uso da máquina, uma distorção que precisa ser revista para as próximas eleições: em 2006, quando Lula disputou a reeleição, permaneceu no cargo, garantido pela legislação, enquanto seu oponente Geraldo Alckmin teve que se desincompatibilizar do cargo de governador de São Paulo. É injusto e ilógico. Aí sim a máquina correu solta, com bolsa família e todas as bolsas que sustentam la famiglia petista.

Polícia para quem precisa de polícia

A guerra entre policiais civis e militares em São Paulo expõe o que existe de mais grotesco em termos de politicagem e desrespeito à cidadania. Não está em jogo simplesmente uma justa reivindicação por melhores salários. Há manipulação político-partidária e eleitoral de sindicatos atrelados ao PT e ao Governo Lula, que querem criar às vésperas da eleição um fato que desestabilize a reeleição do prefeito Kassab, apadrinhado pelo governador José Serra.

"O direito à manifestação de qualquer trabalhador deve ser garantido, porém não com um comportamento que atente contra o Estado e contra a própria população", afirma o presidente municipal do PPS/SP, Carlos Fernandes. Ele lamenta que os grevistas tenham usado veículos e armas da polícia como instrumentos para a reivindicação trabalhista.

É lamentável tudo isso. Mas pelo menos em uma coisa a candidata petista Marta Suplicy tem razão, mesmo no meio de uma síndrome em que parece raivosa e descontrolada: "a política é suja!". Que o diga este PT pragmático que enterrou aquele bom e velho PT dos idealistas e utópicos.

PPS reforça campanha de Gabeira no Rio

Neste final de semana, a campanha de Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio de Janeiro ganhará o reforço de integrantes do PPS do Brasil inteiro, a começar do presidente nacional do partido, Roberto Freire, e da vereadora paulistana Soninha Francine.

O deputado Fernando Gabeira, ex-petista como Soninha, é candidato pela coligação PV/PSDB/PPS. Enfrenta o candidato Eduardo Paes, do PMDB, ex-tucano "issshperto", no bom carioquês, que recebeu o apoio de Lula, do PT carioca e de outros partidos de "esquerda" que sobrevivem como satélites petistas, como o PCdoB e o PSB. Nonsense total.

O Blog do PPS/SP fará também esse esforço extraordinário de se transferir temporariamente para o Rio... (rsrs) Novas postagens já serão cariocas. Jornalistas sofrem!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Kassab ficaria orgulhoso de ter Soninha no governo

THIAGO FARIA
MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online


O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) disse nesta terça-feira que teria "orgulho" de contar com a vereadora e ex-adversária nestas eleições Soninha Francine (PPS) em sua equipe de governo, caso seja reeleito. A declaração foi feita durante sabatina que a Folha realiza com os candidatos a prefeito da capital paulista neste segundo turno.

O PPS, partido da ex-VJ, já declarou seu apoio ao candidato do DEM no segundo turno. Apesar de não ter participado do evento que oficializou a aliança, Soninha votou a favor da parceria com Kassab.

"Tenho muita admiração por ela, seu partido nos deu apoio [no segundo turno], eu me orgulharia muito de tê-la como secretária", afirmou o candidato à reeleição, ao ser questionado se Soninha contaria com uma vaga em sua gestão, caso o candidato ganhe a disputa.

Apesar de aprovar uma possível participação da vereadora do PPS em sua gestão, o candidato foi cauteloso e disse que não seria "correto" insinuar que a vereadora aceitaria. "A Soninha caminha muito ao lado do seu partido. Não seria correto da minha parte fazer qualquer convite aqui", afirmou.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Clóvis Rossi: Surpresa? Não. Asco? Sim

MADRI - Não dá para dizer que me surpreende a campanha que Marta Suplicy lançou contra Gilberto Kassab.

Afinal, quando ela recomendou às vítimas do apagão aéreo no ano passado que relaxassem e gozassem, escrevi aqui mesmo que sua frase era parente muito próxima do "estupra, mas não mata", de Paulo Maluf. Uma e outra revelam uma cultura de profundo desprezo pelas vítimas, quaisquer que sejam os eventos que as causam.

Quem mostra dessa maneira asquerosa a sua pior face reincide fatalmente. Marta reincidiu agora. Ajuda-memória: quando Eduardo Suplicy suspendeu uma de suas campanhas para procurar o eixo, Paulo Maluf insinuou para quem quisesse ouvir que a culpa era do comportamento conjugal de Marta, então casada com Suplicy.
A candidata do PT repete agora o mesmo tipo de insinuação.

Surpreende, sim, que não haja a mesma veemência no repúdio, principalmente no próprio PT e na intelectualidade que se acha progressista e é ligada ao partido.
O presidente da República, por exemplo, preferiu dizer que não vira os ataques e que, portanto, não poderia comentá-los, durante entrevista coletiva em Toledo, Espanha. Duvido que não tivesse sido informado, mas sou forçado a lhe dar o benefício da dúvida.

Aqui, mais um ajuda-memória: na campanha presidencial de 1989, Fernando Collor usou o mesmo asqueroso método de Marta ao puxar o tema de Lurian, filha de seu adversário Lula. Derrubou animicamente Lula para o debate seguinte entre eles, e há gente muito próxima do hoje presidente que atribui a derrota a esse golpe vil.

Em qualquer circunstância, pessoas honestas têm a obrigação de repudiar vilezas. Lula, vítima de uma delas, não tem o direito de escudar-se na lealdade partidária para calar. Lealdade, nesse caso, é só com a ética.

Deu no Blog do Noblat: O milagre de Dona Marta

Nunca antes na história deste país os mais destacados blogueiros haviam falado a mesma língua, defendido o mesmo ponto de vista e investido na mesma direção. Pois isso ocorreu ontem - e talvez jamais se repita. Credite-se a proeza a Marta Suplicy, candidata do PT à prefeita de São Paulo, e ao comercial de sua campanha que perguntou sobre a condição civil de Gilberto Kassab (DEM).

De Ricardo Kostcho, ex-porta-voz do governo Lula:

"Pensei que este tempo de levar a campanha eleitoral para a lama, quando as pesquisas mostram um cenário desfavorável, tivesse ficado para trás e nunca mais eu fosse obrigado a escrever sobre este esgoto da política que, na falta de argumentos, parte para atacar a vida pessoal do adversário.

(...) "É casado? Tem filhos?” O que quis dizer a campanha de Marta ao ficar martelando estas perguntas sobre a vida de Gilberto Kassab? Por acaso tem algum eleitor em São Paulo que não saiba que o atual prefeito candidato à reeleição é solteiro e não tem filhos?

Qual é o problema? O que isso tem a ver com a decisão dos eleitores na hora de votar para escolher o candidato ou a candidata que considerem melhor para administrar a cidade?"

De Rosane de Oliveira, colunista do jornal Zero Hora, de Porto Alegre:

"Que fim levou aquela Marta Suplicy que conhecemos defendendo as minorias? A sexóloga sem preconceitos? A mulher que fez do casamento entre homossexuais (ou união civil) uma das suas bandeira?

A perspectiva de perder a eleição no segundo turno (está 17 pontos percentuais atrás do adversário na pesquisa do Datafolha) transformou aquela Marta numa candidata que apela para o que sempre condenou: a exploração da vida pessoal do adversário. Pior, com insinuações que nada têm a ver com a capacidade de Gilberto Kassab (DEM) para administrar uma metrópole complicada como São Paulo".

De Reinaldo Azevedo na VEJA online:

"Caberia ao DEM indagar se, quando Marta namorou aquele argentino pela primeira vez, já havia rompido formalmente o casamento com Eduardo Suplicy? Eu acho que não. Eis aí. Eis o PT que diz combater preconceitos. Eis o PT de Lula, que ele diz ser alvo de discriminação.”

De Kennedy Alencar na Folha Online:

"Comercial político do PT paulistano indaga se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é casado e se tem filhos. Ora, qual a relevância disso para quem é candidato? Qual a importância para administrar a maior cidade do país se ele é casado, solteiro, viúvo, tico-tico no fubá?”

De Gilberto Dimenstein na Folha Online:

"Não sei o que fica pior: ela [Marta] ser a responsável ou dizer que não sabia que algo tão grave iria para o ar e, depois, defender a baixaria. Só posso entender o fato pelo desespero de quem vê a eleição escorrer pelas mãos.

Ficaria muito melhor para a biografia dela (uma biografia que considero respeitável) pedir simplesmente desculpas. Se ela vencer a eleição na base desse tipo de impropriedade, pode ganhar mas, de verdade, perdeu."

De Cristiana Lobo no G1:

"Não pegou nada bem para Marta o tom de seu programa na estréia do horário eleitoral na televisão. Os eleitores de Marta usam como defesa de sua candidata exatamente aquilo que se imaginava que ela era: uma mulher moderna, de cabeça aberta, alguém que sempre frequentou as paradas gays em São Paulo, defensora do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E, de repente, aparece outra Marta. Com insinuações sobre a sexualidade alheia".

De Josias de Souza no UOL:

“O curioso é que a própria Marta, quando trocou o senador Suplicy pelo argentino Favre, foi vítima de odiosas insinuações. Pena que o desespero momentâneo a tenha desnudado. Lamentável que o flerte com a derrota a tenha conduzido para a sarjeta eleitoral.”

De Lauro Jardim na VEJA online:

“Num programa que já virou histórico pelo grau de apelação, insinuação e baixaria, um locutor pergunta ao paulistano, tendo ao fundo uma foto de Kassab: ‘É casado? Tem filhos?’. Em seguida, aconselha: ‘Para decidir certo, é preciso conhecer bem’.

De Fábio Campana:

"Kassab é solteiro. Marta insinua. Diz que a população tem o direito de saber se ele é casado e tem filhos. Logo a Marta, sexóloga, primeira mulher a tratar do assunto abertamente na TV e sempre avessa à esse tipo de questionamento.

De Pedro Dória:

"Marta não tem o direito de fazer uma insinuação assim tão grosseira. Não ela, que tem histórico de lutar pela igualdade de direitos entre homossexuais e heterossexuais. (...) Parece dizer: às favas os princípios, o que vale é vencer.

(...) O argumento (cínico) para justificar um ataque desses é que o eleitor tem o direito de saber tudo sobre seu candidato. Mas isso não é verdade. Não é da conta do eleitor quantas vezes Marta pulou a cerca quando era casada com Eduardo, ou vice-versa. Não importa ao eleitor que jogos eróticos lhes agradavam ou desagradavam. Houve o tempo em que considerava-se que perder a virgindade dizia algo a respeito do caráter de uma mulher solteira. Pois opção sexual não diz rigorosamente nada a respeito do caráter, bom ou mau, de Gilberto Kassab."

De Daniel Piza, no site do jornal O Estadão de S. Paulo:

"Uma coisa, porém, já é extremamente lamentável nesta campanha de segundo turno: o tom pessoal da propaganda de TV petista, que entre outras coisas pergunta se Kassab é casado e tem filhos. E daí se tem ou não? Lula sofreu com a história de Miriam Cordeiro em 1989 e a própria Marta com a de Luis Favre em 2000. Que use o mesmo expediente não deixa de ser sinal dos maus tempos".

De Guilherme Fiuza no site da revista ÉPOCA:

"A sexóloga está insinuando que o prefeito de São Paulo é gay. Faz isso no mesmo discurso em que o acusa de ligação com Celso Pitta, processado por corrupção. Para a Marta de hoje, homossexualismo e desonestidade estão do mesmo lado.

A vida é assim, as pessoas mudam seus credos. Não há mal nenhum nisso.

Mas o esclarecimento é importante. Na próxima vez que Marta recomendar a você que relaxe e goze, não vá interpretando ao pé da letra. Confira primeiro a sua situação conjugal."

Arnaldo Jardim e Roberto Freire no apoio a Kassab



terça-feira, 14 de outubro de 2008

A verdadeira face de Dona Marta, versão collorida

PPS faz ato de apoio a Kassab no segundo turno

O PPS promoveu nesta segunda-feira um grande ato público de apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab no segundo turno paulistano, com a presença de dirigentes nacionais do partido, como o presidente Roberto Freire (PE), o secretário-geral Rubens Bueno (PR), o tesoureiro Régis Cavalcante (AL), o líder na Câmara dos Deputados Fernando Coruja (SC) e, por São Paulo, o vice-líder Arnaldo Jardim, o também deputado e secretário de Serviços Dimas Ramalho e o presidente estadual do PPS, Davi Zaia.

Participaram do ato os vereadores eleitos do PPS, Claudio Fonseca e Dr. Milton, a primeira suplente Heida Woo, o candidato a vice de Soninha, João Batista de Andrade, e representantes de outros partidos que apóiam Kassab, como o secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), o coordenador do programa de governo Guilherme Afif Domingos (DEM), o secretário de Esportes Walter Feldman (PSDB) e o presidente municipal do PMDB, Bebeto Haddad.

Foi ressaltada por todos a importância da candidatura de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo (que já foi anunciada pelo PPS também para a eleição de 2012) , garantida pelo trabalho coerente da direção municipal do partido, presidido por Carlos Fernandes, e a unidade em torno de um projeto para 2010 com a eleição de José Serra (PSDB) para a presidência da República.

Sem Soninha, PPS oficializa apoio a Kassab

UOL - Ultimas Notícias

O PPS organizou um ato político nesta segunda-feira para oficializar o apoio do partido ao prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), no segundo turno em São Paulo. Mesmo concordando com a aliança definida na última quinta-feira, a candidata Soninha Francine (PPS) - derrotada no primeiro turno - não compareceu ao evento.

Para Kassab, no entanto, a ausência de Soninha não prejudica o apoio oferecido pelo partido. "Ela deixou seu partido em uma situação muito confortável. Ela disse com muita transparência que num primeiro momento ela preferia que as coisas fossem conduzidas pelo partido e que ela estaria inserida nesse processo e no momento adequado estaria pronta para colaborar com a nossa administração", afirmou o prefeito.

Na reunião do diretório municipal do PPS que definiu o apoio, Soninha disse que sua posição é motivada muito mais por uma postura anti-Marta Suplicy, candidata do PT, do que afinidades com o candidato do DEM.

Na ocasião, afirmou que ficaria fora do palanque kassabista para se resguardar de "algumas associações". Com a presença dos presidentes nacional, estadual e municipal do PPS no ato de apoio, Soninha foi lembrada e citada por diversas vezes e elogiada inclusive por Kassab.

Durante o evento, que ocorreu em um salão de festas no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, o prefeito-candidato realizou um ritual que consiste em colocar alface na boca de um leão chinês. De acordo com os organizadores, o ritual traz sorte.

Fazendo as honras da casa no evento de hoje, o presidente nacional da legenda, Roberto Freire (PPS-PE), aproveitou para fazer críticas ao governo federal e ao apoio de ministros na campanha da adversária de Kassab, Marta Suplicy (PT).

"Mandam 11 ministros a São Paulo e esquecem de que o governo precisa discutir uma crise que chega agora", afirmou Freire, em referência ao ato de apoio a Marta ocorrido na semana passada.

Freire também lançou, desde já, o apoio do PPS à candidatura do governador José Serra (PSDB) na disputa presidencial em 2010. "Kassab representa um projeto político bom para São Paulo, mas também bom para o Brasil. Com José Serra presidente em 2010".

Logo em seguida, fez a ressalva de que essa é uma posição pessoal que ainda deverá ser discutida. "O presidente vai defender dentro do PPS a candidatura Serra, mas quem vai decidir isso em momento oportuno é o PPS. Agora, eu posso ter direito a uma preferência desde logo, é só isso", afirmou.